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Art.

7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria
de sua condição social:

"Ao trabalhador rural não se aplicam, por analogia, os benefícios previstos na Lei 6.367, de 19-
10-1976." (SÚM. 612)
"Músico integrante de orquestra da empresa, com atuação permanente e vínculo de
subordinação, está sujeito a legislação geral do trabalho, e não à especial dos artistas." (SÚM.
312)
"Ainda que exerça atividade rural, o empregado de empresa industrial ou comercial é
classificado de acordo com a categoria do empregador." (SÚM. 196)

“(...) deve-se mencionar que o rol de garantias do art. 7º da Constituição não exaure a
proteção aos direitos sociais.” (ADI 639, voto do Min. Joaquim Barbosa, julgamento em 2-6-05,
Plenário, DJ de 21-10-05)

"A propósito das questões mais genéricas, suscitadas na inicial, penso que não devem merecer
acolhida pelo menos nesta sede de juízo provisório, a saber: quanto à proibição do chamado
retrocesso social, dada a delicadeza da tese, que implicaria, na prática, a constitucionalização,
e até a petrificação, das condições de expectativa de aquisição dos benefícios previdenciários,
impedindo a sua revisão por lei ordinária, elaborada nos limites da Constituição." (ADI 1.664-
MC, voto do Min. Octavio Gallotti, julgamento em 13-11-97, Plenário, DJ de 19-12-97)

“Estabelece a Constituição em vigor, reproduzindo nossa tradição constitucional, no art. 5º,


caput." (RE 161.243, voto do Min. Néri da Silveira, Rel. Min. Carlos Velloso, julgamento em 29-
10-96, 2ª Turma, DJ de 19-12-97)

I - relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos
de lei complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos;

"No cálculo da indenização por despedida injusta inclui-se, quando devido, o repouso semanal
remunerado." (SÚM. 462)
"No cálculo da indenização por despedida injusta, incluem-se os adicionais, ou gratificações,
que, pela habitualidade, se tenham incorporado ao salário." (SÚM. 459)
"Não é absoluto o valor probatório das anotações da carteira profissional." (SÚM. 225)

"Orientação Jurisprudencial n. 177 do Tribunal Superior do Trabalho. Conteúdo constitucional.


Violação ao art. 7º, I, da Constituição da República. Agravo regimental não provido. Viola a
garantia constitucional contra a despedida arbitrária a decisão que utiliza como fundamento os
termos da Orientação Jurisprudencial n. 177 do Tribunal Superior do Trabalho.” (AI 475.672-
AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, julgamento em 18-9-07, 2ª Turma, DJ de 11-10-07)

"Ação direta de inconstitucionalidade. Artigo 3º da Medida Provisória n. 1.596-14/97,


convertida na lei n. 9.528/97, que adicionou ao artigo 453 da Consolidação das Leis do
Trabalho um segundo parágrafo para extinguir o vínculo empregatício quando da concessão da
aposentadoria espontânea. Procedência da ação. (...) Os valores sociais do trabalho
constituem: a) fundamento da República Federativa do Brasil (inciso IV do artigo 1º da CF); b)
alicerce da Ordem Econômica, que tem por finalidade assegurar a todos existência digna,
conforme os ditames da justiça social, e, por um dos seus princípios, a busca do pleno emprego
(artigo 170, caput e inciso VIII); c) base de toda a Ordem Social (artigo 193). Esse arcabouço
principiológico, densificado em regras como a do inciso I do artigo 7º da Magna Carta e as do
artigo 10 do ADCT/88, desvela um mandamento constitucional que perpassa toda relação de
emprego, no sentido de sua desejada continuidade. A Constituição Federal versa a
aposentadoria como um benefício que se dá mediante o exercício regular de um direito. E o
certo é que o regular exercício de um direito não é de colocar o seu titular numa situação
jurídico-passiva de efeitos ainda mais drásticos do que aqueles que resultariam do
cometimento de uma falta grave (sabido que, nesse caso, a ruptura do vínculo empregatício
não opera automaticamente). O direito à aposentadoria previdenciária, uma vez objetivamente
constituído, se dá no âmago de uma relação jurídica entre o segurado do Sistema Geral de
Previdência e o Instituto Nacional de Seguro Social. Às expensas, portanto, de um sistema
atuarial-financeiro que é gerido por esse Instituto mesmo, e não às custas desse ou daquele
empregador. O Ordenamento Constitucional não autoriza o legislador ordinário a criar
modalidade de rompimento automático do vínculo de emprego, em desfavor do trabalhador,
na situação em que este apenas exercita o seu direito de aposentadoria espontânea, sem
cometer deslize algum. A mera concessão da aposentadoria voluntária ao trabalhador não tem
por efeito extinguir, instantânea e automaticamente, o seu vínculo de emprego.
Inconstitucionalidade do § 2º do artigo 453 da Consolidação das Leis do Trabalho, introduzido
pela Lei n. 9.528/97." (ADI 1.721, Rel. Min. Carlos Britto, julgamento em 11-10-06, Plenário, DJ
de 29-6-07). No mesmo sentido: AI 524.281-AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em
2-9-08, 1ª Turma, DJE de 20-2-09; AI 565.894-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento
em 30-5-06, 1ª Turma, DJ de 10-11-06.

"Reclamação: alegação de desrespeito dos julgados do Supremo Tribunal nas ADIns 1.770-4
(Moreira Alves, DJ 6-11-98) e de 1.721-3 (Galvão, DJ 11-4-03): improcedência. A decisão
reclamada, com base na OJ 177, da SDI-1, do Tribunal Superior do Trabalho, aplicou o caput do
art. 453 da CLT, para considerar extinto o contrato de trabalho pela aposentadoria espontânea.
As decisões das ações diretas invocadas não cuidaram do caput do art. 453, da CLT, não
impugnado. Não há desrespeito à decisão vinculante do Supremo Tribunal se o paradigma
normativo invalidado é diverso do dispositivo legal aplicado ao caso pela autoridade
reclamada. Precedentes." (Rcl 3.940-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 23-2-
06, Plenário, DJ de 24-3-06). No mesmo sentido: Rcl 4.129-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes,
julgamento em 3-6-09, Plenário, DJE de 7-8-09.

"Previdência social: aposentadoria espontânea não implica, por si só, extinção do contrato de
trabalho. Despedida arbitrária ou sem justa causa (CF, art. 7º, I): viola a garantia constitucional
o acórdão que, partindo de premissa derivada de interpretação conferida ao art. 453, caput, da
CLT (redação alterada pela L. 6.204/75), decide que a aposentadoria espontânea extingue o
contrato de trabalho, mesmo quando o empregado continua a trabalhar na empresa após a
concessão do benefício previdenciário. A aposentadoria espontânea pode ou não ser
acompanhada do afastamento do empregado de seu trabalho: só há readmissão quando o
trabalhador aposentado tiver encerrado a relação de trabalho e posteriormente iniciado outra;
caso haja continuidade do trabalho, mesmo após a aposentadoria espontânea, não se pode
falar em extinção do contrato de trabalho e, portanto, em readmissão." (RE 449.420, Rel. Min.
Sepúlveda Pertence, julgamento em 16-8-05, 1ª Turma, DJ de 14-10-05). No mesmo sentido:
RE 487.758-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento em 28-4-09, 2ª Turma, DJE de 22-5-09; AI
628.883-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 24-4-07, 1ª Turma, DJ de 25-5-07;
AI 530.224-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 23-10-07, 2ª Turma, DJE de 28-3-08;
AI 752.346-AgR, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 8-9-09, 2ª Turma, DJE de 25-9-09.

"Norma que assegura ao trabalhador a manutenção de contrato de trabalho por doze meses
após a cessão do auxílio-doença, independentemente de percepção de auxílio-acidente.
Alegação de ofensa à reserva de lei complementar, prevista no art. 7º, I, da Constituição
Federal, para a disciplina da proteção da relação de emprego contra despedida arbitrária ou
sem justa causa. Norma que se refere às garantias constitucionais do trabalhador em face de
acidentes de trabalho e não guarda pertinência com a proteção da relação de emprego nos
termos do art. 7º, I, da Constituição." (ADI 639, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgamento em 2-6-
05, Plenário, DJ de 21-10-05)

“Não estabeleceu a Constituição de 1988 qualquer exceção expressa que conduzisse à


estabilidade permanente, nem é possível admiti-la por interpretação extensiva ou por analogia,
porquanto, como decorre, inequivocamente do inciso I do art. 7º da Constituição, a proteção
que ele dá à relação de emprego contra despedida arbitrária ou sem justa causa é a
indenização compensatória que a lei complementar terá necessariamente que prever, além de
outros direitos que venha esta a estabelecer, exceto, evidentemente, o de estabilidade
permanente ou plena que daria margem a um bis in idem inadmissível com a indenização
compensatória como aliás se vê da disciplina provisória que encontra nos incisos I e II do art.
10 do ADCT.” (RE 179.193, Rel. p/ o ac. Min. Moreira Alves, julgamento em 18-12-96, Plenário,
DJ de 19-10-01)

"A Convenção n. 158/OIT, além de depender de necessária e ulterior intermediação legislativa


para efeito de sua integral aplicabilidade no plano doméstico, configurando, sob tal aspecto,
mera proposta de legislação dirigida ao legislador interno, não consagrou, como única
conseqüência derivada da ruptura abusiva ou arbitrária do contrato de trabalho, o dever de os
Estados-Partes, como o Brasil, instituírem, em sua legislação nacional, apenas a garantia da
reintegração no emprego. Pelo contrário, a Convenção n. 158/OIT expressamente permite a
cada Estado-Parte (Artigo 10), que, em função de seu próprio ordenamento positivo interno,
opte pela solução normativa que se revelar mais consentânea e compatível com a legislação e
a prática nacionais, adotando, em conseqüência, sempre com estrita observância do estatuto
fundamental de cada País (a Constituição brasileira, no caso), a fórmula da reintegração no
emprego e/ou da indenização compensatória. Análise de cada um dos Artigos impugnados da
Convenção n. 158/OIT (Artigos 4º a 10)." (ADI 1.480-MC, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento
em 4-9-97, Plenário, DJ de 18-5-01)

II - seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário;

"Art. 2º, IV, ‘a’, ‘b’ e ‘c’, da Lei n. 10.779/03. Filiação à colônia de pescadores para habilitação
ao seguro-desemprego (...). Viola os princípios constitucionais da liberdade de associação (art.
5º, inciso XX) e da liberdade sindical (art. 8º, inciso V), ambos em sua dimensão negativa, a
norma legal que condiciona, ainda que indiretamente, o recebimento do benefício do seguro-
desemprego à filiação do interessado a colônia de pescadores de sua região.” (ADI 3.464, Rel.
Min. Menezes Direito, julgamento em 29-10-08, Plenário, DJE de 6-3-09)

III - fundo de garantia do tempo de serviço;

"Conta-se a favor de empregado readmitido o tempo de serviço anterior, salvo se houver sido
despedido por falta grave ou tiver recebido a indenização legal." (SÚM. 215)

"O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), ao contrário do que sucede com as
cadernetas de poupança, não tem natureza contratual, mas, sim, estatutária, por decorrer da
Lei e por ela ser disciplinado. Assim, é de aplicar-se a ele a firme jurisprudência desta Corte no
sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico. Quanto à atualização dos saldos do
FGTS relativos aos Planos Verão e Collor I (este no que diz respeito ao mês de abril de 1990),
não há questão de direito adquirido a ser examinada, situando-se a matéria exclusivamente no
terreno legal infraconstitucional. No tocante, porém, aos Planos Bresser, Collor I (quanto ao
mês de maio de 1990) e Collor II, em que a decisão recorrida se fundou na existência de direito
adquirido aos índices de correção que mandou observar, é de aplicar-se o princípio de que não
há direito adquirido a regime jurídico. Recurso extraordinário conhecido em parte, e nela
provido, para afastar da condenação as atualizações dos saldos do FGTS no tocante aos Planos
Bresser, Collor I (apenas quanto à atualização no mês de maio de 1990) e Collor II." (RE
226.855, Rel. Min. Moreira Alves, julgamento em 31-8-00, Plenário, DJ de 13-10-00). No
mesmo sentido: AI 709.962-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgamento em 9-6-09, 1ª Turma,
DJE de 7-8-09.

IV - salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas


necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde,
lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe
preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;

“Os artigos 7º, IV, e 39, § 3º (redação da EC 19/98), da Constituição, referem-se ao total da
remuneração percebida pelo servidor público.” (Súmula Vinculante 16)
“O cálculo de gratificações e outras vantagens do servidor público não incide sobre o abono
utilizado para se atingir o salário mínimo.” (Súmula Vinculante 15)
"Não viola a Constituição o estabelecimento de remuneração inferior ao salário mínimo para as
praças prestadoras de serviço militar inicial.” (Súmula Vinculante 6)
“Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como
indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser
substituído por decisão judicial.” (Súmula Vinculante 4)

"O regime de manutenção de salário, aplicável ao (IAPM) e ao (IAPETC), exclui a indenização


tarifada na lei de acidentes do trabalho, mas não o benefício previdenciário." (SÚM. 465)
"As gratificações habituais, inclusive a de natal, consideram-se tacitamente convencionadas,
integrando o salário." (SÚM. 207)
"Tem direito o trabalhador substituto, ou de reserva, ao salário mínimo no dia em que fica à
disposição do empregador sem ser aproveitado na função específica; se aproveitado, recebe o
salário contratual." (SÚM. 204)
"Não está sujeita à vacância de 60 dias a vigência de novos níveis de salário mínimo." (SÚM.
203)

“Longe fica de transgredir a Carta da República pronunciamento judicial que implique a


satisfação dos proventos considerado o valor representado pelo salário mínimo.” (AI 482.810-
AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 30-6-09, 1ª Turma, DJE de 21-8-09)

“Após a edição das leis de custeio e benefícios da previdência social, impossível a revisão de
benefícios previdenciários vinculada ao salário mínimo.” (AI 594.561-AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, julgamento em 23-6-09, 1ª Turma, DJE de 14-8-09)

"O Tribunal, por maioria, julgou improcedente pedido formulado em ação direta de
inconstitucionalidade proposta pelo Partido Democrático Trabalhista – PDT contra os artigos 60,
parágrafo único, 83, I e IV, c, e 141, II, da Lei 11.101/2005, que regula a recuperação judicial, a
extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária. (...) Também repeliu-se a
apontada inconstitucionalidade do art. 83 da Lei 11.101/2005, por ofensa aos artigos 5º, XXXVI
e 7º, IV, da CF, na qualificação, como quirografários, dos créditos trabalhistas derivados da
legislação do trabalho que ultrapassem 150 salários mínimos. Frisou-se não haver perda de
direitos por parte dos trabalhadores, haja vista que, independentemente da categoria em que
tais créditos fossem classificados, não deixariam de existir nem se tornariam inexigíveis,
deixando de ter apenas caráter preferencial. Observou-se que o estabelecimento de um limite
quantitativo para a inserção dos créditos trabalhistas na categoria de preferenciais, do ponto
de vista histórico, implicou uma ruptura com a concepção doutrinária que dava suporte ao
modelo abrigado no Decreto-lei 7.661/45, que tinha como enfoque principal a proteção do
credor e não a preservação da empresa como fonte geradora de bens econômicos e sociais.
Destacou-se, ainda, que a própria legislação internacional de proteção ao trabalhador
(Convenção 173 da Organização Internacional do Trabalho – OIT) prevê a possibilidade do
estabelecimento de limites legais aos créditos de natureza trabalhista, desde que preservado o
mínimo essencial à sobrevivência do empregado. Considerou-se que, apesar de ainda não ter
havido ratificação dessa Convenção pelo Brasil, poder-se-ia afirmar que os limites eleitos para
a garantia dos créditos trabalhistas, na hipótese de falência ou recuperação judicial de
empresas, teriam respaldo nas normas adotadas no âmbito da OIT. Nesse sentido, as
disposições da Lei 11.101/2005 demonstrariam uma preocupação de caráter distributivo,
fixando um critério razoável e proporcional, o mais possível equitativo no que diz respeito ao
concurso de credores, ou seja, ao estabelecer um limite máximo para que os créditos
trabalhistas tivessem um tratamento preferencial, teria buscado garantir que essa proteção
alcançasse o maior número de trabalhadores, isto é, exatamente os que ganham os menores
salários. Concluiu-se que o limite de conversão dos créditos trabalhistas em quirografários,
portanto, não afrontaria a Constituição Federal, visto que teria por objetivo a proteção do
patrimônio dos trabalhadores, especialmente os mais necessitados do ponto de vista
econômico. Por fim, não se vislumbrou, de igual modo, nenhum vício na fixação do limite dos
créditos trabalhistas, para o efeito de classificá-los como quirografários, em salários mínimos,
ao fundamento de que o que a Constituição proíbe é a utilização do salário mínimo como
indexador de prestações periódicas e não como parâmetro de indenizações ou condenações."
(ADI 3.934, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 27-5-09, Plenário, Informativo 548)

"É inconstitucional a norma de Constituição do Estado-membro que disponha sobre valor da


remuneração de servidores policiais militares." (ADI 3.555, Rel. Min. Cezar Peluso, julgamento
em 4-3-09, Plenário, DJE de 8-5-09)

“Morte de preso no interior de estabelecimento prisional. Indenização por danos morais e


materiais. Cabimento. Responsabilidade objetiva do Estado (...) pensão fixada. Hipótese
excepcional em que se permite a vinculação ao salário mínimo. Precedentes.” (AI 577.908-AgR,
Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 30-9-08, 2ª Turma, DJE de 21-11-08)

“Salário mínimo utilização como forma de expressão do valor inicial da condenação.


Possibilidade.” (AI 605.102-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 30-9-08, 2ª Turma,
DJE de 21-11-08)
“Pensão. Caráter alimentício. Vinculação ao salário-mínimo. Possibilidade. Precedentes.” (AI
606.151-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 30-9-08, Plenário, DJE de 21-11-08)
"Adicional de insalubridade – Base de cálculo – Salário mínimo. Mesmo em se tratando de
adicional de insalubridade, descabe considerar o salário mínimo como base de cálculo –
Verbete Vinculante n. 4 da Súmula do Supremo. Agravo – Reforma – Alcance. Afasta-se a
observância do verbete vinculante quando conclusão diversa acarreta o prejuízo do
recorrente." (RE 388.658-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 12-8-08, 1ª Turma, DJE
de 26-9-08). No mesmo sentido: AI 538.428-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 12-
8-08, 1ª Turma, DJE de 26-9-08.

“Constitucional. Serviço militar obrigatório. Soldo. Valor inferior ao salário mínimo. Violação
aos arts. 1º, III, 5º, caput, e 7º, IV, da CF. Inocorrência. RE desprovido. A Constituição Federal
não estendeu aos militares a garantia de remuneração não inferior ao salário mínimo, como o
fez para outras categorias de trabalhadores. O regime a que submetem os militares não se
confunde com aquele aplicável aos servidores civis, visto que têm direitos, garantias,
prerrogativas e impedimentos próprios. Os cidadãos que prestam serviço militar obrigatório
exercem um múnus público relacionado com a defesa da soberania da pátria. A obrigação do
Estado quanto aos conscritos limita-se a fornecer-lhes as condições materiais para a adequada
prestação do serviço militar obrigatório nas Forças Armadas.” (RE 570.177, Rel. Ricardo
Lewandowski, julgamento em 30-4-08, Plenário, DJE de 27-6-08). No mesmo sentido: RE
551.453, RE 551.608, RE 551.713, RE 551.778, RE 555.897, RE 556.233, RE 556.235, RE
557.542, RE 557.606, RE 557.717, RE 558.279, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em
30-4-08, Plenário, DJE de 27-6-08.

"Art. 7º, inc. IV, da Constituição da República. Não-recepção do art. 3º, parágrafo único, da Lei
Complementar paulista n. 432/1985 pela Constituição de 1988. Inconstitucionalidade de
vinculação do adicional de insalubridade ao salário-mínimo: precedentes. Impossibilidade da
modificação da base de cálculo do benefício por decisão judicial. Recurso extraordinário ao
qual se nega provimento. O sentido da vedação constante da parte final do inc. IV do art. 7º da
Constituição impede que o salário-mínimo possa ser aproveitado como fator de indexação;
essa utilização tolheria eventual aumento do salário-mínimo pela cadeia de aumentos que
ensejaria se admitida essa vinculação (RE 217.700, Ministro Moreira Alves). A norma
constitucional tem o objetivo de impedir que aumento do salário-mínimo gere, indiretamente,
peso maior do que aquele diretamente relacionado com o acréscimo. Essa circunstância
pressionaria reajuste menor do salário-mínimo, o que significaria obstaculizar a implementação
da política salarial prevista no art. 7º, inciso IV, da Constituição da República. O
aproveitamento do salário-mínimo para a formação da base de cálculo de qualquer parcela
remuneratória ou com qualquer outro objetivo pecuniário (indenizações, pensões, etc.) esbarra
na vinculação vedada pela Constituição do Brasil. Histórico e análise comparativa da
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal." (RE 565.714, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgamento
em 30-4-08, Plenário, DJE de 8-8-08). No mesmo sentido: AI 395.455-AgR, Rel. Min. Ellen
Gracie, julgamento em 23-6-09, 2ª Turma, DJE de 7-8-09; AI 344.269-AgR-AgR, Rel. Min. Celso
de Mello, julgamento em 23-6-09, 2ª Turma, DJE de 7-8-09; RE 557.727-AgR, Rel. Min. Eros
Grau, julgamento em 19-8-08, 2ª Turma, DJE de 12-9-08.

“(...) Vencimentos. Vinculação ao salário mínimo. Vulnera o disposto no inciso IV do artigo 7º


da Constituição Federal vincular vencimentos ao salário mínimo, não gerando a prática direito
à manutenção do valor alcançado.” (RE 349.850, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 25-3-
08, 1ª Turma, DJE de 23-5-08)

“Servidor público. Piso de vencimento. Vinculação ao salário mínimo. O art. 7º, IV, da
Constituição Federal, refere-se à remuneração, e não somente ao salário-base. Jurisprudência
assentada.” (RE 522.661-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, julgamento em 6-11-07, 2ª Turma, DJE
de1º-2-08). No mesmo sentido: AI 695.307-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento em 8-9-
09, 2ª Turma, DJE de 25-9-09.

"O artigo 3º da Lei federal n. 6.194 vincula ao salário mínimo as indenizações pagas em
decorrência de morte, invalidez permanentes e despesas de assistência médica e
suplementares resultantes de acidentes causados por veículos automotores de via terrestre. O
Tribunal dividiu-se quanto à caracterização do fumus boni iuris e do periculum in mora: i) votos
majoritários que entenderam ausentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, eis que o
artigo 7º, inciso IV, da Constituição do Brasil não vedaria a utilização do salário mínimo como
parâmetro quantificador de indenização e a Lei n. 6.194 teria sido inserida no ordenamento
jurídico em 1974, respectivamente; ii) votos vencidos, incluindo o do Relator, no sentido de que
o fumus boni iuris estaria configurado na impossibilidade de vinculação do salário mínimo para
fins remuneratórios, indenizatórios – embora em situações excepcionais esta Corte tenha
manifestado entendimento diverso – e o periculum in mora evidenciado pela existência de
inúmeras decisões judiciais que, aplicando o texto normativo impugnado, impondo às
entidades seguradoras obrigações pecuniárias. Medida cautelar indeferida, contra o voto do
Relator, que determinava a suspensão do trâmite dos processos em curso que respeitem à
aplicação do artigo 3º da Lei n. 6.194, de 19 de dezembro de 1.974, até o julgamento final do
feito." (ADPF 95-MC, Rel. p/ o ac. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 31-8-06, Plenário,
DJ de 11-5-07)

“Noutro giro, não ofende a Carta Magna a utilização do salário mínimo como critério de
aferição do nível de pobreza dos aspirantes às carreiras públicas, para fins de concessão do
benefício de que trata a Lei capixaba n. 6.663/01." (ADI 2.672, Rel. p/ o ac. Min. Carlos Britto,
julgamento em 22-6-06, Plenário, DJ de 10-11-06)

“Adicional de insalubridade. Vinculação ao salário mínimo. Art. 7º, IV da CF/88. O art. 7º, IV da
Constituição proíbe tão-somente o emprego do salário mínimo como indexador, sendo legítima
a sua utilização como base de cálculo do adicional de insalubridade.” (RE 452.205, Rel. Min.
Ellen Gracie, julgamento em 11-10-05, 2ª Turma, DJ de 4-11-05).

"Servidor público: salário mínimo. É da jurisprudência do STF que a remuneração total do


servidor é que não pode ser inferior ao salário mínimo (CF, art. 7º, IV). Ainda que os
vencimentos sejam inferiores ao mínimo, se tal montante é acrescido de abono para atingir tal
limite, não há falar em violação dos artigos 7º, IV, e 39, § 3º, da Constituição. Inviável,
ademais, a pretensão de reflexos do referido abono no cálculo de vantagens, que implicaria
vinculação constitucionalmente vedada (CF, art. 7º, IV, parte final)." (RE 439.360-AgR, Rel. Min.
Sepúlveda Pertence, julgamento em 9-8-05, 1ª Turma, DJ de 2-9-05). No mesmo sentido: RE
553.038-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 7-4-09, 1ª Turma, DJE de 29-5-09; AI
583.573-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgamento em 17-2-09, 2ª Turma, DJE de 20-3-09; RE
523.835-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 16-12-08, 1ª Turma, DJE de 20-2-
09; RE 539.248-AgR, Rel. Min. Carlos Britto, julgamento em 13-5-08, 1ª Turma, DJE de 15-5-09;
RE 541.100- AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 4-12-07, DJE de 1º-2-08 RE 476.761-
AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 13-12-06, DJ de 9-2-07; RE 474.197-AgR,
Rel. Min. Cezar Peluso, julgamento em 18-9-07, DJ de 11-10-07.

"Norma impugnada que trata da remuneração do pessoal de autarquia estadual, vinculando o


quadro de salários ao salário mínimo. (...) Argüição de descumprimento de preceito
fundamental julgada procedente para declarar a ilegitimidade (não-recepção) do Regulamento
de Pessoal do extinto IDESP em face do princípio federativo e da proibição de vinculação de
salários a múltiplos do salário mínimo (art. 60, § 4º, I, c/c art. 7º, inciso IV, in fine, da
Constituição Federal). (ADPF 33, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 7-12-05, Plenário, DJ
de 27-10-06). No mesmo sentido: AC 2.288 REF-MC, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em
10-3-09, 2ª Turma, Informativo 538; ADPF 47, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 12-12-07,
Plenário, DJ de 18-4-08.

“Servidor Público Estadual. Gratificação Complementar de Vencimento. Lei Estadual n. 9.503,


de 1994. Base de cálculo. Vinculação ao salário mínimo. Ofensa ao art. 7º, IV, da Constituição
Federal.” (RE 426.059, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 30-6-05, Plenário, DJ de 23-9-
05). No mesmo sentido: RE 426.062-AgR-ED-EDv, Rel. Min. Cezar Peluso, julgamento em 20-
8-09, Plenário, DJE de 18-9-09; RE 422.148-AgR-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em
23-6-09, 2ª Turma, DJE de 7-8-09.

“A insuficiência do valor correspondente ao salário mínimo – definido em importância que se


revele incapaz de atender as necessidades vitais básicas do trabalhador e dos membros de sua
família – configura um claro descumprimento, ainda que parcial, da Constituição da República,
pois o legislador, em tal hipótese, longe de atuar como sujeito concretizante do postulado
constitucional que garante à classe trabalhadora um piso geral de remuneração digna (CF, art.
7º, IV), estará realizando, de modo imperfeito, porque incompleto, o programa social assumido
pelo Estado na ordem jurídica. A omissão do Estado – que deixa de cumprir, em maior ou em
menor extensão, a imposição ditada pelo texto constitucional – qualifica-se como
comportamento revestido da maior gravidade político-jurídica, eis que, mediante inércia, o
Poder Público também desrespeita a Constituição, também compromete a eficácia da
declaração constitucional de direitos e também impede, por ausência de medidas
concretizadoras, a própria aplicabilidade dos postulados e princípios da Lei Fundamental. As
situações configuradoras de omissão inconstitucional, ainda que se cuide de omissão parcial,
refletem comportamento estatal que deve ser repelido, pois a inércia do Estado – além de
gerar a erosão da própria consciência constitucional – qualifica-se, perigosamente, como um
dos processos informais de mudança ilegítima da Constituição, expondo-se, por isso mesmo, à
censura do Poder Judiciário. Precedentes: RTJ 162/877-879, Rel. Min. Celso de Mello – RTJ
185/794-796, Rel. Min. Celso de Mello.” (ADI 1.442, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 3-
11-04, Plenário, DJ de 29-4-05). No mesmo sentido: ADI 1.458-MC, Rel. Min. Celso de Mello,
julgamento em 23-5-96, Plenário, DJ de 20-9-96).

“Adicional de insalubridade: vinculação ao salário mínimo, estabelecida pelas instâncias


ordinárias, que contraria o disposto no art. 7º, IV, da Constituição: precedentes.” (AI 499.211-
AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 29-6-04, 1ª Turma, DJ de 6-8-04). No
mesmo sentido: RE 439.035, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 11-12-07, 2ª Turma,
DJE de 28-3-08; RE 451.215-AgR, Rel. Min. Carlos Britto, julgamento em 28-11-06, 1ª Turma, DJ
de 11-5-07; RE 236.396, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 2-10-98, 2ª Turma, DJ de
20-11-98.

“Indenização vinculada ao salário mínimo: impossibilidade. CF, art. 7º, IV. O que a Constituição
veda – art. 7º, IV – é a fixação do quantum da indenização em múltiplo de salários mínimos.
STF, RE 225.488/PR, Moreira Alves; ADI 1.425. A indenização pode ser fixada, entretanto, em
salários mínimos, observado o valor deste na data do julgamento. A partir daí, esse quantum
será corrigido por índice oficial.” (RE 409.427-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso, julgamento em 16-
3-04, 1ª Turma, DJ de 2-4-04). No mesmo sentido: AI 537.333-ED, Rel. Min. Joaquim Barbosa,
julgamento em 12-5-09, 2ª Turma, DJE de 26-6-09; RE 225.488, Rel. Min. Moreira Alves,
julgamento em 11-4-00, 1ª Turma, DJ de 16-6-00.

“Multa administrativa vinculada a salário mínimo. (...) O Plenário desta Corte, ao julgar a ADI
1.425, firmou o entendimento de que, ao estabelecer o artigo 7º, IV, da Constituição que é
vedada a vinculação ao salário mínimo para qualquer fim, 'quis evitar que interesses estranhos
aos versados na norma constitucional venham a ter influência na fixação do valor mínimo a ser
observado'. Ora, no caso, a vinculação se dá para que o salário mínimo atue como fator de
atualização da multa administrativa, que variará com o aumento dele, o que se enquadra na
proibição do citado dispositivo constitucional. É, portanto, inconstitucional o § 1º do artigo 4º
da Lei 5.803, de 4-9-90, do Município de Ribeirão Preto.” (RE 237.965, Rel. Min. Moreira Alves,
julgamento em 10-2-00, Plenário, DJ de 31-3-00). No mesmo sentido: RE 445.282-AgR, Rel.
Min. Marco Aurélio, julgamento em 7-4-09, 1ª Turma, DJE de 5-6-09.

“Salário mínimo. Vinculação proibida. Previdência. Contribuição. A razão de ser da parte final
do inciso IV do artigo 7º da Carta Federal – '... vedada a vinculação para qualquer fim;' – é
evitar que interesses estranhos aos versados na norma constitucional venham a ter influência
na fixação do valor mínimo a ser observado.” (RE 197.072, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento
em 25-11-98, Plenário, DJ de 8-6-01)

“Estado do Rio Grande do Sul. Constituição Estadual. Art. 29, I, que assegura aos servidores
militares vencimento básico nunca inferior ao salário mínimo fixado pela União.
Inconstitucionalidade formal. Dispositivo ofensivo ao princípio da iniciativa legislativa privativa
do Chefe do Poder Executivo, prevista no art. 61, § 1º, II, a, da Constituição, corolário do
postulado da separação dos poderes, de observância imperiosa pelos Estados-membros, por
instituir mecanismo de reajuste automático de vencimentos de servidores. Aliás, a garantia do
salário mínimo, quando da edição da norma sob enfoque, ainda não havia sido estendida aos
militares, o que somente ocorreu com a EC n. 18/98, havendo de entender-se, entretanto,
como referida à remuneração global do servidor, visto destinar-se a assegurar o atendimento
das necessidades vitais básicas deste, sendo vedada, ademais, sua vinculação para qualquer
fim. Inconstitucionalidade que se declara, no art. 47 da Constituição do Estado do Rio Grande
do Sul, da referência feita ao inciso I do art. 29 da mesma Carta.” (RE 198.982, Rel. Min. Ilmar
Galvão, julgamento em 5-8-98, Plenário, DJ de 19-4-02)

"A fixação de pensão alimentícia tem por finalidade garantir aos beneficiários as mesmas
necessidades básicas asseguradas aos trabalhadores em geral pelo texto constitucional. De
considerar-se afastada, por isso, relativamente a essa hipótese, a proibição da vinculação ao
salário mínimo, prevista no inciso IV do artigo 7º da Carta Federal." (RE 134.567, Rel. Min. Ilmar
Galvão, julgamento em 19-11-91, 1ª Turma, DJ de 6-12-91). No mesmo sentido: RE 166.586,
Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 22-4-97, 2ª Turma, DJ de 29-8-97; RE 170.203, Rel. Min.
Ilmar Galvão, julgamento em 30-11-93, 1ª Turma, DJ de 15-4-94.

V - piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho;

VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;

VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração
variável;

“Constitucional. Serviço militar obrigatório. Soldo. Valor inferior ao salário mínimo. Violação aos
arts. 1º, III, 5º, caput, e 7º, IV, da CF. Inocorrência. RE desprovido. A Constituição Federal não
estendeu aos militares a garantia de remuneração não inferior ao salário mínimo, como o fez
para outras categorias de trabalhadores. O regime a que submetem os militares não se
confunde com aquele aplicável aos servidores civis, visto que têm direitos, garantias,
prerrogativas e impedimentos próprios. Os cidadãos que prestam serviço militar obrigatório
exercem um múnus público relacionado com a defesa da soberania da pátria. A obrigação do
Estado quanto aos conscritos limita-se a fornecer-lhes as condições materiais para a adequada
prestação do serviço militar obrigatório nas Forças Armadas.” (RE 570.177, Rel. Ricardo
Lewandowski, julgamento em 30-4-08, Plenário, DJE de 27-6-08). No mesmo sentido: RE
551.453, RE 551.608, RE 551.713, RE 551.778, RE 555.897, RE 556.233, RE 556.235, RE
557.542, RE 557.606, RE 557.717, RE 558.279, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em
30-4-08, Plenário, DJE de 27-6-08.

VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria;

"As gratificações habituais, inclusive a de natal, consideram-se tacitamente convencionadas,


integrando o salário." (SÚM. 207)
IX - remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;

"Vigia noturno tem direito a salário adicional." (SÚM. 402)


"Provada a identidade entre o trabalho diurno e o noturno, é devido o adicional, quanto a este,
sem a limitação do art. 73, § 3º, da Consolidação das Leis do Trabalho independentemente da
natureza da atividade do empregador." (SÚM. 313)
"A duração legal da hora de serviço noturno (52 minutos e 30 segundos) constitui vantagem
suplementar que não dispensa o salário adicional." (SÚM. 214)
"É devido o adicional de serviço noturno, ainda que sujeito o empregado ao regime de
revezamento." (SÚM. 213)

"Gratificação especial de trabalho policial. Adicional noturno. (...) Não malfere o disposto no
artigo 7º, IX, da Constituição Federal a interpretação oferecida pelas instâncias ordinárias que
consideraram que a gratificação chamada Regime Especial de Trabalho Policial – RETP, como
expressamente previsto na legislação de regência, alcança o trabalho em horário irregular,
incluído o regime de plantões noturno. Interpretação em outra direção conflita com o disposto
no artigo 37, XIV, da Constituição Federal." (RE 185.312, Rel. Min. Menezes Direito, julgamento
em 15-4-08, 2ª Turma, DJE de 30-5-08)

X - proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa;

XI - participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e,


excepcionalmente, participação na gestão da empresa, conforme definido em lei;

"O salário-produção, como outras modalidades de salário-prêmio, é devido, desde que


verificada a condição a que estiver subordinado, e não pode ser suprimido unilateralmente,
pelo empregador, quando pago com habitualidade." (SÚM. 209)

"Participação nos lucros. Art. 7°, XI, da Constituição Federal. Necessidade de lei para o
exercício desse direito. O exercício do direito assegurado pelo art. 7°, XI, da Constituição
Federal começa com a edição da lei prevista no dispositivo para regulamentá-lo, diante da
imperativa necessidade de integração. Com isso, possível a cobrança das contribuições
previdenciárias até a data em que entrou em vigor a regulamentação do dispositivo.” (RE
398.284, Rel. Min. Menezes Direito, julgamento em 23-9-08, 1ª Turma, DJE de 19-12-08). No
mesmo sentido: RE 393.764–AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento em 25-11-08, 2ª Turma,
DJE de 19-12-08.

"Ação direta de inconstitucionalidade: medida cautelar: impugnação da parte final do inciso I


do art. 2º da Medida Provisória 1.698-46, de 30-6-98, que prevê, como alternativa à convenção
ou ao acordo coletivo, que se estabeleça, para o fim de compor a fórmula de participação dos
empregados nos resultados das empresas, uma comissão ‘escolhida pelas partes, integrada,
também, por um representante indicado pelo sindicato da respectiva categoria, dentre os
empregados da sede da empresa’. A expressão impugnada, ao restringir aos filiados que
servem na empresa, a escolha, a ser feita pelo sindicato, daquele que deverá compor a
comissão destinada a, alternativamente, negociar a participação dos empregados nos lucros e
resultados da empregadora, é de ter-se por ofensiva ao art. 8º, III, da Constituição, que
consagra o princípio da defesa, pelo sindicato, ‘dos direitos e interesses coletivos ou individuais
da categoria’, em razão do qual goza a entidade da prerrogativa de representar os interesses
gerais da respectiva categoria e os interesses individuais dos associados relativos à atividade
ou profissão exercida: limitação da independência do sindicato na sua participação, que a
Constituição impôs, nessa modalidade de negociação coletiva (CF, art. 8º, VI). Introdução de
um mecanismo típico de sindicalismo de empresa, que o nosso sistema constitucional não
admite. Deferida a suspensão cautelar da expressão ‘dentre os empregados da sede da
empresa’." (ADI 1.861-MC, Rel. p/ o ac. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 16-9-98,
Plenário, DJ de 6-9-07)

“Participação dos empregados na gestão da empresa: admitida, com base no art. 7º, XI, CF,
parece que, na eleição do representante, o sufrágio deve ser concedido apenas aos
empregados em atividade, não aos inativos.” (ADI 2.296-MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence,
julgamento em 16-11-00, Plenário, DJ de 23-2-01)

"Participação nos lucros da empresa: CF, art. 7º, XI: mandado de injunção prejudicado em face
da superveniência de medida provisória disciplinando o art. 7º, XI, da CF." (MI 102, Rel. p/ o ac.
Min. Carlos Velloso, julgamento em 12-2-98, Plenário, DJ de 25-10-02)

"Ação direta de inconstitucionalidade. Art. 2º, caput, da Medida Provisória n. 1.136, de 26-9-95,
repetido na Medida Provisória n. 1.239, de 14-12-95, que regula a representação dos
empregados, em convenção celebrada para regular a forma de sua participação nos lucros da
empresa. Alegada afronta ao art. 8º, inc. VI, da Constituição Federal. Plausibilidade da
alegação, relativamente às expressões ‘por meio de comissão por eles escolhida’, contida no
texto da referida norma, requisito a que se alia, por motivos óbvios, a conveniência da pronta
suspensão de sua vigência. Cautelar parcialmente deferida." (ADI 1.361-MC, Rel. Min. Ilmar
Galvão, julgamento em 12-12-95, Plenário, DJ de 12-4-96)

Redação Anterior:
XII - salário-família para os seus dependentes; (Alterado pela EC nº 20/1998)
XII - salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da
lei; (Redação da EC 20/98)

XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro
semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou
convenção coletiva de trabalho;

“Cargo de gestão. Ausência de controle da jornada de trabalho. Possibilidade. Art. 62, II, da
CLT. Decisão mantida. Não afronta o art. 7º, XIII, da Constituição da República, a decisão que
excepciona os ocupantes de cargos de gestão do controle de jornada de trabalho.” (RE
563.851-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, julgamento em 26-2-08, 2ª Turma, DJE de 28-3-08)

“(...) a apuração do salário-hora, para efeito de cálculo da hora extraordinária, há de ser feita,
no caso do trabalhador mensalista, mediante a divisão do salário por 220, e não por 240 (...).”
(RE 325.550, voto do Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 26-2-02, 1ª Turma, DJ de 5-4-
02)
XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento,
salvo negociação coletiva;

"Os intervalos fixados para descanso e alimentação durante a jornada de seis horas não
descaracterizam o sistema de turnos ininterruptos de revezamento para o efeito do art. 7º, XIV,
da Constituição." (SÚM. 675)
"É devido o adicional de serviço noturno, ainda que sujeito o empregado ao regime de
revezamento." (SÚM. 213)

"Não vulnera o inciso XIV do artigo 7º da Carta Política da República, voltado à proteção dos
trabalhadores, pronunciamento judicial em que se conclui que, contratado o prestador dos
serviços para trabalhar em turnos ininterruptos mediante o salário-hora, a sétima e oitava
horas são devidas como extraordinárias." (AI 543.614-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento
em 18-10-05, 1ª Turma, DJ de 9-12-05)

“A expressão 'ininterrupto' aplica-se a turnos, pois são eles que podem ser ininterruptos.
Intraturno não há interrupção, mas suspensão ou, como nominado pela CLT, intervalo. A
ininterrupção do texto constitucional diz com turnos entre si. Nada com as suspensões ou
intervalos intraturnos. São os turnos que devem ser ininterruptos e não o trabalho da empresa.
Circunscreve-se a expressão 'turno' aos segmentos das 24 horas, pelo que se tem como
irrelevante a paralisação coletiva do trabalho aos domingos. O trabalhador, por texto
constitucional, tem direito ao repouso semanal remunerado. Se a empresa, tendo em vista as
condições operacionais de suas máquinas, pode paralisar no domingo, cumpre uma obrigação
constitucional. Preferencialmente no domingo, diz a Constituição. Consideram-se os intervalos,
que são obrigações legais, como irrelevantes quanto à obrigação de ser o turno de 6 horas,
quando (a) forem os turnos ininterruptos entre si, (b) houver revezamento e (c) não houver
negociação coletiva da qual decorra situação diversa. Não é a duração do intervalo, se de 15
minutos, de uma ou de duas horas – que determina a duração da jornada. É o inverso. É a
duração da jornada que determina o tamanho do intervalo: se de 15 minutos, de uma hora ou
mais.” (RE 205.815, Rel. p/ o ac. Min. Nelson Jobim, julgamento em 4-12-97, 1ª Turma, DJ de 2-
10-98)

XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;

"No cálculo da indenização por acidente do trabalho inclui-se, quando devido, o repouso
semanal remunerado." (SÚM. 464)
"No cálculo da indenização por despedida injusta inclui-se, quando devido, o repouso semanal
remunerado." (SÚM. 462)
"É duplo, e não triplo, o pagamento do salário nos dias destinados a descanso." (SÚM. 461)
"O vendedor pracista, remunerado mediante comissão, não tem direito ao repouso semanal
remunerado." (SÚM. 201)

“Repouso semanal remunerado preferentemente aos domingos: medida provisória que


autoriza o funcionamento no domingo do comércio varejista desde que nele recaia o repouso
semanal do trabalhador pelo menos uma vez a cada período de quatro semanas: suspensão
cautelar indeferida por seis votos, vencido o Relator, ao contrário do que decidido sobre norma
semelhante de versão anterior da Medida Provisória 1.539 (ADIn 1.675), na qual nenhum
domingo se garantia.” (ADI 1.687-MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 26-11-97,
Plenário, DJ de 31-10-01)

“A Constituição não faz absoluta a opção pelo repouso aos domingos, que só impôs
'preferentemente'; a relatividade daí decorrente não pode, contudo, esvaziar a norma
constitucional de preferência, em relação à qual as exceções – sujeitas à razoabilidade e
objetividade dos seus critérios – não pode converter-se em regra, a arbítrio unicamente de
empregador. A Convenção 126 da OIT reforça a argüição de inconstitucionalidade: ainda
quando não se queira comprometer o Tribunal com a tese da hierarquia constitucional dos
tratados sobre direitos fundamentais ratificados antes da Constituição, o mínimo a conferir-lhe
é o valor de poderoso reforço à interpretação do texto constitucional que sirva melhor à sua
efetividade: não é de presumir, em Constituição tão ciosa da proteção dos direitos
fundamentais quanto a nossa, a ruptura com as convenções internacionais que se inspiram na
mesma preocupação.” (ADI 1.675-MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 24-9-97,
Plenário, DJ de 19-9-03)

XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do


normal;

“Ato administrativo que determinou a suspensão de pagamento de horas extras incorporadas


ao salário dos impetrantes, por decisão do TCU. Entendimento assente no Tribunal de Contas
deflui da aplicação de preceitos atinentes à limitação que as normas administrativas impõem à
incidência da legislação trabalhista sobre os servidores públicos regidos pela CLT, à época em
que tal situação podia configurar-se. Entendimento no sentido de que não é possível a
coexistência das vantagens dos dois regimes funcionais. Ao ensejo da transferência do
impetrante para o sistema estatutário, ut Lei n.º 8.112/90, há de ter o regime próprio desta Lei,
ressalvada, tão-só, a irredutibilidade dos salários.” (MS 22.455, Rel. Min. Néri da Silveira,
julgamento em 22-4-02, Plenário, DJ de 7-6-02). No mesmo sentido: AI 697.499-AgR, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 30-6-09, 1ª Turma, DJE de 21-8-09; AI 387.263-AgR,
Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 18-5-04, 1ª Turma, DJ de 25-6-04; MS 24.381,
Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 13-5-04, Plenário, DJ de 3-9-04.

XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário
normal;

"Não é inconstitucional a Lei 1.530, de 26-12-1951, que manda incluir na indenização por
despedida injusta parcela correspondente a férias proporcionais." (SÚM. 200)
"O salário das férias do empregado horista corresponde à média do período aquisitivo, não
podendo ser inferior ao mínimo." (SÚM. 199)
"As ausências motivadas por acidente do trabalho não são descontáveis do período aquisitivo
das férias." (SÚM. 198)

"O Tribunal desproveu recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Norte
contra acórdão que mantivera sentença que reconhecera a servidor público ocupante de cargo
comissionado o direito a receber, quando exonerado, o valor referente às férias não usufruídas,
acrescido de um terço. Alegava o Estado recorrente que, como não tinha gozado as férias, o
servidor não teria direito ao referido adicional. Na linha do que decidido no julgamento do RE
324.656/RJ (DJU de 17-8-06), no sentido de que não é o gozo de férias que garante o adicional
de, pelo menos, um terço a mais, e sim o próprio direito às férias constitucionalmente
assegurado (CF, art. 7º, XVII), entendeu-se que, no caso, haveria dupla punição do servidor
exonerado, que, além de não poder gozar as férias por necessidade de serviço, também não
recebera o acréscimo de um terço, o que configuraria, ainda, enriquecimento ilícito do Estado.
Rejeitou-se, ademais, a alegação do recorrente de que o terço constitucional não seria devido,
por não dispor a legislação estadual (Lei Complementar 122/94, art. 83) de previsão do seu
pagamento para a hipótese de férias não gozadas, haja vista não ser possível à legislação
infraconstitucional restringir um direito constitucional garantido ao trabalhador." (RE 570.908,
Rel. Min. Cármen Lúcia, julgamento em 16-9-09, Plenário, Informativo 559). No mesmo
sentido: RE 588.937-AgR, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 4-11-08, 2ª Turma, DJE de 28-
11-08; RE 324.656-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 6-2-07, 2ª Turma, DJ de 2-3-
07; RE 324.880-AgR, Rel. Min. Carlos Britto, julgamento em 24-5-05, 1ª Turma, DJ de 10-3-06.

“O Supremo Tribunal Federal, em sucessivos julgamentos, firmou entendimento no sentido da


não incidência de contribuição social sobre o adicional de um terço (1/3), a que se refere o art.
7º, XVII, da Constituição Federal. Precedentes.” (RE 587.941-AgR, Rel. Min. Celso de Mello,
julgamento em 30-9-08, 2ª Turma, DJE de 21-11-08). No mesmo sentido: AI 710.361-AgR,
Rel. Min. Cármen Lúcia, julgamento em 7-4-09, 1ª Turma, DJE de 8-5-09.

“Compensação da gratificação denominada pós-férias, instituída por norma coletiva, com o


terço constitucional de férias. Possibilidade. Precedentes. O Supremo Tribunal Federal já se
posicionou pela possibilidade de compensação da gratificação denominada pós-férias,
instituída por norma coletiva, com o adicional de 1/3 sobre as férias, previsto no inciso XVII do
art. 7º da Magna Carta. Precedentes: AIs 360.306-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves;
401.304-AgR e 506.362-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence; e RE 380.960, de minha
relatoria.” (AI 513.027-AgR, Rel. Min. Carlos Britto, julgamento em 29-6-06, 1ª Turma, DJ de 8-
9-06)

“Servidor público aposentado: férias: acréscimo de um terço. CF, art. 7º, XVII. Resolução n.
06/89 do Tribunal de Justiça do Espírito Santo. O direito às férias remuneradas é assegurado ao
servidor público em atividade. O acréscimo de um terço da remuneração segue o principal:
somente faz jus a esse acréscimo o servidor com direito ao gozo de férias remuneradas. CF,
art. 7º, inciso XVII. Servidor público aposentado não tem direito, obviamente, ao gozo de férias.
Resolução 06/89 do Tribunal de Justiça do Espírito Santo que estendeu aos magistrados
aposentados o acréscimo relativamente às férias na base de um terço da remuneração:
inconstitucionalidade.” (ADI 2.579, Rel. Min. Carlos Velloso, julgamento em 21-8-03, Plenário,
DJ de 26-9-03)

“Estado do Rio Grande do Sul. Art. 2º da Lei n. 8.870, de 18-7-89, que limita a apenas um mês
de férias o aumento, em 30%, dos vencimentos dos membros da magistratura estadual,
previsto no art. 7º, XVII, da Constituição. Dispositivo legal que se revela incompatível com a
norma constitucional em referência, dado tratar-se de carreira cujos integrantes têm direito a
sessenta dias de férias anuais (art. 66 da LOMAN).” (AO 517, Rel. Min. Ilmar Galvão,
julgamento em 16-12-99, Plenário, DJ de 10-3-00)

XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e
vinte dias;

“A empregada sob regime de contratação temporária tem direito à licença-maternidade, nos


termos do art. 7º, XVIII da Constituição e do art. 10, II, b do ADCT, especialmente quando
celebra sucessivos contratos temporários com o mesmo empregador.” (RE 287.905, Rel. p/ o
ac. Min. Joaquim Barbosa, julgamento em 28-6-05, 2ª Turma, DJ de 30-6-06)

"O legislador brasileiro, a partir de 1932 e mais claramente desde 1974, vem tratando o
problema da proteção à gestante, cada vez menos como um encargo trabalhista (do
empregador) e cada vez mais como de natureza previdenciária. (...) Diante desse quadro
histórico, não é de se presumir que o legislador constituinte derivado, na Emenda 20/98, mais
precisamente em seu art. 14, haja pretendido a revogação, ainda que implícita, do art. 7º,
XVIII, da Constituição Federal originária. Se esse tivesse sido o objetivo da norma constitucional
derivada, por certo a EC n. 20/98 conteria referência expressa a respeito. E, à falta de norma
constitucional derivada, revogadora do art. 7º, XVIII, a pura e simples aplicação do art. 14 da
EC 20/98, de modo a torná-la insubsistente, implicará um retrocesso histórico, em matéria
social-previdenciária, que não se pode presumir desejado. Na verdade, se se entender que a
Previdência Social, doravante, responderá apenas por R$ 1.200,00 (hum mil e duzentos reais)
por mês, durante a licença da gestante, e que o empregador responderá, sozinho, pelo
restante, ficará sobremaneira, facilitada e estimulada a opção deste pelo trabalhador
masculino, ao invés da mulher trabalhadora. (...) A convicção firmada, por ocasião do
deferimento da Medida Cautelar, com adesão de todos os demais Ministros, ficou agora, ao
ensejo deste julgamento de mérito, reforçada substancialmente no parecer da Procuradoria
Geral da República. Reiteradas as considerações feitas nos votos, então proferidos, e nessa
manifestação do Ministério Público federal, a Ação Direta de Inconstitucionalidade é julgada
procedente, em parte, para se dar, ao art. 14 da Emenda Constitucional n. 20, de 15-12-1998,
interpretação conforme à Constituição, excluindo-se sua aplicação ao salário da licença
gestante, a que se refere o art. 7º, inciso XVIII, da Constituição Federal." (ADI 1.946, Rel. Min.
Sydney Sanches, julgamento em 3-4-03, Plenário, DJ de 16-5-03)

“Contribuição para o custeio do Seguro de Acidente do Trabalho – SAT: Lei 7.787/89, art. 3º, II;
Lei 8.212/91, art. 22, II: alegação no sentido de que são ofensivos ao art. 195, § 4º, c/c art. 154,
I, da Constituição Federal: improcedência. Desnecessidade de observância da técnica da
competência residual da União, CF, art. 154, I. Desnecessidade de lei complementar para a
instituição da contribuição para o SAT.” (RE 343.446, Rel. Min. Carlos Velloso, julgamento em
20-3-03, Plenário, DJ de 4-4-03)

XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei;

XX - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos


da lei;
“(...) Lei 11. 562/2000 do Estado de Santa Catarina. Mercado de trabalho. Discriminação contra
a mulher. Competência da União para legislar sobre Direito do trabalho. (...) A lei n.
11.562/2000, não obstante o louvável conteúdo material de combate à discriminação contra a
mulher no mercado de trabalho, incide em inconstitucionalidade formal, por invadir a
competência da União para legislar sobre direito do trabalho.” (ADI 2.487, Rel. Min. Joaquim
Barbosa, julgamento em 30-8-07, Plenário, DJE de 28-3-08.

XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos
termos da lei;

"Mandado de injunção: ausência de regulamentação do direito ao aviso prévio proporcional


previsto no art. 7º, XXI, da Constituição da República. Mora legislativa: critério objetivo de sua
verificação: procedência, para declarar a mora e comunicar a decisão ao Congresso Nacional
para que a supra." (MI 695, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 1º-3-07, Plenário, DJ
de 20-4-07)
“Dissídio coletivo. Recursos extraordinários providos, para excluir as cláusulas 2ª (piso
correspondente ao salário mínimo acrescido de percentual) e 24ª (estabilidade temporária),
por contrariarem, respectivamente, o inciso IV (parte final) e I do art. 7º da Constituição, este
último juntamente com o art. 10 do ADCT, bem como a cláusula 29ª (aviso prévio de sessenta
dias), por ser considerada invasiva da reserva legal específica, instituída no art. 7º, XXI, da
Constituição.” (RE 197.911, Rel. Min. Octavio Gallotti, julgamento em 24-9-96, 1ª Turma, DJ de
7-11-97)

“Mandado de injunção. Artigo 7º, XXI da Constituição. Aviso prévio proporcional ao tempo de
serviço. Situação de mora do legislador ordinário na atividade de regulamentar o aviso prévio,
como previsto no artigo 7º, XXI da Constituição. Falta de perspectiva de qualquer benefício ao
peticionário, visto que dispensado em perfeita sintonia com o direito positivo da época –
circunstância impeditiva de desdobramentos, no caso concreto, em favor do impetrante.
Mandado de injunção parcialmente deferido, com o reconhecimento da mora do Congresso
Nacional.” (MI 369, Rel. p/ o ac. Min. Francisco Rezek, julgamento em 19-8-92, Plenário, DJ de
26-2-93)

XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e
segurança;

"Compete à Justiça do Trabalho julgar as ações que tenham como causa de pedir o
descumprimento de normas trabalhistas relativas à segurança, higiene e saúde dos
trabalhadores." (SÚM. 736)

“Acontece que esse caso em parece peculiar, e muito peculiar – se o superlativo for admitido
eu diria peculiaríssimo –, porque a lei federal faz remissão à Convenção da OIT n. 162, art. 3º,
que, por versar tema que no Brasil é tido como de direito fundamental (saúde), tem o status de
norma supralegal. Estaria, portanto, acima da própria lei federal que dispõe sobre a
comercialização, produção, transporte, etc., do amianto. (...) De maneira que, retomando o
discurso do Ministro Joaquim Barbosa, a norma estadual, no caso, cumpre muito mais a
Constituição Federal nesse plano da proteção à saúde ou de evitar riscos à saúde humana, à
saúde da população em geral, dos trabalhadores em particular e do meio ambiente. A
legislação estadual está muito mais próxima dos desígnios constitucionais, e, portanto, realiza
melhor esse sumo princípio da eficacidade máxima da Constituição em matéria de direitos
fundamentais, e muito mais próxima da OIT, também, do que a legislação federal. Então,
parece-me um caso muito interessante de contraposição de norma suplementar com a norma
geral, levando-nos a reconhecer a superioridade da norma suplementar sobre a norma geral. E,
como estamos em sede de cautelar, há dois princípios que desaconselham o referendum à
cautelar: o princípio da precaução, que busca evitar riscos ou danos à saúde e ao meio
ambiente para gerações presentes; e o princípio da prevenção, que tem a mesma finalidade
para gerações futuras. Nesse caso, portanto, o periculum in mora é invertido e a plausibilidade
do direito também contraindica o referendum a cautelar. Senhor Presidente, portanto, pedindo
todas as vênias, acompanho a dissidência e também não referendo a cautelar.” (ADI 3.937-MC,
Rel. Min. Marco Aurélio, voto do Min. Carlos Britto, julgamento em 4-6-08, Plenário, DJE de 10-
10-08)
XXIII - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma
da lei;

“Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como
indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser
substituído por decisão judicial.” (Súmula Vinculante 4)

"Para efeito do adicional de insalubridade, a perícia judicial, em reclamação trabalhista, não


dispensa o enquadramento da atividade entre as insalubres, que é ato da competência do
Ministro do Trabalho e Previdência Social." (SÚM. 460)
"É devido o adicional de serviço insalubre, calculado à base do salário mínimo da região, ainda
que a remuneração contratual seja superior ao salário mínimo acrescido da taxa de
insalubridade." (SÚM. 307)
"Tem direito ao adicional de serviço perigoso o empregado de posto de revenda de
combustível líquido." (SÚM. 212)

"Adicional de insalubridade – Base de cálculo – Salário mínimo. Mesmo em se tratando de


adicional de insalubridade, descabe considerar o salário mínimo como base de cálculo –
Verbete Vinculante n. 4 da Súmula do Supremo. Agravo – Reforma – Alcance. Afasta-se a
observância do verbete vinculante quando conclusão diversa acarreta o prejuízo do
recorrente." (RE 388.658-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 12-8-08, 1ª Turma, DJE
de 26-9-08). No mesmo sentido: AI 538.428-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 12-
8-08, 1ª Turma, DJE de 26-9-08.

"Art. 7º, inc. IV, da Constituição da República. Não-recepção do art. 3º, parágrafo único, da Lei
Complementar paulista n. 432/1985 pela Constituição de 1988. Inconstitucionalidade de
vinculação do adicional de insalubridade ao salário-mínimo: precedentes. Impossibilidade da
modificação da base de cálculo do benefício por decisão judicial. Recurso extraordinário ao
qual se nega provimento. (...) Inexistência de regra constitucional autorizativa de concessão de
adicional de insalubridade a servidores públicos (art. 39, § 1º, inc. III) ou a policiais militares
(art. 42, § 1º, c/c 142, § 3º, inc. X). Inviabilidade de invocação do art. 7º, inc. XXIII, da
Constituição da República, pois mesmo se a legislação local determina a sua incidência aos
servidores públicos, a expressão adicional de remuneração contida na norma constitucional há
de ser interpretada como adicional remuneratório, a saber, aquele que desenvolve atividades
penosas, insalubres ou perigosas tem direito a adicional, a compor a sua remuneração. Se a
Constituição tivesse estabelecido remuneração do trabalhador como base de cálculo teria
afirmado adicional sobre a remuneração, o que não fez." (RE 565.714, Rel. Min. Cármen Lúcia,
julgamento em 30-4-08, Plenário, DJE de 8-8-08). No mesmo sentido: AI 395.455-AgR, Rel.
Min. Ellen Gracie, julgamento em 23-6-09, 2ª Turma, DJE de 7-8-09; AI 344.269-AgR-AgR, Rel.
Min. Celso de Mello, julgamento em 23-6-09, 2ª Turma, DJE de 7-8-09; RE 557.727-AgR, Rel.
Min. Eros Grau, julgamento em 19-8-08, 2ª Turma, DJE de 12-9-08.

“Servidor público. Adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou


perigosas, na forma da lei. Art. 7º, XXIII, da Constituição Federal. O artigo 39, § 2º, da
Constituição Federal apenas estendeu aos servidores públicos civis da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios alguns dos direitos sociais por meio de remissão, para não ser
necessária a repetição de seus enunciados, mas com isso não quis significar que, quando
algum deles dependesse de legislação infraconstitucional para ter eficácia, essa seria, no
âmbito federal, estadual ou municipal, a trabalhista. Com efeito, por força da Carta Magna
Federal, esses direitos sociais integrarão necessariamente o regime jurídico dos servidores
públicos civis da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mas, quando
dependem de lei que os regulamente para dar eficácia plena aos dispositivos constitucionais
de que eles decorrem, essa legislação infraconstitucional terá de ser, conforme o âmbito a que
pertence o servidor público, da competência dos mencionados entes públicos que constituem a
federação.” (RE 169.173, Rel. Min. Moreira Alves, julgamento em 10-5-96, 1ª Turma, DJ de 16-
5-97)

XXIV - aposentadoria;

"Para efeito de aposentadoria especial de professores, não se computa o tempo de serviço


prestado fora da sala de aula." (SÚM. 726)
"Ressalvada a revisão prevista em lei, os proventos da inatividade regulam-se pela lei vigente
ao tempo em que o militar, ou o servidor civil, reuniu os requisitos necessários." (SÚM. 359)
"Em caso de dupla aposentadoria, os proventos a cargo do IAPFESP não são equiparáveis aos
pagos pelo Tesouro Nacional, mas calculados à base da média salarial nos últimos doze meses
de serviço." (SÚM. 243)
"Tem direito de retornar ao emprego, ou ser indenizado em caso de recusa do empregador, o
aposentado que recupera a capacidade de trabalho dentro de cinco anos, a contar da
aposentadoria, que se torna definitiva após esse prazo." (SÚM. 217)

"(...) minha decisão no RE 460.700 determinou o retorno dos autos ao Tribunal Superior do
Trabalho para que este prosseguisse no exame do processo como entendesse de Direito,
afastando do aresto recorrido a premissa de que a aposentadoria espontânea extingue o
contrato de trabalho. (...) Conforme destacou o Procurador-Geral da República, não há, na
decisão deste Supremo Tribunal Federal, ‘uma determinação para que a interessada seja
reintegrada ao cargo de origem’." (Rcl 5.515, voto do Min. Carlos Britto julgamento em 29-4-
09, Plenário, DJE de 19-6-09)

“Previdenciário. INSS. Aposentadoria por tempo de serviço. Lei 8.213/91. Efeito retroativo.
Impossibilidade. Esta Turma já se manifestou no sentido da impossibilidade de ser estendida a
lei mais vantajosa (Lei 8.213/91, art. 53, I e II) a benefício que lhe é anterior." (RE 521.703-ED,
Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgamento em 27-11-07, Plenário, DJE de1º-2-08).

"Previdência social: aposentadoria espontânea não implica, por si só, extinção do contrato de
trabalho. Despedida arbitrária ou sem justa causa (CF, art. 7º, I): viola a garantia constitucional
o acórdão que, partindo de premissa derivada de interpretação conferida ao art. 453, caput, da
CLT (redação alterada pela L. 6.204/75), decide que a aposentadoria espontânea extingue o
contrato de trabalho, mesmo quando o empregado continua a trabalhar na empresa após a
concessão do benefício previdenciário. A aposentadoria espontânea pode ou não ser
acompanhada do afastamento do empregado de seu trabalho: só há readmissão quando o
trabalhador aposentado tiver encerrado a relação de trabalho e posteriormente iniciado outra;
caso haja continuidade do trabalho, mesmo após a aposentadoria espontânea, não se pode
falar em extinção do contrato de trabalho e, portanto, em readmissão." (RE 449.420, Rel. Min.
Sepúlveda Pertence, julgamento em 16-8-05, 1ª Turma, DJ de 14-10-05). No mesmo sentido:
RE 577.832-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento em 9-6-09, 2ª Turma, DJE de 1º-7-09; AI
752.346-AgR, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 8-9-09, 2ª Turma, DJE de 25-9-09.

Redação Anterior:
XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até seis anos de idade
em creches e pré-escolas;
XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de
idade em creches e pré-escolas; (Redação da EC 53/06)

XXVI - reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho;

“O Supremo Tribunal Federal fixou jurisprudência no sentido de que a legislação superveniente


que altera a política salarial fixada em norma coletiva de trabalho não viola o direito adquirido,
o ato jurídico perfeito e a coisa julgada.” (RE 593.126-AgR, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em
10-2-09, 2ª Turma, DJE de 13-3-09)

"Acordo coletivo de trabalho: o artigo 7º, XXVI, da Constituição Federal, não elide a declaração
de nulidade de cláusula de acordo coletivo de trabalho à luz da legislação ordinária." (AI
617.006-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 2-3-07, Plenário, DJ de 23-3-07).
No mesmo sentido: AI 657.925-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 14-8-07,
1ª Turma, DJ de 14-9-07

"A celebração de convenções e acordos coletivos de trabalho constitui direito reservado


exclusivamente aos trabalhadores da iniciativa privada. A negociação coletiva demanda a
existência de partes detentoras de ampla autonomia negocial, o que não se realiza no plano da
relação estatutária. A Administração Pública é vinculada pelo princípio da legalidade. A
atribuição de vantagens aos servidores somente pode ser concedida a partir de projeto de lei
de iniciativa do Chefe do Poder Executivo, consoante dispõe o artigo 61, § 1º, inciso II, alíneas
a e c, da Constituição do Brasil, desde que supervenientemente aprovado pelo Poder
Legislativo." (ADI 559, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 15-2-06, Plenário, DJ de 5-5-06). No
mesmo sentido: ADI 554, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 15-2-06, Plenário, DJ de 5-5-06;
ADI 112, Rel. Min. Néri da Silveira, julgamento em 24-8-94, Plenário, DJ de 9-2-96.

“Constitucional. Trabalho. Justiça do Trabalho. Competência. Ações dos servidores públicos


estatutários. CF, arts. 37, 39, 40, 41, 42 e 114. Lei n. 8.112, de 1990, art. 240, alíneas d e e.
Servidores públicos estatutários: direito à negociação coletiva e à ação coletiva frente à Justiça
do Trabalho: inconstitucionalidade. Lei 8.112/90, art. 240, alíneas d e e. Servidores públicos
estatutários: incompetência da Justiça do Trabalho para o julgamento dos seus dissídios
individuais. Inconstitucionalidade da alínea e do art. 240 da Lei 8.112/90.” (ADI 492, Rel. Min.
Carlos Velloso, julgamento em 12-11-92, Plenário, DJ de 12-3-93)

XXVII - proteção em face da automação, na forma da lei;

XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a


indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;

"Subsiste a responsabilidade do empregador pela indenização decorrente de acidente do


trabalho, quando o segurador, por haver entrado em liquidação, ou por outro motivo, não se
encontrar em condições financeiras, de efetuar, na forma da lei, o pagamento que o seguro
obrigatório visava garantir." (SÚM. 529)
"O regime de manutenção de salário, aplicável ao (IAPM) e ao (IAPETC), exclui a indenização
tarifada na lei de acidentes do trabalho, mas não o benefício previdenciário." (SÚM. 465)
"No cálculo da indenização por acidente do trabalho inclui-se, quando devido, o repouso
semanal remunerado." (SÚM. 464)
"A controvérsia entre seguradores indicados pelo empregador na ação de acidente do trabalho
não suspende o pagamento devido ao acidentado." (SÚM. 434)
"A controvérsia entre o empregador e o segurador não suspende o pagamento devido ao
empregado por acidente do trabalho." (SÚM. 337)
"Na composição do dano por acidente do trabalho, ou de transporte, não é contrário à lei tomar
para base da indenização o salário do tempo da perícia ou da sentença." (SÚM. 314)
"No típico acidente do trabalho, a existência de ação judicial não exclui a multa pelo
retardamento da liquidação." (SÚM. 311)
"O depósito para recorrer, em ação de acidente do trabalho, é exigível do segurador sub-
rogado, ainda que autarquia." (SÚM. 240)
"Em caso de acidente do trabalho, a multa pelo retardamento da liquidação é exigível do
segurador sub-rogado, ainda que autarquia." (SÚM. 238)
"Em ação de acidente do trabalho, a autarquia seguradora não tem isenção de custas." (SÚM.
236)
“São devidos honorários de advogado em ação de acidente do trabalho julgada procedente.”
(SÚM. 234)
"Em caso de acidente do trabalho, são devidas diárias até doze meses, as quais não se
confundem com a indenização acidentária nem com o auxílio-enfermidade." (SÚM. 232)
"A prescrição da ação de acidente do trabalho conta-se do exame pericial que comprovar a
enfermidade ou verificar a natureza da incapacidade." (SÚM. 230)
"A indenização acidentária não exclui a do direito comum, em caso de dolo ou culpa grave do
empregador." (SÚM. 229)
"Em caso de acidente do trabalho ou de transporte, a concubina tem direito de ser indenizada
pela morte do amásio, se entre eles não havia impedimento para o matrimônio." (SÚM. 35)

“A cobrança da contribuição ao SAT incidente sobre o total das remunerações pagas tanto aos
empregados quanto aos trabalhadores avulsos é legítima.” (AI 742.458-AgR, Rel. Min. Eros
Grau, julgamento em 14-4-09, 2ª Turma, DJE de 15-5-09). No mesmo sentido: AI 727.542-
AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 26-5-09, 1ª Turma, DJE de 19-6-09. No
mesmo sentido: AI 727.542-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 26-5-09, 1ª
Turma, DJE de 19-6-09.

“Contribuição para o custeio do Seguro de Acidente do Trabalho – SAT: Lei 7.787/89, art. 3º, II;
Lei 8.212/91, art. 22, II: alegação no sentido de que são ofensivos ao art. 195, § 4º, c/c art. 154,
I, da Constituição Federal: improcedência. Desnecessidade de observância da técnica da
competência residual da União, CF, art. 154, I. Desnecessidade de lei complementar para a
instituição da contribuição para o SAT.” (RE 343.446, Rel. Min. Carlos Velloso, julgamento em
20-3-03, Plenário, DJ de 4-4-03). No mesmo sentido: RE 567.544-AgR, Rel. Min. Carlos Britto,
julgamento em 28-10-08, 1ª Turma, DJE de 27-2-09.

Redação Anterior:
XXIX - ação, quanto a créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional
de:
a) cinco anos para o trabalhador urbano, até o limite de dois anos após a extinção do contrato;
(Revogado pela EC nº 28/00)
b) até dois anos após a extinção do contrato, para o trabalhador rural. (Revogado pela EC nº
28/00)
XXIX - ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional
de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção
do contrato de trabalho; (Redação da EC nº 28/00)

"A prescrição atinge somente as prestações de mais de dois anos, reclamadas com
fundamento em decisão normativa da Justiça do Trabalho, ou em Convenção Coletiva de
Trabalho, quando não estiver em causa a própria validade de tais atos." (SÚM. 349)

"O art. 7º, XXIX, da Carta Magna estabelece apenas o prazo prescricional. A relação da
dicotomia entre as espécies de prescrição: parcial ou total, reside, exclusivamente no âmbito
infraconstitucional." (RE 575.019-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento em 3-2-09, 2ª Turma,
DJE de 6-3-09). No mesmo sentido: AI 734.392-AgR, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 26-
5-09, 2ª Turma, DJE de 19-6-09; AI 735.532-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgamento em 19-
5-09, 2ª Turma, DJE de 19-6-09.

"Trabalhador Rural. Art. 7º, XXIX, da CF. Prescrição. Ação iniciada antes da promulgação da EC
n. 28, de 2000. Retroatividade. Inadmissibilidade." (AI 467.975, Rel. Min. Gilmar Mendes,
julgamento em 25-4-06, 2ª Turma, DJ de 26-5-06). No mesmo sentido: RE 423.575-AgR, Rel.
Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 23-11-04, 1ª Turma, DJ de 17-12-04.

“Com a conversão do regime de trabalho do servidor, de celetista em estatutário, não obstante


tenha resultado sem solução de continuidade o vínculo existente entre as mesmas partes, é de
ter-se por extinto o contrato de trabalho e, conseqüentemente, iniciado, a partir de então, o
curso do biênio estabelecido pela Carta Magna no dispositivo sob referência. Acórdão que se
limitou a aplicar o referido prazo aos recorrentes enquanto ex-empregados, não havendo que
se falar em ofensa ao art. 39, § 3º, da Constituição, nem ao princípio do direito adquirido.” (RE
317.660, Rel. Min. Ilmar Galvão, julgamento em 6-2-02, Plenário, DJ de 26-9-03)
Julgados do inciso com a redação anterior:
"A prescrição se situa no âmbito do direito material e não do direito processual. O que
prescreve não é o direito subjetivo público de ação, mas a pretensão que decorre da violação
do direito subjetivo. Se a prescrição se consumou anteriormente à entrada em vigor da nova
Constituição, é ela regida pela lei do tempo em que ocorreu, pois, como salientado no
despacho agravado, ‘não há que se confundir eficácia imediata da Constituição a efeitos
futuros de fatos passados com a aplicação dela a fato passado’. A Constituição só alcança os
fatos consumados no passado quando expressamente o declara, o que não ocorre com
referência à prescrição." (AI 139.004-AgR, Rel. Min. Moreira Alves, julgamento em 4-8-95, DJ de
2-2-96)
“Prescrição – Violência à Carta. Não configura violência aos artigos 5º, § 1º e 7º, inciso XXIX,
alínea a, ambos da Constituição Federal, decisão em que se conclui pela prescrição parcial de
demanda que envolve controvérsia a respeito de diferenças de prestações sucessivas ligadas à
complementação de proventos da aposentadoria. Os dispositivos constitucionais não
disciplinam a espécie de prescrição, se total ou parcial.” (AI 137.562-AgR, Rel. Min. Marco
Aurélio, julgamento em 18-2-92, 2ª Turma, DJ de 20-3-92)
"(...) esta Primeira Turma acolheu, quanto a esse artigo 7º, XXIX da Constituição, a
interpretação lógica que, sem contrapor-se à letra do dispositivo, é a no sentido de que esse
texto, com a expressão créditos, abarca os direitos de crédito quaisquer que sejam, não
estabelecendo regra alguma sobre se essa prescrição alcança apenas as prestações vencidas
(prescrição parcial) ou se atinge também o denominado fundo de direito (prescrição total)." (AI
200.733-AgR, Rel. Min. Moreira Alves, julgamento em 30-9-97, 1ª Turma, DJ de 14-11-97)

XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por


motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;
"O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. 7º, XXX,
da Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser
preenchido." (SÚM. 683)
"É inconstitucional o Decreto 51.668, de 17-1-1963, que estabeleceu salário profissional para
trabalhadores de transportes marítimos, fluviais e lacustres." (SÚM. 531)
"Na equiparação de salário, em caso de trabalho igual, toma-se em conta o tempo de serviço
na função, e não no emprego." (SÚM. 202)

"Concurso público: Técnico em Apoio Fazendário: candidata funcionária pública: indeferimento


de inscrição fundada em imposição legal de limite de idade, não reclamado pelas atribuições
do cargo, que configura discriminação inconstitucional (CF, arts. 5º e 7º, XXX): (...)." (RE
141.357, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 14-9-04, 1ª Turma, DJ de 8-10-04)

“A vedação constitucional de diferença de critério de admissão por motivo de idade (CF, art.
7º, XXX) é corolário, na esfera das relações de Trabalho, do princípio fundamental de igualdade
(CF, art. 5º, caput), que se estende, à falta de exclusão constitucional inequívoca (como ocorre
em relação aos militares – CF, art. 42, § 11), a todo o sistema do pessoal civil. É ponderável,
não obstante, a ressalva das hipóteses em que a limitação de idade se possa legitimar como
imposição da natureza e das atribuições do cargo a preencher. Esse não é o caso, porém,
quando, como se dá na espécie, a lei dispensa do limite os que já sejam servidores públicos, a
evidenciar que não se cuida de discriminação ditada por exigências etárias das funções do
cargo considerado.” (RMS 21.046, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 14-12-90,
Plenário, DJ de 14-11-91). No mesmo sentido: AI 722.490-AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, julgamento em 3-2-09, 1ª Turma, DJE de 6-3-09.

XXXI - proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do


trabalhador portador de deficiência;

XXXII - proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os


profissionais respectivos;

Redação Anterior:
XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre aos menores de dezoito e de
qualquer trabalho a menores de quatorze anos, salvo na condição de aprendiz;
XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de
qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de
quatorze anos; (Redação da EC nº 20/98)

"Tem direito a salário integral o menor não sujeito a aprendizagem metódica." (SÚM. 205)

"Trabalhador rural ou rurícola menor de quatorze anos. Contagem de tempo de serviço. Art. 11,
VII, da Lei n. 8.213. Possibilidade. Precedentes. Alegação de violação aos arts. 5°, XXXVI; e 97,
da CF/88. Improcedente. Impossibilidade de declaração de efeitos retroativos para o caso de
declaração de nulidade de contratos trabalhistas. Tratamento similar na doutrina do direito
comparado: México, Alemanha, França e Itália. Norma de garantia do trabalhador que não se
interpreta em seu detrimento. Acórdão do STJ em conformidade com a jurisprudência desta
Corte. Precedentes citados: AgRAI 105.794, 2ª T., Rel. Aldir Passarinho, DJ 2-5-86; e RE
104.654, 2ª T., Rel. Francisco Rezek, DJ 25-4-86." (AI 529.694, Rel. Min. Gilmar Mendes,
julgamento em 15-2-05, 2ª Turma, DJ de 11-3-05)

XXXIV - igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o


trabalhador avulso.

"Contrato de trabalho para obra certa, ou de prazo determinado, transforma-se em contrato de


prazo indeterminado, quando prorrogado por mais de quatro anos." (SÚM. 195)

Parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos


previstos nos incisos IV, VI, VIII, XV, XVII, XVIII, XIX, XXI e XXIV, bem como a sua integração à
previdência social.