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“A família cristã é a comunidade de

pessoas que em Cristo participam da vida


em comunhão com Deus e que, em
resultado elas comungam entre si em
todos os seus níveis e aspectos do seu
relacionamento”.
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2009

O ANO DA FAMÍLIA

INTRODUÇÃO

A família é o maior patrimônio da humanidade. A meta das


sociedades em todas as regiões do mundo, independentemente de credos,
raça, cor ou forma de governo, é a constituição da família No entanto,
percebemos um esforço concentrado do inferno para desestabilizar e
destruir a família minando todas as possibilidades de relacionamentos
saudáveis e duradouros. Como diz o reverendo Hernandes Dias Lopes,
torpedos mortíferos estão sendo despejados sobre a família, provocando
terríveis desastres. É a crise do marido, da esposa, dos filhos, dos irmãos.

A família está entrincheirada e cercada por inimigos que buscam


com toda a fúria minar os seus fundamentos. A instituição do casamento é
questionada e até ridicularizada. A fidelidade conjugal caducou. A
santidade no namoro tornou-se obsoleta e ultrapassada. O
homossexualismo é cada vez mais incentivado e aplaudido como uma
opção absolutamente lícita e salutar. Os valores absolutos da Palavra de
Deus estão sendo tripudiados e escarnecidos. A sociedade pós-moderna
inverte os valores predeterminados pela Escritura.

De fato! A família está ameaçada! Está em crise! Conflitos


conjugais, desentendimentos entre pais e filhos, divórcio – cada vez mais
freqüentes –, tendências culturais e mudanças no comportamento da
sociedade, tem impedido o bom funcionamento familiar e distanciado o ser
humano do propósito divino – a comunhão. O que fazer para reverter
esse quadro triste? Como entender a vida relacional saudável neste
contexto de desordem sem precedentes? Que modelo dispomos para nos
espelhar no que diz respeito a relacionamentos saudáveis?
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Essas são algumas questões que nos propomos avaliar nestes


modestos apontamentos à luz das Escrituras Sagradas, tendo sempre em
mente a proposta de Deus para a família que é: a existência de uma
comunidade completamente capaz de conviver em harmonia refletindo a
comunhão das três divinas pessoas.

1ª AULA – 13/10/09

A FAMÍLIA CRISTÃ NOS DIAS ATUAIS: SUA RELEVÂNCIA E


SIGNIFICADO

INTRODUÇÃO

Deus projetou a família de forma graciosa para que ela formasse


uma grande e saudável comunidade e que, por meio dela Ele viesse
expressar-se. Mas, como instituição divina, a família tem sido combatida,
criticada e desvalorizada pela sociedade moderna, que busca em sua
substituição, novas formas de convivência social.
O modelo de família estabelecido por Deus transcende a tudo
que temos visto nos dias hodiernos. Deus nos deu uma missão: “Sede
fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a” (Gn 1.28). A ordem de
Deus visava uma família saudável que pudesse gerar uma sociedade justa
e ordeira. Mas o pecado atrapalhou esse projeto e o que temos agora é
uma sociedade corrompida e alienada de Deus e seus princípios.
Quando tudo isso começou? Para uma melhor compreensão da
disciplina vejamos a origem da família segundo o relato bíblico e sua
importância.

I - A ORIGEM DA FAMILIA
DEUS - O ARQUITETO DA FAMÍLIA
Deus idealizou a família, a fim de que, por meio dela viesse
povoar o planeta de seres que constituísse para o seu prazer uma grande
comunidade. Essa é a realidade que descreve a importância da família em
todas as eras. E foi Deus que a projetou para esse objetivo primeiro – Sua
glória e prazer eterno.
Infelizmente, o primeiro casal fracassou, e em sua queda,
arrastou todas as criaturas desestabilizando-as completamente. Desde
então, percebe-se um esforço concentrado do inferno para – destruir a
família. As forças do mal conspiram para desacreditar essa maravilhosa
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invenção divina. Para uma melhor compreensão da disciplina,


transcrevemos aqui os três contextos da família abordados pelo renomado
escritor cristão Cícero da Silva Cordeiro em seu livro ‘Reestruturando o
alicerce da Família’ Editora Verbete.

OS TRÊS CONTEXTOS DA FAMÍLIA

I - A FAMÍLIA NO CONTEXTO BÍBLICO:


- Uma Instituição Divina
Analisando-se a história do povo de Deus, especialmente no
Antigo Testamento, percebe-se a presença e a valorização tanto da
estrutura familiar tribal, quanto à extensa e a nuclear.
O relato de Gênesis 2:18-25, em comparação com Gênesis 1:27,
28 é claro quanto à formação do núcleo familiar, que implica em deixar pai
e mãe. Esse “deixar” denota um rompimento em nível geográfico, físico,
emocional e econômico, em função da nova união. E sob o ponto de vista
Bíblico, essa nova união se destinará:
Ao companheirismo
“Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja
só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea”. Gn. 2:18.
Ao prazer mútuo
“Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço.
Derramar-se-iam por fora as tuas fontes, e, pelas praças, os ribeiros de
águas? Sejam para ti somente e não para os estranhos contigo. Seja
bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça
de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e
embriaga-te sempre com as suas carícias”. Pv. 5:15-19.
À reprodução da espécie
“E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-
vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as
aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra”. Gn. 1:28.
Devendo ser uma união permanente
Vieram a Ele alguns fariseus e o experimentavam, perguntando:
É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo? Então,
respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez
homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe
e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que
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já não são mais dois, porém uma só carne. “Portanto, o que Deus ajuntou
não o separe o homem”. Mt. 19:3:- 6.
Honrada
“Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula;
porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará”. Hb.
13:4.

Deve ser vista como benção de Deus


“Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus
caminhos! Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá
bem. Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera;
teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa. Eis como será
abençoado o homem que teme ao SENHOR! O SENHOR te abençoe
desde Sião, para que vejas a prosperidade de Jerusalém durante os dias
de tua vida, e vejas os filhos de teus filhos. Paz sobre Israel! Sl. 128:1-6.

II - A FAMÍLIA NO CONTEXTO JURÍDICO:


• Uma Instituição Regulamentada
O artigo 226 da Constituição Brasileira declara:
“A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado”.
Os parágrafos 3º e 4º do referido artigo definem: “Para efeito da proteção
do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como
entidade familiar, devendo a Lei facilitar sua conversão em casamento”.
“Entende-se, também, como entidade familiar, a comunidade formada por
qualquer dos pais e seus descendentes”. Diz ainda o parágrafo 6º do
artigo 227: “Os filhos nascidos ou não da relação do casamento, ou por
adoção, terão os mesmos direitos de qualificação, proibidas quaisquer
designações discriminatórias relativas à filiação”.
A regulamentação da instituição familiar, sob o aspecto jurídico,
dá-se através do chamado “DIREITO DE FAMÍLIA”, que é o conjunto de
princípios que regulam a celebração do casamento, sua validade, os
efeitos que dele decorrem, as relações pessoais e econômicas da
sociedade conjugal, bem como a dissolução das relações entre pais e
filhos, o vinculo de parentesco e os institutos complementares da tutela e
da curatela e da ausência.

III - A FAMÍLIA NO CONTEXTO ATUAL:


1 Uma Instituição Ameaçada
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É inegável que nos tempos em que vivemos, o conceito de família


nuclear tem sido esvaziado e pouco valorizado, em função da oposição por
uma forma de vivencia familiar “reduzida”, nome de uma aparente e
ilusória liberdade dissoluta e irreverente que tal estilo de vida pode
oferecer.
Esta incoerência tangente a esse novo estilo familiar tem sua
origem em uma profunda quebra de valores e conflitos não resolvidos nas
pessoas, que incompetentemente, por razões psicológicas ou por
circunstancias sócio-econômicas, estão sendo levadas a essa modalidade
de vida familiar, no intimo, talvez indesejada, porém, aparentemente aceita
e justificada. Também é possível, que esta opção tenha alguma relação
com a ética centrada no indivíduo, tão propagada hoje, que estimula o
individualismo e promove o egoísmo. Temos de admitir que os horizontes
à frente da família sejam incertos.
As conseqüências sociais da deterioração do conceito de família
são imprevisíveis. A crise de valores tem minado os alicerces da família.
Ela está completamente exposta a determinados fatores, contra os quais,
muitas vezes, não pode e nem saberia como reagir.
Por exemplo:
• A formação de uma cultura com base na violência.
• O incentivo a uma estranha relação homem/maquina
especialmente o computador, em substituição às relações interpessoais,
tanto dentro de casa como fora dela.
• A fomentação (impulso) do consumismo militante.
• A assimilação da mentalidade de que os fins justificam os
meios.
• A aceitação como algo normal, as condutas de sexualidade
anormais.
• O estimulo e a facilidade para o uso de drogas.
• A deformação dos conceitos de autoridade e liberdade.
• A massificação produzida pelos meios de comunicação em
massa.
• A tensão produzida pelas condições sócio-econômicas. Dos
500 milhões de habitantes da América Latina, cerca de 46% se encontram
vivendo em níveis de pobreza e uns 21% em nível de miséria.
Esses são alguns dos fatores que tem batido de frente contra a
família, produzindo a sua fragmentação. Mas a família tem um papel
intransferível a desempenhar. Internamente e externamente.
Internamente no sentido de proporcionar aos que a compõem as
condições para a formação do indivíduo, bem como o suprimento das
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necessidades psicológicas e afetivas de seus membros. Externamente, no


sentido de cumprir a sua função social como elemento fundamental à
sociedade.
2. A Família e seus Desafios
A vida cristã familiar em toda a sua maneira de viver e existir são
uma corrida em direção ao um alvo. Não podemos nos desviar nem para a
direita nem para esquerda; nem tampouco podemos parar. Pois a nossa
finalidade é atingir o nosso alvo; se é que existe um alvo.
Eu particularmente não acredito que exista uma família perfeita,
mas, sim, em uma família saudável. E para conseguirmos uma vida
familiar profícua, não é fácil. E, nessa busca, a família enfrenta, a todo o
momento, situações desafiadoras que precisam ser superadas para que
ela alcance uma vida santificada e vitoriosa. A verdade é que em direção
ao alvo, permeamos um percurso cheio de obstáculo. Mas, com o
empenho pessoal, e na força que Deus supre, “Em todas estas coisas,
porém, somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou”.
Rm. 8:37.

IV - QUE PROVIDENCIAS DEUS TOMOU PARA GARANTIR A


FELICIDADE DO HOMEM?
Deus sempre pensou na felicidade do ser humano. Se alguns de
nós sofremos perdas irreparáveis, não devemos achar que Deus tem
alguma coisa com tais prejuízos. A maioria das decepções que sofremos
na vida, seja em qualquer área, na maioria das vezes é conseqüência de
nossas escolhas erradas. Se nós quisermos entender o plano divino para a
família, devemos começar pelo segundo capitulo de Gênesis. Ali
encontramos os detalhes sobre a instituição da primeira família. Vejamo-lo
como está disposto na Escritura e o consideremos respeitando o seu
contexto.
Gênesis 2.18-25: “E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o
homem esteja só: farlhe-ei uma adjutora que esteja como que diante dele.
Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo animal do campo,
e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para ver como lhes chamaria; e
tudo o que Adão chamou a toda alma vivente, isso foi o seu nome. E Adão
pôs o nome a todo o gado, e às aves do céu, e a todo o animal do campo;
mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como que
diante dele. Então o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão,
e este adormeceu: e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em
seu lugar, e da costela, que o SENHOR Deus tomou do homem, formou
uma mulher e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus
ossos, e carne da minha carne: esta será chamada varoa, porquanto do
varão foi tomada. Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe, e
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apegar-se-á à sua mulher, e ambos será uma só carne. E ambos estavam


nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam”.

a) Deus Resolveu o Problema da Solidão de Adão: “Não é bom


que o homem esteja só” (Gn 2.18).
Esse é o primeiro registro do descontentamento de Deus. A
cada sentença da criação Moisés encerra dizendo: “E viu Deus que isso
era bom”. Por cinco vezes essa frase aparece após a conclusão de cada
etapa da criação. E no término de tudo, Moisés declara que Deus – como
que dando uma última checada e diante do que viu reagiu positivamente:
“Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom”. Observe que não
era apenas bom, mas “muito bom” (Gn 1.31). Entretanto, na sessão
seguinte (Gn 2.18) nós encontramos o relato que havia algo que não trazia
contentamento em Deus – a solidão de Adão. Ele olhou para o homem
entre todos os animais do campo, todas as aves dos céus, e declarou que
sua vida solitária não era adequada. Então, Ele brada: “Não é bom que o
homem esteja só”. Adão é o único homem na história que dormiu solteiro e
acordou casado.
O casamento foi instituído por Deus para resolver o problema da
raça humana – a solidão. Observando de perto vemos muitas evidências
de que o ser humano é de fato muito importante para Deus. No
vocabulário de língua portuguesa a palavra "solidão" significa: “estado de
quem se sente ou está só”. A solidão é um estado interno, a princípio um
sentimento de que algo ou alguém está faltando.
b) Deus Resolveu o Problema da Ociosidade de Adão: “E
plantou o SENHOR um jardim no Éden na direção do Oriente,
e pôs nele o homem que havia formado” (Gn 2.8).
Deus sabia que o ser humano não estaria satisfeito sem
trabalhar, por isso tomou as providências para que Adão cultivasse e
guardasse o jardim – Deus instituiu o trabalho.
c) Deus Resolveu o Problema da Progressão do
Conhecimento de Adão: “Havendo, pois, o SENHOR Deus
formado da terra todos os animais do campo e todas as aves
dos céus, trouxe-os ao homem para ver como esse lhes
chamaria; e o nome que o homem desse a todos os seres
viventes, esse seria o seu nome” (Gn 2.19).
Deus sabia que o ser humano tinha necessidade para usar sua
capacidade intelectual, por isso trouxe-lhe todos os animais “para ver
como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a cada ser vivo,
esse seria o seu nome.
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d) Deus Resolveu o Problema da Indecisão de Adão: “E o


SENHOR Deus deu esta ordem: De toda árvore do jardim
comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e
do mal não comerás; porque no dia em que dela comeres,
certamente morrerás (Gn 2.16,17)”.
Deus sabia que o ser humano precisava fazer escolhas, por isso
colocou uma árvore proibida no jardim e ordenou-lhe que não comesse de
seu fruto. Esse ato, diz o Dr. Lawrence Richards, diferenciava o ser
humano, de uma vez por todas, de um robô programado, pois exigia
capacidade de avaliação e de escolha.
e) Deus Resolveu o Problema do Companheirismo de Adão:
“Então, o SENHOR Deus fez cair pesado sono sobre o homem,
e este adormeceu; tomou uma das suas costela e fechou o
lugar com carne. E a costela que o SENHOR tomara ao
homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe”(Gn 2.21,22).
Deus sabia da necessidade que o ser humano tinha de intimidade
com alguém de sua espécie, por isso Adão e Eva se pertenciam um ao
outro.
f) Deus Resolveu O Problema da Busca Por Comunhão (Gn
3.8)
E, finalmente, Deus sabia da necessidade de comunhão entre
ele e seu Criador – Deus. Por isso agraciava Adão e Eva com
Sua presença sempre na viração do dia.
Cada um desses atos demonstra como Deus estava preocupado
em satisfazer todas as necessidades do ser humano e como esse ser,
criado “à sua imagem e semelhança” era especial para Ele.
No vocabulário de língua portuguesa a palavra "solidão" significa:
estado de quem se sente ou está só. A solidão é um estado interno, a
princípio um sentimento de que algo ou alguém está faltando. Uma
sensação de separatividade e desconexão com algo ainda inconsciente,
sendo que numa visão espiritualista é a separação de Deus, Eu Superior,
Self, Vida ou o Todo.
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2ª AULA – 20/10/09

DIAGNOSTICANDO AS DEFICIÊNCIAS RELACIONAIS NO SEIO DA


FAMÍLIA

INTRODUÇÃO

Sabemos que o principal componente de uma nação é a família. Se ela


vai bem, a nação vai bem. Deus a constituiu como a unidade básica da sociedade.
Qualquer civilização, sociedade ou nação que negligencia a importância da família,
está condenada à destruição. Muitos historiadores afirmam que um dos elementos
mais contundentes na desintegração de uma sociedade ou nação é a desintegração
da família. E a base para uma família feliz é a comunhão. Mas o que estamos
assistindo hoje é o inverso daquilo que Deus planejou pra nós: famílias saudáveis –
famílias felizes. Na nossa tentativa de diagnosticar as deficiências no
relacionamento, apresentamos a seguir algumas crises que a família tem
enfrentado.

I - CRISE DE RELACIONAMENTO COM DEUS


Não é difícil fazer um diagnostico da situação da maioria dos crentes da
atualidade. O problema mais grave da Igreja da atualidade é o relacionamento
deficiente que a maioria dos crentes tem vivido. Se a nossa vida relacional com
Deus vai mal, tudo dará errado. Deus nos criou para o Seu prazer, e nos formou
de modo que nós juntamente com Ele possamos, em divina comunhão, usufruir
daquela doce e misteriosa união de personalidades gêmeas. Nosso
relacionamento ajustado com Deus influencia significativamente nossa vida em
família. Mesmo antes que houvesse qualquer ser criado Deus já existia como
um Deus de amor. Ao sermos criados conforme a sua imagem e semelhança
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fomos convidados para participar desta comunhão trinitária de amizade e amor,


e nisto constitui-se nossa vocação primária. Fomos criados conforme a imagem
de Deus, para nos relacionarmos com Deus assim como uma criança se
relaciona com seu pai, mais o pecado interrompeu esse relacionamento (Rm
3.9-18). Para termos uma família saudável é necessário ajustar nossas vidas
com Deus. A Bíblia descreve as conseqüências desastrosas de uma vida
desajustada com Deus e o impacto que esse desajuste provoca nos membros da
família (Is 38.1; 1 Sm 2.27-34; Jó 42. 10-17). As atitudes em relação a Deus
determinam as atitudes em relação à esposa, ao marido, aos filhos bem como
aos pais.
II - CRISE DE AFETIVIDADE CONJUGAL E PATERNA

Estamos presenciando uma verdadeira barbárie no seio da família cristã:


maridos secos de sentimentos por suas esposas e filhos. Qual a razão disso tudo
senão da dificuldade que a maioria de nós tem de conviver com as diferenças?
Devemos entender que ainda que a constituição declare que todos somos
iguais, isso não significa que todos somos idênticos. Cada um de nós carrega
indiossicrasias que devem ser respeitadas. A verdadeira unidade não é
alcançada quando encobrimos nossas diferenças, mas quando lidamos com elas
no ambiente aberto da misericórdia de Deus. Isso gera amor, e como disse
Augusto Cury “o amor é o único remédio que não tem efeito colateral, mas é a
flor que mais rapidamente morre sob o calor das tensões”. Lembre-se: Todos
os relacionamentos humanos repousam sobre uma plataforma de incertezas que
preserva a qualidade misteriosa da individualidade. Mas isso não é motivo pra
se deixar de amar.

A experiência de vida e o amor dos pais pelos filhos são fatores importantes
para o bom relacionamento familiar. Compete aos pais facilitar esse
relacionamento com flexibilidade e espírito jovial. Educar com liberdade e
ensinar a administrá-la com responsabilidade é a melhor forma para
desenvolver a confiança e consolidar a amizade entre pais e filhos.

III - CRISE DE AJUSTAMENTO DE CARÁTER / PAIS E EDUCADORES


A humanidade está adoecendo rápido e coletivamente. Há um desvio de
conduta desastroso em muitos pais que se dizem cristãos. Quem sofre com
esses desvios de conduta são aqueles que, constantemente estão olhando para
nós buscando algo para imitar: os filhos. Muitos de nós temos ambições, mas
isso não é razão para torcermos a justiça. Ninguém tem o direito de buscar a
felicidade à custa da perda de caráter. E mesmo ainda de buscá-la de uma
forma que constitui desobediência a Deus. O que é caráter? Caráter é o
conjunto de qualidades (boas ou más) de um indíviduo, que lhe determinam a
conduta e a concepção moral. É o aspecto psíquico da personalidade, a
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característica responsável pela ação, reação e expressão da personalidade. A


psicologia ensina que o pensamento conduz ao ato, o ato conduz ao hábito, o
hábito conduz ao caráter e o caráter conduz ao destino das pessoas. Não se
herda o caráter, se adquire. O caráter é formado por traços com sentido moral
e ético. A criança herda tendências, não o caráter. Se o nosso caráter for
moldado pelo Espírito Santo, os nossos filhos terão para quem olhar (2 Co
5.17).

IV - CRISE DE AUTORIDADE
A autoridade está em crise na sociedade contemporânea. Levadas ao exagero,
sentenças do tipo “é proibido proibir”, que se transformaram em palavras de
ordem nos anos hippies das décadas 1960 e 1970, fizeram mais estragos do
que se poderia supor naqueles momentos de farra libertaria. Plantaram nas
mentes e nos corações a convicção falsa e perigosa de que, na vida, tudo são
direitos e nada é dever. Quem não aprendeu desde cedo a ter consciência de
limites tenderá a viver e a manifestar até o fim a sua patologia de
descomedimento. Quais as desculpas mais comuns que a maioria dos pais
apresenta quando se sentem pressionados a impor limites aos seus filhos?
Vejam algumas: “TENHO MEDO QUE MEU FILHO DEIXE DE ME
AMAR” / “TENHO MEDO DE SUFOCAR SUA PERSONALIDADE OU
SUA CRIATIVIDADE” / “TENHO MEDO DE SER UM PAI VIOLENTO” /
“TENHO MEDO DE PUNIR” / “TENHO MEDO DE CONFLITOS”.
Autoridade e Autoritarismo são duas coisas muito diferentes. Ambas as
palavras têm o mesmo radical: Autor. Mas enquanto a primeira pode ser
entendida como o poder de impor limites necessários para a convivência em
sociedade, a segunda indica um exacerbamento desse poder, realizado pela
simples imposição de uma idéia sem possibilidades de contraposição. É
exatamente por confundir e misturar os significados de autoridade e de
autoritarismo que tantos pais, hoje, têm medo de exercer qualquer forma de
poder sobre seus filhos – seja ele justo e necessário à boa educação da criança
ou um poder licito e prepotente, ditado apenas pelo desejo de se impor a
qualquer custo. Nem sempre é fácil o entendimento entre os membros da
família. É compreensível e natural que os jovens e os adultos tenham uma
visão de mundo diferente. O conflito entre gerações sempre existiu. Seria
surpreendente se um adolescente pensasse como uma pessoa madura. Os
jovens têm impulsos de rebeldia quando começam a formar seus próprios
valores. Mas são os pais que, com carinho e muita delicadeza sem tolher a
liberdade dos filhos, vão direcioná-los num caminho mais excelente.

V - CRISE DE ADMINISTRAÇÃO DAS FINANÇAS


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Dinheiro não é apenas um meio de transações financeiras. Ao usá-lo,


manifestamos nossos objetivos e prioridades na vida – e quando nos
conscientizamos disso, podemos direcioná-lo para nos sintonizar com nossos
mais elevados anseios e espalhar o bem, seja em grandes ou pequenas quantias.
O problema é que existem Familiares gastadores e a pergunta que precisa de
resposta é: como lidar com eles e fazê-los economizar mais?
A situação é comum para muitas famílias brasileiras: com o orçamento
apertado, é necessário diminuir os gastos, mas alcançar o equilíbrio financeiro
é muito mais difícil do que se esperava. Isso porque, embora alguns membros
se esforcem para diminuir os gastos, outros não conseguem ter a mesma
iniciativa, prejudicando as contas da casa. Nesta classe temos:

5.1 Filhos consumistas


Se falta ajuda dos filhos adolescentes para gastar menos e reduzir as
despesas, a dica é conversar com eles de forma amigável, sem o tom de
dono da verdade, para explicar que as contas de consumo são maiores do
que a entrada de dinheiro.
" Suyen, consultora da Universidade de São Paulo, diz que é raro o
adolescente que tem uma visão clara de quanto as coisas da casa custam,
pois os pais raramente compartilham dados sobre o preço da escola, da luz,
etc e isso faz com que os filhos acreditem que há um depositário sem fim
de dinheiro para bancar tudo isso. E eles não pensam assim por mal,
simplesmente porque não foram estabelecidos limites claros no tocante a
dinheiro", explica.
5.2 Esposas Consumistas
Já se os filhos, ou até mesmo o cônjuge, só pensam em comprar coisas de
marcas, caras e modernas, é necessário explicar que, antes de gastar, é
preciso planejar a compra. Ninguém pode comprar tudo o que quer na hora
que quer, mesmo quando tem recursos para isso, pois, antes de tudo, quem
lida bem com o dinheiro tem controle e planejamento para a realização de
seus objetivos. Uma esposa sem limites pra gastar é um grave problema.
Mas não tem nada que faça mais a mulher feliz do que gastar. Um velho
ditado árabe assevera: “Quando as mulheres soriem – nossos bolsos
choram”.
5.3 Maridos Consumistas
Já se o descontrole vem do cabeça da casa, a conversa franca e direta é a a
melhor saída, pois ninguém melhor que a esposa para saber o que é de
maior prioridade na casa. Vale o parceiro tomar a iniciativa de mostrar que
as contas da casa estão num patamar, e que o consumo desenfreado ou
mesmo não planejado tem afetado não só as contas, mas principalmente o
emocional de quem está bancando tudo isso.
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3ª AULA – 27/10/09

PRECEITOS BIBLICOS RELEVANTES PARA TODA A FAMÍLIA

INTRODUÇÃO

A Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus. Ela é suficiente para todas as


nossas inquietações. Cada sentença, cada palavra deste Santo Livro é verdade.
Quando pensamos: Por que há desobediência às autoridades? Qual o motivo DA
crescente imoralidade atual? da falta de compromisso entre casais? De existirem
tantas mães solteiras? Mães ainda adolescentes? Famílias quebradas?
Homossexualismo? Aborto? Crianças sem pais e sem lar? Conflitos e brigas dentro
de lares “cristãos”? Tudo isso é porque os homens têm ignorado os princípios
estabelecidos por Deus em sua Palavra. Deus criou o casamento e o lar. Por essa
razão existem preceitos eternos que devem ser obedecidos para se ter um lar feliz.
É preciso voltar à eterna Palavra de Deus, examinar o padrão dele sobre a vida
familiar e colocar em pratica os seus princípios. Vejamos Alguns desses princípios
em sua ordem:

4.1- PRECEITOS AOS MARIDOS


Efésios 5.25: “Vós, maridos, AMAI vossa mulher, como também Cristo
amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela”. Paulo sugere que olhemos
para Cristo, o noivo divino, em seu relacionamento com a igreja: “Ame-a,
Faça sacrifícios por ela, Ouça suas preocupações, Cuide dela; Seja tão
sensível às necessidades e dores dela como você o é com seu próprio
corpo”(Ef 5.28,29).

Colossenses 3.19: “Vós, maridos, AMAI a vossa mulher e não vos IRRITEIS
contra ela”. O papel e exortação que Deus designa a um marido deve ser
uma forma de servir sua esposa. Viso que a ira humana é caprichosa,
vacilante ou espasmódica – fruto de nossa natureza caída; e visto também
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que a mulher não irá nos poupar desse sentimento, Paulo nos orienta a não
nos irritar com ela. A ira descontrolada é pecado e adoece a alma e estraga o
relacionamento (Ef 4.26). O amor deve ser o remédio que vai combater a ira
e nos conduzir à pacificação conjugal (1 Co 13.4-7).

4.2 PRECEITOS ÀS ESPOSAS

Efésios 5.22-24: “Vós, mulheres, SUJEITAI-VOS a vosso marido, como ao


Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a
cabeça da Igreja, sendo Ele próprio o Salvador do corpo. De sorte que, assim
como a Igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em
TUDO (?) sujeita a seu marido”.
Sendo esposa, como devo me comportar em relação ao meu marido? Paulo
diz: “Olhe para a noiva escolhida, a Igreja em seu relacionamento com Cristo:
Respeite-o, Reconheça sua qualidade de “chefe” da família, Responda à sua
liderança, Ouça-o, Louve-o, Esteja unida a ele em propósito e vontade; Ajude-
o de verdade” (Gn 2.18). A sujeição recomendada por Paulo não tem nada a
ver com submeter-se a caprichos descabidos. O “TUDO” é o tudo
determinado por Deus em sua Palavra e não inclui absolutamente nada que
desaprove a vontade de Deus.

Efésios 5.33b: “... a mulher REVERENCIE o marido”. O verbo ‘reverenciar’


denota uma postura de respeito e sujeição fruto de um coração transbordante
de amor. Isso não tem nada a ver com o fato de que a mulher não pode expor
suas idéias e dá suas sugestões para ajudar ao marido. Essas instruções
especificas revelam que as mulheres nunca serão colocadas em segundo plano
em relação aos homens, e nem os homens serão rebaixados em sua autoridade
no lar. Antes, diz que a mulher é especificamente convocada a aceitar a
liderança do marido, e que o marido deve aceitar a liderança responsável no
mesmo espírito de auto-doação e devoção que Cristo mostrou por sua Igreja.

4.3 PRECEITOS AOS PAIS


Efésios 6.4: “Vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na
doutrina e admoestação do Senhor”. Paulo declara a responsabilidade dos
pais na educação moral e espiritual dos filhos. As diretrizes aqui
recomendadas são para as famílias no Senhor, e não se espera que
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necessariamente funcionem fora de uma família crente. São necessárias duas


coisas para se lograr êxito quanto à educação dos filhos: (1) Uma atitude
correta e (2) Uma base sólida. Uma atmosfera permeada de criticas
destrutivas, condenação, expectativas irreais, sarcasmo, irritação e medo
“provocarão a ira dos filhos”. Em tal ambiente, não pode ocorrer um
aprendizado profundo (Pv 22.6; Dt 11.19-21).
O pai que trabalha fora, quase não dispõe de muito tempo para educar os
filhos, mas à mãe que fica cuidando do lar resta-lhe a nobre missão de
inculcar nos filhos os belos preceitos do Senhor. Mas isso não exclui os pais
de tal responsabilidade.
O sucesso de John Wesley veio do cuidado abnegado de sua mãe: Suzana
Wesley. Cristã piedosa. Suzana Wesley, sempre dominada pelo senso de
responsabilidade, velava sobre o crescimento físico e moral dos doze filhos
que sobreviveram às enfermidades da infância; era ela que segurava com mão
firme as rédeas do governo daquele pequeno reino, sempre atenta a tudo que
ali se passava, e imprimindo a todos o impulso do seu caráter metódico.
Suzana Wesley dedicava-se muito bem para não deixar ao léu da sorte a
orientação dos seus filhos.

4.4 - PRECEITOS AOS FILHOS


Êxodo 20.12: “Honra a teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus
dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá”. Honrar significa estimar
altamente, é mostrar respeito, glorificar e exaltar. Qualquer coisa que não se
pareça com isso não tem qualquer validade diante de Deus. Foi essa a
correção que Jesus fez à maneira dos fariseus interpretarem a Lei dita por
Moisés: “Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe e: Quem
maldisser ou o pai ou a mãe deve ser punido com a morte. Porém vós dizeis:
Se um homem disser ao pai ou à mãe: Aquilo que poderias aproveitar de
mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor” (Mc 7.10-11).
Provérbios 1.8-9: “Filho meu, ouve a instrução de teu pai e não deixes a
doutrina de tua mãe. Porque diademas de graça serão para a tua cabeça e
colares para o teu pescoço”. Aqui receber instruções dos pais não deve ser
um fardo ou aborrecimento, mas uma oportunidade de desenvolvimento, um
meio de aumentar sua atratividade, como jóias usadas com alegria.
Efésios 6.1-3: “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque
isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com
promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra”.
Colossenses 3.20: “Vós, filhos, obedecei em TUDO a vossos pais, porque
isto é agradável ao Senhor”. Pais que sabem expressar amor e afeto as seus
filhos não terão dificuldade em fazer-lhes restrições. Bons pais dão regras;
pais brilhantes ensinam a pensar (Cury). Bons pais exercem domínio por
meio da paciência. A paciência tem mais poder do que a força (Plutarco).
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não existe nenhum outro relacionamento onde se tem mais a ganhar e a


perder do que o casamento. A resposta para a resolução de nossas crises está em
Deus. Ele é especialista em cuidar de situações difíceis, apesar de nossos erros e
fracassos. Embora Ele nos ame muito, não muda sua atitude só porque estamos
vivendo uma situação difícil. A felicidade não está em nós nem fora de nós; está
em Deus. As nossas famílias estão sobre o cuidado maravilhoso de Deus, e Ele não
nos deu filhos para povoar o inferno, mas para serem coroas de glória na sua casa
(Hernandes Dias Lopes).

Nós estamos vivendo dias de permissividade e desrespeito às


autoridades. A falta de respeito às leis e aos pais tem causado muitos transtornos
aos lares brasileiros. Além disso, os jovens, atualmente, estão enfrentando pressões
que nenhuma outra geração experimentou. Portanto, quando falamos sobre criar
filhos no caminho do Senhor; cultivar a presença do Espírito no lar para fortalecer
os laços do sagrado matrimônio (Hb 13.4), buscar a promoção de um ambiente
pacifico oxigenado pela paz em todos os aspectos, estamos nos referindo a um
desafio que exigirá toda criatividade e energia por partes de todos os membros da
familia. Esse é o tempo de que dispomos. Se nós, como pais, não conseguirmos
realizar essa tarefa em dezoito anos, em certo sentido, teremos falhado em nossa
missão. Que Deus nos ajude!!!

Autor: Missionário

Raimundo Miguel dos Santos Filho

(Goiânia, Outubro de 2009).

Contatos

(62) 3517-0529/ 9956-2596/ 9115-9762

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BIBLIOGRAFIA

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Ferreira de Almeida - Edição Vida Nova: São Paulo-SP.

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Kroker e Haroldo Janzen - São Paulo: Editora Vida, 2004.

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a Espiritualidade Cristã - 4ª Edição; Encontro Publicações – Curitiba -2004.

KEMP, Jaime, Sua Família Pode Ser Melhor – 14ª Edição 2007 - Imprensa da Fé,
São Paulo-SP.

CURY, Augusto, ‘Pais Brilhantes; Professores Fascinantes’ Editora Sextante, São


Paulo-SP.

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LUTZER, Erwin, ‘Aprenda a Viver Bem Com Deus e Com Seus Impulsos
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