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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ


FUNÇÃO QUADRÁTICA (ou polinomial do 2o grau) y = a . x2 + b . x + c, com a ≠ 0
−b± ∆
1) Se a ⋅ x 2 + b ⋅ x + c = 0 e considerando ∆ = b 2 − 4 ⋅ a ⋅ c, temos : x =
2⋅a
 c
 x1 ⋅ x 2 =
 a
2) Se a ⋅ x 2 + b ⋅ x + c = 0 temos : 
x + x = − b
 1 2
a
3) a ⋅ x 2 + b ⋅ x + c = a ⋅ ( x − x1 ) ⋅ ( x − x 2 )
b x + x2 ∆
4) Vértice da parábola: V(xv, yv), onde: x V = − = 1 e yV = f (x v ) = −
2⋅a 2 4⋅a
5) Decomposição de polinômios: P( x ) = a n ⋅ ( x − r1 ) ⋅ ( x − r2 ) ⋅ ( x − r3 ) ⋅ ... ⋅ ( x − rn )

6) Fatorações especiais: x n − a n = ( x − a ) ⋅ ( x n −1 + x n −2 ⋅ a + x n −3 ⋅ a 2 + ... + x ⋅ a n −2 + a n −1 )


• Teorema da decomposição polinomial:
a n ⋅ x n + a n−1 ⋅ x n−1 + ... + a 2 ⋅ x 2 + a1 ⋅ x + a0 ≡ a n ⋅ ( x − r1 ) ⋅ ( x − r2 ) ⋅ ... ⋅ ( x − rn ) , com a n ≠ 0

• x n − a n = ( x − a) ⋅ ( x n −1 + x n − 2 ⋅ a + ... + x ⋅ a n − 2 + a n −1 )

• x − a = (n x − n a ) ⋅ ( n x n−1 + n x n− 2 ⋅ a + ... + n x ⋅ a n− 2 + n a n−1 )

 x, se x ≥ 0
• MÓDULO OU VALOR ABSOLUTO: | x | = 
− x, se x < 0
n
• SOMATÓRIO: ∑x
i =1
i = x1 + x 2 + ... + x n

• GEOMETRIA ESPACIAL
 Área Total = Área Lateral + 2 × Área da Base
♦ Prisma: 
Volume = Área da Base × Altura

 Área Base = π r 2 ; Área Lateral = 2π r h



♦ Cilindro:  Área Total = 2 × Área Base + Área Lateral ;
Volume = π r 2 h


 Área Base = π r 2 ; Área Lateral = π r g

♦ Cone:  Área Total = Área Base + Área Lateral ;
 1
Volume = π r 2 h
 3

 Área = 4 π r 2

♦ Esfera:  4 3
Volume = π r
 3

2
x
• FUNÇÃO EXPONENCIAL: y = a , a > 0 e a ≠ 1

• Propriedades das potências:


xm
1) x n = 1 x2
x ⋅4 ⋅ ...4
3⋅x 2) x m+ n = x m ⋅ x n 3) x m− n =
n termos xn

m
−n 1 m n m⋅ n n m
4) x = n 5) ( x ) = x 6) x =x n
x

7) a 0 = 1 (a ≠ 0)

 y = log ax , a > 0 e a ≠ 1 e x > 0


 x
• FUNÇÃO LOGARÍTMICA:  x  1
ln x = log e , onde : e = lim  1 +  ≅ 2,7182818...
 x → +∞
 x

• Propriedades logarítmicas:
A 
1) log a (A ⋅ B) = log a (A ) + log a (B) 2) log a   = log a (A ) − log a (B)
B

log a A
2) log a (A n ) = n ⋅ log a (A ) 4) log A = (conhecida como mudança de base)
B log a B

x
5) a log a = x e por consequência e ln x = x

• GEOMETRIA ANALÍTICA:

1) Duas retas não verticais r e s são paralelas se, e somente se os seus coeficientes angulares forem
iguais, isto é:
r // s ⇒ mr = m s

2) Duas retas não verticais r e s são perpendiculares se, e somente se o produto de seus coeficientes
angulares for igual a menos um, isto é:
1
r ⊥ s ⇒ mr ⋅ ms = −1 ou r ⊥ s ⇒ ms = −
mr

• A equação de uma circunferência de centro C(xc, yc) e raio r é


dado por: ( x − xc ) 2 + ( y − yc ) 2 = r 2 .

y= r 2 − x2
• Considerando a circunferência com centro na origem,
temos: ( x − 0) 2 + ( y − 0) 2 = r 2 ⇒ x 2 + y 2 = r 2 .

∆y
3) Equação fundamental da reta: y − y p = m ⋅ (x - x p ) , em que: m = tg α = .
∆x
3
TRIGONOMETRIA - Definições, Relação Fundamental e Algumas Consequências
cateto oposto co cateto adjacente ca
(01) sen θ = = (02) cos θ = =
hipotenusa hip hipotenusa hip
cateto oposto co sen θ cos θ 1
(03) tg θ = = ou tg θ = (04) cot g θ = ou cot g θ =
cateto adjacente ca cos θ sen θ tg θ
1 1
(05) sec θ = (06) cossec θ =
cos θ sen θ

(07) sen 2θ + cos 2θ = 1 (08) 1 + tg 2θ = sec 2θ

(09) 1 + cotg 2θ = cos sec 2 θ

sen (a + b) = sen a ⋅ cos b + sen b ⋅ cos a


sen (a − b) = sen a ⋅ cos b − sen b ⋅ cos a

(10) Soma de arcos: 
cos (a + b) = cos a ⋅ cos b − sen a ⋅ sen b
cos (a − b) = cos a ⋅ cos b + sen a ⋅ sen b

cos 2θ = cos 2θ − sen 2θ


(11) Arcos duplos: 
sen 2θ = 2 ⋅ sen θ ⋅ cos θ
sen 2θ + cos 2 θ = 1 ⇒
(12) Relação fundamental trigonométrica e consequências: 
1 − sen 2θ = cos 2 θ e 1 − cos 2 θ = sen 2θ

 2 1 1
cos θ = 2 + 2 cos 2θ
(13) Consequência da relação fundamental trigonométrica e arcos duplos: 
sen 2θ = 1 − 1 cos 2θ
 2 2
  p+q  p−q
sen p + sen q = 2 ⋅ sen   ⋅ cos  
  2   2 
  p−q  p+q
sen p − sen q = 2 ⋅ sen   ⋅ cos  
  2   2 
(14) Transformação de soma em produto: 
cos  p+q  p−q
p + cos q = 2 ⋅ cos   ⋅ cos  
  2   2 

cos  p+q  p−q
p − cos q = −2 ⋅ sen   ⋅ sen  
  2   2 

 a b c
 sen Aˆ = sen B) = sen Cˆ
(15) Lei dos Senos e Lei dos Cossenos: 
 2 2 2 ˆ
a = b + c − 2 ⋅ b ⋅ c ⋅ cos A
 Definição de limites: lim f ( x ) = L ⇔ ∀ε > 0, ∃δ = δ(ε) / se 0 < | x − p | < δ ⇒ 0 < | f ( x ) − L | < ε
x →p

x x
sen x  1  1 1
 Limites especiais: lim =1; lim 1 +  = e ⇒ lim 1 +  = e e lim(1 + x )x = e
x →0 x x →+∞
 x x →−∞
 x x →0

 CONTINUIDADE: f é contínua em x = p ⇔ lim f ( x) = f ( p) .


x→ p

4
CAPITULO II – DERIVADAS

1.1 Introdução

O Cálculo Diferencial e Integral, criado por Leibniz e Newton no século XVII, tornou-se logo de início
um instrumento precioso e imprescindível para a solução de vários problemas relativos à Matemática e
a Física. Na verdade, é indispensável para investigação não-elementar tanto nas ciências naturais como
humanas.

O formalismo matemático do Cálculo que à primeira vista nos parece abstrato e fora da realidade, está
internamente relacionado com o raciocínio utilizado pelas pessoas em geral na resolução de problemas
cotidianos.

Muitos fenômenos físicos envolvem grandezas que variam, entre eles podemos citar:

- A velocidade de uma partícula;


- O número de bactérias em uma cultura;
- O fluxo de uma corrente elétrica;
- A voltagem de um sinal elétrico, entre outros.

A derivada é uma ferramenta matemática utilizada para analisar e estudar as taxas segundo as quais
variam estas grandezas.

Observamos na natureza inúmeras taxas de variações. Algumas delas são:

- A potência: a taxa de variação do trabalho em relação ao tempo;


- A taxa de variação do raio de uma artéria em relação à concentração de álcool na corrente
sanguínea;
- A taxa da variação da concentração de um reagente em relação ao tempo (utilizado por químicos –
taxa de reação)
- A taxa de variação do custo de produção de um determinado produto em relação à quantidade ou
em relação ao tempo, entre outros.

Veremos neste curso que todas estas taxas de variação podem ser analisadas e interpretadas como
inclinações (coeficiente angular) de retas tangentes. Sempre que solucionarmos um problema de reta
tangente estaremos solucionando uma grande variedade de problemas envolvendo taxas de variações
como as citadas anteriormente.

Texto adapatado dos Professores: Devanil Antonio Francisco e Elaine Cristina Ferruzzi

5
PRINCIPAIS REGRAS DE DERIVAÇÃO
(Neste quadro, u e v são funções deriváveis de x. Por outro lado, k, a, m e n são constantes.)

FUNÇÃO DERIVADA
1. y = k y’=0
2. y = x y’=1
3. y = k ⋅ u y '= k ⋅ u '
4. y = u ± v y ’ = u’ ± v’
5. y = u1 ± u2 ± u3 ± . . . ± um y ’ = u1’ ± u2’ ± u3’ ± . . . ± um’
6. y = u n y ' = n ⋅ u n−1 ⋅ u '
7. y = u ⋅ v y ' = u '⋅v + u ⋅ v '
u u '⋅v − u ⋅ v'
8. y = ( v ≠ 0 ) y '=
v v2
9. y = au, (a > 0 e a ≠ 1) y ' = u '⋅a u ⋅ ln a
10. y = eu y ' = u '⋅e u
11. y = log au ,(a > 0 e a ≠ 1e u u'
y '=
> 0) u ⋅ ln a
12. y = ln u , (u > 0) u'
y'=
u
13. y = u v y ' = v ⋅ u v - 1 ⋅ u ' + v ' ⋅ u v ⋅ ln u , (u > 0)
14. y = sen u y ' = u '⋅ cos u
15. y = cos u y ' = −u '⋅sen u
16. y = tg u y ' = u '⋅ sec 2 u
17. y = cotg u y ' = −u '⋅ cos sec 2 u
18. y = sec u y ' = u '⋅ sec u ⋅ tg u
19. y = cossec u y ' = −u '⋅ cos sec u ⋅ cot g u
20. y = arc sen u u'
y'=
1 - u2
21. y = arc tg u u'
y'=
1+ u 2
22. y = arc cos u u'
y'=−
1- u2
23. y = arc cotg u u'
y ' =−
1+ u2
24. y = arc sec u u'
y'=
u ⋅ u2 -1
25. y = arc cossec u u'
y ' =−
u ⋅ u 2 -1

f ( x + ∆x ) − f ( x )
• Definição de Derivada geral: f ' ( x ) = lim
∆x → 0 ∆x
f ( x ) − f ( p)
• Definição de Derivada em um ponto p: f ' (p) = lim
x→p x−p

6
1.2. UMA DEFINIÇÃO

Sejam f uma função e p um ponto do seu domínio. Limites do tipo

f ( x) − f ( p)
lim
x→ p x− p

ocorrem de modo natural tanto na geometria como na física.

2. BREVE HISTÓRICO

Newton e Leibniz criaram, cada qual em seu país e quase ao mesmo tempo, as bases do cálculo
diferencial.

O desenvolvimento do cálculo diferencial ocorreu a partir de dois problemas concretos:


• Como encontrar a reta tangente a uma curva em um ponto dessa curva?
• Como obter a velocidade e a aceleração de um móvel, em um dado instante, conhecendo a sua
equação horária?

3. RAZÃO INCREMENTAL

Sejam x1 e x2 dois valores bem próximos de uma variável x e y1 = f(x1) e y2 = f(x2) os valores da
função y = f(x) correspondentes a x1 e x2, respectivamente.

Chamamos de acréscimo da variável x à diferença ∆x = x 2 − x1 e acréscimo da função y à diferença


∆y = y 2 − y1 ou ∆y = f(x 2 ) − f ( x1 ) em que f(x1) e f(x2) são chamados, respectivamente, de valor
inicial e valor acrescido da função y.

Exemplo: Sejam y = x2, x1 = 1,2 e x2 = 1,3.

 x = 1,2 temos y1 = 1,44


Para  1
 x2 = 1,3 temos y 2 = 1,69

∆x = x2 - x 1 = 0,1
Assim 
∆y = y 2 − y1 = 0,25

Chamamos de Razão Incremental (RI) ou Razão dos Acréscimos ao quociente (razão):

∆y y 2 − y1 valor acrescido da função - valor inicial da função


RI = = =
∆x x 2 − x1 valor acrescido da variável - valor inicial da variável

Assim, para o nosso exemplo, temos:

∆y 1,69 − 1,44 0,25


RI = = = = 2,5
∆x 1,3 − 1,2 0,1

7
Utilizando a disposição seguinte podemos escrever a RI de uma forma geral.

Valor inicial Valor acrescido


Variável x x + ∆x
Função f(x) f ( x + ∆x )
Então:

f ( x + ∆x ) − f ( x ) f(x + ∆x) - f(x)


RI = ou RI =
( x + ∆x ) − x ∆x

4. DERIVADA DE UMA FUNÇÃO

Definição: Seja y = f(x) definida e contínua em um intervalo I. Denomina-se derivada da função f(x) à
função f ' (x) onde:

f ( x + ∆x ) − f ( x )
f ' ( x ) = lim
∆x → 0 ∆x
supondo existir o limite.

Utilizaremos também as seguintes notações para indicar a derivada da função y:

dy df
y ', , , D x y, D x f
dx dx

Exemplos:

1) Se f ( x ) = x ⇒ f ' ( x ) = ??

f ( x + ∆x ) − f ( x ) x + ∆x − x ∆x
f ' ( x ) = lim = lim = lim = lim 1 = 1
∆x → 0 ∆x ∆x → 0 ∆x ∆x → 0 ∆x ∆x → 0

∴Se f(x) = x ⇒ f ' (x) = 1

2) Consideremos a função f(x) = x2 e calculemos a sua derivada.

Temos: f ( x + ∆x ) = ( x + ∆x ) 2 , assim:

( x + ∆x) 2 − ( x 2 ) x 2 + 2 ⋅ x ⋅ ∆x + (∆x) 2 − x 2
f ' ( x) = lim = lim = lim (2 x + ∆x) = 2 x
∆x→0 ∆x ∆x→0 ∆x ∆x→0

Portanto, f ' ( x ) = 2 x

8
3) Se f ( x ) = k , k ∈ ℜ ⇒ f' (x) = ??
como: f(x) = k; f ( x + ∆x ) = k , temos:
f ( x + ∆x ) − f ( x ) k−k 0
f ' ( x ) = lim = lim = lim =0
∆x → 0 ∆x ∆x → 0 ∆x ∆x → 0 ∆x

∴Se f(x) = k ⇒ f ' (x) = 0


Ou seja, a derivada de uma constante é zero.

4) Mostre que: se f ( x) = x n ⇒ f ' ( x) = n ⋅ x n −1


Solução:
f ( x + ∆x) − f ( x) ( x + ∆x) n − x n *
f ' ( x) = lim = lim =
∆x →0 ∆x x →a ∆x
*
Fazendo u = x + ∆x , temos: ∆x → 0 ⇒ u → x e ∆x = u − x , logo:

u n − xn
f ' ( x) = lim = lim u n−1 + u n−2 ⋅ x + ... + u ⋅ x n−2 + u n−1 = 1 1
x n−4 n −2
+4x4 4⋅ x4 +2 ... 4
+ x4 n −2
⋅ x4 n −1
u3
4+4 = n ⋅ x n−1
u→x u − x u→ x
n − parcelas

Nota: Futuramente, provaremos que está última fórmula é válida para todo n ∈ ℜ.

5. DERIVADA DE UMA FUNÇÃO EM UM PONTO p

A derivada de uma função f em um ponto p de seu domínio é definida e representada por f '(p), em
que:

f ( x ) − f ( p)
f ' (p) = lim
x→p x−p
desde que exista o limite.

Nota: A derivada de f, em p, é o coeficiente angular da reta tangente ao gráfico de f no ponto de


abscissa x = p

Exemplos:

1) Consideremos a função f(x) = x2 e calculemos a sua derivada na abscissa p = 1.

f ( x ) − f (3) x 2 − 32
f ' (3) = lim = lim = lim ( x + 3) = 6
x →3 x −3 x →3 x − 3 x →3

Portanto, f ' (3) = 6


Nota: Poderíamos ter primeiramente encontrado f ' (x) (exemplo 1 anterior) e depois, por substituição,
f ' (3).

2) Seja f(x) = x2, calcule:


a) f ' (1) Resposta: 2

b) f ' (-3) Resposta: - 6

9
1
3) Seja f(x) = x , calcule f ' (2). Resposta:
2 2

4) Considere f ( x) = x n e calcule f ' (a ).

Solução:

f ( x) − f ( a ) xn − an 1 n −2 n−2 n −1
f ' (a) = lim = lim = lim 1 x n−4 +4x4 4⋅ a4 +2 ... 4
+ x4⋅ a4 4 a3
+4 = n ⋅ a n−1
x →a x−a x → a x−a x → a
n − parcelas

5) Mostre que f ( x) = | x | não é derivável em p = 0.


Solução:

f ( x) − f (0) | x | − | 0 | | x | 1, se x > 0


= = =
x−0 x−0 x − 1, se x < 0

então:

f ( x ) − f ( 0) f ( x ) − f ( 0)
lim+ = lim 1 = 1 e lim− = lim − 1 = −1
x →0 x−0 x →0 x →0 x−0 x →0

f ( x) − f (0)
Portanto, lim não existe, pois os limites laterais são diferentes.
x →0 x−0

Assim, f não é diferenciável em 0. Como f ' (0) não existe, o gráfico de f ( x) = | x | não admite reta
tangente em (0, f (0)).

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6. APLICAÇÕES SIMPLES DAS DERIVADAS À GEOMETRIA PLANA E ESPACIAL

Exemplos:

1) Mostre que a taxa de variação da área de um círculo em relação ao seu raio é em umericamente
igual ao perímetro do círculo?
Solução:
P
Inicialmente, lembremos da geometria plana que: π = erímetro ⇒ Pcírculo = 2 π r e Acírculo = π r 2 .
Diâmetro
Assim, considerando a função:

A(r ) = π r 2 ⇒ A ' (r ) = 2 π r = P(r ) (c.q.d)

2) Mostre que a taxa de variação do volume de uma esfera em relação ao seu raio é em umericamente
igual à área da superfície esférica.
Solução:
Inicialmente, lembremos da geometria espacial que a área e o volume da esfera são dados,
respectivamente, por:

4
Aesfera = 4 π r 2 e Vesfera = π r 3 .
3
Assim, considerando a função:

4
V (r ) = π r 3 ⇒ V ' (r ) = 4 π r 2 = A(r ) (c.q.d)
3

3) Mostre que a taxa de variação do volume de um cilindro em função do seu raio, considerando uma
altura fixa é em umericamente igual a área lateral do cilindro.
Solução:
Inicialmente, lembremos da geometria espacial que a área lateral e o volume do cilindro são dados,
respectivamente, por:

Alateral = 2 π r h e Vcilindro = π r 2 h .
Assim, considerando a função:

V (r ) = π r 2 h ⇒ V ' (r ) = 2 π r h = Alateral (r ) (c.q.d)

4) Mostre que a taxa de variação do volume de um cilindro em função da sua altura, considerando um
raio fixo é em umericamente igual a área da base do cilindro.
Solução:
Inicialmente, lembremos da geometria espacial que a área da base e o volume do cilindro são dados,
respectivamente, por:

Abase = π r 2 e Vcilindro = π r 2 h .
Assim, considerando a função:

V (h) = π r 2 h ⇒ V ' (h) = 2 π r = Abase (r ) (c.q.d)

11
7. OUTRAS APLICAÇÕES SIMPLES DAS DERIVADAS

Exemplos:

1) Suponha um trabalhador que possui o salário composto por uma parte fixa (um salário mínimo) é a
outra parte comissionada em 2% sobre os valores de vendas. Determine a taxa de variação do seu
salário e faça uma interpretação do resultado encontrado.
Solução:
2 2
S (v) = 380 + v ⇒ S ' (v ) = = 2% = 0,02
100 100

Interpretação: A cada 100 reais vendidos o seu salário recebe um incremento (aumento) de 2 reais,
assim, 0,02=2% é a taxa de variação salarial.

2) Um homem pretende cercar um lote retangular situado à margem de um rio. Não é necessário
cercar ao longo do rio. Se ele tiver 800 metros de cerca e quiser que a área cercada seja máxima,
determine as dimensões do desejado lote.
Solução:

3) Um fazendeiro deseja construir um depósito em forma de prisma reto de base quadrada, aberto em
cima e com capacidade para 64 m 3 . Determine as dimensões de modo que o material
necessário para construir seja mínimo. Resposta: Atotal = 2x2 + 4xh e h = 64/x2 => dimensões: 4
mx4mx4m
Solução:

12
8. INTERPRETAÇÃO GEOMÉTRICA DA DERIVADA

O valor em umérico da derivada de uma função y = f(x) no ponto de coordenadas (x0, y0) é o
coeficiente angular da reta tangente à curva no ponto.

Portanto, a equação da reta tangente no ponto de abscissa x0 é:


y − y 0 = m ⋅ ( x − x0 )
ou
y − y 0 = tgβ ⋅ ( x − x0 )
ou
y − y 0 = f ' ( x0 ) ⋅ ( x − x0 )

• Derivada de uma função y = f(x) em um ponto x = x0

Considere a figura a seguir, que representa o gráfico de uma função y = f(x), definida em um intervalo
de números reais.

Observando essa figura, podemos definir o seguinte quociente, denominado razão incremental da
função y = f(x), quando x varia de (x0) para (x0 + ∆x0):
∆y 0 f ( x0 + ∆x0 ) − f ( x0 )
= = tg α
∆x0 ∆x 0

13
Se você não entendeu porque o quociente anterior é igual à tg α, revise a trigonometria:

Cateto oposto co
tg α = =
Cateto adjacente ca

Assim, define-se a derivada da função y = f(x) no ponto x = x0, como sendo o limite da razão
incremental anterior, quando ∆x0 tende a zero, e é representada por f '(x0)¸ ou seja:

∆y 0 f ( x0 + ∆x0 ) − f ( x0 )
lim = lim = f ' ( x0 )
∆x0 →0 ∆x ∆x0 →0 ∆x 0
0

Notas:

1) A derivada de uma função y = f(x), pode ser representada também pelos símbolos y' ou dy/dx.

2) Para os símbolos anteriores faz-se as seguintes leituras:

• f': “f linha” e y': “y linha”

• dy/dx: “derivada da função y em relação a variável independente x”

Observe que quando ∆x0 → 0, o ponto Q no gráfico anterior, tende a coincidir com o ponto P da
mesma figura, definindo a reta r, que forma um ângulo β com o eixo horizontal (eixo dos x ou das
abscissas), e nesse caso, o ângulo SPˆ Q = α tende ao valor do ângulo β .

Ora, quando ∆x0 → 0, já vimos que o quociente ∆y0 / ∆x0 representa a derivada da função y = f(x) no
ponto x0. Mas, o quociente ∆y0 / ∆x0 representa, como sabemos da trigonometria, a tangente do
ângulo SPˆ Q = α, onde P é o vértice do ângulo. Quando ∆x0 → 0, o ângulo SPˆ Q = α, tende ao ângulo
β.

Assim, não é difícil concluir que a derivada da função y = f(x) no ponto x = x0, é igual em
umericamente à tangente do ângulo β . Esta conclusão será muito útil no futuro. Podemos escrever
então:

f'(x0) = tg β

Conclusão: A derivada de uma função y = f(x) em um ponto x = x0, coincide em umericamente com o
valor da tangente trigonométrica do ângulo formado pela tangente geométrica à curva representativa
de y = f(x), no ponto x = x0.

Existem fórmulas para o cálculo das derivadas das funções – as quais serão mostradas no decorrer
desta disciplina – mas, por enquanto, vamos calcular a derivada de uma função simples, usando a
definição. Isto servirá como um ótimo exercício introdutório, que auxiliará no entendimento pleno da
definição anteriormente dada.

Exemplo:

1) Calcule a derivada da função y = x2, no ponto x = 10.

Solução: Temos neste caso:

14
 y = f(x) = x2
 f(x + ∆ x) = (x + ∆ x)2 = x2 + 2x.∆ x + (∆ x)2
 f(x + ∆ x) - f(x) = x2 + 2x.∆ x + (∆ x)2 - x2 = 2x.∆ x + (∆ x)2
 ∆ y = f(x + ∆ x) - f(x) = x2 + 2x.∆ x + (∆x)2 - x2 = 2x.∆ x + (∆ x)2
Portanto,

dy ∆y 2 x.∆x + (∆x) 2
y'= = lim = lim = lim (2 x + ∆x) = 2 x
dx ∆x →0 ∆x ∆x →0 ∆x ∆x →0

Observe que colocamos na expressão acima, ∆x em evidencia e, simplificamos o resultado obtido.

Portanto a derivada da função y = x2 é igual a y ' = 2x.

Logo, a derivada da função y = x2, no ponto x = 10, será igual a: y ' (10) = 2.10 = 20.

Qual a interpretação geométrica do resultado anterior?

Ora, a derivada da função y = x2, no ponto de abscissa x = 10, sendo igual a 20, significa que a
tangente trigonométrica da reta tangente à curva y = x2, no ponto x = 10, será também igual a 20,
conforme teoria vista anteriormente.

Ora, sendo β o ângulo formado por esta reta tangente com o eixo dos x, β será um ângulo tal que
tg β = 20. Através de uma calculadora científica ou consultando uma tábua trigonométrica, concluímos
que β ≅ 87º 8' 15".

Então, isto significa que a reta tangente à curva de equação y = x2, no ponto de abscissa x = 10, forma
com o eixo dos x um ângulo aproximadamente igual a β ≅ 87º 8' 15".

Usando o software Excel para fazer o gráfico, temos:

β ≅ 87º 8' 15"

Agora, calcule como exercício inicial, usando a definição, a derivada da função y = 5x no ponto de
abscissa x = 1000. Resposta: 5.

15
9. PROPRIEDADES DAS DERIVADAS

1) Se f(x) e g(x) são funções tendo derivadas f ' (x) e g ' (x) respectivamente, então

[f ( x ) ± g ( x )] ' = f ' (x) ± g ' (x)


2
Exemplo: h(x) = x + x

2) Seja f(x) uma função tendo derivada f ' (x) e K ∈ ℜ, então:

[k ⋅ f ( x)] ' = k ⋅ f ' (x)

Exemplo: h(x) = 5x2

3) Sejam f(x) e g(x) funções tendo derivadas f ' (x) e g ' (x) respectivamente, então:

[f(x).g(x)]' = f ' (x) . g(x) + f(x) . g ' (x)

Exemplo: h(x) = x2.x

4) Sejam f(x) e g(x) funções tendo derivadas f ' (x) e g ' (x) respectivamente, então:

'
 f ( x)  f ' ( x ) ⋅ g ( x ) − f ( x) ⋅ g ' ( x )
 g ( x)  =
  [ g ( x)]2

Exemplo: h(x) = x2 / x

Em resumo: Sejam u = f(x), v = g(x) e k ∈ ℜ , então:

1) (u ± v) ' = u ' ± v '


2) (k ⋅ u )' = k ⋅ u '
3) (u ⋅ v)' = u '⋅v + u ⋅ v'
'
 u  u '⋅v − u ⋅ v'
4)   = , desde que : v ≠ 0
v v2

16
10. DERIVADAS DAS FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS
• Se f(x) = sen x ⇒ f ' (x) = cos x
• Se f(x) = cos x ⇒ f ' (x) = - sen x
• Se f(x) = tg x ⇒ f ' (x) = sec2 x
• Se f(x) = cotg x ⇒ f ' (x) = - cossec2 x
• Se f(x) = sec x ⇒ f ' (x) = sec x . tg x
• Se f(x) = cossec x ⇒ f ' (x) = - cossec x . cotg x

Demonstrações:

1) f ( x) = tg x ⇒ f ' ( x) = ??

sen x
Como tgx = , temos:
cos x

[ sen x]'⋅ cos x − sen x ⋅ [cos x]' cos x ⋅ cos x − sen x ⋅ (− sen x)
f ' ( x) = = =
[cos x]2 cos 2 x

cos 2 x + sen 2 x 1
= 2
= 2
= sec 2 x
cos x cos x

∴ Se f(x) = tg x ⇒ f ' (x) = sec 2 x

Agora, prove as demais derivadas trigonométricas:

11. DERIVADAS DAS FUNÇÕES EXPONENCIAIS E LOGARÍTMICAS

• Se f(x) = ax (a > 0 e a ≠ 1) ⇒ f ' (x) = a x ⋅ ln a


1
• Se f(x) = log ax (a > 0 e a ≠ 1 e x > 0) ⇒ f ' (x) =
x ⋅ ln a
• Se f(x) = ex ⇒ f ' (x) = ex
1
• Se f(x) = ln x ⇒ f ' (x) =
x
Exemplos:

1) Calcule as derivadas das seguintes funções:


ex
a) f ( x) = x 2 ⋅ e x b) f ( x) =
x +1

DIGITAR FOLHAS DE CADERNO (NOTAS DE AULAS)

17
Teorema: Provar que y = x n tem derivada y ' = n ⋅ x n−1 para qualquer n real.

Solução: Sendo y = x n então, aplicando logaritmo neperiano (logaritmo de base e = 2,718182... ) em


ambos os membros da equação, temos:

ln y = ln x n ⇒ ln y = n ⋅ ln x

Derivando os dois membros desta equação, supondo y função de x, temos:

y' 1
= n ⋅ ⇒ y ' = y ⋅ n ⋅ x -1
y x

mas,

y = xn

logo,

1
y '= xn ⋅ n ⋅ = x n ⋅ n ⋅ x −1 = n ⋅ x n−1
x

e, portanto,

y ' = n ⋅ x n−1 (c.q.d.)

para qualquer valor de n.

18
12. EQUAÇÕES DA RETA TANGENTE E DA RETA NORMAL

A equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto (p, f(p)) é dada por:

y − f (p) = f ' (p).(x - p)

f ( x ) − f ( p)
Onde: f ' (p) = lim e f(p) é o valor da função f no ponto de abscissa x = p
x→p x−p

Chama-se normal da curva em um ponto p, a reta que é perpendicular à tangente passando por esse
ponto.

Da geometria analítica sabemos que, para duas retas serem perpendiculares em um ponto x, devemos
ter:
1
f ' (p) (reta r) = − (reta s)
f ' (p)
onde resulta a equação da reta normal em p.

1
y − f ( p) = − .( x − p)
f ' (p)

Exemplos:

1) Seja f(x) = x2. Determinar a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto


a) (1, f(1)) Resposta: y = 2x – 1 b) (-1, f(-1)) Resposta: y = - 2x - 1

Solução:

a) Como f ( x ) = x 2 ⇒ f ' (x) = 2x e f ' (1) = 2.

Assim, y - 1 = 2 (x - 1) ou

y = 2x – 1 é a equação da reta tangente no referido ponto.

b) Como f ( x ) = x 2 ⇒ f ' (x) = 2x e f ' (-1) = −2.

Assim, y - 1 = -2 (x + 1) ou

y = - 2x - 1 é a equação da reta tangente no referido ponto.

19
Geometricamente, usando o software MatLab, temos:

R ET A T ANG ENT E AO G R Á F ICO D A F UNÇ Ã O NO PO NT O D AD O


5

4 2
y= x
y = 2x - 1
3 y =-2 x - 1

eixo da s orde na da s, Y 1

-1

-2

-3

-4

-5
-2 -1.5 -1 -0.5 0 0.5 1 1.5 2
e ixo d as a bscissa s, X
Gráfico da função y = x2 e das retas tangentes pedidas nos itens a) e b).

2) Calculemos a equação da tangente e da normal à curva y = x2 no ponto (1, 1).

Solução:

Como f ( x ) = x 2 ⇒ f ' (x) = 2x onde f ' (1) = 2.

Assim, y – 1 = 2 (x - 1) ou y = 2x – 1 é a equação da tangente no referido ponto.

Logo, a equação da normal à curva em (1, 1) é dada por:

1 1 3
y − 1 = − ( x − 1) ou y = - x +
2 2 2

Geometricamente, usando o software MatLab, temos:


10
2
y = x
8 y = 2 x-1
y = -1 /2 x + 3 /2
6

2
y

-2

-4

-6

-8
-3 -2 -1 0 1 2 3
x
Gráfico da função y = x2 e das retas tangente e normal no ponto de abscissa x = 1.

20
LISTA DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS PARA A REVISÃO DOS CONCEITOS

Lembre-se: Para encontrar a equação da reta tangente utilizamos y − y0 = mt ⋅ ( x − x0 ) , onde (x0, y0) é
o ponto de tangência e mt é o coeficiente angular da reta.

1) Determine a equação da reta tangente ao gráfico da função, no ponto de abscissa dada:


a) f ( x) = 5 x − 3 , em x=2 Resposta: y =5x – 3
2
b) f(x) = 2 x − 3x + 5, em x = 0 Resposta: y = - 3x + 5
3
c) f ( x) = x + 3x − 1, em x = 1 Resposta: y = 6x-3
2
d) f(t) = 10t + 5t , em t = 0 Resposta: y = 5t
2
e) f ( x) = 5 x − 4 x, em x = 2 Resposta: y = 16x –20
f) f(x) = 4 - 2x, em x = 1 Resposta: y = -2x+4

2) Determine a equação da reta tangente à curva f ( x) = x 2 − 2 x + 1 no ponto (0, 1). Resposta:


y = −2 x + 1

3) Determine a equação da reta tangente ao gráfico da função f(x) = sen x no ponto de abscissa x = 0
rad. Resposta: y = x.

4) Determine os pontos sobre a curva f ( x) = x 3 − x 2 − x + 1 onde a tangente é horizontal.


 1 32 
Resposta: (1, 0) e  − ,  . Nota: Futuramente, veremos que esses pontos são candidatos a
 3 27 
pontos de máximos, mínimos ou ponto de inflexão da função dada.

5) Quais os valores de x onde o gráfico de f ( x) = 2 x 3 − 3x 2 − 12 x + 87 tem tangentes horizontais?


Resposta: x = 2 e x = -1

6) Mostre que a curva f ( x) = 6 x 3 + 5 x − 3 não tem reta tangente com inclinação 4.


Resposta: Demonstração.

21
13. INTERPRETAÇÃO FÍSICA DA DERIVADA

• Velocidade Média e Velocidade Instantânea

Vamos utilizar uma historinha para ilustrar melhor os conceitos:

O sr. Mário mora na cidade A e, nos fins de semana, vai visitar a irmã que mora na cidade B, distante
200 quilômetros de A, e nesse percurso ele leva duas horas e meia. Na última vez, o sr. Mário foi
multado pela polícia rodoviária por excesso de velocidade. Ele tentou argumentar que, como percorre
200 km em duas horas e meia, a sua velocidade é de 80 km e portanto não poderia ser multado. Por
que os guardas rodoviários não lhe deram ouvidos?

A velocidade a que se refere o sr. Mário é a velocidade média:

distância percorrida 200


vm = = = 80 km / hora
tempo decorrido 2,5

A velocidade a que se refere o guarda rodoviário é a velocidade instantânea, que provavelmente era
maior do que 80 km/hora no instante em que ele passava pelo local, pois é difícil manter uma
velocidade constante em um percurso tão longo.

Lembremos o que é velocidade instantânea.

Seja s = s(t) a equação horária do movimento de um ponto material na reta em umérica, isto é, s(t)
indica a coordenada do ponto material no instante t. A velocidade média do ponto material no intervalo
de tempo [t , t + ∆t ] é dada pela razão entre espaço percorrido e o tempo decorrido.

∆s s (t + ∆t ) − s (t )
vm = =
∆t ∆t

∆s
A velocidade instantânea do ponto material no instante t é o limite da velocidade média quando
∆t
∆t tende para 0:

∆s s (t + ∆t ) − s (t )
v = v(t ) = lim = lim
∆t → 0 ∆t ∆t → 0 ∆t

Consideremos a figura a seguir, onde o espaço s depende do tempo t, isto é, s = f(t).

f(t+∆t) Q

∆S

f(t) P
∆t

t t+∆t t

22
Como sabemos através da física, a velocidade média de um corpo no intervalo de tempo ∆t é dada
∆s
por: Vm = . Se fizermos ∆t muito pequeno (∆t → 0) teremos a velocidade do referido corpo em um
∆t
instante t, denominado velocidade instantânea, a qual é dada por:

∆s f (t + ∆t ) − f (t ) ds
v = lim = lim = .
∆t → 0 ∆t ∆t →0 ∆t dt

Portanto, a velocidade instantânea de um corpo em um referido instante t nada mais é do que a


derivada da função s = f(t).

Se o movimento não é uniforme temos, em dois instantes distintos, duas velocidades distintas, ou seja,
∆v
haverá uma variação na velocidade. Em física a aceleração média é dada por: a m = onde a
∆t
aceleração instantânea, de maneira análoga à velocidade instantânea, é dada por:

∆v dv ds
a = lim = onde v = .
∆t → 0 ∆t dt dt

d  ds  d 2 s
Então a =  = , ou seja, a derivada de segunda ordem da função s = f(t) exprime
dt  dt  dt 2
exatamente a aceleração do movimento.

Exemplos:

1) Um objeto se move de modo que no instante t a distância é dada por s(t) = 3t4 – 2t. Qual a
expressão da velocidade e da aceleração desse objeto, em um instante t qualquer e no instante t =1
seg.?
Solução:
ds dv
Como vimos v = ou seja v(t) = 12t 3 − 2 e a(t) = ou seja a = 36t 2 . Em t = 1 seg., temos:
dt dt
v(1) = 12 ⋅ 1 − 2 = 12 − 2 = 10 m / s e a(1) = 36 ⋅ 1 = 36 m / s 2 .
3 2

2) Determine a velocidade e a aceleração no instante t = 3 seg. onde s(t) = 3t3 – 2t2 + 2t +4 é a função
que informa a posição (em metros) de um corpo no instante t.
Solução:
ds
Temos: v = = 9t 2 - 4t + 2 onde, no instante t = 3seg., a velocidade vale v=71 m/seg. e
dt
2
ds
a= 2 onde, no instante t = 3 seg., a aceleração vale a = 50 m/seg2.
dt = 18t − 4

3) Uma partícula se move segundo a equação s(t) = t3 – 2t2 + 5t – 1 (s em metros e t em segundos).


Em que instante a sua velocidade é 9 m/s?
Solução:
4 ± 16 + 48 4 ± 64 4 ± 8 2
s ' (t ) = 9 ⇒ 3t 2 − 4t + 5 = 9 ⇒ 3t 2 − 4t − 4 = 0 ⇒ t = = = ⇒ t = 2 ou t = −
6 6 6 3
Portanto, no instante t = 2 segundos a sua velocidade é de 9 m/s.

23
4) Um móvel se desloca em uma trajetória de equação S = 5t 2 + 2 t , S em metros e t em segundos,
determine a velocidade e a aceleração instantânea do móvel para t = 3 s.
Solução:
Sabemos que para encontrar a velocidade, basta derivar a função do espaço, assim,

dS
v= ⇒ v = 10t + 2
dt

v = 10t +2 é a expressão que nos fornece a velocidade instantânea para qualquer tempo.

Particularmente, no tempo 3 segundos, temos: v = 10. 3 + 2. Assim, v = 32 m/s

Agora, para encontrar a aceleração, basta derivar a velocidade, assim:

dv
a= ⇒ a = 10 m / s 2
dt

a ⋅t2
5) Um móvel se desloca em uma trajetória de equação S = S 0 + v0 ⋅ t + , onde S 0 é a posição
2
inicial, v0 é a velocidade inicial, t é o tempo em segundos, a é a aceleração e S é a posição final em
metros. Determine a velocidade e a aceleração instantânea do móvel.
Solução:
Utilizando as regras de derivação, e sabendo que a aceleração, a velocidade inicial e o espaço inicial
são constantes, temos:
dS 2⋅a ⋅t dS
= 0 + v0 + ⇒ = v0 + a ⋅ t .
dt 2 dt

dS
Assim, = v0 + a ⋅ t é a função da velocidade, logo, a derivada do espaço em relação ao tempo, nos
dt
fornece a velocidade instantânea:
dS
= v0 + at
dt

Agora, derivando a velocidade em relação ao tempo, temos:

dv dv
=0+a ⇒ =a
dt dt

logo, a derivada da velocidade em relação ao tempo, nos fornece a aceleração:

dv
=a
dt

24
LISTA DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS PARA A REVISÃO DOS CONCEITOS

1) Um corpo desloca-se sobre um plano inclinado através da equação s(t) = 5t2 – 2t (s em metros e t
em segundos). Calcular a velocidade e a aceleração desse corpo após 2 segundos da partida.
Resposta: v(2) = 18 m/s e a(2) = a(t) = 10 m/s2

2) Um corpo é abandonado do alto de uma torre de 40 m de altura através da equação s(t) = 6t2 – 2.
Determinar a sua velocidade quando se encontra a 18 m do solo, onde s é medido em metros e t em
segundos. Resposta: v = 24 m/s

3) Dois corpos tem movimento em mesma reta segundo as equações s1(t) = t3 + 4t2 + t – 1 e s2(t) = 2t3
– 5t2 + t + 2. Determine as velocidades e posições desses corpos quando as suas acelerações são
iguais considerando s em metros e t em segundos.
Resposta: Dica: s1 ' ' (t ) = s 2 ' ' (t ) => v1 = 52 m/s, s1 = 65 m, v2 = 25 m/s e s2 = 14 m

4) Uma partícula descreve um movimento circular segundo a equação θ = 2t4 – 3t2 – 4 (θ em


radianos). Determine a velocidade e a aceleração angulares após 4 segundos.
Resposta: w = 488 radianos/segundos e α = 378 radianos/ segundos2

3t − 7
5) Um móvel descreve uma trajetória segundo a equação s (t ) = (s em centímetros e t em
t+2
segundos). Qual é a sua velocidade e aceleração após deslocar 2 cm?
1 2
Resposta: v = cm / s, a = - cm / s 2
13 169

25
14. DERIVADAS SUCESSIVAS

Seja y = f(x) definida em um intervalo. A derivada f ’ (x) é também uma função neste intervalo. Se
f ’ (x) for também derivável, a sua derivada é denominada derivada segunda da função f(x) e
representaremos por:
d2y
f ' ' (x) ou
dx 2
e assim sucessivamente.

dn y
Denotaremos por f n (x) ou a derivada de ordem n da função y = f(x).
dx n

Exemplo:

1) Consideremos a função y = 5x4 – 2x3 + 6x2 –2x – 8. Então:

dy
• = 20 x 3 − 6 x 2 + 12 x − 2 (derivada de 1a ordem)
dx

d2 y d  dy 
• 2
= 2
  = 60x − 12x + 12 (derivada de 2a ordem)
dx dx  dx 

d3 y d  d2 y 
• =   = 120 x − 12 (derivada de 3a ordem)
dx 3 dx  dx 2 

d4 y d  d3y 
• =   = 120 (derivada de 4a ordem)
dx 4 dx  dx 3 

d5y d6y dny


• = = ... = = ... = 0 (derivada de 5a ordem ou superior)
dx 5 dx 6 dx n

15. VARIAÇÃO DO SINAL DE UMA FUNÇÃO

Uma função é crescente em um intervalo I, quando a sua derivada primeira for positiva nesse
intervalo. Por outro lado, uma função é decrescente em um intervalo I, quando a sua derivada primeira
for negativa nesse intervalo. Assim,

• Se f ' (x) > 0 ⇒ a função é crescente no intervalo I.

• Se f ' (x) < 0 ⇒ a função é decrescente no intervalo I.

16. CONCAVIDADE DE UMA FUNÇÃO

A concavidade da curva de uma função f pode ser determinada por meio do sinal da derivada de
segunda ordem de f, ou seja:

• Se f '' (x) > 0 ⇒ concavidade voltada para cima, no intervalo analisado.


• Se f '' (x) < 0 ⇒ concavidade voltada para baixo, no intervalo analisado.

26
17. MÁXIMOS E MÍNIMOS

A partir do sinal da derivada de segunda ordem de uma função f, além da concavidade, pode-se obter
pontos de máximos ou mínimos, relativos a um certo intervalo desta função. Sendo o gráfico a seguir
de uma função f, qualquer, tem-se:

y r3

r1
y = f(x)

x2
x1 x3
x
r2

x1 = abscissa de um ponto de máximo local.


x2 = abscissa de um ponto de mínimo local.
x3 = abscissa de um ponto de máximo local.
As retas tangentes r1, r2 e r3 nos pontos de abscissas x1, x2 e x3 respectivamente, são paralelas ao eixo
x, logo a derivada de f se anula para x1, x2 e x3, ou seja:
f ' (x1) = f ' (x2) = f ' (x3) = 0
Nota: Nos pontos de mínimo ou máximo relativo, a derivada primeira se anula.

Teste da derivada 2a
A fim de verificar se um ponto que anula a derivada primeira de uma função, representa um ponto de
máxima ou mínimo local, faz-se o teste da derivada de segunda ordem, ou seja:
10 passo: Deriva-se a função.
20 passo: Iguala-se a derivada primeira a zero.
30 passo: Determinam-se as raízes da derivada primeira.
40 passo: Teste da derivada de segunda ordem, ou seja:

f ''(p) > 0 ⇒ p = abscissa de mínimo local

f ''(p) < 0 ⇒ p = abscissa de máximo local

18 . PONTO DE INFLEXÃO

Se f ''(p) = 0 e f '''(p) ≠ 0, então p = 0 é abscissa de um ponto de inflexão.


8

-2

-4

-6

-8
-2 -1 .5 -1 - 0 .5 0 0 .5 1 1 .5 2

Teorema:
Se uma função f(x) é derivável em um ponto p, então ela é contínua nesse ponto.

Nota: Uma função não possui derivada, nos pontos de descontinuidade.

27
19. ALGUMAS APLICAÇÕES DAS DERIVADAS

1) Se a posição de uma partícula é definida por s (t ) = 5t − 3t 2 metros, onde t é expresso em segundos,


construa os seguintes gráficos no intervalo [0, 20] segundos:
a) Da posição em relação ao tempo.
b) Da velocidade em relação ao tempo.
c) Da aceleração em relação ao tempo.
Solução: Usando o software MS-Excel para fazer os gráficos: Nome do arquivo:
Ex_Aplica_Der_Fisica.xls
a) S (t ) = 5t − 3t 2

Função Posição x Tempo


S(t)
200
0 t
-200 0 5 10 15 20

-400
-600 S(t) = -3t2 + 5t
-800 R2 = 1
-1000
-1200

b) v(t ) = 5 − 6t

V(t) Função: Velocidade x Tempo


20
0 t
-20 0 5 10 15 20

-40
-60
-80 V(t) = -6t + 5
2
-100 R =1
-120
-140

c) a = −6 m / s 2

Função: Aceleração x Tempo


a(t) t
0
-1 0 5 10 15 20

-2
-3
a = -6
-4 2
R =1
-5
-6
-7

Nota: O R2 é o coeficiente de correlação de Pearson ao quadrado, o mesmo é obtido ao encontrarmos a


linha de tendência.

28
2) (HIBBELER, ANO ?? - Dinâmica – p.13) Uma bicicleta se move em uma pista retilínea de
forma que sua posição é descrita pelo gráfico mostrado na figura a seguir.

a) Determine as equações da velocidade e da aceleração (nos intervalos de tempo apropriados).


b) Construa os gráficos da velocidade em relação ao tempo e o gráfico da aceleração em relação ao
tempo no período de 0 ≤ t ≤ 30 s.
2t , se 0 ≤ t < 10 2, se 0 ≤ t < 10
Resposta: a) v(t ) =  e a(t ) = 
20, se 10 ≤ t ≤ 30 0, se 10 ≤ t ≤ 30
Ou, escrevendo de uma outra forma, temos:
Em 0 ≤ t < 10 s, temos: v(t ) = 2t m / s e a = 2 m / s 2 . Por outro lado, 10 ≤ t ≤ 30 s, temos:
v = 20 m / s e a = 0 m / s 2 .
b) FAZER O GRÁFICO USANDO O MAPLE

3) O gráfico velocidade x tempo (v-t) para um carro movimentando-se ao longo de uma pista retilínea
é mostrado na figura a seguir.

Construa o gráfico aceleração x tempo (a–t) e determine a aceleração máxima durante o intervalo de
30 segundos. Resposta: a = 8 m / s 2 FAZER O GRÁFICO USANDO O MAPLE.

29
4) (HIBBELER, ANO ?? - Dinâmica – p.32) A trajetória de vôo de um helicóptero quando ele
decola de A é definida pela equações paramétricas: x = 2t 2 (m) e y = 0,04t 3 (m) , onde t é o tempo
expresso em segundos. Veja figura a seguir:

Determine a distância do helicóptero ao ponto A e os módulos de sua velocidade e de sua aceleração


quando t = 10 segundos. Resposta: Distância = 204 m, v = 41,8 m/s e a = 4,66 m/s2.

5) Uma partícula move-se ao longo de uma linha reta de forma que sua posição é definida por
s = t 3 − 3t 2 + 2 metros. Determine a velocidade instantânea quando t = 2 s. Resposta: v = 2 m/s

6) O movimento de um ponto material é definido pela relação x = 2t 3 − 8t 2 + 5t + 9 , onde x é


expresso em metros e t em segundos. Determine a posição, velocidade e a aceleração quando t = 3
segundos. Resposta: Posição = -32 m, v = 11 m/s e a = 20 m/s2.

7) O movimento de um ponto material é definido por x = 2t 3 − 9t 2 + 12 , onde x é expresso em metros


e t em segundos. Determine o instante, a posição e a aceleração quando v = 0. Resposta: t = 0 seg
=> x = 12 m e a = -18 m/s2. Por outro lado, t = 3 seg => x = -15 m e a = 18 m/s2

8) O movimento de um ponto material é dado por x = t 2 − 10t + 30 onde x é expresso em metros e t


em segundos. Determine:
a) O instante em que a velocidade é nula. Resposta: t = 5 seg.
b) A posição do ponto quando t = 8 seg. Resposta: S = 14 m

1
9) O movimento de um ponto material é dado por x = t 3 − 3t 2 + 8t + 2 onde x é expresso em metros
3
e t em segundos. Determine:
a) O instante em que a velocidade é nula. Resposta: 2 seg. e 4 seg.
b) A posição do ponto onde a aceleração é nula. Resposta: 8 m

10) (BEER, mecânica vetorial – p.8) A posição de um ponto material que se desloca ao longo de uma
reta é definida por x = t 3 − 6t 2 − 15t + 40 , onde x é expresso em metros e t em segundos.
Determine:
a) O instante no qual a velocidade será nula. Resposta: t = 5 seg.
b) A posição e a distância percorrida pela partícula até este instante. Resposta: Posição = - 60 e
distância percorrida = 100 m
c) A aceleração da partícula neste instante. Resposta: a = 18 m/s2

11) Para uma partícula que se move sobre uma trajetória conhecida, sua posição é determinada pela
abscissa que é uma função do tempo t, chamada função horária. Determine a velocidade e a
aceleração das partículas cujas funções horárias são dadas a seguir, nos instantes indicados:
a) S (t ) = 20 + 3t 2 , em t = 0 s Resposta: v(0) = 0 m/s e a(0) = 6 m / s2
b) S(t) = 100 - 5t 2 , em t = 2 s Resposta: v(2) = - 20 m/s e a(2) = -10 m/s2
c) S(t) = 5t 3 , em t = 2 s Resposta: v(2) = 60 m/s e a(2) = 60 m/s2

30
12) Um móvel desce um plano inclinado segundo a equação s = 12t 2 + 6t . Determine a sua velocidade
instantânea no tempo 3 seg. Resposta: v = 78 m/s.

13) Um balonista deixa cair de um balão um saco de areia. Após t segundos, o saco de areia está a
100 − 4,9t 2 do solo. Determine a velocidade do saco de areia em t = 2 seg. Resposta: -19,6 m/s

14) Um projétil é lançado verticalmente do solo com velocidade inicial de 112 m/s. Após t segundos,
sua distância do solo é de 112 − 4,9t 2 metros. Determine a velocidade e a aceleração instantânea
em t = 2 seg. Resposta: v(t) = - 19,6 m/s e a = -9,8 m/s2.

15) Um atleta percorre uma pista de 100 m de modo que a distância S(t) percorrida após t segundos é
1
s (t ) = t 2 + 8t . Determine a velocidade do atleta quando t = 5 seg. Resposta: v(t) 10 m/s
5

16) A lei de Boyle afirma que se a temperatura permanece constante, a pressão p e o volume v de um
c
gás confinado estão relacionados por p = para alguma constante c. Se, para certo gás, c = 200
v
e v está aumentando, determine a taxa instantânea de variação de p em relação a v:
− 200
a) Para um volume v qualquer. Resposta: p ' (v) = 2
v
b) Para um volume de 10. Resposta: p' (10) = -2

17) A relação entre a temperatura F na escala Fahrenheit e a temperatura C na escala Celsius é dada
5 9
por C = (F − 32) . Determine a taxa de variação de F em relação a C. Resposta: F ' = = 1,8
9 5

18) A lei de Charles para os gases afirma que se a pressão permanece constante, então a relação entre o
 1 
volume V que um gás ocupa e sua temperatura T (em ºC) é dada por V = V0 ⋅ 1 + T .
 273 
273
Determine a taxa de variação de T em relação a V. Resposta: T ' (V ) = .
V0

19) Mostre que a taxa de variação do volume de uma esfera em relação ao seu raio é em
4
umericamente igual à área da esfera. Lembre-se: Vesfera = π r 3 e A esfera = 4π r 2 . Resposta:
3
V ' (r) = 4π r 2 = A

20) Uma mancha de óleo se alastra sempre circularmente. Determine a taxa na qual a área A da
superfície da mancha varia em relação ao raio do círculo para:
a) r arbitrário Resposta: A ' = 2π r
b) r = 200 m Resposta: A = 400π

21) Um balão está sendo inflado. Determine a taxa na qual seu volume V varia em relação ao raio r do
balão para:
a) r arbitrário Resposta: V ' (r) = 4π r 2 = A superfície
b) r = 3 m Resposta: V ' (3) = 36π

31
22) Uma partícula move-se segundo a trajetória s (t ) = −2t 3 + 7t 2 − 3 . Determine:
a) A equação da velocidade. Resposta: v(t)= - 6t2 + 14t
b) A equação da aceleração. Resposta: a(t) = - 12t + 14
c) A velocidade no instante t = 3 seg. Resposta: –12 m/s
d) A aceleração no instante t = 1 seg. Resposta: 2 m/s2

23) A coordenada de posição de uma partícula movendo-se ao longo de uma linha reta é dada por
s (t ) = 2t 3 − 24t + 6 , onde s é medido em metros a partir de uma origem e t está em segundos.
Determine:
a) O tempo necessário para a partícula alcançar uma velocidade de 72m/s a partir de sua condição
inicial em t = 0. Resposta: t = 4 s
b) A aceleração da partícula quando v = 30m/s. Resposta: a = 36 m/s2
c) O deslocamento resultante durante o intervalo de t = 1 s até t = 4 s. Resposta: 54 m
24) A velocidade de uma partícula é dada por v(t ) = 25t 2 − 80t − 200 , onde v está em metros por
segundo e t em segundos. Calcule a velocidade quando a aceleração é nula. Resposta: v = -264 m/s
25) A posição de uma partícula é dada por s (t ) = 2t 3 − 40t 2 + 200t − 50 , onde s está em metros e t em
segundos. Determine o tempo no qual a velocidade se anula. Resposta: t = 10 seg. e t = 10/3 seg.
26) Seja a equação do espaço dada por s = t 3 − 6t 2 + 1 . Determine:
a) O espaço e a velocidade quando a aceleração é nula. Resposta: S = -15 m e v = −12 m/s
b) O espaço e a aceleração quando a velocidade é nula. Resposta: Para t = 0 s, S = 1 m e a = -12 m/s2
para t = 4 seg, S = -31 m e a = 12 m/s2.

27) Um avião está voando a 1.100 m de altura, conforme a figura a seguir.

Qual é a taxa de variação da distância entre o avião e o ponto fixo P em relação a θ quando θ =30º?
Resposta: A taxa de variação é de aproximadamente -3.808.

28) (Adaptado de ANTON) Suponha que o sol passe diretamente sobre um prédio de altura 30 m e
seja θ o ângulo que os raios solares fazem com o solo. Determine a taxa segundo o qual o
comprimento da sombra do prédio está variando em relação à θ , quando θ = 45º. Resposta: -60
metros/rad.
Solução:
altura 30 30 30 cos θ
tg θ = = ⇒y= = = 30 ⋅ .
sombra y tg θ senθ senθ
cos θ
A derivada de y é dada por:
30
y '= − .
sen 2θ
Logo, para θ = 45º, temos:
30 30 30
y ' (45) = − 0 2
=− 2
=− = −60 metros/rad
( sen 45 )  2 2/ 4
 
 2 
 

32
1 T
29) A frequência de vibração de uma corda de um violino é dada por f = ⋅ , onde L é o
2L ρ
comprimento da corda, T sua tensão e ρ é sua densidade linear. Determine a taxa de variação da
frequência em relação:
df 1 T
a) Ao comprimento (T e ρ são constantes). Resposta: =− 2 ⋅
dL 2L ρ
df 1
b) À tensão (L e ρ são constantes). Resposta: =
dT 4 L ⋅ ρ ⋅ T
df 1 T
c) À densidade linear (L e T são constantes). Resposta: =− ⋅
dρ 4L ρ
Solução:
Usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:
> restart:
> f:=1/(2*L)*sqrt(T/p); # DEFININDO A FUNÇÃO A SER DERIVADA.
T
p
f :=
2L
> df_dL:=diff(f,L); # DERIVADA DE f EM RELAÇÃO A L.
T
p
df_dL := −
2 L2
> df_dT:=diff(f,T); # DERIVADA DE f EM RELAÇÃO A T.
1
df_dT :=
T
4L p
p
> df_dp:=diff(f,p); # DERIVADA DE f EM RELAÇÃO A L.
T
df_dp := −
T 2
4L p
p

30) Se a equação de movimento de uma partícula for dada por s = A ⋅ cos(ω t + δ ) , dizemos que a
partícula está em um movimento harmônico simples. Nestas condições, determine a velocidade da
partícula no instante t. Resposta: v = − A ⋅ ω ⋅ sen (ω t + δ )

31) O deslocamento de uma partícula sobre uma corda vibrante é dado pela equação
1
s (t ) = 10 + ⋅ sen (10 π t ) , onde s é medido em centímetros e t em segundos. Determine a
4
 5π 
velocidade da partícula após t segundos. Resposta: v(t ) =   ⋅ cos (10 π t ) cm / s
 2 

32) O movimento de uma mola sujeita a uma força de atrito ou a uma força de amortecimento (como
um amortecedor de um carro), é frequentemente modelado pelo produto de uma função
exponencial e uma função seno ou cosseno. Suponha que a equação de movimento de um ponto
sobre essa mola seja s (t ) = 2 ⋅ e −1,5⋅t ⋅ sen (2 π t ) onde s é medido em centímetros e t em segundos.
Determine a velocidade após t segundos. Resposta: v(t ) = 2 ⋅ e −1,5⋅t ⋅ [2 π ⋅ cos (2π t ) − 1,5 ⋅ sen (2 π t )]

33
33) (HIBBELER – ANO ?? - Dinâmica – p. 17, exerc. 1-40) Se a posição de uma partícula é
π 
definida como s = 2 ⋅ sen  ⋅ t  + 4 , onde t é expresso em segundos, determine a velocidade e a
5 
2π π  2π 2 π 
aceleração no instante t. Resposta: v(t ) = ⋅ cos  ⋅ t  e a(t ) = − ⋅ sen  ⋅ t 
5 5  5 5 

34) O deslocamento de uma partícula é dado por s = (−2 + 3t ) ⋅ e −0,5⋅t , estando s em metros e t em
segundos. Determine o tempo no qual a aceleração é nula. Resposta: t ≅ 4,67 m / s 2
Solução: Usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:
> restart:
> s:=(-2+3*t)*exp(-0.5*t); # DEFININDO A FUNÇÃO.
( −0.5 t )
s := ( −2 + 3 t ) e
> v:=diff(s,t);# CALCULANDO A FUNÇÃO VELOCIDADE.
( −0.5 t ) ( −0.5 t )
v := 3 e − 0.5 ( −2 + 3 t ) e
> a:=diff(v,t);# CALCULANDO A FUNÇÃO ACELERAÇÃO, UMA FORMA.
( −0.5 t ) ( −0.5 t )
a := −3.0 e + 0.25 ( −2 + 3 t ) e
> a:=diff(s,t$2);# CALCULANDO A FUNÇÃO ACELERAÇÃO, OUTRA FORMA.
( −0.5 t ) ( −0.5 t )
a := −3.0 e + 0.25 ( −2 + 3 t ) e
> solve(a=0,{t});# DETERMINANDO, QUANDO A ACELERAÇÃO SERÁ NULA
{ t = 4.666666667 }

35) (STEWART ANO ?? – p. 206) Se um tanque mantém 5.000 galões de água, que escoa pelo fundo
em 40 minutos, então a Lei de Torricelli dá o volume V de água que restou no tanque depois de t
2
 t 
minutos como V = 5.000 ⋅ 1 −  com 0 ≤ t ≤ 40 . Determine a taxa segundo a qual a água está
 40 
dV
escoando do tanque depois de 5 minutos. Resposta: = −218,75 g / min
dt
Solução: Usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:
> restart:
2
 t 
> V:=5000*(1-t/40)^2; V := 5000  1 − 
 40 
25 t
> V_linha:=diff(V,t); V_linha := −250 +
4
-875
> subs(t=5,V_linha);
4
> evalf(%); -218.7500000

π 
36) Seja f ( x ) = sen x. Determine f '  . Resposta: 1/2
3

34
20. ALGUMAS APLICAÇÕES DAS DERIVADAS AOS CIRCUITOS ELÉTRICOS

1) A voltagem de um certo circuito elétrico é de 100 volts. Se a corrente (em ampères) é I e a


100
resistência (em ohms) é R, então, pela lei de Ohms, I = . Se R está aumentando, determine a
R
taxa instantânea de variação de I em relação a R em:
a) Qualquer resistência R.
b) Uma resistência de 20 ohms.
Solução:
a) Para encontrar a taxa instantânea da variação de I, basta derivá-la:

dI 100 dI 0 ⋅ R − 100 ⋅ 1 dI 100


= ⇒ = 2
⇒ =− 2
dR R dR R dR R
b) Para R= 20, temos:
d I −100 1
= 2
=−
dR 20 4

1
Assim, quando R= 20 ohm a corrente está decrescendo à taxa de de ampère por ohm.
4

2) Duas bobinas acopladas têm auto-indutância, onde o coeficiente de mútua indução L é igual a 0,05
Henry (H) e a corrente i1 que percorre a bobina 2 é igual a 5 ⋅ sen ( 400 t ) ampéres (A). Determinar
di
a tensão v2 na bobina 2, sendo v2 = L ⋅ .
dt
Solução:
di d
v2 = L ⋅ = 0,05 ⋅ [5 ⋅ sen ( 400 t )] = 0,05 ⋅ 5 ⋅ 400 ⋅ cos ( 400 t ) = 100 cos ( 400 t ) (V)
dt dt

3) Considere uma indutância L = 0,02 Henry (H) atravessada pela corrente i = 10 ⋅ cos (300 t ).
Determine a tensão induzida v L (t ).
Solução:
Sabendo-se que:
di
v L (t ) = L ⋅
dt
Assim, temos:
d
v L (t ) = 0,02 ⋅ [10 ⋅ cos (300 t )] = −0,02 ⋅10 ⋅ 300 ⋅ sen (300 t ) = 60 ⋅ sen (300 t )
dt

4) Considere uma capacitância C = 20 µ F à qual é aplicada uma tensão v(t ) = 30 ⋅ sen (200t + 50 0 ) .
Determine a corrente i (t ).
Solução:
Sabendo-se que:
dv
i (t ) = C ⋅
dt
Assim, temos:
d
i (t ) = 20 ⋅10 −6 ⋅ [30 ⋅ sen ( 200 t + 50 0 )] = 0,00002 ⋅ 30 ⋅ 200 ⋅ cos ( 200 t + 50 0 ) = 0,12 ⋅ cos ( 200 t + 50 0 )
dt

35
5) (Adaptado – STEWART, ANO ?? - p.223, exerc. 69) O flash de uma câmara estoca carga em
um capacitor e a dispara instantaneamente quando ativado. Os dados da Tabela a seguir descrevem
a carga remanescente no capacitor (medida em microcoulombs, µ C ) no instante t , medido em
segundos.
Tabela
t Q
0,00 100
0,02 81,87
0,04 67,03
0,06 54,88
0,08 44,93
0,10 36,76

Utilizando-se um software de ajuste de curvas (linha de tendência do Excel, por exemplo) encontramos
a função (ou o modelo matemático) Q(t ) = 100,01⋅ e −10, 006⋅t , como ilustra a figura a seguir.

Função: Carga x Tempo


110
100
Q(t) = 100,01e-10,006t
90
80 R2 = 1
Carga [Q(t)]

70
60
50
40
30
20
10
0
0,00 0,02 0,04 0,06 0,08 0,10
Tempo (t)

Sabendo que a derivada da carga representa a corrente elétrica que flui em um capacitor, determine a
corrente quando t = 0,04s. Resposta: − 670,63 µ A
Solução:
Usando o software de manipulação algébrica Maple®, temos:
> restart:
> Q:=100.01*exp(-10.006*t); # DEFININDO A FUNÇÃO CARGA.
( −10.006 t )
Q := 100.01 e
> Q_linha:=diff(Q,t); # CALCULANDO A FUNÇÃO DERIVADA.
( −10.006 t )
Q_linha := −1000.70006 e
> subs(t=0.04,Q_linha); # AVALIANDO A FUNÇÃO DERIVADA NO PONTO DADO.
( -0.40024 )
−1000.70006 e
> evalf(%);# AVALIANDO A FUNÇÃO DERIVADA NO PONTO DADO.
-670.6283401

36
LISTA DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS PARA A REVISÃO DOS CONCEITOS

1) A corrente em uma indutância pura de L = 0,01 H é i = 5 ⋅ cos ( 2.000 t ). Qual é a tensão? Resposta:
v(t ) = 100 ⋅ cos (200t + 90 0 ) . Se julgar necessário, procure intepretação com um engenheiro, ou
outro especialista da área.

2) Duas bobinas acopladas possuem auto-indutância, onde o coeficiente de mutua indução L é igual à
0,03 H e a corrente i1 que passa pela bobina 2 é igual à i = 7 ⋅ cos (300 t + 450 ). Determine a tensão
na bobina 2. Resposta: v(t ) = −63 ⋅ sen (300t + 450 )

3) Determine a tensão induzida em uma indutância pura de L = 0,02 Henry sendo a corrente
i (t ) = −7,5 ⋅ cos (100 t ) A . Resposta: v(t ) = 150 ⋅ sen (1.000t )

4) Considere um capacitor C = 30 µ F ao qual é aplicada uma tensão v(t ) = 20 ⋅ sen (300t + 50 0 ) .


Obtenha a corrente i (t ) . Resposta: i (t ) = 0,18 ⋅ cos (300t + 50 0 )

5) A quantidade de carga Q em Coloumbs © que passa através de um ponto em um fio até o instante t
(medido em segundos) é dada por Q(t ) = t 3 − 2t 2 + 6t + 2. Determine a corrente quando t = 0,5 s.
Resposta: i = 4,75 A

37
21. ALGUMAS APLICAÇÕES DAS DERIVADAS À MECÂNICA

1) (BEER, 1980 – Mecânica Vetorial, p. 51ss) O braço AO (veja a figura a seguir) de 0,9 m de
comprimento gira ao redor de O e seu movimento está definido pela relação θ = 0,15t 2 , onde θ
está expresso em radianos e t em segundos. O cursor B desliza ao longo do braço, sendo que seu
deslocamento em relação a O é dado por r = 0,9 − 0,12t 2 , onde r é expresso em metros e t em
segundos. Determine a velocidade e a aceleração total do cursor B após o braço AO ter girado 30º,
ou seja, t = 1,869 s. Se julgar necessário, procure intepretação com um engenheiro, ou especialista
da área. θ = 30º ⇒ t = 1,869

Solução:

Sabemos que:
• Módulo da velocidade total: v = (vr ) 2 + (vθ ) 2
• Velocidade total: v = vr ⋅ ir + vθ ⋅ iθ
• Módulo da aceleração total: a = (ar ) 2 + (aθ ) 2
• Aceleração total: a = ar ⋅ ir + aθ ⋅ iθ
Precisamos encontrar: vr , vθ , a r e aθ
Por outro lado, sabemos que:


vr = r (1)

vθ = r ⋅ θ (2)
2
••
•
a r = r − r ⋅ θ  (3)
 
•• • •
a θ = r ⋅θ + 2 ⋅ r⋅ θ (4)

Onde:

• r significa a primeira derivada de r em relação a t.

• θ significa a primeira derivada de θ em relação a t.
••
• r significa a segunda derivada de r em relação a t.
••
• θ significa a segunda derivada de θ em relação a t.
• •• • ••
De posse de r e θ , podemos encontrar r , r , θ e θ :

Como:
r = 0,9 − 0,12t 2 e θ = 0,15t 2
38
Temos:

• •• • ••
r = −0,24t e r = −0,24 e θ = 0,3t e θ = 0,3

Agora, para t = 1,869 s, temos:

• r = 0,4808 m e θ = 0,524 rad


• •
• r = −0,448 m / s e θ = 0,561 rad / s
•• ••
• r = −0,24 m / s 2 e θ = 0,3 rad / s 2

Velocidade:

Utilizando as fórmulas (1) e (2), vamos a:


vr = r = −0,448 m / s
e

vθ = r ⋅ θ = 0,4808 ⋅ 0,561 = 0,269 m / s

Desta forma, temos:

- Módulo da velocidade total:

v = (vr ) 2 + (vθ ) 2 = (−0,448) 2 + (0,269) 2 = 0,522 m / s


- Velocidade:

v = vr ⋅ ir + vθ ⋅ iθ = −0,448 ⋅ ir + 0,269 ⋅ iθ

Aceleração:

Por outro lado, utilizando as fórmulas (3) e (4), vamos a:

2
••
•
a r = r − r ⋅ θ  = −0,24 − 0,48 ⋅ (0,561) 2 = −0,391 m / s 2
 
e
•• • •
a θ = r ⋅ θ + 2 ⋅ r ⋅ θ = 0,4808 ⋅ 0,3 + 2 ⋅ (−0,448) ⋅ (0,561) = −0,358 m / s 2

Desta forma, temos:

- Módulo da aceleração total:

a = (ar ) 2 + (aθ ) 2 = (−0,391) 2 + (−0,358) 2 = 0,531 m / s 2


- Aceleração:

a = ar ⋅ ir + aθ ⋅ iθ = −0,391⋅ ir − 0,358 ⋅ iθ

39
2) (HIBBELER – ANO ?? - Dinâmica, p.51 exerc. 1-20) Devido à rotação de uma haste em forma
de forquilha, a cavilha cilíndrica mostrada na figura a seguir percorre uma ranhura, uma parte da
qual tem a forma de um cardióide, r = 0,5 ⋅ (1 − cos θ ) m , onde θ está em radianos. Se a velocidade
da cavilha é v = 4m/s e sua aceleração é a = 30 m/s2 no instante em que θ = 180º, determine a
• ••
velocidade angular θ e a aceleração angular θ da haste.

• •• • ••
Solução: Para determinar θ e θ precisamos de r e r .

Determinando as derivadas temporais de r, termos:

• r = 0,5 ⋅ (1 − cos θ )
• •
• r = 0,5 ⋅ (senθ ) ⋅ θ
•• • • ••
• r = 0,5 ⋅ (cos θ ) ⋅ θ ⋅ θ + 0,5 ⋅ (senθ ) ⋅ θ

Determinando estes resultados para θ = 180º, temos:


• r=1

• r=0
2
••
•
• r = −0,5 ⋅ θ 
 
2 2
•  •
Sabendo que v = 4 e v =  r  +  r θ  , temos:
   
2 2 2
•  • • •
v =  r  +  r θ  ⇒ 4 = 0 + θ  ⇒ θ = 4rad / s
     

2 2
••
 •• •
  •• • •

De forma similar, para encontrar θ , utilizamos a equação a =  r − r θ  +  r θ + 2 r θ 
   

Daí, temos:

2 2

) + 1θ + 2 ⋅ 0 ⋅ 4   •• 
•• ••
30 = (− 0,5 ⋅ (4) 2
− 1 ⋅ (4 )
2 2 2
⇒ 30 2 = (− 24 ) + θ  ⇒ θ = 18 rad / s 2
 

40
3) (BEER, 1980, Mecânica Vetorial – p.53) O movimento bidimensional de um ponto material
(figura a seguir) é definido pelas relações r = 60t 2 − 20t 3 e θ = 2t 2 , onde r é expresso e
milímetros, t em segundos e θ em radianos. Determine a velocidade e a aceleração do ponto
material quando:
(a) t = 0 s Resposta: v = 0 e a = 120ir
(b) t = 1 s Resposta: v = 60ir + 160iθ e a = −640ir + 640iθ

4) (HIBBELER, ANO ?? - Dinâmica – p.49) A barra AO, mostrada na figura a seguir está girando
em um plano horizontal de acordo com a equação θ = t 3 . Ao mesmo tempo, o colar B está
deslizando ao longo de AO no sentido de sair da barra e de acordo com a equação r = 100 t 2 mm.
Se em ambos os casos t é expresso em segundos, determine a velocidade e a aceleração do colar
quando t = 1 segundo.

v = {200 i r + 300iθ } mm / s, módulo da velocidade : v = 361mm/s


Resposta:
a = {-700 i r + 1.800iθ } mm / s 2 , módulo da aceleração = a = 1.930 mm/s 2

5) (HIBBELER – ANO ?? - Dinâmica, p. 25 exerc. 1-9) A qualquer instante a posição horizontal


do balão da figura a seguir é definida por x = 8 t m, onde t é expresso em segundos. Se a equação
1
da trajetória é y = x 2 , determine:
10
a) A distância do balão em relação à estação A quando t = 2 s. Resposta: distância: 30,2 m.
b) O módulo da velocidade quando t = 2 s. Resposta: Velocidade: 25,6 m/s.
c) O módulo da aceleração quando t = 2 s. Resposta: 12,8 m/s2.

41
6) (HIBBELER – ANO ?? - Dinâmica, p. 31, exerc. 1-73) O carrinho de um brinquedo de um
parque de diversões percorre uma trajetória helicoidal com velocidade constante de forma que as
equações paramétricas que definem sua posição são x = c ⋅ sen (k ⋅ t ) , y = c ⋅ cos (k ⋅ t) e
z = h − b ⋅ t , onde c, h e b são constantes. Determine o módulo de sua velocidade e de sua
aceleração. Resposta: v = c 2 ⋅ k 2 + b 2 , a = c ⋅ k 2

7) (HIBBELER – Dinâmica, p. 52 exerc. 1-141) Se uma partícula se move ao longo de uma


t
trajetória em que r = 2 cos t m e θ = rad, onde t é expresso em segundos, determine as
2
componentes radial e transversal de sua velocidade e de sua aceleração em função do tempo.
Resposta: vr = 4t cos t 2 , vθ = 4tsen t 2 e ar = 4 cos t 2 − 16t 2 sen t 2 , aθ = 4 sen t 2 + 16t 2 cos t 2

8) (HIBBELER – Dinâmica, p. 52 exerc. 1-149) Uma partícula percorre ao longo de uma curva na
forma de uma folha de um “trevo de quatro folhas”, definida pela equação r = 5 cos 2θ m. (como
mostra a figura a seguir).


Se a velocidade angular da linha da coordenada radial é θ = 3t 2 rad/s, onde t é expresso em segundos,
determine as componentes radiais e transversais da velocidade e da aceleração da partícula no instante
em que θ = 30º . Resposta: v r = −16,9 m / s, vθ = 4,87 m / s e a r = −89,4 m / s 2 , aθ = −53,7 m / s 2

9) A quantidade de água em um tanque t minutos após ele começar a ser esvaziado é dada por
2
w = 100(t − 15) gal. Determine com que taxa a água está fluindo no final de 5 minutos.
Resposta: 2.000 gal/min.

10) Determine a coordenada x do ponto sobre o gráfico de y = x 2 no qual a reta tangente é paralela à
reta secante que corta a curva em x = -1 e x = 2. Resposta: x = 1/2

42
22. REGRA DE L’HOSPITAL (L’HÔPITAL ou L’HÖPITAL) – CÁLCULO DE LIMITES

f (x) 0 ∞
Se lim é de tal forma que uma das indeterminações  ou  é constatada, então cada função
x →p g( x )
0 ∞
pode ser substituída por suas derivadas, isto é:

f (x) 0  ∞ f (x ) f ' (x)


Se lim =  ou  ⇒ lim = lim
x →p g( x ) 0  ∞ x →p g( x ) x → p g ' (x)

Em resumo:

f ( x) 0 ∞
Forma indeterminada: um limite lim da forma ou , no sentido de que lim f(x) = 0 e
g ( x) 0 ∞
lim g(x) = 0 ou lim f(x) = ∞ e lim g(x) = ∞ , respectivamente.

f ( x) 0 ∞
A regra de L’Hôpital: se lim é uma forma indeterminada do tipo ou , então:
x →c g ( x) 0 ∞
f ( x) f ' ( x)
lim = lim
x →c g ( x) x → c g ' ( x)

Exemplos:

x2 − 4  0  x2 − 4 [ x2 − 4 ]' 2x - 0
1) lim =   ⇒ lim = lim = lim = lim 2x = 2.2 = 4
x →2 x − 2
0 x → 2 x−2 x → 2 [ x − 2]' x → 2 1 − 0 x→2

sen x  0  sen x [ sen x ] ' cos x


2) lim =   ⇒ lim = lim = lim = lim cos x = cos 0 = 1
x →0 x 0 x → 0 x x → 0 [ x ]' x → 0 1 x →0

ex  + ∞  [ ex ] ' ex
3) lim =  ⇒ lim = lim = lim e x = +∞
x → +∞ x x → +∞ [ x ] ' x → +∞ 1
+∞ x → +∞

5 x 4 + 3x3 − 5 x 2 20x 3 + 9x 2 − 10x 60x 2 + 18x − 10 10


4) lim 3 2
= lim 2
= lim = − = −5
x →0 x +x x→0 3x + 2x x→0 6x + 2 2

x5 − 6 x3 + 8 x − 3 5 x 4 − 18 x 2 + 8 − 5
5) lim = lim =
x →1 x4 − 1 x →1 4 x3 4
1
6) lim+ x ⋅ ln x = lim+
ln x
= lim+
[ln x ] '
= lim+ x = lim+ ⋅
1 (− x 2 )
= lim+ (− x) = 0
x →0 x →0 1 x →0  1  x →0 1 x →0 x 1 x →0
  ' − 2
x x x

LISTA DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS PARA A REVISÃO DOS CONCEITOS

Resolva os exercícios do livro texto: GUIDORIZZI, 2001. v.1. páginas 256 e 257.

43
23. DERIVADA DA FUNÇÃO INVERSA
Sejam f uma função inversível e g = f –1. Assim, f ( g(x) ) = x, ∀ x ∈ Dom (g)

Exemplos:
1) f (x) = x +1 ⇒ g (x) = f –1(x) = x – 1 2) f (x) = ex ⇒ g (x) = f –1(x) = ln x
• Processo prático para a determinação da função inversa
- Trocar x por y e y por x
- Isolar y

Para o exemplo 1 teríamos: y = x + 1 ⇒ x = y + 1 ⇒ x − 1 = y


Para o exemplo 2 teríamos: y = e x ⇒ x = e y ⇒ ln x = ln e y ⇒ ln x = y.ln
{e = y
1

Prova de que f ( g(x) ) = x


Para o exemplo 1 teríamos: f ( x − 1) = ( x − 1) + 1 = x , ∴ ∀x, f(g(x)) = x
Para o exemplo 2 teríamos: f (ln x) = e ln x = x , ∴ ∀x, f(g(x)) = x

Se f e g são deriváveis, temos pela regra da cadeia que:

1
f (g(x)) = x ⇒ f ' (g (x) ) . g ' (x) = 1 ⇒ g ' (x) =
f ' ( g(x) )

Essa fórmula é utilizada para calcular a derivada da inversa da função f, conhecendo f ’.

• Utilizando a notação de Leibniz para a determinação da derivada da função inversa


−1
Consideremos a função y = f(x) derivável e inversível. A derivada da função inversa x = f ( y ) é dada
por:
dx 1
=
dy dy
dx
dy
Na qual: ≠ 0.
dx

Exemplos:
dx 1 1 * 1
1) Se y = x 2 ⇒ x = y , logo: = = =
dy dy 2 x 2 y
dx
*
x= y

dx 1 1 * 1 ** 1
2) Se y = e x ⇒ x = ln y , logo: = = x = ln y =
dy dy e e y
dx
* ** ln y
x = ln y e u = e ⇒ ln u = ln e ln y ⇒ ln u = ln y . ln e ⇒ ln u = ln y ⇒ u = y
ou
dx 1 1 1
= = x =
dy dy e y
dx

44
24. DERIVADA DO ARCO TANGENTE
 π π
A função y = tg x , x ∈ − ,  é estritamente crescente (e portanto inversível) e contínua. Como sua
 2 2
imagem é ℜ , a sua inversa é a função arc tg x , x ∈ ℜ .

Nota: O domínio da função arc tg é ℜ e a imagem o intervalo − ,  .


π π
 2 2
Exemplos:
• tg 450 = 1 ⇔ arc tg 1 = 450
• tg 60 0 = 3 ⇔ arc tg 3 = 60 0
3 3
• tg 30 0 = ⇔ arc tg = 30 0
3 3
dy
Assim, considerando que a função y = arc tg x seja derivável em ℜ , calculemos .
dx
• y = arc tg x
dx dy 1
Temos: tg y = x, donde = sec 2 y ou =
dy dx sec 2 y
Mas sec2 y = 1+ tg2 y = 1 + x2

1
e portanto: y'=
1 + x2

25. DERIVADA DO ARCO SENO

 π π
A função y = sen x , x ∈ − ,  é estritamente crescente (e portanto inversível) e contínua. Assim,
 2 2
 π π
para cada x ∈ [-1, 1] existe um único y ∈ − ,  tal que: sen y = x .
 2 2
Nota: O domínio da função arc sen é o intervalo [-1, 1] e a imagem o intervalo − ,  .
π π
 2 2
Exemplos:
π π
• sen = 1 ⇔ arc sen 1 =
2 2
• sen 0 = 0 ⇔ arc sen 0 = 0
 π π
• sen  −  = −1 ⇔ arc sen (-1) = −
 2 2
dy
Assim, considerando que a função y = arc sen x seja derivável em (-1 , 1), calculemos .
dx
π π
• y = arc sen x, - <x<
2 2
dx dy 1
Temos: sen y = x. Assim, = cos y ou = . Mas cos y = 1 - sen 2 y = 1 − x 2 e
dy dx cos y
1
portanto: y'= ( −1 < x < 1)
1 - x2

45
26. DERIVADAS DE FUNÇÕES COMPOSTAS – REGRA DA CADEIA

dy du
Consideremos as funções y = f(u) e u = g(x), tendo derivadas e respectivamente.
du dx

∆y
Se ∆u é não nulo, então podemos escrever o quociente da seguinte maneira:
∆x
∆y ∆y ∆u
= ⋅
∆x ∆u ∆x
onde: y e u são funções de x.

Logo, se ∆x → 0 , temos: ∆u → 0 .

Assim,
∆y ∆y ∆u ∆y ∆u
lim = lim . = lim . lim
∆x → 0 ∆x ∆x → 0 ∆u ∆x ∆x → 0 ∆u ∆x → 0 ∆x

ou

dy dy du
= .
dx du dx

conhecida como regra da cadeia, na notação de Leibniz.

Isto nos leva a dizer: "A derivada da função composta y = f [g (x)] é o produto das derivadas das suas
componentes".

Nota: Fazendo uma extensão nesta fórmula, temos a derivada da composta para n funções deriváveis.
Por exemplo, para y = f{g [h (x)]}, temos:

dy dy du dv
= ⋅ ⋅
dx du dv dx
Exemplos:

1) Calcule a derivada da função: y = (x2 + 8x)10


Solução:
Funções componentes: Potência e Quadrática

y = u10, u = x2 + 8x

dy dy du
= ⋅ = 10 . u9 . (2x + 8) = 10. (x2 + 8x)9. (2x + 8)
dx du dx

2) Calcule a derivada da função: y = (2x2 - 2)4


Solução:
Funções componentes: Potência e Quadrática

y = u4, u = 2x2 - 2

dy dy du
= ⋅ = 4 . u3 . 4x = 4.(2x2 – 2)3. 4x = 16x.(2x2 – 2)3
dx du dx

46
3) y = sen x3
Solução:
y = sen u, u = x3
dy dy du
= . = cos u. 3x2 = cos x3. 3x2 = 3x2 .cos x3
dx du dx

4) y = e2x
Solução:
y = eu, u = 2x
dy dy du
= . = eu. 2 = e2x .2 = 2 .e2x
dx du dx

5) y = ln (x2 + 3)
Solução:
y = ln u, u = x2 + 3
dy dy du 1 1 2x
= . = .2 x = 2 .2 x = 2
dx du dx u x +3 x +3

6) y = ln x2 − 2
Solução:
Preparemos inicialmente a função: y = ln x 2 − 2 = ln (x2 – 2) ½ = ½ ln (x2 –2)

y = ½ ln u, u = x2 - 2
dy dy du 1 1 1 x
= . = . .2 x = 2 .x = 2
dx du dx 2 u x −2 x −2

7) y = x3 . e-2x
Solução:
Como: y = f. g ⇒ y ' = f ' . g + f . g '
onde: f = x3 ⇒ f ' = 3x2
g = e-2x ⇒ g = eu, com u = -2x , logo g ' = (-2).e-2x
dy
y'= = 3x2 . e-2x + x3 . (-2).e-2x = 3x2 . e-2x - 2x3 . e-2x = x2. e-2x (3 - 2x)
dx

4
 x + 1
8) y =  
 x −1
Solução:
x +1 f '. g − f . g '
y = u4, u = eu'= , onde: f = x + 1 e g = x - 1
x −1 g2
3 3
dy dy du  x + 1  1.( x − 1) − ( x + 1).1   x + 1  2  8( x + 1)3
= . = 4.  . 2
 = 4.  .  − 
2 
= −
dx du dx  x −1  ( x − 1)   x −1  ( x − 1)  ( x − 1)5

47
TEOREMA: Dada a função g derivável, temos:

• [ eg(x) ] ' = g ' (x) . eg(x)

Prova:
y = eu, u = g(x)
dy dy du
= . = eu. g ' (x) = eg(x) .g ' (x) = g ' (x) . eg(x)
dx du dx

g ' (x)
• [ ln g(x) ] ' =
g( x )

Prova:
y = ln u, u = g(x)
dy dy du 1 1 g ' (x)
= . = .g ' ( x ) = .g ' ( x ) =
dx du dx u g(x ) g( x )

• [sen (g(x) ] ' = g ' (x) . cos (g(x))

Prova:
y = sen u, u = g(x)
dy dy du
= . = cos u. g ' (x) = cos (g(x)) .g ' (x) = g ' (x) . cos (g(x))
dx du dx

• [cos (g(x)) ] ' = - g ' (x) . sen (g(x))

Prova:
y = cos u, u = g(x)
dy dy du
= . = - sen u. g ' (x) = - sen (g(x)) .g ' (x) = - g ' (x) . sen (g(x))
dx du dx

• [ (g(x))n ] ' = n. (g(x))n-1 . g ' (x)

Prova:
y = un, u = g(x)
dy dy du
= . = n.un-1 . g ' (x) = n. (g(x))n-1 . g ' (x)
dx du dx

48
LISTA DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS PARA A REVISÃO DOS CONCEITOS
Exercício: DERIVE RESPOSTA
a) y = sen 4x 1. 4 cos 4x
b) y = cos 5x 2. –5 sen 5x
c) y = e3x 3. 3e3x
d) f(x) = cos 8x 4. –8 sen 8x
e) y =sen t3 5. 3t2 cos t3
f) g(t) = ln (2t+1) 2
6.
2t + 1
sen t
g) x = e 7. e sen t cos t
h) f(x) = cos (e x ) 8. –ex sen ex
i) y = (sen x + cos x)3 9. 3(sen x + cos x)2 (cos x – sen x)
j) y = 3 x + 1 3
10.
2 3x + 1
x −1 2
2
 x +1
k) y = 3 11. 3  
x +1 2
3( x + 1)  x − 1 
l) y = e-5x 12. –5e-5x
m) x = ln (t2 +3t+9) 2t + 3
13. 2
t + 3t + 9
n) f(x) = etg x 14. etg x sec2 x
o) y = sen(cosx) 15. –sen x cos (cos x)
p) g(t) = (t2+3)4 16. 8t (t2 + 3)3
q) f(x) = cos(x2 + 3) 17. –2x sen (x2 + 3)
r) y = x + ex 1 + ex
18.
2 x + ex
s) y = tg 3x 19. 3 sec2 3x
t) y = sec 3x 20. 3 sec 3x tg 3x
21. y = xe3x 21. e3x (1+3x)
22. y = ex . cos 2x 22. ex (cos 2x – 2 sen 2x)
23. y = e-x sen x 23. e-x (cos x – sen x)
24. y = e-2t sen 3t 24. e-2t (3 cos 3t – 2 sen 3t)
2
25. f(x) = e − x + ln (2x + 1) 2 2
25. − 2 xe− x +
2x + 1
et − e− t 4
26. g( t ) = t 26. t
e + e− t (e + e − t ) 2
cos 5x 5 sen 5x sen 2x + 2 cos 5x cos 2x
27. y = 27. −
sen 2 x sen 2 2 x
2 2 2
28. f(x) = (e − x + e x ) 3 28. 3(e − x + e x ) 2 .(−e − x + 2 xex )
29. y = t3 e-3t 29. 3t2 e-3t(1 – t)
30. y = (sen 3x + cos 2x)3 30. 3(sen 3x + cos 2x)2 (3 cos 3x – 2 sen 2x)
31. y = x 2 + e − x ex − e− x
31.
2 ex + e− x
32. y = x ln (2x + 1) 2x
32. ln(2 x + 1) +
2x + 1
33. y = [ln (x2 + 1)]3 6x[ln(x + 1)]2
2
33.
x2 +1
34. y = ln (sec x + tg x) 34. sec x
49
27. LISTA DE EXERCÍCIOS DE REVISÃO DOS CONCEITOS DE DERIVADAS

1) Calcule as derivadas:
a) f(x) = 16x3 – 4x2 + 3
b) f(x) = (x2 + 3x + 3) . (x + 3)
2x 3
c) f ( x ) =
4x + 2
d) f(x) = ln (x2 + 8x + 1)
e) f ( x ) = 6 x + 2
f) f(x) = x4 . e3x
g) f(x) = sen4 x
h) f(x) = 5 tg 2x

2) Derive as seguintes funções:


a) f(x) = - 5x3 + 21x2 – 3x + 4
b) f(x) = (2x3 – 3x) (5 – x2)3
−3
c) f ( x ) =
3x − 5
5t − 1
d) s( t ) =
2t − 7

3) Se a água estiver sendo drenada de uma piscina e V litros for o volume de água na piscina t
minutos após o escoamento, onde V = 250(1600 – 80t + t2), determine quão rápido a água está
fluindo da piscina 5 minutos após o início do escoamento.

4) Um atleta percorre uma pista de 100 m de modo que a distância d(t) percorrida após t segundos é
1
dada por d( t ) = t 2 + 8t metros. Determine a velocidade do atleta.
5
a) no início da corrida.
b) quando t = 3s.
c) na reta final.

5) Estima-se que um empregado de uma firma que faz molduras para quadros possa pintar y molduras
x horas, após começar o trabalho ás 8 horas da manhã e y=3x – 8x2 – x3 0≤ x≤4
a) Determine a taxa segundo a qual o empregado estará pintando as 10h.
b) Determine o número de molduras que o empregado pinta entre 10h e 11h.

6) Determine a derivada das seguintes funções:


a) y = 5 x 2 − 4 x 3 + x 4
x 2 − 3x + 2
b) y =
x2 − x + 2
2
c) y = e x + x +1
d) y = sen 2x . cos x
e) y = (2x2 - 4x +1 )8
2
f) y = 7x + 2x

7) Escreva a equação da reta tangente ao gráfico de f(x)=x2 no ponto de abscissa 1.

50
8) Determine a equação da reta "r" tangente ao gráfico da função f(x) = x2 + 7 e que seja paralela à
reta "s" de equação y = 2x + 3.

9) Determine a equação da reta tangente ao gráfico de f(x) = x2 – 4x + 1, que é perpendicular à reta


2y + x – 5 = 0.

10) Um corpo móvel percorre uma curva obedecendo à função horária S( t ) = t + t 2 . Determine a sua
velocidade no instante t = 4s.

11) Uma partícula se move em linha reta, de modo que seu espaço S, em metros, é dado em função do
t3
tempo t, em segundos, pela equação S( t ) = + 5t . Obter:
2
a) A velocidade instantânea da partícula no instante t = 4s.
b) A aceleração instantânea da partícula no instante t = 4s.

12) Se a derivada de um polinômio P(x) apresentar o seguinte gráfico:


a) P(x) será crescente de 1 a 2 e decrescente de 2 a 3.
b) P(x) terá três zeros reais e distintos. y
c) P(x) apresentará um máximo para x = 2.
d) P(x) se anulará para x = 1.
e) n.d.a. 1 2 3 x

13) Dada a função y = 2x3 + 3x2 – 12x + 1, pode-se afirmar:


a) tem mínimo no ponto de x = - 2.
b) tem máximo no ponto de x = - 1.
c) tem máximo no ponto de x = - 2 e mínimo no ponto de x = 1.
d) não tem máximo nem mínimo.
e) tem mínimo no ponto de x = - 2 e máximo no ponto de x = 1.

14) O maximante e o minimante da função f : ℜ→ℜ, definida por f(x) = x3 – x2, são, respectivamente:
1 2 2 1 2
a) e b) e c) 0 e d) 1 e 0 e) 0 e 1
3 3 3 3 3

15) A função f tal que f(x) = (x2 – 1)2 + 3 assume valor mínimo para:
a) x = 1 e x = - 1 b) x = 0 e x = 1 c) x = 0 e x = - 1
d) x = 1 (somente) e) x = - 1 (somente)

16) A função y = x3 – 3x tem um ponto de mínimo relativo para x igual a:


1
a) 0 b) 1 c) –1 d) 3 e)
3
17) Certo artigo, se for vendido por x reais, produz um lucro de (x-4) reais. A quantidade de artigos
vendidos por dia também depende de x: vale (20 – x). Assim, o lucro total diário é L = (20 – x) . (x
– 4). Nessas condições, qual o valor de x que produz o maior lucro diário?
a) 8 b) 10 c) 12 d) 13 e) 14

18) Desejando lucrar x reais em cada serviço, um caminhoneiro consegue (80 – x) encomendas por
mês. Portanto, seu lucro mensal em reais é L = x . (80 – x). Qual é o valor de x para que o lucro
mensal L seja o maior possível? R.: 40
a) 24 b) 28 c) 32 d) 36 e) 40

19) Esboce o gráfico da função f(x) = 2x + 3 e responda qual é a taxa de variação média dessa função
quando x varia de 0 para 4? Resp.: [f(0)-f(4)]/[4-0] = 2
51
20) Um corpo em queda livre, a partir do repouso, percorre uma distância d (em metros) que varia com
o tempo t (em segundos), de acordo com a equação d = f(t) = 4,9 t2. Qual é a velocidade
instantânea desse corpo no instante t = 10s?

21) Um móvel se desloca segundo a função horária S(t) = 9 +2t + 2t2 – 4t3 (S em metros e t em
segundos). Ache:
a) A função velocidade instantânea.
b) A função aceleração instantânea.
c) A aceleração instantânea desse móvel (em metros por segundo ao quadrado) no instante t = 2s.

22) A derivada da função y = f(x) é uma função y' = f'(f), decrescente, e que se anula para x = 1; então,
podemos afirmar:
a) f(1) é o valor mínimo de f(x).
b) f(1) é o valor máximo de f(x).
c) x = 1 é a abscissa do ponto de inflexão.
d) f(1) também é igual a zero.
e) nada podemos afirmar sobre os extremos relativos de f(x).

23) A função y = x3:


a) tem valor máximo para x = 0.
b) tem valor mínimo para x = 0.
c) tem um extremo em x = 0.
d) não tem máximo nem mínimo.
e) não tem tangente no ponto x = 0.

24) Calcule pela definição a derivada da função f(x) = 5 sen x no ponto P1 = (π,0) e esboce o gráfico.

25) Calcule a equação da reta tangente e da reta normal ao gráfico da função


1  1
f ( x) = 2
no ponto P1 1, 
1+ x  2

26) Usando as regras de derivação, calcule a derivada das funções abaixo:


3t − 2
a) f ( x) = x ⋅ (2 senx + x 2 ) b) g ( t ) =
5t + 1

f ( x + ∆x) − f ( x) f ( x) − f ( p)
27) Usando a definição (de derivadas) f ' ( x) = lim ou f ' (p) , calcule a
∆x →0 ∆x x− p
derivada das seguintes funções nos pontos dados:
a) f(x) = 2x2 – 3x + 4 ; P0 = (2, 6)
3
b) f ( x ) = 2 ; P0 = (1, 3)
x
3
c) f ( t ) = t ; P0 = (8, 2)
π 
d) g ( x ) = cos x ; P0  , 0 
2 
e) f ( x ) = 3 sen x ; P0 (2π, 0)

52
28) Determine a equação da reta tangente e da reta normal das funções abaixo, nos pontos dados e
esboce o gráfico.
a) f ( x ) = 3x 2 ; P0 = (1, 3) b) f ( x ) = 2 x − 4 ; P0 = (4, 2)
c) g( x ) = sen x ; P0 = (0, 0) d) h ( x ) = 4 − x 2 ; P0 = (0, 4)
e) f ( x ) = x 2 - 3x ; P0 = (2, - 2)

29) Usando as regras de derivação, calcule a derivada (função derivada) das funções abaixo:
a) f ( x ) = 5
b) y = 7 x 4 - 2x 3 + 8x + 2
c) f ( t ) = 2 t − 1
3 1
d) f ( x ) = + 2 x −
x 4 x
4 5
e) f (r ) = 2 + 3
r r
2
f) f ( x ) = (2x - 1) . (1 - 2x)
g) y = ( x 2 - 3x 4 ) . (x 5 - 1)
3x + 4
h) f ( x ) =
2x − 1
5t − 2
i) g ( t ) =
1+ t + t2
sen x
j) f ( x ) = tgx =
cos x
1
k) g ( t ) = sec t =
cos t
cos t
l) h ( t ) = cot gt =
sen t
m) f ( x) = ( x + 1) ⋅ e x
2

n) y = e x ⋅ senx
ex
o) y =
2e x + 1
ex
p) f ( x ) =
cos x
q) f ( x) = x 2 ⋅ ln x

30) Um corpo em queda livre, a partir do repouso, percorre uma distância S(t) = 4,9t2 (S em metros, t
em segundos).
a) Calcule a taxa de variação média de S em relação a t entre t1 = 1 e t2 = 5.
b) Calcule a taxa de variação instantânea de S em relação a t para t = 1.
c) Em que unidade se exprime esta taxa? Qual é o seu significado físico?
31) Calcule a taxa de variação média de f(x) entre x1 = 0 e x2 = π/2. Qual é a taxa de variação
instantânea em x = 0?
32) A taxa de variação instantânea de v em relação a t em um instante t1, ou seja, a derivada v'(t1), é a
aceleração da partícula, neste instante. Determine a aceleração das partículas cuja a função
velocidade são dadas a seguir, nos instantes indicados.
3
a) v = 20 + 3t 2 ; t 1 = 2 b) v = 5t + 4 ; t 1 = 1 c) v = - 2 t ; t1 = 4
t

53
USANDO O SOFTWARE DE MANIPULAÇÃO ALGÉBRICA MAPLE, OBTENHA A
DERIVADA DAS SEGUINTES FUNÇÕES
1) f ( x ) = 5 x 3 - 8 x 2 + 31 x - 5787 31) f ( x ) = 3 x . x
2 3
2) f ( x ) = ( x + 3 x ) . ( x - 8 ) 4
32) f ( x ) =
ex x5
3) f ( x ) = 33) f ( x ) = x + 4 x 3
5
sen x
4) f ( x ) = sen2 x 2x + 1
34) y = 2
4 3 x + 4
5) f ( r ) = πr 2
35) y = x +
1
+ 4
x
3 x3
6) f ( x ) = 2x 36) g ( x ) = ( 3 x4 + 1 ) ex
7) f ( x ) = x 3 . e 2x
8) f ( x ) = 5 x 2 + 4 cos x 37) y = ( x2 + 8 x ) 10
9) f ( x ) = 8 tg 2 x 2
38) h ( x ) = x + 8x + log 3 x
x2 + 1
10) f ( x ) = 2
x - 1 39) x = ln ( t 2 + 3 t + 9 )
x2 x + 4
11) f ( x ) = x + 40) y =
1 + x sec x
e x
41) f ( x ) = cos ex
12) f ( x ) =
cos x x2
42) g ( x ) = 2 + log 2 ( x2 + 1 )
13) f ( r ) = π r 2 43) y = sen w t2 ( w constante )
14) f ( x ) = 4 x x
15) f ( x ) = x 2 . e 3 x 44) y =
16) f ( x ) = 2 e x - 7 sen x x + 1
-
17) f ( x ) = 2 tg 8 x 45) y = 3 x5 + 6 x 2
x2 - 1 46) y = x3 + 3 x2 + 1
18) f ( x ) = 2
x + 1 3 x2 + 3
47) y =
x3 5x - 3
19) f ( x ) = x +
1 + x x3
48) y =
x x + x
20) f ( x ) = 5 x +
x − 1 49) y = 3 x + 1
( )
21) f ( x ) = log x 4
3
50) g ( x ) = 32 x + 1 + log 2 ( x 2 + 1 )
22) f ( x ) = log (x ) 3
51) f ( x ) = 2
x2
+32x
4

23) f ( x ) = ln ( x 2 + 1)
3
52) y = x
-
24) f ( x ) = ln ( x 2 − 1) 53) u ( x ) = x3 e 2 x
54) g ( x ) = cos t3
25) f ( x ) = 16 x 3 - 4 x 2 + 3
55) y = ln ( x2 + 3 )
8 56) y = ( 3 x + 8 )2
26) f ( x ) = 4
x t
8x 3
2 57) f ( t ) =
27) y = + sen t
3 4 58) h ( x ) = 3 x3 tg x
x + 2 -
28) f ( x ) = 2 59) g ( x) = 5 x 2 + 4
x + 1 60) y = arc tg 3 x
29) f ( x ) = ( x 2 + 3) . (3 x 6 - 4 x) 61) y = arc sen x2
62) g ( x ) = arc cos x2
30) y = 5
x6 + 2 x 63) y = x arc tg 3 x

54
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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

55
FUNÇÕES EXPLÍCITAS E FUNÇÕES IMPLÍCITAS

As funções com as quais se trabalhou até agora têm sido apresentadas por equações da forma
y = f ( x) , nas quais a variável dependente y à esquerda é dada explicitamente por uma expressão à
direita envolvendo na variável independente. Uma função com esta aparência é dita estar em forma
explícita. Por exemplo, as funções:

x3 + 1
y = x2 + 3x + 1 y= e y = 1 − x2
2x − 3

são todas na forma explícita.

Às vezes, problemas práticos conduzirão a equações nas quais as funções não aparecem explicitamente
em termos da variável independente x , como nas equações

x2 y3 − 6 = 5 y3 + x e x 2 y + 2 y3 = 3 x + 2 y

por exemplo. Como elas não estão resolvidas para y , tais equações são ditas definir y implicitamente
em função de x , e a função y é dita esta em forma implícita.

Suponha que é necessário ter uma equação que define y implicitamente em função de x e quer
dy
encontrar a derivada . Por exemplo, caso queira determinar a inclinação de uma reta que é tangente
dx
ao gráfico da equação em um ponto particular. Uma abordagem poderia ser a resolução da equação
explicitamente para y e então derivá-lo usando as técnicas já conhecidas. Infelizmente, não é sempre
possível encontrar y explicitamente. Por exemplo, não há um modo óbvio direto de encontrar y na
equação x 2 y + 2 y3 = 3 x + 2 y . Contudo, mesmo quando é possível resolver explicitamente para y , a
fórmula resultante é frequentemente complicada de derivar. Por exemplo, a equação

x 2 y3 − 6 = 5 y3 + x

Pode ser resolvida para y , fornecendo:

1
2 3 3 3 2 3 x+6  x+6  3
x y − 6 = 5 y + x ⇒ y ( x − 5) = x + 6 ⇒ y = ∴ y= 
x2 − 5  x2 − 5 

dy
O cálculo de para esta função na forma explícita é trabalhoso, pois envolve tanto a regra da cadeia
dx
como a do quociente.

dy
Felizmente, há uma técnica simples, baseada na regra da cadeia, que pode ser usada para encontrar
dx
sem a necessidade de explicitar y . Ela é conhecida como derivação implícita. Consiste em
diferenciar ambos os lados da equação (não resolvida) em relação a x e então resolver algebricamente
dy
para . Segue exemplos ilustrando a técnica.
dx
Exemplos:
dy
1) Determine , se x 2 y + 2 y3 = 3x + 2 y .
dx
Solução: Derivar ambos os lados da equação dada em relação a x . Como não se deve esquecer que y
é, na realidade, uma função de x , temporariamente substitua y pelo símbolo f ( x) e comece
reescrevendo a equação como

x 2 f ( x) + 2[ f ( x)]3 = 3x + 2 f ( x)

Agora derive ambos os lados desta equação, termo a termo, em relação a x . Pela regra do produto,

d 2 df
[ x f ( x)] = x 2 + 2 xf ( x) = x 2 f '( x) + 2 xf ( x) (1)
dx dx

Pela regra da cadeia para potências,

d
{2[ f ( x)]3} = 6[ f ( x)]2 f '( x)
dx

e pela regra do produto por constante,

d d
(3 x) = 3 e [2 f ( x)] = 2 f '( x)
dx dx

Substituindo em (1), têm-se:

x 2 f '( x) + 2 xf ( x) + 6[ f ( x)]2 f '( x) = 3 + 2 f '( x) (2)

dy
Como f ( x) = y e f '( x) = , pode se reescrever (2) como
dx

dy dy dy
x2 + 2 xy + 6 y 2 = 3+ 2
dx dx dx
dy
Para concluir, resolva a equação isolando
dx

dy dy dy dy dy 3 − 2 xy
x2 + 2 xy + 6 y 2 = 3+ 2 ⇒ ( x 2 + 6 y 2 − 2) = 3 − 2 xy ⇒ =
dx dx dx dx dx x + 6 y 2 − 2
2

dy
Comentário: Note que a fórmula para contém tanto a variável independente x como a variável
dx
dependente y . Esta situação é normal quando as derivadas são calculadas implicitamente. Como não
se deve esquecer de usar a regra da cadeia para potências ao aprender derivação implícita, foi sugerido
no exemplo anterior que temporariamente substituísse y por f ( x) . Tão logo compreenda este
processo, pode suprimir este passo e derivar a equação dada diretamente. Simplesmente não se esqueça
de que y é, na realidade, uma função de x e lembre-se de usar a regra da cadeia quando apropriado.
Aqui está a forma como a solução do exemplo anterior pode ser obtida sem a substituição de y por
f ( x) .
57
dy
2) Determine , se x 2 y + 2 y3 = 3x + 2 y .
dx
Solução: Derivar ambos os lados da equação tal como ela se encontra com relação a x . Lembre-se de
que y é, na realidade, uma função de x e que terá que usar a regra da cadeia para derivar as potências
de y . Em particular,
dy dy dy
x2 + 2 xy + 6 y 2 = 3+ 2
dx dx dx
dy
Agora resolva para como anteriormente para obter
dx
dy dy dy dy dy 3 − 2 xy
x2 + 6 y2 − 2 = 3 − 2 xy ⇒ ( x 2 + 6 y 2 − 2) = 3 − 2 xy ⇒ =
dx dx dx dx dx x 2 + 6 y 2 − 2

RESUMO DO PROCEDIMENTO PARA DERIVAÇÃO IMPLÍCITA


dy
Suponha que uma equação define y implicitamente em função de x . Para encontrar :
dx
1. Derive ambos os lados da equação em relação a x . Lembre-se de que y é na realidade uma função
de x e use a regra da cadeia quando derivar os termos contendo y .
dy
2. Resolva algebricamente a equação derivada para .
dx
Exemplo:
dy
1) Determine , se e xy = 3xy 2 .
dx
Solução: Derivar ambos os lados da equação em relação a x (usando a regra do produto e a regra da
cadeia). Assim,
d  xy  dy  2
 dx ( xy )  e = 3 x  2 y dx  + 3 y
de modo que
 dy  xy dy 2
 x dx + y  e = 6 xy dx + 3 y
dy
Agora resolva para para obter
dx
dy dy dy dy
xe xy + ye xy = 6 xy + 3 y 2 ⇒ xe xy − 6 xy = 3 y 2 − ye xy ⇒
dx dx dx dx

dy dy 3 y 2 − ye xy y (3 y − e xy )
⇒ ( xe xy − 6 xy ) = 3 y 2 − ye xy ⇒ = =
dx dx xe xy − 6 xy x(e xy − 6 y )

Para simplificar ainda mais a resposta, pode substituir e xy = 3xy 2 ( da equação original) para obter

dy y (3 y − 3 xy 2 ) 3 y 2 (1 − xy ) y (1 − xy )
= = =
dx x(3 xy 2 − 6 y ) 3 xy ( xy − 2) x( xy − 2)

Referência: Texto adaptado do livro: HOFFMANN, L. D.; BRADLEY, G. L. Cálculo: um curso


moderno e suas aplicações. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1999. Adaptação: Prof. Msc. Armando Paulo
da Silva, UTFPR - Campus Cornélio Procópio.

58
DERIVADA DE FUNÇÕES IMPLÍCITAS

dy
Quando x e y se relacionam implicitamente através da equação F(x, y) = 0 a derivada é obtida do
dx
seguinte modo:

• Derivamos F(x, y) em relação a x tomando y como função de x.

d F(x, y)
• Igualamos a zero.
dx

dy
• Isolamos na igualdade anterior.
dx

Exemplo:
dy
1) Sendo x4 – 3xy + y2 = 0, calcule .
dx
Solução:
d F(x, y)  dy  dy
Temos: F(x, y) = x4 – 3xy + y2 onde: = 4 x3 − 3  x + y  + 2 y .
dx  dx  dx

Igualando a zero temos:

 dy  dy
4 x 3 − 3 x + y  + 2y =0
 dx  dx
ou

dy dy
4 x 3 − 3x − 3y + 2 y =0
dx dx
ou

dy
( 2 y − 3x ) = 3y − 4 x 3
dx

e portanto:

dy 3y − 4x 3
=
dx 2 y − 3x

Referência: Texto adaptado do livro: RIGHETTO, A.; FERRAUDO, A. S. Cálculo Diferencial e


Integral. Vol. I, São Paulo: IBEC – Instituto Brasileiro de Edições Científicas Ltda, São Paulo, 1982.
Adaptação: Prof. M. Sc. José Donizetti de Lima, UTFPR - Campus Pato Branco.

LISTA DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS PARA A REVISÃO DOS CONCEITOS

Ver nosso livro texto: GUIDORIZZI, 2001. v.1. páginas 191 e 192

59
UTILIZANDO O SOFTWARE MAPLE PARA CALCULAR DERIVADAS IMPLÍCITAS

Exemplos:

dy
1) Determine , se x 2 y + 2 y3 = 3x + 2 y .
dx
Solução:
Usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:
> restart:
> f:=x^2*y+2*y^3=3*x+2*y;
f := x 2 y + 2 y 3 = 3 x + 2 y
> f_linha:=implicitdiff(f,y,x);
2xy−3
f_linha := −
x + 6 y2 − 2
2

dy
2) Sendo x4 – 3xy + y2 = 0, calcule .
dx
Solução:
Solução:
Usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:
> restart:
> f:=x^4-3*x*y+y^2=0;
f := x 4 − 3 x y + y 2 = 0
> dy_dx:=implicitdiff(f,y,x);
4 x3 − 3 y
dy_dx :=
3x−2y

60
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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

61
dy
DIFERENCIAL: INTERPRETAÇÃO DE COMO UM QUOCIENTE
dx

dy
É comum, pensarmos em como uma simples notação para a derivada de y = f ( x) . A seguir
dx
dy
interpretaremos como um quociente entre dois acréscimos.
dx

Inicialmente, vamos olhar para dx como um acréscimo em x e, em seguida, procuraremos uma


interpretação para o acréscimo dy .
dy
Sabemos que f ' ( x ) é o coeficiente angular da reta tangente T, no ponto ( x, f(x)) , e que = f ' ( x) .
dx
Se olharmos, então, para dy como o acréscimo na ordenada da reta tangente T, correspondente ao
dy
acréscimo dx em x , teremos = f ' ( x) .
dx

Assim,
dy
= f ' ( x) = tgα ou dy = f ' ( x ).dx
dx
Observe que
∆x = dx e ∆y = f ( x + dx ) − f ( x )
Onde: ∆y = f ( x + dx ) − f ( x ) é o acréscimo que a função sofre quando se passa de x a x + dx . O
acréscimo dy pode então ser olhado como um valor aproximado para ∆y ; evidentemente, o erro
" ∆y − dy" que se comete na aproximação de ∆y por dy será tanto menor quanto menor for dx .

Fixado x , podemos olhar para a função linear que a cada dx ∈ ℜ , associa dy ∈ ℜ , onde
dy = f ' ( x ).dx .Tal função denomina-se diferencial de f em x , ou simplesmente, diferencial de
y = f ( x) .

62
Exemplos:
1) Seja y = x 2 . Relacione ∆y com dy .
Solução:
dy
y = x2 ⇒ = 2x
dx

Assim, a diferencial de y = x 2 é dada por:


dy = 2 x ⋅ dx
Por outro lado,
∆y = ( x + dx) 2 − x 2 ⇒ ∆y = x 2 + 2 x ⋅ dx + (dx) 2 − x 2 ⇒ ∆y = 2 x ⋅ dx + (dx) 2
e, portanto,
∆y − dy = 2 x.dx + (dx) 2 − 2 x.dx ⇒ ∆y − dy = (dx) 2
Observe que, quanto menor for dx , mais próximo estará dy de ∆y .

2) Utilizando diferencial, calcular um valor aproximado para o acréscimo ∆y que a função y = x 2


sofre quando se passa de x = 1 a 1 + dx = 1,001 . Calcule o erro.
Solução:
A diferencial de y = x 2 , em x , é: dy = 2 x.dx . Em x = 1 ⇒ dy = 2.dx .

Como dx = 0,001 , resulta que dy = 2.0,001 ⇒ dy = 0,002 é um valor aproximado para o acréscimo
∆y = (1,001) 2 − 12 = 0,002001 .
O erro que se comete na aproximação ∆y ≅ dy é igual a 0,000001 . Observe que 1 + dy = 1,002 é um
valor aproximado para (1,001) 2 , com erro igual a 10 −6 .
63
3) Seja A = π ⋅ r 2 . Calcule a diferencial de A = A(r ) . Interprete.
Solução:
dA
A = π ⋅r2 ⇒ = A' ( r ) = 2πr
dr
A diferencial de A = π .r 2 é dada por
dA = 2πr.dr
Interpretação:
A fórmula A = π .r 2 nos fornece a área de um círculo em função do raio r , dA = 2πr.dr é então um
valor aproximado para o acréscimo ∆A na área A correspondente ao acréscimo dr em r .

Observe que ∆A é a área da região hachurada e que dA = 2πr.dr é a área de um retângulo de


comprimento 2πr ( 2πr é o comprimento da circunferência de raio r ) e altura dr . Vamos calcular o
erro que se comete na aproximação ∆A ≅ 2πr.dr .

Temos: ∆A = π (r + dr ) 2 − πr 2 ⇒ ∆A = πr 2 + 2πdr + π (dr ) 2 − πr 2 ⇒ ∆A = 2πdr + π (dr ) 2


Assim: ∆A − dA = 2πrdr + π (dr ) 2 − 2πrdr ⇒ ∆A − dA = π (dr ) 2
Deste modo, o erro que se comete na aproximação ∆y ≅ dy é igual a π (dr ) 2 , que é a área de um
círculo de raio dr .

4) Utilizando diferencial, calcular um valor aproximado para 1,01 . Avalie o erro.


Solução:
Consideremos a função y = x . Primeiramente vamos calcular dy para x = 1 e dx = 0,01 .

Temos:

1
dy = dx
2 x

Em x = 1

1
dy = dx
2

1
Portanto, dy = .0,01 = 0,005 para dx = 0,01 . Assim, 1 + dy = 1,005 é um valor aproximado (por
2
excesso) de 1,01 . Como 1,004 é um valor aproximado por falta ( (1,004) 2 < 1,01 ) segue que
1,01 ≅ 1,005 com erro, em módulo, inferior a 0,001 .

64
5) Utilizando diferencial, calcular um valor aproximado para 2 . Avalie o erro.
Solução:
Consideremos a função y = x . Primeiramente vamos calcular dy para x = 1 e dx = 1 .
1 1
Temos: dy = dx , em x = 1 => dy = dx
2 x 2
1
Portanto, dy = .1 = 0,5 para dx = 1 . Assim, 1 + dy = 1,5 é um valor aproximado (por excesso) de
2
2 . Como 1,4 é um valor aproximado por falta ( (1,4) 2 < 2 ) segue que 2 ≅ 1,5 com erro, em
módulo, inferior a 0,1 .

Nota: A aproximação não é melhor, pois o valor de dx é grande.

DIFERENCIAL - MATERIAL COMPLEMENTAR


Sabemos que a definição de derivadas é dada por:
dy ∆y f ( x + ∆x ) − f ( x )
f ' ( x) = = lim = lim
dx ∆x → 0 ∆x ∆x → 0 ∆x
Assim,
dy = f ' ( x).dx e ∆y = f ( x + ∆x ) − f ( x )
∆y ≅ dy quando ∆x → 0

Nota: Quanto mais próximo ∆x estiver de zero, melhor será a aproximação de dy por ∆y

A definição da derivada f ' ( x0 ) é:


∆y
f ' ( x 0 ) = lim
∆ x → 0 ∆x

expressão esta que pode ser escrita na forma equivalente


∆y
= f ' ( x0 ) + ε
∆x
Onde: ε → 0 quando ∆x → 0
Consequentemente, sem hipóteses adicionais além da admissão da existência da derivada podemos
escrever o incremento ∆y na forma
∆y = f ' ( x0 ).∆x + ε .∆x
Onde: ε → 0 quando ∆x → 0
Visto que em geral, f ' ( x0 ) ≠ 0 , o produto f ' ( x0 ).∆x é uma quantidade infinitamente pequena, da
mesma ordem que ∆x quando ∆x → 0 . Por outro lado, ε .∆x é sempre uma quantidade infinitamente
pequena de ordem superior em relação a ∆x , visto que
ε .∆x
lim = lim ε = 0
∆x → 0 ∆x ∆x → 0

pois: ε → 0 quando ∆x → 0

Assim, o crescimento ∆y da função y compõe-se de dois termos, sendo que o primeiro ( f ' ( x) ≠ 0 )
é chamado de parte principal do crescimento, é uma função linear de ∆x . A segunda parte é o erro que
se comete nessa aproximação.
Em geral, se a função y = f (x ) admite derivada f ' ( x0 ) , o produto f ' ( x0 ).∆x é chamado diferencial
desta função e denota-se por dy ou df ( x0 ) , ou seja: dy = f ' ( x0 ).∆x

65
Aplicação:

1) Determinar o peso (a massa) aproximada de um tubo de cobre de 1 m de comprimento, diâmetro


interno 2 cm e espessura da parede 2 mm. A densidade (massa / volume) do cobre é 8,8 g/cm 3 . P
P

Solução: Sabemos que: 2 mm = 0,2 cm; os raios são: R = 1,2 cm e r = 1 cm.


Por outro lado, o volume de um cilindro é dado por: V = π .r 2 .h , e nesse caso a altura h é
fixa.
dV
De V = π .r 2 .h , temos: = 2.π .r.h ⇒ dV = 2.π .r.h.dr
dr
Para o nosso problema: r = 1 cm; h = 100 cm e dr = ∆r = 0,2 cm

Logo, dV = 2.π .100.0,2 ≅ 125,66371

massa
Sabemos ainda, que densidade = ⇒ massa = volume × densidade
volume

Assim, m = 125,66371 × 8,8 ≅ 1.105,84 g

2) Usando os dados do exemplo anterior, determine o valor exato e compare com o valor estimado,
mostrando assim o erro que se comete em tal aproximação.
Solução:
Neste problema temos envolvido dois cilindros de raios: R = 1,2 cm e r = 1 cm, ambos com altura
h = 100 cm. E o volume procurado é o volume compreendido entre o cilindro de raio R e o de raio r.

Logo, V = π .R 2 .h − π .r 2 .h = π .(1,2) 2 .100 − π .(1) 2 .100 ≅ 138,23008

Assim, m = 138,23008 × 8,8 ≅ 1.216,42 g

110,58
O erro é dado por: 1.216,42 − 1.105,84 = 110,58 g, ou percentualmente: ≅ 9%
1.216,42

66
LISTA DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS PARA A REVISÃO DOS CONCEITOS

1) Encontrar o diferencial dy e o crescimento ∆y da função y = x 2 . Avalie o erro que se comete


nessa aproximação:
a) Para os valores arbitrários de x e de ∆x .
b) Para x = 20 e ∆x = 0,1
Resposta:
a) dy = 2 x ⋅ dx ; ∆y = 2 x ⋅ ∆x + (∆x) 2 , mas dx = ∆x , logo: ∆y = 2 x ⋅ dx + (dx) 2 ;
erro = ∆y − dy = (dx) 2
b) dy = 2.20.0,1 = 4 ; ∆y = 2.20.0,1 + (0,1) 2 = 4,01 ; erro = 4,01 − 4 = 0,01 = 10 −2 ou 0,25%

2) Calcule a diferencial.
x
a) y = x 3 b) y = x 2 − 2 x c) y = d) y = 3 x
x +1
1 1
Resposta: a) dy = 3x 2 dx b) dy = ( 2 x − 2) dx c) dy = dx d) dy = dx
( x + 1) 2 3 x2
3

3) Seja A = l 2 , l > 0 .
a) Calcule a diferencial.
b) Interprete geometricamente o erro que se comete na aproximação de ∆A por dA . (Olhe para A = l 2
como a fórmula para o cálculo da área de um quadrado de lado l ).
Resposta: a) dA = 2l ⋅ dl b)

4
4) Seja V = πr 3 , r > 0 .
3
a) Calcule a diferencial.
b) Interprete geometricamente dV . (Lembre-se que V é o volume da esfera de raio r e que 4πr 2 é a
área da superfície esférica de raio r ).
Resposta: a) dV = 4πr 2 ⋅ dr b)

5) Seja y = x 2 + 3 x .
a) Calcule a diferencial.
b) Calcule o erro que se comete na aproximação de ∆y por dy .
Resposta: a) dy = ( 2 x + 3) ⋅ dx b) (dx) 2

NOTA: O LIVRO DO SWOKOWSKI, VOLUME I, TEM VÁRIAS APLICAÇÕES

67
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bibliografia Básica:
FLEMMING, D. M.; GONÇALVES, B. G. Cálculo A: Funções, Limite, Derivação, Integração, 5a
ed. São Paulo: Makrow Books, 1992.

FLEMMING, D. M.; GONÇALVES, B. G. Cálculo B: Funções de Várias Variáveis, Integrais


Duplas e Triplas. São Paulo: Makrow Books, 1999.
FLEMMING, D. M.; GONÇALVES, B. G. Cálculo C: Funções Vetoriais, Integrais Curvilíneas,
Integrais de Superfície. São Paulo: Makrow Books, 1999.
GUIDORIZZI, H. L. Um Curso de Cálculo, 5a ed. Vol. I, São Paulo: LTC - Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., 2001

GUIDORIZZI, H. L. Um Curso de Cálculo, 5a ed. Vol. II, São Paulo: LTC - Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., 2001
GUIDORIZZI, H. L. Um Curso de Cálculo, 5a ed. Vol. III, São Paulo: LTC - Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., 2001
GUIDORIZZI, H. L. Um Curso de Cálculo, 5a ed. Vol. IV, São Paulo: LTC - Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., 2001

HOFFMANN, L. D., Cálculo: Um Curso Moderno e suas Aplicações, 7a ed. Rio de Janeiro: LTC -
Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., 2004.
RIGHETTO, A.; FERRAUDO, A. S. Cálculo Diferencial e Integral. Vol. I, São Paulo: IBEC –
Instituto Brasileiro de Edições Científicas Ltda, São Paulo, 1982

RIGHETTO, A.; FERRAUDO, A. S. Cálculo Diferencial e Integral. Vol. II, São Paulo: IBEC –
Instituto Brasileiro de Edições Científicas Ltda, São Paulo, 1982

Bibliografia de Apoio:
ANTON, H. Cálculo, um novo horizonte. Trad. Cyro de C. Patarra e Márcia Tamanaha. 6. ed. Porto
Alegre: Bookman, Vol.I, 2000.
ANTON, H. Cálculo, um novo horizonte. Trad. Cyro de C. Patarra e Márcia Tamanaha. 6. ed. Porto
Alegre: Bookman, Vol.II, 2000.

LEITHOLD, L. O Cálculo com Geometria Analítica. Vol. I, São Paulo: Harbra, 1986.
LEITHOLD, L. O Cálculo com Geometria Analítica. Vol. II, São Paulo: Harbra, 1986.
MUNEN, F. Cálculo. Vol. II, Rio de Janeiro: Editora Guanabara Dois S.A., 1982.
LARSON, H. E. Cálculo com Aplicações. Trad. Alfredo Alves de Farias. Rio de Janeiro: LTC, 1995.
SWOKOWSKI, E. W. Cálculo com Geometria Analítica. 2. ed. Vol. I, São Paulo: Makrow Books,
1994.
SWOKOWSKI, E. W. Cálculo com Geometria Analítica. 2. ed. Vol. II, São Paulo: Makrow Books,
1994.
SIMMONS, G. Cálculo com Geometria Analítica. São Paulo: McGraw-Hill, v. 2, 1987.

______________________________________
Prof. M. Sc. José Donizetti de Lima

68
PR
UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

69
Assunto: Aplicações de Derivadas - Máximos e Mínimos

Tema: Máximos e Mínimos (Maximização de lucros e minimização de custos)

Duração: 50 minutos

Recursos didáticos: Quadro branco, canetas, apagador, multimídea, transparência, retroprojetor, etc.

Verificação da aprendizagem ou procedimentos de avaliação: Resolução de lista de exercícios,


trabalhos práticos, avaliações escritas, etc.

Pré-requisitos: O acadêmico deve apresentar domínio sobre:

• Funções e limites.
• A ideia intuitiva de derivada como taxa de variação, como velocidade ou como a inclinação de
uma curva em um ponto.
• A interpretação geométrica da derivada – geometria analítica.
• As derivadas das principais funções elementares e as regras operatórias das derivadas.
• O entendimento do estudo das derivadas, como uma poderosa ferramenta para analisar como
variam as funções.
• Aplicações das derivadas à cinemática.
• Trigonometria (tangente).

Objetivo geral: Compreender e aplicar as técnicas do Cálculo Diferencial e Integral para funções reais
de uma variável real, dando ênfase às suas aplicações.

Objetivo específico: Por intermédio de um enfoque informal trabalhar o comportamento local de uma
função (máximos, mínimos, pontos de inflexão, etc.), um dos tópicos de muitas aplicações dentro e
fora da matemática.

Objetivos:

• Compreender e aplicar a técnica derivada para funções reais de uma variável real, dando ênfase às
suas aplicações, bem como aplicar esses conceitos em exercícios e problemas.
• Proporcionar ao aluno uma visão crítica, prática e objetiva da utilização dos recursos proveniente
das aplicações das derivadas no dia a dia.
• Reconhecer as dificuldades existentes nos fundamentos matemáticos, sanando-os através da aula
expositiva-dialogada.
• Compreender e aplicar as técnicas do Cálculo Diferencial e Integral para funções reais de uma
variável real, dando ênfase às suas aplicações, bem como aplicar esses conceitos em exercícios e
problemas.

70
MÁXIMO, MÍNIMO DE FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL

Sabemos que a derivada de uma função em um ponto específico, representa a taxa de variação (ou
coeficiente angular da reta tangente) da mesma nesse ponto. Neste momento, estamos preocupados em
como determinar se a função é crescente, decrescente ou constante em um intervalo especificado I. E
também, como determinar o(s) ponto(s) de máximo, mínimo ou de inflexão (caso existam)?
Exemplos:
1) Consideremos inicialmente a função polinomial do 1o grau, dada por: f ( x) = ax + b , com a, b ∈ ℜ.
A derivada desta função é dada por: f ' ( x) = a . Portanto, temos:
• Se a > 0 ⇒ f ' ( x) > 0 e, neste caso sabemos que a função é crescente.
• Se a < 0 ⇒ f ' ( x) < 0 e, neste caso sabemos que a função é decrescente.
• Se a = 0 ⇒ f ' ( x) = 0 e, neste caso sabemos que a função é constante.

2) Agora, vamos considerar a função polinomial do 2o grau, dada por: f ( x) = ax 2 + bx + c , com


a, b, c ∈ ℜ e a ≠ 0. A derivada desta função é dada por: f ' ( x) = 2ax + b .

b
Neste caso, se fizermos f ' ( x) = 0 ⇒ 2ax + b = 0 ⇒ x = −
, que representa a abscissa do vértice da
2a
parábola, teremos determinado a abscissa do ponto de máximo (se a < 0 ) ou abscissa do ponto de
mínimo (se a > 0 ).

Teste da 1a derivada para determinar se a função é crescente, decrescente ou constante.

• Se f ’ (x) > 0 ⇒ f é crescente no intervalo I.

• Se f ’ (x) < 0 ⇒ f é decrescente no intervalo I.

• Se f ’ (x) = 0 ⇒ f é constante no intervalo I.

Geometricamente, temos:

71
ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DE FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL

Motivação: Qual deve ser a melhor forma de um recipiente para minimizar o custo de fabricação do
mesmo? Qual é a aceleração máxima que se pode obter em determinado experimento? Ou ainda: Dado
Atotal = Fixa. Qual o volume máximo? Dado V = Fixo. Qual a área mínima?

Estes problemas são conhecidos como problemas de otimização.

Conceitos: Seja f uma função contínua em um intervalo I, temos:


• Se ∀ x2 > x1 ⇒ f ( x2 ) > f ( x1 ) , então f é crescente no intervalo I.
• Se ∀ x2 > x1 ⇒ f ( x2 ) < f ( x1 ) , então f é decrescente no intervalo I.
• Se ∀ x2 > x1 ⇒ f ( x2 ) = f ( x1 ) , então f é constante no intervalo I.
VARIAÇÃO DE UMA FUNÇÃO

π π
0 <α < <α <π
2 2
a = tg α = f ' ( x) a = tg α = f ' ( x)
(Derivada Positiva) (Derivada Negativa)

Quando teremos um ponto de máximo? Resposta: Se a função for crescente até o ponto crítico e
depois desse ponto decrescer. Esta e outras conclusões são sintetizadas a seguir:

• PROCEDIMENTOS PARA DETERMINAR OS EXTREMOS RELATIVOS DE f

1o) Determine f ’ (x).

2o) Determine os pontos críticos de f, isto é, os valores de x para os quais f ’ (x) = 0, ou para os quais
f ’ (x) = 0 não existe.

3o) Aplique o teste da derivada primeira, ou seja:


• Ponto de Máximo

• Ponto de Mínimo

72
• Ponto de inflexão

ou

Notas importantes:
1) Tome um valor antes e um depois do ponto crítico (cuidado: este valor escolhido deve ser o mais
próximo possível do ponto crítico, para garantir que entre o ponto crítico e o que você escolheu não
exista um outro crítico, neste caso a sua classificação poderia estar completamente errada). Se
tivermos sinais opostos serão extremos.
2) O teste da derivada primeira para extremos relativos estabelece essencialmente que se f for
contínua em c e f ’ (x) mudar o sinal algébrico de positivo para negativo quando x cresce através
de c, então f terá um valor máximo relativo em c, e se f ’ (x) mudar o sinal algébrico de negativo
para positivo enquanto x cresce através de c, então f terá um valor mínimo relativo em c.
Exemplos:
1) Determine o valor mínimo da função f ( x) = x 2 − 8 x + 15 .
Solução: Geometricamente, usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:
> plot(x^2-8*x+15,x=0..8,y=-2..14,color=black);

Como
f ( x) = x 2 − 8 x + 15 ⇒ f ' ( x) = 2 x − 8 .
Fazendo f ' ( x) = 0 , temos:
2 x − 8 = 0 ⇒ x = 4 (ponto crítico).

Estudando o sinal da expressão 2 x − 8, temos:

4
Logo,
x = 4 é ponto de mínimo da função dada
e o valor mínimo da função é:
f (4) = 4 2 − 8 ⋅ 4 + 15 = 16 − 32 + 15 = −1
73
2) Determine e classifique os pontos críticos das seguintes funções:

a) f ( x) = x 2 − 6 x + 8 Resposta: Ponto Crítico: P(3, -1) que é um ponto de mínimo local.

b) f ( x) = − x 2 + 6 x − 8 ⇒ Ponto Crítico: P(3, 1) que é um ponto de máximo local.

c) f ( x) = x 2 − 12 x + 35 ⇒ Ponto Crítico: P(6, -1) que é um ponto de mínimo local.

d) f ( x) = − x 2 + 12 x − 35 ⇒ Ponto Crítico: P(6, 1) que é um ponto de máximo local.

74
3) Estude o comportamento da função f ( x) = x 3 − 6 x 2 + 9 x + 1 , ou seja, determine:
a) Intervalo(s) de crescimento. Resposta: ] -∞, 1] ∪ [3, +∞[
b) Intervalo(s) de decrescimento. Resposta: [1, 3]
c) Ponto(s) de Máximo relativo (local), caso existam. Resposta: (1, 5)
d) Ponto(s) de Mínimo relativo (local), caso existam. Resposta: (3, 1)
e) Calcule os limites que julgar necessários.
f) Construa o gráfico da função dada.
Solução:
1o Passo) Determinar f ’ (x):
f ’ (x) = 3x2 – 12x + 9
2o Passo) Resolver a equação f ’ (x) = 0:
3x2 – 12x + 9 = 0 ⇒ x2 – 4x + 3 = 0 ⇒ x = 1 ou x = 3
Assim, x = 1 e x = 3, são os pontos críticos de f.
3o Passo) Para determinar se f tem um extremo relativo nesses pontos, aplicamos o teste da derivada
primeira.
x f(x) f ’ (x) Conclusão:
x<1 + f é Crescente.
x=1 5 0 f tem um Valor Máximo relativo (local).
1<x<3 - f é Decrescente.
x=3 1 0 f tem um Valor Mínimo relativo (local).
x>3 + f é Crescente.
Portanto, o valor máximo relativo de f ocorre em x =1, e vale 5, ou seja: f(1) = 5. Por outro lado, o
valor mínimo relativo de f ocorre em x = 3, e vale 1, ou seja: f(3) = 1.
Usando o software de manipulação algébrica Maple construir o gráfico da função em análise, temos:
> plot(x^3-6*x^2+9*x+1,x=-1..6,y=-1..6);

> Limit(x^3-6*x^2+9*x+1,x=-infinity)=limit(x^3-6*x^2+9*x+1,x=-infinity);
lim x 3 − 6 x2 + 9 x + 1 = −∞
x → ( −∞ )

> Limit(x^3-6*x^2+9*x+1,x=infinity)=limit(x^3-6*x^2+9*x+1,x=infinity);
lim x 3 − 6 x2 + 9 x + 1 = ∞
x→∞

75
x3
− 6 x 2 + 35 x + 70
4) Determine e classifique os pontos críticos da seguinte função: f ( x) =
3
Resposta: Pontos Críticos: Ponto de Máximo: P(5, 410/3) e Ponto de Mínimo: P(7, 406/3)
Solução: Usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:
> restart:
> Diff(x^3/3-6*x^2+35*x+70,x)=diff(x^3/3-6*x^2+35*x+70,x);
∂ 1 3 
 x − 6 x 2 + 35 x + 70  = x 2 − 12 x + 35
∂x  3 
> solve(x^2-12*x+35,{x}); { x = 7 }, { x = 5 }
> plot(x^3/3-6*x^2+35*x+70,x=4..8);

1 3
> f:=x->x^3/3-6*x^2+35*x+70; f := x → x − 6 x 2 + 35 x + 70
3
410
> f(5);
3
> evalf(%); 136.6666667
406
> f(7);
3
> evalf(%); 135.3333333
Conclusão: Ponto de Mínimo: P(7, 406/3) e Ponto de Máximo: P(5, 410/3).
5) Estude a função f ( x) = x 3 em relação à ponto de máximo, mínimo ou inflexão.
Resposta: Ponto Crítico: P(0, 0) que é um ponto de inflexão (mudança de concavidade da função).
Solução:
Usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:
> plot(x^3,x=-2..2,y=-8..8);

• f ( x) = x 3 ⇒ f ' ( x) = 3x 2 ⇒ 3 x 2 = 0 ⇒ x = 0 (ponto crítico).


• f ' (−1) = 3 ⋅ (−1) 2 = 3 > 0 ⇒ função crescente.
• f ' (1) = 3 ⋅ (1) 2 = 3 > 0 ⇒ função crescente.
• Portanto em x = 0 , não temos nem um ponto de mínimo, nem ponto de máximo, mas sim um
ponto de inflexão (mudança de concavidade da função).
76
• CONCAVIDADE DE UMA FUNÇÃO

A concavidade da curva de uma função f pode ser determinada por meio do sinal da derivada de
segunda ordem de f, ou seja:

 f '' (x) > 0 concavidade voltada para cima (em um certo intervalo aberto).

 f '' (x) < 0 concavidade voltada para baixo (em um certo intervalo aberto).

• MÁXIMOS E MÍNIMOS

A partir do sinal da derivada de segunda ordem de uma função f, além da concavidade, pode-se obter
pontos de máximos ou mínimos, relativos a um certo intervalo desta função. Sendo o gráfico a seguir
de uma função f qualquer, tem-se:

Análise gráfica:
 x1 = abscissa de um ponto de máximo local.
 x2 = abscissa de um ponto de mínimo local.
 x3 = abscissa de um ponto de máximo local.
Observa-se que as retas tangentes r1, r2, e r3 nos pontos de abscissas x1, x2 e x3 respectivamente, são
paralelas ao eixo x, logo a derivada de f se anula para x1, x2 e x3, ou seja, f ’ (x1) = f ’ (x2) = f ’ (x3) = 0.

Nota: Nos pontos de máximo ou mínimo relativo, a derivada primeira se anula.

• TESTE DA DERIVADA 2a PARA DETERMINAR PONTOS DE MÁXIMO OU DE


MÍNIMO LOCAL
A fim de verificar se um ponto que anula a derivada primeira de uma função representa um ponto de
máximo ou mínimo local, faz-se o teste da derivada de segunda ordem, ou seja:
 1o passo: Deriva-se a função.
 2o passo: Iguala-se a derivada primeira a zero.
 3o passo: Determinam-se as raízes da derivada primeira.
 4o passo: Teste da derivada de segunda ordem, ou seja:
- Se f ’’(x0) > 0, então x0 = abscissa de mínimo local e f(x0) é o valor mínimo local de f.
- Se f ’’(x0) < 0, então x0 = abscissa de máximo local e f(x0) é o valor máximo local de f.
77
• ALGORITMO DO TESTE DA 2a DERIVADA

1o Passo) Calcular f ’(x).

2o Passo) Resolver o sistema f ’(x) = 0, para determinar os candidatos a ponto de máximo, mínimo ou
inflexão.
3o Passo) Calcular f ’’(x).

4o Passo) Classificar os pontos críticos (xc) encontrados no 2o Passo.

• Se f ’’(xc) > 0 ⇒ xc é a abscissa do ponto de mínimo local.

• Se f ’’(xc) < 0 ⇒ xc é a abscissa do ponto de máximo local.

• Se f ’’(xc) = 0 ⇒ nada a concluir pelo teste da 2a derivada. Neste caso, utilize um outro método ou
uma outra técnica.

Exemplos:

1) Determine o valor mínimo da função f ( x) = x 2 − 8 x + 15 .


Solução: Geometricamente, usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:
> plot(x^2-8*x+15,x=0..8,y=-2..14,color=black);

Como
f ( x) = x 2 − 8 x + 15 ⇒ f ' ( x) = 2 x − 8 .

Fazendo f ' ( x) = 0 , temos:

2 x − 8 = 0 ⇒ x = 4 (ponto crítico).

f ' ' ( x) = 2 ⇒ f ' ' (4) = 2 > 0 ⇒ x = 4 é ponto de mínimo

e o valor mínimo da função é:

f (4) = 4 2 − 8 ⋅ 4 + 15 = 16 − 32 + 15 = −1

78
2) Determine e classifique os pontos críticos das seguintes funções:
a) f ( x) = x 2 − 6 x + 8 ⇒ Pontos Crítico: P(3, -1) que é um ponto de mínimo local.

b) f ( x) = − x 2 + 6 x − 8 ⇒ Pontos Crítico: P(3, 1) que é um ponto de máximo local.

c) f ( x) = x 2 − 12 x + 35 ⇒ Pontos Crítico: P(6, -1) que é um ponto de mínimo local.

d) f ( x) = − x 2 + 12 x − 35 ⇒ Pontos Crítico: P(6, 1) que é um ponto de máximo local.

x3
3) Determine e classifique os pontos críticos da seguinte função: f ( x) = − 6 x 2 + 35 x + 70
3
Resposta: Pontos Críticos: Ponto de Máximo: P(5, 410/3) e Ponto de Mínimo: P(7, 406/3)
Solução: Usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:
> restart:
> Diff(x^3/3-6*x^2+35*x+70,x)=diff(x^3/3-6*x^2+35*x+70,x);
∂ 1 3 
 x − 6 x 2 + 35 x + 70  = x 2 − 12 x + 35
∂x  3 
> solve(x^2-12*x+35,{x}); { x = 7 }, { x = 5 }
> plot(x^3/3-6*x^2+35*x+70,x=4..8);

1 3
> f:=x->x^3/3-6*x^2+35*x+70; f := x → x − 6 x 2 + 35 x + 70
3
410
> f(5);
3
> evalf(%); 136.6666667
406
> f(7);
3
> evalf(%); 135.3333333

Conclusão: Ponto de Mínimo: P(7, 406/3) e Ponto de Máximo: P(5, 410/3).

79
4) Determine e classifique o ponto crítico da seguinte função: f ( x) = ( x − 1) 4 = x 4 − 4 x 3 + 6 x 2 − 4 x + 1
Solução:
f ' ( x ) = 4x 3 − 12x 2 + 12x − 4 = ( x − 1) 4
f ' ( x) = 0 ⇒ 4 x 3 − 12 x 2 + 12 x − 4 = 0 ⇒ xc = 1
f ' ' ( x) = 12 x 2 − 24 x + 12
f ' ' (1) = 0 ⇒ Nada a concluir pelo teste da 2a derivada. Neste caso, devemos usar um outro método
ou uma outra técnica.

Particularmente, neste exemplo, trabalhando diretamente com a função f ( x) = ( x − 1) 4 , vemos


claramente que x = 1 é um ponto de mínimo global da função em estudo.

Neste caso, poderíamos utilizar o teste da vizinhança: f (1) = 0, f (0) = 1 e f (2) = 1 . Neste contexto, é
melhor estudar o sinal da 1a derivada.

Solução: Usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:


> restart:
4 3 2
> expand((x-1)^4); x − 4 x + 6 x − 4 x + 1
> Diff(x^4-4*x^3+6*x^2-4*x+1,x)=diff(x^4-4*x^3+6*x^2-4*x+1,x);
∂ 4
( x − 4 x3 + 6 x2 − 4 x + 1 ) = 4 x 3 − 12 x2 + 12 x − 4
∂x
> solve(4*x^3-12*x^2+12*x-4=0,{x}); { x = 1 }, { x = 1 }, { x = 1 }
> plot((x-1)^4,x=-2..5,y=-2..10);

80
5) Aplicação: Modelagem Matemática no Ensino: BIEMBENGUT, Maria Salett, pág. 48-49.
V (h) = 400h − 80h 2 + 4h 3 . DIGITAR O ENUNCIADO, COPIAR DO LIVRO.
Solução: Usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:
> restart:
2 3
> V:=400*h-80*h^2+4*h^3; V := 400 h − 80 h + 4 h

> Diff(V,h)=diff(V,h); ( 400 h − 80 h 2 + 4 h 3 ) = 400 − 160 h + 12 h 2
∂h
10
> solve(400-160*h+12*h^2=0,{h}); { h = 10 }, { h = }
3
2
> V_linha:=400-160*h+12*h^2; V_linha := 400 − 160 h + 12 h
> V_2linha:=diff(V_linha,h); V_2linha := −160 + 24 h
> subs(h=10,V_2linha); 80
> subs(h=10/3,V_2linha); -80
> subs(h=10,V); 0
16000
> subs(h=10/3,V);
27
> evalf(%); 592.5925926

Conclusão: Ponto de Mínimo: P(10, 0) e Ponto de Máximo: P(10/3, 16000/27). Portando a capacidade
Mínima é de aproximadamente 593 mL.

6) Entre os retângulos de área A dada (fixa) determine o que possui perímetro mínimo? Faça isto
usando os seus conhecimentos de cálculo diferencial e integral de uma variável.
Solução:
P = 2x + 2 y (1)

A = x ⋅ y = k , k dado, fixo (constante) (2)

k 2k
Como, x ⋅ y = k ⇒ y = . Logo, P ( x) = 2 x +
x x

2k
P ' ( x) = 2 + (2k ) ⋅ (−1) ⋅ x −2 ⇒ P ' ( x) = 2 −
x2

Fazendo P ' ( x) = 0 , temos:

2k 2k
0 = 2− 2
⇒ 2
= 2 ⇒ k = x2 (3)
x x

Substituindo (3) em (2), temos:

*
x ⋅ y = x 2 ⇒ y = x (* pois: x ≠ 0 )

Mas x 2 é a área de um quadrado de lado x , logo a área máxima é dada quando escolhemos um
quadrado.

81
7) Entre os retângulos de perímetro P (dado), qual a figura plana que possui a área máxima e qual é
essa área máxima? Faça isto usando os seus conhecimentos do ensino fundamental e médio.
Solução:

p − 2x
P = 2x + 2 y ⇒ =y
2
A = x.y

(p - 2x) p ⋅ x p
A= x. = − x2 a = −1 , b = ,c=0
2 2 2

px
− x2 = 0
2

p  p p
x ⋅ − x = 0 ⇒ − x = 0 ⇒ x = ou x = 0
2  2 2

p p
b p 1 p
xv = − =− 2 = 2 = . =
2a 2(−1) 2 2 2 4

 p  2 
  − 4 ⋅ (−1) ⋅ 0 p2
 2   p2 1 p2
=−

Área máxima = y v = − =− 4 = ⋅ =
4a 4 ⋅ (−1) −4 4 4 16

Portanto, a figura plana é um quadrado cujo lado, é claro, é

P
lado =
4
e sua área máxima é dada por

p2
Amáxima =
16

Exemplo em umérico:

P = 20 m ⇒

p 20
lado = = = 5m
4 4
e

p 2 20 2 400
Amáxima = = = = 25 m2.
16 16 16

82
8) Entre os retângulos de perímetro P (dado), qual a figura plana que possui a área máxima e qual é
essa área máxima? Faça isto usando os seus conhecimentos de cálculo diferencial e integral de
uma variável.
Solução:

P − 2x
P = 2x + 2 y ⇒ y =
2

(P - 2x) P ⋅ x
A = x.y ⇒ A= x. = − x 2 = A( x)
2 2

P
(i) Passo 1) A ' ( x) = − 2x
2

p P P
(ii) Passo 2) − 2x = 0 ⇒ = 2x ⇒ x =
2 2 4

P − 2x
Mas y = , desta forma:
2

P P P
P − 2⋅ P−
y= 4 = 2 = 2 =P
2 2 2 4

P
Logo, x = y =
4

P P P2
Área máxima = A = ⋅ =
4 4 16

Exemplo em umérico:

40
P = 40 m ⇒ x = y = = 10 m
4

40 2 1600
Amáxima = = = 100 m2.
16 16

83
• PONTO DE INFLEXÃO

 Se f ’’(x0) = 0 e f ’’’ (x0) ≠ 0, então x0 é abscissa de um ponto de inflexão.

Exemplo: Seja a função f ( x) = x 3 .

Assim, temos: f ' ( x) = 3x 2 = 0 ⇒ x = 0 e f ' ' ( x) = 6 x ⇒ f ' ' (0) = 0 .

Por outro lado, f ' ' ' ( x) = 6 ⇒ f ' ' ' (0) = 6 ≠ 0 .

Portanto x = 0 é ponto de inflexão de f ( x) = x 3 .

Geometricamente, temos:

Nota: No ponto x = 0 há uma inversão na concavidade da função f(x) = x3.

Desta forma, para a função f ( x) = x 3 ⇒ Ponto Crítico: P(0, 0) que é um ponto de inflexão (mudança
de concavidade da função).

Usando o software de manipulação algébrica Maple, temos:

> plot(x^3,x=-2..2,y=-8..8);

84
Exemplos: Maximização dos Lucros e/ ou Minimização dos Custos

Introdução: Inicialmente, recordemo nos de que extremos absolutos em um intervalo fechado a


≤ x ≤ b devem ocorrer em pontos singulares (ou críticos) ou nas fronteiras. Se há somente um ponto
crítico (c, f(c)), ele é o máximo absoluto se f ’’(c) < 0 e o mínimo absoluto se f’’’(c) > 0. Havendo mais
de um ponto crítico, classifica-se um de cada vez, utilizando-se a técnica da análise da concavidade da
função feita através do estudo do sinal da segunda derivada.

1) Suponha que o lucro de um fabricante de rádios seja dado pela função


P ( x) = 400 ⋅ (15 − x) ⋅ ( x − 2) , onde x é preço pela qual os rádios são vendidos. Determine o preço
de venda que maximiza o lucro. Determine, também esse lucro máximo.
Solução:
Geometricamente, usando o Maple, temos:

> plot(400*(15-x)*(x-2),x=0..17,color=black);

P ( x) = 400 ⋅ (15 − x) ⋅ ( x − 2) ⇒ P( x) = −400 x 2 + 6800 x − 12000

Assim, P ' ( x) = −800 x + 6800

Fazendo P ' ( x) = 0 , temos: − 800 x + 6800 = 0 ⇒ x = 8,5 (ponto crítico)

P ' ' ( x) = −800 ⇒ P ' ' (8,5) = −800 < 0 ⇒ x = 8,5 é ponto de máximo e o lucro máximo é

P (8,5) = 400 ⋅ (15 − 8,5) ⋅ (8,5 − 2) = 400 ⋅ 6,5 ⋅ 6,5 = 16.900

85
2) Uma empresa fabrica determinado produto e o vende ao preço unitário de R$ 70,00. O custo total C
(em reais) para produzir n unidades é dado por C(n) = 2n3 – 3n2 – 2n + 5. Se toda a produção é
absorvida pelo mercado consumidor, qual é a quantidade produzida que gera um lucro máximo?
Qual é o valor desse lucro?
Solução:

Inicialmente, utilizamos o Maple, para ver o comportamento da função lucro:

> plot(-2*n^3+3*n^2+72*n-5,n=-10..10,color=black);

O lucro L, em função do número n de unidades produzidas, é dado por:

Lucro = Receita – Custo

ou seja:
L(n) = 70n – (2n3 – 3n2 – 2n + 5) = – 2n3 + 3n2 + 72n – 5

Pesquisando os extremantes dessa função, temos:

L’ (n) = – 6n2 + 6n + 72 = 0 => n = 4 ou n = -3 (não serve, pois não existe produção negativa)

Por outro lado, usando o processo das derivadas segundas, temos:

L’’ (n) = – 12n + 6 => L’’ (4) = – 12 . 4 + 6 = - 42 < 0

Portanto, concluímos que n = 4 é ponto de máximo de L e, nesse caso, o lucro obtido é:

L(4) = – 2 . 43 + 3 . 42 + 72 . 4 – 5 = -128 + 48 + 288 – 5 = 203

86
3) Um fabricante de caixas de papelão pretende fazer caixas abertas a partir de folhas de cartão
quadrado de 576 cm2, cortando quadrados iguais nas quatro pontas e dobrando os lados. Calcule a
medida do lado do quadrado que deve ser cortado para obter uma caixa cujo volume seja o maior
possível. Qual é o volume máximo?

Solução:

Acompanhe a construção

⇒ ⇒
Re tirando − se os 4 quadrados
Dobrando

O volume da caixa corresponde ao volume do paralelepípedo cujas dimensões são:


24 − 2 x, 24 − 2 x e x . Volume esse determinado por:

V ( x) = (24 − 2 x) ⋅ (24 − 2 x) ⋅ x = (24 − 2 x) 2 ⋅ (24 − 2 x) ⋅ x =⇒ V ( x) = 4 x 3 − 96 x 2 + 576 x

Vamos pesquisar os extremos de V usando derivadas sucessivas:

V ' ( x) = 0 ⇒ 12 x 2 − 192 x + 576 = 0 ⇒ x 2 − 16 x + 48 = 0 ⇒ x = 4 ou x = 12

Note que, se x = 12, a construção não é possível de ser feita.

V ' ' ( x) = 24 x − 192 ⇒ V ' ' (4) = 96 − 192 = −96 < 0 ⇒ x = 4 é ponto de máximo local

e, assim, o maior volume que a caixa pode ter é:

V (4) = 4 ⋅ 4 3 − 96 ⋅ 4 2 + 576 = 1024 cm 3

87
ANEXO I - LISTA DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS PARA A REVISÃO DOS CONCEITOS
Resolva os seguintes problemas:
1) Um fabricante precisa produzir caixas de papelão, com tampa, tendo na base um retângulo com
comprimento igual ao triplo da largura. Calcule as dimensões que permitem a máxima economia
de papelão para produzir caixas de volume de 36 m3.
Resposta: Comprimento: 6 m, Largura: 2 m e altura: 3m

2) Uma caixa sem tampa, de base quadrada, deve ser construída de forma que o seu volume seja
2.500m3. O material da base vai custar R$ 1.200,00 por m2 e o material dos lados R$ 980,00 por
m2. Determine as dimensões da caixa de modo que o custo do material seja mínimo. Qual é esse
custo? Resposta: h = 2500/x2 => comprimento = ; largura = ; e altura = .

3) Usando uma folha quadrada de cartolina, de lado 12 cm, deseja-se construir uma caixa sem tampa,
cortando em seus cantos quadrados iguais e dobrando convenientemente a parte restante.
Determinar o lado dos quadrados que devem ser cortados de modo que o volume da caixa seja o
maior possível.

4) Um galpão deve ser construído tendo uma área retangular de 12.100 m2. A prefeitura exige que
exista um espaço livre de 25 m na frente, 20 m atrás e 12 m em cada lado. Determine as dimensões
do lote que tenha a área mínima na qual possa ser construído este galpão.
Resposta: 104,33m x 195,62m

5) Um fazendeiro deve cercar dois pastos retangulares, de dimensões a e b, com um lado comum a. Se
cada pasto deve medir 400 m2 de área, determinar as dimensões a e b, de forma que o comprimento
da cerca seja mínimo.

6) Uma cidade X é atingida por uma moléstia epidêmica. Os setores de saúde calculam que o número
de pessoas atingidas pela moléstia depois de um tempo t (medido em dias a partir do primeiro dia
t3
da epidemia) é, aproximadamente, dado por: f(t) = 64t -
3
a) Qual é a razão da expansão da epidemia no tempo t = 4?
b) Qual é a razão da expansão da epidemia no tempo t = 8?
c) Quantas pessoas serão atingidas pela epidemia no 5o dia?

7) Suponha que o custo total de fabricação de q unidades de certo produto seja de:
C(q) = 3q2 + q + 500
a) Utilize a análise marginal para estimar o custo de fabricação da 41a unidade
b) Calcule o custo real de fabricação da 41a unidade.
Nota: O custo marginal é a derivada da função custo total c(q).
1
8) A equação do movimento de um corpo em queda livre é s = gt2 onde g = 9.8m/s2 é a aceleração
2
da gravidade. Determinar a velocidade e a aceleração do corpo em um instante qualquer t.

9) Uma partícula percorre uma curva segundo a lei e = 10 + 6t2 – t3 (e em metros e t em segundos).
Determinar:
a) O instante em que a velocidade é nula
b) A aceleração nesse instante
c) O espaço percorrido até este instante

10) Determine os máximos e os mínimos relativos de f aplicando o critério da derivada segunda:


x( x − 1) 2
a) f(x) = 18x + 3x2 – 4x3 b) f(x) = 2
c) f(x) = x3 – 3x2 d) f(x) = x.(x – 1)2.
x
88
APLICAÇÕES DE DERIVADAS
Adaptado de MARQUES, Jair Mendes. Matemática Aplicada para cursos de Administração,
Economia e Ciências Contábeis. Curitiba: Juruá, 2002. 322p.
As aplicações de derivadas em problemas de economia, administração e engenharia de produção
exigem o conhecimento de algumas funções que definiremos em seguida.
• Receita total: R(x) = p.x (gerada pela venda de x unidades ao preço unitário p)
• Custo total: C(x) (custo total de produção de x unidades do produto)
• Receita média: RMe(x) = R(x)/x (gerada pela venda de x unidades)
• Custo médio: CMe(x) = C(x)/x (custo médio de produção de cada unidade do produto)
• Lucro: L(x) = R(x) - C(x) (lucro ao produzir e vender x unidades do produto)
• Receita marginal: RMg(x) = dR(x)/dx = R’(x) (taxa de acréscimo na receita total, em relação
ao acréscimo na produção)
• Custo marginal: CMg(x) = dC(x)/dx = C’(x) (ao nível de produção x é aproximadamente
igual ao custo de produção de uma unidade a mais)
• Elasticidade-demanda: E = p/x.dx/dp (aproximadamente a variação percentual na demanda
que corresponde à variação de 1% no preço)
Exemplos:
1) O custo para produzir x unidades é C(x) = 0,03x2 + 0,02x + 55 reais, sendo a produção diária igual
a 20 unidades. Neste contexto, pede-se:
a) Calcule o custo adicional quando o nível de produção aumentar de 20 para 21.
Solução:
Custo para produzir 20 unidades:
C(20) = 0,03.202 + 0,02.20 + 55 = 67,40 reais
Custo para produzir 21 unidades:
C(21) = 0,03.212 + 0,02.21 +55 = 68,65 reais
Custo adicional: C(21) - C(20) = 68,65 - 67,40 = 1,25 reais
b) Calcule o custo marginal para x = 20.
Solução:
CMg(x) = C’(x) = 0,06x + 0,02 => CMg(20) = 0,06.20 + 0,02 = 1,20 + 0,02 = 1,22 reais
Note que 1,22 reais está muito próximo do valor 1,25 (custo adicional para produzir uma unidade a
mais)
2) Sendo x = 400 - 0,4p a função de demanda de um bem, onde x é a quantidade demandada e p o
preço, determinar:
a) a função receita total:
Solução:
x = 400 – 0,4p => p = (400-x)/0,4
Portanto
R(x) = p.x = ((400-x)/0,4).x = l000x – 2,5x2
b) a função receita marginal:
Solução: RMg(x) = R’ (x) = 1000 - 5x.
89
c) a receita marginal para x = 100 unidades:
Solução:
RMg(l00) = R’(100) = 1000 - 5.100 = 500
3) Uma Companhia fabrica peças de motocicletas, tendo uma função custo total representada pela
equação C(x) = 4x3 - 2x2 – 10x, onde x representa a quantidade.
a) Qual é o custo marginal?
Solução:
CMg(x) = C’(x) = 12x2 – 4x – 10
b) Qual é o custo médio para x = 10?
Solução:
CMe(x) = C(x)/x = (4x3 – 2x2 – l0x)/x = 4x2 – 2x – l0 => CMe(10) = 4.102 – 2.10 – l0 = 370
c) Calcular o lucro para x = 10, sabendo-se que a função receita total é R(x) = 6x3 - 5.
Solução:
L(x) = R(x) - C(x) = 6x3 - 5 - (4x3 - 2x2 – l0x) = 6x3 - 5 - 4x3 + 2x2 – l0x = 2x3 + 2x2 + l0x - 5.
L(10) = 2.10 + 2.102 + 10.10 - 5 = 2000 + 200 + 100 - 5 = 2295
4) A quantidade x e o preço p de certo produto estão relacionados pela seguinte equação de demanda
x = 600 - 3p.
a) Determine a elasticidade de demanda em função do preço.
E = p/x.dx/dp = (p/(600 - 3p)).(-3) = -3p/(600 - 3p) = -p/(200 - p)
b) Calcular a elasticidade de demanda para p = R$ 150,00.
E = -p/(200 - p) = - 150/(200-150) = -3
Interpretação: quando o preço for R$ 150,00, um aumento de 1% no preço produzirá uma redução de
aproximadamente 3% na demanda. Quando |E| > 1, a redução percentual da demanda é maior que o
aumento percentual no preço (demanda elástica em relação ao preço).
c) Calcular a elasticidade de demanda para p = R$ 50,00.
E = -p/(200 - p) = - 50/(200-50) = - 50/150 = -1/3 ≅ - 0,33
Interpretação: quando o preço for R$ 50,00, um aumento de 1% no preço produzirá uma redução de
aproximadamente 0,33% na demanda. Quando |E| < 1, a redução percentual da demanda é menor que
o aumento percentual no preço (demanda inelástica em relação ao preço).
d) Para obtermos E = -1, qual deve ser o preço?
E = -1 => -p/(200 - p) = -1 => p = 200 - p => 2p = 200 => p = 100
Interpretação: quando o preço for R$ 100,00, um aumento de 1% no preço produzirá uma redução de
aproximadamente 1% na demanda. Quando |E| = 1, a redução percentual da demanda é
aproximadamente igual ao aumento percentual no preço (demanda de elasticidade unitária).

90
LISTA DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS PARA A REVISÃO DOS CONCEITOS
1) O custo para produzir x unidades é C(x) = 0,05x2 + 0,04x + 200 reais, sendo a produção diária
igual a 100 unidades.
a) Calcule o custo adicional quando o nível de produção aumentar de 100 para 101 unidades.
Resposta: R$10,09
b) Calcule o custo marginal para x = 100. Interprete. Resposta: R$ 10,04

2) Sendo x = 40 - 0,4p a função de demanda de um bem, onde x é a quantidade e p o preço,


determinar:
a) A função receita total: Resposta: R(x) = 100x – 2,5x2
b) A função receita marginal: Resposta: RMg(x) = 100 – 5x
c) A receita marginal para x = 10 unidades. Interprete. Resposta: 50

3) Seja C(x) = 500 + 5x + 0,02x2 a função custo total associada à produção de aparelhos de som,
sendo x a quantidade produzida. Determinar:
a) A função custo marginal: Resposta: CMg(x) = 5 + 0,04x
b) O custo marginal para x = 100: Resposta: 9
c) A função custo médio: Resposta: CM(x) = 500/x + 5 + 0,02x
d) Caso existam, os valores de x para os quais o custo marginal é zero. Resposta: não existe

4) Uma indústria fabrica peças de bicicletas tendo uma função custo total representada pela equação
C(x) = x3 + 5x2 - 5x, onde x representa a quantidade. Determinar:
a) A função custo médio: Resposta: CM(x) = x2 +5x - 5
b) O custo médio para produzir 10 peças: Resposta: 145
c) O custo adicional quando o nível de produção aumentar de 15 para 16: Resposta: 871
d) O custo marginal para x = 15. Interprete. Resposta: 820
e) A função lucro sabendo-se que a função receita total é R(x) = 2x3 + 6x2. Resposta: x3 + x2 + 5x

5) A quantidade x e o preço p de certo produto estão relacionados pela seguinte equação de demanda
x = 1000 – 4p.
a) Determine a elasticidade de demanda em função do preço. Resposta: E = -p/(250-p)
b) Calcular a elasticidade de demanda para p = R$ 200,00. Interprete. Resposta: -4
c) Calcular a elasticidade de demanda para p = R$ 100,00. Interprete. Resposta: ≅ -0,67

6) Determine a elasticidade de demanda para cada uma das seguintes funções de demanda:
a) x = 12 - 0,3p Resposta: E = -p/(40-p)
b) x = (100 - p2)/5 Resposta: E = -2p2/(100-p2)

7) Calcule a elasticidade da função demanda x = 50 / (p + 2) para p = 3. Interprete. Resposta: -0,6

91
8) Sabe-se que a função de demanda é dada por 3x + p = 100, sendo x a quantidade demandada e p o
preço, determine:
a) a receita total: Resposta: R(x) = 100x – 3x2
b) a receita marginal: Resposta: RMg(x) = 100 – 6x

9) Sabe-se que o custo total de fabricação de x unidades de certo produto e dado por C(x) = 4x2 + 3x
+ 5 reais
a) Determine O nível de produção para que o custo médio por unidade seja igual ao custo marginal.
Resposta: ≅ 1,12
b) Represente graficamente as funções custo médio e custo marginal (utilize os mesmos eixos para os
dois gráficos). Resposta: Utilize o excel, por exemplo.

10) Sendo R(x) = 400x – 0,04x2 a função receita total de venda de x motocicletas, determine:
a) a equação de demanda: Resposta: p = 400 – 0,04x
b) a função receita marginal. Interprete. Resposta: RMg(x) = 400 – 0,08x
f(x) = x 3 - 3x 2 - 24x + 6

92
APLICAÇÕES DE MÁXIMOS E MÍNIMOS: OTIMIZAÇÃO
Adaptado de MARQUES, Jair Mendes. Matemática Aplicada para cursos de Administração,
Economia e Ciências Contábeis. Curitiba: Juruá, 2002. 322p.
Os problemas de otimização em Administração, Economia e Engenharia de Produção envolvem, em
geral, a maximização de lucro e receita e a minimização de custos.
Exemplos:
1) Determinado produto tem uma função receita R(x) = 60x - x2, determine o nível do produto no
qual a receita é maximizada. Qual é a receita máxima?
Solução:
R(x) = 60x - x2 => R’(x) = 60 - 2x => 60 - 2x = 0 => 2x = 60 => x = 30.
R’(x) = 60 - 2x => R”(x) = -2 e para x = 30, R”(30) = -2 < 0 (máximo)
O nível do produto que maximiza a receita é x = 30 e a receita máxima será R(30) = 60.30 - 302 = 1800
- 900 = 900.
2) Certa empresa tem função de demanda dada por x - 100 + 4p = 0 (x = quantidade e p = preço) e
função custo C(x) = x3 - 30,25x2 + l00x + 20, determine o nível do produto no qual os lucros são
maximizados.
Solução:
• Função demanda: x – 100 + 4p = 0 => 4p = 100 - x => p = 25 - 0,25x.
• Função receita: R(x) = p.x = (25 - 0,25x).x = 25x - 0,25x2.
• Função lucro: L(x) = R(x) - C(x) = 25x - 0,25x2 - (x3 - 30,25x2 + l00x + 20) = -x3 +30x2 -75x–20.
• Maximização do lucro: L(x) = -x3+30x2–75x–20 => L’(x) = -3x2 + 60x - 75 => 3x2 + 60x - 75 = 0
ou x2 - 20x + 25 = 0, cujas raízes são: x = 18,66 e x = 1,34.
• Teste da derivada segunda: L’(x) = -3x2 + 60x – 75 => L”(x) = -6x + 60, sendo: L”(18,66) = -
6.18,66 + 60 = 51,96 < 0 (máximo) e L”(1,34) = -6.1,34 + 60 = 51,96 > O (mínimo).
• Nível do produto (lucros são maximizados): x = 18,66.
3) Para o exemplo anterior, determine o nível do produto no qual os custos marginais são
minimizados.
Solução:
• Função custo marginal: CMg(x) = dC(x)/dx = 3x2 – 60,5x + 100.
• Minimização do custo marginal: CMg’(x) = 6x - 60,5 => 6x - 60,5 = 0 => x = 10,08.
• Teste da derivada segunda: CMg”(x) = 6, logo CMg”(10,08) = 6 > 0 (mínimo).
• Nível do produto (custos marginais minimizados): x=10,08.
4) Suponha que o custo total (em reais) de fabricação de x peças de automóveis seja dado por C(x) =
3x2 + 2x + 48. Em que nível de produção o custo médio por unidade será o menor?
Solução:
• Função custo médio: CM(x) = C(x)/x = (3x2 + 2x + 48)/x = 3x + 2 + 48
• Minimização do custo médio: CM’(x) = 3 - 48/x2 => 3 - 48/x2 = 0 => 3x2 = 48 => x2 = 16, cujas
raízes são: x = 4 e x = - 4.
• Teste derivada segunda: CM’(x) = 3 – 48/x2 = 3 – 48.x-2 => CM’’(x) = 96x-3 = 96/x3 sendo
CM’’(4) = 96/43 = 96/64 = 3/2 > 0 (mínimo) e CM’’(-4) = 96/(-4)3 = 96/(-64) = -3/2 (máximo).
• Nível de produção (menor custo médio): x = 4
93
LISTA DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS PARA A REVISÃO DOS CONCEITOS
1) A equação de demanda de um monopolista é p = 400 - 2x, sendo a função custo C(x) = 120 + 60x -
x2, determine a quantidade x que maximiza o lucro e determine o lucro máximo. Resposta: x =
170, Lmáx. = 28780.
2) Sabe-se que a equação de demanda de determinado produto é p = 4 - 0,002x. Determine a
quantidade x e o correspondente preço p que maximiza o faturamento. Resposta: x = 1000, p = 2
3) A função custo de determinado produto é C(x) = x3 - 6x2 + 40x, qual é o custo marginal mínimo?
Resposta: CMgmín. = 28
4) Para o exercício 3 determine o custo médio mínimo e a quantidade x correspondente. Resposta: x
= 3, CMmín. = 31;
5) Uma empresa vende certo tipo de cadeira, adquirindo cada cadeira por R$ 20,00. A empresa vende
cada cadeira por R$ 30,00, vendendo mensalmente 800 cadeiras. Se a empresa reduzir R$ 1,00 no
preço de cada cadeira, ela venderá mais 200 cadeiras por mês. Por quanto deve vender cada cadeira
para maximizar o lucro? Resposta: R$ 27,00

COLOCAR AQUI JUNTO AS APLICAÇÕES DE CP QUE OS


ALUNOS FIZERAM PARA O WORKSHOP TECNOLÓGICO, MAS
ANTES MUDAR A FONTE

COLOCAR AQUI AS APLICAÇÕES QUE APARECEM EM MEUS


SLIDES

94
RESUMO

• Máximos e mínimos relativos:

- f é crescente quando f ’(x) < 0.

- f é decrescente quando f ’(x) < 0.

Ponto crítico (ou singular) de primeira ordem: (c, f(c)) onde f ’(c) = 0 ou f ’(c) não existe.

Teste da primeira derivada para extremos relativos: se f ’(c) = 0 ou f ’(c) não existe, então:

• Concavidade:

- Positiva se a inclinação da reta tangente é crescente, f ’’(x) > 0.


- Negativa se a inclinação da tangente é decrescente, f ’’(x) < 0.
- Ponto de inflexão: a concavidade varia em um ponto do gráfico.

Ponto crítico (ou singular) de segunda ordem: (c, f ’(c)) onde f ’(c) = 0 ou f ’(c) não existe.

Teste da segunda derivada para extremos relativos: se f ’(c) = 0, então:

• Máximos e mínimos absolutos

Extremos absolutos em um intervalo fechado a ≤ x ≤ b devem ocorrer em pontos singulares (ou


críticos) ou nas fronteiras. Se há somente um ponto crítico (c, f(c)), ele é o máximo absoluto se f ’’(c)
< 0 e o mínimo absoluto se f ’’(c) > 0.

95
REFERÊNCIAS
Bibliografia Básica:
FLEMMING, D. M.; GONÇALVES, B. G. Cálculo A: Funções, Limite, Derivação, Integração, 5a
ed. São Paulo: Makrow Books, 1992.

FLEMMING, D. M.; GONÇALVES, B. G. Cálculo B: Funções de Várias Variáveis, Integrais


Duplas e Triplas. São Paulo: Makrow Books, 1999.
FLEMMING, D. M.; GONÇALVES, B. G. Cálculo C: Funções Vetoriais, Integrais Curvilíneas,
Integrais de Superfície. São Paulo: Makrow Books, 1999.
GUIDORIZZI, H. L. Um Curso de Cálculo, 5a ed. Vol. I, São Paulo: LTC - Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., 2001

GUIDORIZZI, H. L. Um Curso de Cálculo, 5a ed. Vol. II, São Paulo: LTC - Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., 2001
GUIDORIZZI, H. L. Um Curso de Cálculo, 5a ed. Vol. III, São Paulo: LTC - Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., 2001
GUIDORIZZI, H. L. Um Curso de Cálculo, 5a ed. Vol. IV, São Paulo: LTC - Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., 2001

HOFFMANN, L. D., Cálculo: Um Curso Moderno e suas Aplicações, 7a ed. Rio de Janeiro: LTC -
Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., 2004.
RIGHETTO, A.; FERRAUDO, A. S. Cálculo Diferencial e Integral. Vol. I, São Paulo: IBEC –
Instituto Brasileiro de Edições Científicas Ltda, São Paulo, 1982

RIGHETTO, A.; FERRAUDO, A. S. Cálculo Diferencial e Integral. Vol. II, São Paulo: IBEC –
Instituto Brasileiro de Edições Científicas Ltda, São Paulo, 1982

Bibliografia de Apoio:
ANTON, H. Cálculo, um novo horizonte. Trad. Cyro de C. Patarra e Márcia Tamanaha. 6. ed. Porto
Alegre: Bookman, Vol.I, 2000.
ANTON, H. Cálculo, um novo horizonte. Trad. Cyro de C. Patarra e Márcia Tamanaha. 6. ed. Porto
Alegre: Bookman, Vol.II, 2000.

LEITHOLD, L. O Cálculo com Geometria Analítica. Vol. I, São Paulo: Harbra, 1986.
LEITHOLD, L. O Cálculo com Geometria Analítica. Vol. II, São Paulo: Harbra, 1986.
MUNEN, F. Cálculo. Vol. II, Rio de Janeiro: Editora Guanabara Dois S.A., 1982.
LARSON, H. E. Cálculo com Aplicações. Trad. Alfredo Alves de Farias. Rio de Janeiro: LTC, 1995.
SWOKOWSKI, E. W. Cálculo com Geometria Analítica. 2. ed. Vol. I, São Paulo: Makrow Books,
1994.
SWOKOWSKI, E. W. Cálculo com Geometria Analítica. 2. ed. Vol. II, São Paulo: Makrow Books,
1994.
SIMMONS, G. Cálculo com Geometria Analítica. São Paulo: McGraw-Hill, v. 2, 1987.

______________________________________
Prof. Dr. José Donizetti de Lima
96
ANEXO II - ESTUDO DA VARIAÇÃO DAS FUNÇÕES (RIGHETTO, Vol. 1)
Máximo e Mínimo de Funções
Definições:
Dizemos que uma função f(x) tem um mínimo local em x0 se existir um intervalo aberto I contendo x0
tal que f(x) ≥ f(x0).

Dizemos que uma função f(x) tem um máximo local em x0 se existir um intervalo aberto I contendo x0
tal que f(x) ≤ f(x0).

Quando f(x) ≥ f(x0) em todo o domínio de f(x) dizemos que x0 é um ponto de mínimo absoluto de f(x0)
o menor valor que f(x) assume.

Quando f(x) ≤ f(x0) em todo o domínio de f(x) dizemos que x0 é um ponto de máximo absoluto de f(x0)
o maior valor que f(x) assume.

Atenção: Sendo f '(x0) = 0 não podemos garantir que x0 é um ponto máximo ou de mínimo local. A
figura 4.12 exemplifica tal fato.

Funções crescentes e decrescentes com o uso de derivadas

Vejamos as figuras 4.5 e 4.6

Na figura 4.5 tg α > 0 e na figura 4.6 tg α < 0 donde enunciamos o seguinte:

Seja y = f(x) uma função contínua em [a, b] e derivável em (a, b).

f ' (x) > 0 então f(x) é estritamente crescente em [a, b]


Se 
f ' (x) < 0 então f(x) é estritamente decrescente em [a, b]

F é crescente quando f ’ (x) > 0

F é decrescente quando f ’ (x) <0

Ponto crítico (ou singular) de primeira ordem: (c, f(c) ) onde f ’ (c) = 0 ou f ’ (c) não existe

Teste da primeira derivada para extremos relativos: se f ’ (c) = 0 ou f ’ (c) não existe , então

Concavidade:

Positiva se a inclinação da reta tangente é crescente, f ’’ (x) > 0

Negativa se a inclinação da tangente é decrescente, f ’’ (x) < 0

Ponto de inflexão: a concavidade varia em um ponto do gráfico.

Ponto crítico (ou singular) de segunda ordem: (c, f ’’ (c)) onde f ’’ (c) = 0 ou f ’ (c) não existe

Teste da segunda derivada para extremos relativos: se f ’ (c) = 0, então: extremos absolutos em um
intervalo fechado a ≤ x ≤ b devem ocorrer em pontos singulares (ou críticos) ou nas fronteiras. Se há
somente um ponto crítico (c, f(c)), ele é o máximo absoluto se f ’’(c) < 0 e o mínimo absoluto se
f’’’(c) > 0.
97
EXERCÍCIOS

1) Determine os intervalos de crescimento e decrescimento:


a) f(x) = 2 b) f(x) = x2 – 4 c) f(x) = x3 – 3x2

2) Determine os pontos de inflexão e os intervalos onde as funções têm concavidade para cima ou
para baixo:
a) f(x) = - x3 + 5x2 – 6x

3) Determine os intervalos onde a função é crescente ou decrescente:


a) f(x) = x3 + 1 b) f(x) = x2 – x + 5

1 2
4) A equação do movimento de um corpo em queda livre é s = gt onde g = 9.8m/s2 é a aceleração
2
da gravidade. Determinar a velocidade e a aceleração do corpo em um instante qualquer t.

5) Uma partícula percorre uma curva segundo a lei e = 10 + 6t2 – t3 (e em metros e t em segundos).
Determinar:
a) O instante em que a velocidade é nula
b) A aceleração nesse instante
c) O espaço percorrido até este instante

6) Uma cidade X é atingida por uma moléstia epidêmica. Os setores de saúde calculam que o número
de pessoas atingidas pela moléstia depois de um tempo t (medido em dias a partir do primeiro dia
t3
da epidemia) é, aproximadamente, dado por: f(t) = 64t -
3
a) Qual é a razão da expansão da epidemia no tempo t = 4?
b) Qual é a razão da expansão da epidemia no tempo t = 8?
c) Quantas pessoa serão atingidas pela epidemia no 50 dia?

7) Suponha que o custo total de fabricação de q unidades de um certo produto seja de:
C(q) = 3q2 + q + 500
a) Use análise marginal para estimar o custo de fabricação da 41a unidade
b) Calcule o custo real de fabricação da 41a unidade.

8) Determine os máximos e mínimos relativos de f aplicando o critério da 2a derivada na função:


f(x) = x.(x – 1)2.

9) Já vimos graficamente que a função y = x2 é decrescente para x < 0 e crescente para x > 0.
Analisemos pela derivada.
Solução:
Temos: y '= 2x. De fato, y '> 0 se 2x > 0 ou x > 0 e y ' < 0 se 2x < 0 ou x < 0. Assim, y = x2 é
crescente para x > 0 e decrescente para x < 0.

10) Determine as regiões em que a função f(x) = x3 – 3x cresce e decresce.


Solução:
Temos: f '(x) = 3x2 – 3. Analisemos a região de positividade e negatividade desta função:
Assim, f(x) é estritamente crescente para x < −1 ou x > 1 e estritamente decrescente para − 1 < x < 1 .
Façamos a construção do gráfico de f(x) para uma melhor compreensão.
As raízes de f(x) são 0, − 3 e 3.
x = −1, f(-1) = 2
Para  , Portanto, o gráfico de f(x) será:
x = 1, f(1) = -2
98
Máximos e mínimos absolutos

Extremo absolutos em um intervalo fechado a ≤ x ≤ b devem ocorrer em pontos singulares (ou


críticos) ou nas fronteiras. Se há somente um ponto crítico (c, f(c)), ele é o máximo absoluto se f ’’ (c)
< 0 e o mínimo absoluto se f ’’ (c) > 0.

A área delimitada pelo gráfico da função f(x), pelo eixo x e pelas retas x = a e x = b.

Derivadas: (tem os 2 primeiros parágrafos na aula de máx min)

Inicialmente, lembremos que geometricamente, a derivada da função y = f(x) no ponto x0, representa a
inclinação da curva neste ponto. Por outro lado, em diversas áreas encontramos problemas que serão
resolvidos utilizando a derivada como uma taxa de variação. Na física por exemplo, podemos usar
derivadas para determinar a velocidade instantânea e a aceleração instantânea de um corpo no instante
t.

Ainda podemos usar a derivada para analisar o comportamento de uma função, podendo ser usado para
a determinação dos pontos máximos e mínimos da mesma. Na sequência apresentaremos algumas
aplicações, obtendo através das derivadas o(s) ponto(s) de máximo e mínimo da função analisada.

Muitas aplicações de derivadas apresentam naturezas semelhantes àquelas referentes a funções


de uma variável real.

Neste capítulo estudaremos problemas de otimização em funções de várias variáveis.


Matematicamente, trata-se da otimização de uma função objetivo f(x1, x2, x3, ..., xn) de n
variáveis reais a valores reais, sujeitas ou não a restrições do tipo gi(x1, x2, x3 ..., xn) = ci ou gi(x1,
x2, x3 ..., xn) ≤ ci , i = 1,2,..., m, ou seja, dentro de um certo conjunto de ℜ n .

Concentraremos as atenções, em princípio, o estudo de funções de duas variáveis para,


posteriormente, estender as definições e resultados para um número genérico de variáveis.

FALTA MATERIAL DE APLICAÇÕES DE CP

FALTA EXEMPLOS QUE ESTÃO NOS SLIDES DE 12 DE MAIO DE 2007

FALTA APLICAÇÕES DO LIVRO DO CEFET

99
Programas escritos
no software de
Manipulação

Algébrica Maple
(versão 7 ou 10)

100
101
102
103
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Acadêmico (a): __________________________________________________ Curso: Engenharia ___________
Na APS serão consideradas somente as questões que apresentarem os cálculos e, a resposta da mesma à caneta. Data de entrega: 12/07/2013

f ( x + ∆x ) − f ( x )
1) Utilizando a definição de derivadas: f ' ( x ) = lim , calcule f ' ( x ) para:
∆x →0 ∆x
(a) f(x) = 3 (b) f(x) = c, c ∈ ℜ
(c) f(x) = 4x + 5 (d) f ( x ) = ax + b, com a , b ∈ ℜ
(e) f(x) = 6x2 + 7x + 8 (f) f ( x ) = ax 2 + bx + c com a , b, c ∈ ℜ
3
(g) f(x) = 2x3 (h) f ( x ) = 2
x

f ( x ) − f ( p)
2) Utilizando a definição de derivadas: f ' (p) = lim , calcule a derivada das seguintes
x→p x−p
funções nos pontos dados:
3
(a) f(x) = 2x2 – 3x + 4 e p = 2 (b) f ( x ) = ep=1 (c) f ( x ) = 3 x e p = 8
x2

3) Calcule a derivada das funções abaixo utilizando as propriedades adequadas:


(a) f ( x ) = 16x 3 − 4x 2 + 3 (b) f ( x ) = −5x 3 + 21x 2 − 3x + 4
4 1
(c) f ( x ) = x − x
5 6
(d) f ( x ) = 5 x 2 − 4 x 3 + x 4
4 5
(e) f ( x ) = πe (f) f ( x ) = 2 + 3
x x
3 1 1
(g) f ( x ) = +2 x − (h) f ( x ) = x + 3
x 4 x x4
(i) f ( x ) = (2x 2 − 1) ⋅ (1 − 2x ) (j) f ( x ) = ( x 2 − 3x 4 ) ⋅ ( x 5 − 1)
5x − 2
(k) f ( x ) = (l) f ( x ) = (1 − x ) ⋅ (1 − x 2 ) −1
1+ x + x2
1
(m) f ( x ) = 2
( x − 1) ⋅ ( x 2 + x + 1)
Respostas:
x 2 − 2x − 1 d  1−x  1
3) (l) f ' ( x ) = ou (m)   = −
(1 − x 2 ) 2 dx  1 − x 
2
( x + 1 )2
− 4x 3 − 3x 2 + 1 d  x2 − 1  x2 + 4 x + 1
(m) f ' ( x ) = ou (m)  =
(( x 2 − 1) ⋅ ( x 2 + x + 1)) 2 dx  x2 + x + 1  2
( x2 + x + 1 )
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Na APS serão consideradas somente as questões que apresentarem os cálculos e, a resposta da mesma à caneta. Data de entrega: 12/07/2013

2) Determine a equação da reta tangente (T) e da reta normal (N) ao gráfico da função, no ponto de
abscissa dada:
a) f ( x) = 5 x − 3 , em x=2 Resposta: (T) y = 5x – 3; (N) y = -(1/5) x + 37/5

b) f(x) = 2 x 2 − 3x + 5, em x=0 Resposta: (T) y = - 3x + 5; (N) y = (1/3) x + 5

c) f ( x) = x 3 + 3x − 1, em x =1 Resposta: (T) y = 6x – 3; (N) y = - (1/6) x + 19/6

3) Determine a equação da reta tangente ao gráfico da função f(x) = sen x no ponto de abscissa x = 0
rad. Resposta: y = x.

4) Determine os pontos sobre a curva f ( x) = x 3 − x 2 − x + 1 onde a tangente é horizontal.


 1 32 
Resposta: (1, 0) e  − ,  . Nota: Futuramente, veremos que esses pontos são candidatos a
 3 27 
pontos de máximos, mínimos ou ponto de inflexão da função dada.

5) No videogame da figura abaixo, os aviões voam da esquerda para a direita segundo a trajetória
1
y = 1 + , e podem disparar suas balas na direção da tangente contra pessoas ao longo do eixo-x
x
em x = 1, 2, 3, 4 e 5.

Determine se alguém será atingido se o avião disparar um projétil quando estiver em:
(a) P(1, 2) (b) Q(3/2, 5/3)
Resposta: (a) A equação da reta tangente a curva, no ponto P é dada por: y = − x + 3. Por outro lado,
fazendo y = 0, temos: 0 = − x + 3 ⇒ x = 3 . Portanto, o projétil atinge a pessoa que está na posição 3,
como ilustra a própria figura. (b) A equação da reta tangente a curva, no ponto Q é dada por:
4 7 4 7 63
y = − x + . Por outro lado, fazendo y = 0, temos: 0 = − x + ⇒ x = = 5,25 . Portanto, o
9 3 9 3 12
projétil não atinge nenhuma pessoa.

105
6) Derive as funções compostas apresentadas no quadro abaixo:
Função Derivada
a) y = sen 4x 4 cos 4x
b) y = cos 5x –5 sen 5x
3x 3x
c) y=e 3e
d) f(x) = cos 8x –8 sen 8x
3 2 3
e) y =sen t 3t cos t
f) g(t) = ln (2t+1) 2
2t + 1
sen t sen t
g) x=e e cos t
x x
h) f(x) = cos (e x ) –e sen e
3 2
i) y = (sen x + cos x) 3(sen x + cos x) (cos x – sen x)
j) y = 3x + 1 3
2 3x + 1
x −1 2  x +1
2
k) y=3 3  
x +1 3( x + 1) 2  x −1
-5x -5x
l) y = e –5e
2
m) x = ln (t +3t+9) 2t + 3
2
t + 3t + 9
tg x tg x 2
n) f(x) = e e sec x
o) y = sen(cosx) –sen x cos (cos x)
2 4 2 3
p) g(t) = (t +3) 8t (t + 3)
2 2
q) f(x) = cos(x + 3) –2x sen (x + 3)
r) y = x + ex 1 + ex
2 x + ex
2
s) y = tg 3x 3 sec 3x
t) y = sec 3x 3 sec 3x tg 3x
3x 3x
u) y = xe e (1+3x)
x x
v) y = e . cos 2x e (cos 2x – 2 sen 2x)
-x -x
w) y = e sen x e (cos x – sen x)
-2t -2t
x) y = e sen 3t e (3 cos 3t – 2 sen 3t)
2
e − x + ln (2x + 1) 2 2
y) f(x) = − 2 xe− x +
2x + 1
e t − e− t 4
z) g( t ) =
e t + e− t (e + e − t ) 2
t

cos 5x 5 sen 5x sen 2x + 2 cos 5x cos 2x


aa) y = −
sen 2 x sen 2 2 x
−x x2 3 2 2
bb) f(x) = (e + e ) 3(e − x + e x ) 2 .(−e − x + 2 xex )
3 -3t 2 -3t
cc) y = t e 3t e (1 – t)
3 2
dd) y = (sen 3x + cos 2x) 3(sen 3x + cos 2x) (3 cos 3x – 2 sen 2x)
ee) y = x 2 + e−x 2x − e− x
2 x 2 + e −x
ff) y = x ln (2x + 1) 2x
ln(2 x + 1) +
2x + 1
2 3
gg) y = [ln (x + 1)] 6x[ln(x + 1)]2
2

x2 +1
hh) y = ln (sec x + tg x) sec x

106
7) Encontre a derivada das seguintes funções utilizando a derivação implícita:
Função Derivada

2  x 2 + 1 2
Errata: Resposta: (c) y ' = x x +1
⋅ 2x ⋅ ln x +  ou y ' = x x ⋅ (2x 2 ⋅ ln x + x 2 + 1)
 x 

8) Derive, utilizando a derivação implícita:


Função Derivada

Sugestão de atividades complementares: Refazer as provas de 2012.

APS derivadas do 1º semestre de 2012 (não precisa fazê-los)


Parte 1: Exercícios 1 (5 itens); 2 a 8 (todos os itens); 9 (todos); 10 (a até g).
Parte 2: Exercícios 2 a 7(todos os itens); 9 a 13 (todos os itens); 17 a 24 (todos os itens).

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1) Um corpo desloca-se sobre um plano inclinado segundo a equação s(t) = 5t2 – 2t (s em metros e t
em segundos). Calcular a velocidade e a aceleração desse corpo após 2 segundos da partida.
Resposta: v(2) = 18 m/s e a(2) = a(t) = 10 m/s2.

2) Dois corpos têm movimento em mesma reta segundo as equações s1(t) = t3 + 4t2 + t – 1 e s2(t) =
2t3 – 5t2 + t + 2. Determine as velocidades e posições desses corpos quando as suas acelerações
são iguais considerando s em metros e t em segundos. Resposta: Dica: s1 ' ' (t ) = s 2 ' ' (t ) => v1 = 52
m/s; s1 = 65 m; v2 = 25 m/s e s2 = 14 m.

3t − 7
3) Um móvel descreve uma trajetória segundo a equação s (t ) =(s em centímetros e t em
t+2
segundos). Qual é a sua velocidade e aceleração após deslocar 2 cm? Resposta:
1 2
v = cm / s, a = - cm / s 2 .
13 169

4) Suponha que o custo total de fabricação de q unidades de certo produto seja de: C(q) = 3q2 + q +
500. Neste contexto, pede-se: (a) utilize a análise marginal para estimar o custo de fabricação da
41a unidade; (b) calcule o custo real de fabricação da 41a unidade. Nota: O custo marginal é a
derivada da função custo total C(q). Resposta: (a) C ’ (41) = 274; (b) C(41) – C(40) = 243.

5) Um fabricante precisa produzir caixas de papelão, com tampa, tendo na base um retângulo com
comprimento igual ao triplo da largura. Calcule as dimensões que permitem a máxima economia
de papelão para produzir caixas de volume de 36 m3. Resposta: Comprimento: 6 m, Largura: 2 m
e altura: 3m.

6) Uma caixa sem tampa, de base quadrada, deve ser construída de forma que o seu volume seja
2.500 m3. O material da base vai custar R$ 1.200,00 por m2 e o material dos lados R$ 980,00 por
m2. Encontre as dimensões da caixa de modo que o custo do material seja mínimo. Qual é esse
custo? Resposta: h = 2500/x2 => x ≅ 15,98 m; y ≅ 9,79 m e Custo ≅ R$ 919.693.74

7) Utilizando uma folha quadrada de cartolina, de lado 12 cm, deseja-se construir uma caixa sem
tampa, cortando em seus cantos quadrados iguais e dobrando convenientemente a parte
restante. Determinar o lado dos quadrados que devem ser cortados de modo que o volume da
caixa seja o maior possível. Resposta: 2

8) Um galpão deve ser construído tendo uma área retangular de 12.100 m2. A prefeitura exige que
exista um espaço livre de 25 m na frente, 20 m atrás e 12 m em cada lado. Encontre as dimensões
do lote que tenha a área mínima na qual possa ser construído este galpão. Resposta: 104,33 m x
195,62 m.

108
9) Determine os pontos de máximos, mínimos locais e de inflexão (se existirem), bem como os
1 2 3
intervalos de crescimento e decrescimento da função: f ( x) = x 4 + x 3 − x 2 + π 2 . Obs.:
4 3 2
Utilize duas casas decimais com arredondamento.

10) Dada a função f ( x ) = x 2 ⋅ ( x − 3) 2 , pede-se:


(a) O domínio dessa função, destacando o(s) ponto(s) de descontinuidade, caso exista(m).
(b) A derivada de primeira ordem, isto é, f ’ (x).
(c) O(s) intervalo(s) de crescimento e de decrescimento dessa função.
(d) O(s) ponto(s) de máximo e mínimo relativo (local), caso exista(m).
(e) A derivada de segunda ordem, isto é, f ’’(x).
(f) O(s) intervalo(s) em que essa função tem concavidade voltada para cima e/ou para baixo.
(g) O(s) ponto(s) de Inflexão, caso exista(m). Obs.: Utilize duas casas decimais com arredondamento.
(h) Os limites dessa função para x → - ∞ e x → + ∞.
(i) O esboço do gráfico dessa função.
(j) A imagem dessa função.

x2
11) Dada a função f ( x ) = 1 + 2 , pede-se:
x −9
(a) O domínio da função, destacando o(s) ponto(s) de descontinuidade, caso exista(m).
(b) O(s) intervalo(s) de crescimento e de decrescimento da função.
(c) O(s) ponto(s) de máximo e mínimo relativo (local), caso exista(m).
(d) O(s) intervalo(s) em que a função tem concavidade voltada para cima e/ou para baixo.
(e) O(s) ponto(s) de Inflexão, caso exista(m).
(f) Os limites da função dada para x → - ∞ e x → + ∞.
(g) Os limites laterais necessários.
(h) As equações das assíntotas verticais e horizontais, caso exista(m).
(i) O esboço do gráfico da função dada.
(j) O conjunto imagem dessa dada.

x2
12) Dada a função f ( x ) = 1 − 2 , pede-se:
x −9
(a) O domínio dessa função, destacando o(s) ponto(s) de descontinuidade, caso exista(m).
(b) O(s) intervalo(s) de crescimento e de decrescimento dessa função.
(c) O(s) ponto(s) de máximo e mínimo relativo (local), caso exista(m).
(d) O(s) intervalo(s) em que essa função tem concavidade voltada para cima e/ou para baixo.
(e) O(s) ponto(s) de Inflexão, caso exista(m).
(f) Os limites dessa função para x → - ∞ e x → + ∞.
(g) Os limites laterais necessários.
(h) As equações das assíntotas verticais e horizontais, caso exista(m).
(i) O esboço do gráfico dessa função.
(j) O conjunto imagem dessa dada.

x +3
13) Idem ao (12) para a função: f ( x ) = .
x2 − 9
1
14) Idem ao (12) para a função: f ( x ) = 1 + .
( x + 1) ⋅ ( x − 2)
15) Resolva 5 exercícios de limites, à sua escolha, utilizando a regra de L’Hospital.

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