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Aula Prática de Biologia e Genética

Como manusear o microscópio?

O microscópio utilizado nas aulas de Biologia e Genética, é um microscópio óptico.


Este tem uma componente mecânica e uma componente óptica.
A parte mecânica é constituída por uma placa que assenta na base da bancada e
contêm nela a fonte luminosa. Podemos regular a intensidade com que essa fonte
brilha. No caso da fonte luminosa possuir uma intensidade muito grande, podemos
dimunuir a mesma, ou vice-versa, através de um botão que se encontra do lado direito
do microscópio. Geralmente quando ligamos o microscópio, ela deverá estar com a
intensidade máxima.
O braço do microscópio suporta quase a totalidade da estrutura óptica do
microscópio. Este braço tem a ele associado parafusos pretos. Ao mexer nesses
parafusos, verificamos que o parafuso que está mais chegado ao braço provoca o
movimento de uma placa preta que sobe e desce. Esta placa preta é designada por
platina. Nesta placa, são colocadas as preparações. Uma vez que ao mexer nesse
parafuso, ocorrem movimentos observáveis à vista desarmada, este tem o nome de
parafuso macrométrico. Quando mexemos no parafuso mais exterior, não
verificamos nenhum movimento na platina. Por isso, ele é chamado de parafuso
micrométrico. Este parafuso tem como função ajudar-nos na focalização da
preparação a observar. Existem microscópios onde este parafusos se encontram
dissociados. No nosso caso estão juntos.
Por cima da platina, existem réguas graduadas que permitem deslocar a preparação
em movimentos controlados. Para deslocar estas réguas, temos do lado direito do
microscópio (lado esquerdo do esquema, por cima dos parafusos macrométrico e
micrométrico) dois parafusos metalizados, que se encontram associados. Estas duas
“roscas” permitem deslocar as réguas em movimentos ortogonais, para a posição que
se quer.
Para colocarmos a preparação, há em uma das réguas, do lado direito, uma pinça com
uma mola, em que encostamos a preparação nessa esquadria, e soltamos a mola para
fixar a preparação.

Na parte óptica, o primeiro sistema de lentes que podemos encontrar é o sistema que
se encontra abaixo da platina. Esta lente é visível por baixo da platina, e tem o nome
de condensador. O nome deriva do facto deste instrumento condensar a luz para um
só ponto, formando um cone de luz uniforme. Este condensador pode aproximar ou
afastar-se da platina, por possuir um mecanismo que o permite. O condensador tem
um diafragma a ele associado. O diafragma é responsável pela entrada de mais ou
menos luz.
Quanto às objectivas, temos quatro disponíveis. Elas estão numa placa circular – o
revólver. Estas objectivas são de rosca. Como tal, ao mudarmos de objectiva,
devemos rodar a placa e não pegar a objectiva para faze-lo, pois esta corre o risco de
ficar desalinhada. A objectiva só se encontra bem posicionada quando ouvimos um
estalido.
Há objectivas que possuem um canhão muito curto. Uma delas é que tem inscrito no
canhão 4x. Para facilitar a sua identificação, ela possui no canhão um circulo
vermelho. Apesar de ser a maior objectiva, é a lente com menor poder de ampliação.
Quando maior a lente, menos ela amplia. Ampliar pouco, significa que temos um
campo de observação muito grande. Esta objectiva é como se fosse uma lupa, pois dá
a noção de conjunto. A objectiva seguinte, a amarela, amplia 10x. Isto significa que a
ampliação final será 100x, pois a ampliação da ocular também é de 10x – 10x (da
ocular) X 10x (da objectiva) é igual a 100x. Esta objectiva é de canhão curto, o que
permite manipular a platina à vontade, porque não há risco da objectiva bater na
preparação.
Há uma outra objectiva em que é necessário manipula-la com muito cuidado, pois é
muito grande. Trata-se da objectiva azul, que amplia 40x. Com esta objectiva,
podemos observar na preparação uma estrutura com mais detalhe, porque o campo de
observação torna-se mais pequeno.
Por fim, temos a objectiva de 100x. Ela também é chamada de objectiva húmida. O
que caracteriza é o facto de ter uma mola que ao tocar na preparação, recolhe a
objectiva. Para aumentar a resolução desta objectiva (uma vez que ela é mais
pequena) tenho que reduzir e/ou eliminar os fenómenos de luz – refracção. A luz ao
percorrer meios diferentes, refracta-se e espalha-se, provocando a perda de muita luz
para poder observar a preparação. Para que se forme um cone de luz em direcção à
objectiva, há um liquído, que é um óleo de imersão, com um índice de refracção
semelhante ao vidro da preparação e da objectiva; eliminando assim, muitos desses
fenómenos. Este liquído também ajuda para que o vidro da preparação, quando
tocado pela objectiva, não seja riscado.
Por último, temos as oculares, em que nos nossos microscópios é possível visualizar
a preparação com os dois olhos, e ajustar a distância inter-ocular.
Nesta aula foi observada as preparações de um exame a fresco, que são de curta
duração e não podem ser conservadas. Neste tipo de preparação, observamos os
organismos vivos, em movimento.

Foram observados seres procariontes (seres com núcleo não-individualizado; não está
envolvido por uma membrana). Como exemplo, temos a paramécia