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# PR

## UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

FUNÇÃO QUADRÁTICA (ou polinomial do 2o grau) y = a . x2 + b . x + c, com a ≠ 0
−b± ∆
1) Se a ⋅ x 2 + b ⋅ x + c = 0 e considerando ∆ = b 2 − 4 ⋅ a ⋅ c, temos : x =
2⋅a
 c
 x1 ⋅ x 2 =
 a
2) Se a ⋅ x 2 + b ⋅ x + c = 0 temos : 
x + x = − b
 1 2
a
3) a ⋅ x 2 + b ⋅ x + c = a ⋅ ( x − x1 ) ⋅ ( x − x 2 )
b x + x2 ∆
4) Vértice da parábola: V(xv, yv), onde: x V = − = 1 e yV = f (x v ) = −
2⋅a 2 4⋅a
5) Decomposição de polinômios: P( x ) = a n ⋅ ( x − r1 ) ⋅ ( x − r2 ) ⋅ ( x − r3 ) ⋅ ... ⋅ ( x − rn )

## 6) Fatorações especiais: x n − a n = ( x − a ) ⋅ ( x n −1 + x n −2 ⋅ a + x n −3 ⋅ a 2 + ... + x ⋅ a n −2 + a n −1 )

• Teorema da decomposição polinomial:
a n ⋅ x n + a n−1 ⋅ x n−1 + ... + a 2 ⋅ x 2 + a1 ⋅ x + a0 ≡ a n ⋅ ( x − r1 ) ⋅ ( x − r2 ) ⋅ ... ⋅ ( x − rn ) , com a n ≠ 0

• x n − a n = ( x − a) ⋅ ( x n −1 + x n − 2 ⋅ a + ... + x ⋅ a n − 2 + a n −1 )

## • x − a = (n x − n a ) ⋅ ( n x n−1 + n x n− 2 ⋅ a + ... + n x ⋅ a n− 2 + n a n−1 )

 x, se x ≥ 0
• MÓDULO OU VALOR ABSOLUTO: | x | = 
− x, se x < 0
n
• SOMATÓRIO: ∑x
i =1
i = x1 + x 2 + ... + x n

• GEOMETRIA ESPACIAL
 Área Total = Área Lateral + 2 × Área da Base
♦ Prisma: 
Volume = Área da Base × Altura

##  Área Base = π r 2 ; Área Lateral = 2π r h

♦ Cilindro:  Área Total = 2 × Área Base + Área Lateral ;
Volume = π r 2 h

 Área Base = π r 2 ; Área Lateral = π r g

♦ Cone:  Área Total = Área Base + Área Lateral ;
 1
Volume = π r 2 h
 3

 Área = 4 π r 2

♦ Esfera:  4 3
Volume = π r
 3

2
x
• FUNÇÃO EXPONENCIAL: y = a , a > 0 e a ≠ 1

xm
1) x n = 1 x2
x ⋅4 ⋅ ...4
3⋅x 2) x m+ n = x m ⋅ x n 3) x m− n =
n termos xn

m
−n 1 m n m⋅ n n m
4) x = n 5) ( x ) = x 6) x =x n
x

7) a 0 = 1 (a ≠ 0)

##  y = log ax , a > 0 e a ≠ 1 e x > 0

 x
• FUNÇÃO LOGARÍTMICA:  x  1
ln x = log e , onde : e = lim  1 +  ≅ 2,7182818...
 x → +∞
 x

A 
1) log a (A ⋅ B) = log a (A ) + log a (B) 2) log a   = log a (A ) − log a (B)
B

log a A
2) log a (A n ) = n ⋅ log a (A ) 4) log A = (conhecida como mudança de base)
B log a B

x
5) a log a = x e por consequência e ln x = x

• GEOMETRIA ANALÍTICA:

1) Duas retas não verticais r e s são paralelas se, e somente se os seus coeficientes angulares forem
iguais, isto é:
r // s ⇒ mr = m s

2) Duas retas não verticais r e s são perpendiculares se, e somente se o produto de seus coeficientes
angulares for igual a menos um, isto é:
1
r ⊥ s ⇒ mr ⋅ ms = −1 ou r ⊥ s ⇒ ms = −
mr

## • A equação de uma circunferência de centro C(xc, yc) e raio r é

dado por: ( x − xc ) 2 + ( y − yc ) 2 = r 2 .

y= r 2 − x2
• Considerando a circunferência com centro na origem,
temos: ( x − 0) 2 + ( y − 0) 2 = r 2 ⇒ x 2 + y 2 = r 2 .

∆y
3) Equação fundamental da reta: y − y p = m ⋅ (x - x p ) , em que: m = tg α = .
∆x
3
TRIGONOMETRIA - Definições, Relação Fundamental e Algumas Consequências
cateto oposto co cateto adjacente ca
(01) sen θ = = (02) cos θ = =
hipotenusa hip hipotenusa hip
cateto oposto co sen θ cos θ 1
(03) tg θ = = ou tg θ = (04) cot g θ = ou cot g θ =
cateto adjacente ca cos θ sen θ tg θ
1 1
(05) sec θ = (06) cossec θ =
cos θ sen θ

## sen (a + b) = sen a ⋅ cos b + sen b ⋅ cos a

sen (a − b) = sen a ⋅ cos b − sen b ⋅ cos a

(10) Soma de arcos: 
cos (a + b) = cos a ⋅ cos b − sen a ⋅ sen b
cos (a − b) = cos a ⋅ cos b + sen a ⋅ sen b

## cos 2θ = cos 2θ − sen 2θ

(11) Arcos duplos: 
sen 2θ = 2 ⋅ sen θ ⋅ cos θ
sen 2θ + cos 2 θ = 1 ⇒
(12) Relação fundamental trigonométrica e consequências: 
1 − sen 2θ = cos 2 θ e 1 − cos 2 θ = sen 2θ

 2 1 1
cos θ = 2 + 2 cos 2θ
(13) Consequência da relação fundamental trigonométrica e arcos duplos: 
sen 2θ = 1 − 1 cos 2θ
 2 2
  p+q  p−q
sen p + sen q = 2 ⋅ sen   ⋅ cos  
  2   2 
  p−q  p+q
sen p − sen q = 2 ⋅ sen   ⋅ cos  
  2   2 
(14) Transformação de soma em produto: 
cos  p+q  p−q
p + cos q = 2 ⋅ cos   ⋅ cos  
  2   2 

cos  p+q  p−q
p − cos q = −2 ⋅ sen   ⋅ sen  
  2   2 

 a b c
 sen Aˆ = sen B) = sen Cˆ
(15) Lei dos Senos e Lei dos Cossenos: 
 2 2 2 ˆ
a = b + c − 2 ⋅ b ⋅ c ⋅ cos A
 Definição de limites: lim f ( x ) = L ⇔ ∀ε > 0, ∃δ = δ(ε) / se 0 < | x − p | < δ ⇒ 0 < | f ( x ) − L | < ε
x →p

x x
sen x  1  1 1
 Limites especiais: lim =1; lim 1 +  = e ⇒ lim 1 +  = e e lim(1 + x )x = e
x →0 x x →+∞
 x x →−∞
 x x →0

##  CONTINUIDADE: f é contínua em x = p ⇔ lim f ( x) = f ( p) .

x→ p

4

1.1 Introdução

O Cálculo Diferencial e Integral, criado por Leibniz e Newton no século XVII, tornou-se logo de início
um instrumento precioso e imprescindível para a solução de vários problemas relativos à Matemática e
a Física. Na verdade, é indispensável para investigação não-elementar tanto nas ciências naturais como
humanas.

O formalismo matemático do Cálculo que à primeira vista nos parece abstrato e fora da realidade, está
internamente relacionado com o raciocínio utilizado pelas pessoas em geral na resolução de problemas
cotidianos.

Muitos fenômenos físicos envolvem grandezas que variam, entre eles podemos citar:

## - A velocidade de uma partícula;

- O número de bactérias em uma cultura;
- O fluxo de uma corrente elétrica;
- A voltagem de um sinal elétrico, entre outros.

A derivada é uma ferramenta matemática utilizada para analisar e estudar as taxas segundo as quais
variam estas grandezas.

## - A potência: a taxa de variação do trabalho em relação ao tempo;

- A taxa de variação do raio de uma artéria em relação à concentração de álcool na corrente
sanguínea;
- A taxa da variação da concentração de um reagente em relação ao tempo (utilizado por químicos –
taxa de reação)
- A taxa de variação do custo de produção de um determinado produto em relação à quantidade ou
em relação ao tempo, entre outros.

Veremos neste curso que todas estas taxas de variação podem ser analisadas e interpretadas como
inclinações (coeficiente angular) de retas tangentes. Sempre que solucionarmos um problema de reta
tangente estaremos solucionando uma grande variedade de problemas envolvendo taxas de variações

5
PRINCIPAIS REGRAS DE DERIVAÇÃO
(Neste quadro, u e v são funções deriváveis de x. Por outro lado, k, a, m e n são constantes.)

1. y = k y’=0
2. y = x y’=1
3. y = k ⋅ u y '= k ⋅ u '
4. y = u ± v y ’ = u’ ± v’
5. y = u1 ± u2 ± u3 ± . . . ± um y ’ = u1’ ± u2’ ± u3’ ± . . . ± um’
6. y = u n y ' = n ⋅ u n−1 ⋅ u '
7. y = u ⋅ v y ' = u '⋅v + u ⋅ v '
u u '⋅v − u ⋅ v'
8. y = ( v ≠ 0 ) y '=
v v2
9. y = au, (a > 0 e a ≠ 1) y ' = u '⋅a u ⋅ ln a
10. y = eu y ' = u '⋅e u
11. y = log au ,(a > 0 e a ≠ 1e u u'
y '=
> 0) u ⋅ ln a
12. y = ln u , (u > 0) u'
y'=
u
13. y = u v y ' = v ⋅ u v - 1 ⋅ u ' + v ' ⋅ u v ⋅ ln u , (u > 0)
14. y = sen u y ' = u '⋅ cos u
15. y = cos u y ' = −u '⋅sen u
16. y = tg u y ' = u '⋅ sec 2 u
17. y = cotg u y ' = −u '⋅ cos sec 2 u
18. y = sec u y ' = u '⋅ sec u ⋅ tg u
19. y = cossec u y ' = −u '⋅ cos sec u ⋅ cot g u
20. y = arc sen u u'
y'=
1 - u2
21. y = arc tg u u'
y'=
1+ u 2
22. y = arc cos u u'
y'=−
1- u2
23. y = arc cotg u u'
y ' =−
1+ u2
24. y = arc sec u u'
y'=
u ⋅ u2 -1
25. y = arc cossec u u'
y ' =−
u ⋅ u 2 -1

f ( x + ∆x ) − f ( x )
• Definição de Derivada geral: f ' ( x ) = lim
∆x → 0 ∆x
f ( x ) − f ( p)
• Definição de Derivada em um ponto p: f ' (p) = lim
x→p x−p

6
1.2. UMA DEFINIÇÃO

f ( x) − f ( p)
lim
x→ p x− p

## ocorrem de modo natural tanto na geometria como na física.

2. BREVE HISTÓRICO

Newton e Leibniz criaram, cada qual em seu país e quase ao mesmo tempo, as bases do cálculo
diferencial.

## O desenvolvimento do cálculo diferencial ocorreu a partir de dois problemas concretos:

• Como encontrar a reta tangente a uma curva em um ponto dessa curva?
• Como obter a velocidade e a aceleração de um móvel, em um dado instante, conhecendo a sua
equação horária?

3. RAZÃO INCREMENTAL

Sejam x1 e x2 dois valores bem próximos de uma variável x e y1 = f(x1) e y2 = f(x2) os valores da
função y = f(x) correspondentes a x1 e x2, respectivamente.

## Chamamos de acréscimo da variável x à diferença ∆x = x 2 − x1 e acréscimo da função y à diferença

∆y = y 2 − y1 ou ∆y = f(x 2 ) − f ( x1 ) em que f(x1) e f(x2) são chamados, respectivamente, de valor
inicial e valor acrescido da função y.

##  x = 1,2 temos y1 = 1,44

Para  1
 x2 = 1,3 temos y 2 = 1,69

∆x = x2 - x 1 = 0,1
Assim 
∆y = y 2 − y1 = 0,25

## ∆y y 2 − y1 valor acrescido da função - valor inicial da função

RI = = =
∆x x 2 − x1 valor acrescido da variável - valor inicial da variável

## ∆y 1,69 − 1,44 0,25

RI = = = = 2,5
∆x 1,3 − 1,2 0,1

7
Utilizando a disposição seguinte podemos escrever a RI de uma forma geral.

## Valor inicial Valor acrescido

Variável x x + ∆x
Função f(x) f ( x + ∆x )
Então:

## f ( x + ∆x ) − f ( x ) f(x + ∆x) - f(x)

RI = ou RI =
( x + ∆x ) − x ∆x

## 4. DERIVADA DE UMA FUNÇÃO

Definição: Seja y = f(x) definida e contínua em um intervalo I. Denomina-se derivada da função f(x) à
função f ' (x) onde:

f ( x + ∆x ) − f ( x )
f ' ( x ) = lim
∆x → 0 ∆x
supondo existir o limite.

## Utilizaremos também as seguintes notações para indicar a derivada da função y:

dy df
y ', , , D x y, D x f
dx dx

Exemplos:

1) Se f ( x ) = x ⇒ f ' ( x ) = ??

f ( x + ∆x ) − f ( x ) x + ∆x − x ∆x
f ' ( x ) = lim = lim = lim = lim 1 = 1
∆x → 0 ∆x ∆x → 0 ∆x ∆x → 0 ∆x ∆x → 0

## 2) Consideremos a função f(x) = x2 e calculemos a sua derivada.

Temos: f ( x + ∆x ) = ( x + ∆x ) 2 , assim:

( x + ∆x) 2 − ( x 2 ) x 2 + 2 ⋅ x ⋅ ∆x + (∆x) 2 − x 2
f ' ( x) = lim = lim = lim (2 x + ∆x) = 2 x
∆x→0 ∆x ∆x→0 ∆x ∆x→0

Portanto, f ' ( x ) = 2 x

8
3) Se f ( x ) = k , k ∈ ℜ ⇒ f' (x) = ??
como: f(x) = k; f ( x + ∆x ) = k , temos:
f ( x + ∆x ) − f ( x ) k−k 0
f ' ( x ) = lim = lim = lim =0
∆x → 0 ∆x ∆x → 0 ∆x ∆x → 0 ∆x

## ∴Se f(x) = k ⇒ f ' (x) = 0

Ou seja, a derivada de uma constante é zero.

## 4) Mostre que: se f ( x) = x n ⇒ f ' ( x) = n ⋅ x n −1

Solução:
f ( x + ∆x) − f ( x) ( x + ∆x) n − x n *
f ' ( x) = lim = lim =
∆x →0 ∆x x →a ∆x
*
Fazendo u = x + ∆x , temos: ∆x → 0 ⇒ u → x e ∆x = u − x , logo:

u n − xn
f ' ( x) = lim = lim u n−1 + u n−2 ⋅ x + ... + u ⋅ x n−2 + u n−1 = 1 1
x n−4 n −2
+4x4 4⋅ x4 +2 ... 4
+ x4 n −2
⋅ x4 n −1
u3
4+4 = n ⋅ x n−1
u→x u − x u→ x
n − parcelas

Nota: Futuramente, provaremos que está última fórmula é válida para todo n ∈ ℜ.

## 5. DERIVADA DE UMA FUNÇÃO EM UM PONTO p

A derivada de uma função f em um ponto p de seu domínio é definida e representada por f '(p), em
que:

f ( x ) − f ( p)
f ' (p) = lim
x→p x−p
desde que exista o limite.

abscissa x = p

Exemplos:

## 1) Consideremos a função f(x) = x2 e calculemos a sua derivada na abscissa p = 1.

f ( x ) − f (3) x 2 − 32
f ' (3) = lim = lim = lim ( x + 3) = 6
x →3 x −3 x →3 x − 3 x →3

## Portanto, f ' (3) = 6

Nota: Poderíamos ter primeiramente encontrado f ' (x) (exemplo 1 anterior) e depois, por substituição,
f ' (3).

## 2) Seja f(x) = x2, calcule:

a) f ' (1) Resposta: 2

## b) f ' (-3) Resposta: - 6

9
1
3) Seja f(x) = x , calcule f ' (2). Resposta:
2 2

## 4) Considere f ( x) = x n e calcule f ' (a ).

Solução:

f ( x) − f ( a ) xn − an 1 n −2 n−2 n −1
f ' (a) = lim = lim = lim 1 x n−4 +4x4 4⋅ a4 +2 ... 4
+ x4⋅ a4 4 a3
+4 = n ⋅ a n−1
x →a x−a x → a x−a x → a
n − parcelas

Solução:

## f ( x) − f (0) | x | − | 0 | | x | 1, se x > 0

= = =
x−0 x−0 x − 1, se x < 0

então:

f ( x ) − f ( 0) f ( x ) − f ( 0)
lim+ = lim 1 = 1 e lim− = lim − 1 = −1
x →0 x−0 x →0 x →0 x−0 x →0

f ( x) − f (0)
Portanto, lim não existe, pois os limites laterais são diferentes.
x →0 x−0

Assim, f não é diferenciável em 0. Como f ' (0) não existe, o gráfico de f ( x) = | x | não admite reta
tangente em (0, f (0)).

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6. APLICAÇÕES SIMPLES DAS DERIVADAS À GEOMETRIA PLANA E ESPACIAL

Exemplos:

1) Mostre que a taxa de variação da área de um círculo em relação ao seu raio é em umericamente
igual ao perímetro do círculo?
Solução:
P
Inicialmente, lembremos da geometria plana que: π = erímetro ⇒ Pcírculo = 2 π r e Acírculo = π r 2 .
Diâmetro
Assim, considerando a função:

## A(r ) = π r 2 ⇒ A ' (r ) = 2 π r = P(r ) (c.q.d)

2) Mostre que a taxa de variação do volume de uma esfera em relação ao seu raio é em umericamente
igual à área da superfície esférica.
Solução:
Inicialmente, lembremos da geometria espacial que a área e o volume da esfera são dados,
respectivamente, por:

4
Aesfera = 4 π r 2 e Vesfera = π r 3 .
3
Assim, considerando a função:

4
V (r ) = π r 3 ⇒ V ' (r ) = 4 π r 2 = A(r ) (c.q.d)
3

3) Mostre que a taxa de variação do volume de um cilindro em função do seu raio, considerando uma
altura fixa é em umericamente igual a área lateral do cilindro.
Solução:
Inicialmente, lembremos da geometria espacial que a área lateral e o volume do cilindro são dados,
respectivamente, por:

Alateral = 2 π r h e Vcilindro = π r 2 h .
Assim, considerando a função:

## V (r ) = π r 2 h ⇒ V ' (r ) = 2 π r h = Alateral (r ) (c.q.d)

4) Mostre que a taxa de variação do volume de um cilindro em função da sua altura, considerando um
raio fixo é em umericamente igual a área da base do cilindro.
Solução:
Inicialmente, lembremos da geometria espacial que a área da base e o volume do cilindro são dados,
respectivamente, por:

Abase = π r 2 e Vcilindro = π r 2 h .
Assim, considerando a função:

## V (h) = π r 2 h ⇒ V ' (h) = 2 π r = Abase (r ) (c.q.d)

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7. OUTRAS APLICAÇÕES SIMPLES DAS DERIVADAS

Exemplos:

1) Suponha um trabalhador que possui o salário composto por uma parte fixa (um salário mínimo) é a
outra parte comissionada em 2% sobre os valores de vendas. Determine a taxa de variação do seu
Solução:
2 2
S (v) = 380 + v ⇒ S ' (v ) = = 2% = 0,02
100 100

Interpretação: A cada 100 reais vendidos o seu salário recebe um incremento (aumento) de 2 reais,
assim, 0,02=2% é a taxa de variação salarial.

2) Um homem pretende cercar um lote retangular situado à margem de um rio. Não é necessário
cercar ao longo do rio. Se ele tiver 800 metros de cerca e quiser que a área cercada seja máxima,
determine as dimensões do desejado lote.
Solução:

3) Um fazendeiro deseja construir um depósito em forma de prisma reto de base quadrada, aberto em
cima e com capacidade para 64 m 3 . Determine as dimensões de modo que o material
necessário para construir seja mínimo. Resposta: Atotal = 2x2 + 4xh e h = 64/x2 => dimensões: 4
mx4mx4m
Solução:

12

O valor em umérico da derivada de uma função y = f(x) no ponto de coordenadas (x0, y0) é o
coeficiente angular da reta tangente à curva no ponto.

## Portanto, a equação da reta tangente no ponto de abscissa x0 é:

y − y 0 = m ⋅ ( x − x0 )
ou
y − y 0 = tgβ ⋅ ( x − x0 )
ou
y − y 0 = f ' ( x0 ) ⋅ ( x − x0 )

## • Derivada de uma função y = f(x) em um ponto x = x0

Considere a figura a seguir, que representa o gráfico de uma função y = f(x), definida em um intervalo
de números reais.

Observando essa figura, podemos definir o seguinte quociente, denominado razão incremental da
função y = f(x), quando x varia de (x0) para (x0 + ∆x0):
∆y 0 f ( x0 + ∆x0 ) − f ( x0 )
= = tg α
∆x0 ∆x 0

13
Se você não entendeu porque o quociente anterior é igual à tg α, revise a trigonometria:

Cateto oposto co
tg α = =

Assim, define-se a derivada da função y = f(x) no ponto x = x0, como sendo o limite da razão
incremental anterior, quando ∆x0 tende a zero, e é representada por f '(x0)¸ ou seja:

∆y 0 f ( x0 + ∆x0 ) − f ( x0 )
lim = lim = f ' ( x0 )
∆x0 →0 ∆x ∆x0 →0 ∆x 0
0

Notas:

1) A derivada de uma função y = f(x), pode ser representada também pelos símbolos y' ou dy/dx.

## • dy/dx: “derivada da função y em relação a variável independente x”

Observe que quando ∆x0 → 0, o ponto Q no gráfico anterior, tende a coincidir com o ponto P da
mesma figura, definindo a reta r, que forma um ângulo β com o eixo horizontal (eixo dos x ou das
abscissas), e nesse caso, o ângulo SPˆ Q = α tende ao valor do ângulo β .

Ora, quando ∆x0 → 0, já vimos que o quociente ∆y0 / ∆x0 representa a derivada da função y = f(x) no
ponto x0. Mas, o quociente ∆y0 / ∆x0 representa, como sabemos da trigonometria, a tangente do
ângulo SPˆ Q = α, onde P é o vértice do ângulo. Quando ∆x0 → 0, o ângulo SPˆ Q = α, tende ao ângulo
β.

Assim, não é difícil concluir que a derivada da função y = f(x) no ponto x = x0, é igual em
umericamente à tangente do ângulo β . Esta conclusão será muito útil no futuro. Podemos escrever
então:

f'(x0) = tg β

Conclusão: A derivada de uma função y = f(x) em um ponto x = x0, coincide em umericamente com o
valor da tangente trigonométrica do ângulo formado pela tangente geométrica à curva representativa
de y = f(x), no ponto x = x0.

Existem fórmulas para o cálculo das derivadas das funções – as quais serão mostradas no decorrer
desta disciplina – mas, por enquanto, vamos calcular a derivada de uma função simples, usando a
definição. Isto servirá como um ótimo exercício introdutório, que auxiliará no entendimento pleno da

Exemplo:

## Solução: Temos neste caso:

14
 y = f(x) = x2
 f(x + ∆ x) = (x + ∆ x)2 = x2 + 2x.∆ x + (∆ x)2
 f(x + ∆ x) - f(x) = x2 + 2x.∆ x + (∆ x)2 - x2 = 2x.∆ x + (∆ x)2
 ∆ y = f(x + ∆ x) - f(x) = x2 + 2x.∆ x + (∆x)2 - x2 = 2x.∆ x + (∆ x)2
Portanto,

dy ∆y 2 x.∆x + (∆x) 2
y'= = lim = lim = lim (2 x + ∆x) = 2 x
dx ∆x →0 ∆x ∆x →0 ∆x ∆x →0

## Portanto a derivada da função y = x2 é igual a y ' = 2x.

Logo, a derivada da função y = x2, no ponto x = 10, será igual a: y ' (10) = 2.10 = 20.

## Qual a interpretação geométrica do resultado anterior?

Ora, a derivada da função y = x2, no ponto de abscissa x = 10, sendo igual a 20, significa que a
tangente trigonométrica da reta tangente à curva y = x2, no ponto x = 10, será também igual a 20,
conforme teoria vista anteriormente.

Ora, sendo β o ângulo formado por esta reta tangente com o eixo dos x, β será um ângulo tal que
tg β = 20. Através de uma calculadora científica ou consultando uma tábua trigonométrica, concluímos
que β ≅ 87º 8' 15".

Então, isto significa que a reta tangente à curva de equação y = x2, no ponto de abscissa x = 10, forma
com o eixo dos x um ângulo aproximadamente igual a β ≅ 87º 8' 15".

## β ≅ 87º 8' 15"

Agora, calcule como exercício inicial, usando a definição, a derivada da função y = 5x no ponto de
abscissa x = 1000. Resposta: 5.

15

1) Se f(x) e g(x) são funções tendo derivadas f ' (x) e g ' (x) respectivamente, então

## [f ( x ) ± g ( x )] ' = f ' (x) ± g ' (x)

2
Exemplo: h(x) = x + x

## Exemplo: h(x) = 5x2

3) Sejam f(x) e g(x) funções tendo derivadas f ' (x) e g ' (x) respectivamente, então:

## Exemplo: h(x) = x2.x

4) Sejam f(x) e g(x) funções tendo derivadas f ' (x) e g ' (x) respectivamente, então:

'
 f ( x)  f ' ( x ) ⋅ g ( x ) − f ( x) ⋅ g ' ( x )
 g ( x)  =
  [ g ( x)]2

Exemplo: h(x) = x2 / x

## 1) (u ± v) ' = u ' ± v '

2) (k ⋅ u )' = k ⋅ u '
3) (u ⋅ v)' = u '⋅v + u ⋅ v'
'
 u  u '⋅v − u ⋅ v'
4)   = , desde que : v ≠ 0
v v2

16
• Se f(x) = sen x ⇒ f ' (x) = cos x
• Se f(x) = cos x ⇒ f ' (x) = - sen x
• Se f(x) = tg x ⇒ f ' (x) = sec2 x
• Se f(x) = cotg x ⇒ f ' (x) = - cossec2 x
• Se f(x) = sec x ⇒ f ' (x) = sec x . tg x
• Se f(x) = cossec x ⇒ f ' (x) = - cossec x . cotg x

Demonstrações:

1) f ( x) = tg x ⇒ f ' ( x) = ??

sen x
Como tgx = , temos:
cos x

[ sen x]'⋅ cos x − sen x ⋅ [cos x]' cos x ⋅ cos x − sen x ⋅ (− sen x)
f ' ( x) = = =
[cos x]2 cos 2 x

cos 2 x + sen 2 x 1
= 2
= 2
= sec 2 x
cos x cos x

## • Se f(x) = ax (a > 0 e a ≠ 1) ⇒ f ' (x) = a x ⋅ ln a

1
• Se f(x) = log ax (a > 0 e a ≠ 1 e x > 0) ⇒ f ' (x) =
x ⋅ ln a
• Se f(x) = ex ⇒ f ' (x) = ex
1
• Se f(x) = ln x ⇒ f ' (x) =
x
Exemplos:

## 1) Calcule as derivadas das seguintes funções:

ex
a) f ( x) = x 2 ⋅ e x b) f ( x) =
x +1

## DIGITAR FOLHAS DE CADERNO (NOTAS DE AULAS)

17
Teorema: Provar que y = x n tem derivada y ' = n ⋅ x n−1 para qualquer n real.

## Solução: Sendo y = x n então, aplicando logaritmo neperiano (logaritmo de base e = 2,718182... ) em

ambos os membros da equação, temos:

ln y = ln x n ⇒ ln y = n ⋅ ln x

## Derivando os dois membros desta equação, supondo y função de x, temos:

y' 1
= n ⋅ ⇒ y ' = y ⋅ n ⋅ x -1
y x

mas,

y = xn

logo,

1
y '= xn ⋅ n ⋅ = x n ⋅ n ⋅ x −1 = n ⋅ x n−1
x

e, portanto,

## para qualquer valor de n.

18
12. EQUAÇÕES DA RETA TANGENTE E DA RETA NORMAL

## y − f (p) = f ' (p).(x - p)

f ( x ) − f ( p)
Onde: f ' (p) = lim e f(p) é o valor da função f no ponto de abscissa x = p
x→p x−p

Chama-se normal da curva em um ponto p, a reta que é perpendicular à tangente passando por esse
ponto.

Da geometria analítica sabemos que, para duas retas serem perpendiculares em um ponto x, devemos
ter:
1
f ' (p) (reta r) = − (reta s)
f ' (p)
onde resulta a equação da reta normal em p.

1
y − f ( p) = − .( x − p)
f ' (p)

Exemplos:

## 1) Seja f(x) = x2. Determinar a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto

a) (1, f(1)) Resposta: y = 2x – 1 b) (-1, f(-1)) Resposta: y = - 2x - 1

Solução:

## a) Como f ( x ) = x 2 ⇒ f ' (x) = 2x e f ' (1) = 2.

Assim, y - 1 = 2 (x - 1) ou

## b) Como f ( x ) = x 2 ⇒ f ' (x) = 2x e f ' (-1) = −2.

Assim, y - 1 = -2 (x + 1) ou

## y = - 2x - 1 é a equação da reta tangente no referido ponto.

19
Geometricamente, usando o software MatLab, temos:

## R ET A T ANG ENT E AO G R Á F ICO D A F UNÇ Ã O NO PO NT O D AD O

5

4 2
y= x
y = 2x - 1
3 y =-2 x - 1

eixo da s orde na da s, Y 1

-1

-2

-3

-4

-5
-2 -1.5 -1 -0.5 0 0.5 1 1.5 2
e ixo d as a bscissa s, X
Gráfico da função y = x2 e das retas tangentes pedidas nos itens a) e b).

Solução:

## Logo, a equação da normal à curva em (1, 1) é dada por:

1 1 3
y − 1 = − ( x − 1) ou y = - x +
2 2 2

## Geometricamente, usando o software MatLab, temos:

10
2
y = x
8 y = 2 x-1
y = -1 /2 x + 3 /2
6

2
y

-2

-4

-6

-8
-3 -2 -1 0 1 2 3
x
Gráfico da função y = x2 e das retas tangente e normal no ponto de abscissa x = 1.

20
LISTA DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS PARA A REVISÃO DOS CONCEITOS

Lembre-se: Para encontrar a equação da reta tangente utilizamos y − y0 = mt ⋅ ( x − x0 ) , onde (x0, y0) é
o ponto de tangência e mt é o coeficiente angular da reta.

## 1) Determine a equação da reta tangente ao gráfico da função, no ponto de abscissa dada:

a) f ( x) = 5 x − 3 , em x=2 Resposta: y =5x – 3
2
b) f(x) = 2 x − 3x + 5, em x = 0 Resposta: y = - 3x + 5
3
c) f ( x) = x + 3x − 1, em x = 1 Resposta: y = 6x-3
2
d) f(t) = 10t + 5t , em t = 0 Resposta: y = 5t
2
e) f ( x) = 5 x − 4 x, em x = 2 Resposta: y = 16x –20
f) f(x) = 4 - 2x, em x = 1 Resposta: y = -2x+4

## 2) Determine a equação da reta tangente à curva f ( x) = x 2 − 2 x + 1 no ponto (0, 1). Resposta:

y = −2 x + 1

3) Determine a equação da reta tangente ao gráfico da função f(x) = sen x no ponto de abscissa x = 0

## 4) Determine os pontos sobre a curva f ( x) = x 3 − x 2 − x + 1 onde a tangente é horizontal.

 1 32 
Resposta: (1, 0) e  − ,  . Nota: Futuramente, veremos que esses pontos são candidatos a
 3 27 
pontos de máximos, mínimos ou ponto de inflexão da função dada.

## 5) Quais os valores de x onde o gráfico de f ( x) = 2 x 3 − 3x 2 − 12 x + 87 tem tangentes horizontais?

Resposta: x = 2 e x = -1

## 6) Mostre que a curva f ( x) = 6 x 3 + 5 x − 3 não tem reta tangente com inclinação 4.

Resposta: Demonstração.

21

## Vamos utilizar uma historinha para ilustrar melhor os conceitos:

O sr. Mário mora na cidade A e, nos fins de semana, vai visitar a irmã que mora na cidade B, distante
200 quilômetros de A, e nesse percurso ele leva duas horas e meia. Na última vez, o sr. Mário foi
multado pela polícia rodoviária por excesso de velocidade. Ele tentou argumentar que, como percorre
200 km em duas horas e meia, a sua velocidade é de 80 km e portanto não poderia ser multado. Por
que os guardas rodoviários não lhe deram ouvidos?

## distância percorrida 200

vm = = = 80 km / hora
tempo decorrido 2,5

A velocidade a que se refere o guarda rodoviário é a velocidade instantânea, que provavelmente era
maior do que 80 km/hora no instante em que ele passava pelo local, pois é difícil manter uma
velocidade constante em um percurso tão longo.

## Lembremos o que é velocidade instantânea.

Seja s = s(t) a equação horária do movimento de um ponto material na reta em umérica, isto é, s(t)
indica a coordenada do ponto material no instante t. A velocidade média do ponto material no intervalo
de tempo [t , t + ∆t ] é dada pela razão entre espaço percorrido e o tempo decorrido.

∆s s (t + ∆t ) − s (t )
vm = =
∆t ∆t

∆s
A velocidade instantânea do ponto material no instante t é o limite da velocidade média quando
∆t
∆t tende para 0:

∆s s (t + ∆t ) − s (t )
v = v(t ) = lim = lim
∆t → 0 ∆t ∆t → 0 ∆t

## Consideremos a figura a seguir, onde o espaço s depende do tempo t, isto é, s = f(t).

f(t+∆t) Q

∆S

f(t) P
∆t

t t+∆t t

22
Como sabemos através da física, a velocidade média de um corpo no intervalo de tempo ∆t é dada
∆s
por: Vm = . Se fizermos ∆t muito pequeno (∆t → 0) teremos a velocidade do referido corpo em um
∆t

∆s f (t + ∆t ) − f (t ) ds
v = lim = lim = .
∆t → 0 ∆t ∆t →0 ∆t dt

## Portanto, a velocidade instantânea de um corpo em um referido instante t nada mais é do que a

derivada da função s = f(t).

Se o movimento não é uniforme temos, em dois instantes distintos, duas velocidades distintas, ou seja,
∆v
haverá uma variação na velocidade. Em física a aceleração média é dada por: a m = onde a
∆t

∆v dv ds
a = lim = onde v = .
∆t → 0 ∆t dt dt

d  ds  d 2 s
Então a =  = , ou seja, a derivada de segunda ordem da função s = f(t) exprime
dt  dt  dt 2
exatamente a aceleração do movimento.

Exemplos:

1) Um objeto se move de modo que no instante t a distância é dada por s(t) = 3t4 – 2t. Qual a
expressão da velocidade e da aceleração desse objeto, em um instante t qualquer e no instante t =1
seg.?
Solução:
ds dv
Como vimos v = ou seja v(t) = 12t 3 − 2 e a(t) = ou seja a = 36t 2 . Em t = 1 seg., temos:
dt dt
v(1) = 12 ⋅ 1 − 2 = 12 − 2 = 10 m / s e a(1) = 36 ⋅ 1 = 36 m / s 2 .
3 2

2) Determine a velocidade e a aceleração no instante t = 3 seg. onde s(t) = 3t3 – 2t2 + 2t +4 é a função
que informa a posição (em metros) de um corpo no instante t.
Solução:
ds
Temos: v = = 9t 2 - 4t + 2 onde, no instante t = 3seg., a velocidade vale v=71 m/seg. e
dt
2
ds
a= 2 onde, no instante t = 3 seg., a aceleração vale a = 50 m/seg2.
dt = 18t − 4

## 3) Uma partícula se move segundo a equação s(t) = t3 – 2t2 + 5t – 1 (s em metros e t em segundos).

Em que instante a sua velocidade é 9 m/s?
Solução:
4 ± 16 + 48 4 ± 64 4 ± 8 2
s ' (t ) = 9 ⇒ 3t 2 − 4t + 5 = 9 ⇒ 3t 2 − 4t − 4 = 0 ⇒ t = = = ⇒ t = 2 ou t = −
6 6 6 3
Portanto, no instante t = 2 segundos a sua velocidade é de 9 m/s.

23
4) Um móvel se desloca em uma trajetória de equação S = 5t 2 + 2 t , S em metros e t em segundos,
determine a velocidade e a aceleração instantânea do móvel para t = 3 s.
Solução:
Sabemos que para encontrar a velocidade, basta derivar a função do espaço, assim,

dS
v= ⇒ v = 10t + 2
dt

v = 10t +2 é a expressão que nos fornece a velocidade instantânea para qualquer tempo.

## Agora, para encontrar a aceleração, basta derivar a velocidade, assim:

dv
a= ⇒ a = 10 m / s 2
dt

a ⋅t2
5) Um móvel se desloca em uma trajetória de equação S = S 0 + v0 ⋅ t + , onde S 0 é a posição
2
inicial, v0 é a velocidade inicial, t é o tempo em segundos, a é a aceleração e S é a posição final em
metros. Determine a velocidade e a aceleração instantânea do móvel.
Solução:
Utilizando as regras de derivação, e sabendo que a aceleração, a velocidade inicial e o espaço inicial
são constantes, temos:
dS 2⋅a ⋅t dS
= 0 + v0 + ⇒ = v0 + a ⋅ t .
dt 2 dt

dS
Assim, = v0 + a ⋅ t é a função da velocidade, logo, a derivada do espaço em relação ao tempo, nos
dt
dS
= v0 + at
dt

dv dv
=0+a ⇒ =a
dt dt

## logo, a derivada da velocidade em relação ao tempo, nos fornece a aceleração:

dv
=a
dt

24
LISTA DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS PARA A REVISÃO DOS CONCEITOS

1) Um corpo desloca-se sobre um plano inclinado através da equação s(t) = 5t2 – 2t (s em metros e t
em segundos). Calcular a velocidade e a aceleração desse corpo após 2 segundos da partida.
Resposta: v(2) = 18 m/s e a(2) = a(t) = 10 m/s2

2) Um corpo é abandonado do alto de uma torre de 40 m de altura através da equação s(t) = 6t2 – 2.
Determinar a sua velocidade quando se encontra a 18 m do solo, onde s é medido em metros e t em
segundos. Resposta: v = 24 m/s

3) Dois corpos tem movimento em mesma reta segundo as equações s1(t) = t3 + 4t2 + t – 1 e s2(t) = 2t3
– 5t2 + t + 2. Determine as velocidades e posições desses corpos quando as suas acelerações são
iguais considerando s em metros e t em segundos.
Resposta: Dica: s1 ' ' (t ) = s 2 ' ' (t ) => v1 = 52 m/s, s1 = 65 m, v2 = 25 m/s e s2 = 14 m

## 4) Uma partícula descreve um movimento circular segundo a equação θ = 2t4 – 3t2 – 4 (θ em

3t − 7
5) Um móvel descreve uma trajetória segundo a equação s (t ) = (s em centímetros e t em
t+2
segundos). Qual é a sua velocidade e aceleração após deslocar 2 cm?
1 2
Resposta: v = cm / s, a = - cm / s 2
13 169

25

Seja y = f(x) definida em um intervalo. A derivada f ’ (x) é também uma função neste intervalo. Se
f ’ (x) for também derivável, a sua derivada é denominada derivada segunda da função f(x) e
representaremos por:
d2y
f ' ' (x) ou
dx 2
e assim sucessivamente.

dn y
Denotaremos por f n (x) ou a derivada de ordem n da função y = f(x).
dx n

Exemplo:

## 1) Consideremos a função y = 5x4 – 2x3 + 6x2 –2x – 8. Então:

dy
• = 20 x 3 − 6 x 2 + 12 x − 2 (derivada de 1a ordem)
dx

d2 y d  dy 
• 2
= 2
  = 60x − 12x + 12 (derivada de 2a ordem)
dx dx  dx 

d3 y d  d2 y 
• =   = 120 x − 12 (derivada de 3a ordem)
dx 3 dx  dx 2 

d4 y d  d3y 
• =   = 120 (derivada de 4a ordem)
dx 4 dx  dx 3 

## d5y d6y dny

• = = ... = = ... = 0 (derivada de 5a ordem ou superior)
dx 5 dx 6 dx n

## 15. VARIAÇÃO DO SINAL DE UMA FUNÇÃO

Uma função é crescente em um intervalo I, quando a sua derivada primeira for positiva nesse
intervalo. Por outro lado, uma função é decrescente em um intervalo I, quando a sua derivada primeira
for negativa nesse intervalo. Assim,

## 16. CONCAVIDADE DE UMA FUNÇÃO

A concavidade da curva de uma função f pode ser determinada por meio do sinal da derivada de
segunda ordem de f, ou seja:

26
17. MÁXIMOS E MÍNIMOS

A partir do sinal da derivada de segunda ordem de uma função f, além da concavidade, pode-se obter
pontos de máximos ou mínimos, relativos a um certo intervalo desta função. Sendo o gráfico a seguir
de uma função f, qualquer, tem-se:

y r3

r1
y = f(x)

x2
x1 x3
x
r2

## x1 = abscissa de um ponto de máximo local.

x2 = abscissa de um ponto de mínimo local.
x3 = abscissa de um ponto de máximo local.
As retas tangentes r1, r2 e r3 nos pontos de abscissas x1, x2 e x3 respectivamente, são paralelas ao eixo
x, logo a derivada de f se anula para x1, x2 e x3, ou seja:
f ' (x1) = f ' (x2) = f ' (x3) = 0
Nota: Nos pontos de mínimo ou máximo relativo, a derivada primeira se anula.

A fim de verificar se um ponto que anula a derivada primeira de uma função, representa um ponto de
máxima ou mínimo local, faz-se o teste da derivada de segunda ordem, ou seja:
10 passo: Deriva-se a função.
20 passo: Iguala-se a derivada primeira a zero.
30 passo: Determinam-se as raízes da derivada primeira.
40 passo: Teste da derivada de segunda ordem, ou seja:

## f ''(p) < 0 ⇒ p = abscissa de máximo local

18 . PONTO DE INFLEXÃO

## Se f ''(p) = 0 e f '''(p) ≠ 0, então p = 0 é abscissa de um ponto de inflexão.

8

-2

-4

-6

-8
-2 -1 .5 -1 - 0 .5 0 0 .5 1 1 .5 2

Teorema:
Se uma função f(x) é derivável em um ponto p, então ela é contínua nesse ponto.

27

## 1) Se a posição de uma partícula é definida por s (t ) = 5t − 3t 2 metros, onde t é expresso em segundos,

construa os seguintes gráficos no intervalo [0, 20] segundos:
a) Da posição em relação ao tempo.
b) Da velocidade em relação ao tempo.
c) Da aceleração em relação ao tempo.
Solução: Usando o software MS-Excel para fazer os gráficos: Nome do arquivo:
Ex_Aplica_Der_Fisica.xls
a) S (t ) = 5t − 3t 2

## Função Posição x Tempo

S(t)
200
0 t
-200 0 5 10 15 20

-400
-600 S(t) = -3t2 + 5t
-800 R2 = 1
-1000
-1200

b) v(t ) = 5 − 6t

## V(t) Função: Velocidade x Tempo

20
0 t
-20 0 5 10 15 20

-40
-60
-80 V(t) = -6t + 5
2
-100 R =1
-120
-140

c) a = −6 m / s 2

a(t) t
0
-1 0 5 10 15 20

-2
-3
a = -6
-4 2
R =1
-5
-6
-7

## Nota: O R2 é o coeficiente de correlação de Pearson ao quadrado, o mesmo é obtido ao encontrarmos a

linha de tendência.

28
2) (HIBBELER, ANO ?? - Dinâmica – p.13) Uma bicicleta se move em uma pista retilínea de
forma que sua posição é descrita pelo gráfico mostrado na figura a seguir.

## a) Determine as equações da velocidade e da aceleração (nos intervalos de tempo apropriados).

b) Construa os gráficos da velocidade em relação ao tempo e o gráfico da aceleração em relação ao
tempo no período de 0 ≤ t ≤ 30 s.
2t , se 0 ≤ t < 10 2, se 0 ≤ t < 10
Resposta: a) v(t ) =  e a(t ) = 
20, se 10 ≤ t ≤ 30 0, se 10 ≤ t ≤ 30
Ou, escrevendo de uma outra forma, temos:
Em 0 ≤ t < 10 s, temos: v(t ) = 2t m / s e a = 2 m / s 2 . Por outro lado, 10 ≤ t ≤ 30 s, temos:
v = 20 m / s e a = 0 m / s 2 .
b) FAZER O GRÁFICO USANDO O MAPLE

3) O gráfico velocidade x tempo (v-t) para um carro movimentando-se ao longo de uma pista retilínea
é mostrado na figura a seguir.

Construa o gráfico aceleração x tempo (a–t) e determine a aceleração máxima durante o intervalo de
30 segundos. Resposta: a = 8 m / s 2 FAZER O GRÁFICO USANDO O MAPLE.

29
4) (HIBBELER, ANO ?? - Dinâmica – p.32) A trajetória de vôo de um helicóptero quando ele
decola de A é definida pela equações paramétricas: x = 2t 2 (m) e y = 0,04t 3 (m) , onde t é o tempo
expresso em segundos. Veja figura a seguir:

## Determine a distância do helicóptero ao ponto A e os módulos de sua velocidade e de sua aceleração

quando t = 10 segundos. Resposta: Distância = 204 m, v = 41,8 m/s e a = 4,66 m/s2.

5) Uma partícula move-se ao longo de uma linha reta de forma que sua posição é definida por
s = t 3 − 3t 2 + 2 metros. Determine a velocidade instantânea quando t = 2 s. Resposta: v = 2 m/s

## 6) O movimento de um ponto material é definido pela relação x = 2t 3 − 8t 2 + 5t + 9 , onde x é

expresso em metros e t em segundos. Determine a posição, velocidade e a aceleração quando t = 3
segundos. Resposta: Posição = -32 m, v = 11 m/s e a = 20 m/s2.

## 7) O movimento de um ponto material é definido por x = 2t 3 − 9t 2 + 12 , onde x é expresso em metros

e t em segundos. Determine o instante, a posição e a aceleração quando v = 0. Resposta: t = 0 seg
=> x = 12 m e a = -18 m/s2. Por outro lado, t = 3 seg => x = -15 m e a = 18 m/s2

## 8) O movimento de um ponto material é dado por x = t 2 − 10t + 30 onde x é expresso em metros e t

em segundos. Determine:
a) O instante em que a velocidade é nula. Resposta: t = 5 seg.
b) A posição do ponto quando t = 8 seg. Resposta: S = 14 m

1
9) O movimento de um ponto material é dado por x = t 3 − 3t 2 + 8t + 2 onde x é expresso em metros
3
e t em segundos. Determine:
a) O instante em que a velocidade é nula. Resposta: 2 seg. e 4 seg.
b) A posição do ponto onde a aceleração é nula. Resposta: 8 m

10) (BEER, mecânica vetorial – p.8) A posição de um ponto material que se desloca ao longo de uma
reta é definida por x = t 3 − 6t 2 − 15t + 40 , onde x é expresso em metros e t em segundos.
Determine:
a) O instante no qual a velocidade será nula. Resposta: t = 5 seg.
b) A posição e a distância percorrida pela partícula até este instante. Resposta: Posição = - 60 e
distância percorrida = 100 m
c) A aceleração da partícula neste instante. Resposta: a = 18 m/s2

11) Para uma partícula que se move sobre uma trajetória conhecida, sua posição é determinada pela
abscissa que é uma função do tempo t, chamada função horária. Determine a velocidade e a
aceleração das partículas cujas funções horárias são dadas a seguir, nos instantes indicados:
a) S (t ) = 20 + 3t 2 , em t = 0 s Resposta: v(0) = 0 m/s e a(0) = 6 m / s2
b) S(t) = 100 - 5t 2 , em t = 2 s Resposta: v(2) = - 20 m/s e a(2) = -10 m/s2
c) S(t) = 5t 3 , em t = 2 s Resposta: v(2) = 60 m/s e a(2) = 60 m/s2

30
12) Um móvel desce um plano inclinado segundo a equação s = 12t 2 + 6t . Determine a sua velocidade
instantânea no tempo 3 seg. Resposta: v = 78 m/s.

13) Um balonista deixa cair de um balão um saco de areia. Após t segundos, o saco de areia está a
100 − 4,9t 2 do solo. Determine a velocidade do saco de areia em t = 2 seg. Resposta: -19,6 m/s

14) Um projétil é lançado verticalmente do solo com velocidade inicial de 112 m/s. Após t segundos,
sua distância do solo é de 112 − 4,9t 2 metros. Determine a velocidade e a aceleração instantânea
em t = 2 seg. Resposta: v(t) = - 19,6 m/s e a = -9,8 m/s2.

15) Um atleta percorre uma pista de 100 m de modo que a distância S(t) percorrida após t segundos é
1
s (t ) = t 2 + 8t . Determine a velocidade do atleta quando t = 5 seg. Resposta: v(t) 10 m/s
5

16) A lei de Boyle afirma que se a temperatura permanece constante, a pressão p e o volume v de um
c
gás confinado estão relacionados por p = para alguma constante c. Se, para certo gás, c = 200
v
e v está aumentando, determine a taxa instantânea de variação de p em relação a v:
− 200
a) Para um volume v qualquer. Resposta: p ' (v) = 2
v
b) Para um volume de 10. Resposta: p' (10) = -2

17) A relação entre a temperatura F na escala Fahrenheit e a temperatura C na escala Celsius é dada
5 9
por C = (F − 32) . Determine a taxa de variação de F em relação a C. Resposta: F ' = = 1,8
9 5

18) A lei de Charles para os gases afirma que se a pressão permanece constante, então a relação entre o
 1 
volume V que um gás ocupa e sua temperatura T (em ºC) é dada por V = V0 ⋅ 1 + T .
 273 
273
Determine a taxa de variação de T em relação a V. Resposta: T ' (V ) = .
V0

19) Mostre que a taxa de variação do volume de uma esfera em relação ao seu raio é em
4
umericamente igual à área da esfera. Lembre-se: Vesfera = π r 3 e A esfera = 4π r 2 . Resposta:
3
V ' (r) = 4π r 2 = A

20) Uma mancha de óleo se alastra sempre circularmente. Determine a taxa na qual a área A da
superfície da mancha varia em relação ao raio do círculo para:
a) r arbitrário Resposta: A ' = 2π r
b) r = 200 m Resposta: A = 400π

21) Um balão está sendo inflado. Determine a taxa na qual seu volume V varia em relação ao raio r do
balão para:
a) r arbitrário Resposta: V ' (r) = 4π r 2 = A superfície
b) r = 3 m Resposta: V ' (3) = 36π

31
22) Uma partícula move-se segundo a trajetória s (t ) = −2t 3 + 7t 2 − 3 . Determine:
a) A equação da velocidade. Resposta: v(t)= - 6t2 + 14t
b) A equação da aceleração. Resposta: a(t) = - 12t + 14
c) A velocidade no instante t = 3 seg. Resposta: –12 m/s
d) A aceleração no instante t = 1 seg. Resposta: 2 m/s2

23) A coordenada de posição de uma partícula movendo-se ao longo de uma linha reta é dada por
s (t ) = 2t 3 − 24t + 6 , onde s é medido em metros a partir de uma origem e t está em segundos.
Determine:
a) O tempo necessário para a partícula alcançar uma velocidade de 72m/s a partir de sua condição
inicial em t = 0. Resposta: t = 4 s
b) A aceleração da partícula quando v = 30m/s. Resposta: a = 36 m/s2
c) O deslocamento resultante durante o intervalo de t = 1 s até t = 4 s. Resposta: 54 m
24) A velocidade de uma partícula é dada por v(t ) = 25t 2 − 80t − 200 , onde v está em metros por
segundo e t em segundos. Calcule a velocidade quando a aceleração é nula. Resposta: v = -264 m/s
25) A posição de uma partícula é dada por s (t ) = 2t 3 − 40t 2 + 200t − 50 , onde s está em metros e t em
segundos. Determine o tempo no qual a velocidade se anula. Resposta: t = 10 seg. e t = 10/3 seg.
26) Seja a equação do espaço dada por s = t 3 − 6t 2 + 1 . Determine:
a) O espaço e a velocidade quando a aceleração é nula. Resposta: S = -15 m e v = −12 m/s
b) O espaço e a aceleração quando a velocidade é nula. Resposta: Para t = 0 s, S = 1 m e a = -12 m/s2
para t = 4 seg, S = -31 m e a = 12 m/s2.

## 27) Um avião está voando a 1.100 m de altura, conforme a figura a seguir.

Qual é a taxa de variação da distância entre o avião e o ponto fixo P em relação a θ quando θ =30º?
Resposta: A taxa de variação é de aproximadamente -3.808.

28) (Adaptado de ANTON) Suponha que o sol passe diretamente sobre um prédio de altura 30 m e
seja θ o ângulo que os raios solares fazem com o solo. Determine a taxa segundo o qual o
comprimento da sombra do prédio está variando em relação à θ , quando θ = 45º. Resposta: -60
Solução:
altura 30 30 30 cos θ
tg θ = = ⇒y= = = 30 ⋅ .
sombra y tg θ senθ senθ
cos θ
30
y '= − .
sen 2θ
Logo, para θ = 45º, temos:
30 30 30
y ' (45) = − 0 2
=− 2
( sen 45 )  2 2/ 4
 
 2 
 

32
1 T
29) A frequência de vibração de uma corda de um violino é dada por f = ⋅ , onde L é o
2L ρ
comprimento da corda, T sua tensão e ρ é sua densidade linear. Determine a taxa de variação da
frequência em relação:
df 1 T
a) Ao comprimento (T e ρ são constantes). Resposta: =− 2 ⋅
dL 2L ρ
df 1
b) À tensão (L e ρ são constantes). Resposta: =
dT 4 L ⋅ ρ ⋅ T
df 1 T
c) À densidade linear (L e T são constantes). Resposta: =− ⋅
dρ 4L ρ
Solução:
Usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:
> restart:
> f:=1/(2*L)*sqrt(T/p); # DEFININDO A FUNÇÃO A SER DERIVADA.
T
p
f :=
2L
> df_dL:=diff(f,L); # DERIVADA DE f EM RELAÇÃO A L.
T
p
df_dL := −
2 L2
> df_dT:=diff(f,T); # DERIVADA DE f EM RELAÇÃO A T.
1
df_dT :=
T
4L p
p
> df_dp:=diff(f,p); # DERIVADA DE f EM RELAÇÃO A L.
T
df_dp := −
T 2
4L p
p

30) Se a equação de movimento de uma partícula for dada por s = A ⋅ cos(ω t + δ ) , dizemos que a
partícula está em um movimento harmônico simples. Nestas condições, determine a velocidade da
partícula no instante t. Resposta: v = − A ⋅ ω ⋅ sen (ω t + δ )

31) O deslocamento de uma partícula sobre uma corda vibrante é dado pela equação
1
s (t ) = 10 + ⋅ sen (10 π t ) , onde s é medido em centímetros e t em segundos. Determine a
4
 5π 
velocidade da partícula após t segundos. Resposta: v(t ) =   ⋅ cos (10 π t ) cm / s
 2 

32) O movimento de uma mola sujeita a uma força de atrito ou a uma força de amortecimento (como
um amortecedor de um carro), é frequentemente modelado pelo produto de uma função
exponencial e uma função seno ou cosseno. Suponha que a equação de movimento de um ponto
sobre essa mola seja s (t ) = 2 ⋅ e −1,5⋅t ⋅ sen (2 π t ) onde s é medido em centímetros e t em segundos.
Determine a velocidade após t segundos. Resposta: v(t ) = 2 ⋅ e −1,5⋅t ⋅ [2 π ⋅ cos (2π t ) − 1,5 ⋅ sen (2 π t )]

33
33) (HIBBELER – ANO ?? - Dinâmica – p. 17, exerc. 1-40) Se a posição de uma partícula é
π 
definida como s = 2 ⋅ sen  ⋅ t  + 4 , onde t é expresso em segundos, determine a velocidade e a
5 
2π π  2π 2 π 
aceleração no instante t. Resposta: v(t ) = ⋅ cos  ⋅ t  e a(t ) = − ⋅ sen  ⋅ t 
5 5  5 5 

34) O deslocamento de uma partícula é dado por s = (−2 + 3t ) ⋅ e −0,5⋅t , estando s em metros e t em
segundos. Determine o tempo no qual a aceleração é nula. Resposta: t ≅ 4,67 m / s 2
Solução: Usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:
> restart:
> s:=(-2+3*t)*exp(-0.5*t); # DEFININDO A FUNÇÃO.
( −0.5 t )
s := ( −2 + 3 t ) e
> v:=diff(s,t);# CALCULANDO A FUNÇÃO VELOCIDADE.
( −0.5 t ) ( −0.5 t )
v := 3 e − 0.5 ( −2 + 3 t ) e
> a:=diff(v,t);# CALCULANDO A FUNÇÃO ACELERAÇÃO, UMA FORMA.
( −0.5 t ) ( −0.5 t )
a := −3.0 e + 0.25 ( −2 + 3 t ) e
> a:=diff(s,t\$2);# CALCULANDO A FUNÇÃO ACELERAÇÃO, OUTRA FORMA.
( −0.5 t ) ( −0.5 t )
a := −3.0 e + 0.25 ( −2 + 3 t ) e
> solve(a=0,{t});# DETERMINANDO, QUANDO A ACELERAÇÃO SERÁ NULA
{ t = 4.666666667 }

35) (STEWART ANO ?? – p. 206) Se um tanque mantém 5.000 galões de água, que escoa pelo fundo
em 40 minutos, então a Lei de Torricelli dá o volume V de água que restou no tanque depois de t
2
 t 
minutos como V = 5.000 ⋅ 1 −  com 0 ≤ t ≤ 40 . Determine a taxa segundo a qual a água está
 40 
dV
escoando do tanque depois de 5 minutos. Resposta: = −218,75 g / min
dt
Solução: Usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:
> restart:
2
 t 
> V:=5000*(1-t/40)^2; V := 5000  1 − 
 40 
25 t
> V_linha:=diff(V,t); V_linha := −250 +
4
-875
> subs(t=5,V_linha);
4
> evalf(%); -218.7500000

π 
36) Seja f ( x ) = sen x. Determine f '  . Resposta: 1/2
3

34
20. ALGUMAS APLICAÇÕES DAS DERIVADAS AOS CIRCUITOS ELÉTRICOS

## 1) A voltagem de um certo circuito elétrico é de 100 volts. Se a corrente (em ampères) é I e a

100
resistência (em ohms) é R, então, pela lei de Ohms, I = . Se R está aumentando, determine a
R
taxa instantânea de variação de I em relação a R em:
a) Qualquer resistência R.
b) Uma resistência de 20 ohms.
Solução:
a) Para encontrar a taxa instantânea da variação de I, basta derivá-la:

## dI 100 dI 0 ⋅ R − 100 ⋅ 1 dI 100

= ⇒ = 2
⇒ =− 2
dR R dR R dR R
b) Para R= 20, temos:
d I −100 1
= 2
=−
dR 20 4

1
Assim, quando R= 20 ohm a corrente está decrescendo à taxa de de ampère por ohm.
4

2) Duas bobinas acopladas têm auto-indutância, onde o coeficiente de mútua indução L é igual a 0,05
Henry (H) e a corrente i1 que percorre a bobina 2 é igual a 5 ⋅ sen ( 400 t ) ampéres (A). Determinar
di
a tensão v2 na bobina 2, sendo v2 = L ⋅ .
dt
Solução:
di d
v2 = L ⋅ = 0,05 ⋅ [5 ⋅ sen ( 400 t )] = 0,05 ⋅ 5 ⋅ 400 ⋅ cos ( 400 t ) = 100 cos ( 400 t ) (V)
dt dt

3) Considere uma indutância L = 0,02 Henry (H) atravessada pela corrente i = 10 ⋅ cos (300 t ).
Determine a tensão induzida v L (t ).
Solução:
Sabendo-se que:
di
v L (t ) = L ⋅
dt
Assim, temos:
d
v L (t ) = 0,02 ⋅ [10 ⋅ cos (300 t )] = −0,02 ⋅10 ⋅ 300 ⋅ sen (300 t ) = 60 ⋅ sen (300 t )
dt

4) Considere uma capacitância C = 20 µ F à qual é aplicada uma tensão v(t ) = 30 ⋅ sen (200t + 50 0 ) .
Determine a corrente i (t ).
Solução:
Sabendo-se que:
dv
i (t ) = C ⋅
dt
Assim, temos:
d
i (t ) = 20 ⋅10 −6 ⋅ [30 ⋅ sen ( 200 t + 50 0 )] = 0,00002 ⋅ 30 ⋅ 200 ⋅ cos ( 200 t + 50 0 ) = 0,12 ⋅ cos ( 200 t + 50 0 )
dt

35
5) (Adaptado – STEWART, ANO ?? - p.223, exerc. 69) O flash de uma câmara estoca carga em
um capacitor e a dispara instantaneamente quando ativado. Os dados da Tabela a seguir descrevem
a carga remanescente no capacitor (medida em microcoulombs, µ C ) no instante t , medido em
segundos.
Tabela
t Q
0,00 100
0,02 81,87
0,04 67,03
0,06 54,88
0,08 44,93
0,10 36,76

Utilizando-se um software de ajuste de curvas (linha de tendência do Excel, por exemplo) encontramos
a função (ou o modelo matemático) Q(t ) = 100,01⋅ e −10, 006⋅t , como ilustra a figura a seguir.

## Função: Carga x Tempo

110
100
Q(t) = 100,01e-10,006t
90
80 R2 = 1
Carga [Q(t)]

70
60
50
40
30
20
10
0
0,00 0,02 0,04 0,06 0,08 0,10
Tempo (t)

Sabendo que a derivada da carga representa a corrente elétrica que flui em um capacitor, determine a
corrente quando t = 0,04s. Resposta: − 670,63 µ A
Solução:
Usando o software de manipulação algébrica Maple®, temos:
> restart:
> Q:=100.01*exp(-10.006*t); # DEFININDO A FUNÇÃO CARGA.
( −10.006 t )
Q := 100.01 e
> Q_linha:=diff(Q,t); # CALCULANDO A FUNÇÃO DERIVADA.
( −10.006 t )
Q_linha := −1000.70006 e
( -0.40024 )
−1000.70006 e
-670.6283401

36
LISTA DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS PARA A REVISÃO DOS CONCEITOS

1) A corrente em uma indutância pura de L = 0,01 H é i = 5 ⋅ cos ( 2.000 t ). Qual é a tensão? Resposta:
v(t ) = 100 ⋅ cos (200t + 90 0 ) . Se julgar necessário, procure intepretação com um engenheiro, ou
outro especialista da área.

2) Duas bobinas acopladas possuem auto-indutância, onde o coeficiente de mutua indução L é igual à
0,03 H e a corrente i1 que passa pela bobina 2 é igual à i = 7 ⋅ cos (300 t + 450 ). Determine a tensão
na bobina 2. Resposta: v(t ) = −63 ⋅ sen (300t + 450 )

3) Determine a tensão induzida em uma indutância pura de L = 0,02 Henry sendo a corrente
i (t ) = −7,5 ⋅ cos (100 t ) A . Resposta: v(t ) = 150 ⋅ sen (1.000t )

## 4) Considere um capacitor C = 30 µ F ao qual é aplicada uma tensão v(t ) = 20 ⋅ sen (300t + 50 0 ) .

Obtenha a corrente i (t ) . Resposta: i (t ) = 0,18 ⋅ cos (300t + 50 0 )

5) A quantidade de carga Q em Coloumbs © que passa através de um ponto em um fio até o instante t
(medido em segundos) é dada por Q(t ) = t 3 − 2t 2 + 6t + 2. Determine a corrente quando t = 0,5 s.
Resposta: i = 4,75 A

37
21. ALGUMAS APLICAÇÕES DAS DERIVADAS À MECÂNICA

1) (BEER, 1980 – Mecânica Vetorial, p. 51ss) O braço AO (veja a figura a seguir) de 0,9 m de
comprimento gira ao redor de O e seu movimento está definido pela relação θ = 0,15t 2 , onde θ
está expresso em radianos e t em segundos. O cursor B desliza ao longo do braço, sendo que seu
deslocamento em relação a O é dado por r = 0,9 − 0,12t 2 , onde r é expresso em metros e t em
segundos. Determine a velocidade e a aceleração total do cursor B após o braço AO ter girado 30º,
ou seja, t = 1,869 s. Se julgar necessário, procure intepretação com um engenheiro, ou especialista
da área. θ = 30º ⇒ t = 1,869

Solução:

Sabemos que:
• Módulo da velocidade total: v = (vr ) 2 + (vθ ) 2
• Velocidade total: v = vr ⋅ ir + vθ ⋅ iθ
• Módulo da aceleração total: a = (ar ) 2 + (aθ ) 2
• Aceleração total: a = ar ⋅ ir + aθ ⋅ iθ
Precisamos encontrar: vr , vθ , a r e aθ

vr = r (1)

vθ = r ⋅ θ (2)
2
••
•
a r = r − r ⋅ θ  (3)
 
•• • •
a θ = r ⋅θ + 2 ⋅ r⋅ θ (4)

Onde:

• r significa a primeira derivada de r em relação a t.

• θ significa a primeira derivada de θ em relação a t.
••
• r significa a segunda derivada de r em relação a t.
••
• θ significa a segunda derivada de θ em relação a t.
• •• • ••
De posse de r e θ , podemos encontrar r , r , θ e θ :

Como:
r = 0,9 − 0,12t 2 e θ = 0,15t 2
38
Temos:

• •• • ••
r = −0,24t e r = −0,24 e θ = 0,3t e θ = 0,3

## • r = 0,4808 m e θ = 0,524 rad

• •
• r = −0,448 m / s e θ = 0,561 rad / s
•• ••
• r = −0,24 m / s 2 e θ = 0,3 rad / s 2

## Utilizando as fórmulas (1) e (2), vamos a:

vr = r = −0,448 m / s
e

vθ = r ⋅ θ = 0,4808 ⋅ 0,561 = 0,269 m / s

## v = (vr ) 2 + (vθ ) 2 = (−0,448) 2 + (0,269) 2 = 0,522 m / s

v = vr ⋅ ir + vθ ⋅ iθ = −0,448 ⋅ ir + 0,269 ⋅ iθ

Aceleração:

## Por outro lado, utilizando as fórmulas (3) e (4), vamos a:

2
••
•
a r = r − r ⋅ θ  = −0,24 − 0,48 ⋅ (0,561) 2 = −0,391 m / s 2
 
e
•• • •
a θ = r ⋅ θ + 2 ⋅ r ⋅ θ = 0,4808 ⋅ 0,3 + 2 ⋅ (−0,448) ⋅ (0,561) = −0,358 m / s 2

## a = (ar ) 2 + (aθ ) 2 = (−0,391) 2 + (−0,358) 2 = 0,531 m / s 2

- Aceleração:

a = ar ⋅ ir + aθ ⋅ iθ = −0,391⋅ ir − 0,358 ⋅ iθ

39
2) (HIBBELER – ANO ?? - Dinâmica, p.51 exerc. 1-20) Devido à rotação de uma haste em forma
de forquilha, a cavilha cilíndrica mostrada na figura a seguir percorre uma ranhura, uma parte da
qual tem a forma de um cardióide, r = 0,5 ⋅ (1 − cos θ ) m , onde θ está em radianos. Se a velocidade
da cavilha é v = 4m/s e sua aceleração é a = 30 m/s2 no instante em que θ = 180º, determine a
• ••
velocidade angular θ e a aceleração angular θ da haste.

• •• • ••
Solução: Para determinar θ e θ precisamos de r e r .

## Determinando as derivadas temporais de r, termos:

• r = 0,5 ⋅ (1 − cos θ )
• •
• r = 0,5 ⋅ (senθ ) ⋅ θ
•• • • ••
• r = 0,5 ⋅ (cos θ ) ⋅ θ ⋅ θ + 0,5 ⋅ (senθ ) ⋅ θ

## Determinando estes resultados para θ = 180º, temos:

• r=1

• r=0
2
••
•
• r = −0,5 ⋅ θ 
 
2 2
•  •
Sabendo que v = 4 e v =  r  +  r θ  , temos:
   
2 2 2
•  • • •
v =  r  +  r θ  ⇒ 4 = 0 + θ  ⇒ θ = 4rad / s
     

2 2
••
 •• •
  •• • •

De forma similar, para encontrar θ , utilizamos a equação a =  r − r θ  +  r θ + 2 r θ 
   

Daí, temos:

2 2

) + 1θ + 2 ⋅ 0 ⋅ 4   •• 
•• ••
30 = (− 0,5 ⋅ (4) 2
− 1 ⋅ (4 )
2 2 2
⇒ 30 2 = (− 24 ) + θ  ⇒ θ = 18 rad / s 2
 

40
3) (BEER, 1980, Mecânica Vetorial – p.53) O movimento bidimensional de um ponto material
(figura a seguir) é definido pelas relações r = 60t 2 − 20t 3 e θ = 2t 2 , onde r é expresso e
milímetros, t em segundos e θ em radianos. Determine a velocidade e a aceleração do ponto
material quando:
(a) t = 0 s Resposta: v = 0 e a = 120ir
(b) t = 1 s Resposta: v = 60ir + 160iθ e a = −640ir + 640iθ

4) (HIBBELER, ANO ?? - Dinâmica – p.49) A barra AO, mostrada na figura a seguir está girando
em um plano horizontal de acordo com a equação θ = t 3 . Ao mesmo tempo, o colar B está
deslizando ao longo de AO no sentido de sair da barra e de acordo com a equação r = 100 t 2 mm.
Se em ambos os casos t é expresso em segundos, determine a velocidade e a aceleração do colar
quando t = 1 segundo.

## v = {200 i r + 300iθ } mm / s, módulo da velocidade : v = 361mm/s

Resposta:
a = {-700 i r + 1.800iθ } mm / s 2 , módulo da aceleração = a = 1.930 mm/s 2

## 5) (HIBBELER – ANO ?? - Dinâmica, p. 25 exerc. 1-9) A qualquer instante a posição horizontal

do balão da figura a seguir é definida por x = 8 t m, onde t é expresso em segundos. Se a equação
1
da trajetória é y = x 2 , determine:
10
a) A distância do balão em relação à estação A quando t = 2 s. Resposta: distância: 30,2 m.
b) O módulo da velocidade quando t = 2 s. Resposta: Velocidade: 25,6 m/s.
c) O módulo da aceleração quando t = 2 s. Resposta: 12,8 m/s2.

41
6) (HIBBELER – ANO ?? - Dinâmica, p. 31, exerc. 1-73) O carrinho de um brinquedo de um
parque de diversões percorre uma trajetória helicoidal com velocidade constante de forma que as
equações paramétricas que definem sua posição são x = c ⋅ sen (k ⋅ t ) , y = c ⋅ cos (k ⋅ t) e
z = h − b ⋅ t , onde c, h e b são constantes. Determine o módulo de sua velocidade e de sua
aceleração. Resposta: v = c 2 ⋅ k 2 + b 2 , a = c ⋅ k 2

## 7) (HIBBELER – Dinâmica, p. 52 exerc. 1-141) Se uma partícula se move ao longo de uma

t
trajetória em que r = 2 cos t m e θ = rad, onde t é expresso em segundos, determine as
2
componentes radial e transversal de sua velocidade e de sua aceleração em função do tempo.
Resposta: vr = 4t cos t 2 , vθ = 4tsen t 2 e ar = 4 cos t 2 − 16t 2 sen t 2 , aθ = 4 sen t 2 + 16t 2 cos t 2

8) (HIBBELER – Dinâmica, p. 52 exerc. 1-149) Uma partícula percorre ao longo de uma curva na
forma de uma folha de um “trevo de quatro folhas”, definida pela equação r = 5 cos 2θ m. (como
mostra a figura a seguir).

determine as componentes radiais e transversais da velocidade e da aceleração da partícula no instante
em que θ = 30º . Resposta: v r = −16,9 m / s, vθ = 4,87 m / s e a r = −89,4 m / s 2 , aθ = −53,7 m / s 2

9) A quantidade de água em um tanque t minutos após ele começar a ser esvaziado é dada por
2
w = 100(t − 15) gal. Determine com que taxa a água está fluindo no final de 5 minutos.
Resposta: 2.000 gal/min.

10) Determine a coordenada x do ponto sobre o gráfico de y = x 2 no qual a reta tangente é paralela à
reta secante que corta a curva em x = -1 e x = 2. Resposta: x = 1/2

42
22. REGRA DE L’HOSPITAL (L’HÔPITAL ou L’HÖPITAL) – CÁLCULO DE LIMITES

f (x) 0 ∞
Se lim é de tal forma que uma das indeterminações  ou  é constatada, então cada função
x →p g( x )
0 ∞
pode ser substituída por suas derivadas, isto é:

## f (x) 0  ∞ f (x ) f ' (x)

Se lim =  ou  ⇒ lim = lim
x →p g( x ) 0  ∞ x →p g( x ) x → p g ' (x)

Em resumo:

f ( x) 0 ∞
Forma indeterminada: um limite lim da forma ou , no sentido de que lim f(x) = 0 e
g ( x) 0 ∞
lim g(x) = 0 ou lim f(x) = ∞ e lim g(x) = ∞ , respectivamente.

f ( x) 0 ∞
A regra de L’Hôpital: se lim é uma forma indeterminada do tipo ou , então:
x →c g ( x) 0 ∞
f ( x) f ' ( x)
lim = lim
x →c g ( x) x → c g ' ( x)

Exemplos:

x2 − 4  0  x2 − 4 [ x2 − 4 ]' 2x - 0
1) lim =   ⇒ lim = lim = lim = lim 2x = 2.2 = 4
x →2 x − 2
0 x → 2 x−2 x → 2 [ x − 2]' x → 2 1 − 0 x→2

## sen x  0  sen x [ sen x ] ' cos x

2) lim =   ⇒ lim = lim = lim = lim cos x = cos 0 = 1
x →0 x 0 x → 0 x x → 0 [ x ]' x → 0 1 x →0

ex  + ∞  [ ex ] ' ex
3) lim =  ⇒ lim = lim = lim e x = +∞
x → +∞ x x → +∞ [ x ] ' x → +∞ 1
+∞ x → +∞

## 5 x 4 + 3x3 − 5 x 2 20x 3 + 9x 2 − 10x 60x 2 + 18x − 10 10

4) lim 3 2
= lim 2
= lim = − = −5
x →0 x +x x→0 3x + 2x x→0 6x + 2 2

x5 − 6 x3 + 8 x − 3 5 x 4 − 18 x 2 + 8 − 5
5) lim = lim =
x →1 x4 − 1 x →1 4 x3 4
1
6) lim+ x ⋅ ln x = lim+
ln x
= lim+
[ln x ] '
= lim+ x = lim+ ⋅
1 (− x 2 )
= lim+ (− x) = 0
x →0 x →0 1 x →0  1  x →0 1 x →0 x 1 x →0
  ' − 2
x x x

## LISTA DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS PARA A REVISÃO DOS CONCEITOS

Resolva os exercícios do livro texto: GUIDORIZZI, 2001. v.1. páginas 256 e 257.

43
Sejam f uma função inversível e g = f –1. Assim, f ( g(x) ) = x, ∀ x ∈ Dom (g)

Exemplos:
1) f (x) = x +1 ⇒ g (x) = f –1(x) = x – 1 2) f (x) = ex ⇒ g (x) = f –1(x) = ln x
• Processo prático para a determinação da função inversa
- Trocar x por y e y por x
- Isolar y

## Para o exemplo 1 teríamos: y = x + 1 ⇒ x = y + 1 ⇒ x − 1 = y

Para o exemplo 2 teríamos: y = e x ⇒ x = e y ⇒ ln x = ln e y ⇒ ln x = y.ln
{e = y
1

## Prova de que f ( g(x) ) = x

Para o exemplo 1 teríamos: f ( x − 1) = ( x − 1) + 1 = x , ∴ ∀x, f(g(x)) = x
Para o exemplo 2 teríamos: f (ln x) = e ln x = x , ∴ ∀x, f(g(x)) = x

## Se f e g são deriváveis, temos pela regra da cadeia que:

1
f (g(x)) = x ⇒ f ' (g (x) ) . g ' (x) = 1 ⇒ g ' (x) =
f ' ( g(x) )

## • Utilizando a notação de Leibniz para a determinação da derivada da função inversa

−1
Consideremos a função y = f(x) derivável e inversível. A derivada da função inversa x = f ( y ) é dada
por:
dx 1
=
dy dy
dx
dy
Na qual: ≠ 0.
dx

Exemplos:
dx 1 1 * 1
1) Se y = x 2 ⇒ x = y , logo: = = =
dy dy 2 x 2 y
dx
*
x= y

dx 1 1 * 1 ** 1
2) Se y = e x ⇒ x = ln y , logo: = = x = ln y =
dy dy e e y
dx
* ** ln y
x = ln y e u = e ⇒ ln u = ln e ln y ⇒ ln u = ln y . ln e ⇒ ln u = ln y ⇒ u = y
ou
dx 1 1 1
= = x =
dy dy e y
dx

44
 π π
A função y = tg x , x ∈ − ,  é estritamente crescente (e portanto inversível) e contínua. Como sua
 2 2
imagem é ℜ , a sua inversa é a função arc tg x , x ∈ ℜ .

## Nota: O domínio da função arc tg é ℜ e a imagem o intervalo − ,  .

π π
 2 2
Exemplos:
• tg 450 = 1 ⇔ arc tg 1 = 450
• tg 60 0 = 3 ⇔ arc tg 3 = 60 0
3 3
• tg 30 0 = ⇔ arc tg = 30 0
3 3
dy
Assim, considerando que a função y = arc tg x seja derivável em ℜ , calculemos .
dx
• y = arc tg x
dx dy 1
Temos: tg y = x, donde = sec 2 y ou =
dy dx sec 2 y
Mas sec2 y = 1+ tg2 y = 1 + x2

1
e portanto: y'=
1 + x2

## 25. DERIVADA DO ARCO SENO

 π π
A função y = sen x , x ∈ − ,  é estritamente crescente (e portanto inversível) e contínua. Assim,
 2 2
 π π
para cada x ∈ [-1, 1] existe um único y ∈ − ,  tal que: sen y = x .
 2 2
Nota: O domínio da função arc sen é o intervalo [-1, 1] e a imagem o intervalo − ,  .
π π
 2 2
Exemplos:
π π
• sen = 1 ⇔ arc sen 1 =
2 2
• sen 0 = 0 ⇔ arc sen 0 = 0
 π π
• sen  −  = −1 ⇔ arc sen (-1) = −
 2 2
dy
Assim, considerando que a função y = arc sen x seja derivável em (-1 , 1), calculemos .
dx
π π
• y = arc sen x, - <x<
2 2
dx dy 1
Temos: sen y = x. Assim, = cos y ou = . Mas cos y = 1 - sen 2 y = 1 − x 2 e
dy dx cos y
1
portanto: y'= ( −1 < x < 1)
1 - x2

45

dy du
Consideremos as funções y = f(u) e u = g(x), tendo derivadas e respectivamente.
du dx

∆y
Se ∆u é não nulo, então podemos escrever o quociente da seguinte maneira:
∆x
∆y ∆y ∆u
= ⋅
∆x ∆u ∆x
onde: y e u são funções de x.

Logo, se ∆x → 0 , temos: ∆u → 0 .

Assim,
∆y ∆y ∆u ∆y ∆u
lim = lim . = lim . lim
∆x → 0 ∆x ∆x → 0 ∆u ∆x ∆x → 0 ∆u ∆x → 0 ∆x

ou

dy dy du
= .
dx du dx

## conhecida como regra da cadeia, na notação de Leibniz.

Isto nos leva a dizer: "A derivada da função composta y = f [g (x)] é o produto das derivadas das suas
componentes".

Nota: Fazendo uma extensão nesta fórmula, temos a derivada da composta para n funções deriváveis.
Por exemplo, para y = f{g [h (x)]}, temos:

dy dy du dv
= ⋅ ⋅
dx du dv dx
Exemplos:

## 1) Calcule a derivada da função: y = (x2 + 8x)10

Solução:

y = u10, u = x2 + 8x

dy dy du
= ⋅ = 10 . u9 . (2x + 8) = 10. (x2 + 8x)9. (2x + 8)
dx du dx

## 2) Calcule a derivada da função: y = (2x2 - 2)4

Solução:

y = u4, u = 2x2 - 2

dy dy du
= ⋅ = 4 . u3 . 4x = 4.(2x2 – 2)3. 4x = 16x.(2x2 – 2)3
dx du dx

46
3) y = sen x3
Solução:
y = sen u, u = x3
dy dy du
= . = cos u. 3x2 = cos x3. 3x2 = 3x2 .cos x3
dx du dx

4) y = e2x
Solução:
y = eu, u = 2x
dy dy du
= . = eu. 2 = e2x .2 = 2 .e2x
dx du dx

5) y = ln (x2 + 3)
Solução:
y = ln u, u = x2 + 3
dy dy du 1 1 2x
= . = .2 x = 2 .2 x = 2
dx du dx u x +3 x +3

6) y = ln x2 − 2
Solução:
Preparemos inicialmente a função: y = ln x 2 − 2 = ln (x2 – 2) ½ = ½ ln (x2 –2)

y = ½ ln u, u = x2 - 2
dy dy du 1 1 1 x
= . = . .2 x = 2 .x = 2
dx du dx 2 u x −2 x −2

7) y = x3 . e-2x
Solução:
Como: y = f. g ⇒ y ' = f ' . g + f . g '
onde: f = x3 ⇒ f ' = 3x2
g = e-2x ⇒ g = eu, com u = -2x , logo g ' = (-2).e-2x
dy
y'= = 3x2 . e-2x + x3 . (-2).e-2x = 3x2 . e-2x - 2x3 . e-2x = x2. e-2x (3 - 2x)
dx

4
 x + 1
8) y =  
 x −1
Solução:
x +1 f '. g − f . g '
y = u4, u = eu'= , onde: f = x + 1 e g = x - 1
x −1 g2
3 3
dy dy du  x + 1  1.( x − 1) − ( x + 1).1   x + 1  2  8( x + 1)3
= . = 4.  . 2
 = 4.  .  − 
2 
= −
dx du dx  x −1  ( x − 1)   x −1  ( x − 1)  ( x − 1)5

47
TEOREMA: Dada a função g derivável, temos:

## • [ eg(x) ] ' = g ' (x) . eg(x)

Prova:
y = eu, u = g(x)
dy dy du
= . = eu. g ' (x) = eg(x) .g ' (x) = g ' (x) . eg(x)
dx du dx

g ' (x)
• [ ln g(x) ] ' =
g( x )

Prova:
y = ln u, u = g(x)
dy dy du 1 1 g ' (x)
= . = .g ' ( x ) = .g ' ( x ) =
dx du dx u g(x ) g( x )

## • [sen (g(x) ] ' = g ' (x) . cos (g(x))

Prova:
y = sen u, u = g(x)
dy dy du
= . = cos u. g ' (x) = cos (g(x)) .g ' (x) = g ' (x) . cos (g(x))
dx du dx

## • [cos (g(x)) ] ' = - g ' (x) . sen (g(x))

Prova:
y = cos u, u = g(x)
dy dy du
= . = - sen u. g ' (x) = - sen (g(x)) .g ' (x) = - g ' (x) . sen (g(x))
dx du dx

## • [ (g(x))n ] ' = n. (g(x))n-1 . g ' (x)

Prova:
y = un, u = g(x)
dy dy du
= . = n.un-1 . g ' (x) = n. (g(x))n-1 . g ' (x)
dx du dx

48
LISTA DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS PARA A REVISÃO DOS CONCEITOS
Exercício: DERIVE RESPOSTA
a) y = sen 4x 1. 4 cos 4x
b) y = cos 5x 2. –5 sen 5x
c) y = e3x 3. 3e3x
d) f(x) = cos 8x 4. –8 sen 8x
e) y =sen t3 5. 3t2 cos t3
f) g(t) = ln (2t+1) 2
6.
2t + 1
sen t
g) x = e 7. e sen t cos t
h) f(x) = cos (e x ) 8. –ex sen ex
i) y = (sen x + cos x)3 9. 3(sen x + cos x)2 (cos x – sen x)
j) y = 3 x + 1 3
10.
2 3x + 1
x −1 2
2
 x +1
k) y = 3 11. 3  
x +1 2
3( x + 1)  x − 1 
l) y = e-5x 12. –5e-5x
m) x = ln (t2 +3t+9) 2t + 3
13. 2
t + 3t + 9
n) f(x) = etg x 14. etg x sec2 x
o) y = sen(cosx) 15. –sen x cos (cos x)
p) g(t) = (t2+3)4 16. 8t (t2 + 3)3
q) f(x) = cos(x2 + 3) 17. –2x sen (x2 + 3)
r) y = x + ex 1 + ex
18.
2 x + ex
s) y = tg 3x 19. 3 sec2 3x
t) y = sec 3x 20. 3 sec 3x tg 3x
21. y = xe3x 21. e3x (1+3x)
22. y = ex . cos 2x 22. ex (cos 2x – 2 sen 2x)
23. y = e-x sen x 23. e-x (cos x – sen x)
24. y = e-2t sen 3t 24. e-2t (3 cos 3t – 2 sen 3t)
2
25. f(x) = e − x + ln (2x + 1) 2 2
25. − 2 xe− x +
2x + 1
et − e− t 4
26. g( t ) = t 26. t
e + e− t (e + e − t ) 2
cos 5x 5 sen 5x sen 2x + 2 cos 5x cos 2x
27. y = 27. −
sen 2 x sen 2 2 x
2 2 2
28. f(x) = (e − x + e x ) 3 28. 3(e − x + e x ) 2 .(−e − x + 2 xex )
29. y = t3 e-3t 29. 3t2 e-3t(1 – t)
30. y = (sen 3x + cos 2x)3 30. 3(sen 3x + cos 2x)2 (3 cos 3x – 2 sen 2x)
31. y = x 2 + e − x ex − e− x
31.
2 ex + e− x
32. y = x ln (2x + 1) 2x
32. ln(2 x + 1) +
2x + 1
33. y = [ln (x2 + 1)]3 6x[ln(x + 1)]2
2
33.
x2 +1
34. y = ln (sec x + tg x) 34. sec x
49
27. LISTA DE EXERCÍCIOS DE REVISÃO DOS CONCEITOS DE DERIVADAS

a) f(x) = 16x3 – 4x2 + 3
b) f(x) = (x2 + 3x + 3) . (x + 3)
2x 3
c) f ( x ) =
4x + 2
d) f(x) = ln (x2 + 8x + 1)
e) f ( x ) = 6 x + 2
f) f(x) = x4 . e3x
g) f(x) = sen4 x
h) f(x) = 5 tg 2x

## 2) Derive as seguintes funções:

a) f(x) = - 5x3 + 21x2 – 3x + 4
b) f(x) = (2x3 – 3x) (5 – x2)3
−3
c) f ( x ) =
3x − 5
5t − 1
d) s( t ) =
2t − 7

3) Se a água estiver sendo drenada de uma piscina e V litros for o volume de água na piscina t
minutos após o escoamento, onde V = 250(1600 – 80t + t2), determine quão rápido a água está
fluindo da piscina 5 minutos após o início do escoamento.

4) Um atleta percorre uma pista de 100 m de modo que a distância d(t) percorrida após t segundos é
1
dada por d( t ) = t 2 + 8t metros. Determine a velocidade do atleta.
5
a) no início da corrida.
b) quando t = 3s.
c) na reta final.

5) Estima-se que um empregado de uma firma que faz molduras para quadros possa pintar y molduras
x horas, após começar o trabalho ás 8 horas da manhã e y=3x – 8x2 – x3 0≤ x≤4
a) Determine a taxa segundo a qual o empregado estará pintando as 10h.
b) Determine o número de molduras que o empregado pinta entre 10h e 11h.

## 6) Determine a derivada das seguintes funções:

a) y = 5 x 2 − 4 x 3 + x 4
x 2 − 3x + 2
b) y =
x2 − x + 2
2
c) y = e x + x +1
d) y = sen 2x . cos x
e) y = (2x2 - 4x +1 )8
2
f) y = 7x + 2x

## 7) Escreva a equação da reta tangente ao gráfico de f(x)=x2 no ponto de abscissa 1.

50
8) Determine a equação da reta "r" tangente ao gráfico da função f(x) = x2 + 7 e que seja paralela à
reta "s" de equação y = 2x + 3.

## 9) Determine a equação da reta tangente ao gráfico de f(x) = x2 – 4x + 1, que é perpendicular à reta

2y + x – 5 = 0.

10) Um corpo móvel percorre uma curva obedecendo à função horária S( t ) = t + t 2 . Determine a sua
velocidade no instante t = 4s.

11) Uma partícula se move em linha reta, de modo que seu espaço S, em metros, é dado em função do
t3
tempo t, em segundos, pela equação S( t ) = + 5t . Obter:
2
a) A velocidade instantânea da partícula no instante t = 4s.
b) A aceleração instantânea da partícula no instante t = 4s.

## 12) Se a derivada de um polinômio P(x) apresentar o seguinte gráfico:

a) P(x) será crescente de 1 a 2 e decrescente de 2 a 3.
b) P(x) terá três zeros reais e distintos. y
c) P(x) apresentará um máximo para x = 2.
d) P(x) se anulará para x = 1.
e) n.d.a. 1 2 3 x

## 13) Dada a função y = 2x3 + 3x2 – 12x + 1, pode-se afirmar:

a) tem mínimo no ponto de x = - 2.
b) tem máximo no ponto de x = - 1.
c) tem máximo no ponto de x = - 2 e mínimo no ponto de x = 1.
d) não tem máximo nem mínimo.
e) tem mínimo no ponto de x = - 2 e máximo no ponto de x = 1.

14) O maximante e o minimante da função f : ℜ→ℜ, definida por f(x) = x3 – x2, são, respectivamente:
1 2 2 1 2
a) e b) e c) 0 e d) 1 e 0 e) 0 e 1
3 3 3 3 3

15) A função f tal que f(x) = (x2 – 1)2 + 3 assume valor mínimo para:
a) x = 1 e x = - 1 b) x = 0 e x = 1 c) x = 0 e x = - 1
d) x = 1 (somente) e) x = - 1 (somente)

## 16) A função y = x3 – 3x tem um ponto de mínimo relativo para x igual a:

1
a) 0 b) 1 c) –1 d) 3 e)
3
17) Certo artigo, se for vendido por x reais, produz um lucro de (x-4) reais. A quantidade de artigos
vendidos por dia também depende de x: vale (20 – x). Assim, o lucro total diário é L = (20 – x) . (x
– 4). Nessas condições, qual o valor de x que produz o maior lucro diário?
a) 8 b) 10 c) 12 d) 13 e) 14

18) Desejando lucrar x reais em cada serviço, um caminhoneiro consegue (80 – x) encomendas por
mês. Portanto, seu lucro mensal em reais é L = x . (80 – x). Qual é o valor de x para que o lucro
mensal L seja o maior possível? R.: 40
a) 24 b) 28 c) 32 d) 36 e) 40

19) Esboce o gráfico da função f(x) = 2x + 3 e responda qual é a taxa de variação média dessa função
quando x varia de 0 para 4? Resp.: [f(0)-f(4)]/[4-0] = 2
51
20) Um corpo em queda livre, a partir do repouso, percorre uma distância d (em metros) que varia com
o tempo t (em segundos), de acordo com a equação d = f(t) = 4,9 t2. Qual é a velocidade
instantânea desse corpo no instante t = 10s?

21) Um móvel se desloca segundo a função horária S(t) = 9 +2t + 2t2 – 4t3 (S em metros e t em
segundos). Ache:
b) A função aceleração instantânea.
c) A aceleração instantânea desse móvel (em metros por segundo ao quadrado) no instante t = 2s.

22) A derivada da função y = f(x) é uma função y' = f'(f), decrescente, e que se anula para x = 1; então,
podemos afirmar:
a) f(1) é o valor mínimo de f(x).
b) f(1) é o valor máximo de f(x).
c) x = 1 é a abscissa do ponto de inflexão.
d) f(1) também é igual a zero.
e) nada podemos afirmar sobre os extremos relativos de f(x).

## 23) A função y = x3:

a) tem valor máximo para x = 0.
b) tem valor mínimo para x = 0.
c) tem um extremo em x = 0.
d) não tem máximo nem mínimo.
e) não tem tangente no ponto x = 0.

24) Calcule pela definição a derivada da função f(x) = 5 sen x no ponto P1 = (π,0) e esboce o gráfico.

## 25) Calcule a equação da reta tangente e da reta normal ao gráfico da função

1  1
f ( x) = 2
no ponto P1 1, 
1+ x  2

## 26) Usando as regras de derivação, calcule a derivada das funções abaixo:

3t − 2
a) f ( x) = x ⋅ (2 senx + x 2 ) b) g ( t ) =
5t + 1

f ( x + ∆x) − f ( x) f ( x) − f ( p)
27) Usando a definição (de derivadas) f ' ( x) = lim ou f ' (p) , calcule a
∆x →0 ∆x x− p
a) f(x) = 2x2 – 3x + 4 ; P0 = (2, 6)
3
b) f ( x ) = 2 ; P0 = (1, 3)
x
3
c) f ( t ) = t ; P0 = (8, 2)
π 
d) g ( x ) = cos x ; P0  , 0 
2 
e) f ( x ) = 3 sen x ; P0 (2π, 0)

52
28) Determine a equação da reta tangente e da reta normal das funções abaixo, nos pontos dados e
esboce o gráfico.
a) f ( x ) = 3x 2 ; P0 = (1, 3) b) f ( x ) = 2 x − 4 ; P0 = (4, 2)
c) g( x ) = sen x ; P0 = (0, 0) d) h ( x ) = 4 − x 2 ; P0 = (0, 4)
e) f ( x ) = x 2 - 3x ; P0 = (2, - 2)

29) Usando as regras de derivação, calcule a derivada (função derivada) das funções abaixo:
a) f ( x ) = 5
b) y = 7 x 4 - 2x 3 + 8x + 2
c) f ( t ) = 2 t − 1
3 1
d) f ( x ) = + 2 x −
x 4 x
4 5
e) f (r ) = 2 + 3
r r
2
f) f ( x ) = (2x - 1) . (1 - 2x)
g) y = ( x 2 - 3x 4 ) . (x 5 - 1)
3x + 4
h) f ( x ) =
2x − 1
5t − 2
i) g ( t ) =
1+ t + t2
sen x
j) f ( x ) = tgx =
cos x
1
k) g ( t ) = sec t =
cos t
cos t
l) h ( t ) = cot gt =
sen t
m) f ( x) = ( x + 1) ⋅ e x
2

n) y = e x ⋅ senx
ex
o) y =
2e x + 1
ex
p) f ( x ) =
cos x
q) f ( x) = x 2 ⋅ ln x

30) Um corpo em queda livre, a partir do repouso, percorre uma distância S(t) = 4,9t2 (S em metros, t
em segundos).
a) Calcule a taxa de variação média de S em relação a t entre t1 = 1 e t2 = 5.
b) Calcule a taxa de variação instantânea de S em relação a t para t = 1.
c) Em que unidade se exprime esta taxa? Qual é o seu significado físico?
31) Calcule a taxa de variação média de f(x) entre x1 = 0 e x2 = π/2. Qual é a taxa de variação
instantânea em x = 0?
32) A taxa de variação instantânea de v em relação a t em um instante t1, ou seja, a derivada v'(t1), é a
aceleração da partícula, neste instante. Determine a aceleração das partículas cuja a função
3
a) v = 20 + 3t 2 ; t 1 = 2 b) v = 5t + 4 ; t 1 = 1 c) v = - 2 t ; t1 = 4
t

53
USANDO O SOFTWARE DE MANIPULAÇÃO ALGÉBRICA MAPLE, OBTENHA A
1) f ( x ) = 5 x 3 - 8 x 2 + 31 x - 5787 31) f ( x ) = 3 x . x
2 3
2) f ( x ) = ( x + 3 x ) . ( x - 8 ) 4
32) f ( x ) =
ex x5
3) f ( x ) = 33) f ( x ) = x + 4 x 3
5
sen x
4) f ( x ) = sen2 x 2x + 1
34) y = 2
4 3 x + 4
5) f ( r ) = πr 2
35) y = x +
1
+ 4
x
3 x3
6) f ( x ) = 2x 36) g ( x ) = ( 3 x4 + 1 ) ex
7) f ( x ) = x 3 . e 2x
8) f ( x ) = 5 x 2 + 4 cos x 37) y = ( x2 + 8 x ) 10
9) f ( x ) = 8 tg 2 x 2
38) h ( x ) = x + 8x + log 3 x
x2 + 1
10) f ( x ) = 2
x - 1 39) x = ln ( t 2 + 3 t + 9 )
x2 x + 4
11) f ( x ) = x + 40) y =
1 + x sec x
e x
41) f ( x ) = cos ex
12) f ( x ) =
cos x x2
42) g ( x ) = 2 + log 2 ( x2 + 1 )
13) f ( r ) = π r 2 43) y = sen w t2 ( w constante )
14) f ( x ) = 4 x x
15) f ( x ) = x 2 . e 3 x 44) y =
16) f ( x ) = 2 e x - 7 sen x x + 1
-
17) f ( x ) = 2 tg 8 x 45) y = 3 x5 + 6 x 2
x2 - 1 46) y = x3 + 3 x2 + 1
18) f ( x ) = 2
x + 1 3 x2 + 3
47) y =
x3 5x - 3
19) f ( x ) = x +
1 + x x3
48) y =
x x + x
20) f ( x ) = 5 x +
x − 1 49) y = 3 x + 1
( )
21) f ( x ) = log x 4
3
50) g ( x ) = 32 x + 1 + log 2 ( x 2 + 1 )
22) f ( x ) = log (x ) 3
51) f ( x ) = 2
x2
+32x
4

23) f ( x ) = ln ( x 2 + 1)
3
52) y = x
-
24) f ( x ) = ln ( x 2 − 1) 53) u ( x ) = x3 e 2 x
54) g ( x ) = cos t3
25) f ( x ) = 16 x 3 - 4 x 2 + 3
55) y = ln ( x2 + 3 )
8 56) y = ( 3 x + 8 )2
26) f ( x ) = 4
x t
8x 3
2 57) f ( t ) =
27) y = + sen t
3 4 58) h ( x ) = 3 x3 tg x
x + 2 -
28) f ( x ) = 2 59) g ( x) = 5 x 2 + 4
x + 1 60) y = arc tg 3 x
29) f ( x ) = ( x 2 + 3) . (3 x 6 - 4 x) 61) y = arc sen x2
62) g ( x ) = arc cos x2
30) y = 5
x6 + 2 x 63) y = x arc tg 3 x

54
PR

55
FUNÇÕES EXPLÍCITAS E FUNÇÕES IMPLÍCITAS

As funções com as quais se trabalhou até agora têm sido apresentadas por equações da forma
y = f ( x) , nas quais a variável dependente y à esquerda é dada explicitamente por uma expressão à
direita envolvendo na variável independente. Uma função com esta aparência é dita estar em forma
explícita. Por exemplo, as funções:

x3 + 1
y = x2 + 3x + 1 y= e y = 1 − x2
2x − 3

## são todas na forma explícita.

Às vezes, problemas práticos conduzirão a equações nas quais as funções não aparecem explicitamente
em termos da variável independente x , como nas equações

x2 y3 − 6 = 5 y3 + x e x 2 y + 2 y3 = 3 x + 2 y

por exemplo. Como elas não estão resolvidas para y , tais equações são ditas definir y implicitamente
em função de x , e a função y é dita esta em forma implícita.

Suponha que é necessário ter uma equação que define y implicitamente em função de x e quer
dy
encontrar a derivada . Por exemplo, caso queira determinar a inclinação de uma reta que é tangente
dx
ao gráfico da equação em um ponto particular. Uma abordagem poderia ser a resolução da equação
explicitamente para y e então derivá-lo usando as técnicas já conhecidas. Infelizmente, não é sempre
possível encontrar y explicitamente. Por exemplo, não há um modo óbvio direto de encontrar y na
equação x 2 y + 2 y3 = 3 x + 2 y . Contudo, mesmo quando é possível resolver explicitamente para y , a
fórmula resultante é frequentemente complicada de derivar. Por exemplo, a equação

x 2 y3 − 6 = 5 y3 + x

## Pode ser resolvida para y , fornecendo:

1
2 3 3 3 2 3 x+6  x+6  3
x y − 6 = 5 y + x ⇒ y ( x − 5) = x + 6 ⇒ y = ∴ y= 
x2 − 5  x2 − 5 

dy
O cálculo de para esta função na forma explícita é trabalhoso, pois envolve tanto a regra da cadeia
dx
como a do quociente.

dy
dx
sem a necessidade de explicitar y . Ela é conhecida como derivação implícita. Consiste em
diferenciar ambos os lados da equação (não resolvida) em relação a x e então resolver algebricamente
dy
para . Segue exemplos ilustrando a técnica.
dx
Exemplos:
dy
1) Determine , se x 2 y + 2 y3 = 3x + 2 y .
dx
Solução: Derivar ambos os lados da equação dada em relação a x . Como não se deve esquecer que y
é, na realidade, uma função de x , temporariamente substitua y pelo símbolo f ( x) e comece
reescrevendo a equação como

x 2 f ( x) + 2[ f ( x)]3 = 3x + 2 f ( x)

Agora derive ambos os lados desta equação, termo a termo, em relação a x . Pela regra do produto,

d 2 df
[ x f ( x)] = x 2 + 2 xf ( x) = x 2 f '( x) + 2 xf ( x) (1)
dx dx

## Pela regra da cadeia para potências,

d
{2[ f ( x)]3} = 6[ f ( x)]2 f '( x)
dx

## e pela regra do produto por constante,

d d
(3 x) = 3 e [2 f ( x)] = 2 f '( x)
dx dx

## x 2 f '( x) + 2 xf ( x) + 6[ f ( x)]2 f '( x) = 3 + 2 f '( x) (2)

dy
Como f ( x) = y e f '( x) = , pode se reescrever (2) como
dx

dy dy dy
x2 + 2 xy + 6 y 2 = 3+ 2
dx dx dx
dy
Para concluir, resolva a equação isolando
dx

dy dy dy dy dy 3 − 2 xy
x2 + 2 xy + 6 y 2 = 3+ 2 ⇒ ( x 2 + 6 y 2 − 2) = 3 − 2 xy ⇒ =
dx dx dx dx dx x + 6 y 2 − 2
2

dy
Comentário: Note que a fórmula para contém tanto a variável independente x como a variável
dx
dependente y . Esta situação é normal quando as derivadas são calculadas implicitamente. Como não
se deve esquecer de usar a regra da cadeia para potências ao aprender derivação implícita, foi sugerido
no exemplo anterior que temporariamente substituísse y por f ( x) . Tão logo compreenda este
processo, pode suprimir este passo e derivar a equação dada diretamente. Simplesmente não se esqueça
de que y é, na realidade, uma função de x e lembre-se de usar a regra da cadeia quando apropriado.
Aqui está a forma como a solução do exemplo anterior pode ser obtida sem a substituição de y por
f ( x) .
57
dy
2) Determine , se x 2 y + 2 y3 = 3x + 2 y .
dx
Solução: Derivar ambos os lados da equação tal como ela se encontra com relação a x . Lembre-se de
que y é, na realidade, uma função de x e que terá que usar a regra da cadeia para derivar as potências
de y . Em particular,
dy dy dy
x2 + 2 xy + 6 y 2 = 3+ 2
dx dx dx
dy
Agora resolva para como anteriormente para obter
dx
dy dy dy dy dy 3 − 2 xy
x2 + 6 y2 − 2 = 3 − 2 xy ⇒ ( x 2 + 6 y 2 − 2) = 3 − 2 xy ⇒ =
dx dx dx dx dx x 2 + 6 y 2 − 2

## RESUMO DO PROCEDIMENTO PARA DERIVAÇÃO IMPLÍCITA

dy
Suponha que uma equação define y implicitamente em função de x . Para encontrar :
dx
1. Derive ambos os lados da equação em relação a x . Lembre-se de que y é na realidade uma função
de x e use a regra da cadeia quando derivar os termos contendo y .
dy
2. Resolva algebricamente a equação derivada para .
dx
Exemplo:
dy
1) Determine , se e xy = 3xy 2 .
dx
Solução: Derivar ambos os lados da equação em relação a x (usando a regra do produto e a regra da
d  xy  dy  2
 dx ( xy )  e = 3 x  2 y dx  + 3 y
de modo que
 dy  xy dy 2
 x dx + y  e = 6 xy dx + 3 y
dy
Agora resolva para para obter
dx
dy dy dy dy
xe xy + ye xy = 6 xy + 3 y 2 ⇒ xe xy − 6 xy = 3 y 2 − ye xy ⇒
dx dx dx dx

dy dy 3 y 2 − ye xy y (3 y − e xy )
⇒ ( xe xy − 6 xy ) = 3 y 2 − ye xy ⇒ = =
dx dx xe xy − 6 xy x(e xy − 6 y )

Para simplificar ainda mais a resposta, pode substituir e xy = 3xy 2 ( da equação original) para obter

dy y (3 y − 3 xy 2 ) 3 y 2 (1 − xy ) y (1 − xy )
= = =
dx x(3 xy 2 − 6 y ) 3 xy ( xy − 2) x( xy − 2)

moderno e suas aplicações. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1999. Adaptação: Prof. Msc. Armando Paulo
da Silva, UTFPR - Campus Cornélio Procópio.

58

dy
Quando x e y se relacionam implicitamente através da equação F(x, y) = 0 a derivada é obtida do
dx
seguinte modo:

## • Derivamos F(x, y) em relação a x tomando y como função de x.

d F(x, y)
• Igualamos a zero.
dx

dy
dx

Exemplo:
dy
1) Sendo x4 – 3xy + y2 = 0, calcule .
dx
Solução:
d F(x, y)  dy  dy
Temos: F(x, y) = x4 – 3xy + y2 onde: = 4 x3 − 3  x + y  + 2 y .
dx  dx  dx

## Igualando a zero temos:

 dy  dy
4 x 3 − 3 x + y  + 2y =0
 dx  dx
ou

dy dy
4 x 3 − 3x − 3y + 2 y =0
dx dx
ou

dy
( 2 y − 3x ) = 3y − 4 x 3
dx

e portanto:

dy 3y − 4x 3
=
dx 2 y − 3x

## Referência: Texto adaptado do livro: RIGHETTO, A.; FERRAUDO, A. S. Cálculo Diferencial e

Integral. Vol. I, São Paulo: IBEC – Instituto Brasileiro de Edições Científicas Ltda, São Paulo, 1982.
Adaptação: Prof. M. Sc. José Donizetti de Lima, UTFPR - Campus Pato Branco.

## LISTA DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS PARA A REVISÃO DOS CONCEITOS

Ver nosso livro texto: GUIDORIZZI, 2001. v.1. páginas 191 e 192

59
UTILIZANDO O SOFTWARE MAPLE PARA CALCULAR DERIVADAS IMPLÍCITAS

Exemplos:

dy
1) Determine , se x 2 y + 2 y3 = 3x + 2 y .
dx
Solução:
Usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:
> restart:
> f:=x^2*y+2*y^3=3*x+2*y;
f := x 2 y + 2 y 3 = 3 x + 2 y
> f_linha:=implicitdiff(f,y,x);
2xy−3
f_linha := −
x + 6 y2 − 2
2

dy
2) Sendo x4 – 3xy + y2 = 0, calcule .
dx
Solução:
Solução:
Usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:
> restart:
> f:=x^4-3*x*y+y^2=0;
f := x 4 − 3 x y + y 2 = 0
> dy_dx:=implicitdiff(f,y,x);
4 x3 − 3 y
dy_dx :=
3x−2y

60
PR

61
dy
DIFERENCIAL: INTERPRETAÇÃO DE COMO UM QUOCIENTE
dx

dy
É comum, pensarmos em como uma simples notação para a derivada de y = f ( x) . A seguir
dx
dy
interpretaremos como um quociente entre dois acréscimos.
dx

## Inicialmente, vamos olhar para dx como um acréscimo em x e, em seguida, procuraremos uma

interpretação para o acréscimo dy .
dy
Sabemos que f ' ( x ) é o coeficiente angular da reta tangente T, no ponto ( x, f(x)) , e que = f ' ( x) .
dx
Se olharmos, então, para dy como o acréscimo na ordenada da reta tangente T, correspondente ao
dy
acréscimo dx em x , teremos = f ' ( x) .
dx

Assim,
dy
= f ' ( x) = tgα ou dy = f ' ( x ).dx
dx
Observe que
∆x = dx e ∆y = f ( x + dx ) − f ( x )
Onde: ∆y = f ( x + dx ) − f ( x ) é o acréscimo que a função sofre quando se passa de x a x + dx . O
acréscimo dy pode então ser olhado como um valor aproximado para ∆y ; evidentemente, o erro
" ∆y − dy" que se comete na aproximação de ∆y por dy será tanto menor quanto menor for dx .

Fixado x , podemos olhar para a função linear que a cada dx ∈ ℜ , associa dy ∈ ℜ , onde
dy = f ' ( x ).dx .Tal função denomina-se diferencial de f em x , ou simplesmente, diferencial de
y = f ( x) .

62
Exemplos:
1) Seja y = x 2 . Relacione ∆y com dy .
Solução:
dy
y = x2 ⇒ = 2x
dx

## Assim, a diferencial de y = x 2 é dada por:

dy = 2 x ⋅ dx
∆y = ( x + dx) 2 − x 2 ⇒ ∆y = x 2 + 2 x ⋅ dx + (dx) 2 − x 2 ⇒ ∆y = 2 x ⋅ dx + (dx) 2
e, portanto,
∆y − dy = 2 x.dx + (dx) 2 − 2 x.dx ⇒ ∆y − dy = (dx) 2
Observe que, quanto menor for dx , mais próximo estará dy de ∆y .

## 2) Utilizando diferencial, calcular um valor aproximado para o acréscimo ∆y que a função y = x 2

sofre quando se passa de x = 1 a 1 + dx = 1,001 . Calcule o erro.
Solução:
A diferencial de y = x 2 , em x , é: dy = 2 x.dx . Em x = 1 ⇒ dy = 2.dx .

Como dx = 0,001 , resulta que dy = 2.0,001 ⇒ dy = 0,002 é um valor aproximado para o acréscimo
∆y = (1,001) 2 − 12 = 0,002001 .
O erro que se comete na aproximação ∆y ≅ dy é igual a 0,000001 . Observe que 1 + dy = 1,002 é um
valor aproximado para (1,001) 2 , com erro igual a 10 −6 .
63
3) Seja A = π ⋅ r 2 . Calcule a diferencial de A = A(r ) . Interprete.
Solução:
dA
A = π ⋅r2 ⇒ = A' ( r ) = 2πr
dr
A diferencial de A = π .r 2 é dada por
dA = 2πr.dr
Interpretação:
A fórmula A = π .r 2 nos fornece a área de um círculo em função do raio r , dA = 2πr.dr é então um
valor aproximado para o acréscimo ∆A na área A correspondente ao acréscimo dr em r .

## Observe que ∆A é a área da região hachurada e que dA = 2πr.dr é a área de um retângulo de

comprimento 2πr ( 2πr é o comprimento da circunferência de raio r ) e altura dr . Vamos calcular o
erro que se comete na aproximação ∆A ≅ 2πr.dr .

## Temos: ∆A = π (r + dr ) 2 − πr 2 ⇒ ∆A = πr 2 + 2πdr + π (dr ) 2 − πr 2 ⇒ ∆A = 2πdr + π (dr ) 2

Assim: ∆A − dA = 2πrdr + π (dr ) 2 − 2πrdr ⇒ ∆A − dA = π (dr ) 2
Deste modo, o erro que se comete na aproximação ∆y ≅ dy é igual a π (dr ) 2 , que é a área de um
círculo de raio dr .

## 4) Utilizando diferencial, calcular um valor aproximado para 1,01 . Avalie o erro.

Solução:
Consideremos a função y = x . Primeiramente vamos calcular dy para x = 1 e dx = 0,01 .

Temos:

1
dy = dx
2 x

Em x = 1

1
dy = dx
2

1
Portanto, dy = .0,01 = 0,005 para dx = 0,01 . Assim, 1 + dy = 1,005 é um valor aproximado (por
2
excesso) de 1,01 . Como 1,004 é um valor aproximado por falta ( (1,004) 2 < 1,01 ) segue que
1,01 ≅ 1,005 com erro, em módulo, inferior a 0,001 .

64
5) Utilizando diferencial, calcular um valor aproximado para 2 . Avalie o erro.
Solução:
Consideremos a função y = x . Primeiramente vamos calcular dy para x = 1 e dx = 1 .
1 1
Temos: dy = dx , em x = 1 => dy = dx
2 x 2
1
Portanto, dy = .1 = 0,5 para dx = 1 . Assim, 1 + dy = 1,5 é um valor aproximado (por excesso) de
2
2 . Como 1,4 é um valor aproximado por falta ( (1,4) 2 < 2 ) segue que 2 ≅ 1,5 com erro, em
módulo, inferior a 0,1 .

## DIFERENCIAL - MATERIAL COMPLEMENTAR

dy ∆y f ( x + ∆x ) − f ( x )
f ' ( x) = = lim = lim
dx ∆x → 0 ∆x ∆x → 0 ∆x
Assim,
dy = f ' ( x).dx e ∆y = f ( x + ∆x ) − f ( x )
∆y ≅ dy quando ∆x → 0

Nota: Quanto mais próximo ∆x estiver de zero, melhor será a aproximação de dy por ∆y

## A definição da derivada f ' ( x0 ) é:

∆y
f ' ( x 0 ) = lim
∆ x → 0 ∆x

## expressão esta que pode ser escrita na forma equivalente

∆y
= f ' ( x0 ) + ε
∆x
Onde: ε → 0 quando ∆x → 0
escrever o incremento ∆y na forma
∆y = f ' ( x0 ).∆x + ε .∆x
Onde: ε → 0 quando ∆x → 0
Visto que em geral, f ' ( x0 ) ≠ 0 , o produto f ' ( x0 ).∆x é uma quantidade infinitamente pequena, da
mesma ordem que ∆x quando ∆x → 0 . Por outro lado, ε .∆x é sempre uma quantidade infinitamente
pequena de ordem superior em relação a ∆x , visto que
ε .∆x
lim = lim ε = 0
∆x → 0 ∆x ∆x → 0

pois: ε → 0 quando ∆x → 0

Assim, o crescimento ∆y da função y compõe-se de dois termos, sendo que o primeiro ( f ' ( x) ≠ 0 )
é chamado de parte principal do crescimento, é uma função linear de ∆x . A segunda parte é o erro que
se comete nessa aproximação.
Em geral, se a função y = f (x ) admite derivada f ' ( x0 ) , o produto f ' ( x0 ).∆x é chamado diferencial
desta função e denota-se por dy ou df ( x0 ) , ou seja: dy = f ' ( x0 ).∆x

65
Aplicação:

## 1) Determinar o peso (a massa) aproximada de um tubo de cobre de 1 m de comprimento, diâmetro

interno 2 cm e espessura da parede 2 mm. A densidade (massa / volume) do cobre é 8,8 g/cm 3 . P
P

## Solução: Sabemos que: 2 mm = 0,2 cm; os raios são: R = 1,2 cm e r = 1 cm.

Por outro lado, o volume de um cilindro é dado por: V = π .r 2 .h , e nesse caso a altura h é
fixa.
dV
De V = π .r 2 .h , temos: = 2.π .r.h ⇒ dV = 2.π .r.h.dr
dr
Para o nosso problema: r = 1 cm; h = 100 cm e dr = ∆r = 0,2 cm

massa
volume

## Assim, m = 125,66371 × 8,8 ≅ 1.105,84 g

2) Usando os dados do exemplo anterior, determine o valor exato e compare com o valor estimado,
mostrando assim o erro que se comete em tal aproximação.
Solução:
Neste problema temos envolvido dois cilindros de raios: R = 1,2 cm e r = 1 cm, ambos com altura
h = 100 cm. E o volume procurado é o volume compreendido entre o cilindro de raio R e o de raio r.

## Assim, m = 138,23008 × 8,8 ≅ 1.216,42 g

110,58
O erro é dado por: 1.216,42 − 1.105,84 = 110,58 g, ou percentualmente: ≅ 9%
1.216,42

66
LISTA DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS PARA A REVISÃO DOS CONCEITOS

## 1) Encontrar o diferencial dy e o crescimento ∆y da função y = x 2 . Avalie o erro que se comete

nessa aproximação:
a) Para os valores arbitrários de x e de ∆x .
b) Para x = 20 e ∆x = 0,1
Resposta:
a) dy = 2 x ⋅ dx ; ∆y = 2 x ⋅ ∆x + (∆x) 2 , mas dx = ∆x , logo: ∆y = 2 x ⋅ dx + (dx) 2 ;
erro = ∆y − dy = (dx) 2
b) dy = 2.20.0,1 = 4 ; ∆y = 2.20.0,1 + (0,1) 2 = 4,01 ; erro = 4,01 − 4 = 0,01 = 10 −2 ou 0,25%

2) Calcule a diferencial.
x
a) y = x 3 b) y = x 2 − 2 x c) y = d) y = 3 x
x +1
1 1
Resposta: a) dy = 3x 2 dx b) dy = ( 2 x − 2) dx c) dy = dx d) dy = dx
( x + 1) 2 3 x2
3

3) Seja A = l 2 , l > 0 .
a) Calcule a diferencial.
b) Interprete geometricamente o erro que se comete na aproximação de ∆A por dA . (Olhe para A = l 2
Resposta: a) dA = 2l ⋅ dl b)

4
4) Seja V = πr 3 , r > 0 .
3
a) Calcule a diferencial.
b) Interprete geometricamente dV . (Lembre-se que V é o volume da esfera de raio r e que 4πr 2 é a
área da superfície esférica de raio r ).
Resposta: a) dV = 4πr 2 ⋅ dr b)

5) Seja y = x 2 + 3 x .
a) Calcule a diferencial.
b) Calcule o erro que se comete na aproximação de ∆y por dy .
Resposta: a) dy = ( 2 x + 3) ⋅ dx b) (dx) 2

## NOTA: O LIVRO DO SWOKOWSKI, VOLUME I, TEM VÁRIAS APLICAÇÕES

67
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bibliografia Básica:
FLEMMING, D. M.; GONÇALVES, B. G. Cálculo A: Funções, Limite, Derivação, Integração, 5a
ed. São Paulo: Makrow Books, 1992.

## FLEMMING, D. M.; GONÇALVES, B. G. Cálculo B: Funções de Várias Variáveis, Integrais

Duplas e Triplas. São Paulo: Makrow Books, 1999.
FLEMMING, D. M.; GONÇALVES, B. G. Cálculo C: Funções Vetoriais, Integrais Curvilíneas,
Integrais de Superfície. São Paulo: Makrow Books, 1999.
GUIDORIZZI, H. L. Um Curso de Cálculo, 5a ed. Vol. I, São Paulo: LTC - Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., 2001

GUIDORIZZI, H. L. Um Curso de Cálculo, 5a ed. Vol. II, São Paulo: LTC - Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., 2001
GUIDORIZZI, H. L. Um Curso de Cálculo, 5a ed. Vol. III, São Paulo: LTC - Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., 2001
GUIDORIZZI, H. L. Um Curso de Cálculo, 5a ed. Vol. IV, São Paulo: LTC - Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., 2001

HOFFMANN, L. D., Cálculo: Um Curso Moderno e suas Aplicações, 7a ed. Rio de Janeiro: LTC -
Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., 2004.
RIGHETTO, A.; FERRAUDO, A. S. Cálculo Diferencial e Integral. Vol. I, São Paulo: IBEC –
Instituto Brasileiro de Edições Científicas Ltda, São Paulo, 1982

RIGHETTO, A.; FERRAUDO, A. S. Cálculo Diferencial e Integral. Vol. II, São Paulo: IBEC –
Instituto Brasileiro de Edições Científicas Ltda, São Paulo, 1982

Bibliografia de Apoio:
ANTON, H. Cálculo, um novo horizonte. Trad. Cyro de C. Patarra e Márcia Tamanaha. 6. ed. Porto
Alegre: Bookman, Vol.I, 2000.
ANTON, H. Cálculo, um novo horizonte. Trad. Cyro de C. Patarra e Márcia Tamanaha. 6. ed. Porto
Alegre: Bookman, Vol.II, 2000.

LEITHOLD, L. O Cálculo com Geometria Analítica. Vol. I, São Paulo: Harbra, 1986.
LEITHOLD, L. O Cálculo com Geometria Analítica. Vol. II, São Paulo: Harbra, 1986.
MUNEN, F. Cálculo. Vol. II, Rio de Janeiro: Editora Guanabara Dois S.A., 1982.
LARSON, H. E. Cálculo com Aplicações. Trad. Alfredo Alves de Farias. Rio de Janeiro: LTC, 1995.
SWOKOWSKI, E. W. Cálculo com Geometria Analítica. 2. ed. Vol. I, São Paulo: Makrow Books,
1994.
SWOKOWSKI, E. W. Cálculo com Geometria Analítica. 2. ed. Vol. II, São Paulo: Makrow Books,
1994.
SIMMONS, G. Cálculo com Geometria Analítica. São Paulo: McGraw-Hill, v. 2, 1987.

______________________________________
Prof. M. Sc. José Donizetti de Lima

68
PR

69
Assunto: Aplicações de Derivadas - Máximos e Mínimos

## Tema: Máximos e Mínimos (Maximização de lucros e minimização de custos)

Duração: 50 minutos

## Verificação da aprendizagem ou procedimentos de avaliação: Resolução de lista de exercícios,

trabalhos práticos, avaliações escritas, etc.

## Pré-requisitos: O acadêmico deve apresentar domínio sobre:

• Funções e limites.
• A ideia intuitiva de derivada como taxa de variação, como velocidade ou como a inclinação de
uma curva em um ponto.
• A interpretação geométrica da derivada – geometria analítica.
• As derivadas das principais funções elementares e as regras operatórias das derivadas.
• O entendimento do estudo das derivadas, como uma poderosa ferramenta para analisar como
variam as funções.
• Aplicações das derivadas à cinemática.
• Trigonometria (tangente).

Objetivo geral: Compreender e aplicar as técnicas do Cálculo Diferencial e Integral para funções reais
de uma variável real, dando ênfase às suas aplicações.

Objetivo específico: Por intermédio de um enfoque informal trabalhar o comportamento local de uma
função (máximos, mínimos, pontos de inflexão, etc.), um dos tópicos de muitas aplicações dentro e
fora da matemática.

Objetivos:

• Compreender e aplicar a técnica derivada para funções reais de uma variável real, dando ênfase às
suas aplicações, bem como aplicar esses conceitos em exercícios e problemas.
• Proporcionar ao aluno uma visão crítica, prática e objetiva da utilização dos recursos proveniente
das aplicações das derivadas no dia a dia.
• Reconhecer as dificuldades existentes nos fundamentos matemáticos, sanando-os através da aula
• Compreender e aplicar as técnicas do Cálculo Diferencial e Integral para funções reais de uma
variável real, dando ênfase às suas aplicações, bem como aplicar esses conceitos em exercícios e
problemas.

70
MÁXIMO, MÍNIMO DE FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL

Sabemos que a derivada de uma função em um ponto específico, representa a taxa de variação (ou
coeficiente angular da reta tangente) da mesma nesse ponto. Neste momento, estamos preocupados em
como determinar se a função é crescente, decrescente ou constante em um intervalo especificado I. E
também, como determinar o(s) ponto(s) de máximo, mínimo ou de inflexão (caso existam)?
Exemplos:
1) Consideremos inicialmente a função polinomial do 1o grau, dada por: f ( x) = ax + b , com a, b ∈ ℜ.
A derivada desta função é dada por: f ' ( x) = a . Portanto, temos:
• Se a > 0 ⇒ f ' ( x) > 0 e, neste caso sabemos que a função é crescente.
• Se a < 0 ⇒ f ' ( x) < 0 e, neste caso sabemos que a função é decrescente.
• Se a = 0 ⇒ f ' ( x) = 0 e, neste caso sabemos que a função é constante.

## 2) Agora, vamos considerar a função polinomial do 2o grau, dada por: f ( x) = ax 2 + bx + c , com

a, b, c ∈ ℜ e a ≠ 0. A derivada desta função é dada por: f ' ( x) = 2ax + b .

b
Neste caso, se fizermos f ' ( x) = 0 ⇒ 2ax + b = 0 ⇒ x = −
, que representa a abscissa do vértice da
2a
parábola, teremos determinado a abscissa do ponto de máximo (se a < 0 ) ou abscissa do ponto de
mínimo (se a > 0 ).

## • Se f ’ (x) = 0 ⇒ f é constante no intervalo I.

Geometricamente, temos:

71
ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DE FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL

Motivação: Qual deve ser a melhor forma de um recipiente para minimizar o custo de fabricação do
mesmo? Qual é a aceleração máxima que se pode obter em determinado experimento? Ou ainda: Dado
Atotal = Fixa. Qual o volume máximo? Dado V = Fixo. Qual a área mínima?

## Conceitos: Seja f uma função contínua em um intervalo I, temos:

• Se ∀ x2 > x1 ⇒ f ( x2 ) > f ( x1 ) , então f é crescente no intervalo I.
• Se ∀ x2 > x1 ⇒ f ( x2 ) < f ( x1 ) , então f é decrescente no intervalo I.
• Se ∀ x2 > x1 ⇒ f ( x2 ) = f ( x1 ) , então f é constante no intervalo I.
VARIAÇÃO DE UMA FUNÇÃO

π π
0 <α < <α <π
2 2
a = tg α = f ' ( x) a = tg α = f ' ( x)

Quando teremos um ponto de máximo? Resposta: Se a função for crescente até o ponto crítico e
depois desse ponto decrescer. Esta e outras conclusões são sintetizadas a seguir:

## 1o) Determine f ’ (x).

2o) Determine os pontos críticos de f, isto é, os valores de x para os quais f ’ (x) = 0, ou para os quais
f ’ (x) = 0 não existe.

## 3o) Aplique o teste da derivada primeira, ou seja:

• Ponto de Máximo

• Ponto de Mínimo

72
• Ponto de inflexão

ou

Notas importantes:
1) Tome um valor antes e um depois do ponto crítico (cuidado: este valor escolhido deve ser o mais
próximo possível do ponto crítico, para garantir que entre o ponto crítico e o que você escolheu não
exista um outro crítico, neste caso a sua classificação poderia estar completamente errada). Se
tivermos sinais opostos serão extremos.
2) O teste da derivada primeira para extremos relativos estabelece essencialmente que se f for
contínua em c e f ’ (x) mudar o sinal algébrico de positivo para negativo quando x cresce através
de c, então f terá um valor máximo relativo em c, e se f ’ (x) mudar o sinal algébrico de negativo
para positivo enquanto x cresce através de c, então f terá um valor mínimo relativo em c.
Exemplos:
1) Determine o valor mínimo da função f ( x) = x 2 − 8 x + 15 .
Solução: Geometricamente, usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:
> plot(x^2-8*x+15,x=0..8,y=-2..14,color=black);

Como
f ( x) = x 2 − 8 x + 15 ⇒ f ' ( x) = 2 x − 8 .
Fazendo f ' ( x) = 0 , temos:
2 x − 8 = 0 ⇒ x = 4 (ponto crítico).

## Estudando o sinal da expressão 2 x − 8, temos:

4
Logo,
x = 4 é ponto de mínimo da função dada
e o valor mínimo da função é:
f (4) = 4 2 − 8 ⋅ 4 + 15 = 16 − 32 + 15 = −1
73
2) Determine e classifique os pontos críticos das seguintes funções:

## d) f ( x) = − x 2 + 12 x − 35 ⇒ Ponto Crítico: P(6, 1) que é um ponto de máximo local.

74
3) Estude o comportamento da função f ( x) = x 3 − 6 x 2 + 9 x + 1 , ou seja, determine:
a) Intervalo(s) de crescimento. Resposta: ] -∞, 1] ∪ [3, +∞[
b) Intervalo(s) de decrescimento. Resposta: [1, 3]
c) Ponto(s) de Máximo relativo (local), caso existam. Resposta: (1, 5)
d) Ponto(s) de Mínimo relativo (local), caso existam. Resposta: (3, 1)
e) Calcule os limites que julgar necessários.
f) Construa o gráfico da função dada.
Solução:
1o Passo) Determinar f ’ (x):
f ’ (x) = 3x2 – 12x + 9
2o Passo) Resolver a equação f ’ (x) = 0:
3x2 – 12x + 9 = 0 ⇒ x2 – 4x + 3 = 0 ⇒ x = 1 ou x = 3
Assim, x = 1 e x = 3, são os pontos críticos de f.
3o Passo) Para determinar se f tem um extremo relativo nesses pontos, aplicamos o teste da derivada
primeira.
x f(x) f ’ (x) Conclusão:
x<1 + f é Crescente.
x=1 5 0 f tem um Valor Máximo relativo (local).
1<x<3 - f é Decrescente.
x=3 1 0 f tem um Valor Mínimo relativo (local).
x>3 + f é Crescente.
Portanto, o valor máximo relativo de f ocorre em x =1, e vale 5, ou seja: f(1) = 5. Por outro lado, o
valor mínimo relativo de f ocorre em x = 3, e vale 1, ou seja: f(3) = 1.
Usando o software de manipulação algébrica Maple construir o gráfico da função em análise, temos:
> plot(x^3-6*x^2+9*x+1,x=-1..6,y=-1..6);

> Limit(x^3-6*x^2+9*x+1,x=-infinity)=limit(x^3-6*x^2+9*x+1,x=-infinity);
lim x 3 − 6 x2 + 9 x + 1 = −∞
x → ( −∞ )

> Limit(x^3-6*x^2+9*x+1,x=infinity)=limit(x^3-6*x^2+9*x+1,x=infinity);
lim x 3 − 6 x2 + 9 x + 1 = ∞
x→∞

75
x3
− 6 x 2 + 35 x + 70
4) Determine e classifique os pontos críticos da seguinte função: f ( x) =
3
Resposta: Pontos Críticos: Ponto de Máximo: P(5, 410/3) e Ponto de Mínimo: P(7, 406/3)
Solução: Usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:
> restart:
> Diff(x^3/3-6*x^2+35*x+70,x)=diff(x^3/3-6*x^2+35*x+70,x);
∂ 1 3 
 x − 6 x 2 + 35 x + 70  = x 2 − 12 x + 35
∂x  3 
> solve(x^2-12*x+35,{x}); { x = 7 }, { x = 5 }
> plot(x^3/3-6*x^2+35*x+70,x=4..8);

1 3
> f:=x->x^3/3-6*x^2+35*x+70; f := x → x − 6 x 2 + 35 x + 70
3
410
> f(5);
3
> evalf(%); 136.6666667
406
> f(7);
3
> evalf(%); 135.3333333
Conclusão: Ponto de Mínimo: P(7, 406/3) e Ponto de Máximo: P(5, 410/3).
5) Estude a função f ( x) = x 3 em relação à ponto de máximo, mínimo ou inflexão.
Resposta: Ponto Crítico: P(0, 0) que é um ponto de inflexão (mudança de concavidade da função).
Solução:
Usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:
> plot(x^3,x=-2..2,y=-8..8);

## • f ( x) = x 3 ⇒ f ' ( x) = 3x 2 ⇒ 3 x 2 = 0 ⇒ x = 0 (ponto crítico).

• f ' (−1) = 3 ⋅ (−1) 2 = 3 > 0 ⇒ função crescente.
• f ' (1) = 3 ⋅ (1) 2 = 3 > 0 ⇒ função crescente.
• Portanto em x = 0 , não temos nem um ponto de mínimo, nem ponto de máximo, mas sim um
ponto de inflexão (mudança de concavidade da função).
76

A concavidade da curva de uma função f pode ser determinada por meio do sinal da derivada de
segunda ordem de f, ou seja:

 f '' (x) > 0 concavidade voltada para cima (em um certo intervalo aberto).

 f '' (x) < 0 concavidade voltada para baixo (em um certo intervalo aberto).

• MÁXIMOS E MÍNIMOS

A partir do sinal da derivada de segunda ordem de uma função f, além da concavidade, pode-se obter
pontos de máximos ou mínimos, relativos a um certo intervalo desta função. Sendo o gráfico a seguir
de uma função f qualquer, tem-se:

Análise gráfica:
 x1 = abscissa de um ponto de máximo local.
 x2 = abscissa de um ponto de mínimo local.
 x3 = abscissa de um ponto de máximo local.
Observa-se que as retas tangentes r1, r2, e r3 nos pontos de abscissas x1, x2 e x3 respectivamente, são
paralelas ao eixo x, logo a derivada de f se anula para x1, x2 e x3, ou seja, f ’ (x1) = f ’ (x2) = f ’ (x3) = 0.

## • TESTE DA DERIVADA 2a PARA DETERMINAR PONTOS DE MÁXIMO OU DE

MÍNIMO LOCAL
A fim de verificar se um ponto que anula a derivada primeira de uma função representa um ponto de
máximo ou mínimo local, faz-se o teste da derivada de segunda ordem, ou seja:
 1o passo: Deriva-se a função.
 2o passo: Iguala-se a derivada primeira a zero.
 3o passo: Determinam-se as raízes da derivada primeira.
 4o passo: Teste da derivada de segunda ordem, ou seja:
- Se f ’’(x0) > 0, então x0 = abscissa de mínimo local e f(x0) é o valor mínimo local de f.
- Se f ’’(x0) < 0, então x0 = abscissa de máximo local e f(x0) é o valor máximo local de f.
77
• ALGORITMO DO TESTE DA 2a DERIVADA

## 1o Passo) Calcular f ’(x).

2o Passo) Resolver o sistema f ’(x) = 0, para determinar os candidatos a ponto de máximo, mínimo ou
inflexão.
3o Passo) Calcular f ’’(x).

## • Se f ’’(xc) < 0 ⇒ xc é a abscissa do ponto de máximo local.

• Se f ’’(xc) = 0 ⇒ nada a concluir pelo teste da 2a derivada. Neste caso, utilize um outro método ou
uma outra técnica.

Exemplos:

## 1) Determine o valor mínimo da função f ( x) = x 2 − 8 x + 15 .

Solução: Geometricamente, usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:
> plot(x^2-8*x+15,x=0..8,y=-2..14,color=black);

Como
f ( x) = x 2 − 8 x + 15 ⇒ f ' ( x) = 2 x − 8 .

## Fazendo f ' ( x) = 0 , temos:

2 x − 8 = 0 ⇒ x = 4 (ponto crítico).

## e o valor mínimo da função é:

f (4) = 4 2 − 8 ⋅ 4 + 15 = 16 − 32 + 15 = −1

78
2) Determine e classifique os pontos críticos das seguintes funções:
a) f ( x) = x 2 − 6 x + 8 ⇒ Pontos Crítico: P(3, -1) que é um ponto de mínimo local.

## d) f ( x) = − x 2 + 12 x − 35 ⇒ Pontos Crítico: P(6, 1) que é um ponto de máximo local.

x3
3) Determine e classifique os pontos críticos da seguinte função: f ( x) = − 6 x 2 + 35 x + 70
3
Resposta: Pontos Críticos: Ponto de Máximo: P(5, 410/3) e Ponto de Mínimo: P(7, 406/3)
Solução: Usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:
> restart:
> Diff(x^3/3-6*x^2+35*x+70,x)=diff(x^3/3-6*x^2+35*x+70,x);
∂ 1 3 
 x − 6 x 2 + 35 x + 70  = x 2 − 12 x + 35
∂x  3 
> solve(x^2-12*x+35,{x}); { x = 7 }, { x = 5 }
> plot(x^3/3-6*x^2+35*x+70,x=4..8);

1 3
> f:=x->x^3/3-6*x^2+35*x+70; f := x → x − 6 x 2 + 35 x + 70
3
410
> f(5);
3
> evalf(%); 136.6666667
406
> f(7);
3
> evalf(%); 135.3333333

## Conclusão: Ponto de Mínimo: P(7, 406/3) e Ponto de Máximo: P(5, 410/3).

79
4) Determine e classifique o ponto crítico da seguinte função: f ( x) = ( x − 1) 4 = x 4 − 4 x 3 + 6 x 2 − 4 x + 1
Solução:
f ' ( x ) = 4x 3 − 12x 2 + 12x − 4 = ( x − 1) 4
f ' ( x) = 0 ⇒ 4 x 3 − 12 x 2 + 12 x − 4 = 0 ⇒ xc = 1
f ' ' ( x) = 12 x 2 − 24 x + 12
f ' ' (1) = 0 ⇒ Nada a concluir pelo teste da 2a derivada. Neste caso, devemos usar um outro método
ou uma outra técnica.

## Particularmente, neste exemplo, trabalhando diretamente com a função f ( x) = ( x − 1) 4 , vemos

claramente que x = 1 é um ponto de mínimo global da função em estudo.

Neste caso, poderíamos utilizar o teste da vizinhança: f (1) = 0, f (0) = 1 e f (2) = 1 . Neste contexto, é
melhor estudar o sinal da 1a derivada.

## Solução: Usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:

> restart:
4 3 2
> expand((x-1)^4); x − 4 x + 6 x − 4 x + 1
> Diff(x^4-4*x^3+6*x^2-4*x+1,x)=diff(x^4-4*x^3+6*x^2-4*x+1,x);
∂ 4
( x − 4 x3 + 6 x2 − 4 x + 1 ) = 4 x 3 − 12 x2 + 12 x − 4
∂x
> solve(4*x^3-12*x^2+12*x-4=0,{x}); { x = 1 }, { x = 1 }, { x = 1 }
> plot((x-1)^4,x=-2..5,y=-2..10);

80
5) Aplicação: Modelagem Matemática no Ensino: BIEMBENGUT, Maria Salett, pág. 48-49.
V (h) = 400h − 80h 2 + 4h 3 . DIGITAR O ENUNCIADO, COPIAR DO LIVRO.
Solução: Usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:
> restart:
2 3
> V:=400*h-80*h^2+4*h^3; V := 400 h − 80 h + 4 h

> Diff(V,h)=diff(V,h); ( 400 h − 80 h 2 + 4 h 3 ) = 400 − 160 h + 12 h 2
∂h
10
> solve(400-160*h+12*h^2=0,{h}); { h = 10 }, { h = }
3
2
> V_linha:=400-160*h+12*h^2; V_linha := 400 − 160 h + 12 h
> V_2linha:=diff(V_linha,h); V_2linha := −160 + 24 h
> subs(h=10,V_2linha); 80
> subs(h=10/3,V_2linha); -80
> subs(h=10,V); 0
16000
> subs(h=10/3,V);
27
> evalf(%); 592.5925926

Conclusão: Ponto de Mínimo: P(10, 0) e Ponto de Máximo: P(10/3, 16000/27). Portando a capacidade
Mínima é de aproximadamente 593 mL.

6) Entre os retângulos de área A dada (fixa) determine o que possui perímetro mínimo? Faça isto
usando os seus conhecimentos de cálculo diferencial e integral de uma variável.
Solução:
P = 2x + 2 y (1)

## A = x ⋅ y = k , k dado, fixo (constante) (2)

k 2k
Como, x ⋅ y = k ⇒ y = . Logo, P ( x) = 2 x +
x x

2k
P ' ( x) = 2 + (2k ) ⋅ (−1) ⋅ x −2 ⇒ P ' ( x) = 2 −
x2

2k 2k
0 = 2− 2
⇒ 2
= 2 ⇒ k = x2 (3)
x x

## Substituindo (3) em (2), temos:

*
x ⋅ y = x 2 ⇒ y = x (* pois: x ≠ 0 )

81
7) Entre os retângulos de perímetro P (dado), qual a figura plana que possui a área máxima e qual é
essa área máxima? Faça isto usando os seus conhecimentos do ensino fundamental e médio.
Solução:

p − 2x
P = 2x + 2 y ⇒ =y
2
A = x.y

(p - 2x) p ⋅ x p
A= x. = − x2 a = −1 , b = ,c=0
2 2 2

px
− x2 = 0
2

p  p p
x ⋅ − x = 0 ⇒ − x = 0 ⇒ x = ou x = 0
2  2 2

p p
b p 1 p
xv = − =− 2 = 2 = . =
2a 2(−1) 2 2 2 4

 p  2 
  − 4 ⋅ (−1) ⋅ 0 p2
 2   p2 1 p2
=−

Área máxima = y v = − =− 4 = ⋅ =
4a 4 ⋅ (−1) −4 4 4 16

P
4
e sua área máxima é dada por

p2
Amáxima =
16

Exemplo em umérico:

P = 20 m ⇒

p 20
4 4
e

p 2 20 2 400
Amáxima = = = = 25 m2.
16 16 16

82
8) Entre os retângulos de perímetro P (dado), qual a figura plana que possui a área máxima e qual é
essa área máxima? Faça isto usando os seus conhecimentos de cálculo diferencial e integral de
uma variável.
Solução:

P − 2x
P = 2x + 2 y ⇒ y =
2

(P - 2x) P ⋅ x
A = x.y ⇒ A= x. = − x 2 = A( x)
2 2

P
(i) Passo 1) A ' ( x) = − 2x
2

p P P
(ii) Passo 2) − 2x = 0 ⇒ = 2x ⇒ x =
2 2 4

P − 2x
Mas y = , desta forma:
2

P P P
P − 2⋅ P−
y= 4 = 2 = 2 =P
2 2 2 4

P
Logo, x = y =
4

P P P2
Área máxima = A = ⋅ =
4 4 16

Exemplo em umérico:

40
P = 40 m ⇒ x = y = = 10 m
4

40 2 1600
Amáxima = = = 100 m2.
16 16

83
• PONTO DE INFLEXÃO

## Assim, temos: f ' ( x) = 3x 2 = 0 ⇒ x = 0 e f ' ' ( x) = 6 x ⇒ f ' ' (0) = 0 .

Por outro lado, f ' ' ' ( x) = 6 ⇒ f ' ' ' (0) = 6 ≠ 0 .

## Portanto x = 0 é ponto de inflexão de f ( x) = x 3 .

Geometricamente, temos:

## Nota: No ponto x = 0 há uma inversão na concavidade da função f(x) = x3.

Desta forma, para a função f ( x) = x 3 ⇒ Ponto Crítico: P(0, 0) que é um ponto de inflexão (mudança

## Usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:

> plot(x^3,x=-2..2,y=-8..8);

84
Exemplos: Maximização dos Lucros e/ ou Minimização dos Custos

## Introdução: Inicialmente, recordemo nos de que extremos absolutos em um intervalo fechado a

≤ x ≤ b devem ocorrer em pontos singulares (ou críticos) ou nas fronteiras. Se há somente um ponto
crítico (c, f(c)), ele é o máximo absoluto se f ’’(c) < 0 e o mínimo absoluto se f’’’(c) > 0. Havendo mais
de um ponto crítico, classifica-se um de cada vez, utilizando-se a técnica da análise da concavidade da
função feita através do estudo do sinal da segunda derivada.

## 1) Suponha que o lucro de um fabricante de rádios seja dado pela função

P ( x) = 400 ⋅ (15 − x) ⋅ ( x − 2) , onde x é preço pela qual os rádios são vendidos. Determine o preço
de venda que maximiza o lucro. Determine, também esse lucro máximo.
Solução:
Geometricamente, usando o Maple, temos:

> plot(400*(15-x)*(x-2),x=0..17,color=black);

## Fazendo P ' ( x) = 0 , temos: − 800 x + 6800 = 0 ⇒ x = 8,5 (ponto crítico)

P ' ' ( x) = −800 ⇒ P ' ' (8,5) = −800 < 0 ⇒ x = 8,5 é ponto de máximo e o lucro máximo é

## P (8,5) = 400 ⋅ (15 − 8,5) ⋅ (8,5 − 2) = 400 ⋅ 6,5 ⋅ 6,5 = 16.900

85
2) Uma empresa fabrica determinado produto e o vende ao preço unitário de R\$ 70,00. O custo total C
(em reais) para produzir n unidades é dado por C(n) = 2n3 – 3n2 – 2n + 5. Se toda a produção é
absorvida pelo mercado consumidor, qual é a quantidade produzida que gera um lucro máximo?
Qual é o valor desse lucro?
Solução:

## Inicialmente, utilizamos o Maple, para ver o comportamento da função lucro:

> plot(-2*n^3+3*n^2+72*n-5,n=-10..10,color=black);

## Lucro = Receita – Custo

ou seja:
L(n) = 70n – (2n3 – 3n2 – 2n + 5) = – 2n3 + 3n2 + 72n – 5

## Pesquisando os extremantes dessa função, temos:

L’ (n) = – 6n2 + 6n + 72 = 0 => n = 4 ou n = -3 (não serve, pois não existe produção negativa)

## L(4) = – 2 . 43 + 3 . 42 + 72 . 4 – 5 = -128 + 48 + 288 – 5 = 203

86
3) Um fabricante de caixas de papelão pretende fazer caixas abertas a partir de folhas de cartão
possível. Qual é o volume máximo?

Solução:

Acompanhe a construção

⇒ ⇒
Dobrando

## O volume da caixa corresponde ao volume do paralelepípedo cujas dimensões são:

24 − 2 x, 24 − 2 x e x . Volume esse determinado por:

## Note que, se x = 12, a construção não é possível de ser feita.

V ' ' ( x) = 24 x − 192 ⇒ V ' ' (4) = 96 − 192 = −96 < 0 ⇒ x = 4 é ponto de máximo local

## V (4) = 4 ⋅ 4 3 − 96 ⋅ 4 2 + 576 = 1024 cm 3

87
ANEXO I - LISTA DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS PARA A REVISÃO DOS CONCEITOS
Resolva os seguintes problemas:
1) Um fabricante precisa produzir caixas de papelão, com tampa, tendo na base um retângulo com
comprimento igual ao triplo da largura. Calcule as dimensões que permitem a máxima economia
de papelão para produzir caixas de volume de 36 m3.
Resposta: Comprimento: 6 m, Largura: 2 m e altura: 3m

2) Uma caixa sem tampa, de base quadrada, deve ser construída de forma que o seu volume seja
2.500m3. O material da base vai custar R\$ 1.200,00 por m2 e o material dos lados R\$ 980,00 por
m2. Determine as dimensões da caixa de modo que o custo do material seja mínimo. Qual é esse
custo? Resposta: h = 2500/x2 => comprimento = ; largura = ; e altura = .

3) Usando uma folha quadrada de cartolina, de lado 12 cm, deseja-se construir uma caixa sem tampa,
cortando em seus cantos quadrados iguais e dobrando convenientemente a parte restante.
maior possível.

4) Um galpão deve ser construído tendo uma área retangular de 12.100 m2. A prefeitura exige que
exista um espaço livre de 25 m na frente, 20 m atrás e 12 m em cada lado. Determine as dimensões
do lote que tenha a área mínima na qual possa ser construído este galpão.
Resposta: 104,33m x 195,62m

5) Um fazendeiro deve cercar dois pastos retangulares, de dimensões a e b, com um lado comum a. Se
cada pasto deve medir 400 m2 de área, determinar as dimensões a e b, de forma que o comprimento
da cerca seja mínimo.

6) Uma cidade X é atingida por uma moléstia epidêmica. Os setores de saúde calculam que o número
de pessoas atingidas pela moléstia depois de um tempo t (medido em dias a partir do primeiro dia
t3
3
a) Qual é a razão da expansão da epidemia no tempo t = 4?
b) Qual é a razão da expansão da epidemia no tempo t = 8?
c) Quantas pessoas serão atingidas pela epidemia no 5o dia?

7) Suponha que o custo total de fabricação de q unidades de certo produto seja de:
C(q) = 3q2 + q + 500
a) Utilize a análise marginal para estimar o custo de fabricação da 41a unidade
b) Calcule o custo real de fabricação da 41a unidade.
Nota: O custo marginal é a derivada da função custo total c(q).
1
8) A equação do movimento de um corpo em queda livre é s = gt2 onde g = 9.8m/s2 é a aceleração
2
da gravidade. Determinar a velocidade e a aceleração do corpo em um instante qualquer t.

9) Uma partícula percorre uma curva segundo a lei e = 10 + 6t2 – t3 (e em metros e t em segundos).
Determinar:
a) O instante em que a velocidade é nula
b) A aceleração nesse instante
c) O espaço percorrido até este instante

## 10) Determine os máximos e os mínimos relativos de f aplicando o critério da derivada segunda:

x( x − 1) 2
a) f(x) = 18x + 3x2 – 4x3 b) f(x) = 2
c) f(x) = x3 – 3x2 d) f(x) = x.(x – 1)2.
x
88
Economia e Ciências Contábeis. Curitiba: Juruá, 2002. 322p.
As aplicações de derivadas em problemas de economia, administração e engenharia de produção
exigem o conhecimento de algumas funções que definiremos em seguida.
• Receita total: R(x) = p.x (gerada pela venda de x unidades ao preço unitário p)
• Custo total: C(x) (custo total de produção de x unidades do produto)
• Receita média: RMe(x) = R(x)/x (gerada pela venda de x unidades)
• Custo médio: CMe(x) = C(x)/x (custo médio de produção de cada unidade do produto)
• Lucro: L(x) = R(x) - C(x) (lucro ao produzir e vender x unidades do produto)
• Receita marginal: RMg(x) = dR(x)/dx = R’(x) (taxa de acréscimo na receita total, em relação
ao acréscimo na produção)
• Custo marginal: CMg(x) = dC(x)/dx = C’(x) (ao nível de produção x é aproximadamente
igual ao custo de produção de uma unidade a mais)
que corresponde à variação de 1% no preço)
Exemplos:
1) O custo para produzir x unidades é C(x) = 0,03x2 + 0,02x + 55 reais, sendo a produção diária igual
a 20 unidades. Neste contexto, pede-se:
a) Calcule o custo adicional quando o nível de produção aumentar de 20 para 21.
Solução:
C(20) = 0,03.202 + 0,02.20 + 55 = 67,40 reais
C(21) = 0,03.212 + 0,02.21 +55 = 68,65 reais
Custo adicional: C(21) - C(20) = 68,65 - 67,40 = 1,25 reais
b) Calcule o custo marginal para x = 20.
Solução:
CMg(x) = C’(x) = 0,06x + 0,02 => CMg(20) = 0,06.20 + 0,02 = 1,20 + 0,02 = 1,22 reais
Note que 1,22 reais está muito próximo do valor 1,25 (custo adicional para produzir uma unidade a
mais)
2) Sendo x = 400 - 0,4p a função de demanda de um bem, onde x é a quantidade demandada e p o
preço, determinar:
a) a função receita total:
Solução:
x = 400 – 0,4p => p = (400-x)/0,4
Portanto
R(x) = p.x = ((400-x)/0,4).x = l000x – 2,5x2
b) a função receita marginal:
Solução: RMg(x) = R’ (x) = 1000 - 5x.
89
c) a receita marginal para x = 100 unidades:
Solução:
RMg(l00) = R’(100) = 1000 - 5.100 = 500
3) Uma Companhia fabrica peças de motocicletas, tendo uma função custo total representada pela
equação C(x) = 4x3 - 2x2 – 10x, onde x representa a quantidade.
a) Qual é o custo marginal?
Solução:
CMg(x) = C’(x) = 12x2 – 4x – 10
b) Qual é o custo médio para x = 10?
Solução:
CMe(x) = C(x)/x = (4x3 – 2x2 – l0x)/x = 4x2 – 2x – l0 => CMe(10) = 4.102 – 2.10 – l0 = 370
c) Calcular o lucro para x = 10, sabendo-se que a função receita total é R(x) = 6x3 - 5.
Solução:
L(x) = R(x) - C(x) = 6x3 - 5 - (4x3 - 2x2 – l0x) = 6x3 - 5 - 4x3 + 2x2 – l0x = 2x3 + 2x2 + l0x - 5.
L(10) = 2.10 + 2.102 + 10.10 - 5 = 2000 + 200 + 100 - 5 = 2295
4) A quantidade x e o preço p de certo produto estão relacionados pela seguinte equação de demanda
x = 600 - 3p.
a) Determine a elasticidade de demanda em função do preço.
E = p/x.dx/dp = (p/(600 - 3p)).(-3) = -3p/(600 - 3p) = -p/(200 - p)
b) Calcular a elasticidade de demanda para p = R\$ 150,00.
E = -p/(200 - p) = - 150/(200-150) = -3
Interpretação: quando o preço for R\$ 150,00, um aumento de 1% no preço produzirá uma redução de
aproximadamente 3% na demanda. Quando |E| > 1, a redução percentual da demanda é maior que o
aumento percentual no preço (demanda elástica em relação ao preço).
c) Calcular a elasticidade de demanda para p = R\$ 50,00.
E = -p/(200 - p) = - 50/(200-50) = - 50/150 = -1/3 ≅ - 0,33
Interpretação: quando o preço for R\$ 50,00, um aumento de 1% no preço produzirá uma redução de
aproximadamente 0,33% na demanda. Quando |E| < 1, a redução percentual da demanda é menor que
o aumento percentual no preço (demanda inelástica em relação ao preço).
d) Para obtermos E = -1, qual deve ser o preço?
E = -1 => -p/(200 - p) = -1 => p = 200 - p => 2p = 200 => p = 100
Interpretação: quando o preço for R\$ 100,00, um aumento de 1% no preço produzirá uma redução de
aproximadamente 1% na demanda. Quando |E| = 1, a redução percentual da demanda é

90
LISTA DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS PARA A REVISÃO DOS CONCEITOS
1) O custo para produzir x unidades é C(x) = 0,05x2 + 0,04x + 200 reais, sendo a produção diária
a) Calcule o custo adicional quando o nível de produção aumentar de 100 para 101 unidades.
Resposta: R\$10,09
b) Calcule o custo marginal para x = 100. Interprete. Resposta: R\$ 10,04

## 2) Sendo x = 40 - 0,4p a função de demanda de um bem, onde x é a quantidade e p o preço,

determinar:
a) A função receita total: Resposta: R(x) = 100x – 2,5x2
b) A função receita marginal: Resposta: RMg(x) = 100 – 5x
c) A receita marginal para x = 10 unidades. Interprete. Resposta: 50

3) Seja C(x) = 500 + 5x + 0,02x2 a função custo total associada à produção de aparelhos de som,
sendo x a quantidade produzida. Determinar:
a) A função custo marginal: Resposta: CMg(x) = 5 + 0,04x
b) O custo marginal para x = 100: Resposta: 9
c) A função custo médio: Resposta: CM(x) = 500/x + 5 + 0,02x
d) Caso existam, os valores de x para os quais o custo marginal é zero. Resposta: não existe

4) Uma indústria fabrica peças de bicicletas tendo uma função custo total representada pela equação
C(x) = x3 + 5x2 - 5x, onde x representa a quantidade. Determinar:
a) A função custo médio: Resposta: CM(x) = x2 +5x - 5
b) O custo médio para produzir 10 peças: Resposta: 145
c) O custo adicional quando o nível de produção aumentar de 15 para 16: Resposta: 871
d) O custo marginal para x = 15. Interprete. Resposta: 820
e) A função lucro sabendo-se que a função receita total é R(x) = 2x3 + 6x2. Resposta: x3 + x2 + 5x

5) A quantidade x e o preço p de certo produto estão relacionados pela seguinte equação de demanda
x = 1000 – 4p.
a) Determine a elasticidade de demanda em função do preço. Resposta: E = -p/(250-p)
b) Calcular a elasticidade de demanda para p = R\$ 200,00. Interprete. Resposta: -4
c) Calcular a elasticidade de demanda para p = R\$ 100,00. Interprete. Resposta: ≅ -0,67

6) Determine a elasticidade de demanda para cada uma das seguintes funções de demanda:
a) x = 12 - 0,3p Resposta: E = -p/(40-p)
b) x = (100 - p2)/5 Resposta: E = -2p2/(100-p2)

## 7) Calcule a elasticidade da função demanda x = 50 / (p + 2) para p = 3. Interprete. Resposta: -0,6

91
8) Sabe-se que a função de demanda é dada por 3x + p = 100, sendo x a quantidade demandada e p o
preço, determine:
a) a receita total: Resposta: R(x) = 100x – 3x2
b) a receita marginal: Resposta: RMg(x) = 100 – 6x

9) Sabe-se que o custo total de fabricação de x unidades de certo produto e dado por C(x) = 4x2 + 3x
+ 5 reais
a) Determine O nível de produção para que o custo médio por unidade seja igual ao custo marginal.
Resposta: ≅ 1,12
b) Represente graficamente as funções custo médio e custo marginal (utilize os mesmos eixos para os
dois gráficos). Resposta: Utilize o excel, por exemplo.

10) Sendo R(x) = 400x – 0,04x2 a função receita total de venda de x motocicletas, determine:
a) a equação de demanda: Resposta: p = 400 – 0,04x
b) a função receita marginal. Interprete. Resposta: RMg(x) = 400 – 0,08x
f(x) = x 3 - 3x 2 - 24x + 6

92
APLICAÇÕES DE MÁXIMOS E MÍNIMOS: OTIMIZAÇÃO
Economia e Ciências Contábeis. Curitiba: Juruá, 2002. 322p.
Os problemas de otimização em Administração, Economia e Engenharia de Produção envolvem, em
geral, a maximização de lucro e receita e a minimização de custos.
Exemplos:
1) Determinado produto tem uma função receita R(x) = 60x - x2, determine o nível do produto no
qual a receita é maximizada. Qual é a receita máxima?
Solução:
R(x) = 60x - x2 => R’(x) = 60 - 2x => 60 - 2x = 0 => 2x = 60 => x = 30.
R’(x) = 60 - 2x => R”(x) = -2 e para x = 30, R”(30) = -2 < 0 (máximo)
O nível do produto que maximiza a receita é x = 30 e a receita máxima será R(30) = 60.30 - 302 = 1800
- 900 = 900.
2) Certa empresa tem função de demanda dada por x - 100 + 4p = 0 (x = quantidade e p = preço) e
função custo C(x) = x3 - 30,25x2 + l00x + 20, determine o nível do produto no qual os lucros são
Solução:
• Função demanda: x – 100 + 4p = 0 => 4p = 100 - x => p = 25 - 0,25x.
• Função receita: R(x) = p.x = (25 - 0,25x).x = 25x - 0,25x2.
• Função lucro: L(x) = R(x) - C(x) = 25x - 0,25x2 - (x3 - 30,25x2 + l00x + 20) = -x3 +30x2 -75x–20.
• Maximização do lucro: L(x) = -x3+30x2–75x–20 => L’(x) = -3x2 + 60x - 75 => 3x2 + 60x - 75 = 0
ou x2 - 20x + 25 = 0, cujas raízes são: x = 18,66 e x = 1,34.
• Teste da derivada segunda: L’(x) = -3x2 + 60x – 75 => L”(x) = -6x + 60, sendo: L”(18,66) = -
6.18,66 + 60 = 51,96 < 0 (máximo) e L”(1,34) = -6.1,34 + 60 = 51,96 > O (mínimo).
• Nível do produto (lucros são maximizados): x = 18,66.
3) Para o exemplo anterior, determine o nível do produto no qual os custos marginais são
Solução:
• Função custo marginal: CMg(x) = dC(x)/dx = 3x2 – 60,5x + 100.
• Minimização do custo marginal: CMg’(x) = 6x - 60,5 => 6x - 60,5 = 0 => x = 10,08.
• Teste da derivada segunda: CMg”(x) = 6, logo CMg”(10,08) = 6 > 0 (mínimo).
• Nível do produto (custos marginais minimizados): x=10,08.
4) Suponha que o custo total (em reais) de fabricação de x peças de automóveis seja dado por C(x) =
3x2 + 2x + 48. Em que nível de produção o custo médio por unidade será o menor?
Solução:
• Função custo médio: CM(x) = C(x)/x = (3x2 + 2x + 48)/x = 3x + 2 + 48
• Minimização do custo médio: CM’(x) = 3 - 48/x2 => 3 - 48/x2 = 0 => 3x2 = 48 => x2 = 16, cujas
raízes são: x = 4 e x = - 4.
• Teste derivada segunda: CM’(x) = 3 – 48/x2 = 3 – 48.x-2 => CM’’(x) = 96x-3 = 96/x3 sendo
CM’’(4) = 96/43 = 96/64 = 3/2 > 0 (mínimo) e CM’’(-4) = 96/(-4)3 = 96/(-64) = -3/2 (máximo).
• Nível de produção (menor custo médio): x = 4
93
LISTA DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS PARA A REVISÃO DOS CONCEITOS
1) A equação de demanda de um monopolista é p = 400 - 2x, sendo a função custo C(x) = 120 + 60x -
x2, determine a quantidade x que maximiza o lucro e determine o lucro máximo. Resposta: x =
170, Lmáx. = 28780.
2) Sabe-se que a equação de demanda de determinado produto é p = 4 - 0,002x. Determine a
quantidade x e o correspondente preço p que maximiza o faturamento. Resposta: x = 1000, p = 2
3) A função custo de determinado produto é C(x) = x3 - 6x2 + 40x, qual é o custo marginal mínimo?
Resposta: CMgmín. = 28
4) Para o exercício 3 determine o custo médio mínimo e a quantidade x correspondente. Resposta: x
= 3, CMmín. = 31;
para maximizar o lucro? Resposta: R\$ 27,00

## COLOCAR AQUI JUNTO AS APLICAÇÕES DE CP QUE OS

ALUNOS FIZERAM PARA O WORKSHOP TECNOLÓGICO, MAS
ANTES MUDAR A FONTE

SLIDES

94
RESUMO

## - f é decrescente quando f ’(x) < 0.

Ponto crítico (ou singular) de primeira ordem: (c, f(c)) onde f ’(c) = 0 ou f ’(c) não existe.

Teste da primeira derivada para extremos relativos: se f ’(c) = 0 ou f ’(c) não existe, então:

## - Positiva se a inclinação da reta tangente é crescente, f ’’(x) > 0.

- Negativa se a inclinação da tangente é decrescente, f ’’(x) < 0.
- Ponto de inflexão: a concavidade varia em um ponto do gráfico.

Ponto crítico (ou singular) de segunda ordem: (c, f ’(c)) onde f ’(c) = 0 ou f ’(c) não existe.

## Extremos absolutos em um intervalo fechado a ≤ x ≤ b devem ocorrer em pontos singulares (ou

críticos) ou nas fronteiras. Se há somente um ponto crítico (c, f(c)), ele é o máximo absoluto se f ’’(c)
< 0 e o mínimo absoluto se f ’’(c) > 0.

95
REFERÊNCIAS
Bibliografia Básica:
FLEMMING, D. M.; GONÇALVES, B. G. Cálculo A: Funções, Limite, Derivação, Integração, 5a
ed. São Paulo: Makrow Books, 1992.

## FLEMMING, D. M.; GONÇALVES, B. G. Cálculo B: Funções de Várias Variáveis, Integrais

Duplas e Triplas. São Paulo: Makrow Books, 1999.
FLEMMING, D. M.; GONÇALVES, B. G. Cálculo C: Funções Vetoriais, Integrais Curvilíneas,
Integrais de Superfície. São Paulo: Makrow Books, 1999.
GUIDORIZZI, H. L. Um Curso de Cálculo, 5a ed. Vol. I, São Paulo: LTC - Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., 2001

GUIDORIZZI, H. L. Um Curso de Cálculo, 5a ed. Vol. II, São Paulo: LTC - Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., 2001
GUIDORIZZI, H. L. Um Curso de Cálculo, 5a ed. Vol. III, São Paulo: LTC - Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., 2001
GUIDORIZZI, H. L. Um Curso de Cálculo, 5a ed. Vol. IV, São Paulo: LTC - Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., 2001

HOFFMANN, L. D., Cálculo: Um Curso Moderno e suas Aplicações, 7a ed. Rio de Janeiro: LTC -
Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., 2004.
RIGHETTO, A.; FERRAUDO, A. S. Cálculo Diferencial e Integral. Vol. I, São Paulo: IBEC –
Instituto Brasileiro de Edições Científicas Ltda, São Paulo, 1982

RIGHETTO, A.; FERRAUDO, A. S. Cálculo Diferencial e Integral. Vol. II, São Paulo: IBEC –
Instituto Brasileiro de Edições Científicas Ltda, São Paulo, 1982

Bibliografia de Apoio:
ANTON, H. Cálculo, um novo horizonte. Trad. Cyro de C. Patarra e Márcia Tamanaha. 6. ed. Porto
Alegre: Bookman, Vol.I, 2000.
ANTON, H. Cálculo, um novo horizonte. Trad. Cyro de C. Patarra e Márcia Tamanaha. 6. ed. Porto
Alegre: Bookman, Vol.II, 2000.

LEITHOLD, L. O Cálculo com Geometria Analítica. Vol. I, São Paulo: Harbra, 1986.
LEITHOLD, L. O Cálculo com Geometria Analítica. Vol. II, São Paulo: Harbra, 1986.
MUNEN, F. Cálculo. Vol. II, Rio de Janeiro: Editora Guanabara Dois S.A., 1982.
LARSON, H. E. Cálculo com Aplicações. Trad. Alfredo Alves de Farias. Rio de Janeiro: LTC, 1995.
SWOKOWSKI, E. W. Cálculo com Geometria Analítica. 2. ed. Vol. I, São Paulo: Makrow Books,
1994.
SWOKOWSKI, E. W. Cálculo com Geometria Analítica. 2. ed. Vol. II, São Paulo: Makrow Books,
1994.
SIMMONS, G. Cálculo com Geometria Analítica. São Paulo: McGraw-Hill, v. 2, 1987.

______________________________________
Prof. Dr. José Donizetti de Lima
96
ANEXO II - ESTUDO DA VARIAÇÃO DAS FUNÇÕES (RIGHETTO, Vol. 1)
Máximo e Mínimo de Funções
Definições:
Dizemos que uma função f(x) tem um mínimo local em x0 se existir um intervalo aberto I contendo x0
tal que f(x) ≥ f(x0).

Dizemos que uma função f(x) tem um máximo local em x0 se existir um intervalo aberto I contendo x0
tal que f(x) ≤ f(x0).

Quando f(x) ≥ f(x0) em todo o domínio de f(x) dizemos que x0 é um ponto de mínimo absoluto de f(x0)
o menor valor que f(x) assume.

Quando f(x) ≤ f(x0) em todo o domínio de f(x) dizemos que x0 é um ponto de máximo absoluto de f(x0)
o maior valor que f(x) assume.

Atenção: Sendo f '(x0) = 0 não podemos garantir que x0 é um ponto máximo ou de mínimo local. A
figura 4.12 exemplifica tal fato.

## f ' (x) > 0 então f(x) é estritamente crescente em [a, b]

Se 
f ' (x) < 0 então f(x) é estritamente decrescente em [a, b]

## F é decrescente quando f ’ (x) <0

Ponto crítico (ou singular) de primeira ordem: (c, f(c) ) onde f ’ (c) = 0 ou f ’ (c) não existe

Teste da primeira derivada para extremos relativos: se f ’ (c) = 0 ou f ’ (c) não existe , então

## Ponto de inflexão: a concavidade varia em um ponto do gráfico.

Ponto crítico (ou singular) de segunda ordem: (c, f ’’ (c)) onde f ’’ (c) = 0 ou f ’ (c) não existe

Teste da segunda derivada para extremos relativos: se f ’ (c) = 0, então: extremos absolutos em um
intervalo fechado a ≤ x ≤ b devem ocorrer em pontos singulares (ou críticos) ou nas fronteiras. Se há
somente um ponto crítico (c, f(c)), ele é o máximo absoluto se f ’’(c) < 0 e o mínimo absoluto se
f’’’(c) > 0.
97
EXERCÍCIOS

## 1) Determine os intervalos de crescimento e decrescimento:

a) f(x) = 2 b) f(x) = x2 – 4 c) f(x) = x3 – 3x2

2) Determine os pontos de inflexão e os intervalos onde as funções têm concavidade para cima ou
para baixo:
a) f(x) = - x3 + 5x2 – 6x

## 3) Determine os intervalos onde a função é crescente ou decrescente:

a) f(x) = x3 + 1 b) f(x) = x2 – x + 5

1 2
4) A equação do movimento de um corpo em queda livre é s = gt onde g = 9.8m/s2 é a aceleração
2
da gravidade. Determinar a velocidade e a aceleração do corpo em um instante qualquer t.

5) Uma partícula percorre uma curva segundo a lei e = 10 + 6t2 – t3 (e em metros e t em segundos).
Determinar:
a) O instante em que a velocidade é nula
b) A aceleração nesse instante
c) O espaço percorrido até este instante

6) Uma cidade X é atingida por uma moléstia epidêmica. Os setores de saúde calculam que o número
de pessoas atingidas pela moléstia depois de um tempo t (medido em dias a partir do primeiro dia
t3
3
a) Qual é a razão da expansão da epidemia no tempo t = 4?
b) Qual é a razão da expansão da epidemia no tempo t = 8?
c) Quantas pessoa serão atingidas pela epidemia no 50 dia?

7) Suponha que o custo total de fabricação de q unidades de um certo produto seja de:
C(q) = 3q2 + q + 500
a) Use análise marginal para estimar o custo de fabricação da 41a unidade
b) Calcule o custo real de fabricação da 41a unidade.

## 8) Determine os máximos e mínimos relativos de f aplicando o critério da 2a derivada na função:

f(x) = x.(x – 1)2.

9) Já vimos graficamente que a função y = x2 é decrescente para x < 0 e crescente para x > 0.
Solução:
Temos: y '= 2x. De fato, y '> 0 se 2x > 0 ou x > 0 e y ' < 0 se 2x < 0 ou x < 0. Assim, y = x2 é
crescente para x > 0 e decrescente para x < 0.

## 10) Determine as regiões em que a função f(x) = x3 – 3x cresce e decresce.

Solução:
Temos: f '(x) = 3x2 – 3. Analisemos a região de positividade e negatividade desta função:
Assim, f(x) é estritamente crescente para x < −1 ou x > 1 e estritamente decrescente para − 1 < x < 1 .
Façamos a construção do gráfico de f(x) para uma melhor compreensão.
As raízes de f(x) são 0, − 3 e 3.
x = −1, f(-1) = 2
Para  , Portanto, o gráfico de f(x) será:
x = 1, f(1) = -2
98
Máximos e mínimos absolutos

## Extremo absolutos em um intervalo fechado a ≤ x ≤ b devem ocorrer em pontos singulares (ou

críticos) ou nas fronteiras. Se há somente um ponto crítico (c, f(c)), ele é o máximo absoluto se f ’’ (c)
< 0 e o mínimo absoluto se f ’’ (c) > 0.

A área delimitada pelo gráfico da função f(x), pelo eixo x e pelas retas x = a e x = b.

## Derivadas: (tem os 2 primeiros parágrafos na aula de máx min)

Inicialmente, lembremos que geometricamente, a derivada da função y = f(x) no ponto x0, representa a
inclinação da curva neste ponto. Por outro lado, em diversas áreas encontramos problemas que serão
resolvidos utilizando a derivada como uma taxa de variação. Na física por exemplo, podemos usar
derivadas para determinar a velocidade instantânea e a aceleração instantânea de um corpo no instante
t.

Ainda podemos usar a derivada para analisar o comportamento de uma função, podendo ser usado para
a determinação dos pontos máximos e mínimos da mesma. Na sequência apresentaremos algumas
aplicações, obtendo através das derivadas o(s) ponto(s) de máximo e mínimo da função analisada.

## Muitas aplicações de derivadas apresentam naturezas semelhantes àquelas referentes a funções

de uma variável real.

## Neste capítulo estudaremos problemas de otimização em funções de várias variáveis.

Matematicamente, trata-se da otimização de uma função objetivo f(x1, x2, x3, ..., xn) de n
variáveis reais a valores reais, sujeitas ou não a restrições do tipo gi(x1, x2, x3 ..., xn) = ci ou gi(x1,
x2, x3 ..., xn) ≤ ci , i = 1,2,..., m, ou seja, dentro de um certo conjunto de ℜ n .

## Concentraremos as atenções, em princípio, o estudo de funções de duas variáveis para,

posteriormente, estender as definições e resultados para um número genérico de variáveis.

## FALTA APLICAÇÕES DO LIVRO DO CEFET

99
Programas escritos
no software de
Manipulação

Algébrica Maple
(versão 7 ou 10)

100
101
102
103
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Acadêmico (a): __________________________________________________ Curso: Engenharia ___________
Na APS serão consideradas somente as questões que apresentarem os cálculos e, a resposta da mesma à caneta. Data de entrega: 12/07/2013

f ( x + ∆x ) − f ( x )
1) Utilizando a definição de derivadas: f ' ( x ) = lim , calcule f ' ( x ) para:
∆x →0 ∆x
(a) f(x) = 3 (b) f(x) = c, c ∈ ℜ
(c) f(x) = 4x + 5 (d) f ( x ) = ax + b, com a , b ∈ ℜ
(e) f(x) = 6x2 + 7x + 8 (f) f ( x ) = ax 2 + bx + c com a , b, c ∈ ℜ
3
(g) f(x) = 2x3 (h) f ( x ) = 2
x

f ( x ) − f ( p)
2) Utilizando a definição de derivadas: f ' (p) = lim , calcule a derivada das seguintes
x→p x−p
3
(a) f(x) = 2x2 – 3x + 4 e p = 2 (b) f ( x ) = ep=1 (c) f ( x ) = 3 x e p = 8
x2

(a) f ( x ) = 16x 3 − 4x 2 + 3 (b) f ( x ) = −5x 3 + 21x 2 − 3x + 4
4 1
(c) f ( x ) = x − x
5 6
(d) f ( x ) = 5 x 2 − 4 x 3 + x 4
4 5
(e) f ( x ) = πe (f) f ( x ) = 2 + 3
x x
3 1 1
(g) f ( x ) = +2 x − (h) f ( x ) = x + 3
x 4 x x4
(i) f ( x ) = (2x 2 − 1) ⋅ (1 − 2x ) (j) f ( x ) = ( x 2 − 3x 4 ) ⋅ ( x 5 − 1)
5x − 2
(k) f ( x ) = (l) f ( x ) = (1 − x ) ⋅ (1 − x 2 ) −1
1+ x + x2
1
(m) f ( x ) = 2
( x − 1) ⋅ ( x 2 + x + 1)
Respostas:
x 2 − 2x − 1 d  1−x  1
3) (l) f ' ( x ) = ou (m)   = −
(1 − x 2 ) 2 dx  1 − x 
2
( x + 1 )2
− 4x 3 − 3x 2 + 1 d  x2 − 1  x2 + 4 x + 1
(m) f ' ( x ) = ou (m)  =
(( x 2 − 1) ⋅ ( x 2 + x + 1)) 2 dx  x2 + x + 1  2
( x2 + x + 1 )
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Na APS serão consideradas somente as questões que apresentarem os cálculos e, a resposta da mesma à caneta. Data de entrega: 12/07/2013

2) Determine a equação da reta tangente (T) e da reta normal (N) ao gráfico da função, no ponto de
a) f ( x) = 5 x − 3 , em x=2 Resposta: (T) y = 5x – 3; (N) y = -(1/5) x + 37/5

## c) f ( x) = x 3 + 3x − 1, em x =1 Resposta: (T) y = 6x – 3; (N) y = - (1/6) x + 19/6

3) Determine a equação da reta tangente ao gráfico da função f(x) = sen x no ponto de abscissa x = 0

## 4) Determine os pontos sobre a curva f ( x) = x 3 − x 2 − x + 1 onde a tangente é horizontal.

 1 32 
Resposta: (1, 0) e  − ,  . Nota: Futuramente, veremos que esses pontos são candidatos a
 3 27 
pontos de máximos, mínimos ou ponto de inflexão da função dada.

5) No videogame da figura abaixo, os aviões voam da esquerda para a direita segundo a trajetória
1
y = 1 + , e podem disparar suas balas na direção da tangente contra pessoas ao longo do eixo-x
x
em x = 1, 2, 3, 4 e 5.

Determine se alguém será atingido se o avião disparar um projétil quando estiver em:
(a) P(1, 2) (b) Q(3/2, 5/3)
Resposta: (a) A equação da reta tangente a curva, no ponto P é dada por: y = − x + 3. Por outro lado,
fazendo y = 0, temos: 0 = − x + 3 ⇒ x = 3 . Portanto, o projétil atinge a pessoa que está na posição 3,
como ilustra a própria figura. (b) A equação da reta tangente a curva, no ponto Q é dada por:
4 7 4 7 63
y = − x + . Por outro lado, fazendo y = 0, temos: 0 = − x + ⇒ x = = 5,25 . Portanto, o
9 3 9 3 12
projétil não atinge nenhuma pessoa.

105
a) y = sen 4x 4 cos 4x
b) y = cos 5x –5 sen 5x
3x 3x
c) y=e 3e
d) f(x) = cos 8x –8 sen 8x
3 2 3
e) y =sen t 3t cos t
f) g(t) = ln (2t+1) 2
2t + 1
sen t sen t
g) x=e e cos t
x x
h) f(x) = cos (e x ) –e sen e
3 2
i) y = (sen x + cos x) 3(sen x + cos x) (cos x – sen x)
j) y = 3x + 1 3
2 3x + 1
x −1 2  x +1
2
k) y=3 3  
x +1 3( x + 1) 2  x −1
-5x -5x
l) y = e –5e
2
m) x = ln (t +3t+9) 2t + 3
2
t + 3t + 9
tg x tg x 2
n) f(x) = e e sec x
o) y = sen(cosx) –sen x cos (cos x)
2 4 2 3
p) g(t) = (t +3) 8t (t + 3)
2 2
q) f(x) = cos(x + 3) –2x sen (x + 3)
r) y = x + ex 1 + ex
2 x + ex
2
s) y = tg 3x 3 sec 3x
t) y = sec 3x 3 sec 3x tg 3x
3x 3x
u) y = xe e (1+3x)
x x
v) y = e . cos 2x e (cos 2x – 2 sen 2x)
-x -x
w) y = e sen x e (cos x – sen x)
-2t -2t
x) y = e sen 3t e (3 cos 3t – 2 sen 3t)
2
e − x + ln (2x + 1) 2 2
y) f(x) = − 2 xe− x +
2x + 1
e t − e− t 4
z) g( t ) =
e t + e− t (e + e − t ) 2
t

## cos 5x 5 sen 5x sen 2x + 2 cos 5x cos 2x

aa) y = −
sen 2 x sen 2 2 x
−x x2 3 2 2
bb) f(x) = (e + e ) 3(e − x + e x ) 2 .(−e − x + 2 xex )
3 -3t 2 -3t
cc) y = t e 3t e (1 – t)
3 2
dd) y = (sen 3x + cos 2x) 3(sen 3x + cos 2x) (3 cos 3x – 2 sen 2x)
ee) y = x 2 + e−x 2x − e− x
2 x 2 + e −x
ff) y = x ln (2x + 1) 2x
ln(2 x + 1) +
2x + 1
2 3
gg) y = [ln (x + 1)] 6x[ln(x + 1)]2
2

x2 +1
hh) y = ln (sec x + tg x) sec x

106
7) Encontre a derivada das seguintes funções utilizando a derivação implícita:

2  x 2 + 1 2
Errata: Resposta: (c) y ' = x x +1
⋅ 2x ⋅ ln x +  ou y ' = x x ⋅ (2x 2 ⋅ ln x + x 2 + 1)
 x 

## APS derivadas do 1º semestre de 2012 (não precisa fazê-los)

Parte 1: Exercícios 1 (5 itens); 2 a 8 (todos os itens); 9 (todos); 10 (a até g).
Parte 2: Exercícios 2 a 7(todos os itens); 9 a 13 (todos os itens); 17 a 24 (todos os itens).

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1) Um corpo desloca-se sobre um plano inclinado segundo a equação s(t) = 5t2 – 2t (s em metros e t
em segundos). Calcular a velocidade e a aceleração desse corpo após 2 segundos da partida.
Resposta: v(2) = 18 m/s e a(2) = a(t) = 10 m/s2.

2) Dois corpos têm movimento em mesma reta segundo as equações s1(t) = t3 + 4t2 + t – 1 e s2(t) =
2t3 – 5t2 + t + 2. Determine as velocidades e posições desses corpos quando as suas acelerações
são iguais considerando s em metros e t em segundos. Resposta: Dica: s1 ' ' (t ) = s 2 ' ' (t ) => v1 = 52
m/s; s1 = 65 m; v2 = 25 m/s e s2 = 14 m.

3t − 7
3) Um móvel descreve uma trajetória segundo a equação s (t ) =(s em centímetros e t em
t+2
segundos). Qual é a sua velocidade e aceleração após deslocar 2 cm? Resposta:
1 2
v = cm / s, a = - cm / s 2 .
13 169

4) Suponha que o custo total de fabricação de q unidades de certo produto seja de: C(q) = 3q2 + q +
500. Neste contexto, pede-se: (a) utilize a análise marginal para estimar o custo de fabricação da
41a unidade; (b) calcule o custo real de fabricação da 41a unidade. Nota: O custo marginal é a
derivada da função custo total C(q). Resposta: (a) C ’ (41) = 274; (b) C(41) – C(40) = 243.

5) Um fabricante precisa produzir caixas de papelão, com tampa, tendo na base um retângulo com
comprimento igual ao triplo da largura. Calcule as dimensões que permitem a máxima economia
de papelão para produzir caixas de volume de 36 m3. Resposta: Comprimento: 6 m, Largura: 2 m
e altura: 3m.

6) Uma caixa sem tampa, de base quadrada, deve ser construída de forma que o seu volume seja
2.500 m3. O material da base vai custar R\$ 1.200,00 por m2 e o material dos lados R\$ 980,00 por
m2. Encontre as dimensões da caixa de modo que o custo do material seja mínimo. Qual é esse
custo? Resposta: h = 2500/x2 => x ≅ 15,98 m; y ≅ 9,79 m e Custo ≅ R\$ 919.693.74

tampa, cortando em seus cantos quadrados iguais e dobrando convenientemente a parte
caixa seja o maior possível. Resposta: 2

8) Um galpão deve ser construído tendo uma área retangular de 12.100 m2. A prefeitura exige que
exista um espaço livre de 25 m na frente, 20 m atrás e 12 m em cada lado. Encontre as dimensões
do lote que tenha a área mínima na qual possa ser construído este galpão. Resposta: 104,33 m x
195,62 m.

108
9) Determine os pontos de máximos, mínimos locais e de inflexão (se existirem), bem como os
1 2 3
intervalos de crescimento e decrescimento da função: f ( x) = x 4 + x 3 − x 2 + π 2 . Obs.:
4 3 2
Utilize duas casas decimais com arredondamento.

## 10) Dada a função f ( x ) = x 2 ⋅ ( x − 3) 2 , pede-se:

(a) O domínio dessa função, destacando o(s) ponto(s) de descontinuidade, caso exista(m).
(b) A derivada de primeira ordem, isto é, f ’ (x).
(c) O(s) intervalo(s) de crescimento e de decrescimento dessa função.
(d) O(s) ponto(s) de máximo e mínimo relativo (local), caso exista(m).
(e) A derivada de segunda ordem, isto é, f ’’(x).
(f) O(s) intervalo(s) em que essa função tem concavidade voltada para cima e/ou para baixo.
(g) O(s) ponto(s) de Inflexão, caso exista(m). Obs.: Utilize duas casas decimais com arredondamento.
(h) Os limites dessa função para x → - ∞ e x → + ∞.
(i) O esboço do gráfico dessa função.
(j) A imagem dessa função.

x2
11) Dada a função f ( x ) = 1 + 2 , pede-se:
x −9
(a) O domínio da função, destacando o(s) ponto(s) de descontinuidade, caso exista(m).
(b) O(s) intervalo(s) de crescimento e de decrescimento da função.
(c) O(s) ponto(s) de máximo e mínimo relativo (local), caso exista(m).
(d) O(s) intervalo(s) em que a função tem concavidade voltada para cima e/ou para baixo.
(e) O(s) ponto(s) de Inflexão, caso exista(m).
(f) Os limites da função dada para x → - ∞ e x → + ∞.
(g) Os limites laterais necessários.
(h) As equações das assíntotas verticais e horizontais, caso exista(m).
(i) O esboço do gráfico da função dada.
(j) O conjunto imagem dessa dada.

x2
12) Dada a função f ( x ) = 1 − 2 , pede-se:
x −9
(a) O domínio dessa função, destacando o(s) ponto(s) de descontinuidade, caso exista(m).
(b) O(s) intervalo(s) de crescimento e de decrescimento dessa função.
(c) O(s) ponto(s) de máximo e mínimo relativo (local), caso exista(m).
(d) O(s) intervalo(s) em que essa função tem concavidade voltada para cima e/ou para baixo.
(e) O(s) ponto(s) de Inflexão, caso exista(m).
(f) Os limites dessa função para x → - ∞ e x → + ∞.
(g) Os limites laterais necessários.
(h) As equações das assíntotas verticais e horizontais, caso exista(m).
(i) O esboço do gráfico dessa função.
(j) O conjunto imagem dessa dada.

x +3
13) Idem ao (12) para a função: f ( x ) = .
x2 − 9
1
14) Idem ao (12) para a função: f ( x ) = 1 + .
( x + 1) ⋅ ( x − 2)
15) Resolva 5 exercícios de limites, à sua escolha, utilizando a regra de L’Hospital.

109