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Análise e comentário à Tabela Matriz

da Formanda Maria do Rosário Cristóvão


Eu escolhi a Tabela Matriz da colega Mª Rosário para analisar e comentar
porque, em primeiro lugar, exercemos funções em Ciclos completamente
distintos. Eu sou professora bibliotecária de uma BE do 1º Ciclo e a Mª
Rosário é do Secundário. Segundo o que li, estudos revelam que os alunos
reconhecem a importância que a Biblioteca Escolar tem nas suas aquisições
de literacia de informação e que consequentemente nas aprendizagens
aprimoradas que realizam. Sendo assim, desde cedo que a Biblioteca
Escolar deve preparar os alunos para enfrentar os desafios do século XXI.
Sem desprezar a importância das Bibliotecas Escolares de outros ciclos, é
importante frisar que a biblioteca do 1º ciclo contribuirá para a utilização,
por parte do aluno, das restantes bibliotecas dos ciclos seguintes. A análise
da Tabela da colega torna-se, assim, muito pertinente.

Ao contrário da minha pequena biblioteca, que luta por falta de espaço, a


biblioteca da colega é agradável e ao possuir um gabinete de trabalho
permite executar as suas funções de professora bibliotecária com mais
eficiência. Embora não tenha experiência na coordenação de bibliotecas
poderá sempre superar esse obstáculo recorrendo ao seu grupo de trabalho
concelhio solicitando aconselhamento junto dos colegas e partilhando
ideias. Relativamente à catalogação, o programa do Porbase 5 é
relativamente recente e todos estamos um pouco como a colega, renitentes
e assustados.

A biblioteca escolar do futuro deve ser capaz de colaborar no “esforço” da


escola em promover com sucesso a aprendizagem de todos os seus alunos,
desenvolvendo e difundindo recursos, “liderando” o currículo e participando
na análise e avaliação do processo de ensino aprendizagem. A articulação,
partilha e cooperação com os restantes professores da escola é inevitável
se quisermos ter sucesso. É claro que isto exige um enorme esforço por
parte dos professores bibliotecários e como a colega refere “Excesso de
trabalho e incompreensão de alguns professores sobre as funções e
responsabilidade do novo cargo do professor bibliotecário” são uma
constante, mas que não devem ser motivo de desânimo. Essa situação irá
colocar-se sempre… umas vezes mais veemente do que outras.

O professor bibliotecário, tal como um bom vendedor, deve ser capaz de


defender todas as coisas relacionadas com a biblioteca escolar. Deve
possuir competências de marketing… criar concursos e agendar eventos
que atraiam novos utilizadores, quer sejam alunos quer sejam professores,
mantendo os já utilizadores da biblioteca.

Ao percorrer a tabela matriz deparo-me com alguns aspectos negativos que


estão relacionados com a nova imagem que se impõe. É necessário enraizar
a confiança e o respeito pela biblioteca escolar e pelo professor que nela
trabalha. Para que desse modo, possamos superar algumas dificuldades
sentidas pela colega Mª Rosário e restantes professores bibliotecários, tais
como: a inexistência de uma equipa de trabalho coesa e responsável, falta
de apoio do órgão de gestão, a falta de funcionários que permitam um
horário alargado, a falta de um orçamento, a inadequação do espaço de
forma, a que seja um local de trabalho e de construção de conhecimento, entre outros.

Não só os alunos, a biblioteca escolar deve ser capaz de cativar a restante comunidade
escolar, envolvendo-os em todo o processo de “angariação” de utilizadores e apresentar
a recolha, analise e reflexão sobre os dados da realização dos alunos como parte
principal do seu trabalho, no sucesso dessa realização.

Os novos ambientes digitais impõem à biblioteca escolar um mudança e as Tecnologias


de Informação e Comunicação (TIC) são agentes dessa mudança. A biblioteca escolar
tal como, o nosso sistema educativo, tem que saber acompanhar estes tempos de
evolução tecnológica, ou até mesmo adiantar-se e promover actividades para ser capaz
de responder ao desafio. As potencialidades das TIC devem estar à disposição de todos
os alunos, de modo a promover a comunicação e partilha de conhecimentos, pois se
acreditamos que a educação para os média constitui uma das condições para a formação
do espírito crítico e para o desenvolvimento da autonomia no mundo da comunicação,
então é preciso que ela comece a ser realizada desde sempre. Mais uma vez o professor
bibliotecário é posto à prova e são muitas as dificuldades que enfrenta, a constante
evolução e a dificuldade em acompanhar esse progresso é muitas vezes sentida. A falta
de apoio técnico especializado e até mesmo formação específica são barreiras que o
professor bibliotecário terá que ultrapassar.

Talvez porque nunca houve um tempo mais estimulante e poderoso para se ser professor
bibliotecário, nos sintamos um pouco perdidos e em luta constante. Como diz Ross
Todd, em tempo de mudança educacional intensa e profunda, o crescimento da
informação acessível impulsionada pela tecnologia da informação em rede, o desafio
para os professores bibliotecários para um futuro preferido de ambientes de informação
nas escolas é complexo e potencialmente de confrontação.

Formanda: Ivete Maria Alexandre Pereira