Você está na página 1de 45

Cinética e microestrutura das transformações de fases

Termodinâmica e cinética • Transformação eutectóide dos aços • Perlite • Bainite • Transformação martensítica • Diagramas TTT-TI e TTT-AC dos aços

Cinética vs. Equilíbrio

Diagramas de fases: sistema em equilíbrio termodinâmico, para o qual os sistemas tendem, dado tempo suficiente

Os Materiais, muitas vezes, não são produzidos nem utilizados nos seus estados de equilíbrio

Cinética refere-se à velocidade com que um dado processo ocorre – as variáveis principais são o tempo e a temperatura

Fe 3 C γ ! eutectóide (cementite) (Austenite) + α! (CCC) C CFC (ferrite)
Fe 3 C
γ !
eutectóide
(cementite)
(Austenite)
+
α!
(CCC)
C CFC
(ferrite)

Cinética das transformações de fase

• Transformar uma fase noutra requer difusão => tempo

Transformação Eutectóide

• Formação de perlite a partir da austenite

γ !

α! + ! Fe 3 C

727 °C

nucleação

γ ! ↔ α ! + ! Fe 3 C 727 °C nucleação Limite de grão

Limite de grão da Austenite (γ )

Difusão de C necessária

crescimento

γ !

α!

α!

α!

α!

α!

α!

cementite (Fe 3 C) Ferrite ( α)

γ !

Direcção de

crescimento da perlite

γ !

α!

α!

α!

γ !

Fe 3 C (cementite)

0.02

!Reacção eutectóide

Fe 3 C (cementite) 0.02 ! Reacção eutectóide Transformação & sobrearrefecimento γ ! ⇒ ! α
Fe 3 C (cementite) 0.02 ! Reacção eutectóide Transformação & sobrearrefecimento γ ! ⇒ ! α

Transformação & sobrearrefecimento

γ ! !α!+ Fe 3 C

0.76 wt% C 0.02 wt% C

6.7 wt% C!

727ºC - ΔT (com sobrearrefecimento)

T(°C)

6.7

L

γ γ +L

1148°C

L+Fe 3 C

(austenite)

γ +Fe 3 C

Eutectóide

ΔT

727°C

α +Fe 3 C

0.76

1

2

3

4

5

6

wt%C

600

400 0

Fe

Diagramas TTT (Tempo-Temperatura-Transformação)

Diagramas TTT-TI (Transformação Isotérmica):

Material monofásico (austenite) Rapidamente arrefecido até uma dada temperatura – Mantido a essa temperatura durante o tempo necessário a ocorrer a transformação, seguido de arrefecimento

Diagramas TTT-AC (Arrefecimento Contínuo):

-Material monofásico (austenite) -Material é arrefecido continuamente -Mais adequado numa operação comercial, quando são utilizadas peças grandes e de forma complexa

Fracção de nova fase formada Fim da transformação T constante 0.5 Crescimento da nova fase
Fracção de nova fase formada
Fim da transformação
T constante
0.5
Crescimento da nova fase
t 0.5
log t
Início da transformação
Tempo de
incubação
Fracção transformada, y

Equação de Avrami

y = 1- exp (-kt n )

y: fracção transformada

Diagrama TTT de transformação isotérmica (TI) início de transformação fim de transformação 8
Diagrama TTT de transformação isotérmica (TI) início de transformação fim de transformação 8

Diagrama TTT de transformação isotérmica (TI)

início de transformação

fim de transformação

8

Fracção de perlite formada

Fracção de perlite formada 9
Diagrama TTT-TI Sistema Fe-C, C o = 0,76 wt% C Transformação a T = 675°C
Diagrama TTT-TI
Sistema Fe-C, C o = 0,76 wt% C
Transformação a T = 675°C
Aço eutectóide
T = 675°C
1
10 2
10 4
tempo (s)
T(°C)
Austenite (estável)
T E (727°C)
700
!
Austenite
(instável)
600
!
Perlite
Transformação isotérmica a 675°C
500
!
400
!
tempo (s)
1
10
10 2
10 3
10 4
10 5
% γ transformada

10

Diagramas TTT-TI • Composição eutectóide, C o = 0.76 wt% C • Início a T
Diagramas TTT-TI
• Composição eutectóide, C o = 0.76 wt% C
• Início a T > 727°C
• Arrefecimento rápido até 625°C e manutenção a essa temperatura
T(°C)
Austenite (estável)
T E (727°C)
700 Austenite
(instável)
600
Perlite
γ !
γ !
γ
!
γ !
γ !
γ !
500
400
1 10
10 2
10 3
10 4
10 5

tempo (s)

T=655 ºC 600 ºC 534 ºC T diminui
T=655 ºC
600 ºC
534 ºC
T diminui

Perlite grosseira

Diagrama TTT-TI de um aço eutectóide

Arrefecimento até T<727 °C, manutenção a esta temperatura, seguido de arrefecimento

manutenção a esta temperatura, seguido de arrefecimento 487 ºC Perlite fina    formada a T

487 ºC

Perlite fina

formada a T elevada macia

formada a T baixa dura

Austenite (estável)

Austenite (estável) 200 A A P 100% perlite B Produtos da transformação α’(ferrite)! ferrite α ‘

200

A

A

P

100% perlite

B

Produtos da transformação

α’(ferrite)!
α’(ferrite)!

ferrite α‘ (saturada em C) e Fe 3 C (plaquetas) estrutura não lamelar

Fe 3 C (cementite)

T E

5 µm

Bainite superior -> T elevadas

100% bainite

Bainite inferior

-> T baixas

10

-1

10

10 3

10 5

tempo (s)

Martensite Martensite - fase α’’ sobresaturada em C - γ (CFC) -> Martensite (TCC) x!
Martensite
Martensite
- fase α’’ sobresaturada em C
- γ (CFC) -> Martensite (TCC)
x!
Fe
!
x!
x
C
x!
x!
x!
800
Austenite
T
T(°C)
E
A A+P
P
600
A A+B
B
400
• transformação de γ em M
-
é rápida
Ms
0%
-
200
M + A
M
% transf. depende da T
(não isotérmica)
100%
F
M
60 µm

10

-1

10

10 3

10 5

tempo (s)

14

Transformação martensítica

Martensite (TCC) se C > 0.2 wt% (CCC) se C < 0.2 wt%

TCC poucos planos de escorregamento dura, frágil

-20 %
-20 %

γ (austenite) CFC

Martensite

(TCC)

+12%

Diagrama TTT-TI de um aço eutectóide

Diagrama TTT-TI de um aço eutectóide 16
Diagrama TTT-TI de um aço eutectóide 16

16

Diagramas TTT-TI Aço Hipoeutectóide

900

800

700

600

500

C O < 0.76 wt% C

T(°C) A A + F T E (727°C) A α! P A + P 1
T(°C)
A
A + F
T E (727°C)
A
α!
P
A + P
1
10
10 2
10 3
10 4

tempo (s)

T(°C) 1600 δ L 1400 γ γ +L 1200 L+Fe 3 C (austenite) 1000 γ
T(°C)
1600
δ
L
1400
γ
γ +L
1200
L+Fe 3 C
(austenite)
1000
γ +Fe 3 C
800
727°C
α +Fe 3 C
600
400 0
1
2
3
4
5
6
6.7
0.76
Fe
wt%C
Fe 3 C (cementite)

Aço Hipoeutectóide – ferrite α primária

17

Diagramas TTT-TI Aço Hipereutectóide

C O > 0,76 wt% C

T(°C) T(°C) 900 1600 δ A L 1400 800 A + C T E (727°C)
T(°C)
T(°C)
900
1600
δ
A
L
1400
800
A + C
T E (727°C)
γ
γ +L
1200
L+Fe 3 C
A
(austenite)
700
1000
α!
γ +Fe 3 C
P
600
A + P
800
727°C
α +Fe 3 C
500
600
1
10
10 2
10 3
10 4
400 0
0.76 1
2
3
4
5
6
6.7
tempo (s)
Fe
wt%C
Fe 3 C (cementite)

Aço Hipereutectóide – cementite primária

18

Diagramas TTT-TI

Aço hipoeutectóide

Diagramas TTT-TI Aço hipoeutectóide Aço hipereutectóide Aumento do teor em Carbono: •   Desloca as curvas

Aço hipereutectóide

Diagramas TTT-TI Aço hipoeutectóide Aço hipereutectóide Aumento do teor em Carbono: •   Desloca as curvas

Aumento do teor em Carbono:

Desloca as curvas para a direita • Diminui as temperaturas M S e M F

19

Efeito dos elementos de liga

Efeito da adição de elementos de liga

Altera a T transição

Cr, Ni, Mo, Si, Mn retardam a transformação

γ α + Fe 3 C

de elementos de liga Altera a T transição Cr, Ni, Mo, Si, Mn retardam a transformação

20

Adição de Elementos de Liga aos Aços

T eutectóide varia:

Ti Si Mo W Cr Mn Ni T Eutectóide (°C)
Ti
Si
Mo
W
Cr
Mn
Ni
T Eutectóide (°C)

wt. % elementos de liga

C eutectóide varia:

Ni Cr Si Mn W Ti Mo C eutectóide (wt%C)
Ni
Cr
Si
Mn
W
Ti
Mo
C eutectóide (wt%C)

wt. % elementos de liga

Diagramas TTT-AC (Arrefecimento contínuo)

Diagramas TTT-AC (Arrefecimento contínuo) TTT-TI TTT-AC 22

TTT-TI

TTT-AC

22

Diagrama TTT-AC: aço eutectóide

Diagrama TTT-AC: aço eutectóide 23
Diagrama TTT-AC: aço eutectóide 23
Exemplo Problema para C o = 0.45 wt% a)  ferrite primária + perlite grosseira A
Exemplo Problema para C o = 0.45 wt%
a)  ferrite primária + perlite grosseira
A
T (°C)
A+F
P
A+P
600
B
A+B
A
400
Ms
A+M
M
F
200
M
0
0.1
10
10 3
10 5

tempo (s)

Exemplo Problema para C o = 0.45 wt% b)  Ferrite + perlite fina + bainite
Exemplo Problema para C o = 0.45 wt%
b)  Ferrite + perlite fina + bainite
800
T (°C)
A
A+F
P
A+P
600
B
A+B
A
400
Ms
A+M
M
F
M
200
0
0.1
10
10 3
10 5
Exemplo Problema para C o = 0.45 wt% A T (°C) A+F P A+P A+B
Exemplo Problema para C o = 0.45 wt%
A
T (°C)
A+F
P
A+P
A+B
B
A+M
d)
M
c)
0
0.1
10
10 3
10 5

tempo (s)

Tratamentos térmicos dos aços

Recozimento

Aquecimento a Trec., seguido de arrefecimento lento

Rec. relaxação de tensões Rec. esferoizidação Rec. completo Normalização Rec. após deformação plástica

Têmpera

Austenitização seguida de arrefecimento rápido

Têmpera

Revenido

Martêmpera

Austêmpera

Relaxação de tensões Reduz tensões causadas por: - Deformação plástica - Contracção de arrefecimento -
Relaxação de tensões
Reduz tensões causadas por:
- Deformação plástica
- Contracção de arrefecimento
- Transformações de fase
Aquecer ligeiramente
abaixo de T E (550-650˚C)
Tipos de
recozimento
Recozimento após
deformação plástica

Elimina os efeitos do encruamento causado por deformação plástica a frio

Aplicável a ligas macias Al, Ti, Cu

Recozimento

recozimento: aquecimento a Trec., seguido de arrefecimento lento

Esferoidização Amacia os aços para aumentar a sua maquinabilidade Aquecer ligeiramente abaixo de T E e manter durante 15-25 h (esferoidiza e cementite)

Recozimento completo aquecimento no domínio de γ & ou γ + Fe 3 C, seguido de arrefecimento em forno de modo a obter perlite grosseira

Normalização aquecimento no domínio de γ , seguido de arrefecimento ao ar de modo a obter perlite fina

Recozimentos

γ & Normalização Recozimento completo Recozimento após def. plástica Esferoidização α + Fe 3 C
γ &
Normalização
Recozimento
completo
Recozimento após
def. plástica
Esferoidização
α + Fe 3 C
!
Relaxação
de tensões

Recozimento de esferoidização

Aumenta a maquinabilidade do aço

Estrutura lamelar sustituída por

cementite esferoidizada e ferrite α&

Aumenta a maquinabilidade do aço Estrutura lamelar sustituída por cementite esferoidizada e ferrite α& 30

Efeito da deformação plástica

• Tensão de cedência (σ c ) aumenta

• Tensão máxima (σ max ) aumenta

encruamento

• Ductilidade (ε f ) diminui

Extensão Tensão (MPa)
Extensão
Tensão (MPa)

Grãos alongados

31
31

def.

não

def.

ductilidade (%ε f )

• • temperatura (ºC) 100 200 300 400 500 600 600 tensão max 500 400
temperatura (ºC)
100
200
300
400
500
600
600
tensão max
500
400
ductilidade
300
tensão max (MPa)

700

60

50

40

30

20

Recozimento após deformação plástica

tratamento de 1 h à T rec elimina os efeitos do encruamento

diminui σ max e aumenta extensão à fractura (ductilidade)

• 3 etapas:

- Recuperação!

- Recristalização

- Crescimento de grão!

extensão à fractura (ductilidade) • 3 etapas: - Recuperação ! - Recristalização - Crescimento de grão

32

Recuperação

Relaxação de tensões internas

Redução da densidade de deslocações: rearranjo em configurações de menor energia; aniquilação em defeitos pontuais

Tensão máxima diminui e ductilidade aumenta

Recristalização - têm baixa densidade de deslocações - são pequenos - não são deformados 0.6
Recristalização
- têm baixa densidade de deslocações
- são pequenos
- não são deformados
0.6 mm
0.6 mm
Latão com 33% deformação a frio
Latão com 33%
deformação a frio

• Formação de novos grãos à custa dos grãos deformados que:

frio • Formação de novos grãos à custa dos grãos deformados que: Novos grãos nucleiam após
Novos grãos nucleiam após 3 sec. a 580°C
Novos grãos
nucleiam após
3 sec. a 580°C

34

Recristalização

• Os grãos deformados são substituídos por grãos novos

0.6 mm

Recristalização • Os grãos deformados são substituídos por grãos novos 0.6 mm Após 4 s 0.6
Recristalização • Os grãos deformados são substituídos por grãos novos 0.6 mm Após 4 s 0.6
Após 4 s
Após 4 s

0.6 mm

Recristalização • Os grãos deformados são substituídos por grãos novos 0.6 mm Após 4 s 0.6
Recristalização • Os grãos deformados são substituídos por grãos novos 0.6 mm Após 4 s 0.6
Após 8 s
Após 8 s

Crescimento de Grão

• Para tempos maiores, os grãos maiores crescem à custa dos menores.

0.6 mm

maiores, os grãos maiores crescem à custa dos menores. 0.6 mm Após 8 s, 580ºC 0.6
maiores, os grãos maiores crescem à custa dos menores. 0.6 mm Após 8 s, 580ºC 0.6
Após 8 s, 580ºC
Após 8 s,
580ºC

0.6 mm

maiores, os grãos maiores crescem à custa dos menores. 0.6 mm Após 8 s, 580ºC 0.6
maiores, os grãos maiores crescem à custa dos menores. 0.6 mm Após 8 s, 580ºC 0.6
Após 15 min, 580ºC
Após 15 min,
580ºC
º T R º
º
T R
º

T R = temperatura de recristalização

37

Têmpera e Revenido

Têmpera e Revenido t ê m p e r a revenido 38

têmpera

revenido

%deformação

1800

 

1600

σ

max

1400

σ

ced

1200

1000

%def

800

Revenido da Martensite

O reaquecimento da martensite promove difusão de C:!

reduz tensões internas causadas pela têmpera, reduz a dureza e a fragilidade da martensite σ max e σ ced diminuem e a ductilidade aumenta

9 µm
9 µm

60

50

40

30

200

400

T (°C)

600

!

produz partículas de carbonetos muito finas numa matriz de α

Martêmpera e Austêmpera

Martêmpera

Martêmpera e Austêmpera M a r t ê m p e r a Minimiza gradientes térmicos

Minimiza gradientes térmicos na peça que podem causar distorções e formação de fissuras na superfície. Martensite

Austêmpera

de fissuras na superfície. Martensite Austêmpera Alternativa à têmpera + revenido. Material com maior

Alternativa à têmpera + revenido. Material com maior ductilidade e tenacidade e menos distorções. Bainite

40

Tratamentos Térmicos dos Aços

a)Recozimento b) Normalização c) Têmpera d) Revenido

800 Austenite (estável) T(°C)! A P 600 B 400 A M + A 200 M
800
Austenite (estável)
T(°C)!
A
P
600
B
400
A
M
+ A
200
M
+ A
b)
a)
c)
10 -1
10 10 3
10 5

T E

0%

50%

90%

d)

lento

Arrefecimento

Transformações da austenite

Austenite (γ )

Arrefecimento

moderado

Arrefecimento rápido

Perlite

( α + Fe 3 C lamelar) + fase primária

Bainite

( α’ + cementite não lamelar)

Ductilidade

Resistência

Martensite Martensite revenida Bainite Perlite fina Perlite grosseira Cementite esferoidizada

Martensite

( α’’ TCC transf. sem difusão)

revenido

Martensite

revenida

( α’ + carbonetos)

42

0.76

0.76

Perlite (média) ferrite (macia) C o < 0.76 wt% C Hipoeutectóide C o > 0.76
Perlite (média)
ferrite (macia)
C o < 0.76 wt% C
Hipoeutectóide
C o > 0.76 wt% C
Hipereutectóide
Hipo
Hiper
Hipo
σ max (MPa)
% ε f
1100
σ ced (MPa)
100
900
dureza
700
50
500
300

0

0.5

1

wt% C

0

0

0.5

1

Efeito do teor em C nas propriedades mecânicas

Perlite (média) Cementite (dura)

Hiper

wt% C

Maior % C: σ max , σ ced e dureza aumentam, % extensão fractura diminui

Propriedades Mecânicas • Perlite fina vs perlite grosseira vs esferoidite Hipo Hiper 90 Hipo Hiper
Propriedades Mecânicas
Perlite fina vs perlite grosseira vs esferoidite
Hipo
Hiper
90
Hipo
Hiper
320
Perlite fina
esferoidite
60
240
perlite
grosseira
esferoidite
160
30
Perlite grosseira
80
Perlite fina
0
0
0.5
1
0
0.5
1
wt%C
wt%C
Dureza Brinell
Ductilidade (%)

• Dureza: perlite fina > prlite grosseira > esferoidite

• Ductilidade: perlite fina < perlite grosseira < esferoidite

Propriedades Mecânicas • Perlite fina vs Martensite: Hipo Hiper 600 martensite 400 200 perlite fina
Propriedades Mecânicas
Perlite fina vs Martensite:
Hipo
Hiper
600
martensite
400
200
perlite fina
0
0
0.5
1
wt% C
Dureza Brinell

• Dureza: perlite fina << martensite