Revista Quadrimestral | N.

º 5 | Junho 2008

DOSSIER

A JUSTIÇa EM PORTUGaL
De entrave a suporte: reformas da justiça promotoras do investimento em Portugal
Desde 1 de Janeiro de 2007 que foi eliminada a competência territorial das conservatórias de registo comercial.

A Justiça
em

Portugal

ARTIGOS

Why it’s Smart to Invest in America
Of the top ten world economies, the United States has the largest roadway system, railway network, number of airports, and quantity of Internet hosts.

Portugal/Estados Unidos da América: um espaço de oportunidades
Uma intensificação significativa da relação económica bilateral teve lugar no quadro do extraordinário incremento que, nos últimos anos, se verificou no espaço económico transatlântico.

Mediação nas Empresas: Uma Oportunidade de Redução de Custos
A Mediação Empresarial ainda está no início da sua implantação em Portugal.

Índice/Editorial
Carta 5

Editorial
Foram publicados pelo INE os primeiros números relativos aos indicadores macro-económicos e, tal como era esperado, não são brilhantes. Nos primeiros três meses do ano, a economia nacional cresceu 0,9% (metade dos 1,9% registados em 2007), tendo sido a quebra do investimento e das exportações os principais responsáveis pelo forte abrandamento da economia portuguesa neste trimestre (as exportações representaram 4,6% contra os 13,5% atingidos durante o 1.º trimestre de 2007). A procura interna dá também sinais claros de retracção, o que só virá agravar a situação. Trichet e Almunia vêem anunciando que o choque para a economia europeia da turbulência nos mercados financeiros e do aumento dos preços das matérias-primas e da comida ainda não terminou. Não sendo as expectativas animadoras, até porque devido à dimensão a nossa economia é muito dependente do clima internacional, há obviamente muita coisa que podemos e devemos fazer para melhorar a competitividade da nossa economia (lembramos que entre 2006 e 2007 o IDE caiu 55%, apesar da média europeia ter subido). Por isso, neste número da Meeting Point, decidimos abordar um tema que consideramos de extrema relevância para a competitividade das empresas e da economia Portuguesa e para a captação de investimento directo estrangeiro para Portugal – A JUSTIÇA. Mas fazemo-lo numa perspectiva construtiva, com o objectivo de ajudar a reflectir e de apontar caminhos que permitam uma melhoria numa área tão sensível. Temos a convicção de que se já se fez alguma coisa muito mais há a fazer se queremos melhorar a imagem e a reputação externa de um Portugal mais justo, solidário e competitivo. Temos o privilégio de contar com um artigo do Senhor Ministro da Justiça onde faz um balanço das reformas levadas a cabo, referindo o que já foi feito e o que se propõe fazer nos próximos anos, sendo sua pretensão que a justiça deixe de ser um factor de entrave para passar a ser um factor de suporte enquanto promotora do investimento em Portugal. O Banco Mundial publicou de novo este ano o seu estudo “Doing Business” e preparou para a Meeting Point uma pequena análise comparativa sobre a facilidade de fazer negócio em 178 economias mundiais. Podemos então constatar com agrado que Portugal subiu este ano 5 posições neste ranking. Publicamos ainda parte de um artigo do departamento de Estudos Económicos e Financeiros do BPI sobre as linhas gerais do sistema judicial Português, onde se revela que se não fosse um incorrecto funcionamento no sistema judicial, o PIB per capita de Portugal poderia ser maior. Eurico Reis, da Associação Juízes para a Cidadania, lembra que um dos Direitos fundamentais consagrados é o “direito de obter em prazo razoável uma decisão judicial” sem o que haverá, entre outras, distorções à concorrência e uma preterição do nosso país a favor de outros. Nuno Fernandes Thomaz, assessor da CIP e Vice-presidente do Fórum da Competitividade faz uma análise muitíssimo interessante das ineficiências do sistema legislativo e do sistema judicial e respectivas repercussões, apontando pistas que considera necessárias para ultrapassar esta crise. Existem meios alternativos de resolução de conflitos, permitindo uma resolução rápida, eficaz e atempada dos mesmos, com ganhos claros para as partes envolvidas. Precisamente sobre estes meios alternativos e em particular sobre a mediação fala-nos José Vasconcelos-Sousa no seu artigo. Quisemos ouvir aqueles que têm um conhecimento directo da situação actual da justiça em Portugal, pois todos os dias são confrontados com a sua eficiência ou ineficiência. Assim publicamos a opinião de sete Sociedades de Advogados e a todos agradecemos a prestigiosa colaboração. E porque uma das missões da Câmara é permitir um melhor entendimento e aproximação ao mercado americano, contamos com dois artigos que, embora em perspectivas diferentes, nos falam das relações entre Portugal e os EUA. O Senhor Embaixador Português nos EUA, João de Vallera contribui com um interessantíssimo artigo sobre as relações bilaterais analisadas ainda na perspectiva de Portugal enquanto membro da União Europeia. Dillon Banerjee, Adido Comercial da Embaixada dos EUA, fala-nos das vantagens de investir nos EUA pois, sendo uma economia aberta às pessoas, produtos, ideias e investimento estrangeiro, é ainda um pais de imigração onde muitos estrangeiros vivem e investem. É muito oportuno o artigo de Pedro Penalva sobre a responsabilidade civil dos Administradores onde, não só levanta a questão nas suas múltiplas facetas num mundo em mudança e em mudança muito rápida, como aponta soluções que salvaguardam estas novas responsabilidades. Na sua carta habitual sobre temas da actualidade, José Joaquim Oliveira neste número falanos sobre a(s) crise(s), as nossas e as globais, destacando a necessidade urgente de que o desenvolvimento sustentável suba para a primeira linha da agenda de cada um de nós, individual e colectivamente. Resta-me desejar a todos umas óptimas férias.
Graça Didier

Carta do Presidente da CCAP
Artigo 6

Portugal/Estados Unidos da América: um espaço de oportunidades – João de Vallera
Artigo 8

A Responsabilidade Civil dos Administradores – Pedro Penalva
Análise 10

Why it’s Smart to Invest in America – Dillon Barnerjee
Dossier 12

A Justiça em Portugal De entrave a suporte: reformas
da justiça promotoras do investimento em Portugal – Alberto Bernardes Costa Doing Business 2008 by Banco Mundial – Rita Ramalho As linhas gerais do Sistema Judicial Português. Porque é urgente a reforma? – Susana Jesus Santos A Justiça em Portugal – Nuno Fernandes Thomaz Mediação nas Empresas: Uma Oportunidade de Redução de Custos – José Vasconcelos-Sousa Juízes pela Cidadania – Eurico Reis Justiça em Portugal, porquê a controvérsia – Natália Garcia Alves A Hidra da Justiça – João Correia (In) Justiça – Susana Proença Ineficiência da Justiça Portuguesa e as Empresas – Frederico Bettencourt Ferreira e Miguel Esperança Pina Justiça em Portugal 2008 – Maria de Lourdes Lopes Dias O Sistema de Justiça em Portugal – Problemas, Efeitos e Saídas – João Santos A Justiça dos Advogados – Nuno Líbano Monteiro Sobre a CCAP 33

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Ficha Técnica

Director: José Joaquim Oliveira - Editor: Graça Didier - Colaboraram neste número: Alberto Costa, Dillon Banerjee, Eurico Reis, Frederico Bettencourt Ferreira, João Correia, João de Vallera, João Santos, José Joaquim Oliveira, José Vasconcelos-Sousa, Maria de Lourdes Lopes Dias, Miguel Esperança Pina, Natália Garcia Alves, Nuno Fernandes Thomaz, Nuno Líbano Monteiro, Pedro Penalva, Rita Ramalho, Susana Jesus Santos, Susana Proença - Projecto gráfico e paginação: Add Solutions - Impressão: Europress - Propriedade: Câmara de Comércio Americana em Portugal, Rua D. Estefânia, 155, 5.º Esq. - 1000-154 Lisboa - Portugal - Telefone: 213 572 561 - Fax: 213 572 580 - Email: amchamportugal@mail.telepac.pt Website: www.amchamportugal.org - Contribuinte n.º: 500 912 467 - Tiragem: 1.500 exemplares - N.º de depósito legal: 250354/06 - Publicação: Quadrimestral de distribuição gratuita aos sócios - Isenta de registo ao abrigo do Decreto regulamentar n.º 8/99 de 9 de Junho art. 12º alínea a) do n.º 1.

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o “subprime”. num sector tão essencial como o sector alimentar. de que é urgente iniciar um processo de transformação da sociedade. as taxas de juro elevadas e as dificuldades na obtenção de financiamento bancário. não é inesperada e só o recente súbito agravamento comporta alguma surpresa. Para tal é indispensável promover uma mudança de mentalidades. as emissões de CO2 e o aquecimento global cujos efeitos poderão ser devastadores para a humanidade e para a vida no planeta tal como a conhecemos. persuasão. grave e de consequências imediatas. um segmento de forte investimento. Seria bom não precisarmos de sustos de consequências devastadores para que o desenvolvimento sustentável suba para a primeira linha da agenda de cada um de nós. 5 . Justamente porque a prazo não existe alternativa. e tudo o mais que está relacionado com a melhoria da nossa vida em sociedade. a pobreza extrema. requer conhecimento generalizado.Carta Carta do Presidente da CCAP A recente crise energética. pelo menos. Perante uma perspectiva tão negra. Existe hoje uma muito maior consciência destes problemas. o que implica romper com o actual sistema social e económico. acrescentando que “as motivações dos dirigentes deve ser canalizada para a responsabilidade e o sucesso em vez do poder e do estatuto”. a educação deve ter prioridade absoluta. Nisto e no que respeita às oportunidades que brotam da crise. são sinais do que pode acontecer com o agudizar dos problemas mais sérios. do que está em jogo e das soluções possíveis. Aos poucos os agentes económicos viram-se para este lado. se não conseguirmos revertê-la. as novas tecnologias. massificado.e. Às nossas. ou talvez não. individual e colectivamente. o tempo de uma geração. felizmente. deverão representar uma oportunidade de desenvolvimento gigantesca. A recente crise energética. a fuga aos impostos. junta-se um conjunto de crises globais graves e de resolução complexa. o insuficiente crescimento da economia e a mais um rosário de outros problemas. Já só os ignorantes ou os que defendem cegamente os seus interesses particulares insistem em negá-los ou minimizam a sua gravidade. criatividade e porque a dimensão do desafio só tem paralelo na enorme satisfação pelos resultados obtidos. O combate ao aquecimento global. sobretudo o melhor conhecimento das suas causas e consequências e a súbita falta de alimentos em algumas regiões. de cá e do resto do mundo. é imperioso iniciar quanto antes este processo de transformação. numa área incontornável de interesse tecnológico e de investimento rentável. O futuro do mundo passa por grandes apostas nestas e noutras áreas de atenção emergente. A recente crise alimentar. a baixa qualificação da maioria dos portugueses. Directamente ligada a esta. Por esta razão. a corrupção. na medida em que só elevando o nível educacional das populações se consegue a sua importante contribuição na procura de novos caminhos e a sua adesão a um novo modelo de vida. temos duas hipóteses: desistir e ceder à depressão. a partir do mar) deverá tornar-se. hoje defendida por muitos. Produzir mais e sobretudo melhores alimentos é necessário. no aumento acelerado do consumo nos países em crescimento rápido e na ausência de alternativas que permitam reduzir a dependência das fontes fósseis. compõem um cenário de précatástrofe. a turbulência nos mercados financeiros. dada a sua natureza. mas a um ritmo demasiado lento face à gravidade já sentida em alguns domínios. Numa entrevista recente. “crises” de origem diversa. incluindo algumas regiões da Europa. Sem isso estaremos condenados ao fracasso. surge a situação mais ameaçadora para a nossa existência. a falta de água em várias regiões do mundo. A chamada crise energética. sobretudo o melhor conhecimento das suas causas e consequências e a súbita falta de alimentos em algumas regiões. porque só pode ser conseguida com muito trabalho. Simon Dolan da escola de negócios ESADE. ruptura. É uma tarefa simultaneamente árdua e empolgante. como o desemprego. desenvolvendo novos estilos de vida que proporcionem bem estar sem destruir o planeta. Importa afrontá-la e combate-la com determinação. o déficit. mas que não deverá ser inferior à que esteve associada à revolução industrial. a prazo. Surpreendentemente. afirmou que “nunca conseguiremos solucionar os problemas do mundo no actual contexto económico e social”. a lentidão da Justiça. uniram-se para nos dar cabo da vida. E mudar mentalidades requer tempo. Mas não basta reconhecer a crise. Sem excepção. Produzir e distribuir água potável (p. urgente e naturalmente. o qual. As energias renováveis limpas como alternativa às de origem fóssil representam uma oportunidade imensurável e constituem já. provocada pela escassez de produtos e consequente subida dos preços. a precaridade da saúde pública. Partilho inteiramente da ideia. uma grande oportunidade. a investigação científica. José Joaquim Oliveira Presidente da IBM em Portugal Presidente da CCAP As crises esmagam-nos. ou resistir e procurar em cada crise uma oportunidade. como a nanotecnologia da qual se espera impacto decisivo na resolução de muitos problemas até hoje insolúveis. Estamos de acordo. dada a previsível escassez de água pura em certas regiões do globo. são sinais do que pode acontecer com o agudizar dos problemas mais sérios. por isso de precisar. perseverança. visível na alta descontrolada dos preços do crude. difícil.

Acresce que algumas das realizações mais marcantes da última Presidência Portuguesa não deixarão de ter repercussões de relevo na esfera transatlântica: o estabelecimento de uma relação estratégica entre a União Europeia e o Brasil. Uma intensificação significativa da relação económica bilateral teve lugar no quadro do extraordinário incremento que. económica e cultural em ascensão e. numa partilha de princípios e valores comuns e é prosseguida em diversos planos – do bilateral aos espaços mais amplos onde confluem interesses globais e colectivos. que facilitou o crescimento das exportações americanas com destino a Portugal.E. os objectivos de estabilização e desenvolvimento subjacentes à Estratégia Comum aprovada na Cimeira U. A agenda transatlântica ocupou nela um espaço de relevo. Pela análise da balança comercial. cada vez mais incorporam novas tecnologias e inovação. Depois da União Europeia. consagrado em Lisboa logo no início do semestre sob nossa responsabilidade. sendo natural reconhecer que as responsabilidades decorrentes do exercício da Presidência foram portadoras de uma dimensão mais substancial. fosse na assunção das responsabilidades de coordenação e representação comunitária em momentos marcantes como foram./África. ao consagrar novas estruturas. fundamenta-se na para nós óbvia convicção de que o desenvolvimento de uma parceria transatlântica sólida e amadurecida e a estruturação de uma União Europeia mais consistente e meEmbaixador de Portugal nos Estados Unidos da América João de Vallera lhor apetrechada constituem objectivos não só compatíveis. que alguns poderão considerar temerária. do desenvolvimento sustentável e da democracia. assume-se como uma realidade política. onde a convergência de interesses e a capacidade de materialização a tornam possível. que queremos aprofundar. como um parceiro incontornável em áreas como as do comércio e investimento. fosse ainda na preparação da primeira reunião formal do Conselho Económico Transatlântico.American Business Council e o Transatlantic Business Dialogue. que se realizou em Dezembro passado em Lisboa. por exemplo. instrumentos e competências que visam habilitar a União Europeia a prosseguir de forma mais ágil e eficaz os seus fins. embora atenuado em 2007 em virtude da depreciação do Dólar face ao Euro. que não se contenta com o facto do espaço transatlântico constituir. na área do ambiente e alterações climáticas. que nos permitiu alargar horizontes e intensificar contactos em diferentes sectores dos seus meios políticos. culturais e académicos. nos últimos anos. é consensualmente atribuída uma dimensão de natureza estratégica. inserida na vertente atlântica e marítima que constitui um dos pilares da política externa portuguesa. cada vez mais. antes da Conferência de Bali. 6 . como objectivos que mutuamente se reforçam. passando ainda pelo desenvolvimento de acções de cooperação trilateral em áreas. E se a relação entre Portugal e os Estados Unidos da América sempre esteve ligada ao contexto mais vasto do elo transatlântico. o European. no âmbito económico. económicos. Entre eles assumiu particular relevo. da manutenção da paz e da segurança internacional. naturalmente. a reunião das Grandes Economias que teve lugar em Washington. no seu conjunto. podemos confirmar o aumento sustentado do volume de comércio entre os dois países. a União Europeia. À relação de Portugal com os Estados Unidos da América. se verificou no espaço económico transatlântico. são de claro interesse para os nossos parceiros americanos. onde Portugal participa e para a qual contribui desde 1986. se verificou no espaço económico transatlântico. fosse na permanente consulta e articulação a respeito dos desafios globais e dos temas mais candentes da vida internacional. com um saldo favorável a Portugal nos últimos anos. os Estados Unidos da América constituem o principal mercado de destino das exportações portuguesas. a colaboração estreita com a US Chamber of Commerce. Enraíza-se ela. combinando a venda de bens tradicionais com produtos que. de que a União Europeia e a NATO constituem os mais relevantes expoentes. da energia e do ambiente.Artigo Portugal/Estados Unidos da América: um espaço de oportunidades Uma intensificação significativa da relação económica bilateral teve lugar no quadro do extraordinário incremento que. como é também do seu interesse o Tratado de Lisboa. o maior – e ainda em expansão – bloco comercial e financeiro do mundo. naqueles como em outros sectores. O segundo semestre de 2008 serviu de palco para trocas de visitas de alto nível. é acompanhado por um simétrico movimento de reforço do relacionamento entre o Brasil e os EUA. assim como proporcionou o ensejo para uma projecção acrescida de Portugal nos Estados Unidos da América. Em resultado de um processo gradual de aprofundamento interno e de alargamento. Esta realidade esteve bem presente durante a III Presidência Portuguesa da União Europeia. Esta afirmação. como a África. menos ainda é hoje possível dissociá-la da fundamental parceria que se desenvolve entre os EUA e a União Europeia. um novo e significativo instrumento operacional ao serviço da facilitação e promoção dos fluxos de comércio e investimento entre a União Europeia e os Estados Unidos da América. nos últimos anos. Digno de nota é também o facto da estrutura das exportações portuguesas ter mudado significativamente. que terminou o seu mandato no final do ano passado.

as diversas e empenhadas iniciativas promovidas pela Fundação Luso-Americana. Contemplando o vasto e evolutivo espaço de oportunidades que se oferece para a aproximação entre os dois países. nos equipamentos eléctricos. onde a vinhos portugueses são conferidas as mais altas classificações por prestigiadas revistas do sector. A Câmara de Comércio Americana em Portugal. estudar e trabalhar nos EUA. da língua e da cultura portuguesas nos EUA merecem destaque exposições realizadas nos últimos meses em Washington. 7 . e as novas ofertas de produtos e serviços turísticos que o sector privado está a promover. possam contribuir para um aumento significativo dos fluxos de investimento e de turismo dos Estados Unidos da América para Portugal. num mundo globalizado em que a concorrência se intensificará a todos os níveis da actividade humana. por outro. da investigação científica e tecnológica e do aproveitamento dos seus resultados pelo aparelho produtivo. no National Museum of Women in the Arts. nas infra-estruturas rodoviárias ou no sector vitivinícola. em museus da Smithsonian Institution. pelo lugar único que ocupa na intersecção dos interesses económicos entre os dois países. Decisores de empresas nacionais optaram por entrar no mercado dos Estados Unidos da América e projectar-se para além das áreas tradicionais. o muito que há ainda a fazer. fazendo investimentos. por um lado. pelo distinto acervo de realizações que tem em carteira. ou a retrospectiva de Paula Rego. Esperamos que as amplas reformas estruturais que o Governo português prossegue em benefício do ambiente de investimento externo. a qualidade e densidade do nosso relacionamento futuro. sentimo-nos tentados a apelar às so- ciedades civis portuguesa e americana para que continuem a descobrir e a explorar os múltiplos caminhos que conduzam à sua concretização. em termos impensáveis há pouco tempo ainda.Artigo A depreciação do dólar. Em contrapartida. mas de tal movimento dependerá em muito decisiva medida. Cabe sublinhar que para a dinamização do nosso relacionamento económico e cultural muito têm contribuído as numerosas Comunidades de portugueses e de luso-descendentes que ao residir. A amizade e aliança entre os nossos países e povos permanecerá uma constante. vêm cimentando de forma consistente os vínculos entre os dois países. o continuado investimento feito nos núcleos de língua e cultura portuguesa existentes em diversas universidades americanas. ganhando contratos ou recebendo prémios. No capítulo da projecção da imagem. Os fluxos turísticos entre os dois países recuperam finalmente do trauma causado pelos atentados do 11 de Setembro de 2001. como a denominada Encompassing the Globe. embora continue a ser o mais importante com origem no exterior da zona Euro. Os acordos de cooperação recentemente celebrados com prestigiadas Universidades americanas abrem novos capítulos de relacionamento nos decisivos sectores da formação académica. os desafios da globalização e as oportunidades oferecidas pelo mercado norte-americano contribuíram também para que os EUA fossem inseridos na rota da internacionalização da economia portuguesa. o investimento americano em Portugal diminuiu. a que se juntam novas acções de Fundações como a Calouste Gulbenkian. está particularmente bem colocada para vencer este desafio. da história. talvez por efeito da corrente debilidade do dólar. Estamos a falar de importantes intervenções nas energias renováveis.

de um modelo clássico. no sentido de se encontrar um instrumento que permitisse transferir este risco para uma Seguradora. Paralelamente assistimos também. possibilitando um maior controlo interno dos riscos empresariais. No essencial. e que incluiu as muito badaladas falências da Enron e da Worldcom. No âmbito do Governo das Sociedades. utilizando o termo anglo-saxónico. entre outros. qualquer gestor. independentemente da dimensão da empresa.Artigo A Responsabilidade Civil dos Administradores Longe vão os tempos em que o objectivo único da gestão de uma empresa era a maximização do lucro. como também dar aos actuais e futuros investidores um grau de confiança acrescido relativamente à rentabilização dos seus investimentos. conheceram evoluções importantes e ocorreu claramente uma alteração de paradigma. possibilitando que os Administradores e Directores continuassem a desenvolver e executar as suas estratégias sem constrangimentos. transparência e cumprimento de recomendações específicas. Concorrentes e até mesmo Gestão vs Meio Ambiente. Assim nasceu o seguro de D&O. Governo das Sociedades ou Corporate Governance. ao tradicional binómio Gestão vs. particularmente após a crise vivida nos mercados financeiros no início deste século. dentro de determinados pressupostos. o processo evolutivo que acima descrevemos conheceu desenvolvimentos importantes nos últimos três a quatro anos. do fenómeno da globalização. Clientes. na esmagadora maioria dos Países desenvolvidos. não só às alterações legislativas. que se destina a proteger o património pessoal destes últimos quando em virtude de um erro ou omissão por eles cometido(s). a Responsabilidade Civil dos Administradores e titulares de cargos de gestão das Organizações assume assim um papel particularmente relevante. passou a assumir uma especial relevância visto que as relações entre a gestão e os restantes stakeholders da organização. a uma crescente pressão por parte das entidades de regulação. abertura de mercados tradicionalmente marcados por uma atitude proteccionista face ao investimento estrangeiro e ainda em virtude do crescente recurso ao mercado de capitais enquanto fonte alternativa de capital para o desenvolvimento dos projectos empresariais das Organizações. Este crescente escrutínio. Neste quadro o tema da Responsabilidade Civil dos Administradores. o que conduz a uma maior dispersão do capital social das empresas. fundamentalmente os accionistas e colaboradores. ameaçava tornar difícil atrair para os Órgãos Sociais profissionais talentosos e capazes de assumir os riscos necessários para as organizações continuarem a progredir num ambiente altamente competitivo. rapidamente passou para a Europa. está hoje em dia muito exposto. passamos a ter estruturas marcadas por uma dispersão de capital por conjuntos de accionistas muitas vezes com interesses e objectivos não concordantes. Realidade Portuguesa Em Portugal. no qual a gestão se confundia com o capital. primeiramente no Reino Unido e posteriormente na Europa Continental. como também à própria evolução do mercado. a Companhia foi pioneira do desenvolvimento deste produto segurador – D&O – tendo o mesmo evoluído ao longo dos anos para se adaptar. consubstanciada na implementação de um conjunto de leis e normativos que pretendiam dar corpo a um maior escrutínio às actividades desenvolvidas pela gestão em sede de Governo das Sociedades. sendo a transferência deste risco para o mercado segurador universalmente encarada como uma best practice. não só acrescentar valor ao projecto empresarial. que se iniciou nos Estados Unidos. Credores. que desenvolveram legislação e regulamentação específica que incorpora um conjunto de requisitos nomeadamente no que concerne ao dever de informação. As Empresas defrontavam-se assim com uma situação em que a crescente complexidade em matéria regulatória e o cada vez mais apertado escrutínio a que estavam sujeitos os Administradores e Directores das empresas. houver perdas financeiras e indemnizações delas decorrentes. Gestão vs. alteração de paradigma e também práticas de litigância em alguns Países conduziu a um recrudescimento das acções contra Administradores movidos por accionistas. temos hoje que acrescentar outros como sejam Gestão vs. fundamentalmente fruto da elaboração do livro branco de Corporate Governan- 8 . sendo que algumas destas acções conduziram a indemnizações milionárias e com grande exposição mediática. Propriedade (o terreno mais profíquo em termos de litigância em matéria de Responsabilidade dos Administradores). Nas últimas décadas temos assistido a uma importante evolução no mundo empresarial fruto. independentemente da sua dimensão. Este enquadramento mereceu uma resposta por parte do Mercado SeguDirector Geral da AIG Pedro Penalva rador. garantindo assim. colaboradores e outros intervenientes no mundo corporativo. Existe assim um sentimento cada vez mais generalizado no tecido empresarial que a adopção e cumprimento das regras e recomendações em linha com as melhores práticas de Governo da Sociedade irá. Por isso. Longe vão os tempos em que o objectivo único da gestão de uma empresa era a maximização do lucro. que a responsabilidade pessoal dos Administradores se encontrasse devidamente garantida por um contrato de seguro. Colaboradores. como uma componente natural do programa de seguros de uma organização. e mesmo como um beneficio social que se atribui aos Administradores e Directores comparável a um seguro de vida ou de saúde. Este ambiente de crescente litigância. O mercado segurador tem vindo a apresentar um conjunto de soluções sendo que no caso particular da AIG. Gestão vs. Assim. enquanto componente de uma disciplina mais ampla. que pretende definir o conjunto das regras que caracterizam a forma como uma empresa é gerida e como são controlados os diferentes riscos a que está sujeita. As apólices de Responsabilidade Civil de Administradores e Directores (vulgo D&O) são hoje encaradas. São muitos os Países. entre os quais Portugal. Gestão vs.

A contratação deste produto (para cumprir com a obrigatoriedade de caucionamento definida na lei). pois caso haja alguma alegação de que cometeram um erro ou omissão. é uma referência mundial. terão uma equipa que não só os ajudará a preparar a sua defesa. . a influência dos parceiros internacionais. que poderão assim concentrar-se a 100% no crescimento das suas organizações. No entanto. se em meados dos anos 90 eram as empresas que tinham algum tipo de valores mobiliários cotados na Bolsa de Nova Iorque a preocuparem-se com este tema e a recorreram às soluções apresentadas pelo Mercado Segurador. ainda de dimensão reduzida mas com uma gestão moderna e dinâmica. fez com que o perfil se tenha heterogenizado de forma significativa. fruto da nossa posição de clara dominância neste mercado. sendo que hoje em dia PMEs. visto que a redacção que o legislador decidiu implementar implicou a necessidade de um produto especifíco que respondesse a esta questão. conforme disposto no Artº 396 do Código acima mencionado.Artigo ce numa iniciativa promovida pela CMVM. sendo seguida pela generalidade das grandes Empresas Mundiais. já dispõem deste instrumento de transferência de risco garantindo o acesso aos seus quadros a ferramentas comparáveis com as que estão à disposição dos seus concorrentes internacionais. a solução que desenvolvemos e apresentámos ao mercado passa pela articulação entre uma apólice D&O que. espiríto empreendedor e olhando para o mercado de forma global. ganha por isso uma outra dimensão quando feita em conjunto com a contratação de uma apólice de D&O em paralelo. A Alteração ao Código das Sociedades Comerciais acima mencionado. tal como definido na lei. eram seguidas internacionalmente e ainda a revisão do Código das Sociedades Comerciais ocorrida esse ano. em termos de governo das sociedades. implicou a necessidade de desenvolvimento de soluções particulares. Este instrumento funciona ainda como um instrumento de atracção de talento. tratando-se de um produto concebido exclusivamente com o intuito de substituir a obrigatoriedade de prestar caução. fundamentalmente no que respeita à obrigatoriedade de caucionamento da da responsabilidade dos administradores e fiscalizadores. com um produto especifíco desenvolvido à medida para o mercado Português e que responde aos requesitos impostos pelo Código das Sociedades Comerciais. possui também um conjunto de diferenças e limitações quando comparado com o tradicional D&O. Importa salientar que. como inclusivamente pagará uma possível indemnização que venha ser definida judicialmente. Assim. conforme definido na nova redacção do artigo 396º. Sobre este último ponto importa salientar a relevância que apresentam alterações como a inversão do ónus da prova (cabe ao Administrador provar que agiu sem culpa) e também a obrigatoriedade de caucionamento da responsabilidade dos Administradores e Membros do Conselho Fiscal. o D&O vai normalmente muito mais além dos montantes mínimos fixados na lei. em virtude da crescente pressão para o cumprimento de regras e best practices internacionais de Governo das Sociedades e ultimamente pela ainda recente alteração ao Código das Sociedades Comerciais. não resumindo a sua actividade às fronteiras Portuguesas. por favor contacte-nos. Este novo produto é sem dúvida um derivado do D&O e por isso ambos têm algumas características que se assemelham. a crescente preocupação com o alinhamento das práticas empresariais com a best practices que. Se desejar tornar-se Sócio Patrocinador ou receber mais informação. no caso particular da AIG. sendo a forma adequada de se garantir uma efectiva transferência de risco nesta matéria. A partir de 2006. a partir da viragem do século. as grandes cotadas portuguesas começaram também a comprar esta apólice. Por exemplo em termos de capitais seguros. visto que será possível às empresas nacionais atrair quadros de elevada qualidade. A Câmara de Comércio Americana em Portugal agradece a todos os Sócios Patrocinadores 9 A categoria de Sócio Patrocinador traz à sua Empresa grandes vantagens.

. the U.S. Siemens (a German company) employs through its U. Efacec announced plans to build a power substation plant near Rincon. EDP announced its acquisition of Horizon Wind Energy from Goldman Sachs for over $2 billion. the United States has the largest roadway system.S. Analysis of data provided in UNCTAD foreign direct investment database.S. giving foreign investors access to diverse markets around the world. 2007. We are seeing increasing global competition for investment flows and we need to make sure that international investors understand the unique advantages of the United States.S. Share (%) 15% 10% 5% 0% 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Source: United Nations Conference on Trade and Development. and almost 20 percent of American exports.S. With a population of more than 300 million people. This program is focused on outreach to foreign governments and investors. support for state governments’ investment promotion efforts. most major indicators on business and investment climate quality (see Figure 2). “The United States welcomes foreign investment and the jobs and prosperity it creates. foreign firms account for 10 percent of U. the U.000 employees in the United States. For instance. workers through their U.S. A few months later. U. In March 2007. Share of Global FDI Inflows. capital investment. and addressing business climate concerns by serving as ombudsman in Washington for the international investment community. the total stock of FDI in the United States in 2006 was equivalent to 13.S. World Investment Report.S. offers the largest and most technologically advanced economy in the world. accounts for 42 percent of the global consumer goods market.5 percent of the U. In introducing the initiative. As Undersecretary Lavin indicated last year. offer many advantages. number of airports. Over Figure 1. most productive. market. This trend has reinforced the need for the United States to renew its commitment to open investment and to policies that make the United States attractive to FDI. Embassy Lisbon U. gross domestic product. U. and jobs. economy.S. There are more than 4.S. exports. Commercial Service Dillon Barnerjee does. The United States.000 universities and colleges in the United States and. is open to Portuguese investments. share of global FDI inflows has fallen since 1999 (Figure 1). the U. The American workforce ranks as one of the best educated. investing in the United States Senior Commercial Officer. economy. and that Portuguese companies are finding it beneficial to establish a more direct presence in the U. and quantity of Internet hosts. In addition. Furthermore. and most innovative worldwide. November 2007 10 . subsidiaries more people in the United States than Microsoft and Nike combined. indeed.S.4 billion in 2006. maintains free trade agreements with 15 partner countries. the average compensation at foreign-owned firms in the United States was more than 30 percent higher than that at private sector firms in the remainder of the U. All of the above are positive indications that the U.S. including the best workforce in the world. In addition.S. with 66. and over the past year there have been some notable Portuguese investments in the United States.79 trillion. 1994-2006 30% 25% 20% U. The United States is the world’s largest recipient of FDI ($175. Global companies invest in the United States to be closer to their suppliers and customers in a dynamic market. At $1. railway network. or near the top of. Indeed. U. Foreign firms currently employ more than 5 million U. the United States consistently ranks at. foreign direct investment plays a major role in the U.S. both as a key driver of national income and as an important source of innovation. according to the Times Higher Education Supplement. Brisa signed a concession to develop and operate a highway extension around the city of Denver in Colorado. Commerce Under Secretary for International Trade Frank Lavin announced the creation of the Invest in America initiative to promote foreign direct investment (FDI) to the United States.S. In 2005. Georgia in the southeast corner of the state. six of the top ten universities in the world are in the U.5 million indirect jobs. 15 percent of annual research and development in the U.S. Invest in America supports President Bush’s May 2007 statement on open economies. In August. Under Secretary Lavin said.Análise Why it’s Smart to Invest in America Of the top ten world economies.” Companies in Portugal have recognized these advantages. The systems of regulation and taxation in the United States give foreign investors a high degree of operational freedom.000. in which he reaffirmed the commitment by the United States to promote open investment policies.S. almost double that of 10 years earlier). On March 7. affiliates and have created more than 4.S. with a per capita income of approximately $45. However.S.

and Brazil may perceive difficulties in obtaining visas to the United States. provides a strong regime of intellectual property rights protection and enforcement. surpassing 2005 volumes. the Department of State issued over 3.506 6 2 20 83 35.920 894 4 -6. The United States is also home to some of the world’s busiest international bulk cargo and container handling ports. 1 Inward FDI Potencial Index 2003 to 2005 .S. boasts some of the largest cultural diasporas in the world.141 672 177 6 69.The Economist. These conditions. between 1992 and 2006.024 7.1 million nonimmigrant visas were issued in 2006 for these three countries alone – almost 19 percent of all nonimmigrant visas issued worldwide last year. and quantity of Internet hosts.S. In sum. In that regard. and remains committed to affording all foreign investors fair and equitable treatment. 2World Business/INSEAD 2007. 9UNCTAD FDI Database 2006. The Invest in America program seeks to capitalize and build upon the United States’ reputation for being a friendly and hospitable country where many foreigners live and invest. including the busiest cargo airport in the world. Current Prices” . Statistics from the first half of fiscal year 2007 indicated that volumes continued to grow.782 Note: Countries ordered by GDP .The World Bank Group. Five of the top ten airports by air cargo volume are in the United States.S. almost 50 percent of the applications originated from a foreign country. For more information on the Invest in America program. Patent Office in 2006. than in any other country in the G-7. Commercial Service of the U. In fact. the U.S. 56 million Americans have obtained a Bachelor’s degree or higher. Embassy in Lisbon (21-770-2528). 11 .S.International Monetary Fund. 4Ibid. Since 2000.870 30 29 83 83 2. particularly those related to the level of scrutiny proposed investments must withstand as part of the Committee on Foreign Investment in the United States (CFIUS) mandate. The overwhelming majority of FDI in the United States does not necessitate a CFIUS review. The U. The world comes to the United States to invest in research and development and to commercialize the results of their creativity. Some misperceptions about the U.S.468 3 3 6 9 39. together with the other advantages outlined above.000 patents granted by the U. As a nation of immigrants.041 25 27 38 83 27.S.013 786 889 3 69.181 2.903 630 153 0 20. the U. 3Doing Business 2008 .394 24 4 12 12 34. the United States benefits from being an economy open to people.807 1. On average. 5World Economic Outlook Database “2006 GDP per Capita. can also attest to the outstanding infrastructure that the country offers to its residents and businesses. Of the top ten world economies. Since 2000. American labor productivity in manufacturing has grown faster in the U.4 million tourist and business visas in fiscal year 2006.The Times Higher Education Supplement.523 37 175.S. the country’s highly trained and educated workforce has helped maintain an average annual business productivity rate of approximately 3. ideas. Other hesitations pertain to visa requirements and the perceived difficulties involved in attaining travel authorizations to conduct business and administer investments in the U. CFIUS has the authority under a voluntary review mechanism to review individual FDI transactions to determine their effects. Where CFIUS reviews have been conducted.016 70 40 122 64 5.S. products.159 4 8 7 5 39. 8The World’s Top 200 Universities .717 261 57 0 18. if any. and when these assurances are met the transaction is allowed to proceed. 6“Pocket World in Figures 2007” . Over 1.543 15 5 31 64 36. feel free to contact the U. Of the 173. Tthe United States does not in fact maintain a mandatory investment screening body. Although residents of some countries such as China.791 1. number of airports. 7Ibid.UNCTAD. the United States has the largest roadway system. railway network. risk mitigation assurances are requested for only a few transactions per year. on national security.391 255 2 81.076 29 24 53 51 31. investment climate persist around the world.S.433 1.729 495 3 42. India.630 1. the United States has been home to more Nobel Laureates in the sciences than all other countries. economy also offers foreign investors a first-rate research and development climate.Análise FDI Potencial Index (Rank)1 Global Innovation Index (Rank)2 Ease of Doing Business Index (Rank)3 Protecting Investors Index (Rank)4 Per Capita GDT (US$)5 Services Output (US$B)6 Manufacturing Output (US$B)7 Top 100 Universities8 FDI Inflows 2006 (US$M)9 1 1 3 5 44. the substantial majority of visa applicants in those countries do receive visas. Those who have visited the U.371 319 19 139.045 295 0 39.708 1. and investment.2 percent. make it a smart move to invest in America.

na perspectiva da sua utilidade em melhorar a actividade empresarial em 10 áreas fundamentais: iniciar uma empresa. 6.doingbusiness.doingbusiness. “Doing Business in 2007 .doingbusiness. obter crédito. em papel. e nos projectos “Balcão Divórcio com Partilha” e “Balcão das Heranças”. de pouco mais de 40 minutos e já cerca de 71% das sociedades criadas em Portugal são “Empresas na Hora”. pagar impostos. Mundial. proteger o investidor. simultaneamente. o que custava cerca de 14€ por cada livro. mostrar um pouco mais do que foi feito e do que se pensa fazer nessas áreas. No período 2005/2006. preços de valor único e fixo. um dos quais por depósito. passando-se a prever.800 actos de registo comercial on-line. cumprir contratos e encerrar empresas. uma justiça mais útil a todos.2 A posição de Portugal no ranking do Banco Mundial subiu. 2008. em muitas situações. No período 2006/2007 um número significativo das reformas lideradas pelo Ministério da Justiça viu o seu mérito reconhecido em 6 das 10 áreas fundamentais analisadas. As vias preferenciais do desenvolvimento dos objectivos desta reforma foram a disponibilização de serviços de justiça integrados em balcão único. ela própria geradora e promotora de eficiência económica. cumprir contratos e encerrar empresas. Desde 1 de Janeiro de 2006 que os actos da vida das empresas deixaram de ser publicados na III série do Diário da República. Eliminou-se a larga maioria dos livros da escrituração mercantil das empresas. passou a ser possível criar sociedades num único balcão nas conservatórias de registo comercial. Mundial.pdf. as publicações e as inscrições subsequentes no ficheiro central de pessoas colectivas. nos seus relatórios anuais intitulados “Doing Business”. ao delinear a estratégia de reforma da justiça para os quatro anos seguintes. “Doing Business in 2008” in http://www.pt/ publicacoes. Importa. 9. Estima-se que as empresas poupem 15 a 17M€/ano.org/documents/FullReport/2008/DB08_Full_Report. foi reconhecido o nosso esforço em acelerar e simplificar os procedimentos administrativos para iniciar uma empresa. a simplificação de procedimentos e processos e a disponibilização de serviços de justiça através da Internet. Apesar de muitas das reformas efectuadas terem como único destinatários as pessoas. mais fácil.mj. em larga medida. registo de propriedades. e três publicações em site Mundial.000).pdf. obter alvarás. por exemplo. um número considerável de reformas encetadas nestes já três anos de Governo visaram. as certidões. Até agora. passando a ser publicados por forma electrónica e automática. na nossa economia.º no relatório de 20084. consequentemente. comércio internacional. Em 30 de Junho de 2006 operou-se uma grande alteração no registo comercial. Esta prestação valeu a inclusão de Portugal no restrito grupo de 21 países elegíveis como “top reformers”. Até Janeiro de 2008 foram solicitados mais de 6.000 actos por esta via. 2007. 82.gov. com redução de preços. “Doing Business in 2008” in http://www. no projecto “Nascer Cidadão”.A Justiça em Portugal De entrave a suporte: reformas da justiça promotoras do investimento em Portugal Desde 10 de Julho de 2007 que a generalidade dos actos de registo comercial passou a poder ser praticada e paga pela Internet (alterações de estatutos. reduzindo significativamente os custos para os agentes económicos. contribuindo para a simplificação. Eliminou-se a obrigatoriedade de actos desnecessários (cerca de 500. melhorando as condições contextuais para um maior investimento. 2007. etc.org/documents/FullReport/2008/DB08_Full_Report. bastando dois actos de registo. hoje. por efeito destas reformas. cidadãos e empresas. entre muitos outros. Mas nem todas as reformas em matérias da competência exclusiva ou principal do Ministério da Justiça. nacional ou estrangeiro. pag. já foram publicados mais de 818. em vez de um preço fixado ad hoc. pois todos os livros precisavam de ser legalizados.org/documents/FullReport/2008/DB08_Full_Report. registo de propriedades. 2008. de 2005 a 2008 foram abordadas pelo Banco Mundial. no relatório de 20063. Em 2005. O tempo médio para a constituição de uma sociedade comercial através da “Empresa na Hora” é. a actividade empresarial. A Empresa na Hora permitiu o reconhecimento de Portugal como o maior reformador nesta matéria1. de forma mais rápida. pag.pdf. pag.pdf. mais barata e mais segura (Empresa na Hora). celeridade e diminuição de custos administrativos inerentes ao ciclo de vida das empresas e.). para 37.doingbusiness.How to Reform” in http://www. As nossas reformas têm sido analisadas pelo Banco Mundial.Dossier . Mundial.º. 12 . pense-se. 6. de 45.org/documents/FullReport/2008/DB08_Full_Report. pagar impostos.How to Reform” in http://www. o Governo elegeu como prioritária a preocupação em proporcionar. Tornaram-se as fusões e cisões mais fáceis e baratas. proteger o investidor. pag. contratar funBanco Banco Banco 4 Banco 1 2 3 Alberto Bernardes Costa Ministro da Justiça cionários. pois. que variava conforme os emolumentos pessoais. Reduziu-se e clarificou-se muitos dos custos da prática dos actos da vida das empresas. Iniciar uma empresa (Registo comercial) Desde 14 de Julho de 2005. nomeadamente: iniciar uma empresa. no web site www. e uma justiça com uma gestão de meios mais racional. no projecto “Associação na Hora”. “Doing Business in 2007 .

apresentar e pagar através da Internet pedidos de registo de invenções nacionais (patentes e modelos de utilidade). sem necessidade de deslocações físicas. a Informação Empresarial Simplificada (IES) constitui. a ser disponibilizado on-line o serviço “Certidão Permanente” de registo comercial. desde 22 de Dezembro de 2006.800 actos de registo comercial on-line.000 “Certidões Permanentes”. unificando num único preço todos os actos de registo necessários. em especial. às Finanças e à Segurança Social. Em Abril de 2008.inpi. certidões de outras conservatórias e serviços da administração pública. no sítio www. mais de 65% dos pedidos de patente foram apresentados on-line. entre outros actos. Desde 24 de Julho de 2007 que é possível tratar de todas as formalidades relativas à compra de uma casa num único ponto de atendimento.Dossier . celebrar o contrato de compra e venda ou de hipoteca de um imóvel. Registo de propriedade (registo predial e de propriedade intelectual) Em 30 de Junho de 2006 passaram as conservatórias.empresaonline. a apresentação de uma certidão em papel. Prestação de contas Embora não seja um serviço apenas do Ministério da Justiça. Desde 20 de Dezembro de 2006 passou a ser possível solicitar e pagar actos de registo comercial de unificação e cessão de quotas e alterações de órgãos sociais através da Internet. etc. para fazer uma procuração para adquirir um imóvel ou reconhecer assinaturas num contratopromessa de compra e venda de um imóvel). Como consequência. Desde 1 de Janeiro de 2007 que foi eliminada a competência territorial das conservatórias de registo comercial. (em Abril de 2008.pt. A entrega do código de acesso à Certidão Permanente substitui. Até Abril de 2008.pt. por exemplo. Basta aceder ao sítio www. os municípios.inpi.pt para enviar por uma única vez a informação necessária ao exercício das preferências legais por diferentes entidades públicas. Outras alterações previstas para o registo predial e que vão ter também um impacto positivo para a vida das empresas são: a criação da obrigação directa de registo predial após a realização do negócio. E.pt. Por fim. junto das conservatórias públicas. obrigando qualquer entidade pública ou privada a consultar o site em vez de solicitar uma certidão em papel. Passou.9 “Empresas on-line”). com reduções de preço. Desde 10 de Julho de 2007 que a generalidade dos actos de registo comercial passou a poder ser praticada e paga pela Internet (alterações de estatutos.).empresaonline. foi criada. qualquer pedido de registo relativo a uma marca. exigir uma certidão de registo comercial em papel. uma nova forma de entrega electrónica e totalmente desmaterializada de informações de natureza contabilística. Foi também prevista a criação do atendimento personalizado “Operações especiais de registos” destinado a utentes que dele necessitem devido ao volume e complexidade dos pedidos de registo e operações imobiliárias que pretendam realizar. a eliminação de actos de registo desnecessários. mediante a atribuição de um código de acesso. os solicitadores e as câmaras de comércio e indústria a poder autenticar documentos e reconhecer presencialmente assinaturas (por exemplo. Desde 24 de Setembro de 2007. No que concerne a alterações ao registo predial foram já aprovadas em Conselho de Ministros de 30 de Abril várias alterações que entrarão em vigor até 2009. em inglês e em português. no mesmo sítio. de forma mais barata. Este serviço funciona já em oito locais e vai ser gradualmente expandido a outras zonas do território nacional.pt. assim. também. como. das câmaras de comércio e indústria.000 escrituras por ano). dos advogados. em atendimento presencial único e sem deslocações a vários serviços de registo. nomeadamente. a todas as entidades públicas ou privadas que o recebam. estando vedado. pagar os impostos. a disponibilização do registo predial on-line passando a ser possível pedir o registo. desde 2007. pagar os emolumentos e proceder ao suprimento de deficiências do processo de registo através da Internet. a partir do dia 17 de Abril de 2008.casapronta. eliminou-se o duplo controlo da legalidade. Assim. passou a ser possível constituir sociedades através da Internet. é possível. os advogados. igualmente. sem necessidade de deslocações físicas. e. nomeadamente. a eliminação de documentos desnecessários. de forma mais barata. relacionados com heranças e renovação de registos de acções. os preços para a prática destes actos nas conservatórias desceram entre 28% e 60%. a criação da certidão on-line do registo predial. Em 2007 foram emitidas mais de 594. em www. fazer o registo da aquisição e de hipoteca. dos notários e dos solicitadores. Qualquer cidadão ou empresa passou a poder praticar qualquer acto de registo comercial em qualquer conservatória do registo comercial do território nacional. passou a ser possível solicitar e pagar através da Internet. com o mesmo valor jurídico. No que concerne especificamente à pro-priedade intelectual. no mesmo dia. sem necessidade de deslocações físicas. em www. em www. simultaneamente. É agora possível. à Ad- 13 . foram já criadas por dia 6. a “Sucursal na Hora”. Este projecto já está disponível em 19 conservatórias do País e será brevemente alargado ao restante território nacional. efectuado pelo notário e pelo conservador do registo (esta medida poupou aos agentes económicos o custo inerente a cerca de 65. designadamente. a informação constante de uma certidão do registo comercial permanentemente actualizada passou a estar disponível para quem subscreva este serviço. para todos os efeitos. eliminando-se várias deslocações e emissão de certidões negativas do exercício do direito de preferência. Entre as mais importantes encontramse: a criação de balcões únicos em 5 entidades para a prática de actos relativos a imóveis junto das conservatórias/ serviços de registo. Esta medida permite a criação imediata de representações permanentes em Portugal de entidades estrangeiras. mais de 91% dos pedidos de registo de marca foram efectuados através da Internet. pedir a alteração da morada fiscal e pedir a isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis. igualmente. independentemente da conservatória da sede da sociedade em causa. Até Janeiro de 2008 foram solicitados mais de 6.A Justiça em Portugal web por via electrónica. a definição clara e transparente dos preços dos actos de registo. fiscal e estatística pelas empresas ao Ministério da Justiça. Já em 17 de Abril de 2008 este serviço passou a ser disponibilizado. permanentemente actualizada. a eliminação da competência territorial das conservatórias do registo predial. por fim. Eliminou-se a obrigatoriedade de celebração de escrituras públicas para a realização de actos da vida das empresas e.

Em dois meses de funcionamento cerca de 94% das injunções foram iniciadas através da Internet sem qualquer envio de papel. através da Internet. aproveitando todas as potencialidades das tecnologias de informação e comunicação para a simplificação e a automatização dos processos. Este é o nosso lema. cumulativamente. a diminuição da duração global do processo. passou a ser facultativa a celebração de escritura pública nos casos de dissolução da sociedade por deliberação dos sócios. para mais de 310. em especial na área da justiça. se tenha verificado a omissão de entrega da declaração fiscal de rendimentos). quase imediatamente disponíveis a todos em qualquer parte do mundo. A injunção é um dos títulos executivos mais frequentemente utilizado. que tenham terminado. Foi neste sentido que se possibilitou a entrega. simplificar procedimentos e disponibilizar serviços on-line. Cumprir contratos Desde 16 de Outubro de 2006 existem quatro tribunais-piloto – dois perto de Lisboa e dois no Porto – que aplicam regras de processo civil simplificadas (Regime Processual Civil Experimental) seguindo um modelo de simplificação processual já testado em outros países com ganhos substanciais de rapidez na elaboração das decisões. permitindo que o exequente possa substituir livremente o agente de execução.000. Também desde 30 de Junho de 2006. Iremos continuar a privilegiar a comunicação electrónica entre serviços da administração pública. A injunção é uma providência que permite que o credor de uma dívida obtenha. Todo este esforço tem obtido resultados muito bons na redução de formalidades e dos custos administrativos indirectos e directos para as empresas. Iremos continuar a melhorar a gestão electrónica de processos nas conservatórias e nos tribunais. em 2007) e as contas anuais registadas pelas empresas. a sociedade não tenha procedido ao depósito dos documentos de prestação de contas e. ficam. Em 2007 foram entregues cerca de 405. o lema das reformas na justiça ao serviço dos cidadãos e das empresas. Também já em 2008 foram aprovadas pela Assembleia da República as propostas do Governo para tornar as execuções mais simples. Com a IES o mercado português ficou mais transparente e competitivo pois o universo de empresas com contas anuais registadas cresceu quase quatro vezes (de 80. e continuar a promover a disponibilização de informação às empresas e ao cidadão também por via electrónica. maior rapidez. que demoravam meses a ser disponibilizadas aos investidores. igualmente. Estabeleceram-se. sem esquecer a necessária formação adequada de todos os operadores.A Justiça em Portugal ministração Fiscal. de forma célere e simplificada. com eliminação de formalidades desnecessárias e reservando a intervenção do juiz para as situações em que exista efectivamente um conflito ou em que a relevância da questão o determine. assim. foi disponibilizada uma modalidade de “dissolução e liquidação na hora” de sociedades. quando. desde que: se verifique deliberação unânime dos sócios e haja uma declaração dos sócios de que a sociedade não tem activo nem passivo a liquidar. por inexistência de bens penhoráveis. significativamente o número de recursos intercalares interpostos e. Já em Março de 2008 foi criado o Balcão Nacional de Injunções e foi totalmente informatizado o procedimento de injunção. facilitando. sendo criado um procedimento administrativo da competência das conservatórias que entrou em vigor também em 30 de Junho de 2006 (por exemplo. promover a celeridade e eficácia das execuções. as empresas passaram a cumprir quatro obrigações perante quatro entidades públicas diferentes através da Internet. sem prejuízo de formação adequada e introduzindo a possibilidade de utilização da arbitragem institucionalizada na acção executiva. assim. O futuro da Justiça e a promoção do investimento em Portugal A Justiça está a fazer a sua parte para promover o investimento em Portugal. Também quanto aos recursos em processo civil foi implementada uma reforma em 2007 que visa a racionalização dos procedimentos de recurso. não nos deixa totalmente satisfeitos. Maior simplicidade. A “Desmaterialização das Injun- ções” permite tornar mais simples. Com a IES. ou seja. num só momento. mais barata e mais transparente a fase inicial da cobrança de dívidas (a obtenção de um título executivo). alargando a possibilidade de desempenho dessas funções a advogados. todo o processo. diminuindo.000 em 2006. criando uma lista pública disponibilizada na Internet com dados sobre execuções frustradas. mais rápida. quer por outras instituições internacionais. ao Instituto Nacional de Estatística e ao Banco de Portugal. menores custos. Iremos continuar a consolidar os meios alternativos de resolução de litígios de modo a descongestionar os tribunais e a providenciar uma justiça mais próxima de todos e mais participada. quer pelo Banco Mundial. durante dois anos consecutivos.000 IES. o pagamento e a tramitação de forma electrónica do procedimento de injunção. O nosso objectivo foi o de. Iremos continuar a contribuir para diminuir o peso dos custos burocráticos da justiça no orçamento familiar e no orçamento das empresas.Dossier . Queremos que na vida das empresas se sinta a mudança de mentalidade que estas reformas trazem e que continuarão a promover. possibilitar fazê-lo de uma forma mais célere e mais eficaz. e evitar acções judiciais desnecessárias. causas de dissolução oficiosa de sociedades (por iniciativa do Estado). Encerrar empresas Desde 30 de Junho de 2006. Mas o reconhecimento do sucesso. um título executivo. agora. sem necessidade de promover uma acção declarativa num tribunal. informatização e aceleração de todo o processo de cobrança judicial de dívidas. 14 . Com esta agilização da acção executiva prevê-se fechar o ciclo da simplificação. cada vez que se cobra uma dívida utilizando o sistema judicial. maior acesso. A política do Ministério desde 2005 tem sido a de concentrar e melhorar os serviços.

Guatemala. tornando o uso de notários facultativo. Países da Europa de Leste e a antiga União Soviética foram os grandes reformadores em 2006/07 – a par de um grande grupo de mercados emergentes. o registro predial em Lisboa tem vindo a ser computarizado.” afirmou Michael Klein. com frequência. Moçambique. reformando em cinco das 10 áreas estudadas pelo Doing Business. Adicionalmente. Este processo reduziu o tempo para registro de propriedade de 81 para 42 dias. a Europa de Leste e a Ásia Central ultrapassaram o Extremo Oriente na facilidade para se fazer negócios. A América Latina e o Extremo Oriente estão no fim da lista dos reformadores. A Georgia e a Letónia também estão entre os 25 melhores. uma das autoras do relatório. foram introduzidas 200 reformas – em 98 economias – entre Abril de 2006 e Junho de 2007. Croácia. Vários países da região até ultrapassaram muitas economias da Europa Ocidental nesta classifição. Burkina Faso. mais empresários se lançam em negócios”. independentemente do seu ponto de partida”. Portugal subiu 5 posições no ranking de facilidade para fazer negócios. Arábia Saudita e Tunísia. “O relatório conclui que os dividendos do investimento são mais altos nos países que estão reformando. obrigando-as a enveredar pelo sector informal. Klein. As novas regras permitem que o tribunal decida sobre um número elevado de casos tendo por base um caso do mesmo género. Este ano. “Uma reforma reguladora mais extensa traz grandes benefícios sobretudo para as mulheres”. Moçambique substituiu o antigo código comercial de 1888 com um novo diploma que introduz novas regras de governancia corporativa e fortalece os direitos dos accionistas minoritários. Os reformadores tornaram mais fácil começar um negócio. Honduras. Este ano.A Justiça em Portugal Doing Business 2008 by Banco Mundial Rita Ramalho Economista co-autora do Estudo Doing Business 2008 publicado pelo Banco Mundial Entre os países que mais reformas fez está Portugal que estabeleceu um processo rápido de liquidação voluntária para empresas comerciais. incluindo a China e a Índia. Houve ainda onze países que fizeram três ou mais reformas: Arménia. os outros principais 10 reformadores são (por ordem) a Croácia. Colómbia. “Os investidores procuram potencial para lucros e encontram-no em economias que estão reformando. autor principal do relatório. vice-presidente do desenvolvimento do sector financeiro e privado da IFC/Banco Mundial. “As mulheres enfrentam. A China destacou-se no Extremo Oriente. afirmou Caralee McLiesh. à medida que os governos simplificaram as regulações para o exercício da actividade económica. as Ilhas Maurícias lideram as classificações de África no domínio da facilidade para fazer negócios. acrescentou. Os grandes mercados emergentes estão reformando com mais rapidez: China. De uma forma geral. incentivam a que as par- 15 . Ocupando a 27ª posição no ranking global. China e Bulgária. Arábia Saudita. O Egipto melhorou muito a sua posição nos rankings. ocupa a 17. Georgia. “Os resultados demonstram que. Índia. o Gana e o Quénia lideraram as reformas. aumentaram o acesso ao crédito. acrescentou o Sr. com melhorias em 6 das 10 áreas estudadas por Doing Business. alcançando a posição 37 entre 178 economias. Bulgária e Hungria estão entre os principais reformadores da região. Portugal introduziu regras mais simples para a execução de dívidas de montantes pequenos. regulações que podem pretender protegê-las mas que têm um efeito contraproducente. onde gozam de pouca segurança de emprego e de reduzidos benefícios sociais”. reforçaram os direitos de propriedade. Gana. as reformas foram desiguais no resto da região. Ilhas Maurícias. Macedónia. Reformas no Médio Oriente e no Norte de África estão ganhando impulso. sem que quase metade dos países tivesse introduzido uma única reforma. Portugal também diminuiu a taxa municipal de imposto sobre as empresas. Em África. A Estónia. República Checa. conclui Doing Business 2008 – o quinto de uma série anual publicada pelo Banco Mundial e pela Corporação Financeira Internacional (IFC). Para além do Egipto.Dossier . O novo código comercial também moderniza o processo de registro de empresas. todos eles fizeram melhorias na facilidade para fazer negócios. Singapura comanda os rankings agregados relativamente à facilidade de negócios. o aumento de juizes specializados em casos comerciais deverá melhorar o funcionamento dos tribunais. Quénia. Indonésia. Na República Democrática do Congo. te cooperem e permitem a submissão de testemunhos por escrito. Como parte do processo de modernização da adminsitração do governo português. Na liderança das reformas no sul da África figuram também Madagáscar e Moçambique. Georgia. Turquia e Vietname. afirmou Simeon Djankov. Pelo segundo ano consecutivo. o país onde existe o clima mais favorável para negócios de todo o antigo bloco socialista. Egipto. surgindo também como o país com mais reformas da região. Tunísia e Uzbequistão. lideradas pelo Egipto. Reduzindo o onús administrativo. Entre os países que mais reformas fez está Portugal que estabeleceu um processo rápido de liquidação voluntária para empresas comerciais. eliminam procedimentos desnecessários. Ao todo. “A Europa de Leste tem assistido a uma explosão na entrada de novos negócios. um empresário pode agora fechar a sua empresas no registro comercial. competindo com o rápido crescimento da Ásia Oriental no passado”. Em consequência destas reformas. Os rankings mais altos na facilidade para fazer negócios estão associados com percentagens mais elevadas de mulheres entre empresários e empregados. Portugal. O tempo para criar uma empresa diminuiu em quase 3 meses. o Egipto está no topo da lista de reformadores tornando mais fácil fazer negócios. onde as mulheres precisam da autorização dos maridos Graças à reforma da regulação que rege a actividade económica. estão a ser lançados mais negócios. reduziram a carga fiscal e aceleraram o comércio ao mesmo tempo que reduziram os custos. Butão. com a execução de uma lei muito abrangente sobre direitos de propriedade privada e uma nova lei sobre falências.ª posição no ranking dos países que oferecem a maior facilidade para negócios. intensificaram a protecção ao investidor. Macedónia.

Hong Kong (China). Noruega. Fonte: Banco de dados Doing Business. onde não existem esses regulamentos. No vizinho Ruanda. as mulheres controlam mais de 41% das pequenas empresas. Tabela 2. Japão. As classificações baseiam-se em 10 indicadores de regulamentação de negócios que medem o tempo e custo para atender aos requisitos governamentais para início. classifica essas economias pelo aumento na classificação em facilidade de fazer negócios em relação ao ano anterior. Primeiro Doing Business selecciona as economias que realizaram reformas em 3 ou mais dos seus tópicos. só detêm 18% das pequenas empresas.A Justiça em Portugal para começarem um negócio. Austrália. china Dinarmarca Reino Unido Canadá Irlanda Austrália Islândia Noruega Japão Finlândia Suécia Tailândia Suíça Estónia Geórgia Bélgica Alemanha Holanda Letónia Arábia Saudita Malásia Áustria Lituânia Maurícia Porto Rico Israel Coreia França Eslováquia Chile Santa Lúcia África do Sul Fiji Portugal Espanha Arménia Kuwait Antígua e Barbuda Luxemburgo Namíbia México Hungria 2008 Classificação 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 Economia Bulgária Tonga Roménia Omã Taiwan. Quanto maior a melhoria. Reino Unido. Suécia. Bélgica. Arábia Saudita. Canadá. Veja detalhes para se fazer negócios. Irlanda. As classificações não refletem áreas como política macroeconômica. Malásia e Áustria. Suíça. As 25 melhores (em ordem) são Singapura. Os 10 maiores reformadores em 2006/2007 Economia Egipto Croácia Gana Macedónia Geórgia Colômbia Arábia Saudita Quénia China Bulgária Abertura de empresas ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ Obtenção de alvarás ✓ Contatação de funcionários Registo de propriedades ✓ ✓ ✓ ✓ Obtenção de crédito ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ Protecção ao investidor Pagamento de impostos Comércio internacional ✓ ✓ ✓ ✓ Cumprimento de contratos Fechamento de empresas ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ Nota: As economias são classificadas pelo número de reformas e seu impacto. volatilidade da moeda. Finlândia. Fonte: Banco de dados de Doing Business. Estados Unidos. qualidade da infra-estrutura. operação. Islândia. percepções dos investidores ou taxas de criminalidade. mais alta a classificação como reformadora. Holanda. Dinamarca. As classificações em facilidade para se fazer negócios são a média das classificações do país nos 10 tópicos cobertos por Doing Business 2008. Geórgia. Tailândia. Fonte: The World Bank-IFC Doing Business Project Tabela 1. Nova Zelândia. tributação e fechamento de negócios. comercialização. Classificações em facilidade para se fazer negócios 2008 Classificação 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 Economia Singapura Nova Zelândia Estados Unidos Hong Kong. Letônia.Dossier . 16 . China Botsuana Mongólia Itália São Vicente e Granadinas Eslovénia República Checa Turquia Peru Belize Maldivas Samoa Vanuatu Jamaica São Cristóvão e Névis Panamá Colômbia Trinidad e Tobago Emirados Árabes Unidos El salvador Granada Cazaquistão Quênia Kiribati Polónia Macedónia Paquistão Dominica Brunei Ilhas Salomão Jordânia Montenegro Palau China Papua Nova Guiné Líbano Sérvia Gana Tunísia Ilhas Marshall 2008 Classificação 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 Economia Seicheles Vietname Moldávia Nicarágua República Quirguistão Suazilândia Azerbeijão Croácia Uruguai República Dominicana Grécia Sri Lanka Etiópia Paraguai Guiana Bósnia-Herzegovina Rússia Bangladesh Nigéria Argentina Bielo-Rússia Nepal Micronésia Iêmen Guatemala Costa Rica Zâmbia Gaza e Cisjordânia Uganda Butão Índia Honduras Brasil Indónesia Lesoto Argélia Egipto Malauí Equador Marrocos Tanzânia Gâmbia Cabo Verde Filipinas Moçambique 2008 Classificação 135 136 137 138 139 140 141 142 143 144 145 146 147 148 149 150 151 152 153 154 155 156 157 158 159 160 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 171 172 173 174 175 176 177 178 Economia Irão Albânia Síria Uzbequistão Ucrânia Bolívia Iraque Suriname Sudão Gabão Camboja Dijibuti Comores Haiti Madagascar Ruanda Benin Zimbábue Tadjiquistão Camarões Costa do Marfim Togo Mauritânia Mali Afeganistão Serra Leoa Burkina Faso Senegal São Tomé e Princípe Laos Guiné Equatorial Guiné Angola Timor-Leste Níger Libéria Eritréia Venezuela Chade Burundi Congo Guiné-Bissau República Centro Africana República Democrática do Congo Nota: As classificações para todas as economias são medidas em relação a Junho de 2007 e registadas nas tabelas de Países. Estônia. Doing Business 2008 faz o ranking de 178 economias no que toca à facilidade de fazer negócios. Desde 2003 Doing Business inspirou ou informou mais de 113 reformas em âmbito mundial. Alemanha. Segundo.

importa analisar se as barreiras decorrentes de um sistema judicial ineficiente (também) são explicação para uma economia portuguesa com evolução mais lenta que as suas congéneres europeias. A consciência desta problemática tem levado ao surgimento de alguns estudos que pretendem fazer uma aproximação quantitativa ao problema. proliferando as práticas de aproveitamento das falhas do sistema. que não têm encontrado resposta nas práticas ainda obsoletas do sistema judicial. tal como nos restantes países da Europa. atingido níveis de sofisticação elevados.0 Rendimento per capita oficial (em USD de 1999) 32. que serão diferentes das que seriam tomadas na presença de um sistema eficaz.A Justiça em Portugal As linhas gerais do Sistema Judicial Português. Numa segunda fase. pré-requisitos para o correcto funcionamento do mercado. Não é fácil quantificar o impacto da ineficiência no sistema judicial no PIB de uma economia. propiciase a proliferação da economia paralela. Banco de Portugal. Este é um valor elevado tendo em conta o observado nos restantes países desenvolvi- Costa. garantindo a possibilidade de existência de transacções. em tudo o resto semelhantes. em Portugal.0 21. porque promove o relacionamento seguro entre os agentes económicos. é importante para assegurar os direitos de propriedade e o cumprimento dos contractos efectuados. muito provavelmente irá introduzir enviesamentos na tomada de decisões. cumprimento de contratos e o sector informal”. Esta instituição já reuniu um conjunto de evidências que demonstram que esse impacto é significativo. dá-se espaço ao surgimento de comportamentos oportunistas e acordos pouco vantajosos entre as partes. (2002). a sua morosidade e complexidade está na origem de custos demasiado elevados. ainda que racionais do ponto de vista económico. e em especial a garantia de que será aplicado.420 2. o PIB per capita de Portugal poderia ser maior. Embora os tribunais sejam considerados imparciais. até ao próprio efeito de proliferação da corrupção.4 26.0 15. a realidade económica tem evoluído rapidamente. ou que o foram em condições menos favoráveis. Tabela 1: Sector informal em Portugal (2006) Sector informal (% do rendimento per capita oficial) Dinamarca Canadá Alemanha França EUA Bélgica Portugal Espanha Itália Argentina Brasil Perú Nigéria 9. a incapacidade de garantir correctamente o seu cumprimento compromete a sua eficácia. Sabe-se que esse impacto passa por investimentos que deixaram de ser feitos.710 7. Antunes.Dossier .320 25.0 60. porque é a garantia da não ingerência do poder público na actividade das empresas. fazendo surgir uma economia informal. Numa primeira fase. um estudo de Costa e Pinheiro (2002)1 demonstra que os empresários portugueses são sensíveis a algumas falhas do funcionamento dos tribunais e isso afecta as suas decisões. Onde é difícil garantir o cumprimento da lei.390 310 Fonte: Antunes e Calvacanti (2006).600 24.030 19. Assim.8 13. António e Tiago Calvacanti.3 22. A eficiência do sistema judicial e os possíveis efeitos na actividade económica Está demonstrado que o funcionamento eficaz das instituições é condição necessária para a eficiência de uma economia de mercado. Donde. o custo de oportunidade da ilegalidade é relativamente baixo. Não estando em causa a existência de leis justas. “Custos de legalização. A qualidade do quadro legal. Boletim Económico do Banco de Portugal (Primavera 2006). e que se não fosse por um incorrecto funcionamento do sistema. onde a informação a este respeito é escassa. Apesar de algumas medidas no sentido de desburocratizar e maior facilidade dos procedimentos. a economia informal representa perto de 20% do total produzido no país. em Portugal.60 4. Em particular. De facto. a complexidade processual. Daqui decorre que a falta de confiança no sistema judicial será incorporada nas decisões dos agentes económicos e.510 10. O Banco Mundial tem desenvolvido um conjunto de projectos de investigação sobre o impacto do funcionamento da instituição judicial no nível de crescimento e desenvolvimento económico dos países. Porque é urgente a reforma? A consciência desta problemática tem levado ao surgimento de alguns estudos que pretendem fazer uma aproximação quantitativa ao problema. que é um efeito vulgar quando na presença de um sistema que cria barreiras às decisões.4 14.000 19.480 30. evitam-se algumas áreas de negócio.350 23.600 14. Célia e Armando Pinheiro. e concretamente em Portugal.0 76.8 10. a eficácia do sistema judicial é de especial relevância. o sistema mantém-se globalmente obsoleto e incapaz de dar respostas às solicitações. 17 . “A justiça e o seu impacte sobre as empresas portuguesas”. o PIB per capita de Portugal poderia ser maior. Nomeadamente.2 13. Esses estudos revelam que esse impacto existe. e que se não fosse por um incorrecto funcionamento do sistema. A ciência económica já deu como provado que as falhas do sistema judicial contribuem para a inibição do crescimento económico de um país relativamente a outros.8 35.1 22. Antunes e Calvacanti (2006)2 defendem que. Esses estudos revelam que esse impacto existe. 1 2 De que forma Portugal é afectado pelo seu sistema judicial? Em Portugal é relativamente consensual nos vários sectores da sociedade que o sistema judicial funciona de forma ineficiente. e nesse sentido tem promovido o financiamento e desenvolvimento de sistemas judiciais eficientes por todo o mundo.

Não será esta reforma a mais crucial para alterar alguns constrangimentos estruturais da economia.7 89.0 86.0 2006 94. os autores concluem que uma eliminação destes custos para patamares típicos de países desenvolvidos. José.2 87. e dar-lhes incentivos. avaliando um conjunto de parâmetros que.3 96.A Justiça em Portugal dos.0 80. Concretamente.Dossier .9 72. 2002 e 2006. que é prioritária uma reforma do Sistema JudiCumprimento da Lei 2002 93.0 91. a reforma faz-se procedendo à alocação de mais recursos ao sistema. tem a ver com a convicção de que o problema do sistema judicial é atribuído à escassez de recursos (financeiros. também de acordo com o Banco Mundial. e da forma que o sistema condiciona negativamente a actividade económica. confirma a existência de uma correlação entre o nível de funcionamento do sistema judicial e o crescimento económico. World Bank.9 95. levaria a um aumento do PIB per capita entre 5% e 10%. defende que a ineficiência do sistema judicial tem a ver com o recurso excessivo ao sistema.8 100.3 99.1 72.0 100. World Bank. de Corrupção (2006) PIB pc (PPP UE27=100) 160 Correl: 78% 140 120 IT ES RCH PT PL HU Controlo Corrupção 70. Portugal fica atrás de países como a Irlanda. humanos. por eficiência judicial. Tavares (2004)3 . com base em análises comparativas internacinais.9 97.2 82. Deste estudo decorre que a área legal seria aquela onde.3 84. Importa pois olhar para o sistema judicial português para tentar perceber qual a melhor linha de abordagem que poderá promover a “eficiência judicial”. embora compare favoravelmente com a generalidade dos países de Leste. o mau funcionamento do sistema judicial constitui um factor de incerteza e risco. O Banco Mundial analisa anualmente em termos comparativos o desempenho institucional de várias economias. Para além disso. procurar-se-á aligeirar os procedimentos. No entanto. já que o crescimento económico está fortemente correlacionado com alguns indicadores de funcionamento do sistema judicial.1 60.3 Controlo de Corrupção 2002 93.6 85.6 87. não está provado que haja uma relação directa entre este facto e a eficiência judicial. se conseguiriam obter resultados positivos em termos de promoção do crescimento económico.4 68.0 90. tecnológicos. e leva a que se evitem colocar os investimentos todos no mesmo cesto. impedindo um elevado grau de especialização e afectando negativamente a produtividade.6 74.2 64.3 87. 18 . 3 Tavares. Susana Jesus Santos in Análise Mensal editada pelo Departamento de Estudos Económicos e Financeiros do BPI em Maio de 2008. aproximando-se mais da referência dos países em desenvolvimento.7 92. pelo que são ponderados nas decisões dos investidores e empresários. diminuição dos custos e que se garantam decisões justas. A quarta forma de encarar o problema.0 PL RCH HU IT ES PT Cumprimento da Lei 70. “Institutions and economic growth in Portugal: a quantitative exploration”.8 92. na sua perspectiva afectam a competitividade de um país e a sua capacidade de atracção de investimento.0 70. Fonte: Governance Matters. dependendo do problema que afecta determinado sistema.5 66. punindo o incumprimento de forma eficaz. Os mesmos autores demonstram no seu estudo que a dimensão do sector informal pode ser explicada por diferenças de custos de operação no sector formal e pela capacidade de as autoridades fazerem cumprir os contratos de crédito. Finlândia.4 60.5 81. Assim. ou outros) afectos ao funcionamento do Gráfico 2: PIB per capita vs índice de Cont. há que tomar medidas que visem libertar o sistema desse excesso de processos.8 92. %) sistema judicial.0 cial que promova um maior nível de eficiência. Portugal encontrase no percentil 82.7 96. HolanGráfico 1: PIB per capita vs Cumprimento da Lei (2006) PIB pc (PPP UE27=100) 160 Correl: 72% 140 120 100 80 60 40 20 50.5 positivo tendo em consideração que não será uma reforma que exija um grande esforço. A necessidade da reforma do sistema judicial É consensual na opinião pública.9 73. Assim. Checa 93. Daqui decorre que as possibilidades de produção são diferentes se os custos de produção forem diferentes.0 80.6 79.6 94.0 100.9. que tornam a estrutura pesada e lenta.3 83.0 79.0 86.1 82.1 89. Portuguese Economic Journal (2004).0 89.8 75.1 98.0 100.2 76.3 81.7 71. estudos feitos a este respeito. é acreditar que o seu mau funcionamento tem a ver com a falta de empenhamento (de produtividade) dos profissionais envolvidos.8 98. Nesse caso.7 67. há que entender as suas razões. Uma segunda escola de pensamento. na rubrica de cumprimento da lei.2 86.1 69.8 73. Nesse sentido. com um relativo pequeno esforço. De acordo com esta ideia. embora não se destaque no âmbito da Europa mediterrânea.8 97.9 66.7 88. tem a ver com o facto de poder haver uma excessiva complexidade nos procedimentos.0 Tabela 2: Nível de eficácia das instituições (percentis. Em 2006 (Tabela 2).0 FR 60.0 82. Neste caso. da e Alemanha. IR HOL FI FR AL IR HOL AL FI 100 80 60 40 20 50. Um outro estudo. mas daria um contributo muito Qualidade das Leis 2002 Alemanha Espanha Finlândia França Holanda Hungria Irlanda Itália Polónia Portugal Rep. E.0 2006 93.0 90.0 Fonte: Eurostat.0 60. Também um trabalho recente da OCDE aponta nesse sentido. O Banco Mundial sintetizou vários tipos de reformas que podem ser implementadas. revelam que dificilmente a primeira abordagem terá efeitos positivos. Uma terceira forma de encarar o problema.2 84. entendese uma maior celeridade nas decisões.9 2006 91.0 Fonte: Eurostat. Uma reforma possível. Os aspectos legais estão incluídos nesta ponderação.5 99.0 97. nomeadamente no que respeita ao cumprimento da lei e ao nível de corrupção.2 82.1 69.9 92.5 93. Apesar da alegada falta de recursos relativamente ao número de processos. Tavares (2004) defende que o funcionamento das instituições afecta a economia já que os custos decorrentes do funcionamento ineficaz são considerados como inputs nos custos de produção. a fraca qualidade de alguns parâmetros de funcionamento do sistema judicial contribuem para que seja penalizado nos rankings internacionais de competitividade. tendo perdido posição relativamente a 2004 e 2002.0 59.

• a dificuldade de resposta do nosso sistema de justiça à explosão da procura ocorrida entre nós nos últimos trinta anos. das quais merecem destaque as seguintes: • o contraste na nossa sociedade de hoje entre a velocidade crescente das mudanças na economia e a lentidão exasperante das mudanças na sociedade. essas sim. Acresce que a maioria das leis são por vezes contraditórias e falhas de rigor técnico. À conta dessa tendência o nosso sistema legislativo regista uma impressionante média anual de centenas de leis e decreto-leis – isto sem contar com uma incontinência de portarias. resoluções normativas. corre-se o risco de se generalizar o sentimento de que as leis não são para cumprir. o 25 de Abril revolucionou o sistema económico. é condição necessária para o funcionamento eficiente de uma economia de mercado. de um modo geral. A preocupação com o funcionamento do sistema de justiça é ditada por várias razões. com raras e honrosas excepções. Ao contrário da justiça penal. que por ser mediática vende bem na comunicação social. os políticos.A Justiça em Portugal A Justiça em Portugal Nuno Fernandes Thomaz Assessor da CIP (Conferência de Indústria Portuguesa) Vice-Presidente do Fórum para a Competitividade Há uns anos atrás. Há uns anos atrás. chegou-se mesmo a instituir para certas leis a tolerância zero. Tal a importância que tem nas decisões que os agentes económicos tomam so- bre os seus investimentos. Em consequência. tanto do sistema legislativo como do sistema judicial. são as únicas leis a que tem de se obedecer. causa acréscimo dos preços de bens e serviços para cobertura dos riscos inerentes. não passando de meras sugestões de comportamento. 3. Mais grave ainda a situação do funcionamento do sistema da justiça económica. com o acumular das solicitações cresceram as deficiências do sistema de justiça. nomeadamente os decorrentes da actividade económica dos tempos de hoje. Tudo isto tem contribuído para a reduzidíssima eficiência do sistema judicial e para uma morosidade de gravíssimas consequências. embora não seja condição suficiente para esse desenvolvimento. Mas ninguém terá hoje em dia quaisquer dúvidas de que o sistema de justiça. E são várias e complexas as insuficiências do sistema judicial: a excessiva burocracia e o custo elevado dos procedimentos processuais. não prestam muita atenção. circulares.Dossier . Se o sistema legislativo já oferece inúmeras deficiências. a falta de formação dos magistrados judiciais. despachos e outros normativos infra-legais. chegou-se mesmo a instituir para certas leis a tolerância zero. a falta de tribunais especializados com competência para lidar com os conflitos de interesses mais sofisticados. mais preocupantes elas se tornam no sistema judicial. o processo legislativo tornou-se progressivamente mais complexo e demorado. para além de não se favorecer a segurança jurídica indispensável a cidadãos e empresas. a sugestão de que. por essas razões. são as únicas leis a que tem de se obedecer. Morosidade que reduz o valor dos direitos. o sistema de segurança social. a solução milagrosa para o desenvolvimento económico e social. Ora. os sucessivos subterfúgios legais que convidam a toda a espécie de expedientes dilatórios. a justiça económica está no lado que a comunicação social não compra. sobre o planeamento rigoroso dos seus negócios. Como se não bastasse. regulamentos. diminui as garantias. todos os sistemas com excepção do sistema de justiça – onde as mudanças não foram fundas. ou seja. sobre as garantias de cumprimento dos seus contratos. o sistema de saúde e. 2. Morosidade que. 1. No sistema legislativo manteve-se a histórica tendência dos governos para acreditar que não há problema que não se resolva com uma lei – a traduzir uma cultura política de que para governar bem basta legislar muito. afecta seriamente a competitividade das empresas. resultando enorme o espaço de tempo que medeia entre o momento em que se decide legislar e o momento em que a lei se torna aplicável – quantas vezes para ser de imediato revogada pelo ministro que se segue. regulamentares e regulatórias – os chamados custos de contexto. até sobre a formação dos preços dos bens e serviços. Com efeito. a implantação do Estado de Direito em Portugal e a adesão à Europa estiveram na origem do crescimento exponencial das solicitações ao sistema de justiça em Portugal. essas sim. com o excesso de leis. a sugestão de que. Desnecessário sublinhar que a justiça não é a panaceia única. e a que. aumenta o risco nas transacções comerciais. Para já não falar dos pesados custos económicos com o cumprimento dos excessos de exigências legais. por não dar votos. ou seja. estão frequentemente sujeitas a rectificações e são quase sempre mal redigidas – afectando a segurança jurídica dos actos civis e das transacções comerciais. sobretudo quando comparada com a dos nossos concorrentes directos (vejam-se entre outros in- 19 . Curiosamente.

e que as deficiências de funcionamento do sistema de justiça não se podem fundamentar na falta de recursos financeiros. Bem pelo contrário. mormente do sistema judicial. que. por exemplo na Finlândia. o número de juízes por tribunal é. importa: • combater a morosidade das decisões judiciais. onde existem menos de um terço dos tribunais que existem entre nós). aliás.9 14. chegando a 100% em alguns dos países que aderiram recentemente à UE. os efeitos negativos desse fraco desempenho sobre o investimento e o emprego possam ter atingido um prejuízo para o crescimento do PIB de cerca de 11%.3 Outra causa residirá na menor utilização das tecnologias de informação investidas na modernização do sistema judicial. E não se pode dizer que as insuficiências no funcionamento do sistema de justiça se devam. de expropriações. na Alemanha ou na Polónia – neste último país. na Finlândia. tomando como base a última década. montante muito superior ao que foi gasto na Irlanda.8 milhões de euros por milhão de habitante. 9. usando de coragem política na reestruturação do mapa judiciário.Dossier .3 16. que constituem um factor prejudicial ao investimento e à sã concorrência. desacredita o sistema judicial como mediador e solucionador de conflitos. em termos de recursos humanos nos tribunais o quadro é o seguinte: n. Acresce que.4 Portugal 0. a base de partida para comparação (os mesmos estudos de 2002) é francamente preocupante: despesas em TI p/ tribunal p/ milhão de habitantes (em milhões de euros) Holanda 27. Estudos recentes estimam. de despejos. nomeadamente as leis fiscais.A Justiça em Portugal dicadores. Situação que. de ser encontrada noutros causas que não na insuficiência dos recursos financeiros alocados à justiça. Quantificando. recomenda-se vivamente que se deve evitar deitar dinheiro bom para cima de um sistema mau. afectando seriamente tanto os tribunais cíveis como os tributários. tendo Portugal mais tribunais de primeira instância que a larga maioria dos países da EU (toma-se outra vez como exemplo a Polónia. em sede de simplificação legislativa. sintomaticamente.1 10. menor – ao contrário do que. impõe-se: • uma melhoria substancial da redacção das leis como condição de melhor qualidade substantiva e melhor interpretação (“better regulation”). próprios para a resolução de litígios decorrentes das novas áreas de conflito de interesses (ambiente e áreas do direito económico. esta análise seja algo mais um diagnóstico. A par destas medidas.9 n. recomenda-se: • a consolidação das leis existentes. torna-se urgente: • acelerar a reorganização judiciária. • desenvolver no mais curto espaço de tempo novos e mais expeditos sistemas de resolução de litígios. • criar tribunais especializados. seguida as pistas que necessárias para ultra- Em primeiro lugar. etc…).º juízes p/ milhão de habitantes Alemanha Finlândia Portugal 25.3 Mas para que mais do que elencam-se de se consideram passar a crise.5 4. 20 . Já no que respeita ao sistema judicial. de modo a tornar as leis estáveis.9 3 6. tendo sido dispendidos no mesmo ano apenas 17. 5. de forma a avaliar previamente o rácio custo/benefício da sua aplicação.º juízes p/ tribunal n. mesmo em parte. já que. Estudos fidedignos datados de 2002 afiançam que gastámos com o funcionamento só do sistema judicial cerca de 46 milhões de euros por milhão de habitantes.9 Polónia 0. atinge 93%. com eliminação da legislação obsoleta e por vezes contraditória (uma verdadeira tarefa de despoluição legislativa). Os diagnósticos estão feitos. como a con- Vários outros indicadores ajudam a consolidar a tese de que os recursos humanos e financeiros alocados ao sistema de justiça estão a ser geridos de forma deficiente. a avaliação do desempenho do sistema de justiça. e com respeito à estrutura judiciária. por exemplo. embora se tenha registado uma evolução positiva nos últimos anos. • a previsibilidade do quadro normativo. Depois. gritante mesmo face à evolução da sociedade. a insuficiências dos recursos financeiros que têm sido destinados à área da justiça. • a obrigatoriedade do estudo prévio do impacto económico das principais leis. no tocante ao sistema legislativo. pois.3 A explicação para o deficiente funcionamento do sistema judicial tem. • a simplificação e encurtamento do processo legislativo como condição de maior eficácia na aplicação das leis. • implementar o recurso à arbitragem em matéria fiscal. enquanto que.º funcionários p/ juiz 2.2 Itália 8. 4. contribuindo assim para reduzir o impressionante valor global das pendências existentes nos tribunais tributários. os riscos de “enforcement” e incumprimento de contratos. Uma causa que certamente explicará parte dessas deficiências reside no facto de a percentagem de juízes sujeitos a acções de formação anual ser de 12% em Portugal. no entanto. que se eleva a mais do dobro do registado noutros países. não acontece com o número de funcionários por juiz. e não subsistem dúvidas de que desse fraco desempenho resultam consequências graves para a saúde da economia e do próprio sistema democrático. é bastante negativa.

pela frequência com que usa posturas de força ou pela impunidade dos seus tradicionais incumprimentos (vide os atrasos nos pagamentos às empresas. 6. Ora. onde o actual governo merece uma nota indiscutivelmente positiva. nem sempre assim acontece. designadamente no tocante à redução dos custos de contexto que afectam a competitividade dos agentes económicos. Nem é tarefa que possa ser desempenhada apenas pelo Estado – compete a todos os operadores judiciários e requer de todos os portugueses uma cultura de responsabilidade. e que o actual governo se empenhe na reforma do sistema de justiça – tendo a consciência de que os simulacros de reformas são o pior serviço que se pode prestar às reformas. Mas ao Estado. maxime das empresas. segundo o que está estabelecido. montarão a 979 milhões de euros. e as transacções transfronteiriças). recursos esses que. no domínio da simplificação administrativa. o dever de dar o exemplo. estimados no ordem dos 3. que é simultaneamente o responsável pelo sistema e o seu maior utente. A reforma de que o sistema de justiça carece com a maior urgência não se esgota seguramente nestas pistas que acima elencamos. contudo. • intensificar a formação contínua de todos os operadores judiciários. pois o Estado. • incrementar a utilização intensiva das tecnologias de informação. empurra os cidadãos e as empresas para os tribunais. colocando-se quantas vezes em situação de litigante de má fé. não sendo jurídicas. antes do mais. • que seja instituído um regime especialmente rigoroso no controle dos recursos previstos no Programa Operacional Factores de Competitividade do QREN.Dossier . interagem com domínios até há pouco reservados exclusivamente ao direito. incluindo em matérias que. não se pode. Finalmente. competem obrigações especiais e. deixar de sugerir: • que sejam definidos objectivos quantificados em termos dos benefícios a alcançar. Esperemos que os tempos sejam de mudança. 21 . de modo a retirar ganhos exponenciais de eficiência na gestão da administração da justiça.A Justiça em Portugal corrência. as operações financeiras.5 mil milhões de euros).

A Justiça em Portugal Mediação nas Empresas: Uma Oportunidade de Redução de Custos A Mediação Empresarial ainda está no início da sua implantação em Portugal. fuga de bons elementos. Exemplos de custos indirectos do conflito são as perdas de produtividade (devidas a enganos e erros. a reter. As áreas de negociação a nível externo em torno da empresa podem ser agrupadas em oito grandes áreas (ver figura 1). Mesmo em conflitos que foram “ganhos” a erosão no valor da empresa pode ser desproporcionado à própria ocorrência que se pretendeu resolver. menor eficácia e menor eficiência. A empresa como entidade jurídica e económica procura em todos os aspectos das suas relações a contratualização de obrigações. O conflito tem ainda custos directos importantes tais como: honorários e custas. embrionário ou declarado. mesmo “a posteriori”. Decisão da Direcção. AS OITO DIMENSÕES CONFLITUAIS EXTERNAS A nível interno a problemática da relação entre os actores das actividades necessárias ao funcionamento da empresa criam um meio muito rico em decisões negociadas. Assim podemos considerar a nível interno outras tantas áreas potencialmente conflituais (ver figura 2). envolvendo a actividade actual e o futuro da empresa. a desmotivação). tempo gasto a clarificar boatos. de fornecedores e de fontes de financiamento. A cotação em bolsa desvirtuada (recentemente em Portugal existem diversos exemplos desta situação. ser-lhe-à claro que o conflito mal gerido e mal resolvido poderá ter custos muito elevados. Claramente nestas circunstâncias poderá não haver a resolução do conflito e eventuais consequências negativas e custosas podem advir. AS OITO DIMENSÕES CONFLITUAIS INTERNAS Uma outra hipótese.) Muitos outros custos estão também presentes: custos de oportunidade por actividade perdida e outras perturbações (perdas de segurança nas actividades. TRADICIONAIS: . da hierarquia (Ordem de Serviço. Os custos em recursos humanos podem também ser elevados (reuniões. é que os custos de resolução dependem da forma como um conflito é resolvido.RESOLUÇÃO DE DISPUTAS INTER DEPARTAMENTAIS COM COLEGAS COM SUPERIORES HIERÁRQUICOS Presidente da MEDIARCOM European Mediation Association. a reclamações. Assim muitas organizações aprendem duramente com a realidade dos conflitos com que se confrontam. Dentro das formas organizacionais de lidar com conflitos podemos incluir as chamadas decisões executivas dentro O importante. Em todas essas interacções desenrolam-se negociações. Meios de Resolução de Conflitos Se reflectir sobre o impacto que o conflito tem na sua empresa ou organização. ASSEMBLEIAS. Uma das dificuldades dos conflitos empresariais é que muitas vezes se torna difícil “a anteriori” prever os custos da sua resolução. A forma como são ultrapassadas essas situações tem enorme impacto na actividade da empresa ou organização devido aos potenciais ganhos e perdas. potenciais e declarados são claramente importantes para a satisfação da missão económica da empresa e para a satisfação dos “stakeholders” interessados no bom funcionamento. dentro das empresas surge porque os conflitos afectam subtilmente muitos níveis das organizações: o “ambiente” é afectado implicando muitas vezes menor produtividade. As vantagens de resolução eficaz e atempada de conflitos. as origens do conflito ou as suas consequências são escamoteadas. Board Member da Americam Club of Lisbon. perda de clientes. José Vasconcelos-Sousa tornam-se em sorvedouro de recursos. ACL Awards Director. Muitas dessas decisões poderão também dar origem a conflitos. Muitas situações em que inicialmente se pensava “ganhar de certeza” 22 . COMISSÕES FIGURA 2. compensações por despedimentos ou saídas. perda de vendas. perdas de investimentos em formação ou conhecimento). A dificuldade em definir os custos de conflitos. Confrontados com eventuais conflitos os intervenientes utilizam diversas formas de lidar com cada conflito processualmente muito diversas e com graus diferentes de custos e de eficácia. usada em certas empresas. e todas as decisões nas quais se pretende uma execução sem interacção – soluções forçadas ou impostas. tempo de espera e tempo em tribunal. Os Custos dos Conflitos nas Empresas FIGURA 1. O conflito pode representar custos muito diferentes para a empresa – e também ganhos – se em cada situação as decisões sobre o meio de resolução do conflito a utilizar sejam reflectidas e ponderadas segundo critérios de custo/benefício.REGULAÇÃO DO TRABALHO . A reputação e imagem pública ou junto de parceiros (nomeadamente financeiros) pode ser afectada. Tão elevados que certos COM DEPENDENTES HIERÁRQUICOS INTER FUNCIONAIS EM GRUPOS DE TRABALHO EM REUNIÕES. e às respectivas receitas e custos inevitáveis. é o evitamento: o confronto é evitado.Dossier . por exemplo). ou outra). As interacções negociais podem encontrar impasse ou evoluir para estados de conflito latente.

– a sua confidencialidade: as divergências não passam para o foro público resguardando nome. Haverá pessoas que considerarão vantajoso o período longo até à resolução de conflitos do tribunal judicial. confidencial e não-pública permitindo aos participantes a satisfação dos seus interesses. não havendo resultados.Dossier . de quebra de comunicação ou por dificuldades relacionais. – finalmente o resultado não depende de distribuição aleatória da situação . O que a distingue de outros meios é o facto de o poder de decisão se manter nas mãos das partes em conflito (os mediados). internos ou externos. O processo de Mediação procura um acordo eficiente economicamente em que ambos os lados vejam satisfeitos total ou parcialmente os seus interesses. Devido à privacidade. Porém as vantagens de uma rápida e eficaz re- 23 . A Mediação Empresarial é porém um campo de aplicação muito vasto permitindo prevenir e resolver. Daí resulta que muitas decisões do tribunal judicial não agradam a nenhum dos lados no litígio.o conteúdo do acordo é decidido pelas partes e são também as partes que decidem sobre o âmbito e a contratualização do acordado que finalmente se consubstancia num acordo reduzido a contrato entre as partes. as organizações ao desaparecimento. e o princípio do “contraditório” . como da via arbitral. a negociação directa entre as partes é o primeiro recurso mas. ou na resolução “ad hoc” de conflitos. Talvez o seja em algumas circunstâncias. e muitas entidades colectivas à total ineficácia da sua acção. – o ser geralmente um processo rápido em que as partes ao fim de 3 a 5 sessões podem claramente decidir se vale ou não a pena avançar. à rapidez e ao reduzido custo a Mediação é claramente recomendável e muito interessante para as empresas. – o facto de manter o conflito fora do sistema de justiça do Estado (evitando atrasos e decisões pouco previsíveis). Existem outros meios de resolução de conflitos à disposição das empresas e dos empresários e de todas as pessoas integradas em organizações. acompanhadas pelo mediador. mas o âmbito da Mediação ultrapassa a mera resolução de litígios. um lugar muito relevante deverá ser assumido pelo processo “estrela” dos últimos anos: a Mediação. As vantagens incluem: – a eficácia na prevenção do conflito pois pode realizar-se uma Mediação mesmo que não haja um conflito declarado. porém as partes podem sempre voltar a mediar o seu acordo. Procura-se preservar e melhorar as relações entre as partes sempre que for esse o caso. Quando a negociação não resulta muitas vezes se ouve dizer: “Vamos para tribunal!” Porém é reconhecido que o juiz decidirá sobre matérias bem definidas. Como qualquer outro processo a Mediação tem vantagens e desvantagens. – a enorme flexibilidade das suas regras processuais dentro de uma sequência de fases definidas. o tempo e recursos a investir são também elevados. com custos mais reduzidos do que através de outros meios. O inconveniente deste meio é o seu custo elevado. Em qualquer sistema formal de resolução de conflitos. A MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação oferece esses serviços que são conduzidos por profissionais especializados que são mediadores certificados. A Mediação “ad hoc” por profissionais competentes ou o recurso a centros de Mediação privados são excelentes alternativas e oferecem serviços de apoio à resolução de todo o tipo de conflitos e de litígios de forma rápida. se forem profissionais idóneos com a formação específica adequada): o da igualdade absoluta das partes. O tempo a dedicar a um processo de Mediação é também limitado. dentro do escopo da lei e enquadrado por aspectos processuais complexos. Assim surpreende que muitas pessoas realizem a passagem rápida da constatação da ineficácia da abordagem negocial para uma abordagem litigiosa através do tribunal judicial! Muitas pessoas o fazem na ilusão de que o tribunal lhes irá “dar razão”. A Mediação pode evitar alguns dos inconvenientes tanto da via judicial. De facto todas as situações que podem ser decididas por negociação são potencialmente mediáveis – tudo dependerá do desejo das partes. Um conflito que demorará entre 3 a 5 anos a resolver em tribunal judicial pode ser resolvido num período de 3 a 5 meses por Mediação. empresas e organizações. Tanto na Arbitragem como na Mediação existem dois princípios fundamentais que árbitros e mediadores respeitam (ou respeitarão. todas as situações em que a negociação se tornou difícil por razão de impasse. encontrar os pontos de acordo que permitam resolver total ou parcialmente o conflito que as separa. O potencial de insatisfação na resolução de conflitos por esta via é claramente muito elevado. Os advogados das partes têm um papel importante na Mediação e mantêm as suas capacidades específicas e autonomia.termo jurídico que significa que as partes terão sempre a possibilidade de apresentarem os seus argumentos e se defenderem. Estas expectativas não só são irrealistas como geralmente não se concretizam. marca e imagem.A Justiça em Portugal conflitos levam as empresas à falência. Alguns exemplos: • Arbitragem (tribunal privado) • Mediação (negociação apoiada por mediador) Na Arbitragem (que também se designa por tribunal arbitral ou tribunal privado) as partes transferem por convenção prévia o poder de decisão para um tribunal constituído por um ou mais árbitros (geralmente três). A Mediação é uma forma privada e nãoconflitual de prevenção e de resolução de diferendos entre pessoas. Hoje em dia a grande maioria dos centros de arbitragem instituídos oferecerem serviços de Mediação prévia do conflito. Este último ponto é também uma desvantagem pois em caso de litígio há limitações no recurso à força pública. ou que o outro lado irá sofrer a “justa” punição. à simplicidade do processo. que através do tribunal irão provar o mérito da sua posição. A Mediação Empresarial A Mediação é um processo voluntário em que ao longo de várias etapas as entidades ou pessoas em conflito procuram. – o custo inferior ao de outros meios institucionais de resolução de conflitos em que intervém um terceiro.

em grandes projectos de construção e em grandes grupos económicos). em muitos outros casos o estudo da conflitualidade e dos seus custos para a organização ou empresa permitirá decidir a justeza do investimento face aos potenciais benefícios. A MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação irá continuar a contribuir para esse fim através da formação de mediadores profissionais e resolvendo por Mediação os conflitos que nos são referidos. sem cair na tentação de regulamentação inibidora. Neste momento da introdução da Mediação Empresarial no maior número de empresas. porém a sua neutralidade – mesmo que existindo – nunca será vista como tal pelos colegas. ou não se pode. tem uma missão importante dentro da empresa nos sistemas de resolução de conflitos formais. disponíveis sob consulta. entidade sem fins lucrativos. abordagens preliminares e grelhas de decisão que permitem tomar decisões informadas antes de avançar. 24 . Noutros países em que a Mediação já penetrou mais profundamente na cultura de resolução de conflitos os estudos demonstram o enorme sucesso deste meio de resolução de conflitos. – Mediação Empresarial sob tutela do Estado ou de iniciativa privada: creio que a tutela ou iniciativa do estado poderá ser eficaz em áreas muito específicas (nomeadamente na Mediação laboral). desde a sua criação em 2005 que se tem empenhado na divulgação da Mediação tendo criado programas específicos. Na Mediação privada um papel fundamental é o dos Advogados – naturais prescritores de serviços de Mediação aos seus clientes utilizando entidades independentes dos próprios gabinetes de forma a garantirem a credibilidade e um serviço rápido. quebrar totalmente um relacionamento. Estão neste caso mais de 80% das relações dentro das 18 dimensões de negociação/conflito referidas no início. – Utilização de mediadores internos ou externos à empresa: o mediador interno. como a MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação. as grandes questões podem sintetizar-se da seguinte forma. gestores e seus “stakeholders”. mas o mais desejável para todos os intervenientes é que a Mediação seja independente e privada. os custos de arrastar um conflito largamente ultrapassam as vantagens do período longo até à resolução.Dossier . A cláusula de Mediação é geralmente bem aceite pelas partes contratantes. A equipa da MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação realiza este tipo de estudos e recomenda e estabelece todos os elementos adequados a cada tipo de organização. como é o caso de todos os cursos oferecidos pela MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação. devido ao seu baixo custo. e percepcionado como fazendo parte de entidade com prestígio. para divulgar e implantar a Mediação junto de: – Advogados – Grandes e médias empresas – Público em geral (em parceria com entidades em todo o País e estrangeiro) – Organismos públicos A resolução rápida e atempada de conflitos contribui para a boa saúde das organizações e das pessoas. no meu entender deverão ser revistos e aumentados). criando enquadramento digno para a actividade. A MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação. – Criação de sistemas formais de resolução de conflitos na organização ou criar uma cultura de resolução amigável de diferendos: os sistemas formais têm claramente o favor em organizações e situações complexas com intervenientes muito diferentes (por exemplo em unidades de saúde. – Definição de critérios para escolher a Mediação como meio de resolução de conflitos e quais as tipologias de conflitos que se prestam a serem tratados em sede de Mediação: esta será talvez a grande pergunta para os empresários. – Introdução de cláusulas de Mediação de conflitos nos contratos ou pedido de Mediação na eventualidade de conflito: a solicitação de Mediação pode ser efectivada em qualquer momento da execução de um contrato porém a MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação considera que A Mediação pode ainda ser efectivada na pendência de acção judiciária ou arbitral e a sua realização não impede o recurso a essas instâncias de resolução de conflitos. com um processo de Mediação. seguem requisitos mínimos que. De facto nem todos os conflitos serão passíveis de resolução por via da Mediação. ou não. é fundamental para a resolução de numerosos conflitos.A Justiça em Portugal solução de conflitos é particularmente aliciante sempre que existem relações continuadas de médio ou longo prazo ou quando não se quer. depois de treino adequado. O mediador externo. cliente a possibilidade de resolução do seu conflito pela via da Mediação. Conclusão A Mediação Empresarial ainda está no início da sua implantação em Portugal. O Estado poderá ter um papel relevante na exigência de formação específica dos mediadores (os cursos de mediadores aprovados pelo Ministério da Justiça. o que permite a criação de uma verdadeira cultura de resolução amigável e rápida de diferendos ou conflitos. alinhado a regras deontológicas e éticas claras. A sua divulgação e aplicação em Portugal está em curso e cada vez existem mais pessoas e organizações a experimentar e a adoptar a Mediação como recurso preferencial na resolução dos seus diferendos. A MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação desenvolveu processos de Avaliação de Conflito. A opção da Mediação pode ser tão importante para a satisfação dos clientes que em alguns Estados dos EUA as Ordens de Advogados consideram falta ética grave do advogado o não propor ao a introdução em todos os contratos de um primeiro recurso à Mediação antes de activação de qualquer outro procedimento pode melhorar o cumprimento do contrato e evitar procedimentos com custos muito mais elevados. A activação dos procedimentos considerados numa cláusula de Mediação pode ser feita amiúde. Em todas estas situações e para AMBOS os lados.

numa efectiva negação do Direito – e dos direitos individuais. mas há alguns entes organizacionais a que apenas é atribuída esta última – veja-se. o que acontece com maior frequência. como sabemos pelo menos desde a Grécia Antiga (Demócrito de Abdera ou Heráclito de Éfeso. aliás em completa consonância com o previsto no n. nestas circunstâncias. não vislumbro que. a possibilidade de o exercer coercivamente contra todos aqueles que não aceitam a sua existência. Os entraves ao funcionamento das empresas prejudicam a capacidade produtiva das mesmas. que é atribuída por períodos de tempo limitados. das situações respeitantes a menores. 1. restando saber se para melhor ou para pior. essa mudança depende essencialmente de nós. Pondo de parte o muito significativo e simbólico mito grego de Cronos . a que o nosso país seja preterido a favor de outros em que esse lapso de tempo é muito mais curto. este reconhecimento de algo que. os exemplos são mais do que muitos. a meu ver. isto é. Não pode ser distribuído o que não existe. Sem querer ser pessimista. na maior parte dos casos. traduzem-se. que a todos é reconhecido o direito de obter. há um ramo do Direito em que a exigência de rapidez é ainda maior: o Direito Comercial e das Sociedades Comerciais (em sentido amplo. sem criação de riqueza não é possível a subsistência quer dos indivíduos quer da Comunidade. seja possível pôr cobro a este verdadeiro flagelo. Infelizmente. não existe direito sem garantia. Mas mesmo no que respeita à economia produtiva (criadora de verdadeira riqueza e não meramente distribuidora como acontece no âmbito do sistema financeiro). nos tempos mais próximos. com o sentido amplo antes enunciado). todas as pessoas jurídicas dispõem de personalidade judiciária. a nível externo. o destronou .º 1 do artigo 2º do Código de Processo Civil. por exemplo. 2. o prazo razoável é mais curto do que nos demais casos – com a excepção.A Justiça em Portugal Juízes pela Cidadania Eurico Reis Juiz Desembargador Membro da AJpC – Associação de Juízes pela Cidadania e da IPJA – Intelectual Property Judges Association O Mundo muda mesmo. A nível interno. a desproporcionada e injustificada dilação temporal entre o momento da infracção e aquele em que o prejudicado se vê ressarcido. por exemplo) e Luís Vaz de Camões tão brilhantemente sumariou. a ineficiência dos Tribunais e do sistema judiciário. Efectivamente. Este direito é colocado ao dispor de todas as entidades que interagem no comércio jurídico e não apenas das pessoas físicas. em prazo razoável. se as próprias empresas portuguesas já vão fazendo o mesmo.comércio. embora isso pareça não ser evidente para a generalidade dos juristas.que foi devorando os seus próprios filhos até que um deles. com força de caso julgado. a ele estando indissoluvelmente ligado aquele outro que estipula que está igualmente salvaguardada a possibilidade de fazer executar essa decisão (e.º 4 do artigo 20º da Constituição da República e no n. É duvidoso que esses dois direitos estejam em condições de ser plenamente exercidos no nosso país – o que é particularmente notório no que respeita ao segundo. Quem pode levar-lhes a mal.Dossier . O que assume uma particular relevância no caso da protecção da propriedade industrial. como é óbvio (julga-se que o é). essa mudança depende essencialmente de nós. naturalmente. acabando por obter mais receitas no exterior? 25 . como o poderia ser nos actos? 3. essa execução tem também que concretizar-se em prazo razoável). Zeus. Ora. Até se admite que possa não ser universalmente aceite o princípio consubstanciado na conhecida expressão time is money. os Tribunais e o sistema judiciário no seu todo. entre outros males. quando estão em causa relações jurídicas de natureza comercial (repete-se. em boa verdade. o direito a uma decisão – e à execução da mesma – em prazo razoável é assegurado a todas as entidades dotadas de personalidade jurídica ou personalidade judiciária (como é sabido. sejam estas legais ou emitidas pelas entidades reguladoras competentes. da Sociedade no seu todo. não podem continuar totalmente alheados desta realidade. mantendo os preços a que as empresas cumpridoras colocam os seus produtos e serviços no mercado. mas ninguém poderá negar que o Tempo é um Valor. provoca gravíssimas distorções à concorrência. Nos dois casos. englobando todas as áreas da actividade económica . Esta asserção resulta de algo radicalmente primordial. E.recordo aqui o alerta de Joseph Rudyard Kipling para a necessidade de saber aproveitar bem cada um dos sessenta segundos que existem num minuto (“If”). indústria e serviços). o que se encontra estatuído nos artigos 6º e 7º do Código de Processo Civil). e. que regem e disciplinam a actividade económica. O Mundo muda mesmo. todo o Mundo é composto de mudança. pois. seja ela qual for. Como se aprende no primeiro ano das Faculdades. as infractoras acabam por eliminar quem compete obedecendo às regras – recorde-se a teoria da boa e da má moeda – sem quaisquer ganhos para os consumidores e para a economia. Porém. a saber: em última análise. é indispensável o reconhecimento que. se não mesmo em segundos. Como já atrás ficou referido. garante às prevaricadoras uma margem de lucro superior. leva. As deficiências no funcionamento dos Tribunais e do sistema judiciário em geral. as janelas de oportunidade para um bom investimento não estão “abertas” muito tempo. Essa diminuição de encargos permite-lhes ou oferecer ao consumidor preços mais baixos ou.º 1 do artigo 6º da Convenção Europeia dos Direitos do Homem concluída em Roma em 4 de Novembro de 1950. uma decisão judicial que aprecie. a pretensão regularmente deduzida em juízo. mais não seja por força dos artigos da Convenção e da Constituição atrás citados. uma vez que permite que certas empresas continuem a operar sem terem de suportar os encargos decorrentes do cumprimento das normas. e. é tão evidente não pode servir de pretexto para um baixar de braços. E o problema não é de hoje ou sequer dos últimos anos. nem sequer ao nível das palavras um tal reconhecimento existe – e. Todavia. uma vez que as empresas internacionais podem escolher operar em vários mercados nacionais. O que é extremamente perturbador. na maior parte dos casos. Vivemos numa época volátil – recorde-se que nas frenéticas bolsas de valores fortunas podem ser ganhas e perdidas em minutos. Lamentavelmente. Decorre do disposto no n. tomando sempre novas qualidades. em que uma sistemática e não impedida violação desses direitos não só faz perder os investimentos já feitos como desincentiva a realização de novos investimentos. logo. restando saber se para melhor ou para pior.

A consumação deste desiderato. Porém. Ora. Com efeito. Se o conseguir em tempo útil. mas não há dúvida que o brocado “mais vale um mau acordo do que uma boa demanda” continua perfeitamente actual. O melhor exemplo desta metodologia é o chamado caso da “Autoeuropa”. recuperar e (re)ocupar o seu lugar no mercado. satisfazendo os seus compromissos. materiais e financeiros. não apenas. para que esses meios alternativos possam ser eficazes. Na verdade. as empresas. Na verdade. nomeadamente.A Justiça em Portugal Justiça em Portugal. hoje em dia. com a mesma força vinculativa de uma decisão judicial. mais distante. a menos que se opte por proceder à realização de um acordo. honorários e despesas dos solicitadores de execução. fornecedores. aos tribunais. porquê a controvérsia? “Mais vale um mau acordo do que uma boa demanda” continua perfeitamente actual. deparam-se com um dilema: muitas vezes. Começam. mas que nem por isso deixam de ocupar o tempo de toda a máquina judiciária com os custos que lhe são próprios. ao fisco e à Segurança Social. é necessário que os utilizadores do sistema judicial mudem as suas mentalidades e aceitem. Se há uma questão controversa na actualidade portuguesa. O que nos leva ao problema da superlotação dos tribunais: chegam a tribunal inúmeras questões jurídicas menos complexas. magistrados do M. pois há aspectos positivos e passos 26 . para citar apenas alguns. horários e funcionamento das empresas. paralelamente à gestão do negócio. Com efeito. honorários dos advogados a que têm forçosamente que recorrer. é cada vez mais a principal causa dificultadora da existência de empresas rentáveis. É natural que este panorama seja um dos motivos que leva as empresas estrangeiras a não verem Portugal como um país a investir. não permitindo que os tribunais se libertem para outras matérias e processos tecnicamente mais complexos que. originadas por uma “Revolução”. Analisemos um caso paradigmático: uma empresa em dificuldades económico-financeiras que tem dívidas para com trabalhadores.P . a empresa poderá ter que encerrar com as inevitáveis e nefastas consequências que tal facto acarreta – despedimentos e consequente perda de postos de trabalho. principalmente. muitas vezes por falta de tempo disponível. Quiçá. fornecedores que nunca serão pagos e impostos de diversa natureza que não serão liquidados. Mas a morosidade e ineficácia da Justiça tocam também aquelas empresas que só esporadicamente recorrem a tribunal e que acabam por aguardar Natália Garcia Alves Sociedade de Advogados Abreu Advogados longos e dispendiosos anos até ver solucionado o litígio apresentado. Na realidade. os investidores estrangeiros que optam por investir em Portugal têm que entender as regras laborais portuguesas. Esse é um facto que custa a qualquer advogado que. entenda que os litígios devem ser resolvidos “na barra”. o resultado final é benéfico para todos. as críticas que lhe são dirigidas partem. a Justiça tem um custo que tem vindo a aumentar e que as faz ponderar se e quando vale. dos actores judiciários – advogados. Mas. Todavia. a pena recorrer aos tribunais. propiciando resultados apreciáveis.taxas de justiça e custas finais cada vez mais elevadas. não é justo dizer que tudo é negativo no âmbito do Poder Judicial. Os trabalhadores mantém-se apegados às regras da segurança no (e do) emprego que. uma Justiça pouco célere é pouco eficaz. não podendo criar a ideia de que quem não cumpre não será penalizado. como eu. com diálogo construtivo e criativo e alguma transigência das partes envolvidas. ou pretendem recorrer. a surgir situações que demonstram que. a questão da morosidade da justiça em Portugal constitui um entrave à competitividade das empresas e à própria economia nacional. em situação de globalização e de transformação rápida do tecido empresarial. é a Justiça em Portugal! Nunca como agora se falou tanto da Justiça (em Portugal) e dos problemas com que se depara. mesmo para as empresas. A este aspecto juntamse “apertadas” regras de Direito do Trabalho. O tempo de espera envolve a perda de milhares de euros e a eventual não realização de negócios que se poderiam revelar lucrativos. ela tem-se tornado. juízes. devido ao aumento dos custos que lhe estão associados . hodiernamente.Dossier . Se tal não acontecer. onde se têm conseguido entendimentos entre entidade patronal e trabalhadores que estão a permitir gerir de forma eficiente e rentável os recursos humanos. poderá sobreviver. porém. no entanto. de fulcral importância. recorrer ao tribunal com os custos que lhe são inerentes. respeitem e cumpram as decisões tomadas por essas entidades. aquelas que vendem produtos ou serviços em massa. E. necessitam de dinamizar através da flexibilização de tarefas. se arrastam nos tribunais por vários anos. é raro. a recuperação de crédito mal parado é vital para que a empresa volte a equilibrar as suas contas. consiga cobrar as dívidas aos seus devedores. que gerou um processo democrático ainda não suficientemente consolidado. os meios alternativos de resolução de conflitos como a mediação e a arbitragem poderão ser a solução para o contencioso mais frequente e menos complexo que se prende com a cobrança de dívidas. e funcionários judiciais – como dos cidadãos e/ ou empresas que recorrem. as empresas têm um papel moralizador que não devem descurar. ouvir “dizer bem” da Justiça em Portugal! Para uns. pelos valores em dívida não compensa. mas que não há condições financeiras para celebrar. cada vez. económico-financeiramente falando. efectivamente. Para a sua recuperação e viabilidade é necessário que.

acima de tudo. Caberá a todos nós. creio que o novo regime dos recursos terá a virtude de agilizar a interposição dos mesmos permitindo igualmente uma mais rápida resolução dos diferendos. Acredito que. Manter-me-ei (ainda que me apelidem de “ingénua”). Mas não ficamos por aqui. a sua absorção pela comunidade. ou seja. Para além dos custos teremos de dissecar a eficácia do serviço da justiça. A segunda – quem me dera que fosse possível executar – exige que se apure o valor das decisões injustas ou erradas e o valor dispendido por cada cidadão para assegurar o funcionamento do serviço da justiça. a médio prazo. cidadãos anónimos e empresas. se é ineficaz e se é rápida ou lenta. Esta afirmação consubstancia-se no funcionamento de sistemas de vídeoconferência implementados em todos os tribunais. a celeridade. a prontidão. Seara e Associados Mas não ficamos por aqui. mas devidamente fundamentadas e profundamente responsáveis. Como se vê. e em que é necessário fazer um esforço acrescido para melhorar. a “hidra da justiça” integra uma terceira vertente: a rapidez. Se bem que só aplicável aos processos que sejam apresentados em tribunal após 1 de Janeiro de 2008. na introdução recente da plataforma CITIUS nos tribunais cíveis que também permitirá que o tratamento dos processos seja feito. foram introduzidas recentes alterações ao Código do Processo Civil. aumentando as alçadas dos tribunais e introduzindo a regra da “dupla conforme”. toda a sociedade sofrerá. resolverão algumas das situações impeditivas da existência de um sistema jurisdicional eficiente e eficaz. As funções do Estado podem e devem ser avaliadas sob um ponto de vista económico? Pode um cidadão perguntar quanto lhe custa o serviço da justiça? Pode uma empresa quantificar os danos emergentes e os lucros cessantes de uma decisão tardia ou errada? Deve um cidadão pedir ao Estado que lhe pague os danos patrimoniais e morais por um erro judiciário? Existem mecanismos legais para obter quaisquer dessas reparações? Convém recordar que a clássica imagem da “hidra da justiça” é composta por três elementos: o custo. e não começa nem acaba nos Tribunais. permitindo responsabilizá-lo pela “violação do direito a uma decisão judicial em prazo razoável” bem como pelo “erro judiciário”. beneficiando de redução de custas judiciais. seja 27 . nomeadamente as de investimento estrangeiro. realizando-se. a acreditar que é pos- sível continuar a melhorar o sistema judiciário. pela primeira vez. rumando no mesmo sentido. Precisamente para efectivação de tal objectivo. Através dele devemos apurar quanto pagámos para aceder à justiça. em especial. às gerações mais novas dos agentes judiciários. A Hidra da Justiça João Correia Sociedade de Avogados Correia. o objectivo maior do poder judicial – a Justiça. e. o que só é possível com decisões rápidas. por meios informáticos. adoptando um regime monista de recursos cíveis. temos de apreciar a sua clareza. foi alterado o “regime da responsabilidade extracontratual do Estado” que veio estabelecer. temos de apreciar a sua clareza. a sua adequação. As novas medidas ainda não deram os seus frutos. nos últimos anos. acima de tudo. que procurarão local mais rentável para nele se constituírem. Finalmente. se têm vindo a fazer para colocar Portugal como parceiro credível na U.E. na possibilidade de utilização de um processo totalmente virtual nos tribunais administrativos e fiscais. na tentati- va de limitar o recurso para o Supremo Tribunal de Justiça. pondo de lado as divergências acessórias para que. colocando em crise o desenvolvimento do país e deitando por terra os esforços que. a sua absorção pela comunidade. assim. Essa é a primeira análise. e. Apesar das dificuldades que referimos. a sua adequação. a responsabilidade deste e demais entidade públicas pelos danos decorrentes do exercício de actos da função jurisdicional (e da função político-legislativa). há mais de 10 anos. a morosidade e ineficácia da Justiça a descredibiliza aos olhos de todos.A Justiça em Portugal importantes que têm sido dados no desenvolvimento da Justiça Portuguesa. se faça uma melhor Justiça! Se tal não acontecer. única e exclusivamente. a nossa Justiça tem normativamente consignado um dos sistemas tecnologicamente mais avançadas da União Europeia. Ciente da (ainda actual) complexidade do processo civil. em tempo seja em dinheiro. ou seja. E esse cálculo começa curiosamente na feitura das leis. Para além dos custos teremos de dissecar a eficácia do serviço da justiça. incrementar esforços e reunir forças. e. em primeiro lugar. na medida em que.Dossier . seja pelos incómodos a que nos tivemos de sujeitar para accionar os meios de efectivação dos meus direitos. qualquer cidadão e qualquer empresa tem o direito e o dever de indagar se a nossa justiça é cara ou barata.

Lembro o Simplex. simplificar e reduzir encargos administrativos no processo de licenciamento das áreas de localização empresarial. em frequência maior que a normal ou desejável. pela inovação e modernismo. Desde sempre. o que impediu a necessária maturidade de alguns projectos. nos últimos anos. há que realçar as medidas de simplificação na recuperação fiscal. Os objectivos legislativos desde 2006. Simplificar o procedimento de pagamento de IVA nas importações. as alterações aos actos notariais. pausada. apenas. o novo código dos contratos públicos. A desmaterialização de processos com a entrega de peças processuais on-line. a criação do Registo Comercial Bilingue . o novo modelo judicial. Cumpre ainda efectuar a devida vénia. senão inversos aos pretendidos. dado que estes para tentarem cobrar o seu crédito têm que pagar aos solicitadores de execução elevadas quantias a título de provisão para despesas e honorários. A desmaterialização poderá trazer mais transparência. o que também acarreta riscos. mapa. Passo a explicar. às medidas no domínio da injunção. sente-se e vive-se uma maior morosidade nos Tribunais e uma crescente insegurança nos operadores judiciários face á sucessiva e imparável alteração legislativa em todas as matérias. que também não deixa igualmente antever nada de positivo relativamente ao funcionamento da Justiça. conciliação da defesa do ordenamento do território com a criação de condições que promovam a produtividade e a competitividade das empresas. à liquidação. do I. desde a constituição. o saudoso Professor Antunes Varela alertava para o seu estado canceroso. que carinhosamente apelidamos de “complex”. ainda não foi atingida.V. útil. O que seria desejável. Impõe-se uma urgente cirurgia correctiva ás malformações do sistema. alteração legislativa trocou o necessário gotejar da água. Disponibilizar aos operadores económicos (contribuintes) a faculdade de emissão na Internet da declaração comprovativa do IVA pago em determinado período na Direcção-Geral das Alfândegas e Impostos Especiais sobre o Consumo (DGAIEC). as alterações qualitativas e quantitativas ao Código de processo civil. mais acessos. gizados e implementados de descongestionar os tribunais. optimização do trabalho e mais informação. pelo jorrar desabrido e simultâneo de todas as intenções legislativas.disponibilizar a informação do registo comercial em língua inglesa. Susana Proença Gabinete F. na presente data é dos Países mais avançados a nível de solicitações empresariais “na hora“. em Portugal. já implementadas. já na década de 70. As reformas têm vindo a acontecer. suficiente e bom para a “colheita” e gerador de tranquilidade. do I. alargada que está a possibilidade de utilização deste rápido mecanismo. há que realçar as medidas de simplificação na recuperação fiscal. o que é manifestamente positivo para as empresas e para a recuperação do crédito malparado. Actualmente não é necessário utilizar sistematicamente o tribunal para certificar a incobrabilidade das dívidas. Um sistema de cobrança de dívidas eficaz é um factor acrescido de confiança para o investimento. O principal erro identificado na (in) justiça encontra-se na imagem da torneira. Permitir que os operadores possam exercer o seu direito à dedução utilizando esta declaração desmaterializada. Castelo Branco & Assoc. para melhorar a resposta do sistema judicial quando tenha de ser utilizado para a cobrança de dívidas e criar condições para a desmaterialização de processos e para uma verdadeira utilização dos sistemas de informação e gestão nos tribunais. na sua maioria mal preparados a nível técnico e com falta de meios para o exercício das funções. a consulta do estado do processo através da Internet ou a tramitação electrónica dos processos. desbloquear a acção executiva.A. potenciar a melhoria da atractividade das áreas de localização empresarial (ALE).A. e pugnava pela necessidade de uma ampla reforma neste sector. de relevo. a devida reflexão e experimentação. A nível empresarial a cobrança de créditos pela via da acção executiva tornouse extremamente difícil e inaceitavelmente morosa (falamos em anos) com a atribuição aos solicitadores de execução. da sociedade. à prática dos actos processuais. já implementadas. a Justiça tem estado na ordem do dia. com as inerentes poupanças de meios e esforços em actividades poderá ser 28 .A Justiça em Portugal (IN) JUSTIÇA Actualmente não é necessário utilizar sistematicamente o tribunal para certificar a incobrabilidade das dívidas. O saldo não pode deixar de ser positivo. rectius. mencionado como “a obra do regime”. Toda esta situação terá consequências económicas e sociais a curto e médio prazo. Esta nova figura veio “paralisar” a cobrança dos créditos em Portugal e onerar a Justiça a expensas dos exequentes. Portugal. por via da desmaterialização do recibo. dos mesmos e de cada um a seu tempo. alterações ao Código Penal e ao Código de Processo Penal. saboreada e experimentada. Os resultados até à data são pouco eficazes a nível do Contencioso. sem necessidade de se deslocarem aos serviços aduaneiros.Dossier . na sede reformadora do legislador que ao invés de uma paulatina. o novo regime processual experimental. melhor gestão. aos recursos. a Lei de acesso ao Direito. No ano de 2008 pretende-se: dar continuidade à reforma e á simplificação e assim. Nem todos os ventos sopram do norte. de atribuições outrora pertencentes aos Juízes e aos funcionários judiciais.V. como também em todas as formalidades da vida corrente das empresas que estão facilitadas e céleres. as medidas implementadas vieram permitir às empresas maior rapidez em todos os seus actos.

a seu bel-prazer. malgrado as medidas legislativas tomadas recentemente. Este caso paradigmático de mau funcionamento do sistema afecta não só as partes directamente envolvidas. Destaque-se aqui o caso dos Tribunais de Comércio. encontram aí dificuldades que acabam por tornar a sua actividade menos atraente e mais arriscada do que à partida esperariam numa economia da UE. Advogados com a experiência profissional e académica adequadas e que compreendam a linguagem e a dinâmica empresariais podem aconselhar e acompanhar os seus clientes em negociações pré-contenciosas que permitam evitar litígios desnecessários e. inexistindo a coragem política de atacar uma das principais fontes desse mal: a impunidade dos magistrados. especialmente. Os paliativos legais de combate à morosidade são em grande medida demagógicos. também é certo que muitas decisões dos Tribunais. julgamos. colocando em causa que tivessem instaurado uma acção. Embora seja uma realidade difícil de determinar com certeza. a morosidade permanecerá. Daí que. especialmente em pequenas e médias empresas constatamos uma menor propensão para negócios com novos parceiros ou em moldes diferentes dos habituais. se feito de modo leviano. sediadas num país dito terceiro-mundista. caso seja necessário. agravando-se assim o seu congestionamento e a consequente morosidade na aplicação da justiça.A Justiça em Portugal A Ineficiência da Justiça Portuguesa e as Empresas Enquanto este problema não for “ceifado”. Paradoxalmente. propor meios alternativos de resolução de litígios. após o final do julgamento. não tem impedido o recurso intensivo aos Tribunais Judiciais. com as consequências nefastas para os cidadãos e para a economia… Outra preocupação frequentemente manifestada é a da falta de previsibilidade dos litígios submetidos aos Tribunais Judiciais. como contribui para criar e manter alguma descrença generalizada na Justiça em muitos outros agentes económicos. Embora seja um mal que afecte a generalidade do sistema. se os mesmos se adaptarem às partes e às questões concretamente em disputa. que se encontram actualmente perto da ruptura e incapazes de dar resposta aos litígios que têm de dirimir. a percepção negativa em relação ao sistema judicial. em especial dos Tribunais de 1. embora segundo a nossa experiência raramente deixem de investir em Portugal exclusiva ou principalmente devido à ineficiência do sistema de justiça. como sejam o direito dos mercados de capitais. mitigando assim os custos da ineficiência do sistema judicial português. R. especialização essa que muitos magistrados não possuem. se mostram injustificadamente divergentes das orientações dominantes da doutrina e jurisprudência. os Advogados podem aqui desempenhar um papel importante na defesa dos interesses das empresas que representam. Mas.Dossier . Com efeito. Por outro lado. sendo de sublinhar a crescente importância atribuída à prestação de múltiplas garantias que dissuadam o incumprimento e/ou tornem menos necessário o recurso aos Tribunais em caso de incumprimento contratual. Entre os defeitos apontados à Justiça portuguesa pela maioria das empresas cumpre desde logo sublinhar a sua morosidade. os magistrados podem incumprir os prazos 1 Frederico Bettencourt Ferreira Miguel Esperança Pina Soc. competentes na sua área territorial para julgar. justificada. No que respeita especificamente às empresas. processos de insolvência. como técnicos e profissionais do Foro. suspensões e anulações de deliberações sociais e recursos de contra-ordenações em direito da concorrência. a propriedade intelectual ou o direito comunitário.L. não excluímos que empresas mais habituadas a lidar com o sistema judicial incorporem de forma consciente nos seus preços o custo de um potencial litígio. como sejam a mediação e a arbitragem. Estas preocupações têm conduzido a cautelas acrescidas na negociação e celebração de contratos. por exemplo. Estes defeitos são particularmente difíceis de entender por clientes estrangeiros que. desconfiarem da seriedade dos advogados portugueses. a morosidade permanecerá. mormente as estrangeiras1 e em particular no que respeita a matérias que perturbam o seu normal funcionamento. muitas vezes apertados e cominatórios. cremos que também estas vêem com profundo cepticismo e desconfiança o funcionamento do sistema judicial português.ª Instância. Pois. por exemplo. vindo a ser alteradas em sede de recurso Esta realidade poderá ser explicada não só pela falta de tempo dos juízes como também pelo maior grau de especialização requerido em determinadas matérias. Castelo Branco & Associados. tal a demora no andamento do processo! 29 . com as consequências nefastas para os cidadãos e para a economia… É tentador criticar e é-o. que a opinião generalizada de que os tribunais são ineficientes é. possa levar anos a ser proferida. mesmo que se trate de uma questão extremamente simples! Enquanto este problema não for “ceifado”. uma sentença. a morosidade no andamento dos processos judiciais não é tolerada pelas empresas. Apesar de não poderem superar todos os entraves estruturais do sistema. ao contrário dos advogados e das partes que estão sujeitos a prazos. Já se chegou ao ponto de empresas marroquinas. sem estarem sujeitos a qualquer sanção. Embora seja necessário assegurar a possibilidade de correcção e evolução das decisões jurisprudenciais. de Advogados Gonçalves Pereira.

Como explicar a um cliente que um processo aguarde vários meses por uma decisão. têm vindo a analisar a situação. Apesar das várias alterações introduzidas nas leis processuais. É que. valha a verdade. Várias organizações. nacionais e internacionais. quando esse processo apenas tem em vista confirmar uma sentença estrangeira? Não ficamos surpreendidos quando ouvimos dizer que a Justiça portuguesa está em crise. Ao invés. embora não seja condição suficiente para o desenvolvimento João Santos Sociedade de Advogados MIRANDA CORREIA AMENDOEIRA & ASSOCIADOS económico e social. é condição necessária para o funcionamento eficiente de uma economia de mercado. seguramente. é verdade. em consequência. da autoria do Forum para a Competitividade. Excesso de processos pendentes. outros fruto de “habilidades” que evitarão a necessidade de cumprimento de obrigações assumidas. Sem dúvida que Portugal muito ganharia com uma justiça célere. a empresa contra a qual se pretendia fazer valer um direito requereu declaração de insolvência? São casos reais. entretanto. É bem verdade! O Sistema de Justiça em Portugal – Problemas. aque- 30 . aos seus clientes – de se socorrerem de expedientes vários que alargam o tempo razoável de pendência dos processos. Acrescem também os inúmeros pedidos de declaração de insolvência apresentados nos tribunais de comércio. Com a implantação do Estado de Direito e a abertura de Portugal à Europa. porque nunca se sabe o que pode acontecer. o sistema de justiça.A Justiça em Portugal Justiça em Portugal 2008 Como explicar a um cliente que um processo aguarde vários meses por uma decisão. apesar de serem. Infelizmente. que não deixe de acautelar as defesas necessárias a todos os cidadãos. Segundo o relatório “O Sistema de Justiça e a Competitividade da Economia Portuguesa”.Dossier . mas que não pactue com habilidades e inércias. Os poderes públicos têm-se preocupado mais com a justiça penal do que com qualquer outra – quem sabe por ser a mais mediatizada e a que mais dividendos políticos imediatos pode capitalizar. É um lugar comum dizer-se que o sistema de justiça Português funciona mal. os processos – a maioria dos processos de maior relevo económico ou mediático – arrasta-se incompreensivelmente por diversos anos. segundo um provérbio anglosaxónico “late justice is no justice”. as solicitações sobre o sistema de justiça cresceram exponencialmente mas a máquina judicial não foi capaz de as acompanhar adequadamente. A reacção nem sempre é boa e com frequência se ouve dizer que o investimento que os clientes haviam encarado não se concretizará. muitos infelizmente derivados da conjuntura económica nacional e internacional. comercial ou fiscal têm sido alvo de menor cuidado. um dos factores de desincentivo do investimento estrangeiro em Portugal. apenas se pretende fazer executar sentença estrangeira. quando esse processo apenas tem em vista confirmar uma sentença estrangeira? Não se discute o fundo de qualquer problema. processo que pressupõe uma confirmação prévia da referida sentença no que aos aspectos formais diz respeito e que se encontra legislado por Regulamento Comunitário que não oferece dúvidas? Como explicar a outro cliente que o processo iniciado há dez anos a seu pedido não será julgado porque. que vivemos no nosso quotidiano. Os códigos de processo continuam a dar inúmeras possibilidades aos advogados – e. Nem sempre por força da inoperância dos tribunais. Facilmente têm concluído que o estado da justiça portuguesa constitui. as justiças civil. E são clientes com capacidade financeira conhecida! Às situação mais frequentes como as que acima refiro acresce a conflitualidade política que se instalou e que leva a que os tribunais administrativos tenham sido inundados de requerimentos de providências cautelares em relação a diversos assuntos. Efeitos e Saídas A impunidade beneficia claramente os prevaricadores e perverte a lógica do mercado. se algum dia será necessário recorrer a tribunal e que o panorama acima descrito não Maria de Lourdes Lopes Dias Gabinete Lopes Dias & Associados gera confiança. entre outros. escassez de meios e falta de racionalização na organização e utilização dos mesmos caracterizam o sistema. Todos vivemos casos de inoperância do sistema judicial ou vemos relatos de situações dramáticas resultantes dos atrazos na decisão de processos judiciais.

como todos sentimos. em termos gerais. sejam eles executados ou insolventes. Com efeito. Justiça lenta é. 31 . Um estudo do Prof. por isso. o que se traduz numa cifra a rondar 6. A um nível mais abrangente. o sistema de justiça Português é recorrentemente apontado pelos potenciais investidores estrangeiros como um dos factores negativos a ter em conta no momento de tomas decisões de investimento. em termos líquidos.. em especial. de cartões de crédito. Cada um dos quatro juízos deste tribunal tem cerca de três mil processos distribuídos. pelos diversos operadores. com a criação de novos tribunais especializados. 84% face ao ano anterior e 214% face a 2004.371 acções civis. é correcto dizer-se que.254. Uma situação com estes contornos é geradora de graves injustiças e ineficácias. importa que. dever ser despachado com precedência sobre os demais processos e sem suspensão em tempo de férias judiciais.. de propriedade industrial e os que respeitam à vida das sociedades comerciais . em segundo lugar. muitos dos quais se encontram “rigorosamente parados”. No entanto. a atribuição de novos meios operacionais aos tribunais. envolvendo. este cenário tem contribuído para descredibilizar a nossa economia além-fronteiras. A ideia disseminada de que a justiça é lenta constitui um estímulo ao incumpri- mento generalizado das obrigações.um dos tribunais mais importantes para os agentes económicos. controlo e medição da eficiência sejam introduzidos. importa resolver dois aspectos que são responsáveis. ao nível do sistema judicial. Deste ponto de vista. não tem condições de pagar e por aí em diante.Dossier . de incremento da competitividade das empresas. aliviar os tribunais dos processos de cobrança de dívidas. pela paralisação da máquina judicial em função do número de pendências que lhes estão associados: em primeiro lugar. revolução – do sistema de justiça não pode continuar a ser um projecto adiado. agilizar os mecanismos de liquidação do património dos devedores.A Justiça em Portugal las cujos resultados têm maior impacte directo na competitividade da economia e na captação de investimento estrangeiro. Em 31 de Dezembro de 2006 estavam pendentes nos tribunais portugueses 1. A implementação do novo mapa judiciário. a simplificação das formalidades judiciais. Em especial. o funcionamento da justiça portuguesa contribui também para um pior resultado da economia Portuguesa. pois nele se apreciam e decidem os processos de insolvência. de leasing e factoring. A impunidade beneficia claramente os prevaricadores e perverte a lógica do mercado.467 na mesma data do ano 2000. resultantes da aplicação do programa “Simplex”. Se do ponto de vista administrativo se têm conseguido progressos assinaláveis na melhoria da qualidade dos serviços públicos aos utentes. gera-se um clima de concorrência desleal entre os agentes do mercado.o “seu” tribunal está na completa ruptura. a reforma – talvez. De facto. além de tudo o resto. em especial nos casos em que os mesmos existem apenas para garantir o reembolso do IVA. apesar de a sua maioria ter natureza urgente e. contra 534. à falta de outros meios alternativos. conceitos como os do planeamento. O Relatório de Competitividade 2007. Importa. o número de acções civeis iniciadas em 2006 foi de 472. da autoria da Associação Industrial Portuguesa aponta como obrigação das políticas públicas “Melhorar o funcionamento do Sistema da Justiça com o objectivo de assegurar na prática e em tempo útil o cumprimento dos contratos e a segurança da vida económica. em 2007 o Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em Portugal aumentou. e de satisfação dos credores. em larguíssima medida. De acordo com a juíza-presidente do Tribunal do Comércio de Lisboa . De acordo com o presidente do Forum para a Competitividade.” Chegados a este ponto. com impacto directo na tesouraria dos agentes económicos. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística relativos ao estado da justiça civil.117 em 2004.497 em 2005 e 516. Por outro lado. e. o sistema de justiça Português é comummente tido como incorrupto e a qualidade média das decisões que produz é bem apreciada.259. não perder o que ainda temos de positivo – de acordo com dados da AICEP . Ademais. contra 932. em prejuízo daqueles que se esforçam por cumprir pontualmente as suas obrigações. numa óptica de simplificação e. bancos e seguradoras. vive-se uma crise de confiança entre os agentes económicos quanto às garantias de cumprimentos e de “enforcement” dos contratos que celebram. desde logo. A partir daqui. em última instância. a duração média dos processos declarativos findos em 2005 nos tribunais portugueses foi de 23 meses e a dos processos executivos foi de 32 meses – as piores médias desde 2000. Silva Lopes indica 7 anos de prazo médio de duração das execuções tributárias. privados e públicos: quem não recebe. será possível pensar que a Justiça já não será um projecto adiado. publicados em Julho de 2007. um sistema de justiça mais eficiente permitiria a Portugal captar mais cerca de 10% de investimento do que atrai até hoje. das quais 83% ganhas pelos contribuintes. a previsibilidade das decisões e a acessibilidade – em todas as suas dimensões – à Justiça são imperativos da reforma. empresas de telemóveis.5 mil milhões de euros. denegação de Justiça e factor de ineficiência micro e macro-económica.

o serviço da justiça é essencialmente logístico. medida que nos princípios me parece correcta. Em geral. são também o principal utente dos serviços da justiça cível. especialmente agora que a figura do agente de execução foi alargada ao advogado. para além de serem o motor da economia. sendo logo no momento da celebração do contrato que – contactando sempre com o advogado . dos quais em fase activa encontramos apenas cerca de cinco milhões e meio de pessoas. deve ser aplicado na organização e funcionamento da justiça quando ligada à empresa.a optar pelos meios alternativos de resolução da justiça (ADR) é também uma medida que eu acredito que venha a fomentar uma mais célere realização da justiça. como se pode verificar pelos números que referi acima: alterar práticas centenárias de concentração de todos os serviços nos tribunais. quer por via da especialização dos tribunais. os advogados e o ministério 32 . Num universo de pouco mais de um milhão de processos pendentes. Estado a mais gera ineficácia. Está criada a oportunidade para que as associações empresariais e outros grupos de interesses alertem os seus associados para as vantagens da justiça privada. Enquanto Advogado ligado à litigância comercial e empresarial e. Não fazendo uma revolução no sistema judiciário. o contencioso societário ou o direito da concorrência (pena é que cheguem sistematicamente tarde). desde que respeitando os princípios constitucionais do estado de direito.as partes devem regular a forma de resolver os eventuais litígios. da necessidade de adaptação do sistema à dinâmica das empresas e da vida moderna. pois conjugava uma fase escrita muito extensa do primeiro com uma audiência muito longa do segundo. com os procedimentos para cobrança de créditos.e particularmente as empresas . por causa disto. de um sistema judicial declarativo que até há pouco associava as desvantagens do regime italiano com os inconvenientes do sistema norte-americano. Júdice e Associados público que por sua vez terão oportunidade de demonstrar o seu brilho na arena do julgamento e. Recentemente o governo anunciou a intenção de reorganizar o mapa judiciário português. dentro da legalidade. a par da especialização. A iniciativa privada tem uma capacidade e um pragmatismo que. o agente de execução. que verão a justiça realizada de forma mais justa e eficaz. pendente nos tribunais! Porém. verificamos que cerca de novecentos e cinquenta mil são execuções e que estas são maioritariamente instauradas por empresas. são também o prin- cipal utente dos serviços da justiça cível. Estou certo que a tormenta judicial é já parte do passado e que o futuro será o de uma justiça eficaz. o novo mapa judiciário parecer querer estender à generalidade do país a criação de mais juízos de execução. Os juízes. desenvolvendo tribunais onde as empresas se encontram e especializando as suas competências. com grande destaque para a criação de tribunais de comércio. Por outro lado. frequentador assíduo dos tribunais de comércio. os restantes 90% sofrem as delongas. last but not least. tenho sido muitas vezes surpreendido com brilhantes decisões sobre complexas questões de natureza especializada em áreas como o direito das empresas. quer por força da entrega a um terceiro. com a criação dos juízos de execução em algumas comarcas. a grande fatia da litigância cível em Portugal prende­‑se com as empresas e. O objectivo é proceder à apreensão de bens e seguidamente à venda no mais curto espaço de tempo para com o produto pagar ao credor exequente. É evidente que a especialização dos tribunais gera maior qualidade das decisões e sendo este o caminho que o Estado parece seguir é importante prosseguir ainda com a adaptação da organização dos tribunais à realidade social e sociológica do país. caso em que – como é evidente – devem ser assegurados todos os meios de defesa. Se atentarmos que em 2006 estavam pendentes mais de um milhão e cinquenta mil processos. dentro destas. por um lado do desenvolvimento do país. na medida em que verão o seu trabalho essencialmente virado para a nobre arte de julgar. com a sua filosofia client oriented tudo fará. para além de serem o motor da economia. a propriedade intelectual. onde os cidadãos e as empresas cada vez mais recorrem à justiça para fazer valer os seus direitos e. Portugal está a evoluir para uma forma de processo em que a fase escrita tende a ser cada vez menor e a oralidade passa a reinar. Esta constatação tem de merecer a atenção do Estado. Certus an incertus quando! É difícil falar do sistema judicial português no espaço de uma folha A4! Com a falta de espaço que tenho.Dossier . temos de considerar que. A justiça portuguesa especializada é qualitativamente boa. Portugal tem um processo por cada cinco habitantes activos. para se conseguir uma justiça melhor e mais célere. Estou certo que não serão mais de 10% os casos em que o devedor se vem opor ao exequente e. Esta realidade é espelho. venda e pagamento ao exequente). as partes. É interessante verificar que a tensão entre a segurança e a justiça se mantém cada vez mais actual. Nuno Líbano Monteiro Sociedade de Advogados PLMJ – A. A recente alteração do regime das custas judiciais que premeia e convida as pessoas . sem contar os processos de natureza criminal. por outro. As empresas. passo a passo e através de medidas concretas. Sáragga Leal Oliveira Martins. Se conseguirmos. penso que todos ganharão com isso. o regime aplicável à acção executiva tem sido objecto de muitas alterações na última década. conciliar os princípios da eficácia e especialização com os da justiça nas decisões e sua execução. Deixo para final a questão da acção executiva. como tal. apostando fortemente na especialização de competências. Numa primeira fase o regime quase colapsou. Para mais. da operação logística inerente (apreensão. Portugal parece querer. Este. obrigou a uma mudança de mentalidade que estou convencido que irá começar a dar frutos. Felizmente. continuar a desburocratizar os procedimentos e a chegar rapidamente à fase do julgamento. o mercado de capitais.A Justiça em Portugal A Justiça dos Advogados As empresas. M. se não houver oposição por parte do devedor. Portugal tem pouco mais de dez milhões de habitantes. Pereira. para assegurar que o crédito do exequente é pago da forma mais célere e eficaz possível. nada melhor para falar da justiça portuguesa do que olhar um pouco para os grandes números. Nesta.

EMEA Cash Management do Citi esteve em Portugal e preparou para os Associados da Câmara um workshop sobre o SEPA. Workshop . Thomas Stephenson . Breakfast about Conflict Resolution Peter Jameson. Facilitar o acesso à Justiça. que teve lugar no dia 15 de Fevereiro no Hotel Meridien. SEPA Programme Director. que decorreu no dia 26 de Fevereiro no auditório da IBM. não adversária e expedita. Foi uma oportunidade para conhecer esta nova realidade.SEPA: What Now and What Next? The view from a Pan-European Bank 33 . que teve lugar no dia 13 de Fevereiro no Hotel Real Palácio. o novo Embaixador dos EUA em Portugal.Fotos de J.Sobre a CCAP Galeria de Fotos Tendo apresentado as credenciais no início de Fevereiro. Almoço com orador convidado o Senhor Embaixador dos EUA em Portugal. é o objectivo ao se divulgar e promover processos alternativos na prevenção e resolução de conflitos de forma privada. Thomas Stephenson concedeu-nos o privilégio de aceitar ser o orador convidado no almoço conjunto com o American Club. subordinado ao tema Perspectives on US-Portuguese Relations and Global Challenges o qual foi muito concorrido.Marques Arbitragem e Mediação. tornando-a mais simples e célere. dois processos eficazes para resolver conflitos empresariais foi o tema proposto para ser discutido no pequeno-almoço organizado pela Câmara com o apoio da Mediarcom.

Ministro das Finanças como orador num almoço que teve lugar no dia 16 de Abril no Hotel Sheraton. Seminário . Carlos Loureiro. Teixeira dos Santos e Rui Machete 3. A adesão foi muito grande testemunhando a importância destas novas ferramentas de marketing nos dias de hoje. Carlos Loureiro e Graça Didier 1 34 . Teixeira dos Santos 1.Sobre a CCAP Realizou-se no dia 10 e 11 de Abril uma acção de formação organizada pela Google sobre marketing online e muito particularmente sobre Google adwords. Emmanuel Obiako. Contámos com as excelentes intervenções da Dr.Google adwords Com uma sala cheia.ª Sandra Marques Esteves e do Dr. O tema abordado foi a situação económica mundial e as implicações da mesma em Portugal.Novo Regime Fiscal Relativo a Pagamentos a Não Residentes e Acordos Prévios de Preços de Transferência 1. Embaixador da Nigéria. tivemos o privilégio de contar com o Sr. Vasco Pinto Basto e Graça Didier Decorreu no dia 22 de Abril no auditório da FLAD um seminário sobre o novo regime fiscal relativo a pagamentos a não residentes e acordos prévios de preços de transferência. Marketing online .José Joaquim Oliveira. Marques 1 1 1 2 3 Almoço com orador convidado o Senhor Ministro das Finanças. Joseph Williams. Teixeira dos Santos e José Joaquim Oliveira Realizámos no passado dia 15 de Abril a Assembleia-geral da Câmara do Comércio Americana em Portugal onde foram aprovados por unanimidade o Relatório de Gestão e as Contas de 2007. que de uma forma muito clara e esclarecedora nos puseram a par das últimas novidades sobre esta matéria. Embaixador da Austrália. Foto de J. John Johnson. Charles Buchanan. Assembleia-geral . Dr. Raquel Sousa Leite e Pedro Penalva 2.

César Pratas & Associados.pt Website: www.º. luis. Correia.L. o primeiro laboratório de Genética Médica certificado pela norma ISO 9001:2000 e o primeiro com certificação CLIA (Clinical Laboratory Improvement Amendments). assegurando assim um acompanhamento personalizado e próximo dos seus clientes. Galante. Roque e Associados e a Seara. colocam-no entre os players internacionais. a Inovação de Produtos e a Gestão da Distribuição. com especial relevo para as questões de Direito Ambiental.1. respondendo às suas necessidades em matéria de produtos e serviços de seguros.pt Website: www. atendendo às diversas questões da vida das empresas. Seara e Associados Sociedade de Advogados. A Sociedade evoluiu e criou diversos departamentos de actuação dentro do Direito Societário e Comercial. Tirando partido da estratégia e da plataforma comuns de LTE da joint venture. Vilamoura. Sociedade de Advogados. A sua actividade é geograficamente diversificada. Coutinho e Alexandre Lda Av. a cada etapa da vida. tais como IP . o primeiro laboratório com Programa de Rastreio Pré-Natal.1. Direito Marítimo.correiaseara.filipe. o CGC é o primeiro Laboratório privado de Genética Médica em Portugal. R. Seixas. 34 – 3º. exercer uma Advocacia Livre e Independente.: +351 223 389 900 / +351 217 820 600 Fax: +351 222 088 710 / +351 217 820 602 E-mail: dcc@cgcgenetics. Madeira e ainda correspondentes em todos os países da União Europeia. Vaz e Associados. Através deste esforço conjunto. A estratégia de desenvolver testes de prestação exclusiva.naturplan. Lopes.cesarpratas. consiste em acompanhar os nossos clientes particulares. 706 . R. Avenida 5 de Outubro. Neto. Rua Castilho. para uma alimentação saudável e rica em nutrientes essenciais para o bem-estar e vida saudável. Nesta joint venture. fundada em 1999.com César Pratas & Associados. O nosso negócio. O nosso caminho rumo à preferência está traçado e definido na nossa estratégia de diferenciação cujos pilares prioritários são a Qualidade de Serviço.com Presidente do Conselho de Administração: Prof. uma linha de substitutos de refeição. uma linha de alimentação com produtos de origem 100% biológica e uma linha de alimentação dietética e de chás. sendo constituída por uma linha de produtos sem glúten. América do Norte e Ásia/Pacífico. A Sociedade possui escritório Lisboa.pt A Correia. que fornece os suplementos alimentares adequados. 17. Gambôa. +351 21 350 61 82 / +351 96 159 18 32 Fax: +351 21 350 61 03 E-mail:. Com a criação da CSA pretendeu-se assegurar uma Advocacia multidisciplinar. a par do reconhecimento de Qualidade que o CGC tem. O CGC pertence à Rede COTEC Portugal e integra o Pólo de Competitividade e Tecnologia da Saúde – Health Cluster Portugal. geograficamente distribuída por Portugal e pelo mundo globalizado.pt A Coutinho e Alexandre comercializam a Naturplan. O CGC segue uma rigorosa política de controlo de qualidade.: +351 21 253 92 66 Fax: +351 21 255 31 84 E-mail: geral@naturplan. a execução dos projectos e a assistência dedicada aos seus clientes respectivos. É desenvolvida em laboratório farmacêutico cumprindo todas as regras e boas práticas de fabrico exigidas pela lei. Infante Santo.Sobre a CCAP Novos Sócios AXA SEGUROS S. CGC Centro de Genética Clínica Rua Sá da Bandeira. que inclui a participação nos mais conceituados esquemas internacionais de Avaliação Externa de Qualidade nas áreas de actuação. Novidades sobre os Nossos Sócios Alcatel-Lucent e NEC anunciam Joint Venture de Evolução de Longo Prazo (LTE) como primeiro passo de uma colaboração mais alargada Esta joint venture vai-se concentrar no desenvolvimento de soluções de acesso de banda larga sem fios LTE (Evolução de Longo Prazo).. Praça Marquês Pombal Nº14 1250-162 Lisboa Telf:.º andar 1070-051 Lisboa Telf. ou quase exclusiva.cgcgenetics. Navega. Estas soluções vão suportar a evolução das redes de clientes de todo o mundo.pt A AXA Portugal pertence ao Grupo AXA. 211 . possuindo assim capacidade para litigar em qualquer dos países membros. pelo que tem sido reconhecido através da atribuição de variadíssimos prémios. A linha de “Alimentação Saudável” vai de encontro às necessidades primárias e fundamentais. Costa.L.telepac. Sesimbra. líder mundial da Protecção Financeira. as duas empresas vão fazer uso dos recursos de investigação e desenvolvimento que possuem e tirar partido da experiência comprovada que têm ao nível das tecnologias chave sobre as quais a próxima geração de acesso sem fios está alicerçada.: +351 21 385 06 84 Fax: +351 21 388 79 26 Email: cesarpratas. 5 de Outubro n. um volume de negócios de 94 mil milhões de euros. simultaneamente. a Sport Plan.L. previdência.A. O Grupo AXA apresentou. a Alcatel-Lucent e a NEC estão a afirmar o seu compromisso com o investimento em investigação e desenvolvimento e a combinar estes investimentos para acelerar a inovação. A linha de “Suplementos Alimentares” foi desenvolvida de forma a dar uma solução saudável para os problemas com que todos nos deparamos no nosso dia-a-dia. deontologicamente capaz de manter uma forte solidariedade com os seus clientes e. marca de referência de suplementos alimentares e de alimentação integral e biológica. 7 1050-047 Lisboa Tel. a diferenciação e o desempe- 35 .pt Website: www. a Alcatel-Lucent e a NEC vão. pequenas. Sociedade de Advogados. médias e grandes empresas.º andar 1050-056 Lisboa Telf. cada uma.º 10-1. Doutora Purificação Tavares Desenvolvido em 1992. As preocupações do CGC tem sido o rigor e a qualidade dos serviços prestados. R. E para quem faz do desporto um modo de vida foi criada uma marca específica. poupança e transmissão de património. 1350-179 Lisboa Telf. 4000-432 Porto Av.: +351 21 355 22 50 / +351 21 330 36 60 Fax: +351 21 355 22 68 / +351 21 314 43 47 Email: csa_lisboa@correiaseara. corresponde ao desenvolvimento do escritório de Advogados César Pratas Advogados que deu inicio á sua actividade em 1974. em 2007. Seara e Associados foi criada em Agosto de 2007 e resultou da fusão de dois escritórios sediados em Lisboa: a Correia. Coelho.com Website: www. apresentando-se nos mais diversos formatos. A CGLR contava com a colaboração de 12 advogados e a SCNGV integrava 9 advogados. a Protecção Financeira. entrada múltipla/saída múltipla (MIMO) e acesso múltiplo com divisão ortogonal de frequências (OFDMA). Direito da Energia e Direito das Novas Tecnologias.patrocinio@axa-seguros. gerir a entrega.geral@mail. com maior concentração na Europa Ocidental.

recursos. Património e Cultura que os Historic Hotels of Europe pretendem preservar a nível europeu. tem-se distinguido não só pelo rigor e qualidade dos seus serviços. e constituído em Abril de 2008.barclays. e a elaboração de uma terapêutica personalizada com ganho evidente na gestão dos recursos. A associação Historic Hotels of Europe (www. esta colaboração deverá estender-se a soluções completas baseadas em CDMA de terceira geração (3G). Áustria. entre outras) e com outras instituições ou associações. que nos desafiam todos os dias a apresentar as melhores soluções. Madeira. Rapidez e Redução de Custos. Os partners da CopiRisco . Portugal. um serviço ímpar e regalias exclusivas para os Clientes deste segmento. Irlanda. médicos e farmacológicos. a medicina do século XXI: a medicina voltada para o individuo. Esta assembleia teve lugar em Abril. O principal objectivo da I&DT do CGC centra-se no desenvolvimento de novos diagnósticos. entre outros. em muitas situações. a equipa da CopiRisco orgulha-se de contribuir para a sensibilização da comunidade empresarial portuguesa no âmbito dos processos de melhoria contínua das organizações. Health Cluster Portugal O CGC faz parte das instituições que promoveram a fundação de um Pólo de Competitividade e Tecnologia da Saúde. e de testes farmacogenéticos aplicados a variadas doenças multifactoriais desde as cardiovasculares às oncológicas. os aspectos ligados às condições. Para mais informação por favor consultar www. Suíça e País de Gales. Uma nota também para o reposicionamento do segmento Premier do Barclays. Noruega. Recentemente o CGC passou a integrar duas iniciativas do mais elevado prestígio: Rede de PME Inovação da COTEC Portugal e o Pólo de Competitividade e Tecnologia da Saúde Health Cluster Portugal. que lançou recentemente uma nova proposta de valor assente num conceito de “well designed banking”.Sobre a CCAP nho dos produtos. A integração nesta rede vem distinguir o carácter inovador do trabalho desenvolvido pelo CGC “na sequência da avaliação conjunta de diversos factores que ponderam. Com os auditórios totalmente preenchidos e a satisfação manifestada pelos participantes. A importância e a actualidade do tema atraíram um elevado número de profissionais das mais variadas empresas a operar em Portugal. Bélgica. A continuidade do crescimento da rede de agências a nível nacional (abertura de 65 novas agências em 2007) permite ao Barclays estar cada vez mais próximo dos seus Clientes. no sentido de promover a investigação em áreas de interesse comum. um dos campos científicos de maior crescimento. O Barclays continua a apostar no crescimento da área de Corporate Banking. Na abertura dos Seminários foi introduzida. França. CGC Centro de Genética Clínica na COTEC e Health Cluster Portugal O CGC Centro de Genética Clínica. Suécia. e a implementação no CGC de produtos e/ou serviços inovadores. Barclays com aposta forte nas necessidades específicas dos seus clientes O Barclays Bank continua a intensificar a sua presença em Portugal e a servir os seus Clientes de forma diferenciada. instituição com 16 anos. que representa. sofisticado e de alta qualidade. sem qualquer dúvida. ou grupo de fármacos. Esta oferta renovada inclui flagships e agências dedicadas. Hoteis Heritage Lisboa eleitos para a direcção dos Historic Hotels of Europe Foi na última Assembleia Geral dos Historic Hotels of Europe que os Hotéis Heritage Lisboa foram eleitos para fazer parte da direcção desta associação. oferecendo novos produtos e serviços concebidos especificamente para satisfazer as exigências crescentes das empresas modernas. a convite da AESE e a APGEI respectivamente. Grécia. Algarve. Tecido empresarial português cada vez mais permeável à melhoria do desempenho operacional e financeiro A CopiRisco promoveu. actualmente. inovadora e de acordo com as suas necessidades específicas. em Ashford. e actuar de forma preventiva sobre essa mesma condição. Inglaterra onde foram discutidas e aprovadas medidas para continuar a promover o turismo cultural local e regional a um nível internacional.abordaram os fundamentos desta metodologia altamente eficaz na maximização da rentabilidade das organizações. 36 . em Lisboa e no Porto dois seminários subordinados ao tema Lean Six Sigma: Qualidade. Para finalizar a sessão de continuidade alguns empresários convidados impressionaram a audiência testemunhando os resultados notáveis que as suas empresas tem alcançado por efeito da implementação do Lean Six Sigma. mais tarde designado por Health Cluster Portugal.Carlos Borges e Pedro Santos . de doença e preventivos. pt/premier. servir uma base alargada de clientes globais e estabelecer uma posição de liderança na fase de desenvolvimento inicial do mercado LTE. que se reflecte na implementação das metodologias e recursos técnico-científicos mais recentes e na criação de novos serviços e/ou produtos. Actualmente Historic Hotels of Europe é composta por 17 associações e cadeias hoteleiras situadas em 15 países da Europa: Alemanha. a necessidade das empresas adoptarem processos profissionais de gestão que promovam a produtividade. seguindo a máxima ‘prevenir antes de tratar’. Conhecem-se cada vez melhor os factores genéticos associados à maioria das doenças e condições clínicas humanas. No futuro. Rede de PME Inovação da COTEC Portugal O CGC pertence à Rede de PME Inovação da COTEC Portugal desde Setembro de 2007. com o objectivo de promover a internacionalização da capacidade de desenvolvimento e investigação instalada em Portugal. A genética médica representa. As duas empresas vão disponibilizar as primeiras versões comerciais em 2009 e vão tirar partido da sua experiência comprovada em tecnologias sem fios para assegurar a integração sem problemas da tecnologia LTE nas redes W-CDMA/HSPA e CDMA/EV-DO actuais dos seus clientes respectivos. ilustraram os seus benefícios e descreveram o respectivo processo de implementação. Os perfis genéticos construídos com base neste conhecimento permitem o estabelecimento de uma medicina personalizada. Hungria. A sua participação nesta associação tem o objectivo de promover em Portugal os valores da Tradição. Minho. o CGC tem privilegiado colaborações com Universidades nacionais (FMDUP . processos e resultados no âmbito da inovação”. no contexto do desempenho económico dos próprios países. UNL.HistoricHotelsofEurope. bem como a uma vasta gama de soluções avançadas baseadas em IP e ainda a outras áreas. Luxemburgo. Os membros Portugueses da associação Historic Hotels of Europe são as Pousadas de Portugal e os Hotéis Heritage Lisboa. apresentando um serviço diferenciador em que os Clientes são acompanhados por um Gestor dedicado que os apoia à medida das suas necessidades e preferências. Itália. Por outro lado a farmacogenética permite conhecer a reacção individual a um certo fármaco. mas também pelo investimento em inovação. No seguimento desta estratégia de desenvolvimento. O objectivo das duas empresas é conseguir uma disponibilidade mais rápida de soluções LTE. com) foi fundada em 1997 com o objectivo de promover o património histórico e cultural e uma consciência global das tradições e costumes de cada país da Europa. Grã-Bretanha. tornando possível a determinação de um risco individual de desenvolver determinada doença ou condição. Espanha.

Inovação e Iniciativa – lançado em Janeiro de 2006. como a China. em Xangai. a empresa. face a 2006. a empresa conseguiu já o mesmo número de contratos equivalentes ao total de contratos fechados no ano transacto. “pois a Europa parece empenhada em multiplicar legislação que fere a nossa competitividade em termos de custos e de rapidez de execução”. A implementação desta iniciativa foi levada a cabo em parceria com a IBM Portugal. Brasil” – afirma Luís Gomes. Pelo facto da naioria dos seus clientes pertencerem ao ramo da indústria petrolífera. Portugal foi escolhido pela Microsoft Europa como um dos países piloto para o desenvolvimento desta iniciativa. A aquisição representa um importante aumento da capacidade de produção da Hovione. “Os 30 anos de relações comerciais que a Hovione mantém com a China e os mais de vinte da existência da fábrica da Hovione em Macau são um elemento chave que nos permite encarar este investimento na China com confiança. A empresa está a registar uma forte adesão por parte das empresas localizadas em território angolano e a política passa por conseguir alcançar o maior número de clientes de modo a consolidarmos a estrutura existente”. uma fábrica com 22 mil m2. Segundo o responsável do Grupo. que pretende melhorar as condições de vida e a sua potencial empregabilidade e contacto com familiares. O Programa TII. a Microsoft dispõe de outros dois projectos em Portugal. e ainda num contexto angolano. garantindo um maior e mais coordenado número de validações efectuadas. através do qual se pretende promover a inclusão de populações mais vulneráveis. Através do ERP . Infra-estrutura Mainframe IBM optimiza serviço prestado aos clientes da Portugal Telecom IBM Portugal responsável pela migração de infra-estrutura mainframe da PTC para o sistema IBM Z/9. numa área de 10ha. Fiscalidade e Recursos Humanos. um aumento de 500%. Vidro e Cerâmica. Microsoft e CITEVE alargam programa de empregabilidade – para além do sector têxtil. a grupos desfavorecidas nos seus dois centros em Lisboa e no Porto. O investimento. A Portugal Telecom (PT) e a IBM Portugal anunciam a conclusão do projecto de migração da infra-estrutura de mainframe que suporta as áreas de facturação e Clientes da PT Comunicações. a Hovione dá resposta numa visão de longo prazo à sua vocação industrial e resolve o problema do clima desfavorável que se vive na Europa relativamente à industria química – acrescenta aquele responsável. o projecto garante a melhoria do desempenho da empresa de telecomunicações. No primeiro trimestre de 2008. quer pelo Enterprise Resource Planning (ERP) Primavera. “A Hovione é líder nestes produtos mas vamos querer ganhar quota de mercado. já se encontra devidamente aprovado pelas autoridades Chinesas. a utilização do curriculum Literacia Digital. quer pelo Banco. para o qual o futuro da Hovione em Portugal passará a ter uma predominância de actividades de investigação e desenvolvimento. que nos permitirá consolidar a nossa posição no mercado. 40% das quais já reingressaram no mercado de trabalho Com o objectivo de formar mais 1500 pessoas até Julho de 2009. Chegado à fase de produção. e a iniciativa Cais Digital. onde o factor preço é decisivo” – afirma Miguel Calado. Em 2007. CFO da Hovione. enquanto a grande produção de rotina terá tendência a deslocalizar-se para a China. os Clientes Empresa do Millennium bcp têm a possibilidade de realizar operações de consulta de saldos. o que significa. A compra inclui um Centro de Investigação. consulta de movimentos. responsável da Hovione pelas negociações com a Hisyn. “esta é uma aposta ganha uma vez que o sector petrolífero está a gerar grandes margens de lucro e a potenciar o investimento estrangeiro”. com benefícios para o Cliente final. empresa Chinesa de química-farmacêutica sedeada em Zhejiang na República Popular da China. aproximadamente.Sobre a CCAP Hovione compra fábrica na China A Hovione comprou 75% do capital da Zhejiang Hisyn Pharmaceutical Co. lançado em Janeiro de 2006. mCorporate afirma-se em Angola A presença efectiva e o crescente número de clientes asseguram o crescimento significativo da empresa numa perspectiva ‘além fronteiras’. revela Rui Gomes. o que equivale a um total de 36 postos de formação e 42 computadores nos novos Centros de Formação. Índia. O CFO da Hovione considera ainda que a indústria química europeia se vê constrangida a investir na aquisição de unidades de produção noutras localizações. Para o ano corrente. com o propósito de dotar de competências em Tecnologias de Informação e Empregabilidade a população desempregada das indústria têxtil já formou mais de 1700 pessoas. Com este investimento. Com uma experiência de mercado de cerca de nove anos. através da implementação de um plano de formação em TIC. empresa especializada na prestação de serviços de Assessoria e Consultoria Empresarial nas áreas da Contabilidade. através da utilização de certificados digitais emitidos por entidades externas credenciadas. Este investimento tem como objectivo não só o acesso a uma estrutura de custos de produção e de contexto muito mais competitivos. A mCorporate. Actualmente. a empresa estima obter um crescimento da sua facturação na ordem dos 380 mil euros. “Os resultados alcançados são um forte sinal de que o presente ano é bastante promissor para a mCorporate. A implementação desta solução garante uma maior segurança dos fluxos de informação. este alargamento representa para a Microsoft um investimento inicial de mais de 180 mil euros. Director Geral do Grupo. envio de ficheiros de pagamentos e download do 37 .. “A Hisyn representa para a Hovione um aumento de capacidade importante e uma redução de custos muito significativa. empregando 181 pessoas. A Hisyn iniciou a sua relação com a Hovione através de fornecimentos de matérias-primas e agora passou a ser o local de produção dos 2 produtos de maior volume que a Hovione até agora produzia em Loures. bem como da demonstração do arranque industrial de novos processos. de montante superior a US$ 20 m. consolida a sua política de expansão para Angola e regista um crescimento global acumulado de cerca de 10%. que visa combater o desemprego e combater a info-exclusão através de iniciativas de desenvolvimento de competências nas TIC. inclui agora os sectores da Cortiça. Parceria Millennium bcp e Primavera BSS Novo serviço de Banca online para Empresas Com a implementação desta solução. Ltd. os resultados operacionais do investimento em Angola representaram para a mCorporate um total de 15% da facturação global do Grupo. presente em Lisboa e no Funchal. é um projecto pioneiro a nível europeu que representou o primeiro passo da Microsoft no sentido de apoiar o combate ao desemprego. o Programa Escolhas que visa permitir aos Centros de Inclusão Digital do Programa em todo o país. a empresa especializou-se neste sector de actividade. e Metalomecânica Programa TII – Tecnologia. criando o projecto angolano onCorporate. um factor que lhe confere um carácter distintivo. em 2005. decidiu investir na sua internacionalização. mas também funcionar como uma plataforma para entrar em novos mercados emergentes. bem como a possibilidade de actualização de dados online e redução de erro humano. o Millennium bcp disponibiliza um serviço que permite simplificar os mecanismos de reconciliação bancária na Empresa. Índia e Brasil. introduzi-los em novos países e tirar partido do forte crescimento que se vive na China.

Galvão Teles. Oliveira do Bairro e Porto) e Internacionais (Espanha e França). antracite. a Recer dispõe de um conjunto de serviços que se destacam das demais ofertas no mercado: Consultoria do Gabinete ECA – Estudos Cerâmicos de Arquitectura. América do Norte e América do Sul. Serviço de Pintura Manual. Foram também tidas em consideração na avaliação que foi feita às diversas sociedades. Apoio na reprodução de peças antigas. Morais Leitão. conjunto de peças decoradas. RECER com novo investimento em tecnologia e design A Recer irá dar continuidade em 2008 ao projecto iniciado com o “Senses’ 07”. preparando neste momento um pacote de lançamento que irá complementar aquele e dar respostas ao que achamos serem as reais necessidades do mercado.mscportugal. que todos os nossos agentes. Elaboração de propostas em 3D. logística. a MSC nunca teria ganho este prémio. Uma estratégia de expansão sólida e progressiva A Rui Costa e Sousa & Irmão.A. Mediterrâneo. A Recer reforça esta corrente lançando em porcelânico um conjunto de propostas que apelida de ARTS. GPCB/Cuatrocasas e Uria Menéndez (escritório de Lisboa). Mas. Soluções cerâmicas para fachada ventilada. A cerimónia teve lugar em Barcelona no dia 8 de Maio. um jantar no restaurante Atlântico Grill (excluindo bebidas) e um bilhete para assistir a uma das touradas que se realizam na zona. Médio Oriente. Soares da Silva & Associados. Em 2007. Sem a sólida contribuição da sua equipa e a sua rede de agências. foram premiadas as melhores sociedades de advogados europeias. Esta parceria surge após o Millennium bcp ter desenvolvido uma plataforma que permite receber dos Clientes instruções de consulta e de processamento de ordens de pagamento através de XML (web services). O investimento na tecnologia e design continuarão a constituir um forte argumento da marca. no sentido de melhorarmos a nossa parceria com os clientes de modo a que cada vez mais consigamos encontrar soluções que satisfaçam as suas necessidades. sempre que se pretende expressar individualidade ou mesmo um certo “status”. Para além destas novas propostas. Comer bacalhau é algo que os portugueses gostam. ao receber pela terceira vez em quatro anos (2005. líder na transformação e comercialização de bacalhau. tendo constituído em 2002 uma empresa no Brasil iniciando assim o processo de internacionalização.. tem vindo a adoptar «uma estratégia de expansão sólida e progressiva». que pela sexta vez (1996. questões como o crescimento estratégico inovador ou excelência no serviço ao cliente. por outro. O Lloyd’s Loading List Shipping Line é atribuído ao Armador que melhor preencha as seguintes categorias: cotações. realizou este ano. Auxílio no dimensionamento de fachadas e revestimentos/pavimentos de acordo com os formatos Recer. num futuro próximo. recorrendo à respectiva identificação através da utilização de certificados digitais emitidos por entidades certificadoras credenciadas. é. o mais prestigiado directório internacional na área da advocacia.A. a cerimónia de entrega dos prémios “Chambers Europe Awards for Excellence”. desde 1981. pois este deve-se ao excelente grupo de profissionais que a integram e que se estende.A pensar nos hábitos de conveniência dos consumidores actuais. construída de raiz. Galvão Teles. a empresa apostou numa unidade industrial moderna. e prometemos continuar a desenvolver o nosso profissionalismo. espalhados pelos quatro cantos do mundo aplicam na sua estrutura empresarial.2007 A Mediterranean Shipping Company (Portugal) S.Sobre a CCAP respectivo retorno e da listagem de ficheiros de retorno. Estiveram presentes representantes das mais conhecidas e reputadas sociedades de advogados europeias. pelo que visamos oferecer o melhor produto. assim como do pagamento de impostos. Alargando-se para o segmento de bacalhau demolhado. Nesta cerimónia. Bacalhau. actualmente. Este prémio também se baseia no tipo de serviço que a Companhia realize nos seguintes trades: Africa. Para a prossecução do seu trabalho. 2005 e 2007) foi galardoada com o prémio “Lloyd’s Loading List Shipping Line”. “Lloyd’s Loading List Shipping Line” . pela primeira vez. ter uma imagem verdadeiramente inovadora e diferenciadora face ao que existe no mercado. 2000. Gafanha da Nazaré e Gafanha da Nazaré. a empresa criou um conceito inovador que pretende valorizar esta categoria de produto. bookings. escritórios até serviço ao cliente. castanho. S. Estavam também nomeadas as sociedades PLMJ. 2003. Austrália. apostando na qualidade e na garantia que aplica nos seus produtos. em Novembro de 1981. de qualidade superior e. opta pela estratégia de diversificação e entra no segmento do bacalhau demolhado ultracongelado. Serviço Personalizado nos Salões de Exposições Nacionais (Batalha. Às cores (bege. a IFLR . confiança e serviço ao cliente. VDA. através do ERP . Destacamos a série ARTS: o papel de parede retoma hoje o protagonismo na decoração de espaços. O Praia D’El Rey Marriott Golf & Beach Resort disponibiliza um pacote especial de Tourada onde se incluem duas noites de alojamento com pequeno-almoço buffet incluído no restaurante Atlântico Grill. Lisboa. S. verde e laranja) associa-se CRAFT e ASHLEY . Projectos de decoração cerâmica. o Grupo conta com três unidades industriais de bacalhau: Tondela. A definição na nova marca obedeceu a dois critérios importantes: por um lado ter um nome de fácil percepção por parte dos consumidores. Coimbra. que lhe permite uma capacidade de processamento de cerca de 6250 toneladas/ano. Deslocação de técnicos à obra. 2007 e 2008) o prémio “Law Firm of the Year” em Portugal. nacional e internacional.A. relativamente ao trabalho desenvolvido no último ano e tendo por base uma pesquisa efectuada pela Chambers Europe a um universo alargado de empresas que exercem a sua actividade no mercado europeu. Bacalhau apresenta-se em duas gamas: Qualidade e Excelência. em Portugal. surge esta oferta que faz valer os argumentos de ser um produto pronto a cozinhar. através da marca – O Sr. a Rui Costa e Sousa & Irmão. A marca Sr.www. Desde a sua constituição. Extremo Oriente. desde os navios. Já este ano a MLGTS viu o seu trabalho reconhecido por uma prestigiada revista internacional. O “Chambers Europe Award for Excellence in Portugal” foi entregue à sociedade de advogados Morais Leitão.International Financial Law Review. 38 .com Praia D´El Rey Marriott Golf & Beach Resort” Estão de volta à região Oeste os grandes espectáculos tauromáticos. “Daring to be different” . Índia. Agarraremos esta oportunidade para nos tornarmos mais competitivos e desafiadores. a disponibilização do envio de ficheiros de transferências internacionais e de cobranças. tem o prazer de anunciar. apostando na eficiência e inovação industrial. documentação. Prevê-se também. com um investimento na ordem dos dez milhões de euros. A iniciar a comercialização em Portugal e nos países onde já está presente com o bacalhau seco. Este prémio é o testemunho do profissionalismo da MSC e do excelente serviço de atendimento ao cliente. nesta área dos produtos cerâmicos. a quem mais ficamos a dever este prémio é aos clientes que continuam a confiar-nos as suas cargas e que constituem o nosso suporte e mais-valia. 2002. Soares da Silva recebe “Chambers Europe Award for Excellence in Portugal” A Chambers and Partners..

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