Você está na página 1de 19

Uma avaliação do custo de substituição da Hidreletricidade na Matriz Energética Brasileira

Eixo temático

Políticas públicas e meio ambiente. Eficácia, efetividade e compatibilização das políticas.

Autor: Carlos Augusto Arentz Pereira Eng. Químico UFRJ, eng. processamento Petrobras, mestre eng. produção UFSC, doutorando em Políticas Públicas do IE/UFRJ Coautores: Elisa Castilhos Silva, eng. química UFRGS, graduada relações internacionais UFRJ e eng. processamento Petrobras Paulo Tarso Fournier de Araújo, eng. eletrotécnico UFRJ, MBA Economia de Energia COPPE/UFRJ e eng. equipamentos Petrobras

Resumo Este estudo avalia a diferença entre a geração de energia elétrica prevista em 1986 pelo Governo Brasileiro, baseada em hidreletricidade, e a geração efetiva por meio de outras fontes, utilizada no período 1987-2010. Foi calculada a diferença de custos financeiros e de parte das externalidades devido ao desvio de planejamento e avaliados seus impactos bem como o potencial de utilização desta análise.

Abstract This study evaluates the difference between power generation planned in 1986 by Brazilian Government, based in hydroelectricity, and effective power generated from other sources, between 1987-2010. Differential financial and partial externalities costs, due to planning diversion, were calculated, their impact assessed and potential utilization of this kind of analysis.

Palavras-chave: Hidrelétrica, termelétrica, externalidades, meio ambiente, custos.

Keywords: Hydropower, thermopower, externalities, environment, costs.

O objetivo desse trabalho é avaliar o impacto da decisão brasileira de investir, diversamente do planejamento original de expansão do sistema elétrico, em usinas eólicas e termoelétricas com uso de combustíveis fósseis, em especial, a gás natural ao invés de hidrelétricas. Pretende-se calcular a diferença de custo desta opção sobre o suprimento de energia elétrica ao País. O Brasil possui significativo potencial hidrelétrico (CEPEL, 2007), do qual se vale desde o século XIX, sendo um dos países da América Latina que o melhor tem aproveitado (Rubio and Tafunell, 2013). O planejamento efetuado em 1986 pelo Governo brasileiro por meio da Eletrobrás, que ficou conhecido como PLANO 2010 (ELETROBRÁS, 1987) previa a continuidade e expansão da exploração destes recursos energéticos, considerando a hidreletricidade ainda como a principal fonte de suprimento. Contudo, este plano não foi seguido devido à conjuntura econômica e mudanças na participação da sociedade quanto a estas decisões. O aspecto de investimentos foi analisado pela Comissão do Senado Federal que investigou a crise de abastecimento de energia elétrica, que ocorreu no País entre 2000 e 2002. Segundo o relatório desta comissão, fatores ligados à crise da dívida externa e dificuldades no balanço de pagamentos nacional, levaram à falta de recursos financeiros que interrompeu os investimentos governamentais no setor:

“Os investimentos majoritariamente públicos, que, no período de 1980 a 1989, eram sempre superiores a US$ 10 bilhões por ano, tendo chegado a US$ 15,1 bilhões e US$ 15,4 bilhões em 1982 e 1987, respectivamente, caíram para uma média de US$ 6,5 bilhões por ano entre 1990 e 1999, tendo descido a US$ 4,3 bilhões e US$ 4,7 bilhões em 1995 e 1996, respectivamente.”. 1

Adicionalmente, os grandes projetos hidrelétricos implantados durante o período anterior à crise de energia, provocaram mudanças significativas na aceitação de obras de tal vulto pela sociedade. Avaliações dos impactos ambientais e sociais de projetos como da Usina Hidrelétrica Itaipu (Fundação IPARDES, 1981) e outros similares ainda que de porte menor, (BERMANN, 2007; SOUSA, 2000; PINHEIRO, 2007 e CESARETTI, 2010) provocaram uma revisão de conceitos por parte da sociedade e grande resistência à aceitação deste tipo de empreendimento. Apesar de vigorar no País um sistema de licenciamento

1 Senado Federal. A Crise de Abastecimento de Energia Elétrica, Relatório. Brasília: Senado Federal, 2002.

que se considera conter exigências condizentes para a mitigação do impacto deste tipo de investimento (EPE, 2010), as dificuldades de implementação destes projetos não podem ser atribuídas exclusivamente à introdução deste Licenciamento Ambiental Prévio (FACURI, 2007 e PEREIRA, 2011). O fato é que se implantou no País, um clima desfavorável ao licenciamento de usinas hidrelétricas. O exemplo mais recente é a Usina Hidrelétrica Belo Monte, projeto o qual o Governo veio tentando iniciar desde 1975 (GALLINARO, 2011). As propostas de hidrelétricas na região Norte, onde reside o maior potencial hidráulico remanescente com uso de reservatórios, tem sido o foco das maiores preocupações devido aos possíveis impactos socioambientais, e exaustivamente estudados (MANYARI, 2007; JUNK e MELLO, 1990; MIELNIK e NEVES, 1988 e MAGALHÃES FILHO et al., 2012). Assim, devido a esta série de fatores, as premissas da expansão de capacidade de energia do PLANO 2010 não foram seguidas e no período de 1987 até hoje, uma parte da energia que originalmente se previa ser oriunda da hidreletricidade, foi gerada a partir de usinas termelétricas e eólicas. Considerando as diferenças de custos totais diretos de geração conforme a fonte, possivelmente esta opção foi mais onerosa à sociedade. Este custo adicional pode ser interpretado como o ônus da opção por formas de energias cuja instalação demandasse menos recursos financeiros no curto prazo e menores impactos imediatos ao meio ambiente. Entenda-se, neste caso específico, a redução de impacto como a abstenção do alagamento da área das represas hidrelétricas. Assim, nesse trabalho, serão pesquisadas as premissas utilizadas para a concepção da matriz elétrica brasileira atual e, se houve, qual foi o desvio do projetado em relação ao realizado. Com isso, pretende-se levantar o custo da decisão de alteração do perfil de fontes de geração.

METODOLOGIA

A metodologia utilizada no desenvolvimento desse trabalho foi quantitativa, de uma investigação de caráter exploratório-descritivo. Buscou-se abordar o tema em voga por meio da técnica de análise interpretativa de dados e de conteúdo obtido em livros, artigos e relatórios do governo. O interesse na

utilização dessa metodologia foi buscar as percepções e entendimento sobre a natureza da decisão de investir em fontes energéticas de menor impacto imediato ao meio ambiente no Brasil, para, então, embasar as interpretações elaboradas diante de dados quantitativos obtidos em relatórios do governo brasileiro. Primeiramente, foram analisadas as projeções de disponibilização de energia elétrica conforme o PLANO 2010 e comparadas ao consumo e a geração elétrica efetivamente ocorrida no período 1987-2010. Desta comparação foi calculada qual parcela da energia gerada seria oriunda de qual fonte no plano original. Sobre estas quantidades de energia foi calculada a diferença de custos entre a geração planejada e ocorrida. O PLANO 2010 previa um crescimento da capacidade de geração de energia elétrica focado em três fontes primárias de energia – hidráulica, carvão mineral e nuclear. Inferia um crescimento médio de capacidade instalada da ordem de 4,4 GW/ano entre 1987 e 2010, chegando a 160 GW em 2010, sendo que a maior parcela permanecia em geração hidrelétrica, que ao longo de todo período respondia no mínimo por 89% do total. A capacidade realmente instalada em final de 2010 foi 30% menor que a prevista e se situou em 112 GW e a participação da hidreletricidade cresceu até 1996, quando atingiu o máximo de 87%. Depois desta data esta participação somente recuou, chegando a 74% em 2010, cedendo espaço basicamente para a geração térmica, que corresponde atualmente a cerca de 27% do total.

200 OUTROS previsto 180 CARVÃO previsto NUCLEAR previsto 160 HIDRO previsto NUCLEAR 140 EÓLICA 120 TERMO
200
OUTROS previsto
180
CARVÃO previsto
NUCLEAR previsto
160
HIDRO previsto
NUCLEAR
140
EÓLICA
120
TERMO
HIDRO
100
TERMO compreende:
Gás Natural
Carvão
80
Óleo Diesel
Óleo combustível
60
40
20
0
Potência (GW)

Gráfico 1 - Comparação da Capacidade Instalada Prevista no PLANO 2010 e Ocorrida por Fonte

O PLANO 2010 previa uma taxa de crescimento do PIB brasileiro próxima à média verificada no período, porém esta última apresentou variações significativas ano a ano. As questões de dívida externa e balanço de pagamentos, com seus reflexos no andamento da economia nacional podem explicar esta trajetória tortuosa, diversa das premissas.

2.500 2.000 y = 56,444x + 240 R² = 0,9058 Ocorrido 1.500 Previsto y = 50,664x
2.500
2.000
y = 56,444x + 240
R² = 0,9058
Ocorrido
1.500
Previsto
y = 50,664x + 240
R² = 0,6492
1.000
500
0
PIB (bilhões de dólares correntes)

Gráfico 2 - Comparação do PIB Previsto no PLANO 2010 e Ocorrido

Como consequência da variação mais errática da economia nacional, o acréscimo de consumo de energia elétrica foi 18% menor em média do que aquele considerado no Plano.

90 Previsto 80 Ocorrido 70 y = 2,1x + 21 R² = 0,9693 60 50 y
90
Previsto
80
Ocorrido
70
y = 2,1x + 21
R² = 0,9693
60
50
y = 1,1376x
+ 21
R² = 0,9521
40
30
20
1986
1987
1988
1989
1990 1991 1992 1993
1994 1995
1996
1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012
Consumo de Energia Elétrica (GW médios)

Gráfico 3 - Comparação do Consumo Previsto no PLANO 2010 e Ocorrido

Este consumo menor contribuiu para que a capacidade efetivamente instalada pudesse ser menor que a previsão do PLANO 2010 sem comprometer o

atendimento da demanda, à exceção do período do racionamento de 2000 a 2002. Esta crise de abastecimento foi resultado mais dos descompassos nos investimentos e mudanças de modelo regulatório do que consequência de ausência de planejamento (BIELSCHOWSKY, 2002). Assim, podemos confrontar os dados de consumo com a energia disponibilizada prevista (basicamente hidrelétrica) e a efetiva e constatar que a capacidade de geração prevista atenderia com folga a demanda de eletricidade que ocorreu no período. A disponibilidade de energia foi calculada utilizando a capacidade instalada prevista ou ocorrida, multiplicada pela garantia física, que pode ser definida como a energia assegurada do sistema, dependente da fonte de suprimento (BRASIL, 2004). Tabela 1 - Garantias Físicas Médias por Fonte

Tipo de Usina

Unidades

Garantia física

Eólica

305

42,94%

Hidrelétrica

188

53,41%

Termelétrica

124

57,45%

Termonuclear

2

84,45%

Total e média

619

49,16%

OBS: Valores médios de garantias físicas das usinas típicas existentes, retirados do Banco de Informações de
OBS: Valores médios de garantias físicas das usinas típicas existentes, retirados do
Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL.
100
90
80
70
Energia Disponível Prevista (GW)
60
Energia Disponível Efetiva (GW)
Consumo (GW médios)
50
40
30
20
10
0

Gráfico 4 - Comparação Energia Disponível Prevista PLANO 2010, Efetiva e Consumo Ocorrido.

Foi comparada, em seguida, a energia que seria disponibilizada de acordo com o PLANO 2010 e a geração ocorrida por fonte no mesmo período, pelos dados do Balanço Energético Nacional 2012, excluídos dos conjuntos de dados, as informações relativas aos sistemas isolados (GTON, 2000-2013). Nesta

comparação foi verificada a equivalência de geração prevista e ocorrida de fontes específicas, como no caso de carvão e nuclear, averiguando-se que as previsões de geração do Plano superavam as disponibilidades ocorridas e que, portanto, qualquer disponibilização de energia destas fontes foi devidamente utilizada.

100 100,0 NUCLEAR Previsto 90 90,0 CARVÃO Previsto Plano Original OUTROS Previsto 80 80,0 HIDRO Previsto
100
100,0
NUCLEAR Previsto
90
90,0
CARVÃO Previsto
Plano Original
OUTROS Previsto
80
80,0
HIDRO Previsto
ÓLEO COMBUSTÍVEL
70
70,0
ÓLEO DIESEL
Suprimentos Hidráulicos no Plano Original
EÓLICA
60
60,0
GÁS NATURAL
Conforme Plano Original
NUCLEAR
50
50,0
CARVÃO
40
HIDRÁULICA
40,0
30
30,0
20
20,0
10
10,0
0
0,0
1986
1987
1988
1989
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
Energia disponível e geração (GW)

Gráfico 5 - Energia Disponível Prevista pelo PLANO 2010 e Geração Ocorrida por Fonte

Constata-se que somente uma faixa de consumo foi atendida de forma diversa das projeções do plano, correspondendo exatamente às gerações termelétrica e eólica, que originalmente seriam supridas por hidreletricidade. Podemos explicitar a energia prevista no PLANO 2010 como hidrelétrica, e efetivamente gerada por fontes substitutas, ao longo do período de abrangência do Plano.

Tabela 2 - Balanço de Energia substituída 1987-2010

Fonte

TWh

Gás Natural

136,9

Eólica

6,1

Óleo Combustível

14,6

Óleo Diesel

15,2

Total Gerado

172,8

Hidrelétrica substituída

172,8

4,0 Pico de Consumo 3,4 GW 3,5 ÓLEO COMBUSTÍVEL 3,0 ÓLEO DIESEL 2,5 EÓLICA 2,0 GÁS
4,0
Pico de Consumo
3,4 GW
3,5
ÓLEO COMBUSTÍVEL
3,0
ÓLEO DIESEL
2,5
EÓLICA
2,0
GÁS NATURAL
1,5
1,0
0,5
0,0
1986
1987
1988
1989
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
Suprimentos hidráulicos no Plano Original (GW médios)

Gráfico 6 - Energia suprida originalmente por hidreletricidade pelo PLANO 2010

Assim, se pode calcular o custo da energia substituída e compará-lo com os custos das fontes substitutas, todos trazidos a valor presente. Estes custos poderiam ser estimados estabelecendo fluxos de caixa coerentes com a especificidade de cada fonte de suprimento e usina efetivamente implantada, conforme as projeções utilizadas como premissas no momento de cada projeto. Este levantamento requereria uso de dados confidenciais e possivelmente não acessíveis. Portanto, como se tem a intenção de obter o diferencial de custo atualizado entre as fontes de suprimento energético efetivamente utilizadas e a planejada, ou seja, o custo do desvio de planejamento, por simplificação e maior reprodutibilidade dos resultados deste estudo, optou-se calcular este custo como se todos os empreendimentos fossem novos, utilizando estimativas recentes de competitividade entre estas fontes de energia. O Custo Médio de Geração utilizado inclui o valor que remunera o capital investido, custos de operação e manutenção e demais custos envolvidos (encargos, obras civis, serviços de engenharia etc.), de acordo com uma dada expectativa de retorno deste capital, medida por uma taxa interna de retorno. Esta metodologia é padronizada (IEA,2010) e apura o chamado custo nivelado de eletricidade (levelised cost of electricity – LCOE), parâmetro que permite a comparação dos custos unitários de diferentes tecnologias e fontes energéticas de

geração elétrica considerando a vida útil de cada tipo de usina. Adicionalmente, foram coletados dados obtidos por metodologia similar de autores de origens e objetivos diversos. Os custos por fonte, listados na Tabela 3, são oriundos de trabalhos acadêmicos e consultorias que discutem as formas de aplicação da política pública de expansão do sistema elétrico nacional. Alertamos que em dois casos nos quais não havia valoração do óleo diesel e óleo combustível, repetiu-se o custo do gás natural, usualmente mais barato e também combustível fóssil, assegurando assim a obtenção de resultados conservadores. Destaca-se, em especial, um relatório de uma ONG (WWF-Brasil, 2012) do qual foram extraídos os custos mínimos e máximos para sensibilidade. Observe-se que nenhuma das fontes de dados utilizadas considera a inclusão dos custos de externalidades, definidas como os impactos sobre terceiros em decorrência das atividades de geração de energia elétrica a partir das fontes listadas. Até este ponto, tanto danos ambientais ou sociais (externalidades negativas) como benefícios (externalidades positivas) estão excluídos desta análise. Trata-se, portanto, do cálculo do diferencial de custo financeiro entre as opções energéticas. Seria necessário incluir as externalidades das opções de geração elétrica consideradas para obter um valor que reflita de forma mais consistente o balanço custo-benefício das opções energéticas. Já existem métodos que contemplam estes aspectos (ELETROBRÁS, 2000), mas esta análise é muito complexa, uma vez que em particular no caso da hidreletricidade, a quantidade de itens a ser considerada é muito grande e a valoração destes efeitos varia com a percepção dos indivíduos afetados antes e depois da instalação das usinas. Além disso, a maioria dos casos carece de uma avaliação econômica da área destinada ao reservatório previamente ao alagamento no que tange aos recursos vegetais, animais, minerais, culturais, históricos entre tantos (YOUNG, 2011). Destaque-se que a intensificação da geração termelétrica no suprimento de eletricidade do Brasil, que já apresenta efeitos significativos. O fator de emissão de dióxido de carbono por energia gerada do SIN aumentou quase 5 vezes entre 2011 e 2012, passando de 0,1056 para 0,5176 t CO 2 /MWh (PORTO E

CORREIA, 2013). A relevância atual e a maior facilidade de acesso a dados relativos a este aspecto induzem a uma tentativa de contemplar as externalidades ambientais, pela inclusão das emissões de gases de efeito estufa (GEE) das opções energéticas consideradas.

RESULTADOS

Com os custos médios de geração multiplicados pela energia, se obtém o

custo da substituição da hidroeletricidade. Tabela 3 – Cálculo do Custo de Substituição da Hidreletricidade

 

Abbud e

Pires e

Unidade

Itens

Hashimura

, 2012

Tancredi,

2010

Abbud,

2012

Holtz,

2011

Cesaretti,

2010

Rego,

2012

Castro et

al., 2012

WWF,2012

(mín).

WWF,2012

(máx).

Custo médio

de geração

 

Eólica terrestre

95,80

270,00

99,58

139,00

197,95

132,00

148,00

89,00

119,00

(R$/MWh)

Gás natural ciclo combinado

161,69

210,00

353,76

133,00

140,60

187,50

143,00

173,58

173,58

Óleo combustível

196,21

643,00

672,33

138,00

491,61

623,70

(1) 143,00

(1) 173,58

(1) 173,58

Óleo Diesel

224,10

772,00

796,86

138,00

491,61

623,70

(1) 143,00

(1) 173,58

(1) 173,58

Hidrelétrica

58,52

75,00

84,58

88,00

118,40

135,30

77,97

60,63

101,35

 

Eólica terrestre

585

1.647

608

848

1.208

805

903

543

726

   

Gás natural ciclo combinado

22.129

28.741

48.416

18.203

19.243

25.662

19.571

23.757

23.757

Custos da energia

Óleo combustível

2.868

9.397

9.826

2.017

7.185

9.115

2.090

2.537

2.537

(R$ milhão)

Óleo Diesel

3.408

11.740

12.118

2.099

7.476

9.485

2.175

2.640

2.640

Custo total substitutos

28.989

51.526

70.969

23.166

35.112

45.068

24.739

29.476

29.659

Hidrelétrica

10.111

12.959

14.614

15.205

20.458

23.378

13.472

10.476

17.512

Custo adicional da

 

substituição

18.878

38.567

56.354

7.961

14.654

21.689

11.267

19.000

12.147

 

= Subsitutos - Hidrelétrica

 

´(1)

Na ausência de dados específicos para óleos diesel e combustível, repetidos o custo de gás natural

     

Nesta visão, sem externalidades, para todos os dados de custos utilizados, constata-se um efetivo custo adicional positivo pela geração ocorrida ter sido diversa do PLANO 2010. Este valor varia entre 8 a 56 bilhões de reais, podendo ser calculada uma média de R$ 22 bilhões e uma mediana (centro do conjunto de dados) de R$ 19 bilhões. Como já citado, este é somente o custo financeiro da opção. Pode ser incluída uma parcela de externalidade, adicionando as emissões diferenciais da substituição de fonte de energia. São utilizados dados obtidos de avaliações de ciclo de vida das emissões de GEE de tecnologias de geração de eletricidade coletados de uma revisão de literatura (IPCC, 2011). Os dados da Tabela 4 representam um resumo da distribuição dos valores coletados na revisão de literatura. Assim, por exemplo, o valor 12 em eólica significa que os 50% menores valores levantados apresentam uma média daquele valor. Mínimo e máximo são os pontos únicos extremos coletados.

Tabela 4 – Emissões de GEE por fonte de geração de eletricidade

CO2eq g/kWh

Hidrelétrica

Eólica

Gás Natural

Óleos

Mínimo

0

2

290

510

25%

3

8

422

722

50%

4

12

463

840

75%

7

20

548

907

Máximo

43

81

930

1170

OBS: Extraído da Tabela A.II.4 de IPCC, 2011

Multiplicando-se estes dados, mais uma vez, pela energia substituída, se obtém as emissões por fonte no período 1987-2010. Tabela 5 – Balanço de Emissões Totais de GEE da Substituição

Emissões gases de

Diferença Emissões

efeito estufa em t CO2 equivalente

Hidrelétrica

Eólica

Gás Natural

Óleos

Emissões Totais

dos Substitutos

Substitutos -

Hidrelétrica

Mínimo

-

12.203

39.690.107

15.209.586

54.911.896

54.911.896

25%

518.361

48.814

57.755.949

21.532.002

79.336.765

78.818.404

50%

691.148

73.221

63.367.309

25.051.083

88.491.612

87.800.465

75%

1.209.508

122.035

75.000.616

27.049.205

102.171.855

100.962.347

Máximo

7.429.836

494.240

127.282.067

34.892.580

162.668.887

155.239.051

Utilizando um preço de mercado de carbono, podemos estimar o custo de aquisição de créditos de carbono necessário à sua compensação destas emissões. Considerando dados atuais do mercado europeu de carbono, extraídos do site da EEX 2 em 13/05/2013, obtém-se preços da ordem de 3 €/t CO 2 ou cerca de R$ 7,80/t CO 2 . Valores máximos para estes créditos neste mercado ocorreram em 2011, chegando a aproximadamente 12 €/t CO 2 ou R$ 31/t CO 2 . Estes preços e as emissões calculadas permitem estimar um custo adicional da externalidade ambiental de emissões de GEE pela substituição da hidreletricidade, que varia entre 800 milhões a 2,7 bilhões de reais, considerando a faixa de 75% dos dados coletados. Este total também onera a opção de substituição da hidrelétrica e se somaria ao diferencial de custo financeiro já calculado, totalizando um valor entre 20 a 25 bilhões de reais. Este montante pode ser interpretado como custo adicional absorvido pela sociedade devido à opção de utilizar recursos energéticos de menor impacto imediato ao meio ambiente, ou seja, evitar as externalidades da energia hidrelétrica. Podemos explicitar estas extrenalidades, por exemplo, pela área não

2 http://www.eex.com/en/Market Data/Trading Data/Emission Rights/EU Emission Allowances C Spot

alagada do reservatório da uma hidrelétrica que pudesse suprir a mesma quantidade de energia gerada a partir de outras fontes no período. No Gráfico 6, foi marcado o Pico de Consumo das gerações substitutas em 2010, da ordem de 3,4 GW. Considerando novamente a Garantia Física de uma hidrelétrica típica em 53,41%, estima-se que caso uma usina de 6,4 GW ou 6.400 MW de capacidade tivesse sido instalada até o final de 1998, nenhuma das energias substitutas seria necessária até 2010. Pode se especular qual seria a área alagada de tal empreendimento e evitada pela utilização das fontes substitutas. Uma usina deste porte equivaleria a capacidade de Xingó (3 GW) e Ilha Solteira (3,4 GW) somadas. A partir dos dados de área alagada por usina hidrelétrica do Atlas de Energia Elétrica do Brasil (ANEEL, 2005), verificamos que a área alagada destas duas usinas chega a 1.416 km 2 . Contudo, analisando estes dados para as usinas hidrelétricas instaladas até 2005, não é possível estabelecer nenhum fator de correlação direta entre estes dois parâmetros, restando calcular uma média de área alagada/potência de aproximadamente 660 km 2 /GW. Estima-se assim uma área preservada por não ter sido alagada que variaria entre 1.416 km 2 por similaridade com Xingó e Ilha Solteira até 4.224 km 2 calculada pela média de área alagada/potência até 2005. Dividindo os custos de R$ 20 a 25 bilhões adicionais por estas áreas, são obtidos valores médios de R$ 4,7 a 17,7 milhões por km 2 preservado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os valores parciais de custo da substituição da energia hidrelétrica obtidos indicam que a opção de preservação do meio ambiente tende a encarecer o custo do suprimento energético ao País. Somente o custo financeiro que foi

acrescido, potencialmente impactou de modo significativo os custos diretos da economia, contribuindo para a redução da competitividade da produção nacional. Contudo, para afirmar de forma peremptória que esta opção foi gravosa ao conjunto da economia do País, outras parcelas devem ser consideradas para aprimorar esta análise. Um primeiro aprimoramento seria incluir uma análise dos custos da transmissão elétrica. Hidrelétricas normalmente são instaladas em locais distantes

dos principais pontos de demanda de eletricidade (centros de cargas) do Sistema Interligado Nacional – SIN 3 , enquanto termelétricas, ao contrário, podem ser instaladas em pontos mais próximos. Assim, hidrelétricas podem demandar investimentos relevantes em transmissão e encarecer significativamente o custo deste suprimento. Assim, sua incorporação ao custo médio de geração da hidreletricidade poderia alterar significativamente os resultados deste estudo. De forma a procurar contemplar em parte este ponto, foi efetuada uma análise de sensibilidade simples. Tomando os cálculos da Tabela 3, foi calculado qual seria o custo médio de hidreletricidade que igualaria os custos totais desta com de seus substitutos e qual majoração percentual seria provocada. Tabela 6 – Cálculo do Excesso de Custo da Hidreletricidade

 

Abbud e

Pires e

Custo médio de geração (R$/MWh)

Hashimura

, 2012

Tancredi,

2010

Abbud,

2012

Holtz,

2011

Cesaretti,

2010

Rego,

2012

Castro et

al., 2012

WWF,2012

(mín).

WWF,2012

(máx).

CT = Custo de hidrelétrica que iguala custos totais dos substitutos

167,38

297,51

409,76

133,76

202,73

260,21

142,84

170,19

171,25

CO = Custo médio de

58,52

75,00

84,58

88,00

118,40

135,30

77,97

60,63

101,35

geração Hidrelétrica

original

 

CT / CO (%)

186%

297%

384%

52%

71%

92%

83%

181%

69%

Assim, seria possível analisar se este “sobre custo” da hidreletricidade proporcionaria folga suficiente à incorporação da parcela de transmissão. De acordo com o Atlas de Energia Elétrica do Brasil, em sua 3ª. Edição (ANEEL, 2008) o custo de transmissão representava 20% do custo da energia gerada. Dados recentes sobre o projeto da Hidrelétrica de Belo Monte apontam para uma proporção aproximada entre o investimento na usina e o das linhas de transmissão da energia 4 que gerará também da ordem de 20% (CASTRO et al., 2012). As percentagens da Tabela 6 resultam numa média de 157%, o que permite especular que eventuais custos adicionais de transmissão poderiam ser facilmente absorvidos. Outra parcela necessária para tornar esta análise mais abrangente, seria uma estimativa das externalidades negativas das hidrelétricas, por meio de uma revisão de literatura e análise de estudos de impactos de alagamento e barragens.

3 Sistema que compreende 96,6% da produção e transmissão de energia elétrica do Brasil, à exceção dos sistemas isolados (GTON, 2012). 4 Leilão de transmissão tem R$ 5,3 bi em investimentos. http://www.nuca.ie.ufrj.br/blogs/gesel-

ufrj/index.php?/archives/2013/04/10/P2.html

Contudo a obtenção de uma coleção de dados consolidados destes tipos de estudos, ainda é incipiente (SANTOS, 2008). Este trabalho permite vislumbrar o potencial que uma avaliação econômica, que incluísse as externalidades, poderia propiciar. A utilização de uma visão de custos mais abrangente pode conduzir à disponibilização futura de energia que contemple uma maior sustentabilidade. Apropriadamente utilizada, poderia permitir a composição de uma carteira de investimentos que induzisse a obtenção de uma matriz energética equilibrada, que considerasse as dimensões sociais e ambientais, incentivando a inovação, dentro de sólidas bases econômicas.

Referências bibliográficas

ABBUD, O. A.; TANCREDI, M. Transformações recentes da matriz

brasileira de geração de energia elétrica – Causas e impactos principais. Textos para Discussão 69. Centro de Estudos da Consultoria do Senado. Brasília:

2010. Disponível em http://www.senado.gov.br/senado/conleg/textos_discussao/ TD69-OmarAbbud_MarcioTancredi.pdf. Acesso em 01/05/2013. ABBUD, O. Belo Monte deve ou não deve ser construída?. Abiape News. Brasília, 6 de fevereiro de 2012. Disponível em: www.provedor.nuca. ie.ufrj.br/ eletrobras/estudos/abbud2.pdf . Acesso em 01/05/2013. ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica. Atlas de energia elétrica do Brasil. 2 ª ed., Brasília, 2005. Disponível em: http://www.aneel.gov.br/ aplicacoes/Atlas/index.html . Acesso em 01/05/2013.

Atlas de energia elétrica do Brasil. 3 ª ed., Brasília, 2008. Disponível em: www.aneel.gov.br/arquivos/pdf/livro_atlas.pdf . Acesso em

________.

01/05/2013.

BIG - Banco de Informações de Geração. Usinas e Centrais Geradoras. Disponível em http://www.aneel.gov.br/aplicacoes/capacidadebrasil/

________.

energiaassegurada.asp. Acesso em 01/05/2013.

BERMANN, C. Impasses e controvérsias da hidreletricidade. Estudos Avançados 59, São Paulo, vol.21-no 59, Janeiro/abril 2007. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/ea/v21n59/a10v2159.pdf. Acesso em 01/05/2013. BIELSCHOWSKY, R. 2002. Energia elétrica: investimentos deprimidos numa transição problemática – versão pós-racionamento. In: BIELSCHOWSKY, R. (coord.). Investimento e reformas no Brasil – Indústria e infra-estrutura nos anos 90. IPEA/CEPAL. Disponível em http://www.eclac.org/publicaciones/xml/4/ 11754/investimentoereformasnobrasil.pdf. Acesso em 01/05/2013. BRASIL. Ministério de Minas e Energia. NOTA TÉCNICA MME/SPD/05 -

Garantia Física de Energia e Potência Metodologia, Diretrizes e Processo de Implantação. Brasília, 2004. Disponível em http://www.aneel.gov.br/cedoc/ nota2004282mme.pdf. Acesso em 01/05/2013. CASTRO, N. J., LEITE, A. L. S., DANTAS G. A. Texto de Discussão do Setor Elétrico n.º 35 - Análise comparativa entre Belo Monte e empreendimentos alternativos: impactos ambientais e competitividade econômica

GESEL/UFRJ, 2011.

Disponível

em:

http://www.nuca.ie.ufrj.br/gesel/TDSE35.pdf Acesso em 01/05/2013. CENTRO DE PESQUISAS DE ENERGIA ELÉTRICA – CEPEL. Manual de Inventário Hidroelétrico de Bacias Hidrográficas. Rio de Janeiro: E-papers, 2007. Disponível em: http://www.cepel.br/ManualInventario07/Manual_ inventario _port.pdf. Acesso em 01/05/2013. CESARETTI, MARCOS DE ARAÚJO. Análise comparativa entre fontes de geração elétrica segundo critérios socioambientais e econômicos. Dissertação de Mestrado em Energia. Santo André: UFABC, 2010. Disponível em:

http://pgene.ufabc.edu.br/conteudo/bloco2/publicacoes/Dissertacoes2010/Disserta

caoMarcosCesaretti.pdf. Acesso em 01/05/2013. ELETROBRÁS. Plano Nacional de Energia Elétrica 1987/2010 – Plano 2010:

Relatório Geral. Rio de Janeiro, Eletrobrás/MME, 1987. Disponível em:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1980-1989/anexo/and96652-88.pdf.

Acesso em 01/05/2013.

________.

Metodologia de valoração das externalidades ambientais da

geração hidrelétrica e termelétrica com vistas à sua incorporação no

planejamento de longo prazo do setor elétrico. Rio de Janeiro : Eletrobrás, 2000. Disponível em: http://www.eletrobras.com. Acesso em 01/05/2013. EPE - Empresa de Pesquisa Energética. BEN 2007 - Balanço Energético Nacional 2007: Ano base 2006. Rio de Janeiro, 2007. Disponível em https://ben.epe.gov.br/. Acesso em 01/05/2013.

BEN 2012 - Balanço Energético Nacional 2012: Ano base 2011. Rio de Janeiro, 2012. Disponível em: http://www.epe.gov.br/Estudos/Paginas/Balanço Energético Nacional. Acesso em 01/05/2013. NOTA TÉCNICA DEA 21/10 Metodologia para avaliação da

________.

________. Sustentabilidade socioeconômica e ambiental de UHE e LT. Rio de Janeiro:

EPE, 2010. Disponível em: http://www.epe.gov.br/MeioAmbiente/Documents

/NT%20%20Sustentabilidade%20socioecon%C3%B4mica%20e%20ambiental%2

0de%20UHE%20e%20LT%20-%20PDE%202020.pdf. Acesso em 01/05/2013. FACURI, M. F. A implantação de usinas hidrelétricas e o processo de

licenciamento ambiental: A importância da articulação entre os setores elétrico e de meio ambiente no Brasil. Itajubá 2004. Dissertação de Mestrado. Instituto de Recursos Naturais, Pós Graduação em Engenharia da Energia, Universidade Federal de Itajubá. Disponível em: http://www.cerpch.unifei.edu.br/

arquivos/dissertacoes/a-implantacao-usinas-hidreletricas-processo-de-

licenciamento-ambiental.pdf. Acesso em 01/05/2013. Fundação IPARDES. SUDESUL, Secretaria de Estado do Planejamento. Impacto ambiental de Itaipu. 3v. Convênio Ministério do Interior. Curitiba, 1981. Disponível em: http://www.ipardes.gov.br/webisis.docs/impacto_ambie_itaipu_

06_81_v2.pdf. Acesso em 01/05/2013. GALLINARO, BRUNO. Avaliação do tempo de construção de usinas nucleares. Santo André: Universidade Federal do ABC, 2011. Disponível em:

http://pgene.ufabc.edu.br/conteudo/bloco2/publicacoes/Dissertacoes2011/Disserta

caoBrunoGallinaro.pdf. Acesso em 01/05/2013. HASHIMURA, LUÍS DE MEDEIROS MARQUES Aproveitamento do Potencial de Geração de Energia Elétrica por Fontes Renováveis Alternativas no Brasil: Instrumentos de Política e Indicadores de Progresso.

COPPE/UFRJ, Rio de Janeiro, 2012. Disponível em: http://www.ppe.ufrj.br/ ppe/production/tesis/luis_hashimura.pdf. Acesso em 01/05/2013. IEA (International Energy Agency). Projected costs of generating electricity – 2010 edition. IEA/OECD, Paris, 2010b. Disponível em: http://www. Worldenergyoutlook.org/media/weowebsite/energymodel/ProjectedCostsofGener atingElectricity2010.pdf. Acesso em 01/05/2013. IPCC, 2011: IPCC Special Report on Renewable Energy Sources and Climate Change Mitigation. Prepared by Working Group III of the

Intergovernmental Panel on Climate Change [O. Edenhofer, R. Pichs- Madruga, Y. Sokona, K. Seyboth, P. Matschoss, S. Kadner, T. Zwickel, P. Eickemeier, G. Hansen, S. Schlömer, C. von Stechow (eds)]. Cambridge University Press, Cambridge, United Kingdom and New York, NY, USA, 1075 pp. Disponível em: srren.ipcc-wg3.de/report . Acesso em 01/05/2013. JUNK, W. J. e MELLO, J. A. S. N. de. Impactos ecológicos das represas hidrelétricas na bacia amazônica brasileira. Estudos Avançados, São Paulo, vol.4-no.8, p.126-143, Jan./abr. 1990. Disponível em: http://www.scielo.br /pdf/ea/v4n8/v4n8a10.pdf. Acesso em 01/05/2013. MAGALHÃES FILHO, L. N. L.; VERGARA, F. E.; RODRIGUES, W.

Valorização dos danos ambientais causados pela implantação da usina hidrelétrica de Estreito: o caso dos municípios de Carolina-MA e Filadélfia-

TO. REGA – Vol.9, no. 2, p. 63-75, jul./dez.2012. Disponível em:

http://www.abrh.org.br/SGCv3/UserFiles/Sumarios/f673b297b76b2164b34ab5cc

4e2f54c9_f444442dcfc41ae6128c91ff245fd465.pdf

MANYARI, W. V. Impactos ambientais a jusante de hidrelétricas: O caso da usina de Tucuruí, PA. Tese do Programa de Planejamento Energético e Ambiental. COPPE/UFRJ. 2007. Disponível em: http://www.ppe.ufrj.br/ppe/ production/tesis/wlmanyari2.pdf. Acesso em 01/05/2013. MIELNIK, O., NEVES, C.C. Características da estrutura de produção de energia hidrelétrica no Brasil, In:ROSA, L.P., SIGAUD, L., MIELNIK, O. (orgs.) Impactos de grandes projetos hidrelétricos e nucleares. Aspectos econômicos e tecnológicos, sociais e ambientais. Editora Marco Zero, 1988.

PEREIRA, P. J. C. R. Desafios do licenciamento ambiental de usinas hidrelétricas: um estudo de caso da UHE Itapebi. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Economia, Programa de Pós- Graduação em Políticas, Estratégias e Desenvolvimento Rio de Janeiro: UFRJ, 2011. Disponível em: http://www.ie.ufrj.br/images/conjuntura/Gema_Dissertaes/ Dissertacao_Pedro_Jorge_Campello2011.pdf. Acesso em 01/05/2013. PINHEIRO, M. F. B. Problemas Sociais e Institucionais na Implantação de Hidrelétricas: seleção de casos recentes no Brasil e casos relevante em outros países. Campinas: [s.n.], 2007. 211 p. Dissertação (Mestrado). Disponível em:

http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000416791 Acesso em 01/05/2013 PIRES, A. e HOLTZ, A. Sistema Elétrico Brasileiro - Expansão Hidrotérmica. CBIE. Rio de Janeiro, Setembro 2011. Disponível em: http://www.cbie.com.br/ artigos/Relatório Sistema Hidrotérmico_versão dia28-09 layout medianiz_ sem referência figuras.pdf. Acesso em 01/05/2013. PORTO, N. A. E CORREIA, P. B. INTENSIDADE DE CARBONO NO SETOR ENERGÉTICO BRASILEIRO. Proceedings of the 4th ELAEE, April 8-9, 2013 - Montevideo - Uruguay. Disponível em: http://aladee.org/papers/. Acesso em 01/05/2013 REGO, Erik Eduardo. Proposta de aperfeiçoamento da metodologia dos leilões de comercialização de energia elétrica no ambiente regulado: aspectos conceituais, metodológicos e suas aplicações. Tese (Doutorado em Ciências) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012. Disponível em:

http://www.aneel.gov.br/biblioteca/trabalhos/trabalhos/Tese_Erik_Eduardo_Rego. pdf. Acesso em 01/05/2013. Rubio, M.M. and Tafunell, X. Latin American Hydropower: a century of uneven evolution. Proceedings of the 4th ELAEE, April 8-9, 2013 - Montevideo - Uruguay. Disponível em: http://www.sober.org.br/palestra/9/743.pdf. Acesso em

01/05/2013.

SANTOS, H. L. Inserção dos Custos Ambientais em um Modelo de Expansão da Geração a Longo Prazo. Dissertação M.Sc. COPPE/UFRJ, Rio de Janeiro,

RJ, 2008. Disponível em: http://www.ppe.ufrj.br/ppe/production/tesis/hluz.pdf. Acesso em 01/05/2013.

SENADO FEDERAL. A Crise de Abastecimento de Energia Elétrica,

Relatório. Brasília: Senado Federal,

2002.

http://www.senado.gov.br/atividade/materia/ getPDF.asp?t=57728&tp=1. Acesso em 01/05/2013.

SOUSA, W. L. de. Impacto Ambiental de Hidrelétricas: Uma Análise Comparativa de Duas Abordagens. Tese - Universidade Federal do Rio de Janeiro, COPPE. Rio de Janeiro, 2000. Disponível em: http://www.estadao.com

.br/noticias/impresso,de-kararao-a-belo-monte-30-anos-depois,542607,0.htm.

Acesso em 01/05/2013.

WWF-BRASIL. Além

de

grandes

hidrelétricas:

políticas

para

fontes

renováveis de energia elétrica no Brasil. Resumo para tomadores de Decisão.

WWF-Brasil, São

Paulo,

2012.

Disponível

em:

http://d3nehc6yl9qzo4.cloudfront.net/

downloads/alem_de_grandes_hidreletricas_sumario_para_tomadores_de_decisao.

pdf . Acesso 01/05/2013. Grupo Técnico Operacional da Região Norte – GTON. Planos de Operação para os Sistemas Isolados. ELETROBRÁS, Rio de Janeiro-RJ, 2000-2013.Disponível em: http://www.eletrobras.com/elb/data/Pages/LUMISB4C86407PTBRIE.htm Acesso em 01/05/2013. YOUNG, C. E. F. et al. Metodologia de Avaliação Ex post dos Impactos Econômicos e Socioambientais de Empreendimentos Hidrelétricos. Anais do VI Congresso de Inovação Tecnológica em Energia Elétrica (VI CITENEL), Fortaleza/CE,17 a 19 de agosto de 2011. Disponível em:

http://clinicabelezadocorpo.com.br/wpcbem/wp-content/uploads/2011/11/536.pdf.

Acesso em 01/05/2013. Reconhecimento: Os autores gostariam de agradecer a participação de Tatiana Saraiva Bruno da Silva na compilação e tratamento de dados necessários a este estudo. À Milena Scheeffer e Rafael Resende Pertusier pela paciência na discussão de conceitos e à Angelica Garcia Cobas Laureano pelo comentário

original que deu origem à idéia que gerou este estudo.