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CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES

CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES Educação e tecnologia caminhando juntas em favor do desenvolvimento pessoal e intelectual na

Educação e tecnologia caminhando juntas em favor do desenvolvimento pessoal e intelectual na escola.

CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES Educação e tecnologia caminhando juntas em favor do desenvolvimento pessoal e intelectual na

Capacitação Inicial de Educadores do CDI – Escola

Sumário

Sumário...............................................................................................................................................2

Introdução............................................................................................................................................3

Programação Metodológica.................................................................................................................4 Acordo de Convivência........................................................................................................................5 Apresentação do CDI...........................................................................................................................6 Proposta Político-Pedagógica: 5 PASSOS da nossa prática.............................................................10 Construindo o Primeiro Passo............................................................................................................11 Construindo o Segundo Passo...........................................................................................................12 Para planejar sua aula.......................................................................................................................15 Exercícios de alongamento.........................................................................................................48 LER e DORT qual a diferença?..................................................................................................52

...................................................................................................................................................52

Ergonomia – Dicas de postura....................................................................................................53 O que é a Quiropraxia?...............................................................................................................54 Textos para discussão – Desafios dos professores...........................................................................57 Textos para discussão – Geração Z..................................................................................................86

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Introdução

Caros professores,

Seja bem vindo ao Módulo de Capacitação Inicial de Professores do CDI Escola!

Vivemos hoje uma nova era da cultura digital e, como professores ou educadores, precisamos sempre estar atentos às mudanças da tecnologia e da forma de se fazer cidadania. Nossos alunos ou educandos merecem o que há de mais novo! Nós que queremos mudar o mundo, dentro dessa realidade globalizada e tecnológica, precisamos fazer uso das Tecnologias de Informação, Comunicação e estar atentos às novidades, por isso, este módulo e este projeto. Hoje a Internet está presente no dia a dia da maioria das pessoas, sejam elas incluídas digitalmente ou não. É importante estarmos abertos e atentos às mudanças, para sempre mantermos nossa característica de grande atratividade e aceitação junto aos alunos ou educandos.

Neste módulo você encontrará atividades com ferramentas bem variadas. Se você não conhece algumas delas profundamente ainda, não se preocupe. Lembre-se que, na educação segundo Paulo Freire, o p r o f e s s o r o u educador não é “dono da verdade” ou o sabe-tudo, ele pesquisa, estuda, pede ajuda aos educandos e está sempre aprendendo com o processo!

Vamos lá.

Introdução Caros professores, Seja bem vindo ao Módulo de Capacitação Inicial de Professores do CDI Escola

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Programação Metodológica

DIAHORÁRIO

CONTEÚDO

 
 

08:00h

Abertura / Integração

10:00h

Acordo de Convivência

  • 1 Apresentação Geral do CDI

11:00h

 

12:00h

Almoço

13:00h

Troca de E-mails & Prática – Uso do Computador

16:30h

Reforço Informática

 
 

08:00h

Uso das TICs na Escola

10:00h

Metodologia CDI

  • 2 12:00h

Almoço

13:00h

Metodologia dos 05 Passos

16:30h

Reforço Informática

 
 

08:00h

Metodologia dos 05 Passos

  • 3 12:00h

Almoço

13:00h

Conhecendo as ferramentas tecnológicas

16:30h

Reforço Informática

 
 

08:00h

Atividade prática

12:00h

Almoço

  • 4 13:00h

Atividade Prática

 

16:30h

Reforço Informática

 
 

08:00h

Atividades finais – orientações capacitação à distância e pesquisa guiada

  • 5 12:00h

Almoço

13:00h

Próximos passos

Programação Metodológica DIAHORÁRIO CONTEÚDO 08:00h Abertura / Integração 10:00h Acordo de Convivência 1 Apresentação Geral do

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Acordo de Convivência

Acordo de Convivência 10

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Apresentação do CDI

Fundamentação Teórica

Nosso trabalho buscou inspiração na Pedagogia de Paulo Freire para sustentar o referencial teórico em nossa Proposta Político-Pedagógica (PPP), por acreditar, como ele, numa educação que visa a criticidade, a conscientização e a transformação da sociedade. O fio condutor de suas ideias pedagógicas mostra que é possível sonhar e mudar a realidade.

Na proposta de Freire, o espaço de educação não está centrado só nos conhecimentos adquiridos do sujeito educado, o educador; porque sua proposta enfatiza a formação de um educando crítico capaz de ler sua realidade e de agir para transformá-la. Para ele, os conhecimentos que o educador traz consigo, ao chegar ao espaço de educação, e os conhecimentos adquiridos pelos educandos durante o seu diálogo com o mundo, não devem ser esquecidos - deixados de lado, como se fossem algo menor. A sabedoria do educando, junto com os conhecimentos que o educador possui, as experiências que tem para compartilhar com seu grupo, somados à realidade a nossa volta, permitem esclarecer os “por quês” que buscamos, apontando novas saídas e construindo novas possibilidades de transformação social.

A intenção de transformação, existente na visão de Freire, vem ao encontro de nossos objetivos enquanto instituição, em que buscamos promover a apropriação social da tecnologia por diversos tipos de públicos, estimulando-os ao pensamento crítico, à ação empreendedora, favorecendo a participação para o desenvolvimento das comunidades nos países em que atuamos.

Os princípios fundamentais de Paulo Freire que utilizamos como elementos chaves para direcionar a construção de uma nova realidade social são:

A não neutralidade da educação e seu caráter político

“Ninguém pode estar no mundo, com o mundo e com os outros de forma neutra. Não posso estar no mundo de luvas nas mãos constatando apenas. A acomodação em mim é apenas caminho para a inserção, que implica decisão, escolha, intervenção na realidade”. (FREIRE, 2000, p. 86).

Apresentação do CDI Fundamentação Teórica Nosso trabalho buscou inspiração na Pedagogia de Paulo Freire para sustentar

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Assim como Freire, acreditamos que a educação não é neutra, pois contém uma intencionalidade. Quando escolhemos os nossos parceiros, quando tomamos decisões sobre o público que terá acesso ao nosso trabalho, quando fazemos escolhas para esta ou outra metodologia de trabalho, temos um objetivo, e neste está contido a nossa intencionalidade. Por isso, nenhuma proposta de educação é neutra. Ela é consciente, é um ato político, um ato de vontade.

Fundamentados numa visão de homem e de sociedade que se relacionam e interagem sempre, não enxergamos o homem isolado ou desligado do mundo. Pensamos que uma ação política é se comprometer com a formação desse homem em busca da sociedade que queremos , pois dependendo de nossas decisões nossa realidade pode melhorar ou pode permanecer do mesmo jeito, sem mudanças.

Acreditamos que educar nesse sentido é formar sujeitos ativos, construtores do seu conhecimento para desenvolver seu lado crítico e criativo por meio de um ensino que permita a descoberta dos conhecimentos por intermédio da observação, análise e síntese.

A educação como ação problematizadora e emancipadora

“A educação que se impõe aos que verdadeiramente se comprometem com a libertação não pode fundar-se numa compreensão dos homens como seres ‘vazios’ a quem o mundo

‘encha’

de

conteúdos; não pode basear-se numa

consciência especializada, mecanicista compartimentada, mas nos homens como “corpos conscientes” e na consciência intencionada ao mundo. Não pode ser a do depósito de conteúdos, mas a da problematização dos homens em relação com o mundo”. (FREIRE, 1987, p. 67).

Acreditamos na formação de sujeitos ativos que buscam, com a educação problematizadora, promover uma análise crítica sobre a realidade. Por meio do diálogo, educadores e educandos levantam juntos os “por quês” de as coisas serem assim e não de outro jeito, permitindo questionar e investigar, inclusive, por que existem relações desiguais em nossa sociedade.

Assim como Freire, acreditamos que a educação não é neutra, pois contém uma intencionalidade . Quando

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Assim, levamos o sujeito a descobrir por si a razão de ser das coisas, saindo da superficialidade dos fatos para encontrar as causas e os efeitos reais dos acontecimentos, permitindo que ele pense, fale e decida. Que levante hipóteses, que busque soluções e que proponha uma ação transformadora.

Este exercício acontece, no espaço, de forma dinâmica em todo momento do processo. Assim, o grupo investiga para conhecer melhor: age e reflete, investiga e age. A ação se opera interna e externamente, porque no momento do diálogo com o outro, ele se depara com uma situação- problema, pensa a sua ação e a do outro naquela realidade: a investigação trouxe o problema; a reflexão, o ato de conhecer mais a si e a realidade em volta. Na ação de investigar e conhecer esta realidade. Os sujeitos, estimulados pelo diálogo, reescrevem outros momentos de sua história, transformando-a.

O caráter dialógico e horizontal da educação

“A educação autêntica, repitamos, não se faz de A para B ou de A sobre B, mas de A com B, mediatizados pelo mundo. Mundo que impressiona e desafia a uns e a outros, originando visões ou pontos de vistas sobre ele”. (FREIRE, 1987, p. 84)

Encontramos no diálogo - motor da educação problematizadora -, o caminho para a ação transformadora, pois a partir do conhecimento de cada um (em que se reconhece que nenhum dos dois é mais ou menos importante) as pessoas constroem seu conhecimento. É no diálogo entre dois, que se encontram num processo de troca, que concretizamos a educação democrática. Esta troca é composta por pontos de vista diferentes, resultantes de histórias de vidas distintas, e compõe uma relação horizontal, na qual não existe o dono da verdade, mas sujeitos envolvidos em um processo de busca do conhecimento, em que é possível superar a contradição posta entre opressor-oprimido, estabelecida pela relação vertical (bancária) entre educador-educando, a qual nega o diálogo. Estabelecer um espaço propício ao diálogo (e, consequentemente, à troca) é fazer diferente o processo que a maioria de nós viveu no tempo de escola, quando a educação mais frequente era a “bancária”: o professor, que sabe, deposita o conhecimento nas cabeças dos alunos, que “nada sabem” e o recebem passivamente, para, no momento da prova, o mestre vir sacá-lo.

Assim, levamos o sujeito a descobrir por si a razão de ser das coisas, saindo da

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Para que esse diálogo exista verdadeiramente, é preciso que os sujeitos reconheçam a importância do conhecimento que cada um traz. É preciso ouvir, porque ouvir permite conhecer e reconhecer no outro as diferenças existentes entre nós e, independente disso, perceber que possuímos papéis e funções que precisam ser respeitados. É preciso confiança no outro, no educando, perceber que ele também é capaz de buscar, de compreender, de trazer situações e reflexões que ajudarão o crescimento de todos.

É preciso ter esperança. É necessário acreditar que as mudanças são possíveis, são realizáveis; enfim, é preciso ter criticidade, duvidar sempre das certezas apresentadas, questionar e perguntar: por quê? Como pode ser?

A não neutralidade das tecnologias

“Eu não sou contra a informática, não sou contra o uso dos computadores. Já disse que faço questão de ser um homem do meu tempo. O problema é saber a serviço de

quem,

e

de

quê.

O

que

é

que

por trás desse

manuseio? Por isso é que eu digo que a crítica a isso não

é uma crítica técnica, mas política”. (GADOTTI, 2001, p.

90)

Paulo Freire nos anos setenta, já nos alertava que a introdução de uma técnica deve

conduzir a uma ação de caráter educativo, e que o trabalho do educador não se deve limitar a fazer com que o aluno domine a técnica, pois esta “não existe sem

os

homens e estes não existem fora da história, fora da realidade que devem

transformar”.

Um dos desafios, que hoje se apresenta aos nossos educadores, refere-se à capacidade de promover ações educativas que não objetivem somente treinar operadores de máquinas, mas que busquem prepará-los para o seu uso social, crítico e criativo.

Nosso projeto de educação, dentro de uma perspectiva emancipatória, vê a humanidade como o seu projeto prioritário. E, por isso, se compromete em criar condições de acesso às leituras necessárias para a emancipação dos sujeitos envolvidos, estimulando-os a conquistar as condições para a democratização do acesso às novas tecnologias e à sua cidadania plena.

Para que esse diálogo exista verdadeiramente, é preciso que os sujeitos reconheçam a importância do conhecimento

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Uma prática pedagógica desta natureza pressupõe que “ educador e educandos, cointencionados à realidade, se encontrem numa tarefa em que ambos são sujeitos no ato, não só de desvelá-la e, assim, criticamente conhecê-la, mas também no de recriar este conhecimento ” (FREIRE, 1987, p. 84), sabendo e acreditando que “não são as técnicas, mas sim a conjugação de homens e instrumentos o que transforma uma sociedade” (FREIRE, 1977, p. 56).

O método dialético, como pronúncia no mundo

“Existir humanamente, é pronunciar o mundo, é modificá- lo. O mundo pronunciado, por sua vez, se volta problematizado aos sujeitos pronunciantes, a exigir deles um novo pronunciar”. (FREIRE, 1987, p. 78).

Encontramos na dialética a ideia de que o mundo se encontra em constante mudança. Tudo se relaciona e tudo se transforma. E, por isso, ela implica em uma análise objetiva e crítica da realidade com objetivo de conhecer, investigar e agir para transformar.

No exercício da investigação, fruto do diálogo entre as pessoas e sua realidade, o educando se descobre em uma situação real. Descobrir a sua realidade é o primeiro passo para pronunciar-se, expressar-se. Do mergulho inicial na situação- problema vivida e descoberta, o educando se modifica e se percebe em um contexto histórico. E como tal, se vê agente de mudança, um ser engajado na busca de alternativas para melhoria da qualidade de vida.

Com a curiosidade e a dúvida intermediando o processo surgem as perguntas:

como me pronuncio? Qual o meu lugar no mundo? Como me vejo nesse lugar? Por que a palavra é privilégio de poucos? Eu posso mudar a realidade? Como?

Em um primeiro momento, o educador, mediador do processo de educação, estimula a reflexão sobre a atuação do educando em sua realidade. Ao emergir estas questões, outras também fazem parte de suas reflexões, e ambos começam a pensar sobre as ações e mudanças necessárias à dada realidade. É nesse processo que emergem sujeitos em emancipação. Com a investigação, reflexão-ação, os conteúdos são propostos e ampliados.

Uma prática pedagógica desta natureza pressupõe que “ educador e educandos, cointencionados à realidade, se encontrem

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Proposta Político-Pedagógica: 5 PASSOS da nossa prática

Proposta Político-Pedagógica: 5 PASSOS da nossa prática 33 33

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Proposta Político-Pedagógica: 5 PASSOS da nossa prática 33 33

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Construindo o Primeiro Passo

Construindo o Primeiro Passo 33 33

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Construindo o Primeiro Passo 33 33

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Construindo o Segundo Passo

Construindo o Segundo Passo 33 33

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Construindo o Segundo Passo 33 33

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Problemática 1 – 2º passo: Os alunos estão preparados para a implantação dessa proposta? Quais as principais dificuldades? Como é o envolvimento dos alunos com a tecnologia?

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Problemática 1 – 2º passo: Os alunos estão preparados para a implantação dessa proposta? Quais as

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Problemática 2 – 2º passo:

Você

está

preparado

para

a

implantação dessa proposta? Quais suas principais dificuldades? Como é o seu envolvimento com a tecnologia?

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Problemática 2 – 2º passo: Você está preparado para a implantação dessa proposta? Quais suas principais

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Para planejar sua aula

Para planejar sua aula “Ninguém nasce feito, é experimentando-nos no mundo que nós nos fazemos”. (Paulo

“Ninguém nasce feito, é experimentando-nos no mundo que nós nos fazemos”. (Paulo Freire)

Caro professor,

Pensar em uma aula é sempre um grande desafio, uma vez que muitos detalhes estão envolvidos. Como já relatamos anteriormente, nossa intenção com o CDI – Escola é

facilitar o processo de transformar o planejamento (ideias) em plano de aula (documento com o passo a passo do encontro que você terá com seus educandos).

É claro que aquilo que estamos propondo é apenas uma sugestão do que pode ser feito. Você pode - e deve! - se sentir à vontade para modificar as sequências didáticas que sugerimos ou, até mesmo, intercalar as atividades deste caderno com outras que você já conheça. O importante, é claro, é desenvolver todas as aulas à luz da nossa Proposta Político-Pedagógica.

Tanto o planejamento, quanto o plano de aula não são uma “camisa de força”. Eles são escritos para que tenhamos um caminho para atingirmos nossos objetivos.

Entretanto, às vezes, quando vamos desenvolver as atividades que propomos, pode haver necessidade de mudanças ou adaptações, que são totalmente permitidas.

Registrar o planejamento, ou seja, ter um plano detalhado das ações a cada aula, lhe dará segurança em suas ações e lhe possibilitará o acompanhamento da sua evolução como educador. Analisando o plano após cada aula, você poderá ver o que deu certo e o que não foi tão bom, melhorando a sua ação para no próximo encontro.

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Para facilitar a localização das informações, registramos todas as atividades com a mesma estrutura e resolvemos detalhar melhor qual é o nosso objetivo com cada parte dela.

Para planejar sua aula “Ninguém nasce feito, é experimentando-nos no mundo que nós nos fazemos”. (Paulo

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Nome e epígrafe

Para orientá-lo, cada atividade precisa ter um nome que resume a ideia do tema será tratado durante aquele(s) encontro(s), seguida de uma epígrafe (frase) inspiradora.

Objetivos

Se quiser criar um clima de curiosidade e/ou inspiração, escreva a epígrafe na lousa/quadro antes de a turma chegar à sala. Provavelmente os educandos vão querer saber por que esta frase está ali e isso pode servir de “gancho” para aquecer o assunto que será discutido.

Temos, então, os objetivos. Eles aparecem subdivididos em: conceituais, procedimentais e atitudinais. Os conceituais, como o próprio nome remete, são os que permitem seus educandos serem capazes de conhecer, identificar, classificar, descrever, situar, generalizar, expressar, comentar, interpretar dados, definições, concepções e teorias relacionando- os a fatos, acontecimentos e/ou ideias. Ou seja, estes objetivos relacionam-se aos conceitos apreendidos durante a atividade. Os procedimentais são os que permitem aos educandos colocar os conceitos aprendidos em prática, nas mais diversas situações, e de experimentar diferentes resoluções para um dado problema. Os atitudinais estão relacionados aos valores que o educador quer fortalecer na atividade em questão. Quando bem desenvolvidos, os educandos aprendem a adotar uma determinada postura (ética, respeitosa, consciente, dialógica, justa, solidária etc.) de acordo com a situação vivida.

Dividir os objetivos em conceituais, procedimentais e atitudinais, lhe auxiliará a

pensar no seu educando como um ser i n te gr a l e a e q ui l i b r a r

t e cn o l o gi a

e

c i d a da n i a

em uma mesmaatividade.

Desenvolver

conceitos

é,

de

uma

forma ou de outra, introduzir ao mundo do

educando um novo

tema,

um

novo

conteúdo.

O

aluno/educando

que

a p r e nd e a c o n h e c er sempre quer

mais.

Esta é uma de nossas funções no CDI -

Escola: plantar o desejo da descoberta de um novo mundo, da redescoberta de

sua comunidade e de
sua comunidade e de

Saiba mais sobre objetivos do processo educativo acessando o recurso do educador:

“Quatro Pilares da Educação” ou: http ://www.dominiopublic o .gov.br/

pratica

o

que

foi

aprendido.

Quem

pratica,

a p re nd e

a

fa zer

e

pode

usar

este

conhecimento para desenvolvimento de sua vida e de sua comunidade. Mas não basta

fazer, toda e qualquer prática expressa - mesmo que implicitamente - valores. Como queremos que nossos educandos usem as Tecnologias de Informação e Comunicação que lhes ensinamos? Certamente, de forma justa, solidária, responsável e que, ao mesmo tempo, dialogue com as questões pessoais, da turma e da comunidade. Em tempos em que há uma grande crítica ao fato de algumas pessoas se isolarem e viverem apenas a/na Internet; queremos educandos que sejam capazes de a p re nd er a v i ver junto, que façam da tecnologia um instrumento na melhoria desta convivência. Aquele que conhece, convive e faz torna-se um cidadão crítico à sua realidade, buscando fortalecê-la e transformá-la. Mais do que tudo, ele se realiza ao a p r e nd er a ser cidadão, pois percebe a sua importância no mundo.

É imprescindível que todas as aulas tenham objetivos claros tanto para o educador, quanto para os educandos. É importante que cada um saiba porque está ali, o que estudará e aonde você, educador, quer chegar com determinada atividade.

Conteúdo Técnico Abordado, Material didático e recursos tecnológicos necessários

Tendo os objetivos definidos, passamos a outro estágio da construção do nosso plano:

qual conteúdo técnico abordado me ajudará a atingir meus objetivos? Quais materiais serão necessários para auxiliar não só a mim, mas aos meus educandos?! Mais uma vez, ressaltamos a importância de se conhecer o que o educando traz consigo

(seja conteúdo técnico, seja características pessoais) para definir o conteúdo técnico abordado. Frequentemente, você encontrará em sua turma alguém que saiba navegar na

Internet. Este

educando

poderá

lhe

auxiliar no processo de ensino e

aprendizagem de quem não sabe. Por outro lado, se todos na turma já dominam as características básicas da navegação,

você

pode pular para conteúdos mais

avançados como a construção de um blog ou de uma wiki. O contrário

também

pode

acontecer:

se

ninguém

souber como funciona

a

navegação

-

característica comum

Seja empático ao preparar sua aula. Sempre pense: “eu, se fosse educando, participaria deste curso? Será que eu iria gostar desta aula? Se tivesse que aprender este conteúdo deste jeito, seria fácil?” Certamente as respostas a estas perguntas lhe dirão se você está ou não seguindo um bom caminho.

em um público adulto/idoso -, você terá que explicar desde o começo: o que é e como

surgiu

a Internet, a diferença

entre

site e e-mail,

o

que

é

um

domínio, o

que

é

um

provedor etc.

 

Selecionar os recursos e os materiais necessários previamente lhe garantirá um tempo precioso economizado durante a aula. Além disso, seus educandos o verá como uma pessoa organizada, e isso lhes passará segurança durante o desenvolvimento da atividade.

Conversa com o professor:

Algumas atividades trazem como sugestão o recurso tecnológico de redes sociais, como o Facebook. Se sua
Algumas atividades trazem como sugestão o recurso tecnológico de redes
sociais, como o Facebook. Se sua turma é composta por pessoas de 13 anos,
você deverá adaptar a atividade para o uso de redes sociais infantis; pois,
como você deve saber o Facebook têm como regra o cadastro de pessoas com
mais de 13 anos. Para mais informações acesse:
http://www.internetresponsave l .com.br/
criancas/respeito-aos-limites.php.

Nesta parte, pretendemos lhe preparar para as atividades que sugerimos. Lendo esta conversa com bastante atenção, você terá a visão completa da atividade, podendo assim analisar se irá desenvolvê-la conforme sugerimos ou adaptá-la com outras dinâmicas.

Desenvolvimento das atividades propostas

Nesta parte de nosso material, explicaremos o passo a passo de cada atividade, que estão divididas em momentos, para facilitar a sua condução. Leia atentamente cada etapa para solucionar quaisquer dúvidas. Ao

desenvolvê-las, procure estimular a curiosidade de seus alunos /educandos, assim eles se sentirão motivados a participarem.

Não economize palavras: você deve detalhar a atividade para que outra pessoa entenda. Além de lhe ajudar na condução da atividade, este detalhamento pode ser útil em um dia de imprevistos. Se você tiver um problema e não puder conduzir determinada aula, outra pessoa poderá dar continuidade até a sua volta, sem prejudicar o curso.

Se você

for

adaptar o que propomos

aqui, tenha em mente quais momentos

serão em grupo, em

trio,

em

dupla

e/ou

individual e anote isso na descrição da atividade. Lembre-se: quanto mais detalhado for o seu plano de

aula, mais segurança ele lhe dará ao conduzi-lo.

Avaliação

Como e o que avaliar? Esta pergunta paira na cabeça de muitos dos educadores, afinal, é difícil mensurar o quanto o outro aprendeu e o que levará daquela atividade para a sua vida pessoal, profissional e comunitária. Na maior parte das vezes, quando o assunto é a avaliação, o que nos vem à mente é o modelo tradicional, com provas que - teoricamente - mede o que sabemos naquele momento.

Nos CDIs Comunidades buscaremos outro tipo de avaliação: não atribuiremos uma nota aos nossos educandos e, tão pouco, esta será realizada unicamente a partir de nossos julgamentos. O que propomos aqui é algo que leve nossos educandos a: 1. perderem o medo do momento de avaliação (levando este tipo de reflexão a outras áreas de sua vida); 2. avaliarem junto conosco como foi a atividade e o que aprenderam.

Partindo desta proposta, produzimos outras alternativas de avaliação, que fujam da alusão à tensão da prova tradicional. Ao mesmo tempo, buscamos ao longo da avaliação, uma forma de mensurar se todos os objetivos propostos foram atingidos plenamente. Após finalizarmos cada atividade, teremos um momento reservado para avaliarmos o que foi feito, levantarmos possíveis coisas que não deram certo (ou que não ficaram claras), para assim pensarmos nos próximos passos. Aos poucos, seus educandos perceberão não só a importância do processo avaliativo, mas também o quanto e como se desenvolveram ao longo dos cursos.

Dentro do processo de avaliação, seu papel é fundamental. Uma dica para lhe ajudar a saber se os objetivos de sua aula foram atingidos ou não é: antes de a atividade começar, pense como você acha que seus educandos agirão. No fim, compare: meus educandos utilizaram os procedimentos como eu esperava? Sim? Não? Por quê? Você conseguiu perceber algum avanço?

Agora que você já conhece como funciona cada seção das atividades propostas por nós, que tal por a mão na massa?!

Construindo o Terceiro Passo

Construindo o Terceiro Passo

Problemática 1 – 3º passo: O que é preciso e como fazer para suprir às necessidades dos alunos.

Problemática 2 – 3º passo: O que é preciso e como fazer para suprir às suas necessidades?

Modelo de Planejamento

Modelo de Planejamento
Modelo de Planejamento

Modelo de Plano de aula

 

Atividade/

Objetivos

Desenvolvimento

Recursos

Conteúdo

“Minha

 

Pedir para cada aluno digite aspectos positivos e aspectos que poderiam ser

 

Comunidade”

melhorados na sua comunidade.

Tempo

2

Através das

 

horas

ferramentas do word, fazer a

Programa Word

Editor de Texto Operações Básicas (Criar, digitar, salvar e fechar um documento. Abrir e sair do word)

reflexão sobre o local onde vive.

Avaliação: como foi a aula de hoje? O que aprendi?

* Construindo o Quarto Passo ( Coloque aqui como foi aplicado e como foi sua experiência ao aplicar o Planejamento ).

* Construindo o Quarto Passo ( Coloque aqui como foi aplicado e como foi sua experiência

Problemática 1 – 4º passo:

fizeram?

Como foi para os alunos e o

que eles

Problemática 2 – 3º passo: Como foi para você e o que você fez?

*

Construindo

o

Quinto

Passo

(

Insira

aqui

os

resultados

da

aplicação da aulas ).

metodologia e da inserção da tecnologia em suas

* Construindo o Quinto Passo ( Insira aqui os resultados da aplicação da aulas ). metodologia

Problemática 1 – 5º passo: * ALUNOS Como foi aceito? Como se comportaram? Quais os resultados? Há a necessidade de mudar alguma coisa?

Problemática 2 – 5º passo: * PROFESSORES O que você achou dos resultados? Qual o impacto em seu trabalho? Quais foram suas dificuldades?

Cardápio de ferramentas que podem ser aplicadas na inserção das TICs na Educação.

Modelos:

 

Plataformas:

Espaços

personalizados

onde

grupos debatem,

compartilham

informações

e

materiais

de

forma

online

e

colaborativa.

Vídeo aula: Aulas em formato digital com conteúdos em diversas disciplinas.

Atividades

e

Jogos:

Softwares desenvolvidos a partir de

competências, habilidades e potencialidades de cada disciplina ou de forma interdisciplinar. Online ou offline.

Redes Sociais:

 

Facebook: Grupos de debate; Google+: Grupos de debate e individuais;

 

Blog: “site” personalizado e aberto para debates.

Youtube: Vídeo aulas, documentários e canais exclusivos.

 

Socialbase:

Rede

Social

Corporativa.

É

uma

Rede

Social

Exclusiva e similar ao Facebook, onde somente os participantes tem acesso ao conteúdo. Fazendo uso dessa ferramenta existe mais privacidade, pois só faz parte quem o administrador convidar. Pode-se usar para fóruns, grupos de discussão, dentre outros.

“Sala de aula”:

 

Redu: Plataforma para ensino com tecnologia, que permite criar, compartilhar e discutir conteúdos das mais diversas formas, estimulando a aprendizagem, colaboração e diversão.

Quadro de endereços para ferramentas online

Conteúdos livres de Educação

Disciplina

Conteúdo

Site

Matemática

Atividades

Exatas e

   

Ciências

Vídeo aula

Naturais

Matemática

Raciocínio Lógico

(Atividades)

Diversos

Quebra-Cuca (Atividades)

Biologia

Corpo-Humano 3D

Português

Reforma ortográfica

Professores

Diversos

Professores

Educação aberta

Português

Game - Formação

de palavras

Português

Reforma ortográfica

Professores

Formação Técnica

Professores

Plataforma EAD

Professores

Plataforma EAD

Professores

Plataforma EAD

Português

Alfabetização

Professores

SO (Ciências, Matemática, Jogos e

Linux Educacional 5.0

português)

   

Professores

Dicas de pesquisa no

e alunos

Google

10 Dicas para o(a) Professor/Educador(a)

  • 1. Conheça seus alunos/educandos: cuide para que o CDI Comunidade tenha todas as

informações necessárias sobre os educandos em uma ficha de inscrição/matrícula.

  • 2. Decida sobre

o

uso de

um material

de conteúdo

técnico:

planeje qual você

pretende usar nas aulas. Faça sua pesquisa e se sinta livre para escolher o material

técnico que preferir.

  • 3. Defina o registro do conteúdo: é muito importante que os educandos registrem o que

aprenderam, o que pode ser feito de várias maneiras (caderno, arquivo eletrônico, apostila etc.)

  • 4. Defina seu próprio instrumento de registro: podemos não gostar muito de nossa

aula, avalie o que deu certo e o que deu errado. Registre sempre, para poder discutir com a equipe.

  • 5. Explique para a turma a proposta deste curso: é um curso básico de informática

para cidadania com especial atenção ao uso da Internet. O processo de ensino e

aprendizagem da ferramenta deve ser dinâmico, a ferramenta sempre a serviço da construção da cidadania.

  • 6. Lembre-se de iniciar a aula com a roda de conversa: combine com os educandos

que primeiro é preciso conversar: combinar o que será feito na aula, refletir, saber o que queremos com o computador, fazer o que faremos! Lembre-se de combinar o conteúdo e o cronograma do curso.

  • 7. Incentive a turma para fazer cursos: nos períodos livres, é importante que os

alunos/educandos busquem aperfeiçoar seus conhecimentos tanto em informática quanto em outras áreas. Esse curso pode ser feito no CDI Comunidade ou em outra instituição.

  • 8. Priorize o ensino dos princípios da ferramenta: para que ela serve e em que

circunstâncias utilizá-la, de maneira que os alunos/educandos aprendam a direcionar o

uso da ferramenta e não apenas alguns recursos.

  • 9. Crie canais de comunicação entre você e os alunos/educandos fazendo uso das

tecnologias : no período de aplicação desse módulo serão abordadas algumas sugestões de materiais a serem produzidos. É importante envolver os alunos/educandos para potencializar o trabalho.

10. Avalie sempre: antes de iniciar suas aulas, estude e faça o planejamento das formas de avaliação do curso: avaliações das atividades e aulas, a avaliação final do curso e as formas de avaliação dos alunos/educandos.

É certo que às vezes pegamos algumas turmas ou educandos que são menos receptivas, que nos desafiam porque fazem ou falam algo pelo qual não esperávamos, ou com o qual não estávamos acostumados. Mas é assim mesmo. Lidar com pessoas é sempre uma nova surpresa a cada aula/encontro. Às vezes boa, às vezes nem tanto. Mas sempre válida, pois sempre faz com que aprendamos. Basta ter humildade para aprender com os outros e com nossos erros, dedicação na busca de novos conhecimentos para realizar um bom trabalho, muito amor e respeito pelas envolvidas no processo, muita garra e disposição para ir em frente, sempre! Isto é ser professor/educador.

10. Avalie sempre : antes de iniciar suas aulas, estude e faça o planejamento das formas

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Passo a passo para uso de ferramentas

Saiba como participar de um dos maiores movimentos que a internet já viu!

Nos últimos tempos, o que tem causado a maior revolução da comunicação na internet foi a explosão dos blogs. Cada vez mais novos blogueiros têm criado suas páginas e expressado suas idéias. Esta adesão de pessoas transformou a comunicação virtual em uma via de mão dupla e tirou o poder de emissão das grandes corporações e jornais. A palavra “blog” é uma abreviação para a expressão inglesa weblog, ou seja, registro virtual. Este registro diz respeito a qualquer coisa que o usuário deseje publicar. Dessa maneira, o leitor também pode produzir informação! Saiba como se tornar um destes blogueiros em poucos passos.

Primeiro, entre com a sua Conta Google no site do Blogspot (www.blogspot.com) . Caso você ainda não tenha uma Conta Google, entre no site www.google.com.br e clique na parte superior direita da tela em “Efetuar Login”, em seguida clique em “Crie uma conta agora” e preencha os dados. Feito isso, vá ao site do Blogspot e entre com seu login e senha.

Passo a passo para uso de ferramentas Blog ( <a href=www.blogspot.com ) Saiba como participar de um dos maiores movimentos que a internet já viu! Nos últimos tempos, o que tem causado a maior revolução da comunicação na internet foi a explosão dos blogs. Cada vez mais novos blogueiros têm criado suas páginas e expressado suas idéias. Esta adesão de pessoas transformou a comunicação virtual em uma via de mão dupla e tirou o poder de emissão das grandes corporações e jornais. A palavra “blog” é uma abreviação para a expressão inglesa weblog, ou seja, registro virtual. Este registro diz respeito a qualquer coisa que o usuário deseje publicar. Dessa maneira, o leitor também pode produzir informação! Saiba como se tornar um destes blogueiros em poucos passos. Primeiro, entre com a sua Conta Google no site do Blogspot (www.blogspot.com) . Caso você ainda não tenha uma Conta Google, entre no site www.google.com.br e clique na parte superior direita da tela em “Efetuar Login”, em seguida clique em “Crie uma conta agora” e preencha os dados. Feito isso, vá ao site do Blogspot e entre com seu login e senha. Vale lembrar que muitos sites chamam o Blogspot de “Novo Blogger” ou até mesmo “Blogger”. Não se deve confundir os endereços, afinal o “Blogspot” é de propriedade da Google e é inteiramente gratuito. O Blogger é de propriedade de outra empresa e é preciso ser assinante para criar uma conta. Agora que você já criou a sua Conta Google e já se registrou no Blogspot, é hora de criar o 94 " id="pdf-obj-36-14" src="pdf-obj-36-14.jpg">

Vale lembrar que muitos sites chamam o Blogspot de “Novo Blogger” ou até mesmo “Blogger”. Não se deve confundir os endereços, afinal o “Blogspot” é de propriedade da Google e é inteiramente gratuito. O Blogger é de propriedade de outra empresa e é preciso ser assinante para criar uma conta. Agora que você já criou a sua Conta Google e já se registrou no Blogspot, é hora de criar o

Passo a passo para uso de ferramentas Blog ( <a href=www.blogspot.com ) Saiba como participar de um dos maiores movimentos que a internet já viu! Nos últimos tempos, o que tem causado a maior revolução da comunicação na internet foi a explosão dos blogs. Cada vez mais novos blogueiros têm criado suas páginas e expressado suas idéias. Esta adesão de pessoas transformou a comunicação virtual em uma via de mão dupla e tirou o poder de emissão das grandes corporações e jornais. A palavra “blog” é uma abreviação para a expressão inglesa weblog, ou seja, registro virtual. Este registro diz respeito a qualquer coisa que o usuário deseje publicar. Dessa maneira, o leitor também pode produzir informação! Saiba como se tornar um destes blogueiros em poucos passos. Primeiro, entre com a sua Conta Google no site do Blogspot (www.blogspot.com) . Caso você ainda não tenha uma Conta Google, entre no site www.google.com.br e clique na parte superior direita da tela em “Efetuar Login”, em seguida clique em “Crie uma conta agora” e preencha os dados. Feito isso, vá ao site do Blogspot e entre com seu login e senha. Vale lembrar que muitos sites chamam o Blogspot de “Novo Blogger” ou até mesmo “Blogger”. Não se deve confundir os endereços, afinal o “Blogspot” é de propriedade da Google e é inteiramente gratuito. O Blogger é de propriedade de outra empresa e é preciso ser assinante para criar uma conta. Agora que você já criou a sua Conta Google e já se registrou no Blogspot, é hora de criar o 94 " id="pdf-obj-36-18" src="pdf-obj-36-18.jpg">

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seu blog. O primeiro passo é clicar em “Criar um blog”. Depois você deve dar nome ao blog e criar um endereço.

seu blog. O primeiro passo é clicar em “Criar um blog”. Depois você deve dar nome

A URL do seu blog dependerá do tipo de blog que você deseja ter. O Blogspot permite que você use um domínio que já tenha comprado para publicar seu blog. Neste caso, seu endereço fica de acordo com o seu domínio, por exemplo, www.nomedoseublog.com. Contudo, se você não possuir um domínio, o Blogspot vai fornecer um, o resultado é parecido com este: http://nomedoseublog.blogspot.com.

seu blog. O primeiro passo é clicar em “Criar um blog”. Depois você deve dar nome

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Depois de ter preenchido todos estes dados corretamente, é hora de escolher um modelo de layout

Depois de ter preenchido todos estes dados corretamente, é hora de escolher um modelo de layout para o seu blog. Não se preocupe, neste primeiro momento você pode escolher qualquer um – existem muitos outros modelos para você deixar o seu blog com a sua cara. Quando você já tiver escolhido qual será o primeiro layout, clique em “Continuar” e voilà! Seu blog está pronto!

Depois de ter preenchido todos estes dados corretamente, é hora de escolher um modelo de layout

Com o blog já criado, é hora de postar seu primeiro texto ou imagem. Clique em “Começar a usar o blog” para dar o pontapé inicial no seu transmissor de idéias. Você será redirecionado automaticamente para a página de novas postagens. Digite o que quiser nos campos de postagem, mas lembre-se de não violar nenhuma das regras de conduta do Blogspot e da Google – caso contrário, seu blog será banido. Quando terminar a edição do seu texto, basta clicar em “Publicar Postagem” para que o conteúdo seja enviado para a página principal do seu blog.

Depois de ter preenchido todos estes dados corretamente, é hora de escolher um modelo de layout

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Preste atenção nas três abas na parte superior da tela. Por elas você navega nas configurações

Preste atenção nas três abas na parte superior da tela. Por elas você navega nas configurações do seu blog. Na aba “Configurações” você altera as principais opções do seu blog como importação e exportação de conteúdo ou até mesmo excluir o seu blog. As ferramentas de importação e exportação são importantes para fazer backups do seu conteúdo. Quando você exporta o conteúdo do seu blog, além de garantir que terá uma cópia de tudo para o futuro, ainda pode utilizar este mesmo conteúdo quando for trocar o endereço para outro sistema, como o WordPress.

Preste atenção nas três abas na parte superior da tela. Por elas você navega nas configurações

Basta exportar e na interface do outro blog, clicar em importar e carregar o arquivo XML. Ainda falando sobre as configurações do seu blog, você pode moderar e trocar permissões referentes aos comentários. Nesta tela, você ainda pode controlar suas opções de feed RSS. Caso você queira, pode inserir aqui o endereço do seu burner de feeds. Um dos mais populares é o FeedBurner (www.feedburner.com). Estas feeds servem para que os usuários possam receber suas atualizações dos leitores de feeds deles. São vários leitores; o Google Reader é um dos mais utilizados e fáceis de mexer na hora de adicionar feeds. Estes leitores permitem que os seus visitantes leiam vários blogs simultaneamente.

Preste atenção nas três abas na parte superior da tela. Por elas você navega nas configurações

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Na aba “Layout” é possível alterar a ordem dos seus gadgets, ou seja, dos complementos da

Na aba “Layout” é possível alterar a ordem dos seus gadgets, ou seja, dos complementos da barra lateral do seu blog. Um exemplo bastante simples do que são estes gadgets é a área de perfil, onde você conta um pouco da sua história ou a sua relação com o blog; o arquivo do blog que vai listar os seus posts de acordo com a data em que foram publicados e várias outras ferramentas que podem ser fornecidas pelo próprio Blogspot ou por sites externos – basta copiar o código e colar em uma nova janela de HTML dos seus gadgets.

Na aba “Layout” é possível alterar a ordem dos seus gadgets, ou seja, dos complementos da

Com esta aba ativa, você vê quatro funções diferentes: “Elementos da página”, “Fontes e cores”, “Editar HTML” e “Escolher novo modelo”. Se você abrir a opção “Fontes e cores” vai se deparar com uma janela de personalização do tema atual do seu blog. Nela, é possível mudar as cores do texto, plano de fundo, links e muito mais. Em “Editar HTML”, é preciso dominar pelo menos o básico desta linguagem para operar algumas mudanças no seu layout.

Na aba “Layout” é possível alterar a ordem dos seus gadgets, ou seja, dos complementos da

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“Escolher novo modelo” já é auto-explicativo – nesta janela, há uma lista com diversos temas para

“Escolher novo modelo” já é auto-explicativo – nesta janela, há uma lista com diversos temas para que você escolha qual deles combina mais com o estilo do seu blog. Se você não gostar de nenhum dos temas que o Blogspot oferece, uma pesquisa no Google bastará para encontrar o tema perfeito. Lembre-se de salvar todas as alterações que fizer para que elas tenham efeito no seu blog.

Muito bem, baixanautas. Agora que já aprendemos a criar um blog no Blogspot, faça já o seu e exponha suas idéias e trabalhos. Um blog pode ser uma ótima maneira de criar um portfólio virtual e expor trabalhos acadêmicos e até mesmo opiniões. Até a próxima, futuros blogueiros!

“Escolher novo modelo” já é auto-explicativo – nesta janela, há uma lista com diversos temas para

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Facebook ( www.facebook.com.br )

Você com certeza deve conhecer várias pessoas, íntimas ou não, que possuem uma conta no Facebook. Está esperando o que para entrar na rede social? É simples, rápido e, melhor ainda, de graça fazer facebook!

Você aprenderá em passos simples como fazer um facebook e aproveitar a maior rede social do mundo.

O primeiro passo que você precisa tomar é acessar o site www.facebook.com . Na própria home page aparecerão os campos que você precisa preencher para dar início à criação de um perfil no Facebook. São eles: nome, sobrenome, e-mail, senha, data de nascimento e gênero. Clique em “Cadastrar-se” e espere a próxima página carregar para dar sequencia em como criar um facebook.

Facebook ( <a href=www.facebook.com.br ) Você com certeza deve conhecer várias pessoas, íntimas ou não, que possuem uma conta no Facebook. Está esperando o que para entrar na rede social? É simples, rápido e, melhor ainda, de graça fazer facebook ! Você aprenderá em passos simples como fazer um facebook e aproveitar a maior rede social do mundo. O primeiro passo que você precisa tomar é acessar o site www.facebook.com . Na própria home page aparecerão os campos que você precisa preencher para dar início à criação de um perfil no Facebook. São eles: nome, sobrenome, e-mail, senha, data de nascimento e gênero. Clique em “ Cadastrar-se ” e espere a próxima página carregar para dar sequencia em como criar um facebook. Em seguida, você encontrará as opções “Encontrar amigos”, “Informações do perfil” e “Foto do perfil”. Esses são os três passos básicos para começar a usar a sua conta no Facebook. Arrumar as informações, escolhendo suas preferências de privacidade, completando seu perfil com sua experiência profissional, seu histórico de estudos, seus gostos e interesses, além de colocar uma foto sua é essencial para que as pessoas te conheçam e reconheçam. Para começar a procurar e adicionar seus amigos no Facebook, é bem fácil. O site sincroniza a sua conta de e-mail com o seu perfil, rastreando as pessoas que você conhece pela sua rede de contatos do e-mail. É possível fazer isso com qualquer serviço de e-mail. 94 " id="pdf-obj-42-18" src="pdf-obj-42-18.jpg">

Em seguida, você encontrará as opções “Encontrar amigos”, “Informações do perfil” e “Foto do perfil”. Esses são os três passos básicos para começar a usar a sua conta no Facebook. Arrumar as informações, escolhendo suas preferências de privacidade, completando seu perfil com sua experiência profissional, seu histórico de estudos, seus gostos e interesses, além de colocar uma foto sua é essencial para que as pessoas te conheçam e reconheçam.

Para começar a procurar e adicionar seus amigos no Facebook, é bem fácil. O site sincroniza a sua conta de e-mail com o seu perfil, rastreando as pessoas que você conhece pela sua rede de contatos do e-mail. É possível fazer isso com qualquer serviço de e-mail.

Facebook ( <a href=www.facebook.com.br ) Você com certeza deve conhecer várias pessoas, íntimas ou não, que possuem uma conta no Facebook. Está esperando o que para entrar na rede social? É simples, rápido e, melhor ainda, de graça fazer facebook ! Você aprenderá em passos simples como fazer um facebook e aproveitar a maior rede social do mundo. O primeiro passo que você precisa tomar é acessar o site www.facebook.com . Na própria home page aparecerão os campos que você precisa preencher para dar início à criação de um perfil no Facebook. São eles: nome, sobrenome, e-mail, senha, data de nascimento e gênero. Clique em “ Cadastrar-se ” e espere a próxima página carregar para dar sequencia em como criar um facebook. Em seguida, você encontrará as opções “Encontrar amigos”, “Informações do perfil” e “Foto do perfil”. Esses são os três passos básicos para começar a usar a sua conta no Facebook. Arrumar as informações, escolhendo suas preferências de privacidade, completando seu perfil com sua experiência profissional, seu histórico de estudos, seus gostos e interesses, além de colocar uma foto sua é essencial para que as pessoas te conheçam e reconheçam. Para começar a procurar e adicionar seus amigos no Facebook, é bem fácil. O site sincroniza a sua conta de e-mail com o seu perfil, rastreando as pessoas que você conhece pela sua rede de contatos do e-mail. É possível fazer isso com qualquer serviço de e-mail. 94 " id="pdf-obj-42-24" src="pdf-obj-42-24.jpg">

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Prosseguindo para fazer facebook, na etapa “Informações do perfil” é onde você escolhe quais dados colocar

Prosseguindo para fazer facebook, na etapa “Informações do perfil” é onde você escolhe quais dados colocar e escolhe quais pessoas podem visualizá-las. Existem quatro símbolos:

o do mundo (como o da imagem) significa que qualquer tipo de público pode ver; o das silhuetas de bustos quer dizer que apenas os seus amigos podem; o do cadeado determina que só você pode visualizar; e o da engrenagem permite que você determine quais pessoas podem ou não visualizar as informações do seu facebook.

Prosseguindo para fazer facebook, na etapa “Informações do perfil” é onde você escolhe quais dados colocar
Prosseguindo para fazer facebook, na etapa “Informações do perfil” é onde você escolhe quais dados colocar

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No entanto, é preciso ter atenção, pois as informações que você dispõe no seu perfil podem

No entanto, é preciso ter atenção, pois as informações que você dispõe no seu perfil podem ser usadas tanto pelos seus amigos quanto por outros usuários do Facebook que não te conhecem. É aí que está o perigo, porque você não pode confiar em toda e qualquer pessoa que te adicionar na rede social. É preciso ter cuidado. Isso tudo nos leva às configurações de privacidade. É lá que você determina o que é visível para os seus amigos, para o público em geral ou somente para usuários específicos. Suas fotos, suas informações, as publicações do seu mural, tudo pode ser controlado por você. O Facebook foi criado pelo americano Mark Zuckerberg e seu colegas de faculdade Dustin Moskovitz, Chris Hugheso e o brasileiro Eduardo Saverin. O site foi ao ar oficialmente no dia 4 de fevereiro do ano de 2004, sendo lançada apenas para os estudantes de Harvard, sendo ampliada gradualmente para os jovens de outras universidades, até que a rede social se tornou aberta para qualquer pessoa. Depois de aprender como criar um facebook, é hora de explorar. Fique à vontade e tente de

tudo. Grupos, páginas, aplicativos, entre outros recursos estão esperando a sua utilização. Boa sorte!

No entanto, é preciso ter atenção, pois as informações que você dispõe no seu perfil podem
No entanto, é preciso ter atenção, pois as informações que você dispõe no seu perfil podem

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Utilizado por milhares de brasileiros, o programa Skype, é um dos mais conceituados quando se trata de chat online. Com o Skype você pode além de bater papo no estilo “messenger’, você também pode realizar chamadas de voz e chamadas de vídeo. A cada nova versão, o programa desenvolvido pelos criadores do Kazaa, um dos mitos da internet, conquista novos adeptos com sua facilidade de ligação, preço e qualidade das mesmas. Após baixar o programa os passos da instalação Skype são:

Com o instalador executado, basta seguir os passos que em breve você estará com seu programa funcionando. Escolha o idioma de sua preferência e clique em Concordo – Instalar;

Logo após isso, é oferecido o download do Google Chrome juntamente com o Skype. O Google Chrome é um navegador muito conceituado e vai da sua preferência baixá-lo ou não.

Na próxima etapa ele irá baixar automaticamente os pacotes restantes para o pleno funcionamento do Software, só resta esperar;

Como criar conta no Skype, passo a passo

 Com o instalador executado, basta seguir os passos que em breve você estará com seu

Criar uma conta no Skype é uma boa maneira de economizar dinheiro na comunicação. Tanto para falar com pessoas que moram próximo quanto para se comunicar com pessoas que moram em outro Estado ou país, pois você não paga nada para usar o Skype.

Passo 1 - No site do Skype é possível fazer sua conta, isto é, abrir uma conta. Para tanto, acesse a página do Skype específica para criação de contas;

Passo 2 - Ao acessar no link do passo 1, você será direcionado para a página do Skype. Quando a página abrir clique na opção criar conta.

Skype <a href=( http://www.skype.com/pt-br/ ) Utilizado por milhares de brasileiros, o programa Skype , é um dos mais conceituados quando se trata de chat online. Com o Skype você pode além de bater papo no estilo “messenger’, você também pode realizar chamadas de voz e chamadas de vídeo. A cada nova versão, o programa desenvolvido pelos criadores do Kazaa, um dos mitos da internet, conquista novos adeptos com sua facilidade de ligação, preço e qualidade das mesmas. Após baixar o programa os passos da instalação Skype são:  Com o instalador executado, basta seguir os passos que em breve você estará com seu programa funcionando. Escolha o idioma de sua preferência e clique em Concordo – Instalar;  Logo após isso, é oferecido o download do Google Chrome juntamente com o Skype. O Google Chrome é um navegador muito conceituado e vai da sua preferência baixá-lo ou não.  Na próxima etapa ele irá baixar automaticamente os pacotes restantes para o pleno funcionamento do Software, só resta esperar; Como criar conta no Skype, passo a passo Criar uma conta no Skype é uma boa maneira de economizar dinheiro na comunicação. Tanto para falar com pessoas que moram próximo quanto para se comunicar com pessoas que moram em outro Estado ou país, pois você não paga nada para usar o Skype.  Passo 1 - No site do Skype é possível fazer sua conta, isto é, abrir uma conta. Para tanto, acesse a página do Skype específica para criação de contas;  Passo 2 - Ao acessar no link do passo 1, você será direcionado para a página do Skype. Quando a página abrir clique na opção criar conta. 94 " id="pdf-obj-45-56" src="pdf-obj-45-56.jpg">

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O preenchimento do formulário é bem fácil, já que no site é explicado como criar uma

O preenchimento do formulário é bem fácil, já que no site é explicado como criar uma conta e são disponibilizadas algumas informações em balões;

O preenchimento do formulário é bem fácil, já que no site é explicado como criar uma
O preenchimento do formulário é bem fácil, já que no site é explicado como criar uma

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Passo 3 - Primeiramente você informa nome, sobrenome e e-mail. Depois, preenche as informações que poderão ser visualizadas em seu perfil. Vale lembrar que quanto mais informações você der, mais fácil será para seus contatos encontrarem sua conta;

Passo 4 - Preencha a preferência de uso, o seu nome e sua senha no Skype;

Passo 5 - Leia e concorde com os termos para ter sua conta criada. Pronto, ao clicar em ‘Aceitar- Continuar’ você terá sua conta no Skype.

Mini Dicionário de termos usados na internet.

Banner – espaço publicitário dentro de uma página da internet.

Chat – fórum eletrônico no qual os internautas conversam em tempo real.

Download – modo de transferir arquivos, gráficos ou outros dados de um computador para outro.

E-mail – correio eletrônico, mensagens enviadas e recebidas via internet.

Homepage – página de abertura de um site, pela qual se chega às demais.

Html – Linguagem padrão de criação das páginas da web.

Internauta – navegante da rede. Também denominado de usuário.

Link – conexão entre páginas, palavra, fotos ou gráficos em diferentes áreas da internet.

Nickname – apelido usado em informática para que o usuário não seja identificado pelos demais.

Spam – E-mail enviado a um grande número ilimitado de páginas, que permite acessar aprovação. Espécie de mala direta eletrônica.

Url - é o endereço de uma página na internet.

Web – forma abreviada para se referir à World Wide Web.

Webmaster – responsável pela criação de páginas ou sites na internet.

WWW – rede com interface de comunicação gráfica dentro da internet.

 Passo 3 - Primeiramente você informa nome, sobrenome e e-mail. Depois, preenche as informações que

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Dicas

Exercícios de alongamento

Dicas Exercícios de alongamento Siga as instruções Ginástica Laboral 94

Siga as instruções

Dicas Exercícios de alongamento Siga as instruções Ginástica Laboral 94

Ginástica Laboral

Dicas Exercícios de alongamento Siga as instruções Ginástica Laboral 94

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Exercícios que ajudam a evitar a LER e a DORT

Dobre o pulso para cima e alongue os dedos durante trinta segundos. Dobre o pulso para
Dobre o pulso para cima e
alongue os dedos durante
trinta segundos.
Dobre o pulso para baixo
e alongue os dedos
durante trinta segundos.
Aperte uma esponja ou uma
bola de espuma com a mão
repetidamente, faça o
mesmo com a outra mão.
Pegue uma bolinha de papel com os
dedos em pinça. Use todos os dedos e
as duas mãos.
Abra e feche as mãos várias vezes.
Dê “petelecos” na bolinha de papel. Mais
uma vez, use todos os dedos e as duas
Digite rapidamente ( não se importe com o
que está escrevendo ) utilizando todos os
dedos
Exercícios que ajudam a evitar a LER e a DORT Dobre o pulso para cima e

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LER e DORT qual a diferença?

As doenças provocadas por esforços repetitivos precisam ser diagnosticadas precocemente

Por Denise Mello

As lesões por esforços repetitivos (LER) representam uma síndrome de dor nos membros superiores que podem causar lesões no sistema tendíneo, muscular e ligamentar, causadas principalmente por atividades que exigem movimentos repetitivos, em alta freqüência e em postura forçada.

Assim como em LER, o distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho (DORT) é caracterizado por esforços repetitivos, porém, nesse caso, são alterações que se manifestam principalmente no pescoço, braços, punhos e demais membros superiores em decorrencia do trabalho. "Então o grande desafio entre LER e DORT, está em comprovar se o trabalho foi o causador das doenças provocadas por repetição de esforço", comenta Elcio Tavares, ortopedista especialista em medicina do trabalho.

"Uma criança, por exemplo, que passa boa parte de seu dia jogando videogame, pode desenvolver uma tendinite, que é a inflamação de um tendão e um tipíco caso de LER, no entanto, tratando-se de uma criança que não trabalha, não é uma DORT", ilustra Tavares. Mas nem sempre isso fica assim tão claro e para que não se cometa injustiça com o trabalhador, com a empresa e com o governo, todo o quadro clínico deve ser observado. Além disso para o diagnóstico de uma doença de origem profissional como nos casos das DORTs, é imprescindível uma formação em medicina do trabalho, uma visita a empresa onde o paciente desempenha sua atividade profissional e a exclusão de outras doenças e de outros motivos.

O grande sintoma de LER é a dor, essas lesões causam um desconforto durante dias. Principalmente no período em que a atividade desencadeadora é realizada. "Em casos mais graves é possível identificar inchaço e hematomas no local lesionado", acrescenta o especialista.

A prevenção começa em casa

Para Elcio Tavares a melhor maneira de prevenir essas lesões começa em casa. "É importante, logo pela manhã alongar o corpo. Espreguiçar ajuda, mas vale a pena separar 10 minutos para o alongamento, que, além de prevenir lesões, ajuda a dar mais disposição para enfrentar o dia", orienta o ortopedista.

Durante o dia de trabalho também é importante a cada uma hora parar por pelo menos cinco minutos para alongar os braços, pescoço e pernas. Algumas empresas, já investem no alongamento coletivo, que normalmente acontece duas vezes ao dia, pela manhã e a tarde. "Essa atitude melhora e muito o desempenho dos funcionários no trabalho e de quebra previne as lesões. O investimento vale a pena", comenta Tavares. Caso seu trabalho exija esforços repetitivos, Tavares aconselha a procura por ajuda médica na própria empresa. Se isso não for possível, visite o serviço de saúde, onde um ortopedista poderá preescrever exercícios e e a posição correta para evitar fraturas.

LER e DORT qual a diferença? As doenças provocadas por esforços repetitivos precisam ser diagnosticadas precocemente

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Ergonomia – Dicas de postura

Dirigir, carregar uma sacola, escovar os dentes, calçar um sapato. Essas ações tão comuns do nosso dia a dia, que normalmente executamos sem prestar muita atenção, podem ser verdadeiros inimigos da coluna quando feitas da maneira incorreta. Os erros posturais podem causar desconforto e/ou dor em toda a coluna, desde a parte lombar, torácica, até a cervical.

— Se esses gestos se tornarem repetitivos, podem surgir alguns desalinhamentos na coluna como a escoliose (desvio lateral), a hiperlordose (aumento da curvatura) ou a hipolordose (diminuição da curvatura). Além disso, com a sobrecarga das articulações pode ocorrer restrição no movimento na região afetada — alerta a quiropraxista Karen Scheffer.

Para evitar tantos desconfortos, a quiropraxista mostra a maneira correta de executar essas pequenas tarefas sem prejudicar a nosso organismo.

Ergonomia – Dicas de postura Dirigir, carregar uma sacola, escovar os dentes, calçar um sapato. Essas
Ergonomia – Dicas de postura Dirigir, carregar uma sacola, escovar os dentes, calçar um sapato. Essas

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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Quiropraxia é uma profissão da saúde que lida com o diagnostico, tratamento e a prevenção das desordens do sistema neuro-músculo-esquelético e dos efeitos destas desordens na saúde em geral. Há uma ênfase em técnicas manuais, incluindo o ajuste e/ou a manipulação articular, com um enfoque particular nas subluxações.

Os conceitos e os princípios que distinguem e diferenciam a filosofia da Quiropraxia de outras profissões de saúde são de grande importância para a maioria dos quiropraxistas e influenciam profundamente a atitude e a abordagem destes em relação à atenção à saúde.

A relação entre a estrutura, particularmente a coluna vertebral e o sistema músculo- esquelético, e a função, especialmente coordenadas pelo sistema nervoso, constitui a essência da Quiropraxia e o seu enfoque para a restauração e preservação da saúde.

Hipoteticamente, conseqüências neurofisiológicas significativas podem ocorrer como resultado de distúrbios funcionais mecânicos da coluna vertebral, descritos pelos quiropraxistas através do termo subluxação ou complexo de subluxação.

O exercício da Quiropraxia enfatiza o tratamento conservador do sistema neuro- músculo-esquelético, sem o uso de medicamentos e procedimentos cirúrgicos. Causas e conseqüências biopsicossociais também são fatores significativos na abordagem do paciente.

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<a href=O que é a Quiropraxia? Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Quiropraxia é uma profissão da saúde que lida com o diagnostico, tratamento e a prevenção das desordens do sistema neuro-músculo-esquelético e dos efeitos destas desordens na saúde em geral. Há uma ênfase em técnicas manuais, incluindo o ajuste e/ou a manipulação articular, com um enfoque particular nas subluxações. Os conceitos e os princípios que distinguem e diferenciam a filosofia da Quiropraxia de outras profissões de saúde são de grande importância para a maioria dos quiropraxistas e influenciam profundamente a atitude e a abordagem destes em relação à atenção à saúde. A relação entre a estrutura, particularmente a coluna vertebral e o sistema músculo- esquelético, e a função, especialmente coordenadas pelo sistema nervoso, constitui a essência da Quiropraxia e o seu enfoque para a restauração e preservação da saúde. Hipoteticamente, conseqüências neurofisiológicas significativas podem ocorrer como resultado de distúrbios funcionais mecânicos da coluna vertebral, descritos pelos quiropraxistas através do termo subluxação ou complexo de subluxação. O exercício da Quiropraxia enfatiza o tratamento conservador do sistema neuro- músculo-esquelético, sem o uso de medicamentos e procedimentos cirúrgicos. Causas e conseqüências biopsicossociais também são fatores significativos na abordagem do paciente. 94 " id="pdf-obj-54-16" src="pdf-obj-54-16.jpg">

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Textos para discussão – Desafios dos professores

Textos para discussão – Desafios dos professores 94
Textos para discussão – Desafios dos professores 94

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O papel da educação na sociedade tecnológica

A centralidade do conhecimento nos processos de produção e organização da vida social rompe com o paradigma segundo o qual a educação seria um instrumento de “conformação” do futuro profissional ao mundo do trabalho. Disciplina, obediência, respeito restrito às regras estabelecidas, condições até então necessárias para a inclusão social, via profissionalização, perdem a relevância, face às novas exigências colocadas pelo desenvolvimento tecnológico e social.

A nova sociedade, decorrente da revolução tecnológica e seus desdobramentos na produção e na área da informação, apresenta características possíveis de assegurar à educação uma autonomia ainda não alcançada. Isto ocorre na medida em que o desenvolvimento das competências cognitivas e culturais exigidas para o pleno desenvolvimento humano passa a coincidir com o que se espera na esfera da produção.

O novo paradigma emana da compreensão deque, cada vez mais, as competências desejáveis ao pleno desenvolvimento humano aproximam-se das necessárias à inserção no processo produtivo. Segundo Tedesco, aceitar tal perspectiva otimista seria admitir que vivemos “uma circunstância histórica inédita, na qual as capacidades para o desenvolvimento produtivo seriam idênticas para o papel do cidadão e para o desenvolvimento social”. Ou seja, admitindo tal correspondência entre as competências exigidas para o exercício da cidadania e para as atividades produtivas, recoloca-se o papel da educação como elemento de desenvolvimento social.

Em contrapartida, é importante compreender que a aproximação entre as competências desejáveis em cada uma das dimensões sociais não garante uma homogeneização das oportunidades sociais. Há que considerar a redução dos espaços para os que vão trabalhar em atividades simbólicas, em que o conhecimento é o instrumento principal, os que vão continuar atuando em atividades tradicionais e, o mais grave, os que se vêem excluídos.

A expansão da economia pautada no conhecimento caracteriza-se também por fatos sociais que comprometem os processos de solidariedade e coesão social, quais sejam a exclusão e a segmentação com todas as consequências hoje presentes: o desemprego, a pobreza, a violência, a intolerância.

Essa tensão, presente na sociedade tecnológica, pode se traduzir no âmbito social pela definição de quantos e quais segmentos terão acesso a uma educação que contribua efetivamente para a sua incorporação.

Um outro dado a considerar diz respeito à necessidade do desenvolvimento das competências básicas tanto para o exercício da cidadania quanto para o desempenho de atividades profissionais. A garantia de que todos desenvolvam e ampliem suas capacidades é indispensável para se combater a dualização da sociedade, que gera desigualdades cada vez maiores.

De que competências se está falando? Da capacidade de abstração, do desenvolvimento do pensamento sistêmico, ao contrário da compreensão parcial e fragmentada dos fenômenos, da criatividade, da curiosidade, da capacidade de pensar múltiplas alternativas para a solução de um problema, ou seja, do desenvolvimento do pensamento divergente, da capacidade de trabalhar em equipe, da disposição para procurar e aceitar críticas, da disposição para o risco, do desenvolvimento do pensamento crítico, do saber comunicar-se, da capacidade de buscar conhecimento.

O papel da educação na sociedade tecnológica A centralidade do conhecimento nos processos de produção e

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Estas são competências que devem estar presentes na esfera social, cultural, nas atividades políticas e sociais como um todo, e que são condições para o exercício da cidadania num contexto democrático.

O desafio a enfrentar é grande, principalmente para um País em processo de desenvolvimento, que, na década de 90, sequer oferece uma cobertura no Ensino Médio, considerado como parte da Educação Básica, a mais que 25% de seus jovens entre 15 e 17 anos.

Não se pode mais postergar a intervenção no Ensino Médio, de modo a garantir a superação de uma escola que, ao invés de se colocar como elemento central de desenvolvimento dos cidadãos, contribui para a sua exclusão. Uma escola que pretende formar por meio da imposição de modelos, de exercícios de memorização, da fragmentação do conhecimento, da ignorância dos instrumentos mais avançados de acesso ao conhecimento e da comunicação. Ao manter uma postura tradicional e distanciada das mudanças sociais, a escola como instituição pública acabará também por se marginalizar.

Uma nova concepção curricular para o Ensino Médio, como apontamos anteriormente, deve expressar a contemporaneidade e, considerando a rapidez com que ocorrem as mudanças na área do conhecimento e da produção, ter a ousadia de se mostrar prospectiva.

Certamente, o ponto de partida para a implementação da reforma curricular em curso é o reconhecimento das condições atuais de organização dos sistemas estaduais, no que se refere à oferta do Ensino Médio.

Constata-se a necessidade de investir na área de macroplanejamento, visando a ampliar de modo racional a oferta de vagas. Também é essencial investir na formação dos docentes, uma vez que as medidas sugeridas exigem mudanças na seleção, tratamento dos conteúdos e incorporação de instrumentos tecnológicos modernos, como a informática.

Essas são algumas prioridades, indicadas em todos os estudos desenvolvidos recentemente pela Secretaria de Educação Média e Tecnológica e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), por meio do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB), e que subsidiaram a elaboração da proposta de reforma curricular.

Mesmo considerando os obstáculos a superar, uma proposta curricular que se pretenda contemporânea deverá incorporar como um dos seus eixos as tendências apontadas para o século XXI. A crescente presença da ciência e da tecnologia nas atividades produtivas e nas relações sociais, por exemplo, que, como consequência, estabelece um ciclo permanente de mudanças, provocando rupturas rápidas, precisa ser considerada.

Comparados com as mudanças significativas observadas nos séculos passados – como a máquina a vapor ou o motor a explosão –, cuja difusão se dava de modo lento e por um largo período de tempo, os avanços do conhecimento que se observam neste século criam possibilidades de intervenção em áreas inexploradas.

Estão presentes os avanços na biogenética e outros mais, que fazem emergir questões de ordem ética merecedoras de debates em nível global. Em contrapartida, as inovações tecnológicas, como a informatização e a robótica, e a busca de maior precisão produtiva e de qualidade homogênea têm concorrido para acentuar o desemprego.

Estas são competências que devem estar presentes na esfera social, cultural, nas atividades políticas e sociais

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É possível afirmar que o crescimento econômico não gera mais empregos ou que concorre para a diminuição do número de horas de trabalho e, principalmente, para a diminuição de oportunidades para o trabalho não qualificado.

Se o deslocamento das oportunidades de trabalho do setor industrial

para o terciário

é

uma

realidade, isso não significa que seja menor nesse a exigência em relação à qualificação trabalhador.

do

Nas sociedades tradicionais, a estabilidade da organização política, produtiva e social garantia um ambiente educacional relativamente estável. Agora, a velocidade do progresso científico e tecnológico e da transformação dos processos de produção torna o conhecimento rapidamente superado, exigindo-se uma atualização contínua e colocando novas exigências para a formação do cidadão.

A transformação do ciclo produtivo, a partir da década de 40, provocou a migração campo-cidade. Houve uma diminuição gradativa, mas significativa, de empregos na agricultura. Atualmente, observa-se uma situação semelhante na indústria e isso ocorre não apenas em função das novas tecnologias, como também em função do processo de abertura dos mercados, que passam a exigir maior precisão produtiva e padrões de qualidade de produção dos países mais desenvolvidos.

A globalização econômica, ao promover o rompimento de fronteiras, muda a geografia política e provoca, de forma acelerada, a transferência de conhecimentos, tecnologias e informações, além de recolocar as questões da sociabilidade humana em espaços cada vez mais amplos.

A revolução tecnológica, por sua vez, cria novas formas de socialização, processos de produção e, até mesmo, novas definições de identidade individual e coletiva. Diante desse mundo globalizado, que apresenta múltiplos desafios para o homem, a educação surge como uma utopia necessária indispensável à humanidade na sua construção da paz, da liberdade e da justiça social. Deve ser encarada, conforme o Relatório da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI, da UNESCO, “entre outros caminhos e para além deles, como uma via que conduz a um desenvolvimento mais harmonioso, mais autêntico, de modo a fazer recuar a pobreza, a exclusão social, as incompreensões, as opressões e as guerras”.

Considerando-se tal contexto, buscou-se construir novas alternativas de organização curricular para o Ensino Médio comprometidas, de um lado, com o novo significado do trabalho no contexto da globalização e, de outro, com o sujeito ativo, a pessoa humana que se apropriará desses conhecimentos para se aprimorar, como tal, no mundo do trabalho e na prática social. Há, portanto, necessidade de se romper com modelos tradicionais, para que se alcancem os objetivos propostos para o Ensino Médio.

A perspectiva é de uma aprendizagem permanente, de uma formação continuada, considerando como elemento central dessa formação a construção da cidadania em função dos processos sociais que se modificam.

Alteram-se, portanto, os objetivos de formação no nível do Ensino Médio. Prioriza-se a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico.

Não há o que justifique memorizar conhecimentos que estão sendo superados ou cujo

É possível afirmar que o crescimento econômico não gera mais empregos ou que concorre para a

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acesso é facilitado pela

moderna tecnologia. O que

se

deseja é

que os estudantes

desenvolvam competências básicas que lhes permitam desenvolver a capacidade de continuar aprendendo.

É importante destacar, tendo em vista tais reflexões, as considerações oriundas da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI, incorporadas nas determinações da Lei nº 9.394/96:

  • a) a educação deve cumprir um triplo papel: econômico, científico e cultural;

  • b) a educação deve ser estruturada em quatro alicerces: aprender a conhecer, aprender a

fazer, aprender a viver e aprender a ser.

acesso é facilitado pela moderna tecnologia. O que se deseja é que os estudantes desenvolvam competências

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A construção da Tecnologia na Educação

Resumo

As tecnologias são só apoio, meios. Mas elas nos permitem realizar atividades de aprendizagem de formas diferentes as de antes. Uma educação inovadora pressupõe desenvolver um conjunto de propostas com alguns grandes eixos que se integram, se complementam, se combinam: foco na aprendizagem, desenvolvimento da auto- estima/auto-conhecimento, formação do aluno empreendedor e do aluno-cidadão. Com as tecnologias podemos organizar atividades inovadoras na sala de aula, no laboratório, com acesso a Internet, integradas com atividades a distância e as de inserção profissional ou experimental.

Em alguns momentos, o professor pode levar seus alunos ao laboratório conectado à Internet para desenvolver atividades de pesquisa e de domínio das tecnologias.

Estas atividades se ampliam a distância, nos ambientes virtuais de aprendizagem conectados à Internet, o que permite diminuir o número de aulas e continuar aprendendo juntos à distância. Os cursos precisam prever espaços e tempos de contato com a realidade, de experimentação e de inserção em ambientes profissionais e informais em todas as matérias e ao longo de todos os anos.

Palavras-chave:

Internet;

Aprendizagem;

Ambientes

virtuais;

Currículo;

Empreendedorismo;

Auto-

conhecimento.

 

Introdução

Educar é um processo cada vez mais complexo porque a sociedade também evolui rapidamente, exige mais competências, torna-se mais complexa também.

Em geral temos avançado em descobrir novas formas de ensinar e de aprender.

Hoje não basta. Além de focar a aprendizagem, é importante preparar os alunos para que sejam empreendedores, inovadores, criativos; que tenham um bom conhecimento de si mesmos, uma boa auto-estima e que aprendam a ser cidadãos, com um comportamento ético e preocupação social crescentes. A educação é um desafio cada vez maior. Com as tecnologias avançadas e interligadas, podemos aproximar-nos destes objetivos de formas diferentes a como estávamos acostumados.

A Internet, as redes, o celular, a multimídia estão revolucionando nossa vida no cotidiano. Cada vez resolvemos mais problemas conectados, a distância. Na educação, porém, sempre colocamos dificuldades para a mudança, sempre achamos justificativas para a inércia ou vamos mudando mais os equipamentos do que os procedimentos. A educação de

A construção da Tecnologia na Educação Resumo As tecnologias são só apoio, meios. Mas elas nos

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milhões de pessoas não pode ser mantida na prisão, na asfixia e na monotonia em que se encontra. Está muito engessada, previsível, cansativa.

As tecnologias são só apoio, meios. Mas elas nos permitem realizar atividades de aprendizagem de formas diferentes às de antes. Podemos aprender estando em juntos em lugares distantes, sem precisarmos estar sempre juntos numa sala para que isso aconteça.

“As novas tecnologias podem reforçar a contribuição dos trabalhos pedagógicos e didáticos contemporâneos, pois permitem que sejam criadas situações de aprendizagens ricas, complexas, diversificadas” (PERRENOUD, 2000, p.139)

Muitos expressam seu receio de que o virtual e as atividades a distância sejam um pretexto para baixar o nível de ensino, para aligeirar a aprendizagem. Tudo depende de como for feito. A qualidade não acontece só por estarmos juntos num mesmo lugar, mas por realizarmos ações que facilitem a aprendizagem.

A escola continua sendo uma referência importante. Ir até ela ajuda a definir uma situação oficial de aprendiz, a conhecer outros colegas, a aprender a conviver.

Mas, pela inércia diante de tantas mudanças sociais, ela está se convertendo em um lugar de confinamento, retrógrado e pouco estimulante.

A escola pode ser um espaço de inovação, de experimentação saudável de novos caminhos. Não precisamos romper com tudo, mas implementar mudanças e supervisioná- las com equilíbrio e maturidade.

Manter o currículo e as normas, tal como estão, na prática é insustentável.

As

secretarias

de

educação

flexibilização, criatividade.

precisam

ser

mais

pró-ativas

e

incentivar

mudanças,

Professores, alunos e administradores podem avançar muito mais em organizar currículos mais flexíveis, aulas diferentes. A rotina, a repetição, a previsibilidade é uma arma letal para a aprendizagem. “A organização hierárquica de uma escola está intimamente ligada à sua concepção de educação e em particular ao seu comprometimento com modos hierárquicos de pensar sobre o próprio conhecimento” (PAPERT, 1994, p.60).

A monotonia da repetição esteriliza a motivação dos alunos. O problema é que a formação dos professores é inadequada para a mudança: “O tipo de formação inicial que os professores costumam receber não oferece preparo suficiente para aplicar uma nova metodologia, nem para aplicar métodos desenvolvidos teoricamente na prática de sala de aula. Além disso, não se tem a menor informação sobre como desenvolver, implantar e avaliar processos de mudança” (IMBERNÓN, 2002, p.41).

milhões de pessoas não pode ser mantida na prisão, na asfixia e na monotonia em que

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Eixos da educação inovadora

Uma educação inovadora pressupõe desenvolver um conjunto de propostas com alguns grandes eixos que se integram, se complementam, se combinam. Os eixos precisam estar focados numa aprendizagem inovadora, no desenvolvimento da auto-estima/auto- conhecimento, na formação do aluno-empreendedor e do aluno-cidadão.

É importante que os alunos estejam mais motivados, tenham mais iniciativa, explorem novas possibilidades. E as tecnologias podem ser um excelente auxiliar na tarefa de desenvolver esse aluno mais empreendedor e inovador.

O primeiro eixo da mudança é o foco na aprendizagem inovadora

É uma área onde temos avançado bastante. Aos poucos vamos deslocando o foco no ensinar para o aprender; o professor não é mais o centro, mas o aluno.

Temos hoje muitos projetos, propostas, experiências sobre novas formas de aprender. Com as tecnologias podemos flexibilizar esse currículo e ampliar os espaços de aprendizagem e as formas de fazê-lo.

O professor, em qualquer curso presencial, precisa hoje aprender a gerenciar vários espaços e a integrá-los de forma aberta, equilibrada e inovadora. O primeiro espaço é o de uma nova sala de aula equipada e com atividades diferentes, que se integra com a ida ao laboratório para desenvolver atividades de pesquisa e de domínio técnico-pedagógico.

Estas atividades se ampliam e complementam a distância, nos ambientes virtuais de aprendizagem e se complementam com espaços e tempos de experimentação, de conhecimento da realidade, de inserção em ambientes profissionais e informais.

Uma nova sala de aula

A sala de aula será, cada vez mais, um ponto de partida e de chegada, um espaço importante, mas que combina com outros espaços para ampliar as possibilidades de atividades de aprendizagem.

A sala de aula deve ter boas condições e tecnologias para a aprendizagem.

Conforto, ponto de Internet e projetor multimídia vão tornando-se fundamentais para combinar atividades de pesquisa, de comunicação; atividades de organização e de mobilização, de síntese e de busca de novas perspectivas. O professor passa de uma “babá”, de dar tudo pronto, “mastigado”, para ajudar o aluno, de um lado, na organização do caos informativo, na gestão das contradições dos valores e visões de mundo, enquanto, do outro lado, o professor provoca o aluno, o “desorganiza”, o desinstala, o estimula a mudanças, a não permanecer acomodado na primeira síntese. “O conhecimento não deixa

Eixos da educação inovadora Uma educação inovadora pressupõe desenvolver um conjunto de propostas com alguns grandes

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nada de pé. Seu ímpeto é desconstruir (

).

Depois reconstrói, mas sempre sob o signo da

... provisoriedade, para poder continuar desconstruindo”. (DEMO, 2002, p.127).

O espaço do laboratório conectado

O laboratório conectado à Internet é um espaço importante para que todos os alunos e o professor organizem atividades de pesquisa em conjunto, colaborativas e atividades de domínio das tecnologias a distância com supervisão do professor.

O professor pode orientá-los a fazer pesquisa na Internet, a encontrar os materiais mais significativos para a área de conhecimento que ele vai trabalhar com os alunos; a que aprendam a distinguir informações relevantes de informações sem referência. Ensinar a pesquisar na WEB ajuda muito aos alunos na realização de atividades virtuais, depois, a sentirem-se seguros na pesquisa individual e grupal.

A utilização de ambientes virtuais de aprendizagem

Os alunos já se conhecem, já têm as informações básicas de como pesquisar e de como utilizar os ambientes virtuais de aprendizagem. Agora já podem iniciar a parte a distância do curso, combinando momentos em sala de aula com atividades de pesquisa, comunicação e produção a distância, individuais, em pequenos grupos e todos juntos.

O professor precisa, hoje, adquirir a competência da gestão dos tempos a distância combinado com o presencial. O que vale a pena fazer pela Internet, pois ela ajuda a melhorar a aprendizagem, mantém a motivação, traz novas experiências para a classe e enriquece o repertório do grupo.

Os ambientes virtuais aqui complementam o que fazemos em sala de aula. O professor e os alunos são “liberados” de algumas aulas presenciais e precisam aprender a gerenciar classes virtuais, a organizar atividades que se encaixem em cada momento do processo e que dialoguem e complementem o que estamos fazendo na sala de aula e no laboratório.

Começamos algumas atividades na sala de aula: informações básicas de um tema, organização de grupos, explicitar os objetivos da pesquisa, tirar as dúvidas iniciais. Depois, vamos para a Internet e orientamos e acompanhamos as pesquisas que os alunos realizam individualmente ou em pequenos grupos. Pedimos que os alunos coloquem os resultados em uma página, um portfólio ou que as enviem virtualmente, dependendo da orientação dada. Colocamos um tema relevante para discussão no fórum ou numa lista e procuramos acompanhá-la sem sermos centralizadores, nem omissos. Os alunos se posicionam primeiro e, depois, fazemos alguns comentários mais gerais, incentivamos, reorientamos algum tema que pareça prioritário, fazemos sínteses provisórias do andamento das discussões ou pedimos que alguns alunos o façam.

nada de pé. Seu ímpeto é desconstruir ( ). Depois reconstrói, mas sempre sob o signo

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Podemos convidar um colega, um pesquisador ou um especialista para um debate com os alunos num chat, realizando uma entrevista a distância, atuando como mediadores. Os alunos gostam de participar deste tipo de atividade.

Nós mesmos, professores, podemos marcar alguns tempos de atendimento semanais, se o acharmos conveniente, para tirar dúvidas on-line, para atender grupos, acompanhar o que está sendo feito pelos alunos. Sempre que possível incentivaremos os alunos a criarem seu portfólio, seu espaço virtual de aprendizagem próprio e que disponibilizem o acesso aos colegas, como forma de aprender colaborativamente.

Dependendo do número de horas virtuais, a integração com o presencial é mais fácil, Um tópico discutido no fórum pode ser aprofundado na volta à sala de aula, tornando mais claros os pontos de divergência que havia no virtual.

Inserção em ambientes experimentais e profissionais (prática/teoria/prática)

Os cursos de formação, os de longa duração, como os de graduação, precisam ampliar o conceito de integração de reflexão e ação, teoria e prática, sem confinar essa integração somente ao estágio, no fim do curso. Todo o currículo pode ser pensando em inserir os alunos em ambientes próximos da realidade que ele estuda, para que possam sentir na prática o que aprendem na teoria e trazer experiências, cases, projetos do cotidiano para a sala de aula. Em algumas áreas, como administração, engenharia, parece mais fácil e evidente essa relação, mas é importante que aconteça em todos os cursos e em todas as etapas do processo de aprendizagem, levando em consideração as peculiaridades de cada um.

Se os alunos fazem pontes entre o que aprendem intelectualmente e as situações reais, experimentais, profissionais ligadas aos seus estudos, a aprendizagem será mais significativa, viva, enriquecedora. As universidades e os professores precisam organizar nos seus currículos e cursos atividades integradoras da prática com a teoria, do compreender com o vivenciar, o fazer e o refletir, de forma sistemática, presencial e virtualmente, em todas as áreas e ao longo de todo o curso.

O segundo eixo da mudança é o foco no desenvolvimento da auto-estima

A educação, como as outras instituições, se baseia na desconfiança, no medo de sermos enganados pelos alunos, na cultura da defesa, da coerção externa. O desenvolvimento da auto-estima é um grande tema transversal. É um eixo fundamental da proposta pedagógica de qualquer curso. Este é um campo muito pouco explorado, apesar de que todos concordamos que é importante.

Aprendemos mais e melhor se o fazemos num clima de confiança, de incentivo, de apoio, de auto-conhecimento. Se estabelecemos relações cordiais, de acolhimento para com os alunos, se nos mostramos pessoas abertas, afetivas, carinhosas, tolerantes e flexíveis,

Podemos convidar um colega, um pesquisador ou um especialista para um debate com os alunos num

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dentro de padrões e limites conhecidos. “Se as pessoas são aceitas e consideradas, tendem a desenvolver uma atitude de mais consideração em relação a si mesmas” (ROGERS, 1983, p.39).Temos baseado a educação mais no controle do que no afeto, no autoritarismo do que na colaboração.

Talvez o significado mais marcante de nosso trabalho e de maior alcance futuro seja simplesmente nosso modo de ser e agir enquanto equipe. Criar um ambiente onde o poder é compartilhado, onde os indivíduos são fortalecidos, onde os grupos são vistos como dignos de confiança e competentes para enfrentar os problemas - tudo isto é inaudito na vida comum. Nossas escolas, nosso governo, nossos negócios estão permeados da visão de que nem o indivíduo nem o grupo são dignos de confiança.

Deve existir poder sobre eles, poder para controlar. O sistema hierárquico é inerente a toda a nossa cultura. (ROGERS, 1983, p.65-66).

Se os professores não desenvolvem sua própria auto-estima, se não se dão valor, se não se sente bem como pessoas e profissionais, não poderão educar num contexto afetivo. Ninguém dá o que não tem. Por isso, é importante organizar atividades com gestores e professores de sensibilização e técnicas de autoconhecimento e auto-estima. Ter aulas de psicologia para auto-conhecimento e especialistas em orientação psicológica. Ações para que alunos e professores desenvolvam sua autoconfiança, sua auto-estima; que tenham

respeito por si mesmos e acreditem em si; que percebam, sintam e aceitem o valor pessoal

e o dos outros ..

Assim será mais fácil aprender e comunicar-se com os demais.

Sem essa base de auto-estima, alunos e professores não estarão inteiros, plenos para interagir e se digladiarão como opostos, quando deveriam ver-se como parceiros.

O terceiro foco é o da formação do aluno empreendedor

Este é um campo quase inexplorado. A maior parte das iniciativas da escola permanece na aprendizagem intelectual do conteúdo aprendido. O foco para a mudança é desenvolver alunos criativos, inovadores, corajosos. Alunos e professores que busquem soluções novas, diferentes. Que arrisquem mais, que relacionem mais, que saiam do previsível, do padrão.

A sociedade precisa de pessoas inovadoras, que se adaptem a novos desafios, possibilidades, trabalhos, situações.

É muito difícil ser criativo e empreendedor porque os professores foram preparados para repetir informações, fórmulas, procedimentos. Por isso precisamos trabalhar tanto os professores como os alunos.

Sensibilizar e capacitar os professores para ações inovadoras, para tomar mais a iniciativa, para explorar novas possibilidades nas suas atividades didáticas, na sua carreira, na sua vida.

dentro de padrões e limites conhecidos. “Se as pessoas são aceitas e consideradas, tendem a desenvolver

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Sensibilizar os alunos para desenvolver novas atividades na sala de aula, no laboratório, em ambientes virtuais e mantendo vínculos diretos com a prática.

Sair mais da sala de aula para inserção no cotidiano do bairro, no conhecimento e contato com pessoas, prédios, grupos, instituições próximas ou que tenham a ver com a área de conhecimento escolhida. Trabalhar também com os pais para que eles se modifiquem e estimulem os filhos a aprender a planejar, a estabelecer metas. Inserir a escola como uma organização que dissemina na cidade a sua visão empreendedora.

O quarto eixo é a formação do aluno-cidadão

Não basta formar alunos empreendedores, se não possuem uma formação social, uma preocupação com os outros e um comportamento ético. O foco da educação não pode permanecer no nível pessoal, individual, na preparação para o trabalho somente. Por isso é importante focar também o desenvolvimento social, o engajamento numa sociedade mais justa, o compromisso do conhecimento pessoal com os que convivem conosco, com o país, com o planeta, com o universo. A educação precisa que cada aluno se insira na comunidade, desenvolva a sua capacidade de assumir responsabilidades e direitos.

A ética não pode ser só uma matéria teórica, mas principalmente uma vivência prática. A educação pode transformar-se num processo de aprendizagem de humanização, de tornar professores e alunos pessoas mais plenas, abertas, generosas, equilibradas.

Pela educação podemos aprender a integrar corpo e mente, as sensações, as emoções, a razão, a intuição. Podemos sentir e pensar com todo o corpo, como um todo, não só com a cabeça. Podemos perceber, sentir, entender, compreender, agir pessoal e socialmente, como pessoas cidadãs responsáveis e autônomas. Pela educação comunicativa vamos construindo redes complexas de interação pessoal, grupal e social. Quanto mais ricas estas redes, mais nos realizaremos como pessoas e mais úteis nos tornaremos para os grupos e organizações aos quais nos vinculamos.

Novos modelos de cursos

São muitas as mudanças necessárias para a formação integral dos alunos e para mudar nossa sociedade tão injusta. São muitos os recursos a nossa disposição para aprender e para ensinar. A chegada da Internet, dos programas que gerenciam grupos e possibilitam a publicação de materiais estão trazendo possibilidades inimagináveis vinte anos atrás. A resposta dada até agora ainda é muito tímida, deixada a critério de cada professor, sem uma política institucional mais ousada, corajosa, incentivadora de mudanças. Está mais do que na hora de evoluir, modificar nossas propostas, aprender fazendo.

Com a Internet podemos reorganizar o tempo de sala de aula, o tempo de pesquisa juntos (laboratório) e o tempo de atividades a distância.

Sensibilizar os alunos para desenvolver novas atividades na sala de aula, no laboratório, em ambientes virtuais

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O currículo pode ser flexibilizado, segundo a portaria 2253 do MEC, em 20% da carga total.

Algumas disciplinas podem ser oferecidas total ou parcialmente a distância. O vinte por cento é uma etapa inicial de criação de cultura on-line.

Mais tarde, cada universidade poderá definir qual é o ponto de equilíbrio entre o presencial e o virtual em cada área do conhecimento. Não podemos definir a priori uma porcentagem aplicável de forma generalizada a todas as situações.

Algumas disciplinas necessitam de maior presença física, como as que utilizam laboratório,

as que precisam de interação corporal (dança, teatro

....

).

O importante é experimentar

diversas soluções para diversos cursos. Todos estamos aprendendo.

Nenhuma instituição está muito à frente na educação inovadora on-line.

Com a evolução da comunicação audiovisual em tempo real, via tele-aula, videoconferência ou pela Internet banda larga, podemos pensar em professores atendendo a várias turmas/salas ao mesmo tempo, interagindo com elas ao vivo e organizando atividades a distância, com ajuda de assistentes. Alguns dos modelos atuais de educação a distância poderiam ser introduzidos na educação presencial.

Vale a pena introduzir no presencial muitas das soluções e tecnologias utilizadas na educação a distância ou na educação on-line.

O sistema bimodal - parte presencial e parte a distância - se mostra o mais promissor para os alunos da quinta série em diante. Reunir-nos em uma sala e reunir-nos através de uma rede são os caminhos da educação em todos os níveis, com diferentes ênfases. As crianças precisam ficar muito mais tempo juntas do que conectadas. Mas à medida que vão crescendo, o nível de interação a distância deve aumentar progressivamente.

Todos nós que estamos envolvidos em educação, precisamos conversar, planejar e executar ações pedagógicas inovadoras, com a devida cautela, aos poucos, mas firmes e sinalizando mudanças. Sempre haverá professores que não querem mudar, mas uma grande parte deles está esperando novos caminhos, o que vale a pena fazer. Se não os experimentamos, como vamos aprender?

Não basta tentar remendos com as atuais tecnologias. Temos quer fazer muitas coisas diferentemente. É hora de mudar de verdade e vale a pena fazê-lo logo, chamando os que estão dispostos, incentivando-os de todas as formas - entre elas a financeira - dando tempo para que as experiências se consolidem e avaliando com equilíbrio o que está dando certo.

Precisamos trocar experiências, propostas, resultados.

Sem dúvida é um desafio: há inúmeros problemas nestas propostas, que podem banalizar o ensino. Sei que algumas instituições verão nestas propostas só enxugamento de custos, assim como muitos professores só enxergarão a diminuição possível de aulas e de postos

O currículo pode ser flexibilizado, segundo a portaria 2253 do MEC, em 20% da carga total.

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de trabalho. Mas é também verdade que até agora só tentamos paliativos para resolver os problemas da falta de motivação de alunos e professores no ensino presencial. As tecnologias não são a solução mágica, mas permitem pensar em alternativas que otimizem o melhor do presencial e o melhor do virtual.

Muitas instituições não estão prontas para atender a alunos carentes e que precisam ser encontradas soluções de facilitação do acesso dos alunos ao computador e à Internet. Não podemos permanecer imobilizados, no entanto, porque educação de qualidade hoje se faz com soluções inovadoras pedagógicas, gerenciais e tecnológicas.

de trabalho. Mas é também verdade que até agora só tentamos paliativos para resolver os problemas

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Professor é chave para o sucesso no uso de tecnologia na sala de aula

Programas do MEC focam na distribuição de ferramentas para docentes e cursos de formação para ajudá-los a adaptar tecnologias à rotina

O uso das tecnologias em sala de aula – considerado um caminho sem volta por especialistas em educação – depende essencialmente dos professores para dar certo. Por isso, eles se tornaram o grande alvo dos programas atuais do Ministério da Educação para promover o aproveitamento de ferramentas tecnológicas nas escolas.

Professor é chave para o sucesso no uso de tecnologia na sala de aula Programas do

O Núcleo de Tecnologia Educacional de Taguatinga recebe cerca de 20 professores para formação em cursos do Proinfo. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIA

Das primeiras experiências com a distribuição de laboratórios de informática à mudança de estratégia depois do projeto pi loto do Um Computador por Aluno, a formação de professores para o tema não perdeu força. O Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo), que centraliza as estratégias do governo federal na área, capacitou 644.983 docentes desde 2008.

Falta de

infraestrutura

travou plano de

levar computadores para a sal a de aula

Vitrine de Lula,

programa Um Computador por Al

uno

chegou

a

2% dos

estudantes

De acordo com o Ministério da Educação , todos os cursos solicitados por estados e municípios para capacitação de educadores para o uso de tecnologias em sala de aula continuam sendo financiados. Só este ano, a expectativa é de que 4,9 mil professores façam os cursos, ministrados em 845 Núcleos de Tecnologia Educacional estaduais.

As experiências – bem sucedidas ou não – mostraram que, se o professor não se apropriar das tecnologias e perceber os ganhos reais para a prática pedagógica com as ferramentas, elas se tornam apenas um amontoado de caixas nas escolas.

Professor é chave para o sucesso no uso de tecnologia na sala de aula Programas do

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Para o professor Gilberto Lacerda, do Departamento de Métodos e Técnicas da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), o professor é o ator central do processo de inserção das tecnologias na escola.

“Mesmo que todos os alunos tenham computadores, se o professor não é capaz de fazer uma relação educativa consistente do seu trabalho e as ferramentas, nada funciona. O professor é o elemento mais importante, porque ele é quem dá o sentido pedagógico às coisas. Qualquer recurso tecnológico tem de ser dominado por ele primeiro”, afirma o pesquisador.

T a b l e t s p a r a d o c e n
T a b l e t s
p a r a
d o c e n t e s

Desde 2012, o MEC passou a investir em forma que no UCA, o ministério realizou um pregão nacional para ajudar estados e municípios interessados em espalhar os equipamentos para professores de outras etapas ou até para alunos a baratear custos com a aquisição. Para participar da primeira leva de

outra iniciativa para modernizar a sala de aula: os tablets.

Os equipamentos portáteis, com tela de 7 ou 10 polegadas, têm visor multitoque, câmera e microfone embutidos e serão distribuídos para os professores. Quando chegam às mãos dos docentes, já estão carregados de materiais multimídia.

“Estamos distribuindo tecnologias que, integradas, podem facilitar o dia a dia do professor. O tablet dá acesso a conteúdos digitais e mobilidade”, garante a diretora de Formulação de

Conteúdos Educacionais do MEC, Mônica Gardelli Franco. Junto com os tablets, a proposta prevê a entrega de lousas eletrônicas, que possam se comunicar com os equipamentos do professor, ou computadores e projetores.

Os primeiros professores a

receber os

tablets

serão

os

do

ensino médio.

Até

julho de 2013, o governo federal bancou 378 mi l equipamentos e os estados

adquiriram

outros 347

mi

l.

o

MEC

investiu R$ 115 mi lhões. Da mesma distribuição dos tablets financiados pelo governo federal, as redes de ensino precisavam contemplar escolas urbanas de ensino médio, ter internet banda larga, laboratório do Proinfo e rede sem fio (wi- fi).

Para o professor Gilberto Lacerda, do Departamento de Métodos e Técnicas da Faculdade de Educação da

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Os contratos são assinados pelas próprias empresas e as redes estaduais de ensino e o tempo de entrega depende disso.

Dados do ministério mostram que, no primeiro semestre, 275 mi l tablets foram distribuídos às redes. Entre a compra e a entrega, é exigido um tempo para carregamento de materiais didáticos nos equipamentos e dispositivos de segurança.

Além da formação já oferecida pelo Proinfo, a partir do segundo semestre, o MEC vai abrir um curso de especialização de 360 horas em Educação para Cultura Digital.

Dentro e fora da sala de aula

Uma pesquisa divulgada em maio deste ano pelo Comitê Gestor da Internet quebrou um dos grandes mitos ainda usados como argumento para explicar o pouco uso de tecnologias na sala de aula: a falta de conhecimento do professor.

Segundo o estudo TIC Educação 2012, que entrevistou 1,5 mi l professores de 856 escolas de todo o país, os docentes uti lizam sim a internet em suas atividades diárias e reconhecem benefícios na utilização desses materiais.

Grande parte das dificuldades, reconhecidas pelos próprios professores e apontadas pelos pesquisadores, está na adaptação do uso das tecnologias às rotinas.

“Professores são cidadãos de dois mundos: usam as tecnologias fora da escola, frequentam blogs, redes sociais e, dentro da escola, não sabem como usá-las de maneira pedagógica”, afirma Lacerda.

Na opinião de Marcelo Pinto de Assis, formador do Núcleo de Tecnologia Educacional de Taguatinga, no DF, responsável pela formação dos professores, seria importante ter coordenadores para auxi liar os docentes na elaboração de atividades em todas as escolas.

“A aprendizagem e a uti lização melhorariam muito”, diz.

Em um dia de formação de educadores da rede do DF, professores relataram ao iG que entendem a importância da tecnologia para “não fugir da realidade dos alunos”.

Mas admitiram que ainda não veem quais as diferenças entre o notebook – que haviam recebido há pouco tempo – e os tablets no cotidiano escolar.

“Na sala, o tablet não funciona. A internet é lenta, ele é lento, não conseguimos baixar os aplicativos. O que ganhei está guardado, porque já tenho notebook. Não conheço ninguém que está usando em sala”, afirma a professora Ana Lúcia Bontempo, do Centro de Ensino Médio de Taguatinga Norte (CEMTN).

Os contratos são assinados pelas próprias empresas e as redes estaduais de ensino e o tempo

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ALAN SAMPAIO/iG BRASILIA Marcelo de Assi s, Eleusa Sousa e Ana Paula Braga, do NTE de

ALAN SAMPAIO/iG BRASILIA Marcelo de Assi s, Eleusa Sousa e Ana Paula Braga, do NTE de Taguati nga, lamentam não poder atender mai s professores

Falhas na Formação

Lacerda critica a falta de disciplinas, ainda dentro dos cursos de graduação, que preparem os professores para esse novo mundo. Lacerda ressalta que, enquanto governos mudam políticas, distribuem diferentes tecnologias às escolas, os currículos dos cursos de graduação se mantém os mesmos.

“Os professores em exercício não foram preparados para usar tecnologias digitais em sala e os que ainda estão na graduação também não estão sendo preparados. A educação continuada não resolve uma falha de formação inicial. As faculdades de educação das universidades deveriam ser verdadeiros laboratórios de inovação pedagógica”, critica.

Na pesquisa do Comitê, os professores entrevistados apontam as mesmas críticas.

Apenas 44% deles disseram ter cursado alguma disciplina sobre uso do computador e internet e 79% afirmaram que o apoio para o desenvolvimento dessas habilidades vem de outros educadores e leitura. Quando há resistências dos docentes, os argumentos são a falta de tempo e o medo de eles terem menos conhecimento da ferramenta que os alunos.

Eliane Carneiro, coordenadora de mídias educacionais da Secretaria de Educação do Distrito Federal, conta que as formações oferecidas na rede são voluntárias. A proposta dos encontros, organizados pelos NTEs, é ajudar o professor a adaptar as ferramentas aos componentes curriculares.

ALAN SAMPAIO/iG BRASILIA Marcelo de Assi s, Eleusa Sousa e Ana Paula Braga, do NTE de

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Este ano, no DF, foram distribuídos 3.051 tablets para os professores do ensino médio. Para aproveitar todas as funcionalidades, Eliane reconhece que é preciso melhorar a infraestrutura das escolas, especialmente de internet, e adquirir telas interativas para as salas de aulas. “Há professores usando os equipamentos em sala, mas ainda é muito pessoal. Precisamos de mais tempo para colher resultados”, pondera Eliane.

Por Priscilla Borges , iG Brasília | 22/08/2013 06: 00

Este ano, no DF, foram distribuídos 3.051 tablets para os professores do ensino médio. Para aproveitar

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Textos para discussão – Geração Z

Cada um no seu quadrado: bem vindo à geração Z

Por Mais Estudo

Textos para discussão – Geração Z Cada um no seu quadrado: bem vindo à geração Z

é

com

um

(e bastante polêmico

entre

 

os

sociólogos)

dar

nomes

 

aos

grupos de pessoas que nasceram

em

uma

mesma época. Esse tipo de

classificação surgiu com a geração X,

formada por

nascidos entre

60

e

70.

Depois, veio a geração Y, com aqueles

que

nasceram

no

final da

década de

70

e

que

assistiram

 

à

revolução

tecnológica. Agora, é a vez

da geração Z , que tende

a influenciar cada vez mais o futuro das gerações anteriores.

Nascidos em meados da década de 90 os ainda meninos e meninas da geração Z são críticos, impacientes, dinâmicos e lidam com a constante mudança de opinião diante

de

fatos

e

acontecimentos.

Esses jovens também

experimentação precoce das coisas.

funcionam

a curto prazo e buscam

Alguns fatores diferenciam claramente os “ Zs” das outras gerações. Em primeiro

lugar, eles não vislumbram uma carreira profissional , n em gastam muito de seu

tempo com estudos.

Há teóricos mais radicais que chegam a afirmar que, em 2020,

haverá escassez de médicos e cientistas (será?). Outra característica é a facilidade que têm de operar qualquer instrumento tecnológico. Isso porque eles nunca conceberam o mundo sem computador, chats e telefones celulares . E assim, diferentemente e de seus pais, eles não se incomodam em navegar na internet, falar ao telefone e ouvir música, tudo ao mesmo tempo.

Essas diferenças os tornam

mais

avançados em

relação

à

tecnologia

e

a

novos

conceitos, mas também os transformam em egocêntricos, que se preocupam só

consigo mesmo na maioria

das vezes.

E, por isso mesmo, eles estão preocupados

com

u m a

questão

específica:

a da sustentabilidade.

Mas

não por

se preocuparem

com o futuro do planeta, mas porque avaliam as condições dos próximos anos para si m esmos.

Ao receberem um benefício, os “ Zs” o analisam de maneira diferente, colocando no topo de prioridades seus interesses pessoais e não um valor agregado. Seguindo esse raciocínio, a geração Z não gosta de resolver problemas com a ajuda dos outros, preferindo resolvê-los por si mesmos. Fato consumado é que em cerca de dois anos o mercado de trabalho já vai agregar a

Textos para discussão – Geração Z Cada um no seu quadrado: bem vindo à geração Z

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geração Z

e

suas aspirações.

Isso

significa

mudança

e i novação

de questões

relacionadas a liderança, motivação e, principalmente, ao ambiente organizacional . A

hierarquia vertical, por exemplo, não

é

bem

vista

por

esses garotos,

que

podem

facilmente conversar com o chef e com o se falasse com o subalterno, apesar de identificar que o outro tem mais poder do que ele. Outra tendência refere- se à

predileção por trabalhar em casa, na qual prevalece a comodidade, o recuo em ao trabalho em equipe e principalmente a questão individual, de trabalhar sozinho.

relação

E você, vê essa nova geração dessa forma ou discorda?

geração Z e suas aspirações. Isso significa mudança e i novação de questões relacionadas a liderança,

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