Revista Quadrimestral | N.

º 5 | Junho 2008

DOSSIER

A JUSTIÇa EM PORTUGaL
De entrave a suporte: reformas da justiça promotoras do investimento em Portugal
Desde 1 de Janeiro de 2007 que foi eliminada a competência territorial das conservatórias de registo comercial.

A Justiça
em

Portugal

ARTIGOS

Why it’s Smart to Invest in America
Of the top ten world economies, the United States has the largest roadway system, railway network, number of airports, and quantity of Internet hosts.

Portugal/Estados Unidos da América: um espaço de oportunidades
Uma intensificação significativa da relação económica bilateral teve lugar no quadro do extraordinário incremento que, nos últimos anos, se verificou no espaço económico transatlântico.

Mediação nas Empresas: Uma Oportunidade de Redução de Custos
A Mediação Empresarial ainda está no início da sua implantação em Portugal.

Índice/Editorial
Carta 5

Editorial
Foram publicados pelo INE os primeiros números relativos aos indicadores macro-económicos e, tal como era esperado, não são brilhantes. Nos primeiros três meses do ano, a economia nacional cresceu 0,9% (metade dos 1,9% registados em 2007), tendo sido a quebra do investimento e das exportações os principais responsáveis pelo forte abrandamento da economia portuguesa neste trimestre (as exportações representaram 4,6% contra os 13,5% atingidos durante o 1.º trimestre de 2007). A procura interna dá também sinais claros de retracção, o que só virá agravar a situação. Trichet e Almunia vêem anunciando que o choque para a economia europeia da turbulência nos mercados financeiros e do aumento dos preços das matérias-primas e da comida ainda não terminou. Não sendo as expectativas animadoras, até porque devido à dimensão a nossa economia é muito dependente do clima internacional, há obviamente muita coisa que podemos e devemos fazer para melhorar a competitividade da nossa economia (lembramos que entre 2006 e 2007 o IDE caiu 55%, apesar da média europeia ter subido). Por isso, neste número da Meeting Point, decidimos abordar um tema que consideramos de extrema relevância para a competitividade das empresas e da economia Portuguesa e para a captação de investimento directo estrangeiro para Portugal – A JUSTIÇA. Mas fazemo-lo numa perspectiva construtiva, com o objectivo de ajudar a reflectir e de apontar caminhos que permitam uma melhoria numa área tão sensível. Temos a convicção de que se já se fez alguma coisa muito mais há a fazer se queremos melhorar a imagem e a reputação externa de um Portugal mais justo, solidário e competitivo. Temos o privilégio de contar com um artigo do Senhor Ministro da Justiça onde faz um balanço das reformas levadas a cabo, referindo o que já foi feito e o que se propõe fazer nos próximos anos, sendo sua pretensão que a justiça deixe de ser um factor de entrave para passar a ser um factor de suporte enquanto promotora do investimento em Portugal. O Banco Mundial publicou de novo este ano o seu estudo “Doing Business” e preparou para a Meeting Point uma pequena análise comparativa sobre a facilidade de fazer negócio em 178 economias mundiais. Podemos então constatar com agrado que Portugal subiu este ano 5 posições neste ranking. Publicamos ainda parte de um artigo do departamento de Estudos Económicos e Financeiros do BPI sobre as linhas gerais do sistema judicial Português, onde se revela que se não fosse um incorrecto funcionamento no sistema judicial, o PIB per capita de Portugal poderia ser maior. Eurico Reis, da Associação Juízes para a Cidadania, lembra que um dos Direitos fundamentais consagrados é o “direito de obter em prazo razoável uma decisão judicial” sem o que haverá, entre outras, distorções à concorrência e uma preterição do nosso país a favor de outros. Nuno Fernandes Thomaz, assessor da CIP e Vice-presidente do Fórum da Competitividade faz uma análise muitíssimo interessante das ineficiências do sistema legislativo e do sistema judicial e respectivas repercussões, apontando pistas que considera necessárias para ultrapassar esta crise. Existem meios alternativos de resolução de conflitos, permitindo uma resolução rápida, eficaz e atempada dos mesmos, com ganhos claros para as partes envolvidas. Precisamente sobre estes meios alternativos e em particular sobre a mediação fala-nos José Vasconcelos-Sousa no seu artigo. Quisemos ouvir aqueles que têm um conhecimento directo da situação actual da justiça em Portugal, pois todos os dias são confrontados com a sua eficiência ou ineficiência. Assim publicamos a opinião de sete Sociedades de Advogados e a todos agradecemos a prestigiosa colaboração. E porque uma das missões da Câmara é permitir um melhor entendimento e aproximação ao mercado americano, contamos com dois artigos que, embora em perspectivas diferentes, nos falam das relações entre Portugal e os EUA. O Senhor Embaixador Português nos EUA, João de Vallera contribui com um interessantíssimo artigo sobre as relações bilaterais analisadas ainda na perspectiva de Portugal enquanto membro da União Europeia. Dillon Banerjee, Adido Comercial da Embaixada dos EUA, fala-nos das vantagens de investir nos EUA pois, sendo uma economia aberta às pessoas, produtos, ideias e investimento estrangeiro, é ainda um pais de imigração onde muitos estrangeiros vivem e investem. É muito oportuno o artigo de Pedro Penalva sobre a responsabilidade civil dos Administradores onde, não só levanta a questão nas suas múltiplas facetas num mundo em mudança e em mudança muito rápida, como aponta soluções que salvaguardam estas novas responsabilidades. Na sua carta habitual sobre temas da actualidade, José Joaquim Oliveira neste número falanos sobre a(s) crise(s), as nossas e as globais, destacando a necessidade urgente de que o desenvolvimento sustentável suba para a primeira linha da agenda de cada um de nós, individual e colectivamente. Resta-me desejar a todos umas óptimas férias.
Graça Didier

Carta do Presidente da CCAP
Artigo 6

Portugal/Estados Unidos da América: um espaço de oportunidades – João de Vallera
Artigo 8

A Responsabilidade Civil dos Administradores – Pedro Penalva
Análise 10

Why it’s Smart to Invest in America – Dillon Barnerjee
Dossier 12

A Justiça em Portugal De entrave a suporte: reformas
da justiça promotoras do investimento em Portugal – Alberto Bernardes Costa Doing Business 2008 by Banco Mundial – Rita Ramalho As linhas gerais do Sistema Judicial Português. Porque é urgente a reforma? – Susana Jesus Santos A Justiça em Portugal – Nuno Fernandes Thomaz Mediação nas Empresas: Uma Oportunidade de Redução de Custos – José Vasconcelos-Sousa Juízes pela Cidadania – Eurico Reis Justiça em Portugal, porquê a controvérsia – Natália Garcia Alves A Hidra da Justiça – João Correia (In) Justiça – Susana Proença Ineficiência da Justiça Portuguesa e as Empresas – Frederico Bettencourt Ferreira e Miguel Esperança Pina Justiça em Portugal 2008 – Maria de Lourdes Lopes Dias O Sistema de Justiça em Portugal – Problemas, Efeitos e Saídas – João Santos A Justiça dos Advogados – Nuno Líbano Monteiro Sobre a CCAP 33

Galeria de Fotos Novos Sócios Novidades sobre os Nossos Sócios
Ficha Técnica

Director: José Joaquim Oliveira - Editor: Graça Didier - Colaboraram neste número: Alberto Costa, Dillon Banerjee, Eurico Reis, Frederico Bettencourt Ferreira, João Correia, João de Vallera, João Santos, José Joaquim Oliveira, José Vasconcelos-Sousa, Maria de Lourdes Lopes Dias, Miguel Esperança Pina, Natália Garcia Alves, Nuno Fernandes Thomaz, Nuno Líbano Monteiro, Pedro Penalva, Rita Ramalho, Susana Jesus Santos, Susana Proença - Projecto gráfico e paginação: Add Solutions - Impressão: Europress - Propriedade: Câmara de Comércio Americana em Portugal, Rua D. Estefânia, 155, 5.º Esq. - 1000-154 Lisboa - Portugal - Telefone: 213 572 561 - Fax: 213 572 580 - Email: amchamportugal@mail.telepac.pt Website: www.amchamportugal.org - Contribuinte n.º: 500 912 467 - Tiragem: 1.500 exemplares - N.º de depósito legal: 250354/06 - Publicação: Quadrimestral de distribuição gratuita aos sócios - Isenta de registo ao abrigo do Decreto regulamentar n.º 8/99 de 9 de Junho art. 12º alínea a) do n.º 1.

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mas a um ritmo demasiado lento face à gravidade já sentida em alguns domínios. Às nossas. A chamada crise energética.e. ruptura. numa área incontornável de interesse tecnológico e de investimento rentável. o qual. incluindo algumas regiões da Europa. hoje defendida por muitos. a educação deve ter prioridade absoluta. de cá e do resto do mundo. são sinais do que pode acontecer com o agudizar dos problemas mais sérios. o insuficiente crescimento da economia e a mais um rosário de outros problemas. acrescentando que “as motivações dos dirigentes deve ser canalizada para a responsabilidade e o sucesso em vez do poder e do estatuto”. num sector tão essencial como o sector alimentar. Simon Dolan da escola de negócios ESADE. uma grande oportunidade. e tudo o mais que está relacionado com a melhoria da nossa vida em sociedade. a lentidão da Justiça. a partir do mar) deverá tornar-se. Mas não basta reconhecer a crise. 5 . no aumento acelerado do consumo nos países em crescimento rápido e na ausência de alternativas que permitam reduzir a dependência das fontes fósseis. por isso de precisar. As energias renováveis limpas como alternativa às de origem fóssil representam uma oportunidade imensurável e constituem já. de que é urgente iniciar um processo de transformação da sociedade. Numa entrevista recente. na medida em que só elevando o nível educacional das populações se consegue a sua importante contribuição na procura de novos caminhos e a sua adesão a um novo modelo de vida. Seria bom não precisarmos de sustos de consequências devastadores para que o desenvolvimento sustentável suba para a primeira linha da agenda de cada um de nós. Surpreendentemente. “crises” de origem diversa. a fuga aos impostos. Sem isso estaremos condenados ao fracasso. Sem excepção. individual e colectivamente. mas que não deverá ser inferior à que esteve associada à revolução industrial. sobretudo o melhor conhecimento das suas causas e consequências e a súbita falta de alimentos em algumas regiões. grave e de consequências imediatas. dada a previsível escassez de água pura em certas regiões do globo. É uma tarefa simultaneamente árdua e empolgante. urgente e naturalmente. José Joaquim Oliveira Presidente da IBM em Portugal Presidente da CCAP As crises esmagam-nos. o déficit. são sinais do que pode acontecer com o agudizar dos problemas mais sérios. Partilho inteiramente da ideia. Produzir e distribuir água potável (p. as taxas de juro elevadas e as dificuldades na obtenção de financiamento bancário. como a nanotecnologia da qual se espera impacto decisivo na resolução de muitos problemas até hoje insolúveis. surge a situação mais ameaçadora para a nossa existência. requer conhecimento generalizado. massificado. difícil. compõem um cenário de précatástrofe. O futuro do mundo passa por grandes apostas nestas e noutras áreas de atenção emergente. o tempo de uma geração. porque só pode ser conseguida com muito trabalho. felizmente. Produzir mais e sobretudo melhores alimentos é necessário. a precaridade da saúde pública. do que está em jogo e das soluções possíveis. Perante uma perspectiva tão negra. um segmento de forte investimento. a corrupção. o que implica romper com o actual sistema social e económico. a turbulência nos mercados financeiros. desenvolvendo novos estilos de vida que proporcionem bem estar sem destruir o planeta. ou talvez não. as emissões de CO2 e o aquecimento global cujos efeitos poderão ser devastadores para a humanidade e para a vida no planeta tal como a conhecemos. afirmou que “nunca conseguiremos solucionar os problemas do mundo no actual contexto económico e social”. Já só os ignorantes ou os que defendem cegamente os seus interesses particulares insistem em negá-los ou minimizam a sua gravidade. A recente crise alimentar. provocada pela escassez de produtos e consequente subida dos preços. não é inesperada e só o recente súbito agravamento comporta alguma surpresa. Importa afrontá-la e combate-la com determinação. uniram-se para nos dar cabo da vida. Justamente porque a prazo não existe alternativa. Existe hoje uma muito maior consciência destes problemas. a baixa qualificação da maioria dos portugueses. E mudar mentalidades requer tempo. junta-se um conjunto de crises globais graves e de resolução complexa. dada a sua natureza. visível na alta descontrolada dos preços do crude. as novas tecnologias. a prazo. a investigação científica. Para tal é indispensável promover uma mudança de mentalidades. a falta de água em várias regiões do mundo. é imperioso iniciar quanto antes este processo de transformação. sobretudo o melhor conhecimento das suas causas e consequências e a súbita falta de alimentos em algumas regiões. A recente crise energética. Estamos de acordo. criatividade e porque a dimensão do desafio só tem paralelo na enorme satisfação pelos resultados obtidos. persuasão. ou resistir e procurar em cada crise uma oportunidade. O combate ao aquecimento global. deverão representar uma oportunidade de desenvolvimento gigantesca. se não conseguirmos revertê-la. Por esta razão. Aos poucos os agentes económicos viram-se para este lado. o “subprime”. Directamente ligada a esta. a pobreza extrema.Carta Carta do Presidente da CCAP A recente crise energética. perseverança. temos duas hipóteses: desistir e ceder à depressão. pelo menos. Nisto e no que respeita às oportunidades que brotam da crise. como o desemprego.

da manutenção da paz e da segurança internacional. se verificou no espaço económico transatlântico. a União Europeia. À relação de Portugal com os Estados Unidos da América. fosse na assunção das responsabilidades de coordenação e representação comunitária em momentos marcantes como foram. consagrado em Lisboa logo no início do semestre sob nossa responsabilidade. Pela análise da balança comercial. instrumentos e competências que visam habilitar a União Europeia a prosseguir de forma mais ágil e eficaz os seus fins. na área do ambiente e alterações climáticas. com um saldo favorável a Portugal nos últimos anos. os Estados Unidos da América constituem o principal mercado de destino das exportações portuguesas. cada vez mais. como um parceiro incontornável em áreas como as do comércio e investimento. fundamenta-se na para nós óbvia convicção de que o desenvolvimento de uma parceria transatlântica sólida e amadurecida e a estruturação de uma União Europeia mais consistente e meEmbaixador de Portugal nos Estados Unidos da América João de Vallera lhor apetrechada constituem objectivos não só compatíveis. numa partilha de princípios e valores comuns e é prosseguida em diversos planos – do bilateral aos espaços mais amplos onde confluem interesses globais e colectivos. que queremos aprofundar. do desenvolvimento sustentável e da democracia. como é também do seu interesse o Tratado de Lisboa. nos últimos anos. assume-se como uma realidade política. que não se contenta com o facto do espaço transatlântico constituir. A agenda transatlântica ocupou nela um espaço de relevo. que se realizou em Dezembro passado em Lisboa. como objectivos que mutuamente se reforçam. assim como proporcionou o ensejo para uma projecção acrescida de Portugal nos Estados Unidos da América. económicos. o European. por exemplo. Digno de nota é também o facto da estrutura das exportações portuguesas ter mudado significativamente. no seu conjunto. Uma intensificação significativa da relação económica bilateral teve lugar no quadro do extraordinário incremento que. inserida na vertente atlântica e marítima que constitui um dos pilares da política externa portuguesa. da energia e do ambiente. embora atenuado em 2007 em virtude da depreciação do Dólar face ao Euro. naqueles como em outros sectores. um novo e significativo instrumento operacional ao serviço da facilitação e promoção dos fluxos de comércio e investimento entre a União Europeia e os Estados Unidos da América. de que a União Europeia e a NATO constituem os mais relevantes expoentes. fosse na permanente consulta e articulação a respeito dos desafios globais e dos temas mais candentes da vida internacional. a reunião das Grandes Economias que teve lugar em Washington. Entre eles assumiu particular relevo. os objectivos de estabilização e desenvolvimento subjacentes à Estratégia Comum aprovada na Cimeira U. o maior – e ainda em expansão – bloco comercial e financeiro do mundo. cada vez mais incorporam novas tecnologias e inovação. passando ainda pelo desenvolvimento de acções de cooperação trilateral em áreas. onde Portugal participa e para a qual contribui desde 1986. económica e cultural em ascensão e. como a África. Acresce que algumas das realizações mais marcantes da última Presidência Portuguesa não deixarão de ter repercussões de relevo na esfera transatlântica: o estabelecimento de uma relação estratégica entre a União Europeia e o Brasil. que alguns poderão considerar temerária. se verificou no espaço económico transatlântico. Esta realidade esteve bem presente durante a III Presidência Portuguesa da União Europeia. E se a relação entre Portugal e os Estados Unidos da América sempre esteve ligada ao contexto mais vasto do elo transatlântico.American Business Council e o Transatlantic Business Dialogue. ao consagrar novas estruturas. fosse ainda na preparação da primeira reunião formal do Conselho Económico Transatlântico. que nos permitiu alargar horizontes e intensificar contactos em diferentes sectores dos seus meios políticos. naturalmente. podemos confirmar o aumento sustentado do volume de comércio entre os dois países. combinando a venda de bens tradicionais com produtos que. que terminou o seu mandato no final do ano passado./África. Depois da União Europeia.E. no âmbito económico. Enraíza-se ela. é acompanhado por um simétrico movimento de reforço do relacionamento entre o Brasil e os EUA.Artigo Portugal/Estados Unidos da América: um espaço de oportunidades Uma intensificação significativa da relação económica bilateral teve lugar no quadro do extraordinário incremento que. são de claro interesse para os nossos parceiros americanos. nos últimos anos. Em resultado de um processo gradual de aprofundamento interno e de alargamento. antes da Conferência de Bali. a colaboração estreita com a US Chamber of Commerce. culturais e académicos. que facilitou o crescimento das exportações americanas com destino a Portugal. 6 . Esta afirmação. O segundo semestre de 2008 serviu de palco para trocas de visitas de alto nível. sendo natural reconhecer que as responsabilidades decorrentes do exercício da Presidência foram portadoras de uma dimensão mais substancial. onde a convergência de interesses e a capacidade de materialização a tornam possível. menos ainda é hoje possível dissociá-la da fundamental parceria que se desenvolve entre os EUA e a União Europeia. é consensualmente atribuída uma dimensão de natureza estratégica.

Contemplando o vasto e evolutivo espaço de oportunidades que se oferece para a aproximação entre os dois países. Estamos a falar de importantes intervenções nas energias renováveis. onde a vinhos portugueses são conferidas as mais altas classificações por prestigiadas revistas do sector. 7 . da investigação científica e tecnológica e do aproveitamento dos seus resultados pelo aparelho produtivo. embora continue a ser o mais importante com origem no exterior da zona Euro. o continuado investimento feito nos núcleos de língua e cultura portuguesa existentes em diversas universidades americanas. como a denominada Encompassing the Globe. nos equipamentos eléctricos. mas de tal movimento dependerá em muito decisiva medida. talvez por efeito da corrente debilidade do dólar. Os fluxos turísticos entre os dois países recuperam finalmente do trauma causado pelos atentados do 11 de Setembro de 2001. no National Museum of Women in the Arts. A amizade e aliança entre os nossos países e povos permanecerá uma constante. Cabe sublinhar que para a dinamização do nosso relacionamento económico e cultural muito têm contribuído as numerosas Comunidades de portugueses e de luso-descendentes que ao residir. em termos impensáveis há pouco tempo ainda. A Câmara de Comércio Americana em Portugal. as diversas e empenhadas iniciativas promovidas pela Fundação Luso-Americana. nas infra-estruturas rodoviárias ou no sector vitivinícola. Esperamos que as amplas reformas estruturais que o Governo português prossegue em benefício do ambiente de investimento externo. ganhando contratos ou recebendo prémios. por outro. fazendo investimentos. num mundo globalizado em que a concorrência se intensificará a todos os níveis da actividade humana. o muito que há ainda a fazer. o investimento americano em Portugal diminuiu. estudar e trabalhar nos EUA. ou a retrospectiva de Paula Rego. pelo lugar único que ocupa na intersecção dos interesses económicos entre os dois países. Decisores de empresas nacionais optaram por entrar no mercado dos Estados Unidos da América e projectar-se para além das áreas tradicionais. No capítulo da projecção da imagem. por um lado. a qualidade e densidade do nosso relacionamento futuro. Os acordos de cooperação recentemente celebrados com prestigiadas Universidades americanas abrem novos capítulos de relacionamento nos decisivos sectores da formação académica. em museus da Smithsonian Institution.Artigo A depreciação do dólar. possam contribuir para um aumento significativo dos fluxos de investimento e de turismo dos Estados Unidos da América para Portugal. da história. sentimo-nos tentados a apelar às so- ciedades civis portuguesa e americana para que continuem a descobrir e a explorar os múltiplos caminhos que conduzam à sua concretização. da língua e da cultura portuguesas nos EUA merecem destaque exposições realizadas nos últimos meses em Washington. e as novas ofertas de produtos e serviços turísticos que o sector privado está a promover. pelo distinto acervo de realizações que tem em carteira. Em contrapartida. os desafios da globalização e as oportunidades oferecidas pelo mercado norte-americano contribuíram também para que os EUA fossem inseridos na rota da internacionalização da economia portuguesa. está particularmente bem colocada para vencer este desafio. vêm cimentando de forma consistente os vínculos entre os dois países. a que se juntam novas acções de Fundações como a Calouste Gulbenkian.

e que incluiu as muito badaladas falências da Enron e da Worldcom. o que conduz a uma maior dispersão do capital social das empresas. abertura de mercados tradicionalmente marcados por uma atitude proteccionista face ao investimento estrangeiro e ainda em virtude do crescente recurso ao mercado de capitais enquanto fonte alternativa de capital para o desenvolvimento dos projectos empresariais das Organizações. qualquer gestor. Existe assim um sentimento cada vez mais generalizado no tecido empresarial que a adopção e cumprimento das regras e recomendações em linha com as melhores práticas de Governo da Sociedade irá. rapidamente passou para a Europa. Credores. sendo a transferência deste risco para o mercado segurador universalmente encarada como uma best practice. passou a assumir uma especial relevância visto que as relações entre a gestão e os restantes stakeholders da organização. As apólices de Responsabilidade Civil de Administradores e Directores (vulgo D&O) são hoje encaradas. Por isso. a Responsabilidade Civil dos Administradores e titulares de cargos de gestão das Organizações assume assim um papel particularmente relevante. colaboradores e outros intervenientes no mundo corporativo. particularmente após a crise vivida nos mercados financeiros no início deste século. primeiramente no Reino Unido e posteriormente na Europa Continental. No âmbito do Governo das Sociedades. e mesmo como um beneficio social que se atribui aos Administradores e Directores comparável a um seguro de vida ou de saúde. independentemente da dimensão da empresa. como uma componente natural do programa de seguros de uma organização. que desenvolveram legislação e regulamentação específica que incorpora um conjunto de requisitos nomeadamente no que concerne ao dever de informação. ao tradicional binómio Gestão vs. houver perdas financeiras e indemnizações delas decorrentes. independentemente da sua dimensão. Longe vão os tempos em que o objectivo único da gestão de uma empresa era a maximização do lucro. Governo das Sociedades ou Corporate Governance. a uma crescente pressão por parte das entidades de regulação. São muitos os Países. utilizando o termo anglo-saxónico. Colaboradores. sendo que algumas destas acções conduziram a indemnizações milionárias e com grande exposição mediática. Assim nasceu o seguro de D&O. Este ambiente de crescente litigância. como também dar aos actuais e futuros investidores um grau de confiança acrescido relativamente à rentabilização dos seus investimentos. consubstanciada na implementação de um conjunto de leis e normativos que pretendiam dar corpo a um maior escrutínio às actividades desenvolvidas pela gestão em sede de Governo das Sociedades. Gestão vs. Assim. Realidade Portuguesa Em Portugal. temos hoje que acrescentar outros como sejam Gestão vs. que pretende definir o conjunto das regras que caracterizam a forma como uma empresa é gerida e como são controlados os diferentes riscos a que está sujeita. que se destina a proteger o património pessoal destes últimos quando em virtude de um erro ou omissão por eles cometido(s).Artigo A Responsabilidade Civil dos Administradores Longe vão os tempos em que o objectivo único da gestão de uma empresa era a maximização do lucro. possibilitando um maior controlo interno dos riscos empresariais. O mercado segurador tem vindo a apresentar um conjunto de soluções sendo que no caso particular da AIG. Gestão vs. como também à própria evolução do mercado. no sentido de se encontrar um instrumento que permitisse transferir este risco para uma Seguradora. fundamentalmente os accionistas e colaboradores. entre outros. Este enquadramento mereceu uma resposta por parte do Mercado SeguDirector Geral da AIG Pedro Penalva rador. entre os quais Portugal. Nas últimas décadas temos assistido a uma importante evolução no mundo empresarial fruto. não só às alterações legislativas. Neste quadro o tema da Responsabilidade Civil dos Administradores. ameaçava tornar difícil atrair para os Órgãos Sociais profissionais talentosos e capazes de assumir os riscos necessários para as organizações continuarem a progredir num ambiente altamente competitivo. conheceram evoluções importantes e ocorreu claramente uma alteração de paradigma. Concorrentes e até mesmo Gestão vs Meio Ambiente. na esmagadora maioria dos Países desenvolvidos. transparência e cumprimento de recomendações específicas. a Companhia foi pioneira do desenvolvimento deste produto segurador – D&O – tendo o mesmo evoluído ao longo dos anos para se adaptar. do fenómeno da globalização. garantindo assim. Clientes. possibilitando que os Administradores e Directores continuassem a desenvolver e executar as suas estratégias sem constrangimentos. não só acrescentar valor ao projecto empresarial. fundamentalmente fruto da elaboração do livro branco de Corporate Governan- 8 . o processo evolutivo que acima descrevemos conheceu desenvolvimentos importantes nos últimos três a quatro anos. passamos a ter estruturas marcadas por uma dispersão de capital por conjuntos de accionistas muitas vezes com interesses e objectivos não concordantes. que se iniciou nos Estados Unidos. Propriedade (o terreno mais profíquo em termos de litigância em matéria de Responsabilidade dos Administradores). está hoje em dia muito exposto. Este crescente escrutínio. Paralelamente assistimos também. que a responsabilidade pessoal dos Administradores se encontrasse devidamente garantida por um contrato de seguro. dentro de determinados pressupostos. As Empresas defrontavam-se assim com uma situação em que a crescente complexidade em matéria regulatória e o cada vez mais apertado escrutínio a que estavam sujeitos os Administradores e Directores das empresas. enquanto componente de uma disciplina mais ampla. No essencial. Gestão vs. de um modelo clássico. no qual a gestão se confundia com o capital. alteração de paradigma e também práticas de litigância em alguns Países conduziu a um recrudescimento das acções contra Administradores movidos por accionistas.

o D&O vai normalmente muito mais além dos montantes mínimos fixados na lei. Assim. não resumindo a sua actividade às fronteiras Portuguesas. se em meados dos anos 90 eram as empresas que tinham algum tipo de valores mobiliários cotados na Bolsa de Nova Iorque a preocuparem-se com este tema e a recorreram às soluções apresentadas pelo Mercado Segurador. ainda de dimensão reduzida mas com uma gestão moderna e dinâmica. tratando-se de um produto concebido exclusivamente com o intuito de substituir a obrigatoriedade de prestar caução. Por exemplo em termos de capitais seguros. a solução que desenvolvemos e apresentámos ao mercado passa pela articulação entre uma apólice D&O que. A Câmara de Comércio Americana em Portugal agradece a todos os Sócios Patrocinadores 9 A categoria de Sócio Patrocinador traz à sua Empresa grandes vantagens. com um produto especifíco desenvolvido à medida para o mercado Português e que responde aos requesitos impostos pelo Código das Sociedades Comerciais. sendo seguida pela generalidade das grandes Empresas Mundiais. fruto da nossa posição de clara dominância neste mercado. tal como definido na lei. em virtude da crescente pressão para o cumprimento de regras e best practices internacionais de Governo das Sociedades e ultimamente pela ainda recente alteração ao Código das Sociedades Comerciais. conforme definido na nova redacção do artigo 396º. fez com que o perfil se tenha heterogenizado de forma significativa. visto que a redacção que o legislador decidiu implementar implicou a necessidade de um produto especifíco que respondesse a esta questão. A contratação deste produto (para cumprir com a obrigatoriedade de caucionamento definida na lei). Importa salientar que. A Alteração ao Código das Sociedades Comerciais acima mencionado. Sobre este último ponto importa salientar a relevância que apresentam alterações como a inversão do ónus da prova (cabe ao Administrador provar que agiu sem culpa) e também a obrigatoriedade de caucionamento da responsabilidade dos Administradores e Membros do Conselho Fiscal. .Artigo ce numa iniciativa promovida pela CMVM. as grandes cotadas portuguesas começaram também a comprar esta apólice. por favor contacte-nos. a partir da viragem do século. conforme disposto no Artº 396 do Código acima mencionado. Este instrumento funciona ainda como um instrumento de atracção de talento. que poderão assim concentrar-se a 100% no crescimento das suas organizações. possui também um conjunto de diferenças e limitações quando comparado com o tradicional D&O. Este novo produto é sem dúvida um derivado do D&O e por isso ambos têm algumas características que se assemelham. Se desejar tornar-se Sócio Patrocinador ou receber mais informação. a crescente preocupação com o alinhamento das práticas empresariais com a best practices que. fundamentalmente no que respeita à obrigatoriedade de caucionamento da da responsabilidade dos administradores e fiscalizadores. pois caso haja alguma alegação de que cometeram um erro ou omissão. A partir de 2006. a influência dos parceiros internacionais. visto que será possível às empresas nacionais atrair quadros de elevada qualidade. implicou a necessidade de desenvolvimento de soluções particulares. ganha por isso uma outra dimensão quando feita em conjunto com a contratação de uma apólice de D&O em paralelo. terão uma equipa que não só os ajudará a preparar a sua defesa. sendo a forma adequada de se garantir uma efectiva transferência de risco nesta matéria. sendo que hoje em dia PMEs. No entanto. é uma referência mundial. espiríto empreendedor e olhando para o mercado de forma global. como inclusivamente pagará uma possível indemnização que venha ser definida judicialmente. eram seguidas internacionalmente e ainda a revisão do Código das Sociedades Comerciais ocorrida esse ano. no caso particular da AIG. em termos de governo das sociedades. já dispõem deste instrumento de transferência de risco garantindo o acesso aos seus quadros a ferramentas comparáveis com as que estão à disposição dos seus concorrentes internacionais.

with 66. A few months later. The systems of regulation and taxation in the United States give foreign investors a high degree of operational freedom. In addition. November 2007 10 .S.S. subsidiaries more people in the United States than Microsoft and Nike combined. This trend has reinforced the need for the United States to renew its commitment to open investment and to policies that make the United States attractive to FDI. Commerce Under Secretary for International Trade Frank Lavin announced the creation of the Invest in America initiative to promote foreign direct investment (FDI) to the United States. share of global FDI inflows has fallen since 1999 (Figure 1). market. Over Figure 1. foreign firms account for 10 percent of U. capital investment.S. the United States has the largest roadway system. according to the Times Higher Education Supplement. railway network. Foreign firms currently employ more than 5 million U.” Companies in Portugal have recognized these advantages.000. or near the top of. with a per capita income of approximately $45. and jobs. most major indicators on business and investment climate quality (see Figure 2). Furthermore. maintains free trade agreements with 15 partner countries. There are more than 4.. affiliates and have created more than 4.000 employees in the United States. and almost 20 percent of American exports. indeed. Share (%) 15% 10% 5% 0% 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Source: United Nations Conference on Trade and Development. in which he reaffirmed the commitment by the United States to promote open investment policies. With a population of more than 300 million people. As Undersecretary Lavin indicated last year. most productive. the United States consistently ranks at. and most innovative worldwide. Under Secretary Lavin said.S.S.S. This program is focused on outreach to foreign governments and investors. The American workforce ranks as one of the best educated. offer many advantages. workers through their U.S. Share of Global FDI Inflows. Analysis of data provided in UNCTAD foreign direct investment database. Efacec announced plans to build a power substation plant near Rincon. World Investment Report. offers the largest and most technologically advanced economy in the world.79 trillion. “The United States welcomes foreign investment and the jobs and prosperity it creates. investing in the United States Senior Commercial Officer. and that Portuguese companies are finding it beneficial to establish a more direct presence in the U.S.S. U. six of the top ten universities in the world are in the U. The United States is the world’s largest recipient of FDI ($175. All of the above are positive indications that the U. both as a key driver of national income and as an important source of innovation.5 million indirect jobs. support for state governments’ investment promotion efforts. the U. Brisa signed a concession to develop and operate a highway extension around the city of Denver in Colorado. In 2005. U. Siemens (a German company) employs through its U. Embassy Lisbon U. the U.S. In March 2007. including the best workforce in the world. The United States. We are seeing increasing global competition for investment flows and we need to make sure that international investors understand the unique advantages of the United States.S. accounts for 42 percent of the global consumer goods market. is open to Portuguese investments.S.000 universities and colleges in the United States and. gross domestic product. In addition. Commercial Service Dillon Barnerjee does. exports. Global companies invest in the United States to be closer to their suppliers and customers in a dynamic market. In introducing the initiative. For instance. Indeed. Invest in America supports President Bush’s May 2007 statement on open economies. the U.S. In August. foreign direct investment plays a major role in the U. number of airports. 1994-2006 30% 25% 20% U.S. economy. the total stock of FDI in the United States in 2006 was equivalent to 13. giving foreign investors access to diverse markets around the world. almost double that of 10 years earlier). At $1.5 percent of the U.S. U. and addressing business climate concerns by serving as ombudsman in Washington for the international investment community. 2007.4 billion in 2006. However.Análise Why it’s Smart to Invest in America Of the top ten world economies. 15 percent of annual research and development in the U.S. economy. and over the past year there have been some notable Portuguese investments in the United States.S. EDP announced its acquisition of Horizon Wind Energy from Goldman Sachs for over $2 billion. On March 7.S.S. and quantity of Internet hosts. Georgia in the southeast corner of the state. the average compensation at foreign-owned firms in the United States was more than 30 percent higher than that at private sector firms in the remainder of the U.

076 29 24 53 51 31. Since 2000. Of the 173. Current Prices” . The Invest in America program seeks to capitalize and build upon the United States’ reputation for being a friendly and hospitable country where many foreigners live and invest. Commercial Service of the U. 7Ibid. the country’s highly trained and educated workforce has helped maintain an average annual business productivity rate of approximately 3.The Economist.016 70 40 122 64 5.S. 8The World’s Top 200 Universities .543 15 5 31 64 36.1 million nonimmigrant visas were issued in 2006 for these three countries alone – almost 19 percent of all nonimmigrant visas issued worldwide last year.The Times Higher Education Supplement. railway network. than in any other country in the G-7.UNCTAD. In that regard.The World Bank Group. boasts some of the largest cultural diasporas in the world.903 630 153 0 20.523 37 175.729 495 3 42. and when these assurances are met the transaction is allowed to proceed. the United States benefits from being an economy open to people. Patent Office in 2006. can also attest to the outstanding infrastructure that the country offers to its residents and businesses. The United States is also home to some of the world’s busiest international bulk cargo and container handling ports. 11 . between 1992 and 2006.024 7. Other hesitations pertain to visa requirements and the perceived difficulties involved in attaining travel authorizations to conduct business and administer investments in the U. 56 million Americans have obtained a Bachelor’s degree or higher. Of the top ten world economies. together with the other advantages outlined above. 1 Inward FDI Potencial Index 2003 to 2005 . almost 50 percent of the applications originated from a foreign country. In fact. feel free to contact the U.141 672 177 6 69. 2World Business/INSEAD 2007. and quantity of Internet hosts. CFIUS has the authority under a voluntary review mechanism to review individual FDI transactions to determine their effects. 5World Economic Outlook Database “2006 GDP per Capita.S.041 25 27 38 83 27.708 1.S. the substantial majority of visa applicants in those countries do receive visas.S.000 patents granted by the U. Five of the top ten airports by air cargo volume are in the United States. and Brazil may perceive difficulties in obtaining visas to the United States. For more information on the Invest in America program.717 261 57 0 18. investment climate persist around the world. the U. These conditions. 9UNCTAD FDI Database 2006. As a nation of immigrants. Over 1. the Department of State issued over 3.870 30 29 83 83 2. risk mitigation assurances are requested for only a few transactions per year. Since 2000.506 6 2 20 83 35. number of airports. ideas.S.920 894 4 -6.S. In sum. particularly those related to the level of scrutiny proposed investments must withstand as part of the Committee on Foreign Investment in the United States (CFIUS) mandate.807 1.391 255 2 81.S. 4Ibid. Those who have visited the U.433 1.2 percent. India. make it a smart move to invest in America. 3Doing Business 2008 .468 3 3 6 9 39. the U. The world comes to the United States to invest in research and development and to commercialize the results of their creativity.International Monetary Fund.791 1. Although residents of some countries such as China. the United States has been home to more Nobel Laureates in the sciences than all other countries.045 295 0 39. Statistics from the first half of fiscal year 2007 indicated that volumes continued to grow. economy also offers foreign investors a first-rate research and development climate. products. Embassy in Lisbon (21-770-2528). The overwhelming majority of FDI in the United States does not necessitate a CFIUS review. on national security.S. the United States has the largest roadway system.371 319 19 139. and remains committed to affording all foreign investors fair and equitable treatment. if any.394 24 4 12 12 34. Tthe United States does not in fact maintain a mandatory investment screening body.S. American labor productivity in manufacturing has grown faster in the U.Análise FDI Potencial Index (Rank)1 Global Innovation Index (Rank)2 Ease of Doing Business Index (Rank)3 Protecting Investors Index (Rank)4 Per Capita GDT (US$)5 Services Output (US$B)6 Manufacturing Output (US$B)7 Top 100 Universities8 FDI Inflows 2006 (US$M)9 1 1 3 5 44. The U. 6“Pocket World in Figures 2007” . surpassing 2005 volumes.159 4 8 7 5 39.013 786 889 3 69. Where CFIUS reviews have been conducted.181 2. and investment. including the busiest cargo airport in the world.S.4 million tourist and business visas in fiscal year 2006. provides a strong regime of intellectual property rights protection and enforcement.630 1. Some misperceptions about the U. On average.782 Note: Countries ordered by GDP .

por efeito destas reformas. registo de propriedades. as publicações e as inscrições subsequentes no ficheiro central de pessoas colectivas. o que custava cerca de 14€ por cada livro. no relatório de 20063. nomeadamente: iniciar uma empresa. na perspectiva da sua utilidade em melhorar a actividade empresarial em 10 áreas fundamentais: iniciar uma empresa. um número considerável de reformas encetadas nestes já três anos de Governo visaram. Mundial.000 actos por esta via. melhorando as condições contextuais para um maior investimento. reduzindo significativamente os custos para os agentes económicos. no web site www. em muitas situações. Tornaram-se as fusões e cisões mais fáceis e baratas. As vias preferenciais do desenvolvimento dos objectivos desta reforma foram a disponibilização de serviços de justiça integrados em balcão único. Eliminou-se a larga maioria dos livros da escrituração mercantil das empresas. as certidões.org/documents/FullReport/2008/DB08_Full_Report. “Doing Business in 2007 . e três publicações em site Mundial. simultaneamente. 12 . “Doing Business in 2007 . contribuindo para a simplificação. 9. pagar impostos. 2008. Mundial.How to Reform” in http://www.doingbusiness.doingbusiness.org/documents/FullReport/2008/DB08_Full_Report. passando-se a prever. “Doing Business in 2008” in http://www. para 37.800 actos de registo comercial on-line. “Doing Business in 2008” in http://www. 2007. o Governo elegeu como prioritária a preocupação em proporcionar. de 2005 a 2008 foram abordadas pelo Banco Mundial. contratar funBanco Banco Banco 4 Banco 1 2 3 Alberto Bernardes Costa Ministro da Justiça cionários. bastando dois actos de registo.º no relatório de 20084. obter crédito. No período 2005/2006. que variava conforme os emolumentos pessoais. Esta prestação valeu a inclusão de Portugal no restrito grupo de 21 países elegíveis como “top reformers”. pag.2 A posição de Portugal no ranking do Banco Mundial subiu.doingbusiness. nacional ou estrangeiro. 6. cidadãos e empresas. pense-se. consequentemente. foi reconhecido o nosso esforço em acelerar e simplificar os procedimentos administrativos para iniciar uma empresa.mj. passou a ser possível criar sociedades num único balcão nas conservatórias de registo comercial.doingbusiness. 2008.pdf. a actividade empresarial. registo de propriedades. As nossas reformas têm sido analisadas pelo Banco Mundial. A Empresa na Hora permitiu o reconhecimento de Portugal como o maior reformador nesta matéria1. já foram publicados mais de 818.gov. obter alvarás. no projecto “Associação na Hora”.000). O tempo médio para a constituição de uma sociedade comercial através da “Empresa na Hora” é. 82.pdf. pag. preços de valor único e fixo. Eliminou-se a obrigatoriedade de actos desnecessários (cerca de 500. Até agora. entre muitos outros. pois. no projecto “Nascer Cidadão”. Importa. mais barata e mais segura (Empresa na Hora).How to Reform” in http://www.pdf. em vez de um preço fixado ad hoc. passando a ser publicados por forma electrónica e automática. proteger o investidor. pagar impostos. comércio internacional. ao delinear a estratégia de reforma da justiça para os quatro anos seguintes. pois todos os livros precisavam de ser legalizados.org/documents/FullReport/2008/DB08_Full_Report. pag. cumprir contratos e encerrar empresas. proteger o investidor. e uma justiça com uma gestão de meios mais racional.A Justiça em Portugal De entrave a suporte: reformas da justiça promotoras do investimento em Portugal Desde 10 de Julho de 2007 que a generalidade dos actos de registo comercial passou a poder ser praticada e paga pela Internet (alterações de estatutos. ela própria geradora e promotora de eficiência económica. Em 30 de Junho de 2006 operou-se uma grande alteração no registo comercial. Até Janeiro de 2008 foram solicitados mais de 6. de 45. 6. uma justiça mais útil a todos.org/documents/FullReport/2008/DB08_Full_Report. Reduziu-se e clarificou-se muitos dos custos da prática dos actos da vida das empresas.). Mas nem todas as reformas em matérias da competência exclusiva ou principal do Ministério da Justiça. em larga medida. pag.º. mais fácil. e nos projectos “Balcão Divórcio com Partilha” e “Balcão das Heranças”. um dos quais por depósito. a simplificação de procedimentos e processos e a disponibilização de serviços de justiça através da Internet. Apesar de muitas das reformas efectuadas terem como único destinatários as pessoas. de pouco mais de 40 minutos e já cerca de 71% das sociedades criadas em Portugal são “Empresas na Hora”. de forma mais rápida. cumprir contratos e encerrar empresas.Dossier . hoje.pdf. Iniciar uma empresa (Registo comercial) Desde 14 de Julho de 2005. No período 2006/2007 um número significativo das reformas lideradas pelo Ministério da Justiça viu o seu mérito reconhecido em 6 das 10 áreas fundamentais analisadas. por exemplo. 2007. Estima-se que as empresas poupem 15 a 17M€/ano.pt/ publicacoes. Desde 1 de Janeiro de 2006 que os actos da vida das empresas deixaram de ser publicados na III série do Diário da República. celeridade e diminuição de custos administrativos inerentes ao ciclo de vida das empresas e. Mundial. mostrar um pouco mais do que foi feito e do que se pensa fazer nessas áreas. etc. Em 2005. nos seus relatórios anuais intitulados “Doing Business”. na nossa economia. em papel. com redução de preços.

e. Por fim. designadamente. os municípios. igualmente. Passou. nomeadamente.casapronta. efectuado pelo notário e pelo conservador do registo (esta medida poupou aos agentes económicos o custo inerente a cerca de 65. a eliminação de actos de registo desnecessários. A entrega do código de acesso à Certidão Permanente substitui. entre outros actos. em especial. a definição clara e transparente dos preços dos actos de registo. qualquer pedido de registo relativo a uma marca. uma nova forma de entrega electrónica e totalmente desmaterializada de informações de natureza contabilística.empresaonline. Registo de propriedade (registo predial e de propriedade intelectual) Em 30 de Junho de 2006 passaram as conservatórias. em atendimento presencial único e sem deslocações a vários serviços de registo. é possível. exigir uma certidão de registo comercial em papel. É agora possível. com reduções de preço.pt. no mesmo sítio. Como consequência. junto das conservatórias públicas. Prestação de contas Embora não seja um serviço apenas do Ministério da Justiça. dos notários e dos solicitadores. Desde 10 de Julho de 2007 que a generalidade dos actos de registo comercial passou a poder ser praticada e paga pela Internet (alterações de estatutos. pagar os emolumentos e proceder ao suprimento de deficiências do processo de registo através da Internet. os advogados. Entre as mais importantes encontramse: a criação de balcões únicos em 5 entidades para a prática de actos relativos a imóveis junto das conservatórias/ serviços de registo. unificando num único preço todos os actos de registo necessários. E. fiscal e estatística pelas empresas ao Ministério da Justiça. sem necessidade de deslocações físicas. Já em 17 de Abril de 2008 este serviço passou a ser disponibilizado. Este serviço funciona já em oito locais e vai ser gradualmente expandido a outras zonas do território nacional. foram já criadas por dia 6. Este projecto já está disponível em 19 conservatórias do País e será brevemente alargado ao restante território nacional. No que concerne a alterações ao registo predial foram já aprovadas em Conselho de Ministros de 30 de Abril várias alterações que entrarão em vigor até 2009. permanentemente actualizada.pt. a todas as entidades públicas ou privadas que o recebam. para fazer uma procuração para adquirir um imóvel ou reconhecer assinaturas num contratopromessa de compra e venda de um imóvel). a informação constante de uma certidão do registo comercial permanentemente actualizada passou a estar disponível para quem subscreva este serviço.A Justiça em Portugal web por via electrónica.inpi. a eliminação de documentos desnecessários. a partir do dia 17 de Abril de 2008. certidões de outras conservatórias e serviços da administração pública. mais de 91% dos pedidos de registo de marca foram efectuados através da Internet. pedir a alteração da morada fiscal e pedir a isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis. a “Sucursal na Hora”. fazer o registo da aquisição e de hipoteca.inpi.000 “Certidões Permanentes”. desde 2007. a apresentação de uma certidão em papel. celebrar o contrato de compra e venda ou de hipoteca de um imóvel. Qualquer cidadão ou empresa passou a poder praticar qualquer acto de registo comercial em qualquer conservatória do registo comercial do território nacional. a Informação Empresarial Simplificada (IES) constitui. igualmente. etc.empresaonline. sem necessidade de deslocações físicas.9 “Empresas on-line”). no sítio www. Desde 20 de Dezembro de 2006 passou a ser possível solicitar e pagar actos de registo comercial de unificação e cessão de quotas e alterações de órgãos sociais através da Internet. Desde 24 de Setembro de 2007. relacionados com heranças e renovação de registos de acções. nomeadamente. desde 22 de Dezembro de 2006.800 actos de registo comercial on-line. No que concerne especificamente à pro-priedade intelectual. em inglês e em português. Em 2007 foram emitidas mais de 594. a ser disponibilizado on-line o serviço “Certidão Permanente” de registo comercial. Desde 24 de Julho de 2007 que é possível tratar de todas as formalidades relativas à compra de uma casa num único ponto de atendimento. das câmaras de comércio e indústria. no mesmo dia. por exemplo. Eliminou-se a obrigatoriedade de celebração de escrituras públicas para a realização de actos da vida das empresas e. à Ad- 13 . Assim. Esta medida permite a criação imediata de representações permanentes em Portugal de entidades estrangeiras. Em Abril de 2008. mais de 65% dos pedidos de patente foram apresentados on-line. a disponibilização do registo predial on-line passando a ser possível pedir o registo. apresentar e pagar através da Internet pedidos de registo de invenções nacionais (patentes e modelos de utilidade). para todos os efeitos. os preços para a prática destes actos nas conservatórias desceram entre 28% e 60%.pt. às Finanças e à Segurança Social. como. dos advogados. passou a ser possível constituir sociedades através da Internet. em www. passou a ser possível solicitar e pagar através da Internet. com o mesmo valor jurídico. sem necessidade de deslocações físicas. assim. em www. foi criada. Até Janeiro de 2008 foram solicitados mais de 6. de forma mais barata.Dossier . em www. Basta aceder ao sítio www. Desde 1 de Janeiro de 2007 que foi eliminada a competência territorial das conservatórias de registo comercial. eliminando-se várias deslocações e emissão de certidões negativas do exercício do direito de preferência. a eliminação da competência territorial das conservatórias do registo predial. Foi também prevista a criação do atendimento personalizado “Operações especiais de registos” destinado a utentes que dele necessitem devido ao volume e complexidade dos pedidos de registo e operações imobiliárias que pretendam realizar. de forma mais barata. pagar os impostos. estando vedado. eliminou-se o duplo controlo da legalidade.pt para enviar por uma única vez a informação necessária ao exercício das preferências legais por diferentes entidades públicas. os solicitadores e as câmaras de comércio e indústria a poder autenticar documentos e reconhecer presencialmente assinaturas (por exemplo. simultaneamente. independentemente da conservatória da sede da sociedade em causa.). por fim. (em Abril de 2008. obrigando qualquer entidade pública ou privada a consultar o site em vez de solicitar uma certidão em papel.000 escrituras por ano).pt. Outras alterações previstas para o registo predial e que vão ter também um impacto positivo para a vida das empresas são: a criação da obrigação directa de registo predial após a realização do negócio. também. mediante a atribuição de um código de acesso. Até Abril de 2008. a criação da certidão on-line do registo predial.

simplificar procedimentos e disponibilizar serviços on-line. Estabeleceram-se. Iremos continuar a melhorar a gestão electrónica de processos nas conservatórias e nos tribunais. Encerrar empresas Desde 30 de Junho de 2006. aproveitando todas as potencialidades das tecnologias de informação e comunicação para a simplificação e a automatização dos processos.Dossier . que tenham terminado. A injunção é uma providência que permite que o credor de uma dívida obtenha. em 2007) e as contas anuais registadas pelas empresas. o lema das reformas na justiça ao serviço dos cidadãos e das empresas. 14 . O futuro da Justiça e a promoção do investimento em Portugal A Justiça está a fazer a sua parte para promover o investimento em Portugal. assim. sendo criado um procedimento administrativo da competência das conservatórias que entrou em vigor também em 30 de Junho de 2006 (por exemplo. maior rapidez.000 em 2006. Iremos continuar a contribuir para diminuir o peso dos custos burocráticos da justiça no orçamento familiar e no orçamento das empresas. Este é o nosso lema. causas de dissolução oficiosa de sociedades (por iniciativa do Estado). Também já em 2008 foram aprovadas pela Assembleia da República as propostas do Governo para tornar as execuções mais simples. Maior simplicidade. A injunção é um dos títulos executivos mais frequentemente utilizado. um título executivo. foi disponibilizada uma modalidade de “dissolução e liquidação na hora” de sociedades. Também desde 30 de Junho de 2006. não nos deixa totalmente satisfeitos. possibilitar fazê-lo de uma forma mais célere e mais eficaz. O nosso objectivo foi o de. sem esquecer a necessária formação adequada de todos os operadores. desde que: se verifique deliberação unânime dos sócios e haja uma declaração dos sócios de que a sociedade não tem activo nem passivo a liquidar. todo o processo. Cumprir contratos Desde 16 de Outubro de 2006 existem quatro tribunais-piloto – dois perto de Lisboa e dois no Porto – que aplicam regras de processo civil simplificadas (Regime Processual Civil Experimental) seguindo um modelo de simplificação processual já testado em outros países com ganhos substanciais de rapidez na elaboração das decisões. ficam. significativamente o número de recursos intercalares interpostos e. quase imediatamente disponíveis a todos em qualquer parte do mundo. promover a celeridade e eficácia das execuções. permitindo que o exequente possa substituir livremente o agente de execução. diminuindo. a sociedade não tenha procedido ao depósito dos documentos de prestação de contas e. que demoravam meses a ser disponibilizadas aos investidores. com eliminação de formalidades desnecessárias e reservando a intervenção do juiz para as situações em que exista efectivamente um conflito ou em que a relevância da questão o determine. e evitar acções judiciais desnecessárias. se tenha verificado a omissão de entrega da declaração fiscal de rendimentos). Em 2007 foram entregues cerca de 405. o pagamento e a tramitação de forma electrónica do procedimento de injunção. Iremos continuar a consolidar os meios alternativos de resolução de litígios de modo a descongestionar os tribunais e a providenciar uma justiça mais próxima de todos e mais participada. sem necessidade de promover uma acção declarativa num tribunal. de forma célere e simplificada. para mais de 310. A “Desmaterialização das Injun- ções” permite tornar mais simples. por inexistência de bens penhoráveis. alargando a possibilidade de desempenho dessas funções a advogados. informatização e aceleração de todo o processo de cobrança judicial de dívidas. durante dois anos consecutivos. Queremos que na vida das empresas se sinta a mudança de mentalidade que estas reformas trazem e que continuarão a promover.000 IES. Com a IES o mercado português ficou mais transparente e competitivo pois o universo de empresas com contas anuais registadas cresceu quase quatro vezes (de 80. cumulativamente. menores custos. Com esta agilização da acção executiva prevê-se fechar o ciclo da simplificação. Iremos continuar a privilegiar a comunicação electrónica entre serviços da administração pública. Com a IES. mais barata e mais transparente a fase inicial da cobrança de dívidas (a obtenção de um título executivo). sem prejuízo de formação adequada e introduzindo a possibilidade de utilização da arbitragem institucionalizada na acção executiva. Mas o reconhecimento do sucesso. criando uma lista pública disponibilizada na Internet com dados sobre execuções frustradas. a diminuição da duração global do processo. ao Instituto Nacional de Estatística e ao Banco de Portugal.000. assim. cada vez que se cobra uma dívida utilizando o sistema judicial. e continuar a promover a disponibilização de informação às empresas e ao cidadão também por via electrónica. igualmente.A Justiça em Portugal ministração Fiscal. quer por outras instituições internacionais. mais rápida. em especial na área da justiça. passou a ser facultativa a celebração de escritura pública nos casos de dissolução da sociedade por deliberação dos sócios. num só momento. facilitando. ou seja. as empresas passaram a cumprir quatro obrigações perante quatro entidades públicas diferentes através da Internet. agora. quando. maior acesso. Já em Março de 2008 foi criado o Balcão Nacional de Injunções e foi totalmente informatizado o procedimento de injunção. Foi neste sentido que se possibilitou a entrega. Todo este esforço tem obtido resultados muito bons na redução de formalidades e dos custos administrativos indirectos e directos para as empresas. Em dois meses de funcionamento cerca de 94% das injunções foram iniciadas através da Internet sem qualquer envio de papel. quer pelo Banco Mundial. Também quanto aos recursos em processo civil foi implementada uma reforma em 2007 que visa a racionalização dos procedimentos de recurso. através da Internet. A política do Ministério desde 2005 tem sido a de concentrar e melhorar os serviços.

“Uma reforma reguladora mais extensa traz grandes benefícios sobretudo para as mulheres”. competindo com o rápido crescimento da Ásia Oriental no passado”. Reformas no Médio Oriente e no Norte de África estão ganhando impulso. A América Latina e o Extremo Oriente estão no fim da lista dos reformadores. com frequência. obrigando-as a enveredar pelo sector informal. reforçaram os direitos de propriedade. Croácia. Egipto. tornando o uso de notários facultativo. Ilhas Maurícias. Moçambique. Portugal subiu 5 posições no ranking de facilidade para fazer negócios. República Checa. aumentaram o acesso ao crédito. Entre os países que mais reformas fez está Portugal que estabeleceu um processo rápido de liquidação voluntária para empresas comerciais. Georgia. os outros principais 10 reformadores são (por ordem) a Croácia. De uma forma geral. acrescentou. Na República Democrática do Congo. Portugal. “Os investidores procuram potencial para lucros e encontram-no em economias que estão reformando. A Estónia. independentemente do seu ponto de partida”. todos eles fizeram melhorias na facilidade para fazer negócios. eliminam procedimentos desnecessários. Como parte do processo de modernização da adminsitração do governo português. Houve ainda onze países que fizeram três ou mais reformas: Arménia. a Europa de Leste e a Ásia Central ultrapassaram o Extremo Oriente na facilidade para se fazer negócios. mais empresários se lançam em negócios”. reformando em cinco das 10 áreas estudadas pelo Doing Business. acrescentou o Sr. intensificaram a protecção ao investidor. o país onde existe o clima mais favorável para negócios de todo o antigo bloco socialista. à medida que os governos simplificaram as regulações para o exercício da actividade económica. Arábia Saudita e Tunísia. Para além do Egipto. lideradas pelo Egipto. Bulgária e Hungria estão entre os principais reformadores da região. Honduras. estão a ser lançados mais negócios. Este ano. afirmou Simeon Djankov. vice-presidente do desenvolvimento do sector financeiro e privado da IFC/Banco Mundial. com melhorias em 6 das 10 áreas estudadas por Doing Business. Arábia Saudita. Moçambique substituiu o antigo código comercial de 1888 com um novo diploma que introduz novas regras de governancia corporativa e fortalece os direitos dos accionistas minoritários. A China destacou-se no Extremo Oriente. “A Europa de Leste tem assistido a uma explosão na entrada de novos negócios. Tunísia e Uzbequistão. As novas regras permitem que o tribunal decida sobre um número elevado de casos tendo por base um caso do mesmo género. Adicionalmente. o Egipto está no topo da lista de reformadores tornando mais fácil fazer negócios. afirmou Caralee McLiesh. alcançando a posição 37 entre 178 economias. regulações que podem pretender protegê-las mas que têm um efeito contraproducente. foram introduzidas 200 reformas – em 98 economias – entre Abril de 2006 e Junho de 2007. Os grandes mercados emergentes estão reformando com mais rapidez: China. Singapura comanda os rankings agregados relativamente à facilidade de negócios. Na liderança das reformas no sul da África figuram também Madagáscar e Moçambique. reduziram a carga fiscal e aceleraram o comércio ao mesmo tempo que reduziram os custos. as Ilhas Maurícias lideram as classificações de África no domínio da facilidade para fazer negócios. um empresário pode agora fechar a sua empresas no registro comercial. Macedónia. O tempo para criar uma empresa diminuiu em quase 3 meses. Os reformadores tornaram mais fácil começar um negócio. as reformas foram desiguais no resto da região. Pelo segundo ano consecutivo. Macedónia. onde gozam de pouca segurança de emprego e de reduzidos benefícios sociais”. o aumento de juizes specializados em casos comerciais deverá melhorar o funcionamento dos tribunais. Países da Europa de Leste e a antiga União Soviética foram os grandes reformadores em 2006/07 – a par de um grande grupo de mercados emergentes.A Justiça em Portugal Doing Business 2008 by Banco Mundial Rita Ramalho Economista co-autora do Estudo Doing Business 2008 publicado pelo Banco Mundial Entre os países que mais reformas fez está Portugal que estabeleceu um processo rápido de liquidação voluntária para empresas comerciais. uma das autoras do relatório.” afirmou Michael Klein. onde as mulheres precisam da autorização dos maridos Graças à reforma da regulação que rege a actividade económica. A Georgia e a Letónia também estão entre os 25 melhores. O Egipto melhorou muito a sua posição nos rankings. Este processo reduziu o tempo para registro de propriedade de 81 para 42 dias. Gana. Ao todo. “O relatório conclui que os dividendos do investimento são mais altos nos países que estão reformando. incluindo a China e a Índia. Reduzindo o onús administrativo. Os rankings mais altos na facilidade para fazer negócios estão associados com percentagens mais elevadas de mulheres entre empresários e empregados. “As mulheres enfrentam. Indonésia. incentivam a que as par- 15 . o registro predial em Lisboa tem vindo a ser computarizado. “Os resultados demonstram que. autor principal do relatório. Quénia. Ocupando a 27ª posição no ranking global.Dossier . o Gana e o Quénia lideraram as reformas. Klein. O novo código comercial também moderniza o processo de registro de empresas. te cooperem e permitem a submissão de testemunhos por escrito. surgindo também como o país com mais reformas da região. Guatemala. Índia. com a execução de uma lei muito abrangente sobre direitos de propriedade privada e uma nova lei sobre falências. Portugal introduziu regras mais simples para a execução de dívidas de montantes pequenos. Burkina Faso. Este ano. Vários países da região até ultrapassaram muitas economias da Europa Ocidental nesta classifição. Portugal também diminuiu a taxa municipal de imposto sobre as empresas. Colómbia. conclui Doing Business 2008 – o quinto de uma série anual publicada pelo Banco Mundial e pela Corporação Financeira Internacional (IFC).ª posição no ranking dos países que oferecem a maior facilidade para negócios. Em África. Georgia. Turquia e Vietname. Em consequência destas reformas. China e Bulgária. sem que quase metade dos países tivesse introduzido uma única reforma. Butão. ocupa a 17.

qualidade da infra-estrutura. Bélgica. Classificações em facilidade para se fazer negócios 2008 Classificação 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 Economia Singapura Nova Zelândia Estados Unidos Hong Kong. As classificações baseiam-se em 10 indicadores de regulamentação de negócios que medem o tempo e custo para atender aos requisitos governamentais para início. Finlândia. comercialização. Islândia. As 25 melhores (em ordem) são Singapura. volatilidade da moeda. operação. Nova Zelândia. Tailândia. 16 . Arábia Saudita. Fonte: Banco de dados Doing Business. Os 10 maiores reformadores em 2006/2007 Economia Egipto Croácia Gana Macedónia Geórgia Colômbia Arábia Saudita Quénia China Bulgária Abertura de empresas ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ Obtenção de alvarás ✓ Contatação de funcionários Registo de propriedades ✓ ✓ ✓ ✓ Obtenção de crédito ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ Protecção ao investidor Pagamento de impostos Comércio internacional ✓ ✓ ✓ ✓ Cumprimento de contratos Fechamento de empresas ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ Nota: As economias são classificadas pelo número de reformas e seu impacto. china Dinarmarca Reino Unido Canadá Irlanda Austrália Islândia Noruega Japão Finlândia Suécia Tailândia Suíça Estónia Geórgia Bélgica Alemanha Holanda Letónia Arábia Saudita Malásia Áustria Lituânia Maurícia Porto Rico Israel Coreia França Eslováquia Chile Santa Lúcia África do Sul Fiji Portugal Espanha Arménia Kuwait Antígua e Barbuda Luxemburgo Namíbia México Hungria 2008 Classificação 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 Economia Bulgária Tonga Roménia Omã Taiwan. Holanda. Malásia e Áustria. Noruega.Dossier . No vizinho Ruanda. onde não existem esses regulamentos. classifica essas economias pelo aumento na classificação em facilidade de fazer negócios em relação ao ano anterior. Canadá. Desde 2003 Doing Business inspirou ou informou mais de 113 reformas em âmbito mundial. Alemanha. as mulheres controlam mais de 41% das pequenas empresas. Reino Unido. As classificações não refletem áreas como política macroeconômica. As classificações em facilidade para se fazer negócios são a média das classificações do país nos 10 tópicos cobertos por Doing Business 2008. Hong Kong (China). Fonte: The World Bank-IFC Doing Business Project Tabela 1. Japão. Veja detalhes para se fazer negócios.A Justiça em Portugal para começarem um negócio. Irlanda. Austrália. Fonte: Banco de dados de Doing Business. Suécia. mais alta a classificação como reformadora. China Botsuana Mongólia Itália São Vicente e Granadinas Eslovénia República Checa Turquia Peru Belize Maldivas Samoa Vanuatu Jamaica São Cristóvão e Névis Panamá Colômbia Trinidad e Tobago Emirados Árabes Unidos El salvador Granada Cazaquistão Quênia Kiribati Polónia Macedónia Paquistão Dominica Brunei Ilhas Salomão Jordânia Montenegro Palau China Papua Nova Guiné Líbano Sérvia Gana Tunísia Ilhas Marshall 2008 Classificação 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 Economia Seicheles Vietname Moldávia Nicarágua República Quirguistão Suazilândia Azerbeijão Croácia Uruguai República Dominicana Grécia Sri Lanka Etiópia Paraguai Guiana Bósnia-Herzegovina Rússia Bangladesh Nigéria Argentina Bielo-Rússia Nepal Micronésia Iêmen Guatemala Costa Rica Zâmbia Gaza e Cisjordânia Uganda Butão Índia Honduras Brasil Indónesia Lesoto Argélia Egipto Malauí Equador Marrocos Tanzânia Gâmbia Cabo Verde Filipinas Moçambique 2008 Classificação 135 136 137 138 139 140 141 142 143 144 145 146 147 148 149 150 151 152 153 154 155 156 157 158 159 160 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 171 172 173 174 175 176 177 178 Economia Irão Albânia Síria Uzbequistão Ucrânia Bolívia Iraque Suriname Sudão Gabão Camboja Dijibuti Comores Haiti Madagascar Ruanda Benin Zimbábue Tadjiquistão Camarões Costa do Marfim Togo Mauritânia Mali Afeganistão Serra Leoa Burkina Faso Senegal São Tomé e Princípe Laos Guiné Equatorial Guiné Angola Timor-Leste Níger Libéria Eritréia Venezuela Chade Burundi Congo Guiné-Bissau República Centro Africana República Democrática do Congo Nota: As classificações para todas as economias são medidas em relação a Junho de 2007 e registadas nas tabelas de Países. percepções dos investidores ou taxas de criminalidade. Doing Business 2008 faz o ranking de 178 economias no que toca à facilidade de fazer negócios. Geórgia. tributação e fechamento de negócios. Quanto maior a melhoria. Letônia. só detêm 18% das pequenas empresas. Tabela 2. Estônia. Suíça. Segundo. Primeiro Doing Business selecciona as economias que realizaram reformas em 3 ou mais dos seus tópicos. Estados Unidos. Dinamarca.

8 13.480 30. o PIB per capita de Portugal poderia ser maior. a economia informal representa perto de 20% do total produzido no país. (2002).1 22. Esta instituição já reuniu um conjunto de evidências que demonstram que esse impacto é significativo.Dossier .710 7.0 76. muito provavelmente irá introduzir enviesamentos na tomada de decisões. dá-se espaço ao surgimento de comportamentos oportunistas e acordos pouco vantajosos entre as partes. até ao próprio efeito de proliferação da corrupção. a eficácia do sistema judicial é de especial relevância.2 13. que é um efeito vulgar quando na presença de um sistema que cria barreiras às decisões. a complexidade processual. Apesar de algumas medidas no sentido de desburocratizar e maior facilidade dos procedimentos.510 10. Daqui decorre que a falta de confiança no sistema judicial será incorporada nas decisões dos agentes económicos e. Antunes e Calvacanti (2006)2 defendem que. a sua morosidade e complexidade está na origem de custos demasiado elevados.600 24. Antunes. O Banco Mundial tem desenvolvido um conjunto de projectos de investigação sobre o impacto do funcionamento da instituição judicial no nível de crescimento e desenvolvimento económico dos países. Porque é urgente a reforma? A consciência desta problemática tem levado ao surgimento de alguns estudos que pretendem fazer uma aproximação quantitativa ao problema. Em particular. e que se não fosse por um incorrecto funcionamento do sistema. e que se não fosse por um incorrecto funcionamento do sistema. que não têm encontrado resposta nas práticas ainda obsoletas do sistema judicial. tal como nos restantes países da Europa. e em especial a garantia de que será aplicado. António e Tiago Calvacanti. proliferando as práticas de aproveitamento das falhas do sistema. evitam-se algumas áreas de negócio. a realidade económica tem evoluído rapidamente.320 25. em Portugal. o sistema mantém-se globalmente obsoleto e incapaz de dar respostas às solicitações. o PIB per capita de Portugal poderia ser maior. Sabe-se que esse impacto passa por investimentos que deixaram de ser feitos.4 14. importa analisar se as barreiras decorrentes de um sistema judicial ineficiente (também) são explicação para uma economia portuguesa com evolução mais lenta que as suas congéneres europeias. De facto. Não estando em causa a existência de leis justas. é importante para assegurar os direitos de propriedade e o cumprimento dos contractos efectuados. ainda que racionais do ponto de vista económico.0 Rendimento per capita oficial (em USD de 1999) 32. em tudo o resto semelhantes. propiciase a proliferação da economia paralela. Boletim Económico do Banco de Portugal (Primavera 2006). A ciência económica já deu como provado que as falhas do sistema judicial contribuem para a inibição do crescimento económico de um país relativamente a outros. 17 . garantindo a possibilidade de existência de transacções. “Custos de legalização.8 35. ou que o foram em condições menos favoráveis. “A justiça e o seu impacte sobre as empresas portuguesas”. um estudo de Costa e Pinheiro (2002)1 demonstra que os empresários portugueses são sensíveis a algumas falhas do funcionamento dos tribunais e isso afecta as suas decisões.600 14.4 26. Onde é difícil garantir o cumprimento da lei. onde a informação a este respeito é escassa. porque é a garantia da não ingerência do poder público na actividade das empresas.0 21. Assim.0 60. Não é fácil quantificar o impacto da ineficiência no sistema judicial no PIB de uma economia. e concretamente em Portugal. Célia e Armando Pinheiro. e nesse sentido tem promovido o financiamento e desenvolvimento de sistemas judiciais eficientes por todo o mundo. cumprimento de contratos e o sector informal”. atingido níveis de sofisticação elevados.390 310 Fonte: Antunes e Calvacanti (2006).0 15. Nomeadamente. o custo de oportunidade da ilegalidade é relativamente baixo.350 23. pré-requisitos para o correcto funcionamento do mercado. porque promove o relacionamento seguro entre os agentes económicos. que serão diferentes das que seriam tomadas na presença de um sistema eficaz. Tabela 1: Sector informal em Portugal (2006) Sector informal (% do rendimento per capita oficial) Dinamarca Canadá Alemanha França EUA Bélgica Portugal Espanha Itália Argentina Brasil Perú Nigéria 9. Numa segunda fase.030 19.000 19. Banco de Portugal. a incapacidade de garantir correctamente o seu cumprimento compromete a sua eficácia.8 10. fazendo surgir uma economia informal. A eficiência do sistema judicial e os possíveis efeitos na actividade económica Está demonstrado que o funcionamento eficaz das instituições é condição necessária para a eficiência de uma economia de mercado.60 4. Este é um valor elevado tendo em conta o observado nos restantes países desenvolvi- Costa.420 2. Esses estudos revelam que esse impacto existe.3 22. A qualidade do quadro legal. A consciência desta problemática tem levado ao surgimento de alguns estudos que pretendem fazer uma aproximação quantitativa ao problema. 1 2 De que forma Portugal é afectado pelo seu sistema judicial? Em Portugal é relativamente consensual nos vários sectores da sociedade que o sistema judicial funciona de forma ineficiente. Numa primeira fase. Embora os tribunais sejam considerados imparciais. em Portugal. Donde.A Justiça em Portugal As linhas gerais do Sistema Judicial Português. Esses estudos revelam que esse impacto existe.

6 85.7 88. HolanGráfico 1: PIB per capita vs Cumprimento da Lei (2006) PIB pc (PPP UE27=100) 160 Correl: 72% 140 120 100 80 60 40 20 50. há que entender as suas razões. o mau funcionamento do sistema judicial constitui um factor de incerteza e risco.5 99.0 80. A quarta forma de encarar o problema.2 86. pelo que são ponderados nas decisões dos investidores e empresários. já que o crescimento económico está fortemente correlacionado com alguns indicadores de funcionamento do sistema judicial.0 90.0 91. diminuição dos custos e que se garantam decisões justas.5 positivo tendo em consideração que não será uma reforma que exija um grande esforço.0 cial que promova um maior nível de eficiência. Para além disso. que tornam a estrutura pesada e lenta. Fonte: Governance Matters. 18 .2 87.3 Controlo de Corrupção 2002 93. No entanto.0 86. Neste caso. Portuguese Economic Journal (2004).8 75. O Banco Mundial sintetizou vários tipos de reformas que podem ser implementadas. Em 2006 (Tabela 2). Uma segunda escola de pensamento.Dossier . dependendo do problema que afecta determinado sistema. Assim. também de acordo com o Banco Mundial.0 Tabela 2: Nível de eficácia das instituições (percentis.0 Fonte: Eurostat.5 93. O Banco Mundial analisa anualmente em termos comparativos o desempenho institucional de várias economias.0 97.0 60. Tavares (2004) defende que o funcionamento das instituições afecta a economia já que os custos decorrentes do funcionamento ineficaz são considerados como inputs nos custos de produção. Deste estudo decorre que a área legal seria aquela onde. da e Alemanha.3 96. Um outro estudo. 3 Tavares. Também um trabalho recente da OCDE aponta nesse sentido.6 87.7 71. A necessidade da reforma do sistema judicial É consensual na opinião pública. World Bank. World Bank. mas daria um contributo muito Qualidade das Leis 2002 Alemanha Espanha Finlândia França Holanda Hungria Irlanda Itália Polónia Portugal Rep.6 79.1 72. a fraca qualidade de alguns parâmetros de funcionamento do sistema judicial contribuem para que seja penalizado nos rankings internacionais de competitividade.4 60.1 98.2 82. Checa 93. tem a ver com a convicção de que o problema do sistema judicial é atribuído à escassez de recursos (financeiros.8 97.9.9 97. Nesse caso. José.8 92. defende que a ineficiência do sistema judicial tem a ver com o recurso excessivo ao sistema.0 100.3 87.0 100.0 89. na rubrica de cumprimento da lei.1 82.1 69.1 60. os autores concluem que uma eliminação destes custos para patamares típicos de países desenvolvidos. Concretamente.9 2006 91. “Institutions and economic growth in Portugal: a quantitative exploration”. confirma a existência de uma correlação entre o nível de funcionamento do sistema judicial e o crescimento económico. entendese uma maior celeridade nas decisões.0 2006 93.5 81. e leva a que se evitem colocar os investimentos todos no mesmo cesto.7 89. procurar-se-á aligeirar os procedimentos.3 84. 2002 e 2006.9 95.4 68.8 92. tecnológicos.0 86. Uma reforma possível. tem a ver com o facto de poder haver uma excessiva complexidade nos procedimentos.1 69.8 98.3 99.0 90. ou outros) afectos ao funcionamento do Gráfico 2: PIB per capita vs índice de Cont.0 80. Não será esta reforma a mais crucial para alterar alguns constrangimentos estruturais da economia. é acreditar que o seu mau funcionamento tem a ver com a falta de empenhamento (de produtividade) dos profissionais envolvidos. impedindo um elevado grau de especialização e afectando negativamente a produtividade.6 74. embora compare favoravelmente com a generalidade dos países de Leste. com um relativo pequeno esforço.0 79.1 89. há que tomar medidas que visem libertar o sistema desse excesso de processos.9 92. tendo perdido posição relativamente a 2004 e 2002. Os aspectos legais estão incluídos nesta ponderação.2 82. %) sistema judicial. humanos. revelam que dificilmente a primeira abordagem terá efeitos positivos.0 100.2 76. Uma terceira forma de encarar o problema.3 81. estudos feitos a este respeito.7 67.A Justiça em Portugal dos. punindo o incumprimento de forma eficaz.7 92. Importa pois olhar para o sistema judicial português para tentar perceber qual a melhor linha de abordagem que poderá promover a “eficiência judicial”. levaria a um aumento do PIB per capita entre 5% e 10%.0 FR 60. Os mesmos autores demonstram no seu estudo que a dimensão do sector informal pode ser explicada por diferenças de custos de operação no sector formal e pela capacidade de as autoridades fazerem cumprir os contratos de crédito.7 96. Daqui decorre que as possibilidades de produção são diferentes se os custos de produção forem diferentes.5 66. nomeadamente no que respeita ao cumprimento da lei e ao nível de corrupção. e dar-lhes incentivos. não está provado que haja uma relação directa entre este facto e a eficiência judicial.8 73. a reforma faz-se procedendo à alocação de mais recursos ao sistema.8 100.9 66. Susana Jesus Santos in Análise Mensal editada pelo Departamento de Estudos Económicos e Financeiros do BPI em Maio de 2008. avaliando um conjunto de parâmetros que. se conseguiriam obter resultados positivos em termos de promoção do crescimento económico. de Corrupção (2006) PIB pc (PPP UE27=100) 160 Correl: 78% 140 120 IT ES RCH PT PL HU Controlo Corrupção 70. Portugal encontrase no percentil 82. IR HOL FI FR AL IR HOL AL FI 100 80 60 40 20 50. Assim.0 82.0 PL RCH HU IT ES PT Cumprimento da Lei 70. com base em análises comparativas internacinais.9 73.2 64. aproximando-se mais da referência dos países em desenvolvimento. por eficiência judicial. De acordo com esta ideia.6 94. Nesse sentido. Finlândia. na sua perspectiva afectam a competitividade de um país e a sua capacidade de atracção de investimento. Apesar da alegada falta de recursos relativamente ao número de processos. E. Portugal fica atrás de países como a Irlanda.0 59.0 70. Tavares (2004)3 .2 84.3 83. que é prioritária uma reforma do Sistema JudiCumprimento da Lei 2002 93.0 2006 94. e da forma que o sistema condiciona negativamente a actividade económica.9 72. embora não se destaque no âmbito da Europa mediterrânea.0 Fonte: Eurostat.

ou seja. causa acréscimo dos preços de bens e serviços para cobertura dos riscos inerentes. é condição necessária para o funcionamento eficiente de uma economia de mercado. tanto do sistema legislativo como do sistema judicial. por essas razões. a sugestão de que. até sobre a formação dos preços dos bens e serviços. a justiça económica está no lado que a comunicação social não compra. para além de não se favorecer a segurança jurídica indispensável a cidadãos e empresas. a falta de formação dos magistrados judiciais. chegou-se mesmo a instituir para certas leis a tolerância zero. Para já não falar dos pesados custos económicos com o cumprimento dos excessos de exigências legais. E são várias e complexas as insuficiências do sistema judicial: a excessiva burocracia e o custo elevado dos procedimentos processuais. 2. a sugestão de que. Morosidade que. embora não seja condição suficiente para esse desenvolvimento. são as únicas leis a que tem de se obedecer. Curiosamente. os sucessivos subterfúgios legais que convidam a toda a espécie de expedientes dilatórios. com o acumular das solicitações cresceram as deficiências do sistema de justiça. essas sim. sobretudo quando comparada com a dos nossos concorrentes directos (vejam-se entre outros in- 19 . todos os sistemas com excepção do sistema de justiça – onde as mudanças não foram fundas. Se o sistema legislativo já oferece inúmeras deficiências. A preocupação com o funcionamento do sistema de justiça é ditada por várias razões. • a dificuldade de resposta do nosso sistema de justiça à explosão da procura ocorrida entre nós nos últimos trinta anos. À conta dessa tendência o nosso sistema legislativo regista uma impressionante média anual de centenas de leis e decreto-leis – isto sem contar com uma incontinência de portarias. corre-se o risco de se generalizar o sentimento de que as leis não são para cumprir. nomeadamente os decorrentes da actividade económica dos tempos de hoje. Tudo isto tem contribuído para a reduzidíssima eficiência do sistema judicial e para uma morosidade de gravíssimas consequências. Ora. o sistema de saúde e. Tal a importância que tem nas decisões que os agentes económicos tomam so- bre os seus investimentos. o processo legislativo tornou-se progressivamente mais complexo e demorado. são as únicas leis a que tem de se obedecer. o sistema de segurança social. estão frequentemente sujeitas a rectificações e são quase sempre mal redigidas – afectando a segurança jurídica dos actos civis e das transacções comerciais.A Justiça em Portugal A Justiça em Portugal Nuno Fernandes Thomaz Assessor da CIP (Conferência de Indústria Portuguesa) Vice-Presidente do Fórum para a Competitividade Há uns anos atrás. Como se não bastasse. com o excesso de leis. a falta de tribunais especializados com competência para lidar com os conflitos de interesses mais sofisticados. não passando de meras sugestões de comportamento. o 25 de Abril revolucionou o sistema económico. sobre as garantias de cumprimento dos seus contratos. Morosidade que reduz o valor dos direitos. circulares. os políticos. chegou-se mesmo a instituir para certas leis a tolerância zero. a implantação do Estado de Direito em Portugal e a adesão à Europa estiveram na origem do crescimento exponencial das solicitações ao sistema de justiça em Portugal. afecta seriamente a competitividade das empresas. Em consequência. mais preocupantes elas se tornam no sistema judicial. resoluções normativas. Mais grave ainda a situação do funcionamento do sistema da justiça económica. não prestam muita atenção. No sistema legislativo manteve-se a histórica tendência dos governos para acreditar que não há problema que não se resolva com uma lei – a traduzir uma cultura política de que para governar bem basta legislar muito. e a que.Dossier . das quais merecem destaque as seguintes: • o contraste na nossa sociedade de hoje entre a velocidade crescente das mudanças na economia e a lentidão exasperante das mudanças na sociedade. Mas ninguém terá hoje em dia quaisquer dúvidas de que o sistema de justiça. com raras e honrosas excepções. regulamentos. que por ser mediática vende bem na comunicação social. diminui as garantias. sobre o planeamento rigoroso dos seus negócios. por não dar votos. Acresce que a maioria das leis são por vezes contraditórias e falhas de rigor técnico. resultando enorme o espaço de tempo que medeia entre o momento em que se decide legislar e o momento em que a lei se torna aplicável – quantas vezes para ser de imediato revogada pelo ministro que se segue. a solução milagrosa para o desenvolvimento económico e social. Há uns anos atrás. essas sim. aumenta o risco nas transacções comerciais. Ao contrário da justiça penal. ou seja. 1. 3. Com efeito. Desnecessário sublinhar que a justiça não é a panaceia única. regulamentares e regulatórias – os chamados custos de contexto. despachos e outros normativos infra-legais. de um modo geral.

A Justiça em Portugal dicadores. seguida as pistas que necessárias para ultra- Em primeiro lugar. contribuindo assim para reduzir o impressionante valor global das pendências existentes nos tribunais tributários. recomenda-se: • a consolidação das leis existentes. no tocante ao sistema legislativo.3 A explicação para o deficiente funcionamento do sistema judicial tem. já que. 9. os riscos de “enforcement” e incumprimento de contratos. enquanto que. de forma a avaliar previamente o rácio custo/benefício da sua aplicação. na Finlândia. na Alemanha ou na Polónia – neste último país. a insuficiências dos recursos financeiros que têm sido destinados à área da justiça. embora se tenha registado uma evolução positiva nos últimos anos. Quantificando. tendo Portugal mais tribunais de primeira instância que a larga maioria dos países da EU (toma-se outra vez como exemplo a Polónia. por exemplo na Finlândia.9 3 6.4 Portugal 0. • implementar o recurso à arbitragem em matéria fiscal. Os diagnósticos estão feitos. que constituem um factor prejudicial ao investimento e à sã concorrência. Já no que respeita ao sistema judicial. 4. Estudos recentes estimam. • a obrigatoriedade do estudo prévio do impacto económico das principais leis.9 14. A par destas medidas. • a previsibilidade do quadro normativo. tendo sido dispendidos no mesmo ano apenas 17. a base de partida para comparação (os mesmos estudos de 2002) é francamente preocupante: despesas em TI p/ tribunal p/ milhão de habitantes (em milhões de euros) Holanda 27. sintomaticamente.1 10. montante muito superior ao que foi gasto na Irlanda. afectando seriamente tanto os tribunais cíveis como os tributários. no entanto. Uma causa que certamente explicará parte dessas deficiências reside no facto de a percentagem de juízes sujeitos a acções de formação anual ser de 12% em Portugal. em sede de simplificação legislativa.2 Itália 8. pois.9 Polónia 0. e não subsistem dúvidas de que desse fraco desempenho resultam consequências graves para a saúde da economia e do próprio sistema democrático. atinge 93%. 20 . próprios para a resolução de litígios decorrentes das novas áreas de conflito de interesses (ambiente e áreas do direito económico. menor – ao contrário do que. Acresce que. 5. que se eleva a mais do dobro do registado noutros países. chegando a 100% em alguns dos países que aderiram recentemente à UE. Estudos fidedignos datados de 2002 afiançam que gastámos com o funcionamento só do sistema judicial cerca de 46 milhões de euros por milhão de habitantes. é bastante negativa. • desenvolver no mais curto espaço de tempo novos e mais expeditos sistemas de resolução de litígios. Situação que.9 n. • criar tribunais especializados. de ser encontrada noutros causas que não na insuficiência dos recursos financeiros alocados à justiça. em termos de recursos humanos nos tribunais o quadro é o seguinte: n. E não se pode dizer que as insuficiências no funcionamento do sistema de justiça se devam. de modo a tornar as leis estáveis. torna-se urgente: • acelerar a reorganização judiciária. tomando como base a última década.3 16. e que as deficiências de funcionamento do sistema de justiça não se podem fundamentar na falta de recursos financeiros. usando de coragem política na reestruturação do mapa judiciário. por exemplo. que. etc…). Bem pelo contrário. de despejos. impõe-se: • uma melhoria substancial da redacção das leis como condição de melhor qualidade substantiva e melhor interpretação (“better regulation”). aliás. • a simplificação e encurtamento do processo legislativo como condição de maior eficácia na aplicação das leis. recomenda-se vivamente que se deve evitar deitar dinheiro bom para cima de um sistema mau. e com respeito à estrutura judiciária.Dossier . esta análise seja algo mais um diagnóstico. importa: • combater a morosidade das decisões judiciais. a avaliação do desempenho do sistema de justiça. mesmo em parte.8 milhões de euros por milhão de habitante. mormente do sistema judicial. com eliminação da legislação obsoleta e por vezes contraditória (uma verdadeira tarefa de despoluição legislativa).3 Outra causa residirá na menor utilização das tecnologias de informação investidas na modernização do sistema judicial. onde existem menos de um terço dos tribunais que existem entre nós).º juízes p/ milhão de habitantes Alemanha Finlândia Portugal 25. nomeadamente as leis fiscais. desacredita o sistema judicial como mediador e solucionador de conflitos. os efeitos negativos desse fraco desempenho sobre o investimento e o emprego possam ter atingido um prejuízo para o crescimento do PIB de cerca de 11%. Depois. de expropriações. o número de juízes por tribunal é. não acontece com o número de funcionários por juiz. como a con- Vários outros indicadores ajudam a consolidar a tese de que os recursos humanos e financeiros alocados ao sistema de justiça estão a ser geridos de forma deficiente.º juízes p/ tribunal n.3 Mas para que mais do que elencam-se de se consideram passar a crise.5 4. gritante mesmo face à evolução da sociedade.º funcionários p/ juiz 2.

nem sempre assim acontece.5 mil milhões de euros). Mas ao Estado. • incrementar a utilização intensiva das tecnologias de informação. não sendo jurídicas.Dossier . interagem com domínios até há pouco reservados exclusivamente ao direito. A reforma de que o sistema de justiça carece com a maior urgência não se esgota seguramente nestas pistas que acima elencamos. pela frequência com que usa posturas de força ou pela impunidade dos seus tradicionais incumprimentos (vide os atrasos nos pagamentos às empresas. no domínio da simplificação administrativa. 21 . o dever de dar o exemplo. pois o Estado. contudo. • que seja instituído um regime especialmente rigoroso no controle dos recursos previstos no Programa Operacional Factores de Competitividade do QREN. e as transacções transfronteiriças). não se pode. recursos esses que. estimados no ordem dos 3. Ora. maxime das empresas. Nem é tarefa que possa ser desempenhada apenas pelo Estado – compete a todos os operadores judiciários e requer de todos os portugueses uma cultura de responsabilidade. 6. Esperemos que os tempos sejam de mudança. antes do mais. e que o actual governo se empenhe na reforma do sistema de justiça – tendo a consciência de que os simulacros de reformas são o pior serviço que se pode prestar às reformas. as operações financeiras. empurra os cidadãos e as empresas para os tribunais. que é simultaneamente o responsável pelo sistema e o seu maior utente. deixar de sugerir: • que sejam definidos objectivos quantificados em termos dos benefícios a alcançar. segundo o que está estabelecido. Finalmente. • intensificar a formação contínua de todos os operadores judiciários. competem obrigações especiais e. incluindo em matérias que. designadamente no tocante à redução dos custos de contexto que afectam a competitividade dos agentes económicos. onde o actual governo merece uma nota indiscutivelmente positiva. colocando-se quantas vezes em situação de litigante de má fé. de modo a retirar ganhos exponenciais de eficiência na gestão da administração da justiça.A Justiça em Portugal corrência. montarão a 979 milhões de euros.

a reclamações. por exemplo).Dossier . tempo gasto a clarificar boatos. ASSEMBLEIAS. da hierarquia (Ordem de Serviço. AS OITO DIMENSÕES CONFLITUAIS INTERNAS Uma outra hipótese. Uma das dificuldades dos conflitos empresariais é que muitas vezes se torna difícil “a anteriori” prever os custos da sua resolução. potenciais e declarados são claramente importantes para a satisfação da missão económica da empresa e para a satisfação dos “stakeholders” interessados no bom funcionamento.A Justiça em Portugal Mediação nas Empresas: Uma Oportunidade de Redução de Custos A Mediação Empresarial ainda está no início da sua implantação em Portugal. ou outra). ACL Awards Director. Tão elevados que certos COM DEPENDENTES HIERÁRQUICOS INTER FUNCIONAIS EM GRUPOS DE TRABALHO EM REUNIÕES. Os custos em recursos humanos podem também ser elevados (reuniões. e às respectivas receitas e custos inevitáveis. mesmo “a posteriori”. Muitas dessas decisões poderão também dar origem a conflitos. perdas de investimentos em formação ou conhecimento). A empresa como entidade jurídica e económica procura em todos os aspectos das suas relações a contratualização de obrigações. Dentro das formas organizacionais de lidar com conflitos podemos incluir as chamadas decisões executivas dentro O importante.REGULAÇÃO DO TRABALHO . A dificuldade em definir os custos de conflitos. a reter. menor eficácia e menor eficiência. O conflito pode representar custos muito diferentes para a empresa – e também ganhos – se em cada situação as decisões sobre o meio de resolução do conflito a utilizar sejam reflectidas e ponderadas segundo critérios de custo/benefício. TRADICIONAIS: . Decisão da Direcção. ser-lhe-à claro que o conflito mal gerido e mal resolvido poderá ter custos muito elevados. embrionário ou declarado. Em todas essas interacções desenrolam-se negociações.RESOLUÇÃO DE DISPUTAS INTER DEPARTAMENTAIS COM COLEGAS COM SUPERIORES HIERÁRQUICOS Presidente da MEDIARCOM European Mediation Association. As interacções negociais podem encontrar impasse ou evoluir para estados de conflito latente. perda de vendas. Os Custos dos Conflitos nas Empresas FIGURA 1. de fornecedores e de fontes de financiamento. As vantagens de resolução eficaz e atempada de conflitos. Claramente nestas circunstâncias poderá não haver a resolução do conflito e eventuais consequências negativas e custosas podem advir. envolvendo a actividade actual e o futuro da empresa. Meios de Resolução de Conflitos Se reflectir sobre o impacto que o conflito tem na sua empresa ou organização. Mesmo em conflitos que foram “ganhos” a erosão no valor da empresa pode ser desproporcionado à própria ocorrência que se pretendeu resolver. Muitas situações em que inicialmente se pensava “ganhar de certeza” 22 . usada em certas empresas. e todas as decisões nas quais se pretende uma execução sem interacção – soluções forçadas ou impostas. Confrontados com eventuais conflitos os intervenientes utilizam diversas formas de lidar com cada conflito processualmente muito diversas e com graus diferentes de custos e de eficácia. tempo de espera e tempo em tribunal. é que os custos de resolução dependem da forma como um conflito é resolvido. Assim muitas organizações aprendem duramente com a realidade dos conflitos com que se confrontam. Exemplos de custos indirectos do conflito são as perdas de produtividade (devidas a enganos e erros. A forma como são ultrapassadas essas situações tem enorme impacto na actividade da empresa ou organização devido aos potenciais ganhos e perdas. As áreas de negociação a nível externo em torno da empresa podem ser agrupadas em oito grandes áreas (ver figura 1). as origens do conflito ou as suas consequências são escamoteadas. Board Member da Americam Club of Lisbon. perda de clientes. dentro das empresas surge porque os conflitos afectam subtilmente muitos níveis das organizações: o “ambiente” é afectado implicando muitas vezes menor produtividade. José Vasconcelos-Sousa tornam-se em sorvedouro de recursos. compensações por despedimentos ou saídas. a desmotivação). A reputação e imagem pública ou junto de parceiros (nomeadamente financeiros) pode ser afectada. fuga de bons elementos. A cotação em bolsa desvirtuada (recentemente em Portugal existem diversos exemplos desta situação.) Muitos outros custos estão também presentes: custos de oportunidade por actividade perdida e outras perturbações (perdas de segurança nas actividades. Assim podemos considerar a nível interno outras tantas áreas potencialmente conflituais (ver figura 2). é o evitamento: o confronto é evitado. O conflito tem ainda custos directos importantes tais como: honorários e custas. COMISSÕES FIGURA 2. AS OITO DIMENSÕES CONFLITUAIS EXTERNAS A nível interno a problemática da relação entre os actores das actividades necessárias ao funcionamento da empresa criam um meio muito rico em decisões negociadas.

confidencial e não-pública permitindo aos participantes a satisfação dos seus interesses. porém as partes podem sempre voltar a mediar o seu acordo. Porém as vantagens de uma rápida e eficaz re- 23 . – a enorme flexibilidade das suas regras processuais dentro de uma sequência de fases definidas. Os advogados das partes têm um papel importante na Mediação e mantêm as suas capacidades específicas e autonomia. A Mediação Empresarial A Mediação é um processo voluntário em que ao longo de várias etapas as entidades ou pessoas em conflito procuram. Como qualquer outro processo a Mediação tem vantagens e desvantagens. à simplicidade do processo. não havendo resultados.o conteúdo do acordo é decidido pelas partes e são também as partes que decidem sobre o âmbito e a contratualização do acordado que finalmente se consubstancia num acordo reduzido a contrato entre as partes. De facto todas as situações que podem ser decididas por negociação são potencialmente mediáveis – tudo dependerá do desejo das partes. todas as situações em que a negociação se tornou difícil por razão de impasse. Talvez o seja em algumas circunstâncias. O tempo a dedicar a um processo de Mediação é também limitado. Alguns exemplos: • Arbitragem (tribunal privado) • Mediação (negociação apoiada por mediador) Na Arbitragem (que também se designa por tribunal arbitral ou tribunal privado) as partes transferem por convenção prévia o poder de decisão para um tribunal constituído por um ou mais árbitros (geralmente três). marca e imagem. O que a distingue de outros meios é o facto de o poder de decisão se manter nas mãos das partes em conflito (os mediados). com custos mais reduzidos do que através de outros meios. mas o âmbito da Mediação ultrapassa a mera resolução de litígios. Assim surpreende que muitas pessoas realizem a passagem rápida da constatação da ineficácia da abordagem negocial para uma abordagem litigiosa através do tribunal judicial! Muitas pessoas o fazem na ilusão de que o tribunal lhes irá “dar razão”. – finalmente o resultado não depende de distribuição aleatória da situação . – a sua confidencialidade: as divergências não passam para o foro público resguardando nome.Dossier . Existem outros meios de resolução de conflitos à disposição das empresas e dos empresários e de todas as pessoas integradas em organizações. Um conflito que demorará entre 3 a 5 anos a resolver em tribunal judicial pode ser resolvido num período de 3 a 5 meses por Mediação. ou na resolução “ad hoc” de conflitos. A MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação oferece esses serviços que são conduzidos por profissionais especializados que são mediadores certificados. como da via arbitral. A Mediação pode evitar alguns dos inconvenientes tanto da via judicial. Tanto na Arbitragem como na Mediação existem dois princípios fundamentais que árbitros e mediadores respeitam (ou respeitarão. Daí resulta que muitas decisões do tribunal judicial não agradam a nenhum dos lados no litígio. Haverá pessoas que considerarão vantajoso o período longo até à resolução de conflitos do tribunal judicial. – o facto de manter o conflito fora do sistema de justiça do Estado (evitando atrasos e decisões pouco previsíveis). Procura-se preservar e melhorar as relações entre as partes sempre que for esse o caso. as organizações ao desaparecimento. o tempo e recursos a investir são também elevados. e muitas entidades colectivas à total ineficácia da sua acção. Devido à privacidade. Em qualquer sistema formal de resolução de conflitos. O inconveniente deste meio é o seu custo elevado. A Mediação “ad hoc” por profissionais competentes ou o recurso a centros de Mediação privados são excelentes alternativas e oferecem serviços de apoio à resolução de todo o tipo de conflitos e de litígios de forma rápida. dentro do escopo da lei e enquadrado por aspectos processuais complexos. Hoje em dia a grande maioria dos centros de arbitragem instituídos oferecerem serviços de Mediação prévia do conflito. Este último ponto é também uma desvantagem pois em caso de litígio há limitações no recurso à força pública. O potencial de insatisfação na resolução de conflitos por esta via é claramente muito elevado. que através do tribunal irão provar o mérito da sua posição. de quebra de comunicação ou por dificuldades relacionais. encontrar os pontos de acordo que permitam resolver total ou parcialmente o conflito que as separa. empresas e organizações. A Mediação é uma forma privada e nãoconflitual de prevenção e de resolução de diferendos entre pessoas. Estas expectativas não só são irrealistas como geralmente não se concretizam. O processo de Mediação procura um acordo eficiente economicamente em que ambos os lados vejam satisfeitos total ou parcialmente os seus interesses. – o custo inferior ao de outros meios institucionais de resolução de conflitos em que intervém um terceiro. se forem profissionais idóneos com a formação específica adequada): o da igualdade absoluta das partes. a negociação directa entre as partes é o primeiro recurso mas.A Justiça em Portugal conflitos levam as empresas à falência. acompanhadas pelo mediador. e o princípio do “contraditório” . As vantagens incluem: – a eficácia na prevenção do conflito pois pode realizar-se uma Mediação mesmo que não haja um conflito declarado. à rapidez e ao reduzido custo a Mediação é claramente recomendável e muito interessante para as empresas. um lugar muito relevante deverá ser assumido pelo processo “estrela” dos últimos anos: a Mediação. Quando a negociação não resulta muitas vezes se ouve dizer: “Vamos para tribunal!” Porém é reconhecido que o juiz decidirá sobre matérias bem definidas. internos ou externos. ou que o outro lado irá sofrer a “justa” punição.termo jurídico que significa que as partes terão sempre a possibilidade de apresentarem os seus argumentos e se defenderem. – o ser geralmente um processo rápido em que as partes ao fim de 3 a 5 sessões podem claramente decidir se vale ou não a pena avançar. A Mediação Empresarial é porém um campo de aplicação muito vasto permitindo prevenir e resolver.

mas o mais desejável para todos os intervenientes é que a Mediação seja independente e privada. – Definição de critérios para escolher a Mediação como meio de resolução de conflitos e quais as tipologias de conflitos que se prestam a serem tratados em sede de Mediação: esta será talvez a grande pergunta para os empresários. criando enquadramento digno para a actividade. A activação dos procedimentos considerados numa cláusula de Mediação pode ser feita amiúde. em grandes projectos de construção e em grandes grupos económicos). – Mediação Empresarial sob tutela do Estado ou de iniciativa privada: creio que a tutela ou iniciativa do estado poderá ser eficaz em áreas muito específicas (nomeadamente na Mediação laboral). ou não se pode. com um processo de Mediação. desde a sua criação em 2005 que se tem empenhado na divulgação da Mediação tendo criado programas específicos. Noutros países em que a Mediação já penetrou mais profundamente na cultura de resolução de conflitos os estudos demonstram o enorme sucesso deste meio de resolução de conflitos. 24 . disponíveis sob consulta. seguem requisitos mínimos que. A equipa da MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação realiza este tipo de estudos e recomenda e estabelece todos os elementos adequados a cada tipo de organização. abordagens preliminares e grelhas de decisão que permitem tomar decisões informadas antes de avançar. sem cair na tentação de regulamentação inibidora. e percepcionado como fazendo parte de entidade com prestígio. depois de treino adequado. ou não. como a MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação. A MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação irá continuar a contribuir para esse fim através da formação de mediadores profissionais e resolvendo por Mediação os conflitos que nos são referidos. Em todas estas situações e para AMBOS os lados. cliente a possibilidade de resolução do seu conflito pela via da Mediação. De facto nem todos os conflitos serão passíveis de resolução por via da Mediação. – Utilização de mediadores internos ou externos à empresa: o mediador interno. – Criação de sistemas formais de resolução de conflitos na organização ou criar uma cultura de resolução amigável de diferendos: os sistemas formais têm claramente o favor em organizações e situações complexas com intervenientes muito diferentes (por exemplo em unidades de saúde. quebrar totalmente um relacionamento. A cláusula de Mediação é geralmente bem aceite pelas partes contratantes. Neste momento da introdução da Mediação Empresarial no maior número de empresas. Estão neste caso mais de 80% das relações dentro das 18 dimensões de negociação/conflito referidas no início. tem uma missão importante dentro da empresa nos sistemas de resolução de conflitos formais. em muitos outros casos o estudo da conflitualidade e dos seus custos para a organização ou empresa permitirá decidir a justeza do investimento face aos potenciais benefícios. no meu entender deverão ser revistos e aumentados). os custos de arrastar um conflito largamente ultrapassam as vantagens do período longo até à resolução.Dossier . devido ao seu baixo custo. A sua divulgação e aplicação em Portugal está em curso e cada vez existem mais pessoas e organizações a experimentar e a adoptar a Mediação como recurso preferencial na resolução dos seus diferendos. é fundamental para a resolução de numerosos conflitos. as grandes questões podem sintetizar-se da seguinte forma. – Introdução de cláusulas de Mediação de conflitos nos contratos ou pedido de Mediação na eventualidade de conflito: a solicitação de Mediação pode ser efectivada em qualquer momento da execução de um contrato porém a MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação considera que A Mediação pode ainda ser efectivada na pendência de acção judiciária ou arbitral e a sua realização não impede o recurso a essas instâncias de resolução de conflitos. porém a sua neutralidade – mesmo que existindo – nunca será vista como tal pelos colegas. o que permite a criação de uma verdadeira cultura de resolução amigável e rápida de diferendos ou conflitos. entidade sem fins lucrativos. alinhado a regras deontológicas e éticas claras. Na Mediação privada um papel fundamental é o dos Advogados – naturais prescritores de serviços de Mediação aos seus clientes utilizando entidades independentes dos próprios gabinetes de forma a garantirem a credibilidade e um serviço rápido. gestores e seus “stakeholders”. Conclusão A Mediação Empresarial ainda está no início da sua implantação em Portugal. A MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação desenvolveu processos de Avaliação de Conflito. O Estado poderá ter um papel relevante na exigência de formação específica dos mediadores (os cursos de mediadores aprovados pelo Ministério da Justiça. para divulgar e implantar a Mediação junto de: – Advogados – Grandes e médias empresas – Público em geral (em parceria com entidades em todo o País e estrangeiro) – Organismos públicos A resolução rápida e atempada de conflitos contribui para a boa saúde das organizações e das pessoas. O mediador externo. A MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação.A Justiça em Portugal solução de conflitos é particularmente aliciante sempre que existem relações continuadas de médio ou longo prazo ou quando não se quer. como é o caso de todos os cursos oferecidos pela MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação. A opção da Mediação pode ser tão importante para a satisfação dos clientes que em alguns Estados dos EUA as Ordens de Advogados consideram falta ética grave do advogado o não propor ao a introdução em todos os contratos de um primeiro recurso à Mediação antes de activação de qualquer outro procedimento pode melhorar o cumprimento do contrato e evitar procedimentos com custos muito mais elevados.

Como se aprende no primeiro ano das Faculdades. embora isso pareça não ser evidente para a generalidade dos juristas. traduzem-se. Vivemos numa época volátil – recorde-se que nas frenéticas bolsas de valores fortunas podem ser ganhas e perdidas em minutos. o direito a uma decisão – e à execução da mesma – em prazo razoável é assegurado a todas as entidades dotadas de personalidade jurídica ou personalidade judiciária (como é sabido. com força de caso julgado.A Justiça em Portugal Juízes pela Cidadania Eurico Reis Juiz Desembargador Membro da AJpC – Associação de Juízes pela Cidadania e da IPJA – Intelectual Property Judges Association O Mundo muda mesmo. As deficiências no funcionamento dos Tribunais e do sistema judiciário em geral. provoca gravíssimas distorções à concorrência. essa mudança depende essencialmente de nós. em boa verdade. que é atribuída por períodos de tempo limitados. entre outros males. Efectivamente. a nível externo. na maior parte dos casos. das situações respeitantes a menores. na maior parte dos casos. e. E. Como já atrás ficou referido. é indispensável o reconhecimento que. não podem continuar totalmente alheados desta realidade. Pondo de parte o muito significativo e simbólico mito grego de Cronos . seja possível pôr cobro a este verdadeiro flagelo. como o poderia ser nos actos? 3. não existe direito sem garantia. O que é extremamente perturbador. indústria e serviços). É duvidoso que esses dois direitos estejam em condições de ser plenamente exercidos no nosso país – o que é particularmente notório no que respeita ao segundo. o destronou . as infractoras acabam por eliminar quem compete obedecendo às regras – recorde-se a teoria da boa e da má moeda – sem quaisquer ganhos para os consumidores e para a economia. Decorre do disposto no n. numa efectiva negação do Direito – e dos direitos individuais. essa mudança depende essencialmente de nós. os Tribunais e o sistema judiciário no seu todo. o prazo razoável é mais curto do que nos demais casos – com a excepção. a possibilidade de o exercer coercivamente contra todos aqueles que não aceitam a sua existência. Não pode ser distribuído o que não existe. não vislumbro que. Até se admite que possa não ser universalmente aceite o princípio consubstanciado na conhecida expressão time is money.comércio. nos tempos mais próximos. se as próprias empresas portuguesas já vão fazendo o mesmo. por exemplo) e Luís Vaz de Camões tão brilhantemente sumariou. pois. se não mesmo em segundos. a saber: em última análise. a ele estando indissoluvelmente ligado aquele outro que estipula que está igualmente salvaguardada a possibilidade de fazer executar essa decisão (e. como sabemos pelo menos desde a Grécia Antiga (Demócrito de Abdera ou Heráclito de Éfeso. leva. Mas mesmo no que respeita à economia produtiva (criadora de verdadeira riqueza e não meramente distribuidora como acontece no âmbito do sistema financeiro). seja ela qual for. uma vez que permite que certas empresas continuem a operar sem terem de suportar os encargos decorrentes do cumprimento das normas. restando saber se para melhor ou para pior. sem criação de riqueza não é possível a subsistência quer dos indivíduos quer da Comunidade. que regem e disciplinam a actividade económica. mas ninguém poderá negar que o Tempo é um Valor. Zeus. a ineficiência dos Tribunais e do sistema judiciário. Infelizmente. mas há alguns entes organizacionais a que apenas é atribuída esta última – veja-se. com o sentido amplo antes enunciado). Essa diminuição de encargos permite-lhes ou oferecer ao consumidor preços mais baixos ou.Dossier . Quem pode levar-lhes a mal. os exemplos são mais do que muitos. 2. como é óbvio (julga-se que o é). garante às prevaricadoras uma margem de lucro superior.º 1 do artigo 2º do Código de Processo Civil. E o problema não é de hoje ou sequer dos últimos anos. uma decisão judicial que aprecie. Nos dois casos. da Sociedade no seu todo. todas as pessoas jurídicas dispõem de personalidade judiciária. restando saber se para melhor ou para pior. que a todos é reconhecido o direito de obter.que foi devorando os seus próprios filhos até que um deles. quando estão em causa relações jurídicas de natureza comercial (repete-se. acabando por obter mais receitas no exterior? 25 . A nível interno. Lamentavelmente. 1. Este direito é colocado ao dispor de todas as entidades que interagem no comércio jurídico e não apenas das pessoas físicas. mais não seja por força dos artigos da Convenção e da Constituição atrás citados. Sem querer ser pessimista. e. Todavia. Ora. a que o nosso país seja preterido a favor de outros em que esse lapso de tempo é muito mais curto.recordo aqui o alerta de Joseph Rudyard Kipling para a necessidade de saber aproveitar bem cada um dos sessenta segundos que existem num minuto (“If”). é tão evidente não pode servir de pretexto para um baixar de braços. há um ramo do Direito em que a exigência de rapidez é ainda maior: o Direito Comercial e das Sociedades Comerciais (em sentido amplo. Os entraves ao funcionamento das empresas prejudicam a capacidade produtiva das mesmas. a pretensão regularmente deduzida em juízo. as janelas de oportunidade para um bom investimento não estão “abertas” muito tempo. tomando sempre novas qualidades. mantendo os preços a que as empresas cumpridoras colocam os seus produtos e serviços no mercado. a desproporcionada e injustificada dilação temporal entre o momento da infracção e aquele em que o prejudicado se vê ressarcido. O que assume uma particular relevância no caso da protecção da propriedade industrial. logo. uma vez que as empresas internacionais podem escolher operar em vários mercados nacionais. nestas circunstâncias. em prazo razoável. este reconhecimento de algo que. por exemplo.º 4 do artigo 20º da Constituição da República e no n. todo o Mundo é composto de mudança. essa execução tem também que concretizar-se em prazo razoável).º 1 do artigo 6º da Convenção Europeia dos Direitos do Homem concluída em Roma em 4 de Novembro de 1950. O Mundo muda mesmo. sejam estas legais ou emitidas pelas entidades reguladoras competentes. aliás em completa consonância com o previsto no n. nem sequer ao nível das palavras um tal reconhecimento existe – e. englobando todas as áreas da actividade económica . a meu ver. o que se encontra estatuído nos artigos 6º e 7º do Código de Processo Civil). em que uma sistemática e não impedida violação desses direitos não só faz perder os investimentos já feitos como desincentiva a realização de novos investimentos. Esta asserção resulta de algo radicalmente primordial. Porém. o que acontece com maior frequência. naturalmente. isto é.

É natural que este panorama seja um dos motivos que leva as empresas estrangeiras a não verem Portugal como um país a investir. cada vez. poderá sobreviver. de fulcral importância. mas que nem por isso deixam de ocupar o tempo de toda a máquina judiciária com os custos que lhe são próprios. Se o conseguir em tempo útil. consiga cobrar as dívidas aos seus devedores. nomeadamente. não é justo dizer que tudo é negativo no âmbito do Poder Judicial. necessitam de dinamizar através da flexibilização de tarefas. mesmo para as empresas. é necessário que os utilizadores do sistema judicial mudem as suas mentalidades e aceitem.A Justiça em Portugal Justiça em Portugal. se arrastam nos tribunais por vários anos. efectivamente. O que nos leva ao problema da superlotação dos tribunais: chegam a tribunal inúmeras questões jurídicas menos complexas. Com efeito. Na verdade. E. a pena recorrer aos tribunais. aquelas que vendem produtos ou serviços em massa. A consumação deste desiderato. pois há aspectos positivos e passos 26 . como eu. que gerou um processo democrático ainda não suficientemente consolidado. ao fisco e à Segurança Social. juízes. Se há uma questão controversa na actualidade portuguesa. horários e funcionamento das empresas. no entanto.taxas de justiça e custas finais cada vez mais elevadas. as empresas. não apenas. Os trabalhadores mantém-se apegados às regras da segurança no (e do) emprego que. Analisemos um caso paradigmático: uma empresa em dificuldades económico-financeiras que tem dívidas para com trabalhadores. em situação de globalização e de transformação rápida do tecido empresarial. as críticas que lhe são dirigidas partem. ou pretendem recorrer. ela tem-se tornado. com diálogo construtivo e criativo e alguma transigência das partes envolvidas. satisfazendo os seus compromissos. mais distante. magistrados do M.Dossier . Todavia. onde se têm conseguido entendimentos entre entidade patronal e trabalhadores que estão a permitir gerir de forma eficiente e rentável os recursos humanos. fornecedores que nunca serão pagos e impostos de diversa natureza que não serão liquidados. Começam. dos actores judiciários – advogados. com a mesma força vinculativa de uma decisão judicial. devido ao aumento dos custos que lhe estão associados . pelos valores em dívida não compensa. recuperar e (re)ocupar o seu lugar no mercado. hodiernamente. honorários e despesas dos solicitadores de execução. Se tal não acontecer. Porém. não permitindo que os tribunais se libertem para outras matérias e processos tecnicamente mais complexos que. entenda que os litígios devem ser resolvidos “na barra”. a recuperação de crédito mal parado é vital para que a empresa volte a equilibrar as suas contas. é raro. aos tribunais. Para a sua recuperação e viabilidade é necessário que. e funcionários judiciais – como dos cidadãos e/ ou empresas que recorrem. económico-financeiramente falando. respeitem e cumpram as decisões tomadas por essas entidades. a surgir situações que demonstram que. propiciando resultados apreciáveis. A este aspecto juntamse “apertadas” regras de Direito do Trabalho. fornecedores. Quiçá. paralelamente à gestão do negócio. a menos que se opte por proceder à realização de um acordo. honorários dos advogados a que têm forçosamente que recorrer. as empresas têm um papel moralizador que não devem descurar. originadas por uma “Revolução”. mas que não há condições financeiras para celebrar. Na verdade. Esse é um facto que custa a qualquer advogado que. a questão da morosidade da justiça em Portugal constitui um entrave à competitividade das empresas e à própria economia nacional. para citar apenas alguns. deparam-se com um dilema: muitas vezes. a empresa poderá ter que encerrar com as inevitáveis e nefastas consequências que tal facto acarreta – despedimentos e consequente perda de postos de trabalho. é a Justiça em Portugal! Nunca como agora se falou tanto da Justiça (em Portugal) e dos problemas com que se depara. porquê a controvérsia? “Mais vale um mau acordo do que uma boa demanda” continua perfeitamente actual. porém. Mas. hoje em dia. recorrer ao tribunal com os custos que lhe são inerentes. materiais e financeiros. os investidores estrangeiros que optam por investir em Portugal têm que entender as regras laborais portuguesas. O tempo de espera envolve a perda de milhares de euros e a eventual não realização de negócios que se poderiam revelar lucrativos. Ora. Com efeito. O melhor exemplo desta metodologia é o chamado caso da “Autoeuropa”. os meios alternativos de resolução de conflitos como a mediação e a arbitragem poderão ser a solução para o contencioso mais frequente e menos complexo que se prende com a cobrança de dívidas. principalmente. mas não há dúvida que o brocado “mais vale um mau acordo do que uma boa demanda” continua perfeitamente actual. ouvir “dizer bem” da Justiça em Portugal! Para uns. para que esses meios alternativos possam ser eficazes. o resultado final é benéfico para todos. Mas a morosidade e ineficácia da Justiça tocam também aquelas empresas que só esporadicamente recorrem a tribunal e que acabam por aguardar Natália Garcia Alves Sociedade de Advogados Abreu Advogados longos e dispendiosos anos até ver solucionado o litígio apresentado. a Justiça tem um custo que tem vindo a aumentar e que as faz ponderar se e quando vale. uma Justiça pouco célere é pouco eficaz.P . Na realidade. não podendo criar a ideia de que quem não cumpre não será penalizado. é cada vez mais a principal causa dificultadora da existência de empresas rentáveis. muitas vezes por falta de tempo disponível.

a celeridade. a acreditar que é pos- sível continuar a melhorar o sistema judiciário. a sua absorção pela comunidade. há mais de 10 anos. foi alterado o “regime da responsabilidade extracontratual do Estado” que veio estabelecer. a responsabilidade deste e demais entidade públicas pelos danos decorrentes do exercício de actos da função jurisdicional (e da função político-legislativa). pondo de lado as divergências acessórias para que. incrementar esforços e reunir forças. realizando-se. a médio prazo. creio que o novo regime dos recursos terá a virtude de agilizar a interposição dos mesmos permitindo igualmente uma mais rápida resolução dos diferendos. acima de tudo. que procurarão local mais rentável para nele se constituírem. a sua adequação. A Hidra da Justiça João Correia Sociedade de Avogados Correia. única e exclusivamente. e em que é necessário fazer um esforço acrescido para melhorar. E esse cálculo começa curiosamente na feitura das leis. na introdução recente da plataforma CITIUS nos tribunais cíveis que também permitirá que o tratamento dos processos seja feito. seja 27 . ou seja. As novas medidas ainda não deram os seus frutos. qualquer cidadão e qualquer empresa tem o direito e o dever de indagar se a nossa justiça é cara ou barata. Através dele devemos apurar quanto pagámos para aceder à justiça. Manter-me-ei (ainda que me apelidem de “ingénua”). A segunda – quem me dera que fosse possível executar – exige que se apure o valor das decisões injustas ou erradas e o valor dispendido por cada cidadão para assegurar o funcionamento do serviço da justiça. a sua adequação. Se bem que só aplicável aos processos que sejam apresentados em tribunal após 1 de Janeiro de 2008. foram introduzidas recentes alterações ao Código do Processo Civil. ou seja.E. Esta afirmação consubstancia-se no funcionamento de sistemas de vídeoconferência implementados em todos os tribunais. a sua absorção pela comunidade. a nossa Justiça tem normativamente consignado um dos sistemas tecnologicamente mais avançadas da União Europeia. e não começa nem acaba nos Tribunais. acima de tudo. em primeiro lugar. Precisamente para efectivação de tal objectivo. se faça uma melhor Justiça! Se tal não acontecer. Essa é a primeira análise. e. cidadãos anónimos e empresas. na tentati- va de limitar o recurso para o Supremo Tribunal de Justiça. Acredito que. temos de apreciar a sua clareza. resolverão algumas das situações impeditivas da existência de um sistema jurisdicional eficiente e eficaz. em tempo seja em dinheiro. Ciente da (ainda actual) complexidade do processo civil. se é ineficaz e se é rápida ou lenta. na medida em que. beneficiando de redução de custas judiciais. toda a sociedade sofrerá.A Justiça em Portugal importantes que têm sido dados no desenvolvimento da Justiça Portuguesa. o objectivo maior do poder judicial – a Justiça. se têm vindo a fazer para colocar Portugal como parceiro credível na U. pela primeira vez. As funções do Estado podem e devem ser avaliadas sob um ponto de vista económico? Pode um cidadão perguntar quanto lhe custa o serviço da justiça? Pode uma empresa quantificar os danos emergentes e os lucros cessantes de uma decisão tardia ou errada? Deve um cidadão pedir ao Estado que lhe pague os danos patrimoniais e morais por um erro judiciário? Existem mecanismos legais para obter quaisquer dessas reparações? Convém recordar que a clássica imagem da “hidra da justiça” é composta por três elementos: o custo. Caberá a todos nós. a morosidade e ineficácia da Justiça a descredibiliza aos olhos de todos. a prontidão. às gerações mais novas dos agentes judiciários. nomeadamente as de investimento estrangeiro. Para além dos custos teremos de dissecar a eficácia do serviço da justiça. e. Mas não ficamos por aqui. seja pelos incómodos a que nos tivemos de sujeitar para accionar os meios de efectivação dos meus direitos. Finalmente. em especial. a “hidra da justiça” integra uma terceira vertente: a rapidez. Apesar das dificuldades que referimos. assim.Dossier . aumentando as alçadas dos tribunais e introduzindo a regra da “dupla conforme”. na possibilidade de utilização de um processo totalmente virtual nos tribunais administrativos e fiscais. nos últimos anos. Como se vê. rumando no mesmo sentido. mas devidamente fundamentadas e profundamente responsáveis. o que só é possível com decisões rápidas. temos de apreciar a sua clareza. permitindo responsabilizá-lo pela “violação do direito a uma decisão judicial em prazo razoável” bem como pelo “erro judiciário”. adoptando um regime monista de recursos cíveis. Seara e Associados Mas não ficamos por aqui. por meios informáticos. colocando em crise o desenvolvimento do país e deitando por terra os esforços que. Para além dos custos teremos de dissecar a eficácia do serviço da justiça. e.

Desde sempre.Dossier . a Lei de acesso ao Direito. potenciar a melhoria da atractividade das áreas de localização empresarial (ALE). Simplificar o procedimento de pagamento de IVA nas importações. a devida reflexão e experimentação. mais acessos. de atribuições outrora pertencentes aos Juízes e aos funcionários judiciais. Um sistema de cobrança de dívidas eficaz é um factor acrescido de confiança para o investimento. Disponibilizar aos operadores económicos (contribuintes) a faculdade de emissão na Internet da declaração comprovativa do IVA pago em determinado período na Direcção-Geral das Alfândegas e Impostos Especiais sobre o Consumo (DGAIEC). a consulta do estado do processo através da Internet ou a tramitação electrónica dos processos. nos últimos anos. na sede reformadora do legislador que ao invés de uma paulatina. do I. ainda não foi atingida. rectius. Toda esta situação terá consequências económicas e sociais a curto e médio prazo. na sua maioria mal preparados a nível técnico e com falta de meios para o exercício das funções. Passo a explicar. Nem todos os ventos sopram do norte. aos recursos. com as inerentes poupanças de meios e esforços em actividades poderá ser 28 . A desmaterialização poderá trazer mais transparência. às medidas no domínio da injunção. pela inovação e modernismo. senão inversos aos pretendidos. a criação do Registo Comercial Bilingue . o novo modelo judicial. suficiente e bom para a “colheita” e gerador de tranquilidade. há que realçar as medidas de simplificação na recuperação fiscal. à liquidação.V. pausada. desde a constituição. simplificar e reduzir encargos administrativos no processo de licenciamento das áreas de localização empresarial. útil. mencionado como “a obra do regime”. O principal erro identificado na (in) justiça encontra-se na imagem da torneira. em Portugal. conciliação da defesa do ordenamento do território com a criação de condições que promovam a produtividade e a competitividade das empresas.A. Impõe-se uma urgente cirurgia correctiva ás malformações do sistema. As reformas têm vindo a acontecer. Cumpre ainda efectuar a devida vénia. pelo jorrar desabrido e simultâneo de todas as intenções legislativas. em frequência maior que a normal ou desejável. desbloquear a acção executiva. No ano de 2008 pretende-se: dar continuidade à reforma e á simplificação e assim. A desmaterialização de processos com a entrega de peças processuais on-line. Permitir que os operadores possam exercer o seu direito à dedução utilizando esta declaração desmaterializada. que carinhosamente apelidamos de “complex”. que também não deixa igualmente antever nada de positivo relativamente ao funcionamento da Justiça. Actualmente não é necessário utilizar sistematicamente o tribunal para certificar a incobrabilidade das dívidas. saboreada e experimentada. apenas. mapa. Castelo Branco & Assoc. O que seria desejável. para melhorar a resposta do sistema judicial quando tenha de ser utilizado para a cobrança de dívidas e criar condições para a desmaterialização de processos e para uma verdadeira utilização dos sistemas de informação e gestão nos tribunais. alteração legislativa trocou o necessário gotejar da água. O saldo não pode deixar de ser positivo. já implementadas.A Justiça em Portugal (IN) JUSTIÇA Actualmente não é necessário utilizar sistematicamente o tribunal para certificar a incobrabilidade das dívidas. à prática dos actos processuais. as alterações aos actos notariais. Portugal. o novo regime processual experimental. o que também acarreta riscos. há que realçar as medidas de simplificação na recuperação fiscal. de relevo. da sociedade. do I.V. o novo código dos contratos públicos. A nível empresarial a cobrança de créditos pela via da acção executiva tornouse extremamente difícil e inaceitavelmente morosa (falamos em anos) com a atribuição aos solicitadores de execução. já implementadas. como também em todas as formalidades da vida corrente das empresas que estão facilitadas e céleres. as alterações qualitativas e quantitativas ao Código de processo civil. Susana Proença Gabinete F. o que é manifestamente positivo para as empresas e para a recuperação do crédito malparado. sente-se e vive-se uma maior morosidade nos Tribunais e uma crescente insegurança nos operadores judiciários face á sucessiva e imparável alteração legislativa em todas as matérias. optimização do trabalho e mais informação. alterações ao Código Penal e ao Código de Processo Penal. alargada que está a possibilidade de utilização deste rápido mecanismo. o saudoso Professor Antunes Varela alertava para o seu estado canceroso.disponibilizar a informação do registo comercial em língua inglesa. Lembro o Simplex. dos mesmos e de cada um a seu tempo. a Justiça tem estado na ordem do dia. Os objectivos legislativos desde 2006. as medidas implementadas vieram permitir às empresas maior rapidez em todos os seus actos. Os resultados até à data são pouco eficazes a nível do Contencioso. e pugnava pela necessidade de uma ampla reforma neste sector. dado que estes para tentarem cobrar o seu crédito têm que pagar aos solicitadores de execução elevadas quantias a título de provisão para despesas e honorários. já na década de 70. o que impediu a necessária maturidade de alguns projectos.A. melhor gestão. gizados e implementados de descongestionar os tribunais. por via da desmaterialização do recibo. Esta nova figura veio “paralisar” a cobrança dos créditos em Portugal e onerar a Justiça a expensas dos exequentes. sem necessidade de se deslocarem aos serviços aduaneiros. na presente data é dos Países mais avançados a nível de solicitações empresariais “na hora“.

Destaque-se aqui o caso dos Tribunais de Comércio. a propriedade intelectual ou o direito comunitário. se os mesmos se adaptarem às partes e às questões concretamente em disputa. especialização essa que muitos magistrados não possuem. também é certo que muitas decisões dos Tribunais. mesmo que se trate de uma questão extremamente simples! Enquanto este problema não for “ceifado”. como técnicos e profissionais do Foro. Os paliativos legais de combate à morosidade são em grande medida demagógicos. julgamos. os magistrados podem incumprir os prazos 1 Frederico Bettencourt Ferreira Miguel Esperança Pina Soc. uma sentença. justificada. não tem impedido o recurso intensivo aos Tribunais Judiciais. Daí que. não excluímos que empresas mais habituadas a lidar com o sistema judicial incorporem de forma consciente nos seus preços o custo de um potencial litígio. em especial dos Tribunais de 1. Embora seja uma realidade difícil de determinar com certeza. Apesar de não poderem superar todos os entraves estruturais do sistema.L. Entre os defeitos apontados à Justiça portuguesa pela maioria das empresas cumpre desde logo sublinhar a sua morosidade. inexistindo a coragem política de atacar uma das principais fontes desse mal: a impunidade dos magistrados. com as consequências nefastas para os cidadãos e para a economia… Outra preocupação frequentemente manifestada é a da falta de previsibilidade dos litígios submetidos aos Tribunais Judiciais. se mostram injustificadamente divergentes das orientações dominantes da doutrina e jurisprudência. Estes defeitos são particularmente difíceis de entender por clientes estrangeiros que. Advogados com a experiência profissional e académica adequadas e que compreendam a linguagem e a dinâmica empresariais podem aconselhar e acompanhar os seus clientes em negociações pré-contenciosas que permitam evitar litígios desnecessários e. possa levar anos a ser proferida. processos de insolvência. mitigando assim os custos da ineficiência do sistema judicial português. desconfiarem da seriedade dos advogados portugueses. cremos que também estas vêem com profundo cepticismo e desconfiança o funcionamento do sistema judicial português. por exemplo. após o final do julgamento. os Advogados podem aqui desempenhar um papel importante na defesa dos interesses das empresas que representam. Embora seja um mal que afecte a generalidade do sistema. a morosidade permanecerá. Pois. sediadas num país dito terceiro-mundista. como sejam a mediação e a arbitragem. Embora seja necessário assegurar a possibilidade de correcção e evolução das decisões jurisprudenciais. No que respeita especificamente às empresas. encontram aí dificuldades que acabam por tornar a sua actividade menos atraente e mais arriscada do que à partida esperariam numa economia da UE. ao contrário dos advogados e das partes que estão sujeitos a prazos. agravando-se assim o seu congestionamento e a consequente morosidade na aplicação da justiça.Dossier . Paradoxalmente. como contribui para criar e manter alguma descrença generalizada na Justiça em muitos outros agentes económicos. a morosidade no andamento dos processos judiciais não é tolerada pelas empresas. muitas vezes apertados e cominatórios. por exemplo. Castelo Branco & Associados. vindo a ser alteradas em sede de recurso Esta realidade poderá ser explicada não só pela falta de tempo dos juízes como também pelo maior grau de especialização requerido em determinadas matérias.ª Instância. mormente as estrangeiras1 e em particular no que respeita a matérias que perturbam o seu normal funcionamento. especialmente. a percepção negativa em relação ao sistema judicial. Com efeito. sem estarem sujeitos a qualquer sanção. propor meios alternativos de resolução de litígios. com as consequências nefastas para os cidadãos e para a economia… É tentador criticar e é-o. sendo de sublinhar a crescente importância atribuída à prestação de múltiplas garantias que dissuadam o incumprimento e/ou tornem menos necessário o recurso aos Tribunais em caso de incumprimento contratual. Mas. que a opinião generalizada de que os tribunais são ineficientes é. caso seja necessário. Estas preocupações têm conduzido a cautelas acrescidas na negociação e celebração de contratos. especialmente em pequenas e médias empresas constatamos uma menor propensão para negócios com novos parceiros ou em moldes diferentes dos habituais. Já se chegou ao ponto de empresas marroquinas. de Advogados Gonçalves Pereira. que se encontram actualmente perto da ruptura e incapazes de dar resposta aos litígios que têm de dirimir. tal a demora no andamento do processo! 29 . Este caso paradigmático de mau funcionamento do sistema afecta não só as partes directamente envolvidas. se feito de modo leviano. a morosidade permanecerá. como sejam o direito dos mercados de capitais. malgrado as medidas legislativas tomadas recentemente. embora segundo a nossa experiência raramente deixem de investir em Portugal exclusiva ou principalmente devido à ineficiência do sistema de justiça. Por outro lado.A Justiça em Portugal A Ineficiência da Justiça Portuguesa e as Empresas Enquanto este problema não for “ceifado”. colocando em causa que tivessem instaurado uma acção. R. suspensões e anulações de deliberações sociais e recursos de contra-ordenações em direito da concorrência. competentes na sua área territorial para julgar. a seu bel-prazer.

porque nunca se sabe o que pode acontecer. valha a verdade. Ao invés. segundo um provérbio anglosaxónico “late justice is no justice”. Os poderes públicos têm-se preocupado mais com a justiça penal do que com qualquer outra – quem sabe por ser a mais mediatizada e a que mais dividendos políticos imediatos pode capitalizar. É um lugar comum dizer-se que o sistema de justiça Português funciona mal.A Justiça em Portugal Justiça em Portugal 2008 Como explicar a um cliente que um processo aguarde vários meses por uma decisão. é condição necessária para o funcionamento eficiente de uma economia de mercado. A reacção nem sempre é boa e com frequência se ouve dizer que o investimento que os clientes haviam encarado não se concretizará. que não deixe de acautelar as defesas necessárias a todos os cidadãos. as solicitações sobre o sistema de justiça cresceram exponencialmente mas a máquina judicial não foi capaz de as acompanhar adequadamente. Efeitos e Saídas A impunidade beneficia claramente os prevaricadores e perverte a lógica do mercado. Como explicar a um cliente que um processo aguarde vários meses por uma decisão. o sistema de justiça. Infelizmente. É bem verdade! O Sistema de Justiça em Portugal – Problemas.Dossier . Apesar das várias alterações introduzidas nas leis processuais. Várias organizações. a empresa contra a qual se pretendia fazer valer um direito requereu declaração de insolvência? São casos reais. da autoria do Forum para a Competitividade. têm vindo a analisar a situação. seguramente. Com a implantação do Estado de Direito e a abertura de Portugal à Europa. Acrescem também os inúmeros pedidos de declaração de insolvência apresentados nos tribunais de comércio. Sem dúvida que Portugal muito ganharia com uma justiça célere. um dos factores de desincentivo do investimento estrangeiro em Portugal. embora não seja condição suficiente para o desenvolvimento João Santos Sociedade de Advogados MIRANDA CORREIA AMENDOEIRA & ASSOCIADOS económico e social. outros fruto de “habilidades” que evitarão a necessidade de cumprimento de obrigações assumidas. escassez de meios e falta de racionalização na organização e utilização dos mesmos caracterizam o sistema. os processos – a maioria dos processos de maior relevo económico ou mediático – arrasta-se incompreensivelmente por diversos anos. Excesso de processos pendentes. entre outros. É que. quando esse processo apenas tem em vista confirmar uma sentença estrangeira? Não se discute o fundo de qualquer problema. Todos vivemos casos de inoperância do sistema judicial ou vemos relatos de situações dramáticas resultantes dos atrazos na decisão de processos judiciais. em consequência. Os códigos de processo continuam a dar inúmeras possibilidades aos advogados – e. apesar de serem. entretanto. as justiças civil. mas que não pactue com habilidades e inércias. muitos infelizmente derivados da conjuntura económica nacional e internacional. quando esse processo apenas tem em vista confirmar uma sentença estrangeira? Não ficamos surpreendidos quando ouvimos dizer que a Justiça portuguesa está em crise. comercial ou fiscal têm sido alvo de menor cuidado. nacionais e internacionais. apenas se pretende fazer executar sentença estrangeira. processo que pressupõe uma confirmação prévia da referida sentença no que aos aspectos formais diz respeito e que se encontra legislado por Regulamento Comunitário que não oferece dúvidas? Como explicar a outro cliente que o processo iniciado há dez anos a seu pedido não será julgado porque. que vivemos no nosso quotidiano. Nem sempre por força da inoperância dos tribunais. aque- 30 . aos seus clientes – de se socorrerem de expedientes vários que alargam o tempo razoável de pendência dos processos. Facilmente têm concluído que o estado da justiça portuguesa constitui. é verdade. Segundo o relatório “O Sistema de Justiça e a Competitividade da Economia Portuguesa”. se algum dia será necessário recorrer a tribunal e que o panorama acima descrito não Maria de Lourdes Lopes Dias Gabinete Lopes Dias & Associados gera confiança. E são clientes com capacidade financeira conhecida! Às situação mais frequentes como as que acima refiro acresce a conflitualidade política que se instalou e que leva a que os tribunais administrativos tenham sido inundados de requerimentos de providências cautelares em relação a diversos assuntos.

um sistema de justiça mais eficiente permitiria a Portugal captar mais cerca de 10% de investimento do que atrai até hoje. o sistema de justiça Português é comummente tido como incorrupto e a qualidade média das decisões que produz é bem apreciada. o que se traduz numa cifra a rondar 6. No entanto. importa resolver dois aspectos que são responsáveis. importa que. A um nível mais abrangente.. com a criação de novos tribunais especializados. A impunidade beneficia claramente os prevaricadores e perverte a lógica do mercado. ao nível do sistema judicial. em larguíssima medida. A partir daqui. Ademais. Deste ponto de vista. De acordo com o presidente do Forum para a Competitividade. publicados em Julho de 2007.” Chegados a este ponto. controlo e medição da eficiência sejam introduzidos. a duração média dos processos declarativos findos em 2005 nos tribunais portugueses foi de 23 meses e a dos processos executivos foi de 32 meses – as piores médias desde 2000. e. como todos sentimos. de cartões de crédito. em última instância.467 na mesma data do ano 2000. resultantes da aplicação do programa “Simplex”. bancos e seguradoras. De facto. sejam eles executados ou insolventes. O Relatório de Competitividade 2007. em especial nos casos em que os mesmos existem apenas para garantir o reembolso do IVA.. de incremento da competitividade das empresas. este cenário tem contribuído para descredibilizar a nossa economia além-fronteiras. da autoria da Associação Industrial Portuguesa aponta como obrigação das políticas públicas “Melhorar o funcionamento do Sistema da Justiça com o objectivo de assegurar na prática e em tempo útil o cumprimento dos contratos e a segurança da vida económica.A Justiça em Portugal las cujos resultados têm maior impacte directo na competitividade da economia e na captação de investimento estrangeiro.254. numa óptica de simplificação e. dever ser despachado com precedência sobre os demais processos e sem suspensão em tempo de férias judiciais. em especial. em prejuízo daqueles que se esforçam por cumprir pontualmente as suas obrigações.Dossier . apesar de a sua maioria ter natureza urgente e. não tem condições de pagar e por aí em diante. revolução – do sistema de justiça não pode continuar a ser um projecto adiado.371 acções civis. em 2007 o Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em Portugal aumentou.497 em 2005 e 516. além de tudo o resto. não perder o que ainda temos de positivo – de acordo com dados da AICEP . De acordo com a juíza-presidente do Tribunal do Comércio de Lisboa . gera-se um clima de concorrência desleal entre os agentes do mercado. empresas de telemóveis. vive-se uma crise de confiança entre os agentes económicos quanto às garantias de cumprimentos e de “enforcement” dos contratos que celebram. a atribuição de novos meios operacionais aos tribunais. conceitos como os do planeamento. pela paralisação da máquina judicial em função do número de pendências que lhes estão associados: em primeiro lugar.um dos tribunais mais importantes para os agentes económicos. de propriedade industrial e os que respeitam à vida das sociedades comerciais . o número de acções civeis iniciadas em 2006 foi de 472. privados e públicos: quem não recebe. o sistema de justiça Português é recorrentemente apontado pelos potenciais investidores estrangeiros como um dos factores negativos a ter em conta no momento de tomas decisões de investimento. das quais 83% ganhas pelos contribuintes. Se do ponto de vista administrativo se têm conseguido progressos assinaláveis na melhoria da qualidade dos serviços públicos aos utentes. em termos gerais.117 em 2004.o “seu” tribunal está na completa ruptura. pelos diversos operadores. a reforma – talvez. contra 534. a simplificação das formalidades judiciais. agilizar os mecanismos de liquidação do património dos devedores. e de satisfação dos credores. A ideia disseminada de que a justiça é lenta constitui um estímulo ao incumpri- mento generalizado das obrigações. A implementação do novo mapa judiciário. de leasing e factoring. Um estudo do Prof. em segundo lugar. Cada um dos quatro juízos deste tribunal tem cerca de três mil processos distribuídos. pois nele se apreciam e decidem os processos de insolvência. Com efeito. desde logo. Silva Lopes indica 7 anos de prazo médio de duração das execuções tributárias. à falta de outros meios alternativos. com impacto directo na tesouraria dos agentes económicos. em termos líquidos.5 mil milhões de euros. muitos dos quais se encontram “rigorosamente parados”. aliviar os tribunais dos processos de cobrança de dívidas. é correcto dizer-se que. será possível pensar que a Justiça já não será um projecto adiado. 31 . Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística relativos ao estado da justiça civil. Em especial. contra 932. denegação de Justiça e factor de ineficiência micro e macro-económica. 84% face ao ano anterior e 214% face a 2004.259. Em 31 de Dezembro de 2006 estavam pendentes nos tribunais portugueses 1. Por outro lado. o funcionamento da justiça portuguesa contribui também para um pior resultado da economia Portuguesa. Importa. Justiça lenta é. envolvendo. a previsibilidade das decisões e a acessibilidade – em todas as suas dimensões – à Justiça são imperativos da reforma. Uma situação com estes contornos é geradora de graves injustiças e ineficácias. por isso.

last but not least. onde os cidadãos e as empresas cada vez mais recorrem à justiça para fazer valer os seus direitos e. As empresas.as partes devem regular a forma de resolver os eventuais litígios. para se conseguir uma justiça melhor e mais célere. que verão a justiça realizada de forma mais justa e eficaz. nada melhor para falar da justiça portuguesa do que olhar um pouco para os grandes números. passo a passo e através de medidas concretas. deve ser aplicado na organização e funcionamento da justiça quando ligada à empresa. pois conjugava uma fase escrita muito extensa do primeiro com uma audiência muito longa do segundo. Estou certo que não serão mais de 10% os casos em que o devedor se vem opor ao exequente e. Portugal tem pouco mais de dez milhões de habitantes. Está criada a oportunidade para que as associações empresariais e outros grupos de interesses alertem os seus associados para as vantagens da justiça privada. Nuno Líbano Monteiro Sociedade de Advogados PLMJ – A. Esta realidade é espelho. na medida em que verão o seu trabalho essencialmente virado para a nobre arte de julgar. quer por via da especialização dos tribunais. o agente de execução. os restantes 90% sofrem as delongas. quer por força da entrega a um terceiro. É interessante verificar que a tensão entre a segurança e a justiça se mantém cada vez mais actual. o serviço da justiça é essencialmente logístico. conciliar os princípios da eficácia e especialização com os da justiça nas decisões e sua execução. tenho sido muitas vezes surpreendido com brilhantes decisões sobre complexas questões de natureza especializada em áreas como o direito das empresas. a propriedade intelectual. Deixo para final a questão da acção executiva. desde que respeitando os princípios constitucionais do estado de direito. É evidente que a especialização dos tribunais gera maior qualidade das decisões e sendo este o caminho que o Estado parece seguir é importante prosseguir ainda com a adaptação da organização dos tribunais à realidade social e sociológica do país. Esta constatação tem de merecer a atenção do Estado. a grande fatia da litigância cível em Portugal prende­‑se com as empresas e. Este. a par da especialização. Enquanto Advogado ligado à litigância comercial e empresarial e. com os procedimentos para cobrança de créditos. são também o principal utente dos serviços da justiça cível. da operação logística inerente (apreensão. desenvolvendo tribunais onde as empresas se encontram e especializando as suas competências.A Justiça em Portugal A Justiça dos Advogados As empresas. caso em que – como é evidente – devem ser assegurados todos os meios de defesa. Júdice e Associados público que por sua vez terão oportunidade de demonstrar o seu brilho na arena do julgamento e. Num universo de pouco mais de um milhão de processos pendentes. são também o prin- cipal utente dos serviços da justiça cível. O objectivo é proceder à apreensão de bens e seguidamente à venda no mais curto espaço de tempo para com o produto pagar ao credor exequente. Recentemente o governo anunciou a intenção de reorganizar o mapa judiciário português. como se pode verificar pelos números que referi acima: alterar práticas centenárias de concentração de todos os serviços nos tribunais. com a criação dos juízos de execução em algumas comarcas. se não houver oposição por parte do devedor. as partes. verificamos que cerca de novecentos e cinquenta mil são execuções e que estas são maioritariamente instauradas por empresas. A recente alteração do regime das custas judiciais que premeia e convida as pessoas . A justiça portuguesa especializada é qualitativamente boa. o mercado de capitais. especialmente agora que a figura do agente de execução foi alargada ao advogado. com grande destaque para a criação de tribunais de comércio. os advogados e o ministério 32 . Numa primeira fase o regime quase colapsou. Se conseguirmos. Se atentarmos que em 2006 estavam pendentes mais de um milhão e cinquenta mil processos.e particularmente as empresas . o contencioso societário ou o direito da concorrência (pena é que cheguem sistematicamente tarde). Estado a mais gera ineficácia. Por outro lado. Não fazendo uma revolução no sistema judiciário.Dossier . Portugal está a evoluir para uma forma de processo em que a fase escrita tende a ser cada vez menor e a oralidade passa a reinar. por um lado do desenvolvimento do país. Pereira. Sáragga Leal Oliveira Martins. frequentador assíduo dos tribunais de comércio. Portugal parece querer. dentro destas. o regime aplicável à acção executiva tem sido objecto de muitas alterações na última década. para além de serem o motor da economia. por causa disto. medida que nos princípios me parece correcta. da necessidade de adaptação do sistema à dinâmica das empresas e da vida moderna. Certus an incertus quando! É difícil falar do sistema judicial português no espaço de uma folha A4! Com a falta de espaço que tenho. dentro da legalidade.a optar pelos meios alternativos de resolução da justiça (ADR) é também uma medida que eu acredito que venha a fomentar uma mais célere realização da justiça. apostando fortemente na especialização de competências. sendo logo no momento da celebração do contrato que – contactando sempre com o advogado . por outro. para além de serem o motor da economia. penso que todos ganharão com isso. com a sua filosofia client oriented tudo fará. Estou certo que a tormenta judicial é já parte do passado e que o futuro será o de uma justiça eficaz. para assegurar que o crédito do exequente é pago da forma mais célere e eficaz possível. Para mais. de um sistema judicial declarativo que até há pouco associava as desvantagens do regime italiano com os inconvenientes do sistema norte-americano. Em geral. Portugal tem um processo por cada cinco habitantes activos. temos de considerar que. venda e pagamento ao exequente). o novo mapa judiciário parecer querer estender à generalidade do país a criação de mais juízos de execução. A iniciativa privada tem uma capacidade e um pragmatismo que. Felizmente. dos quais em fase activa encontramos apenas cerca de cinco milhões e meio de pessoas. obrigou a uma mudança de mentalidade que estou convencido que irá começar a dar frutos. continuar a desburocratizar os procedimentos e a chegar rapidamente à fase do julgamento. sem contar os processos de natureza criminal. como tal. Nesta. M. Os juízes. pendente nos tribunais! Porém.

Workshop . Breakfast about Conflict Resolution Peter Jameson. tornando-a mais simples e célere. que teve lugar no dia 13 de Fevereiro no Hotel Real Palácio. não adversária e expedita. Almoço com orador convidado o Senhor Embaixador dos EUA em Portugal. é o objectivo ao se divulgar e promover processos alternativos na prevenção e resolução de conflitos de forma privada. dois processos eficazes para resolver conflitos empresariais foi o tema proposto para ser discutido no pequeno-almoço organizado pela Câmara com o apoio da Mediarcom.SEPA: What Now and What Next? The view from a Pan-European Bank 33 . Foi uma oportunidade para conhecer esta nova realidade. EMEA Cash Management do Citi esteve em Portugal e preparou para os Associados da Câmara um workshop sobre o SEPA. Thomas Stephenson concedeu-nos o privilégio de aceitar ser o orador convidado no almoço conjunto com o American Club. Thomas Stephenson . o novo Embaixador dos EUA em Portugal.Sobre a CCAP Galeria de Fotos Tendo apresentado as credenciais no início de Fevereiro. que decorreu no dia 26 de Fevereiro no auditório da IBM. Facilitar o acesso à Justiça. que teve lugar no dia 15 de Fevereiro no Hotel Meridien. SEPA Programme Director.Marques Arbitragem e Mediação.Fotos de J. subordinado ao tema Perspectives on US-Portuguese Relations and Global Challenges o qual foi muito concorrido.

Dr.Novo Regime Fiscal Relativo a Pagamentos a Não Residentes e Acordos Prévios de Preços de Transferência 1. Carlos Loureiro. Vasco Pinto Basto e Graça Didier Decorreu no dia 22 de Abril no auditório da FLAD um seminário sobre o novo regime fiscal relativo a pagamentos a não residentes e acordos prévios de preços de transferência. Assembleia-geral . John Johnson. Carlos Loureiro e Graça Didier 1 34 . O tema abordado foi a situação económica mundial e as implicações da mesma em Portugal.Sobre a CCAP Realizou-se no dia 10 e 11 de Abril uma acção de formação organizada pela Google sobre marketing online e muito particularmente sobre Google adwords. tivemos o privilégio de contar com o Sr.ª Sandra Marques Esteves e do Dr. A adesão foi muito grande testemunhando a importância destas novas ferramentas de marketing nos dias de hoje. Seminário . Marques 1 1 1 2 3 Almoço com orador convidado o Senhor Ministro das Finanças.Google adwords Com uma sala cheia. Joseph Williams.José Joaquim Oliveira. Contámos com as excelentes intervenções da Dr. Raquel Sousa Leite e Pedro Penalva 2. Emmanuel Obiako. Teixeira dos Santos e José Joaquim Oliveira Realizámos no passado dia 15 de Abril a Assembleia-geral da Câmara do Comércio Americana em Portugal onde foram aprovados por unanimidade o Relatório de Gestão e as Contas de 2007. Embaixador da Nigéria. que de uma forma muito clara e esclarecedora nos puseram a par das últimas novidades sobre esta matéria. Ministro das Finanças como orador num almoço que teve lugar no dia 16 de Abril no Hotel Sheraton. Marketing online . Embaixador da Austrália. Teixeira dos Santos 1. Foto de J. Teixeira dos Santos e Rui Machete 3. Charles Buchanan.

patrocinio@axa-seguros. Com a criação da CSA pretendeu-se assegurar uma Advocacia multidisciplinar. a cada etapa da vida. Novidades sobre os Nossos Sócios Alcatel-Lucent e NEC anunciam Joint Venture de Evolução de Longo Prazo (LTE) como primeiro passo de uma colaboração mais alargada Esta joint venture vai-se concentrar no desenvolvimento de soluções de acesso de banda larga sem fios LTE (Evolução de Longo Prazo). o CGC é o primeiro Laboratório privado de Genética Médica em Portugal. América do Norte e Ásia/Pacífico. a Sport Plan. apresentando-se nos mais diversos formatos. sendo constituída por uma linha de produtos sem glúten. Doutora Purificação Tavares Desenvolvido em 1992. CGC Centro de Genética Clínica Rua Sá da Bandeira. em 2007. o primeiro laboratório de Genética Médica certificado pela norma ISO 9001:2000 e o primeiro com certificação CLIA (Clinical Laboratory Improvement Amendments). ou quase exclusiva. previdência. Roque e Associados e a Seara. poupança e transmissão de património.: +351 223 389 900 / +351 217 820 600 Fax: +351 222 088 710 / +351 217 820 602 E-mail: dcc@cgcgenetics.com Website: www. Sociedade de Advogados. O Grupo AXA apresentou. Sesimbra. corresponde ao desenvolvimento do escritório de Advogados César Pratas Advogados que deu inicio á sua actividade em 1974. As preocupações do CGC tem sido o rigor e a qualidade dos serviços prestados. cada uma.cgcgenetics. a par do reconhecimento de Qualidade que o CGC tem.naturplan.º. Galante. uma linha de alimentação com produtos de origem 100% biológica e uma linha de alimentação dietética e de chás.cesarpratas. A linha de “Alimentação Saudável” vai de encontro às necessidades primárias e fundamentais. Tirando partido da estratégia e da plataforma comuns de LTE da joint venture. Vaz e Associados.º andar 1070-051 Lisboa Telf. Gambôa. para uma alimentação saudável e rica em nutrientes essenciais para o bem-estar e vida saudável.1.L.L. 7 1050-047 Lisboa Tel. 4000-432 Porto Av. O nosso caminho rumo à preferência está traçado e definido na nossa estratégia de diferenciação cujos pilares prioritários são a Qualidade de Serviço.L. uma linha de substitutos de refeição. Infante Santo. o primeiro laboratório com Programa de Rastreio Pré-Natal. com maior concentração na Europa Ocidental. 17. Costa. gerir a entrega.pt Website: www. fundada em 1999. Através deste esforço conjunto. pelo que tem sido reconhecido através da atribuição de variadíssimos prémios. Sociedade de Advogados.pt A Coutinho e Alexandre comercializam a Naturplan. luis.: +351 21 355 22 50 / +351 21 330 36 60 Fax: +351 21 355 22 68 / +351 21 314 43 47 Email: csa_lisboa@correiaseara.pt A Correia. Coelho.º andar 1050-056 Lisboa Telf. a Inovação de Produtos e a Gestão da Distribuição. colocam-no entre os players internacionais. O CGC segue uma rigorosa política de controlo de qualidade.. tais como IP . Lopes. entrada múltipla/saída múltipla (MIMO) e acesso múltiplo com divisão ortogonal de frequências (OFDMA). atendendo às diversas questões da vida das empresas. consiste em acompanhar os nossos clientes particulares. E para quem faz do desporto um modo de vida foi criada uma marca específica. simultaneamente. Madeira e ainda correspondentes em todos os países da União Europeia.com Presidente do Conselho de Administração: Prof. A estratégia de desenvolver testes de prestação exclusiva. a Alcatel-Lucent e a NEC estão a afirmar o seu compromisso com o investimento em investigação e desenvolvimento e a combinar estes investimentos para acelerar a inovação. R. Vilamoura. Seara e Associados foi criada em Agosto de 2007 e resultou da fusão de dois escritórios sediados em Lisboa: a Correia.com César Pratas & Associados. a diferenciação e o desempe- 35 . deontologicamente capaz de manter uma forte solidariedade com os seus clientes e. geograficamente distribuída por Portugal e pelo mundo globalizado. Avenida 5 de Outubro.pt A AXA Portugal pertence ao Grupo AXA.geral@mail. 706 . marca de referência de suplementos alimentares e de alimentação integral e biológica. a Protecção Financeira. a Alcatel-Lucent e a NEC vão. assegurando assim um acompanhamento personalizado e próximo dos seus clientes. Neto. possuindo assim capacidade para litigar em qualquer dos países membros. A linha de “Suplementos Alimentares” foi desenvolvida de forma a dar uma solução saudável para os problemas com que todos nos deparamos no nosso dia-a-dia. A CGLR contava com a colaboração de 12 advogados e a SCNGV integrava 9 advogados. Direito Marítimo.A. exercer uma Advocacia Livre e Independente. 1350-179 Lisboa Telf. líder mundial da Protecção Financeira.º 10-1. que fornece os suplementos alimentares adequados. respondendo às suas necessidades em matéria de produtos e serviços de seguros. 5 de Outubro n. Praça Marquês Pombal Nº14 1250-162 Lisboa Telf:. um volume de negócios de 94 mil milhões de euros. César Pratas & Associados. Navega.correiaseara.Sobre a CCAP Novos Sócios AXA SEGUROS S. médias e grandes empresas. com especial relevo para as questões de Direito Ambiental. É desenvolvida em laboratório farmacêutico cumprindo todas as regras e boas práticas de fabrico exigidas pela lei. pequenas. Rua Castilho. +351 21 350 61 82 / +351 96 159 18 32 Fax: +351 21 350 61 03 E-mail:. A Sociedade possui escritório Lisboa.telepac. as duas empresas vão fazer uso dos recursos de investigação e desenvolvimento que possuem e tirar partido da experiência comprovada que têm ao nível das tecnologias chave sobre as quais a próxima geração de acesso sem fios está alicerçada. Estas soluções vão suportar a evolução das redes de clientes de todo o mundo.: +351 21 253 92 66 Fax: +351 21 255 31 84 E-mail: geral@naturplan. Correia. A sua actividade é geograficamente diversificada.filipe.pt Website: www. R. Nesta joint venture. R. 211 .pt Website: www.: +351 21 385 06 84 Fax: +351 21 388 79 26 Email: cesarpratas. Coutinho e Alexandre Lda Av. a execução dos projectos e a assistência dedicada aos seus clientes respectivos. que inclui a participação nos mais conceituados esquemas internacionais de Avaliação Externa de Qualidade nas áreas de actuação. O CGC pertence à Rede COTEC Portugal e integra o Pólo de Competitividade e Tecnologia da Saúde – Health Cluster Portugal. O nosso negócio. Seara e Associados Sociedade de Advogados. 34 – 3º. Direito da Energia e Direito das Novas Tecnologias. Seixas. A Sociedade evoluiu e criou diversos departamentos de actuação dentro do Direito Societário e Comercial.1.

Minho. seguindo a máxima ‘prevenir antes de tratar’. Na abertura dos Seminários foi introduzida. O principal objectivo da I&DT do CGC centra-se no desenvolvimento de novos diagnósticos. Algarve. sofisticado e de alta qualidade. o CGC tem privilegiado colaborações com Universidades nacionais (FMDUP . e constituído em Abril de 2008. A associação Historic Hotels of Europe (www. médicos e farmacológicos. Bélgica. e actuar de forma preventiva sobre essa mesma condição. Suíça e País de Gales. Actualmente Historic Hotels of Europe é composta por 17 associações e cadeias hoteleiras situadas em 15 países da Europa: Alemanha. um serviço ímpar e regalias exclusivas para os Clientes deste segmento. oferecendo novos produtos e serviços concebidos especificamente para satisfazer as exigências crescentes das empresas modernas. A importância e a actualidade do tema atraíram um elevado número de profissionais das mais variadas empresas a operar em Portugal. ilustraram os seus benefícios e descreveram o respectivo processo de implementação. Esta assembleia teve lugar em Abril.barclays. servir uma base alargada de clientes globais e estabelecer uma posição de liderança na fase de desenvolvimento inicial do mercado LTE. inovadora e de acordo com as suas necessidades específicas. Health Cluster Portugal O CGC faz parte das instituições que promoveram a fundação de um Pólo de Competitividade e Tecnologia da Saúde. O Barclays continua a apostar no crescimento da área de Corporate Banking. os aspectos ligados às condições. Portugal. com o objectivo de promover a internacionalização da capacidade de desenvolvimento e investigação instalada em Portugal. Hoteis Heritage Lisboa eleitos para a direcção dos Historic Hotels of Europe Foi na última Assembleia Geral dos Historic Hotels of Europe que os Hotéis Heritage Lisboa foram eleitos para fazer parte da direcção desta associação. bem como a uma vasta gama de soluções avançadas baseadas em IP e ainda a outras áreas. recursos. Conhecem-se cada vez melhor os factores genéticos associados à maioria das doenças e condições clínicas humanas. Luxemburgo. Rapidez e Redução de Custos.abordaram os fundamentos desta metodologia altamente eficaz na maximização da rentabilidade das organizações. UNL. apresentando um serviço diferenciador em que os Clientes são acompanhados por um Gestor dedicado que os apoia à medida das suas necessidades e preferências. Para mais informação por favor consultar www. Grécia. Inglaterra onde foram discutidas e aprovadas medidas para continuar a promover o turismo cultural local e regional a um nível internacional. Por outro lado a farmacogenética permite conhecer a reacção individual a um certo fármaco. Madeira. Com os auditórios totalmente preenchidos e a satisfação manifestada pelos participantes. Tecido empresarial português cada vez mais permeável à melhoria do desempenho operacional e financeiro A CopiRisco promoveu. processos e resultados no âmbito da inovação”. No futuro. Esta oferta renovada inclui flagships e agências dedicadas. CGC Centro de Genética Clínica na COTEC e Health Cluster Portugal O CGC Centro de Genética Clínica. e a elaboração de uma terapêutica personalizada com ganho evidente na gestão dos recursos. no sentido de promover a investigação em áreas de interesse comum. esta colaboração deverá estender-se a soluções completas baseadas em CDMA de terceira geração (3G). A genética médica representa. Itália. Os perfis genéticos construídos com base neste conhecimento permitem o estabelecimento de uma medicina personalizada. A sua participação nesta associação tem o objectivo de promover em Portugal os valores da Tradição. instituição com 16 anos. Noruega. em Ashford. Irlanda. Hungria. França. que representa. Os membros Portugueses da associação Historic Hotels of Europe são as Pousadas de Portugal e os Hotéis Heritage Lisboa. No seguimento desta estratégia de desenvolvimento. pt/premier. Os partners da CopiRisco . com) foi fundada em 1997 com o objectivo de promover o património histórico e cultural e uma consciência global das tradições e costumes de cada país da Europa. Uma nota também para o reposicionamento do segmento Premier do Barclays. mas também pelo investimento em inovação. actualmente. Recentemente o CGC passou a integrar duas iniciativas do mais elevado prestígio: Rede de PME Inovação da COTEC Portugal e o Pólo de Competitividade e Tecnologia da Saúde Health Cluster Portugal. e de testes farmacogenéticos aplicados a variadas doenças multifactoriais desde as cardiovasculares às oncológicas. Espanha. e a implementação no CGC de produtos e/ou serviços inovadores. Barclays com aposta forte nas necessidades específicas dos seus clientes O Barclays Bank continua a intensificar a sua presença em Portugal e a servir os seus Clientes de forma diferenciada. a necessidade das empresas adoptarem processos profissionais de gestão que promovam a produtividade.HistoricHotelsofEurope. As duas empresas vão disponibilizar as primeiras versões comerciais em 2009 e vão tirar partido da sua experiência comprovada em tecnologias sem fios para assegurar a integração sem problemas da tecnologia LTE nas redes W-CDMA/HSPA e CDMA/EV-DO actuais dos seus clientes respectivos. Áustria. no contexto do desempenho económico dos próprios países. A integração nesta rede vem distinguir o carácter inovador do trabalho desenvolvido pelo CGC “na sequência da avaliação conjunta de diversos factores que ponderam. tornando possível a determinação de um risco individual de desenvolver determinada doença ou condição. entre outros. ou grupo de fármacos. mais tarde designado por Health Cluster Portugal. Património e Cultura que os Historic Hotels of Europe pretendem preservar a nível europeu. em muitas situações. O objectivo das duas empresas é conseguir uma disponibilidade mais rápida de soluções LTE. entre outras) e com outras instituições ou associações. a convite da AESE e a APGEI respectivamente. a equipa da CopiRisco orgulha-se de contribuir para a sensibilização da comunidade empresarial portuguesa no âmbito dos processos de melhoria contínua das organizações. sem qualquer dúvida. um dos campos científicos de maior crescimento.Sobre a CCAP nho dos produtos. Grã-Bretanha. A continuidade do crescimento da rede de agências a nível nacional (abertura de 65 novas agências em 2007) permite ao Barclays estar cada vez mais próximo dos seus Clientes. a medicina do século XXI: a medicina voltada para o individuo. que se reflecte na implementação das metodologias e recursos técnico-científicos mais recentes e na criação de novos serviços e/ou produtos. Suécia. 36 .Carlos Borges e Pedro Santos . que nos desafiam todos os dias a apresentar as melhores soluções. Rede de PME Inovação da COTEC Portugal O CGC pertence à Rede de PME Inovação da COTEC Portugal desde Setembro de 2007. tem-se distinguido não só pelo rigor e qualidade dos seus serviços. em Lisboa e no Porto dois seminários subordinados ao tema Lean Six Sigma: Qualidade. de doença e preventivos. Para finalizar a sessão de continuidade alguns empresários convidados impressionaram a audiência testemunhando os resultados notáveis que as suas empresas tem alcançado por efeito da implementação do Lean Six Sigma. que lançou recentemente uma nova proposta de valor assente num conceito de “well designed banking”.

que nos permitirá consolidar a nossa posição no mercado. introduzi-los em novos países e tirar partido do forte crescimento que se vive na China. A aquisição representa um importante aumento da capacidade de produção da Hovione. empregando 181 pessoas. A Portugal Telecom (PT) e a IBM Portugal anunciam a conclusão do projecto de migração da infra-estrutura de mainframe que suporta as áreas de facturação e Clientes da PT Comunicações. o Programa Escolhas que visa permitir aos Centros de Inclusão Digital do Programa em todo o país. consulta de movimentos. garantindo um maior e mais coordenado número de validações efectuadas. o projecto garante a melhoria do desempenho da empresa de telecomunicações. Índia e Brasil. a empresa conseguiu já o mesmo número de contratos equivalentes ao total de contratos fechados no ano transacto. o Millennium bcp disponibiliza um serviço que permite simplificar os mecanismos de reconciliação bancária na Empresa. presente em Lisboa e no Funchal. os Clientes Empresa do Millennium bcp têm a possibilidade de realizar operações de consulta de saldos. enquanto a grande produção de rotina terá tendência a deslocalizar-se para a China.Sobre a CCAP Hovione compra fábrica na China A Hovione comprou 75% do capital da Zhejiang Hisyn Pharmaceutical Co. “pois a Europa parece empenhada em multiplicar legislação que fere a nossa competitividade em termos de custos e de rapidez de execução”. face a 2006. que pretende melhorar as condições de vida e a sua potencial empregabilidade e contacto com familiares. quer pelo Enterprise Resource Planning (ERP) Primavera. lançado em Janeiro de 2006. decidiu investir na sua internacionalização. Brasil” – afirma Luís Gomes. empresa especializada na prestação de serviços de Assessoria e Consultoria Empresarial nas áreas da Contabilidade. CFO da Hovione. A mCorporate. “A Hisyn representa para a Hovione um aumento de capacidade importante e uma redução de custos muito significativa. Vidro e Cerâmica. criando o projecto angolano onCorporate. Com uma experiência de mercado de cerca de nove anos. Microsoft e CITEVE alargam programa de empregabilidade – para além do sector têxtil. de montante superior a US$ 20 m. através da utilização de certificados digitais emitidos por entidades externas credenciadas. “A Hovione é líder nestes produtos mas vamos querer ganhar quota de mercado. inclui agora os sectores da Cortiça. Ltd. A Hisyn iniciou a sua relação com a Hovione através de fornecimentos de matérias-primas e agora passou a ser o local de produção dos 2 produtos de maior volume que a Hovione até agora produzia em Loures. mCorporate afirma-se em Angola A presença efectiva e o crescente número de clientes asseguram o crescimento significativo da empresa numa perspectiva ‘além fronteiras’. “Os 30 anos de relações comerciais que a Hovione mantém com a China e os mais de vinte da existência da fábrica da Hovione em Macau são um elemento chave que nos permite encarar este investimento na China com confiança. Pelo facto da naioria dos seus clientes pertencerem ao ramo da indústria petrolífera. responsável da Hovione pelas negociações com a Hisyn.. o que significa. A implementação desta iniciativa foi levada a cabo em parceria com a IBM Portugal. a empresa. Parceria Millennium bcp e Primavera BSS Novo serviço de Banca online para Empresas Com a implementação desta solução. que visa combater o desemprego e combater a info-exclusão através de iniciativas de desenvolvimento de competências nas TIC. Através do ERP . mas também funcionar como uma plataforma para entrar em novos mercados emergentes. Em 2007. a Hovione dá resposta numa visão de longo prazo à sua vocação industrial e resolve o problema do clima desfavorável que se vive na Europa relativamente à industria química – acrescenta aquele responsável. revela Rui Gomes. a empresa estima obter um crescimento da sua facturação na ordem dos 380 mil euros. os resultados operacionais do investimento em Angola representaram para a mCorporate um total de 15% da facturação global do Grupo. como a China. A empresa está a registar uma forte adesão por parte das empresas localizadas em território angolano e a política passa por conseguir alcançar o maior número de clientes de modo a consolidarmos a estrutura existente”. consolida a sua política de expansão para Angola e regista um crescimento global acumulado de cerca de 10%. em Xangai. e a iniciativa Cais Digital. Inovação e Iniciativa – lançado em Janeiro de 2006. Este investimento tem como objectivo não só o acesso a uma estrutura de custos de produção e de contexto muito mais competitivos. através do qual se pretende promover a inclusão de populações mais vulneráveis. Infra-estrutura Mainframe IBM optimiza serviço prestado aos clientes da Portugal Telecom IBM Portugal responsável pela migração de infra-estrutura mainframe da PTC para o sistema IBM Z/9. este alargamento representa para a Microsoft um investimento inicial de mais de 180 mil euros. a grupos desfavorecidas nos seus dois centros em Lisboa e no Porto. já se encontra devidamente aprovado pelas autoridades Chinesas. onde o factor preço é decisivo” – afirma Miguel Calado. bem como da demonstração do arranque industrial de novos processos. Com este investimento. a empresa especializou-se neste sector de actividade. envio de ficheiros de pagamentos e download do 37 . “Os resultados alcançados são um forte sinal de que o presente ano é bastante promissor para a mCorporate. Chegado à fase de produção. 40% das quais já reingressaram no mercado de trabalho Com o objectivo de formar mais 1500 pessoas até Julho de 2009. em 2005. é um projecto pioneiro a nível europeu que representou o primeiro passo da Microsoft no sentido de apoiar o combate ao desemprego. A implementação desta solução garante uma maior segurança dos fluxos de informação. No primeiro trimestre de 2008. O Programa TII. empresa Chinesa de química-farmacêutica sedeada em Zhejiang na República Popular da China. com o propósito de dotar de competências em Tecnologias de Informação e Empregabilidade a população desempregada das indústria têxtil já formou mais de 1700 pessoas. Índia. a utilização do curriculum Literacia Digital. Para o ano corrente. a Microsoft dispõe de outros dois projectos em Portugal. Segundo o responsável do Grupo. O CFO da Hovione considera ainda que a indústria química europeia se vê constrangida a investir na aquisição de unidades de produção noutras localizações. numa área de 10ha. e ainda num contexto angolano. A compra inclui um Centro de Investigação. e Metalomecânica Programa TII – Tecnologia. Fiscalidade e Recursos Humanos. Director Geral do Grupo. com benefícios para o Cliente final. um aumento de 500%. através da implementação de um plano de formação em TIC. aproximadamente. um factor que lhe confere um carácter distintivo. o que equivale a um total de 36 postos de formação e 42 computadores nos novos Centros de Formação. O investimento. Portugal foi escolhido pela Microsoft Europa como um dos países piloto para o desenvolvimento desta iniciativa. “esta é uma aposta ganha uma vez que o sector petrolífero está a gerar grandes margens de lucro e a potenciar o investimento estrangeiro”. bem como a possibilidade de actualização de dados online e redução de erro humano. uma fábrica com 22 mil m2. para o qual o futuro da Hovione em Portugal passará a ter uma predominância de actividades de investigação e desenvolvimento. Actualmente. quer pelo Banco.

tem o prazer de anunciar. apostando na qualidade e na garantia que aplica nos seus produtos. líder na transformação e comercialização de bacalhau. pela primeira vez. ter uma imagem verdadeiramente inovadora e diferenciadora face ao que existe no mercado. Para além destas novas propostas. A marca Sr. 2007 e 2008) o prémio “Law Firm of the Year” em Portugal. O Lloyd’s Loading List Shipping Line é atribuído ao Armador que melhor preencha as seguintes categorias: cotações. preparando neste momento um pacote de lançamento que irá complementar aquele e dar respostas ao que achamos serem as reais necessidades do mercado. 2000. Às cores (bege. tem vindo a adoptar «uma estratégia de expansão sólida e progressiva». 2003. nacional e internacional. GPCB/Cuatrocasas e Uria Menéndez (escritório de Lisboa). Em 2007. Soares da Silva & Associados. a disponibilização do envio de ficheiros de transferências internacionais e de cobranças.. Lisboa. no sentido de melhorarmos a nossa parceria com os clientes de modo a que cada vez mais consigamos encontrar soluções que satisfaçam as suas necessidades.International Financial Law Review. Serviço Personalizado nos Salões de Exposições Nacionais (Batalha. Apoio na reprodução de peças antigas. conjunto de peças decoradas. Extremo Oriente. 38 . foram premiadas as melhores sociedades de advogados europeias.A. Coimbra. Serviço de Pintura Manual. realizou este ano. assim como do pagamento de impostos. Soares da Silva recebe “Chambers Europe Award for Excellence in Portugal” A Chambers and Partners. Auxílio no dimensionamento de fachadas e revestimentos/pavimentos de acordo com os formatos Recer. através do ERP .2007 A Mediterranean Shipping Company (Portugal) S. a cerimónia de entrega dos prémios “Chambers Europe Awards for Excellence”. Estiveram presentes representantes das mais conhecidas e reputadas sociedades de advogados europeias. Mediterrâneo. que lhe permite uma capacidade de processamento de cerca de 6250 toneladas/ano. A cerimónia teve lugar em Barcelona no dia 8 de Maio. S. Médio Oriente. Destacamos a série ARTS: o papel de parede retoma hoje o protagonismo na decoração de espaços. por outro. S.Sobre a CCAP respectivo retorno e da listagem de ficheiros de retorno. antracite. “Daring to be different” . logística. Bacalhau apresenta-se em duas gamas: Qualidade e Excelência. Gafanha da Nazaré e Gafanha da Nazaré. que pela sexta vez (1996. Mas. Oliveira do Bairro e Porto) e Internacionais (Espanha e França). Para a prossecução do seu trabalho. Bacalhau. A Recer reforça esta corrente lançando em porcelânico um conjunto de propostas que apelida de ARTS. Prevê-se também. o mais prestigiado directório internacional na área da advocacia. e prometemos continuar a desenvolver o nosso profissionalismo. RECER com novo investimento em tecnologia e design A Recer irá dar continuidade em 2008 ao projecto iniciado com o “Senses’ 07”. O investimento na tecnologia e design continuarão a constituir um forte argumento da marca.www. pelo que visamos oferecer o melhor produto. num futuro próximo. o Grupo conta com três unidades industriais de bacalhau: Tondela. Esta parceria surge após o Millennium bcp ter desenvolvido uma plataforma que permite receber dos Clientes instruções de consulta e de processamento de ordens de pagamento através de XML (web services). relativamente ao trabalho desenvolvido no último ano e tendo por base uma pesquisa efectuada pela Chambers Europe a um universo alargado de empresas que exercem a sua actividade no mercado europeu. escritórios até serviço ao cliente. Este prémio é o testemunho do profissionalismo da MSC e do excelente serviço de atendimento ao cliente.A. Uma estratégia de expansão sólida e progressiva A Rui Costa e Sousa & Irmão. desde os navios. opta pela estratégia de diversificação e entra no segmento do bacalhau demolhado ultracongelado. tendo constituído em 2002 uma empresa no Brasil iniciando assim o processo de internacionalização. ao receber pela terceira vez em quatro anos (2005. surge esta oferta que faz valer os argumentos de ser um produto pronto a cozinhar. espalhados pelos quatro cantos do mundo aplicam na sua estrutura empresarial. a IFLR . América do Norte e América do Sul. apostando na eficiência e inovação industrial. questões como o crescimento estratégico inovador ou excelência no serviço ao cliente. A iniciar a comercialização em Portugal e nos países onde já está presente com o bacalhau seco. em Portugal. Elaboração de propostas em 3D. nesta área dos produtos cerâmicos. recorrendo à respectiva identificação através da utilização de certificados digitais emitidos por entidades certificadoras credenciadas.com Praia D´El Rey Marriott Golf & Beach Resort” Estão de volta à região Oeste os grandes espectáculos tauromáticos. de qualidade superior e. 2005 e 2007) foi galardoada com o prémio “Lloyd’s Loading List Shipping Line”. é. Projectos de decoração cerâmica. Sem a sólida contribuição da sua equipa e a sua rede de agências. Já este ano a MLGTS viu o seu trabalho reconhecido por uma prestigiada revista internacional. que todos os nossos agentes.A pensar nos hábitos de conveniência dos consumidores actuais. a Rui Costa e Sousa & Irmão. verde e laranja) associa-se CRAFT e ASHLEY . a empresa criou um conceito inovador que pretende valorizar esta categoria de produto. através da marca – O Sr. O “Chambers Europe Award for Excellence in Portugal” foi entregue à sociedade de advogados Morais Leitão. com um investimento na ordem dos dez milhões de euros. Galvão Teles.mscportugal. Índia. Austrália. construída de raiz. bookings. pois este deve-se ao excelente grupo de profissionais que a integram e que se estende. Deslocação de técnicos à obra.. Soluções cerâmicas para fachada ventilada. “Lloyd’s Loading List Shipping Line” . Nesta cerimónia. actualmente. Morais Leitão. Alargando-se para o segmento de bacalhau demolhado. em Novembro de 1981. desde 1981. documentação. castanho. sempre que se pretende expressar individualidade ou mesmo um certo “status”. O Praia D’El Rey Marriott Golf & Beach Resort disponibiliza um pacote especial de Tourada onde se incluem duas noites de alojamento com pequeno-almoço buffet incluído no restaurante Atlântico Grill. Agarraremos esta oportunidade para nos tornarmos mais competitivos e desafiadores. a quem mais ficamos a dever este prémio é aos clientes que continuam a confiar-nos as suas cargas e que constituem o nosso suporte e mais-valia. um jantar no restaurante Atlântico Grill (excluindo bebidas) e um bilhete para assistir a uma das touradas que se realizam na zona. confiança e serviço ao cliente. Foram também tidas em consideração na avaliação que foi feita às diversas sociedades.A. Galvão Teles. a MSC nunca teria ganho este prémio. a Recer dispõe de um conjunto de serviços que se destacam das demais ofertas no mercado: Consultoria do Gabinete ECA – Estudos Cerâmicos de Arquitectura. VDA. Este prémio também se baseia no tipo de serviço que a Companhia realize nos seguintes trades: Africa. Estavam também nomeadas as sociedades PLMJ. A definição na nova marca obedeceu a dois critérios importantes: por um lado ter um nome de fácil percepção por parte dos consumidores. 2002. a empresa apostou numa unidade industrial moderna. Desde a sua constituição. Comer bacalhau é algo que os portugueses gostam.