Photo & Dansa

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Gafieira Elite
Domingueira da Paulinha

Dança Cigana
Apresentação

Do fundo do baú
Baile Grease

Ensaio fotográfico
Aline Marques e David Theodor

Entrevista
Ariel Guevara

Compre em Www.dancadesalao.com/loja

CRÉDITOS
Editor Marco Antonio Perna www.dancadesalao.com
www.facebook.com/mapernaDS

ÍNDICE

Photo & Dansa
Fotografia e dança

Gafieira Elite Dança Cigana Do fundo do baú Ensaio fotográfico Causos de dansa Fotografia de dança Entrevista Dançando na TV

04 09 12 16 18 20 28 34

Foto de capa Marco Antonio Perna modelos: Rosane Carvalho e Daniel Scarambone Edição digital e gratuita.
Todas as imagens, fotos e ilustrações que tenham autor/publicação declarado nesta publicação, ou que sejam filipetas, ingressos, cartões, logomarcas, panfletos, cartazes, capas de livros, CDs, jornais, vídeos ou filmes, são de propriedade de seus autores ou descendentes e os artigos são de responsabilidade de seus autores. Caso algum dos créditos das ilustrações/fotos esteja errado ou incompleto, peço a gentileza de que informem para que seja feita a alteração. Qualquer pedido de alteração ou correção deve ser enviado para: maperna@dancadesalao.com

www.dancadesalao.com/photoedansa Ao leitor

O agendamento de coberturas e serviços fotográficos deve ser feito por email.

Em 1997 lancei o portal de dança de salão Agenda da Dança de Salão Brasileira (www.dancadesalao.com) e desde então realizei a cobertura fotográfica de diversos eventos. Escrevi artigos e livros, também disponibilizei artigos e trabalhos sobre dança de salão de colaboradores. Hoje em dia um site não é tão acessado e partimos para publicar no facebook. Mas, algo faltava, o facebook não permite organizar o trabalho. Decidi então formalizar uma antiga ideia, uma revista com fotos e artigos de dança. Nos dias de hoje, uma revista impressa gratuita (como várias no segmento) perdeu o sentido. Agora uma versão digital é plenamente possível e com maior alcance. O objetivo da revista é a materialização (virtual?) e organização do material fotográfico gerado nesses anos todos, bem como novos trabalhos. A primeira edição é um piloto e por essa razão contêm apenas meus textos e fotos. Nas próximas edições teremos vários colaboradores convidados, crescendo gradativamente. A formatação das páginas foi idealizada para visualização em tablet ou celular, daí a necessidade de aproveitamento de toda a página e de não deixar margens, comuns em revistas impressas. Já na próxima edição teremos novidades. Boa leitura e distração.

Marco Antonio Perna

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Gafieira Elite

Por Marco Antonio Perna

T

ambém chamado de Elite Clube, a gafieira Elite abriu suas portas em 21 de julho de 1930. Durante seus muitos anos de atividade teve seus dias de gafieira, dancing, casa de forró e nos tempos áureos muitos artistas se apresentavam em seu palco. No tempo do império foi residência do duque de Caxias que podia ver de suas janelas a movimentação da tropa no espaço onde se situa hoje o Campo de Santana. (Mais fatos históricos no livro Samba de Gafieira - a história da dança de salão brasileira). Compre em: www.dancadesalao.com/sambadegafieira

Atualmente sedia a Domingueira da Paulinha,comandada por Paulinha Leal e sua mãe a promoter Rosa Leal. Sempre no primeiro e no terceiro Domingo do mês, com muito samba de gafieira. Em outubro de 2014 completa oito anos de baile. Abaixo a foto da fachada tirada em 2000 como uma camera digital de apenas um megapixel, que era o padrão acessível da época, a DC200. Nas páginas seguintes quatro coberturas fotográficas cada uma com um estilo fotográfico diferente. Em cada uma delas está disponível o link para o álbum completo na internet.

Kodak DC200 - 1 megapixel

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Canon Sl1

Veja o álbum completo em: Photo & Dansa 2014 #1 www.facebook.com/media/set/?set=a.560333104064211.1073741904.266182260145965 5

Gafieira Elite 02.02.2014

Canon 6D

Veja o álbum completo em:
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Gafieira Elite 15.12.2013

Canon 6D

Veja o álbum completo em: Facebook:
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Veja o álbum completo em: Facebook:
Www.marcoantonioperna.com.br/galeria.php?gal=Elite15122013

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Gafieira Elite 15.09.2013

Nikon P510

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Dança Cigana 23.03.2014
Apresentação de Dança Cigana da Sol y Luna Danzas na festa de comemoração dos 50 anos da Sociedade Espirita Ramatis - no teatro da rua Maria Amália, 54. Rio de Janeiro - RJ

Veja o álbum completo em:
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Canon 6D

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Do fundo do baú
Baile Grease
Por Marco Antonio Perna

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m 1997, Jaime Arôxa promoveu o baile temático Grease no salão da Casa de Espanha, no Rio, com apresentação de sua cia. de dança.

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Veja o álbum completo em: Facebook:
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cobertura fotográfica foi realizada com uma camera SLR Nikon FE, de filme, para quem não se lembra. Utilizando modo e flash manual. A lente foi uma Nikon 50mm 1.4

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Fotomontagem feita a partir de fotos de divulgação.

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Ensaio fotográfico
Samba de Gafieira

Por Marco Antonio Perna

ensaio foi realizado para compor o O casal selecionado para o primeiro trimestre, Calendário da Dança de 2014. com tema Samba de Gafieira, foi Aline Marques e David Theodor. Ainda estamos selecionando para O convite aberto ao casais participantes foi o último trimestre, entrem em contato com promovido pelo dancadesalao.com e pelo jornal m a p e r n a @ d a n c a d e s a l a o . c o m Falando de Dança, no final de 2013.

O

Ensaio completo: Www.marcoantonioperna.com.br/galeria.php?gal=AlineDavidSambaDeGafieira2013

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Causos de Dansa
A Heroína
“Como nos bailes atuais faltam cavalheiros, esses poucos preferem as moças jovens e bonitas ou as dançarinas experientes”

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ra um dia chuvoso, por sorte as ruas não estavam alagadas, dava para sair sem problemas. Cheguei no baile cedo, como de costume. Peguei a mesa habitual perto da pista e esperei por minhas amigas. O baile era com DJ (música “mecânica”), fazia algum tempo que eu não ia em bailes com orquestra pois prefiro uma boa seleção de músicas com seus intérpretes originais. É muito melhor. As horas iam passando, minhas amigas dançando, a água com gás, que o garçon trouxe, esquentando, e eu me sentindo uma heroína das histórias em quadrinhos. A Mulher Invisível. O baile estava chegando ao fim e ninguém me tirava. A seleção musical de final de baile não ajudava, eram bolerões românticos e sambas obscenos. Dava vontade de chorar. O que havia de errado ? É verdade que quase não me tiravam nos bailes, mas eu nunca havia passado um baile inteiro tomando chá de cadeira. Olha que vou a bailes de dança de salão toda semana. Voltei para casa triste e estava com tanta dificuldade para dormir que acabei pegando para ler um livro daqueles de auto-ajuda que eu havia comprado alguns meses atrás. Dormi muito tempo após o término da leitura, a insônia era grande. No dia seguinte enxerguei com clareza que eu poderia ter evitado a situação do baile, pois várias de minhas colegas de baile já haviam passado por isso. Eu não quis enxergar a

tragédia anunciada já que a diminuição das vezes que me tiravam para dançar foi gradual. Já fazia alguns anos que eu não dançava o baile inteiro. Eu não sou mais jovem e a beleza já se foi com a crueldade dos anos. Como nos bailes atuais faltam cavalheiros, esses poucos preferem as moças jovens e bonitas ou as dançarinas experientes. Não era o meu caso, apesar de eu ser bastante simpática e ter amigos que me tiravam pela amizade. Mas, esses também acabavam, sem má intenção, não se lembrando de me tirar, já que tinham outras “prioridades”. Carlos era um desses amigos, adorávamos conversar, ele me falava da filha, das “ex”, do trabalho como engenheiro. O papo era ótimo e ele me tirava pelo menos uma vez em cada baile. Eu adorava, apesar dele dançar muito mal. Só que ele de vez em quando começava um namoro e, ou sumia ou parava de tirar as amigas. Passados alguns meses ou semanas, estava lá ele de volta tirando-me e falando da nova “ex”. Namorados na dança eu também nunca tive, acho que passei da idade e não tenho perspectivas mais. Já que o mundo era assim resolvi adaptarme ao invés de ficar chorando as mágoas. O próximo baile que irei será de ficha. E, quem sabe um dia, eu tome coragem e vá aos bailes com dançarinos “alugados”.
Marco Antonio Perna publicado originalmente no jornal Falando de Dança 56

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Fotografia de dança
Coberturas fotográficas

Por Marco Antonio Perna

D

esde 1997 fotografo eventos de dança de salão com intuito de registrar a história desse movimento social para o site dancadesalao.com. Em 2002 eu parei de usar cameras profissionais SLR por causa do custo que se tinha com a revelação e a pouca quantidade de fotos aproveitadas. Na época eu tinha uma Nikon FE, que comprei em 1997, com a qual fotografei alguns bailes e posso dizer que com ela aprendi a fotografar no modo manual, e uma Nikon N65 comprada posteriormente, ambas de filme. O baile Grease (que consta dessa edição da revista, página 12) fotografei com a Nikon FE e não chega a ter uma história do evento sendo contada por causa da quantidade de fotos que era possível tirar na época. Nele usei um flash com configuração manual e a Nikon no modo manual. Nessa cobertura de 1997 já pode-se perceber meu gosto por fotos não posadas, com um viés fotojornalístico. Apesar de ter, claro, algumas com pose. Em 1999 comprei minha primeira digital, uma Kodak de 1 megapixel, a DC200. A partir de então eu praticamente não usava as profissionais Nikon. A qualidade da Kodak era semelhante a dos celulares atuais, mesmo com apenas um megapixel, pois ela tinha flash decente e as fotos eram para internet ou impressões 10x15. Em 2002 eu tinha que dar o próximo passo, troquei as duas Nikons por uma bridge/superzoom da época, a Minolta Dimage7. Caríssima na época, mas com bateria de pouca duração, imensamente lenta e com ISO muito baixo. Com ela fotografei o Baila Floripa de 2003, o de 2002 eu tinha fotografado com a Kodak DC200. Mas as dificuldades com bateria e lentidão realmente prejudicavam. Fotografei também um espetáculo de Flamenco na Casa de Espanha em 2003 com a Minolta. Os resultados foram excelentes para a época, tanto que a coreógrafa me falou que nunca tinha visto fotos como as que tirei. Hoje elas parecem um lixo, mas na época os profissionais usavam máquinas de filme e eram obrigados a usar flash. As que tirei foram todas sem flash, daí o resultado. Infelizmente perdi as originais numa pane de disco rígido em 2003 mesmo, só me restando as que postei no dancadesalao.com, com baixíssima resolução (na época só era viável colocar fotos em baixa resolução na internet).

Kodak DC200, na pág. 21tem uma foto tirada com ela.

“Eu tinha que dar o próximo passo, troquei as duas Nikons por uma bridge/superzoom da época, a Minolta Dimage7”

Minolta Dimage7

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pesar de boa máquina, acabei deixando a Minolta de lado e voltei a fotografar com as compactas que iam surgindo. Sempre crescendo os megapixels a medida que os anos iam passando. Um mega (a de 1999), depois quatro, cinco, sete, e atualmente dezesseis megapixels. O período que usei as digitais compactas foi de 1999 até 2013. Em 2008 comprei o celular Nokia N82 que basicamente tinha a funcionalidade do famoso Nokia N95 de 5 megapixels mudando apenas o design e incorporando um flash de xenon. A popularização da fotografia e a sua consequente banalização corre a passos largos. Hoje em dia (quase) ninguém mais fotografa um aniversário com máquinas fotográficas mesmo das compactas. A escolha é sempre pela camera do celular, com a desculpa da facilidade de tê-lo a mão sem ter que se preocupar com pilhas ou de colocar a bateria para carregar. Isso acrescido ao fato de que logo se quer postar nas redes sociais ou enviar para alguém. O único problema agora em 2014 é que praticamente todas os celulares não tem flash decente e quase sempre nem o led vagabundo está ligado. Conclusão, fotos decepcionantes, embora a maioria nem se importe com isso. Com o flash de xenon do Nokia N82, parei de usar a minha camera compacta (de bolso) desde então. O problema da falta de flash em celular estava sanado e ele tirava fotos e filmava decentemente em comparação com as cameras compactas da época. Só parei de usar quando a bateria dele estragou e passei para a era dos celulares touch. O problema é que hoje apenas o celular Nokia Lumia 1020 possui um flash no mesmo padrão e uma camera excelente. Qualquer outro celular de qualidade hoje tira fotos decentes em boas condições de luz, mas em ambientes internos o flash de xenon faz muita diferença. Infelizmente tive que regredir e voltar a usar cameras compactas no bolso, ao lado do celular. O Nokia 1020 tem uma excelente camera que resolveria meu problema, mas como celular eu teria que abandonar o sistema Android e também passar a usar dois celulares para comportar meus dois chips de telefonia.

Jomar Mesquita e parceira fotografados com a Kodak DC200 em 2001.

Quatro fotos do espetáculo de Flamenco, tiradas com a Minolta Dimage7, em 2003.

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om isso voltei a fazer coberturas fotográficas com cameras compactas e a escolhida foi a Canon A2300 que comprei em meados de 2013. Em um congresso ou workshop de dança, a boa iluminação permite qualquer tipo de foto com ela, mas em baile só é possível fotos de pose de grupos pequenos ou casais. Mas mesmo assim, não tenho visto nesse último ano quase nenhuma (para não dizer nenhuma) camera compacta sendo utilizada em bailes. A maioria tira foto em baile também com o celular, apesar de ficar sofrível. Nesse período eu revezei a camera compacta com uma camera bridge/superzoom, uma Nikon P510, que resolvia bem coberturas fotográficas de baile. Fiz uma cobertura fotográfica na gafieira Estudantina com ela e as fotos sairam ótimas. Veja na próxima página. Nesse período reparei que as pessoas que faziam coberturas fotográficas tinham abandonado as cameras bridge e passado a usar as profissionais DSLR. Como nos últimos anos minha preocupação tinha sido com livros de dança e não fotos, eu estava atrasado. No final de 2013 cheguei a conclusão que para fotografar bailes eu tinha que ter novamente uma máquina profissional como as que eu tive na era analógica, indo além do que eu conseguia com a excelente Nikon P510. As digitais profissionais já tem preços acessíveis e qualidade e facilidade de uso excelentes. Todo mundo que cobria baile já usava. Comprei então uma Canon DSLR com a qual tenho reaprendido a fotografar no modo manual. Tenho fotografado bailes sem poses e sem closes, de maneira bem casual para capturar espontaneidade. O tipo de fotografia que sempre gostei de fazer (vide baile Grease), embora muitas vezes tolido pela capacidade do equipamento fotográfico. Ainda estou passando por um período de adaptação. Tenho olhado as coberturas que fiz com máquinas no automático (ou quase, como da Estudantina, por exemplo) e coberturas recentes com as profissionais testando estilos de fotos, ajustando ISO, velocidade, abertura, flash (com e sem). As coberturas fotográficas que fiz no automático tem histórias contadas, mas as que eu ajustei a máquina praticamente não tem história alguma (salvo poucas excessões) porque eu estava me preocupando apenas com testes. Porém a parte artística individual de cada foto foi bem melhor nas que ajustei. Espero que assim que eu passe a fase de testes e adaptação eu possa ajustar a máquina sem pensar muito ou nada e com isso conseguir voltar a fotografar um baile como antes, acrescentando a parte artística e técnica ao olhar fotográfico e história contada.

Apresentação de Jazz. 27.11.2009 Nokia N82 em um tipo de fotografia fora de sua capacidade e se saindo razoavelmente bem.

Canon A2300

Workshop Junto e Misturado. Canon A2300

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Lançamento do livro de Carlinhos deJesus. Camera compacta Canon A300 3.2 MP
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Camera compacta HP M627 7MP
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Camera Brigde/superzoom Kodak Z981
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Cobertura fotográfica realizada na gafieira Estudantina, no Centro do Rio. Camera Bridge/superzoom Nikon P510. Algumas vezes no automático, outras no manual.

Veja o álbum completo em: Facebook:
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Cobertura fotográfica realizada no Forró do Gaspar, no Centro do Rio. Camera Canon fullframe com lente 50mm 1.8

Veja o álbum completo em: www.marcoantonioperna.com.br/galeria.php?gal=gal00001 Facebook:
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Entrevista
Ariel Guevara
Por Marco Antonio Perna

Fotógrafo argentino radicano no rio de Janeiro. Ariel realizou exposições de fotografias de tango e com isso uniu sua paixão pela fotografia e a cultura de seu país de origem. Como você veio parar no Rio ?
Era o ano 2009 quando tive o enorme prazer de conhecer o balneário Camboriú nas férias. Já tinha vindo ao Rio antes, porém eu era muito novo, para pensar na possibilidade vir morar aqui. Foram nessas férias que me apaixonei pela ideia de mudar e vir morar no Brasil. Com o tempo comecei ter aulas de português particulares e meu sonho só crescia, estava decidido, queria morar aqui no Brasil porém ainda não tinha certeza de onde. Entrando em contato com vários fotógrafos de diferentes partes do país, conheci uma fotógrafa carioca que me animou a tomar a decisão e eu sem pensar mais , pois já tinha pensado muito, fiz minhas malas e cheguei ao Rio. Foi assim, deixando tudo lá na Argentina, trabalho, estúdio de fotografia, clientes, amigos e família que cheguei à cidade Maravilhosa e até hoje me sinto feliz por poder morar aqui. utilizando uma Reflex (emprestada do meu pai). Aos 14 anos fiz meus primeiros cursos de edição de imagens - Photoshop (Versão 5) e Corel Draw. Mais tarde passei a dividir o meu tempo entre a faculdade de Design Gráfico e a fotografia, aliás já trabalhava numa loja de impressão fotográfica como impressor na área profissional. Essa dedicação rendeu uma paixão pela fotografia e me tornei um fotógrafo com característica autodidata. Em 2009 conquistei meu próprio estúdio fotográfico. Onde trabalhei para agências de modelos, danças e clientes particulares. Em 2011 decidi mudar para o Brasil. Onde Trabalho principalmente com fotografia de eventos, casamentos, retratos e publicitária.

Qual o tipo de fotografia você gosta de fazer quando não é trabalho ?
Sou um apaixonado pelas pessoas e o Rio de Janeiro é um tesouro nesse sentido, adoro fazer retratos, gosto muito de captar os sorrisos as emoções de gente pois dá para perceber os diferentes momentos de uma pessoa, as expressões mudam, o sorriso é diferente. Tenho o prazer de descobrir e fotografar o que meus modelos (profissionais ou não) estão sentindo. No começo quando quem estou fotografando não é modelo profissional , dá para perceber que ficam um pouco tensos, com dúvidas e é por isso que sempre estou acompanhando, propondo atividades para relaxar, procurando deixar bem à vontade os retratados.

Conte um pouco da sua história como fotógrafo e o tipo de fotografia que você faz prioritariamente como trabalho, mesmo que você atue em todas as áreas.
Minha história com as artes visuais começou desde cedo. Já aos nove anos utilizava parte do meu tempo com aulas particulares de desenho e pintura. Fascinado pela câmera fotográfica, nas férias, comecei a fazer minhas primeiras fotos

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Foto: Ariel Guevara

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Você dança tango ou alguma outra dança de salão ?
Meu amigo, adoraria dançar, acho a dança tão apaixonante, o tango então imagina. Mesmo fotografando eventos e ensaios de dança ainda não entrei na parte prática desse mundo maravilhoso, mas estão no meus planos à curto prazo.

de empresas visando combinar as duas profissões num futuro.

Como foi realizar suas exposições de fotografias de tango ?
Na verdade foram três exposições de fotografia de Tango feitas aqui no Rio de Janeiro. A primeira foi na academia Brasileira de imprensa, a segunda no Iate clube no bairro da Urca e fechamos com a do Consulado argentino em Botafogo. A experiência foi maravilhosa, muito Trabalho muita correria, porém ver as obras expostas e receber elogios dos visitantes foi lindo. Quero aproveitar e agradecer ao Consul Sebastian D´Alessio pelo apoio e por ter acreditado no projeto desde o começo, Americo del Rio (Rio Tango) por ser parte fundamental na organização e realização do projeto e por ultimo mas não menos importante a cada um dos modelos, dançarinos e equipe que fizeram dessa ideia uma realidade. Já estou preparando uma nova exposição muito interessante também de Tango. Então fiquem atentos que em breve divulgarei mais.

Você tem planos de se mudar do Rio ou realizar novos projetos além da fotografia ?
Por enquanto não tenho planos de me mudar permanentemente do Rio, porém se for por causa do trabalho não teria problemas em viajar ou ficar fora temporariamente. Tenho alguns outros projetos e planos fora da área da fotografia sim. Gosto de fazer várias coisas diferentes, experimentar projetos novos e nunca ficar quieto. É uma chama no meu peito que me obriga a acordar e empreender algum coisa ou projeto novo . Por exemplo, depois de sete anos como fotógrafo ingressei na faculdade de Administração

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Foto: Ariel Guevara

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Foto: Ariel Guevara

Foto: Ariel Guevara

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Dançando na TV
Sob a Luz da Fama (Center Stage)

Por Marco Antonio Perna

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om a tarefa de escrever este texto, coloquei "Sob a Luz da Fama" em meu aparelho de DVD, ciente de que sempre elogio esse filme, de que é dos mais requisitados pelos amantes de ballet da última década (amantes esses que elegem como segunda opção "Billy Elliot") e que vi muitos anos e filmes atrás. Tenho medo, muito medo da magia se perder. Uma coisa é você ver um filme e se surpreender (como eu na primeira vez que o assisti), outra é ciente de tudo isso não saber o que sentirei. O filme começa morno, nada espalhafatoso como as últimas produções de hip-hopballet que assisti. O medo aumenta mas em contrapartida começo a notar coisas que não lembrava mais. Somos humanos, esquecemos dos detalhes. E são esses detalhes que chamam minha atenção agora. O carisma de uma bailarina se sobrepondo a sua técnica de dança, o esforço para amaciar as sapatilhas e proteger os dedos dos pés, a descoberta de quem é gay ou hetero entre os bailarinos, os problemas enfrentados como bulimia e anorexia, a cobrança e transferência de objetivos que os pais fazem, a escolha de caminhos etc. Uau, quantos detalhes. Outro filme que eu elogio muito é a versão japonesa de "Dança Comigo?" por ser exatamente cheio dos detalhes que eu como amante da dança de salão conheço tão bem. Um filme de dança não pode ficar só na dança. Tem que explorar exatamente esses detalhes e mesmo que inconscientemente, garanto que a maioria que elogia esse filme o faz em grande parte em função desses detalhes. Recordo de outro filme de dança de salão cheio de detalhes, o "Baila Comigo - Marilyn Hotchkiss Ballroom Dancing and Charming School" que adorei e os verdadeiros amantes da dança de salão também. É verdade que teve muita gente, até da mídia especializada, que não gostou por quase nao ter cenas de dança explícita. Sinceramente, nada a falar a respeito... Mas, um filme não precisa ter grandes apresentações de dança para ser muito bom e ser explicitamente de dança, ainda mais dança de salão que é "gente como a gente". " Sob a Luz Da Fama" é assim, tem muitos detalhes que quem pratica ballet percebe com carinho, saudade ou consternação, e quem não pratica vê e aprende como é esse ambiente. Calma pessoal, não se assustem, "Sob a Luz Da Fama" é repleto de ótimas cenas do melhor ballet. Coreografias de gente do calibre de

“...tem muitos detalhes que quem pratica ballet percebe com carinho, saudade ou consternação, e quem não pratica vê e aprende como é esse ambiente.”

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George Balanchine, fielmente encenadas, corpo de baile profissional, atrizes principais com anos de prática de ballet, em especial atenção a Zoe Saldana que após esse seu primeiro filme tem crescido no cenário cinematográfico e fez recentemente o papel da Ten. Uhura no novo Star Trek. E, claro, os bailarinos profissionais como Ethan Stiefel (que realmente já foi primeiro bailarino do American Ballet Academy) e Sascha Radestsky. Bailarinos que não fazem feio se colocados ao lado de Baryshnikov ou Nureyev. Isso tudo somado com apresentações lindas e bem produzidas, ao som de Dom Quixote, Lago dos Cisnes ou Quebra-nozes, faz com que qualquer um lembre desse filme para sempre, mesmo que esqueça os detalhes. Mas não podia faltar dança de salão, desde a cena rápida do canastrão Peter Gallagher, até a salsa (tinha que ser) dançada num clube noturno pelos alunos da escola de dança. Só me dei conta da idade do filme quando vi as Torres Gêmeas no cenário de Nova York, é um filme pré 11 de setembro, lançado em 2000. Eu sempre gosto de identificar em um filme de dança sua mensagem principal e sem dúvida em "Sob a Luz Da Fama" essa mensagem é a escolha do seu caminho na dança e na vida. Muitas vezes, o caminho que temos que seguir não é o que inicialmente gostaríamos, mas temos que ter em mente que a escolha tem que ser com o coração, pois quando fazemos algo com gosto com certeza a vida sorri. Embora saibamos que na vida real nem sempre isso ocorre, o filme nos mostra que geralmente é o melhor caminho. Tarefa cumprida, muito feliz, recoloco na prateleira dos filmes de dança de primeira linha, ao lado dos que citei neste texto. Rio de Janeiro, 16/11/2009

www.marcoantonioperna.com.br/blog

Artigo publicado em Dez/2009 na edição 26 do jornal Falando de Dança, do Rio de Janeiro.
issuu.com/dancenews/docs/ed-26---completa-para-leitura/07

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Participe da revista #2 Mande sua colaboração, sugestão, anúncio, fotos, etc. Para: maperna@dancadesalao.com Até a próxima edição.

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