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Londrina, 4 outubro de 2009.

Fichamento extraído do livro: Informática na Educação

Referências Bibliográficas:

PETER COBURN. Informática na educação. Tradução de Gilda Helena Bernardino de


Campos Novis. - Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora Ltda., 1988

Resumo: No capítulo "O computador chega à Escola" podemos perceber como é o


acolhimento dos computadores nas instituições de ensino, a razão de alguns educadores não
aprovarem essa prática e também as vantagens e desvantagens da informatização escolar.
Apesar de vivermos hoje, em um mundo informatizado, muitas pessoas, inclusive
professores, ainda não têm completo domínio das funções desta máquina, podendo assim
criar um sentimento de raiva para com o computador pessoal, além do que, se os educandos
estivessem em tempo integral na frente do PC, durante o lazer, e principalmente na hora de
estudar, perderíamos completamente a essência da velha e funcional forma de educar que
ainda predomina nos dias atuais.

Citações:

“Realmente, os computadores estão revolucionando nossas vidas. Lojas, escritórios, carros,


bancos, jogos, televisões e até a cozinha de nossas casas estão sendo radicalmente alterados
pelos computadores." (p. 1)

"De acordo com alguns futurólogos, a revolução que a sociedade tem experimentado é
apenas o início de um motim que pode transformar nossa civilização. Alguns futurólogos
prevêem uma mudança cataclísmica no estilo de vida, na estrutura familiar, nos hábitos de
trabalho e da educação que surgirá de avanços tecnológicos..." (p. 1)

[...] "a população ligada à escola está começando está começando a aproveitar o poder dos
computadores para realizar melhorias na postura e na eficácia da escola. [...] Dessa forma,
podem dar mais atenção a aspectos mais personalizados de ensino. Ao lado disto, um
crescente número de professores está utilizando o computador como ferramenta com a qual
as crianças podem pensar e aprender de uma forma nova e excitante." (p. 3)
[...] "Algumas pessoas da comunidade educacional são céticas a respeito do que ocorrerá
com os computadores na escola. Eles acreditam que a visão dos otimistas é ingênua tanto a
respeito da escola como a respeito de computadores. [...] De acordo com os pessimistas, ao
depararem com estes problemas logo de início os professores não irão mais trabalhar com a
máquina e ficarão desiludidos por longo tempo, sem considerarem os avanços que os
computadores possam ter." (p. 4)

"Conceituados educadores, incluindo os que advogam o uso dos computadores, acham essa
posição irresponsável e ingênua. As escolas desempenham funções de alto valor na
sociedade, para serem substituídas por computadores domésticos e utópicas redes de
aprendizagem. [...] Muitas famílias podem complementar a aprendizagem das crianças com
computadores, mas dificilmente privarão seus filhos da importante influência formativa
dada pela escola." (p. 5)

"Apesar dos desacordos entre os educadores a respeito do efeito revolucionário dos


computadores nas escolas, apenas alguns não percebem que estes afetarão as escolas de
alguma forma. Assim como o uso do automóvel, do telefone, do avião e da televisão alterou
a sociedade e a escolaridade, o aumento da utilização de computadores tambám afetará a
natureza das escolas." (p. 5)

"Como educadores, precisamos nos preparar para a invasão dos computadores na escola.
Uma forma de concretizar este passo é utilizar os computadores para a promoção dos
objetivos dos educadores." (p. 6)

[...] "ainda é duvidoso que a maioria dos computadores atuais possam ser considerados uma
ferramenta de uso confortável para uma sala de aula comum. Grande parte dos professores
não está preparada para lidar com sistemas que chegam precisando ser aclopados, fios
precisando serem conectados, componentes delicados, instruções escritas por especialistas,
cassetes frágeis ou máquinas que não aceitam programas desenvolvidos para versões
anteriores da mesma máquina. Apesar de professores entusiastas estarem querendo utilizar
os computadores em suas aulas, isto só se verificará se os fabricantes se sensibilizarem para
a demanda específica que o uso do equipamento na escola necessita; caso contrário, estas
mesmas máquinas irão acabar guardadas nos armários da escola." (p. 13)