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ABC de Voz

Apostila de Treinamento

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

Índice

Overview

4

Equipamentos, Interfaces e Cabeamento utilizados para Voz

5

Roteadores para Voz

5

Voice Network Module

8

Voice Interface Card - Analógica

8

Voice Interface Card – Digital

9

Cabeamento para Voz

10

Tabela de Pinagem FXS e

10

Tabela de Pinagem

10

Tabela para Pinagem E1 Digital

10

Quando é utilizada interface de Voz

11

Conexão de Roteadores com PABX

12

Analógico:

12

Voice-Ports

13

FXS e FXO

13

E&M analógico

15

Digital

19

Controller E1

19

E&M Digital

19

R2 Digital

20

ISDN – QSIG

21

Como preparar dados para trafegar voz

23

VoFR:

23

Técnicas de QoS

23

FR PIPQ

23

FR Traffic-Shapping

24

QoS – Frame-Relay Traffic-Shaping

24

VoIP:

26

Protocolos VoIP

26

Compressão de cabeçalho RTP

27

Tipos de Filas IP

27

VoIP sobre Frame-Relay

28

VoIP sobre PPP

29

Recomendações

31

Recomendações QoS para VoIP

31

Recomendações Fila para VoIP

31

Recomendações de Fragmentação para VoIP

31

Recomendações Traffic-Shaping para VoIP

31

Plano de discagem

32

Como criar Plano de Discagem

32

Centralizar o plano de discagem

33

VoFR Tandem

33

VoIP – Gatekeeper

34

Como Manipular o Plano de Discagem

37

Como Detectar e Solucionar problemas de Voz

39

Comandos para Verificar Status e Sinallização Local

39

Show Version

39

show diagnostic

39

Show voice dsp

40

Show voice port

40

Show voice port sumary

41

Show voice call sumary

42

Show controller E1

42

Comandos para Verificar Status e Sinallização de Rede

42

Show dial-peer voice

43

Show dial-peer voice sumary

44

Show frame-relay pvc

44

Show frame-relay pvc n°

45

show policy-map interface

45

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

Show gatekeeper endpoint

46

Show gatekeeper gw

46

Comandos para Verificar Status e Sinalização das chamadas ponto a ponto

46

show call active voice brief

46

show call history voice last n°

47

Show gatekeeper call

47

show voice call status

48

Debugs

48

Debug voice ccapi inout

48

Debug vpm all

51

Debug vtsp all

55

Debug isdn q931

63

Loop

65

Analógico

65

Digital

65

Alguns documentos que podem ajudar

66

Causas de desconexão

66

Seqüência de chamada R2

66

Laboratório de voz

67

1 – Analógico p/ analógico – FXS e FXO

67

Topologia

67

Informações para configuração de dados

67

Informações para configuração de Voz

67

2 – Analógico p/ analógico – FXS e E&M

68

Topologia

68

Informações para configuração de dados

68

Informações para configuração de Voz

68

3 – Digital p/ analógico – R2 e FXS

69

Topologia

69

Informações para configuração de dados

69

Informações para configuração de Voz

69

4 – Digital p/ analógico – E&M e FXS

70

Topologia

70

Informações para configuração de dados

70

Informações para configuração de Voz

70

5 – Digital p/ analógico – ISDN-QSIG e FXS

71

Topologia

71

Informações para configuração de dados

71

Informações para configuração de Voz

71

6 – Digital p/ analógico – R2 DTMF e FXS com Tandem VoFR

72

Topologia

72

Informações para configuração de dados

72

Informações para configuração de Voz

72

7

– Digital p/ analógico – R2 MFC e FXS com Gatekeeper VoIP

73

Topologia

73

Informações para configuração de dados

73

Informações para configuração de Voz

73

Equipamentos utilizados em todos os laboratórios:

74

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

Overview

Para tentar facilitar, dividi em 5 partes esta apostila. Primeiro uma visão geral sobre os equipamentos de voz utilizados pela Cisco, roteadores, placas e cabos e como e quando conectá- los.

Segundo, como preparar os dados onde haverá tráfego de voz, utilizando voz sobre Frame- Relay e IP, como preparar para que a reserva de banda e prioridade garantam qualidade de voz. Terceiro, como conectar as diferentes interfaces de PABX, configurar e fazer alguns ajustes finos. Podem-se testar as interfaces fazendo loops de forma a garantir que a conexão seja feita de forma correta. Quarto, criar o plano de discagem, é a forma utilizada para encaminhar as ligações para outros sites. E por último tentar definir e resolver alguns problemas mais comuns, com algumas tabelas e

debugs. É muito importante antes de qualquer coisa, verificar a versão de software utilizada pelos equipamentos. Para garantir que não teremos problemas é necessário utilizar versões 12.2 ou superior, e que os equipamentos tenham a mesma versão para evitar problemas de incompatibilidade. É importante lembrar que além das versões existem as caracterísicas do software (Features) que precisa ser lembrada, para que o software seja compatível com voz é necessário que seja IP VOICE, IP VOICE PLUS ou IP ENTERPRISE. Será abordado também o roteamento simples, o Tandem VoFR e o Gatekeeper VoIP utilizados para definir os planos de discagem.

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Equipamentos, Interfaces e Cabeamento utilizados para Voz.

Roteadores para Voz

Existem equipamentos modulares que suportam voz, como por exemplo, os da família 3600 e 2600, mas que precisam de módulos e cartões voz.

3600 e 2600, mas que precisam de módulos e cartões voz. E existem equipamentos que têm

E existem equipamentos que têm slots para voz onde não precisam de módulos, utilizam apenas os cartões, como os da família 175x.

utilizam apenas os cartões, como os da família 175x. Existe o MC3810, que é diferente do

Existe o MC3810, que é diferente do padrão dos equipamentos Cisco devido a ter sido comprado de outra empresa, no momento está descontinuado, porém ainda existe em muitos clientes. Seu Hardware é diferente, porém seu funcionamento e comandos utilizados são muito parecidos.

funcionamento e comando s utilizados são muito parecidos. Nota1: No MC3810 a sinalização R2 não é

Nota1: No MC3810 a sinalização R2 não é suportada. Nota2: Quando utilizada a sinalização ISDN-QSIG a serial 1 fica limitada a 192kbps.

ABC de Voz – Agosto/2003

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Como o MC3810 tem uma estrutura diferente, vale a pena vermos como é feita distribuição interna das placas de voz.

Estes são os módulos utilizados para interface digital:

Estes são os módulos utilizados para interface digital: E estes são os módulos utilizados para interfaces

E estes são os módulos utilizados para interfaces analógicas que podem ser de uma a seis:

para interfaces analógicas que podem ser de uma a seis: Por André Bonatti/Dárcio Cobra em 12/Agosto/2003
ABC de Voz – Agosto/2003

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E agora que foi descontinuado o MC3810, foi introduzido no mercado o Cisco 1760, um equipamento que suporta até seis portas de voz analógicas (três VICs) mais duas portas seriais (uma WIC – 1T), desta forma ele consegue suprir a necessidade de seis portas onde era utilizado o antigo MC3810.

de seis portas onde era utilizado o antigo MC3810. DSPs ( D i g i t

DSPs (Digital Signal Processors) – Para que se possa trabalhar com voz nos roteadores é necessário ter pelo menos 1 DSP para cada duas portas analógicas ou 2 canais digitais. As DSPs são pequenos chips com memória que estão alocadas nas PVDMs.

PVDMs (Packet Voice DSP Module) – São pequenas placas que contém memória e DSPs, seus modelos diferenciam-se pela quantidade de DSPs que contém de forma a controlar certa quantidade de portas de voz analógica ou canais digitais de voz. Podemos mostrar uma matriz de compatibilidade de PVDMs para cada roteador e interface de voz:

de PVDMs para cada roteador e interface de voz: Por André Bonatti/Dárcio Cobra em 12/Agosto/2003
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Voice Network Module

Os equipamentos Modulares precisam de Módulos de Voz com 1 ou 2 slots para interfaces VIC (NM-1V E NM-2V).

Voz com 1 ou 2 slots para interfaces VIC (NM-1V E NM-2V). NM-1V NM-2V Voice Interface

NM-1V

NM-2V

Voice Interface Card - Analógica

Tanto nos equipamentos com slots para voz como nos NM’s precisamos de VIC’s para podermos conectar o roteador ao PABX ou a um aparelho telefônico (no caso de uma VIC FXS). Existem 3 tipos de VIC. Onde o que difere uma das outras é a sinalização que são as seguintes, E&M, FXS e FXO.

E&M – Interface que utiliza além dos fios de Tx e Rx a sinalização E e M a supervisão de chamada (tom de linha, tom de ocupado, ocupação de canal etc.), conecta-se somente a uma central telefônica, com uma placa que usa a mesma sinalização E&M.

com uma placa que usa a mesma sinalização E&M. FXO – Interface que utiliza sinalização de
com uma placa que usa a mesma sinalização E&M. FXO – Interface que utiliza sinalização de
com uma placa que usa a mesma sinalização E&M. FXO – Interface que utiliza sinalização de

FXO – Interface que utiliza sinalização de um ramal normal, porém, funciona com um tronco, conecta- se somente a uma central telefônica.

FXS – Interface que utiliza sinalização de um ramal normal. Pode-se conectar a uma central telefônica ou a um aparelho telefônico simples.

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Voice Interface Card – Digital

Para interfaces Digitais utiliza-se NM-HDV-1E130 ou NM-HDV-2E160.

Digitais utiliza- se NM-HDV-1E130 ou NM-HDV-2E160. Podem-se encontrar interfaces com 1 ou 2 E1’s, porém na

Podem-se encontrar interfaces com 1 ou 2 E1’s, porém na NM-HDV deve-se diferenciar pela quantidade de DSP’s. Na NM-HDV para utilizar 1 E1, tem-se 3 PVDMs com 12 DSP’s e na NM- HDV para utilizar 2 E1’s, tem-se 5 PVDMs com 12 DSP’s.

HDV para utilizar 2 E1’s, tem-se 5 PVDMs com 12 DSP’s. E1 – Interface digital, pode
HDV para utilizar 2 E1’s, tem-se 5 PVDMs com 12 DSP’s. E1 – Interface digital, pode

E1 – Interface digital, pode ser utilizada várias sinalizações, desde ISDN, CAS e R2. Pode-se também utilizar a sinalização CCS em Transparent ou Forwarding.

2E1 – podem ser configuradas separadamente ou não, para utilizar as duas interfaces precisa-se da NM-HDV com cinco PVDMs.

Nota:

A

NM-HDV

suporta

sinalização

E&M

digital, porém apenas E&M tipo I.

As VIC’s podem estar conectadas a uma NM,

E&M tipo I. As VIC’s podem estar conectadas a uma NM, , ou a um roteador

, ou a um roteador com slots de voz.

conectadas a uma NM, , ou a um roteador com slots de voz. Por André Bonatti/Dárcio
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Cabeamento para Voz

Tabela de Pinagem FXS e FXO.

Existem dois tipos de cabos para voz com interface analógica. Existem cabos para FXS e FXO, utilizasse um cabo como os para telefones normais com RJ11 e dois fios;

um cabo como os para telefones normais com RJ11 e dois fios; RJ-11 Pino Sinal 1

RJ-11

Pino

Sinal

1

-

2

-

3

Ring

4

Tip

5

-

6

-

Tabela de Pinagem E&M.

Existem cabos E&M que utilizam até 8 fios (dependendo do tipo de E&M) e RJ45.

utilizam até 8 fios (dependendo do tipo de E&M) e RJ45. RJ-45       Operação

RJ-45

     

Operação 2 Fios Tipo

Operação 4 Fios Tipo

Pino

Sinal

Descrição

1

2

3

5

1

2

3

5

 

1 SB

-48V signaling battery

-

SB

SB

-

-

SB

SB

-

 

M

2 Signaling input

M

M

M

M

M

M

M

M

 

R

3 Ring, audio input

-

-

-

-

R

R

R

R

 

4 R/R1

Ring, audio input/output or output

R

R

R

R

R1

R1

R1

R1

 

5 T/T1

Tip, audio input/output or output

T

T

T

T

T1

T1

T1

T1

 

T

6 Tip, audio input

-

-

-

-

T

T

T

T

 

E

7 Signaling output

E

E

E

E

E

E

E

E

 

8 SG

Signaling ground return (Terra)

-

SG

SG

SG

-

SG

SG

SG

Tabela para Pinagem E1 Digital

Pinagem para conectores RJ-45, podem ser utilizados para E1, normalmente usado em conexões de voz.

Pino

Descrição

1

Receive ring

2

Receive tip

3

Transmit ring

4

No connection

5

Transmit tip

6

No connection

7

No connection

8

No connection

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Quando é utilizada interface de Voz

Interfaces de voz podem ser utilizadas para conectar roteadores em PABX, via Pública ou até mesmo um simples aparelho telefônico, algo parecido com o que podemos ver na figura abaixo:

FXO FXS E1-Cas E1-R2 E&M Analógico
FXO
FXS
E1-Cas
E1-R2
E&M
Analógico
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Conexão de Roteadores com PABX

Analógico:

1° - Verificar cabeamento se já está feito e se está feito de forma correta, para isso precisa verificar que tipo de interface é e qual é o cabo utilizado;

2° - Verificar com “SHOW VERSION” se o roteador reconheceu a placa;

router # sh ver cisco 1751 (MPC860P) processor (revision 0x200) with 55706K/9830K bytes processor board ID JAD063401XB (868143625), with hardware revision 0000 MPC860P processor: part number 5, mask 2 Bridging software. X.25 software, Version 3.0.0.

1 FastEthernet/IEEE 802.3 interface(s)

1 Serial(sync/async) network interface(s)

2 Voice FXS interface(s) 32K bytes of non-volatile configuration memory. 32768K bytes of processor board System flash (Read/Write)

3° - Verificar com “SH DIAG” se existem DSPs, para cada 2 interfaces de voz precisa-se de

1 DSP;

Router# show diag Slot 0:

C1760 1FE VE 4SLOT DV Mainboard Port adapter, 9 ports Packet Voice DSP Module Slot 0:

Hardware Revision : 2.2 Part Number : 73-3815-01 Board Revision : A0 Deviation Number : 0-0 Fab Version : 02 PCB Serial Number : ICP0339007X RMA Test History : 00 RMA Number : 0-0-0-0 RMA History : 00 Processor type : 02 Number of DSP's : 2 Type of DSP : TMS320C549 EEPROM format version 4 EEPROM contents (hex):

0x00: 04 FF 40 01 5B 41 02 02 82 49 0E E7 01 42 41 30 0x10: 80 00 00 00 00 02 02 C1 8B 49 43 50 30 33 33 39 0x20: 30 30 37 58 03 00 81 00 00 00 00 04 00 09 02 FF

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4° - Verificar com “SH VOICE PORT SUMARY” o status das portas que devem estar em UP, Dorm e idle se não estiverem sendo utilizadas.

Router# show voice port summary

 

IN

OUT

PORT

CH

SIG-TYPE

STATUS

EC

===== ===

ADMIN OPER STATUS ========

============ ===== ====

========

==

1/1:0

01

r2-digital

up

none

idle

idle

y

1/1:0

02

r2-digital

up

up

answered

idle

y

1/1:0

03

r2-digital

up

up

answered

idle

y

1/1:0

04

r2-digital

up

up

answered

idle

y

1/1:0

05

r2-digital

up

up

answered

idle

y

1/1:0

06

r2-digital

up

dorm

idle

idle

y

1/1:0

07

r2-digital

up

up

seizeack

idle

y

1/1:0

08

r2-digital

up

dorm

idle

idle

y

1/1:0

09

r2-digital

up

up seizeack

idle

y

1/1:0

10

r2-digital

up

dorm

idle

idle

y

* Estes itens podem e devem ser verificados antes do início da instalação.

Voice-Ports

As interfaces de voz são chamadas voice-port nos roteadores, e são dentro delas que devemos aplicar os comandos que veremos abaixo. É importante lembrar que podemos ativar ou desativar as voice-ports com os comandos “Shutdown“ e “no Shutdown” dentro das interfaces, porém como temos 2 interfaces numa mesma placa, as duas estarão habilitadas ou não, não se pode habilitar ou desabilitar somente 1 delas.

FXS e FXO

FXS (Ramal) e FXO (Tronco) – são interfaces conectadas com uma placa tronco ou ramal no PABX, é uma das configurações mais simples de voz. Utilizam-se os seguintes comandos para customização:

(a)

Dial type (FXO only) – utilizado para selecionar o tipo de discagem, em pulso ou dtmf:

dial-type {dtmf | pulse}

(b)

Signal type – utilizado para selecionar o tipo de sinal a ser utilizado:

signal {loop-start | ground-start}

(c)

Call progress tone – utilizado para selecionar o tom utilizado:

cptone {country}

(d)

Ring frequency (FXS only) – utilizado para selecionar o tipo do toque:

ring frequency {25 | 50}

(e)

Ring number (FXO only) – ring number number

utilizado para selecionar o número máximo de toques:

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ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

Estes são os comandos opcionais:

(a)

PLAR connection mode – modo de conexão, para acrescentar um número que será discado sempre que a porta seja ocupada:

connection plar string

(b)

Description – utilizado para identificar a porta de voz:

description string

(c)

Comfort noise (se VAD está ativado—VAD é um comando no dial peer) – utilizado para gerar um ruído de fundo para perceber a conexão:

comfort-noise

E estes são comandos para ajuste fino:

(a)

Input gain – aumenta ou diminui a sensibilidade na interface de voz, normalmente utilizada para aumentar o volume, porém pode influenciar na discagem:

input gain value {-6 a 14 decibéis}

(b)

Output attenuation – especifica o quanto de atenuação é transmitido no lado da interface:

output attenuation value {0 a 14 decibéis}

(c)

Echo cancel coverage – habilita e dimensiona o cancelamento ou não do eco enviado e recebido na interface de voz:

echo-cancel enable – habilita o cancelamento do eco

echo-cancel coverage value – dimensiona o eco em milissegundos {16, 24 e 32}

(d)

Non-linear processing – Habilita o processamento não linear a qualquer sinal se não é detectado o fim do sinal. (utilizado com echo-cancellation):

non-linear

(e)

Initial digit timeouts – Determina o tempo de espera até que seja enviado o dígito inicial:

timeouts initial seconds

(f) Interdigit timeouts – Determina o tempo de espera entre um dígito e outro:

timeouts interdigit seconds

(g) Timing other than timeouts – Determina o tempo de duração dos dígitos e pulsos para envio do roteador para o PABX:

timing digit milliseconds – Determina o tempo de duração do dígito em milissegundos, de 50 a 100

timing inter-digit milliseconds – Determina o espaço de tempo entre o envio dos dígitos em milissegundos, de 50 a 500

timing pulse-digit milliseconds (FXO ports only) – Determina a duração do sinal do dígito em pulso, de 10 a 20

timing pulse-inter-digit milliseconds (FXO ports only) – Determina o espaço de tempo entre o envio dos dígitos em pulso, de 100 a 1000

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

Em resumo a configuração de um voice-port pode ficar mais ou menos assim:

voice-port 2/0 cptone BR timeouts interdigit 3 timing digits 100 connection plar 12 echo-cancellation echo-cancellation coverage 10

E&M analógico

E&M analógico: É uma sinalização de tronco utilizada pelos PABXs baseada na ocupação dos fios E e M, utilizando para dígitos e fonia mais 2 ou 4 fios. Somando com o fio utilizado para enviar o terra, pode-se dizer que se utiliza 7 ou 5 fios para uma conexão E&M. Devido aos tipos de ocupação, mais as formas de aterramento temos uma diversidade grande de E&M, para entendermos melhor vamos começar pela sinalização de ocupação onde temos Wink-start, Immediate-start e Delay-start:

Wink-Start – É aterrado o pino E para a ocupação do canal e aguarda-se o receptor enviar um pulso Wink, só então são enviados os dígitos. Recebe-se durante algum tempo o ring-back até que o receptor atenda e haja a conversação. Então quando desligado as duas pontas voltam para livre.

Então quando desligado as duas pontas voltam para livre. Immediate-start – esta sinalização é muito parecida

Immediate-start – esta sinalização é muito parecida com a anterior onde a diferença é que não é necessário o envio do pulso Wink. Dessa forma, assim que é feita a ocupação com o aterramento do pino E, os dígitos são enviados logo em seguida. Recebe-se durante algum tempo o ring-back até que o receptor atenda e haja a conversação. Então quando desligado as duas pontas voltam para livre.

Então quando desligado as duas pontas voltam para livre. Por André Bonatti/Dárcio Cobra em 12/Agosto/2003
ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

Delay-start – esta sinalização, após a ocupação com o aterramento do pino E, aguarda um tempo em milissegundos (Delay), e só após envia os dígitos. Recebe-se durante algum tempo o ring-back até que o receptor atenda e haja a conversação. Então quando desligado as duas pontas voltam para livre. É pouco utilizada no Brasil.

pontas voltam para livre. É pouco utilizada no Brasil. Aterramento Aterramento é fundamental para que se

Aterramento

Aterramento é fundamental para que se possa ter sucesso numa instalação de E&M analógica, portanto é interessante entender que podem ser utilizados diversos tipos de

aterramentos. O mais comum é o que chamamos de tipo V, porém também existem os tipos I, II e

III.

Obs.: é necessário que seja feito o aterramento entre carcaças de roteador e PABX. Deve-

se medir o aterramento, e podemos também medir os pinos E e M que devem estar entre -48 e -53

volts.

Tipo I

Tipo II

E e M que devem estar entre -48 e -53 volts. Tipo I Tipo II Por
E e M que devem estar entre -48 e -53 volts. Tipo I Tipo II Por
ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

Tipo III

Tipo V

ABC de Voz – Agosto/2003 Tipo III Tipo V Configuração do E&M Como puderam perceber, para
ABC de Voz – Agosto/2003 Tipo III Tipo V Configuração do E&M Como puderam perceber, para

Configuração do E&M

Como puderam perceber, para uma configuração E&M precisamos saber a sinalização utilizada nas ligações, o aterramento usado e a quantidade de fios Txs e Rxs que pode ser 2 fios (1 Txs e 1 Rxs) ou 4 fios (2 Txs e 2 Rxs), só assim podemos começar a configuração. Os comandos utilizados são:

(a)

Dial type - utilizado para selecionar o tipo de discagem, em pulso ou dtmf:

dial-type {dtmf | pulse}

(b)

Signal type – determina o tipo de sinalização para ligações, Wink, Immediate ou Delay start:

signal {wink-start | immediate | delay-dial}

(c)

Call progress tone – utilizado para selecionar o tom utilizado:

cptone {country}

(d)

Operation – determina a quantidade de fios Txs ou Rxs utilizados 2 ou 4:

operation {2-wire | 4-wire}

(e)

Type – determina o tipo de aterramento utilizado, no Brasil o mais utilizado é o tipo V onde o pino E é saída (é aterrado) e o pino M é entrada (recebe o -48volts):

type {1 | 2 | 3 | 5}

(f)

Impedance – especifica a impedância da terminação. Este valor deve ser encontrado no sistema de telefonia onde a porta está conectada:

impedance {600c | 600r | 900c | complex1 |complex2}

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

Ainda temos os comandos opcionais:

(a)

PLAR connection mode – modo de conexão, para acrescentar um número que será discado sempre que a porta seja ocupada:

connection plar string

(b)

Description – utilizado para identificar a porta de voz:

description string

(c)

Comfort noise (se VAD está ativado—VAD é um comando no dial peer) – utilizado para gerar um ruído de fundo para perceber a conexão:

comfort-noise

Temos também os comandos de ajuste fino, onde são os citados acima, mais os seguintes timings:

(g) Timing other than timeouts – Determina o tempo de duração dos dígitos e pulsos para envio do roteador para o PABX:

timing clear-wait milliseconds – determina o mínimo de tempo entre um sinal de ocupação inativo e a chamada ser desconectada, de 200 aa 2000 timing delay-duration milliseconds – determina a duração da espera para uma chamada Delay-start, de 100 a 5000 timing delay-start milliseconds – Determina o mínimo de espera de uma ocupação até o envio dos dígitos, de 20 a 2000 timing dial-pulse min-delay milliseconds – determina o tempo entre a geração de um pulso wink. 0 a 5000 timing digit milliseconds – determina a duração do dígito, de 50 a 100 timing inter-digit milliseconds – determina a duração do tempo entre os dígitos, de 50 a 500 timing pulse pulse-per-second – determina a faixa de pulsos por segundos enviados, de 10 a 20 timing pulse-inter-digit milliseconds – determina o tempo entre os dígitos de pulso, 100 a 1000 timing wink-duration milliseconds – determina o máximo de duração de um pulso wink, de 100 a 400 timing wink-wait milliseconds – determina o máximo de espera de um pulso wink para iniciar o sinal, de 100 a 5000

Em resumo vai ficar mais ou menos assim:

voice-port 1/1 signal immediate type 5 operation 4-wire input gain 10 cptone BR timeouts interdigit 4 timing digit 140 timing dialout-delay 70 timing percentbreak 60

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

Digital

Podemos dividir a configuração de uma interface digital em três partes, primeiro precisamos configurar a controller E1, depois precisamos configurar a sinalização de ocupação em conjunto com a sinalização de registradores. É importante lembrar que sempre teremos um time-slot utilizado para controle, normalmente o 16 para E&M e R2, para ISDN QSIG é utilizado o 15.

Controller E1

A configuração da controller E1 é muito parecida para todas as configurações, a não ser, é claro para a configuração das sinalizações que será diferente. Os comandos básicos, que são utilizados dentro da controller E1, para fazermos com que ela sincronize são:

a) framing – determina o tipo de frame, com verificação de erros, ou não:

framing {CRC4 | NO-CRC4} – normalmente NO-CRC4 b) linecoding – determina a linha de código utilizada para comunicação entre roteador e PABX:

linecode {HDB3 | AMI} – normalmente HDB3

c) timing – determina se irá receber ou gerar o clock:

clock source {internal | line}

Em resumo vai ficar mais ou menos assim:

controller E1 1/0 framing NO-CRC4 linecode HDB3 clock source line

Obs.: Alguns comandos costumam não aparecer, pois são default.

E&M Digital

Esta sinalização utiliza sinalização de registradores DTMF, portanto só precisamos definir a sinalização de registradores que pode ser e&m-immediate, e&m-delay e e&m-wink. O comando utilizado para definir esta sinalização é:

Router(config-controller)#

ds0-group

ds0-group-no

immediate | e&m-delay | e&m-wink}

Por exemplo:

timeslots

timeslot-list

type

{e&m-

controller E1 1/0 framing NO-CRC4 linecode HDB3 clock source line ds0-group 0 timeslots 1-15,17-31 type e&m-immediate

Depois de definida a sinalização, é criado um voice-port, com a quantidade de canais criados no comando acima. Precisamos agora definir como vamos trabalhar com os bits ABCD (ZEROS E UNS), que são necessários para ocupação de canal, normalmente os PABXs utilizam apenas A ou AB, o fabricante do PABX deve informar quais bits utiliza, tanto para sinalização de livre como para ocupado. Para isso utilizamos os seguintes comandos dentro do voice-port:

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

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a) definir cada bit ABCD para livre e ocupado define Tx-bits idle ABCD define Tx-bits seize ABCD define Rx-bits idle ABCD define Rx-bits seize ABCD ignore rx-c-bit ignore rx-d-bit

Agora se pode fazer os ajustes necessários com os comandos já mostrados para configuração do E&M analógico. Todos os canais associados ao voice-port têm as características dos parâmetros configurados no voice-port.

Em resumo o voice-port de E&M Digital vai ficar assim:

controller E1 1/0 framing NO-CRC4 linecode HDB3 clock source line ds0-group 0 timeslots 1-15,17-31 type e&m-immediate

!

voice-port 1:1 define Tx-bits idle 1011 define Tx-bits seize 0101 define Rx-bits idle 1011 define Rx-bits seize 0101 no ignore rx-b-bit cptone BR timeout initial digits 3 timeout inter-digit 2 input gain 7

R2 Digital

Sinalização é um channel associated signaling (CAS) sistema desenvolvido em 1960 que é usado hoje em toda Europa, América Latina, Austrália e Ásia. Sinalização R2 existe em vários países em versões e variáveis de CCITT-R2. As especificações da sinalização R2 estão contidas na (ITU-T), recomendações Q.400 até Q.490. A sinalização E1 R2 é um padrão de sinalização internacional que é comum para redes com E1. A sinalização E1 R2 tem sido suportada nos roteadores Cisco 2600/3600/7200/7500 a partir da versão 12.1(3)T. Diferente do E&M Digital o R2 utiliza MFC ao invés de DTMF, apesar de existir a opção de utilizar DTMF. O MFC utiliza apenas dígitos de 0 a 9, diferente do DTMF que pode utilizar símbolos como “*”. Mais uma diferença é que não precisamos setar os bits ABCD, pois já está padronizado a ocupação de canal e a forma como é feita a discagem. O R2 também permite enviar o dígito de A, ou o dígito de identificação de quem está originando a chamada, o que possibilita hoje nos telefones digitais mostrar os números de quem está ligando, para isso devemos acrescentar no final do comando “ani” Esta é a única sinalização em que se tem um padrão brasileiro, é por isso utilizada por todas empresas de telecomunicações.

Nota: Sinalização R2 não é suportada no roteador Cisco MC3810.

Para configurarmos a sinalização R2, temos a sinalização de ocupação (digital, analógica e pulso) e a sinalização de registradores (DTMF, compelled, non-compelled e semi-compelled), desta forma o comando inserido dentro da controller E1 fica assim:

ds0-group ds0-group-no timeslots timeslot-list type {r2-digital | r2-analog | r2-pulse} {r2- compelled | DTMF | r2-non-compelled | r2-semi-compelled}

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

Precisamos agora configurar as configurações regionais, para isso criamos um cas-custom com o mesmo número de ds0-group-no para associar a customização ao ds0-group.

Cas-Custom

Cas-custom é onde fazemos a seleção do país em que estamos e automaticamente o roteador utiliza o padrão do país como parâmetros, mesmo assim existem comandos para que se possam alterar todos os parâmetros caso necessário.

(config-controller)#cas-custom 1 (config-ctrl-cas)#country brazil use-default

Dentro do voice-port, utilizam-se os comandos mais comuns como cptone, input gain, timeouts etc Em resumo vai ficar assim:

controller E1 1/0 framing NO-CRC4 linecode HDB3 clock source line ds0-group 1 timeslots 1-15,17-31 type r2-digital r2-compelled ani cas-custom 1 country brazil use-defaults metering category 2 answer-signal group-b 1

!

voice-port 1/0:1 cptone Br timeout initial digits 2 timeout inter-digit 2

ISDN – QSIG

O protocolo QSIG provê uma sinalização para integrar o roteador e o PABX. É baseado no padrão Q.931 ISDN. Usando a sinalização Primary QSIG o roteador pode rotear chamadas de voz de um PABX cruzar uma rede até outro roteador que pode então transportar a sinalização e os pacotes de voz a um segundo PABX. Esta configuração é feita dentro da controller E1. Esta sinalização pode prover várias facilidades ao PABX digital, como identificação do usuário ou número que está ligando.

Configurando Primary QSIG

Os primeiros comandos são em modo de configuração Global:

Router(config)# isdn switch-type primary-qsig

Habilita

o

roteador

para

suportar

a

sinalização QSIG

 

Router(config )# controller {T1 | E1} controller_number

Entra na controller para configurar

 

Router(config-controller)# pri-group [timeslot range]

Configura o E1 para carregar tráfego de voz, você vai configurar a quantidade de time- slots (canais), dos 31 canais será utilizado o 15 para controle. É criada uma interface para controle e o voice-port com os canais especificados que sobrarem.

Router(config)# interface serial 1:15

Entra na interface que é criada para controle.

ABC de Voz – Agosto/2003

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Router(config-if)# isdn switch-type primary-qsig

Habilita a interface para carregar tráfego de voz, é necessário acrescentar antes na configuração global para que seja aceito na interface.

Router(config-if)# isdn protocol-emulate {user |network}

Configura a interface para master ou slave, onde user=slave e network=mater.

Router(config-if)# isdn overlap-receiving value

Ativa o retorno da sinalização para enviar ao PABX de destino.

Router(config-if)# isdn incoming-voice modem

Encaminha as chamadas de

voz que

entrarem para o tratamento delas como

dados analógicos.

Router(config-if)# isdn network-failure-cause [ value]

Opcional, especifica o código da causa da falha para passar ao PABX quando a chamada não completa ou tem problemas. Todos os códigos de causa exceto Normal Call Clearing (16), User Busy (17), No User Responding (18), and No Answer from User (19) serão alterados para o código de causa específico.

Router(config-if)# isdn bchan-number-order {ascending | descending}

Opcional, Configura a interface ISDN PRI para fazer as chamadas de saída em ordem crescente ou decrescente.

Dentro do voice-port criado, podem-se acrescentar os comandos comuns como cptone, timeout, input gain etc.

Desta forma a configuração fica mais ou menos assim:

isdn switch-type primary-qsig

!

controller E1 1 framing NO-CRC4 clock source internal pri-group timeslots 1-31

!

interface Serial1:15 isdn switch-type primary-qsig isdn overlap-receiving T302 500 isdn incoming-voice voice isdn bchan-number-order ascending

!

voice-port 1:15 cptone BR timeouts initial 2 timeouts interdigit 3

ABC de Voz – Agosto/2003

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Como preparar dados para trafegar voz

Normalmente são utilizados 2 tipos de tráfego de voz VoFR e VoIP.

VoFR – Quando é utilizada Voz sobre Frame-Relay os pacotes são enviados independentes de um endereço IP, os dados da voz são encaminhados em um frame FR, num PVC, dentro de uma DLCI.

VoIP – Quando é utilizada Voz sobre IP, é necessário um protocolo nível 2, que pode ser FR ou PPP. Os dados da voz são encaminhados em pacotes IPs, que por sua vez são encapsulados em um frame FR ou PPP. Desta forma precisamos preparar os 2 protocolos para priorizar o tráfego de voz.

VoFR:

Técnicas de QoS VoFR.

Prioritization

Dar tratamento de prioridade para o tráfego real time.

Usar filas (normalmente PQ-WFQ)

Link and bandwidth efficiency techniques

Limitar delay nos links de baixa velocidade

Fragmentação & Interleaving (FRF.12)

 

Enviar pacotes menores usando variação de tamanho de payload e voice activity detection (VAD)

Traffic shaping

Usar Frame Relay traffic shaping (FRTS)

Bandwidth

Verificar, reservar, ou restringir banda para alguns fluxos de dados

Verificar o número de portas utilizadas

management

Usar o comando voice bandwidth

FR PIPQ

Uma técnica que pode ser utilizada é a FR PIPQ, onde o pacote é priorizado dentro do PVC apenas com os grupos High, Medium , Normal e Low, também permite:

- PVC transportando tráfego de voz possa ter prioridade absoluta sobre um PVC transportando sinallização de tráfego.

- PVC transportando tráfego de sinalização possa ter prioridade absoluta sobre um PVC transportando dados. Prover os seguintes níveis de prioridade:

High

Medium

Normal

Low

Cada pacote é enviado para a fila de prioridade correta baseado no nível de prioridade configurado para aquela DLCI. Para aplicar no PVC, é criado um map-class e dentro dele colocamos a prioridade dos pacotes.

Router(config)# map-class frame-relay map- class-name

Especifica o map-class

Router(config-map-class)# frame-r elay interface- queue priority {high | medium | normal | low}

Associa o nível de prioridade do PVC para o Frame Relay map class.

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ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

Depois de criado o map-class, configuramos o limite de prioridade da interface física.

Router(config)# interface type number [name-tag]

Entra no modo de configuração da interface.

Router(config-if)# encapsulation frame-relay [cisco | ietf]

Habilita encapsulamento Frame-Relay

Router(config-if)# frame-relay interface-queue priority [high-limit medium-limit normal-limit low-limit]

Habilita FR PIPQ e limita as filas de prioridades para esta interface

Associa o map-class ao PVC, para aplicar a prioridade.

Router(config-if)# frame-relay interface-dlci dlci

Especifica o PVC na interface Frame-Relay

Router(config-fr-dlci)# class map-class-name

Associa o PVC com a map-class específica

FR Traffic-Shapping

Para aplicarmos FR Traffic-Shaping precisamos de comandos para garantir a reserva de banda para voz e fragmentar os pacotes de dados de forma a termos qualidade de voz. O comando Voice Bandwidth , configurado dentro da classe serve para reservar a banda de uso para voz, e o Fragment é utilizado para fragmentar os frames e garantir a qualidade de voz.

Basicamente precisamos dos seguintes comandos:

Frame-relay traffic-shapping para habilitar o traffic-shape

Interface Serial0/0 frame-relay traffic-shapping

class nome-da-classe associa a classe aonde irá setar os parâmetros do traffic-shape

Frame-relay interface-dlci 111 class nome-da-classe

vofr

cisco

para

definir

o

Frame-relay interface-dlci 111 vofr cisco

encapsulamento de voz

 

Map-class frame-relay nome-da-classe define uma classe do traffic-shape

Router(config)# map-class frame-relay nome-da-classe

frame-relay cir

configura o acesso

Frame-relay cir 64000

(link)

frame-relay bc configura o valor da rajada (p/ voz utiliza-se 1% do acesso)

Frame-relay bc 640

frame-relay be configura a rajada que excede (p/ voz utiliza-se 0)

Frame-relay be 0

Frame-relay mincir configura-se o CIR

Frame-relay mincir 24000

Frame-relay fragment é utilizado 80 p/ cada 64k, para fragmentar o frame.

Frame-relay fragment 80

frame-relay voice bandwidth é configurado a banda reservada para voz ( 12k por canal de voz)

Frame-relay voice bandwidth 24000

QoS – Frame-Relay Traffic-Shaping

Para que possamos utilizar de forma correta os parâmetros do FRTS precisamos ter uma idéia melhor de como funcionam o CIR, MinCIR, BC e BE, pois apesar da nomenclatura o significado do CIR para a provedora é diferente do CIR para o roteador Cisco. CIR – é o limite máximo da velocidade em que o roteador poderá enviar os pacotes, ou seja, na maioria dos casos é a velocidade do acesso quando se trata de dados e o CIR da provedora quando se trata de voz; Mincir – é o limite mínimo da velocidade em que o roteador deverá enviar os pacotes, ou seja, o roteador deverá garantir (se houver tráfego suficiente) que os pacotes será enviados nesta velocidade ou superior. Normalmente é a velocidade do CIR enviado pelas provedoras de acesso;

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

BC – é a velocidade em que o roteador envia a rajada, ou seja, em 1 segundo quantos bytes de dados são enviados. As provedoras de acesso utilizam uma faixa por segundo, quer dizer que se o CIR da provedora for de 128k será enviado 128k por segundo, porém o roteador Cisco envia rajadas menores, em um tempo menor que é de 0,125 segundos (que é 1/8 de segundo), por exemplo se o CIR da provedora é de 128k o roteador envia 8 rajadas de 16k (que é 128k/8), esta é uma forma recomendada pela Cisco para dados, para voz utiliza-se 1/100 ou uma rajada a cada 10ms, que representa “Real Time”; BE – é a velocidade da rajada que excede o CIR até o limite do acesso, pela provedora de acesso BE é configurado como a diferença entre a velocidade do acesso e o CIR, mas no roteador, quando configuramos BE de 0, estamos fazendo com que o roteador envie junto da rajada configurada (BC) mais o valor de BE, porém todo pacote acima de BC será marcado com o bit DE, quer dizer que pode ser descartado na nuvem, o que não é bom para voz. Normalmente BE é configurado com 0, para evitar o descarte.

Bc+Be

Bc

Bits

Sent

No roteador acontece desta forma:

Nesta linha fica o Limite do acesso Estes pacotes serão discartados pela rede. Estes pacotes
Nesta linha fica o
Limite do acesso
Estes pacotes serão
discartados pela rede.
Estes pacotes serão
marcados com DE e
podem ser discartados.
Estes pacotes serão
processados
corretamente.
Esta linha representa
CIR
To
Tc
Time

Já na provedora é um pouco diferente:

   

BE =

 

Acesso =

128Kbytes

32

Kbytes

 

CIR =

BC =

96

Kbytes

96 Kbytes

Fragmentação

Para definir corretamente o fragment devemos utilizar a tabela abaixo, onde o tempo ideal para voz é o de 10 milissegundos (Real Time).

   

Real Time Packet Interval (ms)

 
   

10

20

30

40

50

100

200

56kb

70

b

140

b

210

b

280

b

350

b

700

b

1400 b

64kb

80

b

160

b

240

b

320

b

400

b

800

b

OK

Link

128kb

160

b

320

b

480

b

640

b

800

b

OK

OK

Speed

256kb

320

b

640

b

960

b

1280 b

OK

OK

OK

512kb

640

b

1280 b

OK

OK

OK

OK

OK

768kb

1000 b

OK

OK

OK

OK

OK

OK

1536kb

OK

OK

OK

OK

OK

OK

OK

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

É importante lembrar que trabalhamos com uma interface serial, ou seja, mesmo tendo 2 PVCs, um para dados e outro para voz, os pacotes chegam em série na mesma interface física e não em dois tubos diferentes como se imagina. Desta forma, mesmo fragmentando o PVC de voz, ao chegar um pacote de dados não fragmentado existirá o delay que influenciará a qualidade de voz. Desta foram, existe a necessidade de se fragmentar os pacotes do PVC de dados.

Em resumo vai ficar mais ou menos assim:

interface Serial0 bandwidth 128 no ip address encapsulation frame-relay IETF no ip mroute-cache frame-relay traffic-shaping frame-relay lmi-type cisco

!

interface Serial0.1 point-to-point description Conexão com México ip address 10.0.2.1 255.255.255.252 frame-relay interface-dlci 22

class 128kv

vofr cisco

!

map-class frame-relay 128kv frame-relay cir 128000 frame-relay bc 1280 frame-relay be 0 frame-relay mincir 64000 frame-relay voice bandwidth 24000 frame-relay fragment 160

VoIP:

Protocolos VoIP

Inicialmente precisamos dar uma olhada nos protocolos utilizados para trafegar voz sobre IP, e termos uma visão de como funciona. Temos na camada 4 (transporte) os principais protocolos de transporte IP. o RTP (Real-Time Transport Protocol ) e o RSVP (Resource Reservation Protocol).

Protocolo VoIP

Descrição

Real-Time Transport Protocol (RTP)

Protocolo de transporte padrão IETF.

Real-Time Transport Control Protocol (RTCP)

Protocolo que prove informação de controle para um fluxo RTP.

Resource Reservation Protocol (RSVP)

Protocolo que prove um serviço IP, que permite a sistemas finais ou hosts no outro lado de uma rede, estabilizar uma reserva de banda no caminho entre eles, para predeterminar e garantir QoS para a transmissão de dados.

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

Compressão de cabeçalho RTP

O cabeçalho RTP ocupa 40 bytes no pacote, para conseguirmos ocupar menos bytes utilizamos a compressão de cabeçalho, desta forma o cabeçalho RTP passa a ter de 2 a 4 bytes como mostra a figura abaixo.

RTP passa a ter de 2 a 4 bytes como mostra a figura abaixo. Tipos de

Tipos de Filas IP

2 a 4 bytes como mostra a figura abaixo. Tipos de Filas IP Para trabalharmos com

Para trabalharmos com IP temos vários tipos de filas, porém apenas algumas são utilizados para voz:

Tipo de Fila

 

Uso Geral

   

Uso de Voz

 

First-In, First-Out (FIFO)

-

Bom para interfaces de alta velocidade

-

não utilizado para voz

-

Bom para interfaces de baixa velocidade

 

Priority Queuing (PQ)

-

Tipos de Tráfego

 

-

não utilizado para voz

-

Trabalha bem para um pequeno número de tipos de tráfego

 

Custom Queuing (CQ)

-

Trabalha

bem

para

tráfego

-

não utilizado para voz

SNA

   

Weighted Fair Queue (WFQ)

- Trabalha bem para dados

-

não recomendado, mas pode ser usado utilizado para voz

Priority Queue - Weighted Fair Queuing (PQ-WFQ)

- bem

Trabalha

para

-

Recomendado quando LLQ não está disponível.

 

interfaces

e

PVCs

que

 

carregam dados e voz.

 

Class-Based-Weighted Queuing (CBWFQ)

Fair

- Prove classificação rica e policy framework para filas com diferentes tipos de tráfego.

-

Não usado para voz.

 

Low Latency Queuing (LLQ)

- Prove classificação rica e policy framework para filas com diferentes tipos de tráfego.

-

Técnica

de

queuing

recomendada

para

conexões de voz e dados.

Da mesma forma como no VoFR, precisamos de comandos para garantir a reserva de banda para voz e fragmentar dados de forma a termos qualidade de voz. Neste caso, temos diferentes modos de configurar, dependendo do protocolo nível 2 utilizado ( FR ou PPP). Para reservar banda e priorizar os pacotes utilizamos um policy, porém precisamos fragmentar para garantir qualidade e isso temos que fazer no nível 2.

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

VoIP sobre Frame-Relay

Para priorizar os pacotes utilizaremos os seguintes comandos:

class-map match-all nome-da-classe criar uma classe para os pacotes de voz

Configuração global class-map match-all nome-da-classe

match ip precedence 5 ou ip qos dscp ef seleciona os pacotes de voz que são marcados como precedence 5.

Dentro da classe match ip precedence 5 ou ip qos dscp ef

Ip precedence 5 ou ip qos dscp ef marca os pacotes ips como precedence 5

Dentro do Dial-peer voice 1 voip Ip precedence 5 ou ip qos dscp ef

policy-map nome-do-policy cria o policy para priorizar pacotes de voz e reservar banda

Configuração global policy-map nome-do-policy

Class

nome-da-classe

seta

a

classe

Dentro do policy Class nome-da-classe

configurada

 

Priority nn prioriza os pacotes e reserva a banda para a classe criada onde nn é a banda reservada em Kbytes.

Dentro do policy e dentro da classe. Priority 90

class class-default cria uma classe default para o restante dos pacotes

Dentro do policy class class-default

Fair-queue especifica uma fila para serem colocados os pacotes

Dentro do policy e dentro da classe fair-queue

Random-detect Ativa detecção de pacotes

 

Dentro do policy e dentro da classe random-detect

Para definir a banda utilizada para cada canal de voz sobre IP deve ser utilizada a tabela

abaixo:

 

Codec Information

   

Bandwidth Calculations

 

Codec

Codec

Codec

Mean

Voice

Voice

Packets

Bandwidth

Bandwidth

Bandwidth

& Bit

Sample

Sample

Opinion

Payload

Payload

Per

MP or

w/cRTP

Ethernet

Rate

Size

Interval

Score

Size

Size

Second

FRF.12

MP or

(Kbps)

(Kbps)

(Bytes)

(ms)

(MOS)

(Bytes)

(ms)

(PPS)

(Kbps)

FRF.12

(Kbps)

G.711

80

10

ms

4.1

 

160

20

ms

50

82.8

Kbps

67.6

Kbps

87.2

Kbps

(64

Bytes

 

Bytes

       

Kbps)

G.729

10

10

ms

3.92

20

Bytes

20

ms

50

26.8

Kbps

11.6

Kbps

31.2

Kbps

(8

Bytes

           

Kbps)

G.723.1

24

30

ms

3.9

24

Bytes

30

ms

34

18.9

Kbps

8.8

Kbps

21.9

Kbps

(6.3

Bytes

           

Kbps)

G.723.1

20

30

ms

3.8

20

Bytes

30

ms

34

17.9

Kbps

7.7

Kbps

20.8

Kbps

(5.3

Bytes

           

Kbps)

G.726

20

5

ms

3.85

80

Bytes

20

ms

50

50.8

Kbps

35.6

Kbps

55.2

Kbps

(32

Bytes

           

Kbps)

G.726

15

5

ms

 

60

Bytes

20

ms

50

42.8

Kbps

27.6

Kbps

47.2

Kbps

(24

Bytes

           

Kbps)

G.728

10

5

ms

3.61

60

Bytes

30

ms

34

28.5

Kbps

18.4

Kbps

31.5

Kbps

(16

Bytes

           

Kbps)

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

Em resumo vai ficar assim a priorização e reserva de banda para pacotes de voz sobre ip:

class-map match-all voz match ip precedence 5

!

policy-map voz class voz priority 90 class class-default fair-queue random-detect

Agora para que possamos fragmentar os frames por onde vão passar os pacotes precisamos fazer o seguinte:

Primeiro para Frame-Relay, que como já foi visto anteriormente, irão notar que precisamos além de setar os parâmetros do FR e fragmentar os frames, adicionar o comando abaixo na sub- interface e associar o policy, criado anteriormente, ao map-class:

Ip rtp header-compression comprime cabeçalho RTP (Real-Time Transporte Protocol – usado para voz)

Dentro da sub-interface frame-relay ip rtp header-compression

interface Serial0 no ip address encapsulation frame-relay frame-relay traffic-shaping frame-relay lmi-type cisco

!

interface Serial0.1 point-to-point ip address 10.0.0.1 255.255.255.252

ip rtp header-compression frame-relay interface-dlci 22 class 64kv

!

map-class frame-relay 64kv

frame-relay cir 64000 frame-relay bc 640 frame-relay be 0 frame-relay mincir 24000 frame-relay fragment 80 service-policy output voz

VoIP sobre PPP

Agora para PPP, onde teremos que fazer a mesma coisa, porém com comandos diferentes.

Encapsulation ppp habilitar encapsulamento PPP na interface serial.

Dentro da interface serial 0 encapsulation ppp

ppp multilink habilita o multilink na interface.

Dentro da interface serial 0 ppp multilink

Multilink-group 2 associa esta interface com multilink habilitado ao grupo 2

Dentro da interface serial 0 Multilink-group 2

Interface Multilink2 cria uma interface multilink2 para configurações específicas.

Na configuração global Interface multilink2

ppp multilink habilita o multilink na interface.

Dentro da interface multilink2 ppp multilink

ppp multilink fragment-delay 1 configura o tempo de delay do frame.

Dentro da interface multilink2 ppp multilink fragment-delay

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

ppp multilink interleave precisa estar habilitado para que se possa fragmentar

Dentro da interface multilink2 ppp multilink interleave

Multilink-group 2 associa esta interface com multilink habilitado ao grupo 2

Dentro da interface multilink2 Multilink-group 2

max-reserved-bandwidth nn reserva banda para tráfego de voz em Kbytes

Dentro da interface multilink2 max-reserved-bandwidth 80

Ip rtp header-compression iphc-format comprime cabeçalho RTP (Real Time Protocol – usado para voz)

Dentro da interface multilink2 ip rtp header-compression iphc-format

Service-policy output voz associa o policy à interface multilink2

Dentro da interface multilink2 service-policy output voz

Em resumo fica assim:

interface Serial0 bandwidth 64 no ip address encapsulation ppp no fair-queue ppp multilink multilink-group 2

!

interface Multilink2 bandwidth 64 ip address 192.168.1.1 255.255.255.0 max-reserved-bandwidth 24 service-policy output voz ppp multilink ppp multilink fragment-delay 1 ppp multilink interleave multilink-group 2 ip rtp header-compression iphc-format ip tcp header-compression iphc-format

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

ABC de Voz – Agosto/2003

Recomendações

Recomendações QoS para VoIP

- Não usar VoIP em um PVC que também carrega VoFR.

- Setar IP Precedence para 5 ou DSCP para ef no dial-peer.

- Não usar WRED nas filas de voz.

- Não marcar pacotes de voz como DE.

- Habilitar DTMF-relay nos codecs para acessos de baixa velocidade.

- Setar parâmetros de echo, perda e ganho de acordo com o plano da rede.

- Setar classe de serviço IP-ATM com IP Precedence.

- Usar os comandos cisco-rtp ou dtmf-relay para prover performance DTMF-relay.

- Implementar um delay de não mais que 150-200 ms.

Recomendações Fila para VoIP

- Usar LLQ e classificar voz na classe de prioridades.

- Setar a banda da classe de voz para agregar voice bandwidth nos links ou virtual circuit (VC), permitindo um pequeno overhead.

- Se LLQ não está disponível, usar IP RTP Priority.

- Seta bandwidth na prioridade na configuração LLQ ou no IP RTP Priority.

Recomendações de Fragmentação para VoIP

For a link speed of less than 1.5 Mbps:

- Configure fragmentação para prover delay a 10 ms.

- Setar o tamanho do fragmento para pacotes de voz e dados num mesmo acesso com diferentes PVCs .

- Para linhas contratadas não Frame-Relay, setar ppp multilink fragment-delay na interface.

Recomendações Traffic-Shaping para VoIP

- Configure Frame Relay traffic shaping na interface.

- Setar o Bc para 10 ms (1/100 do CIR).

- Setar o mincir como maior que ou igual a voice bandwidth usando adaptive shaping.