Revista Quadrimestral | N.

º 5 | Junho 2008

DOSSIER

A JUSTIÇa EM PORTUGaL
De entrave a suporte: reformas da justiça promotoras do investimento em Portugal
Desde 1 de Janeiro de 2007 que foi eliminada a competência territorial das conservatórias de registo comercial.

A Justiça
em

Portugal

ARTIGOS

Why it’s Smart to Invest in America
Of the top ten world economies, the United States has the largest roadway system, railway network, number of airports, and quantity of Internet hosts.

Portugal/Estados Unidos da América: um espaço de oportunidades
Uma intensificação significativa da relação económica bilateral teve lugar no quadro do extraordinário incremento que, nos últimos anos, se verificou no espaço económico transatlântico.

Mediação nas Empresas: Uma Oportunidade de Redução de Custos
A Mediação Empresarial ainda está no início da sua implantação em Portugal.

Índice/Editorial
Carta 5

Editorial
Foram publicados pelo INE os primeiros números relativos aos indicadores macro-económicos e, tal como era esperado, não são brilhantes. Nos primeiros três meses do ano, a economia nacional cresceu 0,9% (metade dos 1,9% registados em 2007), tendo sido a quebra do investimento e das exportações os principais responsáveis pelo forte abrandamento da economia portuguesa neste trimestre (as exportações representaram 4,6% contra os 13,5% atingidos durante o 1.º trimestre de 2007). A procura interna dá também sinais claros de retracção, o que só virá agravar a situação. Trichet e Almunia vêem anunciando que o choque para a economia europeia da turbulência nos mercados financeiros e do aumento dos preços das matérias-primas e da comida ainda não terminou. Não sendo as expectativas animadoras, até porque devido à dimensão a nossa economia é muito dependente do clima internacional, há obviamente muita coisa que podemos e devemos fazer para melhorar a competitividade da nossa economia (lembramos que entre 2006 e 2007 o IDE caiu 55%, apesar da média europeia ter subido). Por isso, neste número da Meeting Point, decidimos abordar um tema que consideramos de extrema relevância para a competitividade das empresas e da economia Portuguesa e para a captação de investimento directo estrangeiro para Portugal – A JUSTIÇA. Mas fazemo-lo numa perspectiva construtiva, com o objectivo de ajudar a reflectir e de apontar caminhos que permitam uma melhoria numa área tão sensível. Temos a convicção de que se já se fez alguma coisa muito mais há a fazer se queremos melhorar a imagem e a reputação externa de um Portugal mais justo, solidário e competitivo. Temos o privilégio de contar com um artigo do Senhor Ministro da Justiça onde faz um balanço das reformas levadas a cabo, referindo o que já foi feito e o que se propõe fazer nos próximos anos, sendo sua pretensão que a justiça deixe de ser um factor de entrave para passar a ser um factor de suporte enquanto promotora do investimento em Portugal. O Banco Mundial publicou de novo este ano o seu estudo “Doing Business” e preparou para a Meeting Point uma pequena análise comparativa sobre a facilidade de fazer negócio em 178 economias mundiais. Podemos então constatar com agrado que Portugal subiu este ano 5 posições neste ranking. Publicamos ainda parte de um artigo do departamento de Estudos Económicos e Financeiros do BPI sobre as linhas gerais do sistema judicial Português, onde se revela que se não fosse um incorrecto funcionamento no sistema judicial, o PIB per capita de Portugal poderia ser maior. Eurico Reis, da Associação Juízes para a Cidadania, lembra que um dos Direitos fundamentais consagrados é o “direito de obter em prazo razoável uma decisão judicial” sem o que haverá, entre outras, distorções à concorrência e uma preterição do nosso país a favor de outros. Nuno Fernandes Thomaz, assessor da CIP e Vice-presidente do Fórum da Competitividade faz uma análise muitíssimo interessante das ineficiências do sistema legislativo e do sistema judicial e respectivas repercussões, apontando pistas que considera necessárias para ultrapassar esta crise. Existem meios alternativos de resolução de conflitos, permitindo uma resolução rápida, eficaz e atempada dos mesmos, com ganhos claros para as partes envolvidas. Precisamente sobre estes meios alternativos e em particular sobre a mediação fala-nos José Vasconcelos-Sousa no seu artigo. Quisemos ouvir aqueles que têm um conhecimento directo da situação actual da justiça em Portugal, pois todos os dias são confrontados com a sua eficiência ou ineficiência. Assim publicamos a opinião de sete Sociedades de Advogados e a todos agradecemos a prestigiosa colaboração. E porque uma das missões da Câmara é permitir um melhor entendimento e aproximação ao mercado americano, contamos com dois artigos que, embora em perspectivas diferentes, nos falam das relações entre Portugal e os EUA. O Senhor Embaixador Português nos EUA, João de Vallera contribui com um interessantíssimo artigo sobre as relações bilaterais analisadas ainda na perspectiva de Portugal enquanto membro da União Europeia. Dillon Banerjee, Adido Comercial da Embaixada dos EUA, fala-nos das vantagens de investir nos EUA pois, sendo uma economia aberta às pessoas, produtos, ideias e investimento estrangeiro, é ainda um pais de imigração onde muitos estrangeiros vivem e investem. É muito oportuno o artigo de Pedro Penalva sobre a responsabilidade civil dos Administradores onde, não só levanta a questão nas suas múltiplas facetas num mundo em mudança e em mudança muito rápida, como aponta soluções que salvaguardam estas novas responsabilidades. Na sua carta habitual sobre temas da actualidade, José Joaquim Oliveira neste número falanos sobre a(s) crise(s), as nossas e as globais, destacando a necessidade urgente de que o desenvolvimento sustentável suba para a primeira linha da agenda de cada um de nós, individual e colectivamente. Resta-me desejar a todos umas óptimas férias.
Graça Didier

Carta do Presidente da CCAP
Artigo 6

Portugal/Estados Unidos da América: um espaço de oportunidades – João de Vallera
Artigo 8

A Responsabilidade Civil dos Administradores – Pedro Penalva
Análise 10

Why it’s Smart to Invest in America – Dillon Barnerjee
Dossier 12

A Justiça em Portugal De entrave a suporte: reformas
da justiça promotoras do investimento em Portugal – Alberto Bernardes Costa Doing Business 2008 by Banco Mundial – Rita Ramalho As linhas gerais do Sistema Judicial Português. Porque é urgente a reforma? – Susana Jesus Santos A Justiça em Portugal – Nuno Fernandes Thomaz Mediação nas Empresas: Uma Oportunidade de Redução de Custos – José Vasconcelos-Sousa Juízes pela Cidadania – Eurico Reis Justiça em Portugal, porquê a controvérsia – Natália Garcia Alves A Hidra da Justiça – João Correia (In) Justiça – Susana Proença Ineficiência da Justiça Portuguesa e as Empresas – Frederico Bettencourt Ferreira e Miguel Esperança Pina Justiça em Portugal 2008 – Maria de Lourdes Lopes Dias O Sistema de Justiça em Portugal – Problemas, Efeitos e Saídas – João Santos A Justiça dos Advogados – Nuno Líbano Monteiro Sobre a CCAP 33

Galeria de Fotos Novos Sócios Novidades sobre os Nossos Sócios
Ficha Técnica

Director: José Joaquim Oliveira - Editor: Graça Didier - Colaboraram neste número: Alberto Costa, Dillon Banerjee, Eurico Reis, Frederico Bettencourt Ferreira, João Correia, João de Vallera, João Santos, José Joaquim Oliveira, José Vasconcelos-Sousa, Maria de Lourdes Lopes Dias, Miguel Esperança Pina, Natália Garcia Alves, Nuno Fernandes Thomaz, Nuno Líbano Monteiro, Pedro Penalva, Rita Ramalho, Susana Jesus Santos, Susana Proença - Projecto gráfico e paginação: Add Solutions - Impressão: Europress - Propriedade: Câmara de Comércio Americana em Portugal, Rua D. Estefânia, 155, 5.º Esq. - 1000-154 Lisboa - Portugal - Telefone: 213 572 561 - Fax: 213 572 580 - Email: amchamportugal@mail.telepac.pt Website: www.amchamportugal.org - Contribuinte n.º: 500 912 467 - Tiragem: 1.500 exemplares - N.º de depósito legal: 250354/06 - Publicação: Quadrimestral de distribuição gratuita aos sócios - Isenta de registo ao abrigo do Decreto regulamentar n.º 8/99 de 9 de Junho art. 12º alínea a) do n.º 1.

3

por isso de precisar. junta-se um conjunto de crises globais graves e de resolução complexa. Já só os ignorantes ou os que defendem cegamente os seus interesses particulares insistem em negá-los ou minimizam a sua gravidade. a prazo. o qual. sobretudo o melhor conhecimento das suas causas e consequências e a súbita falta de alimentos em algumas regiões. A recente crise alimentar. a partir do mar) deverá tornar-se. difícil. a pobreza extrema. urgente e naturalmente. Sem excepção. do que está em jogo e das soluções possíveis. ruptura. como a nanotecnologia da qual se espera impacto decisivo na resolução de muitos problemas até hoje insolúveis.e. as taxas de juro elevadas e as dificuldades na obtenção de financiamento bancário. o déficit. A recente crise energética. Existe hoje uma muito maior consciência destes problemas. o tempo de uma geração. a baixa qualificação da maioria dos portugueses. Sem isso estaremos condenados ao fracasso. as novas tecnologias. temos duas hipóteses: desistir e ceder à depressão. são sinais do que pode acontecer com o agudizar dos problemas mais sérios. Directamente ligada a esta. o insuficiente crescimento da economia e a mais um rosário de outros problemas. Nisto e no que respeita às oportunidades que brotam da crise. Perante uma perspectiva tão negra. A chamada crise energética. a lentidão da Justiça. a turbulência nos mercados financeiros. As energias renováveis limpas como alternativa às de origem fóssil representam uma oportunidade imensurável e constituem já. afirmou que “nunca conseguiremos solucionar os problemas do mundo no actual contexto económico e social”. na medida em que só elevando o nível educacional das populações se consegue a sua importante contribuição na procura de novos caminhos e a sua adesão a um novo modelo de vida. Importa afrontá-la e combate-la com determinação. e tudo o mais que está relacionado com a melhoria da nossa vida em sociedade. pelo menos. “crises” de origem diversa. hoje defendida por muitos. porque só pode ser conseguida com muito trabalho. Às nossas. massificado. de cá e do resto do mundo. José Joaquim Oliveira Presidente da IBM em Portugal Presidente da CCAP As crises esmagam-nos. E mudar mentalidades requer tempo. o “subprime”. felizmente. sobretudo o melhor conhecimento das suas causas e consequências e a súbita falta de alimentos em algumas regiões. num sector tão essencial como o sector alimentar. a corrupção. acrescentando que “as motivações dos dirigentes deve ser canalizada para a responsabilidade e o sucesso em vez do poder e do estatuto”. compõem um cenário de précatástrofe. como o desemprego. Estamos de acordo. criatividade e porque a dimensão do desafio só tem paralelo na enorme satisfação pelos resultados obtidos. uniram-se para nos dar cabo da vida. mas a um ritmo demasiado lento face à gravidade já sentida em alguns domínios. não é inesperada e só o recente súbito agravamento comporta alguma surpresa. requer conhecimento generalizado. dada a sua natureza. desenvolvendo novos estilos de vida que proporcionem bem estar sem destruir o planeta. visível na alta descontrolada dos preços do crude. Numa entrevista recente. são sinais do que pode acontecer com o agudizar dos problemas mais sérios. se não conseguirmos revertê-la. 5 . O combate ao aquecimento global. Produzir mais e sobretudo melhores alimentos é necessário. persuasão. incluindo algumas regiões da Europa. a fuga aos impostos. a precaridade da saúde pública. É uma tarefa simultaneamente árdua e empolgante. um segmento de forte investimento. deverão representar uma oportunidade de desenvolvimento gigantesca.Carta Carta do Presidente da CCAP A recente crise energética. numa área incontornável de interesse tecnológico e de investimento rentável. Para tal é indispensável promover uma mudança de mentalidades. as emissões de CO2 e o aquecimento global cujos efeitos poderão ser devastadores para a humanidade e para a vida no planeta tal como a conhecemos. ou talvez não. Justamente porque a prazo não existe alternativa. ou resistir e procurar em cada crise uma oportunidade. a falta de água em várias regiões do mundo. perseverança. Seria bom não precisarmos de sustos de consequências devastadores para que o desenvolvimento sustentável suba para a primeira linha da agenda de cada um de nós. individual e colectivamente. grave e de consequências imediatas. Surpreendentemente. a investigação científica. Simon Dolan da escola de negócios ESADE. O futuro do mundo passa por grandes apostas nestas e noutras áreas de atenção emergente. Produzir e distribuir água potável (p. Aos poucos os agentes económicos viram-se para este lado. dada a previsível escassez de água pura em certas regiões do globo. no aumento acelerado do consumo nos países em crescimento rápido e na ausência de alternativas que permitam reduzir a dependência das fontes fósseis. a educação deve ter prioridade absoluta. Partilho inteiramente da ideia. provocada pela escassez de produtos e consequente subida dos preços. é imperioso iniciar quanto antes este processo de transformação. uma grande oportunidade. de que é urgente iniciar um processo de transformação da sociedade. o que implica romper com o actual sistema social e económico. Por esta razão. mas que não deverá ser inferior à que esteve associada à revolução industrial. surge a situação mais ameaçadora para a nossa existência. Mas não basta reconhecer a crise.

a União Europeia. é consensualmente atribuída uma dimensão de natureza estratégica. E se a relação entre Portugal e os Estados Unidos da América sempre esteve ligada ao contexto mais vasto do elo transatlântico. onde a convergência de interesses e a capacidade de materialização a tornam possível. que alguns poderão considerar temerária. que não se contenta com o facto do espaço transatlântico constituir. Pela análise da balança comercial. Acresce que algumas das realizações mais marcantes da última Presidência Portuguesa não deixarão de ter repercussões de relevo na esfera transatlântica: o estabelecimento de uma relação estratégica entre a União Europeia e o Brasil. Esta realidade esteve bem presente durante a III Presidência Portuguesa da União Europeia. fosse na permanente consulta e articulação a respeito dos desafios globais e dos temas mais candentes da vida internacional. económicos. da energia e do ambiente. no seu conjunto. que facilitou o crescimento das exportações americanas com destino a Portugal. como a África. com um saldo favorável a Portugal nos últimos anos. que nos permitiu alargar horizontes e intensificar contactos em diferentes sectores dos seus meios políticos. fosse na assunção das responsabilidades de coordenação e representação comunitária em momentos marcantes como foram. A agenda transatlântica ocupou nela um espaço de relevo. cada vez mais. fundamenta-se na para nós óbvia convicção de que o desenvolvimento de uma parceria transatlântica sólida e amadurecida e a estruturação de uma União Europeia mais consistente e meEmbaixador de Portugal nos Estados Unidos da América João de Vallera lhor apetrechada constituem objectivos não só compatíveis. por exemplo. nos últimos anos.Artigo Portugal/Estados Unidos da América: um espaço de oportunidades Uma intensificação significativa da relação económica bilateral teve lugar no quadro do extraordinário incremento que. do desenvolvimento sustentável e da democracia. Esta afirmação. de que a União Europeia e a NATO constituem os mais relevantes expoentes. um novo e significativo instrumento operacional ao serviço da facilitação e promoção dos fluxos de comércio e investimento entre a União Europeia e os Estados Unidos da América. ao consagrar novas estruturas. onde Portugal participa e para a qual contribui desde 1986. Depois da União Europeia. naqueles como em outros sectores. naturalmente. À relação de Portugal com os Estados Unidos da América. assume-se como uma realidade política. assim como proporcionou o ensejo para uma projecção acrescida de Portugal nos Estados Unidos da América. é acompanhado por um simétrico movimento de reforço do relacionamento entre o Brasil e os EUA. cada vez mais incorporam novas tecnologias e inovação. o European. menos ainda é hoje possível dissociá-la da fundamental parceria que se desenvolve entre os EUA e a União Europeia. como é também do seu interesse o Tratado de Lisboa. como um parceiro incontornável em áreas como as do comércio e investimento. são de claro interesse para os nossos parceiros americanos. embora atenuado em 2007 em virtude da depreciação do Dólar face ao Euro. Enraíza-se ela. que terminou o seu mandato no final do ano passado. culturais e académicos. sendo natural reconhecer que as responsabilidades decorrentes do exercício da Presidência foram portadoras de uma dimensão mais substancial. inserida na vertente atlântica e marítima que constitui um dos pilares da política externa portuguesa. económica e cultural em ascensão e. no âmbito económico. fosse ainda na preparação da primeira reunião formal do Conselho Económico Transatlântico. instrumentos e competências que visam habilitar a União Europeia a prosseguir de forma mais ágil e eficaz os seus fins. na área do ambiente e alterações climáticas. 6 . que se realizou em Dezembro passado em Lisboa. combinando a venda de bens tradicionais com produtos que. Em resultado de um processo gradual de aprofundamento interno e de alargamento. que queremos aprofundar. numa partilha de princípios e valores comuns e é prosseguida em diversos planos – do bilateral aos espaços mais amplos onde confluem interesses globais e colectivos. da manutenção da paz e da segurança internacional. a colaboração estreita com a US Chamber of Commerce. os Estados Unidos da América constituem o principal mercado de destino das exportações portuguesas. nos últimos anos. se verificou no espaço económico transatlântico. O segundo semestre de 2008 serviu de palco para trocas de visitas de alto nível.E. como objectivos que mutuamente se reforçam. Uma intensificação significativa da relação económica bilateral teve lugar no quadro do extraordinário incremento que. consagrado em Lisboa logo no início do semestre sob nossa responsabilidade. os objectivos de estabilização e desenvolvimento subjacentes à Estratégia Comum aprovada na Cimeira U. passando ainda pelo desenvolvimento de acções de cooperação trilateral em áreas. se verificou no espaço económico transatlântico. Entre eles assumiu particular relevo. Digno de nota é também o facto da estrutura das exportações portuguesas ter mudado significativamente. o maior – e ainda em expansão – bloco comercial e financeiro do mundo. a reunião das Grandes Economias que teve lugar em Washington.American Business Council e o Transatlantic Business Dialogue. antes da Conferência de Bali./África. podemos confirmar o aumento sustentado do volume de comércio entre os dois países.

A Câmara de Comércio Americana em Portugal. Estamos a falar de importantes intervenções nas energias renováveis. estudar e trabalhar nos EUA. por um lado.Artigo A depreciação do dólar. da investigação científica e tecnológica e do aproveitamento dos seus resultados pelo aparelho produtivo. da história. vêm cimentando de forma consistente os vínculos entre os dois países. Contemplando o vasto e evolutivo espaço de oportunidades que se oferece para a aproximação entre os dois países. talvez por efeito da corrente debilidade do dólar. Cabe sublinhar que para a dinamização do nosso relacionamento económico e cultural muito têm contribuído as numerosas Comunidades de portugueses e de luso-descendentes que ao residir. em museus da Smithsonian Institution. ganhando contratos ou recebendo prémios. as diversas e empenhadas iniciativas promovidas pela Fundação Luso-Americana. possam contribuir para um aumento significativo dos fluxos de investimento e de turismo dos Estados Unidos da América para Portugal. Em contrapartida. No capítulo da projecção da imagem. Os acordos de cooperação recentemente celebrados com prestigiadas Universidades americanas abrem novos capítulos de relacionamento nos decisivos sectores da formação académica. sentimo-nos tentados a apelar às so- ciedades civis portuguesa e americana para que continuem a descobrir e a explorar os múltiplos caminhos que conduzam à sua concretização. pelo distinto acervo de realizações que tem em carteira. os desafios da globalização e as oportunidades oferecidas pelo mercado norte-americano contribuíram também para que os EUA fossem inseridos na rota da internacionalização da economia portuguesa. mas de tal movimento dependerá em muito decisiva medida. em termos impensáveis há pouco tempo ainda. o investimento americano em Portugal diminuiu. fazendo investimentos. Os fluxos turísticos entre os dois países recuperam finalmente do trauma causado pelos atentados do 11 de Setembro de 2001. a que se juntam novas acções de Fundações como a Calouste Gulbenkian. A amizade e aliança entre os nossos países e povos permanecerá uma constante. pelo lugar único que ocupa na intersecção dos interesses económicos entre os dois países. e as novas ofertas de produtos e serviços turísticos que o sector privado está a promover. da língua e da cultura portuguesas nos EUA merecem destaque exposições realizadas nos últimos meses em Washington. o muito que há ainda a fazer. onde a vinhos portugueses são conferidas as mais altas classificações por prestigiadas revistas do sector. por outro. ou a retrospectiva de Paula Rego. Decisores de empresas nacionais optaram por entrar no mercado dos Estados Unidos da América e projectar-se para além das áreas tradicionais. está particularmente bem colocada para vencer este desafio. nas infra-estruturas rodoviárias ou no sector vitivinícola. nos equipamentos eléctricos. embora continue a ser o mais importante com origem no exterior da zona Euro. o continuado investimento feito nos núcleos de língua e cultura portuguesa existentes em diversas universidades americanas. como a denominada Encompassing the Globe. 7 . Esperamos que as amplas reformas estruturais que o Governo português prossegue em benefício do ambiente de investimento externo. num mundo globalizado em que a concorrência se intensificará a todos os níveis da actividade humana. a qualidade e densidade do nosso relacionamento futuro. no National Museum of Women in the Arts.

no sentido de se encontrar um instrumento que permitisse transferir este risco para uma Seguradora. que a responsabilidade pessoal dos Administradores se encontrasse devidamente garantida por um contrato de seguro. o processo evolutivo que acima descrevemos conheceu desenvolvimentos importantes nos últimos três a quatro anos. Realidade Portuguesa Em Portugal. O mercado segurador tem vindo a apresentar um conjunto de soluções sendo que no caso particular da AIG. As apólices de Responsabilidade Civil de Administradores e Directores (vulgo D&O) são hoje encaradas. Neste quadro o tema da Responsabilidade Civil dos Administradores. São muitos os Países. fundamentalmente fruto da elaboração do livro branco de Corporate Governan- 8 . que se iniciou nos Estados Unidos. qualquer gestor. No âmbito do Governo das Sociedades. Assim nasceu o seguro de D&O. No essencial. possibilitando um maior controlo interno dos riscos empresariais. a Responsabilidade Civil dos Administradores e titulares de cargos de gestão das Organizações assume assim um papel particularmente relevante. Existe assim um sentimento cada vez mais generalizado no tecido empresarial que a adopção e cumprimento das regras e recomendações em linha com as melhores práticas de Governo da Sociedade irá. a uma crescente pressão por parte das entidades de regulação. Propriedade (o terreno mais profíquo em termos de litigância em matéria de Responsabilidade dos Administradores). consubstanciada na implementação de um conjunto de leis e normativos que pretendiam dar corpo a um maior escrutínio às actividades desenvolvidas pela gestão em sede de Governo das Sociedades. Gestão vs. alteração de paradigma e também práticas de litigância em alguns Países conduziu a um recrudescimento das acções contra Administradores movidos por accionistas. e mesmo como um beneficio social que se atribui aos Administradores e Directores comparável a um seguro de vida ou de saúde. Este enquadramento mereceu uma resposta por parte do Mercado SeguDirector Geral da AIG Pedro Penalva rador. utilizando o termo anglo-saxónico. fundamentalmente os accionistas e colaboradores. Governo das Sociedades ou Corporate Governance. do fenómeno da globalização. rapidamente passou para a Europa. Nas últimas décadas temos assistido a uma importante evolução no mundo empresarial fruto. o que conduz a uma maior dispersão do capital social das empresas. As Empresas defrontavam-se assim com uma situação em que a crescente complexidade em matéria regulatória e o cada vez mais apertado escrutínio a que estavam sujeitos os Administradores e Directores das empresas. como uma componente natural do programa de seguros de uma organização. passamos a ter estruturas marcadas por uma dispersão de capital por conjuntos de accionistas muitas vezes com interesses e objectivos não concordantes. Paralelamente assistimos também. conheceram evoluções importantes e ocorreu claramente uma alteração de paradigma. ameaçava tornar difícil atrair para os Órgãos Sociais profissionais talentosos e capazes de assumir os riscos necessários para as organizações continuarem a progredir num ambiente altamente competitivo. ao tradicional binómio Gestão vs. como também à própria evolução do mercado. na esmagadora maioria dos Países desenvolvidos. independentemente da sua dimensão. que se destina a proteger o património pessoal destes últimos quando em virtude de um erro ou omissão por eles cometido(s). Longe vão os tempos em que o objectivo único da gestão de uma empresa era a maximização do lucro. entre os quais Portugal. de um modelo clássico. no qual a gestão se confundia com o capital. Concorrentes e até mesmo Gestão vs Meio Ambiente. Colaboradores. Assim. transparência e cumprimento de recomendações específicas. passou a assumir uma especial relevância visto que as relações entre a gestão e os restantes stakeholders da organização. Gestão vs. que desenvolveram legislação e regulamentação específica que incorpora um conjunto de requisitos nomeadamente no que concerne ao dever de informação. Por isso. Credores. e que incluiu as muito badaladas falências da Enron e da Worldcom. a Companhia foi pioneira do desenvolvimento deste produto segurador – D&O – tendo o mesmo evoluído ao longo dos anos para se adaptar. possibilitando que os Administradores e Directores continuassem a desenvolver e executar as suas estratégias sem constrangimentos. independentemente da dimensão da empresa. está hoje em dia muito exposto. temos hoje que acrescentar outros como sejam Gestão vs. primeiramente no Reino Unido e posteriormente na Europa Continental. Este ambiente de crescente litigância. que pretende definir o conjunto das regras que caracterizam a forma como uma empresa é gerida e como são controlados os diferentes riscos a que está sujeita. colaboradores e outros intervenientes no mundo corporativo. como também dar aos actuais e futuros investidores um grau de confiança acrescido relativamente à rentabilização dos seus investimentos. sendo que algumas destas acções conduziram a indemnizações milionárias e com grande exposição mediática. não só às alterações legislativas. sendo a transferência deste risco para o mercado segurador universalmente encarada como uma best practice. houver perdas financeiras e indemnizações delas decorrentes. Gestão vs. Este crescente escrutínio. Clientes. entre outros. particularmente após a crise vivida nos mercados financeiros no início deste século.Artigo A Responsabilidade Civil dos Administradores Longe vão os tempos em que o objectivo único da gestão de uma empresa era a maximização do lucro. enquanto componente de uma disciplina mais ampla. dentro de determinados pressupostos. abertura de mercados tradicionalmente marcados por uma atitude proteccionista face ao investimento estrangeiro e ainda em virtude do crescente recurso ao mercado de capitais enquanto fonte alternativa de capital para o desenvolvimento dos projectos empresariais das Organizações. não só acrescentar valor ao projecto empresarial. garantindo assim.

sendo a forma adequada de se garantir uma efectiva transferência de risco nesta matéria. A Câmara de Comércio Americana em Portugal agradece a todos os Sócios Patrocinadores 9 A categoria de Sócio Patrocinador traz à sua Empresa grandes vantagens. pois caso haja alguma alegação de que cometeram um erro ou omissão. em termos de governo das sociedades. A Alteração ao Código das Sociedades Comerciais acima mencionado. por favor contacte-nos. já dispõem deste instrumento de transferência de risco garantindo o acesso aos seus quadros a ferramentas comparáveis com as que estão à disposição dos seus concorrentes internacionais. que poderão assim concentrar-se a 100% no crescimento das suas organizações. em virtude da crescente pressão para o cumprimento de regras e best practices internacionais de Governo das Sociedades e ultimamente pela ainda recente alteração ao Código das Sociedades Comerciais. tal como definido na lei. ganha por isso uma outra dimensão quando feita em conjunto com a contratação de uma apólice de D&O em paralelo. Sobre este último ponto importa salientar a relevância que apresentam alterações como a inversão do ónus da prova (cabe ao Administrador provar que agiu sem culpa) e também a obrigatoriedade de caucionamento da responsabilidade dos Administradores e Membros do Conselho Fiscal. com um produto especifíco desenvolvido à medida para o mercado Português e que responde aos requesitos impostos pelo Código das Sociedades Comerciais. Este novo produto é sem dúvida um derivado do D&O e por isso ambos têm algumas características que se assemelham. . como inclusivamente pagará uma possível indemnização que venha ser definida judicialmente. a crescente preocupação com o alinhamento das práticas empresariais com a best practices que. possui também um conjunto de diferenças e limitações quando comparado com o tradicional D&O. Por exemplo em termos de capitais seguros. a influência dos parceiros internacionais. fundamentalmente no que respeita à obrigatoriedade de caucionamento da da responsabilidade dos administradores e fiscalizadores. sendo seguida pela generalidade das grandes Empresas Mundiais. Assim. A contratação deste produto (para cumprir com a obrigatoriedade de caucionamento definida na lei). sendo que hoje em dia PMEs. visto que a redacção que o legislador decidiu implementar implicou a necessidade de um produto especifíco que respondesse a esta questão. a partir da viragem do século. No entanto. ainda de dimensão reduzida mas com uma gestão moderna e dinâmica. terão uma equipa que não só os ajudará a preparar a sua defesa. conforme disposto no Artº 396 do Código acima mencionado.Artigo ce numa iniciativa promovida pela CMVM. fez com que o perfil se tenha heterogenizado de forma significativa. tratando-se de um produto concebido exclusivamente com o intuito de substituir a obrigatoriedade de prestar caução. Se desejar tornar-se Sócio Patrocinador ou receber mais informação. não resumindo a sua actividade às fronteiras Portuguesas. é uma referência mundial. a solução que desenvolvemos e apresentámos ao mercado passa pela articulação entre uma apólice D&O que. fruto da nossa posição de clara dominância neste mercado. implicou a necessidade de desenvolvimento de soluções particulares. visto que será possível às empresas nacionais atrair quadros de elevada qualidade. Importa salientar que. A partir de 2006. Este instrumento funciona ainda como um instrumento de atracção de talento. conforme definido na nova redacção do artigo 396º. se em meados dos anos 90 eram as empresas que tinham algum tipo de valores mobiliários cotados na Bolsa de Nova Iorque a preocuparem-se com este tema e a recorreram às soluções apresentadas pelo Mercado Segurador. no caso particular da AIG. o D&O vai normalmente muito mais além dos montantes mínimos fixados na lei. espiríto empreendedor e olhando para o mercado de forma global. as grandes cotadas portuguesas começaram também a comprar esta apólice. eram seguidas internacionalmente e ainda a revisão do Código das Sociedades Comerciais ocorrida esse ano.

We are seeing increasing global competition for investment flows and we need to make sure that international investors understand the unique advantages of the United States. foreign firms account for 10 percent of U. 15 percent of annual research and development in the U.000 universities and colleges in the United States and. Share (%) 15% 10% 5% 0% 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Source: United Nations Conference on Trade and Development. Foreign firms currently employ more than 5 million U.S.79 trillion. in which he reaffirmed the commitment by the United States to promote open investment policies. and addressing business climate concerns by serving as ombudsman in Washington for the international investment community. 1994-2006 30% 25% 20% U. 2007. railway network. or near the top of. In 2005.S.S. “The United States welcomes foreign investment and the jobs and prosperity it creates. and that Portuguese companies are finding it beneficial to establish a more direct presence in the U. Under Secretary Lavin said. Embassy Lisbon U.000. according to the Times Higher Education Supplement.000 employees in the United States. most major indicators on business and investment climate quality (see Figure 2). Siemens (a German company) employs through its U.S. foreign direct investment plays a major role in the U.5 percent of the U. and almost 20 percent of American exports. U. offer many advantages. the U.S. A few months later. number of airports. the average compensation at foreign-owned firms in the United States was more than 30 percent higher than that at private sector firms in the remainder of the U. market. with a per capita income of approximately $45. Analysis of data provided in UNCTAD foreign direct investment database. All of the above are positive indications that the U. Share of Global FDI Inflows. and over the past year there have been some notable Portuguese investments in the United States.S.4 billion in 2006. EDP announced its acquisition of Horizon Wind Energy from Goldman Sachs for over $2 billion. offers the largest and most technologically advanced economy in the world. Over Figure 1.S. As Undersecretary Lavin indicated last year. is open to Portuguese investments. Furthermore. most productive. The systems of regulation and taxation in the United States give foreign investors a high degree of operational freedom. The United States is the world’s largest recipient of FDI ($175.S. accounts for 42 percent of the global consumer goods market. exports. At $1. including the best workforce in the world. The United States. share of global FDI inflows has fallen since 1999 (Figure 1). World Investment Report. Global companies invest in the United States to be closer to their suppliers and customers in a dynamic market.S. workers through their U. support for state governments’ investment promotion efforts. giving foreign investors access to diverse markets around the world. U. six of the top ten universities in the world are in the U.S. almost double that of 10 years earlier).5 million indirect jobs. and most innovative worldwide. both as a key driver of national income and as an important source of innovation. economy. and quantity of Internet hosts. With a population of more than 300 million people.S. Invest in America supports President Bush’s May 2007 statement on open economies. economy. subsidiaries more people in the United States than Microsoft and Nike combined. the U. Commercial Service Dillon Barnerjee does. This trend has reinforced the need for the United States to renew its commitment to open investment and to policies that make the United States attractive to FDI. with 66. capital investment. In August. Commerce Under Secretary for International Trade Frank Lavin announced the creation of the Invest in America initiative to promote foreign direct investment (FDI) to the United States. The American workforce ranks as one of the best educated.S. investing in the United States Senior Commercial Officer. However. the United States consistently ranks at.S.S. In addition. maintains free trade agreements with 15 partner countries.S. On March 7. Efacec announced plans to build a power substation plant near Rincon. For instance.S. U.S.. indeed. In March 2007. November 2007 10 . This program is focused on outreach to foreign governments and investors. the total stock of FDI in the United States in 2006 was equivalent to 13. Brisa signed a concession to develop and operate a highway extension around the city of Denver in Colorado.S. Indeed.” Companies in Portugal have recognized these advantages. affiliates and have created more than 4. There are more than 4. and jobs.S.Análise Why it’s Smart to Invest in America Of the top ten world economies. In introducing the initiative. In addition. Georgia in the southeast corner of the state. the U. the United States has the largest roadway system. gross domestic product.

076 29 24 53 51 31. Although residents of some countries such as China.782 Note: Countries ordered by GDP . Other hesitations pertain to visa requirements and the perceived difficulties involved in attaining travel authorizations to conduct business and administer investments in the U.141 672 177 6 69. Of the 173. Embassy in Lisbon (21-770-2528).S.391 255 2 81.S. provides a strong regime of intellectual property rights protection and enforcement.013 786 889 3 69. 4Ibid.The Economist. CFIUS has the authority under a voluntary review mechanism to review individual FDI transactions to determine their effects.000 patents granted by the U.S. Tthe United States does not in fact maintain a mandatory investment screening body. 11 . the United States has the largest roadway system.371 319 19 139. India. Five of the top ten airports by air cargo volume are in the United States.The World Bank Group.159 4 8 7 5 39.2 percent. investment climate persist around the world. In sum.The Times Higher Education Supplement. the U.543 15 5 31 64 36.International Monetary Fund. The overwhelming majority of FDI in the United States does not necessitate a CFIUS review.024 7. Since 2000. economy also offers foreign investors a first-rate research and development climate. almost 50 percent of the applications originated from a foreign country.394 24 4 12 12 34. boasts some of the largest cultural diasporas in the world.717 261 57 0 18. 56 million Americans have obtained a Bachelor’s degree or higher. and when these assurances are met the transaction is allowed to proceed.4 million tourist and business visas in fiscal year 2006.041 25 27 38 83 27. Statistics from the first half of fiscal year 2007 indicated that volumes continued to grow.708 1.903 630 153 0 20.468 3 3 6 9 39.S. Patent Office in 2006. The world comes to the United States to invest in research and development and to commercialize the results of their creativity. The U. including the busiest cargo airport in the world. and quantity of Internet hosts. make it a smart move to invest in America. the substantial majority of visa applicants in those countries do receive visas. ideas. 6“Pocket World in Figures 2007” . than in any other country in the G-7.S. Over 1.S.506 6 2 20 83 35. The United States is also home to some of the world’s busiest international bulk cargo and container handling ports.523 37 175. Since 2000.Análise FDI Potencial Index (Rank)1 Global Innovation Index (Rank)2 Ease of Doing Business Index (Rank)3 Protecting Investors Index (Rank)4 Per Capita GDT (US$)5 Services Output (US$B)6 Manufacturing Output (US$B)7 Top 100 Universities8 FDI Inflows 2006 (US$M)9 1 1 3 5 44. In that regard.807 1. the United States has been home to more Nobel Laureates in the sciences than all other countries.433 1.870 30 29 83 83 2. As a nation of immigrants. surpassing 2005 volumes. 8The World’s Top 200 Universities . and Brazil may perceive difficulties in obtaining visas to the United States.016 70 40 122 64 5. Where CFIUS reviews have been conducted. 1 Inward FDI Potencial Index 2003 to 2005 . and remains committed to affording all foreign investors fair and equitable treatment.181 2. between 1992 and 2006.S. These conditions. 7Ibid. Current Prices” . together with the other advantages outlined above. Those who have visited the U. can also attest to the outstanding infrastructure that the country offers to its residents and businesses. risk mitigation assurances are requested for only a few transactions per year. On average. the Department of State issued over 3. products.920 894 4 -6. The Invest in America program seeks to capitalize and build upon the United States’ reputation for being a friendly and hospitable country where many foreigners live and invest. the country’s highly trained and educated workforce has helped maintain an average annual business productivity rate of approximately 3.S. and investment. American labor productivity in manufacturing has grown faster in the U. Of the top ten world economies.S.791 1. 2World Business/INSEAD 2007. In fact.1 million nonimmigrant visas were issued in 2006 for these three countries alone – almost 19 percent of all nonimmigrant visas issued worldwide last year. 3Doing Business 2008 . the United States benefits from being an economy open to people. For more information on the Invest in America program. on national security. 9UNCTAD FDI Database 2006. railway network.S. the U. feel free to contact the U. Commercial Service of the U.729 495 3 42. number of airports. 5World Economic Outlook Database “2006 GDP per Capita.630 1. if any. particularly those related to the level of scrutiny proposed investments must withstand as part of the Committee on Foreign Investment in the United States (CFIUS) mandate.UNCTAD.045 295 0 39. Some misperceptions about the U.

pense-se. No período 2005/2006. por efeito destas reformas. mais fácil. reduzindo significativamente os custos para os agentes económicos. passou a ser possível criar sociedades num único balcão nas conservatórias de registo comercial. com redução de preços.). e nos projectos “Balcão Divórcio com Partilha” e “Balcão das Heranças”. 82. As nossas reformas têm sido analisadas pelo Banco Mundial. o Governo elegeu como prioritária a preocupação em proporcionar.mj. Iniciar uma empresa (Registo comercial) Desde 14 de Julho de 2005.org/documents/FullReport/2008/DB08_Full_Report. pagar impostos. a actividade empresarial. nacional ou estrangeiro. de pouco mais de 40 minutos e já cerca de 71% das sociedades criadas em Portugal são “Empresas na Hora”. celeridade e diminuição de custos administrativos inerentes ao ciclo de vida das empresas e.pt/ publicacoes. comércio internacional. cumprir contratos e encerrar empresas. 2008. Eliminou-se a larga maioria dos livros da escrituração mercantil das empresas. bastando dois actos de registo. na nossa economia. “Doing Business in 2008” in http://www. ao delinear a estratégia de reforma da justiça para os quatro anos seguintes. por exemplo.000). as certidões.org/documents/FullReport/2008/DB08_Full_Report. Eliminou-se a obrigatoriedade de actos desnecessários (cerca de 500. para 37.gov. Esta prestação valeu a inclusão de Portugal no restrito grupo de 21 países elegíveis como “top reformers”. Desde 1 de Janeiro de 2006 que os actos da vida das empresas deixaram de ser publicados na III série do Diário da República. mais barata e mais segura (Empresa na Hora). 9. entre muitos outros. no web site www.org/documents/FullReport/2008/DB08_Full_Report. em papel.org/documents/FullReport/2008/DB08_Full_Report. um número considerável de reformas encetadas nestes já três anos de Governo visaram.pdf. na perspectiva da sua utilidade em melhorar a actividade empresarial em 10 áreas fundamentais: iniciar uma empresa. 2008. 2007. mostrar um pouco mais do que foi feito e do que se pensa fazer nessas áreas.doingbusiness. O tempo médio para a constituição de uma sociedade comercial através da “Empresa na Hora” é. em muitas situações. consequentemente. que variava conforme os emolumentos pessoais.º.doingbusiness. Reduziu-se e clarificou-se muitos dos custos da prática dos actos da vida das empresas. No período 2006/2007 um número significativo das reformas lideradas pelo Ministério da Justiça viu o seu mérito reconhecido em 6 das 10 áreas fundamentais analisadas. Estima-se que as empresas poupem 15 a 17M€/ano. de 45.º no relatório de 20084.How to Reform” in http://www. em larga medida. etc. pagar impostos. registo de propriedades. em vez de um preço fixado ad hoc. no projecto “Nascer Cidadão”. contribuindo para a simplificação. 6.800 actos de registo comercial on-line. Tornaram-se as fusões e cisões mais fáceis e baratas. Mundial. cidadãos e empresas.Dossier . Mundial. obter alvarás. contratar funBanco Banco Banco 4 Banco 1 2 3 Alberto Bernardes Costa Ministro da Justiça cionários. de 2005 a 2008 foram abordadas pelo Banco Mundial.doingbusiness. Em 30 de Junho de 2006 operou-se uma grande alteração no registo comercial. passando a ser publicados por forma electrónica e automática. pag. a simplificação de procedimentos e processos e a disponibilização de serviços de justiça através da Internet. simultaneamente. passando-se a prever. “Doing Business in 2007 .pdf. as publicações e as inscrições subsequentes no ficheiro central de pessoas colectivas. Em 2005. foi reconhecido o nosso esforço em acelerar e simplificar os procedimentos administrativos para iniciar uma empresa. e uma justiça com uma gestão de meios mais racional. Até agora. obter crédito. já foram publicados mais de 818. proteger o investidor. no projecto “Associação na Hora”. 6. ela própria geradora e promotora de eficiência económica. “Doing Business in 2007 . pois todos os livros precisavam de ser legalizados. pois. pag. preços de valor único e fixo. Até Janeiro de 2008 foram solicitados mais de 6. registo de propriedades. Apesar de muitas das reformas efectuadas terem como único destinatários as pessoas. cumprir contratos e encerrar empresas. nos seus relatórios anuais intitulados “Doing Business”. A Empresa na Hora permitiu o reconhecimento de Portugal como o maior reformador nesta matéria1. proteger o investidor.2 A posição de Portugal no ranking do Banco Mundial subiu. um dos quais por depósito.How to Reform” in http://www. hoje. e três publicações em site Mundial.A Justiça em Portugal De entrave a suporte: reformas da justiça promotoras do investimento em Portugal Desde 10 de Julho de 2007 que a generalidade dos actos de registo comercial passou a poder ser praticada e paga pela Internet (alterações de estatutos. uma justiça mais útil a todos. pag. Importa. nomeadamente: iniciar uma empresa. no relatório de 20063.pdf.000 actos por esta via. “Doing Business in 2008” in http://www. pag. o que custava cerca de 14€ por cada livro. 12 . Mas nem todas as reformas em matérias da competência exclusiva ou principal do Ministério da Justiça.doingbusiness.pdf. Mundial. As vias preferenciais do desenvolvimento dos objectivos desta reforma foram a disponibilização de serviços de justiça integrados em balcão único. de forma mais rápida. melhorando as condições contextuais para um maior investimento. 2007.

pt para enviar por uma única vez a informação necessária ao exercício das preferências legais por diferentes entidades públicas.pt. Até Janeiro de 2008 foram solicitados mais de 6. a partir do dia 17 de Abril de 2008. é possível. os advogados. no mesmo sítio. etc. os preços para a prática destes actos nas conservatórias desceram entre 28% e 60%. em atendimento presencial único e sem deslocações a vários serviços de registo. a eliminação de documentos desnecessários.pt. a definição clara e transparente dos preços dos actos de registo.800 actos de registo comercial on-line. pagar os impostos. a criação da certidão on-line do registo predial. É agora possível. a informação constante de uma certidão do registo comercial permanentemente actualizada passou a estar disponível para quem subscreva este serviço. por exemplo.pt. Basta aceder ao sítio www. Desde 24 de Setembro de 2007. a eliminação da competência territorial das conservatórias do registo predial. nomeadamente. Já em 17 de Abril de 2008 este serviço passou a ser disponibilizado. Por fim. Desde 1 de Janeiro de 2007 que foi eliminada a competência territorial das conservatórias de registo comercial.9 “Empresas on-line”). No que concerne especificamente à pro-priedade intelectual. igualmente. fiscal e estatística pelas empresas ao Ministério da Justiça. e. a eliminação de actos de registo desnecessários. Este serviço funciona já em oito locais e vai ser gradualmente expandido a outras zonas do território nacional. a “Sucursal na Hora”. fazer o registo da aquisição e de hipoteca.000 “Certidões Permanentes”. unificando num único preço todos os actos de registo necessários. a apresentação de uma certidão em papel. dos notários e dos solicitadores. E. Eliminou-se a obrigatoriedade de celebração de escrituras públicas para a realização de actos da vida das empresas e.inpi. certidões de outras conservatórias e serviços da administração pública. Prestação de contas Embora não seja um serviço apenas do Ministério da Justiça. permanentemente actualizada. desde 22 de Dezembro de 2006. pedir a alteração da morada fiscal e pedir a isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis. Esta medida permite a criação imediata de representações permanentes em Portugal de entidades estrangeiras. eliminando-se várias deslocações e emissão de certidões negativas do exercício do direito de preferência. uma nova forma de entrega electrónica e totalmente desmaterializada de informações de natureza contabilística. independentemente da conservatória da sede da sociedade em causa.empresaonline. Desde 24 de Julho de 2007 que é possível tratar de todas as formalidades relativas à compra de uma casa num único ponto de atendimento.casapronta. por fim. Desde 10 de Julho de 2007 que a generalidade dos actos de registo comercial passou a poder ser praticada e paga pela Internet (alterações de estatutos. eliminou-se o duplo controlo da legalidade. de forma mais barata. em inglês e em português. os municípios. sem necessidade de deslocações físicas. no mesmo dia. assim.). designadamente. nomeadamente. Desde 20 de Dezembro de 2006 passou a ser possível solicitar e pagar actos de registo comercial de unificação e cessão de quotas e alterações de órgãos sociais através da Internet. Assim. Como consequência. Passou. a todas as entidades públicas ou privadas que o recebam. pagar os emolumentos e proceder ao suprimento de deficiências do processo de registo através da Internet. desde 2007. mais de 65% dos pedidos de patente foram apresentados on-line.inpi. qualquer pedido de registo relativo a uma marca. (em Abril de 2008. Qualquer cidadão ou empresa passou a poder praticar qualquer acto de registo comercial em qualquer conservatória do registo comercial do território nacional. simultaneamente. sem necessidade de deslocações físicas. em www. No que concerne a alterações ao registo predial foram já aprovadas em Conselho de Ministros de 30 de Abril várias alterações que entrarão em vigor até 2009. Foi também prevista a criação do atendimento personalizado “Operações especiais de registos” destinado a utentes que dele necessitem devido ao volume e complexidade dos pedidos de registo e operações imobiliárias que pretendam realizar. em especial. Outras alterações previstas para o registo predial e que vão ter também um impacto positivo para a vida das empresas são: a criação da obrigação directa de registo predial após a realização do negócio. à Ad- 13 . das câmaras de comércio e indústria. dos advogados. entre outros actos. Este projecto já está disponível em 19 conservatórias do País e será brevemente alargado ao restante território nacional.000 escrituras por ano). em www. como. passou a ser possível constituir sociedades através da Internet.pt.A Justiça em Portugal web por via electrónica. estando vedado. efectuado pelo notário e pelo conservador do registo (esta medida poupou aos agentes económicos o custo inerente a cerca de 65. Em Abril de 2008. Até Abril de 2008. Em 2007 foram emitidas mais de 594. celebrar o contrato de compra e venda ou de hipoteca de um imóvel. obrigando qualquer entidade pública ou privada a consultar o site em vez de solicitar uma certidão em papel. a Informação Empresarial Simplificada (IES) constitui. mediante a atribuição de um código de acesso. com o mesmo valor jurídico. junto das conservatórias públicas. Entre as mais importantes encontramse: a criação de balcões únicos em 5 entidades para a prática de actos relativos a imóveis junto das conservatórias/ serviços de registo.Dossier . os solicitadores e as câmaras de comércio e indústria a poder autenticar documentos e reconhecer presencialmente assinaturas (por exemplo. sem necessidade de deslocações físicas. mais de 91% dos pedidos de registo de marca foram efectuados através da Internet. A entrega do código de acesso à Certidão Permanente substitui. a disponibilização do registo predial on-line passando a ser possível pedir o registo. igualmente. passou a ser possível solicitar e pagar através da Internet. para fazer uma procuração para adquirir um imóvel ou reconhecer assinaturas num contratopromessa de compra e venda de um imóvel). em www. com reduções de preço. de forma mais barata. relacionados com heranças e renovação de registos de acções. exigir uma certidão de registo comercial em papel. às Finanças e à Segurança Social. no sítio www. foram já criadas por dia 6. foi criada. Registo de propriedade (registo predial e de propriedade intelectual) Em 30 de Junho de 2006 passaram as conservatórias.empresaonline. a ser disponibilizado on-line o serviço “Certidão Permanente” de registo comercial. também. para todos os efeitos. apresentar e pagar através da Internet pedidos de registo de invenções nacionais (patentes e modelos de utilidade).

criando uma lista pública disponibilizada na Internet com dados sobre execuções frustradas. passou a ser facultativa a celebração de escritura pública nos casos de dissolução da sociedade por deliberação dos sócios. Com a IES o mercado português ficou mais transparente e competitivo pois o universo de empresas com contas anuais registadas cresceu quase quatro vezes (de 80. Estabeleceram-se. A “Desmaterialização das Injun- ções” permite tornar mais simples. mais rápida. significativamente o número de recursos intercalares interpostos e. O nosso objectivo foi o de. e evitar acções judiciais desnecessárias. todo o processo. assim. a sociedade não tenha procedido ao depósito dos documentos de prestação de contas e. facilitando. possibilitar fazê-lo de uma forma mais célere e mais eficaz. agora. que tenham terminado. de forma célere e simplificada. Também quanto aos recursos em processo civil foi implementada uma reforma em 2007 que visa a racionalização dos procedimentos de recurso.A Justiça em Portugal ministração Fiscal. em especial na área da justiça. ou seja. cumulativamente. sendo criado um procedimento administrativo da competência das conservatórias que entrou em vigor também em 30 de Junho de 2006 (por exemplo.000 em 2006. Em 2007 foram entregues cerca de 405. Iremos continuar a melhorar a gestão electrónica de processos nas conservatórias e nos tribunais. Também já em 2008 foram aprovadas pela Assembleia da República as propostas do Governo para tornar as execuções mais simples. Com a IES. com eliminação de formalidades desnecessárias e reservando a intervenção do juiz para as situações em que exista efectivamente um conflito ou em que a relevância da questão o determine. ao Instituto Nacional de Estatística e ao Banco de Portugal. causas de dissolução oficiosa de sociedades (por iniciativa do Estado). Iremos continuar a privilegiar a comunicação electrónica entre serviços da administração pública. sem esquecer a necessária formação adequada de todos os operadores. menores custos. Foi neste sentido que se possibilitou a entrega. A política do Ministério desde 2005 tem sido a de concentrar e melhorar os serviços. não nos deixa totalmente satisfeitos. Em dois meses de funcionamento cerca de 94% das injunções foram iniciadas através da Internet sem qualquer envio de papel. num só momento. Já em Março de 2008 foi criado o Balcão Nacional de Injunções e foi totalmente informatizado o procedimento de injunção. um título executivo. Todo este esforço tem obtido resultados muito bons na redução de formalidades e dos custos administrativos indirectos e directos para as empresas. quando. Iremos continuar a consolidar os meios alternativos de resolução de litígios de modo a descongestionar os tribunais e a providenciar uma justiça mais próxima de todos e mais participada. o pagamento e a tramitação de forma electrónica do procedimento de injunção. maior rapidez. quer pelo Banco Mundial. diminuindo. simplificar procedimentos e disponibilizar serviços on-line. maior acesso.Dossier . A injunção é um dos títulos executivos mais frequentemente utilizado. e continuar a promover a disponibilização de informação às empresas e ao cidadão também por via electrónica. a diminuição da duração global do processo. quase imediatamente disponíveis a todos em qualquer parte do mundo. as empresas passaram a cumprir quatro obrigações perante quatro entidades públicas diferentes através da Internet. Iremos continuar a contribuir para diminuir o peso dos custos burocráticos da justiça no orçamento familiar e no orçamento das empresas. o lema das reformas na justiça ao serviço dos cidadãos e das empresas. mais barata e mais transparente a fase inicial da cobrança de dívidas (a obtenção de um título executivo). através da Internet. alargando a possibilidade de desempenho dessas funções a advogados. durante dois anos consecutivos. 14 . permitindo que o exequente possa substituir livremente o agente de execução. A injunção é uma providência que permite que o credor de uma dívida obtenha. se tenha verificado a omissão de entrega da declaração fiscal de rendimentos). O futuro da Justiça e a promoção do investimento em Portugal A Justiça está a fazer a sua parte para promover o investimento em Portugal. para mais de 310. igualmente. ficam. por inexistência de bens penhoráveis. sem prejuízo de formação adequada e introduzindo a possibilidade de utilização da arbitragem institucionalizada na acção executiva. desde que: se verifique deliberação unânime dos sócios e haja uma declaração dos sócios de que a sociedade não tem activo nem passivo a liquidar. Também desde 30 de Junho de 2006. Queremos que na vida das empresas se sinta a mudança de mentalidade que estas reformas trazem e que continuarão a promover. Com esta agilização da acção executiva prevê-se fechar o ciclo da simplificação. Encerrar empresas Desde 30 de Junho de 2006.000. em 2007) e as contas anuais registadas pelas empresas. Maior simplicidade. assim. Mas o reconhecimento do sucesso. Cumprir contratos Desde 16 de Outubro de 2006 existem quatro tribunais-piloto – dois perto de Lisboa e dois no Porto – que aplicam regras de processo civil simplificadas (Regime Processual Civil Experimental) seguindo um modelo de simplificação processual já testado em outros países com ganhos substanciais de rapidez na elaboração das decisões. cada vez que se cobra uma dívida utilizando o sistema judicial. foi disponibilizada uma modalidade de “dissolução e liquidação na hora” de sociedades. sem necessidade de promover uma acção declarativa num tribunal. Este é o nosso lema. que demoravam meses a ser disponibilizadas aos investidores. promover a celeridade e eficácia das execuções. aproveitando todas as potencialidades das tecnologias de informação e comunicação para a simplificação e a automatização dos processos. informatização e aceleração de todo o processo de cobrança judicial de dívidas. quer por outras instituições internacionais.000 IES.

todos eles fizeram melhorias na facilidade para fazer negócios. conclui Doing Business 2008 – o quinto de uma série anual publicada pelo Banco Mundial e pela Corporação Financeira Internacional (IFC). O novo código comercial também moderniza o processo de registro de empresas. Portugal também diminuiu a taxa municipal de imposto sobre as empresas. os outros principais 10 reformadores são (por ordem) a Croácia. Índia. Os rankings mais altos na facilidade para fazer negócios estão associados com percentagens mais elevadas de mulheres entre empresários e empregados. ocupa a 17. autor principal do relatório. Arábia Saudita e Tunísia. aumentaram o acesso ao crédito. reformando em cinco das 10 áreas estudadas pelo Doing Business. Este processo reduziu o tempo para registro de propriedade de 81 para 42 dias. Vários países da região até ultrapassaram muitas economias da Europa Ocidental nesta classifição. reduziram a carga fiscal e aceleraram o comércio ao mesmo tempo que reduziram os custos. Na liderança das reformas no sul da África figuram também Madagáscar e Moçambique. República Checa. “O relatório conclui que os dividendos do investimento são mais altos nos países que estão reformando. “As mulheres enfrentam. Guatemala. Entre os países que mais reformas fez está Portugal que estabeleceu um processo rápido de liquidação voluntária para empresas comerciais. Este ano. te cooperem e permitem a submissão de testemunhos por escrito. Burkina Faso. estão a ser lançados mais negócios. tornando o uso de notários facultativo. sem que quase metade dos países tivesse introduzido uma única reforma. Reduzindo o onús administrativo. um empresário pode agora fechar a sua empresas no registro comercial. Em África. as Ilhas Maurícias lideram as classificações de África no domínio da facilidade para fazer negócios. a Europa de Leste e a Ásia Central ultrapassaram o Extremo Oriente na facilidade para se fazer negócios. vice-presidente do desenvolvimento do sector financeiro e privado da IFC/Banco Mundial. independentemente do seu ponto de partida”. Houve ainda onze países que fizeram três ou mais reformas: Arménia. China e Bulgária. com melhorias em 6 das 10 áreas estudadas por Doing Business. afirmou Simeon Djankov. Portugal introduziu regras mais simples para a execução de dívidas de montantes pequenos. Como parte do processo de modernização da adminsitração do governo português. Croácia. à medida que os governos simplificaram as regulações para o exercício da actividade económica. intensificaram a protecção ao investidor. surgindo também como o país com mais reformas da região. “A Europa de Leste tem assistido a uma explosão na entrada de novos negócios. Butão. com frequência. A China destacou-se no Extremo Oriente.A Justiça em Portugal Doing Business 2008 by Banco Mundial Rita Ramalho Economista co-autora do Estudo Doing Business 2008 publicado pelo Banco Mundial Entre os países que mais reformas fez está Portugal que estabeleceu um processo rápido de liquidação voluntária para empresas comerciais. foram introduzidas 200 reformas – em 98 economias – entre Abril de 2006 e Junho de 2007. acrescentou o Sr. “Uma reforma reguladora mais extensa traz grandes benefícios sobretudo para as mulheres”. obrigando-as a enveredar pelo sector informal. regulações que podem pretender protegê-las mas que têm um efeito contraproducente. A América Latina e o Extremo Oriente estão no fim da lista dos reformadores. Adicionalmente. O Egipto melhorou muito a sua posição nos rankings. Em consequência destas reformas. Colómbia. Honduras. alcançando a posição 37 entre 178 economias. o Gana e o Quénia lideraram as reformas. Portugal. A Georgia e a Letónia também estão entre os 25 melhores. Este ano. Ocupando a 27ª posição no ranking global. onde gozam de pouca segurança de emprego e de reduzidos benefícios sociais”. Portugal subiu 5 posições no ranking de facilidade para fazer negócios. “Os investidores procuram potencial para lucros e encontram-no em economias que estão reformando. Turquia e Vietname. Reformas no Médio Oriente e no Norte de África estão ganhando impulso. Na República Democrática do Congo. Os grandes mercados emergentes estão reformando com mais rapidez: China.” afirmou Michael Klein. De uma forma geral. o aumento de juizes specializados em casos comerciais deverá melhorar o funcionamento dos tribunais. Egipto. afirmou Caralee McLiesh. incentivam a que as par- 15 . incluindo a China e a Índia. Macedónia. as reformas foram desiguais no resto da região. onde as mulheres precisam da autorização dos maridos Graças à reforma da regulação que rege a actividade económica. competindo com o rápido crescimento da Ásia Oriental no passado”. com a execução de uma lei muito abrangente sobre direitos de propriedade privada e uma nova lei sobre falências.ª posição no ranking dos países que oferecem a maior facilidade para negócios. Singapura comanda os rankings agregados relativamente à facilidade de negócios. O tempo para criar uma empresa diminuiu em quase 3 meses. Países da Europa de Leste e a antiga União Soviética foram os grandes reformadores em 2006/07 – a par de um grande grupo de mercados emergentes. Ilhas Maurícias. A Estónia. Ao todo. o registro predial em Lisboa tem vindo a ser computarizado. Indonésia. Bulgária e Hungria estão entre os principais reformadores da região. lideradas pelo Egipto. eliminam procedimentos desnecessários. Quénia. Georgia. Klein. Arábia Saudita. o Egipto está no topo da lista de reformadores tornando mais fácil fazer negócios. Macedónia. Os reformadores tornaram mais fácil começar um negócio. Moçambique. uma das autoras do relatório.Dossier . Moçambique substituiu o antigo código comercial de 1888 com um novo diploma que introduz novas regras de governancia corporativa e fortalece os direitos dos accionistas minoritários. Pelo segundo ano consecutivo. acrescentou. Gana. Tunísia e Uzbequistão. o país onde existe o clima mais favorável para negócios de todo o antigo bloco socialista. reforçaram os direitos de propriedade. Georgia. “Os resultados demonstram que. mais empresários se lançam em negócios”. Para além do Egipto. As novas regras permitem que o tribunal decida sobre um número elevado de casos tendo por base um caso do mesmo género.

China Botsuana Mongólia Itália São Vicente e Granadinas Eslovénia República Checa Turquia Peru Belize Maldivas Samoa Vanuatu Jamaica São Cristóvão e Névis Panamá Colômbia Trinidad e Tobago Emirados Árabes Unidos El salvador Granada Cazaquistão Quênia Kiribati Polónia Macedónia Paquistão Dominica Brunei Ilhas Salomão Jordânia Montenegro Palau China Papua Nova Guiné Líbano Sérvia Gana Tunísia Ilhas Marshall 2008 Classificação 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 Economia Seicheles Vietname Moldávia Nicarágua República Quirguistão Suazilândia Azerbeijão Croácia Uruguai República Dominicana Grécia Sri Lanka Etiópia Paraguai Guiana Bósnia-Herzegovina Rússia Bangladesh Nigéria Argentina Bielo-Rússia Nepal Micronésia Iêmen Guatemala Costa Rica Zâmbia Gaza e Cisjordânia Uganda Butão Índia Honduras Brasil Indónesia Lesoto Argélia Egipto Malauí Equador Marrocos Tanzânia Gâmbia Cabo Verde Filipinas Moçambique 2008 Classificação 135 136 137 138 139 140 141 142 143 144 145 146 147 148 149 150 151 152 153 154 155 156 157 158 159 160 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 171 172 173 174 175 176 177 178 Economia Irão Albânia Síria Uzbequistão Ucrânia Bolívia Iraque Suriname Sudão Gabão Camboja Dijibuti Comores Haiti Madagascar Ruanda Benin Zimbábue Tadjiquistão Camarões Costa do Marfim Togo Mauritânia Mali Afeganistão Serra Leoa Burkina Faso Senegal São Tomé e Princípe Laos Guiné Equatorial Guiné Angola Timor-Leste Níger Libéria Eritréia Venezuela Chade Burundi Congo Guiné-Bissau República Centro Africana República Democrática do Congo Nota: As classificações para todas as economias são medidas em relação a Junho de 2007 e registadas nas tabelas de Países. Geórgia. Os 10 maiores reformadores em 2006/2007 Economia Egipto Croácia Gana Macedónia Geórgia Colômbia Arábia Saudita Quénia China Bulgária Abertura de empresas ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ Obtenção de alvarás ✓ Contatação de funcionários Registo de propriedades ✓ ✓ ✓ ✓ Obtenção de crédito ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ Protecção ao investidor Pagamento de impostos Comércio internacional ✓ ✓ ✓ ✓ Cumprimento de contratos Fechamento de empresas ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ Nota: As economias são classificadas pelo número de reformas e seu impacto. As 25 melhores (em ordem) são Singapura. só detêm 18% das pequenas empresas. mais alta a classificação como reformadora. Primeiro Doing Business selecciona as economias que realizaram reformas em 3 ou mais dos seus tópicos. Finlândia. Tabela 2. as mulheres controlam mais de 41% das pequenas empresas.A Justiça em Portugal para começarem um negócio. volatilidade da moeda. As classificações não refletem áreas como política macroeconômica. classifica essas economias pelo aumento na classificação em facilidade de fazer negócios em relação ao ano anterior. Noruega. Suíça. Reino Unido. tributação e fechamento de negócios. Fonte: The World Bank-IFC Doing Business Project Tabela 1. Doing Business 2008 faz o ranking de 178 economias no que toca à facilidade de fazer negócios. Quanto maior a melhoria. Fonte: Banco de dados de Doing Business. qualidade da infra-estrutura. Fonte: Banco de dados Doing Business. china Dinarmarca Reino Unido Canadá Irlanda Austrália Islândia Noruega Japão Finlândia Suécia Tailândia Suíça Estónia Geórgia Bélgica Alemanha Holanda Letónia Arábia Saudita Malásia Áustria Lituânia Maurícia Porto Rico Israel Coreia França Eslováquia Chile Santa Lúcia África do Sul Fiji Portugal Espanha Arménia Kuwait Antígua e Barbuda Luxemburgo Namíbia México Hungria 2008 Classificação 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 Economia Bulgária Tonga Roménia Omã Taiwan. Irlanda. Estônia. Estados Unidos. percepções dos investidores ou taxas de criminalidade. Hong Kong (China). Dinamarca. onde não existem esses regulamentos. As classificações em facilidade para se fazer negócios são a média das classificações do país nos 10 tópicos cobertos por Doing Business 2008. Suécia. Classificações em facilidade para se fazer negócios 2008 Classificação 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 Economia Singapura Nova Zelândia Estados Unidos Hong Kong. Canadá. operação. Tailândia. As classificações baseiam-se em 10 indicadores de regulamentação de negócios que medem o tempo e custo para atender aos requisitos governamentais para início. Holanda. 16 . Malásia e Áustria. Islândia. Arábia Saudita. Segundo.Dossier . Veja detalhes para se fazer negócios. Nova Zelândia. Bélgica. Alemanha. No vizinho Ruanda. comercialização. Japão. Austrália. Desde 2003 Doing Business inspirou ou informou mais de 113 reformas em âmbito mundial. Letônia.

Esses estudos revelam que esse impacto existe. Nomeadamente.0 76.8 35. Assim. em Portugal.A Justiça em Portugal As linhas gerais do Sistema Judicial Português. a sua morosidade e complexidade está na origem de custos demasiado elevados. que serão diferentes das que seriam tomadas na presença de um sistema eficaz. o custo de oportunidade da ilegalidade é relativamente baixo.420 2. porque promove o relacionamento seguro entre os agentes económicos. pré-requisitos para o correcto funcionamento do mercado. a economia informal representa perto de 20% do total produzido no país. a incapacidade de garantir correctamente o seu cumprimento compromete a sua eficácia. Antunes. ou que o foram em condições menos favoráveis. Onde é difícil garantir o cumprimento da lei.030 19.2 13.0 15. o PIB per capita de Portugal poderia ser maior. a realidade económica tem evoluído rapidamente. António e Tiago Calvacanti. “Custos de legalização. O Banco Mundial tem desenvolvido um conjunto de projectos de investigação sobre o impacto do funcionamento da instituição judicial no nível de crescimento e desenvolvimento económico dos países.8 10. onde a informação a este respeito é escassa. Tabela 1: Sector informal em Portugal (2006) Sector informal (% do rendimento per capita oficial) Dinamarca Canadá Alemanha França EUA Bélgica Portugal Espanha Itália Argentina Brasil Perú Nigéria 9.320 25. Esses estudos revelam que esse impacto existe.600 24. Este é um valor elevado tendo em conta o observado nos restantes países desenvolvi- Costa. o sistema mantém-se globalmente obsoleto e incapaz de dar respostas às solicitações. Célia e Armando Pinheiro. em Portugal. Não é fácil quantificar o impacto da ineficiência no sistema judicial no PIB de uma economia. “A justiça e o seu impacte sobre as empresas portuguesas”.510 10. Não estando em causa a existência de leis justas. Numa segunda fase. A eficiência do sistema judicial e os possíveis efeitos na actividade económica Está demonstrado que o funcionamento eficaz das instituições é condição necessária para a eficiência de uma economia de mercado. Donde.8 13. Em particular.600 14.4 14.3 22. e concretamente em Portugal.390 310 Fonte: Antunes e Calvacanti (2006). a complexidade processual. importa analisar se as barreiras decorrentes de um sistema judicial ineficiente (também) são explicação para uma economia portuguesa com evolução mais lenta que as suas congéneres europeias. Porque é urgente a reforma? A consciência desta problemática tem levado ao surgimento de alguns estudos que pretendem fazer uma aproximação quantitativa ao problema. A qualidade do quadro legal. 17 . evitam-se algumas áreas de negócio.0 21. a eficácia do sistema judicial é de especial relevância. tal como nos restantes países da Europa. Antunes e Calvacanti (2006)2 defendem que. Sabe-se que esse impacto passa por investimentos que deixaram de ser feitos. cumprimento de contratos e o sector informal”. e em especial a garantia de que será aplicado. atingido níveis de sofisticação elevados. proliferando as práticas de aproveitamento das falhas do sistema. até ao próprio efeito de proliferação da corrupção. Apesar de algumas medidas no sentido de desburocratizar e maior facilidade dos procedimentos. fazendo surgir uma economia informal. é importante para assegurar os direitos de propriedade e o cumprimento dos contractos efectuados. o PIB per capita de Portugal poderia ser maior.1 22. A ciência económica já deu como provado que as falhas do sistema judicial contribuem para a inibição do crescimento económico de um país relativamente a outros. 1 2 De que forma Portugal é afectado pelo seu sistema judicial? Em Portugal é relativamente consensual nos vários sectores da sociedade que o sistema judicial funciona de forma ineficiente. Boletim Económico do Banco de Portugal (Primavera 2006).710 7. Numa primeira fase.000 19. garantindo a possibilidade de existência de transacções. De facto.Dossier .60 4. e que se não fosse por um incorrecto funcionamento do sistema. que é um efeito vulgar quando na presença de um sistema que cria barreiras às decisões.350 23. (2002).0 60. Esta instituição já reuniu um conjunto de evidências que demonstram que esse impacto é significativo. e nesse sentido tem promovido o financiamento e desenvolvimento de sistemas judiciais eficientes por todo o mundo. porque é a garantia da não ingerência do poder público na actividade das empresas. muito provavelmente irá introduzir enviesamentos na tomada de decisões.4 26. A consciência desta problemática tem levado ao surgimento de alguns estudos que pretendem fazer uma aproximação quantitativa ao problema. um estudo de Costa e Pinheiro (2002)1 demonstra que os empresários portugueses são sensíveis a algumas falhas do funcionamento dos tribunais e isso afecta as suas decisões.0 Rendimento per capita oficial (em USD de 1999) 32. ainda que racionais do ponto de vista económico. Embora os tribunais sejam considerados imparciais. Banco de Portugal. dá-se espaço ao surgimento de comportamentos oportunistas e acordos pouco vantajosos entre as partes. Daqui decorre que a falta de confiança no sistema judicial será incorporada nas decisões dos agentes económicos e.480 30. em tudo o resto semelhantes. e que se não fosse por um incorrecto funcionamento do sistema. propiciase a proliferação da economia paralela. que não têm encontrado resposta nas práticas ainda obsoletas do sistema judicial.

já que o crescimento económico está fortemente correlacionado com alguns indicadores de funcionamento do sistema judicial.3 99.0 100. procurar-se-á aligeirar os procedimentos.4 60.9 72. da e Alemanha. a reforma faz-se procedendo à alocação de mais recursos ao sistema. O Banco Mundial analisa anualmente em termos comparativos o desempenho institucional de várias economias.1 72. Os mesmos autores demonstram no seu estudo que a dimensão do sector informal pode ser explicada por diferenças de custos de operação no sector formal e pela capacidade de as autoridades fazerem cumprir os contratos de crédito.5 81.8 92. de Corrupção (2006) PIB pc (PPP UE27=100) 160 Correl: 78% 140 120 IT ES RCH PT PL HU Controlo Corrupção 70. Deste estudo decorre que a área legal seria aquela onde.0 90.3 87.0 86. Assim. na rubrica de cumprimento da lei. Não será esta reforma a mais crucial para alterar alguns constrangimentos estruturais da economia. e leva a que se evitem colocar os investimentos todos no mesmo cesto. que é prioritária uma reforma do Sistema JudiCumprimento da Lei 2002 93. há que entender as suas razões. na sua perspectiva afectam a competitividade de um país e a sua capacidade de atracção de investimento.7 88.0 100.9 66. avaliando um conjunto de parâmetros que. Importa pois olhar para o sistema judicial português para tentar perceber qual a melhor linha de abordagem que poderá promover a “eficiência judicial”.9 92.A Justiça em Portugal dos.2 64.3 83.7 92.2 82.1 82.0 60. o mau funcionamento do sistema judicial constitui um factor de incerteza e risco. Assim. aproximando-se mais da referência dos países em desenvolvimento.0 90. punindo o incumprimento de forma eficaz.0 100. “Institutions and economic growth in Portugal: a quantitative exploration”. De acordo com esta ideia.2 86. Uma reforma possível. 3 Tavares.2 84.8 73.0 91. há que tomar medidas que visem libertar o sistema desse excesso de processos. entendese uma maior celeridade nas decisões. Para além disso.3 Controlo de Corrupção 2002 93. tendo perdido posição relativamente a 2004 e 2002.0 70. Daqui decorre que as possibilidades de produção são diferentes se os custos de produção forem diferentes.0 97. A necessidade da reforma do sistema judicial É consensual na opinião pública. também de acordo com o Banco Mundial.0 89.5 positivo tendo em consideração que não será uma reforma que exija um grande esforço. Portuguese Economic Journal (2004). Finlândia. Portugal fica atrás de países como a Irlanda.1 89. confirma a existência de uma correlação entre o nível de funcionamento do sistema judicial e o crescimento económico.2 87.5 66.Dossier .6 79.0 86. com um relativo pequeno esforço. Apesar da alegada falta de recursos relativamente ao número de processos. ou outros) afectos ao funcionamento do Gráfico 2: PIB per capita vs índice de Cont.3 81. Fonte: Governance Matters. World Bank. impedindo um elevado grau de especialização e afectando negativamente a produtividade. e da forma que o sistema condiciona negativamente a actividade económica.7 71. e dar-lhes incentivos. que tornam a estrutura pesada e lenta.0 2006 94.8 75. é acreditar que o seu mau funcionamento tem a ver com a falta de empenhamento (de produtividade) dos profissionais envolvidos.7 67. No entanto. IR HOL FI FR AL IR HOL AL FI 100 80 60 40 20 50.8 98. E.8 97. Nesse caso.0 FR 60.0 Fonte: Eurostat. Um outro estudo. Uma segunda escola de pensamento. World Bank. Neste caso. nomeadamente no que respeita ao cumprimento da lei e ao nível de corrupção. Concretamente.6 74.0 80.7 96. embora compare favoravelmente com a generalidade dos países de Leste. 18 . 2002 e 2006. O Banco Mundial sintetizou vários tipos de reformas que podem ser implementadas.6 87.8 92.0 82. Também um trabalho recente da OCDE aponta nesse sentido. a fraca qualidade de alguns parâmetros de funcionamento do sistema judicial contribuem para que seja penalizado nos rankings internacionais de competitividade. José. estudos feitos a este respeito. A quarta forma de encarar o problema.0 cial que promova um maior nível de eficiência.1 60.6 85.1 69.0 80.5 93. com base em análises comparativas internacinais. pelo que são ponderados nas decisões dos investidores e empresários.2 82.9 73.0 Tabela 2: Nível de eficácia das instituições (percentis.7 89. levaria a um aumento do PIB per capita entre 5% e 10%. embora não se destaque no âmbito da Europa mediterrânea. por eficiência judicial. Nesse sentido.5 99. revelam que dificilmente a primeira abordagem terá efeitos positivos.1 69. os autores concluem que uma eliminação destes custos para patamares típicos de países desenvolvidos.0 2006 93.9.1 98.3 96. tecnológicos.9 2006 91. Tavares (2004) defende que o funcionamento das instituições afecta a economia já que os custos decorrentes do funcionamento ineficaz são considerados como inputs nos custos de produção. não está provado que haja uma relação directa entre este facto e a eficiência judicial.0 Fonte: Eurostat. humanos. dependendo do problema que afecta determinado sistema. mas daria um contributo muito Qualidade das Leis 2002 Alemanha Espanha Finlândia França Holanda Hungria Irlanda Itália Polónia Portugal Rep. defende que a ineficiência do sistema judicial tem a ver com o recurso excessivo ao sistema. Checa 93.0 PL RCH HU IT ES PT Cumprimento da Lei 70. HolanGráfico 1: PIB per capita vs Cumprimento da Lei (2006) PIB pc (PPP UE27=100) 160 Correl: 72% 140 120 100 80 60 40 20 50.9 97.8 100. %) sistema judicial. diminuição dos custos e que se garantam decisões justas. se conseguiriam obter resultados positivos em termos de promoção do crescimento económico. Tavares (2004)3 .6 94. Uma terceira forma de encarar o problema.9 95. Susana Jesus Santos in Análise Mensal editada pelo Departamento de Estudos Económicos e Financeiros do BPI em Maio de 2008.0 59. tem a ver com a convicção de que o problema do sistema judicial é atribuído à escassez de recursos (financeiros. tem a ver com o facto de poder haver uma excessiva complexidade nos procedimentos.3 84.2 76. Portugal encontrase no percentil 82. Em 2006 (Tabela 2). Os aspectos legais estão incluídos nesta ponderação.0 79.4 68.

sobretudo quando comparada com a dos nossos concorrentes directos (vejam-se entre outros in- 19 . é condição necessária para o funcionamento eficiente de uma economia de mercado.Dossier . 2. 3. despachos e outros normativos infra-legais. Ora. resultando enorme o espaço de tempo que medeia entre o momento em que se decide legislar e o momento em que a lei se torna aplicável – quantas vezes para ser de imediato revogada pelo ministro que se segue. não prestam muita atenção. corre-se o risco de se generalizar o sentimento de que as leis não são para cumprir. Mais grave ainda a situação do funcionamento do sistema da justiça económica. regulamentares e regulatórias – os chamados custos de contexto. o sistema de segurança social. o 25 de Abril revolucionou o sistema económico. regulamentos. por não dar votos. circulares. Curiosamente. Acresce que a maioria das leis são por vezes contraditórias e falhas de rigor técnico. Mas ninguém terá hoje em dia quaisquer dúvidas de que o sistema de justiça. Há uns anos atrás. embora não seja condição suficiente para esse desenvolvimento. À conta dessa tendência o nosso sistema legislativo regista uma impressionante média anual de centenas de leis e decreto-leis – isto sem contar com uma incontinência de portarias. ou seja. • a dificuldade de resposta do nosso sistema de justiça à explosão da procura ocorrida entre nós nos últimos trinta anos. não passando de meras sugestões de comportamento. Morosidade que reduz o valor dos direitos. No sistema legislativo manteve-se a histórica tendência dos governos para acreditar que não há problema que não se resolva com uma lei – a traduzir uma cultura política de que para governar bem basta legislar muito. das quais merecem destaque as seguintes: • o contraste na nossa sociedade de hoje entre a velocidade crescente das mudanças na economia e a lentidão exasperante das mudanças na sociedade. tanto do sistema legislativo como do sistema judicial. o processo legislativo tornou-se progressivamente mais complexo e demorado. E são várias e complexas as insuficiências do sistema judicial: a excessiva burocracia e o custo elevado dos procedimentos processuais. mais preocupantes elas se tornam no sistema judicial. até sobre a formação dos preços dos bens e serviços. essas sim. a implantação do Estado de Direito em Portugal e a adesão à Europa estiveram na origem do crescimento exponencial das solicitações ao sistema de justiça em Portugal. os sucessivos subterfúgios legais que convidam a toda a espécie de expedientes dilatórios. sobre as garantias de cumprimento dos seus contratos. são as únicas leis a que tem de se obedecer. com o acumular das solicitações cresceram as deficiências do sistema de justiça. ou seja. Ao contrário da justiça penal. Tal a importância que tem nas decisões que os agentes económicos tomam so- bre os seus investimentos. resoluções normativas. Em consequência. com raras e honrosas excepções. aumenta o risco nas transacções comerciais. Morosidade que. causa acréscimo dos preços de bens e serviços para cobertura dos riscos inerentes. Para já não falar dos pesados custos económicos com o cumprimento dos excessos de exigências legais. essas sim. a sugestão de que. a sugestão de que. com o excesso de leis. são as únicas leis a que tem de se obedecer. Desnecessário sublinhar que a justiça não é a panaceia única. chegou-se mesmo a instituir para certas leis a tolerância zero. Como se não bastasse. de um modo geral. chegou-se mesmo a instituir para certas leis a tolerância zero. e a que. o sistema de saúde e. A preocupação com o funcionamento do sistema de justiça é ditada por várias razões. afecta seriamente a competitividade das empresas. Com efeito. os políticos. sobre o planeamento rigoroso dos seus negócios.A Justiça em Portugal A Justiça em Portugal Nuno Fernandes Thomaz Assessor da CIP (Conferência de Indústria Portuguesa) Vice-Presidente do Fórum para a Competitividade Há uns anos atrás. Tudo isto tem contribuído para a reduzidíssima eficiência do sistema judicial e para uma morosidade de gravíssimas consequências. 1. nomeadamente os decorrentes da actividade económica dos tempos de hoje. todos os sistemas com excepção do sistema de justiça – onde as mudanças não foram fundas. a solução milagrosa para o desenvolvimento económico e social. Se o sistema legislativo já oferece inúmeras deficiências. que por ser mediática vende bem na comunicação social. a falta de formação dos magistrados judiciais. diminui as garantias. a justiça económica está no lado que a comunicação social não compra. estão frequentemente sujeitas a rectificações e são quase sempre mal redigidas – afectando a segurança jurídica dos actos civis e das transacções comerciais. para além de não se favorecer a segurança jurídica indispensável a cidadãos e empresas. a falta de tribunais especializados com competência para lidar com os conflitos de interesses mais sofisticados. por essas razões.

recomenda-se vivamente que se deve evitar deitar dinheiro bom para cima de um sistema mau. • implementar o recurso à arbitragem em matéria fiscal. que. não acontece com o número de funcionários por juiz. Bem pelo contrário. torna-se urgente: • acelerar a reorganização judiciária. na Finlândia. 5. embora se tenha registado uma evolução positiva nos últimos anos.º juízes p/ milhão de habitantes Alemanha Finlândia Portugal 25. montante muito superior ao que foi gasto na Irlanda. aliás. Já no que respeita ao sistema judicial. • a previsibilidade do quadro normativo. • a simplificação e encurtamento do processo legislativo como condição de maior eficácia na aplicação das leis. 9. E não se pode dizer que as insuficiências no funcionamento do sistema de justiça se devam. atinge 93%.º funcionários p/ juiz 2. no entanto.5 4. onde existem menos de um terço dos tribunais que existem entre nós). 20 . • desenvolver no mais curto espaço de tempo novos e mais expeditos sistemas de resolução de litígios. com eliminação da legislação obsoleta e por vezes contraditória (uma verdadeira tarefa de despoluição legislativa). que constituem um factor prejudicial ao investimento e à sã concorrência.3 16. Os diagnósticos estão feitos. em sede de simplificação legislativa.3 Mas para que mais do que elencam-se de se consideram passar a crise.2 Itália 8.8 milhões de euros por milhão de habitante. a avaliação do desempenho do sistema de justiça. pois. e com respeito à estrutura judiciária. nomeadamente as leis fiscais. desacredita o sistema judicial como mediador e solucionador de conflitos. de modo a tornar as leis estáveis. que se eleva a mais do dobro do registado noutros países. mesmo em parte. enquanto que.9 n. já que. tendo sido dispendidos no mesmo ano apenas 17. Uma causa que certamente explicará parte dessas deficiências reside no facto de a percentagem de juízes sujeitos a acções de formação anual ser de 12% em Portugal. Estudos recentes estimam. de ser encontrada noutros causas que não na insuficiência dos recursos financeiros alocados à justiça. de expropriações. Estudos fidedignos datados de 2002 afiançam que gastámos com o funcionamento só do sistema judicial cerca de 46 milhões de euros por milhão de habitantes.3 A explicação para o deficiente funcionamento do sistema judicial tem.9 3 6. os riscos de “enforcement” e incumprimento de contratos.3 Outra causa residirá na menor utilização das tecnologias de informação investidas na modernização do sistema judicial. de forma a avaliar previamente o rácio custo/benefício da sua aplicação. Depois. • criar tribunais especializados. os efeitos negativos desse fraco desempenho sobre o investimento e o emprego possam ter atingido um prejuízo para o crescimento do PIB de cerca de 11%. contribuindo assim para reduzir o impressionante valor global das pendências existentes nos tribunais tributários. seguida as pistas que necessárias para ultra- Em primeiro lugar. chegando a 100% em alguns dos países que aderiram recentemente à UE. no tocante ao sistema legislativo. sintomaticamente.1 10. a insuficiências dos recursos financeiros que têm sido destinados à área da justiça. impõe-se: • uma melhoria substancial da redacção das leis como condição de melhor qualidade substantiva e melhor interpretação (“better regulation”). • a obrigatoriedade do estudo prévio do impacto económico das principais leis.º juízes p/ tribunal n. menor – ao contrário do que. recomenda-se: • a consolidação das leis existentes. Acresce que. usando de coragem política na reestruturação do mapa judiciário. etc…).9 Polónia 0. o número de juízes por tribunal é. de despejos.Dossier . A par destas medidas.4 Portugal 0.A Justiça em Portugal dicadores. próprios para a resolução de litígios decorrentes das novas áreas de conflito de interesses (ambiente e áreas do direito económico. e não subsistem dúvidas de que desse fraco desempenho resultam consequências graves para a saúde da economia e do próprio sistema democrático. e que as deficiências de funcionamento do sistema de justiça não se podem fundamentar na falta de recursos financeiros. Quantificando. importa: • combater a morosidade das decisões judiciais. gritante mesmo face à evolução da sociedade. é bastante negativa. na Alemanha ou na Polónia – neste último país. esta análise seja algo mais um diagnóstico. tendo Portugal mais tribunais de primeira instância que a larga maioria dos países da EU (toma-se outra vez como exemplo a Polónia. por exemplo na Finlândia.9 14. como a con- Vários outros indicadores ajudam a consolidar a tese de que os recursos humanos e financeiros alocados ao sistema de justiça estão a ser geridos de forma deficiente. tomando como base a última década. em termos de recursos humanos nos tribunais o quadro é o seguinte: n. Situação que. a base de partida para comparação (os mesmos estudos de 2002) é francamente preocupante: despesas em TI p/ tribunal p/ milhão de habitantes (em milhões de euros) Holanda 27. por exemplo. mormente do sistema judicial. 4. afectando seriamente tanto os tribunais cíveis como os tributários.

onde o actual governo merece uma nota indiscutivelmente positiva. Mas ao Estado. no domínio da simplificação administrativa. contudo. não sendo jurídicas. montarão a 979 milhões de euros. nem sempre assim acontece. segundo o que está estabelecido. 21 . as operações financeiras. não se pode. Finalmente. incluindo em matérias que. deixar de sugerir: • que sejam definidos objectivos quantificados em termos dos benefícios a alcançar. 6. • intensificar a formação contínua de todos os operadores judiciários. Ora. • que seja instituído um regime especialmente rigoroso no controle dos recursos previstos no Programa Operacional Factores de Competitividade do QREN. A reforma de que o sistema de justiça carece com a maior urgência não se esgota seguramente nestas pistas que acima elencamos.5 mil milhões de euros). interagem com domínios até há pouco reservados exclusivamente ao direito. Esperemos que os tempos sejam de mudança.A Justiça em Portugal corrência. e que o actual governo se empenhe na reforma do sistema de justiça – tendo a consciência de que os simulacros de reformas são o pior serviço que se pode prestar às reformas. pois o Estado. de modo a retirar ganhos exponenciais de eficiência na gestão da administração da justiça. pela frequência com que usa posturas de força ou pela impunidade dos seus tradicionais incumprimentos (vide os atrasos nos pagamentos às empresas. antes do mais. empurra os cidadãos e as empresas para os tribunais. recursos esses que. estimados no ordem dos 3. Nem é tarefa que possa ser desempenhada apenas pelo Estado – compete a todos os operadores judiciários e requer de todos os portugueses uma cultura de responsabilidade. que é simultaneamente o responsável pelo sistema e o seu maior utente. designadamente no tocante à redução dos custos de contexto que afectam a competitividade dos agentes económicos. • incrementar a utilização intensiva das tecnologias de informação. e as transacções transfronteiriças).Dossier . competem obrigações especiais e. maxime das empresas. colocando-se quantas vezes em situação de litigante de má fé. o dever de dar o exemplo.

fuga de bons elementos. é o evitamento: o confronto é evitado. tempo gasto a clarificar boatos. é que os custos de resolução dependem da forma como um conflito é resolvido. dentro das empresas surge porque os conflitos afectam subtilmente muitos níveis das organizações: o “ambiente” é afectado implicando muitas vezes menor produtividade. Confrontados com eventuais conflitos os intervenientes utilizam diversas formas de lidar com cada conflito processualmente muito diversas e com graus diferentes de custos e de eficácia. COMISSÕES FIGURA 2. e todas as decisões nas quais se pretende uma execução sem interacção – soluções forçadas ou impostas. A empresa como entidade jurídica e económica procura em todos os aspectos das suas relações a contratualização de obrigações. A cotação em bolsa desvirtuada (recentemente em Portugal existem diversos exemplos desta situação. Mesmo em conflitos que foram “ganhos” a erosão no valor da empresa pode ser desproporcionado à própria ocorrência que se pretendeu resolver. Meios de Resolução de Conflitos Se reflectir sobre o impacto que o conflito tem na sua empresa ou organização. perda de vendas.REGULAÇÃO DO TRABALHO . menor eficácia e menor eficiência. ou outra). O conflito tem ainda custos directos importantes tais como: honorários e custas.A Justiça em Portugal Mediação nas Empresas: Uma Oportunidade de Redução de Custos A Mediação Empresarial ainda está no início da sua implantação em Portugal. por exemplo). embrionário ou declarado. Os Custos dos Conflitos nas Empresas FIGURA 1. AS OITO DIMENSÕES CONFLITUAIS INTERNAS Uma outra hipótese. AS OITO DIMENSÕES CONFLITUAIS EXTERNAS A nível interno a problemática da relação entre os actores das actividades necessárias ao funcionamento da empresa criam um meio muito rico em decisões negociadas. Dentro das formas organizacionais de lidar com conflitos podemos incluir as chamadas decisões executivas dentro O importante. A reputação e imagem pública ou junto de parceiros (nomeadamente financeiros) pode ser afectada. ASSEMBLEIAS. perda de clientes. mesmo “a posteriori”. da hierarquia (Ordem de Serviço. Assim podemos considerar a nível interno outras tantas áreas potencialmente conflituais (ver figura 2). tempo de espera e tempo em tribunal. Em todas essas interacções desenrolam-se negociações. a reclamações.) Muitos outros custos estão também presentes: custos de oportunidade por actividade perdida e outras perturbações (perdas de segurança nas actividades. A forma como são ultrapassadas essas situações tem enorme impacto na actividade da empresa ou organização devido aos potenciais ganhos e perdas. ser-lhe-à claro que o conflito mal gerido e mal resolvido poderá ter custos muito elevados. José Vasconcelos-Sousa tornam-se em sorvedouro de recursos. de fornecedores e de fontes de financiamento. As vantagens de resolução eficaz e atempada de conflitos. Uma das dificuldades dos conflitos empresariais é que muitas vezes se torna difícil “a anteriori” prever os custos da sua resolução. As interacções negociais podem encontrar impasse ou evoluir para estados de conflito latente. O conflito pode representar custos muito diferentes para a empresa – e também ganhos – se em cada situação as decisões sobre o meio de resolução do conflito a utilizar sejam reflectidas e ponderadas segundo critérios de custo/benefício. envolvendo a actividade actual e o futuro da empresa. Assim muitas organizações aprendem duramente com a realidade dos conflitos com que se confrontam. a desmotivação). usada em certas empresas. e às respectivas receitas e custos inevitáveis. As áreas de negociação a nível externo em torno da empresa podem ser agrupadas em oito grandes áreas (ver figura 1). Decisão da Direcção.Dossier . potenciais e declarados são claramente importantes para a satisfação da missão económica da empresa e para a satisfação dos “stakeholders” interessados no bom funcionamento. compensações por despedimentos ou saídas. perdas de investimentos em formação ou conhecimento). A dificuldade em definir os custos de conflitos. Muitas situações em que inicialmente se pensava “ganhar de certeza” 22 . TRADICIONAIS: . Board Member da Americam Club of Lisbon. Os custos em recursos humanos podem também ser elevados (reuniões. ACL Awards Director. Tão elevados que certos COM DEPENDENTES HIERÁRQUICOS INTER FUNCIONAIS EM GRUPOS DE TRABALHO EM REUNIÕES. Exemplos de custos indirectos do conflito são as perdas de produtividade (devidas a enganos e erros. a reter. Muitas dessas decisões poderão também dar origem a conflitos.RESOLUÇÃO DE DISPUTAS INTER DEPARTAMENTAIS COM COLEGAS COM SUPERIORES HIERÁRQUICOS Presidente da MEDIARCOM European Mediation Association. as origens do conflito ou as suas consequências são escamoteadas. Claramente nestas circunstâncias poderá não haver a resolução do conflito e eventuais consequências negativas e custosas podem advir.

A Mediação Empresarial A Mediação é um processo voluntário em que ao longo de várias etapas as entidades ou pessoas em conflito procuram. Hoje em dia a grande maioria dos centros de arbitragem instituídos oferecerem serviços de Mediação prévia do conflito. – o ser geralmente um processo rápido em que as partes ao fim de 3 a 5 sessões podem claramente decidir se vale ou não a pena avançar. A MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação oferece esses serviços que são conduzidos por profissionais especializados que são mediadores certificados. Alguns exemplos: • Arbitragem (tribunal privado) • Mediação (negociação apoiada por mediador) Na Arbitragem (que também se designa por tribunal arbitral ou tribunal privado) as partes transferem por convenção prévia o poder de decisão para um tribunal constituído por um ou mais árbitros (geralmente três). de quebra de comunicação ou por dificuldades relacionais. Este último ponto é também uma desvantagem pois em caso de litígio há limitações no recurso à força pública. – finalmente o resultado não depende de distribuição aleatória da situação . todas as situações em que a negociação se tornou difícil por razão de impasse. não havendo resultados. Estas expectativas não só são irrealistas como geralmente não se concretizam. que através do tribunal irão provar o mérito da sua posição. se forem profissionais idóneos com a formação específica adequada): o da igualdade absoluta das partes. – o custo inferior ao de outros meios institucionais de resolução de conflitos em que intervém um terceiro. porém as partes podem sempre voltar a mediar o seu acordo. ou na resolução “ad hoc” de conflitos. à simplicidade do processo. as organizações ao desaparecimento. o tempo e recursos a investir são também elevados. com custos mais reduzidos do que através de outros meios. A Mediação “ad hoc” por profissionais competentes ou o recurso a centros de Mediação privados são excelentes alternativas e oferecem serviços de apoio à resolução de todo o tipo de conflitos e de litígios de forma rápida. O inconveniente deste meio é o seu custo elevado. – o facto de manter o conflito fora do sistema de justiça do Estado (evitando atrasos e decisões pouco previsíveis). ou que o outro lado irá sofrer a “justa” punição. A Mediação Empresarial é porém um campo de aplicação muito vasto permitindo prevenir e resolver.Dossier . De facto todas as situações que podem ser decididas por negociação são potencialmente mediáveis – tudo dependerá do desejo das partes. Em qualquer sistema formal de resolução de conflitos.A Justiça em Portugal conflitos levam as empresas à falência. à rapidez e ao reduzido custo a Mediação é claramente recomendável e muito interessante para as empresas. e muitas entidades colectivas à total ineficácia da sua acção. A Mediação pode evitar alguns dos inconvenientes tanto da via judicial. confidencial e não-pública permitindo aos participantes a satisfação dos seus interesses. Procura-se preservar e melhorar as relações entre as partes sempre que for esse o caso. Devido à privacidade. Talvez o seja em algumas circunstâncias. mas o âmbito da Mediação ultrapassa a mera resolução de litígios. Os advogados das partes têm um papel importante na Mediação e mantêm as suas capacidades específicas e autonomia. um lugar muito relevante deverá ser assumido pelo processo “estrela” dos últimos anos: a Mediação. Haverá pessoas que considerarão vantajoso o período longo até à resolução de conflitos do tribunal judicial. dentro do escopo da lei e enquadrado por aspectos processuais complexos. A Mediação é uma forma privada e nãoconflitual de prevenção e de resolução de diferendos entre pessoas. empresas e organizações. Um conflito que demorará entre 3 a 5 anos a resolver em tribunal judicial pode ser resolvido num período de 3 a 5 meses por Mediação. Como qualquer outro processo a Mediação tem vantagens e desvantagens. Daí resulta que muitas decisões do tribunal judicial não agradam a nenhum dos lados no litígio. Quando a negociação não resulta muitas vezes se ouve dizer: “Vamos para tribunal!” Porém é reconhecido que o juiz decidirá sobre matérias bem definidas. marca e imagem. a negociação directa entre as partes é o primeiro recurso mas. Existem outros meios de resolução de conflitos à disposição das empresas e dos empresários e de todas as pessoas integradas em organizações. Assim surpreende que muitas pessoas realizem a passagem rápida da constatação da ineficácia da abordagem negocial para uma abordagem litigiosa através do tribunal judicial! Muitas pessoas o fazem na ilusão de que o tribunal lhes irá “dar razão”. Tanto na Arbitragem como na Mediação existem dois princípios fundamentais que árbitros e mediadores respeitam (ou respeitarão. As vantagens incluem: – a eficácia na prevenção do conflito pois pode realizar-se uma Mediação mesmo que não haja um conflito declarado. O processo de Mediação procura um acordo eficiente economicamente em que ambos os lados vejam satisfeitos total ou parcialmente os seus interesses. e o princípio do “contraditório” . internos ou externos. O que a distingue de outros meios é o facto de o poder de decisão se manter nas mãos das partes em conflito (os mediados). – a sua confidencialidade: as divergências não passam para o foro público resguardando nome.o conteúdo do acordo é decidido pelas partes e são também as partes que decidem sobre o âmbito e a contratualização do acordado que finalmente se consubstancia num acordo reduzido a contrato entre as partes. O potencial de insatisfação na resolução de conflitos por esta via é claramente muito elevado.termo jurídico que significa que as partes terão sempre a possibilidade de apresentarem os seus argumentos e se defenderem. – a enorme flexibilidade das suas regras processuais dentro de uma sequência de fases definidas. encontrar os pontos de acordo que permitam resolver total ou parcialmente o conflito que as separa. como da via arbitral. Porém as vantagens de uma rápida e eficaz re- 23 . acompanhadas pelo mediador. O tempo a dedicar a um processo de Mediação é também limitado.

criando enquadramento digno para a actividade.Dossier . porém a sua neutralidade – mesmo que existindo – nunca será vista como tal pelos colegas. A MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação irá continuar a contribuir para esse fim através da formação de mediadores profissionais e resolvendo por Mediação os conflitos que nos são referidos. em muitos outros casos o estudo da conflitualidade e dos seus custos para a organização ou empresa permitirá decidir a justeza do investimento face aos potenciais benefícios. A opção da Mediação pode ser tão importante para a satisfação dos clientes que em alguns Estados dos EUA as Ordens de Advogados consideram falta ética grave do advogado o não propor ao a introdução em todos os contratos de um primeiro recurso à Mediação antes de activação de qualquer outro procedimento pode melhorar o cumprimento do contrato e evitar procedimentos com custos muito mais elevados. 24 . A activação dos procedimentos considerados numa cláusula de Mediação pode ser feita amiúde. ou não se pode. as grandes questões podem sintetizar-se da seguinte forma. quebrar totalmente um relacionamento. A MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação. abordagens preliminares e grelhas de decisão que permitem tomar decisões informadas antes de avançar. entidade sem fins lucrativos. tem uma missão importante dentro da empresa nos sistemas de resolução de conflitos formais. Neste momento da introdução da Mediação Empresarial no maior número de empresas. devido ao seu baixo custo.A Justiça em Portugal solução de conflitos é particularmente aliciante sempre que existem relações continuadas de médio ou longo prazo ou quando não se quer. o que permite a criação de uma verdadeira cultura de resolução amigável e rápida de diferendos ou conflitos. disponíveis sob consulta. – Utilização de mediadores internos ou externos à empresa: o mediador interno. alinhado a regras deontológicas e éticas claras. – Mediação Empresarial sob tutela do Estado ou de iniciativa privada: creio que a tutela ou iniciativa do estado poderá ser eficaz em áreas muito específicas (nomeadamente na Mediação laboral). com um processo de Mediação. Na Mediação privada um papel fundamental é o dos Advogados – naturais prescritores de serviços de Mediação aos seus clientes utilizando entidades independentes dos próprios gabinetes de forma a garantirem a credibilidade e um serviço rápido. sem cair na tentação de regulamentação inibidora. como a MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação. no meu entender deverão ser revistos e aumentados). Em todas estas situações e para AMBOS os lados. em grandes projectos de construção e em grandes grupos económicos). De facto nem todos os conflitos serão passíveis de resolução por via da Mediação. Conclusão A Mediação Empresarial ainda está no início da sua implantação em Portugal. cliente a possibilidade de resolução do seu conflito pela via da Mediação. desde a sua criação em 2005 que se tem empenhado na divulgação da Mediação tendo criado programas específicos. e percepcionado como fazendo parte de entidade com prestígio. seguem requisitos mínimos que. como é o caso de todos os cursos oferecidos pela MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação. A MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação desenvolveu processos de Avaliação de Conflito. O mediador externo. A sua divulgação e aplicação em Portugal está em curso e cada vez existem mais pessoas e organizações a experimentar e a adoptar a Mediação como recurso preferencial na resolução dos seus diferendos. ou não. Noutros países em que a Mediação já penetrou mais profundamente na cultura de resolução de conflitos os estudos demonstram o enorme sucesso deste meio de resolução de conflitos. – Introdução de cláusulas de Mediação de conflitos nos contratos ou pedido de Mediação na eventualidade de conflito: a solicitação de Mediação pode ser efectivada em qualquer momento da execução de um contrato porém a MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação considera que A Mediação pode ainda ser efectivada na pendência de acção judiciária ou arbitral e a sua realização não impede o recurso a essas instâncias de resolução de conflitos. para divulgar e implantar a Mediação junto de: – Advogados – Grandes e médias empresas – Público em geral (em parceria com entidades em todo o País e estrangeiro) – Organismos públicos A resolução rápida e atempada de conflitos contribui para a boa saúde das organizações e das pessoas. A equipa da MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação realiza este tipo de estudos e recomenda e estabelece todos os elementos adequados a cada tipo de organização. mas o mais desejável para todos os intervenientes é que a Mediação seja independente e privada. O Estado poderá ter um papel relevante na exigência de formação específica dos mediadores (os cursos de mediadores aprovados pelo Ministério da Justiça. gestores e seus “stakeholders”. é fundamental para a resolução de numerosos conflitos. depois de treino adequado. – Criação de sistemas formais de resolução de conflitos na organização ou criar uma cultura de resolução amigável de diferendos: os sistemas formais têm claramente o favor em organizações e situações complexas com intervenientes muito diferentes (por exemplo em unidades de saúde. A cláusula de Mediação é geralmente bem aceite pelas partes contratantes. – Definição de critérios para escolher a Mediação como meio de resolução de conflitos e quais as tipologias de conflitos que se prestam a serem tratados em sede de Mediação: esta será talvez a grande pergunta para os empresários. os custos de arrastar um conflito largamente ultrapassam as vantagens do período longo até à resolução. Estão neste caso mais de 80% das relações dentro das 18 dimensões de negociação/conflito referidas no início.

As deficiências no funcionamento dos Tribunais e do sistema judiciário em geral.º 1 do artigo 2º do Código de Processo Civil. Mas mesmo no que respeita à economia produtiva (criadora de verdadeira riqueza e não meramente distribuidora como acontece no âmbito do sistema financeiro). Efectivamente. das situações respeitantes a menores. com o sentido amplo antes enunciado). Esta asserção resulta de algo radicalmente primordial. O que assume uma particular relevância no caso da protecção da propriedade industrial. é tão evidente não pode servir de pretexto para um baixar de braços. as infractoras acabam por eliminar quem compete obedecendo às regras – recorde-se a teoria da boa e da má moeda – sem quaisquer ganhos para os consumidores e para a economia. não vislumbro que. embora isso pareça não ser evidente para a generalidade dos juristas. este reconhecimento de algo que. E o problema não é de hoje ou sequer dos últimos anos. mais não seja por força dos artigos da Convenção e da Constituição atrás citados. quando estão em causa relações jurídicas de natureza comercial (repete-se. essa execução tem também que concretizar-se em prazo razoável). Pondo de parte o muito significativo e simbólico mito grego de Cronos . como sabemos pelo menos desde a Grécia Antiga (Demócrito de Abdera ou Heráclito de Éfeso. É duvidoso que esses dois direitos estejam em condições de ser plenamente exercidos no nosso país – o que é particularmente notório no que respeita ao segundo. Infelizmente. da Sociedade no seu todo. uma decisão judicial que aprecie. restando saber se para melhor ou para pior. Zeus. o que se encontra estatuído nos artigos 6º e 7º do Código de Processo Civil). Ora. nem sequer ao nível das palavras um tal reconhecimento existe – e. Até se admite que possa não ser universalmente aceite o princípio consubstanciado na conhecida expressão time is money. Nos dois casos. que regem e disciplinam a actividade económica. em prazo razoável. nestas circunstâncias. indústria e serviços). mas há alguns entes organizacionais a que apenas é atribuída esta última – veja-se. Sem querer ser pessimista. tomando sempre novas qualidades. se não mesmo em segundos. e. o que acontece com maior frequência. E. acabando por obter mais receitas no exterior? 25 .A Justiça em Portugal Juízes pela Cidadania Eurico Reis Juiz Desembargador Membro da AJpC – Associação de Juízes pela Cidadania e da IPJA – Intelectual Property Judges Association O Mundo muda mesmo. a nível externo. se as próprias empresas portuguesas já vão fazendo o mesmo. a meu ver. nos tempos mais próximos. a que o nosso país seja preterido a favor de outros em que esse lapso de tempo é muito mais curto.Dossier . o direito a uma decisão – e à execução da mesma – em prazo razoável é assegurado a todas as entidades dotadas de personalidade jurídica ou personalidade judiciária (como é sabido. por exemplo) e Luís Vaz de Camões tão brilhantemente sumariou. mas ninguém poderá negar que o Tempo é um Valor. a ineficiência dos Tribunais e do sistema judiciário. Este direito é colocado ao dispor de todas as entidades que interagem no comércio jurídico e não apenas das pessoas físicas. Como se aprende no primeiro ano das Faculdades. e. os exemplos são mais do que muitos. Não pode ser distribuído o que não existe. com força de caso julgado. a pretensão regularmente deduzida em juízo. O que é extremamente perturbador. a ele estando indissoluvelmente ligado aquele outro que estipula que está igualmente salvaguardada a possibilidade de fazer executar essa decisão (e. uma vez que permite que certas empresas continuem a operar sem terem de suportar os encargos decorrentes do cumprimento das normas. pois. não podem continuar totalmente alheados desta realidade. restando saber se para melhor ou para pior. Decorre do disposto no n. o prazo razoável é mais curto do que nos demais casos – com a excepção. na maior parte dos casos. que a todos é reconhecido o direito de obter. isto é. em boa verdade. Os entraves ao funcionamento das empresas prejudicam a capacidade produtiva das mesmas. garante às prevaricadoras uma margem de lucro superior. há um ramo do Direito em que a exigência de rapidez é ainda maior: o Direito Comercial e das Sociedades Comerciais (em sentido amplo. Todavia. traduzem-se. logo. 1.que foi devorando os seus próprios filhos até que um deles. todo o Mundo é composto de mudança. em que uma sistemática e não impedida violação desses direitos não só faz perder os investimentos já feitos como desincentiva a realização de novos investimentos. é indispensável o reconhecimento que. que é atribuída por períodos de tempo limitados. Vivemos numa época volátil – recorde-se que nas frenéticas bolsas de valores fortunas podem ser ganhas e perdidas em minutos. o destronou . O Mundo muda mesmo. numa efectiva negação do Direito – e dos direitos individuais.º 1 do artigo 6º da Convenção Europeia dos Direitos do Homem concluída em Roma em 4 de Novembro de 1950. as janelas de oportunidade para um bom investimento não estão “abertas” muito tempo. na maior parte dos casos. 2. provoca gravíssimas distorções à concorrência. entre outros males. a desproporcionada e injustificada dilação temporal entre o momento da infracção e aquele em que o prejudicado se vê ressarcido.º 4 do artigo 20º da Constituição da República e no n. por exemplo. seja possível pôr cobro a este verdadeiro flagelo. Essa diminuição de encargos permite-lhes ou oferecer ao consumidor preços mais baixos ou.comércio. sejam estas legais ou emitidas pelas entidades reguladoras competentes. não existe direito sem garantia. como é óbvio (julga-se que o é). A nível interno. uma vez que as empresas internacionais podem escolher operar em vários mercados nacionais. essa mudança depende essencialmente de nós. todas as pessoas jurídicas dispõem de personalidade judiciária. como o poderia ser nos actos? 3.recordo aqui o alerta de Joseph Rudyard Kipling para a necessidade de saber aproveitar bem cada um dos sessenta segundos que existem num minuto (“If”). Porém. sem criação de riqueza não é possível a subsistência quer dos indivíduos quer da Comunidade. a saber: em última análise. os Tribunais e o sistema judiciário no seu todo. essa mudança depende essencialmente de nós. Como já atrás ficou referido. seja ela qual for. Lamentavelmente. aliás em completa consonância com o previsto no n. naturalmente. englobando todas as áreas da actividade económica . leva. a possibilidade de o exercer coercivamente contra todos aqueles que não aceitam a sua existência. Quem pode levar-lhes a mal. mantendo os preços a que as empresas cumpridoras colocam os seus produtos e serviços no mercado.

deparam-se com um dilema: muitas vezes. Na verdade. mais distante. horários e funcionamento das empresas. Mas a morosidade e ineficácia da Justiça tocam também aquelas empresas que só esporadicamente recorrem a tribunal e que acabam por aguardar Natália Garcia Alves Sociedade de Advogados Abreu Advogados longos e dispendiosos anos até ver solucionado o litígio apresentado. no entanto. entenda que os litígios devem ser resolvidos “na barra”. Na realidade. paralelamente à gestão do negócio. Se tal não acontecer. necessitam de dinamizar através da flexibilização de tarefas. pelos valores em dívida não compensa. nomeadamente. fornecedores. uma Justiça pouco célere é pouco eficaz. Todavia. não apenas. económico-financeiramente falando. Na verdade. devido ao aumento dos custos que lhe estão associados . honorários e despesas dos solicitadores de execução. mesmo para as empresas.P . O tempo de espera envolve a perda de milhares de euros e a eventual não realização de negócios que se poderiam revelar lucrativos. as empresas têm um papel moralizador que não devem descurar. muitas vezes por falta de tempo disponível. Ora. hodiernamente. o resultado final é benéfico para todos. juízes. as empresas. não é justo dizer que tudo é negativo no âmbito do Poder Judicial.A Justiça em Portugal Justiça em Portugal. hoje em dia. propiciando resultados apreciáveis. é cada vez mais a principal causa dificultadora da existência de empresas rentáveis. originadas por uma “Revolução”. é necessário que os utilizadores do sistema judicial mudem as suas mentalidades e aceitem. Esse é um facto que custa a qualquer advogado que. magistrados do M. é raro. satisfazendo os seus compromissos. aos tribunais. consiga cobrar as dívidas aos seus devedores. principalmente. ela tem-se tornado. que gerou um processo democrático ainda não suficientemente consolidado. A consumação deste desiderato. como eu. porquê a controvérsia? “Mais vale um mau acordo do que uma boa demanda” continua perfeitamente actual. com a mesma força vinculativa de uma decisão judicial. a Justiça tem um custo que tem vindo a aumentar e que as faz ponderar se e quando vale. O melhor exemplo desta metodologia é o chamado caso da “Autoeuropa”. porém. Analisemos um caso paradigmático: uma empresa em dificuldades económico-financeiras que tem dívidas para com trabalhadores. a surgir situações que demonstram que. Os trabalhadores mantém-se apegados às regras da segurança no (e do) emprego que. cada vez.Dossier . honorários dos advogados a que têm forçosamente que recorrer. as críticas que lhe são dirigidas partem. Porém. para que esses meios alternativos possam ser eficazes. mas que não há condições financeiras para celebrar. e funcionários judiciais – como dos cidadãos e/ ou empresas que recorrem. a empresa poderá ter que encerrar com as inevitáveis e nefastas consequências que tal facto acarreta – despedimentos e consequente perda de postos de trabalho. pois há aspectos positivos e passos 26 .taxas de justiça e custas finais cada vez mais elevadas. recorrer ao tribunal com os custos que lhe são inerentes. aquelas que vendem produtos ou serviços em massa. dos actores judiciários – advogados. se arrastam nos tribunais por vários anos. É natural que este panorama seja um dos motivos que leva as empresas estrangeiras a não verem Portugal como um país a investir. é a Justiça em Portugal! Nunca como agora se falou tanto da Justiça (em Portugal) e dos problemas com que se depara. poderá sobreviver. a recuperação de crédito mal parado é vital para que a empresa volte a equilibrar as suas contas. ou pretendem recorrer. efectivamente. a pena recorrer aos tribunais. mas não há dúvida que o brocado “mais vale um mau acordo do que uma boa demanda” continua perfeitamente actual. materiais e financeiros. para citar apenas alguns. onde se têm conseguido entendimentos entre entidade patronal e trabalhadores que estão a permitir gerir de forma eficiente e rentável os recursos humanos. mas que nem por isso deixam de ocupar o tempo de toda a máquina judiciária com os custos que lhe são próprios. Começam. A este aspecto juntamse “apertadas” regras de Direito do Trabalho. Se o conseguir em tempo útil. a menos que se opte por proceder à realização de um acordo. Mas. Com efeito. Com efeito. O que nos leva ao problema da superlotação dos tribunais: chegam a tribunal inúmeras questões jurídicas menos complexas. fornecedores que nunca serão pagos e impostos de diversa natureza que não serão liquidados. a questão da morosidade da justiça em Portugal constitui um entrave à competitividade das empresas e à própria economia nacional. Quiçá. Se há uma questão controversa na actualidade portuguesa. não permitindo que os tribunais se libertem para outras matérias e processos tecnicamente mais complexos que. ao fisco e à Segurança Social. os meios alternativos de resolução de conflitos como a mediação e a arbitragem poderão ser a solução para o contencioso mais frequente e menos complexo que se prende com a cobrança de dívidas. os investidores estrangeiros que optam por investir em Portugal têm que entender as regras laborais portuguesas. de fulcral importância. ouvir “dizer bem” da Justiça em Portugal! Para uns. não podendo criar a ideia de que quem não cumpre não será penalizado. E. respeitem e cumpram as decisões tomadas por essas entidades. em situação de globalização e de transformação rápida do tecido empresarial. recuperar e (re)ocupar o seu lugar no mercado. com diálogo construtivo e criativo e alguma transigência das partes envolvidas. Para a sua recuperação e viabilidade é necessário que.

se é ineficaz e se é rápida ou lenta. temos de apreciar a sua clareza. ou seja. na tentati- va de limitar o recurso para o Supremo Tribunal de Justiça. a morosidade e ineficácia da Justiça a descredibiliza aos olhos de todos.Dossier . por meios informáticos. aumentando as alçadas dos tribunais e introduzindo a regra da “dupla conforme”. e. a celeridade. a sua absorção pela comunidade. Apesar das dificuldades que referimos. Precisamente para efectivação de tal objectivo. e não começa nem acaba nos Tribunais. Caberá a todos nós. rumando no mesmo sentido. resolverão algumas das situações impeditivas da existência de um sistema jurisdicional eficiente e eficaz. Ciente da (ainda actual) complexidade do processo civil. a prontidão. a sua adequação. única e exclusivamente. nos últimos anos. cidadãos anónimos e empresas. beneficiando de redução de custas judiciais. e. ou seja. em primeiro lugar. Essa é a primeira análise. acima de tudo. Seara e Associados Mas não ficamos por aqui. a acreditar que é pos- sível continuar a melhorar o sistema judiciário. e. o que só é possível com decisões rápidas. às gerações mais novas dos agentes judiciários. qualquer cidadão e qualquer empresa tem o direito e o dever de indagar se a nossa justiça é cara ou barata. toda a sociedade sofrerá. há mais de 10 anos. pela primeira vez. a sua absorção pela comunidade. a responsabilidade deste e demais entidade públicas pelos danos decorrentes do exercício de actos da função jurisdicional (e da função político-legislativa). seja 27 . a sua adequação. Esta afirmação consubstancia-se no funcionamento de sistemas de vídeoconferência implementados em todos os tribunais. a nossa Justiça tem normativamente consignado um dos sistemas tecnologicamente mais avançadas da União Europeia. colocando em crise o desenvolvimento do país e deitando por terra os esforços que. Para além dos custos teremos de dissecar a eficácia do serviço da justiça. permitindo responsabilizá-lo pela “violação do direito a uma decisão judicial em prazo razoável” bem como pelo “erro judiciário”. na introdução recente da plataforma CITIUS nos tribunais cíveis que também permitirá que o tratamento dos processos seja feito. assim. Através dele devemos apurar quanto pagámos para aceder à justiça. a “hidra da justiça” integra uma terceira vertente: a rapidez. nomeadamente as de investimento estrangeiro. As novas medidas ainda não deram os seus frutos. se faça uma melhor Justiça! Se tal não acontecer. Se bem que só aplicável aos processos que sejam apresentados em tribunal após 1 de Janeiro de 2008. incrementar esforços e reunir forças. E esse cálculo começa curiosamente na feitura das leis. foram introduzidas recentes alterações ao Código do Processo Civil. A segunda – quem me dera que fosse possível executar – exige que se apure o valor das decisões injustas ou erradas e o valor dispendido por cada cidadão para assegurar o funcionamento do serviço da justiça. mas devidamente fundamentadas e profundamente responsáveis. Como se vê. na medida em que. em tempo seja em dinheiro. acima de tudo. o objectivo maior do poder judicial – a Justiça. que procurarão local mais rentável para nele se constituírem. seja pelos incómodos a que nos tivemos de sujeitar para accionar os meios de efectivação dos meus direitos. na possibilidade de utilização de um processo totalmente virtual nos tribunais administrativos e fiscais. se têm vindo a fazer para colocar Portugal como parceiro credível na U. Finalmente. Para além dos custos teremos de dissecar a eficácia do serviço da justiça.E. adoptando um regime monista de recursos cíveis. Mas não ficamos por aqui. foi alterado o “regime da responsabilidade extracontratual do Estado” que veio estabelecer. a médio prazo. creio que o novo regime dos recursos terá a virtude de agilizar a interposição dos mesmos permitindo igualmente uma mais rápida resolução dos diferendos. Acredito que. pondo de lado as divergências acessórias para que. Manter-me-ei (ainda que me apelidem de “ingénua”). em especial. realizando-se. e em que é necessário fazer um esforço acrescido para melhorar.A Justiça em Portugal importantes que têm sido dados no desenvolvimento da Justiça Portuguesa. As funções do Estado podem e devem ser avaliadas sob um ponto de vista económico? Pode um cidadão perguntar quanto lhe custa o serviço da justiça? Pode uma empresa quantificar os danos emergentes e os lucros cessantes de uma decisão tardia ou errada? Deve um cidadão pedir ao Estado que lhe pague os danos patrimoniais e morais por um erro judiciário? Existem mecanismos legais para obter quaisquer dessas reparações? Convém recordar que a clássica imagem da “hidra da justiça” é composta por três elementos: o custo. A Hidra da Justiça João Correia Sociedade de Avogados Correia. temos de apreciar a sua clareza.

Lembro o Simplex. ainda não foi atingida. No ano de 2008 pretende-se: dar continuidade à reforma e á simplificação e assim. alargada que está a possibilidade de utilização deste rápido mecanismo. O principal erro identificado na (in) justiça encontra-se na imagem da torneira. à liquidação. Passo a explicar. em Portugal. Simplificar o procedimento de pagamento de IVA nas importações. optimização do trabalho e mais informação. Esta nova figura veio “paralisar” a cobrança dos créditos em Portugal e onerar a Justiça a expensas dos exequentes. já implementadas. Nem todos os ventos sopram do norte. Portugal. nos últimos anos. aos recursos. e pugnava pela necessidade de uma ampla reforma neste sector. o novo regime processual experimental. a devida reflexão e experimentação. dado que estes para tentarem cobrar o seu crédito têm que pagar aos solicitadores de execução elevadas quantias a título de provisão para despesas e honorários. alteração legislativa trocou o necessário gotejar da água. A desmaterialização de processos com a entrega de peças processuais on-line. A nível empresarial a cobrança de créditos pela via da acção executiva tornouse extremamente difícil e inaceitavelmente morosa (falamos em anos) com a atribuição aos solicitadores de execução.A Justiça em Portugal (IN) JUSTIÇA Actualmente não é necessário utilizar sistematicamente o tribunal para certificar a incobrabilidade das dívidas. mais acessos. as medidas implementadas vieram permitir às empresas maior rapidez em todos os seus actos. Actualmente não é necessário utilizar sistematicamente o tribunal para certificar a incobrabilidade das dívidas. a Lei de acesso ao Direito. na sua maioria mal preparados a nível técnico e com falta de meios para o exercício das funções. Cumpre ainda efectuar a devida vénia. sente-se e vive-se uma maior morosidade nos Tribunais e uma crescente insegurança nos operadores judiciários face á sucessiva e imparável alteração legislativa em todas as matérias. útil. apenas. o que também acarreta riscos. conciliação da defesa do ordenamento do território com a criação de condições que promovam a produtividade e a competitividade das empresas. desde a constituição. mapa. Um sistema de cobrança de dívidas eficaz é um factor acrescido de confiança para o investimento. do I. na sede reformadora do legislador que ao invés de uma paulatina. do I. já implementadas. dos mesmos e de cada um a seu tempo. o que é manifestamente positivo para as empresas e para a recuperação do crédito malparado.A. mencionado como “a obra do regime”. gizados e implementados de descongestionar os tribunais. saboreada e experimentada. já na década de 70. Disponibilizar aos operadores económicos (contribuintes) a faculdade de emissão na Internet da declaração comprovativa do IVA pago em determinado período na Direcção-Geral das Alfândegas e Impostos Especiais sobre o Consumo (DGAIEC). potenciar a melhoria da atractividade das áreas de localização empresarial (ALE). melhor gestão. para melhorar a resposta do sistema judicial quando tenha de ser utilizado para a cobrança de dívidas e criar condições para a desmaterialização de processos e para uma verdadeira utilização dos sistemas de informação e gestão nos tribunais. pela inovação e modernismo. por via da desmaterialização do recibo. à prática dos actos processuais. de relevo. da sociedade. como também em todas as formalidades da vida corrente das empresas que estão facilitadas e céleres. o novo código dos contratos públicos. desbloquear a acção executiva. de atribuições outrora pertencentes aos Juízes e aos funcionários judiciais. pelo jorrar desabrido e simultâneo de todas as intenções legislativas. Os resultados até à data são pouco eficazes a nível do Contencioso. o saudoso Professor Antunes Varela alertava para o seu estado canceroso. com as inerentes poupanças de meios e esforços em actividades poderá ser 28 . há que realçar as medidas de simplificação na recuperação fiscal. a Justiça tem estado na ordem do dia.disponibilizar a informação do registo comercial em língua inglesa. sem necessidade de se deslocarem aos serviços aduaneiros. o que impediu a necessária maturidade de alguns projectos. pausada. as alterações qualitativas e quantitativas ao Código de processo civil. às medidas no domínio da injunção. Os objectivos legislativos desde 2006. O saldo não pode deixar de ser positivo. rectius. a criação do Registo Comercial Bilingue . senão inversos aos pretendidos. Permitir que os operadores possam exercer o seu direito à dedução utilizando esta declaração desmaterializada. A desmaterialização poderá trazer mais transparência.A. alterações ao Código Penal e ao Código de Processo Penal. O que seria desejável. Desde sempre. As reformas têm vindo a acontecer. a consulta do estado do processo através da Internet ou a tramitação electrónica dos processos. Impõe-se uma urgente cirurgia correctiva ás malformações do sistema. o novo modelo judicial. suficiente e bom para a “colheita” e gerador de tranquilidade. simplificar e reduzir encargos administrativos no processo de licenciamento das áreas de localização empresarial. Toda esta situação terá consequências económicas e sociais a curto e médio prazo. que também não deixa igualmente antever nada de positivo relativamente ao funcionamento da Justiça. as alterações aos actos notariais.Dossier . que carinhosamente apelidamos de “complex”. Castelo Branco & Assoc. há que realçar as medidas de simplificação na recuperação fiscal. na presente data é dos Países mais avançados a nível de solicitações empresariais “na hora“. em frequência maior que a normal ou desejável.V.V. Susana Proença Gabinete F.

se mostram injustificadamente divergentes das orientações dominantes da doutrina e jurisprudência. competentes na sua área territorial para julgar. Por outro lado. como sejam o direito dos mercados de capitais. como técnicos e profissionais do Foro. de Advogados Gonçalves Pereira. muitas vezes apertados e cominatórios. colocando em causa que tivessem instaurado uma acção. inexistindo a coragem política de atacar uma das principais fontes desse mal: a impunidade dos magistrados. após o final do julgamento. com as consequências nefastas para os cidadãos e para a economia… É tentador criticar e é-o. Advogados com a experiência profissional e académica adequadas e que compreendam a linguagem e a dinâmica empresariais podem aconselhar e acompanhar os seus clientes em negociações pré-contenciosas que permitam evitar litígios desnecessários e. ao contrário dos advogados e das partes que estão sujeitos a prazos.Dossier . com as consequências nefastas para os cidadãos e para a economia… Outra preocupação frequentemente manifestada é a da falta de previsibilidade dos litígios submetidos aos Tribunais Judiciais. Mas.ª Instância. Castelo Branco & Associados. agravando-se assim o seu congestionamento e a consequente morosidade na aplicação da justiça. justificada. sem estarem sujeitos a qualquer sanção. não excluímos que empresas mais habituadas a lidar com o sistema judicial incorporem de forma consciente nos seus preços o custo de um potencial litígio. caso seja necessário. embora segundo a nossa experiência raramente deixem de investir em Portugal exclusiva ou principalmente devido à ineficiência do sistema de justiça. R. processos de insolvência. que se encontram actualmente perto da ruptura e incapazes de dar resposta aos litígios que têm de dirimir. a propriedade intelectual ou o direito comunitário. especialmente.A Justiça em Portugal A Ineficiência da Justiça Portuguesa e as Empresas Enquanto este problema não for “ceifado”. a percepção negativa em relação ao sistema judicial. Embora seja necessário assegurar a possibilidade de correcção e evolução das decisões jurisprudenciais. Este caso paradigmático de mau funcionamento do sistema afecta não só as partes directamente envolvidas. sediadas num país dito terceiro-mundista. como sejam a mediação e a arbitragem. especialização essa que muitos magistrados não possuem. por exemplo. como contribui para criar e manter alguma descrença generalizada na Justiça em muitos outros agentes económicos. que a opinião generalizada de que os tribunais são ineficientes é. suspensões e anulações de deliberações sociais e recursos de contra-ordenações em direito da concorrência. os Advogados podem aqui desempenhar um papel importante na defesa dos interesses das empresas que representam. Destaque-se aqui o caso dos Tribunais de Comércio. propor meios alternativos de resolução de litígios. em especial dos Tribunais de 1. encontram aí dificuldades que acabam por tornar a sua actividade menos atraente e mais arriscada do que à partida esperariam numa economia da UE. não tem impedido o recurso intensivo aos Tribunais Judiciais. sendo de sublinhar a crescente importância atribuída à prestação de múltiplas garantias que dissuadam o incumprimento e/ou tornem menos necessário o recurso aos Tribunais em caso de incumprimento contratual. Já se chegou ao ponto de empresas marroquinas. se feito de modo leviano. Daí que. Estes defeitos são particularmente difíceis de entender por clientes estrangeiros que. especialmente em pequenas e médias empresas constatamos uma menor propensão para negócios com novos parceiros ou em moldes diferentes dos habituais. Apesar de não poderem superar todos os entraves estruturais do sistema. desconfiarem da seriedade dos advogados portugueses. Embora seja um mal que afecte a generalidade do sistema. se os mesmos se adaptarem às partes e às questões concretamente em disputa. por exemplo. a morosidade no andamento dos processos judiciais não é tolerada pelas empresas. mesmo que se trate de uma questão extremamente simples! Enquanto este problema não for “ceifado”. vindo a ser alteradas em sede de recurso Esta realidade poderá ser explicada não só pela falta de tempo dos juízes como também pelo maior grau de especialização requerido em determinadas matérias. também é certo que muitas decisões dos Tribunais. a morosidade permanecerá. Paradoxalmente. Entre os defeitos apontados à Justiça portuguesa pela maioria das empresas cumpre desde logo sublinhar a sua morosidade. a morosidade permanecerá. possa levar anos a ser proferida. cremos que também estas vêem com profundo cepticismo e desconfiança o funcionamento do sistema judicial português. No que respeita especificamente às empresas.L. malgrado as medidas legislativas tomadas recentemente. tal a demora no andamento do processo! 29 . uma sentença. julgamos. mitigando assim os custos da ineficiência do sistema judicial português. Estas preocupações têm conduzido a cautelas acrescidas na negociação e celebração de contratos. Com efeito. Embora seja uma realidade difícil de determinar com certeza. mormente as estrangeiras1 e em particular no que respeita a matérias que perturbam o seu normal funcionamento. a seu bel-prazer. Pois. Os paliativos legais de combate à morosidade são em grande medida demagógicos. os magistrados podem incumprir os prazos 1 Frederico Bettencourt Ferreira Miguel Esperança Pina Soc.

A Justiça em Portugal Justiça em Portugal 2008 Como explicar a um cliente que um processo aguarde vários meses por uma decisão. Os códigos de processo continuam a dar inúmeras possibilidades aos advogados – e. comercial ou fiscal têm sido alvo de menor cuidado. entretanto. Várias organizações. muitos infelizmente derivados da conjuntura económica nacional e internacional. Efeitos e Saídas A impunidade beneficia claramente os prevaricadores e perverte a lógica do mercado. E são clientes com capacidade financeira conhecida! Às situação mais frequentes como as que acima refiro acresce a conflitualidade política que se instalou e que leva a que os tribunais administrativos tenham sido inundados de requerimentos de providências cautelares em relação a diversos assuntos. da autoria do Forum para a Competitividade. Sem dúvida que Portugal muito ganharia com uma justiça célere. Os poderes públicos têm-se preocupado mais com a justiça penal do que com qualquer outra – quem sabe por ser a mais mediatizada e a que mais dividendos políticos imediatos pode capitalizar. Todos vivemos casos de inoperância do sistema judicial ou vemos relatos de situações dramáticas resultantes dos atrazos na decisão de processos judiciais. Apesar das várias alterações introduzidas nas leis processuais. quando esse processo apenas tem em vista confirmar uma sentença estrangeira? Não se discute o fundo de qualquer problema. Com a implantação do Estado de Direito e a abertura de Portugal à Europa. Ao invés. quando esse processo apenas tem em vista confirmar uma sentença estrangeira? Não ficamos surpreendidos quando ouvimos dizer que a Justiça portuguesa está em crise. aos seus clientes – de se socorrerem de expedientes vários que alargam o tempo razoável de pendência dos processos. apesar de serem. segundo um provérbio anglosaxónico “late justice is no justice”. entre outros. Segundo o relatório “O Sistema de Justiça e a Competitividade da Economia Portuguesa”. a empresa contra a qual se pretendia fazer valer um direito requereu declaração de insolvência? São casos reais. A reacção nem sempre é boa e com frequência se ouve dizer que o investimento que os clientes haviam encarado não se concretizará. um dos factores de desincentivo do investimento estrangeiro em Portugal. valha a verdade. aque- 30 . se algum dia será necessário recorrer a tribunal e que o panorama acima descrito não Maria de Lourdes Lopes Dias Gabinete Lopes Dias & Associados gera confiança.Dossier . o sistema de justiça. porque nunca se sabe o que pode acontecer. Facilmente têm concluído que o estado da justiça portuguesa constitui. seguramente. é verdade. É que. Excesso de processos pendentes. as justiças civil. escassez de meios e falta de racionalização na organização e utilização dos mesmos caracterizam o sistema. processo que pressupõe uma confirmação prévia da referida sentença no que aos aspectos formais diz respeito e que se encontra legislado por Regulamento Comunitário que não oferece dúvidas? Como explicar a outro cliente que o processo iniciado há dez anos a seu pedido não será julgado porque. em consequência. embora não seja condição suficiente para o desenvolvimento João Santos Sociedade de Advogados MIRANDA CORREIA AMENDOEIRA & ASSOCIADOS económico e social. que vivemos no nosso quotidiano. os processos – a maioria dos processos de maior relevo económico ou mediático – arrasta-se incompreensivelmente por diversos anos. mas que não pactue com habilidades e inércias. Nem sempre por força da inoperância dos tribunais. nacionais e internacionais. Acrescem também os inúmeros pedidos de declaração de insolvência apresentados nos tribunais de comércio. que não deixe de acautelar as defesas necessárias a todos os cidadãos. é condição necessária para o funcionamento eficiente de uma economia de mercado. Como explicar a um cliente que um processo aguarde vários meses por uma decisão. as solicitações sobre o sistema de justiça cresceram exponencialmente mas a máquina judicial não foi capaz de as acompanhar adequadamente. Infelizmente. apenas se pretende fazer executar sentença estrangeira. É um lugar comum dizer-se que o sistema de justiça Português funciona mal. É bem verdade! O Sistema de Justiça em Portugal – Problemas. têm vindo a analisar a situação. outros fruto de “habilidades” que evitarão a necessidade de cumprimento de obrigações assumidas.

é correcto dizer-se que. a atribuição de novos meios operacionais aos tribunais. como todos sentimos.371 acções civis. em prejuízo daqueles que se esforçam por cumprir pontualmente as suas obrigações. gera-se um clima de concorrência desleal entre os agentes do mercado. Em especial. o que se traduz numa cifra a rondar 6. Cada um dos quatro juízos deste tribunal tem cerca de três mil processos distribuídos. conceitos como os do planeamento. ao nível do sistema judicial. da autoria da Associação Industrial Portuguesa aponta como obrigação das políticas públicas “Melhorar o funcionamento do Sistema da Justiça com o objectivo de assegurar na prática e em tempo útil o cumprimento dos contratos e a segurança da vida económica. de cartões de crédito. em 2007 o Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em Portugal aumentou. além de tudo o resto. contra 534. O Relatório de Competitividade 2007.o “seu” tribunal está na completa ruptura. em termos gerais. em especial nos casos em que os mesmos existem apenas para garantir o reembolso do IVA. com a criação de novos tribunais especializados. o número de acções civeis iniciadas em 2006 foi de 472. bancos e seguradoras.Dossier . Ademais. pois nele se apreciam e decidem os processos de insolvência. o funcionamento da justiça portuguesa contribui também para um pior resultado da economia Portuguesa. De acordo com o presidente do Forum para a Competitividade. controlo e medição da eficiência sejam introduzidos. empresas de telemóveis. não tem condições de pagar e por aí em diante. sejam eles executados ou insolventes. de incremento da competitividade das empresas. aliviar os tribunais dos processos de cobrança de dívidas. envolvendo. De facto.467 na mesma data do ano 2000. Um estudo do Prof. a duração média dos processos declarativos findos em 2005 nos tribunais portugueses foi de 23 meses e a dos processos executivos foi de 32 meses – as piores médias desde 2000. numa óptica de simplificação e.um dos tribunais mais importantes para os agentes económicos. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística relativos ao estado da justiça civil. Se do ponto de vista administrativo se têm conseguido progressos assinaláveis na melhoria da qualidade dos serviços públicos aos utentes. Em 31 de Dezembro de 2006 estavam pendentes nos tribunais portugueses 1. a reforma – talvez. com impacto directo na tesouraria dos agentes económicos. um sistema de justiça mais eficiente permitiria a Portugal captar mais cerca de 10% de investimento do que atrai até hoje. em segundo lugar.. e de satisfação dos credores. privados e públicos: quem não recebe. em larguíssima medida. a simplificação das formalidades judiciais. resultantes da aplicação do programa “Simplex”. publicados em Julho de 2007. pelos diversos operadores.” Chegados a este ponto. das quais 83% ganhas pelos contribuintes. vive-se uma crise de confiança entre os agentes económicos quanto às garantias de cumprimentos e de “enforcement” dos contratos que celebram. No entanto. A impunidade beneficia claramente os prevaricadores e perverte a lógica do mercado. Silva Lopes indica 7 anos de prazo médio de duração das execuções tributárias.117 em 2004. este cenário tem contribuído para descredibilizar a nossa economia além-fronteiras. o sistema de justiça Português é comummente tido como incorrupto e a qualidade média das decisões que produz é bem apreciada. 84% face ao ano anterior e 214% face a 2004.. de leasing e factoring.5 mil milhões de euros. dever ser despachado com precedência sobre os demais processos e sem suspensão em tempo de férias judiciais. denegação de Justiça e factor de ineficiência micro e macro-económica. contra 932. Deste ponto de vista. importa que. o sistema de justiça Português é recorrentemente apontado pelos potenciais investidores estrangeiros como um dos factores negativos a ter em conta no momento de tomas decisões de investimento. A um nível mais abrangente. à falta de outros meios alternativos. e. 31 .A Justiça em Portugal las cujos resultados têm maior impacte directo na competitividade da economia e na captação de investimento estrangeiro.259. importa resolver dois aspectos que são responsáveis. não perder o que ainda temos de positivo – de acordo com dados da AICEP . em termos líquidos. A implementação do novo mapa judiciário. desde logo. pela paralisação da máquina judicial em função do número de pendências que lhes estão associados: em primeiro lugar. Por outro lado. em especial. A ideia disseminada de que a justiça é lenta constitui um estímulo ao incumpri- mento generalizado das obrigações. Importa. A partir daqui. agilizar os mecanismos de liquidação do património dos devedores. em última instância. a previsibilidade das decisões e a acessibilidade – em todas as suas dimensões – à Justiça são imperativos da reforma. muitos dos quais se encontram “rigorosamente parados”. Uma situação com estes contornos é geradora de graves injustiças e ineficácias. será possível pensar que a Justiça já não será um projecto adiado. Com efeito. de propriedade industrial e os que respeitam à vida das sociedades comerciais .254. De acordo com a juíza-presidente do Tribunal do Comércio de Lisboa . apesar de a sua maioria ter natureza urgente e. Justiça lenta é. por isso. revolução – do sistema de justiça não pode continuar a ser um projecto adiado.497 em 2005 e 516.

de um sistema judicial declarativo que até há pouco associava as desvantagens do regime italiano com os inconvenientes do sistema norte-americano. Nuno Líbano Monteiro Sociedade de Advogados PLMJ – A.A Justiça em Portugal A Justiça dos Advogados As empresas. last but not least. A iniciativa privada tem uma capacidade e um pragmatismo que. com grande destaque para a criação de tribunais de comércio. Por outro lado. Não fazendo uma revolução no sistema judiciário. caso em que – como é evidente – devem ser assegurados todos os meios de defesa. M. desenvolvendo tribunais onde as empresas se encontram e especializando as suas competências. as partes. Portugal está a evoluir para uma forma de processo em que a fase escrita tende a ser cada vez menor e a oralidade passa a reinar. a grande fatia da litigância cível em Portugal prende­‑se com as empresas e. para se conseguir uma justiça melhor e mais célere. onde os cidadãos e as empresas cada vez mais recorrem à justiça para fazer valer os seus direitos e. o agente de execução. sem contar os processos de natureza criminal. o regime aplicável à acção executiva tem sido objecto de muitas alterações na última década. venda e pagamento ao exequente). por um lado do desenvolvimento do país. frequentador assíduo dos tribunais de comércio. Para mais. Certus an incertus quando! É difícil falar do sistema judicial português no espaço de uma folha A4! Com a falta de espaço que tenho. nada melhor para falar da justiça portuguesa do que olhar um pouco para os grandes números. para além de serem o motor da economia. por causa disto. o contencioso societário ou o direito da concorrência (pena é que cheguem sistematicamente tarde). como se pode verificar pelos números que referi acima: alterar práticas centenárias de concentração de todos os serviços nos tribunais. a par da especialização. Esta constatação tem de merecer a atenção do Estado. desde que respeitando os princípios constitucionais do estado de direito. penso que todos ganharão com isso. dentro destas. A justiça portuguesa especializada é qualitativamente boa. Portugal tem pouco mais de dez milhões de habitantes. Os juízes. apostando fortemente na especialização de competências.e particularmente as empresas . com a sua filosofia client oriented tudo fará. que verão a justiça realizada de forma mais justa e eficaz. Se atentarmos que em 2006 estavam pendentes mais de um milhão e cinquenta mil processos. Júdice e Associados público que por sua vez terão oportunidade de demonstrar o seu brilho na arena do julgamento e. os advogados e o ministério 32 .as partes devem regular a forma de resolver os eventuais litígios. temos de considerar que. por outro. com a criação dos juízos de execução em algumas comarcas. Estou certo que não serão mais de 10% os casos em que o devedor se vem opor ao exequente e. são também o prin- cipal utente dos serviços da justiça cível. tenho sido muitas vezes surpreendido com brilhantes decisões sobre complexas questões de natureza especializada em áreas como o direito das empresas. quer por via da especialização dos tribunais. com os procedimentos para cobrança de créditos. sendo logo no momento da celebração do contrato que – contactando sempre com o advogado . dentro da legalidade. para além de serem o motor da economia. As empresas. da necessidade de adaptação do sistema à dinâmica das empresas e da vida moderna.Dossier . a propriedade intelectual. Sáragga Leal Oliveira Martins. Portugal tem um processo por cada cinco habitantes activos. se não houver oposição por parte do devedor. medida que nos princípios me parece correcta. Está criada a oportunidade para que as associações empresariais e outros grupos de interesses alertem os seus associados para as vantagens da justiça privada. pois conjugava uma fase escrita muito extensa do primeiro com uma audiência muito longa do segundo. verificamos que cerca de novecentos e cinquenta mil são execuções e que estas são maioritariamente instauradas por empresas. continuar a desburocratizar os procedimentos e a chegar rapidamente à fase do julgamento.a optar pelos meios alternativos de resolução da justiça (ADR) é também uma medida que eu acredito que venha a fomentar uma mais célere realização da justiça. o novo mapa judiciário parecer querer estender à generalidade do país a criação de mais juízos de execução. Nesta. Numa primeira fase o regime quase colapsou. os restantes 90% sofrem as delongas. O objectivo é proceder à apreensão de bens e seguidamente à venda no mais curto espaço de tempo para com o produto pagar ao credor exequente. Estado a mais gera ineficácia. Em geral. Portugal parece querer. obrigou a uma mudança de mentalidade que estou convencido que irá começar a dar frutos. da operação logística inerente (apreensão. conciliar os princípios da eficácia e especialização com os da justiça nas decisões e sua execução. Recentemente o governo anunciou a intenção de reorganizar o mapa judiciário português. É interessante verificar que a tensão entre a segurança e a justiça se mantém cada vez mais actual. são também o principal utente dos serviços da justiça cível. passo a passo e através de medidas concretas. como tal. É evidente que a especialização dos tribunais gera maior qualidade das decisões e sendo este o caminho que o Estado parece seguir é importante prosseguir ainda com a adaptação da organização dos tribunais à realidade social e sociológica do país. dos quais em fase activa encontramos apenas cerca de cinco milhões e meio de pessoas. Enquanto Advogado ligado à litigância comercial e empresarial e. o mercado de capitais. na medida em que verão o seu trabalho essencialmente virado para a nobre arte de julgar. Pereira. Deixo para final a questão da acção executiva. para assegurar que o crédito do exequente é pago da forma mais célere e eficaz possível. deve ser aplicado na organização e funcionamento da justiça quando ligada à empresa. Se conseguirmos. Num universo de pouco mais de um milhão de processos pendentes. A recente alteração do regime das custas judiciais que premeia e convida as pessoas . o serviço da justiça é essencialmente logístico. especialmente agora que a figura do agente de execução foi alargada ao advogado. Estou certo que a tormenta judicial é já parte do passado e que o futuro será o de uma justiça eficaz. Felizmente. Esta realidade é espelho. quer por força da entrega a um terceiro. Este. pendente nos tribunais! Porém.

SEPA Programme Director. Facilitar o acesso à Justiça. Thomas Stephenson concedeu-nos o privilégio de aceitar ser o orador convidado no almoço conjunto com o American Club. tornando-a mais simples e célere. dois processos eficazes para resolver conflitos empresariais foi o tema proposto para ser discutido no pequeno-almoço organizado pela Câmara com o apoio da Mediarcom.Sobre a CCAP Galeria de Fotos Tendo apresentado as credenciais no início de Fevereiro. que teve lugar no dia 15 de Fevereiro no Hotel Meridien.Fotos de J. Breakfast about Conflict Resolution Peter Jameson. é o objectivo ao se divulgar e promover processos alternativos na prevenção e resolução de conflitos de forma privada.SEPA: What Now and What Next? The view from a Pan-European Bank 33 . o novo Embaixador dos EUA em Portugal. Thomas Stephenson . não adversária e expedita. Almoço com orador convidado o Senhor Embaixador dos EUA em Portugal. subordinado ao tema Perspectives on US-Portuguese Relations and Global Challenges o qual foi muito concorrido. que decorreu no dia 26 de Fevereiro no auditório da IBM. EMEA Cash Management do Citi esteve em Portugal e preparou para os Associados da Câmara um workshop sobre o SEPA. que teve lugar no dia 13 de Fevereiro no Hotel Real Palácio.Marques Arbitragem e Mediação. Foi uma oportunidade para conhecer esta nova realidade. Workshop .

Teixeira dos Santos 1. Marketing online . Assembleia-geral . Embaixador da Nigéria. Ministro das Finanças como orador num almoço que teve lugar no dia 16 de Abril no Hotel Sheraton.Novo Regime Fiscal Relativo a Pagamentos a Não Residentes e Acordos Prévios de Preços de Transferência 1.José Joaquim Oliveira.Sobre a CCAP Realizou-se no dia 10 e 11 de Abril uma acção de formação organizada pela Google sobre marketing online e muito particularmente sobre Google adwords. Teixeira dos Santos e José Joaquim Oliveira Realizámos no passado dia 15 de Abril a Assembleia-geral da Câmara do Comércio Americana em Portugal onde foram aprovados por unanimidade o Relatório de Gestão e as Contas de 2007. Vasco Pinto Basto e Graça Didier Decorreu no dia 22 de Abril no auditório da FLAD um seminário sobre o novo regime fiscal relativo a pagamentos a não residentes e acordos prévios de preços de transferência. que de uma forma muito clara e esclarecedora nos puseram a par das últimas novidades sobre esta matéria. Raquel Sousa Leite e Pedro Penalva 2. Contámos com as excelentes intervenções da Dr. tivemos o privilégio de contar com o Sr. Joseph Williams. Marques 1 1 1 2 3 Almoço com orador convidado o Senhor Ministro das Finanças. Teixeira dos Santos e Rui Machete 3.Google adwords Com uma sala cheia. Carlos Loureiro e Graça Didier 1 34 .ª Sandra Marques Esteves e do Dr. Embaixador da Austrália. Seminário . John Johnson. A adesão foi muito grande testemunhando a importância destas novas ferramentas de marketing nos dias de hoje. Charles Buchanan. Emmanuel Obiako. Foto de J. Carlos Loureiro. O tema abordado foi a situação económica mundial e as implicações da mesma em Portugal. Dr.

exercer uma Advocacia Livre e Independente. Novidades sobre os Nossos Sócios Alcatel-Lucent e NEC anunciam Joint Venture de Evolução de Longo Prazo (LTE) como primeiro passo de uma colaboração mais alargada Esta joint venture vai-se concentrar no desenvolvimento de soluções de acesso de banda larga sem fios LTE (Evolução de Longo Prazo).com Presidente do Conselho de Administração: Prof. Galante. Navega.pt Website: www. Direito Marítimo. Sociedade de Advogados. A linha de “Alimentação Saudável” vai de encontro às necessidades primárias e fundamentais. Avenida 5 de Outubro.: +351 223 389 900 / +351 217 820 600 Fax: +351 222 088 710 / +351 217 820 602 E-mail: dcc@cgcgenetics. 7 1050-047 Lisboa Tel.com César Pratas & Associados. corresponde ao desenvolvimento do escritório de Advogados César Pratas Advogados que deu inicio á sua actividade em 1974. Roque e Associados e a Seara. A estratégia de desenvolver testes de prestação exclusiva. para uma alimentação saudável e rica em nutrientes essenciais para o bem-estar e vida saudável. Lopes.pt A Coutinho e Alexandre comercializam a Naturplan. uma linha de substitutos de refeição. a Alcatel-Lucent e a NEC vão. Infante Santo.patrocinio@axa-seguros. +351 21 350 61 82 / +351 96 159 18 32 Fax: +351 21 350 61 03 E-mail:. Estas soluções vão suportar a evolução das redes de clientes de todo o mundo. O CGC segue uma rigorosa política de controlo de qualidade. a par do reconhecimento de Qualidade que o CGC tem. Seara e Associados foi criada em Agosto de 2007 e resultou da fusão de dois escritórios sediados em Lisboa: a Correia. 4000-432 Porto Av. Coutinho e Alexandre Lda Av. A linha de “Suplementos Alimentares” foi desenvolvida de forma a dar uma solução saudável para os problemas com que todos nos deparamos no nosso dia-a-dia. César Pratas & Associados. Sociedade de Advogados. o primeiro laboratório de Genética Médica certificado pela norma ISO 9001:2000 e o primeiro com certificação CLIA (Clinical Laboratory Improvement Amendments).º 10-1. O nosso caminho rumo à preferência está traçado e definido na nossa estratégia de diferenciação cujos pilares prioritários são a Qualidade de Serviço. O CGC pertence à Rede COTEC Portugal e integra o Pólo de Competitividade e Tecnologia da Saúde – Health Cluster Portugal. com especial relevo para as questões de Direito Ambiental. A sua actividade é geograficamente diversificada.filipe. O Grupo AXA apresentou. as duas empresas vão fazer uso dos recursos de investigação e desenvolvimento que possuem e tirar partido da experiência comprovada que têm ao nível das tecnologias chave sobre as quais a próxima geração de acesso sem fios está alicerçada. ou quase exclusiva.L. sendo constituída por uma linha de produtos sem glúten. 1350-179 Lisboa Telf.cesarpratas. que fornece os suplementos alimentares adequados. a Sport Plan. Madeira e ainda correspondentes em todos os países da União Europeia.telepac. a Protecção Financeira.geral@mail. Tirando partido da estratégia e da plataforma comuns de LTE da joint venture. Vaz e Associados. Neto. a cada etapa da vida.pt A Correia.. Coelho. tais como IP .L.pt Website: www. a diferenciação e o desempe- 35 . A CGLR contava com a colaboração de 12 advogados e a SCNGV integrava 9 advogados.: +351 21 355 22 50 / +351 21 330 36 60 Fax: +351 21 355 22 68 / +351 21 314 43 47 Email: csa_lisboa@correiaseara. gerir a entrega. 211 . Vilamoura. E para quem faz do desporto um modo de vida foi criada uma marca específica.naturplan. cada uma. líder mundial da Protecção Financeira. CGC Centro de Genética Clínica Rua Sá da Bandeira. Rua Castilho. poupança e transmissão de património. previdência.1. colocam-no entre os players internacionais. R.A. a execução dos projectos e a assistência dedicada aos seus clientes respectivos. atendendo às diversas questões da vida das empresas.cgcgenetics. Sesimbra. com maior concentração na Europa Ocidental.: +351 21 253 92 66 Fax: +351 21 255 31 84 E-mail: geral@naturplan. Com a criação da CSA pretendeu-se assegurar uma Advocacia multidisciplinar. Gambôa. a Alcatel-Lucent e a NEC estão a afirmar o seu compromisso com o investimento em investigação e desenvolvimento e a combinar estes investimentos para acelerar a inovação. Através deste esforço conjunto.L. Doutora Purificação Tavares Desenvolvido em 1992. 5 de Outubro n. 17. respondendo às suas necessidades em matéria de produtos e serviços de seguros. pelo que tem sido reconhecido através da atribuição de variadíssimos prémios. deontologicamente capaz de manter uma forte solidariedade com os seus clientes e. Direito da Energia e Direito das Novas Tecnologias. médias e grandes empresas. entrada múltipla/saída múltipla (MIMO) e acesso múltiplo com divisão ortogonal de frequências (OFDMA). pequenas. América do Norte e Ásia/Pacífico. R.pt Website: www. 706 . luis. Nesta joint venture. É desenvolvida em laboratório farmacêutico cumprindo todas as regras e boas práticas de fabrico exigidas pela lei.com Website: www. O nosso negócio.º. Correia. a Inovação de Produtos e a Gestão da Distribuição. um volume de negócios de 94 mil milhões de euros. R. em 2007.1. uma linha de alimentação com produtos de origem 100% biológica e uma linha de alimentação dietética e de chás. geograficamente distribuída por Portugal e pelo mundo globalizado. Seara e Associados Sociedade de Advogados. A Sociedade evoluiu e criou diversos departamentos de actuação dentro do Direito Societário e Comercial. assegurando assim um acompanhamento personalizado e próximo dos seus clientes.º andar 1070-051 Lisboa Telf. fundada em 1999. marca de referência de suplementos alimentares e de alimentação integral e biológica.correiaseara. possuindo assim capacidade para litigar em qualquer dos países membros. o primeiro laboratório com Programa de Rastreio Pré-Natal.: +351 21 385 06 84 Fax: +351 21 388 79 26 Email: cesarpratas. Praça Marquês Pombal Nº14 1250-162 Lisboa Telf:. A Sociedade possui escritório Lisboa.pt A AXA Portugal pertence ao Grupo AXA. que inclui a participação nos mais conceituados esquemas internacionais de Avaliação Externa de Qualidade nas áreas de actuação. 34 – 3º.º andar 1050-056 Lisboa Telf. Seixas. Costa. simultaneamente.Sobre a CCAP Novos Sócios AXA SEGUROS S. o CGC é o primeiro Laboratório privado de Genética Médica em Portugal. consiste em acompanhar os nossos clientes particulares. As preocupações do CGC tem sido o rigor e a qualidade dos serviços prestados. apresentando-se nos mais diversos formatos.

As duas empresas vão disponibilizar as primeiras versões comerciais em 2009 e vão tirar partido da sua experiência comprovada em tecnologias sem fios para assegurar a integração sem problemas da tecnologia LTE nas redes W-CDMA/HSPA e CDMA/EV-DO actuais dos seus clientes respectivos. mas também pelo investimento em inovação. e actuar de forma preventiva sobre essa mesma condição. A sua participação nesta associação tem o objectivo de promover em Portugal os valores da Tradição. tornando possível a determinação de um risco individual de desenvolver determinada doença ou condição. sem qualquer dúvida. Rede de PME Inovação da COTEC Portugal O CGC pertence à Rede de PME Inovação da COTEC Portugal desde Setembro de 2007. 36 . Património e Cultura que os Historic Hotels of Europe pretendem preservar a nível europeu. Os membros Portugueses da associação Historic Hotels of Europe são as Pousadas de Portugal e os Hotéis Heritage Lisboa.Sobre a CCAP nho dos produtos. com) foi fundada em 1997 com o objectivo de promover o património histórico e cultural e uma consciência global das tradições e costumes de cada país da Europa. Rapidez e Redução de Custos. que nos desafiam todos os dias a apresentar as melhores soluções. Na abertura dos Seminários foi introduzida. instituição com 16 anos. e a implementação no CGC de produtos e/ou serviços inovadores. Grã-Bretanha. Para mais informação por favor consultar www. Madeira. e a elaboração de uma terapêutica personalizada com ganho evidente na gestão dos recursos. em muitas situações. Áustria. mais tarde designado por Health Cluster Portugal.barclays. médicos e farmacológicos. que se reflecte na implementação das metodologias e recursos técnico-científicos mais recentes e na criação de novos serviços e/ou produtos. e de testes farmacogenéticos aplicados a variadas doenças multifactoriais desde as cardiovasculares às oncológicas. O Barclays continua a apostar no crescimento da área de Corporate Banking. No futuro.Carlos Borges e Pedro Santos . No seguimento desta estratégia de desenvolvimento. Esta oferta renovada inclui flagships e agências dedicadas. Uma nota também para o reposicionamento do segmento Premier do Barclays. em Ashford. Para finalizar a sessão de continuidade alguns empresários convidados impressionaram a audiência testemunhando os resultados notáveis que as suas empresas tem alcançado por efeito da implementação do Lean Six Sigma. França. A genética médica representa. Hungria. O objectivo das duas empresas é conseguir uma disponibilidade mais rápida de soluções LTE. Recentemente o CGC passou a integrar duas iniciativas do mais elevado prestígio: Rede de PME Inovação da COTEC Portugal e o Pólo de Competitividade e Tecnologia da Saúde Health Cluster Portugal. Esta assembleia teve lugar em Abril. Barclays com aposta forte nas necessidades específicas dos seus clientes O Barclays Bank continua a intensificar a sua presença em Portugal e a servir os seus Clientes de forma diferenciada. Hoteis Heritage Lisboa eleitos para a direcção dos Historic Hotels of Europe Foi na última Assembleia Geral dos Historic Hotels of Europe que os Hotéis Heritage Lisboa foram eleitos para fazer parte da direcção desta associação. recursos. esta colaboração deverá estender-se a soluções completas baseadas em CDMA de terceira geração (3G). tem-se distinguido não só pelo rigor e qualidade dos seus serviços. a convite da AESE e a APGEI respectivamente. O principal objectivo da I&DT do CGC centra-se no desenvolvimento de novos diagnósticos. ilustraram os seus benefícios e descreveram o respectivo processo de implementação. entre outros. Luxemburgo. apresentando um serviço diferenciador em que os Clientes são acompanhados por um Gestor dedicado que os apoia à medida das suas necessidades e preferências. a necessidade das empresas adoptarem processos profissionais de gestão que promovam a produtividade. Com os auditórios totalmente preenchidos e a satisfação manifestada pelos participantes. os aspectos ligados às condições. A importância e a actualidade do tema atraíram um elevado número de profissionais das mais variadas empresas a operar em Portugal. Suécia. em Lisboa e no Porto dois seminários subordinados ao tema Lean Six Sigma: Qualidade. Grécia. actualmente. entre outras) e com outras instituições ou associações. A integração nesta rede vem distinguir o carácter inovador do trabalho desenvolvido pelo CGC “na sequência da avaliação conjunta de diversos factores que ponderam. A continuidade do crescimento da rede de agências a nível nacional (abertura de 65 novas agências em 2007) permite ao Barclays estar cada vez mais próximo dos seus Clientes. que representa. pt/premier. Portugal. Algarve. inovadora e de acordo com as suas necessidades específicas. servir uma base alargada de clientes globais e estabelecer uma posição de liderança na fase de desenvolvimento inicial do mercado LTE. Minho. Noruega. a medicina do século XXI: a medicina voltada para o individuo. o CGC tem privilegiado colaborações com Universidades nacionais (FMDUP . Bélgica. e constituído em Abril de 2008. no sentido de promover a investigação em áreas de interesse comum.HistoricHotelsofEurope. Espanha. um dos campos científicos de maior crescimento. UNL. Conhecem-se cada vez melhor os factores genéticos associados à maioria das doenças e condições clínicas humanas. A associação Historic Hotels of Europe (www. Suíça e País de Gales. processos e resultados no âmbito da inovação”. Actualmente Historic Hotels of Europe é composta por 17 associações e cadeias hoteleiras situadas em 15 países da Europa: Alemanha. bem como a uma vasta gama de soluções avançadas baseadas em IP e ainda a outras áreas. a equipa da CopiRisco orgulha-se de contribuir para a sensibilização da comunidade empresarial portuguesa no âmbito dos processos de melhoria contínua das organizações. Irlanda. um serviço ímpar e regalias exclusivas para os Clientes deste segmento. Tecido empresarial português cada vez mais permeável à melhoria do desempenho operacional e financeiro A CopiRisco promoveu. Os partners da CopiRisco . Os perfis genéticos construídos com base neste conhecimento permitem o estabelecimento de uma medicina personalizada. que lançou recentemente uma nova proposta de valor assente num conceito de “well designed banking”. Inglaterra onde foram discutidas e aprovadas medidas para continuar a promover o turismo cultural local e regional a um nível internacional. de doença e preventivos.abordaram os fundamentos desta metodologia altamente eficaz na maximização da rentabilidade das organizações. CGC Centro de Genética Clínica na COTEC e Health Cluster Portugal O CGC Centro de Genética Clínica. oferecendo novos produtos e serviços concebidos especificamente para satisfazer as exigências crescentes das empresas modernas. com o objectivo de promover a internacionalização da capacidade de desenvolvimento e investigação instalada em Portugal. sofisticado e de alta qualidade. no contexto do desempenho económico dos próprios países. Por outro lado a farmacogenética permite conhecer a reacção individual a um certo fármaco. ou grupo de fármacos. Health Cluster Portugal O CGC faz parte das instituições que promoveram a fundação de um Pólo de Competitividade e Tecnologia da Saúde. seguindo a máxima ‘prevenir antes de tratar’. Itália.

uma fábrica com 22 mil m2. Com este investimento. “Os resultados alcançados são um forte sinal de que o presente ano é bastante promissor para a mCorporate. Actualmente. a empresa estima obter um crescimento da sua facturação na ordem dos 380 mil euros. Pelo facto da naioria dos seus clientes pertencerem ao ramo da indústria petrolífera. através do qual se pretende promover a inclusão de populações mais vulneráveis. bem como da demonstração do arranque industrial de novos processos. Índia. o que equivale a um total de 36 postos de formação e 42 computadores nos novos Centros de Formação. inclui agora os sectores da Cortiça. a Microsoft dispõe de outros dois projectos em Portugal. A aquisição representa um importante aumento da capacidade de produção da Hovione. Em 2007. numa área de 10ha. A Portugal Telecom (PT) e a IBM Portugal anunciam a conclusão do projecto de migração da infra-estrutura de mainframe que suporta as áreas de facturação e Clientes da PT Comunicações. empregando 181 pessoas. “pois a Europa parece empenhada em multiplicar legislação que fere a nossa competitividade em termos de custos e de rapidez de execução”. decidiu investir na sua internacionalização. Director Geral do Grupo. a utilização do curriculum Literacia Digital. Microsoft e CITEVE alargam programa de empregabilidade – para além do sector têxtil. “esta é uma aposta ganha uma vez que o sector petrolífero está a gerar grandes margens de lucro e a potenciar o investimento estrangeiro”. mas também funcionar como uma plataforma para entrar em novos mercados emergentes. Vidro e Cerâmica. os Clientes Empresa do Millennium bcp têm a possibilidade de realizar operações de consulta de saldos. A compra inclui um Centro de Investigação. o Millennium bcp disponibiliza um serviço que permite simplificar os mecanismos de reconciliação bancária na Empresa. O Programa TII. através da implementação de um plano de formação em TIC. que pretende melhorar as condições de vida e a sua potencial empregabilidade e contacto com familiares. o que significa. garantindo um maior e mais coordenado número de validações efectuadas. face a 2006. a Hovione dá resposta numa visão de longo prazo à sua vocação industrial e resolve o problema do clima desfavorável que se vive na Europa relativamente à industria química – acrescenta aquele responsável. para o qual o futuro da Hovione em Portugal passará a ter uma predominância de actividades de investigação e desenvolvimento. Portugal foi escolhido pela Microsoft Europa como um dos países piloto para o desenvolvimento desta iniciativa. enquanto a grande produção de rotina terá tendência a deslocalizar-se para a China. Com uma experiência de mercado de cerca de nove anos. que visa combater o desemprego e combater a info-exclusão através de iniciativas de desenvolvimento de competências nas TIC. quer pelo Enterprise Resource Planning (ERP) Primavera. o Programa Escolhas que visa permitir aos Centros de Inclusão Digital do Programa em todo o país. através da utilização de certificados digitais emitidos por entidades externas credenciadas. A implementação desta iniciativa foi levada a cabo em parceria com a IBM Portugal. o projecto garante a melhoria do desempenho da empresa de telecomunicações. empresa Chinesa de química-farmacêutica sedeada em Zhejiang na República Popular da China. presente em Lisboa e no Funchal. “Os 30 anos de relações comerciais que a Hovione mantém com a China e os mais de vinte da existência da fábrica da Hovione em Macau são um elemento chave que nos permite encarar este investimento na China com confiança. No primeiro trimestre de 2008. Chegado à fase de produção. Este investimento tem como objectivo não só o acesso a uma estrutura de custos de produção e de contexto muito mais competitivos. um factor que lhe confere um carácter distintivo. “A Hisyn representa para a Hovione um aumento de capacidade importante e uma redução de custos muito significativa. que nos permitirá consolidar a nossa posição no mercado. como a China. é um projecto pioneiro a nível europeu que representou o primeiro passo da Microsoft no sentido de apoiar o combate ao desemprego. a empresa conseguiu já o mesmo número de contratos equivalentes ao total de contratos fechados no ano transacto. aproximadamente. em 2005. A mCorporate. Através do ERP . A Hisyn iniciou a sua relação com a Hovione através de fornecimentos de matérias-primas e agora passou a ser o local de produção dos 2 produtos de maior volume que a Hovione até agora produzia em Loures. CFO da Hovione. Brasil” – afirma Luís Gomes. A empresa está a registar uma forte adesão por parte das empresas localizadas em território angolano e a política passa por conseguir alcançar o maior número de clientes de modo a consolidarmos a estrutura existente”. e Metalomecânica Programa TII – Tecnologia. A implementação desta solução garante uma maior segurança dos fluxos de informação. com benefícios para o Cliente final. e ainda num contexto angolano. Segundo o responsável do Grupo. Inovação e Iniciativa – lançado em Janeiro de 2006. a grupos desfavorecidas nos seus dois centros em Lisboa e no Porto. O investimento. responsável da Hovione pelas negociações com a Hisyn. Ltd. O CFO da Hovione considera ainda que a indústria química europeia se vê constrangida a investir na aquisição de unidades de produção noutras localizações. Fiscalidade e Recursos Humanos. bem como a possibilidade de actualização de dados online e redução de erro humano. em Xangai. revela Rui Gomes. de montante superior a US$ 20 m. onde o factor preço é decisivo” – afirma Miguel Calado. este alargamento representa para a Microsoft um investimento inicial de mais de 180 mil euros. consolida a sua política de expansão para Angola e regista um crescimento global acumulado de cerca de 10%. com o propósito de dotar de competências em Tecnologias de Informação e Empregabilidade a população desempregada das indústria têxtil já formou mais de 1700 pessoas. mCorporate afirma-se em Angola A presença efectiva e o crescente número de clientes asseguram o crescimento significativo da empresa numa perspectiva ‘além fronteiras’. a empresa especializou-se neste sector de actividade. empresa especializada na prestação de serviços de Assessoria e Consultoria Empresarial nas áreas da Contabilidade. os resultados operacionais do investimento em Angola representaram para a mCorporate um total de 15% da facturação global do Grupo. a empresa. criando o projecto angolano onCorporate. já se encontra devidamente aprovado pelas autoridades Chinesas. quer pelo Banco. “A Hovione é líder nestes produtos mas vamos querer ganhar quota de mercado. lançado em Janeiro de 2006.Sobre a CCAP Hovione compra fábrica na China A Hovione comprou 75% do capital da Zhejiang Hisyn Pharmaceutical Co. Parceria Millennium bcp e Primavera BSS Novo serviço de Banca online para Empresas Com a implementação desta solução. 40% das quais já reingressaram no mercado de trabalho Com o objectivo de formar mais 1500 pessoas até Julho de 2009. envio de ficheiros de pagamentos e download do 37 . consulta de movimentos. Infra-estrutura Mainframe IBM optimiza serviço prestado aos clientes da Portugal Telecom IBM Portugal responsável pela migração de infra-estrutura mainframe da PTC para o sistema IBM Z/9.. introduzi-los em novos países e tirar partido do forte crescimento que se vive na China. Índia e Brasil. um aumento de 500%. e a iniciativa Cais Digital. Para o ano corrente.

2007 A Mediterranean Shipping Company (Portugal) S. Destacamos a série ARTS: o papel de parede retoma hoje o protagonismo na decoração de espaços. Deslocação de técnicos à obra. 2000. GPCB/Cuatrocasas e Uria Menéndez (escritório de Lisboa). 2005 e 2007) foi galardoada com o prémio “Lloyd’s Loading List Shipping Line”. Desde a sua constituição. escritórios até serviço ao cliente. Sem a sólida contribuição da sua equipa e a sua rede de agências. que todos os nossos agentes. Para a prossecução do seu trabalho. confiança e serviço ao cliente.A. O “Chambers Europe Award for Excellence in Portugal” foi entregue à sociedade de advogados Morais Leitão. Bacalhau apresenta-se em duas gamas: Qualidade e Excelência. opta pela estratégia de diversificação e entra no segmento do bacalhau demolhado ultracongelado. a MSC nunca teria ganho este prémio.. questões como o crescimento estratégico inovador ou excelência no serviço ao cliente. ao receber pela terceira vez em quatro anos (2005. 38 . O Lloyd’s Loading List Shipping Line é atribuído ao Armador que melhor preencha as seguintes categorias: cotações. Nesta cerimónia. A Recer reforça esta corrente lançando em porcelânico um conjunto de propostas que apelida de ARTS. S. sempre que se pretende expressar individualidade ou mesmo um certo “status”. a empresa criou um conceito inovador que pretende valorizar esta categoria de produto. espalhados pelos quatro cantos do mundo aplicam na sua estrutura empresarial. Já este ano a MLGTS viu o seu trabalho reconhecido por uma prestigiada revista internacional.A pensar nos hábitos de conveniência dos consumidores actuais. Coimbra. que lhe permite uma capacidade de processamento de cerca de 6250 toneladas/ano. realizou este ano. “Lloyd’s Loading List Shipping Line” . Para além destas novas propostas. Soares da Silva recebe “Chambers Europe Award for Excellence in Portugal” A Chambers and Partners. Projectos de decoração cerâmica. em Novembro de 1981.www. actualmente. tem o prazer de anunciar. apostando na eficiência e inovação industrial. desde 1981. ter uma imagem verdadeiramente inovadora e diferenciadora face ao que existe no mercado.A. a cerimónia de entrega dos prémios “Chambers Europe Awards for Excellence”. Bacalhau. A cerimónia teve lugar em Barcelona no dia 8 de Maio.com Praia D´El Rey Marriott Golf & Beach Resort” Estão de volta à região Oeste os grandes espectáculos tauromáticos. S. tendo constituído em 2002 uma empresa no Brasil iniciando assim o processo de internacionalização. tem vindo a adoptar «uma estratégia de expansão sólida e progressiva». América do Norte e América do Sul. Uma estratégia de expansão sólida e progressiva A Rui Costa e Sousa & Irmão. RECER com novo investimento em tecnologia e design A Recer irá dar continuidade em 2008 ao projecto iniciado com o “Senses’ 07”. Foram também tidas em consideração na avaliação que foi feita às diversas sociedades. de qualidade superior e. Prevê-se também. “Daring to be different” . a disponibilização do envio de ficheiros de transferências internacionais e de cobranças. Alargando-se para o segmento de bacalhau demolhado. e prometemos continuar a desenvolver o nosso profissionalismo. Soluções cerâmicas para fachada ventilada. pela primeira vez. logística. Mas. Estavam também nomeadas as sociedades PLMJ. Galvão Teles. Morais Leitão. Em 2007. Mediterrâneo. assim como do pagamento de impostos. a Recer dispõe de um conjunto de serviços que se destacam das demais ofertas no mercado: Consultoria do Gabinete ECA – Estudos Cerâmicos de Arquitectura. desde os navios. Índia. O Praia D’El Rey Marriott Golf & Beach Resort disponibiliza um pacote especial de Tourada onde se incluem duas noites de alojamento com pequeno-almoço buffet incluído no restaurante Atlântico Grill. através da marca – O Sr. Serviço de Pintura Manual. líder na transformação e comercialização de bacalhau. apostando na qualidade e na garantia que aplica nos seus produtos. que pela sexta vez (1996. a quem mais ficamos a dever este prémio é aos clientes que continuam a confiar-nos as suas cargas e que constituem o nosso suporte e mais-valia. Este prémio é o testemunho do profissionalismo da MSC e do excelente serviço de atendimento ao cliente. pois este deve-se ao excelente grupo de profissionais que a integram e que se estende. Gafanha da Nazaré e Gafanha da Nazaré. Auxílio no dimensionamento de fachadas e revestimentos/pavimentos de acordo com os formatos Recer. bookings. Elaboração de propostas em 3D. verde e laranja) associa-se CRAFT e ASHLEY . A marca Sr. surge esta oferta que faz valer os argumentos de ser um produto pronto a cozinhar. antracite. VDA. Apoio na reprodução de peças antigas. pelo que visamos oferecer o melhor produto.Sobre a CCAP respectivo retorno e da listagem de ficheiros de retorno. é. Serviço Personalizado nos Salões de Exposições Nacionais (Batalha. Austrália. Comer bacalhau é algo que os portugueses gostam. recorrendo à respectiva identificação através da utilização de certificados digitais emitidos por entidades certificadoras credenciadas. nesta área dos produtos cerâmicos. Agarraremos esta oportunidade para nos tornarmos mais competitivos e desafiadores. um jantar no restaurante Atlântico Grill (excluindo bebidas) e um bilhete para assistir a uma das touradas que se realizam na zona. no sentido de melhorarmos a nossa parceria com os clientes de modo a que cada vez mais consigamos encontrar soluções que satisfaçam as suas necessidades. documentação. em Portugal. a Rui Costa e Sousa & Irmão.International Financial Law Review. construída de raiz.mscportugal. Médio Oriente.A. através do ERP . num futuro próximo. Soares da Silva & Associados. Oliveira do Bairro e Porto) e Internacionais (Espanha e França). Lisboa. Galvão Teles. castanho. preparando neste momento um pacote de lançamento que irá complementar aquele e dar respostas ao que achamos serem as reais necessidades do mercado. nacional e internacional. 2003. Extremo Oriente. com um investimento na ordem dos dez milhões de euros. por outro. Às cores (bege. Este prémio também se baseia no tipo de serviço que a Companhia realize nos seguintes trades: Africa. foram premiadas as melhores sociedades de advogados europeias. a IFLR . 2002. Esta parceria surge após o Millennium bcp ter desenvolvido uma plataforma que permite receber dos Clientes instruções de consulta e de processamento de ordens de pagamento através de XML (web services). a empresa apostou numa unidade industrial moderna. 2007 e 2008) o prémio “Law Firm of the Year” em Portugal. O investimento na tecnologia e design continuarão a constituir um forte argumento da marca.. o mais prestigiado directório internacional na área da advocacia. relativamente ao trabalho desenvolvido no último ano e tendo por base uma pesquisa efectuada pela Chambers Europe a um universo alargado de empresas que exercem a sua actividade no mercado europeu. A iniciar a comercialização em Portugal e nos países onde já está presente com o bacalhau seco. Estiveram presentes representantes das mais conhecidas e reputadas sociedades de advogados europeias. conjunto de peças decoradas. A definição na nova marca obedeceu a dois critérios importantes: por um lado ter um nome de fácil percepção por parte dos consumidores. o Grupo conta com três unidades industriais de bacalhau: Tondela.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful