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I.2 – Capacitância, Reatância Capacitiva das Linhas de Transmissão

a) Introdução:

Capa citiva das Linhas de Transmissão a) Introdução: Diferença de potencial Condutores de uma linha de

Diferença de

potencial

de Transmissão a) Introdução: Diferença de potencial Condutores de uma linha de transmissão Placas de um

Condutores de uma linha de transmissão

de potencial Condutores de uma linha de transmissão Placas de um capacitor Mesmo comportamento Condutores das
de potencial Condutores de uma linha de transmissão Placas de um capacitor Mesmo comportamento Condutores das

Placas de um capacitor

Mesmo

comportamento

Condutores das linhas de transmissão (entre si e entre condutores e terra) CAPACITORES

Capacitância entre condutores de uma dada linha: constante (só depende da distância entre os cabos)

Capacitância = f ( área, meio e distância entre “placas”)

Efeito capacitivo: influí muito pouco para linhas até uns 50 km e tensão não muito elevada ( linhas de distribuição por ex.) desprezado.

Corrente capacitiva: existe mesmo com a linha em vazio afeta:

queda de tensão rendimento, fator de potência da linha e até a estabilidade do sistema de que faz parte.

da linha e até a estabilidade do sistema de que faz parte. Prof.: Adriano Alber de

Prof.: Adriano Alber de França Mendes Carneiro

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b) campo elétrico em um condutor longo e reto:

x + + + + + + +
x
+
+
+
+
+ +
+

Linhas de fluxo de campo

elétrico em um condutor com

carga positiva uniformemente distribuída em sua superfície equipotencial a distância x.

Densidade de fluxo na superfície cilíndrica: o fluxo que emana do condutor (numericamente igual à carga em coulombs), por unidade de comprimento (1 metro), dividido pela área da superfície em um comprimento de 1m.

D

=

q coulombs/m 2

2

π

x

q

– carga do condutor em coulombs por metro

x

– distância em metros

Intensidade de campo elétrico ( ou (-) gradiente de potencial) é a

densidade de fluxo dividida pela permitividade do meio

D

k

ε=

k

0 – permitividade do vácuo (8,831x 10 -12 F/m)

k

r =

k

k

0

∴ ε =

q

2k

π

x

volts/m

10 - 1 2 F/m) k r = k k 0 ∴ ε = q 2k

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c) Diferença de potencial entre 2 pontos devido à carga

joules


coulomb

Diferença de potencial (volts) = trabalho

mover uma carga de um coulomb entre 2 pontos.

necessários para

Intensidade de campo elétrico (volts/m) = força (N/coulomb) sobre uma carga de um coulomb no ponto considerado.

Trabalho realizado para levar a carga de um ponto de potencial mais baixo à outro de potencial mais alto = integral de linha, entre os dois pontos, da força que age na carga, ou seja da intensidade do campo.

Superfície

equipotencial 1 Superfície equipotencial 2 P 1 D 1 +q D 2 P 2 Carga
equipotencial 1
Superfície
equipotencial 2
P 1
D 1
+q
D 2
P 2
Carga

positiva

Linhas

integração

de

Para se levar uma carga positiva de P 2 a P 1 deverá ser

realizado um trabalho, já que P 1 tem potencial maior que P 2 .

- Diferença de potencial entre

2 e 1 = trabalho realizado por coulomb de carga transportada.

e 1 = trabalho realizado por coulomb de carga transportada. Prof.: Adriano Alber de França Mendes

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-

Queda de tensão entre 1 e 2 será o trabalho (ou a energia) realizado pelo campo por unidade de carga que se desloca de 1 a 2, independentemente de trajetória seguida.

Daí:

v

12 =

D

2

D

1

ε

dx

=

D

2

D

1

q

2k

π x

dx

=

q

ln

2k π

D

2

D

1

volts

(A)

q – carga instantânea no condutor em coulombs/m de comprimento

v 12 – positiva ou negativa dependendo da carga q(+ ou -) e também

se o cálculo é de um ponto próximo a um distante (D 1 > D 1 ) ou vice-versa.

d) Capacitância de uma Linha a Dois Condutores

Capacitância entre os dois condutores de uma linha a 2 fios vem a ser a carga nos condutores por unidade de diferença de potencial entre eles

q c = Farads/m (B) v C depende do meio e q 2k π das
q
c =
Farads/m
(B)
v
C depende do meio e
q
2k π
das dimensões físicas
c =
=
q
D
D
2
ln
2 ln
2k π
D
1 D
1

q

– [coulombs]

v

– [volts]

Substituindo (A) em (B):

– [coulombs] v – [volts] Substituindo (A) em (B): Prof.: Adriano Alber de França Mendes Carneiro

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a b r a r b D
a
b
r a
r b
D

Linha a dois condutores

Queda de tensão entre (a) e (b) = v ab

v ab – pode ser calculada achando-se a queda de tensão devida à carga q a , do condutor (a), e, em seguida, a queda de tensão devida à carga q b , do condutor (b). A soma das duas dará a queda v ab .

Para calcular v ab vamos supor, de início, o condutor (b) sem carga, formando somente uma superfície imersa no campo criado por q a :

Para se evitar a distorção faz-se a integração ao longo de 2 já que o potencial é o mesmo.

2 Linha de integração a a b 1 Linha de integração a a b
2
Linha de
integração a a b
1
Linha de
integração a a b

v

ab

(

q

a

)

=

q

a

D

ln

2k π

r

a

volts

Seguindo a trajetória 2, tem- se:

D 1 = r a

D 2 = D

Para o cálculo da queda de tensão devido a q ª

Para a carga q b tem-se, analogamente:

devido a q ª Para a carga q b tem-se, analogamente: Prof.: Adriano Alber de França

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v

ab

(

q

b

)

q

b

r

b

ln

volts

=

 

com

D

1

= r

a

e

q

a

ln

D

+

q

b

ln

r

b

2k π

 

r

a

2k π

 

D

2k π

D

a queda de tensão total será:

v

ab

=

v

ab

()

q

a

+

v

ab

()

q

b

=

como q

a

= −

q

b

v

ab

=

q ⎜ ⎛ ln

2k π

⎜ ⎝

D

r

a

=

q

ln

(linhas monofásicas)

r

b

D

⎟ =

q

ln

2k π

D

2

r r

a

b

Logo a capacitância será:

D

2

= r

b

Se:

r

a

=

r

b

   

q

=

2k π

Farads/metro

c =

v

ab

ln

2

D

r r

a

b

   

2k π

=

k

π

F/m

= r c =

2 ln

D ⎞ ⎟

r

 

ln

D ⎞ ⎟

r

com:

k =

0

8,85

×

10

12

F/m

Para o ar tem-se:

k

r

para o vácuo e

k =

r

k

k

0

1

≅ →

k

ar

8,85

×

10

12 F/m

=

permitividade relativa.

k ar ≅ 8,85 × 10 − 12 F/m = permitividade relativa. Prof.: Adriano Alber de

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0,0278 μF/km (1) c ab é a capacitância entre os condutores de uma linha a
0,0278
μF/km (1)
c ab é a capacitância entre os
condutores de uma linha a dois
condutores.
⎛ D ⎞ ⎟
ln
r

c ab

=

Caso desejamos a capacitância entre cada cabo e um ponto neutro (por ex. transformador com “tap” central aterrado: o ponto neutro será a terra e quer-se a capacitância entre cada cabo e terra) bastará multiplicar por dois.

c

c

n

an

=

c

an

=

c

= c

bn

=

bn

=

2c

2k π

ln

⎛ ⎜ D ⎞ ⎟

r

ab

0,0556

=

ln

⎛ ⎜ D ⎞ ⎟

r

μF/km

(1`)

para o neutro

b c a a b c b c an n
b
c a
a
b
c b
c an
n

Consideração feita até aqui: cargas uniformemente distribuídas nas superfícies dos condutores não é verdade quando outras cargas estão presentes. O correto será considerar os condutores como superfícies equipotenciais e, a partir daí, fazer as deduções. Desta forma chega- se ao seguinte valor de capacitância:

c

n =

0,0556 ⎛ 2 ⎞ D D ⎜ ⎟ ln + ⎜ 2r 2 ⎟ 4r
0,0556
2
D
D
ln
+
2r
2
4r
− 1

μF/km (2)

Para o neutro

Erro quando se usa fórmula 1`em vez de 2 é muito pequeno, principalmente quando for grande a relação D/r (distância entre condutores/ raio dos condutores)

Exemplo:

(distância entre condutores/ raio dos condutores) Exemplo: Prof.: Adriano Alber de França Mendes Carneiro SEL 365

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D/r

Erro (%) (na equação 1`)

10

0,44

100

0,002

200

0,0005

Normalmente D/r > 50 (D/r = 50 linha compacta)

Cálculo da capacitância com superfícies equipotenciais: muito complicado para linhas com vários condutores em paralelo ou linhas trifásicas.

Por estas razões adota-se a equação 1`e o mesmo procedimento para as próximas deduções.

Observação: na fórmula 1`o raio usado é o geométrico, ou seja, o verdadeiro e isto é válido também para cabos encordoados, com erro desprezível. Assim usaremos sempre o raio geométrico verdadeiro.

Para a reatância capacitiva tem-se:

x

c

=

x c =

 

1

=

1

2

π

fc

n

2

π× f

0,0556

× 10

6 ln

D

r

2,8622

× 10

6

ln

D

f r

Ω x km (*)

para o neutro

* obs.: este valor é para 1 km de linha. Como a reatância capacitiva é em paralelo ao longo da linha, para a linha toda deve-se dividir este valor pelo comprimento total da linha em km.

Para 60 Hz:

x

c =

0,0477

×

10

6

ln

D

r

Ω x km (*)

km. Para 60 Hz: x c = 0,0477 × 10 6 ln D r Ω x

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Obs.:

x c

=

1

2

π

fc

[c] = F/km =

c / v

c

=

km

v

×

km

[

x

c

[

]

=

x c

]

1

v

×

km

=

1

v

A

s

=

c cs

km

1

v × km

×

km

=Ω×

para o neutro

[f]

= Hz = s -1

mas A = c/s

Aqui também pode-se fazer:

1 6 6 0,0477 × 10 ln + 0,0477 × 10 ln D x c
1
6
6
0,0477
×
10
ln
+
0,0477
×
10
ln D
x c =
r
Reatância capacitiva
Fator de espaçamento
para
1
metro
de
espaçamento

A corrente capacitiva na linha será:

I

cap

=

j

v

ab

x

c

ab

Exercício:

= j

v

ab

1/ 2

π

fc

ab

=

j2

π

fc

ab

V

ab

[A]

Determinar a susceptância capactiva de uma linha monofásica a dois cabos, de cobre, em 60 Hz. Os cabos são 1/0, com 7 fios, com 5,49m de distância entre seus centros.

E – Diferença de Potencial Entre Dois Condutores de Um Grupo de Condutores Carregados

Entre Do is Condutores de Um Grupo de Condutores Carregados Prof.: Adriano Alber de França Mendes

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Para vários condutores paralelos pode-se calcular a tensão entre dois condutores quaisquer aplicando-se a equação

v

12

=

q

ln

2k π

D

2

D

1

, várias vezes, uma para cada condutor.

Seja o grupo de condutores com I

a

+

I

b

+

I

c

+

+

I

m

=

0

b q b D ab D bc D c ac D a bm q c
b
q b
D
ab
D
bc
D
c
ac
D
a
bm
q
c
q
a
D
mc
D
am
m
q m

Supõe-se que:

Não existência de cargas nas

proximidades;

Que o solo esteja suficientemente

afastado;

Que as distâncias entre condutores sejam muito maiores que qualquer dos raios.

Com isto admite-se que a distribuição de cargas nas superfícies dos condutores seja uniforme.

Assim:

V ab

=

1

2k π

q

a

ln

D

ab

r

a

+

q

b

ln

r

b

D ba

+

q

c

Escrevendo de outra forma:

ln

D

bc

D

ac

Numeradores: distância de todos os outros b a
Numeradores:
distância de
todos os outros
b
a

ln

D

bm

D am

(3)

+

+ q

m

Denominadores: distância de a a todos os outros.
Denominadores:
distância de a a todos
os outros.

V

ab

=

1

2k π

q

a

ln

D

ba

D

aa

+

q

b

ln

D

bb

D

ab

+

q

c

ln

D

bc

D

ac

+

+ q

m

ln

D

bm

D

am

⎟ ⎠

onde cada termo é a queda de tensão entre a e b devida a carga de cada um dos condutores do grupo.

Analogamente:

a carga de cada um dos condutores do grupo. Analogamente: Prof.: Adriano Alber de França Mendes

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V =

ac

1

2k π

q

a

.

.

.

V

am

=

1

2k π

q

⎝ ⎜

a

ln

D

ac

r

a

+

ln

D

r

am

a

q

+

b

q

ln

D

bc

D

ba

+

b

ln

D bm

D ba

q

c

ln

+

q

c

D

bc

D

ba

+

ln

D

cm

D

ca

+

+ q

m

+ q

ln

m

D

mc

D

ma

ln

D

rm

D ma

⎟ ⎠

Têm-se um sistema de equações que pode ser resolvido, determinando-se as cargas, desde que se conheçam as tensões.

estas equações dificilmente serão utilizadas para se determinar cargas, entretanto o raciocínio empregado será útil nas deduções posteriores.

F

a

– Capacitância Eqüilateral. b D D c
Capacitância
Eqüilateral.
b
D D
c

D

de

uma

Linha

Trifásica

com

Espaçamento

Condutores com raios iguais para os quais deseja-se calcular a capacitância para o neutro.

Aplicando o procedimento do item anterior:

V

ab

V

ac

=

1

2k π

1

=

2k π


q

q

a

a

ln

ln

D

r

D

r

+

+

q

q

b

b

ln

ln

r

D

D

D

+ q

+ q

c

c

ln

ln


D

D

r

D

+ q c c ln ln ⎞ ⎟ ⎠ ⎞ ⎟ ⎠ D D r D

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b Im 3V an V ab V bc 60° 30° V an a V ca
b
Im
3V an
V ab
V bc
60°
30°
V
an
a V ca = -V ac
c
| V ab | = | V ac |

R

Projetando V na em V ab :

V ab 3 V ab V cos 30 °= = = an V an 2
V
ab
3
V ab
V
cos 30 °=
=
=
an
V an
2
2
2
=
=
3
V ab
V ac
V an
Somando:
1
D
r ⎤
+ V =
2q
ln
+
(q b
+
q
) ln
V ab
ac
a
c
2k π
⎣ ⎢
r
D
⎥ ⎦
mas
3q
D
a
q
+
q
=− q →
V
+
V
=
ln
b
c
a
ab
ac
2k π
r
Pela figura anterior:
=
(cos 30
°+
jsen 30 )
°
V ab
V ab
3
=
3V
⎛ ⎜
+ j
1 ⎞ ⎟
V ab
an
2
2
3
=−
V
=
3V
⎛ ⎜
− j
1 ⎞ ⎟
V ac
ca
an
2
2

V + V = 3V ( 3) = 3V

ab

ac

an

⎟ 2 2 ⎝ ⎠ ∴ V + V = 3V ( 3) = 3V ab
⎟ 2 2 ⎝ ⎠ ∴ V + V = 3V ( 3) = 3V ab

an

Substituindo:

⎠ ∴ V + V = 3V ( 3) = 3V ab ac an an Substituindo:

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V

an

=

q

a

D

ln

2k π

r

volts

mas

C

n

=

q

a

2k π

=

V an

ln

⎛ ⎜ D ⎞ ⎟

r

Logo:

F / m, para o neutro

C n =

0,0556

r

μ

F / km para o neutro

ln

⎛ ⎜ D

-

Capacitância

espaçamento eqüilateral (capacitância por fase).

para

o

neutro

em

uma

linha

trifásica

com

Obs.: esta equação é idêntica à da capacitância para o neutro de uma linha monofásica (note-se que a mesma semelhança foi verificada no cálculo da indutância).

A corrente capacitiva é dada por (por fase):

V

I

cap

a =

j

X

an

c

an

 

=

j2

π

I

cap

a =

j2

π

fC

n

V

an

fC

an

V

an

G

1

– Capacitância de assimétrico. b 2 D 23 D 12 a 3 D 31
Capacitância
de
assimétrico.
b
2
D 23
D 12
a
3
D 31

uma

Linha

Trifásica

com

Espaçamento

 

Neste

caso,

se

não

houver

transposição

o

cálculo

ficará

c

complicado

 
o cálculo ficará c complicado   Prof.: Adriano Alber de França Mendes Carneiro SEL 365 –

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Havendo transposição, a capacitância média de cada fase para

o neutro será igual às das outras fases.

Nas linhas não transpostas as diferenças são pequenas para as configurações usuais, o que permite que se façam cálculos como se elas fossem transpostas.

Conclusão: consideram-se todas as linhas como transpostas, obtendo-se capacitância média iguais para todas as fases.

Aplicando-se a eq. (3) para cada posição da transposição, vem:

I – fase a na posição 1, b na 2 e c na 3:

V ab

I

=

1

2k π

q

a

I

ln

D

12

r

+

q

b

I

ln

r

D

12

+ q

c

I

ln

II – fase a na posição 2, b na 3 e c na 1:

V ab

II

=

1

2k π

q

a

II

ln

D

23

r

+

q

b

II

ln

r

D

23

+ q

c

II

III – fase a na posição 3, b na 1 e c na 2:

V

ab

III

=

1

2k π

q

a

III

ln

D

31

r

+ q

b

III

ln

r

D

31

+ q

c

D

23

31

volts

D

D

31

ln

D

12

volts

D

12

III

ln

D

23

volts

Ao longo da linha teremos:

se mantém constante q

q c .

a

I

V

ab

q

a

I

II

= V = V

ab

II

a

III

, isto é, a tensão V ab

q o que também vale para q b e

ab

III

V a b ≠ q o que também vale para q b e ab III Prof.:

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Isto complica bastante o cálculo pois tem-se 10 incógnitas (q ij , i = a,b,c; j = I,II,III e ainda V ab ) e, embora possa-se conseguir 10 equações, o cálculo não é prático.

Portanto, sem grande erro, admite-se que a carga por unidade

de comprimento em um condutor é a mesma em qualquer posição do

serão

ciclo de transposição. Com isto as tensões

diferentemente, devendo-se calcular a média aritmética.

V

ab

I

, V

ab

II

eV

ab

III

∴q = q = q , idem para q b e q c a a
∴q = q
= q
, idem para q b e q c
a
a
a
I
II
III
V
+
V
+
V
ab
ab
ab
I
II
III
=
V ab
3
3
Deq
3
1
D
D
D
r
12
22
31
V =
q
ln
+
q
ln
+ q
c ln
ab
a
b
6k π
3
D
D
D
r
12
23
31
3
Deq
1
Deq
r
=
⎜ 3q
ln
+ 3q
ln
V ab
a
b
⎟ ⎟
6k π
r
Deq
⎝ ⎜
com
Deq =
3
D
D
D
12
23
31
1
Deq
r
analogamente:
=
⎜ q
ln
+ q
ln
V ac
a
b
2k π
r
Deq
⎝ ⎜
mas, já vimos que
+ V
= 3V
V ab
ac
an
1
Deq
r
r
=
⎜ 2q
ln
+ q
ln
+ q
ln
∴ 3V an
a
b
c
2k π
r Deq
Deq
⎜ ⎝
⎟ ⎠

⎞ D D D 12 22 21 ⎟ D D D ⎟ 12 22 21
D
D
D
12
22
21
D
D
D
12
22
21
⎞ D D D 12 22 21 ⎟ D D D ⎟ 12 22 21 ⎠

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como

3V an

3V an

q

a

=

=

+ q + q = 0 q + q =−q

b

c

b

c

a

1

2k

π

2q

a

ln

Deq

r

q

a

ln

r

Deq

⎟ =

3

2k

π

q

a

ln

Deq

r

volts

1

2k

π

C

V

an

n

=

=

q a

2k

π

ln

Deq

r

volts

q

a

2k

π

=

V

an

ln

Deq

r

F / m,

para o neutro

.

2q

a

ln

Para

k

r

1

= →

C

n

=

0,0556

ln

Deq

r

μ

F / km,

para o neutro.

Deq

r

q

a

ln

Deq

r

Esta é a capacitância para o neutro, por fase, de uma linha trifásica assimétrica transposta. Esta fórmula é idêntica às anteriores.

Exercício:

Determinar a capacitância e a reatância capacitiva da linha abaixo, operando em 60Hz, com fio n°2 de cobre duro. Achar a corrente capacitiva sabendo que a linha é de 22.000 volts.

corrente capacitiva sabendo que a linha é de 22.000 volts. Prof.: Adriano Alber de França Mendes

Prof.: Adriano Alber de França Mendes Carneiro

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1,37 m 1,37m 2,44m − 3 8,927 × 10 μ F / km C n
1,37 m
1,37m
2,44m
− 3
8,927
×
10
μ
F / km
C n =
10 6
Xc =
− 3
2
π× ×
60
8,927
×
10

Tabelar =

6,5532

2

mm

Deq

=

1,37

×

1,37

×

2,44

3

→ r = 6,5532 2 mm Deq = 1,37 × 1,37 × 2,44 3 = 1,66m

=

1,66m

C n

=

0,0556

⎛ 1,66 ⎞ ln ⎜ ⎟ ⎝ 0,003275 ⎠
1,66
ln ⎜
0,003275

=

0,008927 F / km

μ

para o neutro

para o neutro

=

0,297

6

× Ω×

10

km

para o neutro

ou das tabelas

Reatância capacitiva para 1 metro de espaçamento

Fator de espaçamento para 1,66m

Reatância capacitiva

A corrente capacitiva será:

0,27313 x 10 6 Ω

0,02417 x 10 6 Ω

0,29730 x 10 6 Ω x km para o neutro.

Icap

=

2

60

π× ×

8,927

×

10

3

×

10

6

×

22000 /

Icap = 2 60 π× × 8,927 × 10 − 3 × 10 − 6 ×

= 0,0427A / km

H – Efeito terra na Capacitância de Uma Linha Trifásica.

Terra: afeta o campo elétrico da linha, alterando sua capacitância.

Suposição: A terra é um condutor perfeito, plano e de dimensões infinitas (suposição sem grandes erros).

e de dimensões infinitas (suposição sem grandes erros). Prof.: Adriano Alber de França Mendes Carneiro SEL

Prof.: Adriano Alber de França Mendes Carneiro

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Para análise da influência da terra: vamos considerar uma linha única com retorno pela terra.

Ao se energizar, ou carregar, a linha virão cargas da terra para a linha diferença de potencial entre linha e terra (linha e terra terão mesma carga com sinais contrários).

Considerando-se a terra como um condutor perfeito: fluxo do campo elétrico será perpendicular à superfície da terra (equipotencial).

Condutor + q Linhas de campo h h - q
Condutor
+ q
Linhas de campo
h
h
- q

Imagem

Imaginemos agora um condutor fictício, de mesmo tamanho e forma que o existente, situado abaixo da linha, a uma distância igual ao dobro da distância linha-terra.

Retirando-se a terra observa-se

que tudo se passa, entre o condutor

e

a imagem, como se passava entre

o

condutor e a terra.

Assim, usaremos a imagem do condutor (da linha) para o cálculo da capacitância entre linha e terra.

Como na figura, a imagem estará a uma distância 2h (h=altura da linha) e carregada com –q (q = carga da linha), sendo isto válido para vários condutores, cada qual com sua imagem.

válido para vários condutores, cada qual com sua imagem. Prof.: Adriano Alber de França Mendes Carneiro

Prof.: Adriano Alber de França Mendes Carneiro

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Exemplo de aplicação:

Situação na 1° posição do ciclo de transposição. Aplicando-se a equação (3), incluindo a imagem,
Situação na 1° posição do ciclo de
transposição.
Aplicando-se a equação (3),
incluindo a imagem, vem:
-
Para posição I (a em 1, b em 2 e
c em 3).
De a para b
1
D
H ⎞
12
12
V =
[q
⎜ ln
− ln
⎟ +
ab
a
2k π
r
H
1
De b para b
r
H ⎞
2
+ q
⎜ ln
− ln
⎟ +
b
D
H
12
12
De a para b
D
H
23
23
+ q
⎜ ln
− ln
c
D
H
31
13

Repetindo-se para as posições II e III, e tornando-se a repetir para V ac , usando-se q a + q b + q c = 0 e V ab + V ac = 3V na , chega-se a:

C n

=

0,0556

⎛ Deq ⎞ ⎛ 3 H H H ⎞ ⎜ 12 23 31 ln ⎜
⎛ Deq ⎞
3
H H H
12
23
31
ln
⎟−
ln
3
r
H H H
1
2
3

μF/km para o neutro

Note-se que é a mesma fórmula com o denominador subtraído

de ln

H 12 H 23 H 3 H 1 H 2 H 3 a parcela subtraída é praticamente igual a zero. Por esta razão em geral despreza-se o efeito da terra.

. Para H 1 , H 2 , H 3 muito grandes tem-se:

( 3 H H H 12 12 12
( 3
H
H
H
12
12
12

/

3 H H H 1 2 3
3
H H
H
1
2
3

)

tem-se: ( 3 H H H 12 12 12 / 3 H H H 1 2

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