Revista Quadrimestral | N.

º 5 | Junho 2008

DOSSIER

A JUSTIÇa EM PORTUGaL
De entrave a suporte: reformas da justiça promotoras do investimento em Portugal
Desde 1 de Janeiro de 2007 que foi eliminada a competência territorial das conservatórias de registo comercial.

A Justiça
em

Portugal

ARTIGOS

Why it’s Smart to Invest in America
Of the top ten world economies, the United States has the largest roadway system, railway network, number of airports, and quantity of Internet hosts.

Portugal/Estados Unidos da América: um espaço de oportunidades
Uma intensificação significativa da relação económica bilateral teve lugar no quadro do extraordinário incremento que, nos últimos anos, se verificou no espaço económico transatlântico.

Mediação nas Empresas: Uma Oportunidade de Redução de Custos
A Mediação Empresarial ainda está no início da sua implantação em Portugal.

Índice/Editorial
Carta 5

Editorial
Foram publicados pelo INE os primeiros números relativos aos indicadores macro-económicos e, tal como era esperado, não são brilhantes. Nos primeiros três meses do ano, a economia nacional cresceu 0,9% (metade dos 1,9% registados em 2007), tendo sido a quebra do investimento e das exportações os principais responsáveis pelo forte abrandamento da economia portuguesa neste trimestre (as exportações representaram 4,6% contra os 13,5% atingidos durante o 1.º trimestre de 2007). A procura interna dá também sinais claros de retracção, o que só virá agravar a situação. Trichet e Almunia vêem anunciando que o choque para a economia europeia da turbulência nos mercados financeiros e do aumento dos preços das matérias-primas e da comida ainda não terminou. Não sendo as expectativas animadoras, até porque devido à dimensão a nossa economia é muito dependente do clima internacional, há obviamente muita coisa que podemos e devemos fazer para melhorar a competitividade da nossa economia (lembramos que entre 2006 e 2007 o IDE caiu 55%, apesar da média europeia ter subido). Por isso, neste número da Meeting Point, decidimos abordar um tema que consideramos de extrema relevância para a competitividade das empresas e da economia Portuguesa e para a captação de investimento directo estrangeiro para Portugal – A JUSTIÇA. Mas fazemo-lo numa perspectiva construtiva, com o objectivo de ajudar a reflectir e de apontar caminhos que permitam uma melhoria numa área tão sensível. Temos a convicção de que se já se fez alguma coisa muito mais há a fazer se queremos melhorar a imagem e a reputação externa de um Portugal mais justo, solidário e competitivo. Temos o privilégio de contar com um artigo do Senhor Ministro da Justiça onde faz um balanço das reformas levadas a cabo, referindo o que já foi feito e o que se propõe fazer nos próximos anos, sendo sua pretensão que a justiça deixe de ser um factor de entrave para passar a ser um factor de suporte enquanto promotora do investimento em Portugal. O Banco Mundial publicou de novo este ano o seu estudo “Doing Business” e preparou para a Meeting Point uma pequena análise comparativa sobre a facilidade de fazer negócio em 178 economias mundiais. Podemos então constatar com agrado que Portugal subiu este ano 5 posições neste ranking. Publicamos ainda parte de um artigo do departamento de Estudos Económicos e Financeiros do BPI sobre as linhas gerais do sistema judicial Português, onde se revela que se não fosse um incorrecto funcionamento no sistema judicial, o PIB per capita de Portugal poderia ser maior. Eurico Reis, da Associação Juízes para a Cidadania, lembra que um dos Direitos fundamentais consagrados é o “direito de obter em prazo razoável uma decisão judicial” sem o que haverá, entre outras, distorções à concorrência e uma preterição do nosso país a favor de outros. Nuno Fernandes Thomaz, assessor da CIP e Vice-presidente do Fórum da Competitividade faz uma análise muitíssimo interessante das ineficiências do sistema legislativo e do sistema judicial e respectivas repercussões, apontando pistas que considera necessárias para ultrapassar esta crise. Existem meios alternativos de resolução de conflitos, permitindo uma resolução rápida, eficaz e atempada dos mesmos, com ganhos claros para as partes envolvidas. Precisamente sobre estes meios alternativos e em particular sobre a mediação fala-nos José Vasconcelos-Sousa no seu artigo. Quisemos ouvir aqueles que têm um conhecimento directo da situação actual da justiça em Portugal, pois todos os dias são confrontados com a sua eficiência ou ineficiência. Assim publicamos a opinião de sete Sociedades de Advogados e a todos agradecemos a prestigiosa colaboração. E porque uma das missões da Câmara é permitir um melhor entendimento e aproximação ao mercado americano, contamos com dois artigos que, embora em perspectivas diferentes, nos falam das relações entre Portugal e os EUA. O Senhor Embaixador Português nos EUA, João de Vallera contribui com um interessantíssimo artigo sobre as relações bilaterais analisadas ainda na perspectiva de Portugal enquanto membro da União Europeia. Dillon Banerjee, Adido Comercial da Embaixada dos EUA, fala-nos das vantagens de investir nos EUA pois, sendo uma economia aberta às pessoas, produtos, ideias e investimento estrangeiro, é ainda um pais de imigração onde muitos estrangeiros vivem e investem. É muito oportuno o artigo de Pedro Penalva sobre a responsabilidade civil dos Administradores onde, não só levanta a questão nas suas múltiplas facetas num mundo em mudança e em mudança muito rápida, como aponta soluções que salvaguardam estas novas responsabilidades. Na sua carta habitual sobre temas da actualidade, José Joaquim Oliveira neste número falanos sobre a(s) crise(s), as nossas e as globais, destacando a necessidade urgente de que o desenvolvimento sustentável suba para a primeira linha da agenda de cada um de nós, individual e colectivamente. Resta-me desejar a todos umas óptimas férias.
Graça Didier

Carta do Presidente da CCAP
Artigo 6

Portugal/Estados Unidos da América: um espaço de oportunidades – João de Vallera
Artigo 8

A Responsabilidade Civil dos Administradores – Pedro Penalva
Análise 10

Why it’s Smart to Invest in America – Dillon Barnerjee
Dossier 12

A Justiça em Portugal De entrave a suporte: reformas
da justiça promotoras do investimento em Portugal – Alberto Bernardes Costa Doing Business 2008 by Banco Mundial – Rita Ramalho As linhas gerais do Sistema Judicial Português. Porque é urgente a reforma? – Susana Jesus Santos A Justiça em Portugal – Nuno Fernandes Thomaz Mediação nas Empresas: Uma Oportunidade de Redução de Custos – José Vasconcelos-Sousa Juízes pela Cidadania – Eurico Reis Justiça em Portugal, porquê a controvérsia – Natália Garcia Alves A Hidra da Justiça – João Correia (In) Justiça – Susana Proença Ineficiência da Justiça Portuguesa e as Empresas – Frederico Bettencourt Ferreira e Miguel Esperança Pina Justiça em Portugal 2008 – Maria de Lourdes Lopes Dias O Sistema de Justiça em Portugal – Problemas, Efeitos e Saídas – João Santos A Justiça dos Advogados – Nuno Líbano Monteiro Sobre a CCAP 33

Galeria de Fotos Novos Sócios Novidades sobre os Nossos Sócios
Ficha Técnica

Director: José Joaquim Oliveira - Editor: Graça Didier - Colaboraram neste número: Alberto Costa, Dillon Banerjee, Eurico Reis, Frederico Bettencourt Ferreira, João Correia, João de Vallera, João Santos, José Joaquim Oliveira, José Vasconcelos-Sousa, Maria de Lourdes Lopes Dias, Miguel Esperança Pina, Natália Garcia Alves, Nuno Fernandes Thomaz, Nuno Líbano Monteiro, Pedro Penalva, Rita Ramalho, Susana Jesus Santos, Susana Proença - Projecto gráfico e paginação: Add Solutions - Impressão: Europress - Propriedade: Câmara de Comércio Americana em Portugal, Rua D. Estefânia, 155, 5.º Esq. - 1000-154 Lisboa - Portugal - Telefone: 213 572 561 - Fax: 213 572 580 - Email: amchamportugal@mail.telepac.pt Website: www.amchamportugal.org - Contribuinte n.º: 500 912 467 - Tiragem: 1.500 exemplares - N.º de depósito legal: 250354/06 - Publicação: Quadrimestral de distribuição gratuita aos sócios - Isenta de registo ao abrigo do Decreto regulamentar n.º 8/99 de 9 de Junho art. 12º alínea a) do n.º 1.

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sobretudo o melhor conhecimento das suas causas e consequências e a súbita falta de alimentos em algumas regiões. uma grande oportunidade. como a nanotecnologia da qual se espera impacto decisivo na resolução de muitos problemas até hoje insolúveis. persuasão. Estamos de acordo. Directamente ligada a esta. numa área incontornável de interesse tecnológico e de investimento rentável. Importa afrontá-la e combate-la com determinação. a investigação científica. Produzir e distribuir água potável (p. a pobreza extrema. as taxas de juro elevadas e as dificuldades na obtenção de financiamento bancário. a corrupção. Mas não basta reconhecer a crise. junta-se um conjunto de crises globais graves e de resolução complexa. a falta de água em várias regiões do mundo. Às nossas. num sector tão essencial como o sector alimentar. acrescentando que “as motivações dos dirigentes deve ser canalizada para a responsabilidade e o sucesso em vez do poder e do estatuto”. grave e de consequências imediatas. dada a sua natureza. Produzir mais e sobretudo melhores alimentos é necessário.Carta Carta do Presidente da CCAP A recente crise energética. A recente crise energética. Perante uma perspectiva tão negra. se não conseguirmos revertê-la. compõem um cenário de précatástrofe. no aumento acelerado do consumo nos países em crescimento rápido e na ausência de alternativas que permitam reduzir a dependência das fontes fósseis. requer conhecimento generalizado. E mudar mentalidades requer tempo. A chamada crise energética. as emissões de CO2 e o aquecimento global cujos efeitos poderão ser devastadores para a humanidade e para a vida no planeta tal como a conhecemos. Já só os ignorantes ou os que defendem cegamente os seus interesses particulares insistem em negá-los ou minimizam a sua gravidade. do que está em jogo e das soluções possíveis. são sinais do que pode acontecer com o agudizar dos problemas mais sérios. a baixa qualificação da maioria dos portugueses. 5 . Por esta razão. a lentidão da Justiça. Existe hoje uma muito maior consciência destes problemas. uniram-se para nos dar cabo da vida. Partilho inteiramente da ideia. o insuficiente crescimento da economia e a mais um rosário de outros problemas. é imperioso iniciar quanto antes este processo de transformação. Simon Dolan da escola de negócios ESADE. de cá e do resto do mundo. Surpreendentemente. o tempo de uma geração. a partir do mar) deverá tornar-se. José Joaquim Oliveira Presidente da IBM em Portugal Presidente da CCAP As crises esmagam-nos. dada a previsível escassez de água pura em certas regiões do globo. o déficit. um segmento de forte investimento. felizmente. afirmou que “nunca conseguiremos solucionar os problemas do mundo no actual contexto económico e social”. o “subprime”. A recente crise alimentar. O futuro do mundo passa por grandes apostas nestas e noutras áreas de atenção emergente. mas que não deverá ser inferior à que esteve associada à revolução industrial. É uma tarefa simultaneamente árdua e empolgante. Nisto e no que respeita às oportunidades que brotam da crise. por isso de precisar. As energias renováveis limpas como alternativa às de origem fóssil representam uma oportunidade imensurável e constituem já. sobretudo o melhor conhecimento das suas causas e consequências e a súbita falta de alimentos em algumas regiões. Justamente porque a prazo não existe alternativa. de que é urgente iniciar um processo de transformação da sociedade. individual e colectivamente. a fuga aos impostos. Para tal é indispensável promover uma mudança de mentalidades. ruptura. não é inesperada e só o recente súbito agravamento comporta alguma surpresa. criatividade e porque a dimensão do desafio só tem paralelo na enorme satisfação pelos resultados obtidos. Aos poucos os agentes económicos viram-se para este lado. perseverança. “crises” de origem diversa. porque só pode ser conseguida com muito trabalho. visível na alta descontrolada dos preços do crude. a precaridade da saúde pública. Seria bom não precisarmos de sustos de consequências devastadores para que o desenvolvimento sustentável suba para a primeira linha da agenda de cada um de nós. a turbulência nos mercados financeiros. ou talvez não. o qual. massificado. incluindo algumas regiões da Europa. temos duas hipóteses: desistir e ceder à depressão. na medida em que só elevando o nível educacional das populações se consegue a sua importante contribuição na procura de novos caminhos e a sua adesão a um novo modelo de vida. O combate ao aquecimento global. desenvolvendo novos estilos de vida que proporcionem bem estar sem destruir o planeta. hoje defendida por muitos. a prazo. mas a um ritmo demasiado lento face à gravidade já sentida em alguns domínios. o que implica romper com o actual sistema social e económico. provocada pela escassez de produtos e consequente subida dos preços. as novas tecnologias. como o desemprego. Numa entrevista recente. e tudo o mais que está relacionado com a melhoria da nossa vida em sociedade. a educação deve ter prioridade absoluta. surge a situação mais ameaçadora para a nossa existência. Sem excepção. difícil.e. Sem isso estaremos condenados ao fracasso. urgente e naturalmente. são sinais do que pode acontecer com o agudizar dos problemas mais sérios. pelo menos. ou resistir e procurar em cada crise uma oportunidade. deverão representar uma oportunidade de desenvolvimento gigantesca.

antes da Conferência de Bali. onde Portugal participa e para a qual contribui desde 1986. que se realizou em Dezembro passado em Lisboa. a reunião das Grandes Economias que teve lugar em Washington. naturalmente. se verificou no espaço económico transatlântico. na área do ambiente e alterações climáticas. Digno de nota é também o facto da estrutura das exportações portuguesas ter mudado significativamente. 6 . inserida na vertente atlântica e marítima que constitui um dos pilares da política externa portuguesa. por exemplo. embora atenuado em 2007 em virtude da depreciação do Dólar face ao Euro. a União Europeia. A agenda transatlântica ocupou nela um espaço de relevo. que facilitou o crescimento das exportações americanas com destino a Portugal. À relação de Portugal com os Estados Unidos da América. que alguns poderão considerar temerária. os objectivos de estabilização e desenvolvimento subjacentes à Estratégia Comum aprovada na Cimeira U. culturais e académicos. sendo natural reconhecer que as responsabilidades decorrentes do exercício da Presidência foram portadoras de uma dimensão mais substancial. é consensualmente atribuída uma dimensão de natureza estratégica. Esta afirmação. com um saldo favorável a Portugal nos últimos anos. a colaboração estreita com a US Chamber of Commerce. é acompanhado por um simétrico movimento de reforço do relacionamento entre o Brasil e os EUA. do desenvolvimento sustentável e da democracia. como a África. Esta realidade esteve bem presente durante a III Presidência Portuguesa da União Europeia. fosse na assunção das responsabilidades de coordenação e representação comunitária em momentos marcantes como foram. assim como proporcionou o ensejo para uma projecção acrescida de Portugal nos Estados Unidos da América. Pela análise da balança comercial. assume-se como uma realidade política. nos últimos anos. no âmbito económico. que terminou o seu mandato no final do ano passado. Entre eles assumiu particular relevo. fosse ainda na preparação da primeira reunião formal do Conselho Económico Transatlântico. nos últimos anos. onde a convergência de interesses e a capacidade de materialização a tornam possível. fosse na permanente consulta e articulação a respeito dos desafios globais e dos temas mais candentes da vida internacional. que não se contenta com o facto do espaço transatlântico constituir. são de claro interesse para os nossos parceiros americanos. passando ainda pelo desenvolvimento de acções de cooperação trilateral em áreas. fundamenta-se na para nós óbvia convicção de que o desenvolvimento de uma parceria transatlântica sólida e amadurecida e a estruturação de uma União Europeia mais consistente e meEmbaixador de Portugal nos Estados Unidos da América João de Vallera lhor apetrechada constituem objectivos não só compatíveis. cada vez mais. no seu conjunto. de que a União Europeia e a NATO constituem os mais relevantes expoentes. os Estados Unidos da América constituem o principal mercado de destino das exportações portuguesas. E se a relação entre Portugal e os Estados Unidos da América sempre esteve ligada ao contexto mais vasto do elo transatlântico. Depois da União Europeia.E. naqueles como em outros sectores. consagrado em Lisboa logo no início do semestre sob nossa responsabilidade. ao consagrar novas estruturas. o European. económica e cultural em ascensão e. combinando a venda de bens tradicionais com produtos que. o maior – e ainda em expansão – bloco comercial e financeiro do mundo. como um parceiro incontornável em áreas como as do comércio e investimento. da energia e do ambiente.American Business Council e o Transatlantic Business Dialogue. Em resultado de um processo gradual de aprofundamento interno e de alargamento. instrumentos e competências que visam habilitar a União Europeia a prosseguir de forma mais ágil e eficaz os seus fins. um novo e significativo instrumento operacional ao serviço da facilitação e promoção dos fluxos de comércio e investimento entre a União Europeia e os Estados Unidos da América. económicos. como objectivos que mutuamente se reforçam. numa partilha de princípios e valores comuns e é prosseguida em diversos planos – do bilateral aos espaços mais amplos onde confluem interesses globais e colectivos. como é também do seu interesse o Tratado de Lisboa. da manutenção da paz e da segurança internacional.Artigo Portugal/Estados Unidos da América: um espaço de oportunidades Uma intensificação significativa da relação económica bilateral teve lugar no quadro do extraordinário incremento que. menos ainda é hoje possível dissociá-la da fundamental parceria que se desenvolve entre os EUA e a União Europeia. que queremos aprofundar. Enraíza-se ela. cada vez mais incorporam novas tecnologias e inovação. O segundo semestre de 2008 serviu de palco para trocas de visitas de alto nível. Uma intensificação significativa da relação económica bilateral teve lugar no quadro do extraordinário incremento que. Acresce que algumas das realizações mais marcantes da última Presidência Portuguesa não deixarão de ter repercussões de relevo na esfera transatlântica: o estabelecimento de uma relação estratégica entre a União Europeia e o Brasil. que nos permitiu alargar horizontes e intensificar contactos em diferentes sectores dos seus meios políticos./África. se verificou no espaço económico transatlântico. podemos confirmar o aumento sustentado do volume de comércio entre os dois países.

está particularmente bem colocada para vencer este desafio. como a denominada Encompassing the Globe. Decisores de empresas nacionais optaram por entrar no mercado dos Estados Unidos da América e projectar-se para além das áreas tradicionais. da investigação científica e tecnológica e do aproveitamento dos seus resultados pelo aparelho produtivo. da língua e da cultura portuguesas nos EUA merecem destaque exposições realizadas nos últimos meses em Washington. A amizade e aliança entre os nossos países e povos permanecerá uma constante. nas infra-estruturas rodoviárias ou no sector vitivinícola. a que se juntam novas acções de Fundações como a Calouste Gulbenkian. por outro. o muito que há ainda a fazer. pelo lugar único que ocupa na intersecção dos interesses económicos entre os dois países. estudar e trabalhar nos EUA. Em contrapartida. fazendo investimentos. em termos impensáveis há pouco tempo ainda. Contemplando o vasto e evolutivo espaço de oportunidades que se oferece para a aproximação entre os dois países. Os acordos de cooperação recentemente celebrados com prestigiadas Universidades americanas abrem novos capítulos de relacionamento nos decisivos sectores da formação académica. ganhando contratos ou recebendo prémios. a qualidade e densidade do nosso relacionamento futuro. pelo distinto acervo de realizações que tem em carteira. por um lado. Esperamos que as amplas reformas estruturais que o Governo português prossegue em benefício do ambiente de investimento externo. No capítulo da projecção da imagem. ou a retrospectiva de Paula Rego. num mundo globalizado em que a concorrência se intensificará a todos os níveis da actividade humana. o continuado investimento feito nos núcleos de língua e cultura portuguesa existentes em diversas universidades americanas. sentimo-nos tentados a apelar às so- ciedades civis portuguesa e americana para que continuem a descobrir e a explorar os múltiplos caminhos que conduzam à sua concretização. possam contribuir para um aumento significativo dos fluxos de investimento e de turismo dos Estados Unidos da América para Portugal. Cabe sublinhar que para a dinamização do nosso relacionamento económico e cultural muito têm contribuído as numerosas Comunidades de portugueses e de luso-descendentes que ao residir. as diversas e empenhadas iniciativas promovidas pela Fundação Luso-Americana. e as novas ofertas de produtos e serviços turísticos que o sector privado está a promover. mas de tal movimento dependerá em muito decisiva medida. nos equipamentos eléctricos. A Câmara de Comércio Americana em Portugal. embora continue a ser o mais importante com origem no exterior da zona Euro. em museus da Smithsonian Institution. Estamos a falar de importantes intervenções nas energias renováveis.Artigo A depreciação do dólar. onde a vinhos portugueses são conferidas as mais altas classificações por prestigiadas revistas do sector. 7 . da história. talvez por efeito da corrente debilidade do dólar. os desafios da globalização e as oportunidades oferecidas pelo mercado norte-americano contribuíram também para que os EUA fossem inseridos na rota da internacionalização da economia portuguesa. Os fluxos turísticos entre os dois países recuperam finalmente do trauma causado pelos atentados do 11 de Setembro de 2001. o investimento americano em Portugal diminuiu. no National Museum of Women in the Arts. vêm cimentando de forma consistente os vínculos entre os dois países.

sendo que algumas destas acções conduziram a indemnizações milionárias e com grande exposição mediática. No âmbito do Governo das Sociedades. As apólices de Responsabilidade Civil de Administradores e Directores (vulgo D&O) são hoje encaradas. a Companhia foi pioneira do desenvolvimento deste produto segurador – D&O – tendo o mesmo evoluído ao longo dos anos para se adaptar. como também dar aos actuais e futuros investidores um grau de confiança acrescido relativamente à rentabilização dos seus investimentos. entre outros. dentro de determinados pressupostos. houver perdas financeiras e indemnizações delas decorrentes. a uma crescente pressão por parte das entidades de regulação. utilizando o termo anglo-saxónico. alteração de paradigma e também práticas de litigância em alguns Países conduziu a um recrudescimento das acções contra Administradores movidos por accionistas. enquanto componente de uma disciplina mais ampla. Este enquadramento mereceu uma resposta por parte do Mercado SeguDirector Geral da AIG Pedro Penalva rador. Gestão vs. independentemente da sua dimensão. o processo evolutivo que acima descrevemos conheceu desenvolvimentos importantes nos últimos três a quatro anos. Credores. do fenómeno da globalização. abertura de mercados tradicionalmente marcados por uma atitude proteccionista face ao investimento estrangeiro e ainda em virtude do crescente recurso ao mercado de capitais enquanto fonte alternativa de capital para o desenvolvimento dos projectos empresariais das Organizações. Longe vão os tempos em que o objectivo único da gestão de uma empresa era a maximização do lucro. ao tradicional binómio Gestão vs. Governo das Sociedades ou Corporate Governance. na esmagadora maioria dos Países desenvolvidos. a Responsabilidade Civil dos Administradores e titulares de cargos de gestão das Organizações assume assim um papel particularmente relevante. o que conduz a uma maior dispersão do capital social das empresas. no sentido de se encontrar um instrumento que permitisse transferir este risco para uma Seguradora. garantindo assim. sendo a transferência deste risco para o mercado segurador universalmente encarada como uma best practice. Neste quadro o tema da Responsabilidade Civil dos Administradores. No essencial. possibilitando que os Administradores e Directores continuassem a desenvolver e executar as suas estratégias sem constrangimentos. Gestão vs. Realidade Portuguesa Em Portugal. que se destina a proteger o património pessoal destes últimos quando em virtude de um erro ou omissão por eles cometido(s). Clientes. São muitos os Países. independentemente da dimensão da empresa. O mercado segurador tem vindo a apresentar um conjunto de soluções sendo que no caso particular da AIG. particularmente após a crise vivida nos mercados financeiros no início deste século. fundamentalmente os accionistas e colaboradores. Nas últimas décadas temos assistido a uma importante evolução no mundo empresarial fruto. de um modelo clássico. Este crescente escrutínio. está hoje em dia muito exposto. entre os quais Portugal. Gestão vs. transparência e cumprimento de recomendações específicas. como uma componente natural do programa de seguros de uma organização. As Empresas defrontavam-se assim com uma situação em que a crescente complexidade em matéria regulatória e o cada vez mais apertado escrutínio a que estavam sujeitos os Administradores e Directores das empresas. Colaboradores. não só às alterações legislativas. e mesmo como um beneficio social que se atribui aos Administradores e Directores comparável a um seguro de vida ou de saúde. temos hoje que acrescentar outros como sejam Gestão vs.Artigo A Responsabilidade Civil dos Administradores Longe vão os tempos em que o objectivo único da gestão de uma empresa era a maximização do lucro. consubstanciada na implementação de um conjunto de leis e normativos que pretendiam dar corpo a um maior escrutínio às actividades desenvolvidas pela gestão em sede de Governo das Sociedades. que desenvolveram legislação e regulamentação específica que incorpora um conjunto de requisitos nomeadamente no que concerne ao dever de informação. que se iniciou nos Estados Unidos. Paralelamente assistimos também. colaboradores e outros intervenientes no mundo corporativo. Propriedade (o terreno mais profíquo em termos de litigância em matéria de Responsabilidade dos Administradores). como também à própria evolução do mercado. Este ambiente de crescente litigância. Concorrentes e até mesmo Gestão vs Meio Ambiente. ameaçava tornar difícil atrair para os Órgãos Sociais profissionais talentosos e capazes de assumir os riscos necessários para as organizações continuarem a progredir num ambiente altamente competitivo. conheceram evoluções importantes e ocorreu claramente uma alteração de paradigma. que pretende definir o conjunto das regras que caracterizam a forma como uma empresa é gerida e como são controlados os diferentes riscos a que está sujeita. que a responsabilidade pessoal dos Administradores se encontrasse devidamente garantida por um contrato de seguro. Assim. no qual a gestão se confundia com o capital. fundamentalmente fruto da elaboração do livro branco de Corporate Governan- 8 . Por isso. possibilitando um maior controlo interno dos riscos empresariais. qualquer gestor. Existe assim um sentimento cada vez mais generalizado no tecido empresarial que a adopção e cumprimento das regras e recomendações em linha com as melhores práticas de Governo da Sociedade irá. não só acrescentar valor ao projecto empresarial. primeiramente no Reino Unido e posteriormente na Europa Continental. passamos a ter estruturas marcadas por uma dispersão de capital por conjuntos de accionistas muitas vezes com interesses e objectivos não concordantes. rapidamente passou para a Europa. e que incluiu as muito badaladas falências da Enron e da Worldcom. Assim nasceu o seguro de D&O. passou a assumir uma especial relevância visto que as relações entre a gestão e os restantes stakeholders da organização.

Por exemplo em termos de capitais seguros. Assim. ainda de dimensão reduzida mas com uma gestão moderna e dinâmica. fruto da nossa posição de clara dominância neste mercado. a influência dos parceiros internacionais. em termos de governo das sociedades. possui também um conjunto de diferenças e limitações quando comparado com o tradicional D&O. ganha por isso uma outra dimensão quando feita em conjunto com a contratação de uma apólice de D&O em paralelo. eram seguidas internacionalmente e ainda a revisão do Código das Sociedades Comerciais ocorrida esse ano. como inclusivamente pagará uma possível indemnização que venha ser definida judicialmente. que poderão assim concentrar-se a 100% no crescimento das suas organizações. tal como definido na lei. sendo que hoje em dia PMEs. visto que a redacção que o legislador decidiu implementar implicou a necessidade de um produto especifíco que respondesse a esta questão. é uma referência mundial. Sobre este último ponto importa salientar a relevância que apresentam alterações como a inversão do ónus da prova (cabe ao Administrador provar que agiu sem culpa) e também a obrigatoriedade de caucionamento da responsabilidade dos Administradores e Membros do Conselho Fiscal. espiríto empreendedor e olhando para o mercado de forma global. em virtude da crescente pressão para o cumprimento de regras e best practices internacionais de Governo das Sociedades e ultimamente pela ainda recente alteração ao Código das Sociedades Comerciais. A partir de 2006. sendo seguida pela generalidade das grandes Empresas Mundiais. fundamentalmente no que respeita à obrigatoriedade de caucionamento da da responsabilidade dos administradores e fiscalizadores. pois caso haja alguma alegação de que cometeram um erro ou omissão. implicou a necessidade de desenvolvimento de soluções particulares. A Câmara de Comércio Americana em Portugal agradece a todos os Sócios Patrocinadores 9 A categoria de Sócio Patrocinador traz à sua Empresa grandes vantagens. com um produto especifíco desenvolvido à medida para o mercado Português e que responde aos requesitos impostos pelo Código das Sociedades Comerciais. Importa salientar que. no caso particular da AIG. a partir da viragem do século. se em meados dos anos 90 eram as empresas que tinham algum tipo de valores mobiliários cotados na Bolsa de Nova Iorque a preocuparem-se com este tema e a recorreram às soluções apresentadas pelo Mercado Segurador. já dispõem deste instrumento de transferência de risco garantindo o acesso aos seus quadros a ferramentas comparáveis com as que estão à disposição dos seus concorrentes internacionais. não resumindo a sua actividade às fronteiras Portuguesas. . a solução que desenvolvemos e apresentámos ao mercado passa pela articulação entre uma apólice D&O que. A contratação deste produto (para cumprir com a obrigatoriedade de caucionamento definida na lei). o D&O vai normalmente muito mais além dos montantes mínimos fixados na lei. conforme disposto no Artº 396 do Código acima mencionado. No entanto. a crescente preocupação com o alinhamento das práticas empresariais com a best practices que. Este instrumento funciona ainda como um instrumento de atracção de talento. por favor contacte-nos. tratando-se de um produto concebido exclusivamente com o intuito de substituir a obrigatoriedade de prestar caução.Artigo ce numa iniciativa promovida pela CMVM. sendo a forma adequada de se garantir uma efectiva transferência de risco nesta matéria. Se desejar tornar-se Sócio Patrocinador ou receber mais informação. conforme definido na nova redacção do artigo 396º. as grandes cotadas portuguesas começaram também a comprar esta apólice. A Alteração ao Código das Sociedades Comerciais acima mencionado. fez com que o perfil se tenha heterogenizado de forma significativa. visto que será possível às empresas nacionais atrair quadros de elevada qualidade. Este novo produto é sem dúvida um derivado do D&O e por isso ambos têm algumas características que se assemelham. terão uma equipa que não só os ajudará a preparar a sua defesa.

the United States consistently ranks at. exports. Under Secretary Lavin said. number of airports. giving foreign investors access to diverse markets around the world.S. Foreign firms currently employ more than 5 million U. 2007. is open to Portuguese investments. share of global FDI inflows has fallen since 1999 (Figure 1). Embassy Lisbon U.000 universities and colleges in the United States and.S. As Undersecretary Lavin indicated last year. All of the above are positive indications that the U.5 percent of the U. and quantity of Internet hosts. With a population of more than 300 million people.79 trillion.S. In August. Georgia in the southeast corner of the state. investing in the United States Senior Commercial Officer.S.S. and almost 20 percent of American exports.Análise Why it’s Smart to Invest in America Of the top ten world economies. U. However. both as a key driver of national income and as an important source of innovation. the U.. The United States. and most innovative worldwide. capital investment.S.5 million indirect jobs.S. offers the largest and most technologically advanced economy in the world. In March 2007. and that Portuguese companies are finding it beneficial to establish a more direct presence in the U. World Investment Report. market. railway network. A few months later. the average compensation at foreign-owned firms in the United States was more than 30 percent higher than that at private sector firms in the remainder of the U. In introducing the initiative. 15 percent of annual research and development in the U. accounts for 42 percent of the global consumer goods market. Invest in America supports President Bush’s May 2007 statement on open economies. according to the Times Higher Education Supplement. foreign direct investment plays a major role in the U. the total stock of FDI in the United States in 2006 was equivalent to 13. Indeed.4 billion in 2006. and addressing business climate concerns by serving as ombudsman in Washington for the international investment community. or near the top of. At $1. most productive. the U. affiliates and have created more than 4. U. November 2007 10 . There are more than 4.S. Global companies invest in the United States to be closer to their suppliers and customers in a dynamic market. In addition. Over Figure 1. the U. Siemens (a German company) employs through its U. 1994-2006 30% 25% 20% U. Share of Global FDI Inflows. The United States is the world’s largest recipient of FDI ($175. offer many advantages.S.000. Commercial Service Dillon Barnerjee does. Furthermore. EDP announced its acquisition of Horizon Wind Energy from Goldman Sachs for over $2 billion. subsidiaries more people in the United States than Microsoft and Nike combined. Efacec announced plans to build a power substation plant near Rincon. On March 7. six of the top ten universities in the world are in the U.S.S. workers through their U. almost double that of 10 years earlier).S. In addition.S. and over the past year there have been some notable Portuguese investments in the United States. the United States has the largest roadway system. economy.S.S. The American workforce ranks as one of the best educated. in which he reaffirmed the commitment by the United States to promote open investment policies. Brisa signed a concession to develop and operate a highway extension around the city of Denver in Colorado. and jobs. with 66. Share (%) 15% 10% 5% 0% 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Source: United Nations Conference on Trade and Development.000 employees in the United States. The systems of regulation and taxation in the United States give foreign investors a high degree of operational freedom. gross domestic product.” Companies in Portugal have recognized these advantages.S. most major indicators on business and investment climate quality (see Figure 2). maintains free trade agreements with 15 partner countries. indeed.S. We are seeing increasing global competition for investment flows and we need to make sure that international investors understand the unique advantages of the United States. with a per capita income of approximately $45. “The United States welcomes foreign investment and the jobs and prosperity it creates. Analysis of data provided in UNCTAD foreign direct investment database.S. This program is focused on outreach to foreign governments and investors.S. In 2005. foreign firms account for 10 percent of U. support for state governments’ investment promotion efforts. Commerce Under Secretary for International Trade Frank Lavin announced the creation of the Invest in America initiative to promote foreign direct investment (FDI) to the United States. U. This trend has reinforced the need for the United States to renew its commitment to open investment and to policies that make the United States attractive to FDI. economy. including the best workforce in the world. For instance.

American labor productivity in manufacturing has grown faster in the U.920 894 4 -6.S. investment climate persist around the world. feel free to contact the U. the United States has been home to more Nobel Laureates in the sciences than all other countries. The overwhelming majority of FDI in the United States does not necessitate a CFIUS review. Commercial Service of the U.159 4 8 7 5 39. boasts some of the largest cultural diasporas in the world.024 7. Some misperceptions about the U. particularly those related to the level of scrutiny proposed investments must withstand as part of the Committee on Foreign Investment in the United States (CFIUS) mandate.S. risk mitigation assurances are requested for only a few transactions per year. Since 2000. provides a strong regime of intellectual property rights protection and enforcement. the United States has the largest roadway system. Tthe United States does not in fact maintain a mandatory investment screening body. and investment. 7Ibid. railway network.630 1. Other hesitations pertain to visa requirements and the perceived difficulties involved in attaining travel authorizations to conduct business and administer investments in the U. 56 million Americans have obtained a Bachelor’s degree or higher.045 295 0 39. on national security.International Monetary Fund.S. 9UNCTAD FDI Database 2006. Statistics from the first half of fiscal year 2007 indicated that volumes continued to grow. the country’s highly trained and educated workforce has helped maintain an average annual business productivity rate of approximately 3. the United States benefits from being an economy open to people. and Brazil may perceive difficulties in obtaining visas to the United States.4 million tourist and business visas in fiscal year 2006.791 1. together with the other advantages outlined above. Over 1.543 15 5 31 64 36. Since 2000.141 672 177 6 69. The U. CFIUS has the authority under a voluntary review mechanism to review individual FDI transactions to determine their effects. the U. products. than in any other country in the G-7.The Times Higher Education Supplement. the Department of State issued over 3.394 24 4 12 12 34. can also attest to the outstanding infrastructure that the country offers to its residents and businesses. Five of the top ten airports by air cargo volume are in the United States. The world comes to the United States to invest in research and development and to commercialize the results of their creativity. the U.903 630 153 0 20.782 Note: Countries ordered by GDP .S.S. and remains committed to affording all foreign investors fair and equitable treatment. Current Prices” .1 million nonimmigrant visas were issued in 2006 for these three countries alone – almost 19 percent of all nonimmigrant visas issued worldwide last year. ideas.708 1.468 3 3 6 9 39. make it a smart move to invest in America.371 319 19 139. 11 . As a nation of immigrants. India.433 1. between 1992 and 2006.S.Análise FDI Potencial Index (Rank)1 Global Innovation Index (Rank)2 Ease of Doing Business Index (Rank)3 Protecting Investors Index (Rank)4 Per Capita GDT (US$)5 Services Output (US$B)6 Manufacturing Output (US$B)7 Top 100 Universities8 FDI Inflows 2006 (US$M)9 1 1 3 5 44. 3Doing Business 2008 . 8The World’s Top 200 Universities .The Economist.S.523 37 175.729 495 3 42.016 70 40 122 64 5. For more information on the Invest in America program.870 30 29 83 83 2. In that regard. number of airports. Of the top ten world economies.S. In fact. Embassy in Lisbon (21-770-2528).807 1. 6“Pocket World in Figures 2007” . 4Ibid.717 261 57 0 18.506 6 2 20 83 35. Of the 173.The World Bank Group.391 255 2 81. 2World Business/INSEAD 2007. Patent Office in 2006. including the busiest cargo airport in the world.S.2 percent. surpassing 2005 volumes. Those who have visited the U. On average.181 2. if any. and when these assurances are met the transaction is allowed to proceed.S.000 patents granted by the U. almost 50 percent of the applications originated from a foreign country. These conditions. Although residents of some countries such as China.UNCTAD. Where CFIUS reviews have been conducted. 5World Economic Outlook Database “2006 GDP per Capita. the substantial majority of visa applicants in those countries do receive visas. 1 Inward FDI Potencial Index 2003 to 2005 . The Invest in America program seeks to capitalize and build upon the United States’ reputation for being a friendly and hospitable country where many foreigners live and invest.013 786 889 3 69. and quantity of Internet hosts. economy also offers foreign investors a first-rate research and development climate.041 25 27 38 83 27. The United States is also home to some of the world’s busiest international bulk cargo and container handling ports. In sum.076 29 24 53 51 31.

org/documents/FullReport/2008/DB08_Full_Report. em muitas situações. 12 .pdf. “Doing Business in 2008” in http://www. passando-se a prever. 2008. cidadãos e empresas. As nossas reformas têm sido analisadas pelo Banco Mundial. as certidões. de forma mais rápida.).2 A posição de Portugal no ranking do Banco Mundial subiu. passou a ser possível criar sociedades num único balcão nas conservatórias de registo comercial. etc. passando a ser publicados por forma electrónica e automática. pagar impostos. a simplificação de procedimentos e processos e a disponibilização de serviços de justiça através da Internet. No período 2006/2007 um número significativo das reformas lideradas pelo Ministério da Justiça viu o seu mérito reconhecido em 6 das 10 áreas fundamentais analisadas. Apesar de muitas das reformas efectuadas terem como único destinatários as pessoas. no projecto “Associação na Hora”. no relatório de 20063. obter alvarás.org/documents/FullReport/2008/DB08_Full_Report. e nos projectos “Balcão Divórcio com Partilha” e “Balcão das Heranças”. em papel.org/documents/FullReport/2008/DB08_Full_Report. ao delinear a estratégia de reforma da justiça para os quatro anos seguintes. A Empresa na Hora permitiu o reconhecimento de Portugal como o maior reformador nesta matéria1. pag. Tornaram-se as fusões e cisões mais fáceis e baratas. Eliminou-se a larga maioria dos livros da escrituração mercantil das empresas. de 45. celeridade e diminuição de custos administrativos inerentes ao ciclo de vida das empresas e. para 37.pdf.pdf. “Doing Business in 2008” in http://www.org/documents/FullReport/2008/DB08_Full_Report. proteger o investidor. Em 2005. 82. Mundial. No período 2005/2006. nacional ou estrangeiro.doingbusiness. pois todos os livros precisavam de ser legalizados. O tempo médio para a constituição de uma sociedade comercial através da “Empresa na Hora” é. bastando dois actos de registo. hoje. no projecto “Nascer Cidadão”. foi reconhecido o nosso esforço em acelerar e simplificar os procedimentos administrativos para iniciar uma empresa. na perspectiva da sua utilidade em melhorar a actividade empresarial em 10 áreas fundamentais: iniciar uma empresa. mais barata e mais segura (Empresa na Hora). contribuindo para a simplificação. Estima-se que as empresas poupem 15 a 17M€/ano. Importa. e uma justiça com uma gestão de meios mais racional.800 actos de registo comercial on-line. preços de valor único e fixo. ela própria geradora e promotora de eficiência económica. que variava conforme os emolumentos pessoais.º no relatório de 20084. a actividade empresarial.How to Reform” in http://www. na nossa economia. obter crédito. entre muitos outros. Desde 1 de Janeiro de 2006 que os actos da vida das empresas deixaram de ser publicados na III série do Diário da República.mj. em larga medida.doingbusiness. de 2005 a 2008 foram abordadas pelo Banco Mundial. Esta prestação valeu a inclusão de Portugal no restrito grupo de 21 países elegíveis como “top reformers”. Até Janeiro de 2008 foram solicitados mais de 6. pois. com redução de preços. 2008. as publicações e as inscrições subsequentes no ficheiro central de pessoas colectivas. uma justiça mais útil a todos. e três publicações em site Mundial.pt/ publicacoes. mostrar um pouco mais do que foi feito e do que se pensa fazer nessas áreas. Mundial. pagar impostos. um número considerável de reformas encetadas nestes já três anos de Governo visaram. de pouco mais de 40 minutos e já cerca de 71% das sociedades criadas em Portugal são “Empresas na Hora”. mais fácil. Iniciar uma empresa (Registo comercial) Desde 14 de Julho de 2005. 2007.How to Reform” in http://www. cumprir contratos e encerrar empresas. consequentemente. contratar funBanco Banco Banco 4 Banco 1 2 3 Alberto Bernardes Costa Ministro da Justiça cionários. Mas nem todas as reformas em matérias da competência exclusiva ou principal do Ministério da Justiça. pag. pense-se. nos seus relatórios anuais intitulados “Doing Business”. pag. 2007. por efeito destas reformas. por exemplo.doingbusiness.Dossier . um dos quais por depósito.doingbusiness. registo de propriedades. Mundial. cumprir contratos e encerrar empresas. 9. 6. Reduziu-se e clarificou-se muitos dos custos da prática dos actos da vida das empresas. “Doing Business in 2007 .000 actos por esta via. simultaneamente.pdf. 6. melhorando as condições contextuais para um maior investimento. o que custava cerca de 14€ por cada livro. o Governo elegeu como prioritária a preocupação em proporcionar. proteger o investidor. reduzindo significativamente os custos para os agentes económicos. já foram publicados mais de 818. As vias preferenciais do desenvolvimento dos objectivos desta reforma foram a disponibilização de serviços de justiça integrados em balcão único.000). Até agora. “Doing Business in 2007 . registo de propriedades. pag. nomeadamente: iniciar uma empresa. em vez de um preço fixado ad hoc. comércio internacional. Eliminou-se a obrigatoriedade de actos desnecessários (cerca de 500.º.gov. no web site www. Em 30 de Junho de 2006 operou-se uma grande alteração no registo comercial.A Justiça em Portugal De entrave a suporte: reformas da justiça promotoras do investimento em Portugal Desde 10 de Julho de 2007 que a generalidade dos actos de registo comercial passou a poder ser praticada e paga pela Internet (alterações de estatutos.

Dossier . Assim. sem necessidade de deslocações físicas. a eliminação de actos de registo desnecessários. no sítio www.empresaonline. Por fim. designadamente. a ser disponibilizado on-line o serviço “Certidão Permanente” de registo comercial. celebrar o contrato de compra e venda ou de hipoteca de um imóvel. para todos os efeitos. mais de 91% dos pedidos de registo de marca foram efectuados através da Internet. os municípios. de forma mais barata. a “Sucursal na Hora”. uma nova forma de entrega electrónica e totalmente desmaterializada de informações de natureza contabilística.800 actos de registo comercial on-line. Entre as mais importantes encontramse: a criação de balcões únicos em 5 entidades para a prática de actos relativos a imóveis junto das conservatórias/ serviços de registo. relacionados com heranças e renovação de registos de acções. Até Janeiro de 2008 foram solicitados mais de 6. a partir do dia 17 de Abril de 2008. Desde 1 de Janeiro de 2007 que foi eliminada a competência territorial das conservatórias de registo comercial. dos advogados. etc. passou a ser possível constituir sociedades através da Internet.pt. No que concerne especificamente à pro-priedade intelectual. Basta aceder ao sítio www. como. à Ad- 13 . mais de 65% dos pedidos de patente foram apresentados on-line. a eliminação de documentos desnecessários. fazer o registo da aquisição e de hipoteca. qualquer pedido de registo relativo a uma marca. Registo de propriedade (registo predial e de propriedade intelectual) Em 30 de Junho de 2006 passaram as conservatórias.A Justiça em Portugal web por via electrónica. A entrega do código de acesso à Certidão Permanente substitui. Este projecto já está disponível em 19 conservatórias do País e será brevemente alargado ao restante território nacional. eliminou-se o duplo controlo da legalidade. Eliminou-se a obrigatoriedade de celebração de escrituras públicas para a realização de actos da vida das empresas e. a Informação Empresarial Simplificada (IES) constitui. fiscal e estatística pelas empresas ao Ministério da Justiça. eliminando-se várias deslocações e emissão de certidões negativas do exercício do direito de preferência. assim. No que concerne a alterações ao registo predial foram já aprovadas em Conselho de Ministros de 30 de Abril várias alterações que entrarão em vigor até 2009. no mesmo sítio. obrigando qualquer entidade pública ou privada a consultar o site em vez de solicitar uma certidão em papel. também. Em Abril de 2008.inpi.000 “Certidões Permanentes”. a criação da certidão on-line do registo predial. de forma mais barata. com reduções de preço. junto das conservatórias públicas. Desde 24 de Setembro de 2007. em www. simultaneamente. apresentar e pagar através da Internet pedidos de registo de invenções nacionais (patentes e modelos de utilidade). Desde 10 de Julho de 2007 que a generalidade dos actos de registo comercial passou a poder ser praticada e paga pela Internet (alterações de estatutos. desde 2007. igualmente. certidões de outras conservatórias e serviços da administração pública. a informação constante de uma certidão do registo comercial permanentemente actualizada passou a estar disponível para quem subscreva este serviço. pagar os emolumentos e proceder ao suprimento de deficiências do processo de registo através da Internet. estando vedado. Em 2007 foram emitidas mais de 594. Desde 24 de Julho de 2007 que é possível tratar de todas as formalidades relativas à compra de uma casa num único ponto de atendimento. independentemente da conservatória da sede da sociedade em causa. a apresentação de uma certidão em papel.casapronta. foi criada. dos notários e dos solicitadores. nomeadamente. e.pt.pt para enviar por uma única vez a informação necessária ao exercício das preferências legais por diferentes entidades públicas. das câmaras de comércio e indústria. igualmente. é possível. unificando num único preço todos os actos de registo necessários. É agora possível. efectuado pelo notário e pelo conservador do registo (esta medida poupou aos agentes económicos o custo inerente a cerca de 65. desde 22 de Dezembro de 2006. sem necessidade de deslocações físicas. Já em 17 de Abril de 2008 este serviço passou a ser disponibilizado. a todas as entidades públicas ou privadas que o recebam. entre outros actos. a definição clara e transparente dos preços dos actos de registo. os solicitadores e as câmaras de comércio e indústria a poder autenticar documentos e reconhecer presencialmente assinaturas (por exemplo. passou a ser possível solicitar e pagar através da Internet. E. para fazer uma procuração para adquirir um imóvel ou reconhecer assinaturas num contratopromessa de compra e venda de um imóvel). Desde 20 de Dezembro de 2006 passou a ser possível solicitar e pagar actos de registo comercial de unificação e cessão de quotas e alterações de órgãos sociais através da Internet.). (em Abril de 2008. pagar os impostos. a eliminação da competência territorial das conservatórias do registo predial.pt. Passou. Até Abril de 2008. em www. nomeadamente. em inglês e em português. Outras alterações previstas para o registo predial e que vão ter também um impacto positivo para a vida das empresas são: a criação da obrigação directa de registo predial após a realização do negócio. os advogados. com o mesmo valor jurídico.9 “Empresas on-line”). por fim. Este serviço funciona já em oito locais e vai ser gradualmente expandido a outras zonas do território nacional. a disponibilização do registo predial on-line passando a ser possível pedir o registo. às Finanças e à Segurança Social. em especial. Foi também prevista a criação do atendimento personalizado “Operações especiais de registos” destinado a utentes que dele necessitem devido ao volume e complexidade dos pedidos de registo e operações imobiliárias que pretendam realizar. sem necessidade de deslocações físicas. permanentemente actualizada. mediante a atribuição de um código de acesso. Como consequência. exigir uma certidão de registo comercial em papel. pedir a alteração da morada fiscal e pedir a isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis. em www.000 escrituras por ano). no mesmo dia. os preços para a prática destes actos nas conservatórias desceram entre 28% e 60%. Prestação de contas Embora não seja um serviço apenas do Ministério da Justiça.pt.inpi. por exemplo. Esta medida permite a criação imediata de representações permanentes em Portugal de entidades estrangeiras. em atendimento presencial único e sem deslocações a vários serviços de registo.empresaonline. Qualquer cidadão ou empresa passou a poder praticar qualquer acto de registo comercial em qualquer conservatória do registo comercial do território nacional. foram já criadas por dia 6.

O futuro da Justiça e a promoção do investimento em Portugal A Justiça está a fazer a sua parte para promover o investimento em Portugal. para mais de 310. Estabeleceram-se. permitindo que o exequente possa substituir livremente o agente de execução. O nosso objectivo foi o de. se tenha verificado a omissão de entrega da declaração fiscal de rendimentos). foi disponibilizada uma modalidade de “dissolução e liquidação na hora” de sociedades. maior acesso. através da Internet. alargando a possibilidade de desempenho dessas funções a advogados. mais rápida. Iremos continuar a privilegiar a comunicação electrónica entre serviços da administração pública. ou seja. as empresas passaram a cumprir quatro obrigações perante quatro entidades públicas diferentes através da Internet. e continuar a promover a disponibilização de informação às empresas e ao cidadão também por via electrónica. Também quanto aos recursos em processo civil foi implementada uma reforma em 2007 que visa a racionalização dos procedimentos de recurso. durante dois anos consecutivos. menores custos. o pagamento e a tramitação de forma electrónica do procedimento de injunção. num só momento. passou a ser facultativa a celebração de escritura pública nos casos de dissolução da sociedade por deliberação dos sócios.A Justiça em Portugal ministração Fiscal. sendo criado um procedimento administrativo da competência das conservatórias que entrou em vigor também em 30 de Junho de 2006 (por exemplo. Este é o nosso lema. Todo este esforço tem obtido resultados muito bons na redução de formalidades e dos custos administrativos indirectos e directos para as empresas. ficam. aproveitando todas as potencialidades das tecnologias de informação e comunicação para a simplificação e a automatização dos processos. 14 . causas de dissolução oficiosa de sociedades (por iniciativa do Estado). simplificar procedimentos e disponibilizar serviços on-line. um título executivo. Com a IES o mercado português ficou mais transparente e competitivo pois o universo de empresas com contas anuais registadas cresceu quase quatro vezes (de 80. por inexistência de bens penhoráveis. A política do Ministério desde 2005 tem sido a de concentrar e melhorar os serviços. A injunção é um dos títulos executivos mais frequentemente utilizado. assim. Iremos continuar a contribuir para diminuir o peso dos custos burocráticos da justiça no orçamento familiar e no orçamento das empresas. Mas o reconhecimento do sucesso. significativamente o número de recursos intercalares interpostos e. de forma célere e simplificada. A “Desmaterialização das Injun- ções” permite tornar mais simples. informatização e aceleração de todo o processo de cobrança judicial de dívidas. em 2007) e as contas anuais registadas pelas empresas. desde que: se verifique deliberação unânime dos sócios e haja uma declaração dos sócios de que a sociedade não tem activo nem passivo a liquidar. cumulativamente. Com a IES. o lema das reformas na justiça ao serviço dos cidadãos e das empresas. cada vez que se cobra uma dívida utilizando o sistema judicial. não nos deixa totalmente satisfeitos. promover a celeridade e eficácia das execuções. todo o processo. quer pelo Banco Mundial. sem esquecer a necessária formação adequada de todos os operadores. maior rapidez. Cumprir contratos Desde 16 de Outubro de 2006 existem quatro tribunais-piloto – dois perto de Lisboa e dois no Porto – que aplicam regras de processo civil simplificadas (Regime Processual Civil Experimental) seguindo um modelo de simplificação processual já testado em outros países com ganhos substanciais de rapidez na elaboração das decisões.000.000 em 2006. igualmente. ao Instituto Nacional de Estatística e ao Banco de Portugal. assim. Maior simplicidade. Também desde 30 de Junho de 2006. Também já em 2008 foram aprovadas pela Assembleia da República as propostas do Governo para tornar as execuções mais simples. quase imediatamente disponíveis a todos em qualquer parte do mundo. Foi neste sentido que se possibilitou a entrega. Iremos continuar a consolidar os meios alternativos de resolução de litígios de modo a descongestionar os tribunais e a providenciar uma justiça mais próxima de todos e mais participada. com eliminação de formalidades desnecessárias e reservando a intervenção do juiz para as situações em que exista efectivamente um conflito ou em que a relevância da questão o determine. Em dois meses de funcionamento cerca de 94% das injunções foram iniciadas através da Internet sem qualquer envio de papel. quando. a sociedade não tenha procedido ao depósito dos documentos de prestação de contas e.000 IES. que demoravam meses a ser disponibilizadas aos investidores. agora.Dossier . e evitar acções judiciais desnecessárias. mais barata e mais transparente a fase inicial da cobrança de dívidas (a obtenção de um título executivo). facilitando. Já em Março de 2008 foi criado o Balcão Nacional de Injunções e foi totalmente informatizado o procedimento de injunção. Queremos que na vida das empresas se sinta a mudança de mentalidade que estas reformas trazem e que continuarão a promover. Com esta agilização da acção executiva prevê-se fechar o ciclo da simplificação. Encerrar empresas Desde 30 de Junho de 2006. possibilitar fazê-lo de uma forma mais célere e mais eficaz. sem necessidade de promover uma acção declarativa num tribunal. que tenham terminado. quer por outras instituições internacionais. sem prejuízo de formação adequada e introduzindo a possibilidade de utilização da arbitragem institucionalizada na acção executiva. criando uma lista pública disponibilizada na Internet com dados sobre execuções frustradas. A injunção é uma providência que permite que o credor de uma dívida obtenha. a diminuição da duração global do processo. em especial na área da justiça. Em 2007 foram entregues cerca de 405. Iremos continuar a melhorar a gestão electrónica de processos nas conservatórias e nos tribunais. diminuindo.

competindo com o rápido crescimento da Ásia Oriental no passado”. Klein. incluindo a China e a Índia.” afirmou Michael Klein. Este ano. Adicionalmente. onde gozam de pouca segurança de emprego e de reduzidos benefícios sociais”. Tunísia e Uzbequistão. China e Bulgária. à medida que os governos simplificaram as regulações para o exercício da actividade económica. as Ilhas Maurícias lideram as classificações de África no domínio da facilidade para fazer negócios. intensificaram a protecção ao investidor. reduziram a carga fiscal e aceleraram o comércio ao mesmo tempo que reduziram os custos. Pelo segundo ano consecutivo. os outros principais 10 reformadores são (por ordem) a Croácia. Os rankings mais altos na facilidade para fazer negócios estão associados com percentagens mais elevadas de mulheres entre empresários e empregados. Portugal subiu 5 posições no ranking de facilidade para fazer negócios. Georgia. Moçambique substituiu o antigo código comercial de 1888 com um novo diploma que introduz novas regras de governancia corporativa e fortalece os direitos dos accionistas minoritários. Turquia e Vietname. eliminam procedimentos desnecessários. Este processo reduziu o tempo para registro de propriedade de 81 para 42 dias. Reduzindo o onús administrativo. reforçaram os direitos de propriedade. as reformas foram desiguais no resto da região. Na liderança das reformas no sul da África figuram também Madagáscar e Moçambique. De uma forma geral.ª posição no ranking dos países que oferecem a maior facilidade para negócios. Como parte do processo de modernização da adminsitração do governo português. “Os investidores procuram potencial para lucros e encontram-no em economias que estão reformando. Quénia. Ao todo. acrescentou o Sr. todos eles fizeram melhorias na facilidade para fazer negócios. Na República Democrática do Congo. Macedónia. uma das autoras do relatório. afirmou Simeon Djankov. Macedónia. Entre os países que mais reformas fez está Portugal que estabeleceu um processo rápido de liquidação voluntária para empresas comerciais. aumentaram o acesso ao crédito. Vários países da região até ultrapassaram muitas economias da Europa Ocidental nesta classifição. surgindo também como o país com mais reformas da região. com a execução de uma lei muito abrangente sobre direitos de propriedade privada e uma nova lei sobre falências. com melhorias em 6 das 10 áreas estudadas por Doing Business. o Gana e o Quénia lideraram as reformas. O novo código comercial também moderniza o processo de registro de empresas. “As mulheres enfrentam. Para além do Egipto. A China destacou-se no Extremo Oriente. a Europa de Leste e a Ásia Central ultrapassaram o Extremo Oriente na facilidade para se fazer negócios. A Georgia e a Letónia também estão entre os 25 melhores. independentemente do seu ponto de partida”. “Uma reforma reguladora mais extensa traz grandes benefícios sobretudo para as mulheres”. Países da Europa de Leste e a antiga União Soviética foram os grandes reformadores em 2006/07 – a par de um grande grupo de mercados emergentes. Portugal também diminuiu a taxa municipal de imposto sobre as empresas. regulações que podem pretender protegê-las mas que têm um efeito contraproducente. Bulgária e Hungria estão entre os principais reformadores da região. estão a ser lançados mais negócios. Este ano. Butão. o Egipto está no topo da lista de reformadores tornando mais fácil fazer negócios. foram introduzidas 200 reformas – em 98 economias – entre Abril de 2006 e Junho de 2007. te cooperem e permitem a submissão de testemunhos por escrito. autor principal do relatório. um empresário pode agora fechar a sua empresas no registro comercial. Colómbia. O Egipto melhorou muito a sua posição nos rankings. Houve ainda onze países que fizeram três ou mais reformas: Arménia.A Justiça em Portugal Doing Business 2008 by Banco Mundial Rita Ramalho Economista co-autora do Estudo Doing Business 2008 publicado pelo Banco Mundial Entre os países que mais reformas fez está Portugal que estabeleceu um processo rápido de liquidação voluntária para empresas comerciais. Reformas no Médio Oriente e no Norte de África estão ganhando impulso. alcançando a posição 37 entre 178 economias. acrescentou. Índia. obrigando-as a enveredar pelo sector informal. com frequência. “O relatório conclui que os dividendos do investimento são mais altos nos países que estão reformando. reformando em cinco das 10 áreas estudadas pelo Doing Business. A América Latina e o Extremo Oriente estão no fim da lista dos reformadores. Burkina Faso. Portugal. Gana. incentivam a que as par- 15 . o aumento de juizes specializados em casos comerciais deverá melhorar o funcionamento dos tribunais. ocupa a 17. O tempo para criar uma empresa diminuiu em quase 3 meses. “Os resultados demonstram que. Egipto. vice-presidente do desenvolvimento do sector financeiro e privado da IFC/Banco Mundial. o país onde existe o clima mais favorável para negócios de todo o antigo bloco socialista. Ilhas Maurícias. sem que quase metade dos países tivesse introduzido uma única reforma. Ocupando a 27ª posição no ranking global. afirmou Caralee McLiesh. lideradas pelo Egipto. “A Europa de Leste tem assistido a uma explosão na entrada de novos negócios. Os grandes mercados emergentes estão reformando com mais rapidez: China. Em África. Indonésia. República Checa. mais empresários se lançam em negócios”. Em consequência destas reformas. tornando o uso de notários facultativo. Portugal introduziu regras mais simples para a execução de dívidas de montantes pequenos. Moçambique. onde as mulheres precisam da autorização dos maridos Graças à reforma da regulação que rege a actividade económica. Arábia Saudita e Tunísia. conclui Doing Business 2008 – o quinto de uma série anual publicada pelo Banco Mundial e pela Corporação Financeira Internacional (IFC). Georgia. Honduras. As novas regras permitem que o tribunal decida sobre um número elevado de casos tendo por base um caso do mesmo género.Dossier . o registro predial em Lisboa tem vindo a ser computarizado. A Estónia. Os reformadores tornaram mais fácil começar um negócio. Croácia. Singapura comanda os rankings agregados relativamente à facilidade de negócios. Arábia Saudita. Guatemala.

Segundo. operação. Estônia. onde não existem esses regulamentos. Dinamarca. Arábia Saudita. Letônia. Classificações em facilidade para se fazer negócios 2008 Classificação 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 Economia Singapura Nova Zelândia Estados Unidos Hong Kong. Holanda. As classificações baseiam-se em 10 indicadores de regulamentação de negócios que medem o tempo e custo para atender aos requisitos governamentais para início. China Botsuana Mongólia Itália São Vicente e Granadinas Eslovénia República Checa Turquia Peru Belize Maldivas Samoa Vanuatu Jamaica São Cristóvão e Névis Panamá Colômbia Trinidad e Tobago Emirados Árabes Unidos El salvador Granada Cazaquistão Quênia Kiribati Polónia Macedónia Paquistão Dominica Brunei Ilhas Salomão Jordânia Montenegro Palau China Papua Nova Guiné Líbano Sérvia Gana Tunísia Ilhas Marshall 2008 Classificação 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 Economia Seicheles Vietname Moldávia Nicarágua República Quirguistão Suazilândia Azerbeijão Croácia Uruguai República Dominicana Grécia Sri Lanka Etiópia Paraguai Guiana Bósnia-Herzegovina Rússia Bangladesh Nigéria Argentina Bielo-Rússia Nepal Micronésia Iêmen Guatemala Costa Rica Zâmbia Gaza e Cisjordânia Uganda Butão Índia Honduras Brasil Indónesia Lesoto Argélia Egipto Malauí Equador Marrocos Tanzânia Gâmbia Cabo Verde Filipinas Moçambique 2008 Classificação 135 136 137 138 139 140 141 142 143 144 145 146 147 148 149 150 151 152 153 154 155 156 157 158 159 160 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 171 172 173 174 175 176 177 178 Economia Irão Albânia Síria Uzbequistão Ucrânia Bolívia Iraque Suriname Sudão Gabão Camboja Dijibuti Comores Haiti Madagascar Ruanda Benin Zimbábue Tadjiquistão Camarões Costa do Marfim Togo Mauritânia Mali Afeganistão Serra Leoa Burkina Faso Senegal São Tomé e Princípe Laos Guiné Equatorial Guiné Angola Timor-Leste Níger Libéria Eritréia Venezuela Chade Burundi Congo Guiné-Bissau República Centro Africana República Democrática do Congo Nota: As classificações para todas as economias são medidas em relação a Junho de 2007 e registadas nas tabelas de Países. As 25 melhores (em ordem) são Singapura. Quanto maior a melhoria. Bélgica. Primeiro Doing Business selecciona as economias que realizaram reformas em 3 ou mais dos seus tópicos. Fonte: Banco de dados de Doing Business. classifica essas economias pelo aumento na classificação em facilidade de fazer negócios em relação ao ano anterior. volatilidade da moeda.A Justiça em Portugal para começarem um negócio. Estados Unidos. Fonte: The World Bank-IFC Doing Business Project Tabela 1. só detêm 18% das pequenas empresas. Doing Business 2008 faz o ranking de 178 economias no que toca à facilidade de fazer negócios. Canadá. As classificações em facilidade para se fazer negócios são a média das classificações do país nos 10 tópicos cobertos por Doing Business 2008.Dossier . china Dinarmarca Reino Unido Canadá Irlanda Austrália Islândia Noruega Japão Finlândia Suécia Tailândia Suíça Estónia Geórgia Bélgica Alemanha Holanda Letónia Arábia Saudita Malásia Áustria Lituânia Maurícia Porto Rico Israel Coreia França Eslováquia Chile Santa Lúcia África do Sul Fiji Portugal Espanha Arménia Kuwait Antígua e Barbuda Luxemburgo Namíbia México Hungria 2008 Classificação 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 Economia Bulgária Tonga Roménia Omã Taiwan. Fonte: Banco de dados Doing Business. Reino Unido. Nova Zelândia. 16 . Irlanda. Desde 2003 Doing Business inspirou ou informou mais de 113 reformas em âmbito mundial. As classificações não refletem áreas como política macroeconômica. Austrália. Hong Kong (China). Suíça. Noruega. Os 10 maiores reformadores em 2006/2007 Economia Egipto Croácia Gana Macedónia Geórgia Colômbia Arábia Saudita Quénia China Bulgária Abertura de empresas ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ Obtenção de alvarás ✓ Contatação de funcionários Registo de propriedades ✓ ✓ ✓ ✓ Obtenção de crédito ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ Protecção ao investidor Pagamento de impostos Comércio internacional ✓ ✓ ✓ ✓ Cumprimento de contratos Fechamento de empresas ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ Nota: As economias são classificadas pelo número de reformas e seu impacto. mais alta a classificação como reformadora. Finlândia. Japão. Malásia e Áustria. Alemanha. comercialização. Islândia. Veja detalhes para se fazer negócios. qualidade da infra-estrutura. percepções dos investidores ou taxas de criminalidade. tributação e fechamento de negócios. Geórgia. as mulheres controlam mais de 41% das pequenas empresas. Suécia. Tabela 2. No vizinho Ruanda. Tailândia.

O Banco Mundial tem desenvolvido um conjunto de projectos de investigação sobre o impacto do funcionamento da instituição judicial no nível de crescimento e desenvolvimento económico dos países. um estudo de Costa e Pinheiro (2002)1 demonstra que os empresários portugueses são sensíveis a algumas falhas do funcionamento dos tribunais e isso afecta as suas decisões. Esta instituição já reuniu um conjunto de evidências que demonstram que esse impacto é significativo. Numa primeira fase. dá-se espaço ao surgimento de comportamentos oportunistas e acordos pouco vantajosos entre as partes. Nomeadamente.8 13. António e Tiago Calvacanti.0 Rendimento per capita oficial (em USD de 1999) 32. Este é um valor elevado tendo em conta o observado nos restantes países desenvolvi- Costa. e em especial a garantia de que será aplicado. o custo de oportunidade da ilegalidade é relativamente baixo.510 10.600 14. De facto.2 13. Apesar de algumas medidas no sentido de desburocratizar e maior facilidade dos procedimentos. “A justiça e o seu impacte sobre as empresas portuguesas”. A qualidade do quadro legal. onde a informação a este respeito é escassa.000 19. porque é a garantia da não ingerência do poder público na actividade das empresas.0 60. Onde é difícil garantir o cumprimento da lei. Não é fácil quantificar o impacto da ineficiência no sistema judicial no PIB de uma economia. 1 2 De que forma Portugal é afectado pelo seu sistema judicial? Em Portugal é relativamente consensual nos vários sectores da sociedade que o sistema judicial funciona de forma ineficiente. ou que o foram em condições menos favoráveis. garantindo a possibilidade de existência de transacções. tal como nos restantes países da Europa. Esses estudos revelam que esse impacto existe.420 2. e que se não fosse por um incorrecto funcionamento do sistema.320 25.600 24. a sua morosidade e complexidade está na origem de custos demasiado elevados.390 310 Fonte: Antunes e Calvacanti (2006). em Portugal. A consciência desta problemática tem levado ao surgimento de alguns estudos que pretendem fazer uma aproximação quantitativa ao problema. Esses estudos revelam que esse impacto existe. atingido níveis de sofisticação elevados. fazendo surgir uma economia informal.030 19. proliferando as práticas de aproveitamento das falhas do sistema. Célia e Armando Pinheiro. a incapacidade de garantir correctamente o seu cumprimento compromete a sua eficácia. Em particular. até ao próprio efeito de proliferação da corrupção. e concretamente em Portugal. (2002).4 26. Antunes e Calvacanti (2006)2 defendem que. Numa segunda fase. o PIB per capita de Portugal poderia ser maior.4 14.8 35. evitam-se algumas áreas de negócio.0 15.8 10. 17 . e nesse sentido tem promovido o financiamento e desenvolvimento de sistemas judiciais eficientes por todo o mundo. o PIB per capita de Portugal poderia ser maior. Antunes.1 22.0 76. Porque é urgente a reforma? A consciência desta problemática tem levado ao surgimento de alguns estudos que pretendem fazer uma aproximação quantitativa ao problema.Dossier .480 30. Sabe-se que esse impacto passa por investimentos que deixaram de ser feitos.3 22. a economia informal representa perto de 20% do total produzido no país. Assim.60 4. Não estando em causa a existência de leis justas. propiciase a proliferação da economia paralela.350 23. Boletim Económico do Banco de Portugal (Primavera 2006).A Justiça em Portugal As linhas gerais do Sistema Judicial Português. ainda que racionais do ponto de vista económico. o sistema mantém-se globalmente obsoleto e incapaz de dar respostas às solicitações. em Portugal. que serão diferentes das que seriam tomadas na presença de um sistema eficaz. a realidade económica tem evoluído rapidamente.710 7. Donde. que não têm encontrado resposta nas práticas ainda obsoletas do sistema judicial. Tabela 1: Sector informal em Portugal (2006) Sector informal (% do rendimento per capita oficial) Dinamarca Canadá Alemanha França EUA Bélgica Portugal Espanha Itália Argentina Brasil Perú Nigéria 9. A eficiência do sistema judicial e os possíveis efeitos na actividade económica Está demonstrado que o funcionamento eficaz das instituições é condição necessária para a eficiência de uma economia de mercado. é importante para assegurar os direitos de propriedade e o cumprimento dos contractos efectuados. muito provavelmente irá introduzir enviesamentos na tomada de decisões. em tudo o resto semelhantes. e que se não fosse por um incorrecto funcionamento do sistema. porque promove o relacionamento seguro entre os agentes económicos. importa analisar se as barreiras decorrentes de um sistema judicial ineficiente (também) são explicação para uma economia portuguesa com evolução mais lenta que as suas congéneres europeias. Banco de Portugal. Embora os tribunais sejam considerados imparciais. Daqui decorre que a falta de confiança no sistema judicial será incorporada nas decisões dos agentes económicos e. a eficácia do sistema judicial é de especial relevância. A ciência económica já deu como provado que as falhas do sistema judicial contribuem para a inibição do crescimento económico de um país relativamente a outros. pré-requisitos para o correcto funcionamento do mercado. “Custos de legalização. a complexidade processual. que é um efeito vulgar quando na presença de um sistema que cria barreiras às decisões. cumprimento de contratos e o sector informal”.0 21.

6 79. A necessidade da reforma do sistema judicial É consensual na opinião pública.5 66. confirma a existência de uma correlação entre o nível de funcionamento do sistema judicial e o crescimento económico. a fraca qualidade de alguns parâmetros de funcionamento do sistema judicial contribuem para que seja penalizado nos rankings internacionais de competitividade.7 92. Nesse sentido.Dossier . e dar-lhes incentivos.9 72. levaria a um aumento do PIB per capita entre 5% e 10%. Checa 93.0 79.7 96.3 81. avaliando um conjunto de parâmetros que. tem a ver com o facto de poder haver uma excessiva complexidade nos procedimentos. e da forma que o sistema condiciona negativamente a actividade económica. tem a ver com a convicção de que o problema do sistema judicial é atribuído à escassez de recursos (financeiros. com base em análises comparativas internacinais. Para além disso. “Institutions and economic growth in Portugal: a quantitative exploration”. Portugal fica atrás de países como a Irlanda. a reforma faz-se procedendo à alocação de mais recursos ao sistema.0 2006 93.9 97. Concretamente. tendo perdido posição relativamente a 2004 e 2002.1 98.5 positivo tendo em consideração que não será uma reforma que exija um grande esforço.8 75. A quarta forma de encarar o problema.0 86. World Bank. humanos. Assim. revelam que dificilmente a primeira abordagem terá efeitos positivos.8 97.0 80. embora compare favoravelmente com a generalidade dos países de Leste. Tavares (2004) defende que o funcionamento das instituições afecta a economia já que os custos decorrentes do funcionamento ineficaz são considerados como inputs nos custos de produção.0 91. Tavares (2004)3 .0 90.8 73.0 100.1 60.1 82.2 82. por eficiência judicial.A Justiça em Portugal dos. Neste caso. 2002 e 2006. Em 2006 (Tabela 2). embora não se destaque no âmbito da Europa mediterrânea.6 87.2 82. que é prioritária uma reforma do Sistema JudiCumprimento da Lei 2002 93.8 92.8 98. não está provado que haja uma relação directa entre este facto e a eficiência judicial.6 85.3 96. O Banco Mundial sintetizou vários tipos de reformas que podem ser implementadas.1 69.0 89. Susana Jesus Santos in Análise Mensal editada pelo Departamento de Estudos Económicos e Financeiros do BPI em Maio de 2008.0 cial que promova um maior nível de eficiência.3 Controlo de Corrupção 2002 93. Os mesmos autores demonstram no seu estudo que a dimensão do sector informal pode ser explicada por diferenças de custos de operação no sector formal e pela capacidade de as autoridades fazerem cumprir os contratos de crédito.3 99. O Banco Mundial analisa anualmente em termos comparativos o desempenho institucional de várias economias.7 89. e leva a que se evitem colocar os investimentos todos no mesmo cesto.8 92.1 72.0 70.0 86. ou outros) afectos ao funcionamento do Gráfico 2: PIB per capita vs índice de Cont.4 68. se conseguiriam obter resultados positivos em termos de promoção do crescimento económico. já que o crescimento económico está fortemente correlacionado com alguns indicadores de funcionamento do sistema judicial. defende que a ineficiência do sistema judicial tem a ver com o recurso excessivo ao sistema.7 67.2 86.3 87.0 Fonte: Eurostat.4 60. Não será esta reforma a mais crucial para alterar alguns constrangimentos estruturais da economia. pelo que são ponderados nas decisões dos investidores e empresários. na sua perspectiva afectam a competitividade de um país e a sua capacidade de atracção de investimento.9 73.7 71. entendese uma maior celeridade nas decisões.0 Fonte: Eurostat. também de acordo com o Banco Mundial.9 2006 91.3 83. há que tomar medidas que visem libertar o sistema desse excesso de processos.6 94. mas daria um contributo muito Qualidade das Leis 2002 Alemanha Espanha Finlândia França Holanda Hungria Irlanda Itália Polónia Portugal Rep.9 95. nomeadamente no que respeita ao cumprimento da lei e ao nível de corrupção. E.0 59.7 88. Uma terceira forma de encarar o problema. diminuição dos custos e que se garantam decisões justas. Também um trabalho recente da OCDE aponta nesse sentido. Fonte: Governance Matters. dependendo do problema que afecta determinado sistema. Portugal encontrase no percentil 82. é acreditar que o seu mau funcionamento tem a ver com a falta de empenhamento (de produtividade) dos profissionais envolvidos. Daqui decorre que as possibilidades de produção são diferentes se os custos de produção forem diferentes. World Bank.8 100.6 74.1 69. os autores concluem que uma eliminação destes custos para patamares típicos de países desenvolvidos. 18 . Finlândia. %) sistema judicial.1 89. José. Apesar da alegada falta de recursos relativamente ao número de processos. HolanGráfico 1: PIB per capita vs Cumprimento da Lei (2006) PIB pc (PPP UE27=100) 160 Correl: 72% 140 120 100 80 60 40 20 50. Uma reforma possível. Nesse caso.0 90.0 97. que tornam a estrutura pesada e lenta. Um outro estudo.5 93.0 100. Importa pois olhar para o sistema judicial português para tentar perceber qual a melhor linha de abordagem que poderá promover a “eficiência judicial”. com um relativo pequeno esforço.0 60.0 Tabela 2: Nível de eficácia das instituições (percentis.0 PL RCH HU IT ES PT Cumprimento da Lei 70.3 84.0 82. Os aspectos legais estão incluídos nesta ponderação. No entanto. na rubrica de cumprimento da lei. punindo o incumprimento de forma eficaz. De acordo com esta ideia. procurar-se-á aligeirar os procedimentos.2 64. impedindo um elevado grau de especialização e afectando negativamente a produtividade. Assim.2 87. aproximando-se mais da referência dos países em desenvolvimento.9. da e Alemanha.5 99.9 92. Portuguese Economic Journal (2004).9 66. estudos feitos a este respeito.5 81.0 2006 94. tecnológicos.2 84. há que entender as suas razões. o mau funcionamento do sistema judicial constitui um factor de incerteza e risco.0 100. Uma segunda escola de pensamento.0 FR 60.2 76. 3 Tavares. de Corrupção (2006) PIB pc (PPP UE27=100) 160 Correl: 78% 140 120 IT ES RCH PT PL HU Controlo Corrupção 70.0 80. Deste estudo decorre que a área legal seria aquela onde. IR HOL FI FR AL IR HOL AL FI 100 80 60 40 20 50.

Se o sistema legislativo já oferece inúmeras deficiências. resultando enorme o espaço de tempo que medeia entre o momento em que se decide legislar e o momento em que a lei se torna aplicável – quantas vezes para ser de imediato revogada pelo ministro que se segue. resoluções normativas. a sugestão de que. ou seja. é condição necessária para o funcionamento eficiente de uma economia de mercado. o sistema de saúde e.A Justiça em Portugal A Justiça em Portugal Nuno Fernandes Thomaz Assessor da CIP (Conferência de Indústria Portuguesa) Vice-Presidente do Fórum para a Competitividade Há uns anos atrás. estão frequentemente sujeitas a rectificações e são quase sempre mal redigidas – afectando a segurança jurídica dos actos civis e das transacções comerciais. chegou-se mesmo a instituir para certas leis a tolerância zero. essas sim. A preocupação com o funcionamento do sistema de justiça é ditada por várias razões. essas sim. os políticos. Morosidade que. a solução milagrosa para o desenvolvimento económico e social. • a dificuldade de resposta do nosso sistema de justiça à explosão da procura ocorrida entre nós nos últimos trinta anos. sobre as garantias de cumprimento dos seus contratos. não prestam muita atenção. Com efeito. despachos e outros normativos infra-legais. Curiosamente. para além de não se favorecer a segurança jurídica indispensável a cidadãos e empresas. os sucessivos subterfúgios legais que convidam a toda a espécie de expedientes dilatórios. a falta de formação dos magistrados judiciais. No sistema legislativo manteve-se a histórica tendência dos governos para acreditar que não há problema que não se resolva com uma lei – a traduzir uma cultura política de que para governar bem basta legislar muito. Ao contrário da justiça penal. Desnecessário sublinhar que a justiça não é a panaceia única. das quais merecem destaque as seguintes: • o contraste na nossa sociedade de hoje entre a velocidade crescente das mudanças na economia e a lentidão exasperante das mudanças na sociedade. Tudo isto tem contribuído para a reduzidíssima eficiência do sistema judicial e para uma morosidade de gravíssimas consequências. Em consequência. circulares. o processo legislativo tornou-se progressivamente mais complexo e demorado. À conta dessa tendência o nosso sistema legislativo regista uma impressionante média anual de centenas de leis e decreto-leis – isto sem contar com uma incontinência de portarias. não passando de meras sugestões de comportamento. Acresce que a maioria das leis são por vezes contraditórias e falhas de rigor técnico. chegou-se mesmo a instituir para certas leis a tolerância zero. Como se não bastasse. causa acréscimo dos preços de bens e serviços para cobertura dos riscos inerentes. regulamentos. de um modo geral. são as únicas leis a que tem de se obedecer. com o acumular das solicitações cresceram as deficiências do sistema de justiça. Ora. 1. o 25 de Abril revolucionou o sistema económico. E são várias e complexas as insuficiências do sistema judicial: a excessiva burocracia e o custo elevado dos procedimentos processuais. a justiça económica está no lado que a comunicação social não compra. mais preocupantes elas se tornam no sistema judicial. sobretudo quando comparada com a dos nossos concorrentes directos (vejam-se entre outros in- 19 . Para já não falar dos pesados custos económicos com o cumprimento dos excessos de exigências legais. regulamentares e regulatórias – os chamados custos de contexto. com o excesso de leis. o sistema de segurança social. 3. 2. por essas razões. Tal a importância que tem nas decisões que os agentes económicos tomam so- bre os seus investimentos.Dossier . que por ser mediática vende bem na comunicação social. sobre o planeamento rigoroso dos seus negócios. ou seja. com raras e honrosas excepções. todos os sistemas com excepção do sistema de justiça – onde as mudanças não foram fundas. afecta seriamente a competitividade das empresas. diminui as garantias. até sobre a formação dos preços dos bens e serviços. e a que. Morosidade que reduz o valor dos direitos. aumenta o risco nas transacções comerciais. a implantação do Estado de Direito em Portugal e a adesão à Europa estiveram na origem do crescimento exponencial das solicitações ao sistema de justiça em Portugal. Há uns anos atrás. a sugestão de que. a falta de tribunais especializados com competência para lidar com os conflitos de interesses mais sofisticados. nomeadamente os decorrentes da actividade económica dos tempos de hoje. por não dar votos. corre-se o risco de se generalizar o sentimento de que as leis não são para cumprir. Mas ninguém terá hoje em dia quaisquer dúvidas de que o sistema de justiça. Mais grave ainda a situação do funcionamento do sistema da justiça económica. tanto do sistema legislativo como do sistema judicial. são as únicas leis a que tem de se obedecer. embora não seja condição suficiente para esse desenvolvimento.

próprios para a resolução de litígios decorrentes das novas áreas de conflito de interesses (ambiente e áreas do direito económico. 5. a insuficiências dos recursos financeiros que têm sido destinados à área da justiça. recomenda-se: • a consolidação das leis existentes. por exemplo na Finlândia. o número de juízes por tribunal é. e com respeito à estrutura judiciária. • a previsibilidade do quadro normativo. • desenvolver no mais curto espaço de tempo novos e mais expeditos sistemas de resolução de litígios. • a simplificação e encurtamento do processo legislativo como condição de maior eficácia na aplicação das leis. chegando a 100% em alguns dos países que aderiram recentemente à UE. que. Estudos fidedignos datados de 2002 afiançam que gastámos com o funcionamento só do sistema judicial cerca de 46 milhões de euros por milhão de habitantes.º juízes p/ tribunal n.Dossier .9 14.2 Itália 8. tendo Portugal mais tribunais de primeira instância que a larga maioria dos países da EU (toma-se outra vez como exemplo a Polónia. que constituem um factor prejudicial ao investimento e à sã concorrência. torna-se urgente: • acelerar a reorganização judiciária. no entanto. pois. Os diagnósticos estão feitos. e não subsistem dúvidas de que desse fraco desempenho resultam consequências graves para a saúde da economia e do próprio sistema democrático. os riscos de “enforcement” e incumprimento de contratos.3 Outra causa residirá na menor utilização das tecnologias de informação investidas na modernização do sistema judicial. menor – ao contrário do que.9 n. atinge 93%. em termos de recursos humanos nos tribunais o quadro é o seguinte: n. mesmo em parte. contribuindo assim para reduzir o impressionante valor global das pendências existentes nos tribunais tributários. onde existem menos de um terço dos tribunais que existem entre nós). tendo sido dispendidos no mesmo ano apenas 17. Situação que. de ser encontrada noutros causas que não na insuficiência dos recursos financeiros alocados à justiça. a base de partida para comparação (os mesmos estudos de 2002) é francamente preocupante: despesas em TI p/ tribunal p/ milhão de habitantes (em milhões de euros) Holanda 27. mormente do sistema judicial.9 Polónia 0.5 4. e que as deficiências de funcionamento do sistema de justiça não se podem fundamentar na falta de recursos financeiros. sintomaticamente. de expropriações. • criar tribunais especializados. A par destas medidas. Estudos recentes estimam. esta análise seja algo mais um diagnóstico. como a con- Vários outros indicadores ajudam a consolidar a tese de que os recursos humanos e financeiros alocados ao sistema de justiça estão a ser geridos de forma deficiente.3 A explicação para o deficiente funcionamento do sistema judicial tem. na Alemanha ou na Polónia – neste último país. embora se tenha registado uma evolução positiva nos últimos anos.º funcionários p/ juiz 2. Já no que respeita ao sistema judicial. com eliminação da legislação obsoleta e por vezes contraditória (uma verdadeira tarefa de despoluição legislativa). por exemplo. desacredita o sistema judicial como mediador e solucionador de conflitos. Uma causa que certamente explicará parte dessas deficiências reside no facto de a percentagem de juízes sujeitos a acções de formação anual ser de 12% em Portugal.A Justiça em Portugal dicadores. 4. 9. recomenda-se vivamente que se deve evitar deitar dinheiro bom para cima de um sistema mau. de modo a tornar as leis estáveis. é bastante negativa. de despejos. Quantificando. Depois. • a obrigatoriedade do estudo prévio do impacto económico das principais leis. de forma a avaliar previamente o rácio custo/benefício da sua aplicação. importa: • combater a morosidade das decisões judiciais. na Finlândia. seguida as pistas que necessárias para ultra- Em primeiro lugar. a avaliação do desempenho do sistema de justiça. afectando seriamente tanto os tribunais cíveis como os tributários. impõe-se: • uma melhoria substancial da redacção das leis como condição de melhor qualidade substantiva e melhor interpretação (“better regulation”).º juízes p/ milhão de habitantes Alemanha Finlândia Portugal 25. Acresce que.9 3 6. • implementar o recurso à arbitragem em matéria fiscal. tomando como base a última década. E não se pode dizer que as insuficiências no funcionamento do sistema de justiça se devam. montante muito superior ao que foi gasto na Irlanda.3 16. Bem pelo contrário. etc…). enquanto que. não acontece com o número de funcionários por juiz. nomeadamente as leis fiscais. em sede de simplificação legislativa.3 Mas para que mais do que elencam-se de se consideram passar a crise.1 10. gritante mesmo face à evolução da sociedade. aliás. usando de coragem política na reestruturação do mapa judiciário. os efeitos negativos desse fraco desempenho sobre o investimento e o emprego possam ter atingido um prejuízo para o crescimento do PIB de cerca de 11%.8 milhões de euros por milhão de habitante. no tocante ao sistema legislativo. 20 . que se eleva a mais do dobro do registado noutros países.4 Portugal 0. já que.

empurra os cidadãos e as empresas para os tribunais. e que o actual governo se empenhe na reforma do sistema de justiça – tendo a consciência de que os simulacros de reformas são o pior serviço que se pode prestar às reformas. estimados no ordem dos 3. antes do mais. interagem com domínios até há pouco reservados exclusivamente ao direito. maxime das empresas. incluindo em matérias que. as operações financeiras. deixar de sugerir: • que sejam definidos objectivos quantificados em termos dos benefícios a alcançar. montarão a 979 milhões de euros. onde o actual governo merece uma nota indiscutivelmente positiva. Ora. não se pode. nem sempre assim acontece. de modo a retirar ganhos exponenciais de eficiência na gestão da administração da justiça. Finalmente. que é simultaneamente o responsável pelo sistema e o seu maior utente. • incrementar a utilização intensiva das tecnologias de informação. Esperemos que os tempos sejam de mudança. recursos esses que. A reforma de que o sistema de justiça carece com a maior urgência não se esgota seguramente nestas pistas que acima elencamos. 21 . colocando-se quantas vezes em situação de litigante de má fé. no domínio da simplificação administrativa.5 mil milhões de euros). • intensificar a formação contínua de todos os operadores judiciários. Mas ao Estado.A Justiça em Portugal corrência. o dever de dar o exemplo. Nem é tarefa que possa ser desempenhada apenas pelo Estado – compete a todos os operadores judiciários e requer de todos os portugueses uma cultura de responsabilidade.Dossier . pela frequência com que usa posturas de força ou pela impunidade dos seus tradicionais incumprimentos (vide os atrasos nos pagamentos às empresas. segundo o que está estabelecido. designadamente no tocante à redução dos custos de contexto que afectam a competitividade dos agentes económicos. não sendo jurídicas. contudo. competem obrigações especiais e. 6. e as transacções transfronteiriças). pois o Estado. • que seja instituído um regime especialmente rigoroso no controle dos recursos previstos no Programa Operacional Factores de Competitividade do QREN.

COMISSÕES FIGURA 2. perda de vendas. fuga de bons elementos. dentro das empresas surge porque os conflitos afectam subtilmente muitos níveis das organizações: o “ambiente” é afectado implicando muitas vezes menor produtividade.A Justiça em Portugal Mediação nas Empresas: Uma Oportunidade de Redução de Custos A Mediação Empresarial ainda está no início da sua implantação em Portugal. A forma como são ultrapassadas essas situações tem enorme impacto na actividade da empresa ou organização devido aos potenciais ganhos e perdas. e todas as decisões nas quais se pretende uma execução sem interacção – soluções forçadas ou impostas. e às respectivas receitas e custos inevitáveis. Assim muitas organizações aprendem duramente com a realidade dos conflitos com que se confrontam. As vantagens de resolução eficaz e atempada de conflitos. ser-lhe-à claro que o conflito mal gerido e mal resolvido poderá ter custos muito elevados. embrionário ou declarado. ou outra). Os custos em recursos humanos podem também ser elevados (reuniões. de fornecedores e de fontes de financiamento. AS OITO DIMENSÕES CONFLITUAIS EXTERNAS A nível interno a problemática da relação entre os actores das actividades necessárias ao funcionamento da empresa criam um meio muito rico em decisões negociadas. tempo de espera e tempo em tribunal. tempo gasto a clarificar boatos. A dificuldade em definir os custos de conflitos. a desmotivação). Dentro das formas organizacionais de lidar com conflitos podemos incluir as chamadas decisões executivas dentro O importante.) Muitos outros custos estão também presentes: custos de oportunidade por actividade perdida e outras perturbações (perdas de segurança nas actividades. Tão elevados que certos COM DEPENDENTES HIERÁRQUICOS INTER FUNCIONAIS EM GRUPOS DE TRABALHO EM REUNIÕES. é o evitamento: o confronto é evitado. Claramente nestas circunstâncias poderá não haver a resolução do conflito e eventuais consequências negativas e custosas podem advir. A reputação e imagem pública ou junto de parceiros (nomeadamente financeiros) pode ser afectada.RESOLUÇÃO DE DISPUTAS INTER DEPARTAMENTAIS COM COLEGAS COM SUPERIORES HIERÁRQUICOS Presidente da MEDIARCOM European Mediation Association. as origens do conflito ou as suas consequências são escamoteadas. da hierarquia (Ordem de Serviço. Muitas situações em que inicialmente se pensava “ganhar de certeza” 22 . perdas de investimentos em formação ou conhecimento). usada em certas empresas. é que os custos de resolução dependem da forma como um conflito é resolvido. AS OITO DIMENSÕES CONFLITUAIS INTERNAS Uma outra hipótese. perda de clientes. a reclamações. Uma das dificuldades dos conflitos empresariais é que muitas vezes se torna difícil “a anteriori” prever os custos da sua resolução. Confrontados com eventuais conflitos os intervenientes utilizam diversas formas de lidar com cada conflito processualmente muito diversas e com graus diferentes de custos e de eficácia. Mesmo em conflitos que foram “ganhos” a erosão no valor da empresa pode ser desproporcionado à própria ocorrência que se pretendeu resolver. envolvendo a actividade actual e o futuro da empresa. Assim podemos considerar a nível interno outras tantas áreas potencialmente conflituais (ver figura 2). menor eficácia e menor eficiência. Os Custos dos Conflitos nas Empresas FIGURA 1. Decisão da Direcção. As áreas de negociação a nível externo em torno da empresa podem ser agrupadas em oito grandes áreas (ver figura 1). Exemplos de custos indirectos do conflito são as perdas de produtividade (devidas a enganos e erros. Muitas dessas decisões poderão também dar origem a conflitos. por exemplo). A cotação em bolsa desvirtuada (recentemente em Portugal existem diversos exemplos desta situação. compensações por despedimentos ou saídas. ASSEMBLEIAS.REGULAÇÃO DO TRABALHO . Meios de Resolução de Conflitos Se reflectir sobre o impacto que o conflito tem na sua empresa ou organização. Board Member da Americam Club of Lisbon. mesmo “a posteriori”. TRADICIONAIS: . Em todas essas interacções desenrolam-se negociações. ACL Awards Director. As interacções negociais podem encontrar impasse ou evoluir para estados de conflito latente.Dossier . potenciais e declarados são claramente importantes para a satisfação da missão económica da empresa e para a satisfação dos “stakeholders” interessados no bom funcionamento. José Vasconcelos-Sousa tornam-se em sorvedouro de recursos. O conflito tem ainda custos directos importantes tais como: honorários e custas. a reter. O conflito pode representar custos muito diferentes para a empresa – e também ganhos – se em cada situação as decisões sobre o meio de resolução do conflito a utilizar sejam reflectidas e ponderadas segundo critérios de custo/benefício. A empresa como entidade jurídica e económica procura em todos os aspectos das suas relações a contratualização de obrigações.

Daí resulta que muitas decisões do tribunal judicial não agradam a nenhum dos lados no litígio. empresas e organizações. Em qualquer sistema formal de resolução de conflitos. dentro do escopo da lei e enquadrado por aspectos processuais complexos. que através do tribunal irão provar o mérito da sua posição. Porém as vantagens de uma rápida e eficaz re- 23 .A Justiça em Portugal conflitos levam as empresas à falência. um lugar muito relevante deverá ser assumido pelo processo “estrela” dos últimos anos: a Mediação. o tempo e recursos a investir são também elevados. e muitas entidades colectivas à total ineficácia da sua acção. à simplicidade do processo. A MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação oferece esses serviços que são conduzidos por profissionais especializados que são mediadores certificados. ou que o outro lado irá sofrer a “justa” punição. Procura-se preservar e melhorar as relações entre as partes sempre que for esse o caso. O inconveniente deste meio é o seu custo elevado. De facto todas as situações que podem ser decididas por negociação são potencialmente mediáveis – tudo dependerá do desejo das partes. com custos mais reduzidos do que através de outros meios. não havendo resultados. ou na resolução “ad hoc” de conflitos. e o princípio do “contraditório” . todas as situações em que a negociação se tornou difícil por razão de impasse. Quando a negociação não resulta muitas vezes se ouve dizer: “Vamos para tribunal!” Porém é reconhecido que o juiz decidirá sobre matérias bem definidas. Assim surpreende que muitas pessoas realizem a passagem rápida da constatação da ineficácia da abordagem negocial para uma abordagem litigiosa através do tribunal judicial! Muitas pessoas o fazem na ilusão de que o tribunal lhes irá “dar razão”. O tempo a dedicar a um processo de Mediação é também limitado. Os advogados das partes têm um papel importante na Mediação e mantêm as suas capacidades específicas e autonomia. internos ou externos. – a enorme flexibilidade das suas regras processuais dentro de uma sequência de fases definidas. as organizações ao desaparecimento. Existem outros meios de resolução de conflitos à disposição das empresas e dos empresários e de todas as pessoas integradas em organizações. A Mediação “ad hoc” por profissionais competentes ou o recurso a centros de Mediação privados são excelentes alternativas e oferecem serviços de apoio à resolução de todo o tipo de conflitos e de litígios de forma rápida. A Mediação pode evitar alguns dos inconvenientes tanto da via judicial. Tanto na Arbitragem como na Mediação existem dois princípios fundamentais que árbitros e mediadores respeitam (ou respeitarão. – o custo inferior ao de outros meios institucionais de resolução de conflitos em que intervém um terceiro. Talvez o seja em algumas circunstâncias. marca e imagem. Estas expectativas não só são irrealistas como geralmente não se concretizam. acompanhadas pelo mediador. Um conflito que demorará entre 3 a 5 anos a resolver em tribunal judicial pode ser resolvido num período de 3 a 5 meses por Mediação. Haverá pessoas que considerarão vantajoso o período longo até à resolução de conflitos do tribunal judicial. – finalmente o resultado não depende de distribuição aleatória da situação . O potencial de insatisfação na resolução de conflitos por esta via é claramente muito elevado. O que a distingue de outros meios é o facto de o poder de decisão se manter nas mãos das partes em conflito (os mediados). encontrar os pontos de acordo que permitam resolver total ou parcialmente o conflito que as separa. Este último ponto é também uma desvantagem pois em caso de litígio há limitações no recurso à força pública. confidencial e não-pública permitindo aos participantes a satisfação dos seus interesses. A Mediação Empresarial A Mediação é um processo voluntário em que ao longo de várias etapas as entidades ou pessoas em conflito procuram. As vantagens incluem: – a eficácia na prevenção do conflito pois pode realizar-se uma Mediação mesmo que não haja um conflito declarado.o conteúdo do acordo é decidido pelas partes e são também as partes que decidem sobre o âmbito e a contratualização do acordado que finalmente se consubstancia num acordo reduzido a contrato entre as partes.Dossier . Alguns exemplos: • Arbitragem (tribunal privado) • Mediação (negociação apoiada por mediador) Na Arbitragem (que também se designa por tribunal arbitral ou tribunal privado) as partes transferem por convenção prévia o poder de decisão para um tribunal constituído por um ou mais árbitros (geralmente três). – a sua confidencialidade: as divergências não passam para o foro público resguardando nome. como da via arbitral.termo jurídico que significa que as partes terão sempre a possibilidade de apresentarem os seus argumentos e se defenderem. a negociação directa entre as partes é o primeiro recurso mas. – o ser geralmente um processo rápido em que as partes ao fim de 3 a 5 sessões podem claramente decidir se vale ou não a pena avançar. porém as partes podem sempre voltar a mediar o seu acordo. Hoje em dia a grande maioria dos centros de arbitragem instituídos oferecerem serviços de Mediação prévia do conflito. se forem profissionais idóneos com a formação específica adequada): o da igualdade absoluta das partes. de quebra de comunicação ou por dificuldades relacionais. A Mediação Empresarial é porém um campo de aplicação muito vasto permitindo prevenir e resolver. à rapidez e ao reduzido custo a Mediação é claramente recomendável e muito interessante para as empresas. O processo de Mediação procura um acordo eficiente economicamente em que ambos os lados vejam satisfeitos total ou parcialmente os seus interesses. Como qualquer outro processo a Mediação tem vantagens e desvantagens. Devido à privacidade. mas o âmbito da Mediação ultrapassa a mera resolução de litígios. A Mediação é uma forma privada e nãoconflitual de prevenção e de resolução de diferendos entre pessoas. – o facto de manter o conflito fora do sistema de justiça do Estado (evitando atrasos e decisões pouco previsíveis).

mas o mais desejável para todos os intervenientes é que a Mediação seja independente e privada. ou não. Neste momento da introdução da Mediação Empresarial no maior número de empresas. entidade sem fins lucrativos. ou não se pode. criando enquadramento digno para a actividade. A equipa da MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação realiza este tipo de estudos e recomenda e estabelece todos os elementos adequados a cada tipo de organização. os custos de arrastar um conflito largamente ultrapassam as vantagens do período longo até à resolução. A MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação desenvolveu processos de Avaliação de Conflito. as grandes questões podem sintetizar-se da seguinte forma. como é o caso de todos os cursos oferecidos pela MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação. e percepcionado como fazendo parte de entidade com prestígio. Estão neste caso mais de 80% das relações dentro das 18 dimensões de negociação/conflito referidas no início. porém a sua neutralidade – mesmo que existindo – nunca será vista como tal pelos colegas. é fundamental para a resolução de numerosos conflitos. tem uma missão importante dentro da empresa nos sistemas de resolução de conflitos formais. em grandes projectos de construção e em grandes grupos económicos).A Justiça em Portugal solução de conflitos é particularmente aliciante sempre que existem relações continuadas de médio ou longo prazo ou quando não se quer. A MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação irá continuar a contribuir para esse fim através da formação de mediadores profissionais e resolvendo por Mediação os conflitos que nos são referidos. quebrar totalmente um relacionamento. – Mediação Empresarial sob tutela do Estado ou de iniciativa privada: creio que a tutela ou iniciativa do estado poderá ser eficaz em áreas muito específicas (nomeadamente na Mediação laboral). depois de treino adequado. desde a sua criação em 2005 que se tem empenhado na divulgação da Mediação tendo criado programas específicos. A cláusula de Mediação é geralmente bem aceite pelas partes contratantes.Dossier . – Utilização de mediadores internos ou externos à empresa: o mediador interno. De facto nem todos os conflitos serão passíveis de resolução por via da Mediação. no meu entender deverão ser revistos e aumentados). em muitos outros casos o estudo da conflitualidade e dos seus custos para a organização ou empresa permitirá decidir a justeza do investimento face aos potenciais benefícios. Em todas estas situações e para AMBOS os lados. disponíveis sob consulta. o que permite a criação de uma verdadeira cultura de resolução amigável e rápida de diferendos ou conflitos. A sua divulgação e aplicação em Portugal está em curso e cada vez existem mais pessoas e organizações a experimentar e a adoptar a Mediação como recurso preferencial na resolução dos seus diferendos. – Definição de critérios para escolher a Mediação como meio de resolução de conflitos e quais as tipologias de conflitos que se prestam a serem tratados em sede de Mediação: esta será talvez a grande pergunta para os empresários. A opção da Mediação pode ser tão importante para a satisfação dos clientes que em alguns Estados dos EUA as Ordens de Advogados consideram falta ética grave do advogado o não propor ao a introdução em todos os contratos de um primeiro recurso à Mediação antes de activação de qualquer outro procedimento pode melhorar o cumprimento do contrato e evitar procedimentos com custos muito mais elevados. 24 . O mediador externo. A activação dos procedimentos considerados numa cláusula de Mediação pode ser feita amiúde. para divulgar e implantar a Mediação junto de: – Advogados – Grandes e médias empresas – Público em geral (em parceria com entidades em todo o País e estrangeiro) – Organismos públicos A resolução rápida e atempada de conflitos contribui para a boa saúde das organizações e das pessoas. como a MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação. seguem requisitos mínimos que. Conclusão A Mediação Empresarial ainda está no início da sua implantação em Portugal. O Estado poderá ter um papel relevante na exigência de formação específica dos mediadores (os cursos de mediadores aprovados pelo Ministério da Justiça. com um processo de Mediação. alinhado a regras deontológicas e éticas claras. A MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação. Na Mediação privada um papel fundamental é o dos Advogados – naturais prescritores de serviços de Mediação aos seus clientes utilizando entidades independentes dos próprios gabinetes de forma a garantirem a credibilidade e um serviço rápido. devido ao seu baixo custo. gestores e seus “stakeholders”. – Introdução de cláusulas de Mediação de conflitos nos contratos ou pedido de Mediação na eventualidade de conflito: a solicitação de Mediação pode ser efectivada em qualquer momento da execução de um contrato porém a MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação considera que A Mediação pode ainda ser efectivada na pendência de acção judiciária ou arbitral e a sua realização não impede o recurso a essas instâncias de resolução de conflitos. sem cair na tentação de regulamentação inibidora. Noutros países em que a Mediação já penetrou mais profundamente na cultura de resolução de conflitos os estudos demonstram o enorme sucesso deste meio de resolução de conflitos. – Criação de sistemas formais de resolução de conflitos na organização ou criar uma cultura de resolução amigável de diferendos: os sistemas formais têm claramente o favor em organizações e situações complexas com intervenientes muito diferentes (por exemplo em unidades de saúde. cliente a possibilidade de resolução do seu conflito pela via da Mediação. abordagens preliminares e grelhas de decisão que permitem tomar decisões informadas antes de avançar.

em que uma sistemática e não impedida violação desses direitos não só faz perder os investimentos já feitos como desincentiva a realização de novos investimentos. a possibilidade de o exercer coercivamente contra todos aqueles que não aceitam a sua existência.Dossier . por exemplo. não existe direito sem garantia. O que assume uma particular relevância no caso da protecção da propriedade industrial. O que é extremamente perturbador. quando estão em causa relações jurídicas de natureza comercial (repete-se. As deficiências no funcionamento dos Tribunais e do sistema judiciário em geral. o que se encontra estatuído nos artigos 6º e 7º do Código de Processo Civil). essa mudança depende essencialmente de nós. embora isso pareça não ser evidente para a generalidade dos juristas. a saber: em última análise. este reconhecimento de algo que. a nível externo. garante às prevaricadoras uma margem de lucro superior. o que acontece com maior frequência. a desproporcionada e injustificada dilação temporal entre o momento da infracção e aquele em que o prejudicado se vê ressarcido. essa execução tem também que concretizar-se em prazo razoável). Sem querer ser pessimista. entre outros males. Como já atrás ficou referido. das situações respeitantes a menores. da Sociedade no seu todo. Quem pode levar-lhes a mal. leva. há um ramo do Direito em que a exigência de rapidez é ainda maior: o Direito Comercial e das Sociedades Comerciais (em sentido amplo. Este direito é colocado ao dispor de todas as entidades que interagem no comércio jurídico e não apenas das pessoas físicas. por exemplo) e Luís Vaz de Camões tão brilhantemente sumariou. a pretensão regularmente deduzida em juízo. aliás em completa consonância com o previsto no n. não podem continuar totalmente alheados desta realidade. Porém. Vivemos numa época volátil – recorde-se que nas frenéticas bolsas de valores fortunas podem ser ganhas e perdidas em minutos. se as próprias empresas portuguesas já vão fazendo o mesmo. restando saber se para melhor ou para pior. que a todos é reconhecido o direito de obter.comércio. tomando sempre novas qualidades. que regem e disciplinam a actividade económica. em boa verdade. como é óbvio (julga-se que o é).º 1 do artigo 6º da Convenção Europeia dos Direitos do Homem concluída em Roma em 4 de Novembro de 1950. e. não vislumbro que. Zeus.A Justiça em Portugal Juízes pela Cidadania Eurico Reis Juiz Desembargador Membro da AJpC – Associação de Juízes pela Cidadania e da IPJA – Intelectual Property Judges Association O Mundo muda mesmo. com força de caso julgado. E. a ineficiência dos Tribunais e do sistema judiciário.que foi devorando os seus próprios filhos até que um deles. 2. englobando todas as áreas da actividade económica . o direito a uma decisão – e à execução da mesma – em prazo razoável é assegurado a todas as entidades dotadas de personalidade jurídica ou personalidade judiciária (como é sabido. seja possível pôr cobro a este verdadeiro flagelo. o destronou . a meu ver. Efectivamente. Até se admite que possa não ser universalmente aceite o princípio consubstanciado na conhecida expressão time is money. Esta asserção resulta de algo radicalmente primordial. que é atribuída por períodos de tempo limitados. Os entraves ao funcionamento das empresas prejudicam a capacidade produtiva das mesmas. Como se aprende no primeiro ano das Faculdades. indústria e serviços). nos tempos mais próximos. todas as pessoas jurídicas dispõem de personalidade judiciária. Não pode ser distribuído o que não existe. se não mesmo em segundos. a ele estando indissoluvelmente ligado aquele outro que estipula que está igualmente salvaguardada a possibilidade de fazer executar essa decisão (e.recordo aqui o alerta de Joseph Rudyard Kipling para a necessidade de saber aproveitar bem cada um dos sessenta segundos que existem num minuto (“If”). Ora. seja ela qual for. o prazo razoável é mais curto do que nos demais casos – com a excepção. 1. Lamentavelmente. e. uma vez que as empresas internacionais podem escolher operar em vários mercados nacionais. as infractoras acabam por eliminar quem compete obedecendo às regras – recorde-se a teoria da boa e da má moeda – sem quaisquer ganhos para os consumidores e para a economia. O Mundo muda mesmo. acabando por obter mais receitas no exterior? 25 . a que o nosso país seja preterido a favor de outros em que esse lapso de tempo é muito mais curto. mas há alguns entes organizacionais a que apenas é atribuída esta última – veja-se. em prazo razoável. como sabemos pelo menos desde a Grécia Antiga (Demócrito de Abdera ou Heráclito de Éfeso. Decorre do disposto no n. mantendo os preços a que as empresas cumpridoras colocam os seus produtos e serviços no mercado. Essa diminuição de encargos permite-lhes ou oferecer ao consumidor preços mais baixos ou. Pondo de parte o muito significativo e simbólico mito grego de Cronos . Nos dois casos. Todavia. sejam estas legais ou emitidas pelas entidades reguladoras competentes. restando saber se para melhor ou para pior. isto é. como o poderia ser nos actos? 3. nem sequer ao nível das palavras um tal reconhecimento existe – e. essa mudança depende essencialmente de nós. naturalmente. A nível interno. provoca gravíssimas distorções à concorrência. uma decisão judicial que aprecie. os exemplos são mais do que muitos. Infelizmente. uma vez que permite que certas empresas continuem a operar sem terem de suportar os encargos decorrentes do cumprimento das normas. Mas mesmo no que respeita à economia produtiva (criadora de verdadeira riqueza e não meramente distribuidora como acontece no âmbito do sistema financeiro). é indispensável o reconhecimento que. na maior parte dos casos. mais não seja por força dos artigos da Convenção e da Constituição atrás citados. nestas circunstâncias. na maior parte dos casos. numa efectiva negação do Direito – e dos direitos individuais. logo. mas ninguém poderá negar que o Tempo é um Valor. E o problema não é de hoje ou sequer dos últimos anos. os Tribunais e o sistema judiciário no seu todo. as janelas de oportunidade para um bom investimento não estão “abertas” muito tempo. pois. sem criação de riqueza não é possível a subsistência quer dos indivíduos quer da Comunidade.º 1 do artigo 2º do Código de Processo Civil. todo o Mundo é composto de mudança.º 4 do artigo 20º da Constituição da República e no n. com o sentido amplo antes enunciado). traduzem-se. é tão evidente não pode servir de pretexto para um baixar de braços. É duvidoso que esses dois direitos estejam em condições de ser plenamente exercidos no nosso país – o que é particularmente notório no que respeita ao segundo.

recuperar e (re)ocupar o seu lugar no mercado. ao fisco e à Segurança Social. para que esses meios alternativos possam ser eficazes. deparam-se com um dilema: muitas vezes. cada vez.Dossier . Para a sua recuperação e viabilidade é necessário que. as críticas que lhe são dirigidas partem. pois há aspectos positivos e passos 26 . respeitem e cumpram as decisões tomadas por essas entidades. Quiçá. Com efeito. a empresa poderá ter que encerrar com as inevitáveis e nefastas consequências que tal facto acarreta – despedimentos e consequente perda de postos de trabalho. Na verdade. que gerou um processo democrático ainda não suficientemente consolidado. a recuperação de crédito mal parado é vital para que a empresa volte a equilibrar as suas contas. Analisemos um caso paradigmático: uma empresa em dificuldades económico-financeiras que tem dívidas para com trabalhadores. principalmente. materiais e financeiros.taxas de justiça e custas finais cada vez mais elevadas. no entanto. as empresas. o resultado final é benéfico para todos. como eu. a menos que se opte por proceder à realização de um acordo. mesmo para as empresas. ela tem-se tornado. económico-financeiramente falando. para citar apenas alguns. em situação de globalização e de transformação rápida do tecido empresarial. Começam. a Justiça tem um custo que tem vindo a aumentar e que as faz ponderar se e quando vale. O melhor exemplo desta metodologia é o chamado caso da “Autoeuropa”. consiga cobrar as dívidas aos seus devedores. se arrastam nos tribunais por vários anos. A este aspecto juntamse “apertadas” regras de Direito do Trabalho. Mas a morosidade e ineficácia da Justiça tocam também aquelas empresas que só esporadicamente recorrem a tribunal e que acabam por aguardar Natália Garcia Alves Sociedade de Advogados Abreu Advogados longos e dispendiosos anos até ver solucionado o litígio apresentado. com diálogo construtivo e criativo e alguma transigência das partes envolvidas. é cada vez mais a principal causa dificultadora da existência de empresas rentáveis. é raro. dos actores judiciários – advogados. entenda que os litígios devem ser resolvidos “na barra”. é necessário que os utilizadores do sistema judicial mudem as suas mentalidades e aceitem. e funcionários judiciais – como dos cidadãos e/ ou empresas que recorrem. Ora. porquê a controvérsia? “Mais vale um mau acordo do que uma boa demanda” continua perfeitamente actual. honorários dos advogados a que têm forçosamente que recorrer. não é justo dizer que tudo é negativo no âmbito do Poder Judicial. horários e funcionamento das empresas. Na verdade. aquelas que vendem produtos ou serviços em massa.P . Se há uma questão controversa na actualidade portuguesa. as empresas têm um papel moralizador que não devem descurar. Com efeito. nomeadamente. paralelamente à gestão do negócio. devido ao aumento dos custos que lhe estão associados . E. efectivamente. porém. satisfazendo os seus compromissos. O tempo de espera envolve a perda de milhares de euros e a eventual não realização de negócios que se poderiam revelar lucrativos. mas que nem por isso deixam de ocupar o tempo de toda a máquina judiciária com os custos que lhe são próprios. a surgir situações que demonstram que. Mas. mas que não há condições financeiras para celebrar. hodiernamente. ouvir “dizer bem” da Justiça em Portugal! Para uns. Se tal não acontecer. A consumação deste desiderato. juízes. mas não há dúvida que o brocado “mais vale um mau acordo do que uma boa demanda” continua perfeitamente actual. mais distante. poderá sobreviver. Se o conseguir em tempo útil. uma Justiça pouco célere é pouco eficaz. propiciando resultados apreciáveis. onde se têm conseguido entendimentos entre entidade patronal e trabalhadores que estão a permitir gerir de forma eficiente e rentável os recursos humanos. hoje em dia. fornecedores que nunca serão pagos e impostos de diversa natureza que não serão liquidados. fornecedores. os investidores estrangeiros que optam por investir em Portugal têm que entender as regras laborais portuguesas. é a Justiça em Portugal! Nunca como agora se falou tanto da Justiça (em Portugal) e dos problemas com que se depara. originadas por uma “Revolução”. honorários e despesas dos solicitadores de execução. Na realidade. Porém. O que nos leva ao problema da superlotação dos tribunais: chegam a tribunal inúmeras questões jurídicas menos complexas. ou pretendem recorrer. de fulcral importância. magistrados do M. muitas vezes por falta de tempo disponível. não apenas.A Justiça em Portugal Justiça em Portugal. É natural que este panorama seja um dos motivos que leva as empresas estrangeiras a não verem Portugal como um país a investir. os meios alternativos de resolução de conflitos como a mediação e a arbitragem poderão ser a solução para o contencioso mais frequente e menos complexo que se prende com a cobrança de dívidas. recorrer ao tribunal com os custos que lhe são inerentes. com a mesma força vinculativa de uma decisão judicial. Os trabalhadores mantém-se apegados às regras da segurança no (e do) emprego que. não permitindo que os tribunais se libertem para outras matérias e processos tecnicamente mais complexos que. aos tribunais. necessitam de dinamizar através da flexibilização de tarefas. a questão da morosidade da justiça em Portugal constitui um entrave à competitividade das empresas e à própria economia nacional. não podendo criar a ideia de que quem não cumpre não será penalizado. Esse é um facto que custa a qualquer advogado que. Todavia. pelos valores em dívida não compensa. a pena recorrer aos tribunais.

a “hidra da justiça” integra uma terceira vertente: a rapidez. realizando-se. a médio prazo. a prontidão. pondo de lado as divergências acessórias para que. na medida em que. Apesar das dificuldades que referimos. e não começa nem acaba nos Tribunais.E. a sua absorção pela comunidade. a sua absorção pela comunidade. a responsabilidade deste e demais entidade públicas pelos danos decorrentes do exercício de actos da função jurisdicional (e da função político-legislativa). Manter-me-ei (ainda que me apelidem de “ingénua”). o objectivo maior do poder judicial – a Justiça. Através dele devemos apurar quanto pagámos para aceder à justiça. Essa é a primeira análise. Para além dos custos teremos de dissecar a eficácia do serviço da justiça. Precisamente para efectivação de tal objectivo. As novas medidas ainda não deram os seus frutos. aumentando as alçadas dos tribunais e introduzindo a regra da “dupla conforme”. toda a sociedade sofrerá. em primeiro lugar. ou seja. se faça uma melhor Justiça! Se tal não acontecer. pela primeira vez. que procurarão local mais rentável para nele se constituírem.Dossier . por meios informáticos. acima de tudo. em especial. a nossa Justiça tem normativamente consignado um dos sistemas tecnologicamente mais avançadas da União Europeia. cidadãos anónimos e empresas. se é ineficaz e se é rápida ou lenta. a morosidade e ineficácia da Justiça a descredibiliza aos olhos de todos. Mas não ficamos por aqui. única e exclusivamente. a sua adequação. colocando em crise o desenvolvimento do país e deitando por terra os esforços que. há mais de 10 anos. Esta afirmação consubstancia-se no funcionamento de sistemas de vídeoconferência implementados em todos os tribunais. em tempo seja em dinheiro. rumando no mesmo sentido. resolverão algumas das situações impeditivas da existência de um sistema jurisdicional eficiente e eficaz. foram introduzidas recentes alterações ao Código do Processo Civil. adoptando um regime monista de recursos cíveis. mas devidamente fundamentadas e profundamente responsáveis. nomeadamente as de investimento estrangeiro. a acreditar que é pos- sível continuar a melhorar o sistema judiciário. Seara e Associados Mas não ficamos por aqui. acima de tudo. e. Se bem que só aplicável aos processos que sejam apresentados em tribunal após 1 de Janeiro de 2008. qualquer cidadão e qualquer empresa tem o direito e o dever de indagar se a nossa justiça é cara ou barata. seja pelos incómodos a que nos tivemos de sujeitar para accionar os meios de efectivação dos meus direitos. Como se vê. e em que é necessário fazer um esforço acrescido para melhorar. A Hidra da Justiça João Correia Sociedade de Avogados Correia. Ciente da (ainda actual) complexidade do processo civil. a sua adequação. às gerações mais novas dos agentes judiciários. temos de apreciar a sua clareza. seja 27 . beneficiando de redução de custas judiciais. temos de apreciar a sua clareza. na tentati- va de limitar o recurso para o Supremo Tribunal de Justiça.A Justiça em Portugal importantes que têm sido dados no desenvolvimento da Justiça Portuguesa. permitindo responsabilizá-lo pela “violação do direito a uma decisão judicial em prazo razoável” bem como pelo “erro judiciário”. a celeridade. E esse cálculo começa curiosamente na feitura das leis. As funções do Estado podem e devem ser avaliadas sob um ponto de vista económico? Pode um cidadão perguntar quanto lhe custa o serviço da justiça? Pode uma empresa quantificar os danos emergentes e os lucros cessantes de uma decisão tardia ou errada? Deve um cidadão pedir ao Estado que lhe pague os danos patrimoniais e morais por um erro judiciário? Existem mecanismos legais para obter quaisquer dessas reparações? Convém recordar que a clássica imagem da “hidra da justiça” é composta por três elementos: o custo. na possibilidade de utilização de um processo totalmente virtual nos tribunais administrativos e fiscais. ou seja. A segunda – quem me dera que fosse possível executar – exige que se apure o valor das decisões injustas ou erradas e o valor dispendido por cada cidadão para assegurar o funcionamento do serviço da justiça. e. assim. na introdução recente da plataforma CITIUS nos tribunais cíveis que também permitirá que o tratamento dos processos seja feito. se têm vindo a fazer para colocar Portugal como parceiro credível na U. Caberá a todos nós. Acredito que. incrementar esforços e reunir forças. creio que o novo regime dos recursos terá a virtude de agilizar a interposição dos mesmos permitindo igualmente uma mais rápida resolução dos diferendos. Finalmente. Para além dos custos teremos de dissecar a eficácia do serviço da justiça. e. foi alterado o “regime da responsabilidade extracontratual do Estado” que veio estabelecer. nos últimos anos. o que só é possível com decisões rápidas.

gizados e implementados de descongestionar os tribunais. simplificar e reduzir encargos administrativos no processo de licenciamento das áreas de localização empresarial. Actualmente não é necessário utilizar sistematicamente o tribunal para certificar a incobrabilidade das dívidas. ainda não foi atingida. na sede reformadora do legislador que ao invés de uma paulatina. mais acessos. aos recursos. que carinhosamente apelidamos de “complex”. O saldo não pode deixar de ser positivo. Impõe-se uma urgente cirurgia correctiva ás malformações do sistema. melhor gestão. Desde sempre. a devida reflexão e experimentação. Toda esta situação terá consequências económicas e sociais a curto e médio prazo. sem necessidade de se deslocarem aos serviços aduaneiros. da sociedade. as alterações qualitativas e quantitativas ao Código de processo civil. o que também acarreta riscos. Simplificar o procedimento de pagamento de IVA nas importações. mencionado como “a obra do regime”. em frequência maior que a normal ou desejável. Os resultados até à data são pouco eficazes a nível do Contencioso. o que impediu a necessária maturidade de alguns projectos. do I. já na década de 70. Cumpre ainda efectuar a devida vénia.Dossier . desbloquear a acção executiva. dado que estes para tentarem cobrar o seu crédito têm que pagar aos solicitadores de execução elevadas quantias a título de provisão para despesas e honorários. a criação do Registo Comercial Bilingue .A. o novo código dos contratos públicos. pela inovação e modernismo. para melhorar a resposta do sistema judicial quando tenha de ser utilizado para a cobrança de dívidas e criar condições para a desmaterialização de processos e para uma verdadeira utilização dos sistemas de informação e gestão nos tribunais. Disponibilizar aos operadores económicos (contribuintes) a faculdade de emissão na Internet da declaração comprovativa do IVA pago em determinado período na Direcção-Geral das Alfândegas e Impostos Especiais sobre o Consumo (DGAIEC). as alterações aos actos notariais. de relevo. mapa. Um sistema de cobrança de dívidas eficaz é um factor acrescido de confiança para o investimento. por via da desmaterialização do recibo. O que seria desejável. Esta nova figura veio “paralisar” a cobrança dos créditos em Portugal e onerar a Justiça a expensas dos exequentes. e pugnava pela necessidade de uma ampla reforma neste sector. às medidas no domínio da injunção. conciliação da defesa do ordenamento do território com a criação de condições que promovam a produtividade e a competitividade das empresas. Castelo Branco & Assoc. à liquidação. o que é manifestamente positivo para as empresas e para a recuperação do crédito malparado. na sua maioria mal preparados a nível técnico e com falta de meios para o exercício das funções. As reformas têm vindo a acontecer. alteração legislativa trocou o necessário gotejar da água.A Justiça em Portugal (IN) JUSTIÇA Actualmente não é necessário utilizar sistematicamente o tribunal para certificar a incobrabilidade das dívidas. Passo a explicar.V. em Portugal. rectius. o novo regime processual experimental. como também em todas as formalidades da vida corrente das empresas que estão facilitadas e céleres. alargada que está a possibilidade de utilização deste rápido mecanismo. Susana Proença Gabinete F. à prática dos actos processuais. suficiente e bom para a “colheita” e gerador de tranquilidade. Os objectivos legislativos desde 2006. O principal erro identificado na (in) justiça encontra-se na imagem da torneira. Nem todos os ventos sopram do norte. Lembro o Simplex. potenciar a melhoria da atractividade das áreas de localização empresarial (ALE). A desmaterialização de processos com a entrega de peças processuais on-line. Permitir que os operadores possam exercer o seu direito à dedução utilizando esta declaração desmaterializada. nos últimos anos. o saudoso Professor Antunes Varela alertava para o seu estado canceroso. já implementadas. senão inversos aos pretendidos. alterações ao Código Penal e ao Código de Processo Penal.A. No ano de 2008 pretende-se: dar continuidade à reforma e á simplificação e assim. desde a constituição.V. pelo jorrar desabrido e simultâneo de todas as intenções legislativas. Portugal. a Justiça tem estado na ordem do dia. optimização do trabalho e mais informação. útil. A nível empresarial a cobrança de créditos pela via da acção executiva tornouse extremamente difícil e inaceitavelmente morosa (falamos em anos) com a atribuição aos solicitadores de execução. pausada. do I. com as inerentes poupanças de meios e esforços em actividades poderá ser 28 . que também não deixa igualmente antever nada de positivo relativamente ao funcionamento da Justiça. há que realçar as medidas de simplificação na recuperação fiscal. de atribuições outrora pertencentes aos Juízes e aos funcionários judiciais. a Lei de acesso ao Direito. as medidas implementadas vieram permitir às empresas maior rapidez em todos os seus actos. apenas. a consulta do estado do processo através da Internet ou a tramitação electrónica dos processos. sente-se e vive-se uma maior morosidade nos Tribunais e uma crescente insegurança nos operadores judiciários face á sucessiva e imparável alteração legislativa em todas as matérias. na presente data é dos Países mais avançados a nível de solicitações empresariais “na hora“. A desmaterialização poderá trazer mais transparência. dos mesmos e de cada um a seu tempo. já implementadas.disponibilizar a informação do registo comercial em língua inglesa. o novo modelo judicial. saboreada e experimentada. há que realçar as medidas de simplificação na recuperação fiscal.

em especial dos Tribunais de 1. uma sentença. sendo de sublinhar a crescente importância atribuída à prestação de múltiplas garantias que dissuadam o incumprimento e/ou tornem menos necessário o recurso aos Tribunais em caso de incumprimento contratual. os magistrados podem incumprir os prazos 1 Frederico Bettencourt Ferreira Miguel Esperança Pina Soc. Embora seja necessário assegurar a possibilidade de correcção e evolução das decisões jurisprudenciais. justificada.ª Instância. propor meios alternativos de resolução de litígios. mitigando assim os custos da ineficiência do sistema judicial português. Por outro lado. especialização essa que muitos magistrados não possuem. processos de insolvência. após o final do julgamento. Estes defeitos são particularmente difíceis de entender por clientes estrangeiros que. colocando em causa que tivessem instaurado uma acção. não tem impedido o recurso intensivo aos Tribunais Judiciais. encontram aí dificuldades que acabam por tornar a sua actividade menos atraente e mais arriscada do que à partida esperariam numa economia da UE. sediadas num país dito terceiro-mundista. Já se chegou ao ponto de empresas marroquinas. malgrado as medidas legislativas tomadas recentemente. mormente as estrangeiras1 e em particular no que respeita a matérias que perturbam o seu normal funcionamento. com as consequências nefastas para os cidadãos e para a economia… Outra preocupação frequentemente manifestada é a da falta de previsibilidade dos litígios submetidos aos Tribunais Judiciais. Mas. competentes na sua área territorial para julgar. No que respeita especificamente às empresas. Entre os defeitos apontados à Justiça portuguesa pela maioria das empresas cumpre desde logo sublinhar a sua morosidade. Daí que. Com efeito. tal a demora no andamento do processo! 29 . Este caso paradigmático de mau funcionamento do sistema afecta não só as partes directamente envolvidas. caso seja necessário. a propriedade intelectual ou o direito comunitário. Os paliativos legais de combate à morosidade são em grande medida demagógicos. Estas preocupações têm conduzido a cautelas acrescidas na negociação e celebração de contratos. os Advogados podem aqui desempenhar um papel importante na defesa dos interesses das empresas que representam. também é certo que muitas decisões dos Tribunais. Castelo Branco & Associados. Destaque-se aqui o caso dos Tribunais de Comércio. a morosidade permanecerá. que se encontram actualmente perto da ruptura e incapazes de dar resposta aos litígios que têm de dirimir. inexistindo a coragem política de atacar uma das principais fontes desse mal: a impunidade dos magistrados. agravando-se assim o seu congestionamento e a consequente morosidade na aplicação da justiça. a percepção negativa em relação ao sistema judicial.A Justiça em Portugal A Ineficiência da Justiça Portuguesa e as Empresas Enquanto este problema não for “ceifado”. desconfiarem da seriedade dos advogados portugueses. por exemplo. a morosidade no andamento dos processos judiciais não é tolerada pelas empresas. especialmente em pequenas e médias empresas constatamos uma menor propensão para negócios com novos parceiros ou em moldes diferentes dos habituais. sem estarem sujeitos a qualquer sanção. como sejam o direito dos mercados de capitais. como técnicos e profissionais do Foro. se feito de modo leviano. por exemplo. como sejam a mediação e a arbitragem. a morosidade permanecerá. Apesar de não poderem superar todos os entraves estruturais do sistema. de Advogados Gonçalves Pereira. a seu bel-prazer. Pois. se os mesmos se adaptarem às partes e às questões concretamente em disputa. com as consequências nefastas para os cidadãos e para a economia… É tentador criticar e é-o. Embora seja um mal que afecte a generalidade do sistema. que a opinião generalizada de que os tribunais são ineficientes é. embora segundo a nossa experiência raramente deixem de investir em Portugal exclusiva ou principalmente devido à ineficiência do sistema de justiça. Advogados com a experiência profissional e académica adequadas e que compreendam a linguagem e a dinâmica empresariais podem aconselhar e acompanhar os seus clientes em negociações pré-contenciosas que permitam evitar litígios desnecessários e. Paradoxalmente. julgamos. não excluímos que empresas mais habituadas a lidar com o sistema judicial incorporem de forma consciente nos seus preços o custo de um potencial litígio. vindo a ser alteradas em sede de recurso Esta realidade poderá ser explicada não só pela falta de tempo dos juízes como também pelo maior grau de especialização requerido em determinadas matérias. mesmo que se trate de uma questão extremamente simples! Enquanto este problema não for “ceifado”. possa levar anos a ser proferida. R. muitas vezes apertados e cominatórios. ao contrário dos advogados e das partes que estão sujeitos a prazos. Embora seja uma realidade difícil de determinar com certeza. se mostram injustificadamente divergentes das orientações dominantes da doutrina e jurisprudência. especialmente. cremos que também estas vêem com profundo cepticismo e desconfiança o funcionamento do sistema judicial português. como contribui para criar e manter alguma descrença generalizada na Justiça em muitos outros agentes económicos. suspensões e anulações de deliberações sociais e recursos de contra-ordenações em direito da concorrência.Dossier .L.

segundo um provérbio anglosaxónico “late justice is no justice”. as solicitações sobre o sistema de justiça cresceram exponencialmente mas a máquina judicial não foi capaz de as acompanhar adequadamente. Ao invés. se algum dia será necessário recorrer a tribunal e que o panorama acima descrito não Maria de Lourdes Lopes Dias Gabinete Lopes Dias & Associados gera confiança. Apesar das várias alterações introduzidas nas leis processuais. é condição necessária para o funcionamento eficiente de uma economia de mercado. têm vindo a analisar a situação. entretanto. Efeitos e Saídas A impunidade beneficia claramente os prevaricadores e perverte a lógica do mercado. um dos factores de desincentivo do investimento estrangeiro em Portugal. muitos infelizmente derivados da conjuntura económica nacional e internacional. processo que pressupõe uma confirmação prévia da referida sentença no que aos aspectos formais diz respeito e que se encontra legislado por Regulamento Comunitário que não oferece dúvidas? Como explicar a outro cliente que o processo iniciado há dez anos a seu pedido não será julgado porque. Infelizmente. mas que não pactue com habilidades e inércias. seguramente. é verdade. escassez de meios e falta de racionalização na organização e utilização dos mesmos caracterizam o sistema.Dossier . Os códigos de processo continuam a dar inúmeras possibilidades aos advogados – e. em consequência. as justiças civil. Como explicar a um cliente que um processo aguarde vários meses por uma decisão. E são clientes com capacidade financeira conhecida! Às situação mais frequentes como as que acima refiro acresce a conflitualidade política que se instalou e que leva a que os tribunais administrativos tenham sido inundados de requerimentos de providências cautelares em relação a diversos assuntos. A reacção nem sempre é boa e com frequência se ouve dizer que o investimento que os clientes haviam encarado não se concretizará. Acrescem também os inúmeros pedidos de declaração de insolvência apresentados nos tribunais de comércio. Com a implantação do Estado de Direito e a abertura de Portugal à Europa. Excesso de processos pendentes. aos seus clientes – de se socorrerem de expedientes vários que alargam o tempo razoável de pendência dos processos. aque- 30 . porque nunca se sabe o que pode acontecer. Sem dúvida que Portugal muito ganharia com uma justiça célere. Nem sempre por força da inoperância dos tribunais. Segundo o relatório “O Sistema de Justiça e a Competitividade da Economia Portuguesa”. que vivemos no nosso quotidiano. valha a verdade. Várias organizações. É um lugar comum dizer-se que o sistema de justiça Português funciona mal. apesar de serem. nacionais e internacionais. outros fruto de “habilidades” que evitarão a necessidade de cumprimento de obrigações assumidas. que não deixe de acautelar as defesas necessárias a todos os cidadãos. os processos – a maioria dos processos de maior relevo económico ou mediático – arrasta-se incompreensivelmente por diversos anos. da autoria do Forum para a Competitividade. o sistema de justiça. Facilmente têm concluído que o estado da justiça portuguesa constitui. a empresa contra a qual se pretendia fazer valer um direito requereu declaração de insolvência? São casos reais. Todos vivemos casos de inoperância do sistema judicial ou vemos relatos de situações dramáticas resultantes dos atrazos na decisão de processos judiciais. quando esse processo apenas tem em vista confirmar uma sentença estrangeira? Não ficamos surpreendidos quando ouvimos dizer que a Justiça portuguesa está em crise. entre outros. embora não seja condição suficiente para o desenvolvimento João Santos Sociedade de Advogados MIRANDA CORREIA AMENDOEIRA & ASSOCIADOS económico e social. É bem verdade! O Sistema de Justiça em Portugal – Problemas. comercial ou fiscal têm sido alvo de menor cuidado. Os poderes públicos têm-se preocupado mais com a justiça penal do que com qualquer outra – quem sabe por ser a mais mediatizada e a que mais dividendos políticos imediatos pode capitalizar.A Justiça em Portugal Justiça em Portugal 2008 Como explicar a um cliente que um processo aguarde vários meses por uma decisão. É que. quando esse processo apenas tem em vista confirmar uma sentença estrangeira? Não se discute o fundo de qualquer problema. apenas se pretende fazer executar sentença estrangeira.

a simplificação das formalidades judiciais. a reforma – talvez. Importa.117 em 2004. De acordo com a juíza-presidente do Tribunal do Comércio de Lisboa .467 na mesma data do ano 2000. Silva Lopes indica 7 anos de prazo médio de duração das execuções tributárias. bancos e seguradoras. com impacto directo na tesouraria dos agentes económicos. e. Ademais. a previsibilidade das decisões e a acessibilidade – em todas as suas dimensões – à Justiça são imperativos da reforma. da autoria da Associação Industrial Portuguesa aponta como obrigação das políticas públicas “Melhorar o funcionamento do Sistema da Justiça com o objectivo de assegurar na prática e em tempo útil o cumprimento dos contratos e a segurança da vida económica. agilizar os mecanismos de liquidação do património dos devedores. pois nele se apreciam e decidem os processos de insolvência. importa resolver dois aspectos que são responsáveis. No entanto.371 acções civis. o funcionamento da justiça portuguesa contribui também para um pior resultado da economia Portuguesa. de incremento da competitividade das empresas. gera-se um clima de concorrência desleal entre os agentes do mercado. Um estudo do Prof. em termos líquidos.254. de cartões de crédito. aliviar os tribunais dos processos de cobrança de dívidas. Por outro lado. além de tudo o resto. dever ser despachado com precedência sobre os demais processos e sem suspensão em tempo de férias judiciais. e de satisfação dos credores. importa que. como todos sentimos.A Justiça em Portugal las cujos resultados têm maior impacte directo na competitividade da economia e na captação de investimento estrangeiro. numa óptica de simplificação e. a atribuição de novos meios operacionais aos tribunais. A impunidade beneficia claramente os prevaricadores e perverte a lógica do mercado. o sistema de justiça Português é recorrentemente apontado pelos potenciais investidores estrangeiros como um dos factores negativos a ter em conta no momento de tomas decisões de investimento. De acordo com o presidente do Forum para a Competitividade.5 mil milhões de euros.Dossier . é correcto dizer-se que. este cenário tem contribuído para descredibilizar a nossa economia além-fronteiras. o número de acções civeis iniciadas em 2006 foi de 472. vive-se uma crise de confiança entre os agentes económicos quanto às garantias de cumprimentos e de “enforcement” dos contratos que celebram. Se do ponto de vista administrativo se têm conseguido progressos assinaláveis na melhoria da qualidade dos serviços públicos aos utentes. publicados em Julho de 2007. um sistema de justiça mais eficiente permitiria a Portugal captar mais cerca de 10% de investimento do que atrai até hoje.um dos tribunais mais importantes para os agentes económicos. em prejuízo daqueles que se esforçam por cumprir pontualmente as suas obrigações. por isso. não perder o que ainda temos de positivo – de acordo com dados da AICEP . empresas de telemóveis.” Chegados a este ponto. Em 31 de Dezembro de 2006 estavam pendentes nos tribunais portugueses 1. privados e públicos: quem não recebe. denegação de Justiça e factor de ineficiência micro e macro-económica. O Relatório de Competitividade 2007. em larguíssima medida. em especial nos casos em que os mesmos existem apenas para garantir o reembolso do IVA. em termos gerais. contra 534. conceitos como os do planeamento. A um nível mais abrangente. ao nível do sistema judicial. envolvendo. desde logo.. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística relativos ao estado da justiça civil. apesar de a sua maioria ter natureza urgente e. contra 932. em especial. Em especial.259. pelos diversos operadores. será possível pensar que a Justiça já não será um projecto adiado.o “seu” tribunal está na completa ruptura. A implementação do novo mapa judiciário.497 em 2005 e 516. com a criação de novos tribunais especializados. das quais 83% ganhas pelos contribuintes. A partir daqui. o sistema de justiça Português é comummente tido como incorrupto e a qualidade média das decisões que produz é bem apreciada. revolução – do sistema de justiça não pode continuar a ser um projecto adiado. A ideia disseminada de que a justiça é lenta constitui um estímulo ao incumpri- mento generalizado das obrigações. o que se traduz numa cifra a rondar 6. 84% face ao ano anterior e 214% face a 2004. Com efeito. de propriedade industrial e os que respeitam à vida das sociedades comerciais . Justiça lenta é. controlo e medição da eficiência sejam introduzidos. em última instância. resultantes da aplicação do programa “Simplex”. Uma situação com estes contornos é geradora de graves injustiças e ineficácias. Deste ponto de vista. à falta de outros meios alternativos. a duração média dos processos declarativos findos em 2005 nos tribunais portugueses foi de 23 meses e a dos processos executivos foi de 32 meses – as piores médias desde 2000. 31 .. muitos dos quais se encontram “rigorosamente parados”. não tem condições de pagar e por aí em diante. sejam eles executados ou insolventes. em 2007 o Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em Portugal aumentou. em segundo lugar. Cada um dos quatro juízos deste tribunal tem cerca de três mil processos distribuídos. pela paralisação da máquina judicial em função do número de pendências que lhes estão associados: em primeiro lugar. de leasing e factoring. De facto.

medida que nos princípios me parece correcta.a optar pelos meios alternativos de resolução da justiça (ADR) é também uma medida que eu acredito que venha a fomentar uma mais célere realização da justiça. a par da especialização. conciliar os princípios da eficácia e especialização com os da justiça nas decisões e sua execução. desenvolvendo tribunais onde as empresas se encontram e especializando as suas competências. o agente de execução. para assegurar que o crédito do exequente é pago da forma mais célere e eficaz possível. Está criada a oportunidade para que as associações empresariais e outros grupos de interesses alertem os seus associados para as vantagens da justiça privada. que verão a justiça realizada de forma mais justa e eficaz. penso que todos ganharão com isso. Portugal está a evoluir para uma forma de processo em que a fase escrita tende a ser cada vez menor e a oralidade passa a reinar. Sáragga Leal Oliveira Martins. Portugal tem um processo por cada cinco habitantes activos. o contencioso societário ou o direito da concorrência (pena é que cheguem sistematicamente tarde). Recentemente o governo anunciou a intenção de reorganizar o mapa judiciário português. como se pode verificar pelos números que referi acima: alterar práticas centenárias de concentração de todos os serviços nos tribunais. desde que respeitando os princípios constitucionais do estado de direito. Para mais. apostando fortemente na especialização de competências. a propriedade intelectual.Dossier . Numa primeira fase o regime quase colapsou. com a criação dos juízos de execução em algumas comarcas.as partes devem regular a forma de resolver os eventuais litígios. o serviço da justiça é essencialmente logístico. passo a passo e através de medidas concretas. O objectivo é proceder à apreensão de bens e seguidamente à venda no mais curto espaço de tempo para com o produto pagar ao credor exequente. da operação logística inerente (apreensão. as partes. Esta realidade é espelho. quer por força da entrega a um terceiro. dos quais em fase activa encontramos apenas cerca de cinco milhões e meio de pessoas. verificamos que cerca de novecentos e cinquenta mil são execuções e que estas são maioritariamente instauradas por empresas. são também o principal utente dos serviços da justiça cível. por outro. Não fazendo uma revolução no sistema judiciário. especialmente agora que a figura do agente de execução foi alargada ao advogado. É interessante verificar que a tensão entre a segurança e a justiça se mantém cada vez mais actual. os restantes 90% sofrem as delongas. pois conjugava uma fase escrita muito extensa do primeiro com uma audiência muito longa do segundo. da necessidade de adaptação do sistema à dinâmica das empresas e da vida moderna. Júdice e Associados público que por sua vez terão oportunidade de demonstrar o seu brilho na arena do julgamento e. com a sua filosofia client oriented tudo fará. o mercado de capitais. dentro da legalidade. sem contar os processos de natureza criminal. Enquanto Advogado ligado à litigância comercial e empresarial e. Se atentarmos que em 2006 estavam pendentes mais de um milhão e cinquenta mil processos. temos de considerar que. Estou certo que não serão mais de 10% os casos em que o devedor se vem opor ao exequente e. sendo logo no momento da celebração do contrato que – contactando sempre com o advogado . para se conseguir uma justiça melhor e mais célere. como tal. com grande destaque para a criação de tribunais de comércio. dentro destas. para além de serem o motor da economia. frequentador assíduo dos tribunais de comércio. o novo mapa judiciário parecer querer estender à generalidade do país a criação de mais juízos de execução. tenho sido muitas vezes surpreendido com brilhantes decisões sobre complexas questões de natureza especializada em áreas como o direito das empresas. a grande fatia da litigância cível em Portugal prende­‑se com as empresas e. Estou certo que a tormenta judicial é já parte do passado e que o futuro será o de uma justiça eficaz. se não houver oposição por parte do devedor. Este. Felizmente. Por outro lado. para além de serem o motor da economia. são também o prin- cipal utente dos serviços da justiça cível. o regime aplicável à acção executiva tem sido objecto de muitas alterações na última década. continuar a desburocratizar os procedimentos e a chegar rapidamente à fase do julgamento. A recente alteração do regime das custas judiciais que premeia e convida as pessoas . na medida em que verão o seu trabalho essencialmente virado para a nobre arte de julgar.e particularmente as empresas . Portugal parece querer. por causa disto. Os juízes. deve ser aplicado na organização e funcionamento da justiça quando ligada à empresa. A justiça portuguesa especializada é qualitativamente boa. Nesta. É evidente que a especialização dos tribunais gera maior qualidade das decisões e sendo este o caminho que o Estado parece seguir é importante prosseguir ainda com a adaptação da organização dos tribunais à realidade social e sociológica do país. Se conseguirmos. obrigou a uma mudança de mentalidade que estou convencido que irá começar a dar frutos. last but not least. Pereira. venda e pagamento ao exequente). Portugal tem pouco mais de dez milhões de habitantes. quer por via da especialização dos tribunais. caso em que – como é evidente – devem ser assegurados todos os meios de defesa. os advogados e o ministério 32 . por um lado do desenvolvimento do país. Em geral. nada melhor para falar da justiça portuguesa do que olhar um pouco para os grandes números. A iniciativa privada tem uma capacidade e um pragmatismo que. Estado a mais gera ineficácia. Certus an incertus quando! É difícil falar do sistema judicial português no espaço de uma folha A4! Com a falta de espaço que tenho. onde os cidadãos e as empresas cada vez mais recorrem à justiça para fazer valer os seus direitos e. pendente nos tribunais! Porém. Deixo para final a questão da acção executiva. de um sistema judicial declarativo que até há pouco associava as desvantagens do regime italiano com os inconvenientes do sistema norte-americano. M. com os procedimentos para cobrança de créditos.A Justiça em Portugal A Justiça dos Advogados As empresas. As empresas. Nuno Líbano Monteiro Sociedade de Advogados PLMJ – A. Num universo de pouco mais de um milhão de processos pendentes. Esta constatação tem de merecer a atenção do Estado.

dois processos eficazes para resolver conflitos empresariais foi o tema proposto para ser discutido no pequeno-almoço organizado pela Câmara com o apoio da Mediarcom. Foi uma oportunidade para conhecer esta nova realidade.SEPA: What Now and What Next? The view from a Pan-European Bank 33 . Thomas Stephenson concedeu-nos o privilégio de aceitar ser o orador convidado no almoço conjunto com o American Club. Breakfast about Conflict Resolution Peter Jameson.Marques Arbitragem e Mediação. Thomas Stephenson . não adversária e expedita. que teve lugar no dia 13 de Fevereiro no Hotel Real Palácio. EMEA Cash Management do Citi esteve em Portugal e preparou para os Associados da Câmara um workshop sobre o SEPA.Fotos de J. Facilitar o acesso à Justiça. Workshop . subordinado ao tema Perspectives on US-Portuguese Relations and Global Challenges o qual foi muito concorrido. é o objectivo ao se divulgar e promover processos alternativos na prevenção e resolução de conflitos de forma privada. tornando-a mais simples e célere.Sobre a CCAP Galeria de Fotos Tendo apresentado as credenciais no início de Fevereiro. que teve lugar no dia 15 de Fevereiro no Hotel Meridien. que decorreu no dia 26 de Fevereiro no auditório da IBM. SEPA Programme Director. o novo Embaixador dos EUA em Portugal. Almoço com orador convidado o Senhor Embaixador dos EUA em Portugal.

Joseph Williams. Charles Buchanan. Carlos Loureiro e Graça Didier 1 34 . Contámos com as excelentes intervenções da Dr. Marketing online .Novo Regime Fiscal Relativo a Pagamentos a Não Residentes e Acordos Prévios de Preços de Transferência 1. Assembleia-geral .ª Sandra Marques Esteves e do Dr. que de uma forma muito clara e esclarecedora nos puseram a par das últimas novidades sobre esta matéria. Dr. Teixeira dos Santos e José Joaquim Oliveira Realizámos no passado dia 15 de Abril a Assembleia-geral da Câmara do Comércio Americana em Portugal onde foram aprovados por unanimidade o Relatório de Gestão e as Contas de 2007. Embaixador da Nigéria. Raquel Sousa Leite e Pedro Penalva 2. Emmanuel Obiako. Carlos Loureiro. A adesão foi muito grande testemunhando a importância destas novas ferramentas de marketing nos dias de hoje. Seminário . O tema abordado foi a situação económica mundial e as implicações da mesma em Portugal. Foto de J. Ministro das Finanças como orador num almoço que teve lugar no dia 16 de Abril no Hotel Sheraton. John Johnson. Teixeira dos Santos 1. tivemos o privilégio de contar com o Sr. Marques 1 1 1 2 3 Almoço com orador convidado o Senhor Ministro das Finanças.Sobre a CCAP Realizou-se no dia 10 e 11 de Abril uma acção de formação organizada pela Google sobre marketing online e muito particularmente sobre Google adwords.Google adwords Com uma sala cheia. Embaixador da Austrália.José Joaquim Oliveira. Vasco Pinto Basto e Graça Didier Decorreu no dia 22 de Abril no auditório da FLAD um seminário sobre o novo regime fiscal relativo a pagamentos a não residentes e acordos prévios de preços de transferência. Teixeira dos Santos e Rui Machete 3.

fundada em 1999.pt Website: www. assegurando assim um acompanhamento personalizado e próximo dos seus clientes. médias e grandes empresas.: +351 21 253 92 66 Fax: +351 21 255 31 84 E-mail: geral@naturplan. a Alcatel-Lucent e a NEC estão a afirmar o seu compromisso com o investimento em investigação e desenvolvimento e a combinar estes investimentos para acelerar a inovação. para uma alimentação saudável e rica em nutrientes essenciais para o bem-estar e vida saudável. A estratégia de desenvolver testes de prestação exclusiva. Costa.cesarpratas. que inclui a participação nos mais conceituados esquemas internacionais de Avaliação Externa de Qualidade nas áreas de actuação. R. 1350-179 Lisboa Telf. Estas soluções vão suportar a evolução das redes de clientes de todo o mundo. gerir a entrega. Rua Castilho. Madeira e ainda correspondentes em todos os países da União Europeia. 5 de Outubro n.L. o CGC é o primeiro Laboratório privado de Genética Médica em Portugal. entrada múltipla/saída múltipla (MIMO) e acesso múltiplo com divisão ortogonal de frequências (OFDMA). Tirando partido da estratégia e da plataforma comuns de LTE da joint venture. atendendo às diversas questões da vida das empresas.com Website: www. as duas empresas vão fazer uso dos recursos de investigação e desenvolvimento que possuem e tirar partido da experiência comprovada que têm ao nível das tecnologias chave sobre as quais a próxima geração de acesso sem fios está alicerçada. Doutora Purificação Tavares Desenvolvido em 1992. Coelho.L. geograficamente distribuída por Portugal e pelo mundo globalizado. sendo constituída por uma linha de produtos sem glúten. possuindo assim capacidade para litigar em qualquer dos países membros. exercer uma Advocacia Livre e Independente. luis. 706 . Seara e Associados Sociedade de Advogados. ou quase exclusiva. marca de referência de suplementos alimentares e de alimentação integral e biológica.º. Neto. que fornece os suplementos alimentares adequados. a Inovação de Produtos e a Gestão da Distribuição. 211 . apresentando-se nos mais diversos formatos. a cada etapa da vida. Direito da Energia e Direito das Novas Tecnologias. a par do reconhecimento de Qualidade que o CGC tem. Vilamoura. A linha de “Alimentação Saudável” vai de encontro às necessidades primárias e fundamentais. R. consiste em acompanhar os nossos clientes particulares.filipe. Infante Santo.Sobre a CCAP Novos Sócios AXA SEGUROS S. A CGLR contava com a colaboração de 12 advogados e a SCNGV integrava 9 advogados.com Presidente do Conselho de Administração: Prof. Nesta joint venture. Gambôa. deontologicamente capaz de manter uma forte solidariedade com os seus clientes e. a Protecção Financeira. Lopes.. CGC Centro de Genética Clínica Rua Sá da Bandeira. A Sociedade possui escritório Lisboa.1. uma linha de alimentação com produtos de origem 100% biológica e uma linha de alimentação dietética e de chás.º andar 1070-051 Lisboa Telf. Roque e Associados e a Seara. César Pratas & Associados. simultaneamente. Seixas. A sua actividade é geograficamente diversificada. Com a criação da CSA pretendeu-se assegurar uma Advocacia multidisciplinar.pt Website: www. 7 1050-047 Lisboa Tel.pt A Correia. pelo que tem sido reconhecido através da atribuição de variadíssimos prémios. Sociedade de Advogados. colocam-no entre os players internacionais. +351 21 350 61 82 / +351 96 159 18 32 Fax: +351 21 350 61 03 E-mail:.º andar 1050-056 Lisboa Telf.pt A Coutinho e Alexandre comercializam a Naturplan.: +351 21 355 22 50 / +351 21 330 36 60 Fax: +351 21 355 22 68 / +351 21 314 43 47 Email: csa_lisboa@correiaseara. Praça Marquês Pombal Nº14 1250-162 Lisboa Telf:. 34 – 3º. poupança e transmissão de património. Galante. pequenas. o primeiro laboratório com Programa de Rastreio Pré-Natal. com especial relevo para as questões de Direito Ambiental. E para quem faz do desporto um modo de vida foi criada uma marca específica. previdência. um volume de negócios de 94 mil milhões de euros. 17. líder mundial da Protecção Financeira. A Sociedade evoluiu e criou diversos departamentos de actuação dentro do Direito Societário e Comercial. As preocupações do CGC tem sido o rigor e a qualidade dos serviços prestados. tais como IP . 4000-432 Porto Av. O nosso caminho rumo à preferência está traçado e definido na nossa estratégia de diferenciação cujos pilares prioritários são a Qualidade de Serviço.L. uma linha de substitutos de refeição. corresponde ao desenvolvimento do escritório de Advogados César Pratas Advogados que deu inicio á sua actividade em 1974. o primeiro laboratório de Genética Médica certificado pela norma ISO 9001:2000 e o primeiro com certificação CLIA (Clinical Laboratory Improvement Amendments). América do Norte e Ásia/Pacífico.correiaseara. Através deste esforço conjunto. O nosso negócio. em 2007. Vaz e Associados.º 10-1. A linha de “Suplementos Alimentares” foi desenvolvida de forma a dar uma solução saudável para os problemas com que todos nos deparamos no nosso dia-a-dia. O CGC pertence à Rede COTEC Portugal e integra o Pólo de Competitividade e Tecnologia da Saúde – Health Cluster Portugal.cgcgenetics. Novidades sobre os Nossos Sócios Alcatel-Lucent e NEC anunciam Joint Venture de Evolução de Longo Prazo (LTE) como primeiro passo de uma colaboração mais alargada Esta joint venture vai-se concentrar no desenvolvimento de soluções de acesso de banda larga sem fios LTE (Evolução de Longo Prazo).: +351 21 385 06 84 Fax: +351 21 388 79 26 Email: cesarpratas. cada uma.telepac. O CGC segue uma rigorosa política de controlo de qualidade.: +351 223 389 900 / +351 217 820 600 Fax: +351 222 088 710 / +351 217 820 602 E-mail: dcc@cgcgenetics.patrocinio@axa-seguros. É desenvolvida em laboratório farmacêutico cumprindo todas as regras e boas práticas de fabrico exigidas pela lei. a Sport Plan. R. a execução dos projectos e a assistência dedicada aos seus clientes respectivos.geral@mail. Seara e Associados foi criada em Agosto de 2007 e resultou da fusão de dois escritórios sediados em Lisboa: a Correia. Direito Marítimo.pt Website: www. Correia. Sociedade de Advogados. Sesimbra. a Alcatel-Lucent e a NEC vão. O Grupo AXA apresentou. com maior concentração na Europa Ocidental. Coutinho e Alexandre Lda Av. Navega.A. Avenida 5 de Outubro.1.pt A AXA Portugal pertence ao Grupo AXA. respondendo às suas necessidades em matéria de produtos e serviços de seguros. a diferenciação e o desempe- 35 .naturplan.com César Pratas & Associados.

ilustraram os seus benefícios e descreveram o respectivo processo de implementação. a necessidade das empresas adoptarem processos profissionais de gestão que promovam a produtividade. Os partners da CopiRisco . mas também pelo investimento em inovação. Actualmente Historic Hotels of Europe é composta por 17 associações e cadeias hoteleiras situadas em 15 países da Europa: Alemanha. em Lisboa e no Porto dois seminários subordinados ao tema Lean Six Sigma: Qualidade. Portugal. Património e Cultura que os Historic Hotels of Europe pretendem preservar a nível europeu. Irlanda. e constituído em Abril de 2008. Suíça e País de Gales. no contexto do desempenho económico dos próprios países. A genética médica representa. Para finalizar a sessão de continuidade alguns empresários convidados impressionaram a audiência testemunhando os resultados notáveis que as suas empresas tem alcançado por efeito da implementação do Lean Six Sigma. França. recursos. No seguimento desta estratégia de desenvolvimento. bem como a uma vasta gama de soluções avançadas baseadas em IP e ainda a outras áreas. entre outras) e com outras instituições ou associações. Barclays com aposta forte nas necessidades específicas dos seus clientes O Barclays Bank continua a intensificar a sua presença em Portugal e a servir os seus Clientes de forma diferenciada. tornando possível a determinação de um risco individual de desenvolver determinada doença ou condição. Suécia. Conhecem-se cada vez melhor os factores genéticos associados à maioria das doenças e condições clínicas humanas.Sobre a CCAP nho dos produtos. oferecendo novos produtos e serviços concebidos especificamente para satisfazer as exigências crescentes das empresas modernas. Espanha. servir uma base alargada de clientes globais e estabelecer uma posição de liderança na fase de desenvolvimento inicial do mercado LTE. que nos desafiam todos os dias a apresentar as melhores soluções. Madeira. Rede de PME Inovação da COTEC Portugal O CGC pertence à Rede de PME Inovação da COTEC Portugal desde Setembro de 2007. pt/premier. CGC Centro de Genética Clínica na COTEC e Health Cluster Portugal O CGC Centro de Genética Clínica. A importância e a actualidade do tema atraíram um elevado número de profissionais das mais variadas empresas a operar em Portugal. mais tarde designado por Health Cluster Portugal. o CGC tem privilegiado colaborações com Universidades nacionais (FMDUP . a medicina do século XXI: a medicina voltada para o individuo. sofisticado e de alta qualidade. um dos campos científicos de maior crescimento. que representa. No futuro. a convite da AESE e a APGEI respectivamente. e actuar de forma preventiva sobre essa mesma condição. O principal objectivo da I&DT do CGC centra-se no desenvolvimento de novos diagnósticos. médicos e farmacológicos. Na abertura dos Seminários foi introduzida. processos e resultados no âmbito da inovação”. As duas empresas vão disponibilizar as primeiras versões comerciais em 2009 e vão tirar partido da sua experiência comprovada em tecnologias sem fios para assegurar a integração sem problemas da tecnologia LTE nas redes W-CDMA/HSPA e CDMA/EV-DO actuais dos seus clientes respectivos. A continuidade do crescimento da rede de agências a nível nacional (abertura de 65 novas agências em 2007) permite ao Barclays estar cada vez mais próximo dos seus Clientes. A sua participação nesta associação tem o objectivo de promover em Portugal os valores da Tradição. de doença e preventivos. Esta oferta renovada inclui flagships e agências dedicadas. Hoteis Heritage Lisboa eleitos para a direcção dos Historic Hotels of Europe Foi na última Assembleia Geral dos Historic Hotels of Europe que os Hotéis Heritage Lisboa foram eleitos para fazer parte da direcção desta associação. Grã-Bretanha. Algarve. Os perfis genéticos construídos com base neste conhecimento permitem o estabelecimento de uma medicina personalizada. os aspectos ligados às condições. Os membros Portugueses da associação Historic Hotels of Europe são as Pousadas de Portugal e os Hotéis Heritage Lisboa.Carlos Borges e Pedro Santos . O Barclays continua a apostar no crescimento da área de Corporate Banking. seguindo a máxima ‘prevenir antes de tratar’. a equipa da CopiRisco orgulha-se de contribuir para a sensibilização da comunidade empresarial portuguesa no âmbito dos processos de melhoria contínua das organizações. sem qualquer dúvida. esta colaboração deverá estender-se a soluções completas baseadas em CDMA de terceira geração (3G). e a elaboração de uma terapêutica personalizada com ganho evidente na gestão dos recursos. em Ashford. Minho.abordaram os fundamentos desta metodologia altamente eficaz na maximização da rentabilidade das organizações. inovadora e de acordo com as suas necessidades específicas. e a implementação no CGC de produtos e/ou serviços inovadores. no sentido de promover a investigação em áreas de interesse comum. que lançou recentemente uma nova proposta de valor assente num conceito de “well designed banking”. Itália. Recentemente o CGC passou a integrar duas iniciativas do mais elevado prestígio: Rede de PME Inovação da COTEC Portugal e o Pólo de Competitividade e Tecnologia da Saúde Health Cluster Portugal. Uma nota também para o reposicionamento do segmento Premier do Barclays. O objectivo das duas empresas é conseguir uma disponibilidade mais rápida de soluções LTE. 36 . instituição com 16 anos. Inglaterra onde foram discutidas e aprovadas medidas para continuar a promover o turismo cultural local e regional a um nível internacional. A integração nesta rede vem distinguir o carácter inovador do trabalho desenvolvido pelo CGC “na sequência da avaliação conjunta de diversos factores que ponderam. Rapidez e Redução de Custos. Esta assembleia teve lugar em Abril. Hungria. apresentando um serviço diferenciador em que os Clientes são acompanhados por um Gestor dedicado que os apoia à medida das suas necessidades e preferências. que se reflecte na implementação das metodologias e recursos técnico-científicos mais recentes e na criação de novos serviços e/ou produtos. Para mais informação por favor consultar www. com) foi fundada em 1997 com o objectivo de promover o património histórico e cultural e uma consciência global das tradições e costumes de cada país da Europa. Áustria. em muitas situações. UNL. Health Cluster Portugal O CGC faz parte das instituições que promoveram a fundação de um Pólo de Competitividade e Tecnologia da Saúde. actualmente.HistoricHotelsofEurope. com o objectivo de promover a internacionalização da capacidade de desenvolvimento e investigação instalada em Portugal. e de testes farmacogenéticos aplicados a variadas doenças multifactoriais desde as cardiovasculares às oncológicas. Com os auditórios totalmente preenchidos e a satisfação manifestada pelos participantes. Tecido empresarial português cada vez mais permeável à melhoria do desempenho operacional e financeiro A CopiRisco promoveu. A associação Historic Hotels of Europe (www. entre outros. Bélgica. Grécia.barclays. Noruega. um serviço ímpar e regalias exclusivas para os Clientes deste segmento. Luxemburgo. ou grupo de fármacos. tem-se distinguido não só pelo rigor e qualidade dos seus serviços. Por outro lado a farmacogenética permite conhecer a reacção individual a um certo fármaco.

a empresa conseguiu já o mesmo número de contratos equivalentes ao total de contratos fechados no ano transacto. através da utilização de certificados digitais emitidos por entidades externas credenciadas. que pretende melhorar as condições de vida e a sua potencial empregabilidade e contacto com familiares. através da implementação de um plano de formação em TIC. Microsoft e CITEVE alargam programa de empregabilidade – para além do sector têxtil. e ainda num contexto angolano. empregando 181 pessoas. Índia. consolida a sua política de expansão para Angola e regista um crescimento global acumulado de cerca de 10%. Através do ERP . A implementação desta iniciativa foi levada a cabo em parceria com a IBM Portugal. mas também funcionar como uma plataforma para entrar em novos mercados emergentes. e Metalomecânica Programa TII – Tecnologia. uma fábrica com 22 mil m2. o que equivale a um total de 36 postos de formação e 42 computadores nos novos Centros de Formação. “Os 30 anos de relações comerciais que a Hovione mantém com a China e os mais de vinte da existência da fábrica da Hovione em Macau são um elemento chave que nos permite encarar este investimento na China com confiança. aproximadamente. o projecto garante a melhoria do desempenho da empresa de telecomunicações. a empresa. CFO da Hovione. Com este investimento. bem como da demonstração do arranque industrial de novos processos. Para o ano corrente. Fiscalidade e Recursos Humanos. quer pelo Enterprise Resource Planning (ERP) Primavera. Actualmente. um aumento de 500%. “A Hisyn representa para a Hovione um aumento de capacidade importante e uma redução de custos muito significativa. garantindo um maior e mais coordenado número de validações efectuadas. empresa especializada na prestação de serviços de Assessoria e Consultoria Empresarial nas áreas da Contabilidade. os Clientes Empresa do Millennium bcp têm a possibilidade de realizar operações de consulta de saldos. bem como a possibilidade de actualização de dados online e redução de erro humano.. já se encontra devidamente aprovado pelas autoridades Chinesas. presente em Lisboa e no Funchal. que nos permitirá consolidar a nossa posição no mercado. e a iniciativa Cais Digital. Parceria Millennium bcp e Primavera BSS Novo serviço de Banca online para Empresas Com a implementação desta solução. empresa Chinesa de química-farmacêutica sedeada em Zhejiang na República Popular da China. lançado em Janeiro de 2006. Este investimento tem como objectivo não só o acesso a uma estrutura de custos de produção e de contexto muito mais competitivos. este alargamento representa para a Microsoft um investimento inicial de mais de 180 mil euros. o que significa. em 2005. “Os resultados alcançados são um forte sinal de que o presente ano é bastante promissor para a mCorporate. criando o projecto angolano onCorporate. decidiu investir na sua internacionalização. de montante superior a US$ 20 m. numa área de 10ha. a utilização do curriculum Literacia Digital. A empresa está a registar uma forte adesão por parte das empresas localizadas em território angolano e a política passa por conseguir alcançar o maior número de clientes de modo a consolidarmos a estrutura existente”. Brasil” – afirma Luís Gomes. Infra-estrutura Mainframe IBM optimiza serviço prestado aos clientes da Portugal Telecom IBM Portugal responsável pela migração de infra-estrutura mainframe da PTC para o sistema IBM Z/9. A compra inclui um Centro de Investigação. em Xangai. é um projecto pioneiro a nível europeu que representou o primeiro passo da Microsoft no sentido de apoiar o combate ao desemprego. “pois a Europa parece empenhada em multiplicar legislação que fere a nossa competitividade em termos de custos e de rapidez de execução”. O Programa TII. Pelo facto da naioria dos seus clientes pertencerem ao ramo da indústria petrolífera. a empresa estima obter um crescimento da sua facturação na ordem dos 380 mil euros. mCorporate afirma-se em Angola A presença efectiva e o crescente número de clientes asseguram o crescimento significativo da empresa numa perspectiva ‘além fronteiras’. com o propósito de dotar de competências em Tecnologias de Informação e Empregabilidade a população desempregada das indústria têxtil já formou mais de 1700 pessoas. A Portugal Telecom (PT) e a IBM Portugal anunciam a conclusão do projecto de migração da infra-estrutura de mainframe que suporta as áreas de facturação e Clientes da PT Comunicações. que visa combater o desemprego e combater a info-exclusão através de iniciativas de desenvolvimento de competências nas TIC. a Microsoft dispõe de outros dois projectos em Portugal. para o qual o futuro da Hovione em Portugal passará a ter uma predominância de actividades de investigação e desenvolvimento. face a 2006. revela Rui Gomes. Ltd. inclui agora os sectores da Cortiça. Vidro e Cerâmica. onde o factor preço é decisivo” – afirma Miguel Calado. Índia e Brasil. o Programa Escolhas que visa permitir aos Centros de Inclusão Digital do Programa em todo o país. Segundo o responsável do Grupo. O investimento. Chegado à fase de produção. consulta de movimentos. Inovação e Iniciativa – lançado em Janeiro de 2006. responsável da Hovione pelas negociações com a Hisyn. a empresa especializou-se neste sector de actividade. envio de ficheiros de pagamentos e download do 37 . Portugal foi escolhido pela Microsoft Europa como um dos países piloto para o desenvolvimento desta iniciativa. O CFO da Hovione considera ainda que a indústria química europeia se vê constrangida a investir na aquisição de unidades de produção noutras localizações. com benefícios para o Cliente final. através do qual se pretende promover a inclusão de populações mais vulneráveis. A implementação desta solução garante uma maior segurança dos fluxos de informação. introduzi-los em novos países e tirar partido do forte crescimento que se vive na China. os resultados operacionais do investimento em Angola representaram para a mCorporate um total de 15% da facturação global do Grupo. 40% das quais já reingressaram no mercado de trabalho Com o objectivo de formar mais 1500 pessoas até Julho de 2009.Sobre a CCAP Hovione compra fábrica na China A Hovione comprou 75% do capital da Zhejiang Hisyn Pharmaceutical Co. A aquisição representa um importante aumento da capacidade de produção da Hovione. enquanto a grande produção de rotina terá tendência a deslocalizar-se para a China. como a China. “A Hovione é líder nestes produtos mas vamos querer ganhar quota de mercado. Com uma experiência de mercado de cerca de nove anos. A Hisyn iniciou a sua relação com a Hovione através de fornecimentos de matérias-primas e agora passou a ser o local de produção dos 2 produtos de maior volume que a Hovione até agora produzia em Loures. a Hovione dá resposta numa visão de longo prazo à sua vocação industrial e resolve o problema do clima desfavorável que se vive na Europa relativamente à industria química – acrescenta aquele responsável. A mCorporate. Em 2007. a grupos desfavorecidas nos seus dois centros em Lisboa e no Porto. um factor que lhe confere um carácter distintivo. o Millennium bcp disponibiliza um serviço que permite simplificar os mecanismos de reconciliação bancária na Empresa. quer pelo Banco. “esta é uma aposta ganha uma vez que o sector petrolífero está a gerar grandes margens de lucro e a potenciar o investimento estrangeiro”. Director Geral do Grupo. No primeiro trimestre de 2008.

Comer bacalhau é algo que os portugueses gostam. Projectos de decoração cerâmica. escritórios até serviço ao cliente. Bacalhau. preparando neste momento um pacote de lançamento que irá complementar aquele e dar respostas ao que achamos serem as reais necessidades do mercado. conjunto de peças decoradas. Soluções cerâmicas para fachada ventilada. logística. tendo constituído em 2002 uma empresa no Brasil iniciando assim o processo de internacionalização. Para além destas novas propostas. Austrália. relativamente ao trabalho desenvolvido no último ano e tendo por base uma pesquisa efectuada pela Chambers Europe a um universo alargado de empresas que exercem a sua actividade no mercado europeu. tem vindo a adoptar «uma estratégia de expansão sólida e progressiva». O Lloyd’s Loading List Shipping Line é atribuído ao Armador que melhor preencha as seguintes categorias: cotações. a empresa criou um conceito inovador que pretende valorizar esta categoria de produto. sempre que se pretende expressar individualidade ou mesmo um certo “status”. Bacalhau apresenta-se em duas gamas: Qualidade e Excelência. surge esta oferta que faz valer os argumentos de ser um produto pronto a cozinhar.. S. 2005 e 2007) foi galardoada com o prémio “Lloyd’s Loading List Shipping Line”. Mediterrâneo. Oliveira do Bairro e Porto) e Internacionais (Espanha e França). Para a prossecução do seu trabalho. opta pela estratégia de diversificação e entra no segmento do bacalhau demolhado ultracongelado. a Rui Costa e Sousa & Irmão. de qualidade superior e. um jantar no restaurante Atlântico Grill (excluindo bebidas) e um bilhete para assistir a uma das touradas que se realizam na zona.www. VDA. desde 1981. Soares da Silva recebe “Chambers Europe Award for Excellence in Portugal” A Chambers and Partners. 2007 e 2008) o prémio “Law Firm of the Year” em Portugal. O investimento na tecnologia e design continuarão a constituir um forte argumento da marca. 2003. ter uma imagem verdadeiramente inovadora e diferenciadora face ao que existe no mercado. 2000. documentação. Já este ano a MLGTS viu o seu trabalho reconhecido por uma prestigiada revista internacional.Sobre a CCAP respectivo retorno e da listagem de ficheiros de retorno. apostando na qualidade e na garantia que aplica nos seus produtos. que pela sexta vez (1996. pela primeira vez. Destacamos a série ARTS: o papel de parede retoma hoje o protagonismo na decoração de espaços. ao receber pela terceira vez em quatro anos (2005.. confiança e serviço ao cliente. realizou este ano. questões como o crescimento estratégico inovador ou excelência no serviço ao cliente. Às cores (bege.International Financial Law Review. no sentido de melhorarmos a nossa parceria com os clientes de modo a que cada vez mais consigamos encontrar soluções que satisfaçam as suas necessidades. Serviço de Pintura Manual. “Daring to be different” .A. o mais prestigiado directório internacional na área da advocacia. espalhados pelos quatro cantos do mundo aplicam na sua estrutura empresarial. construída de raiz. GPCB/Cuatrocasas e Uria Menéndez (escritório de Lisboa). pois este deve-se ao excelente grupo de profissionais que a integram e que se estende. Esta parceria surge após o Millennium bcp ter desenvolvido uma plataforma que permite receber dos Clientes instruções de consulta e de processamento de ordens de pagamento através de XML (web services). Em 2007. tem o prazer de anunciar. apostando na eficiência e inovação industrial. Extremo Oriente. A cerimónia teve lugar em Barcelona no dia 8 de Maio. América do Norte e América do Sul. verde e laranja) associa-se CRAFT e ASHLEY .A. assim como do pagamento de impostos. Apoio na reprodução de peças antigas. Agarraremos esta oportunidade para nos tornarmos mais competitivos e desafiadores. em Novembro de 1981. A Recer reforça esta corrente lançando em porcelânico um conjunto de propostas que apelida de ARTS. RECER com novo investimento em tecnologia e design A Recer irá dar continuidade em 2008 ao projecto iniciado com o “Senses’ 07”. Lisboa. a MSC nunca teria ganho este prémio. pelo que visamos oferecer o melhor produto. Mas. a Recer dispõe de um conjunto de serviços que se destacam das demais ofertas no mercado: Consultoria do Gabinete ECA – Estudos Cerâmicos de Arquitectura. 2002. Serviço Personalizado nos Salões de Exposições Nacionais (Batalha.A pensar nos hábitos de conveniência dos consumidores actuais. Soares da Silva & Associados. Nesta cerimónia. desde os navios. Coimbra. com um investimento na ordem dos dez milhões de euros. que lhe permite uma capacidade de processamento de cerca de 6250 toneladas/ano. em Portugal. e prometemos continuar a desenvolver o nosso profissionalismo. Médio Oriente. Foram também tidas em consideração na avaliação que foi feita às diversas sociedades. Alargando-se para o segmento de bacalhau demolhado. “Lloyd’s Loading List Shipping Line” . antracite.mscportugal.2007 A Mediterranean Shipping Company (Portugal) S. a empresa apostou numa unidade industrial moderna. actualmente. por outro. Morais Leitão. é. Prevê-se também. líder na transformação e comercialização de bacalhau. 38 . Índia. a disponibilização do envio de ficheiros de transferências internacionais e de cobranças. Galvão Teles. através da marca – O Sr.A. a quem mais ficamos a dever este prémio é aos clientes que continuam a confiar-nos as suas cargas e que constituem o nosso suporte e mais-valia. Estiveram presentes representantes das mais conhecidas e reputadas sociedades de advogados europeias. Auxílio no dimensionamento de fachadas e revestimentos/pavimentos de acordo com os formatos Recer. castanho. Elaboração de propostas em 3D. A iniciar a comercialização em Portugal e nos países onde já está presente com o bacalhau seco. que todos os nossos agentes. Desde a sua constituição. a cerimónia de entrega dos prémios “Chambers Europe Awards for Excellence”. A marca Sr. recorrendo à respectiva identificação através da utilização de certificados digitais emitidos por entidades certificadoras credenciadas. Galvão Teles. O “Chambers Europe Award for Excellence in Portugal” foi entregue à sociedade de advogados Morais Leitão. foram premiadas as melhores sociedades de advogados europeias. A definição na nova marca obedeceu a dois critérios importantes: por um lado ter um nome de fácil percepção por parte dos consumidores. Gafanha da Nazaré e Gafanha da Nazaré. a IFLR . Este prémio também se baseia no tipo de serviço que a Companhia realize nos seguintes trades: Africa. nacional e internacional. nesta área dos produtos cerâmicos. O Praia D’El Rey Marriott Golf & Beach Resort disponibiliza um pacote especial de Tourada onde se incluem duas noites de alojamento com pequeno-almoço buffet incluído no restaurante Atlântico Grill. o Grupo conta com três unidades industriais de bacalhau: Tondela. bookings. Este prémio é o testemunho do profissionalismo da MSC e do excelente serviço de atendimento ao cliente. Deslocação de técnicos à obra. Sem a sólida contribuição da sua equipa e a sua rede de agências. Uma estratégia de expansão sólida e progressiva A Rui Costa e Sousa & Irmão. num futuro próximo. através do ERP .com Praia D´El Rey Marriott Golf & Beach Resort” Estão de volta à região Oeste os grandes espectáculos tauromáticos. S. Estavam também nomeadas as sociedades PLMJ.

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