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JULIANO FERREIRA VELHO EVANDRO CORDEIRO PINTO ESTRUTURAS COMPLEMENTARES PALMAS 2014

JULIANO FERREIRA VELHO

EVANDRO CORDEIRO PINTO

ESTRUTURAS COMPLEMENTARES

PALMAS

2014

JULIANO FERREIRA VELHO EVANDRO CORDEIRO PINTO CÁLCULO DE PRESSÃO DINÂMICA DO VENTO PARA DIMENSIONAMENTO DE

JULIANO FERREIRA VELHO

EVANDRO CORDEIRO PINTO

CÁLCULO DE PRESSÃO DINÂMICA DO VENTO PARA DIMENSIONAMENTO DE HANGAR

Trabalho apresentado à disciplina de Estruturas Complementares, ministrada pela Professora Luciene de Souza, pelos acadêmicos do 9° Período do Curso de Engenharia Civil, do IFPR-Campus Palmas.

PALMAS

2014

Sumário Introdução 6 Dados do Projeto 7 Determinação da Velocidade Característica do Vento 9

Sumário

Introdução

6

Dados do Projeto

7

Determinação da Velocidade Característica do Vento

9

Velocidade básica do vento

9

Fator topográfico S1

9

Rugosidade do terreno, fator S2

10

Fator estatístico S3

10

Velocidade característica do vento

11

Determinação das pressões

11

Pressão dinâmica do Vento

11

Coeficiente de forma de pressão

11

Coeficientes de Pressão Externa das Paredes – Tabela 4 da NBR 6123

12

Coeficientes de Pressão Externa para telhados – Tabela 5 da NBR 6123

12

Coeficientes de Pressão Interna e Externa – Combinações –

13

Item 6.2 NBR 6123

13

Memoria de calculo dos esforços resultantes

14

Telhado a 0° igual 90º

14

Paredes a 0°igual 90°

14

Telhado a 90° Lado esquerdo

14

Telhado a 90° Lado Direito

14

Paredes a 90° Lado Esquedo

14

Paredes a 90° Lado Direito

14

Esforços Resultantes

15

Conclusão

16

Referências Bibliográficas

17

Lista de Figuras Figura 1 - Planta Baixa 7 Figura 2 – Corte Figura 3

Lista de Figuras

Figura 1 - Planta Baixa

7

Figura 2 – Corte

Figura 3 - Fachada

8

Figura 4 - Treliça Metálica

8

Figura 5 - Isopletas

9

Figura 6

- Coef. de forma a 0° Figura 7 – Coef. de forma 90°

12

Figura 8 – Coef. de forma para telhados

12

Figura 9 – Combinações dos coef. externos e internos de pressão

13

Figura 10 – Resultante das combinações 90°

13

Figura 11 – Resultante das combinações 0°

13

Figura 12 – Esforços resultantes

15

Lista de Tabelas Tabela 1 - Fator S2 10 Tabela 2 - Fator S3 10

Lista de Tabelas

Tabela 1 - Fator S2

10

Tabela 2 - Fator S3

10

Tabela 3 - Coeficientes de pressão e de forma, externos, para paredes de edificações

de planta retangular

11

Introdução A construção civil apresenta uma grande evolução, onde as estruturas são mais altas, sendo,

Introdução

A construção civil apresenta uma grande evolução, onde as estruturas são mais altas, sendo, portanto, mais suscetíveis a efeitos laterais. Este estudo aborda o efeito estático do vento em edificações de concreto armado, apresentando considerações da NBR 6123 para o seu cálculo. Dentre essas ações, o vento toma um dos primeiros lugares como força em edifícios de grande porte. A NBR 6118 – Projeto de Estruturas de Concreto Armado e a NBR 8800 – Projeto e Execução de Estruturas de Aço de Edifícios impõe em seus dimensionamentos a consideração das ações de vento. Observam-se no cenário mundial, os vários problemas que muitas edificações tem quando se ignoram as ações do vento. Vários casos conhecidos de obras de grande porte que tiveram problemas em decorrência da ação de vento e causaram mortes, atentam para a importância desse fator. Parâmetros como esforços horizontais, deslocamentos, gama-z, momento de tombamento e momento de segunda ordem devem ser analisados. Assim, as estruturas tendem a garantir estabilidade e segurança e consequentemente garantir a vida útil de projeto e diminuir a incidência patológica.

Dados do Projeto Hangar localizado na Cidade de Palmas – PR Estrutura composta por pilares

Dados do Projeto

Hangar localizado na Cidade de Palmas – PR

Estrutura composta por pilares pré-moldados de 0,20 x 0,40 m, pé direito do hangar com 10,00 m de altura terá fechamento em alvenaria, a cobertura será em estrutura metálica com terças metálicas e telhas de aço zincado, possui uma abertura de 10 x 10 m na frente do Hangar.

Velocidade básica do vento V0= 45 m/s

possui uma abertura de 10 x 10 m na frente do Hangar. Velocidade básica do vento

Figura 1 - Planta Baixa

Figura 2 – Corte Figura 3 - Fachada Figura 4 - Treliça Metálica 8
Figura 2 – Corte Figura 3 - Fachada Figura 4 - Treliça Metálica 8

Figura 2 – Corte

Figura 2 – Corte Figura 3 - Fachada Figura 4 - Treliça Metálica 8

Figura 3 - Fachada

Figura 2 – Corte Figura 3 - Fachada Figura 4 - Treliça Metálica 8

Figura 4 - Treliça Metálica

Determinação da Velocidade Característica do Vento Velocidade básica do vento Figura 5 - Isopletas Conforme

Determinação da Velocidade Característica do Vento

Velocidade básica do vento

Característica do Vento Velocidade básica do vento Figura 5 - Isopletas Conforme o Anexo C e

Figura 5 - Isopletas

Conforme o Anexo C e a figura 1 da NBR valores para a cidade de Palmas:

6123/1988, temos os seguintes

Correspondentes a uma velocidade (V0) de aproximadamente 45 m/s.

Fator topográfico S1

Considerando que Palmas é localizada, em sua maioria, em terreno plano ou fracamente acidentado, temos o valor de S1 = 1,0 (NBR 6123/1988, item 5.2).

Rugosidade do terreno, fator S2 Dimensão frontal: 10 m; Classe B: Maior dimensão entre 20

Rugosidade do terreno, fator S2

Dimensão frontal: 10 m;

Classe B: Maior dimensão entre 20 e 50 m;

Categoria II: Terrenos abertos em nível ou aproximadamente em nível, com poucos obstáculos isolados, tais como árvores e edificações baixas. Consultando a tabela 2 (NBR 6123/1988), temos:

baixas. Consultando a tabela 2 (NBR 6123/1988), temos: Tabela 1 - Fator S2 Fator estatístico S3

Tabela 1 - Fator S2

Fator estatístico S3

Consultando a tabela 3 da NBR 6123/1988, a edificação é classificada no Grupo 3 com o valor de S3 igual a 0,95.

3 da NBR 6123/1988, a edificação é classificada no Grupo 3 com o valor de S3

Tabela 2 - Fator S3

Velocidade característica do vento = 0 1 2 3 = 45 1,0 0,98 0,95 ⇒

Velocidade característica do vento

= 0 1 2 3

= 45 1,0 0,98 0,95 ⇒ = 42,32 /

Determinação das pressões

Pressão dinâmica do Vento

= 0,613

= 0,613 42,32 = 1090,00 / ²

Coeficiente de forma de pressão

⇒ = 1090,00 / ² Coeficiente de forma de pressão ℎ = 10 1 0 =

=

10

10 = 1

=

30

10 =3

de forma de pressão ℎ = 10 1 0 = 1 = 30 1 0 =3

Tabela 3 - Coeficientes de pressão e de forma, externos, para paredes de edificações de planta retangular

Coeficientes de Pressão Externa das Paredes – Tabela 4 da NBR 6123 Figura 6- Coef.

Coeficientes de Pressão Externa das Paredes – Tabela 4 da NBR

6123

de Pressão Externa das Paredes – Tabela 4 da NBR 6123 Figura 6- Coef. de forma

Figura 6- Coef. de forma a 0°

Cpe médio= -1,10

da NBR 6123 Figura 6- Coef. de forma a 0° Cpe médio= -1,10 Figura 7 –

Figura 7 – Coef. de forma 90°

Coeficientes de Pressão Externa para telhados – Tabela 5 da NBR

6123

de Pressão Externa para telhados – Tabela 5 da NBR 6123 Figura 8 – Coef. de

Figura 8 – Coef. de forma para telhados

= 0,15 ℎ ( ! " # $ ")

= 0,15 10 = 1,5

& $' $ ( ) $ℎ , ) "ç !' " + ! Coeficientes de

& $' $ ( ) $ℎ , ) "ç

!' " + !

Coeficientes de Pressão Interna e Externa – Combinações – Item 6.2 NBR 6123

Cpi= +0,1

e Externa – Combinações – Item 6.2 NBR 6123 Cpi= +0,1 Figura 9 – Combinações dos

Figura 9 – Combinações dos coef. externos e internos de pressão

– Combinações dos coef. externos e internos de pressão Figura 10 – Resultante das combinações 90°

Figura 10 – Resultante das combinações 90°

e internos de pressão Figura 10 – Resultante das combinações 90° Figura 11 – Resultante das

Figura 11 – Resultante das combinações 0°

Memoria de calculo dos esforços resultantes Área de influência nos telhados: 5,0 m x 1,00

Memoria de calculo dos esforços resultantes

Área de influência nos telhados: 5,0 m x 1,00 = 5,00 m² por metro linear no banzo superior.

Ai=5,00 m²

Cr=0,92

q= 1,09 Kn/m

Telhado a 0° igual 90º

," = -. &"

," = 5 1,09 0,92 ⇒ ," 5,01 /!

Paredes a 0°igual 90°

,"

10

2

," 2 &"

1,09 1 ⇒ ," 5,45 /!

Telhado a 90° Lado esquerdo

," -. &"

," 5 1,09 1,16 ⇒ ," 6,35 /!

Telhado a 90° Lado Direito

," -. &"

," 5 1,09 0,70 ⇒ ," 3,82 /!

Paredes a 90° Lado Esquedo

,"

10

2

," 2 &"

1,09 0,60 ⇒ ," 3,27 /!

Paredes a 90° Lado Direito

," 2 &"

,"

10

2

1,09 0,70 ⇒ ," 3,82 /!

Esforços Resultantes Figura 12 – Esforços resultantes 15

Esforços Resultantes

Esforços Resultantes Figura 12 – Esforços resultantes 15

Figura 12 – Esforços resultantes

Conclusão Com o presente trabalho, observa-se a importância no dimensionamento de estruturas em geral, de

Conclusão

Com o presente trabalho, observa-se a importância no dimensionamento de estruturas em geral, de considerar as ações do vento para garantir a integridade da obra. Os ventos podem com muita facilidade derrubar edifícios e causar mortes, podendo chegar a velocidade de 50 m/s. A responsabilidade técnica é do profissional que projetou a edificação, engenheiro, arquiteto ou outro, sendo que o mesmo responde civil e criminalmente pela edificação.

O dimensionamento da treliça metálica foi determinado após o

levantamento dos esforços resultantes das pressões na situação mais desfavorável de vento onde tem-se uma pressão de sucção de 3225 Kg (5,08 m x 635 Kg/m) de reação em cada extremidade de apoio da treliça metálica, para levantamento dessas resultantes foi utilizado o software AutoMetal, foram dimensionados para a treliça os perfis do tipo “U” dobrados para toda a

estrutura, o perfil adotado foi # 100x40 com espessura de 3 mm, as terças serão do tipo perfil enrijecido #75x40x15 com espessura de 2,65mm, o contra- ventamento será em aço Ø8mm.

Os esforços gerados pelas ações do vento não devem ser desprezado

no dimensionamento de qualquer estrutura que seja, é visível a importância desses critérios para garantia da estabilidade e segurança das estruturas a que foram projetadas.

Referências Bibliográficas NBR-6123/1988 – Força Devido aos Ventos. Aulas Ministradas pela Professora Luciene de

Referências Bibliográficas

NBR-6123/1988 – Força Devido aos Ventos.

Aulas Ministradas pela Professora Luciene de Souza no IFPR - Campus Palmas

AutoMetal – Disponível em: <http://www.fec.unicamp.br/~autmetal>