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1. “INTRODUÇÃO À TRANSMISSÃO DE CALOR”

CALOR (Q ): É uma forma de energia em trânsito através da fronteira de um

sistema.

FLUXO DE CALOR (Q ): É a quantidade de calor transferida na unidade de

tempo.

GRADIENTE DE TEMPERATURA: É a variação da temperatura na direção do fluxo de calor. A Transmissão de Calor estuda a troca de calor entre corpos, provocada por uma diferença de temperatura. Na Termodinâmica, que estuda sistemas em equilíbrio, calculamos o calor trocado, mas não a velocidade com que a troca de calor ocorre, que será estudada pela Transmissão de Calor. Exemplo: Sejam dois corpos em contato a temperaturas diferentes. A Termodinâmica estuda a temperatura de equilíbrio e a Transmissão de Calor estuda o tempo necessário para atingi-la.

2. “MECANISMOS DA TRANSMISSÃO DE CALOR”

2.1

CONDUÇÃO

Ocorre em sólidos, líquidos e gases, sendo a única forma de Transmissão de Calor em sólidos. O calor é transmitido através de uma agitação molecular em escala microscópica (não há deslocamento visível de massa).

T 2

T 1

(não há deslocamento visível de massa). T 2 T 1 T 1  T 2 A

T 1

T 2

A lei básica para o estudo da T.C. é a Lei de Fourier:

Q  = - k . A . dT onde: k = condutibilidade térmica do
Q
=
- k . A . dT
onde: k = condutibilidade térmica do material
dx
Q
A = área de troca (c te )
= taxa de transferência de calor
dT= gradiente de temperatura na direção de Q
dx

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O sinal ( - ) é devido à 2 a Lei da Termodinâmica (O fluxo de calor é de

sendo que T 1 T 2 ).

Unidades: k= W/m 0 C (kcal/h.m. 0 C)

2.2

Q

= W (kcal/h)

CONVECÇÃO

T 2

p/ T 1 ,

O calor é transmitido por uma movimentação macroscópica de massa, implicando em termos dois sistemas envolvidos a temperaturas diferentes: um sólido e um fluido, que é o responsável pelo transporte de calor (deslocamento de massa). A lei básica para o estudo da convecção é a Lei de Newton.

Q

= h . A . (T p - T )

onde: h = coeficiente de T.C. por convecção

Unidade: h= W/m 2 . 0 C

EXEMPLOS:

( kcal/h.m 2 . o C )

1 - Resfriar uma placa por exposição ao ar (espontaneamente).

O calor fluirá por condução da placa para as partículas adjacentes de fluido. A

energia assim transmitida servirá para aumentar a temperatura e a energia interna dessas partículas fluidas. Então, essas partículas se moverão para uma região de menor temperatura no fluido, onde se misturarão e transferirão uma parte de sua energia para outras partículas fluidas. O fluxo, nesse caso, é tanto de energia como de fluido. A energia é, na realidade, armazenada nas partículas fluidas e transportada como resultado do movimento de massa destas.

e transportada como resultado do movimento de massa destas. FENÔMENOS DE TRANSPORTE II Prof a Sílvia

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2 - Resfriar uma placa, rapidamente, usando um ventilador.

3 2 - Resfriar uma placa, rapidamente, usando um ventilador. onde: V= velocidade do fluido num

onde: V= velocidade do fluido num certo ponto V =velocidade do fluido longe da placa

Quando V= 0 (na placa), o calor é trocado por condução. Nos outros pontos o calor é trocado por convecção, porque a velocidade V provoca um gradiente de temperatura. Quando o movimento do fluido não é provocado (placa exposta ao ar ambiente) a Transmissão de Calor é conhecida como CONVECÇÃO NATURAL ou LIVRE. Quando o movimento é provocado (caso do ventilador) a Transmissão de Calor é conhecida como CONVECÇÃO FORÇADA.

2.3

RADIAÇÃO

É a Transmissão de Calor que ocorre por meio de ondas eletromagnéticas, podendo ocorrer tanto em um meio material quanto no vácuo. A lei básica para o estudo da radiação é a Lei de Stefan-Boltzman.

Q

= .A.(T 1 4 - T 2 4 )

onde: = constante de Stefan-Boltzman = 5,669x10 -8 W/m 2 K 4

Para um corpo negro emitindo calor: Q

Para superfícies pintadas ou de material polido:

Q

=.A.T 4

= F e .F g ..A.(T 1 4 - T 2 4 )

onde: F e

= f (emissividade E)

F g = fator de forma

T 1 = T placa

e

T 2 = T ambiente

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3. “CONDUÇÃO DE CALOR”

3. “CONDUÇÃO DE CALOR”

3. “CONDUÇÃO DE CALOR”
3. “CONDUÇÃO DE CALOR”

3.1 HIPÓTESES SIMPLIFICADORAS

a) O fluxo de calor é unidimensional.

SIMPLIFICADORAS a) O fluxo de calor é unidimensional. b) As superfícies perpendiculares ao fluxo de calor
SIMPLIFICADORAS a) O fluxo de calor é unidimensional. b) As superfícies perpendiculares ao fluxo de calor

b) As superfícies perpendiculares ao fluxo de calor são isotérmicas (T=cte ).

ao fluxo de calor são isotérmicas (T=cte ). c) O regime é permanente, logo o fluxo
ao fluxo de calor são isotérmicas (T=cte ). c) O regime é permanente, logo o fluxo
ao fluxo de calor são isotérmicas (T=cte ). c) O regime é permanente, logo o fluxo

c) O regime é permanente, logo o fluxo de calor é constante e as temperaturas não

mudam com o tempo.

3.2

CONDUÇÃO DE CALOR EM PAREDES PLANAS

3.2.1

UMA PAREDE PLANA

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e   dT Q Q  k A . .  dx  k
e
dT
Q
Q

k A
.
.
dx

k dT
.
dx
A
Q
T
e
2
Q
dx
 
kdT
A
0
T
1
T
e
2
Q
Q
dx

k
dT
(
e
0)

k T
(
2
A
A
0
T
1
T
T
1
2
kA
kA
Q 
(
T
T
)
ou Q
(
T  T
)
e
2
1
e
1
2

“Resistência Térmica”

Q

.

k A

(

T

1

T

1

T

2

T

2

)

e e

.

 k A

R k

onde :

e

k A

.

R

k

R

k

resistênci a térmica à condução

(

O

/

C W

)(

O

C kcal h

/

.

)

T )

1

ANALOGIA ENTRE TRANSMISSÃO DE CALOR E O FLUXO DE UMA CORRENTE ELÉTRICA

Lei de Ohm

Q

T 1

T

2

R

k

I

U Q

R

e

T

1

R

k

I

T

2

R

e

U

Os bons condutores de eletricidade são também bons condutores de calor. Quem conduz a eletricidade nos metais são os elétrons livres e quem conduz o calor nos metais também são os elétrons livres.

e

R k

onde k condutibil idade térmica

A

:

. k

R

e

L

A .

'

onde : '

'

1

condutivid ade elétrica

3.2.2 PAREDES PLANAS EM SÉRIE

 condutivid ade elétrica 3.2.2 PAREDES PLANAS EM SÉRIE FENÔMENOS DE TRANSPORTE II Prof a Sílvia

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 T 1  T 2   e 1 Q  onde R : teq

T 1

T

2

 

e 1

Q

onde R

:

teq

R

t

1

R

t

2

R teq

e 2

k . A k . A

1

2

Genericamente:

n n e R   R   i teq ti k . A
n n
e
R
R
i
teq
ti
k . A
i 
1 i
1
i

onde n = n 0 de paredes planas (em série)

3.2.3 PAREDES PLANAS EM PARALELO

paredes planas (em série) 3.2.3 PAREDES PLANAS EM PARALELO    Q  Q 
   Q  Q  Q 1 2  T  T 1
   Q  Q  Q 1 2  T  T 1
   Q  Q  Q 1 2  T  T 1
   Q  Q  Q 1 2  T  T 1
   Q  Q  Q 1 2  T  T 1
   Q  Q  Q 1 2  T  T 1
   Q  Q  Q 1 2  T  T 1
   Q  Q  Q 1 2  T  T 1
   Q  Q  Q 1 2  T  T 1
Q
Q
Q
1
2
T
T
1
1
1
1
2
Q 
onde :
R
e
e 1
teq
R teq
2
k A
.
k A
.
1
1
2
2
Genericamente:
1 teq R teq 2 k A . k A . 1 1 2 2 Genericamente:
 T T  1 2  Q  R eq onde : n =
 T
T
1
2
Q
R eq
onde :
n
=
n 0
de
paredes
planas
(em
paralelo)

EXERCÍCIOS

1) Calcular o fluxo de calor que passa por uma parede de 5 cm de espessura, 2 m 2 de área e k = 10 kcal/h m o C, se as temperaturas superficiais são de 40 0 C e 20 0 C.

(Q = 8.000 kcal/h)

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MACKENZIE – Escola de Engenharia página 7 2  ) Deseja-se isolar termicamente uma parede de
MACKENZIE – Escola de Engenharia página 7 2  ) Deseja-se isolar termicamente uma parede de

2) Deseja-se isolar termicamente uma parede de tijolos de 15 cm de espessura, com k = 15 kcal/h m o C. A área da parede é de 8 m 2 . O material escolhido para o isolamento é a cortiça com 2 cm de espessura e k = 0,08 kcal/h.m. 0 C. As temperaturas superficiais são 150 0 C e 23 0 C. Calcular o fluxo de calor através das paredes e a temperatura intermediária entre a parede de tijolos e de cortiça.

(Q = 3.908 kcal/h; Tx = 145 ºC)

e cortiça

e tijolo Q  T 1 T 2 T x k cortiça
e
tijolo
Q
T 1
T 2
T
x
k
cortiça

k tijolo

parede

1

e

tijolo

k

tijolo

parede

2

15

15

cm

kcal

e

cortiça

2

cm

/

h m

.

.

O

C

T

1

k

cortiça

150

O

C

Q ?

T

x

?

0,08

kcal

/

T

2

23

h m

.

O

C

.

O C

3º) Sabendo que o material da parede 2 suporta, no máximo, 1350 o C, verifique as condições do projeto e proponha modificações, se for o caso.

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e1 e2 e3 Ti Tx T2 Ty Te K1 k2 k3
e1
e2
e3
Ti
Tx
T2
Ty
Te
K1
k2
k3

Dados:T i = 1500 ºC T e = 50 ºC e 1 = 0,12 m e 2 = 0,14 m e 3 = 0,12 m k 1 = 1,6280 W/m ºC k 2 = 0,1745 W/m ºC k 3 = 0,6980 W/m ºC

4) A parede de uma sala é construída com um material de k = 5 kcal/h m 0 C , com 12 cm de espessura, 30 m 2 de área, descontadas três janelas de 2 cm de espessura, de um material de k = 10 kcal/h m 0 C e 2 m 2 de área cada uma. Calcular o fluxo total de calor que passa pela parede e janelas.

(Q = 63.750 kcal/h)
(Q = 63.750 kcal/h)

5 o ) A parede externa de uma casa pode ser aproximada por uma camada de 4 polegadas de tijolo comum (k= 0,7 W/m o C) seguida de uma camada de 1,5 polegadas de gesso (k= 0,48 W/m o C). Que espessura de isolamento de lã de rocha (k= 0,065 W/m o C) deve ser adicionada para reduzir a transferência de calor através da parede em 80% ? (e = 0,058m)

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e parede e gesso e lã = ? Q  k parede k gesso
e parede
e gesso
e lã = ?
Q
k
parede
k gesso

k

6º) Uma parede é construída com uma placa de lã de rocha (k = 0,05 W/mºC) de 2 polegadas de espessura, revestida por duas chapas de aço, com k = 50 W/mºC e ¼ de polegada de espessura cada. Para a fixação são empregados 25 rebites de alumínio (k = 200 W/mºC) por metro quadrado, com diâmetro de ¼ de polegada. Calcular a resistência térmica total de 1 m 2 dessa parede. Dado: 1” = 2,54 cm (R T = 0,2876 ºC/W)

Aço Lã de Rocha Aço
Aço
Lã de Rocha
Aço

7º) Um equipamento condicionador de ar deve manter uma sala, de 15 m de comprimento, 6 m de largura e 3 m de altura a 22 ºC. As paredes da sala, de 25 cm de espessura, são feitas de tijolos com condutividade térmica de 0,14 kcal/h.m.ºC e a área das janelas podem ser consideradas desprezíveis. A face externa das paredes pode estar até a 40 ºC em um dia de verão. Desprezando a troca de calor pelo piso e pelo teto, que estão bem isolados, pede-se (em HP):

a) calcular a potência requerida pelo compressor para retirar o calor da sala; (Q =1,98 HP)

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b) considerando que nesta sala trabalhem 10 pessoas que utilizam 1 computador cada

(cada pessoa libera 200 W e cada computador 500 W), calcular a nova potência

requerida pelo compressor. (Q =11,4 HP) DADOS: 1 HP = 64O kcal/h 1 kW = 860 kcal/h

k T 2 Q  3 m  T Q 1 e
k
T
2
Q
3 m
T
Q
1
e

8º) As superfícies internas de um grande edifício são mantidas a 20 ºC, enquanto que a temperatura na superfície externa é -20 ºC. As paredes medem 25 cm de espessura, e foram construídas com tijolos de condutividade térmica de 0,6 kcal/h m ºC.

a) Calcular a perda de calor para cada metro quadrado de superfície por hora; (Q = 96

kcal/h)

b) Sabendo-se que a área total do edifício é 1000 m 2 e que o poder calorífico do carvão

é de 5.500 kcal/kg, determinar a quantidade de carvão a ser utilizada em um sistema de

aquecimento durante um período de 10 h. Supor o rendimento do sistema de aquecimento igual a 50%. (C = 349 kg)

k T 1 T 2 e
k
T 1
T 2
e

Q

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9º) Uma empresa vem controlando o seu consumo de energia desde 2001, por conta do racionamento imposto pelo governo à sociedade. Seu principal gasto é com energia, inclusive aquela desperdiçada no forno, cuja parede é constituída de uma camada de 0,20 m de tijolos refratários (k = 1,2 W/m o C) e outra de 0,10 m de tijolos isolantes (k = 0,8 W/m o C). Um grave problema é que, sendo a temperatura interna igual a 1700 o C, a parede mais externa chega a 100 o C, prejudicando a saúde do operador. Foi proposto o acréscimo de 2 cm à parede externa, de um determinado material isolante (k = 0,15 W/m o C) a fim de que a temperatura nessa face caia para 27 o C. Calcular:

a) a redução percentual de calor com a colocação do isolamento; (Redução = 28,24%)

b) o tempo de amortização do investimento, sabendo que:

Custo do isolante = 100 U$/m 2 Custo de energia = 2 U$/GJ

(Tempo = 374 dias)

10º) Calcular o fluxo de calor na parede composta de 1ft 2 de área: (Q = 30.960

Btu/h)

parede composta de 1ft 2 de área: ( Q = 30.960 Btu/h) onde, material a b

onde,

material

a

b

c

d

e

f

g

k (Btu/h.ft. o F)

100

40

10

60

30

40

20

DADO:1 ft = 12”

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11º) Seja uma parede composta que inclui um painel lateral em madeira dura com 8mm de espessura; travessas de suporte em madeira dura com dimensões de 40 mm por 130 mm, afastadas com 0,65 m de distância (centro a centro) e com espaço livre preenchido com isolamento térmico à base de fibra de vidro (revestida de papel, k=0,038 W/m.K); e uma camada de 12 mm de painéis em gesso (vermiculita). Qual é a resistência térmica associada a uma parede, que possui 2,5m de altura e 6,5 m de largura (logo, possuindo 10 travessas de suporte, cada uma com 2,5 m de altura)? (R = 0,18534 K/W)

2,5 m Q  0,65 m 8 mm 130 mm 40 mm 12 mm
2,5 m
Q
0,65 m
8 mm
130 mm
40 mm
12 mm

Painel de Gesso

k

m =0,094 W/m.K

k

t =0,16 W/m.K

k

isol =0,038 W/m.K

k

g =0,17 W/m.K

Lateral de Madeira

Travessas de Suporte

Isolamento Térmico

3.3 CONDUÇÃO DE CALOR EM PAREDES CILÍNDRICAS

3.3.1 UMA PAREDE CILÍNDRICA

 dT Q  k . A. onde A :  2.. R L .
 dT
Q  k . A.
onde A
:
 2..
R L
.
dR
 dT Q  k . A. onde A :  2.. R L . dR

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log

o

dT

Q



k

.2.

.

R L

.

.

dR

Q

dR

2.

. L

R



k dT

.

Q

Q

R

2

. L

(ln

R

2

ln

R

1

)



(

k T

2

T

1

)

 

Q

 

2.

.

k L T

.

(

1

T

2

)

 

ln

R

2

 

R

1

2.

2.

. L

R

1

ln

Q

R

2

R

1

dR

2.

. L

R

k T

(

1

T

2

)

T

2

 k dT

T

1

“Resistência térmica de uma parede cilíndrica”

Q

R

t

2.

.

k L T

.

(

1

T

2

)

ln

R

ln

2

R

1

R

2

R

1

2.

. k . L

ln

R

2

R

1

T

1

T

2

2.

. k . L

U 

R

Q

I

T

T

R eq

Q

1

2

3.3.2 - PAREDES CILÍNDRICAS EM SÉRIE

eq Q  1 2 3.3.2 - PAREDES CILÍNDRICAS EM SÉRIE FENÔMENOS DE TRANSPORTE II Prof

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Q

T

1

R

T

2

teq

Genericamente:

onde

:

R

teq

R

t

1

R

t

2

 

n

R

R

 
 

ln

R

teq

i 1

2.

. k . L

i

ln

R

1

R

0

2.

. k . L

1

ln

R

2

R

1

2.

. k

2

. L

onde n = n o de paredes cilíndricas (em série)

EXERCÍCIOS

1º) Um tubo metálico de 20m de comprimento, 5 cm de diâmetro interno e 1,5 cm de espessura é feito de um material de k=65 kcal/h.m. 0 C. O tubo é revestido com um isolante térmico de k=0.04 kcal/hm 0 C, e espessura de 10 cm. Sabendo-se que as temperaturas interna e externa são 250 0 C e 30 0 C, respectivamente, calcular:

a - o fluxo de calor. (Q =882 kcal/h)

b - a temperatura na superfície que separa o tubo do isolante. (T x = 249,9 ºC)

T 1 T 2 T x K 1 L K 2
T
1
T
2
T
x
K
1
L
K
2

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2º) Um tubo de parede grossa de aço inoxidável (1,8%Cr; 8%Ni, k = 19 W/m o C) com 2 cm de diâmetro interno e 4 cm de diâmetro externo é coberto com uma camada de 3 cm de isolamento de amianto (k= 0,2 W/m o C). Se a temperatura da parede interna do tubo é mantida a 600 o C e a superfície externa do isolamento a 100 o C, calcule a perda de calor por metro de comprimento, e a temperatura na interface aço inox/amianto (T x ) .

(Q = 680 W/m; Tx = 595,8 ºC)

T 1 T 2 T x = ? R 1 R 2 R 3 K
T
1
T
2
T x = ?
R
1
R
2
R
3
K
1

K 2

T 1 R K AÇO R K AMIANTO
T 1
R K AÇO
R K AMIANTO

3º) Uma fábrica de condutores elétricos produz fios de 3 mm de raio com resistência de 10,3 /m nos quais deve passar uma corrente de 4A. Deseja-se isolá-los térmica e eletricamente, usando um material plástico de condutividade 0,2 kcal/hm 0 C. Sabendo-se que o setor de engenharia fixou a temperatura de operação do fio em 65 0 C e supondo que a temperatura externa do isolante seja 25 0 C, determinar a espessura da capa isolante a ser utilizada. (e = 1,26 mm)

T 1 R 1 T 2 R 2 k
T
1
R
1
T
2
R
2
k

4º) Calcular a perda de calor e as temperaturas nas interfaces de uma tubulação de 1 metro de comprimento, diâmetro interno de 200 mm e diâmetro externo de 220 mm,

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de material com condutividade k = 50 W/m 0 C. Esta tubulação deverá ser isolada com 50

mm de espessura de um material com k 1 = 0,2 W/m 0 C e, também, com 80 mm de

espessura de material com k 2 = 0,1 W/m 0 C. Prever que a temperatura interna no tubo

= 296,7

será 327 ºC e a externa no isolamento será 47 ºC. Faça o desenho da figura. (Q

W; T X = 326,9 ºC; T Y = 238,5 ºC)

5º) Um tubo de aço (k=22 Btu/h.ft.ºF) de 1/2" de espessura e 10" de diâmetro externo é utilizado para conduzir ar aquecido. O tubo é isolado com 2 camadas de materiais isolantes: a primeira de isolante de alta temperatura (k=0,051 Btu/h.ft. ºF) com espessura de 1" e a segunda com isolante à base de magnésia (k=0,032 Btu/h.ft.ºF), também com espessura de 1". Sabendo que estando a temperatura da superfície interna do tubo a 1000 ºF a temperatura da superfície externa do segundo isolante fica em 32 ºF, pede-se :

a) Determine o fluxo de calor por unidade de comprimento do tubo; (Q

b) Determine a temperatura da interface entre os dois isolantes; (T 3 = 587,36 ºF)

c) Compare os fluxos de calor se houver uma troca de posicionamento dos dois isolantes.

= 724 Btu/h)

(Q = 697 Btu/h)

dos dois isolantes.  = 724 Btu/h)  ( Q = 697 Btu/h) T  1

T

1

T

2

1000

0

32

0

F

F

k  22 Btu / h ft . . 0 F 1 1 e 
k
22
Btu
/
h ft
.
.
0
F
1
1
e
"
1
2
t 2
 10"
K
 Btu
0,051
/
h ft
.
2
e
1"
2
k
0,032
Btu
/
h ft
.
.
3
L
 1
ft

0

.

0

F

F

4. “CONDUTIVIDADE TÉRMICA VARIÁVEL

k

a

 

bT

Q



k A

.

dT

.

Q

dx A

dx



kdT

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Q

A

Q

Q

Q

Q

e

0

e

A

e

A

e

A

e

A

T

2

dx



T

1

kdT

T

2



a

T

1

a dT

T

1

a

(

(

T

1

T

2

T

2

T

2

)

a

T

2

 



(

T

1

T

1

)

)

Q

A

bT

(

e

0)

dT


b

b

2

b

2

2

(

T

1

(

2

T 2

(

T T

1

2

T

2



T

2

T

1

(

a

T

1

2

)

)(

)

T

1

a

T

2

)



bT

(

T

1

)

dT

T

2

)

b

2

(

T

1

2

2 )

T

2

 k m Parede Plana  T  T 1 2 Q  e A
 k
m
Parede
Plana
T
T
1
2
Q
e
A
. k
m
Parede Cilíndrica  T  T 1 2 Q  R 2 ln R 1
Parede
Cilíndrica
T
 T
1
2
Q
R
2
ln
R
1
2.
.
k
.
L
m
EXERCÍCIOS

1º) Determinar a temperatura T 2 e a espessura do revestimento protetor (k=0,84 + 0,0006T W/m o C) de uma chaminé de concreto (k=1,1 W/m o C). A chaminé é cilíndrica (D e = 1300 mm, D i = 800 mm), transporta gases a 425 o C, e a temperatura máxima que o concreto pode suportar é 200 o C. (T 2 = 59,44 ºC; e = 0,2065 m)

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18

425 o C

T  200 o C T 2 = ? e=?  = D 3 
T  200 o C
T 2 = ?
e=?
 =
D 3
 = D 2
 = D 1

D 1 = 1300 mm D 2 = 800 mm

k c = 1,1 W/m o C k R = 0,84 + 0,0006 T (W/m o C)

R 1 = 650 mm R 2 = 400 mm

Q = 2 kW/m = 2000 W/m

425 o C R R 200 o C R C T 2 =?
425 o C
R R
200 o C
R C
T 2 =?

2º) Um tubo (D i = 160 mm e D e = 170 mm) é isolado com 100 mm de um material com k = 0,062 + 0,0002 T (W/m o C). Sabendo-se que as temperaturas na face externa do tubo e na face externa do isolamento são, respectivamente, 300 o C e 50 o C, determine a

potência dissipada por metro de tubo. (Q

= 196 W)

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19

Q

50 o C

300 o C R 1 R 2 R 3
300 o C
R 1
R 2
R 3

D 1 = 160 mm D 2 = 170 mm

R 1 = 80 mm R 2 = 85 mm R 3 = 85 + 100 =185 mm

5. “CONVECÇÃO”

Combina condução com movimentação de massa e é característica de meios fluidos. Quando um fluido entra em contato com uma superfície sólida aquecida, recebe calor por condução, a densidade de suas partículas diminui fazendo-as subir, cedendo lugar às mais frias.

CONVECÇÃO - Natural ou Livre (espontaneamente) - Forçada (se usarmos um agente mecânico)

“RESISTÊNCIA TÉRMICA”

 1  Q  h A T . .    T Q
1
Q
h A T
.
.
  
T
Q
 . A
h
U
I
R
Lei de Ohm
U
=
R

R t

1

h . A

5.1 EFEITOS COMBINADOS DE CONDUÇÃO E CONVECÇÃO

5.1.1 UMA PAREDE PLANA

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20

Q h 1 h 2 = T R teq  Q onde R teq =
Q
h 1
h 2
=
T
R teq
Q onde
R teq = R tf1 + R tp + R tf2
T 1
T 2
1
+
e
+
1
R teq =
T p2 T 2
h 1. A
k.A
h 2. A
T
p1 T 1
A
= c te
T 2  T 1

1

e

1

5.1.1.1 COEFICIENTE GLOBAL DE TRANSMISSÃO DE CALOR: U

1

=

1

+

e

+

1

É uma conveniência de notação.

U

h 1

k

h 2

logo: Q

=

A ( T 1

-

T 2 )

Q

=

A . U . ( T 1

-

T 2 )

 

1

U

5.1.2 PAREDES PLANAS EM SÉRIE

1

1

n

e 1

i

EXERCÍCIOS

1º) A parede de um reservatório tem 10 cm de espessura e condutividade térmica de 5 kcal/h m 0 C. A temperatura dentro do reservatório é 150 o C e o coeficiente de transmissão de calor na parede interna é 10 kcal/h m 2 o C. A temperatura ambiente é 20 o C e o

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21

coeficiente de transmissão de calor na parede externa é 8 kcal/h m 2 o C. Calcular o fluxo

de calor para 20 m 2 de área de troca. (Q

= 10.608 kcal/h)

A = 20 m 2 k = 5 kcal/h m 0 C T 1 =
A = 20 m 2
k = 5 kcal/h m 0 C
T 1 = 150 0 C
T 2 = 20 0 C
Água
Ar
Q
h 1 = 10 kcal/h m 2 0 C
h 2 = 8 kcal/ h m 2 0 C
10 cm

2º) A parede de uma fornalha é constituída de três camadas: 10 cm de tijolo refratário (k = 0,6 kcal/h m o C) 20 cm de amianto (k = 0,09 kcal/h m o C) e 5 cm de argamassa (k = 3 kcal/h m o C). A temperatura dentro da fornalha é de 1000 o C e o coeficiente de transmissão de calor na parede interna é 10 kcal/h m 2 o C. A temperatura ambiente é 30 o C e o coeficiente de transmissão de calor na parede externa é 2 kcal/h m 2 o C. Calcular o

= 9.682

fluxo de calor por unidade de tempo, sabendo-se que a área de troca é 30 m 2 . (Q kcal/h)

Refratário Argamassa Amianto T 1 = 1000 0 C T 2 = 30 0 C
Refratário
Argamassa
Amianto
T 1 = 1000 0 C
T 2 = 30 0 C
Q
e r
e am
e ar
h 1 =10 kcal/h m 2 0 C
h 2 = 2 kcal/h m 2 0 C

3º) Idem ao exercício anterior, considerando que o calor seja de 5.000 kcal/h, determinar a espessura da parede de amianto. (e = 45,3 cm)

4º) Uma parede de um forno é constituída de duas camadas: 0,20 m de tijolo

A

refratário (k = 1,2

kcal/h m o C)

e

0,13

m de tijolo isolante

(k = 0,15 kcal/h

m o C).

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22

temperatura dentro do forno é 1700 o C e o coeficiente de transmissão de calor na parede interna é 58 kcal/h m 2 o C. A temperatura ambiente é 27 o C e o coeficiente de transmissão de calor na parede externa é 10 kcal/h m 2 o C. Desprezando a resistência térmica das juntas de argamassa, estime:

a) O calor perdido por unidade de tempo e por m 2 de parede; (Q

= 1.454 kcal/h)

b) A temperatura na superfície interna; (Ti = 1.674,9 ºC)

c) A temperatura na superfície externa. (Te = 172,4 ºC)

T

T

k = 1,2 kcal/h m o C

k = 0,15 kcal/h m o C

i =? T e = ? T 1 2   e 1 = 0,2
i =?
T e = ?
T
1
2
e 1 = 0,2 m
e 2 =0,13 m
h 1 = 58 kcal/h m 2 o C
h 2 = 10 kcal/h m 2 o C

5º) Dois fluidos estão separados por uma placa de aço inoxidável, com 2 polegadas de espessura, área de 10 pé 2 e k = 45 Btu/h.pé. o F. As temperaturas dos fluidos e o coeficiente médio de transferência de calor são T F1 = 50 o F; T F2 = 0 o F; h 1 = 200 Btu/h.pé 2 . o F e h 2 = 150 Btu/h.pé 2 . o F. Determinar as temperaturas das superfícies e o fluxo de transferência de calor através da placa quando a radiação térmica nas

superfícies for desprezível. (Q

= 32.530 Btu/h; T 1 = 33,7 ºF; T 2 = 21,87 ºF)

h 1 T F1
h 1
T F1
2”

2”

2”
T 1 = 33,7 ºF; T 2 = 21,87 ºF) h 1 T F1 2” k
k h 2 T F2
k
h 2
T F2
T 1 T 2 T F1 R k R h1 R h2
T 1
T 2
T F1
R k
R h1
R h2

6º) No interior de uma estufa de alta temperatura os gases atingem 650 o C. A parede da estufa é de aço, tem 6 mm de espessura e fica em um espaço fechado onde há risco de incêndio, sendo necessário limitar uma temperatura da superfície em 38 o C. Para minimizar os custos de isolação, dois materiais serão usados: primeiro, isolante de alta temperatura (mais caro, com k = 0,0894 kcal/hm o C, aplicado sobre o aço de k =

FENÔMENOS DE TRANSPORTE II

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23

37,24 kcal/hm o C) e depois, magnésio (mais barato, com k = 0,0670 kcal/hm o C) externamente. A temperatura máxima suportada pelo magnésio é 300 o C. Pede-se:

a) Especificar a espessura de cada material isolante (em cm); (e m = 4,88 cm; e i = 8,67

cm)

b) Sabendo que o custo do isolante de alta temperatura, por cm de espessura colocado,

é 2 vezes o do magnésio, calcular a elevação percentual de custo se apenas o isolante

de alta temperatura fosse utilizado. (36,6%) Dados:

Temperatura ambiente = 20 o C h 1 = 490 kcal/hm 2 o C h
Temperatura ambiente = 20 o C
h 1 = 490 kcal/hm 2 o C
h 6 = 20 kcal/hm 2 o C
6 mm
ei
em
h1
T1 = 650 o C
T2
T3
T4 = 300 o C
T5 = 38 o C
K1
k2
k3

h6

T6 = 20 o C

7º) O inverno rigoroso na floresta deixou o lobo mau acamado. Enquanto isto, os três porquinhos se empenham em manter a temperatura do ar interior de suas respectivas casas em 25 ºC, contra uma temperatura do ar externo de -10 ºC, alimentando suas lareiras com carvão. Todas as três casas tinham a mesma área construída, com paredes laterais de 2 m x 6 m, e frente/fundos de 2 m x 2 m, sem janelas (por medida de segurança, obviamente). Sabe-se que cada quilograma de carvão queimado libera uma energia de cerca de 23 MJ. Considerando que os coeficientes de transferência de calor por convecção nos lados interno e externo das casas são iguais a 7 W/m 2. K e 40 W/m 2 .K, respectivamente, e desprezando a transferência de calor pelo piso e pelo teto que são bem isolados, pede-se:

i) Montar o circuito térmico equivalente para a transferência de calor que ocorre em regime permanente (estacionário) na casa do porquinho P1;

=

702 W)

ii) Calcular a taxa de perda de calor em Watts através das paredes dessa casa; (Q

iii) Calcular a temperatura da superfície interna das paredes, relativa ao circuito do item

(i); (Ti = 21,96 ºC)

iv) Calcular a perda diária de energia em MJ (megajoules) correspondente ao circuito do

item (i); (Q

v) Fazer um balanço de energia na casa e calcular o consumo diário de carvão,

necessário para manter a temperatura interior no nível mencionado. Para tanto, considere que o corpo de um porquinho ocioso em seu lar libera energia a uma taxa de 100 J/s; (C = 2,19 kg/dia)

= 59 MJ/dia)

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24

vi) Qual das casas irá consumir mais carvão? Por quê? Obs: não é necessário calcular, apenas observe a tabela dada.

Casa pertencente ao porquinho:

P1

P2

P3

Material

Palha

Madeira

Tijolos

Espessura das paredes

10 cm

4 cm

10 cm

Condutividade térmica (SI)

0,07

0,14

0,72

2 m 6 m 2 m
2
m
6 m
2 m

8º) Uma parede composta (2m X 2m) possui uma blindagem externa de aço (k A = 54 W/m ºC) e e A = 5 mm. Em certas horas do dia a parede externa de aço chega a 100

ºC. A alvenaria tem espessura de 0,3 m e é composta de dois materiais. O primeiro metro de altura é formado pelo material B (k B = 0,52 W/m ºC) e o segundo metro de material C

(k c = 0,98 W/m ºC). Uma vez que a transferência máxima de calor para a parede é 350

W, deve-se aplicar isolamento interno. O material escolhido foi a cortiça D ((k D = 0,048 W/m ºC). Determinar a espessura de cortiça a ser aplicada para que as especificações do projeto sejam atendidas. Dados para o ar ambiente: T ar = 20 ºC e h ar = 25 W/m 2 ºC. (e

= 22,78 mm)

Isolamento Térmico T e =100 o C C Ar T ar = 20 o C
Isolamento Térmico
T e =100 o C
C
Ar
T ar = 20 o C
A
Q  350W
D
h ar = 25 W/m 2 o C
B
0,005
0,3
e=?

“RESISTÊNCIA TÉRMICA DE CONTATO”

Sistema composto com contato térmico perfeito

Sistema composto com contato térmico imperfeito

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material

material

material

material





+*-/ Interface do sistema

Interface do sistema

 +*-/ Interface do sistema Interface do sistema distribuição de temperatura Circuito térmico R  R

distribuição de temperatura

Circuito térmico

R  R 
R 
R 
de temperatura Circuito térmico R  R  ∆ T distribuição de temperatura Circuito térmico R
de temperatura Circuito térmico R  R  ∆ T distribuição de temperatura Circuito térmico R

T

distribuição de temperatura

Circuito térmico

R  R TC
R 
R TC

R 

Q

Q

onde:

R TC =

1

h TC A

O coeficiente de contato térmico h TC depende do material, da aspereza da superfície, da pressão de contato e da temperatura. h TC para aço inox. (3 kW/m 2 0 C) h TC para cobre ( 150 kW/m 2 0 C)

Um meio prático de reduzir a resistência térmica de contato é inserir um material de boa condutividade térmica entre as duas superfícies. Existem graxas com alta condutividade, contendo silício, destinadas a este fim. Em certas aplicações podem ser usadas também folhas delgadas de metais moles.

EXERCÍCIO

1º) Duas barras de aço inoxidável 304, de 3 cm de diâmetro e 10 cm de comprimento, têm as superfícies retificadas e estão expostas ao ar com uma rugosidade superficial de aproximadamente 1µm. As superfícies são pressionadas uma contra a outra com uma pressão de 50 atm e é aplicada à combinação das duas barras uma diferença de temperatura de 100 o C. Calcule o fluxo de calor axial (Q = 5,52W) e a queda de temperatura através da superfície de contato (T = 4,13 ºC).

R k1 R Tc R k2
R k1
R Tc
R k2
de contato ( ∆ T = 4,13 ºC) . R k1 R Tc R k2 
de contato ( ∆ T = 4,13 ºC) . R k1 R Tc R k2 
de contato ( ∆ T = 4,13 ºC) . R k1 R Tc R k2 

Q

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26

Dados:

10 cm 10cm
10 cm
10cm

h c = 1893,94 W/m 2 o C (coeficiente de contato) k aço = 16,3 W/m o C

5.1.3 UMA PAREDE CILÍNDRICA
5.1.3 UMA PAREDE CILÍNDRICA

Comprimento da parede: L

T

Q

onde R

:

R

R

 

R

 
 

R

teq

teq

 

tf

1

tp

tf

2

 

ln

R

2

 

R

 

1

R

1

1

 

teq

h

1

.2

.

R L

1

.

 

2

. k . L

 

h

2

.2

.

R L

2

.

 

ln

R

2

 

1

 

R

1

 

1

5.1.4 PAREDES CILÍNDRICAS

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27

1

1

n

1

R

1

ln

EXERCÍCIOS

) Calcular a perda de calor, por metro linear, de um tubo com diâmetro nominal de 80 mm (diâmetro externo = 88,9 mm; diâmetro interno = 77,9 mm; k = 37 kcal/h m o C), coberto com isolação de amianto de 13 mm de espessura (k = 0,16 kcal/h m o C). O tubo transporta um fluido a 150 o C com coeficiente de transmissão de calor interno de 195 kcal/h m 2 o C, e está exposto a um meio ambiente a 27 o C, com coeficiente de

transmissão de calor médio, do lado externo, de 20 kcal/hm 2 o C. (Q

= 296 kcal/h)

R 2 R 1 R 3 x y z
R 2
R 1
R 3
x
y
z

T

T

T

T e = 27 o C

Q

T i =150 o C

2º)

Dados:

L= 300 m e 1 = 1,8 cm

k 2 h 2 R 1 R 2 Q  T 1 = 200 o
k
2
h
2
R 1
R
2
Q
T 1 = 200 o C
h 1
R 3
T x
k
1
T
y
T z

e 2 = 15 cm 1 = 20 cm k 1 = 50 kcal/h m 0 C

k 2 = 0,15 kcal/h m 0 C

h 1 =

h 2 = 8 kcal/h m 2 0 C

10 kcal/h m 2 0 C

Calcular:

a- calcular o fluxo de calor; (Q

= 48.900 kcal/h)

T 2 = 20 o C

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28

b- calcular a temperatura nas faces T x , T y , T z . (T X = 174 ºC; T Y = 173,9 ºC; T Z = 32 ºC)

3º) Um condutor de uma linha de transmissão de 5000A (= 1”, r = 3,28.10 -6 ), dissipa calor no ambiente a 35 0 C com h = 10 W/m 2 . 0 C. Determine a temperatura do condutor. (T = 138 ºC)

Q  t=? r = 3,28.10 -6  L = 1m
Q
t=?
r = 3,28.10 -6 
L = 1m


=1”= 0,0254 m

4º) Por um fio de aço inoxidável de 3 mm de diâmetro passa uma corrente elétrica de 20 A. A resistividade do aço pode ser tomada como 70 .m, e o comprimento do fio é 1m. O fio está imerso num fluido a 110 o C e o coeficiente de transferência de calor por convecção é 4 kW/m 2 o C. Calcule a temperatura do fio. (T = 215 ºC)

5º) Um submarino deve ser projetado para proporcionar uma temperatura agradável à tripulação, não inferior a 20 o C. O submarino pode ser idealizado como um cilindro de 10m de diâmetro e 70m de comprimento. A construção das paredes do submarino é do tipo sanduíche com uma camada externa de 19 mm de aço inoxidável (k = 14 kcal/hm o C), uma camada de 25 mm de fibra de vidro (k = 0,034 kcal/hm o C) e outra camada de 6 mm de alumínio no interior (k = 175 kcal/hm o C). O h i = 12 kcal/hm 2 o C, enquanto o h e = 70 kcal/hm 2 o C (parado) e h e = 600 kcal/hm 2 o C) (em velocidade máxima). Determinar a potência requerida em kW, da unidade de aquecimento, sabendo que a temperatura do mar varia entre 7 o C e 12 o C. Faça o desenho. (P = 40 kW)

6º) Uma tubulação de 20 cm de diâmetro interno, espessura de 1,8 cm e (k = 50 W/ m o C) que atravessa o galpão de uma fábrica de 300 m, transporta água quente a 200 o C (h = 10 W/ m 2 o C). Devido ao mau isolamento térmico, que consiste numa camada de 15 cm (k = 0,15 W/ m o C), durante os meses de junho e julho, quando a temperatura ambiente cai a 12 o C e o coeficiente de transferência de calor é igual a 8 W/m 2 ºC (período em que o problema se agrava por conta do inverno), há a necessidade de reaquecer a água quando chega ao seu destino, a partir de uma energia que custa R$ 0,10/kW h. Pede-se:

a) Calcular a taxa de calor; (Q

b) Se a camada de isolamento for aumentada para 25 cm, qual é o custo adicional

= 51.048 W)

justificável para comprar o isolamento? (Q

= 39.682 W; 1.637 R$/ano)

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29

5.1.5 PAREDES ESFÉRICAS h e T e T 2 R 1 h i T i
5.1.5 PAREDES ESFÉRICAS
h e T e
T 2
R 1
h i T i
R 2
k

CONDUÇÃO

T 1

 dT   1 1  Q  k A Q   
dT
1
1
Q

k A
Q 
 
(
)
k
dR
R
R
2
1
dT
2
Q k

(4.
.
R
)
k
(
T
T
)
1
2
Q
dR
R
T
2
2
1
 1
Q
dR
R
R
 k
.4.
dT
1
2
2
R
R
T
1
1
R
2
T
T
 2
1
2
Q
R
dR

k
.4.
(
T
T
)
Q
2
1
1
1
1
R
1
4.
k
.
R
R
R
2
1
2
 1
Q
R
k
.4.
(
T
T
)
R
1
2
1

CONVECÇÃO

1 R  h h A . 1 R  h 2 h .4. 
1
R
h
h A
.
1
R
h
2
h
.4.
.
R

(

T

1

T

2

)

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30

EXERCÍCIOS

1º) Um tambor metálico esférico de parede delgada é utilizado para armazenar

nitrogênio líquido a 77 K. O tambor tem um diâmetro de 0,5 m e é coberto com isolamento

refletivo composto de pó de sílica (k = 0,0017 W/m.K). A espessura do isolamento é de

25 mm e sua superfície externa encontra-se exposto ao ar ambiente a 300 K. O

coeficiente de convecção é dado por 20 W/m 2 .K. Qual é a transmissão de calor para o N 2

líquido?

(Q = 13,06 W)

respiro h ar T R ar 1 N 2 R 2 k Q . T
respiro
h
ar
T
R
ar
1
N
2
R
2
k
Q
.
T
R h
R K
ar
T N2

2º) Calcular a taxa de evaporação do N 2, no exercício anterior.

Dados p/ N 2 : Calor latente de vaporização = h fg = 2.10 5 J/kg

massa específica = d N2 = 804 kg/m 3

(m = 5,64 kg/dia ou V = 7 l/dia)

3)º Um tanque de aço (k = 40 kcal/h.m.ºC), de formato esférico e raio interno de 0,5 m e espessura de 5 mm, é isolado com 1½" de lã de rocha (k = 0,04 kcal/h.m.ºC). A temperatura da face interna do tanque é 220 ºC e a da face externa do isolante é 30 ºC. Após alguns anos de utilização, a lã de rocha foi substituída por outro isolante, também de 1½" de espessura, tendo sido notado então um aumento de 10% no calor perdido para o ambiente (mantiveram-se as demais condições). Determinar:

a) fluxo de calor pelo tanque isolado com lã de rocha; (Q

= 687 kcal/h)

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31

b) o coeficiente de condutividade térmica do novo isolante, desprezando a resistência

térmica do aço; (k = 0,044 kcal/h.m.ºC)

c) qual deveria ser a espessura (em polegadas) do novo isolante para que se tenha o

mesmo fluxo de calor que era trocado com a lã de rocha. (e = 1,66”)

R 2 R K 1 1 T 1 T 3 K 2 T 2 R
R
2
R
K
1
1
T
1
T 3
K
2
T
2
R
3
Aço
Lã de Rocha
Novo Isolante
0
k
 40
kcal h m C
/
.
.
1
0
k
2  0,04
kcal h m C
/
.
1
e  1
"
2
R
 0,5
m
1
1
e  1
"
e
5
mm
0,005
m
2
Q
'  110%
Q

4º) Um tanque de armazenamento possui uma seção cilíndrica, com comprimento e diâmetro interno de L = 2 m e D i = 1 m, respectivamente, e duas seções esféricas nas extremidades. O tanque é fabricado em vidro (Pyrex) com 20 mm de espessura e encontra-se exposto ao ar ambiente a temperatura de 300 K e coeficiente de transferência de calor por convecção de 10 W/m 2 K. O tanque é usado para armazenar óleo aquecido, que mantém a sua superfície interna a uma temperatura de 400 K. Determine a potência elétrica que deve ser fornecida a um aquecedor submerso no óleo de modo a manter as condições especificadas. A condutividade térmica do Pyrex pode ser suposta igual a 1,4 W/m . K. (P = 8.657 W)

pode ser suposta igual a 1,4 W/m . K. (P = 8.657 W) r 1 m
r
r
1 m
1
m

2 m

2 m

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5º) O tanque da carreta mostrada na figura abaixo possui uma seção cilíndrica, com comprimento e diâmetro interno de L = 8m e D i = 2m, respectivamente, e duas seções esféricas nas extremidades. O tanque é usado para transportar oxigênio líquido e mantém a sua superfície interna a uma temperatura de 180 ºC. Procura-se um isolamento térmico, cuja espessura não deve ultrapassar 15 cm, que reduza a taxa de transferência de calor a não mais que 900 kcal/h. Observe que o tanque encontra-se exposto ao ar ambiente a uma temperatura que varia entre 12 ºC (no inverno) e 40 ºC (no verão). (k = 0,008976 kcal/h.m.ºC)

inverno) e 40 ºC (no verão). (k = 0,008976 kcal/h.m.ºC) Fonte: http://www.airliquide.com.br/secao_entr_gas.html

6. “RAIO CRÍTICO”

O aumento da espessura de uma parede plana sempre reduz o fluxo de transferência de calor através da parede. Como é natural, uma redução no fluxo de transferência de calor realiza-se, com maior facilidade, mediante o uso de um material isolante de baixa condutividade térmica. Por outro lado, um aumento na espessura da parede, ou a adição de material isolante, nem sempre provoca uma diminuição no fluxo de transferência de calor, quando a geometria do sistema tem uma área de seção reta não constante.

Exemplo: Cilindro oco T f R 1 T 1 R 2 h
Exemplo: Cilindro oco
T f
R 1
T 1
R 2
h

Q

=

T 1

-

T f

 

ln R 2 /R 1 2 k L

+

1

 

h 2 R 2 L

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Se mantivermos T 1 , T f e h constantes o que acontecerá se aumentarmos o raio externo R 2 ?

Um aumento de R 2 provoca R k e R h ; portanto a adição de material pode ou o fluxo de calor, dependendo da variação da R total = R k + R h

R c =

k

Raio

Crítico:

raio

externo

do

tubo

isolado

que

h

corresponde a mínima resistência térmica total.

 

Se R 2 R c

A adição de material (isolante) transferência de calor.

diminuirá

o

fluxo

de

Se R 2 R c

A adição de material (isolante)

aumentará

o

fluxo

de

transferência de calor, até

que

R 2

=

R c

depois do que, o

aumento de R 2 provocará Q .

 

Esse princípio é largamente utilizado na engenharia elétrica, onde material isolante é fornecido para fios e cabos condutores de corrente, não para reduzir a perda de calor, mas para aumentá-la. Isso é importante, também, na refrigeração, onde o fluxo de calor para o refrigerante frio deve ser conservado num mínimo. Em muitas dessas instalações, onde tubos de pequeno diâmetro são usados, um isolamento na superfície externa aumentaria o calor transmitido por unidade de tempo.

EXERCÍCIOS

1º) Um cabo elétrico de 15 mm de diâmetro deve ser isolado com borracha (k = 0,134 kcal/h m o C). O cabo estará ao ar livre (h = 7,32 kcal/h m 2 o C) a 20 o C. Investigue o efeito da espessura do isolamento na dissipação de calor, admitindo uma temperatura da superfície do cabo de 65 o C.

T 1 =65 o C

da superfície do cabo de 65 o C. T 1 =65 o C T 2 =

T 2 = 20 o C

2º) Deseja-se manter a temperatura de 60 0 C em um condutor elétrico de cobre R = 0,005 /m de 2mm de diâmetro. Determinar a corrente máxima em 1 m de fio:

- Para o condutor nu. (I = 22,4 A)

- Para o condutor isolado com 1 mm de um material com k = 0,15 W/m 0 C. (I

= 30,33 A) Dados: Ar ambiente a 20 0 C com h=10W/m 2 0 C

-Condutor nu:

-Condutor isolado:

T R h T ar R k T (60 0 C)
T
R h
T ar
R k
T (60 0 C)

R h

T ar(20 0 C)

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MACKENZIE – Escola de Engenharia página 34 1mm 2mm R c R T 16 8,6 R
1mm 2mm R c
1mm
2mm
R c
R T 16 8,6 R 1mm 2 mm 15 mm