Você está na página 1de 3

CONCEITO DE AUTORIDADE X RESPONSABILIDADE

AUTORIDADE

O conceito de autoridade é, normalmente, caracterizado como o direito de mandar ou atuar e não


pode ser dissociado de responsabilidade que se define como a obrigação de cumprir com o
ordenado.
São dois conceitos essenciais na definição da estrutura de uma qualquer organização mas, não
raras vezes, mal compreendidos por parte de muitos quadros diretivos.
Existem dois tipos:

1) Existe a Teoria da aceitação - em que o subordinado aceita a ordem porque compreende a sua
finalidade e a sua coerência com os propósitos da organização;
Por exemplo.Um gestor pode dizer a um funcionário, mesmo que este não seja de sua área, que o
mesmo não deve “andar” com cafezinho na “mão” em qualquer espaço físico da empresa.

2) Existe a Teoria da competência - em que a autoridade está relacionada com a competência


profissional do quadro funcional.
Por exemplo, O gestor da área tem a autoridade em dizer o que seu “subordinado” pode ou não
fazer em sua função.

RESPONSABILIDADE

Quanto à responsabilidade corresponde à obrigação de um subordinado cumprir com a missão que


lhe foi confiada por um superior. A essência da responsabilidade é, pois, a obrigação pessoal.
Um elemento diretivo pode delegar parte da sua autoridade noutra pessoa mas continuará a ser
totalmente responsável pelos respectivos resultados. Não se pode delegar responsabilidade.
Apenas se delega autoridade. Esta delegação é essencial em qualquer organização. A capacidade
para delegar autoridade é (deve ser) uma das qualidades de um líder. Muitas organizações
soçobram porque os respectivos líderes não foram capazes de delegar, deteriorando, por essa
razão, o respectivo funcionamento.

Por exemplo.
Um gestor pode dar autoridade a seu subordinado efetuar determinada tarefa a qual ele não fazia.
Porém, a responsabilidade dos erros e falhas na execução da tarefa ante à direção, continuará
sendo do gestor e não do subordinado. Por isso, existe o método de “comando e controle” sobre as
tarefas dos liderados.
ATO DE DELEGAR
Delegar é o ato de transferir para outro (delegado) a autoridade e a responsabilidade para a execução de uma
tarefa, de responsabilidade final do delegante.

É também:

• abrir mão do êxito pessoal em função do êxito do grupo;


• obter satisfação em fazer os outros fazerem e não em executar diretamente;
• abrir mão de poder;
• assumir riscos;
• aceitar erros;
• ganhar tempo para coisas mais importantes.

As principais razões pelas quais devemos delegar são:

• desenvolver aptidões específicas dos subordinados;


• treinar subordinados;
• motivar subordinados;
• aumentar o grau de iniciativa dos subordinados;
• aumentar a criatividade e inovação à partir ds contribuições dos subordinados;
• ter tempo para a execução de atividades mais importantes.

Razões para não delegar


Porque diretores, gerentes e chefes têm dificuldades em delegar?
Vamos ver algumas razões:

• Sentem-se mais poderosos se detiverem para sí próprios os privilégios da tomada de decisão;


• Não querem enfrentar o risco de que os subordinados exerçam francamente a autoridade;
• Acreditam que os subordinados não tem capacidade para o exercício do bom julgamento. Eu posso fazer
melhor este trabalho;
• Julgam que seus subordinados preferem não ter maior liberdade de ação para a tomada de decisão;
• Temem que os subordinados desempenhem com tanta eficácia as atribuições que a sua própria posição
seja ameaçada;
• Teme que não possa mais controlar as atividades;
• Não confia nos subordinados ou acha-os incapazes de apreender a atividade;
• Como podem delegar, se continuam sendo os responsáveis em última instância;
• Acham arriscado delegar, preferindo trabalhar dobrado e fazer eles mesmos a tarefa.

Razões para não aceitar a delegação


Porque os subordinados relutam em aceitar delegação?
Vamos ver algumas razões:

• A delegação aumenta as responsabilidades finais do subordinado;


• É mais fácil perguntar ao chefe para resolver um problema do que tomar a própria decisão;
• Ter que exercer autoridade de maneira franca e ser criticado;
• Falta de auto-confiança para a tomada de decisão, achar-se incapaz;
• Se eu errar serei criticado;
• Como farei a atividade se não disponho de informações e dos recursos necessários;
• Por que vou correr este risco;
• Não me sinto incentivado e ou apoiado.
Para quem delegar?
Antes de delegar devemos estar atentos a:

• Quais são os subordinados que pedem uma maior participação;


• Quais os que tem habilidades de liderança;
• Quais os que possuem a maior iniciativa;
• Quais os que assumem riscos.

Antes de delegar devemos:

• Analisar as tarefas;
• Decidir o que pode ser delegado;
• panejar a delegação (tarefas, limites e prazos);
• Selecionar o delegado;
• Ato de delegar (efetivamente);
• Controlar o que foi delegado.

Erros freqüentes na delegação.


Delegar responsabilidade sem a autoridade correspondente.

Não definir adequadamente os limites quanto a prazos, o início e término da tarefa, e grau de autoridade.

Não treinar adequadamente.

Abdicar. O gerente faz a delegação e diz: “Não quero ver mais isto” . Impede a busca de orientação
posterior, solução de dúvidas e busca de “feed-back”.

Não dar “feedback”.

Ser intolerante com pequenos erros que podem surgir com freqüência na fase inicial da delegação.

Falta de diálogo em relação ao desempenho esperado.

Delegar em função apenas do apreço pessoal e não da competência.

Delegar exclusivamente por não conseguir realizar a tarefa em tempo hábil, deixando o “rabo de foguete”
para o subordinado.

Você também pode gostar