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Primeiro prémio – Jessica Correia

O Sótão
Numa terra tão
distante quanto próxima,
a terra do “Sabe-se lá
onde”, existiam casas,
casas e casas, mas havia
uma que era diferente,
uma casa no cimo de um
monte, uma casa a cair de
podre, uma casa no
mínimo bizarra.

Nessa casa, vivia


um casal já muito idoso.
Ele era um homem sábio,
sábio pela experiência de vida vivida, tinha olhos profundos num tom
de azul pálido. Os seus cabelos eram branquinhos como a neve, as
suas rugas contavam histórias e as suas mãos retratavam o mundo.
Porém, no meio de tanta perfeição, ele era assustador, ele metia
medo até ao mais valente dos homens. Coitados dos que se
aproximavam daquela casa…

Já a senhora, cujo nome


ninguém conhecia, era linda,
pálida e muito simpática mas,
estranhamente, ela estava
sempre de joelhos em frente a
uma sepultura negra, sempre
limpa, sem fotografia, mas,
mesmo assim, havia nesse
túmulo uma cruz banhada em
ouro. Essa sepultura tinha
sido feita por baixo da mais
bela roseira da vila, que dava
rosas todo o ano, rosas de pétalas vermelhas, pétalas de veludo, com
um perfume inigualável…

Com eles, vivia uma criancinha, sua neta, assombrosa, triste,


solitária, sem amigos, só com um bonequinho de trapos por
companhia, e que transportava como se este fosse a sua única jóia,
seu bem mais precioso. Era uma menina com uma belez digna de um
anjo, uma menina com cabelo negro cor de carvão, comprido e liso,
olhos azul-turquesa, lábios carnudos e vermelhos como as cerejas,
que contrastavam com o tom branco-pérola da sua pele. O vestidinho
lindo que a sua
mãe lhe fizera,
antes de morrer,
fazia dela uma
bonequinha de
porcelana
autêntica.

Todos os
dias, a menina ia
para a sua
varanda, com
vista para o
cemitério. Esta
visita, apesar de
sinistra,
acalmava-a.
Apesar dos mortos e das lápides, a vista era linda, com as cruzes e os
pinheiros embrenhados no nevoeiro. Era assustador e único. A
menina escrevia e escrevia, levava horas a escrever e a olhar para
aquela paisagem. Depois, retirava-se para o seu quarto, onde se
punha a olhar para a rua, para a sua avó ajoelhada em frente à
sepultura. Pela cara da criança, corriam lágrimas de sofrimento.
Afinal, era a sua mãe que ali dormia para sempre… E todos os dias, a
menina fazia a mesma coisa, ia para a varanda escrever, olhava a
avó, retirava-se, chorava no quarto.

Até que, num dia em chovia torrencialmente, a menina não foi


à janela. Por incrível que
pareça, a cada som do
trovão
(brrrrummmmmm…), ela
ouvia, vindo do sótão,
ruídos que não eram
claros, mas que se
pareciam estranhamente
com uma voz humana…
Curiosa, desceu as
escadas de acesso ao
sótão e, por cada par de
escadas, um trovão
(brrrrrruuuuummmmmm….), a voz tornava-se mais clara, um trovão
(brrrruuuuummmmm….) a voz, um trovão, a voz, um trovão, a voz,
um trovão…

A voz já não se ouvia e a menina encontrava-se em frente à


porta do sótão. Era um momento de pânico, respirava-se um silêncio
absurdo, que se apoderou da casa. Só se conseguia ouvir as goteiras
da chuva, ping ping ping, a menina parada ping ping ping, começou a
erguer a mão para a maçaneta da porta ping ping ping, o silêncio
absurdo, pok pok pok, as goteiras que não paravam pok pok pok, a
mão a centímetros da maçaneta pok pok, os intervalos entre as
goteiras e o silêncio pareciam durar horas, dias, anos, aquele
pesadelo não acabava.

A mão tocou na maçaneta e as goteiras pararam. Tudo parou.


Ouviu-se uma respiração suave de dentro da porta. E aquilo que era
absurdo, pior se tornou. A maçaneta rodou, chiou, era um barulho
ensurdecedor aquele…

A menina abriu a porta e…

Até aos dias de hoje, nunca mais ninguém viu aquela criança.
Pode muito bem andar por aí, pois a sua casa era tão longe quanto
era perto.

Fotos retiradas de:

http://www.billemory.com/2008/01/highgate-cemetery.html

http://students.ou.edu/S/Tiffany.D.Stockton-1/storybook.html

http://www.georgiasouthern.edu/~dougt/goth.html

www.tywkiwdbi.blogspot.com

Segundo Prémio – Madalena Figueira,


Miguel Monteiro e João Brito

O espelho das 7 vidas


Já foi há algum
tempo e esta história ainda
continua a impressionar-
me, como tudo aconteceu...
Tudo começou com uma
simples brincadeira entre
amigos…
O Inverno
aproximava-se e o Sol a
cada dia que passava mais
se escondia. O ano de 1967
decorria e a cidade de
Waterford, frígida e
opulenta, continuava calma
e monótona.
Os oito amigos encontravam-se na cave da casa de um deles lendo
um livro estranho, fora do vulgar. Não tinha capa, as letras eram pouco
nítidas, as páginas estavam mal tratadas, e o autor era desconhecido…

“A vida tem apenas uma razão de ser, uma passagem para o


desconhecido – A MORTE.”
– Ai…! Este livro dá-me arrepios!!
– Que estupidez! Acreditas mesmo
nisso?!
– Claro! Vê esta parte:
“O espelho das 7 vidas – quem entrar
nele penetrará num mundo oposto! Nele
haverá riqueza e tudo mais, mas… haverá
consequências…
Para conseguir entrar e provar esta
tentação, juntamente com mais 6 pessoas,
todas de mãos dadas, e, quem estiver no
centro baterá com a MÃO ESQUERDA 7 vezes
– uma por cada alma pertencente ao grupo.”
– Por favor! Vê-se logo que é mentira….
– Olha, já sei… O livro estava por baixo
de um espelho velho e um pouco ferrugento.
Se calhar tem alguma relação, vamos ver!

O grupo decidiu arriscar e dirigiu-se ao


espelho. Mas antes de entrar houve algumas discórdias….
– Não, não quero arriscar. Algo
me diz que isto é errado!
– Não sejas parvo! Vem… isto é
uma brincadeira.
– Desculpem, mas não! Não
quero ir.
– Está bem… mas nós vamos.

Após várias discussões, apenas


sete do grupo seguiram em frente, tal
como no livro estava escrito – UM
GRANDE ERRO! Ansiosos, cada um à
sua maneira, perguntavam-se se este
mundo paralelo seria melhor que o
actual ou apenas diferente… mas
nunca imaginando como sendo pior!
Iniciaram então o ritual
descrito: bateram as sete vezes no
espelho e, como que sugados,
entraram no outro lado...
O amigo que ficou para trás confirmou, logo depois da partida do
grupo, o seu medo… Apercebeu-se que o espelho pintava sete rios de
sangue e, ao ver isto, fugiu amedrontado.
Entretanto, no outro lado, os sete descobriam e exploravam este
novo universo, que lhes parecia tão estranho.
De acordo com o livro lido, este lugar seria algo maravilhoso, bonito e
cheio de riquezas. Mas, na realidade, este era bem diferente do que o
imaginado. A única
semelhança, a que lhes
fazia relembrar essa ideia
de riquezas, era um baú
bastante brilhante que
iluminava toda a
escuridão existente. Este
encontrava-se no fundo
do que parecia ser uma
estrada feita de ossos.
O grupo de amigos,
não tendo outra opção,
uma vez que o resto do
chão era lava flamejante,
seguiu esse caminho que
por sinal era bastante
estreito, dificultando
ainda mais a passagem.
Todos juntos, continuaram o longo caminho, na esperança de chegar
ao tesouro. De repente,
sem ninguém perceber,
um deles tropeçou e foi
sendo lentamente
queimado pela lava. Só
quando se ouviu o
estrondo do impacto, é
que os restantes
amigos se viraram,
sendo já demasiado
tarde….
Embora, estando
abatidos, continuaram
caminhando pelo
mundo das trevas…
Quando
passeavam pelas
entranhas da morte,
pararam para descansar perto da árvore das campas. Parecia um bom sítio
para relaxar até que uma estranha presença de súbito apareceu… Todos se
aperceberam da criatura monstruosa, excepto Carol. Esta estava debruçada
a beber água num riacho que corria. Tal foi o espanto, que ninguém
conseguiu avisá-la… Sem fazer qual quer ruído, a besta continuou, e num
gesto rápido e sem piedade atacou-a, deixando-a sem forças. Vendo esta
situação, sem hesitar e tentando salvar a amiga, John correu em direcção
do monstro, mas em vão… Este deixou-se também cair nas manhas da
morte, sendo devorado igualmente pela animal feroz.
Os segundos passaram a minutos; os minutos passaram a horas; as
horas passaram a dias; os dias passaram a semanas; as semanas passaram
a meses…
Os restantes amigos,
continuaram a percorrer a
estrada, cada vez mais sós pois,
embora estivessem juntos, nada
era como antes… Cada vez mais
fracos; cada vez mais loucos;
cada vez mais perdidos, guiando-
se apenas pelo brilho do seu
objectivo…. Os quatro, tinham-se
esquecido de como era a luz do
Sol, de como era o sorriso de uma
pessoa; de como era a sua
família, os seus amigos;
esqueceram-se do que era a
VIDA…
Talvez pela fome, talvez pela solidão, pelo desespero daquele
caminho nunca terminar, talvez por tudo isto, tinham enlouquecido…
Perderam a sua
identidade e a noção da
realidade, perderam
tudo….
A fome apertava
mais do que nunca, e um
deles estava fraco, ainda
mais fraco do que o resto
do grupo, quase à beira da
morte… A loucura
apoderava-se da mente de
cada um, não agindo
como seria habitual.

– Olhem – disse
apontando para Robert – ele está fraco, só nos irá atrapalhar no caminho…
Devíamos fazer -lhe um favor e acabar já com o sofrimento dele. Mais tarde
ou mais cedo acabará por morrer, porque não o antecipamos? É vantajoso
para todos: ele deixa de sofrer e nós satisfazíamos a nossa fome…!

Os outros dois, olhando de forma animal para o que se encontrava


mais débil, concordaram. Assim, após uma grande luta, acabaram por
satisfazer as suas necessidades.
Pouco tempo depois, por
breves instantes, a sanidade
voltou às suas mentes.
Aperceberam-se do horrível crime
que cometeram e, como se não
bastasse, era um amigo… Um
deles, o que teve a ideia, não
suportou o sentimento de culpa,
e, num acto desesperado, atirou-
se para o rio de lava.
Os últimos dois,
desesperados com toda a
situação, não conseguiram
continuar o caminho. Ficaram
detidos no mesmo sítio, sem se
mexerem durante dias.
O tempo passava
monótono, sem quaisquer
problemas como se não houvesse
vida naquele espaço. Até ao
momento… Os amigos
permaneciam adormecidos quando, de repente, um furacão se aproximou a
grande velocidade. Era um espectáculo desagradável de ver: sangue
rodopiava no meio da ventania, juntamente com os ossos do caminho; os
corpos dos anteriormente mortos vagueavam pelos ares, deformados e com
marcas. O baú que se via ao fundo do caminho abriu-se. Mas dele não
saíram nem riquezas nem belezas, mas sim sete pedaços de vidro de um
espelho partido. Com toda esta violência esperada do nada, os dois últimos
sobreviventes morreram desmembrados.
Quando tudo acalmou, a MÃO ESQUERDA de cada um dos sete corpos
caiu no chão arrebatadoramente. No centro de cada uma destas estava um
fragmento do espelho tachado.
No mesmo instante, na cave, onde toda esta aventura começou, o
espelho que outrora servira de portal, partiu-se em 7.000 pedaços, cada um
pelas almas que tinham morrido no outro mundo. Os ossos do caminho que
todos eles pisaram, eram os ossos de todos os que por ai tinham
caminhado.
Ainda hoje, esses 7.000 pedaços estão espalhados pelo mundo; 7.000
almas estão espalhadas pela Terra…

Imagens retiradas de:


http://www.flickr.com/photos/rakeshashok/3198323549/
http://flickr.com/photos/cuppini/2223744169/
http://www.layoutsparks.com/myspace-layouts/trees_0
http://www.myspace.com/sustreetteamaz
http://delirios.weblog.com.pt/arquivo/022209.html
http://bloguiando.blogs.sapo.pt/5098.html
http://s271.photobucket.com/albums/jj149/gundogjr/?
action=view&current=The_Twins_by_rosabella.jpg
http://iardacil.deviantart.com/art/Cracked-Mirror-of-Broken-Dream-
45115357

Terceiro Prémio – Melinda Ramani


A morte espreita à esquina –
A história
que vos vou
contar, embora
verídica, não se
destina a almas
sensíveis,
portanto, se for o
seu caso, vire a
página e não leia.
A si, que não é alma sensível, O meu nome é Harry Manson era
um caçador de mitos e, há uns anos atrás, consegui escapar a um
terrível destino. 06.06.1999 Em Londres, tudo começou por esta data.

A passo lento, uma mulher


regressava do trabalho, a noite já
tinha caído e as ruas estavam quase
escuras, apenas algumas luzes
brilhavam na noite. Quem iria
adivinhar que nessa mesma noite ela
teria um encontro com a morte? Pela
rua apenas se ouvia o som dos seus
passos, mas ela sentia que algo a
observava, avançava e quanto mais
avançava mais rapidamente o seu
coração batia, as luzes começaram a
piscar num ritmo irregular. Ouvia-se
um respirar, não o dela, vozes e mais
passos. Ela conseguia ouvir risadas e,
de um momento para outro, tudo
ficou mais escuro. As luzes
apagaram-se e ela parou, não
conseguia ver nada. Começou a ouvir
uma voz familiar a chamar por ela,
avançou em direcção à esquina, mas
quanto mais ela se aproximava da
mesma, mais a voz ficava estranha.
A dois passos do destino, tentou
recuar, virou e alguém agarrou-a…

Como todos os dias, eu acordava de manhã e agarrava no


jornal. A primeira notícia chamou-me a atenção “Desaparecimento
Misterioso, Serão óvnis?” depois de ler bem, deduzi logo que não era
história nenhuma de óvnis, e curioso, decidi investigar. Dirigi-me ao
local às quatro da tarde, o que
foi o meu maior erro.

Comecei por investigar a


rua. Quando cheguei à
esquina, detectei umas
inscrições na parede. Só
mesmo quem estivesse com
atenção, conseguia detectá-las
porque estavam meio
esbatidas. Era uma linguagem
estrangeira, desconhecia a sua
origem, apontei no meu bloco,
nunca se sabe se iria precisar
dela.
Nessa mesma noite pesadelos impediram-me de dormir, eu via
sombras passarem por mim, ouvia pessoas a falar, a sussurrar
palavras estranhas. Acordei em sobressalto e vi alguém a fugir do
meu quarto. Levantei-me para ver quem era, mas nada, não havia
nada, apenas a escuridão e a janela do corredor a bater. Fui espreitar
a janela, mas não estava lá ninguém. Voltei para o quarto.
Finalmente, só horas depois, consegui adormecer.

Ao acordar, vi que não estava em casa, mas sim num local


desconhecido. Estava deitado numa mesa coberta por uma camada
de sangue. Sem saber
o que fazer, tentei
levantar-me, mas não
conseguia, um peso
na minha cabeça
impedia-me de erguer
a cabeça. Fiquei
deitado e observei o
espaço em meu redor.
Parecia um cemitério
numa cave, o espaço
era grande mas
fechado, não tinha
nem uma janela e mal
conseguia respirar,
havia cruzes por todo
lado, mas cruzes ao
contrário, e a maioria estava
manchada por sangue. Havia
um altar onde se encontrava a
cabeça de um carneiro, e ao
lado consegui observar, com
dificuldade, um vulto, que não
era de um homem nem era de
uma mulher. Quando
finalmente levantei a cabeça o
vulto desaparecera.

Olhei para o lado no


instante em que pus os pés no
chão e vi outras mesas com
pessoas mutiladas, homens e
mulheres, como eu deitados
mas sem pernas, sem braços, a
maioria com cortes por todo o
corpo. Tropecei com o susto, e,
no momento em que caí no
chão, olhei para as minhas
mãos e reparei que estava a
sangrar. Peguei num pano que estava ao meu lado e fugi para a
saída, mas no momento em que ia fazer tal, entrou alguém. Escondi-
me por detrás de um cadáver pendurado no tecto. Esperei que ele
passasse, e depois finalmente saí do local aterrador.

Quando cheguei ao corredor havia seis portas, abri uma delas e


lá estava mais um corredor. Apenas consegui ver um pouco deste,
pois a luz era pouca e não iluminava toda a zona. Decidi arriscar, e
quando cheguei à parte escura, comecei a ouvir pessoas a sussurrar,
depois ouvi passos, gargalhadas, sem haver ninguém atrás de mim.
Quando finalmente tudo parou, dei dois passos, ouvi um miar
estridente e em seguida seis gritos, três de mulher desesperadas e
três de homens. Nesse momento, percebi que as sete vidas do gato
preto estavam relacionadas com os gritos e nesse caso apenas
faltava uma…a minha.

Abri a porta com rapidez e quando saí fechei-a ainda com mais
força. Finalmente tinha saído daquele pesadelo…

Mas quando me virei, estava de novo no mesmo local, tinha


voltado ao ponto zero. Mas desta vez estava apenas uma mesa no
centro da peça, era mais que evidente que seria destinada a mim. A
porta do outro lado estava trancada, e eu não encontrava saída. O
cheiro horrível de putrefacto invadia os meus pulmões, não tinha
oxigénio e a espera tornava-se insuportável. Foi então que reparei
numa ventilação por cima da mesa. Era daí que vinha a única luz e
oxigénio do local. Pensei logo que iria ser a minha escapatória, mas
como chegaria lá? Estava sem forças, não conseguia abrir a
ventilação nem subir a mesa. Mas tentei…

Com muito esforço, alcancei a ventilação e abri-a com uma


navalha que estava em cima da mesa. Comecei a trepar a longa
conduta de ar, já conseguia observar mais luz. Estava quase a
alcançar a superfície quando algo me agarrou a perna, mas logo
largou-me, quando percebeu que não me conseguia puxar de novo
para baixo. Finalmente tinha saído de vez! Olhei para a ferida que
tinha no pulso e reparei que era uma cruz invertida com o número
666 inscrito por baixo. Com o susto e os nervos, desmaiei.

E aqui estou, depois de um grande susto, a contar-vos a minha


aventura de morte. Se esta história vos assustou, então imaginem o
horror do meu ser. Eu avisei, almas sensíveis não deviam ter lido esta
história… Boa noite e bom descanso.

Afinal foi só um sonho… Um horrível sonho…

Imagens retiradas de:


http://s271.photobucket.com/albums/jj149/gundogjr/

http://www.anlinadesigns.com/blog/?p=2751

http://www.asian-horror-movies.com/voice.php

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