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D e s d e 1 9 2 1 ⌥ ⌥ ⌥ U M J

D e s d e 1 9 2 1

U M J O R N A L A S E R V I Ç O D O B R A S I L

f o l h a . c o m . b r

D I R E T O R D E R E D A Ç Ã O : O T AV I O F R I A S F I L H O

A N O 93 H T E R Ç A - F E I R A , 1 8 D E F E V E R E I R O D E 2 0 1 4 H N O 3 1 . 0 0 2

E D I Ç Ã O S P / D F H C O N C L U Í D A À 0 H H R $ 3 , 0 0

Maduro ameaça prender rival se ele for a protesto hoje em Caracas

A marcha convocada pelo

opositor Leopoldo López de- ve trazer mais tensão à Vene- zuela hoje, relata Sylvia Co- lombo, em Caracas. Procu-

rado pela polícia, López pro- mete ir ao ato. O presidente

Ni c o l á s M a du r o d i s s e q u e

ele será preso se aparecer. Maduro expulsou três di-

p l o m a t a s a m e r i c a n o s p o r

s u p o s t a p a r t i c i p a ç ã o n o s protestos. Os EUA dizem que

a acusação é falsa. Mundo A8

Risco de redução da nota do Brasil já afeta Bolsa e dólar

A ameaça de rebaixamen-

to da nota do Brasil por agên-

cias de classificação de risco

já afetou ações, dólar e juros

cobrados pela dívida do país. Só esse risco desvalorizou o real em até 10%, e o Iboves-

pa, entre 10% e 15%, segun- do consultoria. As taxas dos títulos de longo prazo subi- ram 1,5 ponto. Mercado B1

Anac quer dar 24 h para cliente desistir de passagem aérea

A A g ê n c i a N a c i o n a l d e

Aviação Civil quer obrigar as companhias aéreas a devol- ver o valor integral pago por

uma passagem caso o pas-

s ag e i r o d e s i s t a d a c o m p r a até 24 horas após fazê-la.

A Anac diz que a regra in-

tegr a pacote de mudanças que passará por audiência pública neste ano. Cotidiano C5

SUZ ANA HERCUL ANO -HOUZEL

Pe rdoa r a lgué m f avorece a saúde c a rd iovasc u la r

A n e u r o c i ê n c i a j á s a b e que perdoar favorece o bem- estar e a saúde cardiovascu- lar. O perdão põe fim ao es- tresse causado pelo ódio crô- nico. O que acontece no cé- rebro que perdoa? Tanto o perdão como a vingança en- v o l ve m a t i va ç ã o n a s m e s - mas estruturas, mas de ma- neiras diferentes. Equilíbr io C8

Coreia do Nor te faz tor tura sistemática, acusa ON U; país se diz alvo de complô

Mundo A 12

E D I T O R I A I S Opinião A2

Leia “Vícios parlamenta- res”, a respeito de gastos abusivos de recursos pú- blicos, e “Sanear a USP ”, sobre problemas orçamen- tários da universidade.

R O D Í Z I O Cotidiano C 

Não devem circular carros com placas cujo final seja:

ou

305.095 exemplares

impressos + digitais

final seja:  ou 305.095 exemplares impressos + digitais Leo Ramirez/AFP Estudante oferece flor a policial
Leo Ramirez/AFP
Leo Ramirez/AFP

Estudante oferece flor a policial durante protesto contra o governo em C aracas, capital da Venezuela; líder opositor convocou nova marcha para hoje

E

S P ORT E

Para C afu, seleção atual é inferior à de 1994 e à de 2002 D1

R OS E LY S AY Ã O

Temos de ser

mais comedidos

em nossas ações

na web Cotidiano C2

Políticos f icam de fora de 1ª denúncia da máf ia do ISS

Promotores de SP tentarão condenar 6 fiscais contra os quais há mais provas

Po l í t i c o s e r e s p o n s á ve i s

O Ministério Público Esta-

S o m a d a s , a s p e n a s p o -

Os

indícios contra os po-

pelas construtoras vão ficar de fora da primeira denún-

du a l va i t e n t a r c o n d e n a r, primeiro, os seis fiscais con-

dem chegar a 26 anos de re- clusão para cada um.

l í t i cos vão s er encami nha- dos pelo Ministério Público

cia criminal contra a máfia

tra os quais considera haver

A o m e n o s n o ve p e s s o a s

à

Procuradoria-Geral do Es-

do ISS (Imposto Sobre Ser-

provas mais robustas, infor-

com ligações políticas —in-

tado. Com relação à respon-

viços). O esquema pode ter

ma A r t u r R o d r igu e s. E l e s

cluindo vereadores e funcio-

sabilidade das construtoras,

causado um prejuízo de até

devem responder por forma-

nár i os com cargos de con -

a

Promotoria pretende abrir

R$ 500 milhões para a Pre- feitura de São Paulo.

ção de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro.

fiança no Executivo— foram citadas por testemunhas.

ap r o x i m a d a m e n t e 1 8 0 i n - quéritos civis. Cotidiano C1

Pedro Ladeira/Folhapress
Pedro Ladeira/Folhapress

C JÁ É ELEIÇÃO? Bola com foto da campanha de 2010 do governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), com Dilma e Lula apareceu

em evento da Fifa em Brasília; segundo o governo distrital, produto foi feito por um participante de programa social Poder A6

Eduardo Knapp/Folhapress
Eduardo Knapp/Folhapress

C MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA Sem aval de órgão de preservação, a gestão Haddad (PT) cortou 12 árvores no parque da

Independência, no Ipiranga, tombado pelo patrimônio histórico; prefeitura diz que espécies corriam risco de cair Cotidiano C4

Projeto do governo propõe aviso prévio em manifestações

O gover no es t uda exigi r

que protestos de rua sejam previamente informados às autoridades, segundo versão preliminar do projeto fede-

ral que deve ser apresentado ao Congresso nesta semana.

Os manifestantes Caio de

Souza e Fábio Raposo, acu- sados de lançar o rojão que matou Santiago Andrade, fo- ram denunciados por homi- cídio triplamente qualifica- do. Se a Justiça aceitar, eles irão a júri popular. Cotidiano C3

OAB-PE pode excluir advogado que der entrevistas demais

A seção estadual da OAB

d e c i d i u q u e o s a dvo ga d o s

de Pernambuco têm de res- peitar uma cota máxima de entrevistas a conceder a ca-

da mês. Quem ultrapassar o limite vai cometer uma in-

fr ação e poderá até ser ex-

cluído da Ordem. O objetivo,

segundo a OAB local, é evi- tar a autopromoção. Poder A7

AT M O S F E R A Cotidiano

C2

Tempo abafado e chuva isolada em SP

Mínima 18ºC Máxima 28ºC

F A L E C O M A F O L H A

Veja como entrar em contato com o serviço ao assinante, as editorias e a

ombudsman fale.folha.com.br

A2 opinião

H H H T E R Ç A - F E I R A , 1 8 D E F E V E R E I R O D E 2 0 1 4

ab

ab

U M J O R N A L A S E R V I Ç O D O B R A S I L

P U B L I C A D O D E S D E 1 9 2 1 - P R O P R I E D A D E D A E M P R E S A F O L H A D A M A N H Ã S . A .

P residente: LU I Z F R I A S Diretor Edito rial: OTAV I O F R I A S F I LH O Superintendentes: A N TO N I O M A N U E L T E I X E I R A M E N D E S E JU D I T H B R I TO Editor- executivo: S É R G I O DÁV I L A Conselho Editorial: RO G É R I O C E Z A R D E C E RQ U E I R A L E I T E , M A RC E LO C O E LH O, JA N I O D E F R E I TA S, C LÓV I S R O SS I , C A R LO S H E I TO R C O N Y, C E LS O P I N TO, A N TO N I O M A N U E L T E I X E I R A M E N D E S, LU I Z F R I A S E OTAV I O F R I A S F I L H O (secretá rio) Diretoria- exe cutiva: A N TO N I O C A R LO S D E M O U R A (comercial), MURILO BUSSAB (circulação), MARCELO MACHADO GONÇALVES (financeiro) E E D UA R D O A LC A R O ( planejamento e novos negócios)

EDITORIAIS

editoriais@uol.com.br

Víc ios pa rla menta res

E m pr át ic a recor re nte e i n ace it áve l, leg isl adores g a st a m rec u r s os públ icos de for m a abu siv a s e m que des c a l abro s eja i nvest ig ado

Parece distante o dia em que os parlamentares brasileiros usarão de forma adequada, sem desperdí-

cio de dinheiro público, as verbas

a eles disponibilizadas para gastos

relativos ao exercício do mandato. No início do mês, esta Folha re- velou que, em 2013, o Senado des-

tinou R$ 23 milhões para ressarcir legisladores de despesas em tese

ligadas à atividade parlamentar, mas na prática justificadas por no- tas fiscais no mínimo suspeitas —e não raro com valores muito supe- riores aos de mercado. Agora, novas reportagens mos- tram que o padrão se replica na Câ- mara dos Deputados e na Assem- bleia Legislativa do Estado de São Paulo. Apesar da transparência re- centemente tornada obrigatória na prestação de contas, o descalabro

e a impunidade persistem.

N o â m b i t o f e d e r a l , a C â m a r a

despendeu R$ 160 milhões no ano passado com o reembolso de fatu- ras dos 513 deputados. Cada legis- lador tem direito a uma cota para arcar com gastos relativos a passa- gens aéreas, aluguel de escritório, alimentação, combustível e produ- ção de material para divulgação do mandato. O montante varia de R$ 21 mil a R$ 44 mil, a depender do Estado de origem do congressista. Em São Paulo, R$ 20,4 milhões fluíram para o ressarcimento de 94 deputados. Pelas regras estaduais,

cada um deles tem direito a até R$ 25.175 mensais para esse fim. Sendo tantas as benesses ao al- cance dos legisladores, já seria o

ca so de q u e s ti o n a r a exi st ên ci a

desse tipo de fundo. A situação to- na-se ainda mais grave após sim-

ples exame dessas despesas.

O deputado feder al Chico das

Verduras (PRP-RR), por exemplo, embora tenha à disposição os as-

sessores da Câmara, gastou R$ 325 mil com consultoria legislativa ex- terna —cifra injustificável, sobre- tudo para quem, como ele, apre- sentou apenas dois projetos de lei. Jair B olsonaro (PP-RJ), por sua vez, em plena era da comunicação gratuita e instantânea pela inter- net , captou R$ 149 mil para servi-

ços postais relativos ao envio de “três ou quatro” boletins informa- tivos para sua base de eleitores.

Na Assembleia Legislativa pau-

lista, Enio Tatto (PT) considerou oportuno aplicar R$ 144 mil para

quitar serviços de gráficas e pape- larias, incluindo cartões de fim de ano em dez modelos diferentes.

É de perguntar o que falta para

que as respectivas corregedorias,

assim como o Ministério Público, apurem com rigor, punindo quan- do cabível, os possíveis abusos. Talvez a resposta esteja no “ ví- cio insanável da amizade” con - fessado, em 2009, por Edmar Mo-

reira, então deputado federal pe-

lo DE M-MG, corregedor da Casa e

celebrizado pelo castelo que cons- truiu. Para ele, era impossível in- quirir e punir colegas corruptos. Será lamentável se os atuais res- ponsáveis pelas investigações de- cidirem se espelhar nesse padrão.

Sa nea r a USP

Ninguém precisa consultar ran- kings de classificação de universi- dades para saber que a USP é a me- lhor do Brasil. Com 249 cursos e 58 mil alunos, responde por 22% da produção científica nacional. Mas ser excelente e enorme não garan- te longa vida a nenhuma institui- ção, só inércia.

A julgar pela crise orçamentária

em curso, a USP parece ser vítima

de seu próprio gigantismo. Uma das primeiras providências ado- tadas pelo novo reitor, Marco An-

tonio Z ago, foi congelar todos os processos de contratação de pro- fessores ou funcionários e suspen- der o início de quaisquer obras.

E isso num momento em que

o correto seria investir no sanea-

mento da USP Leste, cujas aulas ainda não começaram por causa da contaminação e interdição de

seu campus. A situação preocupa.

Z ago baixou a drástica norma

para os dois próximos meses, até

que a nova administração formu-

le um plano para equacionar a es-

cassez de recursos. A seca é tama-

nha que a instituição estaria lan- çando mão de sua reserva estra- tégica para suprir a insuficiência dos recursos que recebe do Estado.

A USP fica com 5% do ICMS re-

colhido dos contribuintes paulis- tas. Se se confirmar a previsão do

governo estadual de arrecadar R$

122,8 bilhões neste ano, mais de R$ 6 bilhões serão carreados pa-

ra a universidade. Repetido o pa-

drão de 2013, porém, tudo será en- golido pela folha de pagamento. Pior, estima-se que R$ 1 bilhão dos R$ 3 bilhões de reservas da en-

tidade já tenha sido despendido.

Esse dinheiro deveria servir para investimentos, apenas, e para dar

à USP mais flexibilidade no fomen-

to de linhas de pesquisa inovado-

ras, não para tentar tapar seu bu- raco sem fundo.

raiz do problema está a falta

de flexibilidade do regime de tra-

balho na USP —para não falar de

outr as univer sidades públicas—

e a iniquidade das pensões inte-

grais que paga a seus aposenta- dos. Enquanto não puder mexer nessa variável de seu orçamento,

por força da legislação e da juris-

prudência, a instituição verá boa parte de suas verbas desviadas de suas atividades-fim.

Só resta à reitoria, nesse quadro,

aumentar a eficiência dos gastos —pois decerto há muito desperdí- cio— e buscar outras fontes de re-

ceita. Congelar gastos, como fez Marco Antonio Z ago, é só um pe-

queno primeiro passo na direção do choque de saneamento que se espera do reitor.

Na

do choque de saneamento que se espera do reitor. Na H É L I O S

H É L I O S C H W A R T S M A N

Escolas do c r i me

SÃO PAULO - A julgar pelos e-mails que recebi, minha coluna de domin-

go não deixou claro por que consi-

dero problemática a ideia de seto-

res mais à direita de que é só colo-

car mais polícia na rua para equa- cionar a questão do crime. Comecemos pelo que eu não es- crevi. Jamais afirmei que devemos

renunciar a reprimir delinquentes nem insinuei que a teoria das janelas quebradas, que dá base à política de tolerância zero, está errada. Ao con- trário, venho repetidamente dizen- do aqui que polícia é fundamental.

O grande passo civilizatório da hu-

manidade foi dado quando o Esta-

do reservou para si o monopólio do

uso legítimo da violência. Já as jane-

las quebradas, há evidências, ainda que longe de conclusivas, sugerindo que a tese pode estar correta.

go, que serve de freio à criminalida- de. Numa abordagem minimamente

realista, porém, sabemos que é im- possível garantir que todos aqueles que violam a lei serão punidos. Te- mos de nos conformar com o fato de que apenas parte dos criminosos é apanhada, processada e condenada. Agora a pegadinha. Como observa Pinker, a delinquência, a exemplo de tantas outras atividades humanas, segue algo próximo da regra de Pa- reto, pela qual 80% das consequên- cias vêm de 20% das causas. Trocan- do em miúdos, um número relativa-

mente reduzido de bandidos respon- de por grande parte dos crimes. Isso

significa que, depois de um certo óti- mo, se continuarmos a prender pes- soas (que serão cada vez menos peri- gosas), gastaremos muito para avan- çar pouco na redução dos delitos.

 

O

problema com a tolerância ze-

Pior, ao colocar um sujeito de bai-

ro

é

que ela tende a ser econômica

xa periculosidade em contato com

e

socialmente contraproducente. É

bandidos mais eficientes, criamos as

conhecida a fórmula do marquês de

famosas escolas do crime —que pro-

Beccaria, segundo a qual é a certeza

duzem o oposto do que desejávamos.

da punição, e não a dureza de casti-

h e l i o@ uo l . c o m . b r

E L I A N E C A N T A N H Ê D E

Pont i n ha de i nveja

CANBERRA (AUSTRÁLIA) - Brasil

e Austrália são como uma gangor-

ra. Ambos são lindos, enormes e ra-

zoavelmente novos —a Austrália é ainda mais jovem—, mas os dados ou índices dos dois países são cu- riosamente invertidos. Arredondando, o Brasil é o quin-

to maior país do mundo, com 8,5 mi-

lhões de quilômetros quadrados, e a Austrália vem logo atrás: é o sexto, com 7,6 milhões. Olhando-se o tamanho da popula- ção, porém, há um fosso imenso. O Brasil continua em quinto do mun- do, enquanto a Austrália come poei- ra: está em 52º lugar. A diferença, mais uma vez arredondando, é de 25 para 200 milhões.

A desproporção entre território e

habitantes —o Brasil densamente po-

voado e a Austrália com baixa densi- dade populacional— deságua na in- versão entre o PIB e o PIB per capita dos dois países.

O Brasil está entre a sexta e a oi-

tava economia e a Austrália fica em torno da 13ª. Mas, quando o indica-

dor é o PIB per capita, a Austrália é

muito bem situada, já o Brasil Ou seja: o Brasil é mais rico e mui-

to mais populoso, e a Austrália, bem

menos povoada, dependendo de mi- grantes, tem uma qualidade de vida muito melhor. Até porque a renda é dividida por bem menos cidadãos.

C o m o i m p r e s s ã o d e q u e m e s - tá apenas de passagem: a capital, Canberra, a jovial Sydney e a pujan-

te Brisbane são muito limpas, orga-

nizadas, modernas. E você não vê favelas e miseráveis, nem morre de medo de botar o nariz na rua e levar um tiro. Os índices de violência são muito baixos e os “black blocs” não têm nem espaço nem motivação. Tu- do na santa paz.

Foi nesse clima que Sidney hospe- dou a Olimpíada de 2000 e vai rece- ber os ministros da Fazenda e os pre- sidentes de bancos centrais do G20 (que inclui as maiores economias do planeta) a partir de sexta-feira.

Mantega e Tombini vão ter a chan- ce de olhar ao redor e ficar com uma pontinha de inveja.

C A R L O S H E I T O R C O N Y

O rapa z g ra nde e e ng raç ado

RIO DE JANEIRO - Lembro uma his- tória que contei há tempos. Na Fran- ça, Dominique Trizt, de quatro anos

de

jogando, da janela, as joias de sua mãe e o dinheiro de seu pai. Do la- do de fora, “um rapaz grande e en- graçado” ia recolhendo as joias e o

dinheiro. Até hoje a polícia procu-

ra esse rapaz grande e engraçado

que incentivou a inocente brinca- deira de Dominique Trizt. Todos nós conhecemos, de sobra, esses rapazes grandes e engraçados que se aproveitam de nossa ingenui-

dade e de nossos rompantes emocio- nais. Que exploram nossas crises do-

idade, divertiu-se a tarde inteira

mésticas. Têm nomes norte-america- nos, franceses, ingleses, canaden- ses, italianos, alemães e japoneses. Na Antiguidade, o poder emana-

va de Deus: “omnia potestas a Deo”,

segundo ensinou São Paulo.

Esses inefáveis tempos, se não muda r am e m su bs tâ ncia, mud a- ram em forma: hoje a própria Igre-

ja Católica reconhece que o povo é

uma espécie de voz de Deus e acei- ta a vontade popular como um dos sinais mais autênticos e constantes

da providência divina. O s m e d i a d o r e s p e s s o a i s e n t r e Deus e as comunidades foram abo- lidos, já que ninguém sobe à mon- tanha para trazer as tábuas das leis:

elas têm que ser feitas mesmo no de-

bate nem sempre honesto e razoa- velmente público, tal como são fei- tas nos Congressos de todos os po- vos livres e civilizados do mundo. Os pajés perderam o emprego. Mesmo assim, não faltam candi- datos para a função. Não sobem à montanha, como Moisés, Maomé

e Zaratustra. A montanha se reduz ao tempo que cada um terá na televisão. To- dos os acordos, programas, palan-

ques, fusões e confusões não dão bola para o “omnia potestas a Deo”. Contrariando São Paulo, o poder nasce de quem fica mais tempo en- chendo o saco dos eleitores, ocupan-

do o espaço do Big Brother.

V L A D I M I R S A F A T L E

Os v ivos e os mor tos

Cleonice Vier a de M or aes,

Douglas Henrique de Oliveira, Valdinete Rodrigues Pereir a. Luiz Felipe Aniceto de Almei- da. Esses são apenas alguns nomes de pessoas que morre-

r am devido à atuação da po-

lícia após o início das manifes- tações, em junho.

São pessoas que morrer am devido a bombas de gás lacri- mogêneo, que for am atrope-

l a d a s a o f ug i r d a v i o l ê n c i a policial, que caír am de viadu-

t o s q u a n d o p r e s s i o n a d o s pela Polícia Militar, entre ou- tros casos. P o u c a s p e s s o a s o uv i r a m esses nomes, poucos se lem- bram deles e não consta que

s u a s m o r t e s t ive r a m f o r ç a

para gerar indignação naque- les que, hoje, gritam por uma

b i s o n h a “ l e i d e a n t i t e r r o r i s - mo” no Brasil.

Par a tais ar autos da indig- nação seletiva, tais mortes fo-

r a m “ a c i d e n t a i s ” , p o r i s s o ,

merecem ser esquecidas. Não há nada a se pensar a

p

a r t i r d e l a s . N o f u n d o , e l a s

n

ã o s ig n i f i c a m n a d a . M a s a

morte do cinegr afista, ao me- nos na narr ativa que assola o país há uma semana, não foi

um acidente infeliz e estúpi-

do, que merece certamente ser punido de forma clara por sua irresponsabilidade. Não, ela é a prova maior de que o Br asil caminha par a o caos e que a melhor coisa a fa- zer é par ar com o angelismo diante de “ vândalos”.

 

B e m , é s i n t o m á t i c o q u e a

ú

n i c a r e s p o s t a e f e t iv a à s

demandas vindas das mani - festações de junho seja uma lei que visa tr ansformar o uso de máscar as em crime contr a

a segur ança nacional. Como nada foi feito a res- peito das exigências de melho-

r e s s e r v i ç o s s o c i a i s , c o n t r a os gastos absurdos para a rea- lização da Copa do Mundo, por

d e m o c r a c i a e f e t iva , m e l h o r

pedir par a senadores do por- te mor al de Renan Calheiros (PM DB-AL) que aprovem uma lei antiterrorista. Da minha parte, os únicos terroristas que consigo enxer -

gar estão exatamente no Con-

gresso Nacional. S e q u e r e m u m a n o v a l e i ,

u m a s i m p l e s p r o i b i ç ã o — d e

uma vez por todas— da ven- da de rojões resolveria muita

c o i s a . A m e l h o r m a n e i r a d e lutar contr a a violência é com

a escuta. A surdez dos gover-

nos em relação às exigências de ação, visando criar as con- dições para uma qualidade de

v i d a m i n i m a m e n t e s u p o r t á - vel nas gr andes cidades, é a verdadeir a causa da violência

nas manifestações.

Escutar significa, por exem-

p l o , n ã o p r o m e t e r u m a A s -

s e m b l e i a C o n s t i t u i n t e , d e -

p o i s u m a r e f o r m a p o l í t i c a e acabar por apresentar ape-

nas o vazio.

Significa não baixar o valor

das passagens de ônibus pa-

r a, meses depois, quando tu-

do parece mais calmo, voltar com o mesmo aumento. S ig n i f i c a p a r a r d e u s a r a morte infeliz de alguém par a tentar criminalizar a revolta da sociedade br asileir a.

VLADIMIR SAFATLE escreve às terças-feiras nesta coluna.

ab

T E R Ç A - F E I R A , 1 8 D E F E V E R E I R O D E 2 0 1 4

H H H opinião A 3

TENDÊNCIAS / DEBATES

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

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O tempo e a Com issão da Verdade

F L A V I O B I E R R E N B A C H

“A verdade, se é que existe, dir-se-á que ela consiste na procura da verdade.”

Passei anos atribuindo a frase a Fernando Pessoa. Recentemente, um amigo especialista no poeta do desencanto assegurou-me de que não é o caso. Portanto, a epígrafe segue entre aspas, porém apócrifa. Depois de meio século, os aconte- cimentos político-militares de 1964 continuam dividindo opiniões no Brasil. Aliás, uma das divisões é jus- tamente esta: entre os que dizem re- volução e outros —como eu— que in- sistem em chamar de golpe. Os pri- meiros afirmando que foi em 31 de março. Os demais marcando o calen- dário em 1º de abril, data ridícula. Em países que superaram ditadu- ras e adotaram ou restabelecer am a democracia, um objetivo essencial das Comissões da Verdade tem sido a reconciliação. Aqui também. Ago- r a, entretanto, que a Comissão Na- cional da Verdade teve prorrogação de tempo, algumas opiniões deixam as sombr as e a vêm acusando de parcialidade. Sustentam que os co- missários não estariam preocupa- dos com o outro lado. Que lado? Milhares de brasileiros foram ob- jeto de perseguição política e penal. Muitos saíram condenados, outros absolvidos, vários tiveram seus pro- cessos tr ancados por habeas cor - pus, inúmeros foram julgados com base em confissões e provas brutal- mente extorquidas. Houve os que não chegaram lá —resultaram as- sassinados ou desapareceram. Em outra escala e diversamente do que ocorreu no Cone Sul, o Esta- do brasileiro, a partir de 1964, pro- moveu uma espécie de r acionaliza- ção jurídica. Utilizou atos institu - cionais para tipificar na legislação de Segurança Nacional e processar os opositores que qualificava como “ s u b v e r s iv o s ” o u “ t e r r o r i s t a s ” . Quantos? Dez mil? Vinte mil? Diferentemente de outros países que deliberaram pela eliminação fí- sica de dissidentes, o regime de ex- ceção no Brasil preferiu processá- los na Justiça Militar, que faz parte do Poder Judiciário. Possivelmente, todos os que estiveram daquele la- do já passaram pelas barras da lei, basta citar só a lei. Foram julgados. C a s o a l gu é m t e n h a e s c a p a d o àquele braço da lei, a Comissão da Verdade poderá contar a história. Imaginar que sobreviventes possam vir a ser constr angidos outr a vez, além de uma afronta ao Judiciário, que já os julgou, consiste retroces- so equivalente a anular uma con- quista do Iluminismo. A história do Brasil registra tem-

Herman Tacasey
Herman Tacasey

A a n ist ia tem sido u m meio

h istór ico pa ra a reconc i l iação.

A Ma r i n ha, o E xérc ito e a

Força Aérea não tor t u ra ra m. Quem tor t u rou foi a d itadu ra

p o s e s p e c i a l m e n t e t u r b u l e n t o s .

Além de revoluções e golpes, houve guerr as civis, episódios extr aordi -

nariamente sangrentos. Alguns de grande altivez, outros escabrosos. Todos devem ser conhecidos.

A anistia tem sido um meio histó-

rico para a reconciliação. Esta exige dois movimentos. Um é olhar para a frente e estender as mãos. Para que dois irmãos que se odiavam consi- gam estabelecer um projeto de con- vivência. Outro é olhar para trás e

buscar saber o que aconteceu, pois quem não conhece a história pode estar condenado a repeti-la. Dito isto, cumpre afirmar que a Marinha do Brasil, o Exército Brasi- leiro e a Força Aérea Brasileira são instituições permanentes e regula-

res. Essas instituições não tortura-

ram ninguém. Quem torturou foi a

ditadura. A ditadura e seus sicários,

asseclas, financiadores e cúmplices. À paisana, de farda ou de batina, ci- vis ou militares, pouco importa. Pa- ra os militares, aliás, há a agravante de terem enxovalhado os uniformes

que vestiam. Agentes da ditadura en- volvidos em sevícias e atos degra- dantes praticados contra seres hu- manos foram criminosos comuns. Insinuar que essas instituições sejam culpadas de crimes hedion-

dos e condutas repulsivas é mais do que um equívoco. É atitude política de racionalidade oposta ao princí- pio da reconciliação. Iniciei o texto com um verso. Que- ro terminar com outro poeta portu- guês. Salvo melhor juízo, trata-se de Antero de Quental: “Sim, pois é pre- ciso caminhar avante, andar, pas- sar por cima dos soluços”.

FLAVIO FLORES DA CUNHA BIERRENBACH, 74, é ministro aposentado do Super ior Tr ibunal Militar. Foi procurador do Estado de São Paulo, vereador, deputado estadual e federal (PMDB) por São Paulo

Devo dei x a r de assist i r a Woody A l len?

M I C H A E L K E P P

O tribunal da opinião pública dos Estados Unidos, no geral, ignorou a mais interessante questão desper- tada pela reabertura do caso de su- posto abuso sexual de Woody Allen con tr a a sua f ilha adotiva Dyl an, quando ela tinha sete anos, em 1992. Alimentado pela mídia, aquele tri- bunal parece mais fascinado pela questão de ele tê-la molestado mes- mo, ainda que Allen jamais tenha sido formalmente acusado. O públi- co preferiu colocá-lo em julgamen- to a fazer a pergunta mais interes- sante: se ele a molestou, será que eu deveria deixar de assistir aos seus filmes? Essa questão acarretaria um desafio moral e filosófico: é possível separar o artista de sua arte? Todas essas questões ressurgiram duas semanas depois que Allen re- cebeu um Globo de Ouro especial pela sua obra (48 filmes), quando Dylan, 28, escreveu uma carta ao “New York Times” na qual pede a nós e a atores dos filmes dele que ouçam sua acusação antes de res- ponder à pergunta: “Qual é seu fil- me de Woody Allen favorito?”. Com a pergunta intimidante, ela pretendia fazer com que as pessoas se sentissem culpadas ou ao menos pensassem antes de assistir aos fil- mes de alguém que ela alega tê-la molestado, antes de trabalhar ne- les ou antes de honrá-los.

S e es qu ad r i n h a r mos a mor a l id ade dos a r t ist a s, o que rest a r á? S ou judeu , m a s ouço Wag ne r, a i nd a que e le foss e a nt iss e m it a v i r u le nto

A cantora Carly Simon reagiu à

a c u s a ç ã o a f i r m a n d o q u e n u n c a

mais assistiria a um filme de Woo-

dy Allen. Nicholas Kristof, colunis-

ta do “New York Times”, questio-

nou: “Será que o padrão para pre-

m i a r a l gu é m n ã o d eve r i a i n c l u i r

honradez indisputável?”.

Ou, para reformular a pergunta de Kristof, “não é impossível sepa- rar o artista de sua arte?”. E minha resposta a isso é “não”. Por quê? Porque se não erigirmos essa bar- reira ética, nos privaremos da capa- cidade da arte para iluminar as nos- sas vidas. Se esquadrinhássemos a moralidade de todos os artistas, que arte restaria para apreciarmos? Eu sou judeu, mas ouço as ópe- ras de Wagner, ainda que ele fosse um antissemita virulento, e adoro Sinatr a, a despeito de suas cone- xões com a máfia. Admiro a pintu-

ra de Caravaggio, ainda que ele te-

nha assassinado um rival amoroso em uma tentativa de castrá-lo. Por quê? Porque a música rara- mente é ideológica. E as pinturas de

Caravaggio nada têm a ver com seu crime. Concordo com Oscar Wilde, segundo quem “todo retrato pinta- do com sentimento é um retrato do artista, e não do modelo”. Mas também acredito que quan- do acontece de o trabalho de um ar- tista refletir seus preconceitos ou

i m p r o p r i e d a d e m o r a l , o q u e n ã o

ocorre nos exemplos citados ante- riormente, é nossa obrigação moral atribuir-lhe um valor menor.

O exemplo clássico é o documen- tário “Triunfo da Vontade”, de Le-

ni Riefenstahl, que ao registrar um congresso nazista em 1934 usou téc- nicas cinematográficas inovador as para glorificar Hitler. Sim, o filme é uma obra de arte, mas menor, por- que também é propaganda nazista. Os filmes de Allen não refletem seus preconceitos ou qualquer im- p r o p r i e d a d e m o r a l . E l e s ap e n a s mostr am suas neuroses. Persona- gens frágeis e comicamente ansio- sas buscam a companhia umas das outras em um mundo confuso e de escolhas restritas. E as protagonis- tas cuja complexidade ele ilumina melhor são as mulheres. Meu mun- do seria menor sem elas.

MICHAEL KEPP, 63, jornalista amer icano radicado no Brasil, é autor do livro “Tropeços nos Trópicos”

Tradução de PAULO MIGLIACCI

PAINEL DO LEITOR

A seção recebe mensagens pelo e-mail leitor@uol.com.br, pelo fax (11) 3223-1644 e no endereço al. Barão de Limeira, 425, São Paulo, CEP 01202-900. A Folha se reserva o direito de publicar trechos.

Economia

Gastos parlamentares

O editorial “Expectativas em

A reportagem “Os campeões

queda” (“Opinião”, 16/2) corro- bora a opinião de economistas sensatos e de boa parte da popu-

blicos; à tributação, à redução de

do cotão” (“Poder”, 15/02) é re- voltante. Os congressistas não sentem pejo pelas mordomias

com dinheiro público? Alguém

lação mais esclarecida. Porém, é também verdadeiro que a teimo- sia de nossa presidente —e a pro- ximidade das eleições— impe- dem mudanças na condução da nossa quase desfalecida econo- mia, especialmente no tocante à política industrial, de preços pú-

gastos, ao comércio exterior com países quebrados; à inflação nos

acredita que eles estão preocu- pados com os movimentos das ruas pipocando pelo país? Eu não acredito. Com gastos em res- taurantes, telefone, serviços pos- tais, viagens e fretamentos de ae- ronaves bancados por nós eles não precisam se preocupar. Al- gum leitor desta coluna pode me dizer como acabar com tudo isso de maneira democrática? Não va-

supermercados. Tudo ficará in- tacto e a corda será esticada até

le

dizer que é só com voto.

limite na expectativa de que não arrebente até outubro.

o

ROBERTO SILVEIRA (Curitiba, PR)

ADEMIR VALEZI (São Paulo, SP)

Ferreira Gullar

 

H

 

Não há como não parabeni-

zar Ferreira Gullar pelo artigo

 

estamos em fevereiro e te-

mos pela frente Carnaval, Copa do Mundo e eleições. Convenha- mos, não há sinal de que a políti- ca econômica vá ter um perfil di-

ferente dos últimos três anos.

“Tragédia desnecessária” (“Ilus- trada”, 16/2), sobre a morte de Eduardo Coutinho. O país vive um apagão psiquiátrico, no qual

os pacientes com transtornos

Vai se arriscar mudar o que es-

mentais estão cada vez mais de- sassistidos, aumentando o pre-

andando “mais ou menos”? E

Venezuela e Argentina são, sim, um alerta de que não há limi- tes para os “ vermelhos populis-

tas”: no fundo, querem o poder,

conceito contra os quase 50 mi- lhões que sofrem desse mal. Ho-

je, o Brasil não tem oferta de lei- tos e não há consultas. Em vez de fechar os hospitais psiquiátricos,

mesmo que às custas da econo-

o

governo deveria readequá-los.

mia do país. Cabe ao povo acei- tar ou não.

Assim como Gullar, espero que este triste fim do cineasta sirva

RODRIGO ENS (Curitiba, PR)

de exemplo para reflexão.

Médicos cubanos

O artigo de Ives Gandra da Sil-

va Martins (“O neoescravagismo cubano”, Tendências/Debates, ontem) exige reflexão e medidas da sociedade, já que os ocupan- tes das funções públicas estão “inertes” diante da concreta vio- lação de direitos humanos, so- ciais e trabalhistas dos médicos cubanos. As regras estampadas no pacto com eles beiram a insa- nidade . O texto “A origem da de- sigualdade entre os homens”,

de Rousseau, precisa ser relido.

RENATO CASSIO SOARES DE BARROS (São Carlos, SP)

H

Ives Gandra indica fatos gravís- simos que violam nossa Constitui- ção. A Folha insiste, desde a ins- talação do programa federal Mais Médicos, em noticiar somente nas entrelinhas o que deveria ser de- batido com muito mais profundi- dade. Além de não informar ade- quadamente seus leitores e assi- nantes, este jornal dá a entender, com seu silêncio e superficialida- de, que coaduna com essa situa- ção. A quem isso interessa?

ALENCAR GRACINO (Curitiba, PR)

Jilmar Tatto

A leitora Daniele Vasconcelos

(Painel do Leitor, ontem) tem ra- zão ao criticar a nomeação de Jil- mar Tatto para a pasta de Trans- portes em São Paulo. Gostaria

de chamar a atenção para outras duas nomeações: a indicação de um ex-secretário da Seguran- ça para o cargo de secretário es- tadual dos Transportes —prova- velmente não sabe diferenciar ponte de viaduto— e a de um mé- dico-veterinário para secretário dos Transportes de Campinas.

SÉRGIO LEME ROMEIRO, engenheiro civil (Campinas, SP)

ANTONIO GERALDO DA SILVA, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (Brasília, DF)

H

Há mais de dez anos os hos- pitais psiquiátricos são fecha- dos por “economia”. A tragédia com Eduardo Coutinho pode ser

a oportunidade para que esse te-

ma seja revisto. Eu tenho um fi-

lho que ficará sem ninguém que

o cuide quando eu me for.

CLEUSA SOUZA DA PAZ, professora (São Paulo, SP)

Rombo fiscal

O governo do Amazonas nun-

ca fechou um exercício fiscal no vermelho, como é informado em

“Metade dos Estados tem rom-

bo fical” (“Mercado”, ontem). O Estado sempre registrou recei-

ta maior que despesas. Em 2013,

a receita foi a R$ 14,532 bilhões,

contra despesa de R$ 14,569 bi- lhões. Desse último valor, R$ 990 milhões foram despesas empe- nhadas levando em considera- ção o superavit financeiro apu- rado no balanço patrimonial de 2012 (R$ 2,381 bilhões). Desta for- ma, a despesa de R$ 990 milhões foi realizada no exercício de 2013 sem a correspondente receita do exercício, mas com respaldo no superavit financeiro apurado no ano anterior. Se excluirmos essa

despesa do exercício de 2013, te-

mos um saldo positivo de R$ 953 milhões no exercício passado.

AFONSO LOBO, secretário da Fazenda do Estado do Amazonas (Manaus, AM)

RESPOSTA DO JORNALISTA GUSTAVO PATU - A

reportagem mostrou que 13 Esta- dos e o Distrito Federal contabili- zaram deficit primário, apurado conforme a metodologia adotada em relatórios da Lei de Respon- sabilidade Fiscal. O do governo do Amazonas informa receitas de R$ 13,346 bilhões e despesas de R$ 14,005 bilhões, resultando em deficit de R$ 659 milhões.

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ERRAMOS

erramos@uol.com.br

P ODER 1 (15.FEV, PÁG. A16) O sobre-

nome do jornalista Pedro Palma, dono do jornal “Panorama Regio- nal”, foi erroneamente informa- do em segunda menção em “Do- no de jornal no Rio é morto com três tiros”.

COTIDIANO (16.FEV, PÁG. C4) Dife-

rentemente do informado no in- fográfico “Quem é quem nas ma-

nifestações”, a C SP Conlutas não

é ligada à CUT (Central Única dos Trabalhadores).

COTIDIANO (17.DEZ.2013, PÁG. C7) Di-

ferentemente do afirmado na re- portagem “USP Leste suspende au-

la por causa de água turva e pio-

lhos de pombos”, o ácaro conhe- cido popularmente como “piolho de pombo” não provoca sarna (es- cabiose) em humanos.

TEC (17.FEV, PÁG. F2) O iEgg, amplifi- cador acústico par a iPhone, custa R$ 49,99, não R$ 39,99, como foi

incorretamente informado na se- ção Mundo Digital.

EF T E R Ç A - F E I R A , 1 8
EF
T E R Ç A - F E I R A , 1 8 D E F E V E R E I R O D E 2 0 1 4 A4
C
O PA
P
E R NA M B U C O
poder
Bola com foto de
Dilma provoca
constrangimento
em evento da Fifa
OAB estadual
limita número
de entrevistas
de advogados
Pág. A6 h
Pág. A7 h
m e n s a lã o a s pr i sões
PAINEL
V E R A M A G A L H Ã E S
painel@uol.com.br
Sem pagar para ver
Brasil quer Pizzolato preso
até extradição ser julgada
Alertada sobre o risco de que a bancada do PMDB
na Câmara impingisse uma derrota concreta ao gover-
no em alguma votação iminente, Dilma Rousseff esca-
lou Aloizio Mercadante (Casa Civil) para nova conversa
com o vice Michel Temer, no domingo. Pela mesma ra-
zão, decidiu ir ao jantar de ontem no Jaburu com pee-
medebistas de São Paulo. Além das ameaças em proje-
tos na pauta, deputados do partido desenterraram na
semana passada a ideia de criar da CPI da Petrobras.
A cada 10 dias, Justiça italiana avaliará se ex-diretor do BB deve continuar detido
Ailton de Freitas - 18.ago.2005/Agência Globo
Na semana passada,
Corte de Bolonha negou
pedido da defesa para
que Pizzolato ficasse
em prisão domiciliar
d e n a c o n s u l t a r o p r o c e s s o
que corre contra Pizzolato.
No encontro de ontem, os
enviados brasileiros recolhe-
I nf la má ve l O “gancho”
Vi a r á p i d a O Pl a n a l t o
ram informações sobre a do-
c u m e n t a ç ã o a s e r e nv i a d a
junto com o pedido de extra-
dição para ter certeza de que
não haverá erros no pedido.
LUISA BELCHIOR
par a retomar o pedido de in-
vestigação é a denúncia de
suborno de funcionários da
vai tentar acelerar o licencia-
mento ambiental das obr as
de ferrovias e portos que se-
A intenção do Brasil é en-
CO L A B O R AÇ ÃO PA R A A FO LH A , EM
B O LO NH A
s t a t a l . P a r l a m e n t a r e s d e s -
tacam que suspeitas de pro-
pina for am citadas no reque-
rimento da CPI, protocolado
em maio do ano passado.
e
 n c o r a I n t e g r a n t e s d o
ã o c o n c e d i d o s à i n i c i a t iva
privada em 2014. O modelo
repetirá o aplicado em rodo-
vias leiloadas no ano passa-
do, que permite o início das
obras antes do cumprimento
de requisitos mais rigorosos.
r
A Pr o c u r a d o r i a - G e r a l d a
República foi à Itália tentar
impedir que o ex-diretor de
Marketing do Banco do Bra-
s il H e n ri qu e P i zz o l a to s ej a
solto pela Justiça. Até o fim da
semana, o governo brasileiro
x e c u t ivo a c r e d i t a m q u e a
pressão do PM DB é alimenta-
da exclusivamente pela ten-
E
vai enviar à Itália o pedido de
extradição de Pizzolato.
viar à Itália o máximo de in-
formações para tentar agili-
zar a extradição de Pizzolato,
que estava foragido desde no-
vembro de 2013. O governo
brasileiro tem um prazo de 40
dias, a contar a data da pri-
são do ex-diretor do BB, par a
requisitar formalmente a sua
extradição para a Itália.
Asfalto Assim, o governo
espera aproveitar o humor do
T R A DUÇ ÃO
A cada dez dias úteis, a Jus-
t
at
iva d o l íder E duar do Cu -
nha (RJ) de emplacar um indi-
cado na Secretaria de Portos.
empresariado após conces-
sões, consider adas bem-su-
cedidas, de estr adas e aero-
t i ç a i t a l i a n a a n a l i s a r á s e o
brasileiro continua na peni-
tenciária de Módena —onde
O pedido será enviado ao
Ministério da Justiça italiano
até o fim desta semana. Até
O Planalto prefere enfrentar
portos no segundo semestre.
está desde que foi preso, no
a crise a atender ao pedido.
o n t e m , a P G R a i n d a t i n h a
pendentes a tradução da par-
Me i o va z i o O Pl a n a l t o
dia 5 de fevereiro—, se aguar-
da o processo em prisão do-
te do acórdão do caso que se-
também organizará reuniões
par a cobr ar o andamento de
obr as de linhas de tr ansmis-
são. O governo avalia que a
ger ação de energia está ga-
miciliar ou se pode ser solto.
Ontem acabou o primeiro
prazo, contado desde a expe-
dição do mandado de prisão.
rá entregue junto com o pedi-
do (cerca de 220 páginas do
O Ministério da Justiça emi-
r antida, diante da previsão
de chuva e aumento do volu-
me dos reservatórios, mas a
tiu parecer à Corte de B olo-
nha, que até o fim do dia não
havia divulgado sua decisão.
total do processo do mensa-
lão) e trâmites extras exigidos
pelos procuradores italianos.
Com o documento traduzi-
do, a Procur adoria entregará
H en ri qu e P iz zo lato du ra nte d ep oi me nto e m C PI em 200 5
o pedido ao Ministério da Jus-
tr ansmissão preocupa.
O advogado de Pizzolato,
tiça e, em seguida, ao Itama-
raty —que então o enviará pa-
G ar ap a Em tentativa de
Lorenzo B ergami, disse que
não havia sido comunicado
República] nos mandar para
ra o Ministério da Justiça da
Xô, uruca Dois ministros
palacianos passar am a usar
e ap r ox im ar d o el ei to r a d o
paulista, Aécio Neves (PSDB)
s
da decisão. Na semana pas-
sada a Justiça italiana negou
cá foi para impedir que isso
[soltura de Pizzolato] aconte-
Itália. “Nós viemos entender
bem este procedimento para
no
pulso um pingente de olho
incluiu no roteiro de sua vi-
pedido para que Pizzolato fi-
r eg o s e m e l h a n t e ao q u e a
presidente ostenta. Um deles
ainda pendurou um amuleto
g
sita a Santos na quinta-feir a
uma passagem por um café
onde o tucano Mário Covas
casse em prisão domiciliar.
Ontem, os dois represen-
ça, além de obter informações
detalhadas sobre o processo”,
disse o chefe do setor de Coo-
peração Internacional da Pro-
curadoria, Vladimir Aras, ao
fim do encontro.
i n s t r u i r m e l h o r o p e d i d o ” ,
afirmou Pelella.
Modena
O texto do pedido se baseia
Maranello
tantes da Procuradoria-Geral
Bolonha
gr
ande na porta do gabinete.
costumava comer pastéis.
da República enviados pelo
Brasil à Itália se reuniram em
ITÁLI A
E m c as a Diante da recu-
A g o r a va i ? P a r a au x i -
B
olonha com a a procurado-
Aras e o chefe de gabinete
no Tratado de Extradição en-
tre Brasil e Itália e no Código
Penal italiano. “O Estado bra-
sileiro, no caso a PGR, tem in-
sa de Eunício Oliveira de acei-
l i a r e s d e G e r a l d o A l c k m i n ,
ra
italiana Miranda Bamba-
do órgão brasileiro, Eduardo
Roma
teresse em que essa prisão se-
tar a Integração Nacional, au-
xiliares do governo dão co-
a
saída do PSB da órbita tu-
ce. “O objetivo principal de a
Pelella, estão na Itália desde
ja mantida, é lógico”, afirmou
cana em São Paulo pode dei-
PGR [Procuradoria-Geral da
o
dia 13. Pelella irá hoje a Mó-
Aras ontem.
m
o c e r t a a m a n u t e n ç ã o d e
xá-lo mais livre par a se apro-
Fr
ancisco Teixeir a, ligado a
Cid Gomes (Pros), na pasta.
Hora da Enquanto a in-
definição pair a sobre a refor-
ma ministerial, uma das pou-
ximar da campanha de Aé -
cio. Enquanto a aliança com
pessebistas era possível, ava-
liam, Alckmin evitava melin-
dr ar Eduardo Campos.
Pedro Ladeira - 17.jan.2014/Folhapress
STF decidirá sobre
suposto uso de
celu la r por Dirceu
a s t r o c a s j á d e c i d i d a s p o r
Dilma é postergada a pedido
do titular, Pepe Vargas (De-
senvolvimento Agrário).
c
Vi s i t a s à F o l h a A l c e u
D
u í l i o C a l c i o l a r i , C E O d a
Gafisa, visitou ontem a Fo-
l h a , o n d e f o i r e c eb i d o e m
D E B R A SÍL I A
a
l m o ç o . E s t av a c o m S a n -
O juiz da Vara de Execu-
x e p a O p e t i s t a , q u e
deixará a pasta par a concor-
rer a deputado e será subs-
tituído por Miguel Rossetto,
pediu par a ficar no cargo até
dro Gamba, diretor-executi-
vo da empresa, e Rosa Van-
ções Penais do Distrito Fe-
z
e l l a e F e r n a n d o Ka d a o ka ,
assessores de comunicação.
a
Festa da Uva de Caxias do
Sul, sua base eleitor al, que
acontece na quinta-feir a.
Lu i z L a r a , p u b l i c i t á r i o e
presidente da Lew ’Lar a, vi-
sitou ontem a Folha.
der al Bruno Ribeiro, que
ouvirá José Dirceu sobre o
suposto uso de celular no
complexo da Papuda, en-
viará toda a documentação
sobre a investigação para
o STF (Supremo Tribunal
d com BRUNO BOGHOSSIAN e PAULO GAMA
Federal), que dará a últi-
ma palavra sobre o caso.
Em despacho assinado
o n t e m , e l e d e t e r m i n o u
que, após a oitiva de Dir-
Ao propor amordaçar os trabalhadores com
a Lei Antimanifestação, Dilma deixa de ser a
mãe do PAC para ser a mãe do AI-5 versão 2.
E x- dep uta do J os é Gen oi no n a casa a luga da p el a famíli a e m B ras íl ia para c um prir a p ena
ceu, do interrogatório seja
enviado ao Ministério Pú-
blico e à defesa do petista.
Por aposentadoria, Genoino é avaliado de novo
O Ministério Público po-
derá determinar a realiza-
DE MIGUEL TORRES, presidente da Força Sindical, sobre projeto de lei em
gestação pelo Palácio do Planalto para punir excessos em manifestações.
D E B R A SÍL I A
resultado seja divulgado até
ú l t i m a t e r ç a - f e i r a , e m u m a
ção de novas diligências e,
c o n c l u í d a e s t a e t a p a , o
próxima semana.
O s m é d i c o s p o d e m r e c o-
mendar a aposentadoria por
a
Condenado no julgamento
do mensalão e preso há três
casa, em Brasília, onde cum-
pre prisão domiciliar.
A defesa de Genoino tam-
m
e s e s, o ex - d e p u t a d o J o s é
Quem viver verá
Genoino (PT-SP) passou por
nova avaliação de médicos da
Câmara dos Deputados para
avaliar seu pedido de aposen-
tadoria por invalidez.
Segundo a Diretoria-Geral
da Câmara, o laudo médico
foi inconclusivo porque dois
exames que tratam da pres-
são arterial e da frequência
cardíaca ainda serão analisa-
dos. A expectativa é de que o
i nva l i d e z , r e j e i t a r o u p e d i r
um novo prazo para a reava-
l i a ç ã o d o e s t a d o d e s a ú d e .
Atualmente, Genoino já rece-
be aposentadoria. Ele tem sa-
lário líquido de R$ 14,1 mil.
Se a aposentadoria por in-
b é m e nv i o u o n t e m a o S T F
(Supremo Tribunal Federal)
um pedido para que sua pri-
são domiciliar seja transfor-
mada em definitiva. Segundo
sua defesa, o petista correrá
risco de morte caso retorne
material irá ao Supremo.
“Com as manifestações
[envie a investigação] ao
STF para deliberação acer-
ca do arquivamento ou, em
Na cerimônia de posse do diretor-geral da Aneel, Rei-
ve Barros dos Santos, o ministro Edison Lobão (Minas e
Energia) brincou com a longevidade no governo de José
Antônio Muniz, dirigente da Eletrobras.
—Ele tem longa carreira no setor. É uma espécie de Je-
quitibá do sistema elétrico brasileiro —disse Lobão, em
referência à árvore que pode viver mais de 3.000 anos.
Em seguida, o ministro fez piada consigo mesmo.
—Ele foi tudo menos diretor da Aneel e ministro de Es-
tado. Não sei se ainda vem para o meu lugar, mas terá de
esperar bastante tempo ainda!
caso contrário, da punição
do preso”, diz o juiz.
A suspeita de que Dirceu
falou, por celular, com o
s e c r e t á r i o d e i n d ú s t r i a e
va
l i d e z f o r c o n f i r m a d a , e l e
passa a receber o valor inte-
ao presídio da Papuda.
No documento, consta ain-
Comércio da Bahia, James
Correia, provocou a para-
r a l d o s a l á r i o d e u m c o n -
gressista, que é de R$26,7 mil.
Os médicos avaliaram o es-
tado de saúde do petista na
g
da que o ex-presidente do PT
s o f r e d e u m a s í n d ro me d e-
pressiva e precisa de cuida-
dos constantes. (MÁRCIO FALCÃO)
lisação da análise de seu
pedido para trabalhar fora
da prisão. ( S E V E R I N O M OT TA )

ab

T E R Ç A - F E I R A , 1 8 D E F E V E R E I R O D E 2 0 1 4

H H H poder A5

A PRE SENÇA do ad vogado Jonas

Tadeu alterou os ingredientes re - sultantes na morte de Santiago An- drade, acrescentando-lhes uma ex-

tensão política e ideológica duvido-

sa na origem e polêmica nos efeitos.

É preciso dizer certas coisas desa-

gradáveis, mas necessárias ao en- tendimento da extensão. Entre a causa dos dois acusados

sentes no plenário e na própria co-

problema sério, que extravasou sem, no entanto, tornar-se publicamen-

Guimarães, os duros confrontos se de- ram sobretudo entre o presidente da CPI, deputado Marcelo Freixo, e o ad- vogado Jonas Tadeu. Mas a CPI levou à prisão e condenação do temido Na- talino. Uma derrota inesperada e pe- nosa para sua exasperada defesa. O PSOL deu importante contribui- ção para o resultado da CPI. E, ne- le, destacou-se em especial o seu de-

l e va r a r e s u l ta d o s u ma d a s s u a s putado Marcelo Freixo, que a partir

missão produziram toda a resistên- cia possível. A respeito de Natalino

e o ad vogado Jonas Tadeu há um

muitas CPIs contra o crime. Foi difícil. Além do tema e suas ameaças implícitas, interesses pre-

Fr utos indigestos

J A N I O D E F R E I T A S

A presença do advogado

deu ao caso uma extensão política duvidosa na origem

e polêmica nos seus efeitos

daí ganhou novo nível de projeção nos chamados movimentos popula- res, até com alguma presença nos meios de comunicação. Até o incidente com Santiago An- drade, o PSOL e Marcelo Freixo não pouparam variadas e vidências de ligação com os protestos degenera- dos em quebradeiras e confrontos com a PM. O advogado Jonas Tadeu, portanto, podia saber com antece-

dência a quem, em pessoa ou como partido, iria encontrar do outro la- do, ao defender os a gressores de

Santiago. Tal vez já fosse o caso de

Jo n a s Ta d e u “ a rg u i r s u s p e i ç ã o ” , providência ética frequente em juí- zes e ad vogados. Não quis. Nem por isso assumiu a causa ile- gitimamente. Viu que parte da im- prensa não perdeu tempo em buscar ou insinuar conexão do PSOL e do PSTU com a autoria do incidente. E o que não fez com o primeiro dos pre- sos, fez prontamente com o segun- do: atribuiu-lhe recebimento de di- nheiro para ir aos atos violentos. Ou, era o que saltava da frase, a existên-

te claro. Quando se incumbiu da de-

fesa de Natalino Guimarães, acusa- do de chefiar poderosa milícia no

distante subúrbio carioca de Cam- po Grande (não na Baixada Flumi- nense, como antes escre vi), Jonas Tadeu o fez na chamada CPI das Mi- lícias, da Assembleia Legislativa do RJ. Foi um raríssimo momento de ação aplaudida da Assembleia, por

cia de patrocinadores das violências. Por quem? A suspeição já estava pronta antes de Jonas Tadeu falar em dinheiro. Bastavam, a mais, um bom tempo na TV e a insistência:

“Vereadores, deputados, diretórios

de partidos. Vereadores, deputados,

.

Q uem quis, se ser viu, embora por motivos seus.

O advogado Jonas Tadeu pode ter

agido com as mais isentas intenções. Mas a maneira como o fez associa- se à sua conhecida hostilidade com o PSOL e com Marcelo Freixo e seu grupo, e facilita outras hipóteses.

À margem do sucedido a Santia-

d i r e t ó r i o s d e p a r t i d o s . Ve r

go Andrade e da situação dos acu- sados e suas famílias, a extensão acrescentada ao incidente depres- sa rendeu frutos políticos e ideoló- gicos. Mas estão sendo indigestos

para a voracidade dos que se lan- çaram a eles.

COLUNISTAS DA SEMANA segunda: Ricardo Melo, terça: Janio de Freitas, quar ta: Elio Gaspar i, quinta: Janio de Freitas, sexta: Reinaldo Azevedo, sábado: Demétr io Magnoli, domingo: Janio de Freitas e Elio Gaspar i

FHC diz acreditar em isenção do Supremo

Ao falar sobre julgamento do mensalão tucano, ex-presidente afirma que réu ‘tem que pagar’ caso tenha feito algo errado

Em evento na Grande São Paulo, ele também disse que mensalão do PT foi julgado de forma objetiva pelo STF

D E S ÃO PAU LO

O ex-presidente Fernando H e n r i q u e C a r d o s o ( P S D B ) afirmou ontem que “acredita na isenção do STF [Supremo Tribunal Federal]” para jul- gar o mensalão tucano. Após palestra para empre- s á r i o s e m S a n t o A n d r é , n a Grande São Paulo, o ex-pre- sidente disse também que “se o STF acha que [os réus] têm

culpa, têm culpa”. FHC não quis opinar sobre uma possível renúncia do de- putado feder al Eduardo Aze- r e d o ( P S D B - M G) , p r i n c i p a l réu do mensalão tucano. Azeredo é acusado de pe- culato e lavagem de dinheiro por ter autorizado desvio de R$ 3,5 milhões de empresas públicas de Minas. A Procu- r ad or i a - G e r a l da R e pú b l ic a pediu ao STF que ele seja con- denado a 22 anos de prisão. Para a Procuradoria, o es- quema montado em 1998 des- viou verbas para a campanha de Azeredo à reeleição ao go- ve r n o d o E s t a d o . A z e r e d o sempre negou as acusações. O n t e m , F H C t a m b é m f e z

alusão às críticas feitas pelo PT ao STF após o julgamento d o m e n s a l ã o . “ A ch o q u e é preciso entender que julga- mentos, como o do mensalão, for am feitos objetivamente. Não tem que estar torcendo contra o tribunal e a favor de A, B ou C. Tem que torcer pa- r a que ninguém tenha feito nada de errado. Mas se fize- ram, têm que pagar”. Questionado sobre as de- núncias de car tel dos trens em São Paulo —Estado gover- nado pelo PSDB—, FHC dis- se que não viu até agora liga- ção do caso com políticos tu- canos. “É cartel e corrupção de funcionários”, disse ele.

( B R U N O B E N E V I D E S )

André Henr iques/DGABC
André Henr iques/DGABC

FHC durante palestra ontem em S anto André (Grande SP)

c I N V E ST IG AÇ ÃO

CEMIG NEGA

ENVOLVIMENTO

EM ESQUEMA

A Cemig divulgou nota con- testando investigações que apontaram suposto desvio de recursos do órgão para a campanha de Eduardo Aze- redo (PSDB-MG) ao governo de Minas, em 1998. “Cada um dos 30 gerentes ou ges- tores da Cemig deu recibo, confirmando a entrega do material para o uso na cam- panha”, diz a nota.

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‘Bola do PT’ gera mal-estar em evento da Fifa

Feita por integrante de programa do governo do DF, bola traz a imagem de Dilma, Lula e Agnelo e o número 13

Pedro Ladeira/Folhapress
Pedro Ladeira/Folhapress

Bola com imagem utilizada por Agnelo em 2010 apareceu em sala de imprensa antes da entrevista de Valcke, em Brasília

n á r i o p a r a a i m p r e s s ã o d e imagens fotográficas nas bo- las que produz.

E M M ÃO S

“A atitude do participante

do programa Fábrica Social foi um ato isolado e pessoal, sem conhecimento prévio e au t o r i z a ç ã o d o g o ve r n o d o D i s t r i t o F e d e r a l . A p e s s o a , identificada como Isolino Pe- reira, alegou que queria pre- s e n t e a r o g o ve r n a d o r c o m uma bola fabricada por ele”, diz nota do governo do DF. Em evento em Minas Ge-

r ais ontem, Dilma entregou p e s s o a l m e n t e m á q u i n a s e equipamentos a 92 prefeitos de Minas Ger ais, que fizer am f i l a p a r a r e c eb e r a s ch ave s das mãos da petista. A entre- ga individual tomou mais de meia hora do ato em Gover- nador Valadares. Dilma aper- tou a mão e teve conversas rá- pidas com os prefeitos. U m p e q u e n o g r u p o d o MST, que protestou junto com servidores da saúde, cobrou agilidade na realização da re-

forma agrária. ( AG U I R R E TA L E N - TO E PAU LO P E I XOTO)

c P M DB

DILMA PARTICIPA DE JANTAR COM SKAF, RIVAL DO PT

Num gesto para agradar o PMDB após rusgas na refor- ma ministerial, Dilma foi ontem a evento para pro- mover candidatura de Pau- lo Skaf, da Fiesp, ao governo de SP. Ele concorrerá com Alexandre Padilha, do PT

Em evento em Minas Gerais, 92 prefeitos fizeram fila para receber da presidente chave de máquinas

D E B R A SÍL I A D O EN V I A D O A GOV ER N A D O R VA L A DA R E S (M G)

Uma bola de futebol com a foto do governador do Distri- to F e de r al , Ag n e lo Q u ei ro z ( P T ) , d a p r e s i d e n t e D i l m a Rousseff e do ex-presidente

Lu l a , p r o vo c o u c o n s t r a n g i - mento durante evento da Fi- fa n o es tá di o Ma né G a r r i n - cha, ontem em Brasília.

A bola foi produzida por

um participante do programa

Fábrica Social, do governo do DF, que dá emprego a pessoas de baixa renda para produzir artigos como uniformes esco- lares e bolas de futebol.

O

programa foi visitado du-

imagem usada pelo PT do DF.

rante a manhã de ontem pe-

Depois que o material foi fo-

lo secretário-geral da Fifa, Jé- rôme Valcke, que depois fez uma vistoria no estádio Ma- né Garrincha.

tografado, o pacote foi retira- do da sala. Assessores do governo pre- sentes ao evento afirmaram

A

bola com a imagem uti-

desconhecer quem havia fei-

lizada por Agnelo na campa- nha eleitoral de 2010, que tra- zia ainda o número 13 do PT, apareceu dentro da sala de imprensa do estádio antes da entrevista de Valcke. Estava dentro de um paco- te com outras duas bolas com escudos de times de futebol. Ap e n a s u m a d e l a s t i n h a a

to a bola e por que estava lá. No início da noite, o gover- no do Distrito Federal divul- gou nota afirmando que um p a r t i c i p a n t e d o p r o g r a m a “confeccionou a bola por ini- ciativa própria, de forma ar- tesanal, em sua casa”. O go- verno disse ainda que a Fá- brica Social não tem maqui-

Pla na lto te nt a ev it a r que PM DB ajude a de r r uba r veto de Di l m a

Congresso decide hoje se mantém projeto para criação de municípios

GABRIEL A GUERREIRO MÁRCIO FALCÃO

D E B R A SÍL I A

Com a ameaça de o PM DB votar contra projetos de inte- resse do governo no Congres- so, o Palácio do Planalto en- trou em campo para evitar a derrubada do veto da presi- dente Dilma Rousseff à pro- posta que abre caminho pa- ra a criação de cerca de 180 novos municípios no país. C o m o a p r o p o s t a t e m a simpatia da maioria dos con- g r e s s i s t a s , o P l a n a l t o v a i apresentar um projeto alter- nativo para tramitar no Legis- lativo. Em troca, espera con- seguir manter o veto, que se- rá analisado hoje. Aprovada no ano passado, a proposta tem o potencial de criar cerca de 30 mil cargos

públicos no país.

Legislativas —Câmar a e Se-

O

projeto altera regras pa-

nado— votarem contra a de-

ra a criação, fusão e desmem- br amento de municípios — hoje o país já tem 5.570.

cisão de Dilma. Se o Senado m a n t ive r o ve t o , a C â m a r a nem chega a analisá-lo.

O

governo estima impacto

A insatisfação do PM DB é

de R$ 9 bilhões mensais aos cofres públicos —tendo como base o número de prefeitos, vice-prefeitos, servidores das prefeituras, vereadores e fun- cionários das Câmaras Muni- cipais com o cálculo de salá- rio médio de R$ 3.000. “A ideia é direcionar os no- vos municípios para o Norte e Nordeste. O Sul já tem mu- nicípios demais”, disse o lí- der do PT no Senado, Hum- berto Costa (PE). Como o governo tem am- pla maioria no Senado, espe- ra manter o veto com o envio da nova proposta. O veto só é derrubado se as duas Casas

maior na Câmara, onde o par- tido quer retaliar a possibili- dade de perder o comando de um ministério. No Senado, a maior resis- tência será convencer os con- gr e s s i s t a s f avor á ve i s à pr o- posta, especialmente o PTB, partido do autor do projeto, Mozarildo Cavalcanti (RR). O Planalto negocia mantê-lo na autoria da proposta, mas o petebista promete recusar. “Por que não enviaram ne- nhuma proposta nos 12 anos em que discutimos esse pro- jeto? Eu sou aliado, mas não c o n c o r d o c o m t u d o . É n o s chamar de burros”, diz ele.

A lan Marques/Folhapress
A lan Marques/Folhapress

S enad or Moz ari ld o C avalcan ti ( P TB-R R) fa la no p le ná ri o

DI ST R I T O F E DE R A L E L E
DI ST R I T O F E DE R A L
E
L E IÇ ÕE S
Arruda é condenado Romá r io d i z que
por irregularidades
em jogo amistoso
se rá c a nd id ato ao
Se nado pe lo R io
D E B R A S Í L I A - O ex-governador
do DF José Roberto Arruda e o
ex-secretário de Esportes Ag-
naldo Oliveira foram condena-
dos em ação de improbidade
administrativa por irregulari-
dades na realização de um jo-
go amistoso entre Brasil e Por-
tugal em 2008. A decisão é da 1ª
Vara de Fazenda Pública do DF.
Cabe recurso. A defesa do ex-
governador não foi localizada.
D O R I O - O deputado federal Ro-
mário (PSB-RJ) anunciou on-
tem que será candidato a sena-
dor pelo Estado do Rio de Janei-
ro nas eleições deste ano. O ex-
jogador da seleção br asileir a
disse ao jornal “O Globo” que
tem certeza de que vai ganhar,
“com muita fé”. Na Câmara, ele
é um dos principais críticos aos
gastos públicos para a realiza-
ção da Copa do Mundo.
Ministério do
Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior
CONCURSO PÚBLICO DE ARQUITETURA ANEXO BNDES
Av iso de Licitaçã o
Concurso AA nº 01/2014 – BNDES
O
BNDES informa a todos os intere ssados a abertu ra de Concu rso de Arqui tetura para seleção de Antepr ojeto para o Edifíci o
Anexo do BNDES, conforme condi ções estabe lecid as no EDITAL.
INSCRIÇ ÕES E RECEBIMENTO DAS PROPOSTAS: 18 de fevere iro de 2014 a 04 de abril de 2014.
INFORMAÇ ÕES: www.bndes .gov.br/con cursoa nexob nd es
EDITAL: Dispo nível a partir de 18/02/2014, no site www.bndes .gov.br/con cursoa nexobnd es ou na Av. República do Chile 330,
To
rre Oeste, Centro, Rio de Janeiro.
Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 2014
PEDRO IVO PEIXOTO DA SILVA
Gerente – AA/DELIC/GLIC4
P SDB de MG c ha ma D i l ma de ‘c a r
P SDB de MG
c ha ma D i l ma de
‘c a r a de pau’
D O EN V I A D O A G OV ER N A D O R
VA L A DA R E S (M G)
Ap ó s v i s i t a d e D i l m a
Rousseff a Governador Va-
ladares (MG) na manhã de
ontem, o PSDB do Estado
c
h a m o u a p r e s i d e n t e d e
“cara de pau”.
O
motivo de mais uma
crítica é o fato de Dilma ter
feito uma nova promessa
sobre o trecho norte da BR-
381, que o governo federal
promete duplicar.
Dilma anunciou em Go-
vernador Valadares que a
duplicação será estendida
até a cidade do leste minei-
ro. Até então, haveria ape-
nas melhorias na pista en-
tre Belo Oriente e Governa-
dor Valadares.
“É mais uma promessa
p a r a o p r ó x i m o g o ve r n o
cumprir. O governo do PT
t eve t e m p o e d i n h e i r o e
não ajudou Minas porque
não quis”, afirmou o pre-
sidente estadual do parti-
d o , o d e p u t a d o f e d e r a l
Marcus Pestana.
E o parlamentar tucano
continuou: “Me permita a
franqueza, mas isso é que
é cara de pau, presidente!”
( PAU LO P E I XOTO)

Entidades de

empresários

defendem o

voto distrital

Grupos querem eleger deputados das regiões

D E R IB E IR ÃO PR E TO

 

Entidades ligadas a empre-

sários em cidades do interior

de

São Paulo vão adotar nes-

te

ano uma campanha pre -

gando o “ voto distrital”.

E m F r a n c a e B a r r e t o s, a campanha, chamada “Voto Nosso”, tem o objetivo de fa-

zer com que eleitores deem

p r e f e r ê n c i a a c a n d i d a t o s a deputados estaduais e fede-

rais das próprias cidades.

A iniciativa é uma forma de

ap r o x i m a r o a t u a l s i s t e m a

eleitoral, no qual votos de to- do o Estado ajudam a eleger

o p a r l a m e n t a r, d o s i s t e m a distrital, no qual os deputa- dos se candidatam e são vo-

tados em regiões delimitadas.

“Assim podemos bater na porta da casa deles quando precisamos de alguma coisa para defender a nossa cida- de”, disse o vice-presidente

d a A c i f (A s s o c i a ç ã o d o C o -

mércio e Indústria de Fran- ca), João Carlos Cheade.

E m F r a n c a , a c a m p a n h a

será adotada pela quarta vez:

e m 2 0 0 2 a c i d a d e r e e l eg e u

Roberto Engler (PSDB) e ele-

g e u u m s egu n d o d e p u t a d o

e s t a du a l , G i l s o n d e S o u z a (DE M). Em 2006, Marco Au- rélio Ubiali (PSB) foi eleito de- putado feder al, e ambos os estaduais se reelegeram. Em 2010, a Acif investiu R$ 50 mil

na campanha —anúncios em

jornais, rádio, TV e outdoors. Em Barretos, o presidente

da Associação Comercial, Ro-

b e r t o A r u t i m , d i s s e q u e o exemplo de Franca e a demo-

ra do Congresso em decidir

sobre o voto distrital levou a

entidade a abraçar a campa-

nha. A cidade não tem depu-

t a d o h o j e : “ N ó s q u e r e m o s

uma pessoa que tenha com- promisso com a gente”. Barretos copiou os slogans

e a forma de divulgação da

c a m p a n h a d e F r a n c a . Na s

duas cidades não serão expli- citadas preferências partidá-

rias: só o pedido de que o elei-

tor vote num nome da região.

ab

T E R Ç A - F E I R A , 1 8 D E F E V E R E I R O D E 2 0 1 4

H H H poder A 7

OAB limita entrevistas de advogados em PE

Segundo presidente da seccional, resolução que institui cota máxima de declarações à imprensa visa evitar superexposição

Estado é o primeiro a adotar restrição; para o Sindicato dos Jornalistas, nova regra é ‘absurda’

DANIEL CARVALHO

D O R EC IFE

Os advogados de Pernam- bu co tê m a pa r ti r d e ag o r a uma cota máxima de entre- vistas que poderão conceder

à imprensa a cada mês, se-

gundo nova regr a da seção estadual da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Quem ultrapassar esse li- mite cometerá uma infração

e estará sujeito a penalidades

que variam da advertência à exclusão da Ordem. Pernambuco é o primeiro Estado a adotar a restrição. Segundo o presidente local

d a O r d e m , Pe d r o H e n r i q u e

Alves, o objetivo é promover um “rodízio” de advogados na mídia e evitar “as relações menos sadias do advogado com entrevistas”. Alves afirma que as regras foram criadas com base na in- terpretação de casos concre- tos em que profissionais fo- ram advertidos por “exagerar

em entrevistas”. “Nós não podemos regula- mentar a atuação do jornalis- ta, mas podemos, sim, regu- lamentar a atuação do advo- gado para que ele evite a con- tumácia, a superexposição.” S e g u n d o a r e s o l u ç ã o 08/2013, que entrou em vigor neste mês, o advogado não poderá conceder mais de uma entrevista por mês a jornais, revistas especializadas e pro- gramas de rádio e TV. Para sites e revistas eletrô- nicas, porém, os profissionais podem conceder uma entre- vista por semana. Advogados que represen-

tem a Ordem ou forem indi- cados por ela para entrevista não estão sujeitos à restrição. De a c o r do c o m A lves, os critérios para a indicação dos advogados levam em conta o

c u rr í c ul o d e c a d a u m , ma s

ele admite que são subjetivos.

A q u e l e s q u e e s t ive r e m à frente de casos de repercus-

s ã o t a m b é m p o d e r ã o d a r

mais entrevistas, desde que não faça autopromoção. Aos profissionais também

é vedada a análise de casos

concretos nos quais não es- tejam envolvidos. Esta nova regra, por exem-

plo, impediria emissoras de

televisão de levarem aos seus estúdios diariamente o mes- mo advogado para comentar ju l ga m e n t o s l o n g o s, c o m o aconteceu durante o proces- so do mensalão no STF (Su- premo Tribunal Federal).

P

ROPAG A N DA

Além de restrições a entre- vistas, a resolução limita as possibilidades de propagan- da. Advogados não podem, por exemplo, distribuir brin- des como canetas, agendas e calendários com a marca de seus escritórios.

A fiscalização do cumpri-

mento das regras fica a cargo

de uma comissão de cinco re- presentantes escolhidos pe- la diretoria da Ordem. Procurada, a OAB nacional informou não poder se pro- n u n c i a r s o b r e a r e s o l u ç ã o pernambucana, pois o tema será debatido em março, em meio às discussões sobre o Código de Ética da Ordem. Para o Sindicato dos Jorna- listas de Pernambuco, a regra é “absurda”. “A resolução vai na contr amão da liberdade de i nfor ma çã o. A gen te faz um apelo para que a Ordem reveja esse posicionamento”, afirma a presidente da enti- dade, Cláudia Eloi.

Procuradoria acusa 6 agentes da ditadura por atentado no Riocentro

Com fotos na praia, juiz ironiza afastamento

Marcelo Cesca diz ser grato ao CNJ por ‘estar há 2 anos e 3 meses’ recebendo sem trabalhar

D E S ÃO PAULO D E B R A SÍL I A

Reprodução/Facebook
Reprodução/Facebook

O j ui z Marcel o C es ca e m f ot o posta da em uma r ed e s ocia l

Eu agradeço ao Conselho Nacional de Justiça por estar há 2 anos e 3 meses recebendo salário in- tegral sem trabalhar

M A R C E L O C E S C A juiz federal, em rede social

Generais Nilton Cerqueira e Newton Cruz estão entre os denunciados pela explosão

De uma cadeira de praia, em trajes de banho, o juiz fe- deral Marcelo Cesca provoca:

“ Eu ag r a d e ç o a o C o n s e l h o

Nacional de Justiça por estar há 2 anos e 3 meses receben- do salário integral sem traba-

D O R IO

 

o e p r e s s i o n a r o r eg i m e a abortar a abertura política.

t

 

O

Ministério Público Fede-

O s g e n e r a i s r e f o r m a d o s

lhar”. O texto acompanha a

ral denunciou seis agentes da ditadura militar por suspeita

Ni

l t o n C e r q u e i r a e N e w t o n

foto que o magistrado publi-

C

r u z , o c o r o n e l r e f o r m a d o

cou na tarde da última quin- ta-feira em suas redes sociais. A internet é um dos canais

de participação no atentado do Riocentro, em 1981. Esta é

Wilson Machado e o ex-dele- gado Cláudio Guerr a for am

terceir a investigação do ca- so. Em 33 anos, ninguém foi preso ou condenado. Os procur adores dizem ter localizado novas provas que

a

denunciados por suspeita de tentativa de homicídio, asso-

que Cesca, 33, escolheu para manifestar sua insatisfação

i a ç ã o c r i m i n o s a a r m a d a e transporte de explosivo. O Ministério Público pede

c

em relação a seu afastamen- to da 15ª Vara do Tribunal Re- gional Feder al da 1ª Região

ju

s t i f i c a r i a m a ab e r t u r a d e

que eles sejam condenados a

(TRF-1), no Distrito Federal. Ele publicou imagens na Ar- gentina, Foz do Iguaçu (PR) e em praias de Santa Catarina. Segundo o juiz, um surto psicótico fez com que ele fos-

uma ação penal. Eles susten-

penas de ao menos 36 anos de prisão. Segundo os procu- radores, Newton Cruz admi-

tiu em depoimento que sou- be previamente do atentado:

tam que os crimes não devem ser consider ados prescritos porque ocorreram num con- texto de lesa-humanidade.

 

O

atentado foi tramado pe-

“Ele tinha o dever de intervir,

s e af as t a do do t r i b u n a l e m

la

linha-dura para causar pâ-

mas não fez nada”, disse o procurador Antonio Cabral. Além dos quatro, foram de-

outubro de 2011. “Recebi a medicação erra- da em um tratamento e aca-

nico em um show que reuniu cerca de 20 mil pessoas no

R

i o . O p l a n o d e u e r r a d o , e

nunciados ainda o general re- formado Edson de Sá Rocha

o major reformado Divany

e

bei tendo um surto”, relata. Contudo, ele diz que rece-

b e u av a l i a ç ã o p s i q u i á t r i c a permitindo que ele voltasse

uma bomba explodiu no co- lo do sargento Guilherme do

Rosário, que morreu no local.

Carvalho Barros. Os seis acu-

 

A

intenção era culpar gru-

sados não foram localizados

ao trabalho em maio do ano passado, o que não ocorreu.

pos de esquerda pelo tumul-

ontem. ( B E R N A R D O M E L LO F R A N C O)

[Com o afastamento das funções] minha sociabilidade foi afetada, minha autoestima caiu e eu só peço para voltar a trabalhar

ontem à Folha, ao falar sobre seu afastamento do trabalho

 

Cesca afirma que solicitou

OU T RO L A D O

A

nota afirma ainda que o

ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) que avaliasse sua pe- dido de retorno em outubro, mas que até hoje a demanda não foi julgada.

assessoria do CNJ afir-

mou, por meio de nota, que “não há, procedimento pen- dente de análise em que o ma-

A

corregedor nacional de Justi- ça, Francisco Falcão, enviou ofício ao presidente do tribu-

n a l p a r a q u e s e m a n i f e s t e , com urgência, sobre o caso.

 

“ M i n h a s o c i ab i l i d a d e f o i

g i s t r a d o M a r c e l o A n t ô n i o Cesca conste como parte”.

A

F o l h a t e n t o u c o n t a t o

a

f e t a d a , m i n h a au t o e s t i m a

O

CNJ afirma que o afasta-

com o Tribunal Regional Fe-

caiu e eu só peço para voltar

mento de Cesca é de respon-

deral, mas não teve resposta

a

trabalhar”, diz o juiz.

sabilidade do TRF-1.

até a conclusão desta edição.

mas não teve resposta a trabalhar”, diz o juiz. sabilidade do TRF-1. até a conclusão desta
EF T E R Ç A - F E I R A , 1 8
EF
T E R Ç A - F E I R A , 1 8 D E F E V E R E I R O D E 2 0 1 4 A8
mundo
Oposição ergue
muro em torno da
sede do governo
da Tailândia
Em crise política,
Ucrânia receberá
mais US$ 2 bi
da Rússia
folha.com/no1413299
folh a. co m/n o141361 0

Caracas tem dia tenso à espera de marcha

Líder opositor procurado pela Justiça e governistas prometem se manifestar hoje nas ruas da capital da Venezuela

Presidente Nicolás Maduro expulsa três diplomatas dos EUA, acusados de se envolver nas manifestações

SYLVIA COLOMBO

EN V I A DA E SPEC I A L A C A R AC A S

Quarteirões e avenidas cer-

cados, motos com duplas de policiais armados e protegi-

d o s p o r e s c u d o s a n t i b a l a s .

Pelas vias, estudantes cami-

n h ava m e m p e q u e n o s g r u-

pos, usando camisetas bran- cas e levando bandeir as da Venezuela. O trânsito no res-

to

numa segunda-feira normal em Caracas. “Amanhã [ hoje] vai ser um

dia decisivo, o governo terá

as

os

tragédia”, disse Rosana Men- dizábal, 19, moradora do mu- nicípio de Chacao.

A e s t u d a n t e s e r e f e r e a o

c o n ju n t o d e d o c u m e n t o s e

ev i d ê n c i a s q u e o d i r ig e n t e

opositor Leopoldo López, do partido Vontade Popular, pro- mete levar hoje até o Ministé-

rio do Interior, comandando uma passeata. López é acusado pelo pre- sidente Nicolás Maduro de in- citar os atos que levar am à

morte de três pessoas (e mais

d e 2 0 f e r i d o s ) , n a s e m a n a

passada, na série de manifes- tações de que tem sido palco

capital venezuelana. Há uma ordem de prisão

a r a L ó p e z , q u e o g o ve r n o

acusa de “fascista”. Maduro

afirmou que, se realmente der

as

ã o , o o p o s i t o r s e r á p r e s o diante de todas as câmeras. Ontem, agentes do gover- no invadiram, sem autoriza- ção judicial, a sede do Vonta-

e Po p u l a r em A l t a m i r a. O

a r t i d o s e m a n i f e s t o u p o r

meio de sua conta no Twitter.

A p o s i ç ã o c o n f r o n t a d o r a

de López contrasta com a de

outro líder da oposição, Hen- rique Capriles, que disse on- tem que foi um erro “criar a falsa expectativa” de que as marchas podem derrubar Ma-

du r o . H á a í , t a m b é m , u m a

p

d

ç

caras diante da manifesta-

p

a

provas de que não fomos

artífices da confusão e da

da cidade, caótico, como

Bor is Vergara/Xinhua
Bor is Vergara/Xinhua

Em Chacao , na G rand e C aracas , jov en s p ar ti ci pa m d e p rote st o p el a l ib er ta çã o de e st udan te s pre so s n a s em an a p as sa da

VOZES DISSONANTES

Oposição se divide entre os que pregam moderação e os que querem forçar renúncia de Maduro

Nicolás Maduro Henrique Capriles Presidente da Venezuela Líder da coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática
Nicolás Maduro
Henrique Capriles
Presidente da Venezuela
Líder da coalizão opositora Mesa
de Unidade Democrática (MUD)
Qualificou os protestos em
Caracas de golpe de Estado
liderado por “grupos fascistas”
apoiados pelos EUA e pelo
ex-presidente colombiano Álvaro
Uribe. Já se referiu a López,
Machado e Capr iles como a
“ tr ilogia do mal” durante
apagão que atingiu Caracas
no início de dezembro
Manteve posição mais
moderada. Segundo
analistas, quer apagar a
imagem negativa atribuída
à oposição depois do golpe
contra Chávez, em .
Já se pronunciou dizendo
que “as condições não estão
dadas para pressionar a
saída do governo"
Leopoldo López
Líder do par tido
conser vador Vontade
Popular
Antonio
Ledezma
Prefeito do Distr ito
Metropolitano de
Caracas
María Corina
Machado
Com o lema “La
Salida”, grupo opositor
defende tática de
Deputada na
ocupação das ruas com
A ssembleia
Nacional
protestos para forçar a
renúncia de Nicolás
Maduro

A N Á L I S E

Por ora, não há sinal de adesão em massa aos atos estudantis

AN DR EW CAWTHO R NE

DA R EU T ER S

De olho nos movimentos

p o p u l a r e s d a Uc r â n i a , d o

O r i e n t e M é d i o e d o B r a s i l ,

ainda que em número muito menor, estudantes venezue-

lanos que protestam nas ruas do país afirmam representar

o anseio por mudanças e se

veem como os únicos com a coragem necessária para de- safiar o governo. Denunciam crimes, escas- sez de alimentos e a suposta

repressão a opositores. No entanto, por or a, não há sinais de que os venezue- lanos pretendam aderir em massa ao movimento. C o m o a p r ó x i m a e l e i ç ã o presidencial só deve ocorrer em 2019, líderes estudantes esperam que os protestos ga- nhem corpo suficiente para

f o r ç a r a r e n ú n c i a d o p r e s i - dente Nicolás Maduro. O governo os retrata como jovens ricos e nada represen- tativos, iludidos por políticos de direita e parte de um mo- vimento no qual criminosos estão infiltrados. Os estudantes desaprovam as táticas da polícia, que in- cluem a detenção de cerca de 100 pessoas, uma dúzia ain- da na cadeia. Grupos de de-

f e s a d o s d i r e i t o s h u m a n o s afirmam que alguns alegam ter sido torturados. Mas muitos dos manifes- tantes também estão descon-

t e n t e s c o m o s r a d i c a i s e m suas fileiras, alguns dos quais admitem abertamente recor- rer à violência. A maioria dos estudantes, no entanto, diz

q u e s ã o ve n e z u e l a n o s c o -

muns, com a coragem que fal- ta aos mais velhos. As manifestações da opo-

s i ç ã o t ê m u m t o m m a i s d e classe média e uma presença mais branca que os comícios chavistas. Os estudantes gostam de exibir seu inglês a repórteres

estrangeiros. Alguns vão por

diversão, ou para flertar. Ou-

tros, como jovens de muitas outras partes do mundo, es- tão em busca de uma causa.

d i s p u t a d e p o d e r e n t r e o s

principais opositores.

Se a convocação da oposi-

ção ganha força no boca a bo- ca, com ares de provocação nas redes sociais, o governo contra-ataca, convocando os

“tr abalhadores” a prestarem

solidariedade. A mensagem

é a de que saiam às ruas pa-

cificamente, a partir das 10h (11h30 de Brasília).

A

chuva fina ontem em Ca-

48 horas para os americanos

racas dispersava alguns gru- pos de opositores. “Se o governo atuar com a mesma brutalidade com que

deixarem o país. Em nota, o Departamento de Estado dos EUA disse que as alegações “são falsas e sem

a

t u o u n a s e m a n a p a s s a d a ,

gurança, já entraram em sua

fundamento”. Informou, ain-

“Maduro quer forçar essa

não tenho dúvidas de que ha- verá violência”, diz à Folha Luis Vicente León, diretor do Instituto Datanálisis. Os pro- testos, motivados pela crise econômica e pela falta de se-

segunda semana. “A socieda-

da, que não recebera notifi- cação formal da decisão.

i d e i a d e q u e q u e r e m o s u m golpe de Estado. Só queremos mais segurança, Caracas es- tá cada vez mais perigosa”, d i z I g n a c i o O r t ega , c o m e r -

de

vive um momento inédito

c i a n t e , q u e s egu i a u m d o s

de

polarização”, afirma.

grupos de estudantes.

DI P L OM ATA S D O S E UA

Nos últimos meses, a eco-

Ontem à tarde, Maduro ofi-

nomia venezuelana deterio- rou-se muito; a inflação che-

cializou a expulsão do país

gou a 56%, e faltam alimen-

d

e t r ê s d i p l o m a t a s n o r t e -

tos nos supermercados.

americanos, que estariam en-

lência, “infiltr ados entre os

E

n q u a n to i s s o , os pa ís e s

volvidos nos episódios de vio-

do Mercosul emitiram ontem uma nota respaldando Madu-

s t u d a n t e s ” . M a du r o d i s s e que os três vinham sendo ob- servados havia algum tempo.

e

ro e condenando “os atos re- c e n t e s d e v i o l ê n c i a ” , a l é m das “tentativas de desestabi-

O

chanceler, Elías Jaua, deu

lizar a ordem democrática”.

Em seu ‘ feudo’, líder opositor é v isto como corajoso

DA EN V I A DA A C A R AC A S

O melhor resumo das desi- gualdades de Caracas está na i m ag e m q u e s e v ê d e s d e o centro da cidade. M o n t a n h a s t o m a d a s p o r f ave l a s o u p o r c a s a s m u i t o pobres, cercando bairros ri- c o s e ave n i d a s o s t e n t a n d o grandes torres.

Um des se s l oc ais p riv ile -

giados da capital venezuela- na é Chacao, um município localizado na área metropo- litana. Cheio de áreas verdes, pra-

ç a s, s e d e d e e m b a i x a d a s e

consulados, com requintados h o t é i s , c l u b e s e s h o p p i n g centers.

Ex-prefeito de Chacao por d o i s p e r í o d o s ( 2 0 0 0 - 2 0 0 8 ) , Leopoldo López, 43, transfor-

mou-se no principal opositor

de Nicolás Maduro nos últi- mos meses.

esses jovens violentos, trei-

lha nas ruas de Chacao on- tem, López tem a imagem de

usará politicamente a expo-

do Instituto Datanálisis. Apesar de estar apoiando

Apoiado pelo movimento

“divertido”, “metido” e “ha-

a

realização do ato de hoje e

estudantil, esteve por trás das convocatórias para os protes- tos das últimas semanas. Como uma delas terminou em tragédia —a morte de três p e s s o a s e m a i s d e 2 0 f e r i - dos—, López foi acusado e re-

bilidoso para falar”. Muitos acreditam que ele

sição que está tendo agora. “Quanto quer apostar que ele vai sair par a presidente em 2019?”, disse o comercian-

prestando solidariedade ao colega, o opositor Henrique Capriles deixa claro que tem diferenças importantes com López. “Nos une a vocação pela mudança, mas não concor-

solveu se esconder. Conside-

te

Emanuel Suarez.

damos com os meios para al-

“Capriles é mais respeito-

rado foragido, pode se apre- sentar hoje à Justiça. M a du r o n ã o n e ga q u e o

Os mor adores de Chacao dizem que acharam “corajo- sa” a atitude de López de, já

cançá-la”, disse em entrevis- ta coletiva, no domingo. López é mais conservador

p e r s o n ag e m s e j a s e u a t u a l principal adversário, e o hu- milha e acusa publicamente. “López ordenou que todos

n a d o s po r e l e, de s t r u í s se m metade de Caracas, e então resolveu se esconder”, disse.

foragido, gravar um vídeo e divulgá-lo no domingo à noi- t e , c o nvo c a n d o a s p e s s o a s para a manifestação de hoje. “Ele tem sabido usar mui- to bem a internet , as mídias sociais, sabe que os jornais já estão muito fracos na Vene-

que Capriles e tem origem de militância na direita. Além disso, recebe muitas críticas por atacar as institui - ções e defender um governo personalista.

so com as leis. Esse López,

zuela e que sua audiência é

com poder, não sei se não vai

 

M E T I D O ”

basicamente jovem”, afirma

p

a r a o l a d o d o ch av i s m o ” ,

Entre os ouvidos pela Fo-

o analista Luis Vicente León,

complementa Suarez. ( S C )

ab

T E R Ç A - F E I R A , 1 8 D E F E V E R E I R O D E 2 0 1 4

H H H mundo A9

ESQUARTEJAMENTO “VOLUNTÁRIO” Entenda o plano do Clarín de ajuste à Lei de Meios, aprovado pelo
ESQUARTEJAMENTO
“VOLUNTÁRIO”
Entenda o plano do
Clarín de ajuste à
Lei de Meios,
aprovado pelo
governo
O grupo possui
emissoras
de rádio**
O grupo tem hoje
Detém
ao menos
canais de
T V a cabo
 ! licenças
de TV a cabo*
(Direito de vender o
ser v iço de T V a cabo
canais de
T V aber ta
O IMPÉRIO
pela Cablevisión)
AUDIOVISUAL
CL
ARÍN
"#
$

É o máximo
Número
permitido,
juntando T V e
emissoras de rádio
permitido
se já tiver canal
É o número máximo
permitido pela lei
aber to ou operar
T V a cabo
A
PROPOSTA DO CLARÍN

O grupo propôs se di v idir em seis “miniClaríns”. Governo deu ao Clarín seis meses para se desmembrar

T Vs e rádios mais impor tantes Negócio de T V a cabo Rádios do

T Vs e rádios mais impor tantes

T Vs e rádios mais impor tantes Negócio de T V a cabo Rádios do

Negócio de T V a cabo

T Vs e rádios mais impor tantes Negócio de T V a cabo Rádios do

Rádios do

A “joia da coroa”, com as principais marcas audiov isuais do grupo. Inclui Canal  (aber to, mais visto em Buenos Aires), TN (canal de notícias a cabo)

!" licenças para vender ser viços de T V a cabo que são da Cablevisión. É uma das par tes mais rentáveis

interior

Licenças de FM em Tucumán, Bariloche, Bahía Blanca e Santa Fé

Negócio da T V a cabo e internetde FM em Tucumán, Bariloche, Bahía Blanca e Santa Fé O grupo diz que manterá “o

O grupo diz que manterá “o grosso” das operações das operadoras

Cablevisión e Fiber tel (operadora

de internet)

operadoras Cablevisión e Fiber tel (operadora de internet) Canais de T V a cabo Canal no

Canais de T V a cabo

Canais de T V a cabo Canal no

Canal no

Reúne canais de T V a

interior

cabo, exceto o mais impor tante, o TN Notícias. Canais de entretenimento,

Canal aber to em Bahía Blanca e par ticipação no canal # de

menos estratégicos

Mendoza

*O fi c ialmente, o Clar ín não diz quantas licenças tem * *Governista s dizem que grup o tem mais de cem rádios

A rgent ina aprova

proposta de d iv isão do g r upo Cla r ín

D i r e t o r d e ag ê n c i a d i z q u e c o n g l o m e r a d o m i d i á t i c o n ã o c o n s e gu i r á m a i s “ m a n i p u l a r a o p i n i ã o p ú b l i c a ”

Empresa afirma que Lei de Mídia do governo tem a intenção de

seis empresas diferentes. A Lei

sido a desarticulação das es- cassas vozes independentes”.

de Mídia estabelece um limi-

te

de 24 licenças por empresa.

O

Clarín criará seis empre-

Somente no segmento de TV

sas independentes, cada uma

desarticular as “vozes independentes” do país

cabo, o Clarín possui 158. “Com a adequação do Cla- rín à lei, não acaba seu direi-

a

c o m um d o n o , p a r a divi d i r

suas licenças. A p r i m e i r a r e u n i r á o s

 

to

de informar e opinar com

meios jornalísticos e a opera- ção a cabo da Cablevisión em 24 cidades, com outro nome.

LÍGIA MESQUITA

liberdade. Acaba sua possibi- lidade de se impor como um

D E B U EN OS A IR E S

gigante econômico e mono-

A

segunda será a Cablevi-

O

governo argentino apro-

pólico para manipular a opi- nião pública e condicionar a

sión, com as 24 licenças per- mitidas de TV a cabo e a ope-

vou ontem a proposta de di-

visão do conglomerado Cla-

d

e m o c r a c i a ” , d i s s e M a r t í n

ração da Fibertel, provedora

rín para se adequar às exigên- cias da Lei de Mídia do país.

Sabbatella, diretor da Afsca. Em nota oficial, o Clarín la-

de internet. Outras 20 licenças de TV paga serão transferidas

O

plano foi aprovado por

m

e n t o u a s d e c l a r a ç õ e s d e

para uma terceira empresa.

unanimidade pelo conselho da Afsca (Autoridade Federal

de Serviços de Comunicação Audiovisual), agência respon- sável pela aplicação da lei.

Sabbatella, “as quais só nos fazem confirmar sua falta de imparcialidade e sua intole- rância com um dos poucos meios não controlados pelo

A

quarta congregará outros

s i n a i s, c o m o C a n a l Ru r a l e Ty C Sp o r t s ; a q u i n t a f i c a r á com as rádios FM de Tucu-

mán, Bariloche, Bahía Blan-

A

partir de agora, o Clarín

governo”. Para o grupo, elas “ratificam que a intenção ofi- cial com a Lei de Mídia tem

ca e Santa Fé, e a sexta terá os canais abertos de Mendo- za e Bahía Blanca.

terá 180 dias para dividir suas licenças de audiovisual em

terá 180 dias para dividir suas licenças de audiovisual em Copi loto sequest ra av ião

Copi loto sequest ra av ião e pousa na Su íça pa ra ped ir asi lo pol ít ico

Aeronave fazia rota de Adis Abeba, na Etiópia, a Roma, na Itália

LEANDRO COLON

D E LO N D R E S

Um avião da Ethiopian Air- lines fez um pouso não pro- gramado no aeroporto de Ge- nebra (Suíça) após o copiloto da aeronave ter tr ancado a porta da cabine e desviado o voo, com a intenção de pedir asilo às autoridades suíças. A aeronave fazia a rota de Adis Abeba (capital da Etió- pia) para Roma, na Itália, na madrugada de segunda. De acordo com as autori- d a d e s , H a i l e m e d e h i n Ta - gegn, 31, nascido na Etiópia, trancou a porta da cabine no momento em que o piloto dei- xou o comando para ir ao ba-

nheiro. Depois emitiu o códi- go de sequestro para a torre de controle de Genebra. Uma gr avação da cabine

a

e

a

e

b

ação tão extrema quando po- deria ter pedido o asilo polí- tico na Itália. A Ethiopian Airlines divul-

mostra o momento em que Ta-

gou nota confirmando que a

gegn pediu asilo ao controle de tráfego aéreo. “Precisamos

e r o n ave t eve d e f a z e r u m “pouso forçado” em Genebra

do asilo ou da segurança de

dizendo que tudo ocorreu

que não seremos transferidos para o governo etíope”, disse.

“com segurança”. Segundo a empresa aérea,

Após o pouso, o copiloto

situação ficou sob controle

saiu do avião pela janela da

os cerca de 200 passageiros,

cabine, por uma corda, e se

além da tripulação, passam

rendeu à polícia. Ele não es- tava armado. Tagegn será in- terrogado pelas autoridades e, caso seja processado por sequestro, poderá ser punido com até 20 anos de prisão. Ainda não está claro por que o copiloto recorreu a uma

e m . O h o m e m t r ab a l h ava havia pelo menos cinco anos na companhia e não apresen- tava problemas mentais, se- gundo relatos locais. Não teria havido ameaça aos passageiros durante o in- cidente dentro do avião.

Salvatore Di Nolfi/Efe
Salvatore Di Nolfi/Efe

Policiais suíços escoltam passageiros de avião sequestrado

A L E M A N H A

Me rke l apoia rede eu rope ia de d ados cont ra espionage m

D O N E W Y O R K T I M E S - A chan-

celer ( primeir a-ministr a) ale- mã, Angela Merkel, expressou apoio às propostas de criação de redes europeias de dados que manteriam e-mails e ou- tr as comunicações mais dis - tantes da vigilância dos EUA e disse que tratará do assunto nesta semana com o presiden- te francês, François Hollande. “Acima de tudo, discutire- mos com os provedores euro- peus sobre a necessidade de oferecer segurança aos nossos cidadãos”, disse Merkel no sá- bado, em seu podcast semanal. F o i a p r i m e i r a ve z q u e a chanceler expressou apoio pú- blico à proposta. No ano pas- sado, ela descobriu que seu ce- lular provavelmente havia sido alvo de escuta feita pelos EUA.

A10 mundo

H H H T E R Ç A - F E I R A , 1 8 D E F E V E R E I R O D E 2 0 1 4

ab

A I T Á LI A p r e p a ra - s e p a ra e n t ro- nizar seu 69º governo dos últimos 70 anos, provavelmente um recor- de mundial que nem a velha B olí- via seria capaz de igualar. Consequência inescapável: o país está falido, certo? Errado, profun- damente errado. A Itália está, sim, em crise, mas a qualidade de vida continua in vejável. Pena que já não seja tão in vejá- vel como até o fim do século passa- do. Prova-o o fato de que sua eco- nomia é, hoje, menor do que era há dez anos. Ou seja, a crise não é ape- n a s r e s u l ta d o d a c r i s e g l ob a l d e 2008/09. A Itália já não crescia an- tes dela e continuou não crescendo depois dela, tanto que só no último trimestre de 2013 saiu da recessão, assim mesmo com um crescimento magérrimo (0, 1% sobre o trimestre anterior). Com es se número, 2013 fechou

Itália, democracia sem voto

C L Ó V I S R O S S I

com mais uma retração (1,9%). É esse país estressado que está in ventando a democracia sem voto popular. Matteo Renzi, o jovem pre- feito de Florença ( 39 anos), ontem designado para a presidência do Conselho de Ministros, será o tercei- ro premiê seguido a chegar ao po- der sem passar pelo voto popular. Antes dele, o tecnocrata Mario Monti e um esquerdista moderado como Enrico Letta haviam sido in- cumbidos de formar o governo, em razão de manobras do presidente Giorgio Napolitano, que fez o diabo para driblar eleições, por saber que elas apenas conduziriam a um be-

Renzi será o terceiro premiê consecutivo a chegar ao poder sem passar pela legitimação das urnas

co sem saída. Afinal, a legislação eleitoral ita- liana, obra do inoxidável Sil vio Ber- lusconi, é chamada pelos próprios autores de “porcellum” (ou “porca- ria”), porque inibe a construção de uma maioria sólida. Tanto inibe que Napolitano aca- bou por inventar um condomínio im- provável —e impraticável— entre di- reita e esquerda, com apoio da pe-

quena facção centrista liderada por

Monti. Foi assim que o próprio Mon-

ti tentou governar, Letta fez idênti-

co ensaio e Renzi está condenado a

repeti-lo, a menos que queira ser fiel

à promessa de não chegar ao poder

a não ser por meio de eleições. Já violou a promessa ao aceitar ontem a incumbência de formar go- verno, movido pelo que ele próprio chama de “ambição desmesurada”. Mas, se não conseguir fazer as re- formas a que ontem mesmo se com- prometeu (eleitoral, fiscal, do mer- cado de trabalho, da administração pública), será obrigado a recorrer ao velho e bom instrumento das ur-

nas para tentar obter um mandato legítimo que lhe confira maioria su- ficiente para desesclerosar o país. Antes e acima de tudo, Renzi te- rá que dar horizonte aos jovens de entre 15 e 24 anos, 41% dos quais

desempregados, quando a taxa ge- ral de desemprego, já alta, é de 13%.

O jovem político tem bala para

tanto? Difícil saber de antemão, co-

mo é óbvio. Sua experiência admi-

nistrativa restringe-se a Florença,

cidade pequena.

Q ue a Itália precisa de reformas,

não há a menor dúvida. Mas um país que saiu completamente arruinado d a S e g u n d a G u e r r a M u n d i a l (1939/45) para se tornar a sexta po- tência do mundo, com qualidade de vida in vejável, resiste bravamente a que mexam nos usos e costumes dos bons velhos tempos.

c r os s i @ u ol .c o m . b r

COLUNISTAS DA SEMANA segunda: Rubens Ricupero, terça: Clóvis Rossi, quarta: Matias Spektor, quinta: Clóvis Rossi, sexta: Marcos Troyjo, sábado: Alexandre Vidal Porto, domingo: Clóvis Rossi

P R E F E I T U R A D A E S TÂ N C I A T U R Í S T I C A D E T U PÃ

E D I TA L : 0 7 / 2 0 1 4 Objeto: Contratação de empresa do ramo para a construção do prédio da Unidade Básica de Saúde do Jardim UNESP, nesta cidade de Tupã/SP, com o fornecimento de materiais, equipamentos e mão-de-obra, com recursos parcialmente oriundos do Fundo Nacional de Saúde, Destino: Secretaria Municipal de Planejamento e Infra-Estrutura, Modalidade: Tomada de Preços, Encerramento: Até às 13:30 (treze horas e trinta minutos) do dia 07/03/2014, Informações: serão fornecidas na Diretoria de Depar tamento de Compras, fone (0xx14) 3404-1000, ramais 1045 e 1046 e e-mail: compras@tupa.sp.gov.br. Tupã, 12/02/14. Manoel Ferreira de Souza Gaspar, Prefeito Municipal E D I TA L : 1 2 / 2 0 1 4 Objeto: Aquisição de roçadeira, motossera, motopoda e soprador, Destino: Secretaria Municipal de Educação, Modalidade: Pregão (Presencial), Encerramento: Até às 8:30 (oito horas e trinta minutos) do dia 10/03/2014, Informações: serão fornecidas na Diretoria de Depar tamento de Compras, fone (0xx14) 3404-1000, ramais 1045 e 1046 e e-mail: compras@tupa.sp.gov.br. Tupã, 10/02/14. Manoel Ferreira de Souza Gaspar, Prefeito Municipal

Manoel Ferreira de Souza Gaspar , Prefeito Municipal Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Manoel Ferreira de Souza Gaspar , Prefeito Municipal Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Manoel Ferreira de Souza Gaspar , Prefeito Municipal Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

AV ISO DE LICITAÇÃO

Licitaçã o Pública Nacional 001/2014 – MDS / BIRD 7841 -BR

O objeto da presente licitação é a escolha da proposta mais vantajosa para a contratação de prestação de serviços técnicos especializados necessários à realização de estudo longitudinal sobre as características gerais da população em situação de pobreza no semiárido brasileiro e no sudeste metropolitano, conforme condições, quantidades e exigências estabelecidas no Edital (SDP) e seus anexos.

ENTREGA DAS PROPOSTAS:

de 19/02/2014 até às 18:00 (horário de Brasília) do dia 04/04/2014 no endereço:

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome - MDS Esplanada dos Ministérios, Bloco A Térreo, Sala T- 40 Protocol o Central do MDS Brasília/DF CEP: 70.054-906

DATA DE ABERTURA: 07/04/2014, às 15h:30min (horário de Brasília).

A documentação completa relativa à licitação pode ser obtida no sitio

< h t t p : / / w w w. m d s . g o v. b r / a c e s s o - a - i n f o r m a c a o / l i c i t a c o e s e c o n t r a t o s / o r g a n i s m o s -

internacionais-pessoa-juridica>

M a i o r e s

d p i . l i c i t a c a o 7 8 4 1 b r @ m d s . g o v. b r

e s c l a r e c i m e n t o s ,

e n c a m i n h a r

a o

e n d e r e ç o

e l e t r ô n i c o

David Urcino Ferreira Braga Comissão Especial de Licitação

AV ISO DE LICITAÇÃO O Ser viço Social do Comércio - Administração Regional no Estado
AV ISO DE LICITAÇÃO O Ser viço Social do Comércio - Administração Regional no Estado

AV ISO DE LICITAÇÃO

O Ser viço Social do Comércio - Administração Regional no Estado de São Paulo,

em obediência à Resolução nº 1.252/2012, de 06 de junho de 2012, do Conselho Nacional do Ser viço Social, publicada na Seção I I I do Diário O cial da União - Edição nº 144 de 26/07/2012, torna pública a aber tura das seguintes licitações:

1. Objetos:

CA-S 005/2014 - CONCORRÊNCIA com inversão de fases para ser viço de Conser- vação, Limpeza e Jardinagem para as Unidades Catanduva, Odontologia, Rio Preto, São Caetano e São Carlos;

CA-S 006/2014 - CONCO RRÊNCIA - Prestação de ser viços para execução de manutenção preventiva e corretiva em sistemas de aquecimento de águas das diversas Unidades do Sesc no Estado de São Paulo; CA-O 003/2014 - CONCORRÊNCIA - Elaboração de projetos: Lote 1 - Instalações elétricas e hidráulicas; Lote 2 - Ar condicionado, ventilação e exaustão mecânica; Lote 3 - Lógica, telefonia e energia estabilizada; Lote 4 - Sistema de detecção de alarme de incêndio, do sistema eletrônico de segurança e do sistema de super visão e controle predial; e Lote 5 - Áudio, vídeo e multimídia, visando às obras de reforma da Unidade São Carlos, no Estado de São Paulo; CA-O 004/2014 - CONCORRÊNCIA - Elaboração de projetos: Lote 1 - Acústica; Lote 2 - Cenotecnica; Lote 3 - Confor to Ambiental, visando às obras de reforma da Unidade São Carlos, no Estado de São Paulo; PE-S 033/2014 - PR EGÃO E LETRÔN ICO - Ser viços de pré-impressão, impressão

e fornecimento de peças grá cas para as Unidades Belenzinho, Pinheiros e

Pompeia;

PE-S 026/2014 - PREGÃO ELETRÔNICO - Prestação de serviços com o fornecimento de material e mão de obra especializada para a organização e realização do

Circuito Sesc de Corridas: Lote 1 - Etapa São Carlos; Lote 2 - Etapa Belenzinho;

e Lote 3 - Etapa Sorocaba; PE-S 030/2014 - PR EGÃO E LETRÔN ICO - Prestação de ser viços de confecção, montagem, manutenção e desmontagem cenotécnica do projeto expositivo “Cidade In nita” a ser realizado na Unidade Pompeia; PE-S 032/2014 - PR EGÃO E LETRÔN ICO - Prestação de ser viços de bombeiro civil para a exposição “ Trilhas de brincar”, a ser realizada na Unidade Araraquara.

2. Consulta e aquisição do Edital: por meio de download no sítio do Sesc -

sescsp.org.br mediante prévio cadastro para obtenção de senha de acesso ou, para veri cação sem possibilidade de extração de cópia, de 2ª a 6ª feira, das 9h30 às 12h45 e das 13h45 às 17h, na Av. Álvaro Ramos nº 991, São Paulo, Capital, Gerência de Contratações e Logística.

3. Data da entrega dos envelopes contendo as propostas comerciais e os docu-

mentos de habilitação, no endereço estabelecido no item 2 acima:

CA-S 005/2014 - dia 10/03/2014, às 10h; CA-S 006/2014 - dia 07/03/2014, às 14h30; CA-O 003/2014 - dia 20/03/2014, às 10h30; CA-O 004/2014 - dia 20/03/2014, às 11h15; PE-S 033/2014 - dia 26/02/2014, às 14h; PE-S 026/2014 - dia 11/03/2014, às 10h; PE-S 030/2014 - dia 14/03/2014, às 10h; PE-S 032/2014 - dia 07/03/2014, às 15h30.

C O N J U N T O H O S P I T A
C O N J U N T O H O S P I T A L A R D E S O R O C A B A
P R E G Ã O E L E T R Ô N I C O N º 0 6 2 / 1 4 - P R O C E S S O 0 2 6 2 - 1 3 4 0 / 1 2
Encontra-se aberto no Conjunto Hospitalar de Sorocaba, o Pregão Eletrônico nº 062/14, Oferta de Compra
090143000012014OC00143 do tipo Menor Preço, destinado a contratação de empresa especializada na execução
de serviços de apoio a área de neurocirurgia urgência/emergência hospitalar e ambulatorial. A realização da
sessão será no dia 28/02/14, às 10:00H nos endereços eletrônicos www.bec.sp.gov.br. e www.bec.fazenda.sp.gov.br. O edital
na íntegra encontra-se no site www.e-negociospublicos.com.br. E-mail para contato: chs-licitacao@saude.sp.gov.br.
Solange Carvalho - Diretor I - DSMP
Solange Carvalho - Diretor I - DSMP AV ISO DE ABERTURA DE LICITAÇÃO EDITAL DO PREGÃO
Solange Carvalho - Diretor I - DSMP AV ISO DE ABERTURA DE LICITAÇÃO EDITAL DO PREGÃO
AV ISO DE ABERTURA DE LICITAÇÃO EDITAL DO PREGÃO Nº 11/2014 PROCESSO(S) CMSP Nº(s) :

AV ISO DE ABERTURA DE LICITAÇÃO EDITAL DO PREGÃO Nº 11/2014 PROCESSO(S) CMSP Nº(s) : 953/2013 TIPO DE LICITAÇÃO: MAIOR PERCENTUAL DE DESCONTO, SOBRE A TABELA OFICIAL DOS JORNAIS DE GRANDE CIRCULAÇÃO. OBJETO: Contra tação de empresa de publicidade para a prestação de ser viços de publicação em jornais de g r ande circulação, na cidade de São Paulo, conf orme descrições, condições e quantidades constantes do Anexo I - Te rmo de Referência - Especi cações Técnicas, parte integ rante do Edital. LOCAL, HORÁRIO E DATA DA SESSÃO PÚBLICA : Sala Ti radentes, 8º andar do Edifício da Câmara

Municipal de São Paulo, Viaduto Jacareí, 100, às 14h30 do dia 10/03/2014.

- Poderá o interessado obter o edital, g r a tuitamente, a t ra vés do site da Câmara Municipal de São Paulo:

http://www.camara.sp.gov.br, ou solicitar via e-mail , a t ra vés do endereço eletrônico: cjl@camara.sp.gov.br.

- Para eventuais consultas ao edital, o mesmo estará disponível, em dias úteis, no Viaduto Jacareí, 100,

13º, s/1307, Ca pital (tel.: 3396-5099), das 11h00 às 17h00.

s/1307, Ca pital (tel.: 3396-5099), das 11h00 às 17h00. Royal & Sunalliance Segur os (Brasil) S/A
Royal & Sunalliance Segur os (Brasil) S/A CNPJ nº 33.065.699/0001-27 - NIRE nº 35.300.355.458 Ata
Royal & Sunalliance Segur os (Brasil) S/A
CNPJ nº 33.065.699/0001-27 - NIRE nº 35.300.355.458
Ata das Assembleias Gerais Ordinária e Extraordinária
Realizadas em 28 de Março de 2013, Lavrada na Forma de Sumário
1
- Data, Hora e Local: Às 10:00 horas do dia 28 de março de 2013, na sede social da Companhia,
na
Av. das Nações Unidas, nº 12.995 - 4º andar, Brooklin Novo, São Paulo, SP. 2 - Quorum: Acionistas da
Companhia representando mais de 2/3 do Capital Social votante, conforme se verifica das assinaturas
constantes do Livro de Presença de Acionistas. 3 - Convocação: Por edital publicado no Diário Oficial do
Estado de São Paulo e no Jor nal Folha de São Paulo nos dias 19, 20 e 21 de março de 2013, na forma do artigo
124
da Lei nº 6.404/76. 4 - Mesa: Presidente: Thomas Kelly Batt; Secretário: Roberto Chateaubriand Filho.
5
- Ordem do Dia: Em Assembleia Geral Ordinária: 5.1. Exame, discussão e votação do Relatório da
Administração, Balanço Patrimonial, parecer dos Auditores Independentes e demais Demonstrações
Financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2012. 5.2. Deliberação sobre a
destinação do resultado do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012 e a distribuição de dividendos
aos
acionistas. 5.3. Eleição dos membros da Diretoria: 5.4. Fixação da remuneração global anual dos membros
da
Diretoria. Em Assembleia Geral Extraordinária: 5.5. Deliberação sobre a Mudança dos auditores
independentes da Companhia; e 5.6. Outros assuntos de interesse geral. 6 - Deliberações Tomadas pela
Unanimidade dos Acionistas Presentes às Assembleias, Abstendo-se de Votar os Legalmente
Impedidos, quando Exigido por Lei. Em Assembleia Geral Ordinária: 6.1. Aprovar o Relatório da
Administração, o Balanço Patrimonial, o parecer dos Auditores Independentes e as demais Demonstrações
Financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2012, devidamente publicados no
Diário Oficial do Estado de São Paulo e no Jor nal Folha de São Paulo em 27 de fevereiro de 2013. 6.2. Tendo
sido aprovadas as contas, foi consignado que o lucro líquido do exercício encerrado em 31 de dezembro de
2012
é de R$ 29.848.320,97 (vinte e nove milhões, oitocentos e quarenta e oito mil, trezentos e vinte reais
e
noventa e sete centavos), montante que é destinado conforme determinação do Estatuto Social da
Companhia e legislação em vigor, da seguinte forma: a) R$ 1.492.416,05 (um milhão, quatrocentos e noventa
e
dois mil, quatrocentos e dezesseis reais e cinco centavos) para a conta “Reserva Legal”; b) R$ 8.131.447,90
(oito milhões, cento e trinta e um mil, quatrocentos e quarenta e sete reais e noventa centavos),
para pagamento do dividendo mínimo obrigatório aos acionistas, conforme determinação do artigo 29
do Estatuto Social da Companhia e legislação em vigor, montante composto da seguinte forma:
(i) R$ 6.949.811,14 (seis milhões, novecentos e quarenta e nove mil, oitocentos e onze reais e quatorze
centavos), que, conforme deliberação tomada na Assembleia Geral Extraordinária realizada em 19 de
novembro de 2012, foi destinado para pagamento aos acionistas de juros, creditados individualmente,
a
título de remuneração de capital próprio, valor esse que foi imputado ao valor de dividendo mínimo
obrigatório de que trata o artigo 202 da Lei das S/A, nos termos do parágrafo 7º do artigo 9º da Lei
9.249/95, e que líquido de imposto de renda retido na fonte, corresponde a R$ 5.907.339,47 (cinco
milhões, novecentos e sete mil, trezentos e trinta e nove reais e quarenta e sete centavos); e (ii) R$ 1.181.636,76
(um milhão, cento e oitenta e um mil, seiscentos e trinta e seis reais e setenta e seis centavos) para complemento
do
pagamento do dividendo mínimo obrigatório aos acionistas; e c) O saldo remanescente, no valor de
R$
20.224.457,02 (vinte milhões, duzentos e vinte e quatro mil, quatrocentos e cinquenta e sete reais e dois
centavos), será alocado na conta “Outras Reservas de Lucros”. 6.3. Reeleger como membros da Diretoria
da
Companhia, para um mandato de 2 (dois) anos, até a realização da Assembleia Geral Ordinária que
apreciará as contas do exercício que se encerrará em 31.12.2014, os Srs. Thomas Kelly Batt, brasileiro,
casado, portador da Carteira de Identidade RG nº 53.277.967-8 SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o
858.372.707-44, residente e domiciliado na Rua Zacarias de Gois, nº 1533, apto. 6b, Campo Belo,
São Paulo - SP, para o cargo de Diretor Presidente; Adailton Oliveira Dias, brasileiro, casado, securitário,
portador da Carteira de Identidade nº 18.640.501 expedida pela SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o
117.873.618-02, residente e domiciliado em São Paulo, Estado de São Paulo e com escritório na mesma
cidade, na Avenida das Nações Unidas, 12.995, 4º andar, Brooklin Novo, CEP 04578-911, para o cargo
de
Diretor; e Roberto Chateaubriand Filho, brasileiro, solteiro, portador da Carteira de Identidade RG
38517472-X, inscrito no CPF/MF sob o nº 917.951.417-00, residente e domiciliado na Rua Capitão Otávio
Machado, 950 - apto. 162 B - Granja Violeta, São Paulo - SP, para o cargo de Diretor. 6.4. Além das funções
executivas, em atendimento ao disposto na Circular SUSEP nº 234/03, as atribuições da Diretoria serão
também as seguintes: Thomas Kelly Batt: diretor administrativo-financeiro; Adailton Oliveira Dias:
diretor responsável técnico; diretor responsável pelo cumprimento da Resolução CNSP nº 143/05;
e,
nos termos da Resolução CNSP nº 135/05, como responsável pelo acompanhamento, supervisão e
cumprimento dos procedimentos atuariais previstos nas normas em vigor; Roberto Chateaubriand Filho:
diretor responsável pela representação da Companhia perante os órgãos gover namentais e, em especial,
junto à Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, diretor responsável pelo cumprimento do disposto na
Lei nº 9.613/98, na Circular SUSEP nº 380/08 e nas demais regulamentações complementares; diretor
responsável pelos Controles Inter nos; diretor responsável pelo gerenciamento de fraudes nos termos da
Circular SUSEP nº 344/07; pelo cumprimento da Resolução CNSP nº 118/04; e ainda é o diretor responsável
pelo cumprimento da Circular SUSEP nº 445/12, que dispõe sobre os controles inter nos específicos para
a
prevenção e combate dos crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores, ou que com
eles possam relacionar-se. 6.5. Fixar, para o presente exercício social, a remuneração global e anual da
Diretoria no valor de até R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais). Em Assembleia Geral Extraordinária:
6.6. Fica determinada a mudança dos auditores independentes da Companhia, que a partir de 1º de maio de
2013, passará a ser a empresa KPMG Auditores Independentes. 7 - Conselho Fiscal: Deixou de ser ouvido
o
Conselho Fiscal, tendo em vista o mesmo não estar em funcionamento e não ter sido solicitado por nenhum
dos acionistas presentes. 8 - Documentos Arquivados: Foram arquivados na sede da Companhia,
devidamente autenticados pela Mesa, os documentos submetidos à apreciação das Assembleias referidos
nesta ata. 9 - Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foram encerradas as Assembleias e lavrada a
presente ata, que após lida e aprovada, foi assinada por todos os acionistas presentes: Thomas Kelly Batt,
Presidente e Roberto Chateaubriand Filho, Secretário. Acionistas: Sun Alliance Insurance Overseas
Limited e Thomas Kelly Batt. Declaramos para os devidos fins que a presente é cópia fiel da ata original
lavrada no livro próprio. Thomas Kelly Batt - Presidente; Roberto Chateaubriand Filho - Secretário.
JUCESP nº 66.662/14-0 em 11/02/2014. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.
em 11/02/2014. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral. TRIBUNAL REGIONAL TRABALHO - 15ª REGIÃO AVISO DE

TRIBUNAL REGIONAL TRABALHO - 15ª REGIÃO

AVISO DE LICITAÇ ÃO - PROCESSO Nº 052/2014 PREGÃO ELETRÔNICO - SRP Objeto: Registro de Preços para eventual aquisição de mater iais de uso contínuo destinados à Seção de Copa deste E. Tr ibunal, bem como, ao Ministér io Público do Trabalho - PRT 15ª Região. Envio das Propostas até às 12h e Início da Disputa de Preços às 14h, do dia 28/02/14, ambos no site www.licitacoes-e.com.br. Edital e Informações na sala da Coordenador ia de Licitações, das 12 às 18 h, fone 19-3232- 8519, à Rua Dr. Quir ino, 1080, 5º andar, Centro, Campinas - SP e no site acima. Campinas, 17 de fevereiro de 2014. João Santos Marinho Ju nior - Pregoeiro

de 2014. João Santos Marinho Ju nior - Pregoeiro Fundação de Apoio à Universidade de São
Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo Av. Afrânio Peixoto, 14 – São Paulo

Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo Av. Afrânio Peixoto, 14 – São Paulo – SP - 05507-000 Tel. (11) 3035-0550 / 3091-4289 Fax (11) 3035-0580 www.fusp.org.br fusp@fusp.org.br licitacao@fusp.org.br

AVISO DE ABERTURA DE LICITAÇÃO – TOMADA DE PREÇOS Nº 01/2014

Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo – FUSP comunica a abertura do procedimento licitatório na

modalidade TOMADA DE PREÇOS Nº 01/2014, tipo “menor preço”, no regime de “empreitada por preço global”, que

objetiva a contratação de empresa para execução das obras de construção do Laboratório Modelo Sede do CENDAT, do

Instituto de Energia e Ambiente - IEE da USP.

O edital desta licitação está à disposição dos interessados no menu “Sistemas” item “licitação” do site www.fusp.org.br e na

A

sede da FUSP, sito a Av. Afrânio Peixoto, 14, Butantã, CEP 05507-000, São Paulo, SP, Setor de Licitação e Contratos, de 2ª a

6ª feira, das 08:00 as 11:30 horas e das 13:00 as 16:00 horas, podendo ser obtido pelas empresas interessadas no período

de 18 de fevereiro de 2014 a 10 de março de 2014.

Os envelopes contendo os documentos de “Proposta” e “Habilitação” deverão ser entregues até 14:00 horas do

dia 11/03/2014, na sede da FUSP, sala de reunião, sendo que os envelopes de proposta e habilitação serão abertos a partir

das 14:10 horas do mesmo dia da entrega.

São Paulo, 18 de fevereiro de 2014 Comissão de Licitação

A c e rvo Fo lh a . A m e m ó r ia d e u m d o s jo r n a is m a is im p o r ta n te s d o m u n d o , a g o ra n a m e m ó r ia d o s e u co m p u ta d o r. w w w.fo lh a .co m .b r / a ce r vo

r ta n te s d o m u n d o , a g o
AV ISO DE AUDIÊ NCIA PÚBLIC A Nº 001/2014 A Diretoria da Agência Nacional de

AV ISO DE AUDIÊ NCIA PÚBLIC A Nº 001/2014

A Diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, no uso de suas

atribuições regimentais, de acordo com a Deliberação ANTT nº 019, de 17 de fevereiro de 2014, considerando o disposto na Resolução ANTT nº 3.026, de 10 de fevereiro de 2009, publicada no DOU de 24 de março de 2009, comunica que realizará Audiência Pública, franqueada aos interessados, com o objetivo de colher subsídios, com vistas ao

aprimoramento das Minutas de Edital, de Contrato e dos Estudos Preliminares que se

prestarão a disciplinar as condições em que se dará a concessão, à iniciativa privada,

do trecho ferroviário compreendido entre Porto Nacional/TO – Estrela D’Oeste/SP, projeto

integrante do Programa de Investimentos em Logística do Governo Federal.

O período para o envio de contribuições será das 9 horas do dia 18 de fevereiro de

2014 às 18 horas do dia 05 de março de 2014.

A Sessão Pública da Audiência será realizada no dia, horário e local a seguir indicado:

Sessão Pública: PALMAS/TO

Data: 20 de fevereiro de 2014 Horário: 14h às 18h

Local: Aldeia da Corte Eventos

Endereço: Quadra 112 Sul SR 01 Lote 39 - Plano Diretor Sul - Cep 77.020-170

Capacidades: 250 pessoas As informações especí cas sobre a matéria, bem como as orientações acerca dos procedimentos aplicáveis à participação da sociedade civil na Audiência Pública nº 001/2014 estarão disponibilizadas, em sua integralidade, no sítio www.antt.gov.br. Informações e esclarecimentos adicionais poderão ser obtidos por meio do envio de

correspondência eletrônica ao endereço: ap001_2014@antt.gov.br.

JORGE BASTOS Diretor-Geral, em Exercício

AV ISO DE LICITAÇÃO

AV ISO DE LICITAÇÃO O Ser viço Social do Comércio - Administração Regional no Estado de

O Ser viço Social do Comércio - Administração Regional no Estado de São Paulo,

em obediência à Resolução 1.252/2012, de 06 de junho de 2012, publicada no

Diário O cial da União - Edição nº 144 de 26/07/2012, torna público o cer tame

conforme segue:

CONCURSO - O - 01/2013

Objeto: Seleção da melhor proposta arquitetônica, apresentada na forma de

Estudo Preliminar e Memorial Conceitual, para construção da futura Unidade

Sesc Osasco, localizada na Av. Spor t Club Corinthians Paulista, 1300, na cidade

de Osasco, Estado de São Paulo.

Comunicamos o resultado nal do referido Concurso, conforme segue:

1ª Cl assi cada - Código: D 0 A 4 C 4 9 A 7 1 E D 0 B 6 D - GRI FO ARQU ITETU RA LTDA.;

2 ª C l a s s i c a d a - Código: 4 6 2 3 F 3 6 1 8 E 7 D 1 8 D E - SPADON I & A SSOCIADOS ARQU ITETU RA E U RBAN ISMO LTDA.;

3 ª C l a s s i f i c a d a - C ó d i g o : F 8 7 B 8 7 1 A 3 6 9 7 5 A C 1 - DA L P I A N A RQ U I T E TO S ASSOCIADOS SS LTDA.;

4 ª C l a s s i f i c a d a - C ó d i g o : F 0 C 3 B A C 8 2 D D 5 7 4 9 B - A X A L CO N S U LTO R I A E

PROJETOS LTDA.;

5 ª C l a s s i f i c a d a - C ó d i g o : 7 B 6 D D E 7 9 B D 1 0 5 6 7 0 - D R U C K E R A RQ U I T E TO S ASSOCIADOS S/S LTDA.

Demais informações estão disponíveis no sítio do Sesc - sescsp.org.br.

ab

T E R Ç A - F E I R A , 1 8 D E F E V E R E I R O D E 2 0 1 4

H H H mundo A11

A FP
A FP

Trabalhador ilegal deixa mina sob o olhar de funcionário da equipe de resgate em Benoni

Mineradores recusam resgate por medo de detenção na África do Sul

Número indeterminado de trabalhadores ilegais está sob a terra

DA S AG ÊN C I A S D E N OT ÍC I A S

Mineradores ilegais presos numa mina de ouro abando- nada resistiram ontem ao res- gate em B enoni, na África do Sul. Eles temem ser detidos ao deixar o local, que fica a leste de Johannesburgo. As autoridades não sabem dizer ao cer to quantos eles são nem há quanto tempo es- tão presos na mina. “Rejeitaram nossa ajuda e não queriam sair”, disse o por- ta-voz da polícia local, Mack Mngomezulu. Segundo ele, re- tirá-los à força seria muito ar- riscado para os serviços de res- gate, que entregaram água e alimentos no local. “Sabem que serão detidos e, por isso, não saem”, expli- c o u Suga n M o o d l ey, p o r t a - voz dos serviços municipais de emergência. Segundo Moodley, há ru- mores de que até 400 pessoas p o d e r i a m e s t a r d eb a i x o d a terra. No entanto, só foi esta- belecido contato com cerca

terra. No entanto, só foi esta- belecido contato com cerca de 30. Até a conclusão desta

de 30. Até a conclusão desta edição, 24 haviam sido resga- tadas. De acordo com a agência d e n o t í c i a s E f e , o D e p a r t a - mento de Minas sul-africano fez chegar aos trabalhadores clandestinos uma notificação que afirma que o buraco por onde teriam entrado no local será selado em 14 dias caso eles não aceitem o resgate. Os mineiros foram locali- zados no domingo, quando uma equipe que circulava pe-

los arredores da mina aban- donada escutou gritos. O lo- cal é propriedade da empre- sa chinesa Gold One, mas es- tava abandonado. Segundo fontes da empre- sa, os mineiros ficaram pre- sos após a queda de um dos túneis que tinham escavado para acessar a mina. O u t r a s ve r s õ e s ap o n t a m que um grupo de ladrões blo- queou a saída para roubar o ouro dos tr abalhadores, se- gundo a imprensa local.

Informe Publicitário

NOTA OFICIAL

A Faercom e a Oildrive vêm a público prestar os seguintes esclarecimentos:

1 –

A Faercom e a Oildrive atuaram, por mais de 30 anos, como representantes comerciais exclusivas da SBM Offshore no Brasil;

2 – A relação comercial teve por objetivo prover serviços e equipamentos à Petrobras, tais como plataformas, monoboias, sistemas de ancoragem, estações de descarregamento de óleo e outros;

3 – Em 2012, a SBM decidiu atuar em todo o mundo, inclusive no Brasil, através de estruturas comerciais próprias. Isto levou a uma não continuidade de seus contratos de representação;

4 – Conforme já divulgado pela SBM Offshore em comunicados ofi ciais,

a companhia vem realizando investigações internas sobre práticas de

vendas que poderiam ter sido impróprias. Esses comunicados, porém, nunca mencionaram o Brasil;

5 – A Faercom e a Oildrive estão prontas a prestar todo e qualquer esclarecimento acerca de suas atividades. As duas companhias se

orgulham de ostentar conduta ilibada e norteada pelos mais rigorosos princípios de respeito à ética nos negócios. É o que inspira também

a trajetória de seu fundador, Julio Faerman, um engenheiro de 75

anos de idade e que atua no setor de petróleo ha 50 anos, citado de forma irresponsável, covarde e caluniosa em reportagens recentes. São justamente a credibilidade e a reputação inatacáveis que permitem que

Faercom e Oildrive prestem serviços a algumas das maiores companhias do mercado de petróleo e gás no Brasil e no mundo.

Faercom Energia

Oildrive Consultoria em Energia e Petróleo

Hillary ‘invadiu’ com Obama reunião do Brasil, diz biograf ia

Em 2009, presidente e secretária de Estado entraram em encontro dos Brics para o qual não haviam sido convidados

Episódio, narrado em novo livro sobre Hillary, aproximou democratas após acirrada disputa por nomeação em 2008

guês), dos jornalistas Jona - t h a n A l l e n e A m i e P a r n e s, lançada na última semana. “Com Hillary como braço direito, Obama invadiu a reu- nião, pedindo para falar com os líderes dos quatro países. Cada um dos países estava se esquivando dos EUA em todos

Copenhague porque nós in- vadimos o encontro secreto”, disse Hillary aos autores. Independentemente de o resultado da conferência não ter sido satisfatório par a os EUA, foi depois desse episó- dio que Obama e Hillary se tornaram “ verdadeiros com- panheiros”, segundo um fun- cionário da Casa Branca. “Foi quando comecei a vê- los tr abalhando juntos com mais natur alidade, não er a mais aquela relação de for- malidade”, disse outra fonte da Presidência americana. A biografia, que abrange o

ISABEL FLECK

D E N OVA YO R K

os níveis (

),

e essa foi uma

Dezembro de 2009, fim do primeiro ano do governo Oba- ma. O presidente dos EUA e a

oportunidade de falar com to- dos de uma vez”, diz o livro. Segundo o texto, a entrada inesperada dos dois causou “agitação” entre os chefes de governo, ministros e funcio- nários responsáveis pela ne- gocia ção d os q uatr o paí se s

e ntão s ec re tá ri a de E stado, Hillary Clinton, ainda tenta- vam estabelecer uma relação mais próxima após a acirra-

da

disputa pela nomeação de-

que estavam presentes.

período da derrota de Hillary

m

o c r a t a n o a n o a n t e r i o r,

Um representante do go - verno chinês teria se manifes-

p a r a Ob a m a n a s p r i m á r i a s democratas em 2008 até a sua

quando um episódio duran-

te

a

Cop-15, conferência da

tado, em mandarim, mas o intérprete hesitou em tradu- zi-lo. “Não sei o que ele está dizendo, mas não acho que s e j a : ‘ F e l i z e m v ê - l o s, p e s- soal’”, disse Obama. À Folha uma pessoa fami- liarizada com o episódio con- firmou o mal-estar, mas dis- se que não se tratava de uma r e u n i ã o “ s e c r e t a ” , m a s u m

saída do Departamento de Es- tado, no ano passado, mos- t r a a i n d a c o m o a p r i n c i p a l aposta do partido para a Ca- sa Branca em 2016 mantinha uma lista de “desafetos” na época da campanha. Seus assessores alimenta- vam a lista com nomes de po- líticos e “notas” de 1 a 7 –num ranking de apoio a Hillary. Os

ONU sobre mudança do cli- ma, em Copenhague (Dina- marca), os tornou cúmplices. Por in ic iativa de Ob ama ,

ele e Hillary decidiram “inva- dir” uma reunião “secreta” entre Br asil, China, Índia e África do Sul —par a a qual consideravam que deveriam ter sido convidados.

 

O

caso foi revelado na no-

“encontro privado”, par a o qual os EUA —assim como os e u r o p e u s o u o Jap ã o— n ã o

“sete” eram os menos “cola- borativos” e incluíam nomes como o seu sucessor no De-

va b i o g r a f i a s o b r e H i l l a r y,

“HRC - State Secrets and the

R

eb i r t h o f H i l l a r y C l i n t o n ”

haviam sido convidados. “ N ó s n o s d ive r t i m o s e m

partamento de Estado, John Kerry (então senador).

(ainda sem título em portu-

Kerry (então senador). (ainda sem título em portu- CANADÁ COM A CVC Voando Air Canada DÓLAR
CANADÁ COM A CVC Voando Air Canada DÓLAR A R$ 2,19 SÓ NA CVC. C
CANADÁ
COM A CVC
Voando Air Canada
DÓLAR A R$ 2,19 SÓ NA CVC.
C ana dá C os t a L e s te
C ana dá C os t a Oe s te
9 d i a s - s a í d a s d i á r i a s
10 d i a s - s a í d a s d i á r i a s
R
o t e i r o e s p e c i a l m e n t e e l a b o r a d o c o m 8 d i á r i a s
R
o t e i r o c o m 9 d i á r i a s d e h o s p e d a g e m c o n h e c e n d o
d
e h o s p e d a g e m c o n h e c e n d o a s i n c r í v e i s
a
s p r i n c i p a i s c i d a d e s e p a i s a g e n s d a C o s t a O e s t e :
p
a i s a g e n s e c i d a d e s d a C o s t a L e s t e C a n a d e n s e :
V
a n c o u v e r, K e l o w n a , B a n f f, H i n t o n , K a m l o o p s ,
To r o n t o , O t t a w a , Q u e b e c e M o n t r e a l , p a s s e i o
W h i s t l e r e V i c t o r i a , p a s s e i o a o V a l e d e O k a n a g a n ,
p
a r a a s C a t a r a t a s d o N i á g a r a , C a t e d r a l d e N o t r e
Ve
r n o n , V a l l e y G a p , P a r q u e N a c i o n a l d e J a s p e r
D
a m e e C a s s i n o d e M o n t r e a l . I n c l u i t r a n s p o r t e
e
B l u e R i v e r. I n c l u i t r a n s p o r t e a e r o p o r t o /
a
e r o p o r t o / h o t e l / a e r o p o r t o , c a f é d a m a n h ã d i á r i o
h
o t e l / a e r o p o r t o , c a f é d a m a n h ã d i á r i o e
e
a c o m p a n h a m e n t o d e g u i a c o m a t e n d i m e n t o e m
a
c o m p a n h a m e n t o d e g u i a c o m a t e n d i m e n t o
p
o r t u g u ê s d u r a n t e t o d a a v i a g e m .
e
m p o r t u g u ê s d u r a n t e t o d a a v i a g e m .
10X
10X
SEM
SEM
JUROS 319 , REAIS
JUROS 481 , REAIS
À
v i s t a R $ 3 .19 0 . B a s e U S $ 1. 4 5 8
À
v i s t a R $ 4 . 8 10 . B a s e U S $ 2 .19 8
P
r e ç o s o m e n t e p a r t e t e r r e s t r e p a r a s a í d a 18 /a b r i l
P
r e ç o s o m e n t e p a r t e t e r r e s t r e p a r a s a í d a 17/ m a i o
PA S S AGEN S A ÉRE A S EM P ROMOÇ ÃO
T O R O N T O
10 x R $ 2 5 6
À v i s t a R $ 2 . 5 6 0
B a s e U S $ 1.169
M O N T R E A L
10 x R $ 2 3 7
À v i s t a R $ 2 . 3 7 0
B a s e U S $ 1. 0 8 0
O T TAWA
10 x R $ 2 4 2
À v i s t a R $ 2 . 4 2 0
B a s e U S $ 1.10 3
VA N C O U V E R
10 x R $ 2 5 6
À v i s t a R $ 2 . 5 6 0
B a s e U S $ 1.169
C A L G A R Y
10 x R $ 2 5 4
À v i s t a R $ 2 . 5 4 0
B a s e U S $ 1.15 9
Vá a t é a C V C m a i s p r óx i m a , f a l e c o m s e u a g e n t e d e v i a g e n s o u a c e s s e w w w. c v c . c o m . b r
L i g u e : 2 1 4 6 - 7 0 1 1 | 2 1 0 3 - 1 2 2 2 | 2 1 9 1 - 8 7 0 0
P r e z a d o c l i e n t e : o s p r e ç o s s ã o p u b l i c a d o s p o r p e s s o a e m a p a r t a m e n t o d u p l o
c o m s a í d a d e S ã o P a u l o . P r e ç o s , d a t a s d e s a í d a s e c o n d i ç õ e s d e p a g a m e n t o
s u j e i t o s a r e a j u s t e e d i s p o n i b i l i d a d e . O f e r t a s v á l i d a s p a r a u m d i a a p ó s a
p u b l i c a ç ã o d e s t e a n ú n c i o . P r e ç o s a n u n c i a d o s s ã o v á l i d o s p a r a b i l h e t e s d e
c l a s s e e c o n ô m i c a p a r t i n d o d e S ã o P a u l o c o m e m b a r q u e d e 1º / a b r i l a 3 0 / m a i o .
Ta r i f a s v á l i d a s m e d i a n t e c o m p r a d e p a r t e t e r r e s t r e a t r e l a d a . C o n d i ç õ e s d e
p a g a m e n t o : p a r c e l a m e n t o 0 +1 0 v e z e s s e m j u r o s n o c a r t ã o d e c r é d i t o o u
b o l e t o b a n c á r i o . Ta x a s d e e m b a r q u e c o b r a d a s p e l o s a e r o p o r t o s n ã o e s t ã o
i n c l u í d a s n o s p r e ç o s e d e v e r ã o s e r p a g a s p o r t o d o s o s p a s s a g e i r o s . C â m b i o
R e d u z i d o C V C 6 / 2 U S $ 1 , 0 0 = R $ 2 ,1 9.
A
PARTIR DE
A
PARTIR DE

A12 mundo

H H H T E R Ç A - F E I R A , 1 8 D E F E V E R E I R O D E 2 0 1 4

ab

Coreia do Norte lidera violações, diz ONU

Relatório feito a partir de depoimentos de 240 desertores revela que país promove tortura e execuções sistemáticas

Para chefe da comissão da ONU que realizou o estudo, situação nas prisões do país só tem paralelo no nazismo

no Unido. A Coreia do Norte não autorizou a entrada dos inspetores da ONU. Para a comissão, há tortu- ras sistemáticas e fome deli- b e r a d a . O s l o c a i s o n d e h á maior violação dos direitos

DA S AGÊN C I A S D E N OT ÍC I A S

são os campos de detenção, onde estão entre 80 mil e 120 mil presos políticos e onde os

A

Comissão de Direitos Hu-

massacres seriam em níveis próximos a um genocídio. Nesses campos, segundo os desertores, há homicídios, tortura, execuções e crianças aprisionadas desde o nasci- mento. Mãe seriam obrigadas

manos da ONU divulgou on-

tem um relatório que coloca a Coreia do Norte como o país onde ocorre o maior número de crimes contra a humani- dade no mundo.

O

g r u p o q u e e l ab o r o u o

a afogar os próprios bebês, e famílias teriam sido tortura- das por terem assistido a uma novela estrangeira. Muitas vezes, cadáveres de detentos teriam sido usados como fertilizante após serem queimados. Entre os ouvidos está Shin Dong-hyuk, que escapou de um desses campos. Quando tinha 13 anos, sua

texto diz também que há evi- dências suficientes para pro- cessar o ditador do país, Kim Jong-un, e outros membros do governo no Tribunal Pe- nal Internacional (TPI). No documento, de quase 4 0 0 p á g i n a s , a c o m i s s ã o compila entrevistas com 240 desertores que moram na Co- reia do Sul, nos EUA e no Rei-

I

R Ã

‘Não va i a luga r nen hu m’, d iz líder supremo sobre negociação nuclea r

DA S A G Ê N C I A S D E N O T Í C I A S - O

um acordo provisório, com seis

l í d e r s u p r e m o d o I r ã , a i a t o -

meses de duração, pelo qual o

Ali Khamenei, afirmou on-

Irã congelou todas as ativida-

tem que as negociações com

des de enriquecimento de urâ-

o

chamado grupo 5+1 (Reino

nio acima de 5% e reduziu as

Unido, Fr ança, Estados Uni-

reservas de urânio enriqueci-

do

s, Rú ss i a , Ch i n a e Al em a -

do a 20% —par a produzir uma

nha) sobre o fim do programa nuclear do país “não vão a lu-

bomba nuclear, é preciso enri- quecer o urânio a 90%.

gar nenhum”. “Repito que não estou oti- mista sobre as negociações. E penso que não levarão a lugar nenhum. Mas não sou contra elas”, disse Khamenei. Em novembro, foi alcançado

Em troca, as potências ali- viaram as sanções econômicas existentes e se comprometeram a não criar novas. O país retoma hoje, na Áus- tria, os encontros com as potên- cias por um acordo definitivo.

Reprodução D es en ho feit o p elo ex-pri si on ei ro K
Reprodução
D es en ho feit o p elo ex-pri si on ei ro K im Gwa ng -il mostra t ortu ras em campo de d et ençã o

mãe e seu irmão foram exe- cutados após serem acusados de tentar escapar da prisão. O ex-detento Kim Gwang- il, que passou dois anos pre-

so em um campo de deten - ção, fez desenhos das tortu- ras que eram praticadas ali. Para o chefe da comissão de inquérito, Michael Kirby,

a situação prisional norte-co- reana só tem paralelo no na- zismo. “A gravidade, a esca- la e a natureza dessas viola- ções revelam um estado sem

precedentes no mundo con- temporâneo.” O relatório registra cercea- m e n t o d a l i b e r d a d e d e ex- pressão e da distribuição de a l i m e n t o s p a r a c o n t r o l a r o crescimento da população. Para a comissão, a China também deveria ser punida por mandar de volta os nor- t e - c o r e a n o s q u e c r u z a m a fronteira sem autorização. O país nega que impeça a en- trada deles. Os chineses são vistos co- mo empecilho a um processo contra o regime. Como a Co- reia do Norte não é filiada ao TPI, é necessário que o Con- selho de Segurança da ONU aprove uma ação judicial. A China, porém, tem poder de veto no Conselho. Para a Coreia do Norte, o texto é um “produto da poli- tização dos direitos humanos por parte da União Europeia e do Japão em aliança com a política hostil dos EUA”.

Lee S ang-hyun/Yonhap/Reuters
Lee S ang-hyun/Yonhap/Reuters

» COREIA DO SUL Bombeiros tentam resgatar estudante de escombros de auditório que desabou em meio a uma nevasca na cidade de Gyeongju; ao menos dez morreram

A F EG A N I STÃO

P residente a ltera lei pa ra per m it ir testemu n ho em v iolência domést ica

DA S A G Ê N C I A S D E N O T Í C I A S - O

presidente do Afeganistão, Ha- mid Karzai, ordenou mudan- ças no código penal. Uma lei a ser implementada impediria o testemunho de parentes em casos de violência doméstica. Organizações de direitos hu- manos e países aliados ao Afe- ganistão alertar am que o có- d ig o p r e j u d i c a r i a p r o c e s s o s de violência contra a mulher, nos quais familiares geralmen- te são as únicas testemunhas. O Afeganistão tem altos ín- dices de homicídios “de hon-

ra”, casamentos forçados e vio- lência doméstica. Segundo Aimal Faizi, por- ta-voz de Karzai, o presidente decidiu que a legislação deve- ria ser mudada. “Não deixare- mos que a lei entre em vigor, a menos que as alterações ne- cessárias sejam feitas”, disse. Ele acrescentou que “a lei não vai barrar nenhum parente ou membro da família de teste- munhar contra outro membro da família”. Os EUA e ativistas de direi- tos humanos comemoraram.

,90 R$ 16 * A p e n a s A Dona Baratinha vai se
,90
R$
16
*
A p e n a s
A Dona Baratinha
vai se casar. Você, seu filho e sua família
estão convidados.
c l i a v d r a o - c d
P R Ó N X A I M S O B A D N O C M A I S N G O
A D o n a B a r a t i n h a é u m a h i s t ó r i a d e p e r s e v e r a n ç a , e m q u e e l a b u s c a o
A S S I N A N T E :
m a r i d o i d e a l n o m e i o d e i n ú m e r o s p r e t e n d e n t e s d a f l o r e s t a , e n t r e e l e s
n a c o m p r a d a c o l e ç ã o c o m p l e t a ,
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s t ã o u m c a v a l o , u m c a c h o r r o e a t é u m r a t o . A l é m d e u m a h i s t ó r i a
g a n h e 5 l i v r o s - c d s e o f r e t e * .
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o
n s t r u t i v a p a r a s e u f i l h o , o C D t r a z c u r i o s i d a d e s s o b r e i n s e t o s e o s
s o n s q u e a l g u n s a n i m a i s p r o d u z e m . N ã o d á p r a n ã o l e r .
L i g u e ( 1 1 ) 3 2 2 4 3 0 9 0 ( G r a n d e S ã o P a u l o ) ,
0 8 0 0 7 7 5 8 0 8 0 ( o u t r a s l o c a l i d a d e s )
o u a c e s s e w w w . f o l h a . c o m . b r / f a b u l a s
* P r e ç o e f r e t e v á l i d o s p a r a o s E s t a d o s d e S P, R J , M G e P R . P a r a o u t r a s l o c a l i d a d e s , c o n s u l t e w w w . f o l h a . c o m . b r / f a b u l a s . C o n r a a s d a t a s d e e n t r e g a n o s i t e .
EF T E R Ç A - F E I R A , 1 8
EF
T E R Ç A - F E I R A , 1 8 D E F E V E R E I R O D E 2 0 1 4 B1
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Exportador
B ove sp a
- 1 ,30% / 47.576 p on tos
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