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Operador Nacional do Sistema Elétrico Apresenta

Curso de estabilidade de
sistemas elétricos de
potência

Conceitos e aplicações no SIN -


Sistema Interligado Nacional

Florianópolis, 14 a 16 de abril de 2009


Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Apresentação dos participantes


Antonio Felipe da Cunha de Aquino
DPP – Diretoria de Planejamento e Programação da Operação
GPE – Gerencia Executiva de Estudos Especiais, Proteção e Controle
GPE2 – Gerência de Estudos Especiais

34 anos
Engenheiro eletricista

1 ano no Cepel
No ONS desde setembro de 2000

aquino@ons.org.br
21 2203 9563

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Horário sugerido
08h30 às 12h
14h às 17h30

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Motivação para o estudo

“O sistema elétrico interligado norte-


americano é a maior e mais complexa
máquina já projetada pelo homem.”
Charles Steinmetz (1865-1923),
um dos pioneiros da engenharia elétrica

“Os grandes sistemas elétricos existentes em todas


as nações modernas representam os maiores e
mais caros sistemas feitos pelo homem.”
Olle I. Elgerd,
autor do livro “Teoria de Sistemas de Energia Elétrica”
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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Sumário do curso
1. Características dos sistemas elétricos, conceitos e definições

2. Características gerais do programa ANATEM

3. Análise de contingências
i. Representação de curtos-circuitos nas simulações
ii. Simulações de contingências em linhas de transmissão
iii. Estratégias para cálculo de limites de intercâmbio

4. Esquemas de controle de emergência


i. Conceitos de estabilidade transitória
ii. Objetivos dos Esquemas de Controle de Emergência
iii. Requisitos de tempo e confiabilidade
iv. Representação de esquemas de corte de geração no ANATEM
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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Sumário do curso
5. Manobras de fechamento de anel
i. Critérios
ii. Simulação com o ANATEM
iii. Análise de resultados
iv. Utilização do ANAT0 como ferramenta alternativa
v. Cálculo expedito de defasagens angulares

6. Proteções de caráter sistêmico


i. Sobretensão e subtensão
ii. Verificação de sincronismo
iii. Proteção de perda de sincronismo e bloqueio por oscilação
iv. Simulações no ANATEM

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Sumário do curso
7. Manobras de religamento automático tripolar e monopolar
i. Objetivos
ii. Requisitos técnicos para aplicação
iii. Simulação das manobras no ANATEM

8. Sincronização de sistemas elétricos e de unidades geradoras


i. Conceitos relacionados à verificação de sincronismo
ii. Simulação no ANATEM

9. Desempenho da freqüência durante perdas de carga ou geração


i. Função do ERAC e representação nas simulações do ANATEM
ii. Dependência dos parâmetros da rede e das máquinas com a freqüência
iii. Simulações no ANATEM

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1. Características dos
sistemas elétricos,
conceitos e
definições

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Características dos sistemas elétricos


1. Complexo e de grande porte: muitos equipamentos interligados (geradores,
cargas, linhas, compensadores estáticos e síncronos, elos de corrente contínua,
equipamentos FACTS, etc)

2. Sistema não-linear

3. Sujeito a distúrbios freqüentes


i. Pequenas variações de carga
ii. Curtos-circuitos, abertura de linhas, perda de unidades geradoras, etc
iii. Os efeitos propagam-se por todo o sistema

4. Interação de equipamentos com característica dinâmica (geradores, motores,


cargas) e dispositivos de controle (reguladores de unidades geradoras, de
compensadores estáticos, etc)

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Conceitos e definições
1. Estabilidade de sistemas de potência: propriedade que permite manter o
sistema em equilíbrio (ponto de operação) sob condições normais de operação
e que garante que o sistema retorne a uma condição aceitável após a
ocorrência de um distúrbio.

2. Condições normais de operação (qualidade da energia elétrica)


i. Tensão e freqüência constantes
ii. Qualidade da forma de onda
iii. Nível de confiabilidade

3. Pequenos e grandes distúrbios


i. Pequenas variações de carga
ii. Curtos-circuitos, abertura de linhas, perda de unidades geradoras, etc
iii. Os efeitos propagam-se por todo o sistema
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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Conceitos e definições
4. Critérios que poderiam ser utilizados
i. Curto-circuito 3φ eliminado através da abertura dos disjuntores do
elemento sob defeito (sem falha de disjuntor)
ii. Curto-circuito 1φ eliminado através da abertura dos disjuntores do
elemento sob defeito (sem falha de disjuntor)
iii. Curto-circuito 1φ eliminado com retardo (falha de disjuntores ou no
sistema de proteção)
iv. Perda de elementos do sistema sem ocorrência de defeitos
v. Perda de bipólos de corrente contínua, ...

5. O que está em jogo?


i. Segurança versus custos das ampliações e reforços na rede!
ii. Estatística dos defeitos

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Conceitos e definições
6. Estatística dos defeitos no SIN (de 2002 a 2006)

Nível de Freqüência dos defeitos (em % do total)


tensão (kV) FT FF FFF FFT FFFT Outros
138 58,8 5,8 3,9 11,4 1,5 18,7
230 74,5 4,6 1,8 3,8 0,5 14,8
345 79,5 3,9 0,9 5,3 0,1 10,3
440 76,0 4,2 1,8 2,9 0,0 15,0
500 79,7 2,9 0,5 2,7 0,1 14,2
750 77,7 0,0 0,8 2,4 0,0 19,1

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Conceitos e definições
7. Submódulo 23.3 dos Procedimentos de Rede do ONS (diretrizes)

...

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Conceitos e definições
7. Submódulo 23.3 dos Procedimentos de Rede do ONS (diretrizes)

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Conceitos e definições
7. Submódulo 23.3 dos Procedimentos de Rede do ONS (critérios)

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Conceitos e definições
7. Submódulo 23.3 dos Procedimentos de Rede do ONS (critérios)

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Classificação
1. Estabilidade eletromecânica ou angular: capacidade que tem os sistemas
elétricos (máquinas síncronas) de manterem-se em sincronismo
i. Fortemente associada ao balanço de potência ativa (MW) nas máquinas
ii. Análise de oscilações eletromecânicas inerentes aos sistemas
iii. Comportamento das máquinas síncronas durantes as oscilações de rotor

2. Estabilidade de tensão: capacidade que tem os sistemas elétricos de suportar


acréscimos de carga sem entrar em colapso de tensão.
i. Fortemente associada ao balanço de potência reativa (Mvar)

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Classificação

Fonte: Kundur
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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Objeto do estudo da estabilidade eletromecânica


1. Transitórios eletromecânicos: oscilações mecânicas nos eixos dos rotores dos
geradores síncronos dos sistemas elétricos
i. Provocados por manobras ou contingências na rede elétrica
ii. Pode levar uma ou mais máquinas à perda de sincronismo
iii. Variáveis de interesse: ângulo e velocidade dos rotores, freqüência do
sistema, fluxos em equipamentos, tensões em barramentos, etc
iv. Oscilações eletromecânicas normalmente na faixa de 0,3 a 3 Hz

2. Ferramenta para análise


i. Programa para análise de transitórios eletromecânicos
ii. Exemplos (ANATEM, ORGANON, etc)
iii. Os modelos e o tempo de análise devem ser compatíveis

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Relação potência versus defasagem angular

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Relação potência versus defasagem angular

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Relação potência versus defasagem angular

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Equação de oscilação PE

2H d 2 δ PM

2
= Pm − Pe
ωo dt
δO 180o
H constante de inércia (gerador + turbina)
ωo velocidade angular elétrica
δ ângulo do rotor da máquina
Pm potência mecânica
Pe potência elétrica

1. Quando aparecem os transitórios eletromecânicos?


2. Qual a medida da severidade dos distúrbios?
3. Qual o efeito do H nos transitórios?
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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Critério das áreas iguais: caso estável

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Critério das áreas iguais: caso instável

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Componentes do torque PE

PM

δO 180o

TS – coeficiente de torque sincronizante


(em fase com as variações angulares)
TD – coeficiente de torque de
amortecimento (em fase com as variações
de velocidade)

1. De que componente precisamos mais?


2. O que ocorre quando Ts é baixo?
3. O que ocorre quando Td é baixo?
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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Pequenas perturbações

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Pequenas perturbações

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Pequenas perturbações

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Grandes distúrbios

1. Caso 1 (TD e TS positivos)


2. Caso 2 (falta de torque sincronizante)
3. Caso 3 (falta de torque de amortecimento)

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2. Características
gerais do programa
ANATEM

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O programa ANATEM

O que é?
1. O Programa ANATEM é: um aplicativo computacional para simulação no
domínio do tempo de sistemas elétricos de potência de grande porte, visando a
análise não-linear da estabilidade eletromecânica
2. Principal resultado esperado: resposta dinâmica do SEP após perturbações
3. Campo de aplicação: análise de sistemas de potência em estudos de
planejamento e programação da operação de sistemas elétricos:
i. Determinado ponto de operação é seguro? Que contingências resisto?
ii. Determinação de limites de intercâmbio
iii. Análise do desempenho para rede alterada (indisponibilidades)
iv. Análise dos impactos de manobras de fechamento de anel
v. Ajuste do ERAC e de proteções sistêmicas
vi. Concepção de Sistemas Especiais de Proteção (ECEs), etc
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O programa ANATEM

Características principais
1. Simulação não-linear do sistema elétrico no domínio do tempo
2. Representação monofásica de seqüência positiva (rede equilibrada)
3. Representação de todos os equipamentos relevantes para a análise de
estabilidade eletromecânica (comportamento dinâmico)
4. Programa PLOT CEPEL para visualização dos resultados da simulação

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O programa ANATEM

Características principais
1. Modelos tipo built-in: pré-definidos
i. Modelos não flexíveis, com estrutura fixa
ii. As equações que modelam o equipamento são conhecidas
iii. Modelos bem estabelecidos na literatura
iv. O usuário apenas altera os valores dos parâmetros

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O programa ANATEM

Características principais
2. Modelos tipo CDU – Controladores Definidos pelo Usuário
i. Criado através de uma linguagem própria do tipo script
ii. Modelos flexíveis
iii. Compostos por blocos elementares (funções de transferência, operadores
lógicos e chaves, funções não lineares, etc)

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O programa ANATEM

Características principais
2. Modelos tipo CDU – Controladores Definidos pelo Usuário
(----------------------------------------------------------------------
(nc) ( nome cdu )
101 RT_ANGRA2
(----------------------------------------------------------------------
(EFPAR (npar) ( valpar )
(----------------------------------------------------------------------
DEFPAR #Ka 71.2
DEFPAR #Tn 2.60
DEFPAR #Tr 0.08
DEFPAR #Tv 0.50
...
(----------------------------------------------------------------------
(nb) (tipo) (stip)s(vent) (vsai) ( p1 )( p2 )( p3 )( p4 ) (vmin) (vmax)
(----------------------------------------------------------------------
0001 ENTRAD Vref
0002 IMPORT VTR Vt
0003 LEDLAG Vt X3 1.0 1.0#Trm
0004 SOMA Vref X4
-X3 X4
Vsad X4
-LimSE X4
0005 MAX X4 X5
LimPQ X5
0006 GANHO X5 X6 #Ka
0007 PROINT X6 X7 1.0 #Tn #Tn
0008 LEDLAG X7 VA 1.0 #Tv 1.0#Tr
0009 LIMITA VA VR Vrmin Vrmax ...
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O programa ANATEM
Fonte: Cepel
Visão geral das interfaces

ANAREDE
PLOT

.sav
caso base
(dados da rede + ULOG = 2
ponto de operação)
ULOG = 8
dados para .plt
ANATEM plotagem
dados dinâmicos
(gerador +
controladores + ULOG = 1
ULOG = 4
execução) relatórios .lis
.out
.stb
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O programa ANATEM
Fonte: Cepel
Visão geral das interfaces dados execução
(TITU, ULOG,
ARQM, DMAQ, .stb
DPLT)

dados built-in
(modelos .blt
pré-definidos)

dados dinâmicos dados cdu


(gerador + (modelos .cdu
controladores + CDU)
execução)
.stb
outros
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O programa ANATEM
Fonte: Cepel
Visão geral das interfaces

caso base flow


dados execução .sav
.stb
1 2 dados para .plt
8 plotagem
dados built-in
.blt
3 ANATEM
4
3
dados cdu 3 relatórios .lis
.cdu .out
outros dados
dinâmicos
(relé, ERAC,etc)
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O programa ANATEM
Fonte: Cepel
Interface com o ANAREDE
1. Dados da rede elétrica (r, x, c) e ponto de operação (V, θ, P, Q) são transferidos
do ANAREDE para ANATEM através do arquivo histórico (.sav), através da
unidade lógica 2
2. Todas as gerações do ANAREDE sem correspondência (modelos) no ANATEM,
através do comando de associação DMAQ, serão convertidas em cargas
negativas (com característica de impedância constante)

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O programa ANATEM

Ver um arquivo .stb do ANATEM


Simulação do caso maquina versus barra infinita

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Sumário do curso 2º dia – 15/04/2009


1. Características dos sistemas elétricos, conceitos e definições

2. Características gerais do programa ANATEM

3. Análise de contingências
i. Representação de curtos-circuitos nas simulações
ii. Simulações de contingências em linhas de transmissão
iii. Estratégias para cálculo de limites de intercâmbio

4. Esquemas de controle de emergência


i. Conceitos de estabilidade transitória
ii. Objetivos dos Esquemas de Controle de Emergência
iii. Requisitos de tempo e confiabilidade
iv. Representação de esquemas de corte de geração no ANATEM
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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Sumário do curso 2º dia – 15/04/2009


5. Manobras de fechamento de anel
i. Critérios
ii. Simulação com o ANATEM
iii. Análise de resultados
iv. Utilização do ANAT0 como ferramenta alternativa
v. Cálculo expedito de defasagens angulares

6. Proteções de caráter sistêmico


i. Sobretensão e subtensão
ii. Verificação de sincronismo
iii. Proteção de perda de sincronismo e bloqueio por oscilação
iv. Simulações no ANATEM

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Sumário do curso 2º dia – 15/04/2009


7. Manobras de religamento automático tripolar e monopolar
i. Objetivos
ii. Requisitos técnicos para aplicação
iii. Simulação das manobras no ANATEM

8. Sincronização de sistemas elétricos e de unidades geradoras


i. Conceitos relacionados à verificação de sincronismo
ii. Simulação no ANATEM

9. Desempenho da freqüência durante perdas de carga ou geração


i. Função do ERAC e representação nas simulações do ANATEM
ii. Dependência dos parâmetros da rede e das máquinas com a freqüência
iii. Simulações no ANATEM

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3. Análise de
contingências

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Conceitos e definições
7. Submódulo 23.3 dos Procedimentos de Rede do ONS (critérios)

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Análise de contingências

Aspectos gerais
1. Como representar o curto-circuito monofásico?

Reator equivalente:
X2 + X0
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Análise de contingências

Aspectos gerais
1. Como representar o curto-circuito monofásico?

Reator equivalente: X1 + X0 = 0,4427 + 0,5617 = 1,0044%


Considerando tensão de 1pu,
temos X1 + X0 = 1,0044% => reator equiv 99,56 pu = 9956 Mvar
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Análise de contingências

Aspectos gerais
1. Como representar o curto-circuito monofásico?

CC: V1 na barra de S. Santiago 525 kV é de 0,695pu durante o defeito.


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Análise de contingências

Aspectos gerais
1. Como representar o curto-circuito monofásico?

Ok!

CC: V1 na barra de S. Santiago 525 kV é de 0,695pu durante o defeito.


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Análise de contingências

Aspectos gerais
1. Como representar o curto-circuito monofásico?

Bem aterrado Isolado

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Análise de contingências

Aspectos gerais
1. Como representar o curto-circuito monofásico?

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Análise de contingências

Exercícios Caso de carga pesada, novembro de 2008


1. Simular a aplicação de curto-circuito monofásico na barra de 525 kV da SE Salto
Santiago, eliminado após 100 ms pela abertura da LT 525 kV Salto
Santiago/Salto Caxias
2. Simular a aplicação de curto-circuito trifásico na barra de 525 kV da SE Salto
Santiago, eliminado após 100 ms pela abertura da LT 525 kV Salto Santiago/Itá
3. Simular a aplicação de curto-circuito monofásico na barra de 525 kV da SE Salto
Santiago, eliminado após 100 ms pela abertura dos dois circuitos da LT 525 kV
Salto Santiago/Ivaiporã

Salto Santiago 525 kV – número da barra 1060


Salto Caxias 525 kV – número da barra 897
Itá – número da barra 995
Ivaiporã ESUL 525 kV – número 999

Reator de curto para Salto Santiago => 9956 Mvar


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Análise de contingências

Estratégia para cálculo de limites de intercâmbio


1. Ajuste dos casos base (cenários de carga e geração)
2. Simulação das contingências mais críticas
3. Aplicação dos critérios do submódulo 23.3
4. Determinação de regiões para operação segura, aplicando margens adequadas

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4. Esquemas de
controle de
emergência

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Sumário do curso 2º dia – 15/04/2009


1. Características dos sistemas elétricos, conceitos e definições

2. Características gerais do programa ANATEM

3. Análise de contingências
i. Representação de curtos-circuitos nas simulações
ii. Simulações de contingências em linhas de transmissão
iii. Estratégias para cálculo de limites de intercâmbio

4. Esquemas de controle de emergência (foco na estabilidade)


i. Conceitos de estabilidade transitória
ii. Objetivos dos Esquemas de Controle de Emergência
iii. Requisitos de tempo e confiabilidade
iv. Representação de esquemas de corte de geração no ANATEM
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Esquemas de controle de emergência

Equação de oscilação PE1

2H d 2 δ PM1

2
= Pm − Pe PM2
ωo dt PE2
δO 180o
H constante de inércia (gerador + turbina)
ωo velocidade angular elétrica
δ ângulo do rotor da máquina
Pm potência mecânica
Pe potência elétrica

1. A redução da PE é inevitável!
2. O que fazer para reduzir PM?
3. Corte de geração!
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Esquemas de controle de emergência

Sistema Porto Primavera Transmissora de Energia

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Esquemas de controle de emergência

Sistema PPTE – Esquema de corte de geração

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Esquemas de controle de emergência

Exercícios Caso de carga leve, novembro de 2008


1. Determinar o número de máquinas que deve ser cortado na UHE Porto
Primavera, considerando:
i. Aplicação de curto-circuito monofásico na barra de 440 kV da SE Porto
Primavera
ii. Eliminação do curto-circuito após 100 ms pela abertura dos dois
circuitos da LT 440 kV Porto Primavera/Taquaruçu
iii. Atuação do ECG em 200 ms
iv. Trocar a reatância do transformador elevador (barras 510 a 544),
através do comando MDCI
(Tp) ( Tempo)( El )( Pa)Nc( Ex) ( % ) (ABS ) Gr Und (Bl)P ( Rc ) ( Xc ) ( Bc ) (Defas)

RMGR X 510 10 y

MDCI X 510 544 1 xtr/n

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5. Manobras de
fechamento de anel

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Sumário do curso
5. Manobras de fechamento de anel
i. Critérios
ii. Simulação com o ANATEM
iii. Análise de resultados
iv. Utilização do ANAT0 como ferramenta alternativa
v. Cálculo expedito de defasagens angulares

6. Proteções de caráter sistêmico


i. Sobretensão e subtensão
ii. Verificação de sincronismo
iii. Proteção de perda de sincronismo e bloqueio por oscilação
iv. Simulações no ANATEM

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Manobras de fechamento de anel

Critérios
1. Devem ser investigadas a potência acelerante das usinas eletricamente
próximas às subestações onde são feitas as manobras, bem como a
diferença angular da tensão no terminal seguidor

2. A avaliação dos impactos sobre os geradores é feita com base na


variação percentual instantânea da potência ativa (ΔP) gerada pela
unidade:
ΔP = Pele(t=0-) - Pele(t=0+)

3. Se a variação instantânea da potência ativa ΔP da unidade geradora é


igual ou inferior a 50% da sua potência nominal aparente, o fechamento
de anel é permitido tanto para unidades hidroelétricas quanto para
unidades termoelétricas.

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Manobras de fechamento de anel

Aspectos gerais
1. Nas manobras de fechamento de anel a variável que apresenta maior
relevância é a defasagem angular entre os terminais do disjuntor a ser
fechado

2. Se a defasagem angular e a diferença de tensão são nulas, o que


ocorre na manobra de fechamento de anel?

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Manobras de fechamento de anel

Como simular as manobras?


1. Ajustar o caso base com a LT sob manobra desligada

2. Fechar a LT na simulação dinâmica

3. Quantificar a potência acelerante

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Manobras de fechamento de anel

Como simular as manobras?


Manobra fechamento de anel da LT 440 kV Capivara/Assis, com a LT 440 kV
Taquaruçu/Assis indisponível – [∆V=3,5% ; ∆δ=22º]

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Manobras de fechamento de anel

Como simular as manobras?


Manobra fechamento de anel da LT 440 kV Capivara/Assis, com a LT 440 kV
Taquaruçu/Assis indisponível – [∆V=3,5% ; ∆δ=22º]

PELE 507 10 CAPIVARA-1GR

200
49%
163

126

89

52
0, 2, 4, 6, 8, 10,
Tempo (s)
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Manobras de fechamento de anel

Cálculo expedito de defasagens angulares

1pu
δ

δ ≅ P . XT

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Manobras de fechamento de anel

Cálculo expedito de defasagens angulares

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Manobras de fechamento de anel

Cálculo expedito de defasagens angulares

δ rad ≅ P PU . X PU
δgraus ≅ P MW . X % . 180 / ( 100 . 100π)

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Esquemas de controle de emergência

Exercícios Caso de carga leve, novembro de 2008


1. Determinar a equação aproximada para estimativa das defasagens
angulares no anel 525 kV Salto Santiago – Ivaiporã – Cascavel Oeste – Salto
Caxias:
i. Testar com a LT 525 kV Salto Caxias/Cascavel desligada
SSantiag-525
1060
IvaiporE-525
999 CascavOe-525
0.154 /1.94 0.154/1.94 896

0.193/2.43 0.193/2.43
0.1/2 .0 0.1/2.0

1.005
13.9
SCaxias--525
897

0.076 /1.171 0.076/1.171 0.05/0.74 0.05/0.74

0.999 1.010
22.3 0.999 21.7
24.5

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Esquemas de controle de emergência

Exercícios Caso de carga leve, novembro de 2008


1. Determinar a equação aproximada para estimativa das defasagens
angulares no anel 525 kV Salto Santiago – Ivaiporã – Cascavel Oeste – Salto
Caxias:
i. Testar com a LT 525 kV Salto Caxias/Cascavel desligada
SSantiag-525
1060
IvaiporE-525
999 CascavOe-525
959.9 -945.4 896

-172.6j 118.8j
-87.2 87.9
931.4 -921.7 -200.7j 12.9j
-147.0j 89.3j
1.005
13.8
SCaxias--525
897

-989.7 997.6
142.3j -142.0j

0.991 1.046
24.6 0.982 14.8
31.5

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Esquemas de controle de emergência

Exercícios Caso de carga leve, novembro de 2008


1. Determinar a equação aproximada para estimativa das defasagens
angulares no anel 525 kV Salto Santiago – Ivaiporã – Cascavel Oeste – Salto
Caxias:
i. Testar com a LT 525 kV Salto Caxias/Cascavel desligada
SSantiag-525
1060
IvaiporE-525
999 CascavOe-525
754.1 -745.3 896

-151.9j 24.9j
-566.9 573.1
731.4 -725.6 2.6j -111.3j
-131.9j 3.1j
1.005
13.9
SCaxias--525
897

-332.8 333.7 664.0 -661.5


-48.9j -62.6j -252.3j 207.5j

0.999 1.014
22.4 1.001 21.8
24.6
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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Horário sugerido para quinta-feira 16/04/2009


08h30 às 12h
13h30 às 16h00 (sem intervalo à tarde)

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99. ANAT0

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ANAT0 – Análise de redes em t0+

Objetivos do ANAT0 3º dia – 16/04/2009


1. Etapa 1: calcular número mínimo de unidades geradoras, atendendo o
despacho requerido no fluxo de potência e as características do gerador

2. Etapa 1: corrigir o arquivo histórico do ANAREDE, adequando a


quantidade de transformadores (reatância equivalente) ao número de
unidades geradoras da usina

3. Etapa 2: Calcular a variação instantânea nas potências elétricas das


máquinas no momento de fechamento de circuitos

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ANAT0 – Análise de redes em t0+
Exercícios
1. Partir do caso de carga pesada, novembro de 2008
i. Despachar uma máquina na UTE W. Arjona com 30 MW (barra 927)
ii. Abrir os limites de potência reativa da máquina (-28 a 41 Mvar)
iii. Elevar a tensão terminal da UTE W. Arjona para 1,030 pu
iv. Congelar os tapes dos ATR 230/138 kV de Imbirussu (1890-1889 c1 e c2)
e ajustar o tape especificado em 1,000
v. Reduzir o despacho da UHE Porto Primavera para 300 MW (barra 510)
vi. Corrigir a reatância do trafo da UHE P. Primavera (3,69% - 3gr)
vii. Aumentar o despacho da UHE Tucuruí para 1485 MW (barra 6419)

viii. Desligar a LT 230 kV P. Primavera/Imbirussu apenas em Imbirussu

ix. Convergir o caso e gravar na posição 70 do histórico


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ANAT0 – Análise de redes em t0+
Exercícios
2. Executar a Etapa 1 do ANAT0 (gravar o caso novo na posição 71)
i. Olhar o DMAQ
3. Criar um arquivo .STB para o novo caso de carga pesada
i. ARQV REST 71
ii. DSIM: Mudar o passo de integração para 1ms e o tempo de simulação
para 20s
iii. Fazer o fechamento do anel em 0,3 s no terminal de Imbirussu (FECI)
iv. Em t=10s, aplicar curto monofásico em P. Primavera 440 kV, 100 ms
v. Eliminar o defeito e abrir os dois circuitos da LT 440 kV Porto
Primavera/Taquaruçu e cortar 1 máquina em P. Primavera
vi. Monitorar PACE, DELT nas máquinas 510 (P. Primavera) e 927 (Arjona) e
fluxos nas LT 230 kV que saem de N. Porto Primavera
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ANAT0 – Análise de redes em t0+
Exercícios
4. Simular o caso no ANATEM
i. Quantificar a PACE na UTE Arjona (pot nominal = ver arquivo .BLT
63,25 MVA)

5. Executar a Etapa 2 do ANAT0


i. Partindo do caso 71 gerar o caso 72
ii. Fechar o circuito 1889 para 545 (P. Primavera/Imbirussu)
iii. Comparar o valor obtido de PACE na UTE W. Arjona (arquivo
MENSAG2.OUT)

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6. Proteções de
natureza sistêmica

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Sumário do curso
5. Manobras de fechamento de anel
i. Critérios
ii. Simulação com o ANATEM
iii. Análise de resultados
iv. Utilização do ANAT0 como ferramenta alternativa
v. Cálculo expedito de defasagens angulares

6. Proteções de caráter sistêmico


i. Sobretensão e subtensão
ii. Verificação de sincronismo
iii. Proteção de perda de sincronismo e bloqueio por oscilação
iv. Simulações no ANATEM

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Proteções de natureza sistêmica

Sobretensão – relé MD06 no ANATEM

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Proteções de natureza sistêmica

Subtensão – relé MD03 no ANATEM

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Proteções de natureza sistêmica

Perda de sincronismo – relé MD05 no ANATEM

TRIP NA ENTRADA DA CARACTERÍSTICA


INTERNA
Ajustes:
P1=(0;5), P2=(0;4), P3=(-4;0), P4=(-3;0),
P5=(3;0), P6=(4;0), P7=(0;-4), P8=(0;-5).
Tempo de discriminação: 25ms

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Proteções de natureza sistêmica

Interligação Norte/Sudeste

PPS

PPS

PPS

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7. Manobras de
religamento
automático
monopolar e tripolar

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Sumário do curso
7. Manobras de religamento automático tripolar e monopolar
i. Objetivos
ii. Requisitos técnicos para aplicação
iii. Simulação das manobras no ANATEM

8. Sincronização de sistemas elétricos e de unidades geradoras


i. Conceitos relacionados à verificação de sincronismo
ii. Simulação no ANATEM

9. Desempenho da freqüência durante perdas de carga ou geração


i. Função do ERAC e representação nas simulações do ANATEM
ii. Dependência dos parâmetros da rede e das máquinas com a freqüência
iii. Simulações no ANATEM

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Religamento automático de circuitos

Benefícios associados ao religamento


 a melhoria do desempenho dinâmico
 redução de desligamentos em cascata
 o aumento da confiabilidade
 redução do tempo de recomposição
 o aumento da disponibilidade dos circuitos

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Religamento automático de circuitos

Motivações: (a) melhoria do desempenho dinâmico

Efeito do RA
δMX2 < δMX1

sem RA AAC AFRE com RA AAC AFRE


P P
= =

P0 P0

δ0 δFIM δMX1 δ δ0=δFIM δMX2 δ


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Religamento automático de circuitos

Motivações: (b) aumento da confiabilidade


 Em sistemas malhados o RA perde a importância sob o aspecto
de estabilidade e passa a ter mais importância para melhoria
da confiabilidade
 Após uma emergência na rede de transmissão e havendo
atuação do religamento automático com sucesso, o sistema
fica mais bem preparado para enfrentar novos desligamentos
 Na prática, a atuação do religamento automático pode evitar
que uma contingência simples resulte em um distúrbio mais
severo

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Religamento automático de circuitos
Religamento monopolar com sucesso
φA
φB
φC
t0 = condição normal

φA
φB
φC
t1 = defeito monofásico
na φC
φA
φB
φC
t2 = t1 + 100 ms =
abertura monopolar
φA
φB
φC
t3 = t2 + 1s (tempo morto) =
religamento monopolar
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Religamento automático de circuitos

Religamento monopolar
 A motivação: a alta freqüência de defeitos monofásicos em circuitos de
alta e extra-alta tensão
 Esquema de RA monopolar: abertura monopolar e religamento apenas
da fase que foi efetivamente desligada
 Não há interrupção total do fluxo de energia na linha: melhoria do
desempenho dinâmico do sistema
 A aplicação mais natural do RA monopolar: sistemas elétricos
embrionários, que apresentam, freqüentemente, característica radial
 O aumento do tempo morto: maior probabilidade de extinção do arco
secundário versus circulação de correntes desequilibradas no sistema
 Aplicação apenas para defeitos que envolvem uma das fases

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Religamento automático de circuitos

Religamento monopolar no ANATEM


 Aplicação de defeito monofásico (comando MDSH)
 “Abertura monopolar do circuito”, simulada através da
modificação dos parâmetros do circuito (comando MDCI)
 “Religamento da fase aberta”, modificação dos parâmetros da
linha (volta aos valores originais) – comando MDCI

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Religamento automático de circuitos
Religamento tripolar com sucesso
φA
φB
φC
t0 = condição normal

φA
φB
φC
t1 = defeito monofásico
na φC
φA
φB
φC
t2 = t1 + 100 ms =
abertura tripolar
φA
φB
φC
t3 = t2 + 3s (tempo morto) =
religamento tripolar
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Religamento automático de circuitos

Religamento tripolar
 Esquema de RA tripolar: abertura e fechamento tripolar
 Interrupção total do fluxo de energia na linha
 Necessidade de ajustes de verificação de sincronismo adequados:
impacto nas unidades geradoras
 Abertura tripolar conduz à desenergização de todas as fases:
aumentam as chances de extinção da causa do defeito (defeitos
fugitivos)
 Tempo morto: pode-se adotar valores maiores que no RA
monopolar (até 10 segundos, por exemplo)

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Religamento automático de circuitos

Religamento tripolar no ANATEM


 Aplicação de defeito monofásico (comando MDSH)
 Abertura do circuito (comando ABCI), após o tempo de proteção +
atuação dos disjuntores
 Transcorrido o tempo morto do religamento, energização do
circuito pelo terminal líder (FECI)
 Fechamento do anel no terminal seguidor (FECI)

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8. Sincronização de
unidades geradoras

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9. Desempenho da
freqüência durante
perdas de carga ou
geração

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Desempenho da freqüência

Efeito das perdas de geração e de carga na velocidade das


máquinas e na freqüência do sistema

Equação de oscilação
Se PACE=PM-PE > 0 } acel +
(perda de carga)
2H d 2 δ
2
= Pm − Pe Velocidade dos rotores aumenta
ωo dt Freqüência do sistema aumenta

H const. inércia (ger + turbina)


ωo velocidade angular elétrica Se PACE=PM-PE < 0 } acel –
δ ângulo do rotor da máquina
Pm potência mecânica
(perda de geração)
Pe potência elétrica Velocidade dos rotores diminui
Freqüência do sistema diminui

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Desempenho da freqüência

Relé de subfreqüência para corte de carga - ERAC

Relé MD01 no ANATEM

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Desempenho da freqüência

Exercícios
1. Simular a perda das máquinas de Angra 1 e Angra 2 (cerca de 2000 MW)

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Estabilidade de Sistemas Elétricos de Potência

Antonio Felipe da Cunha de Aquino


DPP – Diretoria de Planejamento e Programação da Operação
GPE – Gerencia Executiva de Estudos Especiais, Proteção e Controle
GPE2 – Gerência de Estudos Especiais

aquino@ons.org.br
21 2203 9563

Obrigado.

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