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POLÍCIA MILITAR DO PARÁ DIRETORIA DE ENSINO E INSTRUÇÃO CENTRO DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE PRAÇAS – CFAP CURSO DE FORMAÇÃO DE SOLDADOS – CFSD 2013/2014

APOSTILA DE LEGISLAÇÃO AMBIENTAL1
UNIDADE I – NOÇÕES INTRODUTÓRIAS E POLÍTICA AMBIENTAL 1 EVOLUÇÃO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL O contexto histórico da legislação ambiental no Brasil contribuiu paralelamente para a formação do direito ambiental pátrio, que é datado desde a chegada das 13 (treze) caravelas européias em nossa terra (1500) até o início da década de 1930, já no século XX, caracterizada pela quase inexpressiva proteção ambiental em nosso país, à exceção de umas poucas normas isoladas de nossa história que almejavam assegurar a preservação de alguns recursos naturais preciosos devido ao acelerado processo de exaurimento, a exemplo do pau-brasil e outras normas que regulavam a mineração e resguardavam a saúde da população. No Império, na leitura de Ann Helen Wainer, em virtude do contrabando de pau-brasil, algumas providências foram tomadas visando à proteção das florestas2. A Constituição de 1824 e o Código Criminal de 1830 previam a proteção cultural e o crime de corte ilegal de árvores, respectivamente. Depois, com a Lei 601, de 1850, estabeleceu-se sanções administrativas e penais para quem derrubasse matas e realizasse queimadas. Na República, com o advento do Código Civil de 1916, e posteriormente nas demais legislações constitucionais e infraconstitucionais, ainda são encontrados traços dessa proteção. Desse modo, filiando-se aos ensinamentos de Antonio Herman Vasconcelos e Benjamin3, podemos didaticamente destacar três fases históricas da evolução legislativo-ambiental no Brasil, nos períodos colonial, imperial e republicano até 1934, em que tal proteção ainda era praticamente incipiente. Esta foi a primeira que ficou conhecida como a fase da exploração desregrada ou do laissez-faire ambiental, calcada na conquista de novas fronteiras agrícolas, pecuárias e minerais, tidas como as prioridades máximas da relação homem-natureza. Na segunda fase, conhecida como fragmentária, detectamos a preocupação em regular algumas atividades exploratórias de recursos naturais, sem o devido interesse na preservação do meio ambiente como um todo, com destaque para utilitarismo (tutelando somente aquilo que tinha interesse econômico) e pela fragmentação do meio ambiente, na ausência de uma visão holística e de identidade jurídica própria, em conseqüência do aparato legislativo fatiado, como o Código de Águas de 1934; os Códigos Florestais de 1934 e 1965; os Códigos de Caça 1967, Pesca 1967 e Mineração 1967; a Lei de Responsabilidade por Danos Nucleares, dentre outros. Como terceiro ponto, temos a fase holística, onde o meio ambiente passa a ser protegido como um sistema ecológico integral – resguardando-se as partes a partir do todo – e com uma autonomia valorativa, ou seja, é, em si mesmo, bem jurídico. Assim essa fase surge com a Lei da Política Nacional de Meio Ambiente – Lei 6.938/1981, dando início à proteção do sistema do meio ambiente no Brasil. Esta lei estabeleceu princípios, objetivos, instrumentos próprios da política ambiental nacional, como o Estudo de Impacto Ambiental, além de estabelecer regimes de responsabilidade civil objetiva por danos ambientais, e conferiu ao Ministério Público a legitimidade ativa para defender esta causa. Assim, a Lei 6.938/81, é a primeira norma a reconhecer o meio ambiente como patrimônio e instituir mecanismos de proteção, servindo de base legal para o surgimento do próprio Direito Ambiental brasileiro, principalmente após o advento da lei da ação civil pública, Lei 7.347/1985, que, sem prejuízo da ação popular, regem as ações de responsabilidade por danos morais e patrimoniais causados, dentre estes, o meio ambiente.
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Elaborada pelo Maj QOPM MSc. Fernando Alberto Bilóia da Silva; e-mail: fernandobiloia@yahoo.com.br Apud FERREIRA, Ivete Senise. Tutela penal do patrimônio cultural. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1995, v. 3, p.77. 3 BENJAMINN, A. H. Introdução ao Direito Ambiental Brasileiro. Fórum Lusófino sobre Redação Normativa e Direito do Ambiente. São Miguel, Cabo Verde, 23-27 de nov de 1988.

BIODIVERSIDADE OU DIVERSIDADE BIOLÓGICA – É o total de genes. o estudo do meio ambiente onde vivemos e a sua relação e interação com todos os seres vivos. dedicaram um capítulo exclusivo ao meio ambiente disposto no Art. com sanções de naturezas penal e administrativa das pessoas físicas e/ou jurídicas.284/2006). DANO AMBIENTAL – Considera-se dano ambiental qualquer lesão ao meio ambiente causada por ação de pessoa. espécies e ecossistemas de uma região. Lei de Gestão de Florestas Públicas (Lei 11. que contou com ampla participação da sociedade e dezenas de Chefes de Estados. 225. a Lei da Política Nacional de Educação Ambiental (Lei 9. ocorreu no Brasil a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (CNUDS). 1992). Foi considerado o maior evento já realizado pela ONU no debate sobre o comportamento das nações e economias na utilização dos recursos naturais do planeta. a tutela ambiental se destaca no panorama nacional com a edição da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9. dentre outras. água.2 No Brasil. . Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Lei 9. energia e ar que envolve o planeta Terra. proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas. realizada no Rio de Janeiro. coberta ou não por vegetação nativa.É uma película de terra firme. A 2ª Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente. ou seja. cobrindo diferentes populações da mesma espécie ou a variação genética dentro de uma população. Ainda na década de 1990. No plano mais recente. dentre as quais: a Lei da Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei 9. bem de uso comum do povo e essencial para qualidade de vida. Deriva do grego “oikos” = casa e “logos”=estudo.985/2000). 2 CONCEITOS BÁSICOS AÇÃO ANTRÓPICA – Diz-se de ação resultante da atuação do homem sobre o meio ambiente. gerou vários documentos.305/2010) e a edição do novo Código Florestal Brasileiro (Lei 12. contendo um rol de programas que podem ser considerados instrumento fundamental para a elaboração de políticas públicas em todos os níveis e que privilegiavam a iniciativa local.651/2012). entre os dias 13 e 22 de junho de 2012. visando assegurar o bem-estar das populações humanas e a conservação ou melhoria das condições ecológicas locais. com a função ambiental de preservar os recursos hídricos. conhecida como “Eco 92”. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para presentes e futuras gerações”. de direito público ou privado. Posteriormente. a Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.433/1997). (WRI/UICN/PNUMA. outras leis foram editadas relacionadas à proteção e disciplina do meio ambiente. A diversidade Genética refere-se à variação dos genes dentro das espécies. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (APP) .795/1999). na cidade do Rio de Janeiro. seja ela física ou jurídica. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – É o desenvolvimento que atende da melhor forma possível às necessidades atuais e futuras do homem sem afetar o ambiente e a diversidade biológica (WCED. conhecida como “Rio+20”. com destaque para a Agenda XXI.605/1998). preocupados em garantir efetivamente o princípio constitucional do “direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado”. facilitar o fluxo gênico de fauna e flora. É o habitat viável de todas as espécies de seres vivos. os parlamentares constituintes de 1988. ECOLOGIA – É o estudo do lugar onde se vive.1987). a estabilidade geológica e a biodiversidade. a paisagem. visando à discussão sobre a renovação dos compromissos políticos ligados ao desenvolvimento sustentável. passando a tipificar as condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. que diz que “todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.área protegida. com ênfase sobre a totalidade ou padrão de relações entre os organismos e o seu ambiente. ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA) – São destinadas à proteção ambiental. BIOSFERA .

GESTÃO AMBIENTAL – Processo de mediação de interesses e conflitos (potenciais ou explícitos) entre atores sociais que agem sobre os meios físico-natural e construído. causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que. a Qualidade dos recursos ambientais (Resolução 001/86 . Trata-se da execução. química e biológica. tais como: relatório ambiental.CONAMA). relatório ambiental preliminar. conforme determina a Constituição Federal Brasileira. (Lei). leis.É um instrumento constitucional da política ambiental um dos elementos do processo de avaliação de impacto ambiental. objetivando garantir o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. plano e projeto de controle ambiental. (Doutrina). das tarefas técnicas e científicas destinadas a analisar.3 EDUCAÇÃO AMBIENTAL – É a dimensão dada ao conteúdo e a prática da educação. PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL: Conjunto de atividades de planejamento e controle da produção florestal ou povoamento que envolve a administração da floresta para obtenção de benefícios econômicos. as consequências da implantação de um projeto no meio ambiente. sociais e ambientais. apresentado como subsídio para a análise da licença requerida.1977). a biota. químicas e biológicas do meio ambiente. respeitando-se os mecanismos de sustentação do ecossistema objeto de manejo. (Conferência de Tbilisi. 29 § 3º da Lei nº 9605/98). direta ou indiretamente. migratórias e quaisquer outras. ESTUDOS AMBIENTAIS – São todos e quaisquer estudos relativos aos aspectos ambientais relacionados à localização. e e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos (Art. as atividades sociais e econômicas. . ESTAÇÕES ECOLÓGICAS – São áreas representativas de ecossistemas brasileiros. a segurança e o bem estar da população. c) afetem desfavoravelmente a biota.938/1981). b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas. operação e ampliação de uma atividade ou empreendimento. à proteção do ambiente natural e ao desenvolvimento da educação conservacionista. aquáticas ou terrestres. a segurança e o bem estar da população. ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL (EIA) . plano de manejo. abriga e rege a vida em todas suas formas.3º. ou águas jurisdicionais brasileiras. (Art. FAUNA SILVESTRE – Conjunto dos animais pertencentes às espécies nativas. que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dento dos limites do território brasileiro. (Reigota. orientada para a resolução dos problemas concretos do meio ambiente através de enfoques interdisciplinares e de uma participação ativa e responsável da cada indivíduo e da coletividade. que permite. por equipe multidisciplinar. I da Lei nº 6.938/1981). afetam a saúde. (Art. 1992). diagnóstico ambiental. POLUIÇÃO – Seria a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: a) prejudiquem a saúde. plano de recuperação de área degradada e análise preliminar de risco. sistematicamente. influências e interações de ordem física. IMPACTO AMBIENTAL – Qualquer alteração das propriedades físicas. as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente. destinados à realização de pesquisas básicas e aplicadas de ecologia. Nessas áreas não há exploração do turismo. 3º da Lei 6. instalação. MEIO AMBIENTE – É o conjunto de condições. Essas relações implicam processos de criação cultural e tecnológica e processos históricos e sociais transformação do meio natural e construído. d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente. MEIO AMBIENTE – Lugar determinado ou percebido onde os elementos naturais e sociais estão em relação dinâmicas e em interação.

PERÍCIA – É a atividade que envolve a apuração das causas que motivaram determinado evento ou asserção de direitos (Res. possui vinculação com a saúde do trabalhador. o mar Territorial. restrições e medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor. 345. (c) Meio ambiente artificial. legalmente instituídas pelo poder público com os objetivos e limites definidos. compreende-se como meio ambiente “o conjunto de condições. para localizar. possam causar degradação ambiental. . os estuários. sob qualquer forma. considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso (Resolução CONAMA 237/97). pessoa física ou jurídica. RESERVA LEGAL: área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural. os estuários. instalação. como as escolas. sob regimes especiais de administração. os elementos da biosfera. nele compreendido o do trabalho” (Inc.938/1981). fauna. instalar. ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que. (d) Meio ambiente do trabalho. 3°. o solo. tais como as ruas. O Art. do Conselho Federal de Engª. manifestações culturais. O meio ambiente cultura constitui-se pelo patrimônio cultural. de direito público ou privado responsável. os recursos hídricos. e os espaços fechados. de 27/07/1990. 200 da Constituição Federal cuida das competências do Sistema Único de Saúde. VIII).4 POLUIDOR – É a pessoa física ou jurídica. 3 LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E CONCEITO DE MEIO AMBIENTE A legislação ambiental pode ser definida como um conjunto de normas jurídicas que tem por função a defesa do meio ambiente ecologicamente equilibrado. as cidades com os seus espaços abertos. direta ou indiretamente. arqueológico. delimitada nos termos do Art. ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadores dos recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que. O meio ambiente artificial é o espaço urbano. por atividade causadora de degradação ambiental. superficiais e subterrâneas. a atmosfera. às quais se aplicam garantias adequadas de proteção. dentre as quais: “colaborar na proteção do meio ambiente. e a preservação de todas as espécies vivas existentes no planeta. com características naturais de relevante valor de domínio público ou propriedade privada. etnográfico. 12. que permite. com a função de assegurar o uso econômico de modo sustentável dos recursos naturais do imóvel rural. O meio ambiente físico ou natural aquele integrado pela flora. estabelece as condições. leis. possam causar degradação ambiental. O meio ambiente do trabalho. voltado para a sadia qualidade de vida. o subsolo. o mar territorial. Para a Lei da Política Nacional de Meio Ambiente (Lei 6. abriga e rege a vida em todas as suas formas” (Art. influências e interações de ordem física. folclóricas e populares brasileiras. O meio ambiente cultural é composto tanto pelo patrimônio material quanto pelo patrimônio imaterial. RECURSOS NATURAIS – A atmosfera. (b) Meio ambiente cultural. I). LICENÇA AMBIENTAL .Ato administrativo pelo qual o órgão ambiental competente. as águas interiores. bem como o abrigo e a proteção de fauna silvestre e da flora nativa. química e biológica. o subsolo e os elementos da biosfera. a classificação de meio ambiente. sob qualquer forma. incluindo as águas jurisdicionais. paisagístico. por fim. a fauna e a flora. o solo. praças e parque. museus e teatros. artístico. UNIDADES DE CONSERVAÇÃO (UC) – São as porções do território nacional. Arqtª e Agrª) LICENCIAMENTO AMBIENTAL – Procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização. Segundo a doutrina. auxiliar a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos e promover a conservação da biodiversidade. congrega quatro componentes: (a) Meio ambiente físico ou natural. em sentido amplo.

III – Órgão Central: O Ministério do Meio Ambiente – MMA. até a definição de unidades de conservação e o estabelecimento de critérios e padrões de qualidade ambiental por meio de Resoluções do CONAMA. 1º). a segurança e o bem-estar da população. de forma a implementar os proclames enunciados pelo ideário do desenvolvimento sustentável. quando promulga em 31 de agosto de 1981. 3º) é constituído pelos órgãos e entidades da União. O SISNAMA.938. tem por objetivo a preservação. IV – Órgão Executor: O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA.Poluidor: a pessoa física ou jurídica. definir alguns conceitos legais ligados à temática do meio ambiente. e outros: . em Estocolmo. visando assegurar condições ao desenvolvimento sócio-econômico. 3º da lei vem de forma inovadora.Meio ambiente: o conjunto de condições. . o Brasil seguiu a mesma tendência. lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida. ais interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana (Art. que permite. O Art. objetivos e instrumentos. apoiado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). superficiais e subterrâneas.5 4 POLÍTICA NACIONAL E ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE Nas últimas décadas. do Distrito Federal. responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental e tem a seguinte estrutura: I – Órgão Superior: O Conselho de Governo. abriga e rege a vida em todas a suas formas. os elementos da biosfera. afetam desfavoravelmente a biota. 4o traça os objetivos da PNMA. O Art. 2º). realizada em 1972.Poluição: a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente prejudiquem a saúde. afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente. que podem ser resumidos na busca pelo desenvolvimento sustentável (macro-objetivo). as águas interiores. criem condições adversas às atividades sociais e econômicas. melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida. as principais condutas relativas à proteção do meio ambiente a serem adotadas pelas diversas nações do mundo. instituído pela Lei 6. dos Estados. o mar territorial. a fauna e a flora. a exemplo do conceito jurídico de meio ambiente.1 SISNAMA O Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA previsto na Lei da PNMA. Para tal aperfeiçoamento legislativo. o solo. . II – Órgão Consultivo e Deliberativo: O Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA.938/1981 e regulamentada pelo Decreto 99. mediante princípios. assegurando condições ao desenvolvimento socioeconômico. os estuários. responsável direta ou indiretamente.Recursos ambientais: a atmosfera.274/1990 (Art. o subsolo. por atividade causadora de degradação ambiental. química e biológica. tendo como objetivo geral a preservação. dos Municípios e pelas Fundações instituídas pelo Poder Público. que culminou por nortear. 4. influências e interações de ordem física. . que estabelece a Política Nacional do Meio Ambiente. de direto público ou privado. aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana. Com efeito. leis. destaca-se o importante papel dado pela 1ª Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano.Degradação da qualidade ambiental: a alteração adversa das características do meio ambiente. . a Lei 6. seus fins e mecanismos de formulação e aplicação (Art. o tratamento dado a questão ambiental sofreu profundas transformações no âmbito normativo no Brasil. .

4. 5º. os mesmos pressupostos enunciados pela Política Nacional. O sistema nacional de informações sobre o meio ambiente. em linhas gerais.938/1981. estaduais e municipais. de relevante interesse ecológico e reservas extrativistas. objetivos. sobre normas e padrões compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida. regulamentada pelo Decreto 99. na qualidade de órgão “Seccional”. que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente. 5 DOS INSTRUMENTOS DA PNMA Os Instrumentos da PNMA estão dispostos no Art. Com a edição do Decreto 3. conforme dispõe seus Arts. a avaliação de impactos ambientais. Câmaras Técnicas e Grupos de Trabalho. 3º.274/1990. medidas e diretrizes fixados nesta Lei.274/1990. são: o estabelecimento de padrões de qualidade ambiental. “j”). defender o meio ambiente natural. conforme prevê o Art. pode-se dizer que possuem. a criação de espaços territoriais especialmente protegidos pelo Poder Público Federal. foi instituído pela Lei 6. 9º da Lei.941/2001. o licenciamento e a revisão de atividades efetivas ou potencialmente poluidoras. atendidas as peculiaridades regionais e locais.VIII. conservar. o CONAMA é o órgão consultivo e deliberativo do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA). os incentivos à produção e instalação de equipamentos e a criação ou absorção de tecnologia. nas suas respectivas jurisdições. proteger. as fundações instituídas pelo Poder Público cujas atividades estejam associadas à proteção da qualidade ambiental ou as de disciplinamento do uso dos recursos ambientais. 2º e 3º. Trata-se de um colegiado representativo de cinco setores. . bem como os órgãos e entidades estaduais responsáveis pela execução de programas e projetos e pelo controle e fiscalização de atividades capazes de provocar a degradação ambiental: e VI – Órgãos Locais: os órgãos ou entidades municipais responsáveis pelo controle e fiscalização das atividades referidas no inciso anterior. No tocante aos princípios e objetivos da Política Estadual de Meio Ambiente. Grupos Assessores. do Decreto Federal 99. O CONAMA é composto por Plenário. o zoneamento ambiental. estudar e propor ao Conselho de Governo. CIPAM. com direito a voto (Art. estadual e municipal. inciso V. visando assegurar a qualidade ambiental propícia à vida (Art. mediante represente do Conselho Nacional de Comandantes Gerais das Polícias e Corpo de Bombeiros Militares – CNCG.6 V – Órgãos Seccionais: Os órgãos ou entidades da Administração Pública Federal direta ou indireta. a saber: órgãos federais.887/1995 A Política Ambiental do Estado do Pará é o conjunto de princípios. as PPMM passam a integrar oficialmente o plenário do CONAMA. voltados para a melhoria da qualidade ambiental. em harmonia com o desenvolvimento econômico-social. O Conselho é presidido pelo Ministro do Meio Ambiente e sua Secretaria Executiva é exercida pelo Secretário-Executivo do MMA. para o fim de preservar. artificial e do trabalho.2 CONAMA O Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA tem como finalidade assessorar. dentre outros. Nota: As Polícias Militares dos Estados integram o SISNAMA. instrumentos de ação. tais como áreas de proteção ambiental. 1º). 6 DA POLÍTICA ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE DO PARÁ – LEI 5. Nessa linha. e recuperar e melhorar o meio ambiente natural. setor empresarial e sociedade civil. diretrizes de políticas governamentais para o meio ambiente e os recursos naturais e deliberar no âmbito de sua competência.

direta e indireta. Consultivo e Deliberativo: o Conselho Estadual do Meio Ambiente . cultural. 23. com a função de planejar. Órgãos Locais: os organismos ou entidades municipais responsáveis pela gestão ambiental nas suas respectivas jurisdições. executar. não teremos nenhuma margem de dúvida de que o Município poderá legislar em matéria ambiental em assuntos de interesse local e para suplementar a legislação federal e estadual no que lhe couber.7 6. da flora e da fauna. b) As competências legislativas – que tratam do poder outorgado a cada ente federado para elaboração das leis e atos normativos.SISEMA. turístico e paisagístico. III. entre a União e os Estados. 24. na realidade se refere a uma cooperação administrativa e conforme nos ensina o mestre José Cretela Jr. As competências desdobram–se em dois segmentos: a) As competências administrativas (ou de execução de tarefas) – que conferem ao Poder Público o desempenho de atividades concretas. A competência administrativa visa à proteção do meio ambiente como um todo. Órgão Normativo. 8º): I. VI e VII da CF/88 c/c com a Lei Complementar 140/2011). o Distrito Federal e os Municípios”. não possui assento no Conselho Estadual do Meio Ambiente – COEMA. incs. A competência legislativa está prevista no Art. Órgão Central Executor: a Secretaria de Estado de Meio Ambiente . Órgãos Setoriais: os órgãos ou entidades da Administração Pública Estadual. 30. onde estão discriminadas as atribuições conferidas a cada ente federado. II. Polícias Civil e Militar. 23. coordenar.COEMA. UNIDADE II – MEIO AMBIENTE NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E ESTADUAL 1 NOÇÕES DE REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIA EM MATÉRIA AMBIENTAL NA CF/88. supervisionar e controlar a Política Estadual do Meio Ambiente. caça. Nota: A Polícia Militar do Pará. pesca. cabendo à União legislar sobre as matérias de interesse nacional. com a finalidade de implementar a Política Estadual do Meio Ambiente no Estado do Pará. estão incluídas entre as matérias de competência comum (Art. aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: florestas. proteção ao patrimônio histórico. Esta competência comum de que trata o Art. a preservação das florestas. determina competir à União. Porém. e a exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios. por meio do exercício do seu poder de polícia. bem como o combate a poluição em qualquer de suas formas.1 Sistema Estadual de Meio Ambiente – SISEMA O Sistema Estadual do Meio Ambiente . VI e VII da CF/88. Tal competência é definida na Constituição Federal de 1988. o que pode levar à conclusão precipitada de que o Município não tem competência legislativa em matéria ambiental. fauna. enquanto aos Municípios as de interesse meramente local. em âmbito nacional. CPC “Renato Chaves”). . Na repartição de competências legislativas aplica–se o Princípio da Predominância do Interesse. na qualidade de órgão “Setorial”. incisos I e II da CF/88. IV. conservação. “competência comum é cooperação administrativa. proteção ao meio ambiente e controle da poluição. bem como as Fundações instituídas pelo Poder Público que atuam na elaboração e execução de programas e projetos relativos à proteção da qualidade ambiental ou que tenham por finalidade disciplinar o uso dos recursos ambientais (Ideflor. A definição de competências é de fundamental importância para que possamos saber quais as entidades responsáveis pela fiscalização de determinadas áreas da sociedade. Podemos observar que este artigo não explicita a competência legislativa do Município.SEMA. embora integrante do SISEMA. artístico. defesa do meio ambiente e dos recursos naturais.887/1995. tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento do bem – estar. I. ao observarmos os Art. bem como controlar sua execução e estrutura funcional possui a seguinte forma (Art. aos Estados as de interesse regional. criado pela Lei Estadual nº 5. III.

o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional.exigir. na forma da lei.1 ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL (EIA/RIMA) É o estudo multidisciplinar que verifica o impacto da obra.938/1981). VI . o relatório de impacto ao meio ambiente. ampliação de obra ou atividade. de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente. ao dedicar. por ações discriminatórias. é uma tradução do que foi apresentado no EIA. cause significativo impacto ou significativa degradação ambiental.2 LICENCIAMENTO AMBIENTAL . bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. e sua utilização far-se-á. § 6º . vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção. provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade. vedadas. conforme disposto no Art. estudo prévio de impacto ambiental. Exceção: Não terá caráter publico quando houver sigilo industrial (formula ou elemento próprio de uma indústria que não pode ser divulgado. Nota: A Resolução CONAMA 01/1986 traz um rol meramente exemplificativo (e não taxativo) de atividades em que é obrigatório o EIA/RIMA. em todas as unidades da Federação. coca-cola). a Mata Atlântica.controlar a produção. O EIA/RIMA seria o estudo do impacto ambiental e o RIMA. EIA tem caráter público. § 4º . 225. qualquer pessoa pode ler o relatório final do estudo (RIMA). RIMA – torna acessível à população.proteger a fauna e a flora. § 3º . incumbe ao Poder Público: I . a Constituição Federal de 1988. 2. a Serra do Mar. as práticas que coloquem em risco sua função ecológica. § 5º . III . ampliação ou alteração de atividade que possa degradar o meio ambiente. inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado. (Art. CF e Lei 6. na forma da lei.preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. 225.Para assegurar a efetividade desse direito. a que se dará publicidade. métodos e substâncias que comportem risco para a vida. espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos. a comercialização e o emprego de técnicas. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei. não é criação jurisprudencial ou da doutrina. 225. Ex. sem o que não poderão ser instaladas.definir.As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal. na forma da lei. 2. IV . dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente. V . necessárias à proteção dos ecossistemas naturais.São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados. para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente. a qualidade de vida e o meio ambiente. todo um Capítulo ao Meio Ambiente.As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores. a sanções penais e administrativas. impôs como obrigação da sociedade e do próprio Estado.8 2 MEIO AMBIENTE NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 No Brasil.preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas.promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente.A Floresta Amazônica brasileira. independentemente da obrigação de reparar os danos causados. a preservação e defesa do Meio Ambiente. § 1º . Nota: Só tem previsão na Constituição Federal e na Lei da PNMA. de forma inovadora. É obrigatório quando a instalação. VII . II . da Carta Magna: Art. § 2º . na forma da lei. pessoas físicas ou jurídicas.

sob qualquer forma. suspender ou cancelar uma licença expedida. Licenciamento Ambiental: obra que impacta o meio ambiente. c) quando o Ministério Público solicitar a sua realização. É um procedimento administrativo obrigatório para a construção. § 1º. poderá modificar os condicionantes e as medidas de controle e adequação. a licença concedida será inválida. III . após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores. A sua formação ocorrerá: a) quando o órgão competente para a concessão da licença julgar necessário. mínimo de 4 anos. SEMA/PA) . Nota: Não existe direito adquirido para o licenciamento. Competência para fazer o licenciamento ambiental: . mediante decisão motivada.autoriza a operação da atividade ou empreendimento.Licença de Operação (LO) . pois o órgão ambiental competente. nas hipóteses definidas nesta lei complementar e a atuação subsidiária seria a ação do ente da Federação que visa a auxiliar no desempenho das atribuições decorrentes das competências comuns. b) quando cinquenta ou mais cidadãos requererem ao órgão ambiental a sua realização. O Art. II . Tipos de Licença: I . caso não seja realizada a audiência pública.Quando atingir apenas um estado ou mais de um município – Órgão Seccional (ex.Quando atingir uma região nacional ou mais de um estado – IBAMA. bem como em periódico regional ou local de grande circulação. ampliação e funcionamento de estabelecimento ou atividade que utilizem recursos ambientais e possam causar degradação ao meio ambiente.9 O Art. ampliação e funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadores de recursos ambientais. ou em meio eletrônico de comunicação mantido pelo órgão ambiental competente.Licença Prévia (LP) . de causar degradação ambiental dependerão de prévio licenciamento ambiental. omissão ou falsa descrição de informações relevantes que subsidiaram a expedição da licença e superveniência de graves riscos ambientais e de saúde. quando solicitado pelo ente federativo originariamente detentor das atribuições definidas na referida lei complementar. indústria madeireira. indústria de papel e . É sempre provisório. AUDIÊNCIA PÚBLICA A audiência pública poderá ou não acontecer. 2º.autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos.Quando a obra se limitar a um município – Órgão local (Secretarias Municipais de Meio Ambiente). Todavia. a atuação supletiva consiste na ação do ente da Federação que se substitui ao ente federativo originariamente detentor das atribuições. programas e projetos aprovados.concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção. não tendo cunho obrigatório. efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes. 10. instalação.Licença de Instalação (LI) . atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação (prazo de validade de até 5 anos). que são: extração e tratamento de minerais. trata das atividades e empreendimentos que estão sujeitos ao licenciamento ambiental. indústria metalúrgica. e máximo de 10 anos). com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação (prazo de validade. indústria de produtos minerais não metálicos. sua renovação e a respectiva concessão serão publicados no jornal oficial. Nota: De acordo com a Lei Complementar 140/2011. incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes. quando ocorrer violação ou inadequação de quaisquer condicionantes ou normas legais. da Lei 6. Os pedidos de licenciamento. tendo havido requerimento de alguns dos legitimados. da Resolução CONAMA 237/1997. da qual constituem motivo determinante (prazo de validade de até 6 anos). instalação.938/1981 (com nova redação dada pela Lei Complementar 140/2011) prevê que a construção. .

.985/2000 criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. o que significa a exploração do ambiente de maneira a garantir a perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos. da Lei do SNUC. conhecimentos.3 UNIDADES DE CONSERVAÇÃO A Lei 9.Categorias de unidades de conservação: Art.10 celulose. São unidades de Uso Sustentável: a) Área de Proteção Ambiental . . A lei ainda trata da educação formal (educação escolar) e não-formal (ações e práticas educativas) como conteúdo e forma de aplicação social. barragens. obras civis. Uso indireto é aquele que não admite consumo.795/1999 institui a Política Nacional de Educação Ambiental. No tocante ao conceito de Educação Ambiental.Resex e) Reserva de Fauna . transporte de produtos perigosos. Conceito: É um espaço territorial (incluindo seus ambientes e águas) com características naturais relevantes que é instituído pelo poder publico para a sua conservação. consideradas na definição de qualquer política.Competência para fiscalizar: Órgãos ligados ao SISNAMA: IBAMA/ICMBio.ARIE c) Floresta Nacional . tais como rodovias. essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. I – Unidades de Proteção Integral: o objetivo é a manutenção dos ecossistemas livres de alterações causadas. 3 MEIO AMBIENTE NA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO PARÁ A proteção e a melhoria do meio ambiente serão prioritariamente.Rebio c) Parque Nacional . hidrovias. atitudes e competências voltadas para a conservação do Meio Ambiente. habilidades. público ou privado. 2. programa ou projeto.MN e) Refúgio da Vida Silvestre . mantendo a biodiversidade e os demais atributos ecológicos. tanto no espaço de atuação da escola. compreenderia os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais. Órgão Seccional ou Órgão local. . admitido apenas o uso indireto dos seus atributo naturais.Parna d) Monumento Natural .Flona d) Reserva Extrativista .Tipos de UC’s: Proteção integral e Uso Sustentável.EE b) Reserva Biológica .Criação das UC’s: por meio de lei ou decreto.RF f) Reserva de Desenvolvimento Sustentável . (objetiva a preservação). por interferência humana. . dano ou destruição dos recursos naturais. 7º. de forma socialmente justa e economicamente viável. dentre outras. São unidades de Proteção Integral: a) Estação Ecológica . coleta. quanto na comunidade. . É assegurada a . ferrovias.APA b) Área de Relevante Interesse Ecológico .Desafetação (supressão ou alteração das UC’s): Somente por lei formal (lei em sentido estrito que respeite todos os requisitos).RDS g) Reserva Particular do Patrimônio Natural .RPPN 2.RVS II – Unidades de Uso Sustentável: o objetivo é compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais. dispõe sobre a educação ambiental.4 EDUCAÇÃO AMBIENTAL A Lei 9. nas áreas do Estado. bem de uso comum do povo.

envolvendo. VII . na forma da lei. civis ou penais. pedológicos. implantando-as e mantendo-as com os serviços indispensáveis às suas finalidades. de acordo com as diversas categorias de manejo. bem como elaborar política específica para o setor. Dano ambiental .toda lesão intolerável. ecológico e paisagístico e definir espaços territoriais a serem especialmente protegidos. II . VIII . independentemente da obrigação de reparar os danos causados. as seguintes competências: a) acompanhar. 255): I .criar um conselho específico. na forma da lei. majoritariamente. Regra geral: a responsabilidade é objetiva. Base constitucional da responsabilidade: (Art. UNIDADE III – NOÇÕES DE RESPONSABILIDADES POR DANOS AMBIENTAIS A responsabilidade ambiental se utiliza de instrumentos de controle repressivo que visam a corrigir desvios de legalidade ambiental pela aplicação de sanções administrativas. dentre outras. por seus próprios meios. de acordo com a solução técnica aprovada pelos órgãos públicos competentes. cabendolhe (Art. Nota: Na responsabilidade ambiental não corre a figura do “bis in idem” (incidência de duas vezes sobre a mesma coisa ou conduta). termo de ajustamento de conduta. obrigatoriamente. na fiscalização.zelar pela conservação das florestas e reservas extrativistas. procederem à recuperação do meio ambiente alterado. Um dano ao meio ambiente. como suporte do desenvolvimento sócio-econômico. A responsabilidade civil pelo dano ambiental é de reparar o dano ambiental ocasionado na esfera civil. pois vigora a regra da culmulatividade das sanções e obrigações. a sanções penais e administrativas.TUTELA CIVIL – A responsabilidade é conceituada como dever de responder por todos os danos causados ao meio ambiente integralmente. principalmente. controlar e fiscalizar o meio ambiente. pode gerar conseqüências patrimoniais e extra patrimoniais. inclusive os "olhos d'água". preservação e controle do meio ambiente.promover a educação ambiental em todos os níveis e proporcionar. 225. as nascentes.realizar a integração das ações de defesa do meio ambiente com as ações dos demais setores da atividade pública. ação civil pública e ação popular. de modo a preservar o patrimônio genético. especialmente através de entidades voltadas para a questão ambiental. Quem causar danos ao meio ambiente responde no âmbito civil. VI . causada por ação humana (culposa ou não). § 3º. c) assessorar o Poder Público em matérias e questões relativas ao meio ambiente. São institutos da responsabilidade civil ambiental: inquérito civil. florestais e faunísticos. na forma da lei. avaliar. pessoas físicas ou jurídicas. A reparação do dano deverá ocorrer sempre que houver um dano ambiental fato comissivo (ação) ou omissivo (omissão) que gere degradação ambiental. I . mediante estudos de impactos ambientais. que é um direito difuso. de acordo com as técnicas adequadas.assegurar a diversidade das espécies e dos ecossistemas.11 participação popular em todas as decisões relacionadas ao meio ambiente e o direito à informação sobre essa matéria. sobre a política estadual do meio ambiente. da sociedade civil organizada. penal e administrativo. oferecendo subsídios à definição de mecanismos e medidas que permitam a utilização atual e futura dos recursos hídricos. do ar e do solo. renováveis ou não. minerais. que contará com a participação de representantes do Poder Público e. as entidades ligadas à questão ambiental ou representativas da sociedade civil. b) opinar. V . Compete ao Estado a defesa. biológico. bem como o controle da qualidade da água. que apresentem aspectos potencialmente poluidores ou causadores de significativa degradação do meio ambiente como tal caracterizados na lei. penal e administrativo).zelar pelas áreas de preservação dos corpos aquáticos. na forma da lei. para. fomentando a restauração das áreas já degradadas ou exauridas.criar unidades de conservação da natureza. que poderão ser cumulativamente exigidas em sede de ação de responsabilidade civil. III. . de atuação colegiada. que fere o equilíbrio ecológico e a sadia qualidade de vida. CF/88) As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores. cuja ocupação só se fará na forma da lei.estabelecer obrigatoriedades aos que explorem os recursos naturais. que terá. em razão dos regimes jurídicos distintos (civil. IV . informação ambiental. d) emitir parecer prévio sobre projetos públicos ou privados. conservação.

5º. exames ou perícias. para ingresso em juízo. o procedimento a ser adotado será o previsto na Lei da Ação Civil Pública e no Código de Defesa do Consumidor.é um instrumento processual utilizado para a proteção do patrimônio público e social. ministrando-lhe informações sobre fatos que constituam objeto da ação civil e indicando-lhe os elementos de convicção. “a” e “b”). Ação civil pública (Lei 7. ficando o autor. 5º.717/1965 aduz que a prova da cidadania. isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência (Art.qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe.É um procedimento administrativo investigatório em caráter processual e que se realiza extrajudicialmente a cargo do Ministério Público. de qualquer organismo público ou particular. § 6º da Lei 7. O Ministério Público.é um acordo extrajudicial (em sua maioria). no prazo que assinalar. Somente os órgãos públicos podem celebrar esse acordo (MP e pessoas de direito público – Art. tratando-se da defesa do meio ambiente. A Lei 7. 8º. Qualquer pessoa poderá e o servidor público deverá provocar a iniciativa do Ministério Público. sob sua presidência. 1º. realizado na fase inquérito civil ou em curso de ação civil pública. constituindo. o inquérito civil não é indispensável. Defensoria Pública. certidões.938/1981). de acordo com o conceito de poluidor estabelecido pela Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6. O Art. União. 5º. histérico. o qual não poderá ser inferior a 10 (dez) dias úteis. 225 da CF (todos os brasileiros natos e naturalizados).12 Inquérito Civil . O Art. bem como o Art. Por outro lado. ao consumidor. inquérito civil. 5º § 6º da ACP). salvo comprovada má-fé.717/1965) . (Art. coletivos e individual homogêneo. A legitimidade para propor a ACP é do Ministério Público. fundação ou sociedade de economia mista. desde que esteja constituída pelo menos 1 (um) ano nos termos da lei civil e inclua entre suas finalidades institucionais. construir passarelas para deficientes). deixar de promover poluição sonora) ou de indenizar (nos casos em que danos sejam impossíveis de serem reparados). o procedimento a ser utilizado será o previsto na Lei 4. porém. como sabemos. estético. se não intervier no processo como parte. para que ocorra e extinção do processo. . Legitimidade ativa: Art. será feita com o título eleitoral. que versa sobre a composição do dano ambiental. Com efeito. a bens e direitos de valor artístico. caput e LXXIII. informações. LXXIII. deve ser feito a homologação judicial. ou requisitar. do meio ambiente e interesses difusos e coletivos. CF/88). ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. para a propositura da ação civil pública. A ação civil pública pode obrigar a outra parte a fazer (ex. Contudo. histórico. § 1º da Lei ACP. ou com documento que a ele corresponda. tratando-se da defesa de bem de natureza pública.717/1965. Ação popular ambiental (Lei 4. haverá também a homologação judicial. Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) . A lei que regulamenta a ação civil pública prevê a possibilidade de concessão de liminar para que a demora da prestação jurisdicional não atrapalhe a consecução dos resultados pleiteados. Estados e Municípios. turístico e paisagístico. deixar de fazer (deixar de jogar lixo em um local inadequado. se o acordo for celebrado em ação já em curso.347/1985) . da Lei 4. 5º. atuará obrigatoriamente como fiscal da lei. turístico e paisagístico ou qualquer outro interesse difuso ou coletivo (pertinência temática . autarquia. § 3º. estético. e tem como finalidade colher provas e elementos para propor a ação civil pública. Uma associação também pode ingressar com uma ACP.347/1985). A lei não exige a homologação do TAC. aduz que o Ministério Público poderá instaurar. se a transação versar sobre direitos difusos.Art.347/1985 que disciplina a ação civil pública de responsabilidade por danos causados ao meio ambiente. a proteção ao meio ambiente ao patrimônio artístico. empresa pública. Legitimidade passiva: Qualquer pessoa responsável pelo ato lesivo ao meio ambiente. à moralidade administrativa. a base da jurisdição civil coletiva. De igual modo. V.

cumulativa ou alternativamente às pessoas jurídicas.605/1998). O referido autor enfatiza que os crimes contra o meio ambiente só existem na forma definida em lei. 70. III – TUTELA ADMINISTRATIVA . TCO e o processo criminal. (SILVA. gozo. Lei 9. do Ministério da Marinha. (Art. Crimes de menor potencial ofensivo (Art.É um instituto misto entre o Boletim de Ocorrência e o Inquérito Policial. Outro conceito de crime ambiental é dado por Antunes (2000): “é a mais grave violação da normalidade do meio ambiente”. 22.13 II . 69. sendo apenas de perigo sujeito à pena de prisão simples ou de multa. (Art. subvenções ou doações. Lei 9. § 1º São autoridades competentes para lavrar auto de infração ambiental e instaurar processo administrativo os funcionários de órgãos ambientais integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente SISNAMA. § 2º Qualquer pessoa. que são os que pena máxima em abstrato seja igual ou inferior a 02 (dois) anos. proteção e recuperação do meio ambiente. restritivas de direitos.605/1998). bem como dele obter subsídios.605/1998): Considera-se infração administrativa ambiental toda ação ou omissão que viole as regras jurídicas de uso. Pessoa jurídica praticou tipo penal. 23. quer cumulativamente com pena de multa. As penas aplicáveis isolada. A prestação de serviços à comunidade pela pessoa jurídica consistirá em: custeio de programas e de projetos ambientais. Lei 9. (Art. regionais. constatando infração ambiental. Obter vantagem para pessoa jurídica. Pode ser feito pela autoridade policial e a jurisprudência entende que o Policial Militar pode fazê-lo. bem como os agentes das Capitanias dos Portos. Termo circunstanciado de Ocorrência. (Art. proibição de contratar com o Poder Público. ou até comprometendo o equilíbrio ecológico do próprio planeta. 3º. a ação penal é publica e incondicionada. Infrações Ambientais (Art. quer isoladamente. A competência para apurar crime ambiental: Justiça Estadual. 61). enquanto que a segunda se refere a condutas menos gravosas. promoção. contribuições a entidades ambientais ou culturais públicas. 21. cultural e do trabalho) mediante o Inquérito policial. Assim. que podem ser de perigo ou de dano sujeitos à pena de reclusão ou detenção. designados para as atividades de fiscalização.TUTELA PENAL – por meio do Direito Penal na repressão e na proteção do bem jurídico tutelado (meio ambiente natural. prestação de serviços à comunidade.099/1995) e é o exigido pela lei dos juizados especiais para apurar um crime de menor potencial ofensivo. Lei 9. 2007). artificial.na esfera administrativa a legislação visa à aplicação de multas e outras sanções. obra ou atividade. são: multa. A responsabilidade é sempre subjetiva: ato que gerou o crime iniciou por ordem de alguém que tem poder. a fim de se evitar o efetivo dano ao meio ambiente através do Auto de Infração Ambiental. Responde por crime ambiental pessoa jurídica e pessoa física. Crime ambiental . .os crimes ambientais são toda e qualquer ação que causar poluição de qualquer natureza que resulte ou possa resultar em danos à saúde ou que provoque a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora. diretamente pela administração pública. execução de obras de recuperação de áreas degradadas. As penas restritivas de direitos da pessoa jurídica são: suspensão parcial ou total de atividades. para efeito do exercício do seu poder de polícia.605/98). manutenção de espaços públicos. esse crime pode ser definido como aquelas agressões que causam uma gradação quanto aos seus efeitos nocivos ao meio ambiente. poderá dirigir representação às autoridades relacionadas no parágrafo anterior. podendo atingir um bem jurídico tutelado em dimensões locais. (FARIA. 2004). da Lei 9. Nota: As infrações penais ambientais se subdividem em crimes ou contravenções penais. (TCO) . Tipos penais. de acordo com o disposto no art. sendo que a primeira gera uma ofensa grave a bens ou interesses jurídicos com alto grau de valor. interdição temporária de estabelecimento.

inclusive a responsabilidade penal .605/1998. Matar um animal da fauna silvestre.e permite a responsabilização também da pessoa física autora ou co-autora da infração. Destruir ou danificar plantas de ornamentação em áreas públicas ou privadas era considerado contravenção. punido por até 01 (um) ano. destruição ou inutilização do produto. o abuso contra estes animais. Matar animais continua sendo crime. Pichar e grafitar não tinham penas claramente definidas. A conduta irresponsável de funcionários de órgãos ambientais não estava claramente definida. facilitar ou ocultar crime definido na lei. No entanto. multa diária. mesmo para se alimentar. grafitar ou de qualquer forma conspurcar edificação ou monumento urbano. suspensão de venda e fabricação do produto. lesão ou maus tratos às plantas de ornamentação é crime. Desmatamentos ilegais e outras infrações contra a flora eram considerados contravenções. 9o do Decreto 6. O desmatamento não autorizado agora é crime.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais) Com objetivo de unificar a legislação ambiental e acabar com a confusão de legislações esparsas. Nota: Art.000. com gradação adequada e as infrações ambientais mais definidas. de difícil aplicação DEPOIS A legislação ambiental é consolidada. suspensão parcial ou total de atividades. sujeita o infrator a até um ano de detenção. demolição de obra. era crime inafiançável. foi editada a Lei de Crimes Ambientais (LCA). com base nos índices estabelecidos na legislação pertinente. bem como aos nativos ou exóticos. passa a ser crime. apreensão dos animais. sendo o mínimo de R$ 50. periodicamente. mesmo para se alimentar.605/1998 c/c Decreto 6. produtos e subprodutos da fauna e flora. em 12 de fevereiro de 1998. Destruição. assegurado o direito de ampla defesa e o contraditório. Lei 9. . A punição é extinta com apresentação de laudo que comprove a recuperação do dano ambiental Matar animais continua sendo crime. As penas têm uniformização e gradação adequadas e as infrações são claramente definidas Define a responsabilidade da pessoa jurídica . O valor da multa de que trata este Decreto será corrigido.14 § 3º A autoridade ambiental que tiver conhecimento de infração ambiental é obrigada a promover a sua apuração imediata. a lei descriminaliza o abate.00 (cinqüenta milhões de reais). para saciar a fome do agente ou da sua família. Funcionário de órgão ambiental que fizer afirmação falsa ou enganosa. para saciar a fome do agente ou da sua família. a lei descriminaliza o abate. mediante processo administrativo próprio. observadas as disposições desta Lei. sonegar informações ou Pessoa jurídica criminalmente não era responsabilizada Pessoa jurídica não tinha decretada liquidação quando cometia infração ambiental A reparação do dano ambiental não extinguia a punibilidade Matar um animal da fauna silvestre. 72 da Lei 9. Pode ter liquidação forçada no caso de ser criada e/ou utilizada para permitir. com penas mais uniformes. instrumentos. No entanto. omitir a verdade. dano.00 (cinqüenta reais) e o máximo de R$ 50.000. sob pena de co-responsabilidade. que procurou unificar e tipificar diversas práticas lesivas ao meio ambiente. A prática de pichar. Além dos maus tratos. lavrado o Auto de Infração Ambiental e apontada a regra jurídica violada sempre em lei (Princípio da Legalidade). Vejamos as principais inovações da LCA: ANTES Leis esparsas.514/2008 (âmbito federal): advertência. § 4º As infrações ambientais são apuradas em processo administrativo próprio. UNIDADE IV – LEI DE CRIMES AMBIENTAIS E SUA APLICAÇÃO 1 INOVAÇÕES DA LEI 9. restritiva de direitos. E seu patrimônio é transferido para o Patrimônio Penitenciário Nacional. era crime inafiançável. equipamentos ou veículos de qualquer natureza utilizados na infração. Ocorrida à infração. embargo de obra ou atividade. petrechos. multa simples.514/2008. além de ficar sujeito a pesadas multas. Maus tratos contra animais domésticos e domesticados era contravenção. ocorrendo o processo administrativo pelo órgão competente (ampla defesa e contraditório) pode ser aplicada umas das sanções administrativas previstas no Art.

pode o juiz. perseguir. sem a devida permissão. quando realizado: I . ou águas jurisdicionais brasileiras.com emprego de métodos ou instrumentos capazes de provocar destruição em massa. larvas ou espécimes da fauna silvestre. guarda. considerando as circunstâncias.em estado de necessidade. 29. III . quando existirem recursos alternativos. A multa máxima por hectare. Matar. § 1º Incorre nas mesmas penas: I . § 5º A pena é aumentada até o triplo.detenção de seis meses a um ano. Praticar ato de abuso. III – (VETADO) IV . nativos ou em rota migratória. expõe à venda. exporta ou adquire. se o crime decorre do exercício de caça profissional. sem licença. § 6º As disposições deste artigo não se aplicam aos atos de pesca. Parágrafo único. e multa. Não é crime o abate de animal. 32. 38. ou ambas as penas cumulativamente. ou utilizá-la com infringência das normas de proteção: Pena . pomares e rebanhos da ação predatória ou destruidora de animais. Destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente. ou em desacordo com a obtida: Pena . danifica ou destrói ninho. a pena será reduzida à metade. se o crime é praticado: I . aquáticas ou terrestres. abrigo ou criadouro natural.quem impede a procriação da fauna. migratórias e quaisquer outras.para proteger lavouras.em unidade de conservação. ainda que para fins didáticos ou científicos. maus-tratos.15 dados em procedimentos de autorização ou licenciamento ambiental. § 2º No caso de guarda doméstica de espécie silvestre não considerada ameaçada de extinção. bem como produtos e objetos dela oriundos. II . metro cúbico ou fração era de R$ 5 mil. caçar.em período proibido à caça. utiliza ou transporta ovos. mesmo que em formação.contra espécie rara ou considerada ameaçada de extinção.por ser nocivo o animal.quem vende. e multa. tem em cativeiro ou depósito.durante a noite. ou multa. II . que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro. Art. provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão. A multa administrativa varia de R$ 50 a R$ 50 milhões. de três meses a um ano.quem modifica. desde que assim caracterizado pelo órgão competente. nativos ou exóticos: Pena . ferir ou mutilar animais silvestres. utilizar espécimes da fauna silvestre. II . § 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço. licença ou autorização da autoridade competente. se ocorre morte do animal. deixar de aplicar a pena. para saciar a fome do agente ou de sua família. licença ou autorização da autoridade competente. V . Art. domésticos ou domesticados.com abuso de licença. Se o crime for culposo. ainda que somente no local da infração. § 4º A pena é aumentada de metade. nativa ou em rota migratória. III .detenção. de um a três anos. VI . desde que legal e expressamente autorizado pela autoridade competente. apanhar. IV . 2 DOS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE EM ESPÉCIE DOS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE Dos Crimes contra a Fauna Art. § 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo.detenção. § 3° São espécimes da fauna silvestre todos aqueles pertencentes às espécies nativas. pode pegar até 03 (três) anos de cadeia. . Dos Crimes contra a Flora Art. 37. autorização ou em desacordo com a obtida.

e multa. lenha. 42. objeto de especial preservação: Pena . carvão e outros produtos de origem vegetal. Parágrafo único. vender. sem licença da autoridade competente: Pena . ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora: Pena . 55.284. Destruir ou danificar florestas nativas ou plantadas ou vegetação fixadora de dunas. Receber ou adquirir. licença. § 2º Se o crime: I . de 2006) § 1o Não é crime a conduta praticada quando necessária à subsistência imediata pessoal do agente ou de sua família.284. Da Poluição e outros Crimes Ambientais Art. dos habitantes das áreas afetadas. a pena será aumentada de 1 (um) ano por milhar de hectare.detenção de um a três anos ou multa. (Incluído pela Lei nº 11.detenção. de um a cinco anos.causar poluição hídrica que torne necessária a interrupção do abastecimento público de água de uma comunidade. (Incluído pela Lei nº 11. urbana ou rural. Desmatar. lavra ou extração de recursos minerais sem a competente autorização.reclusão. outorgada pela autoridade competente. líquidos ou gasosos. Incorre nas mesmas penas quem vende. ainda que momentânea. transporta ou guarda madeira.detenção. ou ambas as penas cumulativamente. de seis meses a um ano. 52. e multa. em terras de domínio público ou devolutas.detenção. . óleos ou substâncias oleosas.dificultar ou impedir o uso público das praias. para fins comerciais ou industriais.tornar uma área.detenção. concessão ou licença. concessão ou determinação do órgão competente.000 ha (mil hectares).reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos e multa. (Incluído pela Lei nº 11. transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação. em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano: Pena . de três meses a um ano. nos termos da autorização. de seis meses a um ano. ou em desacordo com a obtida: Pena . Penetrar em Unidades de Conservação conduzindo substâncias ou instrumentos próprios para caça ou para exploração de produtos ou subprodutos florestais. carvão e outros produtos de origem vegetal. 50. tem em depósito. sem licença válida para todo o tempo da viagem ou do armazenamento. Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana. de 2006) § 2o Se a área explorada for superior a 1. de um a quatro anos. II . plantada ou nativa. quando assim o exigir a autoridade competente. IV . Fabricar. e multa. Nas mesmas penas incorre quem deixa de recuperar a área pesquisada ou explorada. permissão. medidas de precaução em caso de risco de dano ambiental grave ou irreversível. outorgada pela autoridade competente. de três meses a um ano.detenção. Art. permissão. ou que cause danos diretos à saúde da população. § 1º Se o crime é culposo: Pena . Comercializar motosserra ou utilizá-la em florestas e nas demais formas de vegetação. Art.causar poluição atmosférica que provoque a retirada. V .detenção. protetora de mangues. e multa. 50-A. sem licença ou registro da autoridade competente: Pena . de 2006) Art. 46. Executar pesquisa. de seis meses a um ano. madeira. explorar economicamente ou degradar floresta.16 Art. e multa. 51.ocorrer por lançamento de resíduos sólidos. e multa. sem exigir a exibição de licença do vendedor. e sem munir-se da via que deverá acompanhar o produto até final beneficiamento: Pena . lenha.284. Art. imprópria para a ocupação humana. expõe à venda.reclusão. Art. sem autorização do órgão competente: (Incluído pela Lei nº 11. de seis meses a um ano. Art. e multa. Parágrafo único. de 2006) Pena .284. ou detritos. em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos: Pena . 54. III . § 3º Incorre nas mesmas penas previstas no parágrafo anterior quem deixar de adotar.

de 3 (três) meses a 1 (um) ano. arqueológico ou histórico. . cultural. de um a três anos. turístico. FIORILLO. Paulo Affonso Leme. quando couber. de um a três anos. 2006. com a autorização do órgão competente e a observância das posturas municipais e das normas editadas pelos órgãos governamentais responsáveis pela preservação e conservação do patrimônio histórico e artístico nacional. 2009. 69. sem autorização da autoridade competente ou em desacordo com a concedida: Pena . LECEY. no caso de bem público. arqueológico. São Paulo: Revista dos Tribunais.detenção. Doutrina. Direito do ambiente. e multa. religioso. São Paulo: Revista dos Tribunais. 67. Art. 2012. p. 2007. Edis. jurisprudência e glossário.detenção. Recursos naturais: utilização. 1999. Crimes contra a natureza.detenção. e multa. 1995. obras ou serviços cuja realização depende de ato autorizativo do Poder Público: Pena . Cabo verde. de um a três anos.ed. São Paulo: Saraiva. São Paulo: Malheiros. São Paulo: Revista dos Tribunais. Dos Crimes contra a Administração Ambiental Art. 23-27 de novembro de 1998. MILARÉ. José. ed. Fórum Lusófono sobre Redação Normativa e Direito do Ambiente. etnográfico ou monumental. Rio de Janeiro: Forense. Antônio Herman. e multa. São Paulo: Revistas dos Tribunais. CRETELLA JÚNIOR. Se o crime é culposo. Celso Antonio Pacheco. ato administrativo ou decisão judicial. histórico. 17. Gilberto Passos de. Curso de direito ambiental brasileiro. 63. desde que consentida pelo proprietário e. atu. 2008.17 Dos Crimes contra o Ordenamento Urbano e o Patrimônio Cultural Art. sem prejuízo da multa. Art. § 1o Se o ato for realizado em monumento ou coisa tombada em virtude do seu valor artístico. Revista de Direito Ambiental nº 24. rev. § 2o Não constitui crime a prática de grafite realizada com o objetivo de valorizar o patrimônio público ou privado mediante manifestação artística. artístico. FERREIRA. Eladio. omitir a verdade. Introdução ao direito ambiental brasileiro. Direito ambiental constitucional.reclusão. 8 ed. SILVA. 65.77. a pena é de três meses a um ano de detenção. 12 ed. Fazer o funcionário público afirmação falsa ou enganosa. e amp. pelo locatário ou arrendatário do bem privado e. autorização ou permissão em desacordo com as normas ambientais. Ivete Senise. e multa. atual. de um a três anos. Pichar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano: Pena . ecológico. ed. Obstar ou dificultar a ação fiscalizadora do Poder Público no trato de questões ambientais: Pena . v. 10. atu. Alterar o aspecto ou estrutura de edificação ou local especialmente protegido por lei. 66. sonegar informações ou dados técnico-científicos em procedimentos de autorização ou de licenciamento ambiental: Pena . degradação e proteção do ambiente . ampl. São Miguel. José Afonso da. rev. e atu. e multa. a pena é de 6 (seis) meses a 1 (um) ano de detenção e multa. MACHADO. REFERÊNCIAS BENJAMIN.reclusão. Tutela penal do patrimônio cultural. São Paulo: Malheiros. Do poder de polícia. em razão de seu valor paisagístico. Art. FREITAS. Vladimir Passos de. e amp. 3. 1999. prática. rev. rev. para as atividades. Parágrafo único. Conceder o funcionário público licença. Direito ambiental brasileiro.