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Apresentação Caro (a) Aluno (a), Seja bem vindo (a) ao curso de Manutenção Mecânica do

Apresentação

Caro (a) Aluno (a),

Seja bem vindo (a) ao curso de Manutenção Mecânica do programa de Metal Mecânica do SENAI!

A Manutenção Industrial tem se tornando uma área de importância cada vez mais estratégica para

as indústrias. Para garantir padrões de competitividade às empresas, o SENAI formatou o curso Manutenção Mecânica para oferecer aos seus docentes a oportunidade de aperfeiçoamento e a lidarem com os desafios e inovações aplicados à manutenção industrial.

desafios e inovações aplicados à manutenção industrial. O tema manutenção industrial, aqui desenvolvido e

O tema manutenção industrial, aqui desenvolvido e adequadamente aplicado, tem o objetivo de garantir

a plena capacidade produtiva aos equipamentos e instalações das fábricas, dentro dos rigorosos padrões

de segurança.

O curso foi desenvolvido por profissionais altamente qualificados e o melhor: tudo foi feito sob medida

para as necessidades da indústria.

Agora é com você. Bons Estudos!

e o melhor: tudo foi feito sob medida para as necessidades da indústria. Agora é com
Fundamentos de Máquinas - Apresentação Bem-vindo a Fundamentos de Máquinas O grande desafio do profissional
Fundamentos de Máquinas - Apresentação Bem-vindo a Fundamentos de Máquinas O grande desafio do profissional

Fundamentos de Máquinas - Apresentação

Bem-vindo a Fundamentos de Máquinas

O grande desafio do profissional no mundo, cada vez mais globalizado, consiste em conhecer os princípios

e fundamentos de máquinas, ferramentas, os instrumentos e seus componentes, para que, de posse

destes conhecimentos, possa melhor executar suas atividades no trabalho.

possa melhor executar suas atividades no trabalho. Visando a facilitar o alcance desses objetivos, é que

Visando a facilitar o alcance desses objetivos, é que estruturamos o tópico Fundamentos de Máquinas de forma bastante didática, com uma linguagem acessível, facilitando o seu entendimento

e, conseqüentemente, sua aprendizagem. Aqui estudaremos os Sistemas de Transmissão, Sistema

de Vedação, Controle Geométrico, Rolamentos e Montagem e Ajustes.

Controle Geométrico , Rolamentos e Montagem e Ajustes . O sucesso nos estudos depende do seu

O sucesso nos estudos depende do seu esforço pessoal, na busca por novas aprendizagens e por

novos desafios.

Bons estudos!

A busca do auto-conhecimento é o principal alimento para a sabedoria humana.Derval Lima

Controle Geométrico Introdução Como o homem fazia, há 4.000 anos atrás, para medir? Antigamente, as

Controle Geométrico

Introdução

Como o homem fazia, há 4.000 anos atrás, para medir? Antigamente, as unidades de medição eram primitivas. Baseavam-se em partes do corpo humano, pois eram referências universais e fáceis de serem verificadas por qualquer pessoa. Foi assim que surgiram as medidas-padrões como a polegada,

o palmo, o pé, a jarda, a braça e o passo.

a polegada, o palmo, o pé, a jarda, a braça e o passo. Hoje, existe o
a polegada, o palmo, o pé, a jarda, a braça e o passo. Hoje, existe o

Hoje, existe o controle geométrico de peças e objetos que padroniza determinados procedimentos, evitando, assim, possíveis desvios, ou seja, erros decorrentes de ações não padronizadas, feitas de forma aleatória e sem uma seqüência lógica e organizada.

Para isso, deve-se considerar o comportamento metrológico do sistema de medição e a condição do objeto

a medir. O comportamento metrológico é influenciado por erros, perturbações externas e internas,

bem como efeitos de retroação do sistema de medição sobre a grandeza a medir e retroação do receptor da medida sobre o sistema de medição.

Controle Geométrico Tolerâncias Geométricas Ao se fabricar uma peça, não se consegue obter a forma

Controle Geométrico

Tolerâncias Geométricas

Ao se fabricar uma peça, não se consegue obter a forma geométrica perfeita, pois nada é 100% perfeito. Com isso, temos imperfeições causadas por pequenas falhas superficiais ao se produzir uma determinada peça. Ex.: ao usinar um cilindro, este apresenta erros de circularidade na seção transversal.

Para que essas peças apresentem desvios geométricos permissíveis são aplicadas tolerâncias geométricas; assim, quanto mais

sofisticado for o processo de fabricação, menor será

o valor da tolerância de fabricação estipulado.

Erros geométricos de circularidade (Ovalização).

Erros geométricos de circularidade (Ovalização).
Erros geométricos de circularidade (Ovalização).

As tolerâncias geométricas são os limites dentro dos quais as dimensões e formas geométricas podem variar, ou seja, apresentar desvios, sem que haja comprometimento do funcionamento

Desvio de Tolerância por planeza.
Desvio de Tolerância por planeza.

Apresentaremos aqui uma visão geral sobre o tema, já que o aprofundamento ocorrerá com muito estudo

e com a prática

Apresentaremos aqui uma visão geral sobre o tema, já que o aprofundamento ocorrerá com muito estudo
Desvios microgeométricos. - Tolerância de Forma - As tolerâncias de forma são os desvios que

Desvios microgeométricos.

- Tolerância de Forma - As tolerâncias de forma são

os desvios que um elemento pode acrescentar em relação a sua forma geométrica ideal, ou seja, afetam as dimensões nominais das peças. As tolerâncias de forma vêm indicadas no desenho técnico para elementos isolados, como uma superfície ou uma linha. É representada pela retilineidade, planeza, circularidade, superfície, cilindricidade.

- Tolerância de posição É definida como desvio

tolerado de um determinado elemento (ponto, reta, plano) em relação a sua posição teórica. A tolerância

de posição é representada pela simetria e concentricidade.

- Tolerância de orientação É representada pelo paralelismo, perpendicularidade e inclinação.

- Tolerância de movimentação - É definida como um campo de distância t entre dois círculos, medidos em um plano perpendicular ao eixo considerado e o campo de tolerância determinado por duas superfícies paralelas entre si e perpendiculares ao eixo de rotação da peça, e são representadas pelo batimento radial e axial.

Controle Geométrico Tolerâncias Dimensionais (t) A Tolerância Dimensional permite uma variação da dimensão de

Controle Geométrico

Tolerâncias Dimensionais (t)

A Tolerância Dimensional permite uma variação da dimensão de uma peça, que pode ser:

Dimensão máxima ou mínima acima da linha zero => afastamento positivo;

Dimensão máxima ou mínima abaixo da linha zero => afastamento negativo.

abaixo da linha zero => afastamento negativo. Veja o exemplo abaixo: Essas variações são estabelecidas
abaixo da linha zero => afastamento negativo. Veja o exemplo abaixo: Essas variações são estabelecidas

Veja o exemplo abaixo:

Essas variações são estabelecidas pelo projetista, em função da aplicação da peça. Existem sistemas de tolerância e ajustes normalizados para os elementos geométricos rotineiramente utilizados como, por exemplo, os elementos unidimensionais: eixo/furo, cones, parafuso/rosca, engrenagens etc.

eixo/furo, cones, parafuso/rosca, engrenagens etc. Veja alguns conceitos sobre as tolerâncias dimensionais do

Veja alguns conceitos sobre as tolerâncias dimensionais do sistema eixo/furo:

Dimensão nominal (D ou d): dimensão teórica indicada no desenho ou projeto.

Dimensão efetiva (De ou de): dimensão real da peça (medida).

Linha zero (Lz): linha tracejada, colocada na posição correspondente à dimensão nominal.

Dimensão máxima (Dmax ou dmax): dimensão máxima permitida.

Dimensão mínima (Dmin ou dmin): dimensão mínima permitida.

Afastamento superior (AS ou aS):

Afastamento inferior (Ai ou ai):

dmin) : dimensão mínima permitida. ● Afastamento superior ( AS ou aS ) : ● Afastamento
Controle Geométrico Condições de Ajuste A posição do campo de tolerância em relação à dimensão
Controle Geométrico
Condições de Ajuste
A
posição do campo de tolerância em relação à
dimensão nominal é um problema de ajuste. O
ajuste é o acoplamento de dois elementos com a
mesma dimensão nominal, caracterizando-se pelas
tolerâncias adotadas, grau de acabamento exigido
para a execução das peças e pela diferença das
dimensões efetivas do eixo e furo.
Condições de ajuste.
As Condições de Ajuste podem ser do tipo:
● Ajuste com folga – são aqueles que sempre apresentam um jogo efetivo entre os elementos, de forma
que o eixo possa girar ou deslizar dentro do furo.
● Ajuste com Interferência – são aqueles que sempre apresentam uma resistência ao acoplamento,
caracterizando-se pela dimensão mínima do eixo superior à dimensão máxima do furo.
● Ajustes Incertos – entre dois elementos a serem acoplados, poderá existir uma interferência ou folga
conforme as dimensões efetivas das peças, as quais se devem manter entre os limites impostos.
Para que ocorra o ajuste incerto, a dimensão máxima do furo é superior à dimensão
máxima do eixo, enquanto a dimensão mínima do furo é inferior à dimensão máxima do
eixo.
Controle Geométrico
Rugosidade
A
rugosidade é o conjunto de irregularidades, isto é, pequenas saliências e reentrâncias que
caracterizam uma superfície. Essas irregularidades podem ser avaliadas com aparelhos eletrônicos,
a
exemplo do rugosímetro.
Rugosidade: Ilustração Esquemática

A rugosidade desempenha um papel importante no comportamento dos componentes mecânicos, já

que influi na:

Qualidade de deslizamento;

Resistência ao desgaste;

Transferência de calor;

Qualidade de superfícies de padrões e componentes ópticos;

Possibilidade de ajuste do acoplamento forçado;

Resistência oferecida pela superfície ao escoamento de fluidos e lubrificantes;

Qualidade de aderência que a estrutura oferece às camadas protetoras;

Resistência à corrosão e à fadiga;

Vedação;

Aparência.

Controle Geométrico

Controle de Medição Causas de erros

Medição de um comprimento (melhora a definição)

de erros Medição de um comprimento (melhora a definição) É a forma para se determinar o

É a forma para se determinar o comprimento ou o

ângulo de uma peça e, para isso, deve-se especificar, a partir do valor da tolerância de fabricação, qual será o máximo erro admissível que pode ocorrer na medição da grandeza em questão.

Controle de uma medição

Após a fabricação das peças, é necessário conferi- las, verificando se as peças produzidas apresentam as dimensões especificadas no projeto. Nesta verificação, a peça será classificada como boa ou refugo.

Para efeito de aprovação ou rejeição da peça, toma- se simplesmente a indicação dada pelo sistema de medição utilizado no processo de medição. Pelo fato de a incerteza de medição ser um décimo do intervalo de tolerância (IT), considera-se o processo de medição como perfeito. No entanto, nem sempre dispomos de um processo de medição cuja incerteza de medição é inferior a um décimo do intervalo de tolerância.

Controle de medição.
Controle de medição.
Controle Geométrico Controle de Medição – Causas de erros Causas de erros nas medições de

Controle Geométrico

Controle de Medição Causas de erros

Causas de erros nas medições de comprimento

Alguns erros nas medições podem comprometer o bom funcionamento de um conjunto mecânico, por isso mostraremos agora as principais causas de erros:

1. Fatores de Natureza Mecânica

Força de medição

Deformações

Mecânica ● Força de medição ● Deformações 2. Fatores de Natureza Geométrica ● Forma geométrica

2. Fatores de Natureza Geométrica

Forma geométrica da peça a medir

Erro de contato

Relações geométricas de Posição

3. Fator de Natureza Física

Deformação térmica

Estudaremos cada um desses fatores nas próximas páginas.

Controle Geométrico Controle de Medição – Causas de erros Fatores de Natureza Mecânica Os fatores

Controle Geométrico

Controle de Medição Causas de erros

Fatores de Natureza Mecânica

Os fatores de natureza mecânica estão associados a um contato mecânico entre os sensores do sistema de medição (apalpadores) e o objeto a ser medido. No caso de medição por processo óptico, eletroindutivo ou eletrocapacitivo, não há contato mecânico direto e inexiste a força de medição.

Força de medição - os processos de medição e de realização, na maioria dos casos, estão associados a um contato mecânico entre os sensores do SM (apalpadores) e o objeto a medir. Já na medição por processo óptico, eletroindutivo ou eletrocapacitivo não há contato mecânico direto, com isso a força de medição é inexistente.

A força de medição é necessária para que o apalpador possa penetrar (ou deslocar) camadas de sujeira,

de óleo, de graxa, de gases aderentes e semelhantes que aderem nas superfícies de contato. No entanto,

a força de medição provoca no objeto, bem como no sistema de medição e demais componentes

mecânicos utilizados no processo, deformações de vários tipos e, consequentemente, erros de medição,

na forma de retroação.

erros de medição, na forma de retroação. Com isso, é necessário manter a força de medição

Com isso, é necessário manter a força de medição em valores mínimos necessários ao funcionamento dos SMs e, adicionalmente, mantê-la constante ao máximo possível para se poder levar, eventualmente, em consideração nas correções.

levar, eventualmente, em consideração nas correções. - Deformações – as deformações que ocorrem na

- Deformações as deformações que ocorrem na medição não devem ser, sob hipótese alguma, de caráter permanente, mas sim, exclusivamente, elásticas. Deste ponto de vista, há certo perigo nas áreas de contato entre o sensor (especialmente o de forma arredondada) e o objeto quando ocorrer um choque dinâmico.

Deformações indesejáveis podem ocorrer, também, pelo peso próprio, quer do sistema de medição, quer do objeto a medir especialmente se for usado apoio inadequado para os mesmos.

As inevitáveis deformações devem ser mantidas dentro de determinados limites através de dimensionamento adequado da peça ou isoladas e convenientemente consideradas (correções introduzidas) no resultado da medição. Os limites admissíveis das deformações dependem das correspondentes exigências quanto à incerteza de medição máxima permitida para o processo.

As deformações podem ter caráter de variação de comprimento (encurtamento ou alongamento), de flexão, de distorção ou de achatamento na região de contato.

Controle Geométrico Controle de Medição – Causas de erros Fatores de Natureza Geométrica Uma peça

Controle Geométrico

Controle de Medição Causas de erros

Fatores de Natureza Geométrica

Uma peça mecânica é representada, num desenho técnico, sempre em sua forma ideal e com dimensões nominais. A peça, depois de executada, não só diverge deste ideal em suas dimensões, mas também em sua forma geométrica.

Erros de natureza geométrica.
Erros de natureza geométrica.

Forma geométrica da peça a medir Uma peça mecânica, quando é representada num desenho técnico, apresenta a sua forma ideal e suas dimensões nominais. No entanto, a peça, depois de executada, diverge das dimensões nominais, como, também, de sua forma geométrica.

Essa divergência é caracterizada pelos erros microgeométricos e macrogeométricos. Os desvios macrogeométricos afetam o processo de medição e, por isso, as relações geométricas de posição entre o sistema de medição e peça devem ser conhecidas com clareza, para evitar erros de medida.

Erro de contato É determinado pelo contato entre a peça a medir e a supercie de medição. Esse erro ocorre porque os sensores de medição devem ter a forma correspondente à configuração da peça, a fim de se obter o contato geometricamente bem definido. Ex: Se a peça a medir é plana, o sensor de medição deve ser plano.

Se, por outro lado, a peça é esférica ou cilíndrica, usam-se sensores de medição esféricos ou cilíndricos. Na medição de roscas, utilizam-se pontas sensoras de forma cônica, cilíndrica ou esférica.

Relações geométricas de Posição Erros geométricos de posição de medição são evitados, de forma mais segura, pelo emprego do método da substituição. A dimensão da peça é captada com auxílio de um dispositivo e depois comparada a padrões de medição colocados exatamente no lugar e na posição da peça. Assim, não podem ocorrer erros de posição devido à movimentação de cursores (não perfeição

de guias) ou problemas semelhantes.

Se o método da substituição não puder ser aplicado, deve-se ao menos obedecer ao Princípio de Abbé, que exige que o trecho a medir deve constituir o prolongamento retilíneo da escala que serve como dispositivo de medição. O trecho a medir, bem como o padrão de medida, deve ser disposto no mesmo eixo, um atrás do outro.

 

Controle Geométrico

 

Controle de Medição Causas de erros

Fatores de Natureza Física

Os fatores de natureza física são fatores que influenciam direta ou indiretamente na estrutura física do material, como por exemplo, a deformação térmica gerada pela influência da temperatura.

 

Deformação térmica Como o volume dos materiais metálicos sofre com a variação de temperatura, é

extremamente importante estabelecer uma temperatura de referência.

extremamente importante estabelecer uma temperatura de referência.

extremamente importante estabelecer uma temperatura de referência.

A temperatura de 20ºC é hoje adotada internacionalmente como temperatura de referência para apresentação de resultados de medição ou calibração de instrumentos de medição da área de metrologia dimensional. Assim, os resultados do comprimento de blocos padrão, da calibração de uma máquina de medir por coordenadas, entre outros, são válidos para a temperatura de 20ºC.

Nas medições de comprimento, é necessário dar uma atenção toda especial à temperatura em virtude da deformação térmica sofrida pelos instrumentos, padrões, alguns dispositivos utilizados no processo de medição, além das deformações sofridas pelas próprias peças sujeitas à medição.

Montagem e Ajuste

 
 
 

Introdução

Montagem, desmontagem e ajuste.

Em geral, uma máquina ou equipamento industrial instalado corretamente, funcionando nas condições especificadas pelo fabricante e recebendo cuidados periódicos do serviço de manutenção preventiva é capaz de trabalhar, sem problemas, por muitos anos.

Entretanto, quando algum componente falha, seja por descuido na operação ou deficiência na manutenção, é necessário identificar o defeito e eliminar suas causas.

 
 
na operação ou deficiência na manutenção, é necessário identificar o defeito e eliminar suas causas.  
na operação ou deficiência na manutenção, é necessário identificar o defeito e eliminar suas causas.  

No caso de máquinas mais simples, é relativamente fácil identificar o problema e providenciar sua eliminação, porém, quando se trata de máquinas mais complexas, a identificação do problema e sua remoção exigem, do mecânico de manutenção, a adoção de procedimentos seqüenciais bem distintos.

Para efetuar uma desmontagem, montagem e ajustes de um conjunto mecânico devem seguir alguns procedimentos, Instrução de Trabalho (IT) ou Roteiros, e é de extrema relevância ter em mãos, um desenho ou até mesmo um croqui, para nos auxiliar durante as desmontagens, montagens e ajustes mecânicos.

Veremos, a seguir, algumas técnicas de desmontagem, montagem e ajustes de equipamentos, seguindo alguns procedimentos

Veremos, a seguir, algumas técnicas de desmontagem, montagem e ajustes de equipamentos, seguindo alguns procedimentos e Instruções de Trabalho.

Boa sorte e bons estudos!

Montagem e Ajuste

Técnicas de desmontagem de componentes mecânicos

Desmontagem

A desmontagem completa de uma máquina deve ser evitada sempre que possível, porque demanda gasto

de tempo com a conseqüente elevação dos custos, uma vez que a máquina encontra-se indisponível para

a produção.

Máquinas rotativas industriais, tais como bombas, compressores, ventiladores etc., são normalmente conectadas a seus acionadores através de acoplamentos flexíveis. Esses tipos de acoplamentos são usados porque as mudanças de temperaturas, partidas ou paradas dos equipamentos, podem causar movimentos relativos entre seus eixos.

Com o intuito de facilitar o trabalho de alinhamento de eixos de maquinas, foram desenvolvidos alguns processos de alinhamento, dentre os quais, escolhemos dois dos mais abrangentes, o alinhamento convencional e a laser e incluímos neste trabalho, dos quais esperamos que sejam de grande utilidade para os profissionais que trabalham em instalações de equipamentos mecânicos rotativos.

Quando a desmontagem precisa de ser feita, há uma seqüência de procedimentos a ser observada:

Analisar o serviço

Selecionar as ferramentas

Desligar os circuitos elétricos;

Remover as peças externas, feitas de plástico, borracha ou couro;

Limpar a máquina;

Drenar os fluidos;

Remover os circuitos elétricos;

Remover alavancas, mangueiras, tubulações, cabos;

Calçar os componentes pesados.

Manuais e croqui;

Lavar as peças

Secar as peças lavadas

Identificar as peças

Separar as peças em lotes

Conservar as peças

Limpar o local

as peças lavadas ● Identificar as peças ● Separar as peças em lotes ● Conservar as
Montagem e Ajuste Técnicas de desmontagem de componentes mecânicos Procedimentos de desmontagem Analisar o

Montagem e Ajuste

Técnicas de desmontagem de componentes mecânicos

Procedimentos de desmontagem

Analisar o serviço

Quando o mecânico de manutenção for executar alguma tarefa que lhe foi atribuída, primeiramente, deverá analisar o trabalho a ser feito; Consultando os manuais de instrução e/ou os desenhos construtivos, verificando-os na própria máquina.

Selecionar as ferramentas

Selecionar todas as ferramentas que serão utilizadas durante a desmontagem.

as ferramentas que serão utilizadas durante a desmontagem. Obs.: Ferramentas não apropriadas ao tipo de serviço
as ferramentas que serão utilizadas durante a desmontagem. Obs.: Ferramentas não apropriadas ao tipo de serviço

Obs.: Ferramentas não apropriadas ao tipo de serviço e/ou em mau estado não devem ser utilizadas. Quando o trabalho tiver que ser executado fora da bancada, o meio mais prático de carregar as

ferramentas é utilizar bolsas com divisões ou maletas próprias.

Figura 1 - Bloqueio com cadeado.

Exemplos:

Chave de boca fixa simples: Boca da chave desgastada, arredondada ou quebrada.

Alicate universal: Estria gasta e articulação com folga.

Martelo: Cabo rachado e sem cunha, o próprio martelo rachado ou com rebarbas.

Talhadeiras e Bedames: Precisando de afiação, com rachaduras, rebarbas na cabeça.

Entre outras ferramentas necessárias para desmontagem e montagem dos conjuntos mecânicos.

É preciso desligar, antes de tudo, os circuitos elétricos para evitar acidentes.

Para tanto, basta desligar a fonte de alimentação elétrica ou, dependendo do sistema, remover os fusíveis. (Fig.1)

Precaução:

Coloque aviso de segurança ou use cadeado para bloquear o equipamento.

Montagem e Ajuste Técnicas de desmontagem de componentes mecânicos Procedimentos de desmontagem Remover as peças

Montagem e Ajuste

Técnicas de desmontagem de componentes mecânicos

Procedimentos de desmontagem

Remover as peças externas

A remoção das peças externas consiste na retirada

das proteções de guias, barramentos e raspadores de óleo. Essa remoção é necessária para facilitar o

trabalho de desmonte. de óleo. Essa remoção é necessária para facilitar o Limpar a máquina A limpeza preliminar da

Limpar a máquina

A limpeza preliminar da máquina evita interferências

das sujeiras ou resíduos que poderiam contaminar componentes importantes e delicados.

Drenar os fluidos

É necessário drenar reservatórios de óleos

lubrificantes e refrigerantes para evitar possíveis

acidentes e o espalhamento desses óleos no chão ou na bancada de trabalho. (Fig2)

Figura 2 - Drenagem.
Figura 2 - Drenagem.

Montagem e Ajuste

Técnicas de desmontagem de componentes mecânicos

Procedimentos de desmontagem

Remover os circuitos elétricos

Os circuitos elétricos devem ser removidos para facilitar a desmontagem e, após a remoção, devem ser inspecionados pela manutenção elétrica. Remova e marque um fio de cada vez, desligado tanto no motor quanto na rede. (Fig3)Procedimentos de desmontagem Remover os circuitos elétricos Lembretes: - Nos motores assíncronos trifásicos, os mais

Lembretes:

- Nos motores assíncronos trifásicos, os mais

freqüentemente usados em aplicações industriais, a inversão de duas fases qualquer entre elas inverte o sentido de rotação do motor.

- Quando as conexões são soldadas e/ou torcidas, cuidado para não encurtar demasiadamente os fios.

Figura 3 - Marcação dos fios elétricos.
Figura 3 - Marcação dos fios elétricos.
Montagem e Ajuste Técnicas de desmontagem de componentes mecânicos Procedimentos de desmontagem Remover alavancas,

Montagem e Ajuste

Técnicas de desmontagem de componentes mecânicos

Procedimentos de desmontagem

Remover alavancas, mangueiras, tubulações e cabos

É

fim de se evitar danos a esses elementos e para facilitar a desmontagem de um equipamento ou máquina.

de extrema importância a remoção de acessórios como tubos, cabos, fios, mangueiras entre outros, a

Calçar os componentes pesados

Os conjuntos mecânicos pesados devem ser calçados para evitar o desequilíbrio e a queda de seus componentes, o que previne acidentes e danos às peças.

Observação:

Obedecida à seqüência desses procedimentos, o mecânico deverá continuar com a desmontagem da máquina, efetuando as seguintes operações:

Colocar desoxidantes nos parafusos, pouco antes de removê-los. Os desoxidantes atuam sobre a ferrugem dos parafusos, facilitando a retirada deles. Se a ação dos desoxidantes não for eficiente, podem- se aquecer os parafusos com a chama de um aparelho de solda oxiacetilênica.

Para desapertar os parafusos, a seqüência é a mesma que a adotada para os apertos. A tabela a seguir mostra a seqüência de apertos. Conhecendo a seqüência de apertos, sabe-se a seqüência dos desapertos. (Fig4).

É importante obedecer à orientação da tabela para que o aperto dos elementos de fixação seja adequado ao esforço a que eles podem ser submetidos. Um aperto além do limite pode causar deformação

e desalinhamento no conjunto de peças. Identificar a posição do componente da máquina antes de

sua remoção. Assim, não haverá problema de posicionamento. Tirar os subconjuntos, se possível, e

levar para local adequado.

Remover e colocar as peças na bancada, mantendo-as na posição correta de funcionamento. Isto facilita

a montagem e, se for o caso, ajuda na confecção de croquis.

Lembre-se:

Limpar a bancada retirando todos os vestígios de graxa e óleo. Se necessário, lavar a bancada com solvente.

Secar toda a superfície com um pano limpo.

A movimentação de peças pesadas deve ser feita com o auxílio de equipamentos adequados.

Figura 4 - Seqüência de aperto.

Figura 4 - Seqüência de aperto.

Montagem e Ajuste Técnicas de desmontagem de componentes mecânicos Procedimentos de desmontagem Manuais e croqui
Montagem e Ajuste Técnicas de desmontagem de componentes mecânicos Procedimentos de desmontagem Manuais e croqui

Montagem e Ajuste

Técnicas de desmontagem de componentes mecânicos

Procedimentos de desmontagem

Manuais e croqui

Geralmente, as máquinas são acompanhadas de manuais que mostram desenhos esquematizados dos seus componentes. O objetivo dos manuais é orientar quem for operá-las e manuseá-las nas tarefas do dia-a-dia. Entretanto, certas máquinas antigas ou de procedência estrangeira não são acompanhadas de manuais ou os mesmos são de difícil interpretação. Nesse caso, é recomendável fazer um croqui (esboço) dos conjuntos desmontados destas máquinas, o que facilitará as operações posteriores de montagem.

Lavar as peças

as operações posteriores de montagem. Lavar as peças Lavar as peças no lavador, usando querosene. Essa

Lavar as peças no lavador, usando querosene. Essa limpeza permite identificar defeitos ou falhas nas

peças como trincas, desgastes etc. A lavagem de peças deve ser feita com o auxílio de uma máquina

Figura 5 - Máquina lava peças.

de lavar e pincéis com cerdas duras. A mostra do esquema de uma máquina de lavar peças que é encontrada no comércio. (Fig5) A seqüência de operações para a lavagem de peças é a seguinte:

1. Colocar as peças dentro de um lava-peças, contendo querosene filtrado e desodorizado.

2. Não utilizar óleo diesel, gasolina, tíner ou álcool automotivo, pois são substâncias que, em contato com

a pele, podem provocar irritações.

3. Limpar as peças dentro da máquina de lavar com pincel de cerdas duras para remover as partículas

e crostas mais espessas.

Medidas de segurança observadas durante a lavagem:

Utilizar óculos de segurança;

Proteger as mãos com luvas e/ou lavar mãos e braços, após o término das lavagens, para evitar problemas na pele;

Limpar o piso e outros locais onde o querosene tiver respingado;

Atenção:

Não fume, quando utilizar produto inflamável!

Montagem e Ajuste Técnicas de desmontagem de componentes mecânicos Procedimentos de desmontagem Secar as peças

Montagem e Ajuste

Técnicas de desmontagem de componentes mecânicos

Procedimentos de desmontagem

Secar as peças

1. Usa-se ar comprimido para secar as peças com rapidez. Nesse caso, deve-se proceder da seguinte forma:

2. Regular o manômetro ao redor de 4bar, que corresponde à pressão ideal para a secagem;

3. Jatear (soprar) a peça de modo que os jatos de ar atinjam-na obliquamente, para evitar o agravamento de trincas existentes. O jateamento deverá ser aplicado de modo intermitente para não provocar turbulências.

Marcação em mecanismo com sincronismo.
Marcação em mecanismo com sincronismo.

Normas de Segurança no uso de ar comprimido:

1. Evitar jatos de ar comprimido no próprio corpo e nas roupas. Essa ação imprudente pode provocar a entrada de partículas na pele, olhos, nariz e pulmões, causando danos à saúde.

2. Evitar jatos de ar comprimido em ambiente com excesso de poeira e na limpeza de máquinas em geral. Nesse último caso, o ar pode levar partículas abrasivas para as guias e mancais, acelerando o processo de desgaste por abrasão.

3. Utilizar sempre óculos de segurança.

Observação:

Atenção especial para rolamentos: ao usar jato de ar comprimido, não deixar que entrem em rotação, para não danificar suas pistas e roletes.

Usando pano na secagem, verificar que seja limpo e não solte fiapos.

Identificar as peças

A

identificação das peças durante a desmontagem, é de extrema importância, pois facilitará bastante

o

trabalho de montagem, orientando o profissional evitando, assim, montagens inadequadas.

Identificar os elementos, procedendo da seguinte maneira:

Ordenar as peças sobre a bancada, obedecendo à seqüência de desmontagem;

Numerar as peças na ordem, com um marcador industrial ou aplicar etiquetas;

Examinar cada peça quanto a trincas, falhas, desgastes etc.

Montagem e Ajuste

Técnicas de desmontagem de componentes mecânicos

Procedimentos de desmontagem

Separar as peças em lotes

Separar as peças lavadas em lotes, de acordo com o estado em que se apresentam, ou seja:

Lote 1 - Peças perfeitas e, portanto, reaproveitáveis.

Lote 2 - Peças que necessitam de recondicionamento.

Lote 3 - Peças danificadas que devem ser substituídas.

Lote 4 - Peças a serem examinadas no laboratório.

● Lote 4 - Peças a serem examinadas no laboratório. Ambiente limpo após a conclusão do
Ambiente limpo após a conclusão do serviço.
Ambiente limpo após a conclusão do serviço.

Conservar componentes

Quando o conjunto tiver que ficar desmontado por muito tempo, é preciso usar os seguintes cuidados:

1. Lubrificar todas as partes sujeitas à oxidação. Consulte o manual para saber qual o tipo de lubrificante próprio para cada elemento.

2. Para manusear peças metálicas, deve-se lavar e secar as mãos, pois o suor oxida as peças, mesmo depois de lubrificadas;

3. Embrulhar as peças, em separado, em papel parafinado e impermeável.

4. Embalar e colocar em caixas peças e conjuntos a serem guardados.

5. Eixos longos devem ser calçados, ao fim de evitar empenos.

6. Rolamentos devem ser colocados em caixas próprias, identificados, guardando-os em armários.

Limpeza

Limpar o local de trabalho, recolher as ferramentas e guardá-las em seus devidos lugares.

Montagem e Ajuste Técnicas de montagem de componentes mecânicos Introdução Montagem é o ato ou

Montagem e Ajuste

Técnicas de montagem de componentes mecânicos

Introdução

Montagem é o ato ou efeito de montar, ação de dispor todas as partes de um conjunto para que se possa efetuar o trabalho a que está destinado.

Objetivo da montagem

o trabalho a que está destinado. Objetivo da montagem A montagem tem por objetivo maior a

A montagem tem por objetivo maior a construção de um todo, constituído por uma série de elementos que são fabricados separadamente. Esses elementos devem ser colocados em uma seqüência correta, isto é, montados segundo normas preestabelecidas, para que o todo seja alcançado e venha a funcionar adequadamente. Em manutenção mecânica, esse todo é representado pelos conjuntos mecânicos que darão origem às máquinas e aos equipamentos.

Seqüência de desmontagem.
Seqüência de desmontagem.
Montagem e Ajuste Montagem de conjuntos mecânicos A montagem de conjuntos mecânicos exige a aplicação

Montagem e Ajuste

Montagem de conjuntos mecânicos

A montagem de conjuntos mecânicos exige a aplicação de uma série de técnicas e cuidados por parte do mecânico de manutenção. Além disso, o mecânico de manutenção deverá seguir, caso existam, as especificações dos fabricantes dos componentes a serem utilizados na montagem dos conjuntos mecânicos.

Outro cuidado que o mecânico de manutenção deve ter, quando se trata da montagem de conjuntos mecânicos, é controlar a qualidade das peças a serem utilizadas, sejam elas novas ou recondicionadas. Nesse aspecto, o controle de qualidade envolve a conferência da peça e suas dimensões.

Sem controle dimensional ou sem conferência para saber se a peça é realmente a desejada e se ela não apresenta erros de construção, haverá riscos para o conjunto a ser montado. De fato, se uma peça dimensionalmente defeituosa ou com falhas de construção for colocada em um conjunto mecânico, poderá produzir outras falhas e danos em outros componentes.

produzir outras falhas e danos em outros componentes. Recomendações para a montagem: ● Verificar se todos

Recomendações para a montagem:

Verificar se todos os elementos a serem montados encontram-se perfeitamente limpos, bem como o ferramental.

encontram-se perfeitamente limpos, bem como o ferramental. ● Examinar os conjuntos a serem montados para se

Examinar os conjuntos a serem montados para se ter uma idéia exata a respeito das operações a serem executadas.

Consultar planos ou normas de montagem, caso existam.

Examinar, em primeiro lugar, a ordem de colocação das diferentes peças antes de começar a montagem, desde que não haja planos e normas relativos à montagem.

Verificar, se nos diferentes elementos mecânicos, há pontos de referência. Se houver, efetuar a montagem segundo as referências existentes.

Evitar a penetração de impurezas nos conjuntos montados, protegendo-os adequadamente.

Fazer testes de funcionamento dos elementos, conforme a montagem for sendo realizada, para comprovar o funcionamento perfeito das partes. Por exemplo, verificar se as engrenagens estão se acoplando sem dificuldade. Por meio de testes de funcionamento dos elementos, é possível verificar se há folgas e se os elementos estão dimensionalmente adequados e colocados nas posições corretas.

Lubrificar as peças que se movimentam para evitar desgastes precoces causados pelo atrito dos elementos mecânicos.

Montagem e Ajuste Métodos para realização da montagem Nos setores de manutenção mecânica das indústrias,

Montagem e Ajuste

Métodos para realização da montagem

Nos setores de manutenção mecânica das indústrias, basicamente são aplicados dois métodos para se fazer a montagem de conjuntos mecânicos:

A montagem peça a peça.

A montagem em série.

Montagem peça a peça

A montagem peça a peça é efetuada sobre bancadas. Como exemplo, vamos mostrar a seqüência de operações a serem realizadas para a montagem de uma bomba de engrenagens (Fig. 6). Como todas as peças já estão ajustadas, a atividade de montagem propriamente dita se limita a uni-las ordenadamente. Um controle de funcionamento indicará se será preciso fazer correções.

dita se limita a uni-las ordenadamente. Um controle de funcionamento indicará se será preciso fazer correções.
Figura 6 - Montagem peça a peça de uma bomba de engrenagem.
Figura 6 - Montagem peça a peça de uma bomba de
engrenagem.

Caso não haja manual de instruções ou esquema de montagem, a própria montagem deve ser baseada no croqui e nas anotações feitas anteriormente, invertendo-se a seqüência de desmontagem.

Montagem em Série

Observe a seqüência de operações a serem realizadas para a montagem de uma série de bombas de engrenagem (Fig. 7):

Caso não haja manual de instruções ou esquemas de montagem, deve-se proceder da seguinte forma:

1. Fazer uma análise detalhada do conjunto antes de desmontá-lo.

2. Fazer um croqui mostrando como os elementos serão montados no conjunto.

3. Anotar os nomes dos elementos à medida que vão sendo retirados do conjunto.

A montagem deve ser baseada no croqui e nas anotações feitas anteriormente, invertendo-se a seqüência

de desmontagem.

Montagem e Ajuste

Origem dos danos

A origem dos danos pode ser agrupada da seguinte forma:

Erros de especificação ou de projeto:

A máquina ou alguns de seus componentes não corresponde às necessidades de serviço. Nesse caso,

os problemas, com certeza, estarão nos seguintes fatores: dimensões, rotações, marchas, materiais, tratamentos térmicos, ajustes, acabamentos superficiais ou, ainda, em desenhos errados.

Falhas de fabricação:

A

máquina, com componentes falhos, não foi montada corretamente. Nesta situação, pode ocorrer

o

aparecimento de trincas, inclusões, concentração de tensões, contatos imperfeitos, folgas exageradas

ou insuficientes, empeno ou exposição de peças a tensões não previstas no projeto.

exposição de peças a tensões não previstas no projeto. Instalação imprópria: Trata-se de desalinhamento dos

Instalação imprópria:

Trata-se de desalinhamento dos eixos entre o motor e a máquina acionada. Os desalinhamentos surgem devido aos seguintes fatores:

Fundação sujeita à vibração;

Sobrecargas;

Trincas;

Corrosão.

sujeita à vibração; Sobrecargas; Trincas; Corrosão. Manutenção imprópria: Trata-se de perda de ajustes e da

Manutenção imprópria:

Trata-se de perda de ajustes e da eficiência da máquina em razão dos seguintes fatores:

Sujeira;

Falta momentânea ou constante de lubrificação; Lubrificação imprópria que resulta em ruptura do filme ou em sua decomposição; Superaquecimento por causa do excesso ou insuficiência da viscosidade do lubrificante; Falta de reapertos;

Falhas de controle de vibrações.

Operação imprópria:

Trata-se de sobrecarga, choques e vibrações que acabam rompendo o componente mais fraco da

máquina. Esse rompimento, geralmente, provoca danos em outros componentes ou peças da máquina. Salientamos que não estão sendo consideradas medidas preventivas a respeito de projetos ou desenhos, mas das falhas originadas nos erros de especificação, de fabricação, de instalação, de manutenção e de operação que podem ser minimizados com um controle melhor. As falhas são inevitáveis quando aparecem por causa do trabalho executado pela máquina. Nesse aspecto,

a manutenção restringe-se à observação do progresso do dano para que se possa substituir a peça no momento mais adequado.

Montagem e Ajuste Análise de danos e defeitos A análise de danos e defeitos de

Montagem e Ajuste

Análise de danos e defeitos

A análise de danos e defeitos de peças tem duas finalidades:

Apurar a razão da falha, para que sejam tomadas medidas objetivando a eliminação de sua repetição;

Alertar o usuário a respeito do que poderá ocorrer se a máquina for usada ou conservada inadequadamente.

Para que a análise possa ser bem-feita, não basta examinar a peça que acusa a presença de falhas.

Características gerais dos danos e defeitos:

de falhas. Características gerais dos danos e defeitos: Os danos e defeitos de peças, geralmente, residem

Os danos e defeitos de peças, geralmente, residem nos chamados intensificadores de tensão, e estes são causados por erro de projeto ou especificações. Se os intensificadores de tensão residem no erro de projeto, a forma da peça é o ponto crítico a ser examinado, porém, se os intensificadores de tensão residem nas especificações, estas são as que influirão na estrutura interna das peças.

O erro mais freqüente na forma da peça é a

ocorrência de cantos vivos. A figura mostra linhas

de tensão em peças com cantos vivos. Com cantos vivos, as linhas de tensão podem se romper facilmente.

Linhas de tensão em peças com cantos vivos indicados pelas setas.
Linhas de tensão em peças com cantos vivos indicados pelas
setas.

Quando ocorre mudança brusca de seção em uma peça, os efeitos são praticamente iguais aos provocados por cantos vivos.

Por outro lado, se os cantos forem excessivamente suaves, um único caso é prejudicial. Trata-se do caso do excesso de raio de uma peça em contato com outra. Por exemplo, a tensão provocada pelo canto de um eixo rolante, com excesso de raio, dará início a uma trinca que se propagará em toda sua volta.

Montagem e Ajuste Ajuste e Tolerância Introdução Qualquer produto fabricado tem uma especificação de projeto,

Montagem e Ajuste

Ajuste e Tolerância

Introdução

Qualquer produto fabricado tem uma especificação de projeto, a qual deve ser assegurada pelo processo de fabricação. Porém, é impossível a repetição do mesmo valor para todos os produtos.

Por exemplo, um pacote de feijão cuja estampa da embalagem indica 1 kg nem sempre possui exatamente 1 kg, podendo ter um peso muito próximo de 1 kg. Mas então estamos sendo enganados pelo fabricante? Numa situação normal, é claro que não. O que determina a possibilidade do peso estar próximo ao valor de 1 kg, não sendo necessariamente 1 kg, é chamado tolerância.

kg, não sendo necessariamente 1 kg, é chamado tolerância. As tolerâncias são utilizadas para qualquer processo

As tolerâncias são utilizadas para qualquer processo de fabricação ou produção, como aspecto de qualidade mensurável, ou seja, se um produto possui um valor especificado dentro dos limites de tolerância especificados pelo projeto, está aprovado, caso contrário, estará obviamente reprovado.

O que se toma como base para a aplicação da tolerância é a utilização do produto. Em geral, em um produto a tolerância é calculada tomando-se como base a situação crítica de utilização do mesmo.

Atenção:

Como nosso enfoque é a metrologia dimensional, nossa intenção é aplicar os conceitos para essa área, conforme poderemos ver a seguir.

Montagem e Ajuste Ajuste e Tolerância Conceito O conceito é bastante simples, o valor nominal

Montagem e Ajuste

Ajuste e Tolerância

Conceito

O conceito é bastante simples, o valor nominal representa o valor base, ou seja, o valor real para

aplicação da tolerância.

Formato

Uma tolerância de um produto qualquer se caracteriza por possuir os seguintes itens:

Dimensão (valor) nominal;

Limite inferior da tolerância;

Limite superior da tolerância;

Campo de tolerância.

Veja a figura 10 e observe as dimensões.

Exemplo:

Veja a figura 10 e observe as dimensões. Exemplo: Neste exemplo, temos: 25,012 = dimensão nominal;

Neste exemplo, temos:

25,012 = dimensão nominal; +0,002 = limite inferior da tolerância; +0,025 = limite superior da tolerância; 0,023 = Campo de tolerância.

Limites Existem dois tipos de limites:

Figura 10 - Tolerância.
Figura 10 - Tolerância.

Limite de tolerância: É um termo que define o grau de aceitação diante de um elemento contrário a uma regra moral, cultural, civil ou física.

Limite de especificação: É a descrição, descriminação detalhada de uma peça ou componente.

No primeiro exemplo mostrado, teremos:

Limites de tolerância: Inferior = +0,002 e Superior = +0,025. Limites de especificação: Inferior = 25,014 e Superior = 25,037.

O produto que possui esta especificação deve possuir medida entre 25,014 e 25,037. Qualquer valor

fora desse campo de tolerância (0, 023, diferença entre 25,037 e 25,014) está reprovado.

Montagem e Ajuste Campo de tolerância O campo de tolerância, nada mais é que a

Montagem e Ajuste

Campo de tolerância

O campo de tolerância, nada mais é que a diferença entre a maior e menor medida possível de

uma característica de projeto que será aplicada ao produto.

Quanto maior o campo de tolerância, maior é a quantidade de produtos aprovados, e conseqüentemente, menor é a qualidade requerida tanto no processo de fabricação quanto na precisão de utilização.

É com base no campo de tolerância que geralmente são escolhidos os instrumentos de medição

para utilização no processo de fabricação do produto, além do valor nominal, que determina a capacidade do instrumento.

do valor nominal, que determina a capacidade do instrumento. Para processos mais precisos, os campos são

Para processos mais precisos, os campos são menores. Vamos ver alguns exemplos de medidas de algumas peças mecânicas.

precisos, os campos são menores. Vamos ver alguns exemplos de medidas de algumas peças mecânicas. Campo
Campo de tolerância.
Campo de tolerância.
Montagem e Ajuste Posição do campo de tolerância A posição do campo de tolerância em

Montagem e Ajuste

Posição do campo de tolerância

A posição do campo de tolerância em relação ao valor nominal também é importante. Em geral,

os projetistas aplicam a um valor arredondadoa posição do campo de tolerância, para facilitar

o entendimento do pessoal responsável pelo processo de fabricação. Veja o exemplo abaixo:

pelo processo de fabricação. Veja o exemplo abaixo: Um projetista determinou, através de cálculos, que a

Um projetista determinou, através de cálculos, que a especificação de uma característica de um produto seria:

especificação de uma característica de um produto seria: Analisando: ● Limite inferior de especificação: 15,345

Analisando:

Limite inferior de especificação: 15,345

Limite superior de especificação: 15,375

Mas, conforme podemos perceber, tem-se uma dificuldade de se visualizaro campo de tolerância. Vamos mexerna posição do campo de tolerância (sem esquecer de modificar a dimensão nominal, senão não haverá sentido em modificar o campo de tolerância) e analisar as seguintes possibilidades:

As tolerâncias podem ser simplesmente calculadas pelo projetista ou ainda seguir uma normalização. A ISO nos fornece uma tabela de tolerâncias para serem aplicadas para cada tipo de ajuste. Elas tratam do campo de tolerância e da posição do campo de tolerância em relação à medida nominal.

Montagem e Ajuste Normalização das tolerâncias – Campo de tolerância As tolerâncias normalizadas pela ISO

Montagem e Ajuste

Normalização das tolerâncias Campo de tolerância

As tolerâncias normalizadas pela ISO consistem na representação do valor nominal acompanhado de uma letra e um número no lugar da tolerância.

de uma letra e um número no lugar da tolerância. Isto significa que o valor nominal

Isto significa que o valor nominal é 31.250 e H7 é a tolerância aplicada ao valor nominal. A letra

H representa a posição do campo de tolerância e 7 representa o valor do campo de tolerância.

A escolha da letra e do número correspondente à tolerância aplicada depende da aplicação do produto e

da natureza do acoplamento, já que essas tolerâncias são em geral aplicadas a elementos que

serão acoplados como um sistema furo-eixo.

O sistema furo e eixo trata-se de uma junção (acoplamento) em que o eixo é introduzido em um furo

por intermédio de uma interferência mecânica, com folga ou forçado.

Veja as características na tabela - 1 abaixo para alguns campos de tolerância (representado pelo número):

Tabela 1 Características mecânicas

pelo número): Tabela 1 – Características mecânicas Importante: Número Característica 5 Mecânica

Importante:

Número

Característica

5

Mecânica muito precisa

6

Mecânica de precisão

7

Mecânica comum (Mais empregada)

8

Mecânica mais grosseira

comum (Mais empregada) 8 Mecânica mais grosseira ● Quanto menor o campo de tolerância, mais preciso

Quanto menor o campo de tolerância, mais preciso o processo de fabricação.

Os campos 6 e 7 são os mais aplicados na indústria de componentes mecânicos.

Vamos ver um exemplo de aplicação dos campos de tolerância:

Tabela 2 Campos de tolerância

Dimensão nominal (mm)

Campo 6 (µm)

Campo 7 (µm)

Acima de

Até

-

3

7

9

3

6

8

12

6

10

9

15

10

18

11

18

18

30

13

21

30

50

16

25

No exemplo acima, podemos perceber que à medida que o número do campo de tolerância aumenta,

o campo também aumenta. Em relação à dimensão (de cima para baixo na referida tabela), o campo

de tolerância também aumenta. Ou seja, se observarmos na tabela, da esquerda para a direita e de

cima para baixo, o campo de tolerância aumenta.

Montagem e Ajuste

Normalização das tolerâncias Posições do campo

A

ISO determina com uma letra a posição do campo de tolerância normalizado. As letras compreendem

o

alfabeto inteiro com algumas combinações de letras. Letras maiúsculas, por sua vez,

demonstram tolerâncias de medidas externas.

A

posição do campo é importante para determinação do tipo de acoplamento. Em projetos, estudado

e

determinado o acoplamento de duas peças, escolhe-se a tolerância tabelada sob o aspecto

campo, conforme precisão do processo de fabricação requerido, e, depois, a posição, de acordo com

a natureza do acoplamento.

Figura 11 - Ajuste incerto.
Figura 11 - Ajuste incerto.
Figura 12 - ajuste com interferência.
Figura 12 - ajuste com interferência.

Não há como se fazer uma análise de posição do campo de uma peça única. Portanto, utilizaremos um sistema furo-eixo para demonstrarmos como seria o acoplamento.

Exemplo:

Furo Ø 12,000 e Eixo Ø 12,000.

Devemos fixar uma tolerância para um dos elementos. Assim, poderemos, através da variação do campo de tolerância do outro elemento, dimensionar o tipo de acoplamento desejado. Vamos fixar o diâmetro do furo no sistema H. Observe a tabela 3 abaixo:

Tabela 3 - Diâmetro do furo Sistema H

Tipo de acoplamento

Posição do campo de tolerância para o eixo

Posição do campo de tolerância para o futuro

Com folga a,b,c,d,e,f Incerto g, h, j Com interferência k, l, m, n, p, etc

Com folga

a,b,c,d,e,f

Incerto

g, h, j

Com interferência

k, l, m, n, p, etc

H

Aplicação:

Vamos utilizar o exemplo acima: um furo e um eixo com Ø12, 000. Se fixarmos a tolerância H7 para o furo, como seria o acoplamento se a tolerância do eixo fosse: h9, h7, h6, h5, g6, g7, j5, j6, k6, r6, s6? Vamos consultar o fragmento da tabela 4.

Tabela 4 Referência ISO

Dimensão nominal (mm)

Acima de

Até

Tolerância H7 (µm)

-

3

0

 

+9

3

6

0

 

+12

6

10

0

 

+15

10

18

0

 

+18

18

30

0

 

21

30

50

0

 

+25

Isto significa que o limite inferior do valor do furo será 12,000mm e o superior 12,018mm.

Observação importante:

Se o valor solicitado fosse 18 mm, qual linha da tabela seria utilizada? Seria a mesma indicada em negrito, pois se deve interpretar a tabela como se o termo atéfosse uma barreira. Se o valor nominal fosse 18, 001, deveria escolher a linha de baixo, pois seria um valor superior ao limite da linha anterior. O mesmo processo é aplicado à normalização de calibradores passa-não-passa.

Analisando as possibilidades críticas de acoplamentos, teríamos:

- Folga mínima: (Dim. mínima furo Dim.máxima eixo): 12,000-11,994 = 0,006

- Folga máxima: (Dim. máxima furo Dim.mínima eixo): 12,018 11,976 = 0,042

Conclusão: Ajuste com folga

Ajuste 1: 12H7 x 12j5

Análise das tolerâncias:

Furo: Ø 12,000 Ø 12,018 Eixo: Ø 11,997 Ø 12,005 Analisando as possibilidades críticas de acoplamentos, teríamos:

Folga mínima: (Dim. mínima furo Dim.máxima eixo): 12,000 - 12,005 = - 0,005 Folga máxima: ((Dim. máxima furo Dim.mínima eixo): 12,018 11,997 = 0,021 Interferência mínima: (Dim.mínima eixo Dim. máxima do furo): 11,997 12,018 = -0,021 Interferência máxima: (Dim.máxima eixo Dim. mínima do furo): 12,005 12,000 = 0,005

Conclusão: Ajuste incerto

Ajuste 2: 12H7 x 12s6

eixo – Dim. mínima do furo): 12,005 – 12,000 = 0,005 Conclusão: Ajuste incerto Ajuste 2:

Análise das tolerâncias:

Furo: Ø 12,000 Ø 12,018 Eixo: Ø 12,028 Ø 12,039 Analisando as possibilidades críticas de acoplamentos, teríamos:

Interferência mínima: (Dim. mínima eixo Dim.máxima furo): 12,028 12,018 = 0,010 Interferência máxima: (Dim.máxima eixo Dim.mínima furo): 12,039 12,000 = 0,039

Conclusão: Ajuste com Interferência.

A representação de tolerâncias ISO.

Num desenho qualquer, pode-se indicar a tolerância como apresentamos aqui ou ainda, indicar o campo de tolerância, sem mencionar letra ou número de indicação.

Veja o exemplo abaixo:

aqui ou ainda, indicar o campo de tolerância, sem mencionar letra ou número de indicação. Veja
Montagem e Ajuste Roteiro de Práticas Os roteiros de práticas são documentos padronizados utilizados durante

Montagem e Ajuste

Roteiro de Práticas

Os roteiros de práticas são documentos padronizados utilizados durante todo processo de desmontagem

e montagem de um Kit didático. Esses roteiros seguem padrões utilizados em grandes empresas e visam

a expressar, de maneira mais realista, a execução de uma atividade que envolva a desmontagem

e montagem de um equipamento seguindo padrões pré-definidos pelas empresas, no sentido de organizar as ações bem como minimizar o tempo gasto para a execução das atividades.

minimizar o tempo gasto para a execução das atividades. Veja, na biblioteca, os modelos de Roteiro

Veja, na biblioteca, os modelos de Roteiro do Kit Bomba Centrífuga e do Kit Transmissão por engrenagem.

Rolamentos Introdução Um rolamento é uma peça interposta entre a caixa de mancais e as
Rolamentos Introdução Um rolamento é uma peça interposta entre a caixa de mancais e as

Rolamentos

Introdução

Um rolamento é uma peça interposta entre a caixa de mancais e as árvores giratórias das máquinas. Serve para substituir o atrito de deslizamento entre as superfícies do eixo e do mancal pelo atrito de rolamento. Os rolamentos são constituídos de corpos rolantes (esferas, rolos etc.), de anéis, que constituem os trilhos de roladura e gaiola, que mantém separados os elementos rolantes. Todos estes elementos são de aço combinado com cromo e as suas dimensões estão submetidas a um sistema

Podem de normalização. ser encontrados rolamentos de diversos tipos, como por exemplo:

Tipos de Rolamentos

de diversos tipos, como por exemplo: Tipos de Rolamentos • Rolamento fixo de uma carreira de

Rolamento fixo de uma carreira de esferas

Rolamento de contato angular de uma carreira de esferas

Rolamento autocompensador de esferas

Rolamento de rolo cilíndrico

Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos

Rolamento autocompensador de duas carreiras de rolos

Rolamento de rolos cônicos

Rolamento axial de esfera

Rolamento axial autocompensador de rolos

Rolamentos Principais especificações para a escolha dos rolamentos Para escolher um rolamento adequado para um

Rolamentos

Principais especificações para a escolha dos rolamentos

Para escolher um rolamento adequado para um sistema mecânico, alguns fatores devem ser levados em consideração, tais como:

fatores devem ser levados em consideração, tais como: ● Espaço; ● Carga; ● Limite de Rotação;

Espaço;

Carga;

Limite de Rotação;

Desalinhamento dos Anéis - Interno e Externo;

Rigidez;

Ruído e Torque;

Precisão de Giro;

Instalação e Remoção;

Vida do Rolamento;

Vida de Fadiga e Vida Nominal.

Veremos nas próximas páginas mais detalhes de cada um desses fatores.

do Rolamento; ● Vida de Fadiga e Vida Nominal. Veremos nas próximas páginas mais detalhes de
Rolamentos Espaço O espaço permissível para os rolamentos e os conjugados, geralmente, são limitados, de

Rolamentos

Espaço

O

espaço permissível para os rolamentos e os conjugados, geralmente, são limitados, de forma que o tipo

e

as dimensões dos rolamentos devem ser selecionados dentro de tais limites.

Na maioria dos casos, em razão do projeto da máquina, define-se primeiramente o diâmetro do eixo. Por esse motivo, os rolamentos são freqüentemente selecionados com base no diâmetro dos furos.

A existência de numerosas séries de dimensão e tipos padronizados de rolamentos possibilita a seleção

do tipo mais adequado dentre estes rolamentos.

A ilustração abaixo apresentada as séries de dimensão dos rolamentos radiais e os tipos correspondentes

de rolamento.

Séries de Dimensão e Tipos de Rolamentos Radiais.
Séries de Dimensão e Tipos de Rolamentos Radiais.
Rolamentos Carga A capacidade de os rolamentos suportarem as cargas radiais e as cargas axiais,

Rolamentos

Carga

A capacidade de os rolamentos suportarem as cargas radiais e as cargas axiais, quando comparadas separadamente pelos tipos de rolamentos, será aproximadamente como indicada na figura abaixo.

Dessa forma, no caso de compararmos rolamentos da mesma série de dimensão, a capacidade de carga de um rolamento de rolos é maior do que a de um rolamento de esferas, com vantagem em aplicações em que atuam cargas de choque.

de esferas, com vantagem em aplicações em que atuam cargas de choque. Comparação das Capacidades de
Comparação das Capacidades de Cargas pelos Tipos
Comparação das Capacidades de Cargas pelos Tipos
Rolamentos Limite de Rotação A rotação máxima permissível nos rolamentos, além de variar pelo tipo,

Rolamentos

Limite de Rotação

A rotação máxima permissível nos rolamentos, além de variar pelo tipo, também difere em função da dimensão, do tipo e material da gaiola, da carga no rolamento, do método de lubrificação, das condições de refrigeração etc.

Nos casos generalizados de lubrificação em banho de óleo, se os tipos de rolamentos forem posicionados pela ordem decrescente do limite de rotação, será aproximadamente como o indicado na figura abaixo:

Comparação do Limite de Rotação.
Comparação do Limite de Rotação.
Rolamentos Desalinhamento dos Anéis Interno e Externo O desalinhamento entre o anel interno e o

Rolamentos

Desalinhamento dos Anéis Interno e Externo

O desalinhamento entre o anel interno e o anel

externo do rolamento ocorre em casos como o da flexão do eixo em função da carga, da imprecisão do

eixo e alojamento ou da deficiência na instalação.

O ângulo de desalinhamento permissível difere de

acordo com o tipo de rolamento e as condições de utilização, em geral inferiores a 0.0012 radianos (4

´).

Quando grandes desalinhamentos são previstos, devem ser selecionados os tipos com capacidade de auto-alinhamento como os autocompensadores de esferas, os autocompensadores de rolos esféricos e as unidades de rolamentos.

Desalinhamento nas Unidades de Rolamentos.
Desalinhamento nas Unidades de Rolamentos.

Rolamentos

Rigidez

Ao aplicar uma carga no rolamento, automaticamente, ocorre uma deformação elástica nas áreas de contato entre os corpos rolantes e a pista. A rigidez do rolamento é determinada em função proporcional da carga no rolamento e a intensidade da deformação elástica no anel interno, no anel externo e no corpo rolante.

Nos fusos em máquinas-ferramentas, devido à necessidade de aumentar a rigidez do rolamento juntamente com a rigidez do eixo, é freqüente a seleção dos rolamentos de rolos, em razão da menor deformação pela carga que os rolamentos de esferas. Além disso, a rigidez pode ser aumentada pelo método de pré-carregamento, através da utilização do rolamento em condição de folga negativa. Os rolamentos de contato angular de esferas e os rolamentos de rolos cônicos são os mais apropriados para este método.

Pré-carregamento de rolamento para aumentar a rigidez.
Pré-carregamento de rolamento para aumentar a rigidez.
Rolamentos Ruído e Torque Os rolamentos, por serem fabricados através de técnicas de usinagem de

Rolamentos

Ruído e Torque

Os rolamentos, por serem fabricados através de

técnicas de usinagem de alta precisão, têm o ruído e

o torque pequeno.

Nos rolamentos, como os fixos de esferas e os de rolos cilíndricos, têm estabelecidas as classes de

ruído de acordo com as suas necessidades. Já nos rolamentos miniaturas de esferas de alta precisão, o ruído está regulamentado ao torque de partida.e os de rolos cilíndricos, têm estabelecidas as classes de Os rolamentos fixos de esferas são

Os rolamentos fixos de esferas são os mais apropriados para as máquinas que requerem baixo ruído e baixo torque, como nos motores elétricos e instrumentos de medição.

Rolamento no mancal de uma bomba em corte.
Rolamento no mancal de uma bomba em corte.

Rolamentos

Precisão de Giro

Os rolamentos de alta precisão, como os das classes 5, 4 e 2, são utilizados em aplicações de alta velocidade de rotação - super-alimentadores, ou quando é requerida alta precisão nos desvios do corpo rotativo - fusos de máquinas-ferramentas.

A precisão de giro dos rolamentos está

regulamentada numa variedade de itens; as classes

de precisão regulamentadas variam de acordo com o tipo de rolamento.está regulamentada numa variedade de itens; as classes A figura ao lado apresenta a comparação do

A figura ao lado apresenta a comparação do desvio

radial de giro do anel interno, na precisão máxima estabelecida no regulamento para cada tipo de rolamento.

Dessa forma, às aplicações que necessitem de alta precisão de giro são apropriados os rolamentos, principalmente, como os fixos de esferas, os de contato angular de esferas e os de rolos cilíndricos.

Comparação do Limite Permissível para o Desvio de Giro do Anel Interno em Função dos
Comparação do Limite Permissível para o Desvio de Giro do
Anel Interno em Função dos Tipos de Rolamentos.
Rolamentos Instalação e Remoção Os tipos de rolamentos que têm os anéis internos e externos

Rolamentos

Instalação e Remoção

Os tipos de rolamentos que têm os anéis internos e externos separáveis, como os rolamentos de rolos cilíndricos, de rolos agulha e de rolos cônicos, apresentam maior facilidade na instalação e na remoção.

apresentam maior facilidade na instalação e na remoção. Estes tipos de rolamentos são apropriados para máquinas

Estes tipos de rolamentos são apropriados para máquinas que necessitem de instalação e remoção do rolamento com relativa freqüência, em função de causas como a inspeção periódica.

Os rolamentos com furo cônico, como os auto- compensadores de esferas e os auto-compensadores de rolos (os de menor porte), podem ser instalados e removidos com relativa facilidade pela utilização de buchas.

Rolamentos com furo cônico.
Rolamentos com furo cônico.
Rolamentos Vida do Rolamento As funções requeridas para os rolamentos diferem de acordo com a

Rolamentos

Vida do Rolamento

As funções requeridas para os rolamentos diferem de acordo com a aplicação e devem ser mantidas necessariamente por um período além do determinado.

O rolamento mesmo se utilizado corretamente, com o passar do tempo deixa de desempenhar de

forma satisfatória a sua função devido, entre outras coisas, a desgastes que geram o aumento de ruído e vibração, a redução da precisão, a deterioração da graxa lubrificante ou ao escamamento por fadiga

na superfície de rolamento.

O fim da vida do rolamento ocorre com a impossibilidade do seu uso. No entanto, o rolamento passa

por limites de desgaste que podem ser denominados, como, vida de ruído, vida de desgaste e vida de graxa ou vida de fadiga.

A vida do rolamento.
A vida do rolamento.

Além destes limites de vida, existem outros casos que não permitem a utilização dos rolamentos, como o superaquecimento, a trinca, o lascamento, o arraste prejudicial nas pistas e danos nas placas de proteção.

São modos de falhas a serem distinguidos, que ocasionam a perda de vida útil do rolamento pelo seu mau funcionamento, conseqüente de erros, como a seleção inadequada do rolamento, a falha no projeto do eixo, alojamento e correlacionados, a falha na instalação, o erro no método de montagem ou da manutenção deficiente.

Rolamentos

Vida de Fadiga

As pistas dos anéis internos e externos, juntamente com os corpos rolantes, são submetidas a cargas cíclicas ininterruptas quando os rolamentos estiverem em rotação sob carga. Por esta razão, em função da fadiga do material, ocorrem, na superfície de contato da pista e dos corpos rolantes, falhas com desprendimento de material em forma de escamas. Essa ocorrência é denominada de Escamamento.

O número total de revoluções até a ocorrência deste início de escamamento é definido como vida de

fadiga, ou simplesmente vida.

é definido como vida de fadiga, ou simplesmente vida. A vida de fadiga do rolamento, mesmo

A vida de fadiga do rolamento, mesmo operando em condições idênticas a um grande número de

rolamentos que tenham as mesmas dimensões, construção, material, tratamento térmico, processo de fabricação, entre outros, apresentam uma dispersão considerável. Isso ocorre devido à existência de dispersão natural na própria fadiga do material. A dispersão da vida é tratada como fenômeno estatístico e se aplica, a vida nominal.

Vida Nominal

estatístico e se aplica, a vida nominal. Vida Nominal A vida nominal é definida como o

A vida nominal é definida como o total do número de revoluções que um lote de rolamentos com as

mesmas especificações pode girar sem apresentar escamamento.

Nos casos de operação em velocidades constantes são freqüentes as indicações da vida nominal pelo total de horas em operação. Ao estudar a determinação da vida do rolamento, esta vida relativa à fadiga

é usualmente o fator considerado. Entretanto, de acordo com as funções requeridas ao rolamento,

há necessidade de considerar juntamente alguns limites de utilização, como por exemplo, a vida de graxa nos rolamentos pré-lubrificados. A vida de ruído e a vida de desgaste são freqüentemente definidas por antecipação baseada nos limites obtidos empiricamente, isto se deve ao padrão dos limites de utilização que diferem de acordo com a aplicação do rolamento.

Rolamentos Cálculo da Carga no Rolamento As cargas atuantes nos rolamentos, geralmente, são: ● Massas

Rolamentos

Cálculo da Carga no Rolamento

As cargas atuantes nos rolamentos, geralmente, são:

Massas do corpo sustentado pelo rolamento,

Massas do próprio corpo em rotação,

Massas da força de transmissão das engrenagens e correias,

Cargas de origem no trabalho da máquina.

Entre estas cargas, há as que permitem o cálculo teórico, embora algumas delas sejam difíceis de ser calculadas. Além disto, muitas máquinas estão sujeitas as vibrações e choques durante o funcionamento, o que dificulta obter com exatidão a totalidade das cargas atuantes no rolamento. Portanto, para se obter a mais correta carga no rolamento, deve-se considerar na carga calculável, diversos coeficientes deduzidos empiricamente.

Coeficiente de Carga

Não obstante as cargas radiais ou axiais tenham sido obtidas através de cálculos, as cargas que atuam efetivamente nos rolamentos são, em função das vibrações e choques nas máquinas, maiores que as calculadas em grande número dos casos. Esta carga pode ser obtida pelas equações seguintes:

Valores de Coeficiente de Carga ƒw.
Valores de Coeficiente de Carga ƒw.
equações seguintes: Valores de Coeficiente de Carga ƒw. Em que: . Fr , Fa - Carga

Em que:

. Fr , Fa - Carga atuante no rolamento (N), {kgf}

.

Frc , Fac - Carga calculada teoricamente (N), {kgf}

. ƒw - Coeficiente de carga

Os valores indicados na tabela a seguir são valores empregados para o coeficiente de carga ƒw.

Rolamentos Principais Características dos Rolamentos As dimensões e características dos rolamentos são indicadas

Rolamentos

Principais Características dos Rolamentos

As dimensões e características dos rolamentos são indicadas nas diferentes normas técnicas e nos catálogos de fabricantes. Ao examinar um catálogo de rolamentos, ou uma norma específica, você encontrará informações sobre as seguintes características dos rolamentos:

sobre as seguintes características dos rolamentos: D: diâmetro externo; d : diâmetro interno; R :

D: diâmetro externo; d: diâmetro interno; R: raio de arredondamento; L: largura.

Dimensões de rolamentos.
Dimensões de rolamentos.

Em geral, a normalização dos rolamentos é feita a partir do diâmetro interno d, isto é, a partir do diâmetro do eixo em que o rolamento é utilizado. Para cada diâmetro, são definidas três séries de rolamentos: leve, média e pesada.

As séries leves são usadas para cargas pequenas. Para cargas maiores, são usadas as séries média ou pesada. Os valores do diâmetro D e da largura L aumentam progressivamente em função dos aumentos das cargas.

Rolamentos Ajustes e folgas Os rolamentos, quando são assentados com reduzida interferência entre o eixo

Rolamentos

Ajustes e folgas

Os rolamentos, quando são assentados com reduzida interferência entre o eixo e o anel interno, podem apresentar entre eles um movimento relativo prejudicial na direção radial. Esta ocorrência é conhecida como deslizamento.

O deslizamento é um fenômeno que acontece na forma do deslocamento da posição do anel do rolamento em relação ao eixo ou ao alojamento, na direção radial devido à mudança do ponto de aplicação da carga nesta direção.

Uma vez ocorrido o deslizamento entre as superfícies de ajuste, sucede-se um desgaste considerável que pode, em muitos casos, danificar o eixo ou o alojamento. Em alguns casos, as partículas desgastadas, ao penetrarem no interior do rolamento, causam ocorrências como aquecimento anormal, vibração, entre outros. Dessa forma, é importante evitar o deslizamento durante a operação, fixando o rolamento no eixo ou no alojamento através de uma interferência adequada.

ou no alojamento através de uma interferência adequada. Deslizamento do eixo em relação ao anel interno

Deslizamento do eixo em relação ao anel interno do rolamento durante o funcionamento da máquina onde o amarelo representa o giro do eixo e o vermelho o giro do anel interno do rolamento.

do eixo e o vermelho o giro do anel interno do rolamento. No entanto, há casos

No entanto, há casos em que o ajuste é efetuado sem interferência no anel interno ou no anel externo, devido às dificuldades e condições de utilização, instalação e remoção do rolamento. Nestes casos, além dos cuidados em relação aos danos na superfície de ajuste que podem ser previstos com o deslizamento, devem ser tomados os cuidados com a lubrificação.

Para a seleção do ajuste adequado às aplicações, devem ser considerados os fatores condicionantes, como:

a natureza da carga,

a intensidade,

as condições de temperatura,

a instalação e remoção dos rolamentos.

Em casos, como o de alojamentos com pouca espessura ou casos de instalação do rolamento em eixos vazados, há necessidade da interferência ser aumentada acima do normal. Os alojamentos bipartidos, por deformarem o anel externo do rolamento com freqüência, devem ser evitados nos casos em que as condições de aplicação exijam o ajuste com interferência no anel externo.

Nas aplicações com vibrações consideráveis, o anel interno e o anel externo devem ser ajustados com interferência. O mais comum dos ajustes recomendados são indicados nas tabelas de:

Tabela 1 - Ajustes de rolamentos radiais nos eixos

Tabela 2 - Ajustes de folgas internas

Tabela 1 - Ajustes de rolamentos radiais nos eixos

Tabela 1 - Ajustes de rolamentos radiais nos eixos
Tabela 1 - Ajustes de rolamentos radiais nos eixos

Tabela 2 - Ajustes de folgas internas

Tabela 2 - Ajustes de folgas internas
Tabela 2 - Ajustes de folgas internas
Rolamentos Cuidados na Instalação Os rolamentos, por serem componentes mecânicos de alta precisão, requerem

Rolamentos

Cuidados na Instalação

Os rolamentos, por serem componentes mecânicos de alta precisão, requerem cuidados especiais ao serem manipulados. As principais precauções a serem observadas são as seguintes:

1. Limpeza do Rolamento e da Área Adjacente:

A sujeira, mesmo invisível a olho nu, apresenta efeito nocivo sobre os rolamentos, portanto, é fundamental evitar a entrada de sujeira, mantendo o mais limpo possível os rolamentos e a área ao redor.

2. Manuseio Cuidadoso:

Choques pesados durante o manuseio dos rolamentos provocam escoriações e esmagamentos, que resultam na causa das falhas. Em casos extremos, podem ocorrer lascamentos e trincas, conseqüentemente, faz-se necessário tomar o máximo de cuidado no manuseio.

3. Ferramentas Apropriadas:

Devem-se usar sempre as ferramentas apropriadas para a manipulação de rolamentos, evitando o improviso de ferramentas ou dispositivos.

evitando o improviso de ferramentas ou dispositivos. 4. Uso das técnicas adequadas Usar sempre as técnicas

4. Uso das técnicas adequadas

ferramentas ou dispositivos. 4. Uso das técnicas adequadas Usar sempre as técnicas adequadas para a instalação

Usar sempre as técnicas adequadas para a instalação e remoção dos rolamentos.

5. Prevenção da Oxidação

Ao manusear os rolamentos, é necessário manter as mãos limpas, pois a transpiração nas mãos pode ser a causa da oxidação. Se possível, use sempre luvas.

Rolamentos Lubrificação A lubrificação pode ser feita com graxa ou óleo. No entanto, deve seguir

Rolamentos

Lubrificação

A lubrificação pode ser feita com graxa ou óleo. No entanto, deve seguir as especificações do fabricante

da máquina ou do equipamento.

1. Lubrificação com graxa

Quando você for realizar a troca de graxa, é preciso limpar a engraxadeira antes de colocar graxa nova. Lembre-se de retirar as tampas para limpeza.

Caso as caixas dos rolamentos possuam engraxadeiras, deve-se retirar toda a graxa e lavar todos os componentes.

deve-se retirar toda a graxa e lavar todos os componentes. 2. Lubrificação com óleo É necessário

2. Lubrificação com óleo

É necessário que você olhe sempre o nível do óleo e

complete quando for necessário. Verifique se o respiro está limpo. Quando for trocar o óleo, é importante que o óleo velho seja completamente drenado e todo o conjunto seja lavado com o óleo novo. Os rolamentos pré-lubrificados, blindados ou vedados em ambos os lados não devem ser lavados para a utilização.

Limpar a engraxadeira.
Limpar a engraxadeira.

Na lubrificação em banho, geralmente a troca é realizada a cada ano, quando a temperatura atinge, no máximo, 50ºC e não apresenta contaminação. Quando a temperatura for acima de 100ºC, o óleo deve ser trocado 4 vezes ao ano; já quando a temperatura for acima de 120ºC, deve ser feita a troca uma vez por mês; acima de 130ºC, a troca de óleo deve ser realizada 1 vez por semana ou a critério do fabricante.

Olhar o nível do óleo.
Olhar o nível do óleo.
Rolamentos Inspeção nos Rolamentos Por que os rolamentos falham? Ao projetarmos uma máquina com mancais

Rolamentos

Inspeção nos Rolamentos

Por que os rolamentos falham?

Ao projetarmos uma máquina com mancais de rolamento, preocupamo-nos, fundamentalmente, em definir

a vida útil desses componentes, devido a sua grande importância. Esta vida é chamada L10 e é calculada pela relação:

L10 = K . ( C est / C din )n

[ Horas ]

Contudo, ao colocarmos a máquina em operação, verificamos que nem sempre a vida calculada é atingida,

o que, de certa forma, deixa frustrada a manutenção dedicada a este objetivo. Porque não atingimos L10?

Veja no gráfico abaixo a estatística com os principais motivos.

Podemos observar no gráfico que a principal causa de falhas em rolamentos é a lubrificação inadequada. Nesse tipo de falha, podemos incluir problemas ligados à contaminação, falta ou excesso de lubrificante.

ligados à contaminação, falta ou excesso de lubrificante. O segundo problema é não conseguir alcançar a

O segundo problema é não conseguir alcançar a vida útil, geralmente por fadiga, devido a cargas excessivas causadas por desalinhamento, desbalanceamento, empenamento, montagem incorreta e danos devido a vibrações, passagem de corrente elétrica etc.

Defeitos comuns dos rolamentos

Os defeitos comuns nos rolamentos ocorrem por:

Desgaste;

Fadiga;

Falhas mecânicas;

1. Brinelamento;

2. Goivagem;

3. Sulcamento;

4. Queima por corrente elétrica;

5. Rachaduras e Fraturas;

6. Engripamento;

Rolamentos Instrução de trabalho para montagem de rolamentos A instalação incorreta dos rolamentos afeta a
Rolamentos Instrução de trabalho para montagem de rolamentos A instalação incorreta dos rolamentos afeta a
Rolamentos Instrução de trabalho para montagem de rolamentos A instalação incorreta dos rolamentos afeta a

Rolamentos

Instrução de trabalho para montagem de rolamentos

A instalação incorreta dos rolamentos afeta a precisão, a vida e o desempenho dos equipamentos.

Assim, é desejável que a instalação seja executada segundo as normas de serviço, ou seja, após os departamentos de projeto e montagem estudarem a instalação do rolamento. Os itens das normas de serviços normalmente incluem:

Limpeza dos rolamentos e das peças conjugadas;

_Verificação das dimensões e acabamento das peças conjugadas;

Procedimento de instalação;

Checagem após a instalação;

Lubrificação.

Os rolamentos devem ser desembalados no momento da instalação.

Métodos para instalação de rolamentos

Os métodos de instalação diferem de acordo com os tipos de rolamentos e das condições de ajuste. Normalmente, como existe maior número de casos de eixo rotativo, o anel interno necessita de ajuste com interferência.

Os rolamentos com furo cilíndrico são usualmente instalados por meio de uma prensa ou de aquecimento; os rolamentos com furo cônico podem ser instalados diretamente sobre eixos cônicos ou através de buchas de fixação.

Os rolamentos instalados nas caixas ou nos alojamentos são ajustados com folga, contudo nos casos em que há interferência no anel externo, é comum fazer uso de uma prensa. Além desses, há o método de ajuste por contração através da instalação do rolamento resfriado. Nesse caso, devido à condensação da umidade do ar na superfície do rolamento, inerente ao processo, é necessário um adequado tratamento preventivo contra a oxidação.

Montagem com prensa - apoio no anel interno e em ambos os anéis.
Montagem com prensa -
apoio no anel interno e em ambos os anéis.
Rolamentos Instalação com o Uso da Prensa O dispositivo de instalação é apoiado no anel

Rolamentos

Instalação com o Uso da Prensa

O dispositivo de instalação é apoiado no anel interno e é lentamente prensado até que a lateral do

anel interno toque integralmente no assento de encosto do eixo. O apoio do dispositivo de instalação no anel externo deve ser evitado de todas as formas, pois causará escoriações e esmagamentos na pista.

Recomenda-se aplicar óleo na superfície de ajuste, mesmo nos casos de instalar os rolamentos, utilizando martelo. Sendo que esse método pode ser uma das causas de danificações no rolamento. Dessa forma, deve ser restringido para os casos de pequena interferência e em rolamentos de médios e grandes.

O uso da prensa deve ser utilizado na instalação de pequenos rolamentos, em rolamentos

não-separáveis, em rolamentos autocompensadores de esferas e nos rolamentos separáveis, entre outros.

Instalação por Aquecimento

separáveis , entre outros. Instalação por Aquecimento Os grandes rolamentos exigem uma grande força de prensagem,

Os grandes rolamentos exigem uma grande força de prensagem, dificultando a execução do trabalho de instalação; em virtude disso, o emprego da dilatação do rolamento por aquecimento em banho de óleo

é bastante difundido.

As precauções que se devem tomar quando há aquecimento são as seguintes:

Não aquecer o rolamento acima de 120°C;

Para evitar o contato do rolamento no fundo do tanque, deve ser estudado o uso de uma tela de suporte ou mantê-lo suspenso;

Aquecer o rolamento cerca de 20 a 30° C acima da requerida, para que a instalação não seja dificultada pelo esfriamento do anel interno;

Após a instalação, o rolamento esfria e contrai também na largura, por isso o rolamento deve ser pressionado firmemente contra o encosto no eixo, com a porca ou ferramenta apropriada, de modo a evitar folga entre o rolamento e o encosto.

Rolamentos Teste de Giro Após ser finalizada a instalação, o teste de giro deve ser

Rolamentos

Teste de Giro

Após ser finalizada a instalação, o teste de giro deve ser realizado para confirmar se o rolamento está corretamente instalado.

As máquinas de pequeno porte são movimentadas manualmente para verificar a suavidade do giro. Nesse caso, os itens a serem verificados são:

Pequenos trancos devido a partículas estranhas;●

Escoriações ou esmagamentos;

Inconstância do torque devido a falhas nas instalações ou falhas no assento;

Torque excessivo de origem em folga demasiadamente reduzida;

Desalinhamento;

Atrito de vedação.

Não havendo anormalidades, pode-se efetuar o giro acionado.

Teste de giro.
Teste de giro.

Introdução

Elementos de Transmissão

Imagine você a situação de um motorista que viajava de Salvador para Feira de Santana, numa estrada

e não percebeu a luz vermelha que aparecia no painel, e o carro parou a alguns quilômetros por falta de energia.

motorista, que nada entendia de carro, percebeu que algo de grave acontecia, empurrou o carro até O

O

o

acostamento e acionou seu mecânico.

O

mecânico, ao chegar no local, identificou o problema: a correia do alternador estava arrebentada. Como

o

motorista não tinha uma correia de reserva, foi necessário rebocar o carro.

O

problema citado acima pode lhe dar uma idéia da importância que os Sistemas de

Transmissão representam para a transferência de força e movimento entre eixos e árvores.

A partir de agora, iremos iniciar os estudos sobre Sistema de Transmissão e sua aplicabilidade.

Sistema de Transmissão Elementos de Transmissão Os principais elementos de máquina utilizados para transmissão de

Sistema de Transmissão

Elementos de Transmissão

Os principais elementos de máquina utilizados para transmissão de força e movimento de rotação

são: correias, correntes, engrenagens, acoplamentos e eixos. Com esses elementos, são

montados sistemas de transmissão que transferem potência e movimento de um eixo a outro.

A polia condutora transmite energia e movimento à polia conduzida.

condutora transmite energia e movimento à polia conduzida. Os sistemas de transmissão também podem variar as

Os sistemas de transmissão também podem variar as rotações entre dois eixos. Nesse caso, o sistema de rotação é chamado variador. As maneiras de variar a rotação de um eixo podem ser:

Por engrenagens

Por correias

Por atrito

Seja qual for o tipo de variador, sua função está ligada a eixos.

Sistema de Transmissão Elementos de Transmissão Modos de Transmissão A transmissão de força e movimento

Sistema de Transmissão

Elementos de Transmissão

Modos de Transmissão

A transmissão de força e movimento pode acontecer de duas maneiras: pela forma e por atrito.

A transmissão pela forma é assim chamada porque a forma dos elementos transmissores permite que

eles se encaixem, possibilitando a transmissão de força e movimento. Essa maneira de transmissão é a mais usada, principalmente com os elementos chavetados, eixos-árvore entalhados e eixos-árvore estriados.

A transmissão por atrito possibilita uma boa centralização das peças ligadas aos eixos. Entretanto,

não possibilita transmissão de grandes esforços quanto aos transmitidos pela forma. Os principais

elementos de transmissão por atrito são os elementos anelares e arruelas estreladas. Esses elementos constituem-se de dois anéis cônicos apertados entre si e que atuam ao mesmo tempo sobre

o eixo e o cubo.

entre si e que atuam ao mesmo tempo sobre o eixo e o cubo. As arruelas

As arruelas estreladas possibilitam grande rigor de movimento axial (dos eixos) e radial (dos raios).

Sistema de transmissão por atrito elementos anelares.

Sistema de transmissão por atrito arruelas estreladas.

As arruelas são apertadas por meio de parafusos que forçam a arruela contra o eixo e o cubo ao mesmo tempo.

estreladas. As arruelas são apertadas por meio de parafusos que forçam a arruela contra o eixo
estreladas. As arruelas são apertadas por meio de parafusos que forçam a arruela contra o eixo
estreladas. As arruelas são apertadas por meio de parafusos que forçam a arruela contra o eixo
Sistema de Transmissão Elementos de Transmissão - Componentes de Transmissão Vamos conhecer os principais

Sistema de Transmissão

Elementos de Transmissão - Componentes de Transmissão

Vamos conhecer os principais componentes de transmissão?

Correias: São elementos de máquina que transmitem movimento de rotação entre eixos por intermédio das polias. As correias podem ser contínuas ou com emendas. As polias são cilíndricas, fabricadas em diversos materiais e podem ser fixadas aos eixos por meio de pressão, de chaveta ou de parafuso.

aos eixos por meio de pressão, de chaveta ou de parafuso. Correntes: São elementos de transmissão,

Correntes: São elementos de transmissão, geralmente metálicos, constituídos de uma série de anéis ou elos. Existem vários tipos de corrente e cada tipo tem uma aplicação específica.

de corrente e cada tipo tem uma aplicação específica. Engrenagens: Também conhecidas como rodas dentadas, as

Engrenagens: Também conhecidas como rodas dentadas, as engrenagens são elementos de máquina usados na transmissão entre eixos. Existem vários tipos de engrenagem.

Acoplamento: É um conjunto mecânico que transmite movimento entre duas peças.

Sistema de Transmissão Eixos e Árvores Os eixos e árvores são alguns dos principais elementos

Sistema de Transmissão

Eixos e Árvores

Os eixos e árvores são alguns dos principais elementos da estrutura física das máquinas. Tanto os eixos quanto as árvores podem ser fixos ou giratórios e ter perfis lisos ou compostos - em que são montadas as engrenagens, polias, rolamentos, volantes, manípulos etc. Eles sustentam os elementos de máquina.

A árvore pode ser definida como o elemento que gira transmitindo potência, sendo submetida, principalmente,

a esforços de torção e flexão.

O eixo é um elemento fixo, ou não, que suporta rodas dentadas, polias etc., estando sujeito, principalmente,

a

esforços de flexão. No caso dos eixos fixos, os elementos (engrenagens com buchas, polias sobre rolamentos

e

volantes) são que giram. Quando se trata de eixo-árvore giratório, o eixo se movimenta juntamente com seus

elementos ou independentemente deles como, por exemplo, eixos de um esmeril, rodas de trole (trilhos), eixos de máquinas-ferramenta, eixos sobre mancais etc.

de trole (trilhos), eixos de máquinas-ferramenta, eixos sobre mancais etc. Exemplos de eixos fixos. Exemplos de
Exemplos de eixos fixos.

Exemplos de eixos fixos.

Exemplos de árvores.
Exemplos de árvores.
Sistema de Transmissão Eixos e Árvores Tipos e Características Conforme as funções, uma árvore pode

Sistema de Transmissão

Eixos e Árvores

Tipos e Características

Conforme as funções, uma árvore pode ser de engrenagens - em que são montados mancais e rolamentos - ou de manivelas - que transforma movimentos circulares em movimentos retilíneos.

Para suporte de forças radiais, usam-se espigas retas, cônicas, de colar, de manivela e esféricas.

Para suporte de forças axiais, usam-se espigas de anéis ou de cabeça.

de forças axiais, usam-se espigas de anéis ou de cabeça. As forças axiais têm direção perpendicular

As forças axiais têm direção perpendicular (90º) à seção transversal do eixo, enquanto as forças radiais têm direção tangente ou paralela à seção transversal do eixo.

tangente ou paralela à seção transversal do eixo. Clique nas palavras abaixo para conhecer os tipos

Clique nas palavras abaixo para conhecer os tipos e características dos eixos.

Roscados;

Ranhurados;

Estriados;

Maciços;

Vazados;

Flexíveis;

Cônicos.

Eixos e Árvores Manutenção dos eixos e árvores A especificação do eixo ou da árvore

Eixos e Árvores

Manutenção dos eixos e árvores

A especificação do eixo ou da árvore é realizada pelo projetista da máquina e deve levar em

consideração vários fatores, tais como:

e deve levar em consideração vários fatores, tais como: ● Carga; ● Operação; ● Material; ●

Carga;

Operação;

Material;

Dimensionamento;

Tratamento térmico;

Acabamento superficial;

Tolerâncias;

Temperatura.

Acabamento superficial; ● Tolerâncias; ● Temperatura. Durante a usinagem de um eixo ou árvore devem se

Durante a usinagem de um eixo ou árvore devem se observar as tolerâncias dimensionais, as tolerâncias de forma, tais como ovalização, conicidade e excentricidade, além do estado superficial, rebarbas, raios e as posições dos furos para lubrificação.

Já na montagem, o fator mais importante a ser observado é o perfeito alinhamento do eixo ou da

árvore, pois o desalinhamento provoca uma rápida quebra por fadiga. Na montagem de retentores, deve- se observar a posição e dimensões a fim de evitar vazamento de óleo ou sulcos no eixo. Nas gaxetas,

o aperto deve ser o suficiente para não provocar superaquecimento.

Na manutenção do eixo ou árvore, a limpeza é fundamental para evitar o desgaste por abrasão, provocado pela sujeira, assim como os cuidados com a lubrificação.

Sistema de Transmissão Chaveta Chaveta. Chaveta é um corpo prismático que pode ter faces paralelas

Sistema de Transmissão

Chaveta

Chaveta.
Chaveta.

Chaveta é um corpo prismático que pode ter faces paralelas ou inclinadas, em função da grandeza do esforço e tipo de movimento que deve transmitir. É construída normalmente de aço. A união por chaveta é um tipo de união desmontável, que permite às árvores transmitirem seus movimentos a outros órgãos como engrenagens e polias.

As chavetas são classificadas conforme uma característica que define o tipo de aplicação e forma

de montagem, atendendo a solicitação da máquina

ou equipamento.

Existem diversas classes de chavetas. Clique nos links abaixo para conhecer algumas dessas classes.

Chaveta de Cunha (ABNT-PB-121);

Chaveta Encaixada (DIN 141, 490 e 6883);

Chaveta Meia-cana (DIN 143 e 492);

Chaveta Plana (DIN 142 e 491);

Chaveta Tangencial (DIN 268 e 271);

Chaveta Transversal;

Chaveta Paralela (DIN 269).

Acoplamento

Acoplamento é um conjunto mecânico, constituído de elementos de máquina, empregado na transmissão

de movimento de rotação entre duas árvores ou eixos-árvore.

Os momentos de rotação são transmitidos pelos acoplamentos segundo os princípios de atrito e da forma.

Emprega-se o acoplamento quando se deseja transmitir um momento de rotação (movimento de rotação e forças) de um eixo motor a outro elemento de máquina situado coaxialmente a ele.

Sistema de Transmissão Acoplamento Princípio de Atuação O momento de rotação (Md) é o produto

Sistema de Transmissão

Acoplamento

Princípio de Atuação

O momento de rotação (Md) é o produto da força (F) pela distância (L), sendo calculado pela fórmula:

Md = F.L

Para um mesmo momento de rotação a ser transmitido, a distância L é menor em um acoplamento pela forma do que em um acoplamento por atrito, pois F (Força) precisa de ser menor em um acoplamento por atrito. Podemos observar melhor, através das figuras abaixo, o comprimento L e

o momento de rotação (Md).

Acoplamento por atrito. Acoplamento pela forma.
Acoplamento por atrito.
Acoplamento pela forma.
Sistema de Transmissão Acoplamento Classificação Os acoplamentos classificam-se em permanentes e comutáveis .

Sistema de Transmissão

Acoplamento

Classificação

Os acoplamentos classificam-se em permanentes e comutáveis. Os permanentes atuam continuamente e dividem-se em rígidos e flexíveis. Os comutáveis atuam obedecendo a um comando.

Os acoplamentos podem ser fixos (rígidos), elásticos e móveis. Os acoplamentos fixos servem para unir árvores de tal maneira que funcionem como se fossem uma única peça, alinhando as árvores de forma precisa. Por motivo de segurança, os acoplamentos devem ser construídos de modo que não apresentem nenhuma saliência.

Clique nos links abaixo para conhecer alguns tipos de acoplamentos.

nos links abaixo para conhecer alguns tipos de acoplamentos. ● Acoplamento Rígido com Flanges Parafusados ●

Acoplamento Rígido com Flanges Parafusados

Acoplamento com Luva de Compressão ou de Aperto

Acoplamento de Discos ou Pratos

Acoplamentos Elásticos ou Permanentes Flexíveis

Acoplamento Elástico de Pinos

Acoplamento Perflex

Acoplamento Elástico de Garras

Acoplamento Elástico de Fita de Aço

Acoplamento de Dentes Arqueados

Sistema de Transmissão Acoplamento Manutenção Para a manutenção dos acoplamentos, é necessário considerar as
Sistema de Transmissão
Acoplamento
Manutenção
Para a manutenção dos acoplamentos, é necessário considerar as tensões a que eles estão
sujeitos: cisalhamento da chaveta, compressão entre chaveta e árvore, compressão entre chaveta e
flange, cisalhamento do flange no cubo e compressão e cisalhamento das peças transmissoras de
torque. Desses, o item mais vulnerável é o cisalhamento da chaveta, que não deve ser
superdimensionada sem um estudo apurado dos esforços envolvidos. Quando a chaveta é cisalhada
com freqüência, em geral, o problema está na especificação do acoplamento ou em erros de
montagem (alinhamento, folga etc.).
Os principais cuidados a tomar durante a montagem dos acoplamentos são:
● Colocar os flanges a quente, sempre que possível, e não deixar a temperatura exceder a 135° C;
● Evitar a colocação dos flanges através de golpes. Usar prensas ou dispositivos adequados;
● No caso de encaixe cênico, verificar se não existem diferenças de conicidade entre as superfícies de
contato;
● O alinhamento das árvores deve ser o melhor possível apesar de serem usados acoplamentos flexíveis,
pois durante o serviço é que ocorrerão os desalinhamentos a serem compensados;
● Considerar a possível dilatação axial das árvores, que deve ser compensada pela folga entre os flanges
do acoplamento;
● Fazer a verificação da folga entre flanges, do alinhamento e da concentricidade do flange com a árvore;
● Certificar se todos os elementos de ligação estão bem instalados antes de aplicar a carga.
Sistema de Transmissão
Acoplamento
Lubrificação
Os tipos de acoplamentos que requerem lubrificação como os do tipo Falk de grade elástica ou fita de
aço, em geral, não necessitam de cuidados especiais. O melhor procedimento é o recomendado
pelo fabricante do acoplamento ou pelo manual da máquina. No entanto, algumas características de
graxas para acoplamentos flexíveis são importantes para uso geral:
● Ponto de gota – 150º C ou acima;
● Consistência - NLGI nº 2 com valor de penetração entre 250 e 300;
● Baixo valor de separação do óleo e alta resistência à separação por centrifugação;
● Deve possuir qualidades lubrificantes equivalentes às dos óleos minerais bem refinados de alta
qualidade;
● Não deve corroer aço ou deteriorar o neoprene (material das guarnições).
● Essas indicações são válidas para trabalhos em temperaturas ambientes de -18 a 66º C.

Sistema de Transmissão

Transmissão

Transmissão é a comunicação de movimento de um sistema mecânico para outro através de polias e correias, correntes e rodas dentadas, engrenagens,entre outros elementos. Durante esse processo, a polia que transmite movimento e força é chamada polia motora ou condutora. Já a polia que recebe movimento e força é a polia movida ou conduzida.

A maneira como a correia é colocada determina o sentido de rotação das polias. Sendo assim, temos:

Sentido direto de rotação a correia fica reta e as polias têm o mesmo sentido de rotação.

Sentido de rotação inverso a correia fica cruzada e o sentido de rotação das polias inverte-se.

Sentido de rotação inverso. Transmissão de rotação entre eixos não paralelos.
Sentido de rotação inverso.
Sentido de rotação inverso.
Transmissão de rotação entre eixos não paralelos.
Transmissão de rotação entre eixos não paralelos.
Sistema de Transmissão Acoplamento Lubrificação Os tipos de acoplamentos que requerem lubrificação como os do
Sistema de Transmissão Acoplamento Lubrificação Os tipos de acoplamentos que requerem lubrificação como os do

Sistema de Transmissão

Acoplamento

Lubrificação

Os tipos de acoplamentos que requerem lubrificação como os do tipo Falk de grade elástica ou fita de aço, em geral, não necessitam de cuidados especiais. O melhor procedimento é o recomendado pelo fabricante do acoplamento ou pelo manual da máquina. No entanto, algumas características de graxas para acoplamentos flexíveis são importantes para uso geral:

acoplamentos flexíveis são importantes para uso geral: ● Ponto de gota – 150º C ou acima;

Ponto de gota 150º C ou acima;

Consistência - NLGI nº 2 com valor de penetração entre 250 e 300;

Baixo valor de separação do óleo e alta resistência à separação por centrifugação;

Deve possuir qualidades lubrificantes equivalentes às dos óleos minerais bem refinados de alta qualidade;

Não deve corroer aço ou deteriorar o neoprene (material das guarnições).

Essas indicações são válidas para trabalhos em temperaturas ambientes de -18 a 66º C.

Sistema de Transmissão Transmissão Relação de Transmissão Na transmissão por polias e correias, para que

Sistema de Transmissão

Transmissão

Relação de Transmissão

Na transmissão por polias e correias, para que o funcionamento seja perfeito, é necessário obedecer alguns limites em relação ao diâmetro das polias e o número de voltas pela unidade de tempo. Para estabelecer esses limites, precisamos estudar as relações de transmissão. Costumamos usar a letra ipara representar a relação de transmissão. Ela é a relação entre o número de voltas das polias (n) numa unidade de tempo e os seus diâmetros.

Relação de transmissão.
Relação de transmissão.

A velocidade tangencial (V) é a mesma para as duas polias, sendo calculada pela fórmula:

V = π . D. n

Como as duas velocidades são iguais, temos:

V = π . D. n Como as duas velocidades são iguais, temos: V 1 =

V1 = V2 => p. D1 . n1 = p . D2 . n2

D1 . n1 = D2 . n2

ou

n 1/n2 = D2/D1

Portanto:

i = n1/n2 = D2/D1

Em que:

D1 = diâmetro da polia menor; D2 = diâmetro da polia maior; n1 = número de rotações por minuto (rpm) da polia menor; n2= número de rotações por minuto (rpm) da polia maior.

2 = número de rotações por minuto (rpm) da polia maior. Na transmissão por correia plana,

Na transmissão por correia plana, a relação de transmissão (i) não deve ser maior do que 6 (seis); e, na transmissão por correia trapezoidal, esse valor não deve ser maior do que 10 (dez).

A transmissão por correia dentada permite uma transmissão de força sem deslizamento. Para a

especificação das polias e correias dentadas, devem-se mencionar o comprimento da correia ou o

número de sulcos da polia, o passo dos dentes e a largura. A relação de transmissão (i) é dada por:

i = nº de sulcos da polia maior / nº de sulcos da polia menor.

Sistema de Transmissão Transmissão Procedimentos de Manutenção em Correias e Polias As correias e polias
Sistema de Transmissão
Transmissão
Procedimentos de Manutenção em Correias e Polias
As correias e polias são importantes para as máquinas. Dessa forma, é preciso saber que tipo de coisa
é preciso verificar para que elas continuem funcionando de maneira adequada.
A correia:
● Quando mal aplicada ou frouxa, provoca a perda de velocidade e de eficiência da máquina;
● Quando esticada demais, há quebra dos eixos ou desgaste rápido dos mancais.
Já as polias:
Devem ter uma construção rigorosa quanto à concentricidade dos diâmetros externo e do furo, quanto à
perpendicularidade entre as faces de apoio e os eixos dos flancos e quanto ao balanceamento, para que
não provoquem danos nos mancais e eixos. Os defeitos construtivos das polias também influenciam
negativamente na posição de montagem do conjunto de transmissão
Sistema de Transmissão
Transmissão
Defeitos Comuns nas Correias Planas
É
comum que as correias planas apresentem alguns defeitos quando estão em funcionamento como:
● Rachaduras no couro e deslocamento das camadas. São causados por espessura muito grossa da correia
para o diâmetro da polia menor;
● Queda freqüente das correias. É causada por polias mal alinhadas ou tensão insuficiente nas correias;
● Polimento dos aros das polias. É causado por deslizamento das correias devido a uma tensão
insuficiente.
Sistema de Transmissão Transmissão Instalação de Transmissores por Correias em V Para ter boa eficiência
Sistema de Transmissão
Transmissão
Instalação de Transmissores por Correias em V
Para ter boa eficiência (96%) e, conseqüentemente, durabilidade (mínima um ano), as transmissões
por correias devem obedecer às seguintes recomendações:
❍ As polias acionadas e acionadoras devem ser perfeitamente alinhadas e seus eixos devem estar
paralelos;
❍ O esticador deve ter um “jogo” suficiente para que as correias possam ser colocadas nas polias
sem serem forçadas;
❍ Os canais das polias devem estar livres de rebarbas, porosidade e outros defeitos;
❍ Os canais e correias em V devem estar livres de impurezas, especialmente de lubrificantes, tanto
na hora da primeira colocação, como durante o serviço;
❍ O conjunto de transmissão deve ser protegido contra os respingos de óleo - caídos de corpos
estranhos - e contra cortes e machucaduras;
❍ Todas as correias em V do jogo devem enquadrar-se nas tolerâncias de comprimento, ter a
mesma procedência e a mesma data de aquisição. Se uma delas tiver outro comprimento ou
receber tensão diferente, poderá torcer durante o trabalho ou pular fora da sua canaleta;
❍ A tensão deve ser ajustada de acordo com o manual da máquina;
❍ As polias planas que trabalham numa transmissão por correias em V não devem ter coroamento
(abaulamento).
Sistema de Transmissão
Transmissão
Manutenção de Correias em V
Para evitar que a correia em V apresente defeitos e, dessa forma, prolongar a vida útil dela, é
necessário realizar alguns procedimentos de manutenção. Nessa perspectiva, além de manter as
correias limpas (a seco), outros cuidados periódicos devem ser tomados como:
● Após 48 horas de serviço das correias novas, verificar a tensão e ajustar o esticador de acordo com
especificações técnicas. Nesse período, as correias sofrem maior esticamento;
● Fazer a verificação de tensão de correias em V nas revisões de cem horas;
● Na revisão de 100h, observar o desgaste das correias e polias;
● No caso de correias novas tocarem no fundo do canal, as polias devem ser retificadas - recuperar no
torno se isso não influenciar demasiadamente o número de rotações - ou substituídas;
● Cuidar para que o protetor das correias não seja removido;
● Não existe conserto para correia em V estragada.
Sistema de Transmissão Transmissão Precauções na Manutenção Como vimos, não existe conserto para correias em
Sistema de Transmissão
Transmissão
Precauções na Manutenção
Como vimos, não existe conserto para correias em V estragadas. Dessa forma, algumas vezes você
vai precisar trocá-las. No entanto, para fazer isso, é preciso que você analise criticamente para ver se
vai precisar trocar apenas uma ou todo o conjunto de correias . Caso a correia em V defeituosa faça parte
de um equipamento crítico, o ideal é que você troque todo o conjunto.
Seguem algumas dicas para troca de correias em V:
● Nunca trocar uma correia num jogo com duas ou mais correias. Se uma se quebrar ou se danificar,
devem ser trocadas todas da mesma referência, mesmo lote e fabricante.
● Nunca misturar, em um jogo, correias de marcas diferentes;
● Indicar, no pedido de compra, que se trata de jogo que trabalhará em paralelo;
● Verificar se os comprimentos das correias enquadram-se nas tolerâncias.

Sistema de Transmissão

Transmissão

Manutenção de Correias Dentadas

Na instalação de correias dentadas, não é necessário forçá-las nem empurrá-las sobre os flanges das polias. Em geral, uma redução na distância entre centros ou alívio da tensão da polia esticadora permitem que a correia seja instalada facilmente.

Caso contrário, uma ou as duas polias deverão ser

removidas para a montagem das correias;

O alinhamento das polias deve ser verificado com

esquadro e régua para garantir que esteja adequado. Em transmissões com distâncias entre

centros muito grandes, dada à tendência de a correia operar encostada ao flange, é recomendável recuar levemente a polia acionada para compensar qualquer diferença. Este procedimento vale, também, para correias planas e em V ou

Trapezoidais;

Verificação do alinhamento das poli
Verificação do alinhamento das poli

A firmeza da estrutura que suporta as polias é importante, pois variações na distância entre centros e folga na correia resultam no desencaixe dos dentes, principalmente na partida.

Sistema de Transmissão

Os Sistemas de Transmissão são montados por polias, correias etc. Esses sistemas têm a finalidade de transmitir o número de rotações da árvore motora à árvore movida e, em muitos casos, variar o número de rotações da árvore movida em relação à motora.

Variadores de Velocidade

O Variador de Velocidade funciona de maneira suave, sem impactos e pode ser preparado para adaptar-

se automaticamente às condições de trabalho exigidas, tendo objetivo de eliminar alguns inconvenientes existentes durante a transmissão como perda de tempo com desaceleração, parada, troca de posição das alavancas e nova aceleração. Para isso, o Variador de Velocidade pode transmitir potências de até 150 kW, com um campo de relação de transmissão de 1:3 a 1:10. A variação da velocidade em geral é executada com a máquina em movimento e com baixa carga.

Sistema de Transmissão Polias As polias são peças cilíndricas, movimentadas pela rotação do eixo do

Sistema de Transmissão

Polias

As polias são peças cilíndricas, movimentadas pela rotação do eixo do motor e pelas correias. Uma polia é constituída de uma coroa ou face, na qual se enrola a correia. A face é ligada a um cubo de roda mediante disco ou braços.

Os tipos de polia são determinados pela forma da superfície na qual a correia se assenta. As polias podem ser planas ou trapezoidais.

Além das polias para correias planas e trapezoidais, existem as polias para cabos de aço, para

correntes, polias (ou rodas) de atrito, polias para correias redondas e para correias

dentadas. Algumas vezes, as palavras roda e polia são utilizadas como sinônimos. Na figura, observe com atenção alguns exemplos de polias e a forma como são representadas em desenho técnico.

Na figura, observe com atenção alguns exemplos de polias e a forma como são representadas em
Outros exemplos de polias e sua representação.
Outros exemplos de polias e sua representação.

Os materiais utilizados para a construção das polias são ferros fundidos (o mais utilizado) e aços. A superfície da polia não deve apresentar porosidade, pois, do contrário, a correia irá se desgastar rapidamente.

Sistema de Transmissão Correias As correias mais usadas são planas e as trapezoidais. No entanto,
Sistema de Transmissão
Correias
As correias mais usadas são planas e as trapezoidais. No entanto, o emprego da correia trapezoidal ou
em “V” é preferível ao da correia plana. A correia em “V” ou trapezoidal é inteiriça, fabricada com
seção transversal em forma de trapézio. É feita de borracha revestida de lona e é formada, no seu
interior, por cordonéis vulcanizados para suportar as forças de tração.
Dessa forma:
● Praticamente não apresenta deslizamento;
● Permite o uso de polias bem próximas;
● Elimina os ruídos e os choques, típicos das correias emendadas (planas).
● Permite uma boa proximidade entre eixos. Relação de transmissão até 10:1. O limite é dado por p = D
+ 3/2h (D = diâmetro da polia maior e h = altura da correia);
● A pressão nos flancos, em conseqüência do efeito de cunha, triplica em relação à correia plana;
● Partida com menor tensão prévia que a correia plana;
● Menor carga sobre os mancais que a correia plana;
● Emprego de até doze correias numa mesma polia.
Outra correia utilizada é a correia dentada ou correias sincronizadoras. Geralmente, elas são
bastante utilizadas nos casos em que não se pode ter nenhum deslizamento, ou seja, manter o
sincronismo do sistema como no comando de válvulas do automóvel.
Sistema de Transmissão
Material das Correias
Independente dos tipos de correias existe alguns materiais que são comumente utilizados em sua
fabricação. Esses materiais estão relacionados à aplicação que a correia terá e ao tipo e intensidade
do trabalho que ela deve realizar.
Vamos saber quais alguns dos materiais e quais são suas principais características de trabalho:
● Couro de boi – recebe emendas, suporta bem os esforços e é bastante elástica;
● Materiais fibrosos e sintéticos – não recebem emendas (correia sem-fim). É próprio para forças sem
oscilações, para polia de pequeno diâmetro. Tem por material base algodão, pêlo de camelo, viscose,
perlon e náilon;
● Material combinado: couro e sintéticos – essas correias possuem a face interna feita de couro curtido
ao cromo e a externa de material sintético (perlon). Essa combinação produz uma correia com excelente
flexibilidade, capaz de transmitir grandes potências.
Sistema de Transmissão Engrenagens As engrenagens são rodas com dentes padronizados que servem para transmitir
Sistema de Transmissão Engrenagens As engrenagens são rodas com dentes padronizados que servem para transmitir

Sistema de Transmissão

Engrenagens

As engrenagens são rodas com dentes padronizados que servem para transmitir movimento e força entre dois eixos. Muitas vezes, as engrenagens são usadas para variar o número de rotações e o sentido da rotação de um eixo para o outro. Elas permitem a redução ou aumento do momento torsor, com mínimas perdas de energia, e aumento ou redução de velocidades, sem perda nenhuma de energia, por não deslizarem.

A mudança de velocidade e torção é feita na razão

dos diâmetros primitivos. Aumentando a rotação, o

momento torsor diminui e vice-versa. Assim, num par de engrenagens, a maior delas terá sempre

rotação menor e transmitirá momento torsor maior.

A

engrenagem menor tem sempre rotação mais alta

e

momento torsor menor. O movimento dos dentes

entre si, processa-se de tal modo que o diâmetro primitivo não desliza, havendo apenas aproximação e afastamento.

Trem de engrenagens.
Trem de engrenagens.

Nas demais partes do flanco, existe ação de deslizamento e rolamento. Daí conclui-se que as velocidades periféricas (tangenciais) dos círculos primitivos de ambas as rodas são iguais (lei fundamental do denteado).

Sistema de Transmissão Partes das Engrenagens As engrenagens são compostas pelas seguintes partes: rasgo da

Sistema de Transmissão

Partes das Engrenagens

As engrenagens são compostas pelas seguintes partes: rasgo da chaveta, dentes, cubo, vão do dente

e corpo.

Para produzir o movimento de rotação, as rodas devem estar engrenadas. As rodas se engrenam quando os dentes de uma engrenagem se encaixam nos vãos dos dentes da outra, realizando um trabalho em conjunto. As engrenagens de um mesmo conjunto podem ter tamanhos diferentes. Quando isso acontece, a engrenagem maior chama-se coroa e a menor chama-se pinhão.

Exemplos de engrenagens - Diferentes tipos de corpos de engrenagens. Nomenclatura dos dentes de engrenagens
Exemplos de engrenagens - Diferentes tipos de corpos de
engrenagens.
Nomenclatura dos dentes de engrenagens - Principais partes
do dente de uma engrenagem.
Engrenamento dos dentes de engrenagens.
Engrenamento dos dentes de engrenagens.
Representação de um pinhão e de uma coroa.
Representação de um pinhão e de uma coroa.
Sistema de Transmissão Engrenagens Elementos básicos das engrenagens. Elementos Básicos das Engrenagens Para

Sistema de Transmissão

Engrenagens

Elementos básicos das engrenagens.
Elementos básicos das engrenagens.

Elementos Básicos das Engrenagens

básicos das engrenagens. Elementos Básicos das Engrenagens Para interpretar desenhos técnicos de engrenagens, é

Para interpretar desenhos técnicos de engrenagens, é preciso conhecer bem suas características. Analise cuidadosamente o desenho a seguir e veja o significado das letras sobre as linhas da engrenagem.

As características dos dentes da engrenagem são:

De (Diâmetro externo): É o diâmetro máximo da engrenagem, isto é, o diâmetro maior. De = m(Z+2);

Di (Diâmetro interno): É o diâmetro menor da engrenagem;

Dp (Diâmetro primitivo): É o diâmetro imaginário, que fica entre os diâmetros externo e interno da engrenagem. Dp = De -2m;

c (Cabeça do dente): É a parte do dente que fica entre a circunferência primitiva (Dp) e a circunferência externa (De) da engrenagem;

f (Pé do dente): É a parte do dente que fica entre a circunferência primitiva e a circunferência interna (ou raiz);

h (Altura do dente): corresponde à soma da altura da cabeça mais a altura do dente, ou (De - Di)/2;

e (Espessura de dente): É a medida do arco limitada pelo dente, sobre a circunferência primitiva (determinada pelo diâmetro primitivo);

v (Vão do dente): É o vazio que fica entre dois dentes consecutivos também delimitados por um arco do

diâmetro primitivo;

p (passo): É a soma dos arcos da espessura e do vão (p=e+v), ou é a medida que corresponde à distância entre dois dentes consecutivos, medida à altura do Dp;

m (Módulo): Dividindo-se o Dp pelo número de dentes (Z), ou o passo (P) por p, teremos um número que se chama módulo (m). Esse número é que caracteriza a engrenagem e se constitui em sua unidade de medida. O módulo é o número que serve de base para calcular a dimensão dos dentes.

Sistema de Transmissão

Engrenagens

Perfil do Flanco do Dente

O perfil do flanco do dente é caracterizado por parte de uma curva cicloidal chamada envolvente. Você

pode observar melhor o desenvolvimento dessa curva na figura abaixo.

melhor o desenvolvimento dessa curva na figura abaixo. Desenvolvimento da envolvente. O traçado prático da
Desenvolvimento da envolvente.
Desenvolvimento da envolvente.

O traçado prático da evolvente pode ser executado ao se desenrolar um fio esticado ao redor de um

círculo, marcando-se a trajetória descrita por um ponto material definido no próprio fio. Quanto menor for

o diâmetro primitivo (Dp), mais acentuada será a evolvente. Quanto maior for o diâmetro primitivo, menos acentuada será a evolvente, até que, em uma engrenagem de Dp infinito (cremalheira), a

evolvente será uma reta. Neste caso, o perfil do dente será trapezoidal, tendo como inclinação apenas

o ângulo de pressão.

será uma reta. Neste caso, o perfil do dente será trapezoidal, tendo como inclinação apenas o
Sistema de Transmissão Engrenagens Desenvolvimento da Envolvente Imagine a cremalheira como sendo uma ferramenta de

Sistema de Transmissão

Engrenagens

Desenvolvimento da Envolvente

Imagine a cremalheira como sendo uma ferramenta de corte que trabalha em plaina vertical e que, a cada golpe, se desloca juntamente com a engrenagem a ser usinada (sempre mantendo a mesma distância do diâmetro primitivo). É por meio desse processo contínuo que é gerada, passo a passo, a evolvente.

contínuo que é gerada, passo a passo, a evolvente. O ângulo de inclinação do perfil (ângulo

O ângulo de inclinação do perfil (ângulo de pressão "a") sempre é indicado nas ferramentas e deve ser o mesmo para o par de engrenagens que trabalham juntas.

Desenvolvimento da envolvente.
Desenvolvimento da envolvente.
Sistema de Transmissão Engrenagens Geração da Envolvente Existem vários tipos de engrenagem, que são escolhidos
Sistema de Transmissão
Engrenagens
Geração da Envolvente
Existem vários tipos de engrenagem, que são escolhidos de acordo com sua função. Clique nos nomes
abaixo para conhecer melhor cada um os tipos de engrenagens.
● Engrenagens Cilíndricas de Dentes Retos;
● Engrenagens Cilíndricas de Dentes Helicoidais;
● Engrenagens Cilíndricas com Dentes Internos;
● Engrenagem Cilíndrica com Cremalheira;
● Engrenagens Cônicas com Dentes Retos;
● Engrenagem Cilíndrica com Dentes Oblíquo;
● Engrenagem Cilíndrica com Dentes em V;
● Engrenagem Cônica com Dentes em Espiral;
● Parafuso Sem-fim e Engrenagem Côncava (coroa).
Sistema de Transmissão
Engrenagens
Relação de Transmissão para Engrenagens
Para engrenagens em geral, a relação de transmissão se dá da seguinte forma:
Em que :
Dp1 = Diâmetro primitivo da engrenagem motora;
Dp2 = Diâmetro primitivo da engrenagem movida;
Z1 = Número de dentes da roda motora;
Z2 = Número de dentes da roda movida;
Sistema de Transmissão Engrenagens Relação de Transmissão para Engrenagens Para coroa e sem-fim: Z =
Sistema de Transmissão
Engrenagens
Relação de Transmissão para Engrenagens
Para coroa e sem-fim:
Z
= Número de dentes da coroa;
f = Número de filetes do sem-fim.
Sistema de Transmissão
Engrenagens
Relação de Transmissão para Engrenagens
Para cremalheira e pinhão:
Neste caso, não se calcula o aumento ou a redução da velocidade em número de voltas por minuto, mas
o deslocamento linear (dv) da cremalheira por volta do pinhão.
ou
Em que:
Z
= Número de dentes do pinhão;
P
= Passo;
Dp = diâmetro primitivo do pinhão.
Obs: A unidade resultante é milímetro por volta, ou seja, m/volta.
Sistema de Transmissão Engrenagens Fabricação de Engrenagens Para construir engrenagens, em geral, são

Sistema de Transmissão

Engrenagens

Fabricação de Engrenagens

Para construir engrenagens, em geral, são empregados dois processos. O primeiro, com fresas modulares, consiste em abrir os vãos entre os dentes da engrenagem, um a um. O segundo com fresas tipo caracol, gerando todos os dentes simultaneamente.

Ao abrir os vãos dos dentes das engrenagens, além de determinar o ângulo de pressão entre os dentes, são necessários determinar-lhes o perfil. Quando duas engrenagens de mesmo módulo tiverem quantidades de dentes diferentes, seus diâmetros primitivos serão diferentes e, conseqüentemente, o

perfil dos dentes será diferente. Por isso, as fresas modulares são construídas de modo que haja para cada módulo um jogo de oito fresas com perfis diferentes, em função do número de dentes da engrenagem

a ser construída.

do número de dentes da engrenagem a ser construída. Processo de fabricação de engrenagens utilizando fresas.
Processo de fabricação de engrenagens utilizando fresas.
Processo de fabricação de engrenagens utilizando fresas.

A partir do módulo 10, as dimensões do perfil do dente são muito maiores e, conseqüentemente,

as diferenças são consideráveis. Assim, a partir do módulo 10, o jogo de fresas modulares é composto de 15 fresas.

Sistema de Transmissão Engrenagens Fabricação de Engrenagens Para escolher o número da fresta durante a

Sistema de Transmissão

Engrenagens

Fabricação de Engrenagens

Para escolher o número da fresta durante a fabricação das engrenagens, é preciso levar em consideração os tipos de dentes: retos ou helicoidais.

consideração os tipos de dentes: retos ou helicoidais . ● Para dentes retos: Basta consultar a

Para dentes retos: Basta consultar a tabela e determinar o número da fresa em função do número de dentes da engrenagem a ser confeccionada.

do número de dentes da engrenagem a ser confeccionada. ● Para dentes helicoidais: Para fresar engrenagens

Para dentes helicoidais: Para fresar engrenagens com dentes helicoidais são empregadas as mesmas fresas modulares utilizadas para as fresas cilíndricas com dentes retos. O módulo deve ser o mesmo, porém, o número da fresa não é o real correspondente ao número de dentes a fresar. Isso acontece porque, com o movimento helicoidal da engrenagem, há uma alteração no perfil natural do dente (evolvente). Portanto, a fresa a ser escolhida deverá ter outro número, em função de um número de dentes imaginário (Zi), sempre maior que o número de dentes de uma engrenagem com dentes retos. Esses números podem ser conseguidos através de diagramas, ou podem ser calculados em função do número de dentes real (Z) e da inclinação do ângulo da hélice (b).

Sistema de Transmissão

Engrenagens

Fabricação de Engrenagens

Para um par de engrenagens cilíndricas trabalharem adequadamente, devem coincidir a espessura dos dentes, a altura dos dentes, o passo e o perfil dos dentes. O alinhamento e a concentricidade entre os diâmetros da engrenagem e da árvore devem ser os mais exatos possíveis, assim como o paralelismo entre os eixos.

Os defeitos de paralelismo dos dentes em relação ao eixo da roda podem ser verificados percorrendo os flancos dos dentes com um apalpador de precisão.

A principal dificuldade na montagem de engrenagens consiste em montá-las de modo que, quando em contato, os flancos se toquem em todo o seu comprimento. Isso pode ser verificado pintando- se uma das rodas com azul-da-prússia. Por outro lado, a experiência tem mostrado que durante o funcionamento, sob a influência da carga na roda e da flexão do eixo, as rodas montadas corretamente acabam produzindo um contato parcial.

Montagem de engrenagens.
Montagem de engrenagens.
Defeitos de paralelismo.
Defeitos de paralelismo.
Influência da carga no dente.
Influência da carga no dente.

Essas dificuldades levaram à fabricação do flanco com abaulamento longitudinal. Essa forma permite adaptação às variações de carga, às flexões do dente e aos pequenos erros de montagem.

Presença do abaulamento.
Presença do abaulamento.
Distribuição de cargas num dente de engrenagem.
Distribuição de cargas num dente de engrenagem.

A

figura abaixo mostra a distribuição da carga sobre oflanco e a impressão de contato para a montagem e para

o

serviço.

Distribuição de cargas num dente de engrenagem.
Distribuição de cargas num dente de engrenagem.

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Engrenagens

Fabricação de Engrenagens Cênicas e Cônicas

As engrenagens cênicas com dentes retos são muito sensíveis a deslocamentos de seus eixos. Qualquer desvio acarreta o contato somente nos extremos dos dentes, o que provoca desgaste prematuro do pinhão. Modernamente, estas engrenagens são também fabricadas com os dentes arqueados (abaulamento longitudinal), que são insensíveis aos defeitos de posição.

que são insensíveis aos defeitos de posição. As engrenagens cônicas com dentes em espiral são

As engrenagens cônicas com dentes em espiral são insensíveis aos deslocamentos dos eixos porque os flancos estão diferentemente curvados numa roda em relação à outra. Assim, produz-se o contato só na região central, de modo que os deslocamentos dos eixos são compensados por um movimento de contato dos flancos. Esta forma de dentes pode, portanto, ir-se acomodando aos erros de deslocamento dos eixos, incorreção de montagem e golpes de carga que possam apresentar. A maior dificuldade em verificar a montagem das rodas cônicas é o fato de o vértice ser imaterial (Não material; Impalpável). Ao invés do vértice do cone, escolhe-se, na roda, uma superfície de referência adequada, à qual se referem os dentes na sua fabricação, verificação e montagem. Às vezes, verifica-se o corpo da roda, montada em seu eixo, antes da abertura dos dentes.

Sistema de Transmissão Engrenagens Fabricação de Engrenagens – Sem-fim e Coroa Para fazer a montagem
Sistema de Transmissão
Engrenagens
Fabricação de Engrenagens – Sem-fim e Coroa
Para fazer a montagem do sem-fim e da coroa, é importante que os eixos do sem-fim e da coroa fiquem
nos planos paralelos E1 e E2. A distância entre os planos deve ser igual a distância entre eixos. Os eixos
têm de cruzar-se a 90º e o plano vertical E3, que passa pelo eixo do sem-fim, deve passar pelo centro
dos dentes da coroa.
O melhor modo de obter o alinhamento dos três planos é através de uma usinagem precisa dos
alojamentos dos eixos na carcaça e da montagem correta dos mancais. A posição correta pode ser
verificada pintando-se (com azul-da-prússia) os flancos do sem-fim e fazendo o acoplamento em
seguida. Durante o funcionamento sem carga, a impressão de contato deve ser pequena e próxima
da extremidade do dente da coroa. A plena carga, a impressão de contato deve cobrir pelo menos 70%
do comprimento do dente.
Engrenagens
Fabricação de Engrenagens – Sem-fim e Coroa
A utilização dos conjuntos deve seguir algumas regras básicas e alguns cuidados deverão ser
tomados para que um conjunto de engrenagens, após o engrenamento, deva funcionar
adequadamente, não esquecendo de dar uma pequena folga (Backlash) entre os dentes para que o
mecanismo funcione de forma satisfatória.
Segue alguns cuidados a serem tomados:
Evitar reversões de rotações e partidas bruscas sob carga;
A
lubrificação deve eliminar a possibilidade de trabalho a seco;
lubrificação deve atingir toda a superfície dos dentes;
A
A
lubrificação deve ser mantida no nível, evitando excesso de óleo, que provoca o efeito de
turbina, com conseqüente superaquecimento;
Usar o aditivo correto no óleo lubrificante;
A
pré-carga dos rolamentos ou folga dos mancais deve ser mantida nos limites recomendados, a
fim de evitar desalinhamentos dos eixos, o que provocará carga no canto dos dentes e possível
quebra;
O
desgaste dos eixos e dos entalhes não deve exceder os limites de ajuste, o que provocariam
batidas, devido ao atraso, recalcando os entalhes que provocaram desalinhamento, além de
efeito sobre os flancos dos dentes;
Depósitos sólidos do fundo da caixa de engrenagem devem ser removidos antes de entrarem
em circulação.
Sistema de Vedação Introdução Você já imaginou como seria o sistema de lubrificação de um

Sistema de Vedação

Introdução

Você já imaginou como seria o sistema de lubrificação de um motor automotivo sem os elementos de vedação?

A lubrificação do motor seria totalmente comprometida, seus componentes iriam se desgastar rapidamente e, consequentemente, o motor iria para de funcionar. Dessa forma, podemos concluir que os componentes de vedação, são imprescindíveis para um bom desempenho e funcionamento de máquinas e equipamentos.

Os componentes de vedação retêm fluídos lubrificantes e/ou refrigerante, mantendo os níveis pré-estabelecidos pelos fabricantes, a fim de evitar danos por desgastes precoces nos componentes rotativos e estáticos e, também, perdas de produção, de patrimônio e financeiras.

também, perdas de produção, de patrimônio e financeiras. Para assegurar a qualidade dos componentes, esses são

Para assegurar a qualidade dos componentes, esses são submetidos a situações de extrema pressão, temperaturas e altas velocidades, no caso dos eixos-árvores, e devem responder satisfatoriamente a temperaturas e altas velocidades, no caso dos eixos- árvores, e devem responder satisfatoriamente a vedação.

Os principais componentes de vedação são: Gaxetas, Juntas de Vedação, Selos Mecânicos, Ring e Retentores.

Estudaremos cada um deles nas próximas páginas.

Bons Estudos!

Tipos de ring’s.
Tipos de ring’s.
Ring e Retentores. Estudaremos cada um deles nas próximas páginas. Bons Estudos! Tipos de ring’s. Selo
Selo Mecânico.
Selo Mecânico.
Sistema de Vedação Gaxetas As gaxetas se caracterizam por serem produtos construídos com fios trançados

Sistema de Vedação

Gaxetas

As gaxetas se caracterizam por serem produtos construídos com fios trançados de diversas fibras, macios, flexíveis, resilientes (elásticos), com boa resistência mecânica, térmica e química.

Por ser de fácil instalação, as gaxetas podem trabalhar com praticamente todos os tipos de fluidos, em várias faixas de temperaturas e pressões e, também, podem ser utilizadas em uma ampla gama de aplicações.

Um dos fatores mais importantes para a escolha de uma gaxeta é a compatibilidade química de seus componentes com o fluido de processo com o qual terão contato.

A agressividade química de um fluido é medida pelo fator chamado de Potencial de Hidrogênio - Fator de pH, que varia em uma escala de 0 a 14. Quanto mais próxima das extremidades estiver a classificação de um fluido, mais agressivo ele será. Veja alguns exemplos:

Fluidos ácidos - Variam de 0 a 6. Ex: Ácido sulfúrico - pH tendendo a 0.

Fluidos neutros - Variam de 6 a 8

Ex: Água (neutro) - pH 7

Gaxeta à base de

grafite.

Fluidos cáusticos - Variam de 8 a 14 Ex: Soda cáustica - pH tendendo a 14

Gaxeta à base de PTFE.

base de grafite. ● Fluidos cáusticos - Variam de 8 a 14 Ex: Soda cáustica -
Sistema de Vedação Gaxetas Existem vários tipos construtivos de gaxetas que visam à obtenção da
Sistema de Vedação Gaxetas Existem vários tipos construtivos de gaxetas que visam à obtenção da

Sistema de Vedação

Gaxetas

Existem vários tipos construtivos de gaxetas que visam à obtenção da melhor relação custo/benefício em cada uma delas. Estudaremos aqui apenas as gaxetas para isolamento térmico e as gaxetas de vedação.

Gaxetas para isolamento térmico

Gaxeta PTFE.
Gaxeta PTFE.

As gaxetas desse tipo são utilizadas para isolar termicamente e para vedar equipamentos em indústrias de alumínio, siderúrgicas, metalúrgicas, de vidro, petroquímicas, têxtil, açúcar e álcool, entre outras. As gaxetas para isolamento térmico possuem concepções construtivas, fibras especiais, tecidos e tratamentos variados para atender às peculiaridades de aplicação e operação de cada um desses segmentos.

não possuem impregnantes nem lubrificantes, sendo por isso, indicadas somente para aplicações em:

As gaxetas de isolamento térmico

Isolamento e proteção de mangotes contra respingos e metais fundidos;

Isolamento externo de tubulações que conduzam fluidos aquecidos;

Vedação de portas de fornos, estufas e equipamentos similares.

Gaxetas de vedação

Esse tipo de gaxeta é utilizada para controlar o vazamento de fluidos em equipamentos mecânicos rotativos e estáticos. As gaxetas de vedação são cortadas em formas de anéis, flexionadas de modo a se conformar (acomodar) em torno do eixo ou haste e estão instaladas na caixa de gaxetas.

A força de vedação, responsável pelo controle do gotejamento (selabilidade), ocorre quando a sobreposta

é apertada e exerce uma pressão axial (força de aperto) sobre os anéis, que se deformam e provocam

sua expansão contra o eixo e a caixa de gaxetas.

Sistema de Vedação Características de aplicação das Gaxetas As gaxetas têm sua aplicação baseada nas

Sistema de Vedação

Características de aplicação das Gaxetas

As gaxetas têm sua aplicação baseada nas características do equipamento e podem ser do tipo:

Aplicação estática (Haste de válvulas)

Neste tipo de aplicação, a gaxeta funciona como elemento de vedação, não sendo permitido gotejamento ou qualquer tipo de vazamento visual. Portanto, são gaxetas com características construtivas próprias para resistir à alta pressão de aperto; podem receber ou não reforços metálicos para aplicações externas.

ou não reforços metálicos para aplicações externas. • Aplicação dinâmica (eixos de equipamentos rotativos

Aplicação dinâmica (eixos de equipamentos rotativos ou alternativos)

Normalmente nessa aplicação, a gaxeta funciona como elemento controlador de vazamento e necessita de uma película de fluido entre ela e o eixo (luva), com o objetivo de diminuir o atrito e refrigerar o sistema.

O gotejamento controlado do fluido de processo ou fluido de fonte externa permite o bom funcionamento, evitando assim perda de rendimento do equipamento e desgaste do eixo. Não tente eliminar o gotejamento através de aperto excessivo na sobreposta, pois poderá elevar a temperatura dentro da caixa de gaxetas, acima dos limites máximos de trabalho dos componentes da gaxeta (fibras, impregnantes e lubrificantes), e causar desgaste acentuado do eixo por abrasão. Não é recomendado o uso de gaxetas com reforço metálico em bombas, pois poderá danificar o eixo/luva.

Aplicação de gaxetas em equipamentos estáticos, como em válvulas. Aplicação de gaxetas em equipamentos
Aplicação de gaxetas em
equipamentos estáticos, como em
válvulas.
Aplicação de gaxetas em equipamentos
dinâmicos, como em bombas.
Sistema de Vedação Impregnantes e Lubrificantes IMPREGNANTES Os impregnantes são aditivos adicionados as gaxetas
Sistema de Vedação Impregnantes e Lubrificantes IMPREGNANTES Os impregnantes são aditivos adicionados as gaxetas e