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PARA QUEM CURSA A 2. a S É R I E D O E N S I N O M É D I O EM 2013
Colégio
Disciplina:
Prova:
nota:
PoRTUGUÊs
desafio
QUESTÃO 1
Examine o cartaz abaixo, publicado em uma rede social da internet, por ocasião das mani fes-
tações populares de junho deste ano.
Já que é pra protestar,
Quero minhas tomadas de volta!!!!
(Disponível em:
<https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151676997440682&set=a.10151322052060682.505041.556060
681&type=1&comment_id=9788877#!/photo.php?fbid=554035651301189&set=a.279720255399398.62785.279
710385400385&type=1&theater>)
O cartaz permite concluir que
a)
o poder público está desrespeitando direitos individuais dos cidadãos.
b)
o novo padrão de tomadas foi adotado sem critérios objetivos que o justificassem.
c)
foram alvo de manifestação popular questões das mais diferentes naturezas e graus de re-
levân cia.
d)
os protestos devem contemplar necessidades de todas as classes sociais.
e)
não é possível viver em uma sociedade em que se impõem padrões sem discussão popular.
RESOLUÇÃO
O cartaz é exemplo de que os protestos se referiram a temas muito variados, desde
questões sociais e políticas, que dominaram as manifestações, até assuntos técnicos,
como o referente à troca do padrão das tomadas elétricas.
Resposta: C

OBJETIVO

  • 1 PORTUGUÊS – DESAFIO – 2. a SÉRIE

QUESTÃO 2 Examine a tirinha seguinte para responder ao teste. O tema da tirinha é a)
QUESTÃO 2
Examine a tirinha seguinte para responder ao teste.
O tema da tirinha é
a)
o alto valor da “iluminação espiritual”, como indica a referência ao cartão de crédito.
b)
a dificuldade de atingir elevação espiritual, sugerida pela localização do mestre em um alto
pico.
c)
a resistência à espiritualidade que caracteriza o mundo contemporâneo, interessado apenas
em valores materiais.
d)
a busca ingênua de “iluminação espiritual” por parte de um turista obcecado por dinheiro.
e)
os interesses materialistas que frequentemente movem autoridades em religião ou
“espiritualidade”.
RESOLUÇÃO
O “mestre” que promete iluminação espiritual, em postura de meditação no alto de
uma montanha – sugerindo um guru indiano num pico do Himalaia –, não passa – como
tantas autoridades de tantas religiões – de um malandro em busca do dinheiro do
crente incauto (mas, na tirinha, já desconfiado).
Resposta: E
Responda às questões de 3 a 11 baseando-se no fragmento extraído de Viagens de Gulliver
(Parte IV: “Uma viagem ao país dos Houyhnhnms”, Capítulo VI), de Jonathan Swift, grande
escritor inglês do século XVIII.
Há três métodos pelos quais pode um homem chegar a ser primeiro-ministro. O primeiro é
por saber como, com prudência, servir-se de uma esposa, uma filha ou uma irmã; o segundo
é por trair ou solapar os predecessores; e o terceiro é por reclamar, com zelo furioso, contra
a corrupção da Corte. Mas um príncipe 1 sábio prefere nomear os que se valem do último
desses métodos, pois tais fanáticos sempre se revelam os mais obsequiosos e subservientes
à vontade e às paixões do seu senhor. Tendo à sua disposição todos os cargos, esses
mi nistros conservam-se no poder subornando a maioria do senado ou grande conselho; e,

OBJETIVO

  • 2 PORTUGUÊS – DESAFIO – 2. a SÉRIE

afinal, por via de um expediente chamado Lei de Anistia (cuja natureza lhe expliquei), garan- tem-se contra futuras prestações de contas e retiram-se da vida pública carregados com os despojos 2 da nação.

  • 1 Governante autocrático, isto é, com poder absoluto.

  • 2 O que foi pilhado, saqueado.

QUESTÃO 3

Ao mencionar os métodos pelos quais pode um homem chegar a ser primeiro-ministro, o texto põe em evidência o caráter viciado ou corrupto

  • a) apenas do primeiro método.

  • b) apenas do segundo método.

  • c) apenas do terceiro método.

  • d) apenas do segundo e do terceiro método.

  • e) dos três métodos.

RESOLUÇÃO Os três métodos de chegar ao poder se sustentam por algum expediente viciado: o primeiro, por o pretendente valer-se da beleza e sedução de alguma mulher de sua família; o segundo, por atacar os predecessores e, com isso, ganhar algum crédito; e o terceiro, por combater a corrupção da Corte e, no poder, tornar-se igualmente corrupto ao mancomunar-se com os próprios corruptos que combateu. Resposta: E

QUESTÃO 4

Examine as afirmações seguintes.

  • I. Um príncipe sábio evita nomear os que reclamam contra a corrupção na Corte.

II. Chegar a primeiro-ministro por reclamar contra a corrupção não significa defender os

interesses do país. III. Os interesses de um país coincidem com os interesses da Corte.

De acordo com o texto, é correto o que se afirma

  • a) apenas em I.

  • b) apenas em II.

  • c) apenas em III.

  • d) apenas em II e III.

  • e) em I, II e III.

RESOLUÇÃO

A afirmação I está incorreta: segundo o texto, “um príncipe sábio prefere nomear os que se valem do último desses métodos”, ou seja, os que reclamam contra a corrupção na Corte. A afirmação II está correta: o texto afirma que os que usam o terceiro método se tornam subservientes e coniventes com a corrupção que diziam combater. A afirmação III está incorreta: do texto se conclui o contrário, ou seja, que a Corte é corrupta e seus interesses se chocam com os do país. Os que antes combatiam a cor- rupção da Corte quando se tornam primeiros-ministros submetem-se aos interesses dela e, afinal, “retiram-se da vida pública carregados com os despojos da nação”. Resposta: B

QUESTÃO 5

Ao nomear um crítico da corrupção como primeiro-ministro, o príncipe

  • a) transfere o poder a um representante do povo.

  • b) evita a difamação dos predecessores desse primeiro-ministro.

  • c) impede a influência política de pessoas com belas mulheres na família.

  • d) mantém a situação inalterada, conservando os privilégios da Corte.

  • e) divide o poder com um representante do povo.

RESOLUÇÃO

Segundo o texto, “tais fanáticos” (os que reclamam furiosamente contra a corrupção da Corte) “sempre se revelam os mais obsequiosos e subservientes à vontade e às paixões do seu senhor” (o príncipe e, portanto, a própria Corte), mantendo-se no poder através do suborno dos outros membros (que fazem parte da Corte). Resposta: D

QUESTÃO 6

Segundo o texto, os que se valem do terceiro método são pessoas

  • a) gentis e educadas.

  • b) afetadas e bajuladoras.

  • c) generosas e afáveis.

  • d) que prestam favores e são servis.

  • e) que pedem favores e são socialmente inferiores.

RESOLUÇÃO

No texto, quem se vale do terceiro método é obsequioso e subserviente. Os dois adjetivos apresentam significados bem próximos – são usados para caracterizar o indivíduo que sempre procura fazer favores e age como um serviçal. Resposta: D

QUESTÃO 7

Segundo o texto, por meio da Lei de Anistia o primeiro-ministro garante-se contra futuras prestações de contas. Isso ocorreria porque a anistia consiste em

  • a) eliminar as provas de um delito.

  • b) adiar a execução de penas para determinados delitos.

  • c) estabelecer que determinados cidadãos serão julgados por um tribunal especial.

  • d) estabelecer um período em que nenhum delito pode ser julgado.

  • e) declarar determinados delitos não sujeitos a punição.

RESOLUÇÃO

A anistia é um ato pelo qual se declara que não serão punidos todos os que praticaram determinado tipo de delito. Resposta: E

QUESTÃO 8

No texto, os verbos estão no presente do indicativo porque se trata de

  • a) ação praticada no momento em que se fala.

  • b) verdade geral, válida em qualquer tempo.

  • c) ação passada que se narra no presente.

  • d) ação praticada até o momento da declaração.

  • e) acontecimento a ocorrer num futuro próximo.

RESOLUÇÃO

No texto, o presente do indicativo foi usado em seu valor atemporal, uma vez que se pretende falar de algo sem limitação temporal. Em geral, o presente atemporal indica verdades universais, válidas para todos os homens, em todos os tempos e lugares. Resposta: B

QUESTÃO 9

Examine os termos destacados nos trechos abaixo.

I.

“Há três métodos pelos quais pode um homem chegar a ser primeiro-ministro.”

II.

“Mas um príncipe sábio prefere nomear os que se valem do último desses métodos…”

III.

por via de um expediente chamado Lei de Anistia (cuja natureza lhe expliquei)…”

Assinale a alternativa que apresenta os termos que cada uma das palavras destacadas subs titui.

  • a) I – métodos; II – políticos; III – via.

  • b) I – três; II – políticos; III – (do) expediente.

  • c) I – expedientes; II – os (aqueles homens); III – (da) via.

  • d) I – três métodos; II – os (aqueles homens); III – (da) Lei de Anistia.

  • e) I – métodos; II – políticos; III – Lei de Anistia.

RESOLUÇÃO

E m

I ,

“ q u a i s ”

s u b s t i t u i

t r ê s

m é t o d o s ;

e m

I I ,

“ q u e ”

s u b s t i t u i

o s ,

p r o n o m e

demonstrativo que faz referência a aqueles homens; em III, “cuja” substitui da Lei de

Anistia.

 

Resposta: D

 

QUESTÃO 10

“Tendo à sua disposição todos os cargos, esses ministros conservam-se no essas duas orações há relação de

 

– Entre

  • a) causalidade.

  • b) comparação.

  • c) concessão.

  • d) condição.

  • e) finalidade.

RESOLUÇÃO

A oração subordinada reduzida de gerúndio equivale à oração subordinada adverbial causal: Como (porque) têm à disposição todos os cargos. Resposta: A

QUESTÃO 11

Examine o emprego da vírgula nos trechos seguintes.

I.

“O primeiro é por saber como, com prudência, servir-se de uma esposa...”

II.

servir-se de uma esposa, uma filha ou uma irmã...”

III.

e o terceiro é por reclamar, com zelo furioso, contra a corrupção da Corte.”

IV.

“Mas um príncipe sábio prefere nomear os que se valem do último desses métodos, pois tais fanáticos...”

V.

“Tendo à sua disposição todos os cargos, esses ministros conservam-se no poder...”

A vírgula foi usada para separar o adjunto adverbial fora de sua posição habitual na frase apenas em

a) I e II.

b) II e III.

RESOLUÇÃO

c) I e III.

d) I, III e V.

e) I, III e IV.

São adjuntos adverbiais “com prudência” (I) e “com zelo furioso” (III). Resposta: C

Leia o texto seguinte com atenção para responder às questões de 12 a 15.

GARE DO INFINITO

Papai estava doente na cama e vinha um carro e um homem e o carro ficava esperando no jardim. Levaram-me para uma casa velha que fazia doces e nos mudamos para a sala do quintal onde tinha uma figueira na janela. No desabar do jantar noturno a voz toda preta de mamãe ia me buscar para a reza do Anjo que carregou meu pai.

QUESTÃO 12

(Oswald de Andrade)

“Gare” é uma palavra francesa que designa o local de embarque e desembarque numa estação de trem. No texto, a expressão “gare do infinito” foi empregada com o sentido sim- bólico de

  • a) infância.

  • b) melancolia.

  • c) saudade.

  • d) esperança.

  • e) morte.

RESOLUÇÃO

Uma vez que o substantivo “gare”, que se associa às ideias de partida e despedida, é caracterizado pelo adjetivo “infinito” (sem fim, para sempre) e o texto faz referência à morte do pai, pode-se concluir que a expressão foi empregada com o sentido simbólico de morte. Resposta: E

QUESTÃO 13

No texto, foi empregada em sentido figurado a palavra

  • a) “preta”.

  • b) “doente”.

  • c) “jardim”.

  • d) “figueira”.

  • e) “reza”.

RESOLUÇÃO

Em “a voz toda preta”, o adjetivo preta, que normalmente é empregado para indicar a cor observável de algo concreto, assume um significado novo ao caracterizar “voz”, indicando voz de quem está de luto, voz que exprime a dor do luto.

Resposta: A

QUESTÃO 14

Uma característica marcante do texto “Gare do infinito” é

  • a) a crítica social.

  • b) a preocupação com um tema eminentemente nacional.

  • c) a adoção da perspectiva e da linguagem infantil.

  • d) a obediência aos padrões formais tradicionais.

  • e) o interesse por um tema metafísico.

RESOLUÇÃO

O texto, modernista, faz uso de traços característicos da linguagem infantil, sobretudo na coordenação desajeitada das orações do primeiro período e nos coloquialismos (“sala do quintal onde tinha uma figueira na janela”), e é todo ele composto da perspectiva da criança (“vinha um carro e um homem”, “a reza do Anjo que carregou meu pai”). Resposta: C

QUESTÃO 15

Examine os verbos destacados no trecho abaixo.

“Papai estava doente na cama e vinha um carro e um homem e o carro ficava esperando no jardim. Levaram-me para uma casa velha que fazia doces e nos mudamos para a sala do quintal onde tinha uma figueira na janela.”

Os verbos destacados, no pretérito imperfeito do indicativo, foram em pre gados,

  • a) no primeiro parágrafo, para indicar ação passada concluída, no lugar do pretérito perfeito do indicativo, e, no segundo parágrafo, para indicar ação passada contínua, não concluída.

  • b) no primeiro parágrafo, para indicar ação passada contínua não concluída e, no segundo parágrafo, para indicar ação passada concluída, no lugar do pretérito perfeito do indicativo.

  • c) no primeiro parágrafo, para indicar ação passada anterior a outra também passada e, no segundo parágrafo, para indicar ação passada concluída, no lugar do pretérito perfeito do indicativo.

  • d) no primeiro parágrafo, para indicar ação passada concluída, no lugar do pretérito perfeito do indicativo, e, no segundo parágrafo, para indicar ação passada anterior a outra também passada.

  • e) no primeiro parágrafo, para indicar ação passada hipotética, dependente de outra, e, no segundo parágrafo, para indicar ação passada contínua, não concluída.

RESOLUÇÃO

No primeiro parágrafo, tal como na linguagem infantil, o pretérito imperfeito do in- dicativo foi empregado no lugar do pretérito perfeito: veio um carro, um homem ficou esperando no jardim (trata-se do carro funerário e do funcionário vindos para recolher o cadáver). No segundo parágrafo, o pretérito imperfeito do indicativo ex pressa ações passadas contínuas, não concluídas. Resposta: A