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As Frutas na Medicina Natural

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IMPRESSO NO BRASIL Printed in Brazil

AS FRLTTAS

NA MEDICINA

NATURAL

DIREITOS RESERVADOS Alfons Balbach Daniel S. F. Boarim

lá edição Revista, atualizada e condensada,

após 21 edições do "As Frutas na Medicina Doméstica".

1992

zoooo

EDIÇÊES VIDA PLENA

Rua Flor de Cactus,140 - Jd. Quinta da Boa V sta Tel.: (Ol 1) 464-3888 - Cx. Postal 135 - CEP 08570-970 Itaquaquecetuba-SP

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ESCLARECIMENTO

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Cámara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Balbach, Alfons, 1926- As frutas na medicina natural / Alfons Balbach, Dan el S.F. Boarim. -- 1. ed. rev., atual. e condens.

após 21 edições do "As frutas na medicina doméstica".

-- Itaquaquecetuba, SP : Editora M ssionár a, 1992.

1. Alimentos naturais 2. Frutas . Naturopatia I.

Boar m, Daniel S.F., 1963- II. Título.

CDD-615.32

92-3150 NLM-WB 960

Indices para catálogo sistemático:

1. Frutas : Naturopatia 615.32

Os antigos lançamentos "As frutas na medicina doméstica" e "As hortaliças na medicina doméstica", de Alfons Balbach, alcançaram surpreendente sucesso nos países de fala portuguesa. No Brasil, nossas publicações de "capa verde", conhecidas por milhões de leitores, popularizaram-se como os "livros que ensinam a preparar remédios caseiros". Os novos títulos "As frutas na medicina natural" e as "Hortaliças na medicina natural" constituem uma atualização e um enriquecimento das antigas obras. Além dos retoques de estilo, procedeu-se a uma exaustiva revisão técnica, com acréscimo de inúmeros dados. Os índices sofreram modificações que facilitam a procura. No fim dos capítulos das frutas e hortaliças acrescentou-se um resumo das utilidades medicinais, que relaciona as doenças em ordem alfabética com as respectivas indicações. Os leitores que preferirem a edição de luxo, encadernada, poderão pedi-la a nossos distribuidores. As edições brochadas vêm atender à gritante necessidade de lançamentos economicamente mais acessíveis.

Atenção As orientações contidas nestas obras, úteis em diversas circunstâncias, não dispensam o diagnóstico e o tratamento médicos. Recomendamos o aconselhamento profissional de saúde, especialmente nos casos mais melindrosos.

Prefácio

Diz um conhecido adágio popular que "o brasileiro morre de fome

sentado em cima

da comida". Poderiamos acrescentar que "o brasileiro adoece pisando em cima do remédio". A cura de nossas enfermidades pode estar mais perto do que imaginamos. Pode ser mais fácil e mais barata do que a costumeira corrida à farmácia. Se falarmos em prevenção, o quadro não é menos intrigante. Acabaremos concluindo, para surpresa de não poucos, que saúde é primordialmente questão de hábito.

Para evitar e curaros incômodos psicofísicos, são necessários cuidados de alimentação,

abandono de vícios e certas alterações na rotina da vida. A pressa e o comodismo da vida modema criam a preferência por "soluções" práticas, como tomar uma aspirina para a dor de cabeça ou um antiácido para a queimação de estômago. Um dos maiores erros do homem moderno é o de buscar apenas remédios sintomáticos para seus problemas, e isso se aplica, além da saúde, a outras áreas de atividade, como economia, educação e meio ambiente. Os remédios da era da tecnologia são muito mais casuais 'do que causais. Não aprendemos a prevenir. E quando nos vemos forçados a remediar, podamos só os efeitos terminais, possibilitando um maior crescimento da doença, e maiores estragos futuros.

A presente série de publicações aborda o papel de nossa comida como importante meio

de prevenir e curar doenças. Se nossos males são em grande parte provocados pela boca, é simples intuir que poderão também ser amenizados pela boca.

Embora apresentemos aqui soluções práticas, simples, e às vezes até empíricas, de tratamentos com frutas e hortaliças, nosso objetivo principal é levar os leitores a revisar seus hábitos, e cultivar um estilo de vida sadio. Os remédios caseiros de frutas e hortaliças constituem resultado de exaustiva pesquisa dos recursos da medicina natural e popular, e serão de inegável utilidade em muitas situações. Não só para o povo comum, que busca incansavelmente melhores alternativas para sua saúde, mas especialmente para o pesquisador médico, as curiosas indicações aqui alinhadas serão de incalculável valor para o estudo e o aprimoramento de novas possibilidades terapêuticas.

É preciso, entretanto, repudiar todo preconceito. A singeleza de uma fruta ou hortaliça

parece não encerrar qualquer princípio suficientemente forte para curar. Alguns não

acreditam simplesmente porque nunca experimentaram, ou se o fizeram, não foram perseverantes e criteriosos. Não tencionamos desprezar os recursos médicos convencionais. Pelo contrário, sempre temos o cuidado de recomendar os meios mais prudentes. Mas sentimo-nos no dever de divulgar novas possibilidades, que possam fortalecer as esperanças de um futuro melhor para nossa saúde e a de nossa posteridade.

OS AUTORES

Prof. Alfons Balbach Alemão de nascimento e naturalizado norte-americano, é autor de mais de dez obras, publicadas em português, inglês, alemão, espanhol e outras línguas. Com mais de dois milhões de exemplares vendidos, o prof. Balbach inclui-se entre os mais conhecidos pesquisadores internacionais de nutrição e plantas medicinais. Notável conhecedor de línguas, viaja pelo mundo realizando conferências e acumulando vastaexperiência. No Brasil dedicou vários anos a uma exaustiva coleção bibliográfica de dados sobre hábitos alimentares e remédios populares, além de relacionar informações obtidas diretamente de suas pesquisas de campo.

Dr. Daniel S. F. Boarim Brasileiro, jovem, especializou-se em Nutrição na Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde também cursou Matemática. É autor de vários livros: "Nutrição, Saúde, Naturismo" - "lVossa Comida Assassina" - "A Dieta Que Evita o Câncer" - com milhares de exemplares vendidos. Atuou como professor de Nutrição e Metabolismo

Aplicados à Educação Física na Escola de Educação Física da Polícia Militar de São Paulo até 1990. Atualmente é gerente de redação das Edições Vida Plena, e freqüentemente realiza conferências no Brasil e no Exterior.

Incentivos, críticas 'e sugestões:

Queira escrever para Edições Vida Plena - Caixa Postal 135 - CEP 08570-970 - Itaquaquecetuba, SP.

AGRADEGIMENTOS

Agradecemos a Deus por nos conceder tão fértil oportunidade de sermos úteis à humanidade sofredora. Jamais teriamos a consciência tranqüila se não nos esforçássemos para disseminar conhecimentos que se têm demonstrado tão benéficos para tantas pessoas. Sabemos que a saúde do mundo sofre amargas conseqiiências de vícios e hábitos arraigados. Reina a desinformação. É imperioso, portanto, semear boas sementes, fazer o que for possível para esclarecer e orientar. Agradecemos a Deus por acalentar em nós a boa intenção de compartilhar o melhor de nossa experiência.

Os autores.

A DIETA QUE PRODUZ SAUDE

A maioria das doenças que suportamos como inevitáveis tem duas causas: não ter o que comer e não saber comer. Em outras palavras, desnutrição e má nutrição, fome e desequih'brio alimentar, deficiência nutricional e excesso de comida. Enquanto bilhões de pessoas morrem à míngua, mendigando o pão de cada dia, outro numeroso contingente de habitantes do planeta sofre as conseqüências de sua indisciplina alimentar. A fome é um problema universalmente reconhecido. As doenças que dizimam os famintoS estão relativamente bem conf'iguradas. Mas o problema oposto, o dos abusos alimentares, não é bem compreendido. Embora as pesquisas médicas apontem nossa comida como culpada por inúmeras doenças, não é fácil convencer alguém a mudar seus hábitos alimentares.

Hábitos modernos que produzem doenças

Um exemplo flagrante é o câncer. Há várias causas dietéticas para este terrível flagelo. Os agrotóxicos e os aditivos quimicos, por exemplo, usados com alarmante freqiiência na alimentação moderna, podem desencadear tumores malignos. Outro fator de risco é o consumo

I2 AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

excessivo de gordura, hoje tão comum em todos os cardápios. Ingerir muita gordura é perigoso também para a saúde das artérias, podendo causar aterosclerose, doenças cardíacas e acidentes vasculares. O sal é um criminoso branco, se considerarmos sua cumplicidade no desenvolvimento da hipertensão arterial. Um regime com pouca f'ibra está associado à prisão de ventre, à apendicite, à diverticulose a ao câncer do cólon e reto, entre outros distúrbios digestivos, e, infelizmente, este é o regime da maioria das pessoas.

Campo minado

São muitos os exemplos da associação alimentação-doença. Nossa comida certamente prejudicará nossa saúde se não tivermos certos cuidados. Poderíamos alinhar aqui dezenas de pesquisas sobre o assunto. Nunca a nutrição chamou tanto a atençáo dos cientistas da saúde como hoje. É entretanto necessário esclarecer que cada pesquisa deve cruzar um campo minado. O assunto da alimentação das massas constitui ponto de convergência para interesses numerosos e conflitantes. Como se trata de mercadoria de consumo obrigatório, o alimento é viga mestra não só da saúde, mas também da economia mundial. E não é fácil casar as filosofias destes dois setores. A economia lida com cifras, com faturamento e perdas, com perspectivas e valores numéricos. A saúde tem, em muitos aspectos, implicações diametralmente desiguais. A filosofta de mercado é um dos campos de litígio. O que representa lucro estratosférico para uma determinada empresa, cujo produto é introduzido pela boca, pode corresponder a enorme prejuízo para a saúde pública. É o caso, com reconhecimento consagrado, das bebidas alcoólicas e do cigarro.

Produtos de alto consumo agressivos à satide

Poderíamos apresentar aqui uma interminável lista de produtos, devorados diariamente por milhões de consumidores, que lhes estão estragando a saúde. Tais produtos gozam as mordomias de um sistema que os coloca como carro-chefe da lucratividade. Não lhes faltam incentivos publicitários. As pesquisas, feitas sob encomenda, superenfatizam, naturalmente, só os benefícios, desprezando o peso pesado dos malefícios. O alto consumo garante rica arrecadação tributária, e a simpatia dos órgãos governamentais.

Nadar contra a correnteza dos interesses dominantes. O pesquisador da nutrição fica, então, numa situação melindrosa. Tem de nadar contra a correnteza de interesses das empresas e do governo, e opor-se até ao gosto popular. É por isso que o resultado de muitas pesquisas sobre alimentação toma o destino do arquivamento por tempo indeterminado. Pudemos constatar este fato lamentável ao fazer um exaustivo levantamento bibliográfico sobre nutrição e saúde. Muitas pesquisas, realizadas com a maior seriedade, algumas com vinte, trinta, quarenta anos ou mais, jazem em completo esquecimento, mumificadas sob as teias de aranha dos recessos mais escuros das bibliotecas. Descobrimos nestes trabalhos coisas sui- preendentes, desconhecidas da maior parte dos proflssionais de saúde modernos, e que poderiam causar profundo impacto no mundo çientífico.

A in,fluência da midia

Esporadicamente, entretanto, nestes dias sem censura, vêm à tona informes estarrecedores. Na maioria das vezes mais sensacionalistas que esclarecedores. "Alimentos contaminados", "uso abusivo de aditivos químicos", "carne saturada de hormônios", e coisas do gênero são espasmodicamente divulgadas pela mídia. O povo continua desinformado quanto ao risco oculto de seu prato de comida, dos seus lanches ligeiros. A maré de desinformação veio subindo na proporção em que se intensificava a tempestade publicitária de pseudo-alimentos. As propagandas exercem influência considerável na consolidação de hábitos de consumo. Os jovens, especialmente, são muito suscetíveis. No embalo de uma chamada comercial, as cores, os aromas e os sabores de qualquer tranqueira chamada alimentícia faz a boca encher d'água. Conquistar o consumidor significa meramente agradar-lhe a vista, o paladar e o bolso. Não se fala em valor alimentício do ponto de vista da saúde e da nutrição. Ou quando se fala, são evidentes as distorções. O que encontramos nas prateleiras do mercado está ali principalmente por razões comerciais, muitas vezes sem a mínima atenção à saúde do consumidor. Não basta levar em conta a data de validade, os cuidados higiênicos ordinários, as tabelas de vitaminas, as exigências legais, etc. É também preciso considerar, em sentido mais amplo, o que um determinado alimento representa para a nossa saúde. Se fizermos um trabalho apurado neste sentido, das dezenas de milhares de especialidades alimentícias ofertadas pelo mercado, sobrarão talvez poucas centenas. Mas podemos até arriscar o palpite, com poucas chances de erro, de que estas poucas centenas de alimentos seriam suficientes para satisfazer as necessidades nutricionais das massas, proporcionando condições de saúde incomparavelmente melhores para o mundo. A incalculável soma de dinheiro que se pouparia de investimentos em produtos alimentícios inúteis e prejudiciais, poderia ser investida em projetos humanitários, sendo, sem exagero, suficiente mesmo para sanar o problema da fome. Isto sem computar a representativa economia de gastos médicos. É difícil dar uma noção exata dos benefícios. Tão difícil como dar uma idéia dos gastos desnecessários e prejuízos impostos à saúde humana pela maioria dos alimentos modernos.

Números trágicos

As doenças crônicas e degenerativas matam mais do que todas as outras causas associadas. No Brasil, doenças como o câncer, as cardiovasculopatias e o diabete respondem por cerca de 60% das causas de morte. Os números são alarmantes. Há sete milhões de diabéticos em nosso País. Cada ano surgem 90 mil novos casos de câncer só no Estado de São Paulo, e perto de meio milhão de novos doentes do coração oneram a saúde pública brasileira.

Doenças do coração

Segundo a Organização Mundial de Saúde, uma em cada quatro mortes registradas no mundo, em 1991, resultou de doença cardíaca. Nos países industrializados, os males do coração chegam a provocar metade dos óbitos, enquanto nos países subdesenvolvidos são culpados por 16% dos óbitos. Quase 40% dos americanos têm algum problema cardíaco. O infarto do miocárdio, sozinho, provoca uma tragédia de meio milhão de mortes anuais. Os que sobrevivem a um ataque cardíaco, engrossam as numerosas fileiras dos que portam defeitos

circulatórios. Muitos se (

)-nam

inválidos cardíacos. Anualmente se processam

1.600.000 cirurgias e intervenções cardiovasculares, onde se contabilizam 177.000 implantes de marcapassos,159.000 hy pass de coronárias e 414.000 cateterismos cardíacos. Os custos médicos são astronômicos. Somados às perdas de horas de trabalho, despesas com seguros e aposentadorias por invalidez, os problemas crônicos de saúde transformam-se em causa primária de inflação. Esta relação, notória no Primeiro Mundo, é calamitosa no Terceiro Mundo. A má qualidade da saúde pública ajuda a manter nossa economia na UTI.

Doenças raras no passado, comuns hoje

Se regressássemos algumas décadas no tempo, encontraríamos um panorama bem diferente. Em 1920 a taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares nos Estados Unidos era de 11%. Em 1940já atingia 45%. Hoje metade das pessoas morre de distúrbios cardiovasculares. Na Inglaterra e País de Gales as doenças do coração aumentaram 800% entre 1931 e 1971. As estatísticas mostram uma realidade cada vez mais cruel. Num grupo de três pessoas, uma será alvejada por doença cardiovascular grave entre seus 40 e 50 anos, e outra será surpreendida pelo câncer. O infarto do miocárdio, inimigo número 1 da saúde pública moderna, era considerado uma "rara condição" no fim do século passado, segundo descrição de revistas médicas da época.

Causas do aumento da freqüência das doenças modernas

O que teria provocado tamanho agigantamento das doenças crônico-degenerativas? As

pesquisas médicas mostram que o estilo de vida moderno é o grande vilão da história. A correria, a agressividade e o nervosismo dos tempos atuais se incorporaram indelevelmente a nossos hábitos. Exemplo palpável no âmbito sagrado da alimentação é o irreverente fast food, ou lanche ligeiro, que até traduz a falta de tempo para comer, e que predomina inconteste. Somados à nossa sofrível indisciplina alimentar, o estresse, a vida sedentária e os vícios do tabagismo e alcoolismo, detonam os cataclísmicos índices de morbimortalidade por processos crônicos. O papel da alimentação, que mudou profundamente ao longo de cem anos, é considerado decisivo e saliente entre os outros fatores causais. Em relação a 1910, o consumo de cereais caiu cerca de 50%, o de carne bovina aumentou 72%, e o de queijo cresceu 322%. A ingestão de fibra, que ajuda a prevenir o câncer e outras doenças, caiu vertiginosamente, pois a industrialização atrelou-se à mania perniciosa de produzir alimentos refinados. Investimentos incalculáveis em publicidade ajudaram a consolidar o hábito de consumir coisas doces, coloridas, macias, aromáticas, práticas; sem cascas, asperezas e componentes grosseiros. Deste modo a ingestão de açúcar, aditivos químicos e gorduras subiu descomunalmente.

Saúde - questão de hábito.

É até elementar admitir que somos constituídos daquilo que comemos, e que a má

qualidade de nosso alimento, multiplicada pela indisciplina de nossos hábitos alimentares, produz um organismo debilitado, sujeito a várias doenças.

O cidadão moderno que fuma, alimenta-se mal, não faz exercícios físicos e vive

estressado, é um candidato seguro à maior parte das enfermidades consumptivas do século. Quem não fuma diminui suas chances, mas não deixa de arcar com elevadíssimo risco se, por exemplo, não cuida de sua dieta e apresenta suscetibilidade hereditária.

Desfrutar boa saúde é, portanto, como uma equação de duas variáveis: cultivar hábitos sadios e abandonar hábitos nocivos. Enfim, saúde é, primordialmente, questão de hábito.

Saúde é, fundamentalmente,

ABACATE

questão de hábito.

(Persea americana, Mill Persea gratissima; Laurus persea)

O abacateiro é originário do México e aclimatado no Brasil. Pertence à famlia das Lauráceas, em que se incluem também a canela, o louro, o sassafrás etc. É uma árvore copada e alta, alcançando vinte metros ou mais de altura. Na Argentina o abacate é conhecido por aguacate, ou palta; no México chamam-no de ahuaca ou ahuacaco; nos Estados Unidos avocado; na Inglatena butter pear; na França persêe ou avocat. O abacateiro está sendo largamente cultivado em virtude da boa apreciação votada ao seu fruto.

 

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

Cem gramas de abacates (comum) contém:

Calorias

176,00g

Água

73,35g

Carboidratos

6,14g

6,14g

Proteínas

1,92g

Lipídios

17,10g

Fibras

2, g

Cinzas

0,80g

Vitamina A (Retinol equivalente)

20 RE

Vitamina B (Tiamina)

70,00 mcg

Vitamina Bz (Riboflavina)

146,67 mcg

Niacina

1,60 mg

Vitamina C (Ácido ascórbico)

10,08 mg

Os sais do abacate, em 100 gramas, oferecem as seguintes proporções:

Fósforo 46,50 mg Ferro 0,74 mg Cálcio 18,67 mg

USO MEDICINAL

O abacate é um alimento digno de mérito, pois sacia a fome, nutre todo o organismo e

pode auxiliar na cura de algumas enfermidades. É uma fruta que proporciona nutrição e saúde ao corpo. Ajuda a combater os males produzidos pelo uso de carne, perturbações digestivas, constipação, flatulências, desordens gástricas, reumatismo, gota, afecções

do fígado, da pele etc. É também um bom cosmético: conserva a beleza da pele e do cabelo. Do abacate obtém-se um azeite muito bom para combater o reumatismo e a gota. Friccionam-se as partes afetadas e doloridas.

O mesmo azeite se emprega contra a formação de caspas e a queda de cabelo. Fazem-

se fricções no couro cabeludo. Estas aplicações segundo conceito empírico, fazem crescer o cabelo. As folhas e os brotos do abacateiro são usados, empiricamente, em chás, como diuréticos (para provocar a urinação), como carminativos (para combater os gases do estômago e intestinos), como emenagogos (para provocar ou restabelecer a menstruação). Mastigam-se folhas frescas para curar as afecções da boca, as stomatites, as supurações, e para fortificar as gengivas e os dentes. Para aliviar nevralgias e dores de cabeça, aplicam-se compressas quentes corn o chá das folhas à cabeça.

O chá das folhas se emprega com bons resultados nos seguintes casos: afecções da

garganta, bronquite, catarros, cansaço, debilidade do estômago, diarréia, disenteria, dispepsia atônica, doenças dos rins, indisposição para o trabalho, rouquidão, supurações, tosse etc. As flores são emenagogas.

A casca esmiuçada é indicada para combater vermes intestinais. O caroço tostado e

moído bem fmo combate a diarréia e a disenteria. Tomam-se duas colherinhas do pó dissolvido em uma xícara de água morna. Com cataplasmas de caroço tostado e moído favorece-se a cura das inflamações dos dedos.

ABACATE (Persea gratissima; Laurus persea)

O chá do cozimento dos caroços é usado para combater os eczemas do couro cabeludo.

VALOR ALIMENTÍCIO

O abacate, pelo seu alto valor calórico e custo relativamente baixo, poderia figurar

vantajosamente numa refeição econômica. E por falar em "refeição econômica", não se pode esquecer, na atual abordagem da nutrição, deste aspecto socialmente saliente, além do aspecto nutricional. Incluir o abacate regularmente na dieta pode ajudar tanto a aumentar o valor calórico como a diminuir o custo da alimentação.

Fruta versátil

Há várias maneiras deliciosas de usar este fruto polpudo e amanteigado, tanto em pratos salgados como doces. Na América espanhola não é incomum usá-lo juntamente

com saladas. Misturado com alho, cheiro-verde e sal, e batido, dá uma "manteiga" que muitos apreciam passada no pão, e outros como creme para diversas preparações salgadas.

Calorias e gorduras

Devido ao menor teor de água, o abacate apresenta maior concentração de nutrientes que a maioria das outras frutas. Contém, aproximadamente, quase o dobro de calorias da banana, quatro vezes o teor calórico da laranja e duas vezes o da manga. Seu abundante conteúdo de lipídios, ao contrário do que sucede com as gorduras animais, não oferece risco, pois na sua maior parte não é saturado. Cerca de 85olo das calorias provêm das gorduras, assim subdivididos: 20olo de componentes saturados, 45% de componentes mono-insaturados e 35alo de componentes polinsaturados. O abacate comum, aqui considerado, é um dos mais gordurosos, e o abacate roxo, com 9a% de lipídios, é um dos menos gordurosos.

O abacate cultivado em regiões baixas exibe menor valor calórico, pois contém mais

água e menor quantidade de gordura e carboidratos. Porém apresenta maior conteúdo de

ferro, riboflavina e ácido ascórbico. Este é o abacate brasileiro. O abacate de terras altas

é mais "pesado", contendo proporção mais elevada de gorduras, o que condiz com a necessidade-nutricional de organismos que vivem em climas mais frios.

O abacate é uma das frutas que podem figurar com freqüência nas nossas refeições. Os

obesos, contudo, devem evitá-lo. As crianças podem usá-lo depois de um ano de idade. Nos Estados Unidos, o abacate, de fruta exótica que dif'icilmente aparecia nos mercados, custando preços exorbitantes, tornou-se hoje menos caro e mais fácil de encontrar em qualquer época, pois os da Califórnia amadurecem no inverno e na primavera, e os da Flórida no verão e no outono. Nunca se deve premer o fruto com os dedos para verificar o grau de maturação, porque

a mais ligeira pressão pode originar o apodrecimento.

O abacate deve ser colhido à mão ou recorrendo a aparelhos próprios, com muito

cuidado e um por um, procurando não sacudir os ramos para não magoar os pedúnculos.

Alimentação dos animais

Em caso de superabundância na produção de abacates, podem ser dados aos animais. Nas Antilhas, as cascas dos frutos, cozidas, são dadas ao gado. Os frutos e as respectivas cascas tornam-se mais apetitosos e nutritivos quando se lhes junta um pouco de farelo e água, formando uma mistura pastosa. Havendo, pois, superprodução ou sendo escassa a procura, podem-se aproveitar os abacates na alimentação dos animais em vez de deixá-los apodrecer no pomar. Pode-se igualmente fabricar uma farinha desse fruto.

Emprego na indústria

O extrato gorduroso do abacate, além da possível utilização culinária, o que carece de

mais decididos investimentos, é empregável na indústria com bom rendimento, na forma de matéria prima, para a obtenção de furfural (furano-2- carboxialdeído),juntamente com outros elementos residuais provenientes da casca de aveia e sabugo de milho.

O furfural entra na fabricação de nylon-66, certos solventes, desinfetantes etc.

RESUMO DAS UTILIDADES MEDICINAIS

Afta; Mastigar folhas tenras de abacateiro. Bem lavadas.

Amigdalite: Gargarejo com o chá das folhas do abacateiro. Combinar com chá de tanchagem para maximizar o efeito.

Arrotos: Ver eructações.

Boca, doenças da: Mastigar as folhas tenras do abacateiro, bem lavadas. Acredita-se

que o hábito de mastigar esporadicamente estas folhas ajude a fortalecer as gengivas e

os dentes.

Bronquite: Chá morno das folhas do abacateiro. O efeito é melhor quando se toma esse chá às colheradas misturado com própolis e chá de guaco. Duas a quatro xícaras por dia.

Cabelo, queda de: Fricções do azeite de abacate. Infelizmente, este azeite não é fácil de obter no comércio. É, entretanto, viável extraí-lo industrialmente e empregá-lo com múltiplas finalidades.

Cabeludo, eczemas do couro: Picar o caroço e cozê-lo bem. Aplicar compressas locais deste chá.

Cansaço: Afirma-se que a folha do abacateiro contém propriedades revitalizantes. Usar esporadicamente o chá juntamente com limão e mel.

Caspa: O mesmo método indicado em cabelo.

Catarro (secreções catarrais em geral): Chá das folhas do abacateiro.

Dedos, inflamações dos: Cataplasmas do caroço tostado e moído. Mistura-se o pó assim obtido com água ou suco de confrei. Aplica-se com gaze. O suco de confrei (como o de qualquer outra planta) é obtido facilmente: bater as folhas bem frescas, lavadas, no liquidificador, com água, e coar.

Diarréia: Caroço tostado e moído bem fino. Dissolver duas colherinhas deste pó em uma xícara de água moma. O efeito é mais potente se, em lugar de água, for utilizado o decocto dos brotos da goiabeira.

Digestâo, distúrbios da: Recomenda-se o chá das folhas do abacateiro para a dispepsia atônica.

Disenteria: O mesmo método indicado em diarréia.

Dismenorréia: Ver Menstruaçâo, distúrbios da.

Dispepsia: Ver Digestâo, distúrbios da.

Dor-de-cabeça: Compressas mornas com o chá das folhas à cabeça. Convém também tomar este chá.

Eczema do couro cabeludo: Lavar o cabelo com o chá forte do cozimento dos caroços.

Estômago, doenças do: Chádas folhas do abacateiro. Duas a quatro xícaras diárias.

Estomatite: Mastigar folhas tenras do abacateiro, bem lavadas.

Estresse: Ver cansaço.

Figado, doenças do. Recomenda-se, aos que já sofreram do fígado, incluir pequenas quantidades de abacate na dieta, em lugar de outros alimentos gordurosos.

Flatulência: Acredita-se que o chá das folhas do abacateiro seja carminativo, isto é, ajude a combater os gases intestinais e as eructações (arrotos). Tomar morno, aos goles, meia hora após às refeições.

Gases: Ver flatulência.

Gota: Proceder como indicado em reumatismo.

Indisposição: Ver cansaço.

Menstruação escassa: Para regularizar a menstruação indica-se o chá das flores do abacateiro.

Nevralgias: Aplicar localmente o chá das folhas do abacateiro na forma de cataplasma,

Pele, para a beleza da: Há vários produtos cosméticos, disponíveis no mercado de produtos naturais, preparados à base de abacate: xampu, emulsão hidratante e protetora, cremes, sabonetes, etc.

Reumatismo: Friccionar o azeite de abacate no local dolorido. Infelizmente este azeite não é fácil de encontrár no comércio.

Rins: O chá das folhas do abacateiro é diurético, estimulando a função renal.

Rouquidão: Chá das folhas do abacateiro: Tomar duas a quatro vezes por dia e gargarejar diversas vezes. Se misturado ao chá de casca de cebola, o efeito é melhor.

Tosse: Chá das folhas do abacateiro, morno, com mel, tomado aos goles.

Verminoses: Lavar e moer bem a casca do abacate, e misturar em partes iguais com casca de limão ralado; acrescentar mel e tomar em jejum uma colher de sopa.

Eructações: Proceder como indicado em Flatulência.

ABACAXI

(Ananas sativus; Ananas comosus L. Meril)

Segundo a opinião de Meira Pena, depois da banana e da laranja, é o abacaxi a melhor fruta nacional, concorrendo em certa época do ano para a alimentação do povo. É uma fruta muito agradável, refrescante, de aroma assaz delicioso. Para o botânico Richard, é a melhor fruta conhecida. Origina-se da América Tropical, sendo também cultivado em outros países de clima tropical e subtropical. Pertence à mesma família botânica do gravatá e da samambaia conhecida como barba-de-velho, da família das bromeliáceas.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

Cem gramas de abacaxi (comum) contém: (Calorias)

Polpa

44,33 kcal

Suco

54,00 kcal

Água

(gr)

Polpa

93,00 g

Suco

86,20 g

perda de memório prisão de venhe inflamações do tubo digestivo febres intestinais enfermidades da bexigo cálculos renais nefrite cálculos vesicais bronquite afecções da qarganto orteriosclerose

artritismo

neurastenia

melancolia/tristeza

Carboidratos

Polpa

Suco

Proteínas

Polpa

Suco

Gorduras

Polpa

Suco

Fibras

Cinzas

Vitamina A (Retinol equivalente) Vitamina BI (Tiamina) Vitamina B2 (Riboflavina) Niacina Vitamina C (Ácido ascórbico)

9,75 g 13 ,00 g 0,36 g 0,30 g 0,30 g 0,02 g

0,40 g

0,30 g

5 RE

80,00 mcg

84,00 mcg

0,60 mg

67,14 mg

Os sais do abacaxi, em 100 gramas, oferecem as seguintes proporções :

Potássio 321,00 mg Sódio 16,00 mg Fósforo 6,30 mg Cálcio 17,34 mg

Ferro 0,40 mg Bromelina - a enzima digestiva do abacaxi

O abacaxi é bom para digestão? Seu alto conteúdo ácido faz com que

muitos considerem o abacaxi como indigesto, prejudicial ao estômago ou acidiflcante. Muitos o utilizam incorretamente, e reclamam de azia ou queimação e mesmo aftas associadas à ingestão de abacaxi. Para certas pessoas essa fruta demonstra-se inconveniente em razão de certos distúrbios pré-existentes, sendo, nestes casos, recomendável evitá-ia.

ABACAXI 29

O estudo da composição química do abacaxi levou à descoberta de

uma potente enzima, a bromelina (assim chamada pelo fato de o abacaxi pertencer à fami ia das bromeliáceas). Antigamente usava-se o suco de abacaxi para "amolecer" cames, e até hoje este suco presta-se ao amolecimento de gelatinas. Esta propriedade deve-se exatamente à bromelina, enzima capaz de desdobrar proteínas em substâncias mais simples como proteoses e peptonas. Sugerem-sepelo menos dois efeitos medicinais atribuíveis à bromelina:

1. Ação favorecedora da digestão. Pacientes com insuflciência gástrica (com baixa produção de suco gástrico ou hipocloridria) pode- riam beneficiar-se com o uso de suco diluído do abacaxi sem açúcar. Pode-se tomar uns 80 ml deste suco fresco, diluído a 1/2 (metade de água), às colheradas, meia hora a dez minutos antes das refeições. É, importante, porém, que este tratamento seja adequadamente aplicado. Não se recomenda abacaxi a pacientes com hipercloridria, úlcera gastroduodenal, pirose etc. 2. Doenças respiratórias produtivas (em que há produção de catarro): bronquites, gripes, pneumonias e outras patalogias respirató- rias acompanhadas de tosse e abundante secreção de muco podem sex tratadas com bromelina, que favorece a expectoração, pois desdobra as mucoproteínas do catarro. Há no mercado xaropes à base de bromelina.

USO MEDICINAL

O abacaxi tem várias aplicações na medicina caseira, como sejam:

Bronquite - Day informa que é um dos melhores remédios contra a bronquite. Cortar em fatias, pô-las numa panela, acrescentar mel, tampar bem e cozinhar. Depois de esfriar, retirar o suco e colocar em um vidro. Tampar bem. Tomar três a quatro colheres, das de sopa, ao dia. Afecções da garganta - O abacaxi é também muito útil no tratamento das afecções da garganta, e mesmo na difteria. Come-se a fruta, ao nàtural, ou toma-se o suco, ou fazem-se gargarejos eom o suco. É importante não misturar o abacaxi com outros alimentos na mesma refeição, e não se lhe deve adicionar açúcar. Outras indicações - O abacaxi tem, outrossim, virtudes medici-

nais como diurético e vermífugo; combate a prisão de ventre: é desobstruente do figado; favorece a digestão; combate todas as inflamações do tubo digestivo e auxilia na cura das febres intestinais; ê conveniente no tratamento dietético da arteriosclerose e anemia; é bom contra as enfermidades da bexiga, da próstata e da uretra; é muito útil em caso de cálculos renais e vesicais, e em caso de amenorréia; é bom

<012>

3D AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

remédio contra o reumatismo, como também contra o artritismo; emprega-se com bons resultados na hidropisia e na icterícia; é muito útil no combate à nefrite; é depurativo do sangue.

VALOR ALIMENTÍCIO

O abacaxi é uma dádiva ao paladar, à saúde e à nutrição dos que vivem em países tropicais. Contém aproximadamente o mesmo valor calórico da laranja, porém encerra teor mais alto de carboidratos, dos quais destaca-se, em proporção, a sacarose. É rico em potássio, fornecendo também fósforo, cálcio e magnésio, entre outros minerais. Contém diversas vitaminas como a riboflavina, a tiamina, o ácido pantotênico e a niacina. Fomece um pouco de vitamina C. Apresenta em sua composição vários ácidos de fruta, como o cítrico e o málico, que no metabolismo exercem ação alcalinizante. O abacaxi pode ser usado de diversas maneiras : ao natural, em sucos, em saladas (em mistura com frutas), em compotas, em geléias etc. Graças ao delicioso sabor e ao pelfil nutritivo e medicinal que o caracterizam, o abacaxi é um complemento muito útil à nossa dieta.

RESUMO DAS UTILIDADES MEDICINAIS

Amenorréia: (suspensão do fluxo menstrual): Ver menstruação.

Amigdalite: Gargarejos com o suco. Fazer refeições exclusivas de abacaxi.

Anemia: A acidez do abacaxi favorece, na digestão, a absorção de ferro. O anêmico pode, no intervalo das refeições, usar um pouco de suco de abacaxi diluído em água e adoçado com melado de cana.

Aterosclerose: Sugere-se que o uso metódico de abacaxi pode ajudar a prevenir e atenuar a aterosclerose. Passar alguns dias cada mês com dieta exclusiva de abacaxi, sem açúcar, se não houver sensibilidade excessiva à esta fruta.

Artrite reumatóide: O mesmo método indicado em aterosclerose. Quanto mais avançada a doença, maior a freqüência da dieta de abacaxi, se não houver contra-indicação ou hipersensibilidade digestiva.

Bexiga: Passar alguns dias com suco de abacaxi diluído em água sem açúcar, ou substituir refeições por este suco.

ABACAXI

Cálculos renais: Ver nefrolitiase.

Cálculos da bexiga: O mesmo método indicado em nefrolitiase.

de.

Cérebro, parafortalecer o: Proceder como indicado em Memória, perda

Constipaçâo intestinal: Fazer várias refeições exclusivas de abacaxi. Mastigar cuidadosamente e não pôr açúcar. Pode-se usá-lo em jejum, exclusiva- mente.

Depurativo do sangue: Ver Sangue, depurativo do.

Difteria: Fazer gargarejos com o suco de abacaxi. Usar esta fruta ao natural, sem misturar com qualquer outro alimento. Seguir cuidadosamente as prescrições médicas.

Digestão: Pessoas com deficiência de ácido clorídrico (hipocloridia) poderão auferir benefícios do uso adequado do suco de abacaxi. Ler tópico Bromelina - a enzima digestiva do abacaxi, à pág. 28.

Dismenorréia: Ver Menstruação, distúrbios da.

Diurese: O suco de abacaxi é excelente diurético.

Febre intestinal: Em caso de febre intestinal procede-se a uma dieta de maçã e mamão (às refeições, sem misturar com outros alimentos). Como variação, pode-se tomar um pouco de suco de abacaxi diluído em água sem açúcar, às colheradas.

Figado, desordens do : Proceder como indicado em constipaçâo intestinal.

Garganta, afecções da: Ver amigdalite.

Hidropisia: Mesmo procedimento indicado em constipação intestinal.

Ictericia: Recomenda-se usar, longe das refeições, o suco de abacaxi. Nunca adoçar com açúcar.

Inapetência: O suco de abacaxi, sem açúcar, tomado em pequena quantidade uma ou duas horas antes da refeição, ajuda a abrir o apetite.

Memória, perda de: Recomenda-se empiricamente o abacaxi contra a perda de memória. Proceder como descrito em aterosclerose.

Menstruaçâo escassa: Ver Menstruação, distúrbios da. Bronquite: Ver receita à página 29. Menstruação,distúrbiosda:

Indicadoespecialmentecontraaamenorréia.

<012>

32 AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

Fazer refeições exclusivas desta fruta ao natural, sem açúcar.

Nefrolitiase: Para auxiliar na eliminação de cálculos, há tratamentos naturais específicos. O suco de abacaxi pode participar juntamente com outros sucos e chás. Pode-se passar alguns dias com dieta exclusiva de abacaxi, e tomar chás como o de quebra-pedra, folha de abacate, cana-do-brejo e cavalinha. Convém, entretanto, seguir orientação médica para cada caso.

Prisão-de-ventre: Ver constipação intestinal.

Próstata, doenças da: Procedercomo indicado em constipação intestinal. Pacientes sensíveis a esta fruta podem, entretanto, não se sentir bem com esta dieta.

Reumatismo: Ver artrite reumatóide.

Rins, doenÇas dos: Nalgumas doenças renais em que se busca estimular a diurese, o suco de abacaxi, usado entre as refeições, demonstra-se útil. Alguns pacientes sensíveis a esta fruta podem, entretanto, não se sentir bem com esta dieta.

Sangue, depuratii,o do: Alguns dias de dieta exclusiva de abacaxi apresentam este efeito. Pacientes com hiperacidez gástrica ou sensíveis a esta fruta podem não se sentir bem com esta dieta

Uretra, doenças da: Proceder como indicado em bexiga.

ABIU.

(Lucuma caimito; Ponteria caimito, Roem.)

O abiu é fruto do abieiro, uma árvore da farrulia das Sapotáceas, a mesmafami ia doquixaxá, tutiribá, saptietc. Originária do Perti, acfia- s perfeitamente aclimatada Šm nóssó país.

COMPOSIÇ,40 gUÍ MICA

Em 100 gramas de abiu encontram-se:

Calorias Água Carboidratos Proteínas Lipídios Vitamina B 1(Tiamina) Vitamina B2(Riboflavina) Niacina

r

Calorias Água Carboidratos Proteínas Lipídios Vitamina B 1(Tiamina) Vitamina B2(Riboflavina) Niacina r
Calorias Água Carboidratos Proteínas Lipídios Vitamina B 1(Tiamina) Vitamina B2(Riboflavina) Niacina r
Calorias Água Carboidratos Proteínas Lipídios Vitamina B 1(Tiamina) Vitamina B2(Riboflavina) Niacina r
Calorias Água Carboidratos Proteínas Lipídios Vitamina B 1(Tiamina) Vitamina B2(Riboflavina) Niacina r
Calorias Água Carboidratos Proteínas Lipídios Vitamina B 1(Tiamina) Vitamina B2(Riboflavina) Niacina r

47,2Q kcal

88,00g

g,90g

1,7s g

0,20g

22,00 mcg 196,00 mcg 0,50 mg

Vitamina C (Ácido ascórbico)

13,20 mg

Os sais do abiu, em 100 gramas, oferecem as seguinces proporções:

Cálcio 13 ,00 mg Fósforo 12,00 mg Ferro 0,40 mg

3

t

- 1s Frucas óa Mcdicina Natural

<012>

S FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

Aslu 35

USO MEDICINAL

afecç8es pu I mona res

otite

otalçia

1

O abiu tem forma e tamanho comparáveis aos de um ovo. Sua superfície é lisa, amarela, brilhante. Sua polpa é gelatinosa e esbranquiçada, às vezes doce, às vezes insípida. O látex característico desta fruta, que cola os lábios, torna o seu consumo desagradável para muitos. O látex da árvore é suscetível de emprego como sucedâneo da guta-percha. Este fiuto açucarado e gomoso traz bons resultados no tratamento das afecções pulmonares. O azeite extraído das sementes é usado como emolience nas afecões inflamatórias. Aplicado em gotas, é bom contra as otites e otalgias.

VALOR ALIMENTÍCIO

Comido ao natural, o abiu é uma fruta saudável para os desnutridos, os convalescentes. É rico em carboidratos, e é fonte razoável de niacina e riboflavina.

RESUMO DAS UTILIDADES MEDICINAIS

Emoliente: Proceder como indicado em Inflamações.

Inflamações: Aplicar localmente cataplasma do azeite extraído das sementes.

Otalgia (dor de oui,ido): Ver olile.

Otite: Pingar algumas gotas do azeite do caroço do abiu, morno. Infeliz- mente este azeite não é fácil achar no mercado.

Pele, doenças inflamatórias da: O azeite extraído das sementes, aplicado localmente, tem efeito emoliente. Este azeite, infelizmente, não é de fácil obtenção.

Pneumonia: Proceder como indicado em pulmões, doenças crônicas dos.

Pulmões, doenças crônicas dos: Fazer refeições com a polpa do abiu cozida em água e sal. Utilizar morno, inclusive o caldo, ao qual se pode adicionar mel. Este caldo com mel pode ser tomado ao longo do dia, às colheradas.

ABIU (Lucuma caimito)

<012>

ABRICO-DO-PARA (Mammea americana L:)

O abricó-do-pará, também chamado abricó, abricó-de-são-domin- gos e abricó-selvagem, é produto de uma árvore da farzulia das Gutíferas, a que também pertencem o bacuri, o bacoparé etc. O fruto, do tamanho de uma laranja, apresenta uma massa cor de abóbora, doce e aromática, aderente à casca. É gerahnente muito apreciado.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA Cem gramas de abricó-do-pará contêm:

Calorias

22,10

kcal

Água

Carboidratos

3,92

g

Proteínas

0,49

g

Lipídios

0,50

g

Vitamina A (Retinol equivalente)

32

RE

Vitamina B (Tiamina)

37,00

mcg

Vitamina Bz (Riboflavina)

185,00

m

Niacina

0,40

mg

Vitamina C (Ácido ascórbico)

7,60

mg

USO MEDICINAL

Graças à sua ação eliminadora, depurativa e dissolvente, o abricó-do- pará é útil contra os cálculos, o ácido úrico, a gota, a arteriosclerose, e

arteriosderose

tumores

endurecimentos

::

goto

roquitismo

ABRICÓ-DO-PARÁ (Mammea americana)

asxcó-o-Pnx, 3 7

'

l

5,

'

escorbúto

afecções

cut8neas

queaa do

wbelo

36

<012>

jS AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

toda classe de tumores e formações duras. Produz bons resultados, também, nos casos de hipertensão arterial, catarros, piorréia, raquitis- mo, beribéri, afecções cutâneas. Combate igualmente a tuberculose no

seu primeiro estágio. As sementes encerram propriedades vermífugas. O azeite que se extrai das sementes tem emprego contra a queda do cabelo. Fricciona-se, diariamente, o couro cabeludo. Extrai-se da árvore uma resina muito boa para combater parasitas da pele.

VALOR ALIMENTÍClO O abricó-do-pará é um alimento saudável e saboroso. Come-se ao natural ou preparado em doces ou compotas naturistas. Contém teores razoáveis de provitamina A, vitaminas B I, B2 e C. É rico em carboidratos

(12,1%).

RESUMO DAS UTILIDADES MEDICINAIS

r Ácido úrico (hiperuricemia): Usar abundantemente o abricó, fazendo refeições exclusivas desta fruta.

r Artrite gotosa: Proceder como indicado em ácido úrico.

r Aterosclerose: O consumo liberal de abricós assume, segundo afirmação popular, efeito preventivo da arteriosclerose.

r Bicho-de-pé: Ver pele.

r Beribéri: O abricó é fonte razoável de vitamina B1, podendo ser incluído na alimentação juntamente com levedura de celveja e cereais integrais.

r Catarro: Para as eliminações catarrais em geral recomenda-se fazer

refeições compostas principalmente de abricó-do-pará; mas não convém usá-lo em cxcesso.

r

Desnutriçâo: Considerar comentários feitos em raquitismo.

r

Febre: Chá das folhas, não muito forte. Morno, às colheradas.

r

Gota: Ver artrite gotosa.

ABRICÓ-DO-PARÁ 39

r Pele, doenças da: Proceder como indicado em catarro. A resina extraída

da árvore combate os parasitos cutâneos, especialmente o conhecido "bicho-de- pé". Aplicar no local, com algodão.

r Piorréia: Proceder como indicado em catarro.

r Raquitismo: O abricó-do-pará pode figurar vantajosamene no tratamento

alimentar de várias doenças primárias da nutrição, dado seu valor nutritivo, contribuindo direta ou indiretamente para o restabelecimento. Recomenda-se o abricó empiricamente contra o raquitismo.

Tumores em geral: Proceder como indicado em catarro.

r Tuberculose: Recomenda-se incluir o abricó, se possível, na dieta dos tuberculosos.

Verminoses: Moer as sementes. Misturar com mel e tomar uma colher de sobremesa em jejum.

r Hiperten.sâo arterial: Parece adequada a inclusão do abricó-do-pará na ilimentação dos hipertensos.

<012>

AMEIXA

Carboidratos

Ameixa-amarela

Ameixa-branca

Ameixa-vermelha

Ameixa-preta

20,10 g 15 ,00 g 13,00 g 10,10 g

 

Proteínas

AMI

Ameixa-amarela

1,00

g

Ameixa-branca

0,70

g

,

Ameixa-preta

0,40

g

(Prunus domestica L.) - '

Lipídios

Ameixa-amarela

0,50

g

A ameixa é produzida por uma árvore da famlia das Rosáceas, a pexa-branca 0,10 g ameixeira, que é originária da Pérsia, do Cáucaso e da Ásia Menor. peixa-preta 0,10 g Actimatada nos Estados do Sul, apresenta grande númro de variedads.

Várias outra frutas pertencem também à família das rosáceas: ar zn- (Retinol equivalente)

doa-amarela, nêspera, morango; maçã, darriasco, cereja, pêssego, pêra,

30 RE

&amboesà etc.

Ameixa-amarela

Vitamina A

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

.

Cem gramas de ameixa fresca contêm:

60 mcg

Ameixa-vennelha

20

Vitamina B1(Tiamina) Ameixa-amarela

Ameixa-vemzelha

120

RE

mcg Calorias Ameixa-amarela 89 kcal Ameixa-branca 63 kcal 50 mcg Ameixa-vermelha 54 kcal 150 mcg Ameixa-preta 43 kcal

Água mg Ameixa-amarela 77,90 g 0,37 mg Ameixa-branca 83,00 g

Ameixa-vermelha 85,50 g Ameixa-preta 88,50 g 6,10 mg

Vitamina Bz (Ribotlavinaj Ameixa-amarela

Ameixa-vermelha

Niacina

Ameixa-amarela

Ameixa-vermelha

0,45

Vitamina C (Ácido ascórbico) Ameixa-amarela

40

Ameixa-vermelha

6,80

mg

41

<012>

Z AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL ( AMEIXA

Os sais da ameixa fresca, em 100 gramas, oferecem as seguintes proporções:

Potássio

203,00

mg

Fósforo

32,00

mg

Cálcio

20,00

mg

Sódio

19,00

mg

Magnésio

6,00

mg

Silício

6,00

mg

Ferro

0,70

mg

USO MEDICINAL

Graças ao seu conteúdo em fibra (especialmente pectina), carboidratos, magnésio, sódio e potássio, a ameixa é laxativa, recomen- dando-se contra a prisão de ventre obstinada. Pem-se umas 15 ameixas secas de molho à noite, e, de manhã, comem-se as ameixas e bebe-se o caldo. Esse mesmo caldo, misturado com suco de limão, encerraria propriedades anafrodisíacas, segundo conceito popular. "A ameixa fresca", diz o Dr. Teófilo Luna Ochoa, "é um magnífico agente terapêutico contra as enfermidades causadas pelos ácidos e associadas às hiperlipidemias, principalmente pelo ácido úrico, tais como o reumatismo, a artrite, a gota; a arteriosclerose, a nefrite etc; ácidos e/ou gorduras originados por uma alimentação excessiva, à base de proteínas, gorduras saturadas e colesterol". O Dr. Ochoa, outrossim, recomenda a ameixa como remédio contra a pelagra. O Dr. Henrique Roxo diz que a ameixa é um anti-nevrálgico ciliar. Para se fazer uma "cura de ameixa", segundo o Dr. Indiveri Colucci, procede-se da seguinte maneira:

Obter uma porção de ameixas selecionadas, necessária para 24 horas. Escaldá-las duas ou três vezes, com água fervendo. Pô-las numa tigela, cobri-las com água e deixá-las de molho por I 2 a 24 horas. No primeiro dia, emjejum, comer 8 ameixas frias ou aquecidas em banho- maria; no segundo dia,10. Aumentar a quantidade, acrescentando duas por dia, até alcançar o desejado efeito laxante, e então continuar tomando a última quantidade sem novo acréscimo. A ameixa fresca é indicada contra as hemorróidas e a hipocondria. Diurética como é, recomenda-se contra as afecções, de caráter inflamatório, das vias urinárias.

depurotivo do sangue ,l! ,l s

ofecções

das vias

respiratórios

desintoxiwnte do apareho digestivo

pI VIE (Prunus domestica)

<012>

' AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

É, ainda, "desobstruente" do fígado, "depurativa" do sangue e "desintoxicante" do aparelho digestivo, pelo que se emprega comêxito

nas afecções febris do estômago e do intestino. No tratamento das afecções das vias respiratórias (anginas, catarros etc.), a ameixa é naito Iítil. - . Caso não apareça logo o efeito esperado, aumentar a ebse diária, de duas em duas, até aproximadamente 25. Se o intestino ainda continuar preso, comer umas 10 ou 15 ame xas pequenas antes de deitar-se, além das que devem ser comidas de manhã, em jejum.

Var.oR Ar.aNriElo

A ameixa, consumida ao natural, fresca, seca ou demolhada, é um

alimento saboroso e saudável. É também muito apreciadaemcompotas, geléias, sopas, purês, ou em mistura com flgos secos, passas de uvas ou nozes raladas. Por suas propriedades laxativas, cor vém aos intestinos preguiçosos. Mesmo crianças pequenas podem beneflciar-sŠ da "água da ameixa" em caso de p-isão de ventre.

A ameixa, conforme a variedade, apresenta algumas diferenças de

valor nutricional. Por exemplo, a ameixa-vermelha é rica em provita- mina A, ao passo que as outras variedades são relativamente pobres. A ameixa-amarela é, por sua vez, mais doce e energética, além de conter

um pouco mais de proteína. A ameixa-preta apresenta elevada atividade aquosa, sendo a mais apropriada para o tratamento das afecções uriliárias.

Ir ao sul do Brasil e deixar de experimentar us cativàntes sabores das

variedades de ameixa lá cultivadas, conzo a atnarela e a preta, é uma

inestimável perda de oportunidade gastronômica.

RESUMO DAS UTILIDADES MEDICINAIS

Ácido úrico (hiperuricemia): Fazer refeições exclusivas de ameixa e/ou incluí-la expressivamente na alimentação.

Anafrodisiaco: Deixar.de motho 15 ameixas sgcas dulantea noite. Pela manhã, em. jejum, toinar este caldo com limãóe e•met s. ameixás. Receita. empirisx. '

Anemia: Á ameixa séca é rica em feo (3,Ó rrig poi lOQ g)e portanto coném à dieta contá a anemia ferTopriva(causáda por carênciá defeno). `

AMEIXt1 4S

Artrite: Proceder como indicado em ácido úrico.

Ateroscerose: Incluir copiesamente a ameixa fresca na alimentação. Ajuda a prevenir e a amenizar o processo.

Bronquite: Deve-se usar abundantemente a ameixa fresça e a ameixa cozida. Misturar mel e própolis ao caldo do cozimento dá ameixa e tomar uma colher de sopa de hora em hora.

Catarro: Fazer refeições exclusivas de ameixa fresca.

Cérebro, debilidade do: Os naturopatas práticos acreditam que a ameixa deve ser incluída na dieta de pacientes que se queixam de perda de memória e "debilidade do cérebro". '

Cérebro, parafortalecer o: Proceder como indicado em cérebro, debili- dade do. '

Constipação intestinal: Tomar a "água de ameixas": deixar de moltso, durante a noite, algumas ameixas e de manhã tomr água e comer as ameixas.

Debilidade: Verfraqueza.

Digestão: Verfebre intestinal. Diurese: Utilizar liberalmente a ameixa fresca e/ou seu suco. Febre intestinal: Podem-se fazer refeições exclusivas de ameixa fresca.

Figado: Ensina-se popularrnente que o consumo liberal de ameixas frescas age como "desobstruente do figado". No ensino popular laá um cerne de verdade, sempre enfatizamos.

Fraqueza geral: Incluir regularmente na alimentação a ameixa seca e a fresca.

Gota: Ver ácido úrico. Proceder como ali indicado.

Hemorróidas: Incluir a ameix a expressivamente na alimentação, fazendo, esporadicamente, refeições exclusivas desta fruta.

Hipocondria (preocupação mórb da com doenças): Por inusitado que pareça, recentes pesquisas têm relacicnado distúrbios ruentais ct1 alixnentação. Recomnda-se, aiad,a empSritanente, que a dee ser incluída na dieta dos hipoconáríacos.

Intestinos: Verfebre intestinal.

<012>

AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

Memória, perda de: Ver cérebro.

Nefrite (inflamação dos rins): Proceder como indicado em ácido úrico.

Pelagra: Pelo seu razoável conteúdo de vitaminas B, B2 e niacina. recomenda-se a ameixa, seca e fresca, aos pelagrosos.

Perda de memória: Ver cérebro

Prisão de ventre: Ver constipação intestinal.

Resfi-iado: Descaroçar algumas ameixas secas e assar no forno. Quando estiverem bem duras, moê-las finamente. Acrescer uma colher de sopa deste pó a uma xícara de água quente. Pingar algumas gotas de suco de limão e adoçar com um pouco de mel. Tomar quente.

Respiratórias, doenças das vias: Proceder como indicado em bronquite.

Reumatismo: Proceder como indicado em ácido úrico.

Rins: Ver nefrite.

Sangue, depurativo do: Os naturopatas práticos recomendam a ameixa como "fruta depurativa". Proceder como em: urinárias, doenças das vias.

Tônico: Ver fraqueza.

Tosse: Tomar a mesma preparação indicada em res Jriado, aos goles.

Urinárias, doenças das vias: Fazer refeições de ameixa fresca, exclusiva- mente. Sugere-se passar três ou quatro dias por semana só com ameixas frescas. Lavar bem, para diminuir o risco de contaminantes agroquímicos.

AMENDOA

(Prunus amygdalus, var. Dulcis, Stok; Amygda- lus communis, L.)

A amendoeira, árvore da famlia das Rosáceas, é originária da Ásia, provavelmente da China. Alguns supem que se tenha originado da Síria. No Brasil é comercialmente mais disponível próximo às festas de fim de ano. A amêndoa classifica-se. do ponto de vista nutricional, entre as oleaginosas.

COMPOSIÇÃO QUMICA

Cem gramas de amêndoas contêm:

Calorias

640 kcal

Água

4,50g

Carboidratos

19,60g

Proteínas

I 8,60g

Lipídios

54,10g

Cinzas

3,20g

Vitamina A (Retinol equivalente)

Vitamina B 1(Tiamina) Vitamina B2(Riboflavina) Niacina

Vitamina C (Ácido ascórbico)

58 mcg

150,00 mcg

500,00 mcg

3,60 mg

4,60 mg

47

<012>

AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

Alguns sais, contidos em 100 gramas de amêndoas:

Potássio 457,00 mg Cálcio 254,00 mg Enxofre 160,00 mg Cloro 37,00 mg Sódio 23,00 mg Magnésio I 8 ,00 mg Ferro 4,40 mg

"Leite" ou orchata de amêndoa

Em primeiro lugar, apregoamos o valor do "leite" de amêndoa (um tipo de refresco ou orchata). Essa orchata é muito benéfica contra a acidez ou úlcera gástrica, caso em que se toma pura, adoçada com um pouco de mel, ou em mistura com suco de couve, de repolho, ou de algumas outras hortaliças. Por ser muito desinflamante, é que a orclata de amêndoa se recomenda nas afecções gastrintestinais de caráter inflamatório. É também indicada nas diarréias das crianças, na bronquite, na pneumonia, nas inflamações das vias urinárias, nos cálculos renais e vesicais, nas tosses. Usa-se de igual modo como refrescante, diurético e antiespasmódico. Para preparar uma orchata de amêndoa, procede-se assim: Tomar uns 50 ou 60 gramas de amêndoas e pôr em água fria durante várias horas, ou escaldar com água fervente, para que se possa remover mais facilmente a película. Uma vez despeladas as amêndoas, triturar com um pilão. À pasta que daí resulta acrescentar água aos poucos, enquanto se continua amassando. Deixar repousar umas três horas e passar por uma peneira fina. As partículas maiores, que ficam na peneira, triturar

novamente, até que se tenha aproveitado praticamente toda a porção de amêndoas. Conforme o gosto, pode-se aromatizar o refresco com casca

de limão e adoçar com mel. Uma vez pronto o ` `leite" de amêndoa, deve-

se tomá-lo sem mais demora,

Calmantes e anti-helminticas

ite

A M Ê N Doa 49

hemorróidas

inchaçbes dolorosos dores reumãticos

Gicero góstrica

afecç8es flastrfli ntest nais ordor do estômoqo

bronquite

tosse

cafarro das vlos espi ratórias

: osma

's:::;'

i nflamoG

das vias

" urln8rlas

Diz o Dr. Domingos D'Ambrósio que, "em virtude do seu conteúdo em sais, particularmente fósforo, as amêndoas são um bom tônico do AMÊNDOAS (Prunus amygdalus) s i stema nervoso' '.

<012>

J AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

"As amêndoas são também calmantes e antelmínticas", afnma o Dr.

Teóf'llo Luna Ochoa. "Umas 10 amêndoas, comidas emjejum, ajudam

a expulsar os vermes intestinais".

OUTRAS UTILIDADES MEDICINAIS

Extemamente, se aplica a amêndoa moída em cataplasmas: na região

da cintura, nos casos de dores nos rins; sobre o peito, para acalmar dores

e palpitações do coração; sobre a parte dolorida, no rosto, para combater

a nevralgia facial. Para tirarmanchas do rosto, moem-se e misturam-se parces iguais de amêndoas e milho branco. Com a pasta que assim se forma, fricciona- se diariamente a face.

A pasta de amêndoa triturada dá também bons resultados contra o

eczema e as irntações cutâneas de modo geral.

O azeite extraído das amêndoas encerra propriedades lactígenas,

esurinas, refrescantes, tônicas, laxantes, emolientes. Usa-se nos casos de inflamações gastrintestinais, ardordo estômago, bronquite, tosse, catarro das vias respiratórias, asma, inflamações das vias urinárias. Externamente o azeite de amêndoa é bom, em aplicações tópicas, contra: hemorróidas (aplica-se quente), inchações dolorosas, dores reumáticas, dores de ouvido (tapa-se com um pouco de algodão), frieiras, gretaduras, manchas do rosto etc.

VALOR ALIMENTÍCIO

A amêndoa é muito nutritiva, sendo consideravelmente rica em

gorduras e proteínas. Suas proteínas, de bom valor biológico, ajudam

a substituir a proteína da carne. Deve ser muito bem mastigada para facilitar sua digestão e assimi- lação. Os que, possuidores de uma dentadura deflciente, não podem triturá-la convenientemente, devem usá-la moída. Nesta condição, pode ser adicionada às saladas, às sopas, aos purês. Sendo um alimento energético por excelência (contém 640 kcal por cem gramas!), a amêndoa convém aos trabalhadores braçais. Todavia, por ser rica em vitaminas e sais, particularmente em fósforo, aproveita também aos estudantes e às pessoas que exercem atividades intelectuais. Sua riqueza em ferro a toma especialmente recomendável para as gestantes e para os anêmicos.

AMÊNDOA

A amêndoa amarga não é própria para o consumo humano, pois

contém em grande quantidade certo princípio tóxico, a amigdalina, que

é o glicóside da mandelonitrila e gentiobiose. No organismo sofre

hidrólise e transforma-se em glicose, benzaldeído e ácido cianídrico. O óleo de amêndoa, relativamente difícil de encontrar no mercado,

é utilizado em indústria farmacêutica como veículo para vários medi- camentos.

RESUMO DAS UTILIDADES MEDICINAIS

Anemia: Por sua riqueza em ferro, a amêndoa pode ser vancajosamence incluída na alimentação dos anêmicos.

Aperiente: Ver inapetência.

Asma: O mesmo método indicado em hronquite.

Azia: Ver pirose.

Bronquite: Usar a orchata de amêndoa morna. Ver modo de preparar à pág.

-18.

Calmante: Ver sistema nervoso.

Cardialgia: Ver Coração, dores e palpitações na região do.

Catarro em nivel de vias respiratórias: Tomar algumas vezes ao dia o azeite de amêndoa na quantidade de uma colher de chá por vez.

Cálculos renais: Ver nefrolitiase.

Cálculos vesicais (na hexiga) : O mesmo método indicado em nefrolitiase.

Cérehro, parafortalecer o: Acrescentar duas ou três amêndoas em cada refeição.

Constipação intestinal: O azeite de amêndoas é laxante. Tomar uma colher de sopa em jejum. Lamentavelmente, é raro encontrá-lo à venda.

Convulsão: Proceder como indicado em sistema nervoso.

Coração, doenças do: Ver coração, dores e palpitações na região do.

Coração, dores epalpitações na região do: Aplicar no local a cataplasma de amêndoa. Ver modo de preparar em rins.

Diahete melito: Moer três ameixas e misturá-las ao suco de um limão. Tomar em jejum.

<012>

l Z AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

Diarréia: U sar a orchata de amêndoa às coliteradas. Ver modo de preparar

à pág. 48.

Diurese: A orchata de amêndoa tem efeito levemente diurético. Ver modo de preparar à pág. 48.

Eczemas: Aplicar localmente a pasta dc amêndoá, conforme indicado em pele, manchas da.

Emoliente (atenua inflamaçôes) : Massagear levemente o local com azeite ou óleo de amêndoa.

Enterite: Ver gastrenterite.

Frieira: Apficar no Iocal azeite ou óleo de amêndoa.

Gastreruerite: Reçpmendse incluir na dieta um pouco de orchata de amêndoas. Ver modo de prcparar à pág. 48.

Gastrite: Proceder como indicadoemúkera gastroduoderral. Gretaduras: Proceder como indicado emfrieira.

Hemorróidas: Apficar localmente o azeite ou óleo de amêndoa morno.

Inapetência: O azeite ou óleo de amêndoa comestível misturado em pequena quantidade à comida, ajuda a aumentar o apetite.

Inchações dolorosas: Aplicar localmente o azeite ou óleo de amêndoa moo.

L. eucorréia: Moer dez amêndoas e dissolvê-las em água fervente. Adici-

onar uma colher de sopa de bálsamo de copaíba e suco de um limão. Mexer bem

e tomar, em jejum "dia sim, dia não''.

Nefrolitiase (cálculos renais): Os paciehtes de cálculas renais podem eventualmente substituir o leite de vaca pelo "leite" de amêndoa. Ver modo de preparar à pág. 48-

Newoso, sistema: VeF Sistenea newoso.

Nevralgiafacial: Aplicar localmente a cataplasma de amêndoa. Ver modo de preparar em rins.

Osvido, dores che: Tapar o ouvido com algodão embebido ers azeite ou

óleo de alsíêndoa mofna- .

.

Pele,pará a belera dq"ou manchas da: Mtér e tusar, em partes iguais, . amêndoa e milho anco. Massaeãr dfariamente a pele do rosto caru esta.P- Depois lavar com água e sabonete neutro e friccionar suaemente com toalha: .

AMÊNDOA S3

Pele, irritação da: Proceder como indicado empele, para a beleza da, ou manchas da-

Iirose: Usar a orchata de ãmêndoa. Ver modo de preparar à pág. 48.

Pneumonia: A orchata de auêndoa pode ser inctuídana alimentação. Ver modo de preparar à pág. 48.

Respiratórias, doehças das vias: Moer quatro amêndoas e misturá-las ao suco de uma laranja. Tomar em jejum. No caso de processos agudos, tomar morno, aos goles, com própolis e mel.

Reumáticas, dores: Proceder como indicado em inchações dolorosas.

Rins, dores na região dos: Cataplasma de amêndoa no local. Modo de prgparar: moer as amêndoas e misturar com água quente. Colocar sobre um pano limpo e aplicar localmente.

`Sistema nen,oso: Para "fortalecer" o sistema nervoso, recomenda-se incluir mais regularmente a amêndoa na dieta. Trata-se de uma nleaginosa rica em vitaminas do complexo B, necessário à higidez do sistema nenoso.

Tônico: Acrescentar amêndoas à dieta. Usar um poucn de azeite de amêndoas juntamente com as refeições. Encontra-se em boas casas de produtos naturais.

Tosse: Tomar morna, aos goles, a orchata de amêndoa. Ver modo de preparar àpág. 48.

Ãlcera gastroduodenal: Utiiizar moderadamente a orChata de amêndoa na alimentaão. Ver modo de preparar à pág. 48.

Urinárias, inflamações das vias: Substituir eventualmenté o óleo ou azeite de oliva pelo azeite de amêndoa na dieta. Proceder como indicado em rins, se houver dor.

Verminoses: Tomar, emjejum, uma colher de sopa de amêndoa ralada, um pouco de casca de limão ralada e mel. Certificar-se de que a casca do limão está

limpa elivre de resíduos ágroquímicos.

<012>

(Morus nigra, L; Morus alba, L. )

São duas as espécies principais: a preta (Morus nigra) e a branca (Morus alba). Ambas são medicinais e alimentícias. A amoreira-branca

é cultivada quase que exclusivamente para a criação do Bombyx mori

ou bicho-da-seda, muito comum no Oriente. Este inseto alimenta-se das folhas da amoreira-branca. A amora pertence à família das moráceas, em que se incluem também

a jaca, o figo, a fruta-pão, a umbaúba etc.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

Cem gramas de amora contêm:

Calorias

61,00

kcal

 

Água

g5,

g

Carboidratos

12,40

g

Proteínas

1,95

g

Gorduras

0,97

g

Cinzas

0,70

g

Vitamina A (Retinol equivalente)

2

RE

Vitamina B 1(Tiamina)

30,00

mcg

Vitamina B2(Riboflavina )

50,00

mcg

Niacina

0,43

mg

Vitamina C (Ácido ascórbico)

22,10

mg

54

,

\

r .

.

febre

;

rr

afecç8es das

vios urinârias

febres pal úd i cos

prisóo de

ventre

lMORA SS

diorréio e

diienteria

afecçóes da gorganta

AMORA BRANCA (Morus alba)

<012>

SÓ AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

Os sais da amora, em 100 gramas, oferecem as seguintes proporções :

Potássio

169,00

mg

Fósforo

48,00

mg

Cálcio

34,00

mg

Sódio

7,00

mg

Ferro

2,64

mg

USO MEDICINAL

O fruto da amoreira é depurativo do sangue, antisséptico, vermífugo,

digestivo, calmante, diurético, purgante, refrescante, adstringente, etc. É muito recomendável aos que têm o organismo saturado de ácidos, como os que sofrem de reumatismo, gota, artrite, etc. O Dr. J. M. Arroyo afirma:

"As folhas da amoreira-preta constituem um remédio popular. São empregadas contra o diabete melito pelos habitantes da Península

Balcânica. Recentes

como medicamento hipoglicemiante se justifica".

tendem a provar que sua reputação

Rica em taninos

As folhas da amoreira contêm substâncias do grupo dos taninos, caracterizados por propriedades bioquímicas como a de precipitar o colágeno e produzir compostos de cor escura a partir de reações com os sais férricos; e propriedades medicinais adstringentes, sendo destarte úteis no tratamento de diarréias e certas inflamações. Estas folhas

contêm, além de taninos, ácido lático, pectina, resinas e elementos de pigmentação. Para combater a prisão de ventre, come-se um prato de amoras, em jejum, de manhã, e toma-se suco de amora diluído em água moma.

O suco de amora, quente, adoçado com mel, toma-se com bons

resultados em casos de afecções da garganta, amigdalite, rouquidão,

inflamação das cordas vocais, afecções das gengivas, afecção da língua, aftas etc.

O suco de amora-preta dá um xarope magnífico para a diarréia e a

dísenteria; é muito bom para combater a tosse. Tratando-se de lactentes,

pode-se com esse xarope adoçar-lhe a mamadeira, em caso de tosse. Esse mesmo xarope tem ação enérgica como desinflamante, empre- gando-se, com bons efeitos, em gargarejos, contra as afecções da argánta.

AMoRa 57

Em casos de febre, usa-se o suco de amora, diluído em água, como refrescante.

As flores frescas são diuréticas e muito úteis nas afecções das vias urinárias. Prepara-se, por infusão, um chá adoçado com mel. As folhas são boas para combater as febres palúdicas. Prepara-se, por infusão, um chá, do qual se tomam várias xícaras por dia.

A casca do tronco, em infusão, dá um chá que se tnma em casq de

dores dos ossos em ligação com inflamações. Esse mesmo chá dá bons resultados no tratame;to do diábete melito

e seu efeito é maior se misturado ao suco de alho e cebola.

A casca da raiz é empregada para expulsar vermes intestinais,

inclusive a"solitária". Usa-se também para combater as afecções bronquiais, especiahnente a tosse, as afecções hepáticas, a pleurisi c3s tumores. É, outrossim, durético e purgante. Prepara-se um chá por infusão.

.V AIpR AllMENTÍClO

O fruto dá amoreira, árvore tão comum, mormente ,onde se pratica

a criaço do bicho-da-seda, pode ser usado na confecção de deliciosos

sucos engarrafados, doces, compotas, geléias, bolos naturistas rechea- dos etc.

A atnoxa é aceitavelmente rica em ferro (cerca de 1,5 mg por cm

gramas). Fomece várias vitaminas do complexo B, em pequenos teores.

E ricaem carboidratos (quase 83% das calorias provêm de carboidratos). Em relação às frutas, contém quantidade representativa de proteínas (cerca de 1,5 g por cem gramas).

RESUMO DAS UTILIDADES MEDICINAIS

Afta: Bochechar com suco de amora-preta, quente, adoçado com mel.

Amigdalite: Suco de amora-pre2a, quente, adoçado com mel; tomar aos goles. Pode-se também preparar um xarope deste suco, bastando cozê-lo até engrossar um pouco. Fazer gargarejos com o xarope, ou tomá-loàs colheradas, deixando descer suavemente pela garganta.

Anti-séptico: Proceder como indicado emferidas.

Bronquite: Infuso da casca da raiz, momo, para combater a tosse. Tomar morno,às colheradas. Em excesso é purgativo. Para preparar um infuso, deitar água

<012>

AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

tervente sobre as cascas das raízes bem picadas, tapar o recipiente, e deixar esfriar. Cahelo, queda de: Massagear o couro cabeludo com o infuso das folhas da amoreira.

Catarro: Para as secreções catarrais das vias respiratórias altas recomen- da-se o gargarejo com o chá morno das folhas da amoreira.

Constipação intestinal: Comer, em jejum, um prato de amora. Entre as refeições tomar suco de amora diluído em água moma.

Cordas vocais, doenças das: Suco de amora-preta, quente, adoçado com mel. Tomar vagarosamente.

Diabete melito: Chá das folhas da amoreira-preta (por infusão). A casca do tronco também se presta, em infusão, para o mesmo fim. Há referências científicas quanto à utilidade medicinal da amoreira contra a hiperglicemia do diabete melito.

Diarréia: Usar o xarope de amora, conforme explicado em amigdalite. Tomar não mais que duas colheres de sopa por vez, com intervalos mínimos de duas horas.

Disenteria: Ver diarréia.

Diurese: Chá das flores e folhas da amoreira (por infusão).

Fehi-e: Suco de amora diluído em água. Atua como "refrescante".

Feridas: Lavar externamente com suco das folhas. Bater as folhas frescas, bem limpas, no liquidificador. com água. e coar. Antes, porém, fazer assepsia (limpeza) da ferida.

Figado, doenças do: Ver hepáticas, afecções. Gastrenterite: Infuso das folhas da amoreira. Gengivite: Proceder como indicado em afia. Gota: Proceder como indicado em reumatismo.

Hemorróidas: Infuso das folhas da amoreira. Tomar duas ou três xícaras ao dia. Uso interno e aplicações locais.

Hepáticas, doenças: Infuso da casca da raiz. Em excesso é purgativo.

Hipertensâo arterial: Infuso das folhas. Duas a quatro xícaras por dia.

AMORA

Lingua, doenças da: Proceder como indicado em afta.

Malária: Infuso das folhas; tomar várias vezes ao dia para combater a tcbre.

Ossos, inflamações dos: Tomar o infuso da casca do tronco da amoreira. Pleurisia: Infuso da casca da raiz. Em excesso é purgativo. Prisão de ventre: Ver constipação intestinal.

Purgativo: Infusão da casca da raiz.

Reumatismo: Convém fazer várias refeições exclusivas de amoras.

Rouquidão: Tomar vagarosamente o suco de amora quente adoçado com mel.

Tosse: Tomar, às colheradas, o xarope de amora-preta, conforme indicado em amigdalite. No caso de crianças pequenas, pode-se adoçar a mamadeira com este xarope.

Tumores: Tomar o infuso da casca da raiz. Proceder também como indicado emferidas.

Urinárias doenças das vcas: Infuso das flores frescas. Tomar o chá várias

vezes ao dia.

Verminoses: Infuso da casca da raiz da amoreira. Em excesso tem efeito purgativo.

Impaludismo: Ver malária

<012>

BANANA

(Musa sapientum, L. ; Musa sinensis, Sweet; Musa paradisiaca, Kuntze; Musa cavendishii, Lam.; etc.)

A banana - originária da Ásia meridional, de onde se difundiu para

a África e a América - é uma fruta deliciosa, nutritiva, medicinal. É ligeiramente diurética e laxativa. É um fator terapêutico em certas enterites, sendo também aconselhável aos convalescentes em geral. Entre todas as frutas, nenhuma se compara à banana em vários aspectos. Nenhuma outra é tão apreciada pelo homem e, principalmen-

te, pela criança. Os petizes preferem bananas a qualquer outra fruta.

É uma fruta para todas as idades, para todas as mesas, para todas as

classes sociais. Crianças e velhos, sãos e enfermos, ricos e pobres, todos

podem usufiuir aparadisiaca. É a fruta das frutas.

O título de "rainha das frutas" cabe, legitimamente, à banana. Musa

paradisiaca chamam-na os homens da ciência. Se ela provém ou não do

paraíso, é coisa difícil de resolver, mas, dada a excelência dessa fruta,

é bem provável que no Éden houvesse uma variedade de bananeiras

produtoras de saborosíssimas bananas. Crua, assada, cozida, seca ao sol ou passada no melado, em doces, caldos ou compotas, a banana é um alimento de primeira grandeza.

Deve-se, porém, preferi-la sempre crua. Transformada em farinha, dá um alimento especial, muito nutritivo, recomendado, em mingaus, às crianças pequenas e debilitadas.

A banana é objeto de grande comércio internacional, sendo os

Estados Unidos o seu principal consumidor, e a América Tropical o seu principal produtor. Ela é própria dos climas quentes e úmidos, preferin- do as planícies próximas ao mar e resguardadas dos ventos.

60

BANANA

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

Cem gramas de banana contêm:

Calorias

B anana d ' água

95,00

kcal

Banana ouro

162,00

kcal

Água Banana d'água

76,00

g

Banana ouro

60,10

g

Carboidratos Banana d'água

22,00

g

Banana ouro

36,80

g

Proteínas Banana d'água

1,30

g

Banana ouro

2,39

g

Lipídios

0,20

g

Cinzas

0,50

g

Vitamina A (Retinol equivalente)

24

RE

Vitamina B1(Tiamina)

57,00

mcg

Vitamina Bz (Riboflavina)

80,00 mcg

Niacina

1,18

mg

 

Vitamina C (Ácido ascórbico)

 

8,00

mg

Alguns sais da banana, em 100 gramas:

Potássio

40 I ,00

mg

Sódio

34,00

mg

Fósforo

26,00

mg

Cálcio

20,00

mg

Ferro

1,06

mg

Sugestões e experiências médicas

61

Diz o Dr. Teófilo Luna Ochoa:

"A banana madura

encerra uma substância oleosa, que muito

suaviza as membranas mucosas irritadas em casos de colite e enfermi-

<012>

62 AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

dade do reto. Contém igualmente um fermento digestivo não bem conhecido, porém de alto valor, que, em determinada enfermidade

intestinal, a torna (a banana) a única fonte de carboidrato tolerada pela vítima, que (doutra maneira) morre de fome "Essa fruta é muito recomendável também contra as enfermidades renais, nefrite, hidropisia, gota, obesidade, afecções do fígado, cálculos biliários, tuberculose, escrofulose, paralisia. enfermidades do estôma- go, etc "Contra a prisão de ventre comem-se algumas bananas do tipo "d'água" ou "nanica" ou "caturra" de manhã, em jejum

"A banana ligeiramente assada, exalando seu aroma, come-se quente para combater as pneumonias.

"Contra as diarréias, toma-se o caldo do cozimento da banana-maçã

verde

banana verde, como alimento, a qual se obtém submetendo à pressão a fruta descascada e cortada em pedaços, que logo se deixa secar, ejá está pronta (a farinha) para o uso".

Também, contra as diarréias e disenterias, se utiliza a farinha de

A banana é bom remédio para enfermidades dos intestinos.

Metchnikoff, há muitos anos, observou que as substâncias tóxicas resultantes da putrefação dos resíduos alimentares no intestino grosso, enquanto esperavam a suaeliminação, causavam processos degenerativos

no organismo, especialmente nos vasos sangüíneos e, pelas suas observações, foi levado a chamar o coli-bacilo de "germe da velhice". Metchnikoff procedeu a várias experiências alimentares com ani- mais de diferentes espécies e, em alguns casos, obteve resultados altamente apreciáveis. Observou, porexemplo, que as fezes do morcego sul-americano, comedor de frutas, quando alimentado exclusivamente com bananas maduras, tinham o cheiro característico dessa fruta e estavam inteiramente livres de indício de putrefação. Um estudo feito pelos Drs. Weinstein e Bogin, da Escola de Medicina da Universidade de Yale, revelou que, durante a alimentação com bananas, o bacilo acidófilo, microorganismo antiputrefativo, predomi- nou em poucas semanas. Num caso por eles observado, a influência deste bacilo continuou mesmo depois de cessada a alimentação com bananas.

A dieta de bananas maduras também deu resultados dos mais

benéficos em todos os casos de prisão de ventre, dentro de uma ou duas semanas. Seus efeitos, na maior parte das vezes, duraram algum tempo depois que a ingestão da fruta cessou.

BANANA G3

Um doente, portador de uma antiga colite ulcerativa, obteve ótimo resultado com a mesma alimentação.

O Dr. Lourenço Granato diz que a banana "é muito indicada nos

casos da mais rigorosa prescrição da higiene alimentar dos organismos depauperados de velhos e crianças".

Blanche Whitney Walker, em The Boston Herald, refere o caso de uma criança salva da morte graças à alimentação à base de bananas.

"Tristeza e desolação", diz o autor, "envolviam o pequeno lar do Sr.

e Sra. Archibald J. Chislom, que residiam à Av. Monroe 3, em Malboro.

A sua única filha, a pequena Bárbara Ann, estava muitíssimo doente e

os médicosjá não lhe davam mais esperanças. Os pais, desolados, vam

a criança definhar dia a dia. A pequena, depois de um ano, era a sombra

da criança risonha que antes alegrava o seu lar. "Uma desordem digestiva tinha-se desenvolvido em Bárbara Ann:

ela não podia assimilar alimento de espécie alguma. As tentativas do médico local e de vários especialistas foram inúteis. Os remédios mais conhecidos não lhe trouxeram resultado eficaz. "A mãe aflita curvava-se sobre o berço, os vizinhos vinham e iam com palavras de ânimo, sem lograr aplacar o desespero dos pais. À última hora, um especialista apresentou uma sugestão. A pequena foi levada para um hospital em Boston, onde foi feita uma tentativa no

sentido de encontrar uma dieta que restaurasse a saúde da criança. Dias

se passavam nessa busca desesperada, até que, enfim, lhe deram como

alimento ` bananas maduras '. "Uma pequena porção de bananas maduras foi dada à criança, e, maravilha das maravilhas, ela se deu bem com esse alimento. Bananas bem maduras foram empregadas. A porção foi sendo aumentada pouco

apouco. Para que o receio da mãe não crescesse, deixaram-na por algum tempo na ignorância de que sua filhinha só conseguia reter bananas no estômago. A criança mudava de aparência e melhorava dia a dia. A intuição da mãe notava o melhoramento e ansiosamente desejava saber

o acontecido, receosa de que fossem melhoras passageiras. Mui cuida-

dosamente se tratou do resto da dieta, sendo eliminado todo o açúcar, amido e gorduras. A banana, porém, continuava a fazer parte da sua dieta principal. Depois de seis meses de permanência no hospital, a criança foi levada para a casa em estado visível de completo restabelecimento. Ela tinha então dois anos e meio e pesava 19 libras (8,5 quilos); iumentou cinco libras nos seis meses de hospital.

"Bárbara Ann nasceu no hospital de Malboro

. Era considerada uma

criança normal, em perfeito estado de saúde, até aos 16 meses de idade.

<012>

(4 AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL ) BANANA ÓS

Pesava nessa ocasião 25 libras. Começou então a não se dar bem com os alimentos e perdia peso com alarmante rapidez. Após diversas consultas com vários médicos, f'Icou num hospital para observação, e depois de todas as tentativas terem falhado, foi levada para a casa novamente, pesando então 14 libras. Durante alguns meses permaneceu no berço, enfraquecendo diariamente, até que veio a feliz lembrança do especialista que Ihe salvou a "Essa `criança dó milagre', como é chamada pelos especialistas, dobrou o seu peso, vivendo mais de um ano com uma dieta de bananas. Agora, com três anos e meio, Bárbara Ann pesa 40 libras. É uma criança risonha, robusta e sadia. Eia come, diariamente, três bananas amassadas

e

bem maduras, assim como dois ovos duros, cozidos duranté 20

minutos. Bárbara Ann também recebe bolinhos feitos de farinha de proteína.:. e leite segundouma fórmula especial.

"Os especialistas estão seguindo este caso com verdadeiro interesse

,

"`Doença celíaca' foi, o diagnbshco Lelto pelo mçtlco sot5re essa indisposição que é muiraramente encontrada em crianças. Trata-se de uma indigestão "A cura de banana", diz o Dr. Luna Ochoa, "é recomençiada contra

a prisão de ventFe crôniéa, os transtorros do estômago (como hiper-

acidez gástrica), as énfermidades do sistema nervoso, a paralisia, a poliomielite (casos ém que, é óbvio, não se dispensam os necessáros cuicados médicos), a insônia, as persistentes dores de cabeça, a obesi- dade

"Na polpa da banana", acrescenta o ilustrefacultativo, "foi descober- ta a única cura existente para as perigosas enfermidades celíacas, que tantas vidas vêm custando às crianças. É que a banana contém aquela maravilhosa enzima digestiva que já mencionamos". Fazendo-se três refeições ao dia, pode-se realizar da seguinte maneira a cura de banana:

Primeiro dia 2 bananas em cada refeição Segundo dia 3 bananas em cada refeição Terceiro dia 4 bananas em cada refeição Quarto dia 5 bananas em cada refeição Durante mais 15 dias consecutivos 5 bananas em cada refeição Vigésimo dia 4 bananas em cada refeição Vigésimo primeiro dia 3 bananas em cada refeição Vigésimo segundo dia 2 bananas em cada refeição

ú Iceras ofe5 icteríc a do tígado esfobduras hidropisia queimaduras

osma

tuberculose gtn feridas pul mona r enTermidades intestinais /=

P

netrite

%

onerr

doer celínco

enfermidodes do estmogo

enfermidodes renois

parolisio

escrofulose

f3ANANA

' s Fn:,s n a 'vledicina Natunl

pris8o

d iorré a

hemorr8idos

<012>

66 AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

A seiva da bananeira também encerra ricas propriedades medicinais.

Ensina o Dr. Leo Manfred:

"Para a cura da asma, emprega-se em Cuba a muda da bananeira- maçã, quando não tem mais de um pé (30 cm) de altura. Assa-se com raiz e tudo. Emprega-se o suco, adoça-se com mel de abelhas, e toma-

se diariamente um cálice "Para combater a icterícia, emprega-se, também em Cuba, a seiva tirada do tronco da bananeira-maçã. A altura de uns três pés (aproximadamene 1 metro), faz-se um corte e abre-se uma cavidade capaz de conter um frasco, que ali se introduz para se recolher cheio no dia seguinte. Deste líquido, assim obtido, o doente de icterícia deve tomar, no fim do dia, uns três goles, durante três dias. Afirma-se que é

um santo

detergente na cura de úlceras de mau aspecto. Aplica-se topicamente com estopa (limpa) ou algodão (hidrófilo) bem embebido no mesmo".

A seiva da bananeira é freqüentemente usada como

A seiva do tronco da bananeira tem sido preconizada para prevenir

tuberculose.

"Esta seiva", diz o Dr. Luna Ochoa "toma-se na quantidade de uma

colherada, três vezes ao dia, com um pouco de leite

de erva peitoral, preparado por infusão aromática e adoçado com mel de abelhas, contra a tuberculose pulmonar". No México, um médico apregoa com as seguintes palavras o valor medicinal da bananeira:

ou qualquer chá

"Uma das maravilhas de nossa flora foi chamada para operar uma

revolução no mundo da Medicina, em vista do descobrimento das propriedades curativas contidas no tronco da bananeira. Trata-se nada menos que de um antídoto contra a `peste branca', a tuberculose pulmonar, que no passado dizimou e ainda dizima a humanidade "Algumas experiências realizadas pelo Dr. Monteiro da Silva, do

Brasil,

regular número de tuberculosos

curas radicais alcançadas na tuberculose de segundo grau atingem uma média significativa. "Da minha parte, entusiasmado com os muitos bons resultados

obtidos dos meus estudos sobre o assunto,

em continuar com as minhas experiências, que, até hoje, tenho visto

coroados dos mais lisonjeiros êxitos

nos revelam os resultados admiráveis colhidos junto a um

Refere o ilustre facultativo que as

não tenho medido esforços

O Dr. Monteiro conta-nos o método aplicado em uma paciente,

extensivo a vários casos por ele tratados:

SANANA

Por compressão, obtive de um pedaço de tronco certa quantidade

de líquido que iltrei e dei à enferma na dose de um cálice, cinco vezes

ao dia. "Pois bem. Com esse último tratamento, a exemplo de muitos outros

"

enfermos tratados pelo mesmo processo, ela se curou radicalmente

"De vez que esse meio é tão simples, barato e nada perigoso, creio que tanto os infelizes atacados de tuberculose como os próprios médicos deveriam fazer estudos e experiências, como eu os f Iz, e chegariam à convicção de que o suco da bananeirapossui qualidades promissoras Este método natural de tratamento da tuberculose é, no mínimo,

sugestivo, mas carece ainda de estudos comprobatórios. Pode, entretan- to, igurar vantajosamente como recurso adjuvante da terapia desta moléstia. Em todos os casos se deve observar a prescrição médica.

."

A própria casca da banana tem aplicação em caso de machucaduras.

"Recentemente, quando de férias", diz o Dr. Eric. F. W. Powell

"

escorreguei nas pedras e esfolei seriamente a pema e a munheca. Por acaso eu tinha uma banana comigo, e coloquei a parte interna da casca, atando-a, diretamente em contato com as feridas, e continuei andando. Quando cheguei ao hotel, algumas horas depois, notei que as partes machucadas estavam limpas e sadias. Não houve inflarnação e o processo de cura foi o mais rápido que já experimentei. Posso, com confiança, falar da banana como tendo aplicação externa nos casos de inflamações, queimaduras, escaldaduras, inchações, feridas simples,

chagas e neuralgias. Bastausara casca fresca, sadia, e aplicar a superfície interna à parte afetada. Ata-se na posição devida, mas não se aperta, e renova-se cada duas ou três horas". A seiva da bananeira também tem virtudes medicinais semelhantes.

A seiva da bananeira, graças aos seus efeitos adstringentes, ajuda a

curar a diarréia. Essa mesma seiva, diluída em água, traz magníf Icos resultados contra a nefrite. Em compressas, a seiva é topicamente aplicada para combater as hemorróidas.

VALOR ALIMENTÍCIO

Conhecem-se no Brasil mais de 30 variedades de bananas, as mais

q ,P ç, , g,

comuns das uais são: nanica rata, ouro, ma ã d água, são-tomé, i o

da-terra, cacau, abóbora, chocolate, manteiga etc.

O valor alimentício da banana reside principalmente no seu teor em

hidratos de carbono, que vai de 20,80% na banana são-tomé a 36,80%

<012>

,S FRUTAS NA IEDICINA NATURAL

na banana-ouro. Entre os sais minerais contidos na banana destacam-se o potássio, o fósforo, o cloro, o magnésio, o enxofre, o silício e o ferro.

A banana contém as vitaminas A, B l, B2, PP (Niacina) e C. É fonte

razoavelmente boa de vitmina C; a banana-figo e a banana-são- domingos são mais ricas nesta vitamina. A vitamina A se encontra na

proporção de 20 a 30 RE por 100 g, nas diversas variedades. A taxa das

vitaminas B 1, B2 e niacina é pequena. É bem variado o teor em vitamina C, de um tipo de banana para outro. Assim, em 100 gramas, a d'água possui 8 mg; a maçã,13 mg; a figo, 28 mg; a prata, l4 mg; a ouro, 8 mg. "Ahistóriadaalimentação," diz Nicolau Ciancio, "assinalaverdadei- ras catástrofes, toda vez que na alimentação vieram a faltar as vitaminas. Na Idade Média, durante o inverno, na Alemanha, o escorbuto fazia muitas vítimas, por falta de vitamina C, e milhões de pessoas morreram de beribéri no Oriente, sobretudo no Japão, graças à carência de vitamina B. O consumo liberal de banana ajudaria a evitar estes quadros." Grande é, no Exterior, o conceito alcançado pela banana. É sobreme- sa fina e obrigatória nos melhores hotéis. Dão-lhe muita importância e consideram-na superior à maçã. A banana é não raro vendida por unidade, ao passo que em nosso país a compramos por dúzia e kg, a preços mais ou menos acessíveis. Nosso povo precisa conhecer o valor dos nossos mais ricos alimen- tos, entre os quais figura a banana, para que possa comer o melhor e o mais barato, não desperdiçando o que é tão adequado para a nossa saúde

e economia.

A banana deve ser comida ao natural ou misturada, em saladas, com

outras frutas. Podemos usar, também, com vantagem, os doces de banana, que devem ser preparados sem açúcar, pois a própria frutajá é consideravelmente doce, as bananas dessecadas e a farinha de banana, que são alimentos principalmente energéticos.

A banana-prata madura pode ser incluída na dieta infantil desde os

6 meses de idade. Nos Estados Unidos ela é ministrada mais cedo às crianças. Passada no liquidificador, é incluída na mamadeira com leite, sem açúcar. O próprio adocicado da banana é suficiente para adoçar.

No Exterior, como já dissemos, se dá à banana um valor alimentar considerável, e já é tempo de compreendermos os benefícios que oderiam auferir dessa fruta os brasileiros, se dela fizessem uso mais ácional e abundante."Se as autoridades escolares", diz um ilustre médico brasileiro, "distribuíssem a banana, na forma de merenda ou

BANANA G9

complementação alimentar, fundadas no seu valor nutritivo e na interior ação das vitaminas, poriam temio aos preconceitos absurdos, generali- zando a pobres e ricos a merenda nacional. "Grande parte então dos alunos traria de casa as frutas, que conside- "

rariam verdadeira guloseima As frutas, saudáveis, devem substituir as nocivas guloseimas, devo- radas avidamente pelas crianças. A banana ao natural é exemplo de excelente substituto para qualquer guloseima.

RESUMO DAS UTILIDADES MEDICINAIS

Anem a: A banana não é, relativamente, muito rica em ferro, mas tendo em vista sua boa aceitação. que facilita um consumo liberal, tres a cinco unidades podem contribuir aproximadamente com 20 a 30% da quantidade de ferro requerida para um dia.

Asma: Assar a muda pequena da bananeira-maçã, com raiz e tudo, cortada emrodelas. Depo s espremerpara obter o caldo, misturar com mel de abelhae tomar diariamente um cálice.

Chagas: Verferidas.

Colite: "Cura da banana" (pág. 64) ou tãzer algumas refeições de banana- prata madura, sem misturar com outro alimento. Pode-se, eventualmente, usar banana com iogurte natural, em refeição exclusiva.

Constipação intestinal: Recomenda-se a banana-nanica (ou banana- d'água ou banana-caturra). Fazer, emjejum, uma refeição com esta banana, crua, sem misturar com outro alimento. Pode-se fazer a "cura de banana".

Contusões: Proceder como indicado em inflamações em geral.

Desnutrição: A banana pode ser incluída no programa alimentar de convalescentes de desnutrição, haja vista que é alimento rico em calorias e vitaminas. Seria vantajoso incluí-la na merenda escolar.

Diarréias: Tomar o caldo do cozimento da banana-maçã verde. Pode-se também usar a banana-prata quase madura amassada, sem misturar com outro alimento. Algumas colheres de chá, da seiva da bananeira (uso interno), são também indicadas.

Disenterias: Ver diarréias.

Doença celiaca: L,er caso relatado à pág. 63.

Enterite: Proceder como indicado em colite.

<012>

S FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

Estômago, doenças do: Recomenda-se a banana-prata cozida, utilizada esporadicamente na alimentação, como refeição, sem misturar com outro alimento.

Feridas agudas: Ler experiência relatada à pág. 67. Aplicar nódoa da

bananeira diretamente sobre a ferida, que deve estar limpa. Observar os cuidados de assepsia.

FiRado, doenças do: Proceder como indicado em gota.

Gota : Fazer freqüentemente refeições exclusivas de banana, sem misturar om outro alimento.

Hemorróidas: Aplicar compressas locais com a seiva da bananeira.

Hidropisia: O mesmo método indicado em rins, desordens dos. Pode-se também proceder a uma "cura de bananas", conforme explicado à pág. 64

Ictericia: Fazer um corte no caule da bananeira-maçã, a mais ou menos um metro, e abrir uma cavidade capaz de conter um frasco, que ali se introduz para se recolher cheio no dia seguinte. Tomar à noite três goles durante três dias.

Inflamações em geral: Aplicar localmente a casca da banana (fresca, parte intema) em compressas. Renovar a cada duas horas.

Insônia: Pode-se experimentar a "cura de bananas", conforme explicado à pág. 64.

Machucaduras: Verferidas agudas.

Nefrite: Ver rins, desordens dos. Diluir a seiva da bananeira em água (três colheres de sopa da seiva para cada 100 ml de água); tomar duas ou três xícaras por dia.

Neuralgia: Fazer compressas locais com a casca da banana (parte de dentro). Renovar a cada três horas.

Obesidade: Os obesos não devem abusar da banana. É preciso usá-la com regra. Algumas refeições esporádicas exclusivas de banana-prata (uma ou duas unidades pequenas) são indicáveis.

Paralisia: As doenças neurológicas que levam a paralisias são às vezes tratáveis com vitaminas do complexo B. A banana, como fonte dessas vitaminas, é adequada nesses casos como elemento dietético.

Pneumonia: Comer a banana ligeiramente assada, exalando seu aroma (qualquer espécie de banana). BANANA %I

Poliomielite: Além do tratamento médico, indispensável, pode-se proce-

der a uma "cura de banana", como indicado à pág. 64, que deve ser profissional- mente indicada. Pode-se acrescentar banana à dieta.

Queimadura: Proceder como indicado em inf7amações em geral.

Retite: Ver colite.

Rins, doenças dos: Fazer esporadicamente, algumas refeições exclusivas de banana.

Tuherculose: Ver experiência relatada à pág. 67.

Ãlceras: Aplica-se, com algodão. a seiva da bananeira localmente. Observar cuidados de assepsia.

<012>

CAJU (Anacardium occidentale, L.)

O caju é uma fiuta que merece nossa melhor acolhida à mesa. Pertence à família das anacardiáceas, em que se incluem também a manga, a aroeira, o imbu, a ciriguela e o cajá-manga.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA*

Cem gramas de caju contêm:

Calorias

Pedúnculo

Suco Castanha torrada

Água Pedúnculo comestível Suco Castanha torrada

Carboidratos

Pedúnculo comestível Suco Castanha torrada

*Considerações sobre vitaminas em "Valor alimentício".

72

36,50 kcal

52,20 kcal

609,00 kcal

86,60 g

86,00 g

5,30 g

8,40 g

10,00 g

26,40 g

CAJU

Proteínas Pedúnculo comestível

2,80

g

Suco

2,80

g

Castanha torrada

19,60

g

Lipídios Pedúnculo comestível

0,30

g

St.lco Castantla torrada

47,20

g

Cinzas Pedúnculo comestível

1,20

g

Castanha torrada

1,50

g

Alguns sais do caju, em 100 gramas:

Fósforo

Pedúnculo comestível

500,00

mg

Castanha torrada

575,00

mg

Cálcio Pedúnculo comestível

50,00

mg

Castanha torrada

165,00

mg

Ferro Pedúnculo comestível

0,40

mg

USO MEDICINAL

"O caju", diz o Dr. Alberto Seabra, "presta-se mais e melhor que qualquer outra fruta às chamadas curas de frutas. A Europa nos manda o seu ensino da cura de morango, da cereja, da uva etc. Um dia virão até nós viajantes de além-mar, a freqüentar as praias de Sergipe, para fazer acura do caju. Eczematosos, reumáticos, sifilíticos,já os divisamos, nos longes do futuro, a chuparem pela manhã, na própria árvore, o seu líquido refrigerante, tônico e depurativo". No Sul, infelizmente, é uma fruta cara. Ninguém a planta e os cajueiros são raros. A casca da castanha de caju encerra um óleo de cheiro forte, acre e

cáustico, conhecido como cardol ou resina de caju, da qual se extrai o ácido aracárdico.

<012>

AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

O óleo de caju, segundo o Dr. E. Magalhães, tem servido para

cauterizar excrecências, avivar dartos, modificar úlceras, acalmar a dor de dente e, no tratamento da lepra, foi usado como cáustico para os

lepromas. Afirma F. C. Hoehne, Diretor do Instituto de Botânica:

"O verdadeiro fnzto do caju é a mencionada castanha que encima o pedúnculo inflado e suculento que se destina a promover a dispersão da planta, pelas aves e animais mamíferos, que apanham e devoram os cajus. As sementes são altamente nutritivas, estimulantes, porque encerram, além de 9,7% de substâncias azotadas e 5,9% de amido, 47,13% de óleo amarelo fmíssimo e doce, cuja densidade é de 0,916 e de natureza quase idêntica àquela do óleo das amêndoas doces: O óleo

contido na casca é

e volatiliza-se, porque tem a densidade de 1,014. Suas propriedades

antissépticas, vermicidas e vesicantes tornam-no útil na terapêutica. Em contato com o fogo, inflama-se bruscamente. Preconizam-no contra a lepra e as moléstias cutâneas, tais como eczema vesicante e corrosivo, que o torna antisséptico e cauterizante. "Uma vez que as feridas estejam perfeitamente livres das carnes esponjosas, pus e coágulos sangüíneos, aplicam-lhes o decocto das folhas novas do cajueiro que, graças à sua propriedade levemente adstringente e vulnerária, promovem a cicatrização. "O sumo das amêndoas frescas, aplicado sobre os calos e verrugas, promove a sua extirpação em poucos dias de tratamento continuado. Empregam-no ainda no combate às oftalmias de origem escrofulosa. Assim, não duvidamos de que possa ter utilidade como inseticida, porque os antigos já costumavam esfregar seus móveis com ele para matarem ou evitarem o canzncho".

mui corrosivo; contém: cardol, ácido anacárdico,

VALOR ALIMENTÍCIO

A Divisão Técnica do antigo SAPS, após minuciosos estudos sobre

o caju, constatou que essa fruta é, depois da acerola, no Brasil, a maior

fonte de vitamina C: possui mais do dobro de ácido ascórbico (vitamina

C) que qualquer outra fruta, deixando atrás o limão e a laranja, que são as fontes mais conhecidas.

O caju amarelo é o mais rico de todos; contém mais alto teor de

vitamina C (220 miligramas) do que o vermelho (212 miligramas). Pouco maduro, contém menor teor; mas excessivamente maduro,

lepra

feridas

CAJU (Anacardium occidentale)

CAJU

<012>

AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

A polpa do caju contém carboidratos, um pouco de proteínas, gorduras e água. Apenas 30 a 40 g de caju, por dia, fornecem toda a quota diária de vitamina necessária ao homem adulto. No preparo de doces de caju, perde-se mais da metade do seu teor vitamínico, mas, ainda assim, resta boa porção, monnente se os doces são feitos em casa. Segundo pesquisas realizadas pela Divisão Técnica do antigo SAPS, as preparações domésticas apresentam maior propor- ção do que as industriais. A castanha do caju é um alimento em que, ao requintado sabor, se acham aliadas altas qualidades nutritivas. Deve ser usada torrada. É rica em vitaminas do complexo B, como tiamina, riboflavina e niacina. Salienta-se o teor de riboflavina ou vitamina B2 (500 mcg%), mais elevado que no próprio leite (190 mcg%).

É, como se vê, um alimento que deve ser incluído em nossa dieta, se bem que moderadamente, sobretudo pelo seu elevado teor protéico. Fruta de sabor agradabilíssimo, o caju merece a melhor acolhida às nossas mesas, não só como refresco, mas principalmente na qualidade de fruta.

RESUMO DAS UTILIDADES MEDICINAIS

Afta: Aplicar no local o suco dos brotos do cajueiro.

Anti-séptico: Proceder como indicado emferidas.

Calo: Aplicar topicamente, na forma de cataplasma, o suco das castanhas frescas, várias vezes ao dia.

Catarros crônicos: Indca-se a "cura de caju", conforme explicado em eczema.

Dor de dente: Aplicar no local "óleo de caju". L,er observação feita em úlceras em geral.

Eczema: Recomenda-se a"curade caju": Permanecerdois ou três dias por semana em completo repouso, alimentando-se exclusivamente de cajus maduros. Para evitar o fastio, podem-se fazer refeições de maçãs e laranjas, mas usar uma fruta em cada refeição; jamais misturá-las durante as "curas de frutas".

Escorbuto: Devido à sua riqueza em vitamina C, o consumo de caju é poderoso antídoto contra esta desordem carencial.

CAJU %%

cataplasmas do decocto das folhas novas do cajueiro, que promovem a cicatrização.

Gripe: tomar suco de caju.

Ictericia: Indica-se a "cura de caju", conforme explicado em eczema.

Lepra: Mesmo método indicado em úlceras em geral. O "óleo de caju" age como cáustico dos lepromas. Sua utilização deve ser acompanhada porespecialista.

Psoriase: Ler observações feitas em úlceras em geral. Pode-se proceder à "cura de caju", conforme explicado em eczema.

Reumatismo: Proceder à "cura de caju", como indicado em eczema.

Sifilis: Proceder à "cura de caju", como indicado em eczema.

Ãlceras emgeral: Recomenda-se, como modificadorde úlceras, "óleode caju". Infelizmente não é fácil de encontrar à venda. Este óleo é extraído da casca da castanha de caju, e contém o ácido anacárdico. Sua utilização requer acompa- nhamento de terapeuta experimentado.

Verrugas: O mesmo procedimento orientado em calo.

Feridas: Não havendo supuração ou coágulos sangüíneos, pode-se aplicar

<012>

CAQUI

CAQUI

(Diospyros kaki, L. F.)

O caquizeiro, árvore da famlia das Ebenáceas, é originário da China, da Coréia e do Japão. Por alusão à cor do fruto, "caqui", em japonês

,

significa "amarelo escuro".

COMPOSlÇÃO UÍMICA

Cem gramas de caqui contêm:

Calorias

250

kcal

Água

65,80 g

Carboidratos

31,60 g

Proteínas

0,70 g

Lipídios

1,20 g

Vitamina A (Retinol equivalente)

Vitamina B 1(Tiamina) Vitamina B2(Riboflavina) Niacina

Vitamina C (Ácido ascórbico)

250

mcg

50,00 mcg 45,00 mcg 0,10 mg

17,10 mg

USO MEDICINAL

enfermidades dos vios respiratórias

dores

do estmago

O caqui é muito recomendado contra as afecções do fígado (come-

se com moderação), os transtornos intestinais, os "catarros" da bexiga, CAQUI (Diospyros kaki) as enfermidades das vias respiratórias.

78

*ra nstornos i ntesti na is

<012>

AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

O caqui convém aos tuberculosos, desnutridos, anêmicos. Ao passo

que o caqui imaturo é adstringente, o maduro é laxativo.

No seu trabalho intitulado "A dieta de caqui, novo regime antidispéptico", o Dr. J. M. Laffón informa:

"Baseados em observações empíricas e alguns fatos da observação, iniciamos algumas experiências que consistiram em tratar as dispepsias agudas mono-sintomáticas, infantis, com polpa de caqui como único alimento e único medicamento "Em todos os casos, a rápida remitência de toda a sintomatologia em poucas horas, nos fez passar para um regime de transição, 24 horas depois de iniciada a dieta de caqui no começo das experiências, e passamos para a alimentação normal, diretamente, mais adiante, quan- do adquirirmos confiança no nosso regime.

"Observamos nos nossos pequeninos doentes um notável aumento "

de apetite depois de submetidos a um regime de caqui Diz o Dr. Leo Maclfred que "os que sofrem do estômago, sendo

afligidos por acidez, dores, câimbras etc., saram comendo dois ou três caquis por dia". Obs. : Não pode ser comido com pão ou misturado com outro alimento.

O Dr. Teófilo Luna Ochoa diz que o caqui, por ser essencialmente

alcalinizante, se recomenda aos que sofrem de acidose.

VALOR ALIMENTÍCIO

O caqui só deve ser comido quando completamente maduro, porque,

verde, é adstringente. Maduro, é saudável e rico, tanto pelo seu conteúdo em sais e vitaminas, como pela sua taxa de carboidratos. Convém especialmente às crianças, e é muito indicado aos convalescentes. Seu cativante sabor age como estimulante do apetite, e pode ajudar a introduzir o hábito de comer frutas no caso das crianças.

RESUMO DAS UTILIDADES MEDICINAIS

Acidez gástrica: Ver pirose.

Acidose: Proceder como indicado em pirose.

Anemia: Proceder como indicado em cãibras.

CAQUI 81

Cãibras: Recomenda-se, empiricamente, comer dois ou três caquis por dia.

Constipação intestinal: Fazer algumas refeições exclusivas de caqui. Pode substituir o jantar. Não comer em excesso.

Digestão, distúrbios da: Ver dispepsia.

Digestivas, desordens: Ver dispepsia.

Dispepsia: Recomenda-se, especialmente em dispepsias infantis, o uso do caqui. Fazer algumas refeições exclusivas desta fruta, madura e sem casca. Mas comer moderadamente. Não usar açúcar.

Figado, doenças do: Recomenda-se fazer, esporadicamente, algumas refeições exclusivas de caqui. Mas comer com moderação.

Pirose: Fazer algumas refeições exclusivas de caqui, mas não usá-lo em excesso.

Respiratórias, vias, doenças das: Recomenda-se cozinhar a polpa do caqui com água em um pouco de mel. Mexer bem e tomar meia xícara deste líquido xaroposo, momo, várias vezes ao dia.

Tuberculose: O caqui pode ser vantajosamente incluído na dieta dos tísicos, juntamente com outras frutas.

Bexiga, doenças da: Fazer algumas refeições exclusivas de caqui, ou de uco de caqui com um pouco de água, sem açúcar.

<012>

CARAMBOLA ó3

CARAMBOLA

(Averrhoa carambola, L.)

A caramboleira, pequena árvore da famlia das Oxalidáceas, é originária da Índia, tendo sido aclimatada no Brasil. O fruto, quando maduro, tanto da branca como da amarela (Averrhoa bilimbi), é muito apreciado. As flores são usadas em saladas, e as folhas, bem como as raízes, são preconizadas pela farmocopéia indiana.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

Cem gramas de carambola contêm:

Calorias

23,30

kcal

 

Água

94,

g

Carboidratos

3,40

 

g

Proteínas

0,72

g

Lipídios

0,75

g

Vitamina A (Retinol equivalente)

 

0,50

mcg

Vitamina B 1(Tiamina)

45,00

mcg

Vitamina B2(Riboflavina)

45,00

mcg

Niacina

0,34

mg

Vitamina C (Ácido ascórbico)

23,60

mg

A carambola é uma fruta rica em fósforo e ácido oxálico.

G

::

CARAMBOLA (Averrhoa carambola)

82

<012>

AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

USO MEDICINAL

O suco da fruta é um febn'bugo excelente. Usa-se contra toda classe de febres, As folhas amassadas têm aplicação extema contra picadas venenosas, embora não substituam os antídotos convencionais.

VALOR ALIMENTÍCIO

Esta fruta, que é uma baga carnosa, oblonga, dotada de cinco gomos largamente separados uns dos outros, fomece, quando madura, um suco agridoce, muito saudável. Quando bem madura é saborosa ao natural; quando verde, porém, é azeda, e só se come preparada na forma de doce ou compota. Cinco ou seis carambolas cortadas transversalmente, em

"estrelas" de um centímetro de espessura (carocinhos extraídos), com

três xícaras de açúcar mascavo e uma de água, dão uma boa compota.

Outras utilidades

O suco da carambola contém uma substância aquosa que auxilia na remoção de manchas das roupas, especialmente mancha de tinta de caneta.

RESUMO DAS UTILIDADES MEDICINAIS

Diurese: O suco da carambola age como bom diurético, auxiliando na "limpeza" dos rins.

Eczema: Convém ingenr diariamente um copo de suco fresco de caram- bola.

Febre: Em períodos de febre convém tomar de hosa em hora um pouco de suco de carambola (cerca de 1/3 de copo duplo por vez).

Picadas venenosas: Embora não substitua os antídotos convencionais a aplicação externa das folhas bem amassadas da carambola ajuda a evitar compli- cações, segundo conceito popular.

CASTANHA-DaI-PARA (Berthalletia excelsa L.)

A castanha-do-pará é produzida por uma árvore da famlia das Lecitidáceas, também chamada castanha-do-maranhão, castanha-do- rio-negro, castanha-do-brasil, tocari, tururi, cari, juviá, tucá, nhã. amendoeira-da-américa.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

Cem gramas de castanha-do-pará encerram:

Calorias

729,00

kcal

Água

5,

g

Carboidratos

7,00

 

g

Proteínas

17,00

g

Lipídios

67,00

g

Cinzas

3,60

g

Vitamina A (Retinol equivalente)

20,00

mcg

Vitamina B 1('Tiamina)

1094,00

mcg

Vitamina B2(Riboflavina)

118,00

mcg

Niacina

7,71

mg

Vitamina C (Ácido ascórbico)

10,30

mg

Em 100 gramas de castanha-do-pará há sais como os seguintes:

Fósforo

746,00

mg

Cálcio

172,00

mg

Ferro

5,00

mg

85

<012>

AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

USO MEDICINAL

A castanha-do-pará é um bom alimento para os desnutridos, os desmineralizados, os anêmicos, os débeis, os tuberculosos.

É, outrossim, recomendada como alimento apropriado à alimenta- ão das crianças, dás gestantes e das lactantes.

ç

"A castanha-do-pará, na taxa de 20%, evitou nova crise de beribéri"

,

diz Garcia Paula.

VALOR ALIMENTÍClO

A castanha-do-pará é um rico reservatório vegetal de energia e

proteína. Em calorias, nada perde para a noz e leva vantagem em relação

à amêndoa. Em proteínas, praticamente se equipara a essas duas frutas

européias. A excelsina, que é a proteína da castanha-do-pará, é de bom valor biológico. As proteínas completas são as que contêm todos os aminoácidos, em proporções adequadas à manutenção da vida e ao crescimento. Desta categoria são as proteínas do leite (a lactalbumina e a caseína), as do ovo (a ovalbumina e a ovovitelina). A da soja (a glicinina) e a da castanha- do-pará (a excelsina) aproximam-se desta categoria.

Para termos uma idéia mais exata do valor protéico da castanha-do- pará, basta lembrarmos que um renomado nutrólogo a chamou de

"carne vegetal". O índice de crescimento resultante do uso desta castanha muito se assemelha ao do leite.

Ela tem merecido estudos da parte de eminentes nutrólogos, tanto no Brasil como no exterior, e alcançou elevado prestígio em outros países.

Riquíssima como ela é em gorduras, recomenda-se ao trabalhador

braçal, e, graças ao seu elevado teor de fósforo, é também conveniente

a quem exerce atividades intelectuais. Já foi preconizado o uso da farinha desta castanha, parcialmente desengordurada, com a seguinte composição: água 7,6%; carboidratos, 13,6%; proteínas 33,5%; gorduras, 38,5%.

Por não ser de digestão muito fácil, aconselha-se mastigar muito bem

a castanha-do-pará. Temos, pois, nesta castanha, um alimento genuinamente brasileiro, cujo altíssimo valor nutritivo Ihe assegura um lugar de destaque entre os mais ricos produtos que podem fazer parte da nossa mesa. Infeliz- mente, o elevado preço desta castanha torna-o proibitivo a não poucos

alimentoçóo das gestantes

e lactnntes

C.

/

desnutriçóo

n

anemia debilidode

beribri

''.

.

Y

:

CASTANHA-DO-PARÁ (Bertholletia excelsa)

CASTANHA-DO-PARÁ

orçamentos.

olimentaço das crianças

tuberculose

<012>

8ci AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

Entretanto, pode figurar esporadicamente no cardápio, com saldo expressivamente positivo para a nutrição. Convém, ademais, certificar- se de que as castanhas não estão passadas ou tratadas com excesso de agroquímicos. Rejeite as que apresentarem cheiro ou gosto de "mofo".

RESUMO DAS UTILIDADES MEDICINAIS

Anemia: Incluir castanha-do-pará na alimentação. Podem-se usar 3 ou 4 unidades por refeição.

Beribéri : Incluir boa quantidade de castanha-do-pará na ração. Podem-se usar a farinha de castanha-do-pará.

Cérebr, para fortalecer o: acrescentar 4 ou 5 castanhas-do-pará à alimentação.

Crianças, para enriquecer a alimentação das: Proceder como indicado em anemia. Só não recomendável a bebês em fase de amamentação.

Debilidade: Proceder como indicado em anemia.

Desmineralização: Proceder como indicado em anemia.

Desnutrição: Proceder como indicado em anemia. Gestação, dieta na: Proceder como indicado em anemia. Lactação, dieta rux: Proceder como indicado em anemia. Tônico: Proceder como indicado em debilidade.

Tuberculose: Acrescentar algumas unidades de castanha-do-pará à dieta.

CASTANIA-PORTUGUESA

(Castanea vesca, Gaert )

O castanheiro, árvore da familia das Fagáceas, é originário da região do Mediterrâneo. No Brasil, a castanha-portuguesa é mais facilmente encontrada no fim do ano, sendo seu uso tradicional nas festividades desta época, quando é importada da Europa.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

Cem gramas de castanha (européia) contêm:

Calorias

191,00

kcal

Água

52,00

g

Carboidratos

4 I ,00

g

 

Proteínas

2,80

g

Lipídios

1,50

g

Cinzas

2,00

g

Vitamina A (Retinol equivalente)

17,00

mcg

Vitamina B1(Tiamina)

175,00

mcg

Em 100 gramas de castanha há sais como os seguintes:

Fósforo 93,00 mg Potássio 92,00 mg Sódio 85,00 mg

Cálcio

Ferro 4,00 mg

89

<012>

34,00

mg

AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

aécçóes das vias respiratórios

ASTANHA (Castanea vesca)

CASTANHA-PORTUGUESA

USO MEDICINAL

O Dr. Demétrio Laguna Alfranca ensina que a castanha é lactígena, o que signiflca que aumenta a secreção do leite nas lactantes.

A castanha tem sido recomendada contra a gota, e de há muito tempo

se sabe que, em purês, ela é bem tolerada pelos que sofrem de transtornos digestivos. "As folhas da castanheira", diz o Dr. Teófllo Luna Ochoa, "gozam de propriedades peitorais, pelo que se recomendam contra as afecções das vias respiratórias e, particularmente, contra a coqueluche das crianças, caso em que se administra o infuso adoçado com mel de abelha".

O Dr. Raul D'Oliveira Feijão ensina que "o povo usa por vezes a

casca da árvore como adstringente (diarréias, enterites etc.)." Emprega- se em decocção.

VALOR AGIMENTÍClO

A castanha é um alimento energético por excelência. Na Itália é

muito comum o uso de polentas ou angus de castanha, que ali represen- tam grande parte da ração diária do trabalhador braçal. Os camponeses que a usam em abundância nas zonas produtoras, onde é muito barato, costumam dizer que "vivem do pão dos bosques". Para se preparar um purê, cozinham-se as castanhas em água, pelam- se e amassam-se com um pilão. Serve-se ao natural ou com leite quente e um pouco de mel. É um prato muito nutritivo e saboroso. Para assar as castanhas, efetua-se um corte em cada uma delas e colocam-se numa assadeira ou numa panela de ferro, que se leva ao forno. Podem também assar-se diretamente nas brasas. O fogo deve ser brando e as castanhas devem ser revolvidas freqüentemente, para que

não se queimem.

RESUMO DAS UTILIDADES MEDICINAIS

Coqueluche: Chá das folhas da castanheira, por infusão, adoçado com mel. Tomar aos goles.

Diarréia: A castanha é alimento adstringente. Pode ser usada cozida com erva-doce e sem açúcar, em pequena quantidade. Pode-se também tomar o chá da casca da castanheira.

<012>

AS FRUTAS VA MEDICL'IA NATURAL

Digestão, distúrbios da: Pode-se incluir na dieta um pouco de purê de castanha-portuguesa.

Enterite: Mesmo método explicado em diarréia.

Figado : Os doentes do fígado podem incluir um pouco de castanha em sua

dieta. Não convém, entretanto, usá-la em excesso nem combiná-la com condimen- tos, alimentos gordurosos ou frituras.

Gota: Os pacientes de gota podem incluir, esporadicamente, castanha- portuguesa cozida em sua ração, mas com parcimônia.

Respiratórias, vias, doenças das: C há das folhas da castanheira,por infusão.

COCO

(Coco nucifera L.)

O coco-da-baía é uma palmeira abundante neste País, principalmen- te nos Estados da Bahia e de Pernambuco, onde confere à paisagem litorânea um toque de singular beleza. A palmeira ocupa lugar preponderante na literatura botânica. Em folhas de palmeira os fenícios faziam sua escrita. Folhas de palmeira coroavam as musas outrora representadas pelos escritores e escultores. Para os astrólogos egípcios, a folha da palmeira era o emblema de sua ciência. Desde os tempos mais remotos, os triunfos são simbolizados pelas palmas, as "palmas da vitória". E quem não sabe da triunfal entrada de Jesus em Jerusalém, quando o povo lhe saiu ao encontro, com ramos de palmeiras?

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

Em 100 gramas de coco encontram-se:

Calorias Polpa (subst. camuda do coco) Leite de coco maduro Água

589,80 kcal

38.60 kcal

Polpa

I 4,00 g

Leite

90,80 g

93

<012>

AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

Carboidratos

Polpa

Leite

Proteínas

Polpa

Leite

Lipídios

Polpa

Leite

Cinzas

Polpa

Leite

Vitamina Bl (Tiamina) Polpa Leite

Vitamina Bz (Riboflavina) Polpa Leite Niacina Polpa Leite Vitamina C (Ácido ascórbico) Polpa Leite

27,80 g

7,00 g

5 ,70 g 0,40 g

50,50 g

1,00 g

2,00 g

0,80 g

173,00 mcg

2,00 mcg

102,00 mcg

4,00 mcg

0,10 mg

0,07 mg

8,20 mg

10,40 mg

Alguns sais minerais contidos em 100 gramas de coco:

Fósforo Polpa 191,00 mg Leite 10,00 mg

Cálcio Polpa 43 ,00 mg Leite 20,00 mg

hemorrôida 'o ' :;r, . j :á; ,

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COCO (Coco nucifera)

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<012>

AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

Ferro (polpa) Magnésio (polpa) Enxofre (polpa) Silício (polpa)

Ferro (polpa) Magnésio (polpa) Enxofre (polpa) Silício (polpa)
Ferro (polpa) Magnésio (polpa) Enxofre (polpa) Silício (polpa)
Ferro (polpa) Magnésio (polpa) Enxofre (polpa) Silício (polpa)

3,60

9

mg

mg

13,00

mg

0,50 mg

0,50 mg

USO I'iEDICINAL A água e o leite de coco têm inúmeras aplicações na terapêutica doméstica. Bebidos regularmente, contribuem para a saúde da pele. O Dr. Leo Manfred afirma que as próprias rugas são combatidas. São, além disso, eficazes como calmantes, oxidantes, mineralizantes, diuréticos, febrífugos, antiflogísticos, aperientes, depurativos do san- gue, tenífugos. A água de coco é boa, também, no tratamento de todas as enfermi-

dades da bexiga. Contra os ataques asmáticos, recomenda-se tomar duas ou três colheradas de leite de coco de manhã e de noite. Imediatamente em seguida, toma-se uma xícara de chá de agrião.

Para combater a disenteria, aconselha-se tomar duas xícaras de leite de coco natural por dia, sem acúcar. Experiências feitas nos EUA mostraram que os cocos verdes contêm propriedades semelhantes às do leite materno. As mães havaianas, aliás, já antes costumavam alimentar seus bebês, com leite de coco, em substituição ao leite comum. Ressalve-se, todavia, que o leite materno é, sem dúvida alguma, o melhor alimento na primeira fase da vida.

Para expulsarvermes intestinais de toda classe, toma-se cada manhã,

em jejum, uma colherada de coco ralado, fresco. O coco ralado, seco,

é inútil para fins curativos. "O coco, muito reputado pelas aplicações terapêuticas de sua água,

na úlcera do estômago, no enjôo do mar, com os seus glícero-fosfatos

e lecitinas, é também bebida refrigerante e anti-artritica pelos seus ácidos", diz o Dr. Alberto Seabra. As pessoas que sofrem de inflamações intestinais devem comer a massa gelatinosa do coco verde.

Um xarope muito bom para combater as tosses mais rebeldes, prepara-se da seguinte maneira: Faz-se um orifício num coco verde, introduz-se mel ou melado, tapa-se, e submete-se a fogo lento, até que

a polpa se dissolva. Toma-se uma colherada de três em três horas.

A polpa do coco verde age como adstringente nas hemorróidas e o

azeite que se extrai do coco é muito bom para aliviar as dores hemorroidais.

coco 97

As flores do coqueiro gozam de propriedades peitorais. Usam-se, por isso, com mel, em infusão, nas afecções das vias respiratórias.

VALOR ALIMENTÍCIO

O coco é um alimento muito nutritivo. Ajuda a substituir a came, o

" p ovo, o queijo, o leite; aliás, é, em vários as ectos su rior a todos estes", diz o Dr. Teófilo Luna Ochoa.

O coco-da-baía, bem como sua água, são notadamente ricos em

potássio. Em situações como o diabete melito descompensado, queima- duras, tratamentos medicamentosos da hipertensão arterial (através de diuréticos), distúrbios gastrintestinais, jejum etc. em que há perda de potássio, a água do coco-da-baía, utilizada regradamente, ajuda a repor este mineral. Esse valioso fruto presta-se à confecção de uma infinidade de pratos

nutritivos e saborosos. "Os preparados de milho e tapioca", diz o Dr. Alberto Seabra

"

harmonizam-se na mais deliciosa associação culinária com o leite de coco, como sejam os incomparáveis pratinhos nacionais: a canjica, o "

coco, o manoê, o cuscus, os beijus de tapioca

A gordura de coco, porém, é a "ovelha negra" das gorduras vegetais. Contém muita gordura do tipo saturada, que contruibui para o desenvol- vimento da aterosclerose. Entre os euriosos fatos e ao mesmo tempo dramáticos que marcaram

a Segunda Guerra Mundial, noticiou-se que um grupo de soldados

japoneses, perdidos e isolados numa ilha do Pacífico Sul desde a década de 40, foi recentemente encontrado e repatriado. Completamente separados da civilização por décadas, imaginavam que a guerra ainda não houvesse terminado. Prontos para lutar, receberam seus salvadores com fuzil em punho, até que puderam ser convencidos de que a Segunda Guerra já é fato do passado. Durante todos esses anos viveram em condições naturais, alimentando-se quase exclusivamente de cocos, o único produto alimentício abundante na ilha. Exames médicos revela- ram notável saúde em todos os soldados resgatados.

RESUMO DAS UTILIDADES MEDICINAIS

Antiflogistico: Ver in,jlamações

Apetite,falta de: Tomar água de coco algumas horas antes da refeição. Não usar outros alimentos nos intervalos da alimentação.

\,

Irina Kaual

<012>

AS FRLlTAS NA MEDICINA NATURA1-

Artrite: Os araíticos devem beber regularmente água de coco. Asma: Tomar de manhâ e à noite duas ou três colheres de sopa do leite de coco aquecido. Em seguida, tomar uma xícarade chá de agrião (decocto). Usar leite de coco natural, caseiro, não adoçado. Nâo usar o industrializado.

Bexiga, doenças da: Tomar regularmente água de coco. Calmante: Tomar água de coco em abundância. Cárie dentária, para prevenir: Comer freqüentemente coco, mastigando bem. Não usar açúcar.

Depurativo: Adotar dieta crudista por alguns dias, tomando nos intervalos

a água de coco.

Disenteria: Tomar duas xícaras de leite de coco natural por dia, sem açúcar.

Diurese: A água de coco, tomada liberalmente, é excelente diurética. Enjôo: Tomar água de coco aos goles. Recomenda-se especialmente em viagens marítimas. Aconselha-se levar alguns cocos verdes.

Enterite: Comer emjejum a massa gelatinosa do coco verde. Duas ou três colheres das de sopa, sem misturar com outro alimento.

Estômago: Ver úlcera. Febre: Durante a febre pode-se tomar água fresca de coco. Não convém tomar gelada.

Inflamações: Tomar copiosamente a água de coco. Age como "desinto- xicante", favorecendo, segundo conceito naturista, a cura de processos inflamató- rios.

Intestino, inflamaçâo do: Comer, em lugar de uma das refeiçôes, a massa

)

gelatinosa do coco verde (um pouco.

Náusea: Ver enjôo.

Pele, doenças da: Ver pele, para a beleza da. Pele, para a beleza da: Indica-se tomar a água e o leite de coco, frescos

e naturais, regularmente, e adotar um regime alixnentar natural e saudável.

Respiratórias, vias, doenças das: Tomar o infuso das ilores do coqueiro com mel.

coco 99

Tenifugo: Admite-se que a água de coco, batidajuntamente com a polpa de coco verde, tomada pela manhã, em jejum (meia xícara) ajudaria a expulsar solitárias. Depois de tomado este "leite", mastigar um pouco de coco ralado, fresco.

Tosse: Fazer um orifício num coco verde, introduzir mel ou melado, tapar

e aquecer o coco em fogo lento até que a polpa se dissolva. Tomar este xarope de três em três horas, na dose de uma colher de sopa.

Ãlcera gastroduodenal: O paciente de úlcera pode esporadicamente tomar água de coco.

Verminoses: Mastigar bem e deglutir em jejum, pela manhã, uma colher de sopa de coco ralado, fresco.

<012>

cco 101

FIGO

Ficus carica, L.)

A figueira é uma árvore frutífera da fami ia das Moráceas. Origina-

se da Ásia Menor, tendo daí se expandido para aregião do Mediterrâneo.

Hoje acha-se aclimada no Brasil, para onde foi trazida no século XVI.

O figo, do ponto de vista botânico, não é o fruto, mas a polpa das

infrutescências da figueira.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA Em 100 gramas de figo fresco encontram-se:

 

68,20 kcal

Calorias

 

81,70 g

Água

15,55 g

Carboidratos

 

1,35 g

Proteínas

Lipídios

0,70 g

Cinzas

0,60 g ) 10,00 mcg

Vitamina A (Retinol equivalente

Vitamina BI (Tiamina)

Vitamina Bz (Riboflavina) 0,44 mg

Niacina

Vitamina C (Ácido ascórbico)

50,00 mcg

50,00 mcg

7,30 mg

100

Alguns sais do figo, em 100 gramas:

Potássio

384,00

mg

Cálcio

50,00

mg

Fósforo

35,00

mg

Sódio

27,00

mg

USO MEDICINAL

O figo é laxante, diurético, peitoral, digestivo, bom para o figado,

depurativo do sangue.

O decocto de figo, em gargarejos, é bom para curar irritações da

garganta.

Um figo partido, que tenha sido previamente cozido em leite, é bom remédio para combater as inflamações da boca, os abscessos das gengivas etc.

O figo seco, cozido com água ou leite, é béquico e expectorante.

Aos que sofrem de cálculos renais ou biliários, recomenda-se comer figos frescos. Não convêm, todavia, aos que sofrem de inflamação do baço, nem aos diabéticos. Comer diariamente alguns figos com um pouco de gengibre, diz famoso médico, é bom remédio contra a hidropisia.

Diz o Dr. W. F. Friedmann:

"O cozimento de figos em água (5 ou 6 figos grandes e bem maduros, cortados aos bocados, e outras tantas passas, para um litro de água), são muito úteis para as enfermidades inflamatórias, catarros, bronquites, escarlatina, ardores de micção etc."

O Dr. Femie afinna que o figo é "corretivo das enfermidades

escrofulosas". O Dr. Luna Ochoa recomenda o figo como vemiífugo especial para as crianças, e aconselha-o "nas enfermidades dos rins, do fígado e da vesícula biliar."

O macerado de figo seco, sal e limão, em lavangens do couro

cabeludo, é eficaz contra a caspa.

A água da maceração de figos, em lavagens do rosto, favorece o

desaparecimento das manchas da face. Pe-se de molho um figo em vinagre e esfregam-se as verrugas, cada manhã, para favorecer seu

desaparecimento.

O látex (suco leitoso) das folhas e dos ramos tem aplicação tópica

como cáustico de verrugas e calos.

<012>

l 02 AS FRU'I'AS NA MEDICINA NATURAL

Diz o Dr. Luís G. Cabrera:

"O uso do suco, tomado em jejum, durante vários dias, favorece a expulsao dos vermes mtestmais

"Na febre tfóide e nas paratifóides, nas enterocolites, origmadas pelo colibacilo e nas intoxicações causadas pelos bacilos da putrefação, também se recomenda o uso do suco. "Em aplicações tópicas, o uso do suco é recomendado nas anginas, quando já há secreção purulenta, pois sua ação antisséptica dificulta o desenvolvimento dos micróbios. Nas feridas infectadas se obtém a mesma ação benéfica.

"Para obter-se o suco, trituram-se uns 10 ou 20 gramas de folhas e talos e espremem-se em seguida através de um pano flno. Pode-se bater em liquidificador com um pouco de água e coar. Aplicar compressas molhadas deste líquido à garganta e sobre as feridas. Nos casos em que

tenha que ser ingerido acrescenta-se igual quantidade de água e tomam-

se três ou uatro colheradas por dia, de preferência após as refeições. Toma-se m jejum só quando se vão expulsar vermes".

O látex é também eficaz contra a dor de dente. Aplica-se em gotas,

com algodão, nas cáries.

O infuso da folhas é uma excelente bebida diaforética e peitoral.

As ramas, em decocção (20:1000), trazem bons resultados contra a hidropisia.

Para combaterhemorragias uterinas, diarréias e disenterias, prepara- se um infuso com algumas folhas de figueira e uma porção duas ou três vezes maior de folhas de tanchagem. Tomam-se várias xícaras por dia.

VALOR ALIMENTÍClO Graças ao seu elevado conteúdo em glicose, açúcar de fácil assimi- lação, o figo é um alimento de primeira ordem. Nutre e engorda.

Os atletas gregos o consideravam como o alimento mais próprio para o desenvolvimento de suas forças. Em algunsportos turcos, osestivadores, usando o figo como importante alimento, estão capacitados para um grande desprendimento de energia física. Também muitos camponeses gregos usam o figo como elemento básico da sua alimentação.

Os árabes passam muitos dias seguidos comendo figo, e se conser-

vam sãos, robustos e resistentes, executando pesados trabalhos nas estradas, no campo etc.

A par das suas vitaminas (A, B I, B2), o flgo nos oferece importantes

sais minerais: cálcio, ferro, fósforo, magnésio, sódio, potássio e cloro.

;

cálculos biliários

i rritoço da garganto

FIGO (Ficus carica)

cotarro

'

bronquite

vermes

i ntestinois

<012>

104 AS FRl1'TAS NA MEDICINA NATUR-

Pelo seu sabor agradável e pela variedade das preparações a que se presta, o figo é largamente usado como sobremesa. Seu rico valor nutritivo, porém, recomenda sua inclusão no nosso cardápio, como alimento regular. Para que traga ao organismo todos os benefícios que tem para oferecer, o figo deve, como todos os demais frutos, ser comido quando bem maduro. A menos que tenha sido sulfatado, convém comê-lo com a casca inteira, apenas raspada superf'lcialmente ou muito bem lavada. O uso de biocidas, aliás hoje muito freqüente, força-nos a recomendar que é preferível descascar o figo antes de usá-lo.

Deve-se preferivelmente comer figo emjejum. Quem tiver intestino preguiçoso, estando, porém, com o estômago em ordem, deve comer pelo menos meia dúzia cada manhã

RESUMO DAS UTILIDADES MEDICINAIS Anginas: Aplicar localmente o suco das folhas de figo. No caso de angina da garganta procede-se ao gargarejo com este suco. Ler à pág. 103 o modo de preparar.

Boca, doenças da: Comer o figo cozido em leite. Descascá-lo e picá-lo antes de cozer.

Bronquite: Proceder como indicado em expectoração ou inflamações. O infuso das folhas é também indicado.

Cálculos em geral: Proceder como indicado em diurese.

Calos: Aplicar localmente o suco leitoso das folhas e ramos da figueira.

Cárie dentária, dorproveniente da: Aplicar localmente o liquido leitoso extraível das folhas da figueira.

Caspa: Macerar figo secojuntamente com sal e limão. Massagear o couro cabeludo com este preparado.

Catarro: Ver expectoração

Constipaçâo intestinal: Recomenda-se substituir o desjejum por uma refeição exclusiva de f'igos frescos.

Depurativo: O figo age como depurativo. Substituir, ao longo de semanas, pelo menos uma refeição diária por figos.

Diarréia: Proceder como indicado em metrorragia.

FIGO

Diaforese: Tomar infuso das folhas de figueira. Digestão, distúrbios da: Proceder como indicado em diurese. Disenteria: Proceder como indicado em metrorragia. Dispepsia: Ver digestão.

Diurese: Passar um dia a f'igos (refeições exclusivas de figos frescos) favorece a diurese e é recomendável no tratamento de várias desordens renais.

Edema: Ver hidropisia. Enterocolites: Proceder como indicado em febre tifóide. Escarlatina: Proceder como indicado em inflamações. Escrofulose: Proceder como indicado em depurativo. Escrofuloderma: Proceder como indicado em depurativo. Estomatite: Proceder como indicado em boca, afecções da

Expectoração: Cozinhar o igo, descascado e picado, em leite e um pouco de mel. Compor uma refeição com este preparado. Usar quente. O infuso das folhas de f'igueira é também recomendado.

Febre tifóide: Tomar em jejum o suco de figo fresco.

Feridas: Aplicar localmente o suco de folhas de figo ou a pasta de figo.

Figado, desordens do: Proceder como indicado em depurativo.

Garganta, doenças da: Cozinhar o figo descascado. Com a água deste decocto gargarejar.

Gengiva, abscessos da: Proceder como indicado em boca, afecções da.

Hemorragia uterina: Ver metroragia.

Hidropisia: Comer diariamente figos com um pouco de gengibre. As ramas em decoeção são também indicadas.

Inflamaçôes em geral: Cozinhar o figo, descascado e picado, em ágia. Fazer refeições exclusivas deste preparado.

Metrorragia: Juntar folhas de figueira com uma quantidade duas ou três vezes maior de folhas de tanchagem. Tomar o chá, preparado por infusão, várias vezes ao dia.

<012>

106 AS FRU'TAS NA MEDICINA NATURAL

Micção, ardor à: Proceder como indicado em diurese ou infZamações. Nefrolitiase: Proceder como indicado em diurese.

Pele, para a beleza da, ou manchas na (especialmente no rosto): Lavar diariamente o rosto com a água da maceração de figos.

Picaduras de insetos: Aplicar o látex das folhas na parte afetada. Respiratórias, afecçôes das vias: Recomenda-se cozer alguns figos em úgua e mel e comê-los, exclusivamente, numa refeição, quentes. Rins, desordens dos: Proceder como indicado em diurese. Rosto, manchas no: Ver pele.

Sudorifico: Ver suor. Suor,para estimular aprodução de : Tomar o infuso das folhas da tigueira Tifo: Ver Febre tifóide.

Tosse: Proceder como indicado em expectoração.

Verrugas: Pôr de molho um figo em vinagre e esfregar as verrugas cada manhã. O látex (suco leitoso) das folhas e ramos pode também ser aplicado topicamente sobre as verrugas.

Verminoses: Proceder como indicado em constipação intestinal. Pode-se também tomar em jejum o suco de folhas de figo (ler pág 103)

Vesicula biliar, doenças da: Proceder como indicado em depurativo.

FRUTA-DE-CONDE (Annona squamosa, L.)

A fruta-de-conde é produzida por uma árvore chamada ateira, da fami'lia das Anonáceas. Pertencem a esta familia a graviola e o araticum. É originária das Antilhas, tendo sido aclimatada no Brasil. A fruta é também conhecida pelos nomes de ata, pinha e condessa.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

Cem gramas de fruta-de-conde contêm:

Calorias

69,00

kcal

Água

82,00

g

Carboidratos

14,23

g

Proteínas

2,80

g

Vitamina B (Tiamina)

63,00

mcg

Vitamina Bz (Riboflavina)

Niacina

Vitamina C (Ácido ascórbico)

Alguns dos mais importantes sais contidos na fruta-de-conde, em 100 gramas:

Cálcio 10,00 mg

ósforo 10,00 mg t~erro I 0,00 mg

167,00 mcg

mg

28,10

mg

1,28

107

<012>

AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

,

onem ia

desnutrição

col ite crníco

.

.

cospo ;tinte do estmogo e do intestino

FRUTA-DE-CONDE (Annona squamosa)

FRUTA-DE-CONDE IO9

USO MEDICINAL

A fruta verde, as folhas e a casca da árvore encerram propriedades

adstringentes. Usa-se em decocção. Tomam-se várias xícaras pordiaparacombater a colite crônica e fortificar o estômago e o intestino.

A fruta madura é muito recomendada às pessoas débeis, anêmicas e

desnutridas. As folhas, em infusão, servem para acalmar espasmos e cãibras. As sementes são emetocatárticas: produzem vômitos e soltam o

intestino.

O macerado das sementes pulverizadas, em álcool, é bom para

combater a caspa.

VALOR ALIMENTÍCIO

A fruta-de-conde, também chamada pinha, é aparentada com o

araticum. É uma fruta deliciosa, comida ao natural ou usada em preparados, como refrescos, geléias, marmeladas, etc.

O melhor é comê-la fresca, no desejejum, ou combinada com outras

frutas.

RESUMO DAS UTILIDADES MEDICINAIS

Anemia: Embora não seja muito rica em ferro, a fruta-de-conde pode ser vantajosamente incluída na dieta de anêmicos juntamente com outros alimentos ricos em ferro, dada sua riqueza em vitamina C.

Caspa: Aplicar no couro cabeludo o macerado das sementes misturado com álcool.

Cãibras: Chá das folhas, em infusão. Uso intemo.

Catártico: As sementes moídas e misturadas com um pouco de suco de limão têm efeito purgativo. Podem também provocar vômitos.

Colite: Proceder como indicado em diarréia.

Convulsões: Ver espasmos.

Debilidade geral: Recomenda-se a inclusão da fruta-de-conde na dieta em caso de debilidade geral.

<012>

1 IO AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

Desnutrição: Ver debilidade.

Diarréia: Decocto das folhas, fruta verde e casca da árvore. Tomar várias xícaras por dia.

Emético: Ver catártico.

Espasmos: Proceder como indicado em câibras.

Estômago,parafortalec er o: Tomar várias xícaras ao dia do chá das folhas da fruta-de-conde.

Intestino, parafortalecer o: Proceder como indicado em estômago. Tônicos: Proceder como indicado em debilidade.

Vômitos, para provocar: Ver catártico.

~

FRUTA-PAa (Artocarpus incisa L.)

A fruta-pão é produzida por uma árvore da famlia das Moráceas. É um fruto grande, de massa espessa, tenaz, algo seca, doce, muito saborosa.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

Em 100 gramas de fruta-pão encontram-se:

Calorias

114,40

kcal

Água

72,60

g

Carboidratos

26,00

g

Proteínas

1,00

g

Lipídios

0,40

g

Vitamina B 1(Tiamina)

120,00

mcg

Vitamina B2(Riboflavina)

50,00

mcg

Alguns dos mais importantes sais contidos em 100 gramas de fruta-

pão:

Cálcio 84,00 mg Fósforo 68,00 mg Ferro 2,00 mg

lll

<012>

I12 AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

USO MEDICINAL

p fruta-pão goza de propriedades laxantes.

Aplica-se também, em fatias quentes, sobre furúnculos. Com as amêndoas preparam-se emulsões proveitosas nos corrimen- tos do aparelho gênito-urinário.

"As sementes são muito valiosas, pois que se extrai delas uma fécula,

e podem ser comidas tostadas ou cozidas. Possuem um sabor parecido

com o das castanhas, e constituem um tônico para o estômago e os rins".

- Dr. Teófilo Luna Ochoa. "As folhas de fruta-pão são usadas na medicina para a preparação de banhos próprios para o tratamento das dores reumáticas." Dr. Lourenço Granato. O látex da árvore é indicado contra as hémias das crianças. Aplica- se com um bragueiro (cinta ou funda para hérnias).

%ALOR ALIMENTÍClO

A fruta, assada ou cozida, pode ser usada como pão. Tem bom sabor.

É alimento nutritivo por excelência. É razoavelmente rica em vitamina

B, especialmente niacina. Pode-se também misturar essa fruta com farinha de trigo, no preparo de pão caseiro.

Em muitas mesas do sertão nordestino, onde o trigo é caro e escasso, a- ão é de fato usada em lugar do pão, na refeição matinal. É um

a frut p

recurso providencial no Nordeste, pois, como fruto nativo, é abundante

e barato. Em alguns lugares costuma-se torrar fatias ou rodelas da fruta-pão sobre pedras quentes. Ao paladar assemelha-se à batata-doce. Toma-se mais deliciosa quando usada com mel ou melado.

RESUMO DAS UTILIDADES MEDICINAIS

Antraz: Verfurúnculos.

Constipação intestinal: Recomenda-se comer regularmente a fruta-pão. Pode-se misturar um pouco de farelo de higo às preparações.

Corrimentos (do sisterna gênito-urinário): Além do tratamento médico, recomenda-se popularmente a seguinte receita: pulverizar as amêndoas da fruta- pão, misturar com um pouco de azeite virgem e tomar uma colher de sopa emjejum.

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FRUTA-PÃO (Artocarpus incisa)

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FRUTA-PÃO 113

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II4 AS FRU'I,AS NA MEDICINA NATURAL

Estômago, tônico para o: Comer as sementes da fruta-pão tostadas ou ozidas.

Furúnculos: Aplicar fatias quentes de fruta-pão sobre os furúnculos.

Hérnias das crianças: Indica-se popularmente aplicar o látex da árvore no local, com auxlio de uma cinta ou funda.

Leucorréia: Liquidificar as sementes em água, filtrar, ferver e fazer irrigações vaginais.

Prisão de ventre: Ver constipaçâo intestinal.

Reumáticas, dores: Banho de imersão em chá de folhas de fruta-pão. Ou banhar a região dolorida com este decocto.

Rins, tônico para os: Proceder como indicado em estômago.

GOIABA (Psidium guajava, L.)

Entre as muitas frutas brasileiras, a goiaba é uma das mais comuns. É uma fruta de grande valor nutritivo. Possui quantidade razoável de sais minerais, como cálcio e fósforo. É rica em vitaminas. Encerra vitaminas A, B 1 (Tiamina) e Bz (Riboflavina), e, possivelmente, também propor- ção razoável de vitamina B6 (Piridoxina). Em matéria de vitamina C, tem poucos rivais. Algumas variedades nacionais acusam em média um teor de ácido ascórbico de 80 miligramas por 100 gramas. A goiaba branca e a amarela são mais ricas que a vermelha. O limão contém cerca de 40 mg por 100 g, que corresponde à metade da concentração da goiaba branca. O conteúdo de vitamina C vai decrescendo de fora para dentro do fruto. Nessas condições, a casca é mais rica do que a polpa externa e esta mais do que a polpa interior. Não obstante, devido ao uso de inseticidas, convém descascar as goiabas. Graças à descoberta do elevado teor de vitamina C na goiaba, esta fruta foi, durante a última guerra mundial, utilizada como suplemento na alimentação dos soldados aliados nas regiões frias. Desidratada e reduzida a pó, tinha por fim aumentar a resistência orgânica contra as afecções do aparelho respiratório.

Elevadíssima é a concentração de vitamina C na goiaba desidrátada:

1.800 gramas de pó são suficientes, afirma-se, para proteger um explorador ártico contra o escorbuto, durante cerca de 90 dias.

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116 AS FRUTAS NA MEDICINA NATURAL

Goldberg e Levy também descobriram que o fruto da goiabeira é

riquíssimo em vitamina C (ácido ascórbico) : encontraram 300 e até 400 mili ramas em cada 100 gramas de fruta seca.

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Os resultados por eles obtidos confirmam que o conteúdo de vitamina C aumenta do interior para a periferia da fruta. No tocante ao

" " grau de maturação, acharam que o fruto de vez e o maduro firme contêm mais ácido ascórbico do que o maduro mole. O teor de vitamina C, em outras palavras, diminui na flrdem: verde, maduro firme, "de vez" e maduro mole, sendo estes dois últimos estatisticamente iguais.

O Prof. Moura Campos, pesquisando na goiaba vermelha alguns fatores vitamínicos do complexo B, verificou que ela encerra a vitamina B1 (tiamina) e a vitamina B2 (riboflavina), e possivelmente também a vitamina B6 (pirodoxina).

No Havaí, o suco de goiaba substitui o suco de laranja e tomate na alimentação das crianças.