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Universidade Federal do Amazonas Instituto de Ciências Exatas Departamento de Física Exercícios de Termodinâmica

Universidade Federal do Amazonas

Instituto de Ciências Exatas

Departamento de Física

Exercícios de Termodinâmica

Problemas – Seção 2.2

Problemas - Capítulo 2

2.2-1 Encontre as três equações de estado para um sistema com a equação fundamental

U

v 0  3 S 2 R NV .
v 0 
3
S
2
R
NV .

Solução

São as equações que expressam os parâmetros intensivos em termos dos parâmetros

extensivos independentes. Neste caso serão

 U S 2 T   S 2 V , N  T 
 U
S 2
T 
 S
2
V , N  T  3v 0 
R
NV
3
S
P   U
 V
S , N  P  v 0  NV 2
R 2
S 3

 U S , V  v 0 
N
R 2 N 2 V

2.2-2 Para o sistema do problema 2.2-1 determine em função de T , V e N.

Solução

Das expressões para e T , encontramos

S 1 S  T  1 N  3 3 N T e isolando
S
1
S
 T  1 N 
3
3
N T
e isolando S da equação de T , ou seja,
NV
S  R
3v 0  T
encontramos
1
R
NV
R
V

T

3
N T 3 v 0
N
3 3 v 0 

1/2 T 3/2

2.2-3 Mostre, através de um diagrama (em escala arbitrária), a dependência da pressão com o volume para temperatura fixa para o sistema do problema 2.2-1. Desenhe tais “isotermas”, correspondentes a dois valores da temperatura, e indique qual isoterma corresponde à temperatura mais elevada.

Solução

Das expressões de P e T , encontramos

S S  P  1 P T  3 1 Isolando S da expressão
S
S
 P  1
P T  3 1
Isolando S da expressão para T , encontramos
V
3 V T
R
N
P  1
3
T
V R
V
3 3 v 0 

1/2 T 3/2

Como P é definido para N fixo, as isotermas são

Exercícios de Termodinâmica

2

P

P V

V

As isotermas crescem para cima.

2.2-4 Determine as três equações de estado para um sistema com equação fundamental

 R  u  s 2  v 2 . R 2 v 0
R 
u 
s 2 
v 2 .
R
2
v
0

Solução

Neste caso, a equação fundamental é dada em termos de quantidades molares. A

energia interna pode ser escrita como

ou seja,

S V U  U  S , V , N   U 
S
V
U  U  S , V , N   U  S , V , N   Nu
, 1
 Nu s, v 
N ,
N
2
2
S
R 
V
U  S, V , N 
R
N
v 2
N
0

Logo,

T

 U  S  V
 U
 S
 V

V , N

 u  s v
u
s
v

v T

2 s

R

P

U

S , N   u

s P 2 R v

v

2

0

S , V , V

 U  N
U
N

S , V S 2 v

2  R 2 V 2 0 2 RN 2 v 0
2
 R 2 V 2
0
2
RN 2 v
0

s 2 v

2  R 2 v 2 0 2 Rv 0
2
 R 2 v 2
0
2
Rv
0

 R
R

s 2

R  2 v 2 v 0
R 
2
v
2
v
0

u

Outra forma de encontrar : Considera-se U Nu sN , vN  , onde sN S/N e vN V /N. Assim

 U    s  v   N  Nu  
 U
s
v

 N  Nu   u  N  N u  s N  , v N   u  N  u
N
 s  N   u  N
v
S , V 
s
 v
u
u
 u  N  u
 u  N  s
 v
 u  s  u s
 v  u v
 s  N    u v
 N
N
 s
N 
v
 u   Ts  Pv 
 u  2
s 2  R  v 2 u  s, v  .
R
2
v
0

2.2-5 Expresse em função de T e P para o sistema do problema 2.2-4.

Solução

Da expressão da última linha do problema anterior

u Ts Pv

 R
R

s 2

R  2 v 0
R 
2
v
0

v 2 Ts Pv

2

Mas de T 2 s s R T e de P 2 R v v v P . Logo

R

2

v

2

0

0

2

R

Exercícios de Termodinâmica

3

 R  s 2  R  v 2   Ts  Pv

R  s 2 
R  v 2   Ts  Pv 
2
v
0
2
2
2
v
v
R
2 T 2 
R 
0
R  P
 T
R  T  P 
R
v 2
2
2
0
R  P
0 2
2
R 2 T 2  v P 2
v 2
0
R
 1
 1
T 2 
0 P 2
4
R 
4 
R 

2.2-6 Determine as três equações de estado para um sistema com equação fundamental

Solução

Assim,

u

v 0  2 s v R
v 0 
2
s
v
R

e s/R .

Da mesma forma que no problema anterior U S , V , N Nu s, v e portanto

T

P

U S , V , N

S v 0  2 S NR . R V e
S
v 0 
2
S
NR .
R
V e

V , N , N

  u  s
  u
s

v

T

v 0  s 2 v  R Rv s e
v 0 
s
2 v 
R
Rv s e

s

R

 V
 V

U

v
v

S , N   u

s P

v 0  2 s R v 2 e
v 0 
2
s
R
v 2 e

R u

v

s

S s 3 2 S s   U S , V  v 0
S
s
3
2
S
s
  U S , V  v 0 
NR  v 0 
R
v e
 N
2
R
VN 2 e
R
1 2  s R u s R  s R u
1
2 
s
R u
s
R 
s
R u

2.2-7 Indique esquematicamente a dependência da tem peratura com o volume numa expansão adiabática quase-estática dS 0 para o sistema do problema 2.2-6.

Solução

Assim,

A temperatura é uma função dos parâmetros intensivos da forma

dT

T  T  S , V , N  V , N dS 
T  T  S , V , N 
V , N dS 
 T
 V S , N dV 
 T  N S , V dN
 T
 N S , V dN

Para uma expansão quase-estática, dS 0, encontra-se

Como

então

logo,

dT   T  V S , N dV  v 0  S
dT 
 T
 V S , N dV 
v 0 
S
T 
2 N 
R
R
 T  N S , V dN S S NR NV e
 T
 N S , V dN
S
S
NR
NV e
2 R
2
R

v 0

S S NR  2 RN  S NV 2 e RNSV
S
S
NR  2 RN  S
NV 2 e
RNSV

T

N v 0 S 2 e

2 NR S

V

T

S

NR 3 NR S 3 RN S

R 3 N 3 V

R 4 N 3 V 2

U

U

S 2 S 2 RN  S dT   v 0  NR R
S
2
S
2 RN  S
dT   v 0 
NR
R
V e
RNSV

dV

3 RN  S dN R 4 N 3 V 2
3 RN  S
dN
R 4 N 3 V 2

ou

T

  2 RN  S  RNS
  2 RN  S 
RNS

v 0

R

S S 2 1 v 0  S 2 e NR  dV  2
S
S 2
1
v 0 
S 2 e
NR  dV
2
R 4 N 3 V 3
V
R

Mas dV V c e então podemos escrever esquematicamente,

2

V

1

S

3 RN S e NR dN

Exercícios de Termodinâmica

4

T a

V

V b 3 c

onde a , b e c são parâmetros que não dependem do volume.

2.2-8 Subsituindo as Eqs. (2.20) e (2.21) na Eq. (2.25), mostre que se obtém a forma apropriada da Eq. (2.6).

Solução As Eqs. (2.20), (2.21) e (2.25) saõ

s S /N,

u

du Tds Pdv

v V /N

1

s, v N U S , V , N

respectivamente. Então fazendo o que se pede, encontramos

d

U S  Td N N
U
S
 Td N
N

Pd



N dU N 2 dN N dS TS dN N dV PV dN

1

U

T

2

N

P

2

N

ou

N dU N dS TS dN N dV PV dN N 2 dN

1

T

2

N

P

2

N

U

ou

dU TdS PdV

PV  TS  U dN N
PV  TS  U dN
N

que é da forma da Eq. (2.6), isto é, dU TdS PdV dN, para um tipo de partícula. Pode-se mostrar que o termo entre parênteses é realmente , usando a propriedade de função homogêneo para U . De fato,

U S, V , N U S , V , N Difenciando esta equação como relação a , U S , V , N

U S, V , N

Mas,

U S, V , N U S , V , N S U S , V , N V U S , V , N N

S

V

N

S U S , V , N V U S, V , N N U S , V , N

S

V

N

Como a propriedade da função homogênea vale para qualquer valor de , vamos fazer 1. Assim

S

U S , V , N V U S , V , N N U S , V , N

V

S

N

U S, V , N

Usando as definições de derivadas parciais, encontra-se

U S , V , N TS PV N

Portanto, substituindo-se na equação PV TS U

N N
N
N

encontra-se



PV TS TS PV N

como havíamos antecipado.

Problemas – Seção 2.3

2.3-1 Determine as três equações de estado na representação da entropia para um sistema com a equação fundamental

u

1/2  5/2 v 0 s R 3/2 1/2 . v
1/2 
5/2
v 0
s
R 3/2
1/2 .
v

Como a relação fundamental foi dada na r epresentação da energia, podemos calcular

os parâmetros intensivos nesta representação T ,P , e fazer a transformação para a representação

Solução

Exercícios de Termodinâmica

5

da entropia F 0 ,F 1 , F 2 , através das relações

F 0 T , F 1 P T , F 2

1

T

Assim, os parâmetros na representação da energia são

3 1/2   u v 0 s 2 u T  s v 
3
1/2 
 u
v 0
s
2
u
T
s
v  5
R 3/2
v 1/2  5 s
2
2
5
1/2 
v 0
s
2
1
P
  u
 v
s  2 1
R 3/2
3
2
v
2
5
1
  u  Ts  Pv  u  2 u  2 u u

u

v

onde na última linha usamos o resultado do problema 2.2-8 para o cálculo de . Agora podemos fazer as transformações indicadas:

F 0

1

T 5 2

s

u F 0

1

T 2 U

S

5

1 u v P 2 s S F 1   1 v  F
1
u
v
P
2
s
S
F 1 
 1 v  F 1  P T  1
T 
5
u
5
5 V
s
2
u
S
F 2   
 2 s  F 2    2
T
5 u
5
T
5 N
s
2

que são as equações de estado na representação da entropia.

2.3-2 Mostre, através de um diagrama (em escala arbitrária), a dependência da temperatura com o volume, para a pressão constante, para o sistema do problema 2.3-1. Desenhe essas “isóbaras” correspondentes a dois valores da pressão, e indique qual isóbara corresponde à maior pressão.

Solução

De

U Nu

encontramos

U Nu N

5/2 S 1/2  1/2  S 5/2 v 0 N R 3/2 1/2 
5/2
S
1/2 
1/2 
S 5/2
v 0
N
R 3/2
1/2 
v R 0 3/2
NV 1/2
V
N

As equações de estado são

De T e P encontramos

Da expressão para P

3 1/2   U v 0 S 2 T   S 2 R
3
1/2 
 U
v 0
S
2
T 
S
2
R 3/2
V , N  5
N V
5
1/2 
v 0
S
2
P
  U
V
2
R 3/2
3
S , N  1
NV 2
5
1/2 
 U
v 0
S
2

N
R 3/2
S , V 
N 2 V
5
U
T
2
S
V
 5
P
1
U
S
2
V
5
1/2 
v 0
S
2
P  1
2
R 3/2
3
NV
2

5 U

2 S

1

U

2 V

U

N

Exercícios de Termodinâmica

6

isolamos S

Assim

Logo

T 10 3/5 V 2/5

S

2 2 3 5 5 1 N 2/5 P 2/5 V 3/5 N 2/5 P
2
2
3
5
5
1
N 2/5 P 2/5 V 3/5 N 2/5 P 2/5 V 3/5
 2
R 2  4
2
v
0
PV
T
 5 PV  5
S
N 2/5 P
2/5 V 3/5  P 3/5 V 2/5
2
N
5

T P 3/5 V 2/5

T

T V

V

As isóbaras crescem para cima.

2.3-3 Determine as três equações de estado na representação da entropia para um sistema com equação fundamental

Solução

Portanto

 2 s 2 e v 2 /v u  0 . R
2
s 2 e v 2 /v
u 
0
.
R

Repetindo o procedimento do problema anterior, encontramos

2 v 2  u  v T  v  2 R se 0
2
v
2
 u
v
T 
v  2 R
se
0
 2 u
s
s
2
v
v 2
v
P   u v s 2 R s 2 e
0
2 uv
2
2
v
v
0
0
  u  Ts  Pv  u  2 u  2 uv 
1  2  2 v
s
2
s
2
v
v
0
0

u

F 0

1

T 2 1

s

u F 0

1

T

1 U

2

S

F 1

P

T

2 uv 2 v 0 2 u s
2 uv
2
v
0
2 u
s

sv F 1 P T SV

v

2

0

N 2 v

2

0

F 2

T

 u 2 u s
u
2 u
s

F 2

T v 2 0
T
v 2
0

V

2 u s  F 2     T v 2 0 V 

S 2 1

1

Problemas – Seção 2.6

S

N

2.6-1 Por definição, a temperatura de um sistema composto de gelo, água e vapor d’água em

Exercícios de Termodinâmica

7

equilíbrio mútuo vale exatamente igual a 273, 16 K. A temperatura de um sistema gelo-água a 1 atm de pressão é então medida e obtém-se o valor 273, 15 K com imprecisao na terceira e quarta casas decimais. A temperatura de um sistema água-vapor d’água (i.e., água em ebulição) a 1 atm é também medida e vale 373, 15 K 0, 01 K. Calcule a temperatura do sistema água-vapor d’água com 1 atm de pressão, com seus prováveis erros, nas escalas Celsius, Fahrenheit absoluto e Fahrenheit.

2.6-2 A “constante de gás” R é uma constante cujo o valor é R 1, 986 cal/mol K ou R 1, 986 cal/mol o C. Expresse R em unidades de J/mol o F.

2.6-3 Dois sistemas particulares têm as seguintes equações de estado:

e

1

T 1

1

T 2

2 R N 1

3

U

1

2 R N 2

5

U

2

onde R é uma constante tendo o valor R 1, 986 cal/mol K. O número de mol do primeiro sistem é N 1 2 e do segundo, N 2 3. Os dois sistemas são separados por uma parede diatérmica e a energia total no sistema composto é de 6. 000 cal. Qual é a energia interna de cada sistema em

equilíbrio?

Solução

No equilíbrio (veja Eq. 2.37)

o que implica

1 T 1 2

1

T

3

2 R N

U 1

1

2 R N 2

5

3U 2 N 1 5N 2 U 1

U

2

A equação de conservação nos fornece

Então

U 1   U 2   U  U 2   U
U 1   U 2   U  U 2   U  U 1 
N 1 
U 1   3U
3 N 1   5 N 2 

Substituindo U 6. 000 cal, N 1 2 e N 2 3, encontra-se

Logo,

U 1 18 000

U  1   1714, 3 cal U 1 1714, 3 cal

U 2 6000 U 1 6. 000 1. 714, 3 4. 285, 7 cal

2.6-4 Dois sistema com as equações de estado dadas no problema 2.6-3 são separados por uma parede diatérmica. Os respectivos números de mols são N 1 2 e N 2 3. As temperaturas iniciais são T 1 250 K e T 2 350 K. Quais são os valores de U 1 e U 2 depois que o equilíbrio foi estabelecido? Qual é a temperatura de equilíbrio?

Solução

Sejam as equações de estado do sistema

1

T 1

1

T 2

2 R N 1

3

U

1

2 R N 2

5

U

2

Para os valores iniciais da temperatura, podemos calcular os valores iniciais das energias internas de cada subsistema, usando as equações de estado e os números de mols. Logo,

Então,

U

U

1 i

2 i

3

2

5

2

1 RN 1 T i

3

2

2 5 RN 2 T i

2

1. 986 2 250 1489. 5 cal

1. 986 3 350 5213. 3 cal

Exercícios de Termodinâmica

8

U U i

1 U i

2 1489. 5 5213. 3 6702. 8 cal

No estado final de equilíbrio, as temperaturas são iguais. Por isto,

2 R N 1  2 R N 2  3 5 2  N
2 R N 1 
2 R N 2 
3
5
2  N 1   5N 2  U f 1 
 3U f
1  
2
U f
U f
e
1   U 2 f   U
U f
Logo,
N 1 
3
U  U f
1  N 1   5N 2  U f 1   U f
1   3U
3 N 1   5 N 2 
Substituindo os valores, encontramos
2
U 1   3  6702. 8 
 1915. 1 cal
6 
15

e

U 2 U U 1 6702. 8 1915. 1

4787. 7cal

As teperaturas finais serão

T 1 2

3

T 2 2

5

como se esperaria.

Problemas – Seção 2.7

U

1

2

1915.

1

RN

1

3

1.

986

U

2

4787.

7

RN

2 2

5

1. 986

2 321. 43 K

3 321. 43K

2.7-1 Dois sistemas particulares têm as seguintes equações de estado

e

1 3

2

T 1

1 5

2

T 2

R

R

N 1

U 1 ,

N 2

U 2 ,

P

1

T

P

1

2

T

2

R

R

N 1

V

1

N 2

V

2

onde R 1, 986 cal/mol K. O número de mols do primeiro sistema é N 1 0, 5 e o do segundo, N 2 0, 75. Os dois sistemas estão contindos num cilindro fechado, separados por um pistão diatérmico móvel. As temperaturas inciais são T 1 200 K e T 2 300 K, e o volume total é de 20 litros. Qual é a energi a e o volume de cada sistema em equilíbrio? Quanto vale a pressão e a

temperatura?

Solução

Das condições iniciais obtém-se

U

U

1 i

2 i

3

2

5

2

RN 1 T i

1 U 1

3

2

2 U 2 i 5 RN 2 T i

2

1. 986 0. 5 200 297. 9 cal

1. 986 0. 75 300 1117. 1 cal

Portanto, a energia total do sistema (constante) vale

U U i

1 U i

2 297. 9 1117. 1 1415 cal.

No estado final de equilíbrio, tanto P quanto T são iguais nos dois subsistemas. Logo,

3

2 R N

U 1

1

2 R N 2

5

3N 1 U 2 5N 2 U 1

R

N

1

V

1

U

2

R N 2

V

2

N 1 V 2 N 2 V 1

As outras duas equações são as condições de fechamento:

U 1 U 2 U

V 1 V 2 V

Exercícios de Termodinâmica

9

Daí podemos obter os quatro parâmetros que procur amos no estado final do sistema. Ou seja,

Então

3

N 1  1   3 U U f 5N 2  3 N
N 1 
1   3 U
U f
5N 2 
3 N 1  
 0. 285 71 
N 1   U  U 1   5 N 2  U
N 1   U  U 1  
5 N 2  U
1 
N 1   V  V 1  
N 2  V 1
0. 5
 U f
1   3  1415
3  0. 5 
5  0. 75

404. 28 cal

V 1 V f

N 1  N 1   N 2 
N 1 
N 1   N 2 

Os demais valores são:

V f

1 20

0. 5 0. 5  0. 75
0. 5
0. 5 
0. 75

8. 0

litros

Temperaturas finais:

Pressões finais:

2 U U f

U f

1 U f

2 1415 404. 28 1010. 7 cal

2 V V f

V f

1 V f

2 20 8 12 litros

1 f

T

2

3

1 2

T

f

5

U

1

1 1 T f

f

RN

U

2

f

2

3

2 T f

1 2

5

RN

404. 28 1. 986

1010. 7 1. 986 0.

75

0. 5 271. 42

271. 42

1 R N 1 1 P f

P

f

1

V f

T f

1 1. 986

0. 5 271. 42 33. 69 cal/litro

8

2 R N 2 2 P f

P

f

2 T f

V f

1 1. 986 0. 75 271. 42 33. 69 cal/litro

12

Obs.: A unidade cal/litro vale

1

1 cal 4. 18 J

litro 10 3 m 3

portanto

1 cal/litro 4. 18

10 3

J/m 3 4. 18 10 3 Pa

Problemas – Seção 2.8

2.8-1 A equação fundamental de um tipo particular de sistema de dois constituintes é

S

NA NR ln U 3/2 V N 1 R ln N N N 2 R ln N 2

N

1

5/2

N

N N 1 N 2

onde R 1, 986 cal/mol K e A é uma constante desconhecida. Um cilindro rígido fechado de volume total igual a 10 litros é dividido em duas câmaras de igual volume por uma membrana rígida diatérmica, permeável ao primeiro componente, mas impermeável ao segundo. Numa das câmaras, coloca-se uma amostra do sistema com parâmetros iniciais N 1 0, 5, N 1 2 0, 75, V 1 5 litros e T 1 300 K. Na segunda câmara coloca-se uma amostra com parâmetros iniciais N 2 1, N 2 2 0, 5, V 2 5

1

1

litros e T 2 250 K. Depois que o equilíbrio é estabelecido, quais são os valores de N

e P 2 ?

1 , N
1

2 1 , T , P 1

Solução

Seja a equação fundamental na r epresentação da entropia

S N A N R ln U 3/2 V

N

5/2

N R ln N N N 2 R ln

1

1

A entropia total é

N

2

N

Exercícios de Termodinâmica

10

S S 1 S 2

Processo virtual:

dS

1 dU 1

1

T

1

T 1 dN

1

1

2 dU 2 T 2 dN 1

1

T

2

2

Condições de conservação

Então

U 1 U 2 constante dU 2 dU 1

N

1 N

1

2 constante dN 2 dN

1

1

1

1

dS

1 T T
1
T
T

1 1 2 dU 1

 1    2  T 1  T 2 
 1 
  2 
T 1 
T 2 

Como dS deve ser anular para valores arbitrários de dU 1 e dN 1 , no equilíbrio teremos

1

T 1 2

1 2

2

1

1

T

T

1

T

Equações de estado na representação da entropia :

T S

1

U

T

S

N

1

As diversas derivadas da entropia são:

S 1  1  R  N 1   3 U 1 
S 1 
1  R
N
1   3 U 1 
 U
2
1 
3/2
S 1 
1 
1 
N
V
U
5
1
 A  R ln
R
R ln
1
1
1
2
1
N
N
N
N
1
 S 2 
2  R
N
2   3 U 2 
 U
2
2
3/2
 S 2 
2
2
V
U
5
N 2
 A  R ln
R  R ln
2
2 
2 
N
N
N
2
2 
N
1

Desta forma podemos escrever as equações de estado:

T 1 3

2

1

N

1 R

U

1

2 R

2 3 U 2

1

N

T

2

1

T

1

A R ln

2

2 A R ln

T

3/2 1  1  V U 5  1  1  N N
3/2
1 
1 
V
U
5
1
1
N
N
2
3/2
2
2
V
U
5
2 
2 
N
N
2

R

R

R ln

R ln

1  N 1 N 1  2  N 2 N 2 
1 
N
1
N 1
2
N 2
N 2 

Para os subsistemas podemos escrever:

S 1 N 1 A N 1 R ln U 1 3/2 V 1

N

1 5/2

S 2 N 2 A N 2 R ln U 2 3/2 V 2

N 2 5/2

N 1 R ln N

N

1

1

1 N 2

2

1

1 N 2

1 R ln

1 R ln

1

2 R ln N

N

N

1

1

2

N

1

2

2

N

N

N

2

Valores finais dos parâmetros - condições de equilíbrio.

Exercícios de Termodinâmica

11

1

T 1

1

2

T

1

T

1

2

T 2

3

2

N

1 R

3

2

N

2 R

U

1

U

2

3/2 V 1  U 1  N 1  N 1  3/2 V
3/2
V 1 
U 1 
N 1 
N 1 
3/2
V 2 
U 2 
N 2 
N 2 

A

R ln

A R ln

1  N 1 N 1  2  N 2 N 2 
1 
N
1
N 1 
2 
N 2
N 2 

5 R R ln

2

5 R R ln

2

ou, simplicando estas equações, encontramos

e

ln

3/2 V 1  U 1  N 1  N 1 
3/2
V 1 
U 1 
N 1 
N 1 

ln

N 1    N 2  U 1 2  U 3/2 V
N 1    N 2 
U 1
2 
U
3/2
V 2 
U 2 
N 2 
N 2 

ln

1  N 1
1 
N
1

N 1 ln N 2

2  2  N
2 
2
N

A última condição ainda pode ser escrita como

que resulta em

Para V 1 V 2

Usando a condição

temos

1  ln V 1  N 2  N 2  1  U
1 
ln V 1 
N 2 
N 2 
1 
U
1
V 2  N 1 
N 1  U 2  3/2
 ln N 2  N 2 
1  N 2
N
1 
2  N
V 1  N 2 
2  1 
N
N
U
1
V 2  N 1 
N 1  U 2  3/2 
1  N 2 2 
N
1 
2  1 
N
U
1
N 1  U 2  3/2  N 2 
N
2
N 1    N 2 
  N 2  U 1   N 1  U 2 
U 1
U 2
1 
3/2  N
N 2  U 1 
1
1   N 2 2 
1
U 2  N 1 
2   N
N 2

Esta condição nos diz que o número de partículas do tipo 1 no subsistem a1éi gual ao número de partículas do tipo 2 no subsistema 2. Sabemos que

N N 1 N 2 N ou, reunindo as duas equações

1 N 2 1 N 2 N 2 2 N 1 2 N

1

2 2 N 2

1

2

1

N

1 N 2 2
1

N 2 N 2 N 2 Para encontrarmos as energias, usamos as condições

1

2 N 1 2

N 1   N 2

2

U

1

U

U 1 U 2 U

Valores numéricos. As condições iniciais dadas foram:

Exercícios de Termodinâmica

12

N 1 0. 5

N

1

1 0. 75

2

N 1 1. 25

V 1

5 l

T 1 300 K

N

N

N 2 2 0. 5

N 2 1. 5

2 1

1

N 2

1

V 2

5 l

T 2 250 K

N N 1 N 2 2. 75

Cálculo da energia interna. Usando as equações de estado e as condições iniciais encontramos

1

1 S

1

2 S

1

T

U 1

2

U