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MINISTMINISTÉÉRIORIO GOELGOEL

לֵאֹג

MINIST MINIST É É RIO RIO GOEL GOEL לֵאֹג לֵאֹג Pr. Pr. A. A. Carlos Carlos

לֵאֹג

Pr.Pr. A.A. CarlosCarlos G.G. BentesBentes

DOUTORDOUTOR EMEM TEOLOTEOLOGIAGIA PhDPhD emem TeologiaTeologia SistemSistemááticatica American Pontifical Catholic University (EUA)

JESUS - O GO’EL O PARENTE REMIDOR E VINGADOR

“Pois eu sei que o meu Redentor [Go’el] vive, e que por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19.25). “Estenda a seu Talit (manto) sobre teu Servo/Serva, Ki Go’el Atah (הָתּֽאָ לאֵֹ֖ג יִכּ֥ ) pois você é Remidor” (Rt 3.9).

ÍNDICE

INTRODUÇÃO

3

O

TRONO DE DAVI E O MILÊNIO

4

O

PLANO DO ETERNO PARA A REDENÇÃO DO HOMEM

7

O

PARENTE REMIDOR - GO’EL - O PARENTE VINGADOR

10

O

LIVRO DE RUTE E A DOUTRINA DO GO’EL

25

O

CHESED DE RUTH

31

O

ADVENTO DO PARENTE REMIDOR

36

GO’EL NA BÍBLIA

42

BIBLIOGRAFIA

43

INTRODUÇÃO

O CENTRO DA MENSAGEM ESCATOLÓGICA É A COLOCAÇÃO APROPRIADA DE:

1. O trono de Davi, na profecia (2 Sm 7.12-16; S1 89.34-37; Is 9.6,7; Zc 14.9,16-

19 ).

2 Sm 7.12-16: 12. Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti um dentre a tua descendência, que sair das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino. 13. Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino. 14. Eu lhe serei pai, e ele me será filho. E, se vier a transgredir, castigá-lo-ei com vara de homens, e com açoites de filhos de homens; 15. mas não retirarei dele a minha benignidade como a retirei de Saul, a quem tirei de diante de ti. 16. A tua casa, porém, e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre. Sl 89.36-37: 36 A sua descendência subsistirá para sempre, e o seu trono será como

o

sol diante de mim; 37 será estabelecido para sempre como a lua, e ficará firme enquanto

o

céu durar.

2. A pessoa que se assentará nesse trono (Lc 1.31-33; Ap 20.6; Jr 23.5; 2 Sm

7.14-17; Mt 19.28; 25.31). Lc 1.31-33: 31. Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. 32. Este será grande e será chamado filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; 33. e reinará eternamente sobre a casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. Mt 19.28: “Ao que lhe disse Jesus: Em verdade vos digo a vós que me seguistes, que na regeneração [Recriação – durante o Milênio] 1 , quando o Filho do homem se assentar no trono 2 da sua glória, sentar-vos-eis também vós sobre doze tronos, para julgar [governar] as doze tribos de Israel”. Mt 25.31: “Quando, pois vier o Filho do homem na sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória”. Jr 3.17: “Naquele tempo chamarão a Jerusalém o Trono do Senhor; e todas as nações se ajuntarão a ela, em nome do Senhor, a Jerusalém; e não mais andarão obstinadamente segundo o propósito do seu coração maligno”. Jr 23.5: “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e procederá sabiamente, executando o juízo e a justiça na terra”. A menos que essas verdades sejam claramente definidas, recebendo alicerce bíblico,

a profecia perderá a sua significação e vitalidade, surgindo assim certa incoerência, que tende a confundir e não a esclarecer.

1 A capital do governo teocrático será Jerusalém (Is 60.1-22; 4.1-6; 62). Ali se assentará o Rei no Trono da sua Glória (Jr 3.17; Mt 19.28; 25.31). Cristo será o Rei no Milênio e na Eternidade. Jerusalém é o Trono do Senhor:

2 O trono de Davi, na profecia (2 Sm 7.12-16; S1 89.34-37; 132.11; Is 9.6,7; Zc 14.9,16-19). A pessoa que se assentará nesse trono (Lc 1.31-33; Ap 20.6; Jr 23.5; 2 Sm 7.14-17; Mt 19.28; 25.31). Trono de Davi, na profecia é o Trono da Glória.

1

O TRONO DE DAVI E O MILÊNIO 3

A forma de entender as promessas feitas a Davi, referentes à permanência de seu trono eternamente através de sua descendência (Jesus) e a forma de entender a promessa referente ao Milênio é crucial para estabelecer a diferença entre os diversos modelos que lidam com o cenário profético. Enquanto os adeptos da Teologia da Substituição tendem a alegorizar as profecias veterotestamentárias referentes à supremacia de Israel sobre as outras nações da Terra (Isaias 2.1-4, Miquéias 4.1-4, Jeremias 3.17; 36.33-36, Zacarias 14.1-21) e a profecia referente ao Milênio (Apocalipse 20.1-6), colocando essas promessas como uma alegoria do reinado da Igreja na presente era e adotando o amilenismo como base interpretativa, os dispensacionalismos tradicional e progressivo utilizam a literalidade para entender tais profecias. Tanto para o dispensacionalismo tradicional quanto para o progressivo, o Milênio será um período literal de mil anos, o qual começará na volta de Jesus e se prolongará até a criação dos novos céus e nova Terra, no qual Jesus reinará em Jerusalém exercendo soberania sobre as nações logo após a Sua volta, assentando-se literalmente no trono de Davi (Mt 19.28; 25.31). O trono de Davi é o trono da glória e o trono da glória é Jerusalém. “Naquele tempo chamarão a Jerusalém o trono do Senhor; e todas as nações se ajuntarão a ela, em nome do Senhor, a Jerusalém; e não mais andarão obstinadamente segundo o propósito do seu coração maligno” (Jr 3.17).

As promessas referentes ao Trono de Davi estão expostas no livro dos salmos:

“Fiz uma aliança com o meu escolhido, e jurei ao meu servo Davi, dizendo: A tua semente estabelecerei para sempre, e edificarei o teu trono de geração em geração”. (Salmos 89.3-4).

“Uma vez jurei pela minha santidade que não mentirei a Davi. A sua semente durará para sempre, e o seu trono, como o sol diante de mim. Será estabelecido para sempre como a lua e como uma testemunha fiel no céu”. (Salmos 89.35-37).

“O Senhor jurou com verdade a Davi, e não se apartará dela: Do fruto do teu ventre porei sobre o teu trono”. (Salmos 132.11).

“Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Este será grande e será chamado filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; e reinará eternamente sobre a casa de Jacó, e o seu reino não terá fim” (Lc 1.31-33).

Davi será príncipe do Rei Jesus durante o Milênio e Estado Eterno.

3 http://www.projetoomega.com/estudo6.htm.

Ez 37.24-27: 24. Também meu servo Davi reinará sobre eles, e todos eles terão um pastor só; andarão nos meus juízos, e guardarão os meus estatutos, e os observarão. 25. Ainda habitarão na terra que dei a meu servo Jacó, na qual habitaram vossos pais; nela habitarão, eles e seus filhos, e os filhos de seus filhos, para sempre; e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente. 26. Farei com eles um pacto de paz, que será um pacto perpétuo. E os estabelecerei, e os multiplicarei, e porei o meu santuário no meio deles para sempre. 27. Meu tabernáculo permanecerá com eles; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. 28. E as nações saberão que eu sou o Senhor que santifico a Israel, quando estiver o meu santuário no meio deles para sempre.

Para alguns dispensacionalistas progressistas, as promessas feitas a Davi estão tendo seu cumprimento parcial já na presente época, com Jesus assentado em seu trono à direita do Pai, sem negar a futura presença de Jesus em seu trono terrestre. Já para outros (entre os quais nos incluímos), as promessas feitas a Davi se concretizarão a partir do momento da vinda de Cristo. É interessante notar que, alguns dias antes da crucificação de Cristo, quando Ele entrava em Jerusalém, as multidões clamavam: “Hosana ao Filho de Davi; bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas!” (Mateus 21.9; Sl 118.25,26). Sem dúvidas, aquela multidão esperava que Jesus, como descendente de Davi e como um homem admirado por suas obras, assumisse já naquele momento a posição de líder da nação israelense, libertando o povo judeu do domínio romano. No entanto, Jesus, dias após, deixou claro que a concretização dessa profecia se daria em sua volta gloriosa. Ao dirigir- se às principais autoridades religiosas judaicas da época, Ele disse: “Porque eu vos digo que desde agora me não vereis mais, até que digais: Bendito o que vem em nome do Senhor”. (Mateus 23.39). Implicitamente, Jesus deixou estabelecidos dois fatos: que Ele reinaria literalmente em Jerusalém a partir do momento de sua volta e que haveria uma futura conversão em massa da nação israelense (Zacarias 12.10, Romanos 11.26). Até mesmo no momento de sua ascensão, essa era a expectativa de seus discípulos. Eles indagaram ao Mestre se era naquele tempo que Ele restauraria o Reino de Israel (Atos 1.7). Note que os discípulos não tinham qualquer noção “alegórica” do reino do Messias, mas esperavam sua concretização literal. O Senhor, em vez de repreendê-los por sua esperança literal e terrena, revela que o tempo para que aquela promessa fosse concretizada pertencia aos desígnios do Pai (Atos

1.8).

Uma outra passagem que aponta claramente para a concretização futura da promessa feita a Davi, se encontra em Apocalipse 3.21:

“Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono”.

Note a diferença entre o trono do Pai, no qual Jesus se encontra após sua vitória na cruz, e o trono de Jesus, o qual será literalmente estabelecido na Terra em sua volta, como

fica claro ao comparar o tempo em que a promessa está contida: os salvos se assentarão com Jesus após vencerem, assim como Jesus se assentou no trono do Pai após a sua vitória pessoal. Se considerarmos que Jesus obteve sua vitória na ressurreição, fica subentendido, por comparação, que nossa vitória definitiva será alcançada na glorificação. Tudo isso nos remete à concepção de que o Trono de Davi sobre a Terra será estabelecido por Jesus logo após a sua vinda e nós participaremos ativamente desse Reino.

2

O Plano do ETERNO para a Redenção do Homem 4

Tendo o ETERNO (Deus) criado a Adão, deu-lhe a ordem de lavrar e guardar o Jardim do Éden. De todas as árvores do jardim podia comer livremente, menos da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comesse, certamente morreria. (Bereshit 2.16,17 [Gênesis]). Imediatamente após, o ETERNO criou a varoa (Bereshit 2.18-25).

O inimigo, Satã, enganou a varoa, induzindo-a e ela a seu marido, a duvidarem da

ordem do ETERNO, o que moveu-os à desobediência: comeram do fruto proibido

(Bereshit 3.1-7). Esse ato provocou: O imediato rompimento (separação ou morte espiritual) deles com o ETERNO, redundando na morte física; as sentenças sobre a serpente, a terra, a mulher e o homem (Bereshit 3.8-19). Veja, o pecado de Adão e Eva foi contra o ETERNO. Passou a todos os seus descendentes - a raça humana. Portanto, morremos porque somos pecadores, tanto gentios quanto judeus. Quem poderia resgatar ou pagar o preço eterno do pecado eterno ao ETERNO? Ninguém! Mas, qual foi a solução do ETERNO para o pecado humano?

A

solução do ETERNO foi:

O

REMIDOR (GO’EL) ou o MESSIAS, descendente da mulher que “esmagaria a

cabeça” de Satanás (Bereshit 3.15);

O meio de redenção - sacrifício de animais, derramamento de sangue, para perdão e

cobertura dos pecados (Bereshit 3.21). Adão creu na promessa do MESSIAS e demonstrou isso mudando o nome de sua mulher para EVA - mãe de todos os viventes (Bereshit 3.20). Eles demonstraram isso também ao aceitarem as vestimentas de peles (cobertura) providenciadas pelo próprio ETERNO, peles essas de animais que foram mortos, ou seja, houve derramamento de sangue de animais.

A partir daí, começou o princípio que depois foi registrado na Lei: “o sangue vo-lo

tenho dado sobre o altar, para fazer expiação (cobertura) pelas vossas almas; porquanto é o

sangue que faz expiação em virtude da vida” Vaicrá 17.11 (Levítico). Eis o porque aquele que cria no ETERNO e desejava agradá-LO, oferecia sacrifício de sangue de animais pelos seus pecados. E mais ainda, quando o ETERNO deu a Lei a Moisés, estabeleceu que esses sacrifícios deveriam ser feitos no Tabernáculo, durante a peregrinação de 40 anos no deserto até a conquista de Canaã e depois no Templo. Por todo o TANACH, o ETERNO revela as credenciais ou identificações desse REMIDOR - o MESSIAS divino e de sua obra. Teria que ser, além de semente da mulher, semente de Sem (Bereshit 9:26), semente de Abraão (Bereshit 12.1- 3; 17.1-22), semente de Isaque (Bereshit 26.1-3), semente de Jacó (Bereshit 28.10-17), da tribo de Judá (Bereshit 49.8-12), semente de Davi (2 Melachim 7.8-16 [2 Rs], Tehilim 110.1-3

4 http://www.mbm-br.com.br/noticia.asp?codigo=157&COD_MENU=95.

[Salmos]), como SERVO, seria ferido do ETERNO (Yishaiá 53.4 [Isaias]), levaria a iniqüidade de Israel e dos gentios (Yishaiá 53.4-6,12), seria cortado da terra dos viventes (morto) por causa da transgressão de Israel (Yishaiá 53.8; Tehilim 22.11-18), seria posto como oferta pelo pecado (Yishaiá 53.10) antes da destruição do 2º Templo e de Jerusalém (Daniel 9.25,26), ressuscitaria e veria a sua posteridade (Yishaiá 53.11,12 [Isaías]). Portanto, a solução do ETERNO para o pecado humano foi o MESSIAS que seria, simultaneamente, o REMIDOR (Go’el) e o meio de redenção. Quem, judeu ou gentio, cresse no MESSIAS divino que viria para pagar o preço de seu pecado, ao apresentar o sacrifício estabelecido pelo ETERNO na Lei e no lugar estabelecido: o Templo, seria resgatado, redimido.

A pergunta agora seria: “Como apresentar sacrifícios pelo pecado

se não há Templo desde o Ano 70 d.C.?”. Que pecado Israel cometeu que por 70 anos, tendo sido levado cativo para a

Babilônia em 586 antes da a.C, ficou sem Templo que foi totalmente destruído por Nabucodonozor?

Não guardaram os shabatot (sábados) e dedicaram-se à idolatria (2 Melachim 17.1-

41 [2 Rs]; Yirmiá 25.1-12; 29.1-10 [Jeremias]), isto é, abandonaram ao ETERNO.

Que pecado Israel cometeu que, desde o ano 70 da d.C. - mais ou menos 1943 anos,

está sem Templo e sacrifícios? O povo de Israel e o mundo, querendo ou não, têm de reconhecer que a história humana foi dividida por um judeu de nome Jesus. ELE era da descendência de Davi e de Abraão, Isaque e Jacó (Mateus 1.1,2) e sabemos que Abraão era descendente de Sem, este

de Noé, este de Lameque, este de Matusalém, este de Enoque, este de Jarede, este de Maleleel, este de Cainã, este de Enos, este de Sete, e Sete de Adão (Lucas 3.34-38). Portanto, Jesus (YESHUA em hebraico) é descendente da mulher, de Sem, de Abraão, de Isaque, de Jacó, de Davi, satisfazendo assim as identificações estabelecidas pelo TANACH, vistas acima. YESHUA (Jesus) foi reconhecido como o profeta prometido por Moisés (Devarim 18.15-19[Deuteronômio]; João 6.14; 7.40). João Batista o apontou como “o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1.29). Afirmou que não tinha pecado (João 8.1- 10; 46). Foi reconhecido, declarou-se e foi aclamado como o MESSIAS (João 1.41; 4.1- 30; Mateus 26.63,64; Lucas 19.28-44). Anunciou com antecedência que morreria e ressuscitaria, o que aconteceu (Mateus 12.38-41; João 10.17,18; Mateus 28.1-10). Foi proclamado e crucificado como Filho de Deus e Rei de Israel (João 1.43-51; Mateus 27.32-54). Sua morte ocorreu antes da destruição do Templo no Ano 70 da d.C., cumprindo a profecia do profeta Daniel (Daniel 9.25,26). Portanto, Israel está hoje sem Templo porque não reconheceu o tempo da visitação do MESSIAS prometido no TANACH pelo ETERNO: o cordeiro do ETERNO que tira o

pecado do mundo, uma vez para sempre, de Israel e dos gentios (Lucas 19.28-44), isto é, rejeitou o MESSIAS.

Das duas uma: se Jesus não é o MESSIAS - o Remidor, você e eu não temos nada a

perder, mas se ELE é o MESSIAS, está em jogo a nossa eternidade.

A eternidade depende de crer ou não na redenção providenciada pelo ETERNO, enviando o MESSIAS como oferta pelo pecado e é determinada, individualmente, enquanto estamos vivos na carne. Não depende da organização ou religião instituída a que pertencemos. Tu nasceste judeu, vives como judeu e morrerás sendo judeu. Tu nasceste gentio, vives como gentio e morrerás sendo gentio. Tu e eu, por nascimento natural estamos apartados, desligados (mortos para o) do DEUS VIVO. Porém se tu e eu aceitarmos a redenção no MESSIAS, temos o alto preço do resgate de nossas almas pago por ELE. Somos redimidos pelo MESSIAS, e o nosso destino eterno será a presença do ETERNO -

a vida eterna. YESHUA disse: “E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que

o Filho do Homem seja levantado; para que todo aquele (decisão pessoal) que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus amou o mundo que nele crê não pereça, mas

tenha a vida eterna. Porque Deus amou o mundo (tu, eu, etc

Filho unigênito (YESHUA HAMASHIACH), para que todo aquele (decisão pessoal) que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (João 3.14-18). Pela impenitência de Israel, a redenção no MESSIAS chegou até os gentios, e eu o invoquei como meu Remidor (Go’el) pessoal. E então? Que decisão vais tomar em relação à redenção no MESSIAS? Se O aceitares, não deixarás de ser judeu. Tornar-te-ás um descendente de Abraão pela carne e pela fé no mesmo Remidor - o MESSIAS. Muitos israelitas têm depositado sua fé no MESSIAS, aceitando-O como seu REMIDOR pessoal. Outrossim, é bom ainda recordar que, segundo a TORAH [Lei] - os cinco livros de Moisés, Abrão: era hebreu (que significa que ele era “do outro lado do rio” - no caso Eufrates, ou seja, era gentio ou das nações); não era israelita (Jacó ou Israel foi o seu neto); e, nem judeu (Judá que foi seu bisneto) Gênesis (Bereshit) 11.26-31; 14.13; 21.5; 25.19-26: 29.31-35; 32.28; 35.9-12. Abraão foi justificado pela fé no Messias que viria, não por obras, nem pela circuncisão, porque a fé lhe foi atribuída antes de sua instituição pelo ETERNO (Gn 15.6) e tampouco pela lei, que foi dada por meio de Moisés muito

de tal maneira que deu o seu

)

tempo depois (Rm 4.1-25).

3

O PARENTE REMIDOR - GO’EL - O PARENTE VINGADOR

לֵאֹג

3 O PARENTE REMIDOR - GO’EL - O PARENTE VINGADOR לֵאֹג Disse, pois, Jeremias: Veio a

Disse, pois, Jeremias: Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Eis que Hanameel, filho de teu tio Salum, virá a ti, dizendo: Compra o meu campo que está em Anatote, pois a ti, a quem pertence o direito de resgate (הָלּ ֻאְגּ), compete comprá-lo. Veio, pois, a mim, segundo a palavra do Senhor, Hanameel, filho de meu tio, ao pátio da guarda, e me disse:

Compra agora o meu campo que está em Anatote, na terra de Benjamim; porque teu é o direito de posse e de resgate; compra-o Então entendi que isto era a palavra do Senhor. Comprei, pois, de Hanameel, filho de meu tio, o campo que está em Anatote; e lhe pesei o dinheiro, dezessete siclos de prata. Assinei a escritura, fechei-a com selo, chamei testemunhas e pesei-lhe o dinheiro numa balança. Tomei a escritura da compra, tanto a selada, segundo mandam a lei e os estatutos, como a cópia aberta; Dei-a a Baruque, filho de Nerias, filho de Maaséias, na presença de Hanameel, filho de meu tio, e perante as testemunhas, que assinaram a escritura da

compra, e na presença de todos os judeus que se assentavam no pátio da guarda”. E dei ordem a Baruque, na presença deles, dizendo: Assim diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: Toma estas escrituras de compra, tanto a selada, como a aberta, e mete-as num vaso de barro, para que se possam conservar muitos dias; pois assim diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: Ainda se comprarão casas, e campos, e vinhas nesta terra. E depois que dei a escritura da compra a Baruque, filho de Nerias, orei ao Senhor, dizendo:

Ah! Senhor Deus! És tu que fizeste os céus e a terra com o teu grande poder, e com o teu braço estendido! Nada há que te seja demasiado difícil! (Jr 32.6-17).

Há um meio de interpretar que sintetiza a Bíblia e a Teologia Sistemática. É o que procura estudar as Escrituras à luz de três conceitos básicos:

1. Reino;

2. Pacto;

3. Mediador (O Go’el).

De acordo com esses conceitos, o Reino apresenta a idéia de um Senhor soberano que domina do seu Trono sobre todas as coisas. O Pacto é o instrumento de administração desse Reino, estabelecido com o homem pelo Senhor, de forma unilateral, na criação ele

trata do relacionamento do homem com o universo (mandato cultural), do relacionamento do homem com os demais seres humanos (mandato social) e do relacionamento do homem com Deus (mandato espiritual). O Mediador (O Go’el) é o agente na administração do Pacto.

A doutrina das Últimas Coisas – ESCATOLOGIA está fundamentada na doutrina da Redenção. Esta por sua vez está alicerçada na doutrina do Parente Remidor, que em hebraico é GO’EL (לֵאֹג).

QUEM É O GO’EL?

Era tanto o Parente Remidor como também o Parente Vingador (Nm 35.12-19). Em caso de assassínio, a morte deveria sem vingada por um go’el, o vingador de sangue. Este teria por missão matar o causador da referida morte sendo paga “vida por vida”. O vingador do sangue funcionava como um executor sem culpa. Este seria em primeiro lugar o filho do morto, ou se este não existisse, um parente próximo. Em 2 Sm 14.11 é descrito um exemplo possível. Relacionadas com esta situação foram criadas as cidades de refúgio (Nm 35.12,19- 27; Dt 19.6,12; Js 20.2,5,9). A Bíblia Vida Nova 5 traz o seguinte comentário:

“Era o costume do parente próximo de um injustiçado reivindicar justiça por este:

isto era uma garantia de que sempre haveria alguém interessado em trazer o malfeitor à

5 SHEDD, Dr. Russel P. Bíblia Vida Nova. São Paulo: Edições Vida Nova, 1976, p.189.

punição. A lei do refúgio era a maneira de Deus preservar este costume contra o Vingador (Go’el) injusto e cruel”.

O Senhor providenciou seis (06) cidades de refúgio nas quais, as pessoas culpadas

de homicídio acidental, podiam buscar proteção com segurança, protegendo-se do Vingador do Sangue até serem julgadas (Nm 35.11,12). “Se o Vingador do Sangue (Go’el) achar o homicida fora dos termos da cidade de refúgio e matá-lo, não será culpado do sangue” (Nm 35.27).

Go’el - “O vingador do sangue” 6

A palavra redenção vem de: Lutron (grego), preço de soltura, resgate, preço de

resgate, 3 vezes. Lutroo (grego), resgatar, redimir, libertar pelo pagamento de um preço, 3 vezes. Lurosis (grego), Apolutrosis (grego), redenção, soltura, libertação. Palavras hebraicas: padâh, resgatar, redimir; gaal, redimir, agir como parente; Go’el, redentor. O significado de redenção é libertar pagando um preço. Libertar da escravidão ou de algum domínio sobre outrem. Para os judeus a figura da redenção é tida na libertação divina da escravidão no Egito como evento mais notável do Velho Testamento. Essa redenção fora feita de duas maneiras: 1) por meio do sangue do cordeiro (Ex 12.1-13); e 2) a libertação do poder do inimigo (Ex 12.26,27; 13.13,14). Para os gentios, o sentido é o de libertar um escravo, cuja liberdade era paga (1Pe 1.18).A redenção trata da morte de Cristo e o preço do resgate que Ele pagou para providenciar a salvação.

A palavra Agorázō (ἀγοράζω) significa que redenção é um ato de comprar, entrar

no mercado e comprar. Isto é verificado pelo fato de Cristo ter entrado no mercado do pecado e então comprou, pagando com o Seu próprio sangue (1 Co 6.20; 7.23; 2 Pe 2.1; Ap 5.9; 14.3,4).

No Velho Testamento verifica-se que a redenção é obra do poder de Iahweh (Dt 15.15) ou de Seu amor (Sl 44.27). De acordo com o costume israelita, era possível para alguém ser redentor em causa própria (Lv 25.49).O livro de Rute nos apresenta a figura do Go’el, um parente chegado que tinha o direito de redimir.

É mencionada a redenção nacional do povo de Israel (Ex 6.6; 15.13; Sl 78.35; Jr

31.11; 50.33,34); bem como a redenção individual (Ex 13.13-15; Nm 3.41; Jó 19.25); também é mencionada a redenção de propriedade, nome e vida (Lv 25.25-34; Rt 4.4-6; 3.4; Mt 22.23-33; Nm 35.12-34; Js 20.1-6).

O apóstolo Paulo nos ensina que Cristo se tornou a nossa redenção (1Co 1.30). Diz

que redenção mediante o sangue de Cristo é a remissão dos pecados (Ef 1.7; Cl 1.14).

6 http://www.webservos.com.br/gospel/estudos/estudos_show.asp?id=937.

De acordo com os próprios ensinos do apóstolo Paulo, Cristo é o agente da redenção (Rm 3.24), realizado por meio da encarnação (Jo 1.12-14).

No passado:

A redenção é apresentado no aspecto passado, pois o resgate já foi pago na Cruz por

Cristo. A compra já fora feita pelo sangue. Paulo nos ensina que aquele que confia no sangue de Cristo é redimido (Rm 3.24,25), com isso é libertado da condenação, bem como da pena do pecado (Rm 8.1).

No presente:

Há também o aspecto presente, no qual o crente é libertado do poder do pecado (Rm 6.14), outro lugar no qual o apóstolo Paulo nos ensina que recebemos a redenção da vida, ou libertação do poder do pecado está em Tito 2.14.

No futuro:

Por último, a redenção no futuro, onde o corpo do crente é redimido, completando assim o quadro da redenção (Rm 8.23), isso acontecerá no arrebatamento (1 Co 15.52; Fp

3.21).

Tomar novamente posse de uma pessoa ou coisa, reaver pela compra, tornar a alcançar um direito, são atos que a lei mosaica regula com muita particularidade. A redenção de terras e de casas (Lv 25.23,24,29), de um israelita (Lv 25.48), e de uma propriedade votada ou consagrada a Deus (Lv 27.9 a 27) acha-se claramente legalizada. Todavia, como a pessoa que havia vendido a casa, ou a terra, ou a si próprio, poucas probabilidades tinha de alcançar os meios de resgatar o que tinha sido alienado, era assegurado aos seus parentes o direito da redenção (Lv 25.48,49). Deste modo o hebraico ‘Go’el’ (‘resgatador’) veio a significar parente (Rt 2.20, etc.). Este ‘Go’el’ exercia o direito de ‘vingador de sangue’ (Nm 35.19,21,27; Dt 19.12). Outra palavra hebraica é empregada para significar a redenção do primogênito (Êx 13.13,15). No N.T. as duas ideias que as palavras redenção e remir do A.T. sugerem, são compra (Gl 3.13; 4.5, e Ap 5.9), e libertação (Lc 1.68; 24.21; Rm 3.24; Ef 1.7; Tt 2.14; 1 Pe 1.18).

A palavra GO’EL – Vingador do sangue vem do verbo “retribuir” que também

significa “redimir” no sentido de comprar algo de volta pelo preço do resgate. Jesus tanto

é o Parente Remidor como também é o Parente Vingador.

לאַָג= ga’al = redimir, vingar, resgatar, livrar, cumprir o papel de resgatador. 7

7 Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. R. Laird Harris, Gleason L. Archer, Jr., Bruce K. Waltke. Editora Vida Nova.

“Em Levítico 25.25 encontra-se pela primeira vez referência ao parente próximo (em hebraico go’el - לֵאֹג) como quem podia resgatar a seu irmão ou a propriedade de seu irmão. O goel tinha de ser o parente consangüíneo mais próximo (Rute 2.20; 3.9, 12; 4.1, 3, 6, 8,14). No período bíblico, também era vingador do sangue de seu irmão, dando morte ao homicida em caso de assassínio (Números 35.12-29). Outro dever do parente próximo era casar-se com a viúva de seu falecido irmão se este morria sem deixar filho varão. O primeiro varãozinho desta união levirata trazia o nome do falecido e recebia a herança do finado para que seu nome não se extinguisse em Israel (Deuteronômio 25.5-10). A idéia fundamental do sistema do go’el é a proteção do pobre ou do desgraçado. Muitas vezes se alude ao Senhor como goel ou remidor de seu povo (Jó 19.25; Salmo 19.14; 49.15; Isaías 41.14; Jeremias 50.34). Jesus Cristo é, sobretudo, nosso goel ou parente próximo; ele não se envergonhou de chamar-nos ‘irmãos’, fez-se carne e nos redimiu de todo o mal, da escravidão do pecado, da perda de nossa herança e do aguilhão da morte”. 8 Lemos em Lucas 4.16-21 que Jesus entrou na sinagoga, na cidade de Nazaré, e tomando o livro do profeta Isaías, leu:

“O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me UNGIU para EVANGELIZAR aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar O ANO ACEITÁVEL DO SENHOR” (Is 61.1,2). Jesus parou de ler exatamente neste ponto e afirmou: “Hoje se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir”. Ele deixou de ler a última parte do versículo 2. Por quê? Porque hoje é o dia da Graça, é o Ano Aceitável do Senhor, e Ele é o nosso Go’el, o Parente Remidor, o Resgatador. Porém virá o “Dia da Vingança”, quando o mesmo Parente Remidor virá como Parente Vingador para trazer juízo sobre Satanás, juízo sobre a terra. A abertura dos selos em Apocalipse capítulo 5 é a vingança do Parente Vingador. “Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram. E clamaram com grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano, santo e verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” (Ap 6.10). “Porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos” (Ap 19.2). “Pois o Senhor tem um dia de vingança, um ano de retribuições pela causa de

Sião”.

“Porque o dia da vingança estava no meu coração, e o ano dos meus remidos é chegado” (Is 34.8; 63.4).

O

Ano Aceitável – É o período da Graça;

O

Dia da Vingança – É o período da Grande Tribulação;

O

Ano de Retribuição dos meus remidos – É o período do Milênio.

8 PAUL, Hoff. O PENTATEUCO. 6ª impressão. Belo Horizonte: Editora Betânia, 1995, p. 86.

“A apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes” (Is 61.2).

O Dia da Vingança: “Vingança [םָקָנ nāqām] em hebraico se refere à retribuição

divina (Lv 26.25; Dt 32.35,41,43; Ez 24.8; Mq 5.14,15) Por exemplo, o salmista encorajou os justos com a esperança de que um dia serão vingados, e Deus vai reparar as injustiças cometidas contra eles (Sl 58.10[11]. Na verdade, Ele julgará os que agiram com vingança para o seu povo (Ez 25.12,15). Em última análise, o juízo dos inimigos de Deus significará redenção para o seu povo (Is 34.8; 35.4; 59.17; 63.4)”. 9 “Pois o dia da vingança que estava no meu coração e o ano da redenção chegaram” (Is 63.4). 10 A Bíblia Dake faz o seguinte comentário:

“O Dia da Vingança em Is 34.8; 35.4; 59.17; 61.2; Jr 51.6; 2 Ts 1.8 refer-se à maior destruição que a terra já viu ou verá. Multidões serão destruídas no Armagedom em um dia (Ez 38.39; Jl 2-3; Zc 14.2; 2 Ts 1.7-10; Jd 14-15; Ap 19.11-21). Isso será necessário para que O Ano dos Meus Redimidos venha, conforme afirmado aqui - o ano da plena restauração de Israel a Deus e de sua libertação de seus inimigos (Rm 11.25-29)”. 11

O Ano dos meus Redimidos [יַ֖לוּאְגּ תַנְשׁ֥ ]. “Redimidos [ילוּאְגַּ֖ - geulay] gā’al raiz

primitiva, redimir (conforme a lei oriental do parentesco), i.e., ser o parente mais próximo – Go’el (e como tal, comprar de volta a propriedade de um parente, casar-se com a sua viúva etc). Seja como for, de qualquer modo, vingador, libertador, libertador, (fazer, realizar a parte do próximo) parente (Go’el), comprar, resgatar, redimir, remidor, vingado”. 12 “Porque o dia da vingança estava no meu coração, e o ano dos meus remidos é chegado” (Is 63.4). “Para proclamar O Ano do Favor de Adonai e o dia da vingança do nosso Deus” (Is 61.2). 13

GO’EL é o protetor do oprimido e libertador de seu povo.

“Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor (Go’el), o Senhor dos Exércitos:

Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e além de mim não há Deus” (Is 44.6). “Quanto ao nosso Redentor (Go’el), o Senhor dos Exércitos é o seu nome, o Santo de Israel”. “Assim diz o Senhor, o teu Redentor (Go’el), o Santo de Israel: Eu sou o Senhor, o teu Deus, que te ensina o que é útil, e te guia pelo caminho em que deves andar” (Is

48.17).

9 Bíblia de Estudo Palavras – Chave Hebraico e Grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, p. 5359, 5360.

10 STERN, Davi. Bíblia Judaica Completa. São Paulo: Editora VIDA, 2010, p. 585.

11 Bíblia de Estudo Dake. Rio de Janeiro: CPAD, ATOS, 2009, p. 1161.

12 Bíblia de Estudo Palavras – Chave Hebraico e Grego. Op. Cit., p. 1570, 1571

13 STERN, Davi. Bíblia Judaica Completa. São Paulo: Editora VIDA, 2010, p. 583.

“Então o Redentor (Go’el) virá a Tzion (Sião) [לֵאוֹגּ ןוֹיִּצְל אָבוּ], àqueles em Ya’akov (Jacó) que abandonam a rebelião, assim diz ADONAI (SENHOR)” (Is 59.20). (Bíblia Judaica Completa – David Stern).

Is 59.20: “Virá um redentor a Sião, aos que se converterem da sua rebelião em Jacó.

Oráculo de Iahweh” (Bíblia Jerusalém).

Parente-Remidor tinha a função de resgatar uma propriedade familiar (Lv 25.23-

28).

uma pessoa vendesse a casa ou um terreno para pagar uma dívida, existia o

direito de redenção. Este consistia na compra posterior do bem vendido sendo devolvido ao dono original, com o fim de ser mantido na família. Em Levítico foi estabelecida essa lei, podendo ser remidor um parente próximo ou mesmo o antigo dono:

Lv 25.23-28: 23 A terra não será vendida perpetuamente, pois que a terra me pertence

e vós sois para mim estrangeiros e hóspedes. 24 Para toda propriedade que possuirdes, estabelecereis o direito de resgate para a terra. 25 Se o teu irmão cair na pobreza e tiver de vender algo do seu patrimônio, o seu parente mais próximo [Go’el] virá a ele, a fim de exercer seus direitos de família sobre aquilo que vende o seu irmão. 26 Aquele que não tem ninguém para exercer esse direito, e desde que haja encontrado recursos para fazer o resgate, 27 poderá calcular os anos que deverá durar a venda, e assim restituirá ao comprador o montante referente ao tempo que ainda resta e retomará a sua propriedade. 28 Se não tiver meios para realizar essa restituição, a propriedade vendida permanecerá com aquele que a comprou, até ao ano do jubileu. No jubileu, o comprador a liberará, para que volte no seu próprio possuidor (Bíblia Jerusalém).

O

Se

O

Parente-Remidor tinha a função de resgatar um escravo (Lv 25.47-50).

Se

um israelita se vendesse a si mesmo como escravo a um estrangeiro, aplicar-se-ia

também o direito de redenção.

Lv 25.47-50: 47 E se o estrangeiro ou o hóspede que vive contigo se enriquecer e teu

irmão que vive junto dele se empobrecer e se vender ao estrangeiro ou ao hóspede ou ao descendente da família de alguém que reside entre vós, 48 gozará do direito de resgate, mesmo depois de vendido, e um dos seus irmãos poderá resgatá-lo. 49 º seu tio paterno poderá resgatá-lo, ou o seu primo, ou um dos membros da sua família; ou se conseguir recursos, poderá resgatar-se a si mesmo. 50 Ajustará com aquele que o comprou e fará a conta dos anos compreendidos entre o ano da venda e o ano do jubileu; o total do preço da venda será calculado segundo o número dos anos, contando-se-lhe os dias como os de um assalariado (Bíblia Jerusalém). Aqui, o goel, o parente remidor, age para libertar um membro de sua família que,

devido a dificuldades financeiras, foi forçado a vender-se como escravo.

Há ainda a Redenção de Ofertas

Em casos de ofertas votivas para com o Senhor, estas poderiam ser resgatadas ao

27.13,15,19,31). Isto

significa que o antigo dono poderia dar ao Senhor algo equivalente mas acrescentando

dono original, mas sendo pago um preço acrescido de 20% (Lv

mais valor. Neste caso o remidor era o próprio dono. Existiam, no entanto, situações em que a redenção não seria possível.

A Restituição pela culpa

Em Números 5, o Go’el recebe a compensação por um pecado como responsável na família. Nm 5.5-8: 5 Iahweh falou a Moisés e disse: “ 6 Fala aos filhos de Israel: Se um homem ou mulher cometer algum dos pecados pelos quais se ofende a Iahweh, essa pessoa é culpada. 7 Confessará o pecado cometido e restituirá o valor de que é devedor, acrescido de um quinto. Restituirá àquele a quem prejudicou. 8 Mas se tal homem não tem nenhum parente ao qual se possa fazer a restituição, a indenização devida a Iahweh é entregue ao sacerdote, além do carneiro de expiação por meio do qual o sacerdote fará o rito de expiação pelo culpado. 9 Tudo aquilo que os filhos de Israel consagrarem e trouxerem ao sacerdote pertencerá a este” (Bíblia Jerusalém).

R. de Vaux no seu livro: “Instituições de Israel no Velho Testamento”, nos diz:

A SOLIDARIEDADE FAMILIAR. O GO’EL. 14 “Os membros da família em sentido amplo devem uns aos outros ajuda e proteção. A Prática particular desse dever é regulado por uma instituição da qual se encontram análogas em outros povos, por exemplo, entre os árabes, mas que, em Israel, toma uma forma particular, com um vocábulo especial. É a instituição do Go’el, palavra procedente de uma raiz que significa “resgatar”, “reivindicar”, e mais fundamentalmente, “proteger”.

O Go’el é um redentor, um defensor, um protetor dos interesses do indivíduo e do

grupo. Ele intervém em certo número de casos. Se um israelita precisou se vender como escravo para pagar uma dívida, deverá ser resgatado por um de seus parentes próximos, Lv 25.47-49. Quando um israelita precisa vender seu patrimônio, o Go’el tem direito preferencial na compra, pois é muito importante evitar a alienação dos bens da família. A lei está codificada em Lv 25.25. É como Go’el que Jeremias adquire o campo de seu primo Hanameel, Jr 32.6-17.

O costume é ilustrado também na história de Rute, mesmo que aí a compra se complique por um caso de levirato. Noemi tem uma posse que a pobreza a obriga a vender; sua nora Rute é viúva e sem filhos. Boaz é um Go’el de Noemi e de Rute, Rt 2.20; mas há um parente mais próximo que pode exercer o direito de Go’el antes de Boaz, Rt 3.12; 4.4. Esse primeiro Go’el estaria disposto a comprar a terra, mas não aceita a dupla obrigação de comprar a terra e casar com Rute, pois o filho que nascesse dessa união levaria o nome do defunto e herdaria a terra, Rt 4.4-6. Boaz adquire então a posse da família e se casa com Rute, Rt 4.9,10.

14 VAUX, R. Instituições de Israel no Velho Testamento. São Paulo: Editora Teológica, 2002, p. 43,44.

O relato mostra que o direito do Go’el era exercido segundo certa ordem de parentesco; esta é detalhada em Lv 25.49: primeiro o tio paterno, depois o filho deste, finalmente outros parentes. Além disso, o Go’el pode ser por isto censurado, renunciar a seu direito ou fugir de seu dever: o ato de descalçar-se, Rt 4.7,8, significa o abandono de um direito, como o gesto análogo na lei do levirato, Dt 25.9. Contudo, nesse último caso, o procedimento tem um caráter infamante. A comparação dessa lei com a história de Rute parece indicar que a obrigação do levirato era assumida, no início, pelo clã, assim como o resgate do patrimônio, e que foi mais tarde restrito ao cunhado.

Significado e origem etimológica da palavra “Levirato”

“O termo «levirato» deriva-se da palavra latina levir, «cunhado». O título aqui dado refere-se ao costume que havia entre os hebreus de que quando um israelita casado morria, sem deixar descendente do sexo masculino, seu parente mais próximo era obrigado a casar-se com a viúva, caso esse parente fosse solteiro, a fim de dar continuidade ao nome da família do falecido. O filho primogênito do novo casal tornava- se o herdeiro do primeiro marido de sua mãe”. 15

“Esse nome se deriva do termo latino levir, que significa “irmão do marido”. Quando um homem casado morria sem filhos, esperava-se que seu irmão solteiro se casasse com a cunhada viúva. Os filhos desse segundo casamento eram reputados filhos do primeiro marido. Esse costume se encontra entre outros povos além dos hebreus”. 16 “O levirato se refere a uma antiga instituição matrimonial que envolvia um cunhado. Se um homem morria sem deixar filhos, o ‘nome’ do morto era perpetuado através do casamento da viúva com outro homem (o irmão do morto, por exemplo) e através dos filhos que ela tivesse com ele “para” o morto. Muito papel e tinta já foi gasto pêlos estudiosos sobre o propósito e a prática do levirato no antigo Oriente Próximo, e este não é lugar para resumir toda esta discussão. Basta dizer que uma prática deste tipo foi comprovada em diversas formas nas culturas assíria, hitita e ugarítica, como também no antigo Israel. Na verdade, só encontramos três passagens no Antigo Testamento nas quais se menciona a prática do levirato, e as aparentes discrepâncias entre elas deram lugar a discussões que parecem não ter fim. Uma dessas passagens é o livro de Rute, e as outras duas, Gênesis 38 e Deuteronômio 25.5-10”. 17

Uma das obrigações mais graves do Go’el era a vingança de sangue, estudada com a organização tribal por causa de sua relação com os costumes do deserto. O termo GO’EL passou à linguagem religiosa. Assim, Iavé, vingador dos oprimidos e Salvador de seu povo, é chamado GO’EL em Jó 19.25; Sl 19.15; 78.35; Jr 50.34, etc., e freqüentemente na segunda parte de Isaías: 41.14; 43.14; 44.6,24; 49.7; 59.20, etc.

15 CHAMPLIN e BENTES, Matrimónio Levirato, p. 181-182.

16 WRIGHT e THOMPSON, Matrimónio: IV. A Lei do Levitato, p. 1016.

17 ATKINSON, David. A Mensagem de RUTE. 1ª ed. São Paulo: ABU, 1991, p. 66.

ל ֵא֜ רְשִׂיָ

ל ֵאֹ֨ גּ

Go’el Yisrael

O Redentor de Israel (Goel) 18 “Resgate”

Is 44.6: “Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor (Go’el), o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e além de mim não há Deus”. Textos mais antigos descrevem a libertação do Egito como “fazer subir” ou “fazer sair” ou “salvar” (Êx 3.8,10; Am 9.7 e outras); os mais recentes interpretam-na como “livrar, remir” (ga’al: Êx 6.6; Sl 74.2; 77.15 e outras). Em retrospectiva, a vinculação à escravidão parece ao povo ter sido tão forte, “que ele próprio não poderia ter se libertado”. O “resgate” um costume jurídico sumamente significativo para o AT, que também foi regulamentado em lei (Lv 25.24ss.). Um israelita tem o direito e também o dever de socorrer um membro da família que se encontra em necessidade: se devido sua situação econômica precária alguém obrigado a alienar sua casa e propriedade, seu parente mais próximo — este então o “resgatador” — tem a prioridade de compra (Jr 32.7) e, com isso, a incumbência de manter a terra nas mãos da família. Pois propriedade de terra herdada, por ser meio de sobrevivência, não deve ser alienada (cf. 1 Rs 21). Mas se um israelita livre estiver tão empobrecido que precisa vender-se como escravo (a um estranho), então um parente seu tem a obrigação de comprá-lo de volta. O “resgate”, i. e., a re-aquisição, pressupõe, portanto, vínculos familiais. O livrinho de Rute (2.20ss.) e a compra do campo em Anatote por parte de Jeremias (Jr 32.6ss.) atestam que o costume do resgate era realmente praticado.

Sempre “o patrimônio de um clã, em forma de terra e pessoas, deve ser preservado intacto” (J. J. Stamm, Pág. 28). Caso um membro da família tenha sido assassinado, o parente recebe a incumbência de “resgatar” ou “vingar” a morte. Quem se tornou assassino acidentalmente pode encontrar asilo nas cidades de refúgio (Nm 35.10ss.; cf. Êx 21.13; Dt 19.4ss.; 2 Sm 3.27).

Se um membro da família morre sem deixar filhos, seu irmão é obrigado a casar-se com a viúva O primogênito é considerado herdeiro do falecido (é o chamado dever do levirato ou do cunhado: Dt 25.5ss.; Gn 38.8; Rt 4.5,10). Por outro lado, padah (que também significa resgate) não pressupõe necessariamente relações de parentesco e parece ser de cunho menos rigoroso: “libertar, resgatar” de escravidão (Ex 21.7-11; Lv 19.20; Jó 6.23), “resgatar” o primogênito pertencente a Deus por meio de uma indenização (Êx 34.19s.; 13.11s.; Lv 27.26ss.; cf. 1 Sm 14.45 e outras).

18 SCHMIDT, Werner H. A Fé no Antigo Testamento. São Leopoldo, RS: Sinodal, 2004, Pág. 75-77.

Como um parente intervém em favor de um necessitado de ajuda, assim Deus “resgata ou livra” o ser humano da aflição, seja ela inimizade ou doença (Gn 48.16; 2 Sm 4.9; 1 Rs 1.29; Jr 15.21 e outras). Cada indivíduo pode pedir para ser libertado da dificuldade (Sl 26.11; 69.19; 119.154), bem como agradecer por um salvamento experimentado: ‘Tu me remiste/resgataste, Deus fiel” (31.5; 107.1s.; Lm 3.58). Quem não tiver resgatador por causa de sua situação social, encontra-lo-á no próprio Deus. Este assume a incumbência do parente mais próximo:

Não removas os marcos da “viúva”, nem entres nos campos dos órfãos Porque seu Redentor (Go’el - לֵאֹג) é forte, e lhes pleiteará a causa contra ti! (Pv 23.10,11; cf. 22.23; Jr 50.34).

Por

tem

conseqüências Éticas (Dt 24. 17s; 15. 12ss).

A libertação de Deus se refere tanto ao indivíduo quanto ao povo todo. No exílio, o profeta Dêutero-Isaías dirige a palavra aos desterrados como se estes fossem um indivíduo, anunciando-lhes a salvação iminente e inclusive já presente: “Não temas, porque eu te remi!” (Is 43.1). Os que saem do cativeiro babilônico devem confessar: “Javé remiu/resgatou seu servo Jacó” (48.20; cf. 52.9); mais ainda: “Redentor” torna-se um cognome fixo de Deus (44.6,24; cf. 63.16; também 1.27 e outras).

Deus

proteger

os

socialmente

fracos

e

ter

libertado

Israel,

a

Um acréscimo ao Salmo 130 insere a seguinte lamentação de um individuo no culto da comunidade:

“Espere Israel em Iavé, pois em Iavé há misericórdia, nele, copiosa redenção. Por isso ele redimirá/resgatará Israel de todas as suas iniqüidades”. (Sl 130.7,8; cf. 25.22;

34.23).

Sl 130.7,8: “Aguarde Israel a Iahweh, pois com Iahweh está o amor [דֶסחַהֶ֑ - chesed] 19 , e redenção em abundância: ele vai resgatar Israel de suas iniquidades todas” (Bíblia Jerusalém).

Enquanto que aqui redenção significa - uma única vez no Antigo Testamento – perdão de pecados, por fim ela significa salvamento da morte (Sl 103.4) ou na morte (49.16; 73.24; cf. Jó 19.25). Com isso, a fé na “redenção” de Deus transcende o âmbito da história e da experiência humana.

Jesus é o nosso Go’el, Ele já pagou o resgate com o seu sangue. Ele pagou o resgate da terra e irá casar-se com sua Igreja. Ele também é o Resgatador de Israel.

19 Chesed significa o amor firme, persistente, imutável, no cumprimento das promessas de seu concerto com Israel, mesmo quando o povo falhava.

Nos Salmos e Profetas, o Senhor é chamado de Remidor de Israel. Embora muitas vezes em situações sem esperança, Israel viu a ajuda contínua do seu “Redentor”. O Go’el é aqui Aquele que o liberta da opressão dos inimigos, e Aquele que socorre o oprimido e necessitado.

Além desta perspectiva, o atributo de Go’el em relação ao Senhor surge muitas vezes como afirmação profética do Redentor esperado para salvação de Israel e daqueles que por Abraão se tornariam Povo do Senhor: a Igreja.

“Estenda a seu Talit (manto) sobre teu Servo/Serva, Ki Go’el Atah (הָתּֽאָ לאֵֹ֖ג יִכּ֥ ) pois você é Remidor” (Rt 3.9).

“E ELE REDIMIRÁ ISRAEL DE TODOS OS SEUS PECADOS” 20

GEULÁ

Dizem nossos sábios que a Geulá (Redenção) virá justamente numa geração baixa e inferior. Pergunta-se, portanto: Como pecadores imperfeitos poderão receber a Luz da Geulá? Há duas respostas:

a) quando Mashiac (Messias) chegar, incentivará todos para que façam teshuvá, ou

seja, para que retornem a Deus de todo o coração. Obviamente todos estarão no nível de baalê teshuvá (penitentes), que é um grau mais elevado que o dos tsadikim (justos);

b) “E Ele redimirá Israel de todos os seus pecados”.

Jesus, nosso Redentor (Go’el)!

Temos chamado ao Messias, que foi imolado como um cordeiro em nosso lugar, de nosso “Redentor”, como nosso “Salvador”. Talvez muitos de nós não tenhamos compreendido ainda o que isto significa: “O Senhor tornou-se Go’el do seu povo”. A Terra foi dada a Adão para que governasse sobre ela (Gn 1.28), como um pai oferecendo um presente ao filho que sai de casa para começar a sua vida. No entanto, como o filho pródigo, Adão pecou, e ao pecar vendeu o domínio sobre a Terra a satanás, que foi chamado pelo próprio Senhor de “príncipe deste mundo” (Jo

12.31).

Além da “sua” Terra, Adão vendeu-se como escravo, a si mesmo e à sua descendência (Hb 2.15). O Homem ficou, deste modo, perdido. Não teria jamais possibilidade de se redimir a si mesmo, porque o seu inimigo era mais forte que ele e porque estava irremediavelmente separado do Criador. Por outro lado não tinha parente próximo que lhe servisse de Go’el, tanto quanto à Terra, como quanto à sua escravidão, pois Adão era pai da humanidade e toda a sua descendência se tinha tornado escrava.

20 ROTMAN, Flávio. REDENÇÃO - OS JUDEUS SÃO UM POVO, UMA NAÇÃO. 1ª ed. Belo Horizonte, MG: Editora Leitura, 2008, p. 215.

Então o Altíssimo Criador enviou o Seu Filho para que este se tornasse Homem, tornando-se parente do homem. O Senhor veio habitar num corpo de carne e chamou-se a si mesmo de “Filho de homem”. Chamou de irmãos a homens e tornou-se um parente muito chegado: o Go’el tão desejado que redimiria o Homem da escravidão e devolveria autoridade sobre a Terra tinha chegado! Comprou-nos assim, o Senhor, com o preço mais alto que poderia existir: a Vida do Filho do Eterno! O seu sangue derramado comprou-nos e comprou a Terra! Por isso está escrito:

Ef 2.6: “E nos ressuscitou juntamente com ele, e com ele nos fez sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus”. Ef 1.20-23: 20 que operou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o

sentar-se à sua direita nos céus, 21 muito acima de todo principado, e autoridade, e poder,

e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro;

22 e sujeitou todas as coisas debaixo dos seus pés, e para ser cabeça sobre todas as coisas

o deu à igreja, 23 que é o seu corpo, o complemento daquele que cumpre tudo em todas as

coisas. Paulo orou para que os efésios tivessem revelação que o Senhor ressurrecto estava à direita do Pai acima de todo o poder das Trevas, não estava só, pois hierarquicamente a Igreja como corpo de Cristo na Terra está também à direita do Pai. Aleluia! Foi restaurado o direito à liberdade e à posse da Terra! Foi restaurado o direito à liberdade e à posse da Terra!

Estamos sentados com Cristo à direita do Pai. Esta é uma verdade Posicional. Cabe- nos agora tornar a verdade Circunstancial (a nossa vida) de acordo com a Posicional. Este

é o ministério de cada Discípulo: ser instrumento de autoridade divina na Terra. Somos

embaixadores do Reino (2 Co 5.20) para reconciliar o mundo ao Criador e somos agentes da autoridade divina na Terra, para sujeitar o domínio de satanás ao senhorio de Cristo.

Satanás não é mais “princípe deste mundo”, agora é um invasor que precisa ser combatido. Para isso o Espírito Santo nos dá armas e entre elas: o Nome do Senhor ao qual todo o joelho se dobra (Fp 2.9-11) e a Verdade de que nem somos mais escravos, nem a Terra percente a satanás! Aquilo que de forma profética surge nos Salmos e Profetas concretizou-se:

FOMOS REDIMIDOS PELO NOSSO GO’EL!

Stanley M. Horton nos diz: 21 A Bíblia emprega a metáfora do resgate ou da redenção para descrever a obra salvífica de Cristo. O tema aparece muito mais freqüentemente no Antigo Testamento que no Novo. O tema aparece muitas vezes no Antigo Testamento, referindo-se aos ritos da “redenção”! No tocante às pessoas ou bens (cf. Lv 25; Rt 3 e 4, que empregam a palavra hebraica ga’al). O “Parente redentor” funciona como um go’el. O próprio YAHWEH é o Redentor (heb. Go’el) do seu povo (Is 41.14; 43.140, e eles são os redimidos (heb.

21 HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática. 1ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p.356,357.

ge’ulim, Is 35.9; 62.12). O Senhor tomou medidas para redimir (heb. padhah) os primogênitos (Êx 13.13-15). Ele redimiu Israel do Egito (Êx 6.6; Dt 7.8; 13.5) e também os remirá do exílio (Jr 31.11). Às vezes Deus redime um indivíduo (Sl 49.15; 71.23); ou um indivíduo ora, pedindo a redenção divina (Sl 26.11; 69.18). Mas a obra divina na redenção é primariamente moral no seu escopo. Em alguns textos bíblicos, a redenção claramente diz respeito aos assuntos morais. Salmos 103.8 diz: “Ele remirá a Israel de todas as suas iniqüidades”. Isaías diz que somente os “remidos”, os “resgatados”, andarão pelo chamado “O Caminho Santo” (Is 35.8-10). Diz ainda que a “filha de Sião” será chamada “povo santo, os remidos do Senhor” (Is 62.11,12). No Novo Testamento, Jesus é tanto o “Resgatador” quanto o “Resgate”; os pecadores perdidos são os “resgatados”. Ele declara que veio “para dar a sua vida em resgate (gr. Lutron - λύτρον) de muitos” (Mt 20.28; Mc 10.45). Era um “livramento [gr. Apolutrōsis - ἀπολύτρωσις] efetivado mediante a morte de Cristo, que libertou da ira retribuitiva de Deus e da penalidade merecida do pecado”. Paulo liga a nossa justificação e o perdão dos pecados à redenção que há em Cristo (Rm 3.24; Cl 1.14, apolutrosis nestes dois textos). Diz que Cristo “para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção” (1 Co 1.30). Diz também que Cristo “se deu a si mesmo em preço de redenção [gr. Antilutron - ἀντίλυτρον] por todos (1Tm 2.6). O Novo Testamento demonstra claramente que Ele proporcionou a redenção mediante o seu sangue (Ef 1.7; Hb 9.12; 1Pe 1.18,19; Ap 5.9), pois era impossível que o sangue dos touros e dos bodes tirasse os pecados (Hb 10.4). Cristo nos comprou (1 Co 6.20; 7.23, gr. Agorazō - ἀγοράζω) de volta para Deus, e o preço foi o seu sangue (Ap 5.9). “Basta um estudo simples nas Escrituras, da linguagem usada para descrever nossa redenção, para que não fique qualquer dúvida de que o crente, à semelhança de um escravo exposto à venda na praça, foi comprado por preço, e que, agora, passa a pertencer totalmente ao seu novo senhor. O antigo patrão não tem mais qualquer direito sobre ele, como rezava a legislação romana da época. Assim, Paulo diz que fomos comprados por preço (1 Co 6.20; 7.23; Agorazō - ἀγοράζω, comprar, redimir, pagar um resgate — termo usado para o ato de comprar um escravo na praça, ou pagar seu resgate para libertá-lo), e que sendo agora livres, não devemos nos deixar outra vez escravizar (1 Co 7.23). Fomos resgatados (lutróō - λυτρόω) pelo precioso sangue de Cristo (1 Pe 1.18; cf. Ap 5.9)”. 22

הָלֻּאְגּ REDENÇÃOGe’ullâ

“O cristianismo não é um circulo, com um só centro, mas, sim, uma elipse, que tem dois focos – as doutrinas da Redenção e do Reino de Deus” (Albrecht Ritschl). A redenção consiste do processo de RESTAURAR, ao proprietário original, algo que ele perdeu ou vendeu. Apokatástasis. Em o Novo Testamento, a forma nominal da palavra grega “apokathistemi” (restaurar) é usada apenas uma vez em Atos 3.21 (ἀποκατάστασις -Apokatástasis). A

22 LOPES, Augustus Nicodemus. Batalha Espiritual.

palavra significa literalmente estabelecer algo novo em sua ordem original. Esta palavra era usada no mundo secular grego para indicar a volta do legítimo proprietário à posse de sua casa ou fazenda. Quando a alma é redimida, é então restaurada a Deus.

O corpo será redimido: “ corpo” (Rm 8.23). A terra será redimida: “

Toda a redenção envolve purificação. A Bíblia reconhece apenas dois agentes purificadores: um é o sangue, e o outro é o fogo. Os pecadores arrependidos podem ser redimidos pelo sangue de Cristo, mas a terra terá que ser redimida pelo fogo: “Mas quem pode suportar o Dia da sua Vinda? E quem pode subsistir quando Ele aparecer? Porque Ele é como fogo do ourives e como a potassa (sabão) dos lavandeiros” (Ml 3.2). “Pois eis que vem o Dia, e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o Dia que vem os abrasará diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo” (Ml 4.1). “Ora, os céus que agora existem, e a terra, pela mesma palavra têm sido entesourados para o FOGO, estando reservados para o Dia do Juízo e destruição dos homens ímpios”. “Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão com grande

estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a terra, e as obras que nela há, serão

descobertas 23 (2 Pe 3.7,10)”.

aguardando a adoção de filhos, a REDENÇÃO do nosso

até ao RESGATE da sua propriedade

” (Ef 1.14).

“O primeiro anjo tocou a trombeta, e houve saraiva e fogo de mistura com sangue, e foram atirados à terra. Foi, então, queimada a Terça parte da terra, e das árvores e também toda erva verde” (Ap 8.7). Os acontecimentos narrados no livro de Apocalipse do capítulo 6 ao 19 é o juízo de fogo sobre a terra e a expulsão de Satanás do céu e da terra (Ap 12.7-9; 20.1-3,7-10). “E o quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe permitido que abrasasse os homens com fogo. E os homens foram abrasados com grande calor” (Ap 16.8,9). “E será a luz da lua como a luz do sol, e a luz do sol sete (7) vezes maior, como a luz de sete dias, no dia em o Senhor atar a ferida do seu povo (Israel), e curar a chaga do golpe que ele deu” (Is 30.26).

Quão terrível é o Dia do Senhor! ארוָ ֹנְו הָוהְי םוֹי

23 O Dia Senhor [Restrito] trará o fogo do julgamento e a convulsão cataclísmica de toda a criação, mas emergirão do crisol ‘novos céus e a nova terra, nos quais habita justiça’ (v. 13), e lá presumivelmente ‘a terra e as obras que nela existem serão encontradas’ [eu(reqh/setai - Heurethēsetai], agora purificadas da imundície e da perversão do pecado”. Heurethēsomai (eu(reqh/somai) pode ser traduzido como ‘achados’ ou ‘encontrados’.

4

O LIVRO DE RUTE E A DOUTRINA DO GO’EL

Versículos de Rute que contêm o particípio Go’el.

Cap.

Vers.

Texto

Rt 2

20

Esse homem é parente nosso, um dos nossos remidores…

Rt 3

9

…eu sou remidor, porém há ainda outro mais chegado do que eu…

12

…eu sou remidor, porém há ainda outro mais chegado do que eu…

Rt 4

1

…eis que o remidor de quem falara ia passando…

3

…Disse Boaz ao remidor…

6

Então disse o remidor

8

Dizendo, pois, o remidor a Boaz

14

…não te deixou hoje sem remidor…

Já conhecíamos algumas revelações extraídas das Escrituras deste pequeno livro. No entanto, examinando com cuidado estas Escrituras pudemos compreender mais alguns de seus significados, chegando à conclusão de quão detalhado é este livro no tocante à Palavra Profética constante nas Escrituras Sagradas.

Em suma, nos são apresentados três personagens principais: Noemi é a israelita; Rute, sua nora, a moabita (gentia); e Boaz, o redentor de ambas, israelita, homem valente e poderoso (Rt 2.1).

Rute, mesmo sendo moabita, decidiu seguir o Senhor, o Deus de Noemi:

“Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me afaste de ti; porque, aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares a noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus;” (Rute 1.16).

Irmãos, as Escrituras nos relatam que Deus possui dois povos na Terra e a família real que governará no Milênio e Eternidade: A igreja fiel que será arrebatada é a família real, ou seja, a Noiva do Senhor; um dos súditos, povo da terra, é o remanescente fiel de Israel, composto pelos judeus que resistirão ao Anticristo, se converterão a Jesus e triunfarão junto com o Senhor sobre o Anticristo, aniquilando-o na batalha do Armagedom. O outro povo da Terra são os Gentios do Milênio que não se rebelarão contra

o Cordeiro na batalha Gogue e Magogue, serão súditos do Rei Jesus e da Igreja, e herdarão

a Nova Terra.

Veremos que cada um dos personagens no Livro de Rute identifica perfeitamente as pessoas envolvidas no plano de salvação de Deus conforme previsto em sua Palavra Profética.

Assim sendo, serão elencadas 16 comparações extraídas das Escrituras contidas no Livro de Rute. Assim poderemos constatar que o Livro de Rute relata detalhadamente o Plano de Salvação do Senhor para sua igreja fiel e depois para o remanescente de Israel.

Por meio destas 16 comparações poderemos constatar que:

a) a israelita Noemi representa o remanescente de Israel (observe que Noemi inclusive perdeu esposo e dois filhos - Rt 1:5 -, logo pode perfeitamente representar esse remanescente);

b) a moabita Rute, gentia, representa a Noiva de Jesus, formada pelos cristãos fiéis

de todas as nações; e

c) Boaz, o redentor [Go’el] de Noemi e Rute, representa o próprio Jesus, redentor da

igreja fiel e do remanescente de Israel.

Eis a seguir, portanto, a impressionante sintonia dos fatos relatados no Livro de Rute com a Palavra Profética para os tempos finais a partir do exame das Escrituras Sagradas:

1º) Como já demonstramos, em Rt 1.16, Rute decide seguir o Deus de Noemi, ou seja, o Deus de Israel. Da mesma forma, Deus se revelou primeiro a Israel (Noemi), e depois à igreja fiel (Rute).

2º) Quanto a Boaz, é dito que era parente de Noemi, homem valente e poderoso (Rt 2.1), ou seja, pertencia ao povo Israel, assim como Jesus, que nasceu judeu (Mt 1.1), e se encontra acima de todo poder e principado (Ef 1.20-23).

3º) Também é dito que Boaz veio de Belém (Rt 2.4), assim como Jesus de lá veio (Mt 2.1).

4º) A saudação de Boaz aos segadores de espigas: “O Senhor seja convosco” (Rt 2.4) se assemelha em muito à saudação do Senhor Jesus aos apóstolos (segadores de almas): “Paz seja convosco” (Jo 20.19).

5º) Rute é chamada para colher espigas no campo de Boaz (Rt 2.3). Da mesma forma a igreja fiel é chamada por Jesus para trabalhar na sua seara (campo) (Mt 9.37-

38).

6º) Boaz alerta Rute para que não vá para outro campo, mas permaneça no seu campo (Rt 2.8). Jesus alerta sua igreja fiel para que não vá após os ladrões e salteadores, mas entre pela Porta ao aprisco do Senhor onde achará pastagens (Jo 10.7-12).

7º) Rute se prostrou diante de Boaz, por ter achado graça aos seus olhos (Rt 2.10). A igreja fiel de Jesus, de contínuo, se prostra diante do Senhor Jesus (Mt 17:14-15; Lc 7:36- 47, etc.)

8º) Boaz diz à Rute que o Senhor a galardoará porque ela veio se abrigar sob as asas do Senhor (Rt 2.12). Jesus galardoará sua igreja fiel, porque esta veio a servir ao Senhor (Cl 3.24).

9º) Boaz convida Rute para participar do pão e do vinho junto com os segadores (Rt 2.14). O Senhor Jesus convida sua igreja fiel a participar do pão e do vinho do Senhor, até que Ele venha (1 Co 11.23-26).

Acompanhemos as próximas comparações e teremos diante de nós a impressionante sequência dos acontecimentos dos tempos do fim em plena sintonia com o restante da Palavra Profética contida na Bíblia:

10º) Acabada a sega, Rute se prepara para encontrar com Boaz seu remidor (Rt 3.2- 3). Ao fim do tempo da graça, ao final da colheita, a igreja fiel se prepara para encontrar com Jesus, seu redentor (2 Co 11.2; Mt 25.4-6; etc).

11º) Após a sega, Boaz padejou a cevada na eira, ou seja, separou os frutos bons dos maus (Rt 3.2). No fim dos tempos, Jesus, em só um momento, separará a igreja fiel da infiel, as virgens prudentes das virgens insensatas (Mt 25.8-10).

12º) Rute vai, de mansinho, ao encontro de Boaz e, à meia-noite, este constata que Rute está aos seus pés (Rt 3.7-8). A igreja fiel, de modo imperceptível, será arrebatada e irá ao encontro de Jesus Cristo, à meia-noite (Mt 25.6).

13º) Boaz lembra à Rute que há Outro Remidor mais chegado do que ele (Rt 3.12), o qual teria que abrir mão de seu direito de remissão para que Boaz redimisse Rute e Noemi. Este Outro Remidor diz para Boaz que não poderá redimir Rute, haja vista que já tem sua própria herança em Israel (Rt 4.6). Ora, este Outro Remidor representa o próprio Pai Celestial, Remidor mais chegado, mas que já tinha sua própria herança, Jerusalém, a quem desposou desde o princípio conforme Ezequiel 16.8-9, 60-62, logo não poderia ser esposo de outra. Rute será redimida então por Boaz, assim como a igreja arrebatada será redimida por Jesus, seu Esposo por direito, afinal os próprios Pai e Filho se apresentam como exemplo na questão de fidelidade no matrimônio, cada um com sua esposa: o Deus Pai Todo-poderoso é o Esposo de Jerusalém (Ez 16.8-9, 60-62); seu Filho Jesus é o Esposo da igreja fiel a ser arrebatada (Ap 19.7-9, 22.17,20).

14º) O direito que era do Outro Remidor foi então passado à Boaz (Rt 4.8-9). O Pai Celestial também passou a Jesus todo o Poder no Céu e na Terra (Mt 28.18).

15º) Boaz recebe Rute e a tem por sua esposa (Rt 4.13) e, em seguida, redime a Noemi (Rt 4.14). Jesus receberá sua igreja fiel como sua Esposa arrebatada e a conduzirá

às Bodas do Cordeiro (Ap 19.7-9) e, em seguida, redimirá o remanescente de Israel (Ap

19.11-21, Zc 14.1-14, etc).

16º) Observamos que Boaz ocupa o lugar do filho de Noemi, ao casar-se com Rute,

o que confere perfeitamente com o descrito em Apocalipse 12:1-2,5, em que uma mulher,

que representa Israel, gerou um Filho que foi arrebatado para Deus e seu trono. Assim, na Palavra Profética de Ap 12, Jesus é identificado como filho de Israel, tal qual Boaz ocupa

o lugar de filho de Noemi.

Amados, o livro de Rute se encaixa perfeitamente na Palavra Profética contida nas

Escrituras Sagradas. É uma impressionante confirmação da sequência dos acontecimentos

no Plano de Deus para os últimos dias.

Desta forma, não restam dúvidas: a) O tempo da graça termina ao tempo do arrebatamento da Noiva do Senhor; b) o arrebatamento ocorre antes da Grande Tribulação;

e c) Israel é restaurado ao final da Grande Tribulação.

Um momento específico no Livro de Rute me chamou muito a atenção: Rute se dirigiu a Boaz, o qual constatou que ela se encontrava aos seus pés, à meia-noite. Ora, Rute representa a igreja fiel que será arrebatada a encontrar nos ares com o Senhor, também à meia noite.

Em outra ocasião, estudamos o Salmo 90.4, segundo o qual 1000 anos são para o Senhor como uma vigília da noite. Ora, sabemos que, nos tempos bíblicos, a primeira

vigília ocorria de 18h às 21h; a segunda, de 21h à meia-noite; a terceira, de meia-noite às 03h; e a quarta vigília de 03h às 06h da manhã. Ora, se, de acordo com o Salmo 90:4, para

o Senhor, 1000 anos são como uma vigília, então, certamente, a primeira vigília

corresponde ao primeiro milênio; a segunda, ao segundo milênio; e assim por diante. E a meia-noite é exatamente entre a segunda e a terceira vigília, ou seja, entre o segundo e o

terceiro milênio.

Repare que o Senhor Jesus já adotava esta fórmula bíblica para nos revelar a época

de sua vinda na parábola do “servo vigilante”:

“Bem-aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará assentar à mesa e, chegando-se, os servirá.

E, se vier na segunda vigília, e se vier na terceira vigília, e os achar assim, bem- aventurados são os tais servos”. Lucas 12.37-38

Ora, ao mencionar que poderia voltar na segunda ou terceira vigília, o Senhor, de acordo com o Salmo 90.4, nos revelava que sua vinda poderia se dar no segundo ou terceiro milênio.

Mas, o amor do Noivo pela sua igreja fiel não tem medida. Na verdade, Ele não pôde guardar o segredo e acabou nos revelando, através da parábola das “dez virgens”, a época de sua vinda:

“Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro.

Mateus 25.6

Desta forma, as Escrituras afirmam que sua vinda para arrebatar sua Noiva será à

meia-noite dos tempos finais, entre a segunda e a terceira vigília, ou seja, entre o segundo

e o terceiro milênio. Esta importantíssima revelação da Palavra Profética confere

exatamente com o Livro de Rute, pois Rute se dirige a Boaz (a igreja sobe ao encontro de

Jesus) e, à meia-noite, Boaz percebe que Rute está a seus pés (Jesus contempla a chegada

de sua Noiva à Sua Gloriosa Presença).

Ora, à meia-noite já terão passadas exatamente duas vigílias, ou seja, já terão passados 2000 anos. Assim, se este período for contado a partir, por exemplo, dos doze

anos de Jesus - quando Ele efetivamente começou a tratar das coisas do Pai, quando ensinava no templo aos doutores, conforme consta em Lc 2.42-52 – então podemos concluir que estamos vivendo a iminência da vinda do Rei dos reis para nos arrebatar deste mundo. De qualquer forma, não sabemos o dia nem a hora e, independentemente do episódio a partir do qual se inicia a contagem dos 2000 anos, o mais importante é sabermos que as Escrituras do Livro de Rute nos revelam, do mesmo modo que o restante

da Palavra Profética, que o Senhor Jesus está efetivamente às portas.

E principalmente, sendo Rute figura representativa da igreja fiel, sua atitude em relação ao encontro com Boaz deve ser imitada pela igreja fiel em relação ao encontro com Jesus Cristo, via arrebatamento. Compreendamos, pois, os três passos dados por Rute para se preparar para o encontro com seu futuro esposo, em atenção aos conselhos de sua sogra, interpretando-os, à luz das Escrituras Sagradas, para neles se espelhar a igreja do Senhor:

“Lava-te, pois, e unge-te, e veste os teus vestidos” Rute 3.3a

“Lava-te”, isto é, livra-te de todo pecado (1 Jo 1.7); “unge-te”, isto é, santifica-te para o exercício do seu ministério (Ex 40.12-15); e “veste os teus vestidos”, isto é, pratique a justiça pela obediência ao Senhor (Ap 19.8; Mt 7.21; 1 Jo 2.15-17).

Amados, cada vez que abrimos a Bíblia nos maravilhamos com a solidez e a plena credibilidade da Palavra de Deus. Se não bastassem as Escrituras tratarem tão clara e

objetivamente do arrebatamento da igreja fiel, o Senhor, grande em misericórdia, e infinito em sabedoria, nos apresenta todo o seu maravilhoso plano nas entrelinhas do Livro de Rute. Assim sendo, confirmando as demais Escrituras, o Livro de Rute nos revela, em suma, que o arrebatamento é iminente, às portas, ocorre antes da Grande Tribulação, precedendo, portanto, a própria restauração do remanescente de Israel.

5

O CHESED DE RUTH 24

A

graça sobre Ruth

O

Livro de Ruth (תוּר תַּלִגְמ) conta uma história maravilhosa do amor Redentor e de

devoção (ou seja, de chesed-Graça דֶסֶח) 25 , que remonta ao período difícil da história judaica, conhecido como o “tempo dos juízes” (c. Século 12º a.C.).

A história é tradicionalmente lida durante a Festa de Shavuot (Pentecostes) nas

Sinagogas em todo mundo, tanto porque os eventos relatam o período durante o tempo da colheita do primeiro semestre (ligando-o ao aspecto agrícola da Festa), e Ruth, ela mesma, é uma imagem da aceitação de bom grado de um estilo de vida judaica (vinculando para o aspecto religioso da Festa). Assim como Israel aceitou voluntariamente a Torá no Sinai sem saber seu conteúdo (kol asher diber Adonay na’aseh v’nishmah) 26 , portanto, Ruth desistiu de tudo que sabia para aceitar a Torá dada por D-us. 27 Como o povo de Israel, Ruth acreditou primeiro para depois compreender, e não ao contrário… Enquanto a narrativa da história é simples, para compreender inteiramente suas implicações “espirituais” precisamos estar familiarizado com as várias leis da Torá, incluindo as ‘leis da redenção/remisão’ (Levítico 25.32-55), as leis de Shemitá (ano sabático) e Yovel (Jubileu) (Levítico 25.4,10,23), as leis de herança de família (Números 27.8-11), as leis de Yibum (casamento levirato) (Deuteronômio 25.5-10), e várias leis de agricultura relativo à deixar comida para os pobres e necessitados (Peah e Leket) (Levítico 19.9-10; 23.22; Deuteronômio 24.19). Além disso, precisamos compreender as ‘leis de guerra’ para a tomada de posse da terra, e D-us declarou repetidamente o mandamento que Israel deve ser Santo (separado) e não assimilar com culturas alheias, dos gentios (Êxodo 34.12; Deuteronômio 7.1-6; 14:2, Efésios 2.11 e etc.). Durante os ‘dias dos juízes’, em Belém de Judá – Beit Lechem (תיֵּב םֶחֶל , literalmente: “casa de pão”), na região denominada Efratah (הָתרְפֶאָ , literalmente:

fecundidade/frutífero), viveu um homem chamado Elimelech (�ֶלֶמיִלֱא) e sua esposa Naomi [Noemi] (יִמֳעָנ) com seus dois filhos, Machlon (Malom) e Chilyon (Quiliom).

24 http://www.yeshuachai.org/forums/topic/תור-תודוא-דסחה-a-graca-sobre-ruth-pentecostes. 25 Hesed [chesed]. Não se pode traduzir nitidamente a palavra hesed. A tradução comum das versões em português é misericórdia, bondade, benignidade, mas estas palavras todas são inadequadas para dar o pleno sentido do termo. A palavra relaciona-se intimamente com o fator de Deus nas suas atividades providenciais na história de Israel. A Palavra significa o amor firme, persistente, imutável, no cumprimento das promessas do seu concerto com Israel, mesmo quando o povo falhava e se mostrava indigno. A palavra sempre acentua a: fidelidade de Deus para com o seu concerto com Israel. Os hasidim são os piedosos, os fiéis, os santos que responderam com confiança ao amor fiel do Senhor. O hesed divino sempre buscava a comunhão espiritual com Israel para criar nele o amor fiel a Deus. Assim se vê que é quase o equivalente da graça divina.

25 C. H. Dodd, The Bible Today, p. 14.

26 kol asher diber Adonay na’aseh v’nishmah = Tudo o que Deus tem falado, faremos e vamos ouvir. 27 D-us, ou D’us, é uma das formas utilizadas por alguns judeus de língua portuguesa para se referirem a Deus sem citar seu nome completo, em respeito ao terceiro mandamento recebido por Moisés pelo qual Deus teria ordenado que seu nome não fosse falado em vão.

Aparentemente os nomes de seus filhos refletem as dificuldades do tempo: Machlon vem de um verbo hebraico (הָלָמ) que significa ‘ficar doente’, Considerando que Chilyon vem de um verbo hebraico (הָלָכ ) que significa ‘ser frágil’. De qualquer forma, por causa da fome em curso na terra, Elimelech decidiu arrendar sua terra e mudar com sua família para a terra de Moabe, onde morreu pouco tempo depois, fazendo de Naomi uma viúva. Seus filhos mais tarde se casaram com mulheres Moabitas: Chilyon casou-se com uma mulher chamada Orfa, Considerando que Machlon casou-se com a heroína da nossa história, uma jovem mulher chamada Ruth (תוּר) (Ruth significa amiga, companheira). Tragicamente, ambos filhos de Naomi morreram sem filhos, deixando-lhe assim não apenas viúvas, mas também desprovidas de filhos e necessitadas. Por esta série de tragédias, Naomi decidiu retornar à terra de Judá, onde ela tinha ouvido que a fome tinha cessado. Inicialmente ambas das suas noras arrumaram para ir com ela no caminho de volta para a terra de Judá, apesar de ela ter convencido a nora Orfah para retornar de volta para sua casa. Ruth, por outro lado, agarrou-se à sua sogra e se recusou a deixá-la. Depois de testar várias vezes seus motivos, Ruth eventualmente disse a Naomi: ‘não me peça para deixá-la ou para retornar… Teu povo será meu povo e seu D-us meu D-us… ’ (Ruth 1.16-17), esta foi a confissão chave da fé de Ruth. Apesar dos avisos de Naomi que; ‘Ruth seria considerada como uma pária e não quista em Israel (Deuteronômio 23.3), que provavelmente iria permanecer como uma perpétua viúva’, Ruth se recusou a ser dissuadida. Ao contrário de sua cunhada Orfa, Ruth chamou-se profundamente para a verdade da Torá, que ela viu em sua sogra, e, portanto, ela voluntariamente optou por deixar tudo para trás por causa de se tornar uma convertida ao verdadeiro D-us. Uma vez que Naomi entendeu a vontade sincera de Ruth, ela aceitou a decisão de Ruth e as duas mulheres chegaram a Belém no início da Primavera em Israel, durante o tempo da cevada colheita em Judá. Para sobreviver, Naomi enviou Ruth nos campos para colher colheitas, explicando- lhe as leis na Torá da Leket e Peah (Levítico 19.9-10; 23.22; Deuteronômio 24.19). “Aconteceu, por acaso” de Ruth ir para os campos de Boaz, um parente do falecido marido de Naomi, Elimelech. Boaz foi imediatamente atraído por Ruth pela sua modéstia e integridade e beleza. Por exemplo, ele ficou impressionado que Ruth teve o cuidado de pegar apenas um ou dois caules de grãos, não só isto, e também que ela dobrava seus joelhos quando ela pegava os molhos, ao invés de fazer isto de outra forma. Boaz também ficou impressionado com a devoção de Ruth com a sua sogra, e ele, por isso, saiu no caminho para ajudá-la. Naomi entendia que Boaz era um parente “próximo” de seu marido Elimelech, e, portanto ele era qualificado para resgatar/remir sua terra daqueles que estavam a usufruindo. Lembre-se de que na Torá é permitido reaver as terras com base em seu valor proporcional antes do ano do Jubileu. A ‘lei da remissão’ exigia que um parente próximo tivesse a possibilidade de remir (comprar de volta) as terras de seu parente próximo se este parente estivesse em tal dificuldade financeira que ele tinha sido forçado a vendê-la:

(Levítico 25.25).

Desde que Naomi foi destituída, ela precisava convencer um parente próximo a resgatar sua terra para o legado do nome de sua família em Israel. Agora, Boaz era um dos parentes “próximo” de seu falecido marido Elimelech (talvez o filho do irmão do Elimelech), assim ele era legalmente qualificado para resgatar a terra. Além disso, Boaz foi descrito como um homem rico e, por conseguinte, tinha os meios financeiros ser um Parente Remidor (Go’el), embora ele precisasse ser convencido a fazê-lo. (tem que ser por livre vontade). Quando Naomi detectou o amor de Boaz para com Ruth, no entanto, ela desenvolveu sua estratégia. Uma vez que as ‘leis de herança’ afirmassem que se um homem morresse sem um filho, a herança seria transferida para a filha (Números 27.8-11), e desde que Ruth era a viúva de Machlon, ela era a herdeira legal da linha de Elimelech. Em outras palavras, se Boaz pudesse ser persuadido a casar-se com Ruth, a, em seguida, ele poderia resgatar a terra e salvar a família de ser obliterada em Israel: Após um período de ‘flerte’ de Boaz com Ruth durante as semanas da colheita de cevada, Naomi finalmente instruiu sua nora para ir para a Eira para iniciar sua reivindicação de que Boaz devia resgatar sua terra. Desde de que a lei do “Casamento levirato” (Yibum) afirma que o irmão de um homem que morreu sem filhos tinha a obrigação de se casar com a viúva (Deuteronômio 25.5-10), Ruth – como uma viúva sem filhos – tinha o direito legal adicional para pedir Boaz a perpetuar a linhagem familiar em Israel ao se casar com ela. Porem antes que Boaz pudesse fazer, no entanto, Ruth tinha que expressar sua intenção “legal”, afirmando-lhe como “parente próximo”. Na preparação deste evento, Naomi instruiu Ruth para embelezar-se e apresentar-se diante de Boaz no final da colheita, quando os viticultores com alegria estariam celebrando a provisão de D-us (provavelmente durante a festa de Shavuot). Após a festa, foi dito a Ruth que Boaz iria dormir à Eira e foi instruído a colocar-se a seus pés e puxar seu manto sobre seus pés para simbolizar sua reivindicação. Quando Boaz mais tarde acordou e viu seus pés descobertos, ele encontrou Ruth, a seus pés, e ela expressou o seu pedido a ele: ‘Estenda seu manto sobre a sua serva, pois você é Remidor – Ki Goel atah (לאג יכ התא)’ (Ruth 3.9). Boaz ficou muito feliz com a perspectiva, embora ele explicasse que havia alguém que tinha um direito precedente em resgatá-la/redimi-la – “parente mais próximo do que eu” – Quando o homem apareceu, Boaz pediu um Minian (um grupo de dez judeus necessários para resolver questões legais) e lhe apresentou os termos iniciais da redenção. Boaz mencionou a condição adicional que o Redentor – Go’el seria obrigado a casar-se com Ruth a Moabita, uma vez que ela era viúva sem filhos de Machlon (filho de Elimelech) e a lei exigia que o Redentor “eleva-se o nome dos mortos” (isto é, levantar um herdeiro) para preservar a linhagem familiar em Israel. Ao ouvir isso, o homem disse que ele não poderia resgatá-la, por conseguinte, ele ‘tirou seu sapato’ para significar que ele retirou seu direito sobre o negocio (este costume bastante estranho é chamado chalitzah:

הָציִלֲח). O negócio jurídico, juntamente com a declaração de Boaz de intenção de resgatar as terras de Elimeleque e se casar com Ruth, é afirmado no Rute 4.8-10.

Depois de ouvir a declaração de Boaz e suas intenções, o Minian, em seguida, abençoaram Ruth: (Rute 4.11-12).

O livro termina com o casamento de Boaz e Ruth e o nascimento de seu primeiro

filho. “E as mulheres do bairro deram-lhe um nome, dizendo: ’um filho nasceu para Naomi’. Elas o chamaram de Oved [Obed] (Servo). Ele foi o pai de Jessé, o pai de David’ (Rute 4.17). O livro termina com a genealogia da casa de Davi, desde o nascimento de Peretz (filho de Judá de Tamar) do nascimento do rei Davi”. Neste contexto, é interessante ver que a genealogia do Rei David não só incluiu a

linha nobre de Abraham/Sarah, Itzak/Rebekah e Yakov/Leah, mas ela também incluiu Judá/Tamar, Boaz/Ruth e salmão/Ra’abe. Além disso, na genealogia de Yeshua o Messias dado em Mateus 1.1-16, apenas quatro mulheres (além de Maria) são nomeadas explicitamente: Tamar (que “enganou” seu sogro), Ra’abe (a prostituta), Ruth (uma Moabita) e “a mulher de Urias” (ou seja, Batsheva, uma adúltera). Cada uma dessas mulheres de fé ilustram o amor de D-us e graça que supera seu julgamento… (tanto na genealogia de David e de Yeshua (Jesus) não tem só lado nobre da família não, também tem o lado muito menos nobre… não devemos preocupar tanto com o ‘pedigree’ familiar das nossas próprias famílias). Em última análise, a Teshuvah (conversão) de Ruth foi aceita, mesmo que ela fosse

uma pária estrangeira e estranha às promessas e alianças de D-us – uma Moabitas da qual na Torah afirma: “nenhum deles podem entrar na Kahal/Ekklesia (congregação) do Senhor” (Deuteronômio 23.3).

A Grande fé de Ruth não era ao contrário da mulher Cananéia (outra rejeitada) que

foi aceita por Yeshua o Messias (Mateus 15.22-28). Ambas destas mulheres superaram até mesmo a lei da Torá pela fé em D-us e com chesed veChen (Graça e Favor) foram Remidas… No caso de Ruth, sua fé trouxe à tona a ‘casa de Davi’ – e a partir daí, a linhagem de Yeshua, nosso Messias e Go’el (Redentor)… (Mateus 1.1).

A bênção dada a Boaz; “sua casa seja como a casa de Pérez, que Tamar deu a Judá,

por causa da descendência que o Senhor lhe dará por esta jovem mulher” (Ruth 4.12), sugere que o plano de D-us da bênção providencialmente superou a fraqueza e a fragilidade de todos os envolvidos… É encorajador, não importa nossa origem, D-us pode nos usar para realizar sua vontade dentro do seu Reino… Finalmente, a história de Rute ilustra que a lei por si só é incapaz de redimir-nos (como é bem ilustrado pelo ‘Redentor sem nome’ no livro de Ruth, que não queria ‘por em risco’ sua herança) e, portanto, por isto algo mais é necessário. Um verdadeiro Go’el (לֵאג), Redentor/Remidor/Resgatador/salvador, caracteriza-se por amor e compaixão, assim como a lei do espírito da vida (םיִּיַחַה ַחוּר תרוַֹ תּ) é o que nos liberta da lei do pecado e da morte (תֶוָּמַהְו אְטֵחַה תרוֹתַּ ). Ruth superou a “letra da lei” pela fé no amor Redentor de D-us. Como Ruth, temos de “ir para a Eira” como ‘sem merecer nada’, para reivindicar o amor Redentor de D-us.

Temos de dizer ao Messias: “Estenda o seu manto (Talit) sobre teu Servo/Serva, Ki Goel Atah (הָתּֽאָ לאֵֹ֖ג יִכּ֥ ) pois você é Remidor – (Rt 3.9)”. Temos de ultrapassar a inimizade exigida pela Torá com seus mandamentos e preceitos para receber a nossa cura - e encontrar o nosso lugar dentro da família de Deus.

6

O ADVENTO DO PARENTE REMIDOR

“E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga a peleja com justiça. Os seus olhos eram como chama de fogo; sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo. Estava vestido de um manto salpicado de sangue; e o nome pelo qual se chama é o Verbo de Deus. Seguiam-no os exércitos que estão no céu, em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro. Da sua boca saía uma espada afiada, para ferir com ela as nações; ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso. No manto, sobre a sua coxa tem escrito o nome:

Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap 19.11-16).

No final da Grande Tribulação o nosso GO’EL virá para tomar posse da terra. No início da G.T. Ele rasgou os selos, mas agora é a posse. A Igreja é o poderoso exército que desce com Ele. O Messias assumirá o Reino terrestre literalmente e regerá as nações com cetro de ferro. É o último governante mundial, a Pedra, que destruirá a estátua, isto é, os poderes gentios, e encherá a terra.

Ele pisará pessoalmente o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo Poderoso.

“E saiu do altar outro anjo, que tinha poder sobre o fogo, e clamou com grande voz ao que tinha a foice afiada, dizendo: Lança a tua foice afiada, e vindima os cachos da vinha da terra, porque já as suas uvas estão maduras. E o anjo meteu a sua foice à terra, e vindimou as uvas da vinha da terra, e lançou-as no grande lagar da ira de Deus. E o lagar foi pisado fora da cidade, e saiu sangue do lagar até os freios dos cavalos, pelo espaço de mil e seiscentos estádios. Da sua boca saía uma espada afiada, para ferir com ela as nações; ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo- Poderoso” (Ap 14.18-20; 19.15).

O ARMAGEDOM

“Vi um anjo em pé no sol; e clamou com grande voz, dizendo a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Vinde, ajuntai-vos para a grande ceia de Deus, para comerdes carnes de reis, carnes de comandantes, carnes de poderosos, carnes de cavalos e dos que neles montavam, sim, carnes de todos os homens, livres e escravos, pequenos e grandes. E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos para fazerem guerra àquele que estava montado no cavalo, e ao seu exército. E a besta foi presa, e com ela o falso profeta que fizera diante dela os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e os que adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde

com enxofre. E os demais foram mortos pela espada que saía da boca daquele que estava montado no cavalo; e todas as aves se fartaram das carnes deles” (Ap 19.17-21).

todas as aves se fartaram das carnes deles” (Ap 19.17-21). O Significado de Armagedom 2 8

O Significado de Armagedom 28 A palavra “Armagedom” aparece no último livro da Bíblia (Apocalipse 16.16). O termo hebraico significa “monte ou montanha de Megido”, onde já aconteceram diversas batalhas decisivas na história de Israel. O capítulo 16 do Apocalipse trata dos últimos juízos de Deus, que virão sobre a terra antes da volta de Jesus Cristo. O apóstolo João escreve: “Ouvi, vinda do santuário, uma

grande voz, dizendo aos sete anjos: Ide e derramai pela terra as sete taças da cólera de

Derramou o sexto a sua taça sobre o grande rio Eufrates, cujas águas secaram, para

que se preparasse o caminho dos reis que vêm do lado do nascimento do sol

são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro

com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso

ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom” (Apocalipse 16.1,12,14,16). Portanto, o termo bíblico “Armagedom” simboliza o lugar em que os reis da terra se reunirão para a luta insensata contra Deus. Aí acontecerá um juízo de Deus. O texto bíblico a seguir chama a atenção: “Então, derramou o sétimo anjo a sua taça pelo ar, e saiu grande voz do santuário, do lado do trono, dizendo: Feito está! E sobrevieram relâmpagos, vozes e trovões, e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a terra; tal foi o terremoto, forte e grande. E a grande cidade se dividiu em três partes, e caíram as cidades das nações. E lembrou-se Deus da grande Babilônia para dar- lhe o cálice do vinho do furor da sua ira. Todas as ilhas fugiram, e os montes não foram achados; também desabou do céu sobre os homens grande saraivada, como pedras que pesavam cerca de um talento; e, por causa do flagelo da chuva de pedras, os homens blasfemaram de Deus, porquanto o seu flagelo era sobremodo grande” (Apocalipse 16.17-

Deus

porque eles

Então, os

21).

Os “reis da terra e de todo o mundo” serão reunidos pela atuação da trindade do inferno para a chamada “peleja do grande dia do Deus Todo-poderoso” (Ap 16.14). Esse ajuntamento das nações da terra acontecerá num lugar chamado Armagedom (Ap 16.16). Lá Deus julgará as nações por haverem perseguido Israel (Jl 3.2), por causa de sua iniqüidade (Ap 19.15) e por causa da sua impiedade (Ap 16.9).

28 www.chamada.com.br/mensagens/armagedom.html.

Defende-se, comumente, que a batalha de Armagedom também é um acontecimento isolado que ocorrerá logo antes da segunda vinda de Cristo à terra. A extensão desse grande movimento no qual Deus lida com “os reis do mundo inteiro” (Ap 16.14) não será percebida a menos que se compreenda que a “peleja do grande dia do Deus Todo- poderoso” (Ap 16.14) não é uma batalha isolada, mas uma campanha que se estende pela última metade do período tribulacional. A localização da campanha. O monte Megido, situado a oeste do rio Jordão no centro-norte da Palestina, a cerca de quinze quilômetros de Nazaré e a vinte e cinco quilômetros da costa do Mediterrâneo, encontra-se numa planície onde ocorreram muitas das batalhas de Israel. Lá, Débora e Baraque derrotaram os cananeus (Jz 4 e 5). Gideão triunfou sobre os midianitas (Jz 7). Lá, Saul foi morto na batalha com os filisteus (1 Sm 31.8). Acazias foi morto por Jeú (2 Rs 9.27). E, lá, Josias foi morto na invasão pelos egípcios (2 Rs 23.29,30; 2 Cr 35.22). Esta será a grande batalha no final da Grande Tribulação. A Besta, o Anticristo, juntamente com os dez chifres lutará contra Israel, porém o Parente Remidor virá em socorro do seu povo (Is 59.20; Rm 11.26). Como os três jovens foram livres na fornalha, assim também Israel será livre na Tribulação. As duas Bestas, o Anticristo e o Falso Profeta, serão os primeiros a estrearem o inferno definitivo, o Geena, o lago de fogo, os demais seres perdidos só irão para lá no final do Milênio. Uma distinção cuidadosa deve ser estabelecida entre o Lago de Fogo e o Hades (Sheol). Os ímpios que morreram antes da segunda Vinda de Cristo vão para o Hades, conforme nos é mostrado no texto de Lucas 16. Até a volta de Jesus, ninguém será lançado no Lago de Fogo. O próprio Diabo ficará preso no Abismo por mil anos e somente após o Milênio é que será lançado no Lago de Fogo, acompanhado dos condenados por Deus diante do Trono Branco. O fato do Falso Profeta e do Anticristo ainda estarem no Lago de Fogo, depois de concluído o Milênio, deixa claro que este lugar não significa aniquilamento e também não oferece oportunidade de santificação, pois os que ali permanecem continuam em seu estado de impiedade, em seus corpos apropriados para sofrer o castigo eterno. A Batalha do Armagedom fará entrar em cena o sofrimento mais terrível que a humanidade já conheceu. A Bíblia nos diz que a terra será devastada por crises políticas, econômicas e ecológicas que ficam além do alcance da nossa imaginação. Se não fosse pela misericordiosa intervenção de Deus, reza a Bíblia, o mundo inteiro seria destruído. A profecia de Armagedom não é uma alegoria literária ou um mito. Armagedom será um evento real de proporções trágicas para aqueles que desafiam a Deus. Será uma reunião de forças militares reais no Oriente Médio, numa das terras mais disputadas de todos os tempos – uma terra que nunca conheceu paz duradoura. Armagedom será também uma batalha espiritual entre as forças do bem e as do mal. Ela terá o seu desfecho com a intervenção divina e o retorno de Jesus Cristo. No meio de toda aquela terrível, pavorosa carnificina, Cristo retornará como Rei dos reis e Senhor dos senhores. O Go’el, o Parente Remidor, ou melhor dizendo, o Parente

Vingador derrotará o Anticristo e será vitorioso na Batalha do Armagedom. No clímax desse momento, o nosso GO’EL instalará O Seu Reino. Uma utopia vem vindo. Oramos em nossos templos: “Venha a nós o Vosso Reino. Seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.10). Quando da volta de Cristo, essa prece será integralmente realizada. A Bíblia promete: “Eis que reinará um rei com justiça, e com retidão governarão príncipes” (Is 32.1). “O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Ap 11.15). Após a Grande Tribulação, precisamente após a última metade, setenta e cinco dias separarão Grande Tribulação do Milênio. Dn 12.11,12: “E desde o tempo em que o sacrifício contínuo for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias”. “Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias”. “Na metade da Tribulação o anticristo abolirá os sacrifícios judaicos (Dn 9.27; Mt 24.15; 2 Ts 2.4). A partir daquela data até o fim haverá 1290 dias. Normalmente três anos e meio (num calendário lunar) teriam 1260 dias. Os trinta dias a mais aqui mencionados fornecem o tempo necessário para a realização de todos os julgamentos que acontecerão depois da segunda Vinda”. 29

A GRAÇA O ANO ACEITÁVEL DO SENHOR

O DIA DO SENHOR

A 70ª SEMANA DE DANIEL

A GRANDE TRIBULAÇÃO

O MILÊNIO O ANO DOS MEUS REDIMIDOS

75

DIAS

O FALSO PERÍODO DE PAZ 3,5 ANOS 42 MESES

A GRANDE

TRIBULAÇÃO

3,5 ANOS

42 MESES

A GRANDE TRIBULAÇÃO A SEPTUAGÉSIMA SEMANA DE DANIEL

Cronologia do Armagedom 30 A assim chamada Batalha de Armagedom ocorrerá durante os dias finais da Grande Tribulação. Como revelado em Apocalipse 16, Deus derramará uma série de sete juízos desvastadores sobre a terra chamados “taças da ira”. As primeiras seis taças da iara de Deus servirão como uma introdução ao que a Bíblia chama de Armagedom. Quando a sexta taça é derramada (v. 12), o tempo da Segunda Vinda está muito próximo. O versículo 12 diz as águas do rio Eufrates se secarão para preparar o caminho para uma invasão militar em Israel pelos reis do Oriente.

29 RYRIE, Charles C. A Bíblia Anotada. Editora Mundo Cristão, 1645, p. 1095. 30 LAHAYE, Tim. Bíblia de Estudo Profética. São Paulo: Editora Hagnos, 2005, p. 1192.

Ao contemplar esta cena final, João relatou: “E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta, vi saírem três espíritos imundos, semelhantes a rãs. Pois são espíritos de demônios, que operam sinais; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso” (v.

13,14).

No início da Grande Tribulação, por meio de engano e poder satânicos, um governo mundial é formado, com o governante de dez nações do Império Romano reavivado tornando-se o ditador sobre todo o globo (cf. Ap 13.7). Agora, da mesma fonte que montou esse governo mundial vem a influência para reunir os exércitos do mundo inteiro para desafiar este governo mundial. Esses exércitos são guiados para convergir na Terra Santa a fim de guerrar por superioridade. Entretanto, parece que o propósito satânico da Batalha de Armagedom é o de contender contra os exércitos do céu. Ap 16.16 declara: “E eles os congregaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom”. A Batalha subseqüente se concentrará em torno do monte de Megido, conhecido em aramaico como Armagedom, que se localiza no norte de Israel. Na verdade, como outras Escrituras descrevem a cena (ver Dn 11.40-45), tanto os exércitos invasores quanto os defensores provavelmente estarão dispersos por toda a terra de Israel que será uns 320 Km de norte a sul e se estenderá do mar Mediterrâneo ao oeste até o rio Eufrates ao leste. Esses exércitos entrarão em guerra por supremancia global contra o governante mundial enquanto o mundo inteiro desfalece sob os vários juízos de Deus. A guerra, contudo, não será resolvida, e mesmo no dia da Segunda Vinda de Cristo haverá combate de casa em casa em Jerusalém (Zc 14.1-3). Ap 16.17-21 descreve uma sétima e última “taça da ira” – um terremoto mundial devastador. Ele destruirá Babilônia (ver Ap 18); “as cidades das nações” ruirão (Ap 16.16- 19); e ilhas e montanhas desaparecerão (Ap. 16.20). O juízo do terremoto terá seu clímax com uma saraivada sobrenatural na qual as pedras de granizo pesarão aproximadamente 45 quilos cada uma (Ap 16.21). O mundo será deixado em frangalhos, e suas cidades, em ruínas. Aparentemente, apenas Jerusalém, e as cidades de Israel permanecerão intactas. É para esta cena que Cristo retornará em poder e glória, como descrito em Ap 19.11-16.

Senhor irá reunir no Armagedom os povos do mundo inteiro para fazer guerra com Israel.

O país ao norte de Israel que é a Rússia (Gogue)

Os reis do Oriente

Muitos povos com a Rússia.

A guerra será contra Israel

O Exercito dos povos do mundo inteiro estarão no Armagedom

O Armagedom se chamara “ vale da multidão de Gogue”

(Japão, China, Coréia, etc.)

Ezequiel 38.1-15

Apocalipse 16.12-16 Ez 38.16-23, Zacarias 14.4, Joel 2.20 Ezequiel 39.2 Joel 3.2 Ezequiel 39.11 e 15

39.1-6

Quando a Batalha de Armagedom estiver no clima máximo, e todos os povos da terra estiverem no vale do Armagedom, para enfim exterminar o povo Judeu, o que o alemão Hitler já tentou fazer, e o povo judeu estiver em tamanho aperto, quando tudo parecer estar destruído e acabado, os judeus irão clamar ao messias, Dt 4.30, Ezequiel 39.22, e neste momento o acontecimento máximo terá enfim a sua hora, pois o Cristo

que foi rejeitado e morto pelos Judeus, será enfim aceito pelo seu povo, e então o Senhor virá para socorrer Israel das garras do anticristo e todas as nações da terra. Apocalipse 19.14 a 16.

Os pés do Senhor estarão sobre o monte das oliveiras

A Igreja virá do céu junto com Cristo

Todo o joelho se dobrara diante de Cristo

Todo olho o verá

Zacarias 14.4 Judas 1.14, Apocalipse 19.14, Zacarias 14.5 Salmos 86:9, Rom. 14:11, Filip. 2:10, Ap. 15:4 Apocalipse 1:7

7

Go’el na Bíblia (Baseado na “Englishman’s Hebrew-Chaldee Concordance”)

Capítulo

Vers

 

Qal Particípio Ativo

Gn

48

16

que me tem livrado de todo o mal.

Lv

25

25

virá o seu parente mais chegado e remirá…

 

26

E

se alguém não tiver remidor…

Nm 5

8

Mas, se esse homem não tiver parente chegado…

Nm 35

12

…por refúgio do vingador…

19

…o vingador do sangue…

21

…o vingador do sangue…

24

…entre aquele que feriu e o vingador do sangue…

25

… da mão do vingador do sangue…

27

… e o vingador do sangue o achará…

Dt

19

6

…para que o vingador do sangue não persiga o homicida…

 

12

…o entregarão, nas mãos do vingador do sangue…

Js

20

3

refúgio contra o vingador do sangue…

 

5

…o vingador do sangue o perseguir…

9

…para que não morresse às mãos do vingador do sangue…

Rt 2

20

Esse homem é parente nosso, um dos nossos remidores…

 

3

9

…estende a tua capa sobre a tua serva, porque tu és o remidor…

 

12

…eu sou remidor, porém há ainda outro mais chegado do que eu…

 

4

1

…eis que o remidor de quem falara ia passando…

 

3

…Disse Boaz ao remidor…

6

Então disse o remidor…

8

Dizendo, pois, o remidor a Boaz…

14

…não te deixou hoje sem remidor…

2 Sm 14

11

…para que o vingador do sangue não prossiga na destruição…

1 Rs16

11

…nem de seus parentes…

19

25

…eu sei que o meu Redentor vive…

Sl

19

14

…Rocha minha e Redentor meu!

78

35

…e o Deus Atíssimo o seu Redentor…

103

4

…quem redime a tua vida da cova…

Pr

23

11

…porque o seu redentor é forte…

Is 41

14

…e o teu redentor é o Santo de Israel.

43

14

…o Senhor, vosso Redentor…

44

6

…Rei de Israel, seu Redentor…

24

…o Senhor, teu Redentor…

47

4

Quanto ao nosso Redentor…

48

17

…o Senhor, o teu Redentor…4

49

7

…o Senhor, o Redentor de Israel…

26

…o teu Salvador e o teu Redentor…

54

5

…o Santo de Israel é o teu Redentor…

8

…o Senhor, o teu Redentor.

59

20

E

virá um Redentor a Sião…

60

16

…e o teu Redentor, o poderoso de Jacó.

63

16

…nosso Redentor desde a antiguidade é o teu nome.

Jr

50

34

Mas o seu Redentor é forte…

Capítulo

Vers

 

Qal Particípio Passivo:

Sl 107

2

…digam-no os remidos do Senhor, os quais ele redimiu da mãos do inimigo…

Is 35

9

…mas os redimidos andarão por ele.

51

10

…para que por ele passassem os remidos?

62

12

E

chamar-lhes-ão: Povo santo, remidos do Senhor…

63

4

…e o ano dos meus remidos é chegado.

BIBLIOGRAFIA

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Biografia do autor O pastor Antônio Carlos Gonçalves Bentes é capitão do Comando da Aeronáutica,

Biografia do autor O pastor Antônio Carlos Gonçalves Bentes é capitão do Comando da Aeronáutica,

Doutor em Teologia pela American Pontifical Catholic University (EUA), conferencista,

filiado à ORMIBAN – Ordem dos Ministros Batistas Nacionais, professor dos seminários batistas: STEB, SEBEMGE e Koinonia e também das instituições: Seminário Teológico Hosana, UNITHEO e Escola Bíblica Central do Brasil, atuando nas áreas de Teologia Sistemática, Teologia Contemporânea, Apologética, Escatologia, Pneumatologia, Teologia Bíblica do Velho e Novo Testamento, Hermenêutica, e Homilética. Reside atualmente em Lagoa Santa, Minas Gerais. Exerce o ministério pastoral na Igreja Batista Getsêmani em Belo Horizonte - Minas Gerais. É casado com a pastora Rute Guimarães de Andrade Bentes, tem três filhos: Joelma, Telma e Charles Reuel, e duas netas: Eliza Bentes Zier e Ana Clara Bentes Rodrigues.

Pedidos ao Pr. A. Carlos G. Bentes E-mail: pastorbentesgoel@gmail.com Os livros do Pr. Bentes estão disponíveis nos SITEs:

www.klivros.com.br;

www.lojamais.com.br/caminhodavida.

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