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POR QUE DEVEMOS VIVER A VIDA CRISTÃ COM OBJETIVIDADE

2ª TIMÓTEO 1.12

Será que devemos aprender como se vive a vida cristã ou já chegamos ao máximo
que alguém possa chegar? Há ainda alguma coisa que devemos aprender? Será possível que
alguém seja cristão, mas não saiba por que e para que entrou nessa?
É preciso que saibamos por que vamos à igreja, por que nos tornamos membros
nela, por que contribuímos financeiramente com ela e o que aspiramos. Paulo nos ensina
que a vida cristã não é um exercício de alienação.
Paulo ensina e encoraja Timóteo a viver a vida cristã e a exercer o ministério para o
qual foi chamado. Paulo nos ensina como viver a vida cristã com objetividade.

I - VIVER A VIDA CRISTÃ COM OBJETIVIDADE NÃO NOS DEIXA


ENVERGONHAR DO EVANGELHO NEM ENVERGONHÁ-LO

“Sofro, mas não me envergonho”

1. Podemos pinçar do texto esta primeira expressão de Paulo, como uma situação
possível na vida de qualquer cristão. Observem que ele não diz ‘sofro e gosto’.
Paulo não era masoquista; havia uma razão no seu sofrimento.
2. Ele diz a Timóteo o que Deus fez para que cristãos como ele pudessem suportar o
sofrimento: “Porque Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de
amor e de moderação” (1.7). Vamos dizer assim: Por termos o Espírito não temos
um espírito que tem medo, pelo contrário, o Espírito capacitou o nosso espírito com
o seu poder (Atos 1.8). Complementarmente à coragem, o amor e a moderação.
3. Talvez Paulo estivesse querendo dizer que quando agimos com um espírito corajoso
e resoluto ele não deve perder a afeição e a benevolência que é sempre em favor de
outros, mas, sobretudo, amor ao evangelho; também, cheio de autodisciplina,
controle das emoções.
4. Paulo apela ao seu discípulo Timóteo que também não se envergonhe do
testemunho (do martírio) do Senhor, com o qual ele precisava se empenhar (“ser-
me-eis testemunhas”), e nem dele, Paulo, prisioneiro de Jesus.
5. Paulo não queria ver aquele jovem crente cabisbaixo, estigmatizado por estar
associado a um preso, embora por uma causa nobilíssima, o evangelho.
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6. Parece que ouço Paulo gritar: “Pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos do
evangelho segundo o poder de Deus” (v.8). Continuo imaginando Paulo, agora
mudando o tom da sua voz: “Ele nos salvou e nos chamou com uma santa
vocação,...” (v.9-11).
7. Paulo é direto, sem meias palavras, ao dirigir-se a Timóteo e a todos que querem
viver a vida cristã com objetividade: “Por essa razão sofro também essas coisas,
mas não me envergonho” (v.12a).

II - VIVER A VIDA CRISTÃ COM OBJETIVIDADE NÃO NOS DEIXA INSEGUROS


QUANTO À FÉ

“Eu sei em quem tenho crido”

1. Diferente de muitos, que apenas seguem a onda; que estão sem saber por que, que
são sem saber se de fato são, Paulo reafirma a sua certeza, a sua firmeza de fé: “Eu
sei em quem tenho crido”. Aconteça o que acontecer ‘eu sei em quem tenho crido’.
2. Em minhas palavras falo Paulo: “Timóteo e demais crentes, estou tranqüilo, não
serei movido um centímetro das minhas convicções; eu não tenho dúvidas a
respeito Daquele a quem direciono a minha fé; a minha convicção, a minha fé está
alicerçada em bases sólidas, não pendem para qualquer coisa, mesmo que
aparente piedade e visão angelical”. Muitos têm mudado tão facilmente as suas
convicções.
3. Muitos têm levado a vida cristã, tão sem objetividade, que já não conseguem cantar
a fidelidade do Senhor: “A Ti, ó Deus, fiel e bom Senhor” já não diz mais nada.
4. Outros estão tão distantes, que já perderam a ideia do que o Espírito Santo é capaz
de fazer, por isso já não se encantam quando cantam: “A Ti, ó Deus, real
Consolador, Divino fogo santificador. Que nos anima e nos acende o amor,
Aleluia! Aleluia!”.
5. Aqueles que já não crêem como a princípio creram, que já se esqueceram dos
atributos de Deus, tais como Onipotência, Onipresença e Providência, é impossível
que se cante: “A Ti, Deus trino, poderoso Deus, Que estás presente sempre junto
aos teus; A ministrar as bênçãos lá dos céus, Aleluia! Aleluia!” (Aliás, o hino 1 do
CC é um compêndio teológico). Em uma época como a de hoje, onde se cantam
tanta ‘droga’, seria bom voltarmos aos livros teológicos cantados (hinários).
6. Para nós todos Paulo grita a plenos pulmões: “Eu sei em quem tenho crido”.

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III - VIVER A VIDA CRISTÃ COM OBJETIVIDADE NOS DEIXA SEGUROS
QUANTO AO FUTURO

“Ele é poderoso para guardar o meu tesouro até aquele dia”

1. Paulo aqui está aludindo ao seu fiel depositário; Àquele que de modo algum perderá
o controle sobre algo que lhe fora confiado. Ele o chama de poderoso.
2. O termo grego para poderoso é dunatós. Os hebreus quando se referiam a Deus
como Todo-Poderoso, usavam El Shaddai, pois foi assim que Deus se apresentou a
Abrão (Gn 17.1).
3. Estas duas palavras expressam que Deus é Todo-Suficiente e Onipotente. O
conceito de Toda-suficiência e Onipotência de Deus é reforçado em João 10.29: “E
ninguém pode arrancá-las da mão de meu Pai”.
4. O que Paulo tinha em confiança com Deus era o seu ‘tesouro’. O que seria o tesouro
de Paulo? Era um conjunto de coisas: sua própria vida, a sua fé, o seu galardão, o
seu ministério, o seu chamado e o próprio evangelho.
5. Sendo Deus o fiel depositário, o bem em custódia, será ‘devolvido’, entregue ao seu
dono no dia aprazado. Qual o tempo determinado para a custódia? “Até aquele dia”.

CONCLUSÃO

Para o apóstolo Paulo a vida cristã deve ser vivida com objetividade, seja ela
tranqüila ou cheia de sobressaltos.
Por saber em Quem cria, o apóstolo não pediu a Deus que mudasse um vírgula da
sua história de sofrimentos por causa do evangelho.
Que Deus nos encha dessa mesma firmeza!

PR. Eli da Rocha Silva 01/11/2009


Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – São Paulo - SP

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