Você está na página 1de 13

EVOLUÇÃO DA PAISAGEM DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, UMA VISÃO CARTOGRÁFICA: ASPECTOS SOCIOESPACIAIS DAS FREGUESIAS A PARTIR DO SÉCULO XIX The Landscape Evolution of Rio de Janeiro, a Cartographic Vision:

Socio-spatial Aspects of Parish from 19th Century

Kairo da Silva Santos 1 Raquel Conceição Carvalho 2 Amanda Biondino Sardella 3 Alan José Salomão Graça 4 Paulo Marcio Leal de Menezes 5

¹Universidade Federal do Rio de Janeiro

kairo.geo@gmail.com

²Universidade Federal Fluminense

carvalho.raquelc@gmail.com

³Universidade Federal do Rio de Janeiro

amandabsardella@gmail.com

4 Universidade Federal do Rio de Janeiro

alanjsg@gmail.com

5 Universidade Federal do Rio de Janeiro

pmenezes@acd.ufrj.br

RESUMO

A paisagem e o espaço de um lugar devem ser entendidos como objetos dinâmicos, em constantes modificações pelos agentes espaço-temporais. Dentro dessa perspectiva, o trabalho aqui em questão pretende desenvolver a evolução das freguesias do Rio de Janeiro através de um estudo histórico-geográfico-cartográfico. O recorte temporal compreende a segunda metade do século XIX até o início do século XX, período onde as transformações da paisagem e do espaço apresentam elevada expressividade.

Palavras chaves: Cartografia Histórica, Involução Cartográfica, Rio de Janeiro, Século XIX.

ABSTRACT

The landscape and the space should be understood like dynamic objects, at constant changes made by space-temporal agents. In this perspective, this article intends to develop the evolution of Rio de Janeiro parish areas through a historic-geographic-cartographic study. The temporal cut comprehends the second half of the 19th century to the the beginning of the 20th century, a period that the landscape and the space transformations show raised expressiveness.

Keys words: Historical Cartography, Cartographic Involution, Rio de Janeiro, 19th Century.

1.

INTRODUÇÃO

No inicio do século XIX o Rio de Janeiro era uma cidade diminuta, marcada por um elevado número de população escrava e limitações na locomoção no espaço. No decorrer do século XIX, como aponta Maurício de Abreu (2006), é que a cidade sofrerá transformações em sua forma e também em seu conteúdo. Novas dinâmicas econômicas, sociais e políticas surgiram, principalmente a partir de 1808 com a chegada da Família Real.

Neste contexto é que o Rio passa a se consolidar como polo atrativo de pessoas e capital. O ano de 1870 é outro marco para as mudanças na cidade, pois será a partir deste em que a cidade consolidará população na atual Zona Oeste (Freguesias de Santa Cruz, Guaratiba, Campo Grande, entre outras). Para esse processo efetivo de interiorização o bonde e o trem foram fundamentais.

A estrutura urbana da cidade, hoje, é fruto de uma construção histórica produto da

ação de diversos agentes. Compreender e estudar este processo não é uma tarefa fácil e simples, tão pouco encaixa-la em uma teorização pronta. Como destaca Maurício de A. Abreu (2006 ,p.16)

O processo de estruturação urbana precisa ser estudado de maneira

mais abrangente. É necessário que se examine, a cada momento, a interação que se estabelece entre os processos econômicos, sociais e

políticos que se desenvolveram na cidade, e a forma pela qual o espaço

se estrutura.

Diante dessa perspectiva, compreender os diferentes agentes do passado e do presente que atuam na dinâmica urbana é crucial para qualquer trabalho que vise estudar o processo histórico de consolidação urbana. Aliado a isto, recorrer a diversas fontes bibliográficas possibilita elucidar a pesquisa com diferentes pontos de vista sobre o assunto, enriquecendo o conteúdo e as análises realizadas. O material cartográfico, o mapa, se insere como uma ferramenta de apoio de inestimável valor. Torna possível a visualização e estruturação de informações contidas em outras fontes e que a fim de realizar uma análise do espaço geográfico do Rio de Janeiro de forma mais eficaz. Reunindo a importância de entender os processos de construção do espaço urbano e a necessidade de novos métodos de visualização e análise, esta pesquisa busca nesses fatores a justificativa para iniciar um longo trabalho de subsídio cartográfico para futuros trabalhos envolvendo a cidade do Rio de Janeiro. Foram analisadas diversas fontes de informações sobre a cidade do Rio de Janeiro, durante o século XIX. O material produzido, destrinchado adiante, servirá de apoio a novas fases da pesquisa sobre a evolução urbana da cidade em face da carência de uma cartografia da época, principalmente uma cartografia com uma temática definidas.

2. ABORDAGEM METODOLÓGICA

2.1 Materiais

A carência de material cartográfico para a realização da pesquisa, em um primeiro

momento, pode parecer um entrave. Porém, como a proposta feita é justamente a elaboração desta base cartográfica tornou-se necessário buscar outras fontes de apoio. Livros de renomados escritores, como Noronha Santos, mapas referentes ao município neutro (denominação administrativa da cidade do Rio de Janeiro durante o Império) e pesquisas oficiais do Governo da época, como o Censo de 1890, foram consultados. Acerca dos elementos cartográficos, três mapas foram fundamentais para a pesquisa: o primeiro, datado de 1920 com a divisão das freguesias da cidade permitiu a restituição da base administrativa. Outros dois, de meados do século XIX possibilitaram a identificação de pontos conhecidos da cidade através na toponímia. Os livros de Paulo Berger e Noronha Santos como As freguesias do Rio Antigo e Os meios de transporte do Rio de Janeiro, possibilitaram a consulta de características importantes sobre o território carioca. A obra de Maurício de Abreu, intitulada Evolução Urbana da Cidade do Rio de Janeiro trouxe uma visão abrangente da ocorrência deste processo, permitindo compreender os caminhos percorridos pela população no tempo e no espaço. Por último, as consultas aos censos demográficos da época permitiram

retirar informações para elaboração dos mapas temáticos, que são o objetivo central desta pesquisa.

2.2 Métodos

O manuseio dos mapas foi realizado através do software ArcGIS 9.3 da ESRI. O

primeiro passo foi conferir-lhes um sistema de coordenadas conhecido, tornando capaz a comparação e sobreposição das informações com as bases atuais. Esta etapa de

georreferenciamento utilizou uma base cartográfica disponibilizada pelo Instituto Pereira Passos - IPP -, da cidade do Rio de Janeiro. Feições conhecidas e, principalmente, a toponímia da região foram utilizados como pontos de controle para elaboração da georreferência.

A partir daí a etapa seguinte foi vetorizar manualmente toda a divisão administrativa da

cidade. Após a vetorização, integrar este recorte com a disposição do presente tornou-se um processo meticuloso. Como pontua Bangbo Hu (2011, p. 1548), a identificação de pontos e feições em comum entre duas bases cartográficas distantes no tempo é um processo difícil da pesquisa, pois neste percurso podem ocorrem desaparecimentos, mudanças de nomes, além da mudança na forma de representação espacial. Finalizado o processo de manuseio da base gráfica, iniciou-se o trabalho com as informações espaciais. Foi elaborada uma tabela de atributos contendo o nome, a data de instalação e a área de origem das freguesias. Utilizando os processos de transformações cartográficas, foi elaborado o primeiro mapa temático, contemplando a evolução administrativa. O segundo produto cartográfico foi criado a partir da inserção dos dados demográficos do censo na tabela de atributos da base gráfica. Para cada freguesia foi inserido a população pertencente, nos Censos de 1872 e 1890. O terceiro e último mapa elaborado confere as linhas de trem e bonde da cidade. Ao longo dos anos, muitas dessas linhas desapareceram e outras permaneceram praticamente inalteradas. Utilizou-se a base atual da malha ferroviária e as informações coletadas a respeito da data de criação das estações. Para cada estação foi inserida sua data de construção.

3. RESULTADOS

O produto gerado pela pesquisa encontra-se nesta seção. Foram elaborados 6 (seis)

mapas temáticos a fim de mostrar a evolução da estrutura administrativa das freguesias da

cidade do Rio de Janeiro, o quantitativo demográfico destas e a evolução do sistema de transporte, itens pertinentes e importantes para compreender as transformações as quais a cidade sofreu.

3.1 Evolução administrativa de 1801-1900

O mapa da figura 1 apresenta a divisão administrativa segundo as freguesias no ano de

1801. A cidade era composta por 11 (onze) freguesias, sendo elas: Candelária, Santa Rita, Sé (Rosário), São José, Engenho Velho, Inhaúma, Irajá, Jacarepaguá, Campo Grande, Guaratiba, Santa Cruz e Governador (Também chamada de Ilhas, pois incorporou outras porções ao longo do tempo). A freguesia de Santa Cruz pertencia a outra municipalidade, Itaguaí, sendo incorporada a partir de 1833 às terras do município da Corte.

O mapa da figura 2 apresenta o mesmo recorte já em meados do século XIX, em 1850.

Ocorrem modificações significativas na parte central da cidade, com o desmembramento de 3 (três) freguesias (Glória e Lagoa, oriundas de São José; Sacramento, oriunda da extinta Sé e

Sant’Anna, oriunda de parte da freguesia de Santa Rita e outra parte da freguesia da Sé) e a incorporação das terras de Santa Cruz junto a municipalidade de Itaguaí.

O último mapa da seção compreende ao final do século XIX, em 1900. Nele são visíveis

as profundas transformações na estrutura administrativa da cidade. Comparado com o mapa do início do século a cidade acrescenta mais 6 (seis) freguesias, totalizando 20 unidades. Em uma breve análise é possível perceber que as novas emancipações concentram-se, mais uma vez, próximas ao centro da cidade.

A estruturação das freguesias baseou-se no livro de Paulo Berger, onde o autor toma

nota dos escritos de Noronha Santos, que realiza um trabalho de descrição de diversos aspectos das freguesias cariocas. A realização deste perfil de evolução foi possível através das

datas de criação das freguesias. Apesar de todas as minuciosas descrições, pouco sem tem

claro sobre os limites territoriais. Deve ser ter em mente que os limites aqui relatados podem, em alguns casos, tratar-se de aproximações e generalizações inerentes ao processo de reconstrução do passado. O caso mais emblemático desta pesquisa é o da freguesia da Sé (Rosário). Alguns documentos oficiais apresentam a existência de seus limites até a data de 1808. Porém, outros autores consultados não fazem menção a está na mesma data. O que se tem de fato é que esta deixou de existir, dando origem a dois novos recortes espaciais. Abaixo, seguem os mapas citados em ordem temporal.

Fig. 1 – Mapa da divisão administrativas de freguesias do Rio de Janeiro em 1801.

Fig. 1 Mapa da divisão administrativas de freguesias do Rio de Janeiro em 1801.

Fig. 2 – Mapa da divisão administrativas de freguesias do Rio de Janeiro em 1850.

Fig. 2 Mapa da divisão administrativas de freguesias do Rio de Janeiro em 1850.

Fig. 3 – Mapa da divisão administrativas de freguesias do Rio de Janeiro em 1900.

Fig. 3 Mapa da divisão administrativas de freguesias do Rio de Janeiro em 1900.

3.2 Evolução demográfica de 1872-1890 A elaboração dos mapas sob uma perspectiva do quantitativo demográfico teve como base os registros estatísticos do Ministério do Império, de 1870, e as tabelas do recenseamento de 1890 encontradas nos livros de Paulo Berger e Maurício de Abreu,

bibliografias básicas desta pesquisa. Foram elaborados 2 (dois) mapas para os referidos anos, mostrando o quantitativo populacional de cada freguesia da cidade do Rio de Janeiro. Abaixo, o mapa da figura 4 mostra o quantitativo demográfico no ano de 1870. A divisão administrativa respeita o mesmo número de freguesias da época do recenseamento. Pode-se perceber que as freguesias próximas ao núcleo de povoamento inicial da cidade concentram a maior parte deste contingente. Isto pode ser compreendido, como explica Mauricio de Abreu, pela concentração dos serviços na parte central da cidade, além das dificuldades de comunicação com o interior do território. O segundo mapa representado pela figura 5 mostra o mesmo perfil populacional já no ano de 1890. Nota-se um expressivo aumento da população principalmente nas freguesias periféricas ao centro (Candelária, São José, Sacramento e Santa Rita). Uma breve análise destes mapas permite inferir que o processo de crescimento população e, principalmente, de ocupação de novas áreas por esta ocorreu de forma intensa em um intervalo de 20 anos. De todos os vetores deste crescimento, a chegada de novos meios de transporte, como o trem e o bonde, foram fundamentais para a este processo.

Fig. 4 – Mapa da População da Cidade do Rio de Janeiro por freguesias, no

Fig. 4 Mapa da População da Cidade do Rio de Janeiro por freguesias, no ano de 1870.

Fig. 5 – Mapa da População da Cidade do Rio de Janeiro por Freguesias, no

Fig. 5 Mapa da População da Cidade do Rio de Janeiro por Freguesias, no ano de 1890.

3.3 Evolução do Sistema de Transporte Ferroviário no Século XIX. O último aspecto da evolução socioespacial da cidade do Rio de Janeiro foi o sistema de transporte ferroviário. A pesquisa não conseguiu contemplar a evolução da linha de bondes da época, ora pela falta de material cartográfico, ora pela não representação deste no material

disponível. Por isto, devemos salientar que a sua não representação nos mapas gerados, não diminui ou ausenta sua participação neste processo.

O mapa da figura 6 apresenta as ferrovias da cidade do Rio de Janeiro no Século XIX.

Estão contemplados os ramais da linha férrea que, hoje, ainda realizam o serviço de passageiros. São eles os ramais de Mangaratiba, atualmente ramal Santa Cruz; a Linha do Centro, atual ramal Japeri; e a Linha Auxiliar, atualmente ramal Belford Roxo, todos pertencendo a Estrada de Ferro Central do Brasil (E.F.C.B). A outra linha férrea representada é

a extinta Estrada de Ferro Leopoldina (E.F.L.). Nela aparecem no mapa o ramal da Linha do

Norte, atual ramal Saracuruna. Uma terceira linha, a Estrada de Ferro Rio D’Ouro (E.F.R.O) que partia junto ao centro do Rio de Janeiro na ponta do Caju, tem seus trechos representados

através da fusão dela com outras duas linhas, atual linha 2 do metrô do Rio e parte da Linha Belford Roxo.

A complexidade e a modificação de diversos trechos das linhas férreas dificultam uma

maior precisão acerca de seu trajeto original. Buscou-se nos resultados obter uma

aproximação entre o que era e o que é, atualmente, o traçado em questão. O foco deste mapa

é apresentar a evolução dos pontos de paradas, as estações, ao longo do surgimento dos primeiros segmentos férreos. Estas pouco se alteraram ao longo do tempo, sofrendo

deslocamentos pontuais que não influenciam os resultados de precisão obtidos em virtude da escala cartográfica trabalhada.

O mapa divide em três períodos a construção das estações férreas. O primeiro vai de

1858, ano de criação da primeira linha ligando a estação D. Pedro II (atual Central do Brasil

até Japeri), até 1870. O segundo período compreende os anos de 1871 até 1880 e o último de

1881 até 1900. Este recorte temporal buscou se integrar as outras temáticas abordadas, como

a evolução administrativa e demográfica. No primeiro período, a linha férrea avançou até Sapopemba (atual estação Deodoro), e daí prosseguia rumo a Japeri. Só a partir do segundo período em que o trem alcançou os limites de Santa Cruz, rumo a municipalidade de Mangaratiba. Já próximo ao final do século outras linhas surgiram destinando-se ao norte da cidade para fazer conexão com a província do Rio de Janeiro. Este é o caso da Estrada de Ferro Leopoldina e a Linha Auxiliar.

Fig. 6 – Mapa da evolução da linha férrea na cidade do Rio de Janeiro,

Fig. 6 Mapa da evolução da linha férrea na cidade do Rio de Janeiro, através das estações.

4. CONCLUSÃO

A evolução do espaço urbano de uma cidade pode, e deve, ser analisada a partir do conjunto de elementos que a compõe, não sendo dissociada das práticas sociais e dos conflitos

existentes entre as classes urbanas (ABREU, M. A.; 2006). Inferiu-se aqui, sobre uma nova perspectiva, que esta evolução poder ser subsidiada por outros elementos de apoio, como os mapas temáticos. As novas ferramentas tecnológicas permitem, além do campo da visualização, novas práticas de análise através de ferramentas de análise espacial, como o caso dos softwares de Sistema de Informações Geográficas, o SIG. Atribuiu-se a eles a características de um conjunto de ferramentas que devem revigorar investigação geográfica por permitir aos pesquisadores para melhor lidar com a complexidade dos dados geográficos (GREGORY, I. N.; ELL, P. S.; 2007, p. 18). Em um primeiro momento, a utilização desses mapas fica vedada às pesquisas inerentes à cidade do Rio de Janeiro. Porém, deve-se atentar ao legado metodológico e bibliográfico que sua utilização pode produzir para diversos outros recortes envolvendo o uso da cartografia histórica. Atendendo a demanda inicial dessa pesquisa em subsidiar uma análise mais profunda sobre a estruturação da cidade do Rio de Janeiro, os mapas produzidos se tornam de grande contribuição. Em um segundo momento, onde caberão novos estudos para compreender a evolução das freguesias do Rio antigo, este material cartográfico será de grande valor. Foi possível perceber, ao longo do trabalho, que a temática ainda pode ser bem explorada diante do grandioso volume de dados encontrados em arquivos do império. Outros temas, como saúde e educação, configuram-se como um campo aberto e pouco explorado para o aprofundamento desta temática de pesquisa. Um ponto em questão é a difícil missão de se elaborar um mapa de síntese. Reunir informações de caráter e representação tão distintas não é uma tarefa das mais triviais. Por isso, a solução para representação dos dados que melhor adequou-se a esta primeira fase da pesquisa foi a elaboração dos 6 (seis) mapas. Resguarda-se a uma nova etapa da pesquisa a tentativa de criar uma metodologia para sintetizar tais informações, aliadas a outras, conferindo aos produtos cartográficos gerados uma melhor percepção para a análise espacial. Levando-se em consideração esses aspectos, conclui-se que o mapa apresenta-se como uma importante fonte para complementarização dos estudos da evolução do espaço, objeto da geografia, possibilitando sua conexão com uma perspectiva histórica e cartográfica da temática escolhida.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABREU, Maurício de A. Evolução Urbana do Rio de Janeiro. 4. ed. Rio de Janeiro: IPP, 2006. 155,p.

BERGER, Paulo. As Freguesias do Rio Antigo: vistas por Noronha Santos. 1. ed. Rio de Janeiro: O Cruzeiro S.A., 1965. 223 p.

BRASIL. João Alfredo Corrêa de Oliveira. Ministro. Relatorio do Ministerio do Negocios do

Império.

<http://www.crl.edu/brazil/ministerial/imperio>. Acesso em: 01 set. 2013.

Rio

de

Janeiro,

1871.

Disponível

em:

GIESBRECHT, Ralph Mennucci. Estações Ferroviárias do Brasil. Disponível em:

<http://www.estacoesferroviarias.com.br/index.html>. Acesso em: 25 ago. 2013.

HU, Bangbo. Application of Geographicl Information Systems (GIS) in the History of Cartography. World Academy of Science, Engineering and Technology, New Mexico, v.42, n.241, 2010. Disponível em: <http://www.waset.org/journals/waset/v42.php>. Acesso em: 12 jun. 2013.

SANTOS, Noronha. Meios de transporte no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Biblioteca Carioca, 1996.