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Delegado Polícia Civil DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha Participações Especiais Criminologia Roteiro - Apresentação

Delegado Polícia Civil

DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha

Participações Especiais

Criminologia Roteiro - Apresentação Docente - Objetivo - Bibliografia Básica - Conteúdo - Dicas - Contato
Criminologia
Roteiro
-
Apresentação Docente
-
Objetivo
-
Bibliografia Básica
-
Conteúdo
-
Dicas
-
Contato
Apresentação da Professora Pedrinha
Formação Acadêmica
Advogada. Doutoranda em Sociologia
Criminal pela Universidade do Estado do Rio de
Janeiro (IESP-UERJ). Doutoranda em Direito
Penal pela Universidade de Buenos Aires (UBA
Ex-Coordenadora da Comissão de
Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do
Brasil – Seção Rio de Janeiro (OAB-RJ). Ex-
Membro da Comissão Permanente de Direito
Penal do Instituto dos Advogados Brasileiros
(IAB). Membro da Comissão Permanente de
Direitos Humanos do Instituto dos Advogados
Brasileiros (IAB). Membro da Associação
Brasileira de Professores de Ciências Penais
(ABPCP). Membro Fundadora e Ex-Diretora
Acadêmica do Instituto de Estudos Criminais do
Estado do Rio de Janeiro (IECERJ). Membro
Fundadora e Secretária Geral do Instituto dos
Defensores de Direitos Humanos (IDDH).
Membro do Instituto Carioca de Criminologia
(ICC).
-
Argentina). Mestra em Criminologia, Direito e
Processo Penal pela Universidade Candido
Mendes (UCAM). Pós-graduada em
Criminologia pela Universidade de Havana (UH
-
Cuba). Graduada em Ciências Jurídicas pela
Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro (UNIRIO).
Atividade Docente
Professora Concursada de Criminologia
do Departamento Penitenciário Nacional
(DEPEN) do Ministério de Justiça (MJ).
Professora Convidada da Academia Nacional
de Polícia do Departamento da Polícia Federal
(ANP-DPF) do Ministério de Justiça (MJ).
Professora de Criminologia da Academia de
Polícia do Estado do Rio de Janeiro
(ACADEPOL). Professora de Criminologia da
Escola da Magistratura do Estado do Rio de
Janeiro (EMERJ).
Membro Permanente do Associação
Internacional de Direito Penal (AIDP). Membro
do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais
(IBCCRIM). Professora de Criminologia da 2ª.
Fase de Concurso de Formação de Agentes,
Delegados e Peritos no Departamento da
Polícia Federal da Academia Nacional de
Polícia (DPF-ANP - Brasília).Professora de
Criminologia de Cursos de Treinamento e
Capacitação de Policiais da Academia de
Polícia do Estado do Rio de Janeiro
(ACADEPOL). Professora de Criminologia dos
Cursos de Treinamento e Capacitação de
Agentes Penitenciários e Diretores de Presídios
da Secretaria de Administração Penitenciária do
Estado do Rio de Janeiro (SEAP).
Objetivo
Atividade Docente
Professora e Coordenadora da Pós-
graduação em Criminologia, Direito e Processo
Penal da Universidade Candido Mendes
(UCAM). Professora de Direito Penal e
Coordenadora do Núcleo de Ciências Criminais
(licenciada) do Instituto Brasileiro de Mercados
e Capitais (IBMEC-RJ). Professora de
Criminologia das Pós-graduações da Fundação
Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). Ex-Avaliadora da
Banca Examinadora de Direito e Processo
Penal da Ordem dos Advogados do Brasil –
Seção Rio de Janeiro (OAB-RJ).
O presente Curso tem a finalidade de
preparar os bacharéis em Direito na Disciplina
de Criminologia, para o Concurso de Delegado
da Polícia Civil. Visa apresentar os principais
aspectos teóricos, através de uma visão
panorâmica, além da realização de alguns
exercícios, para treinamento. Pois Criminologia
é uma disciplina antes pouco ofertada e por
muitos bacharéis nunca estudada. Logo, precisa
ser o diferencial para assegurar o seu êxito no
Concurso de Delegado da Polícia Civil.
Bibliografia Básica
ANITUA, Gabriel Ignacio. História dos
pensamentos criminológicos. In.: Coleção
Pensamento Criminológico. Volume: 15.
Tradução: Sérgio Lamarão. Instituto Carioca de
Criminologia. Rio de Janeiro: Revan, 2008.
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DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha BARATTA, Alessandro. Criminologia crítica e crítica do direito penal:

DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha

BARATTA, Alessandro. Criminologia crítica e

crítica do direito penal: introdução à sociologia do direito penal. In.: Coleção Pensamento Criminológico. 3ª. Edição. Instituto Carioca de

Criminologia

Volume: 1. Rio de Janeiro:

.. Revan, 2008. BATISTA, Vera Malaguti. Introdução crítica à criminologia brasileira. Instituto Carioca de Criminologia. Rio de Janeiro: Revan, 2011. CALHAU, Lélio Braga. Resumo de Criminologia. 5ª. Edição. Rio de Janeiro: Ímpetus, 2009. MOLINA, Antonio García-Pablos de; e GOMES, Luiz Flávio. Criminologia. 5ª. Edição. São Paulo:

Revista dos Tribunais, 2006. ZAFFARONI, Eugenio Raúl; BATISTA, Nilo; ALAGIA, Alejandro e SLOKAR, Alejandro. Direito penal brasileiro I. Rio de Janeiro:

Revan, 2003.

Conteúdo Sintetizado de Criminologia

-Criminologia: Origem, Definições, Funções, Métodos e Objetos (Crime, Criminoso, Vítima e Controle Social). -Modelos ou Escolas Criminológicas.

-

Criminal e Ciências Criminais.

-

-

Direito.

Reação Justiça Criminal.

Origem da Criminologia

Topinard foi quem primeiro utilizou o termo Criminologia em 1879.

-

-

com a obra Criminologia de Garofalo.

-

Criminologia, se o nascimento da Criminologia veio no século XIX, com a Escola Positiva de Lombroso, ou no século XVIII, com a Escola Clássica de Beccaria.

Nascimento da Criminologia

Defendida

pelos

criminólogos

etiológicos.

Molina entende a etapa pré-científica advinda com a Escola Clássica e a etapa científica

advinda com

a

Escola

Positivista,

a

linha

divisória.

Nascimento da Criminologia c) Em 1484 - quando da publicação da obra: “Malleus Maleficarum”, de Heinrich Kramer e James Sprenger, que segundo Zaffaroni foi o primeiro discurso criminógeno. De acordo com alguns criminólogos críticos, como: Eugenio Raúl Zaffaroni e Nilo Batista.

Principais Modelos ou Escolas Criminológicas

-

- Clássica - Positivista - Crítica - Científica ou Moderna Criminologia Clássica - Noções de Direito
-
Clássica
-
Positivista
-
Crítica
-
Científica ou Moderna
Criminologia Clássica
-
Noções
de
Direito
Penal,
Política
das penas, 1764).
Teorias Sociológicas.
Prevenção no Estado Democrático de
-
ao
Crime
no Sistema de
-
-
Método: Dedutivo.
Postulados:
-
O reconhecimento adveio em
1885
-
Há divergência quanto à origem
da
-
Criminologia Positivista
-

A Criminologia Clássica adveio no

século XVIII, com Beccaria (obra: Dos delitos e

Postulados: construiu-se uma

abordagem liberal ao direito criminal, a utilidade

do direito de punir pautada no direito social.

Buscava a Prevenção Geral.

Objeto de Estudo: o Crime. O crime

era percebido como ente jurídico, opção de

escolha pessoal do indivíduo em face de seu livre-arbítrio.

A Pena tinha a função de Prevenção Geral Negativa, pela intimidação.

Adeptos: Beccaria, Romagnosi,

Pessina, Carrara, Carmignani, Bentham e Feurbach.

A Criminologia Positivista adveio em

  • a) Em 1764 Quando da publicação da

fins do século XIX, com Lombroso (obra: O

obra: Dos delitos das penas, de Beccaria.

Defendida pelos criminólogos da reação social, com perspectiva histórica, para os críticos, como: Roberto Bergalli, Juan Bustos Ramirez e Cirino dos Santos.

  • b) Em 1876 quando da publicação da

obra: O homem delinqüente, de Lombroso.

homem delinqüente, 1876), que trouxe a influência da Medicina Legal e o cientificismo para a Criminologia. -Método: Indutivo-experimental. -Matrizes: Comte, Darwin e Spencer. -Adeptos na Itália: Lombroso, Ferri e Garofalo.

DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha BARATTA, Alessandro. Criminologia crítica e crítica do direito penal:

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DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha -Adeptos no Brasil: Nina Rodrigues. Adeptos: -Adeptos na Argentina:

DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha

-Adeptos no Brasil: Nina Rodrigues.

Adeptos:

-Adeptos na Argentina: José Ingenieros.

-

Lombroso

-

Ferri

Postulados:

-

Garofalo

  • - Na Pena buscava a Prevenção

-

Ingenieros

Especial, pela Neutralização individual ou Correção.

-

Nina Rodrigues

- O crime se explicava pelo estudo ontológico, da essência do ser, pré- constituído, natural (Garofalo).
-
O crime se explicava pelo estudo
ontológico, da essência do ser, pré-
constituído, natural (Garofalo).
Criminologia Crítica
A
Criminologia
Crítica
com
o
-
Preocupou-se com fatores endógenos e
aspectos biológicos e patológicos.
-
Pautava-se no paradigma etiológico,
reduzido à noção de causa e efeito para
explicar o crime.
materialismo histórico entende o crime como
político, cultural, dinâmico e relativo. O crime
não é qualidade do ato, é ato qualificado como
criminoso. O
crime
nasce
da elaboração
legislativa, a partir
de conflitos na estrutura
-
Objeto de estudo era o Criminoso.
Criminologia Positivista
- Realizou Pesquisas Craniométricas dos
Criminosos, com análise dos fatores
anatômicos, fisiológicos e mentais.
– Criou a Teoria do Atavismo ou
Degenerescência em que o delinqüente
poderia ter um retrocesso atávico que originava
a agressividade, fator de inferioridade.
– Alegou ter descoberto a “Fosseta Occipital
Média”, nervura contida no cérebro dos
delinqüentes, afirmou tê-la encontrado em
“Vilela”.
- Classificações dos Delinquentes: nato,
ocasional, Louco e Passional.
Criminologia Positivista
social. Portanto, o controle social é quem cria o
crime. Trabalha a partir do modelo da reação
social.
Matrizes:
-Becker - desenvolveu o conceito de rotulação.
-Goffman - desenvolveu o conceito de estigma.
-Chapman –desenvolveu o conceito de
estereótipo.
Adeptos:
Walton, Taylor,
Young,
Baratta, Bricola,
Pavarini,
Melossi, Zaffaroni, Castro, Del Olmo, Cirino,
Batista,
Karam, Malaguti.
Definição: (Juarez Cirino dos Santos):
– Ferri conteve idéias de Lombroso, corrigiu
suas teses do criminoso nato, apoiou-se nos
fatores exógenos, sócio-econômicos e
culturais.
“A Criminologia Crítica vincula o fenômeno
criminoso à estrutura das relações sociais. São
criminosos e criminógenos os sistemas que
produzem por suas estruturas econômicas e
-
Buscava a prevenção especial.
Disciplinas que interagiam: Antropologia e
Medicina Social (Lombroso); Sociologia (Ferri) e
Direito (Garofalo).
-
Pena: tinha função de defesa social,
sociais e superestruturas jurídicas e políticas as
condições necessárias e suficientes para a
existência do comportamento desviante”.
Criminologia Crítica
Definição (Nilo Batista e Raúl Zaffaroni):
recuperação ou neutralização, de Prevenção
Especial Positiva (PEP) moralizante que alçava
“A Criminologia compreende uma série
a evolução moral, ou Prevenção Especial
Negativa (PEN) que almejava a pena de morte
dos incorrigíveis.
de discursos, conjunto de conhecimentos de
diversas áreas, que buscam explicar o
fenômeno criminal através dos saberes das
coorporações hegemônicas em cada tempo
Matrizes e Adeptos da Criminologia
Positivista
Matrizes:
-
Comte (Positivismo)
histórico. São aplicados à análise e crítica do
poder punitivo para explicar sua operatividade
social e individual, além de viabilizar a redução
em seus níveis de produção e reprodução da
-
Darwin (Evolucionismo)
violência social”.
-
Spencer (Cientificismo Social)
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DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha Postulados: -A Criminologia Crítica tem como base teórica o

DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha

Postulados:

-A Criminologia Crítica tem como base teórica o materialismo histórico. As instituições de poder criam a reação social que por processos de definição atribuem a qualidade de crime e o status de criminoso. Desse modo, a reação social é quem cria a norma penal, e esta é quem cria o crime. -Objeto: o controle social e o sistema

penal.

-Método: crítico, indagativo, dialético, materialista-histórico.

-

delitivo, entendido sob o prisma individual e de problema social, como também formas de preveni-lo. Concebe o crime como fenômeno humano, cultural e complexo”.

Criminologia Científica Moderna

Postulados:

-Tem como objeto o estudo do crime, do delinqüente, da vítima e do controle social.

Atua sob enfoque interdisciplinar Tem viés marxista. Há crítica à - - - Apoia-se sob os
Atua
sob
enfoque
interdisciplinar
Tem
viés
marxista.
crítica
à
-
-
-
Apoia-se
sob
os
pilares
da
teoria
-
racionalidade.
-
análise do objeto.
-
Daí
que,
os
crimes
muitas
vezes
-
O
método
Interdisciplinar
multidisciplinar.
-
-

-Tem como objetivos a prevenção do delito, daí, diagnosticar o fenômeno criminal,

associado à Sociologia Crítica, que entende a solução para a criminalidade pela extinção da exploração econômica.

-

acompanhá-lo com estratégias de intervenção por programas de prevenção do crime pela eficácia do seu controle e custos sociais.

Método: Empírico e Interdisciplinar.

Criminologia do Consenso, em que o delito coloca-se como fenômeno do modo de produção capitalista Pauta-se no modelo de conflito social. -O enfoque macrossociológico desloca-se do comportamento desviante para os mecanismos do controle social, para os processos de criminalização. -O processo de criminalização incide em relações sociais de desigualdade do capitalismo

-

A Criminologia Científica Moderna possui

orientação prevencionista, em detrimento da

repressiva. Analisa e avalia os modelos de reação ao delito.

Tem como objetivos a prevenção do delito,

daí, diagnosticar o fenômeno criminal, acompanhá-lo com estratégias de intervenção por programas de prevenção do crime pela eficácia do seu controle e custos sociais.

Métodos: Empirismo e Interdisciplinaridade

O empirismo consiste em uma doutrina que busca extrair o conhecimento a partir da experiência, mesmo negando princípios de

materialista (econômico-política) acerca do desvio, dos comportamentos tidos como socialmente negativos, especialmente das classes subalternas. - Concebe o pluralismo axiológico, no mundo em conflito como expressão de determinado grupo ou classe, instrumento nas

O empirismo consubstancia-se na ciência do

ser, na Criminologia. Parte da observação e

O método Interdisciplinar, o qual se

mãos dos detentores do poder. Assim, os crimes reprimidos partem dos vulneráveis.

-

conecta com outros saberes parciais como: a Psicologia, a Sociologia e a Biologia, por conexão.

difere

do

traduzem uma revolta individual, falta de consciência de classe não canalizada para

uma transformação ou mesmo revolução.

No método multidisciplinar saberes

Quadro Comparativo da Criminologia Quadro Comparativo da Criminologia Criminologia Científica Moderna

parciais trabalham lado a lado, fornecendo

diferentes informações sobre tema específico.

No método interdisciplinar saberes

Definição (Molina e Calhau):

 

parciais se entrelaçam, há cooperação, articulação dos conteúdos que se integram, há reciprocidade de intercâmbios, conexão

 

“A

criminologia

científica

é

ciência

profunda e enriquecedora.

empírica

e

interdisciplinar,

com

informação

válida

e

segura,

relacionada

ao fenômeno

DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha Postulados: -A Criminologia Crítica tem como base teórica o

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Objetos da Criminologia Científica Moderna: DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha Crime para a Criminologia

Objetos da Criminologia Científica Moderna:

DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha

Crime para a Criminologia Crítica

Crime, Delinquente, Vítima e Controle - Para a Criminologia Crítica a noção Social O objeto para
Crime, Delinquente, Vítima e Controle
-
Para a Criminologia Crítica a noção
Social
O objeto para a Criminologia Clássica
era o crime.
-
de crime é relativa, advém da reação social, do
controle social. O Direito Penal é quem cria o
crime. O crime não é uma qualidade do ato, é
-O objeto para a Criminologia Positivista
era o delinqüente.
um ato qualificado como
criminoso. O crime
varia em cada tempo histórico, em função de
O objeto para a Criminologia Crítica era
o controle social.
-
-
Os objetos para a Criminologia
certo contexto social. Em uma sociedade
conflitiva a noção de crime tem múltiplas
interpretações.
Moderna Científica, segundo Molina e Calhau
são quatro: delito, delinqüente, controle social e
vítima.
Crime para a Sociologia Criminal
-
Para a Sociologia Criminal deve ser
-
Crime
-
Delinquente
-
Vítima
-
Controle Social
entendido como conduta desviada. O termo
desvio deve substituir o termo crime, ao verificar
que determinados comportamentos infringem o
padrão esperado pela sociedade. O conceito de
desvio é mais amplo. Abrange o de crime.
Crime para o Direito Penal
-
Para o Direito Penal, no campo
Jurídico, o delito é concebido na acepção
material, formal e analítica.
a- Na acepção material em razão da
Delinquente para a Criminologia Positivista e
Criminologia Crítica
-
Para a Criminologia Positivista o
delinqüente foi o seu objeto principal de estudo.
ofensa ao bem jurídico, da danosidade social,
do desvalor da ação.
-
A Criminologia Crítica rechaçou o
enfoque no delinqüente, que se pautava da
b-
Na acepção formal em função de
norma penal incriminadora, que define uma
conduta como infração penal, aplicando uma
sanção como conseqüência.
estigmatização social, na rotulação de
indivíduos de substratos sociais mais baixos.
Delinquente para a Criminologia Moderna
c-
Na acepção analítica fragmenta o
-
Para a Criminologia Moderna
crime em virtude de sua construção abstrata
teórica. De acordo com a teoria majoritária,
defendida por Zaffaroni, Batista, Tavares,
Cirino, Bitencourt, o crime é conduta típica,
antijurídica e culpável; consoante Mirabete e
Damásio é fato típico e ilícito; e finalmente, para
Basileu Garcia e Battaglini é fato típico, ilícito,
culpável e punível.
Científica, o estudo do delinqüente passou a
um segundo plano. Ocorreu um deslocamento
com enfoque para a conduta delitiva, o controle
social e a vítima. Hoje o delinqüente é
examinado para Molina e Gomes em suas
interdependências sociais como unidades
biopsicossociais, e não sob uma perspectiva
biopsicopatológica. Embora a Psicologia estude
a personalidade do desviante.
Crime para a Criminologia Clássica e
Positivista
-
Para a Criminologia Clássica o crime
Vítima
Etapas de Enfoque da Vítima:
é ente jurídico.
-
Para a Criminologia Positivista o
crime é uma qualidade do ato do delinquente.
Segundo Garofalo em lesão de parte do sentido
moral, que consiste em sentimentos altruístas
fundamentais (piedade e probidade). Segundo o
padrão médio em que se encontram as raças
superiores, cuja medida é necessária para a
adaptação do indivíduo em sociedade.
a)- No primeiro modelo a vítima era
muito valorizada. A Justiça era vindicativa,
quando vítima ou seus familiares aplicavam a
punição. Tratava-se da vingança privada.
b) – No segundo modelo o Estado assume o
monopólio da pretensão punitiva. Neutraliza-se
a importância do papel da vítima.
Vítima
5
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DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha c)- No terceiro modelo notou-se no Legislador Penal, Polícia,

DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha

c)- No terceiro modelo notou-se no Legislador Penal, Polícia, Poder Judiciário, século XX, especialmente após a
c)-
No
terceiro
modelo
notou-se no
Legislador
Penal,
Polícia,
Poder
Judiciário,
século XX, especialmente após a II Guerra
Mundial, com o redescobrimento da vítima, o
Estado continua com a pretensão punitiva, mas
preocupa-se com a vítima. Surge nova
disciplina com foco no estudo da vítima, um
ramo da Criminologia, a chamada Vitimologia.
Sistema Penitenciário
...
institucionalizado subdivide-se em: Punitivo e
O
modelo
Não Punitivo.
b.1)
Não
Punitivo:
Direito
Civil,
Trabalhista ...
b.2)
Punitivo:
Sistema
Penal,
que
compreende:
Poder
Legislativo
(leis
penais),
Tendências Contemporâneas da Vitimologia
Polícia,
Ministério
Público,
Poder
Judiciário
-Atualmente, no Direito Brasileiro,
(sentenças
condenatórias)
e
Sistema
assistimos às tendências da vitimologia: Lei
9.099 de 1995 e Lei 11.340 de 2006.
Penitenciário.
-
Nos Juizados Especiais Criminais,
Para Molina e Calhau:
resgata-se o papel da vítima, cria-se um espaço
dialógico, de consenso.
- Hoje há a pena de prestação pecuniária,
dirigida particularmente à vítima.
O controle social pode ser informal ou formal:
Vítima
Tipos de Vitimização:
a- Vitimização Primária - refere-se ao
prejuízo derivado do crime praticado, danos
físicos, sociais e econômicos.
b- Vitimização Secundária – Sobre-
vitimização do processo penal, consiste no
sofrimento adicional imputado pela prática da
justiça criminal: Poder Judiciário, Ministério
Público, Polícia, Sistema Penitenciário e as
suas mazelas.
c- Vitimização Terciária – é a conectada à cifra
negra, também chamada de cifra oculta da
criminalidade, pela considerável quantidade de
crimes que não chegam ao Sistema Penal,
quando a vítima experimenta abandono e não
dá publicidade ao ocorrido.
- a) O controle social informal - pode ser um
conjunto de sanções positivas ou negativas, no
processo de socialização. Adapta a conduta aos
padrões normativos da infância, internaliza-se.
- b) O controle social formal – ocorre no
Sistema de Justiça Formal, integrado pela
Polícia, pelo Poder Judiciário, pelo Ministério
Público e pela Administração Penitenciária, no
exercício do poder público.
Para Calhau há três modelos de Controle
Social:
Controle Social
-a) Controle por Sanções Formais são
as aplicadas pelo Estado (cíveis, administrativas
e penais) e Informais (não possuem
coercibilidade)
-b) Controle por meios Negativos
(reprovações ou sanções) ou meios Positivos
(prêmios e incentivos).
-c) Controle Externo pela ação da
sociedade e ou do Estado (por multas
administrativas, multas estatais) e Interno que
se dá pela autodisciplina.
O Controle Social é objeto específico
de análise da Criminologia Crítica.
-
Para
Sabadell,
são
classificações
do
O Controle Social consiste em um dos
objetos de estudo da Criminologia Científica
-
Controle Social:
-
a) Quanto ao modo de exercício
o
Moderna.
controle
social pode
se
dar
por
orientação e
Para Zaffaroni:
fiscalização,
como:
a
Polícia
e
o Ministério
-
O controle social consiste em formas
Público.
de exercício de poder.
O Controle Social divide-se em
-
b) Com relação aos destinatários o
controle
social
pode
ser
difuso
(toda
a
dois tipos: Difuso e Institucionalizado
comunidade)
ou
localizado
(grupos
-
a) Difuso - dá-se espraiado na
estigmatizados).
sociedade, como: Família, Educação, Religião,
Ideologia e Mídia.
Controle Social
-
c)
Com
relação
aos
agentes
-
b) Institucionalizado – dá-se através
fiscalizadores
o
controle
social
pode
ser

do Estado, no campo punitivo engloba:

DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha c)- No terceiro modelo notou-se no Legislador Penal, Polícia,

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DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha formal (pelo Estado) ou Informal (pela própria Conceito: sociedade

DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha

formal (pelo Estado) ou Informal (pela própria Conceito: sociedade civil). O Direito Penal é um ramo
formal (pelo Estado) ou Informal (pela própria
Conceito:
sociedade civil).
O
Direito
Penal é
um ramo
do direito
-
d) Quanto ao âmbito de atuação pode
público interno,
um
conjunto
de
normas
e
ser exercido diretamente nas pessoas ou em
instituições sociais. Exemplo: Policial ou
princípios do Estado, que define as infrações
penais
e
a
sua aplicação rumo
à
paz social.
Corregedoria de Polícia.
O
Direito
Penal
é
um
instrumento de
Funções da Criminologia
Para Molina:
-
Prevenir o crime.
-
Intervir na pessoa do infrator.
Avaliar
respostas ao crime.
-
diferentes
modelos
de
Para Calhau:
-
Apontar um núcleo de conhecimentos
sobre o controle social, o crime, a vítima e o
desviante.
-
Fazer uso do método interdisciplinar
para conectar conhecimentos de diferentes
campos do saber.
controle social formal. Consubstancia-se como
conjunto de preceitos normativos
incriminadores, os quais tutelam bens
essenciais, por preceitos, quando violados, têm
como conseqüência a aplicação de sanções
(penas ou medidas de segurança).
O Direito Penal é uma disciplina
normativa, que define as infrações penais (os
crimes ou delitos e as contravenções), através
de um sistema de normas abstratas com
respectivas penas, que funcionam como forma
de controle social formal punitivo, em que o
Estado as aplica aos indivíduos, por ofenderam
o bem jurídico tutelado (relevantes valores da
vida em sociedade).
Fornecer diagnósticos de qualidade
acerca do fato criminal.
-
Críticas ao Direito Penal:
Para Baratta, a função da Criminologia
Crítica:
-
“A
tarefa
fundamental
da
Seletividade, repressão, punitivismo,
estigmatizante, reforça as desigualdades
sociais, manutenção do status quo, reativo, pois
atua nas conseqüências do crime.
Criminologia Crítica é realizar a teoria crítica
da realidade social do direito, na perspectiva
de um modelo integrado de ciência penal.
Para Zaffaroni:
O
Direito Penal deve atuar
de modo
a
(
)
Em que o jurista deveria levantar os olhos
conter
o
poder
punitivo,
diante
de
uma
de sua mesa de trabalho e olhar
pela janela”
perspectiva humanista e um viés garantista.
(Alessandro Baratta).
Política Criminal
Direito Penal
Conceito:
Classificações:
Material
(tutela
do
bem
jurídico) e
Formal (no caso de violação do preceito
a
possibilidade de aplicação de pena ou medida
de segurança).
Características:
Imperativo,
sancionador,
positivo
e
Não é uma ciência autônoma, para a
maioria da doutrina. Trata-se de um conjunto de
práticas, ações, atitudes dirigidas à redução da
criminalidade. Seleciona os programas, projetos
e normas que cooperam na concretização de
respostas que o Estado adotará em face do
fenômeno delitivo. Atua em diversos âmbitos:
valorativo.
Federal, Estadual e Municipal. Em diferentes
poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.
Funções:
Proteção, tutela, ético-social,
garantia e
Ciências Criminais
defesa.
Para Liszt:
Direito Penal
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DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha Ciência Total do Direito Penal seria fruto da fusão

DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha

Ciência Total do Direito Penal seria fruto da fusão da Dogmática Jurídico-Penal, da Criminologia e da
Ciência Total do Direito Penal seria fruto
da fusão da Dogmática Jurídico-Penal, da
Criminologia e da Política Criminal. Do
-
A Biologia em
sua interação com
a
contrário,
o Direito
Penal seria
uma torre de
marfim alijada da realidade social. “O Direito
Criminologia deve ser vista com muito cuidado,
especialmente com o incremento da
neurociência e da genética, com pretensões de
controle sobre a conduta humana em
Penal é uma barreira intransponível da Política
intervenções pré ou pós delitivas, para que não
Criminal”.
se
tenha
generalização
indevida,
relações
simplistas
de
causa
e
efeito,
reducionismos
Ciência Total ou Ciências Criminais =
Dogmática Jurídico-Penal + Criminologia +
Política Criminal.
preconceituosos, que conduzam à
estigmatização de indivíduos.
-
Daí
que,
na
Criminologia
Moderna
nota-se o
enfraquecimento
das
teorias
Para Molina e Calhau:
biológicas,
sofisticando
concepções
São
três
os
Sistemas
das
Ciências
superadas, de desvios patológicos.
Criminais (inseparáveis e interdependentes):
Psicologia Criminal
Ciências Criminais = C + DP + PC
-
Consiste no estudo micro-social, ou
seja, do indivíduo ou de um pequeno grupo de
Criminologia = fornece o substrato empírico e
os fundamentos do sistema.
pessoas.
-
Verifica
os
perfis
agressivos
de
Política
Criminal
=
transforma
a
experiência criminológica em estratégicas
indivíduos, as reações pessoais frente às
angústias.
concretas de controle da criminalidade.
-
Analisa segundo Molina as tendências
Direito
Penal
=
converte
em
criminógenas e possibilidades de reduzi-las.
proposições jurídicas o saber criminológico
esgrimido pela política criminal, com respeito às
garantias fundamentais.
-
Considera a interação do indivíduo com
a família e outros grupos sociais.
-
São desenvolvidos estudos
psicossociais e tentativas de averiguar modelos
Criminologia Científica Moderna
- A Moderna Criminologia Científica tem
como característica a ampliação do seu objeto,
com a introdução do controle social e da vítima.
A orientação é prevencionista, em detrimento da
repressiva. Analisa e avalia os modelos de
reação ao delito.
- A Moderna Criminologia Científica
estuda o fenômeno criminal de modo
psicopatológicos e psicanalíticos, exames
criminológicos, para corroborar a compreensão
do fenômeno criminal.
Sociologia Criminal
-
A
sociologia
criminal
utiliza-se
de
teorias macro-sociológicas, que se compõe pela
vertente do consenso e do conflito.
interdisciplinar, por interconexão com a Biologia,
Psicologia e Sociologia Criminal.
Classificação Geral das Teorias
Sociológicas:
-
Conflito
-
Consenso
Biologia Criminal
Conceito:
Teve
início
no
século
XIX,
com
Lombroso, e mesmo no século XX
e
XXI,
mantém
traços
característicos.
Busca
a
localização
e
identificação
de
elementos
- As Teorias do Conflito entendem que
na ordem social há disputas, confrontos, força.
Como o controle social formal institucionalizado,
que exerce poder. Exemplo: Labelling Approach
e Teoria Crítica.
criminógenos do desviante, ou seja, a presença
-
As Teorias do Consenso defendem
de
algum
fator
diferencial
que
explique
a
conduta
delitiva,
uma
patologia,
disfunção
orgânica,
endocrinológica,
genética,
que na ordem social há acordos, negociações
na busca do funcionamento pleno das
instituições, com objetivos comuns. Exemplo:

neurofisiológica, bioquímica ...

Biologia Criminal

Escola de Chicago, Teoria da Associação Diferencial, Teoria da Anomia e Subculturas Criminais.

DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha Ciência Total do Direito Penal seria fruto da fusão

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Teorias Sociológicas DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha Teoria das Zonas Concêntricas (Escola de Chicago)

Teorias Sociológicas

DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha

Teoria das Zonas Concêntricas (Escola de

Chicago)

Teorias Sociológicas: - Ernest Burguess criou a Teoria das - Teoria Ecológica (Escola de Chicago) -
Teorias Sociológicas:
-
Ernest Burguess criou a Teoria das
-
Teoria Ecológica (Escola de Chicago)
-
Teoria das Zonas Concênctricas (Escola
de Chicago)
-
Teoria da Associação Diferencial
-
Teria Estrutural Funcionalista da Anomia
-
Teoria Estrutural Funcionalista da
Inovação
-
Teoria das Subculturas Criminais
-
Teoria do Labelling Approach
Escola de Chicago
Zonas Concêntricas. Esta é formada por
círculos variados, um dentro do outro, em um
total de cinco, em que chama de zona cada
espaçamento. Na Zona I, no miolo, tem-se a
zona central, com comércios, bancos e Zona II,
encostada à Zona I, tem-se a transição do
distrito comercial para residências, ocupadas
por pessoas dos segmentos mais baixos da
população. Diferindo das Zonas III, IV e V de
classe média e alta. Na Zona II, há maior
criminalidade, conectada às gangues juvenis.
-
A
Escola
de
Chicago
nasceu
na
Universidade de Chicago, na década de 20 e
30, modelaria o início da Criminologia
Americana, com Robert Park e Ernest
Burguess, através do modelo ecológico, que
buscava equilíbrio entre a comunidade humana
e o ambiente natural.
Teoria da Associação Diferencial
-
Edwin Sutherland, nos anos 30, já
tinha identificado os autores de crimes
diferenciados, em casos de dessemelhanças
com os criminosos comuns, quando destacou
os white collor crimes.
-
Enfocava a organização do espaço
-
A conduta criminal deve ser
urbano e o desenvolvimento da criminalidade,
ou seja, a noção de crime conectada à
desorganização social.
-
Duas foram
as fases
da Escola
de
Chicago: de 1915 a 1940 e de 1945 a 1960.
aprendida, com habilidades para tirar proveito
de oportunidades, como gangues urbanas ou
mesmo grupos empresarias.
-Aprendizagem do comportamento
criminal inclui técnicas, ocorre na interação
com o outro pela comunicação com participação
ativa.
Teoria Ecológica (Escola de Chicago)
-O
crime
se
aprende através de um
-
Esta Escola utilizava-se do conceito de
Ecologia Humana. Logo, mais importante do
que os fatos era como as pessoas reagiam a
eles, como a experiência prática era
fundamental. Assim, notou-se a observação
direta, o pragmatismo que empregava o
método participante. Considerava a experiência
do pesquisador.
processo de aprendizagem comportamental,
pelo contato diferencial do indivíduo com
modelos delitivos.
Teoria Estrutural Funcionalista da Anomia
-
Anomia consiste na falta de ordem e
coesão, na falta de normas ou com muitas
ambíguas.
-
A Teoria Ecológica relata como a
-
Emile Durkheim desenvolveu a teoria
cidade produz criminalidade e as áreas em que
esta se concentra. O efeito criminógeno da
grande
cidade produz desorganização,
deterioração de grupos familiares, perda de
raízes,
crise
dos
valores
tradicionais,
degradação dos valores familiares,
superpopulação, proximidade de áreas
estrutural funcionalista da anomia. Que mais
tarde seria desenvolvida por Merton. Para
Durkheim o desvio é um fenômeno normal da
estrutura social, salvo quando ultrapassados
os limites, ou seja, o excesso de desvio e a
perda de referências normativas leva ao
enfraquecimento da solidariedade social.
comerciais e industriais, meio criminógeno. Há
influências
do
ambiente
e
das
cidades
na
criminalidade.
Teoria Estrutural Funcionalista da Inovação
-
Robert
Merton
afirmou
que
a
explicação para o crime radica na distância
entre o padrão cultural
almejado
e
a
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DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha estrutura social . O insucesso de se atingir o

DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha

estrutura social. O insucesso de se atingir o padrão cultural (riqueza, sucesso e status profissional) devido à insuficiência de metas ou meios institucionalizados na estrutura social produz anomia. Daí, o modelo com modos de adaptação: CIRER:

Teoria

do

Labelling

Interacionaismo Simbólico,

Approach,

Rotulação,

Etiquetamento ou Reação Social Adeptos:

Erving Goffman e Howard Becker.

-

-

-

-

drogados

...

-

Modo de

Cultural

-

-

Conformismo - entende a adaptação

Postulados:

A Teoria do Etiquetamento surgiu nos EUA, em 1970. Não enfoca o crime em si, mas a reação proveniente dele. Os grupos sociais criam os desvios na qualificação de determinadas pessoas percebidas como marginais. O desvio ocorre em decorrência da profecia anunciada da repetição da imputação do crime à pessoa estigmatizada. O indivíduo rotulado como delinqüente assume o papel. Teoria do Labelling Approach ou Reação Social

Labelling

Approach: processo de definição da conduta

desviada pela criação de normas (criminalização primária), a atribuição do

status social por um processo de seleção (criminalização secundária), impacto da atribuição do status de criminoso na identidade gera e reforça carreira desviada, como na prisão (criminalização terciária).

O estigma, de acordo com Goffman, modela-se pelo reforço da característica depreciativa.

Teoria do Labelling Approach ou Reação Social

Logo, é a Reação Social quem cria o crime. O crime não é uma qualidade intrínseca

da conduta, é uma conduta qualificada como criminosa pelo controle social, por processos seletivos, discriminatórios. A reação social é que é deflagrada com a prática do ato pelo delinqüente, há um deslocamento do plano da ação para o plano da reação social.

Há deslegitimação do poder do sistema

penal. Pois o crime coloca-se como uma etiqueta social, que deriva do processo de rotulação, com efeito estigmatizante, pelo controle social. Prevenção da Infração Penal no Estado Democrático de Direito

O Estado possui o monopólio da aplicação da lei penal.

Mas o exercício desse poder deve se dar sob os auspícios da Constituição, dos

em que o indivíduo aceita o padrão cultural e adere totalmente aos meios institucionalizados buscando alcançá-lo (+,+).

Teoria Estrutural Funcionalista da Inovação Inovação – o indivíduo aceita o padrão cultural mas não os
Teoria Estrutural Funcionalista da Inovação
Inovação – o indivíduo aceita o padrão
cultural mas não os meios institucionalizados,
não acessíveis a todos, rompe com o sistema e
desvia. (+ , -). Há crime.
Ritualismo – a pessoa percebe com
descaso o padrão cultural e acredita que nunca
atingirá as metas culturais, contudo, resigna-se
aos meios institucionalizados. Respeita as
regras (-, +).
Evasão – o indivíduo não segue os
meios institucionalizados e nem as metas
culturais. Encontra-se distanciado da sociedade,
vive deslocado. Tem comportamento anômico.
Exemplo: mendigos, páreas, bêbados,
(-, -).
Rebelião – Trata-se de rejeição das
metas e dos meios dominantes. Configura-se a
luta pela sua substituição na busca de uma
-
Etapas
explicativas
-
nova ordem, revolução social
...
(+-, +-).
Adaptação:
o
Padrão
ou
Meta
X
o Meio Institucionalizado
-
Teoria das Subculturas Criminais
Albert Cohen, em 1955, elaborou a
teoria da Subcultura delinqüente, associada a
sistemas sociais e categorias de pessoas
integrantes de segmentos ou subgrupos étnicos
e de minorias. Práticas e idéias culturais
diferem das seguidas pela sociedade em geral.
Para as teorias subculturais deve-se considerar
o caráter pluralista e atomizado da sociedade.
A semelhança estrutural em sua gênese no
comportamento regular e no irregular.
Para as Teorias Subculturais o crime
não é produto da desorganização ou ausência
de valores, mas sim é reflexo de um outro
sistema de normas e valores distintos, os
-
-
-

do

subculturais, do conflito.

Princípios e Tratados Internacionais, do

DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha estrutura social . O insucesso de se atingir o

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DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha Código Penal, que limitam e determinam a aplicação dos

DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha

Código Penal, que limitam e determinam a aplicação dos artigos.

  • - O próprio Estado deve submeter-se às limitações impostas.

Prevenção da Infração Penal no Estado

Democrático de Direito

em zona de segregação sócio-econômica. O que ocasiona uma aproximação equivocada entre criminalidade e pobreza, o que reforça a estigmatização dessas populações.

Prevenção Terciária:

Para Zaffaroni:

- Destina-se aos apenados, aos indivíduos que

 

Atenta

-

na

relação

de

 

-

funcionar

como

fundamentais.

Prevenção

Prevenção

 

-

-

Primária

-

Secundária

-

Terciária

Projetto Città Sicura.

 

-

Cuidado:

 
 

-

Prevenção Primária:

para a relevância da Adverte para o papel do Direito Penal tensão entre o Estado Reforça
para
a
relevância
da
Adverte para o papel do Direito Penal
tensão
entre
o
Estado
Reforça que
o
Direito Penal
deve
uma
baliza
jurídica,
na
-
e
do Poder
os
direitos
Reação ao Crime
A
prevenção
do
crime
consiste
na
-
-
-
-
Trata-se de uma atuação mais focada,
-
Teoria
Relativa
Para Batista e Zaffaroni:
-

Muitas vezes a Prevenção Secundária

estão encarcerados. Almeja evitar a reincidência criminal. A Prevenção Terciária atua tardiamente, sendo bem mais complicado, diante da prisão, que segrega e isola, além de impor regras da administração prisional e dos próprios presos.

Dificuldade da Prevenção Terciária:

Prisão é uma instituição total, possui violações físicas e morais, produz estigmatização, há perda de sua identidade, prisionização e reificação.

Para Calhau e Molina, são Tipos de Reação ao Crime:

Há o Modelo Clássico defende o rigor da sanção, como importante mecanismo intimidatório.

Há o Modelo Neoclássico que possui

como elemento contramotivador do crime a percepção pelo infrator da eficaz forma de funcionamento do sistema legal e não do rigor penal.

Para Prado a Reação ao Crime é pela Pena, função:

Teoria Absoluta (Retribuição) é a

compensação pelo mal causado pelo crime.

Teoria Relativa da Prevenção Geral

Negativa (Intimidação) atua pelo temor

infundido aos possíveis delinqüentes para

afastá-los do crime, vislumbrada como exemplaridade pedagógica.

da Prevenção

Especial Positiva (Ressocialização) atua através da correção do apenado, pela sua reinserção social.

Teoria Agnóstica da Pena - a pena de

prisão não intimida e nem ressocializa. Sua única função é a de retribuição.

racionalidade do poder punitivo do Estado.

Democrático de Direito e o Estado de Polícia.

contenção do Estado Policial

Punitivo, para assegurar

evitação do delito, dissuasão do agente.

Modalidades de Prevenção:

- Dirige-se a toda à sociedade, é mais ampla, com elevados custos, tem longo prazo. Atua na raiz dos conflitos sociais, que deterioram as relações humanas. Desenvolve atividades, como: educação, assistência social e psicológica, atendimento médico, infra- estrutura de lazer e recreação, elevação da qualidade de vida. Ex: Baratta: Bologna, o

Prevenção Secundária:

em zonas de concentração de violência.

Consistem em práticas pontuais de intervenção no espaço público. Opera a curto e médio prazo, em programas de prevenções policiais, de reordenamento urbano, de práticas de monitoramento.

ao incidir nos espaços de violência localiza-se

DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha Código Penal, que limitam e determinam a aplicação dos

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DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha - A pena não impede, dissuade ou inibe o

DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL Criminologia Roberta Pedrinha

- A pena não impede, dissuade ou inibe o crime. Assim, os autores defendem outras formas ou modos de Reação ao Crime.

Outras Reações ao Crime no e ou para além do Sistema de Justiça Criminal:

-

Reparação, Restauração, Terapêutico e Conciliação.

Dicas para a Prova

  • - Chegue antes do horário da prova, com

antecedência de 1 hora.

travar contato para algum
travar
contato
para
algum
  • - Use Roupa e sapato confortáveis.

-Use relógio para sempre estar atento ao

tempo e controlá-lo na prova.

  • - Tome um café da manhã leve mas que dê

substância. -Tome café preto (aumenta o raciocínio e a capacidade de concentração). -Tome água para hidratação, mas não beba em excesso, evite perder tempo com o uso do banheiro. -Leve 3 coisas: identidade, inscrição e caneta preta esferográfica. -Ao receber a Prova confira: o seu nome, no. de inscrição e identidade. -Respire fundo três vezes para se concentrar melhor antes da prova.

Contato Professora Pedrinha está torcendo por você! Boa Sorte!!!

Caso

deseje

esclarecimento:

ropedrinha@ig.com.br

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