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studo de caso é utilizado extensivamente em pesquisa nas Ciências Sociais, m disciplinas como Antropologia, Ciência Política, Sociologia, Adminis11 rçuo Pública e Educação. É, também, adotado, com freqüência, em teses e II H rtações, talvez porque seja uma boa maneira de introduzir o pesquisador 111 iante nas técnicas de pesquisa ao integrar o uso de um conjunto de ferra"1 11I mtas para levantamento e análise de informações. Apesar disso, é exígua a . hlbliografia em português que apresenta ou discute mais profundamente o mé- ;3 I() o de estudo de caso, como nas revisões de Campomar (1991) e Bressan (2000). /\ maior parte das citações sobr o método é de Goode e Hatt (1979) e Yin (2001), ;;, nutores estrangeiros traduzidos, nquanto Stake (1.994), embora muito citado\ ) 11 literatura inglesa, perman ce p uco referenciado no Brasil. Há uma unanimidade: a obra de Yin (2001) é indí 1 n ável. Ele apresenta um levantamento detalhado e profundo do assunto, tr tando das etapas de planejamento, análise e xposição de idéias, muito além d h tradicional e redutor da coleta de dados li do trabalho de campo. Para , I1 rn ntar as principais questões teóricas levantadas por Yin, recomendam s tak (/994). ./

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Considerado um método qui i C( I i v , tudo de caso, como todas as estratégias, apresenta vantagens e d SV8nl'('Il ns, d pendendo das três condições apontadasporYin (2001,p.19): (a) tlpc d qu stãodapesquisa; (b) ocontrole que o pesquisador possui sobr 'v('lll, mportamentais efetivos; (c) o foco em fenômenos históricos, 11 I Hi; ( a h nôrnenos contemporâneos. Goode e Hatt (1979, p. 421) observam que '. III I I caso, erroneamente, é às vezes "identificado com o uso d t ni as dt' pc 8 lui a menos fidedignas. É freqüentemente considerado como um til I nh I' I, ' m intuitiva, derivada da observação participante e usando toda a s ri' d 10 um ntos pessoais como
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na descrição detalhada de um . . 1. Em muitas ocasiões.. cada estudo de entidades que s qualificam (1111)111"" (pl'. {~(1111 1111 I III!. li' 1111 I111I I"~'I"I11. iJ) Iuçã : a maioria dos estudos de caso utiliza o raciocíni ifl li 11 1'1. 161) enumera quatro" caracterí ti :t. I W) . r ún .)." I ~ ti 11 un ( pud WIMMER.1 I 11II I I"~ r~da quando é preciso responder a questões do tipo" com pl 1i 'ltI IwsqLllsAador tem pouco controle sobre os eventos e quand f () H I li. seja porque procuram prescrever uma teraj Ii I til U mudar uma organização. IIldl) d.I li. 32): "o estudo de caso é uma inquiri I" "1111/1'( s inda perseguem um objetivo prático e freqüentemente utiliui Ilo. ti 1 \ a. p.III I' I1 I .ti '/111'111111 li 1111'I d iogia utilizada (experimento psicológico. mas uma escolha d I j 1'0 1 I I I I d"tI )1/..I~11I 11:111111111111 111 J II1Iyn . u~ g~upo social. I li i '<1. ncialmente descritivos e tomam a forma mp nhando-se em descrever toda ':l complexidad f1 r L m absolutamente pretender obter o geral". obr como utilizá-Io nquanto I IIIlI S I U como método pedagógico. ti ( I I 1'1 " 11 11111 '1110. IH 11. rnpr ndid nun a úni LI m '11'lfllln.' II'I '. Talv . I e condu ã te. hdllll1ll.11 I' tI( 101l1:1dnl1 pnrn '1/ 1 (IHI( I :I It Llli 1:11(·d(' unin 111101 . 1111 """11111 . . a saber: 1996.suga um fenômeno contemporâneo dentro de um cone xro d" viii I qllundo a fronteira entre o fenômeno e o contexto não é claramcnu. I "I 111111 I ~a_ou uma sala de aula.111.I 1\'111111. I~\ illIl{) 1111'. não é uma técnica esp cífi •." nôrní a te. rg~niza~~es ou países) seria um estudo d r in I p . 2001. quant tip I gi : "111'01111. de Yin (2001. '11 I ti rn todo. 1IIII l do. ·1 f1:11:1.11111 lis dados particulares. '1111\(.11 I 111 dnl/. Ele nfatiza : ('I .111 IlIill)( P .1. ti s ricão: o resultado oode e Hatt (1979.t () Definição 111. x: . I. . take considera que o objeto deve ser algo "esp cíf fun il II. //:111.11 1""1J1lares.111. 224-225) I n n '111 .são "uma escolha metodológica.tI". mvasao etnica de uma vizinhança etc. assim como o descobrimento de novo i!lJli{ 1. 421-422) definem o estudo de ca o "~ar para a realidade social.'( a. qui:" I 1I1 "'1 z por i s jn IHlIIIIlIIl/IIIIIII BONOMA. s j I rqu visam a estabelecer o diagnóstico de uma organiz no I li I a c Z r ua avaliação. 1979.') c ã I . 111\1. YIN. I rake (1994. 1/ ( /I pnrl i ularisrno: o estudo se centra em uma situação.lll1IZar dados sociais preservando o caráter unitário do obj '(1( 1. 1 (1111111'1\11. um conjunto de relações u pr '. di uid dos adicionais no seu planejamento pr m t d 1\ P .. p. r formando parte de seus objetivos a obtenção de novas int rpl I p rspectivas.1. "undo o qual os princípios e generalizações emergem a partir 11.' mo ( h.' vel.. p. . m urna plll I I I I I I I fimçao ampla.mais que v ri! 111I1 abordagem diferent .11) (.i~cIuindo o desenvolvimento dessa unidade." 11111 uo 11111' IIV.l 11 " ão várias as definições encontradas para o estudo da. Iisc inl I íva.).I cão: o estudo de caso ajuda a compreender aquilo que subn (('. P r I \ '11111 •• I 1 ( 11. acontecim I I' 'rama ou fenômeno particular. p.1 '''''" . I J1) um il I n o d exploração e tentam descobrir pr r [ r p ctivas existentes ou sugerir hipót im o caminho para pesquisas ulteriores". Trata-se de uma abordagem que considera qualquer unid I'. não uma generalidade. -srud I <1.I'vll" I un I múltiplas fontes de evidência são utilizadas". que p d I' 1111111" IIIII~ família. J>n/(I ('I s. J I rn n Schouth t (1991. p. até mesm t da 1111111 I 111111 til' final consiste 11If11 ubmetido à indagação..1 vi õ s antes despercebidas.. ".l' di' (1)11101 d I' ildl)IIII.I. proporcionando assim uma 1\'111 via d análise prática de problemas da vida real. 1 vantarn 111 ('IIIPII' 111 1111.part do trótip 1111 \ im '11l.uuor (OODE e HATI.11111 I 1111111'111 • "1~111'111 11li. 236) estabelece . I 1'111 fi nomenos contemporâneos inseridos em algum context a vltl. d t iI h uth Pnr:1YiJ (2001). () di' 1I'lldl. .1111 Id'llll 111 (. d uuin d li11 1 l.

Em razão dessa generalização. cuja uniformidade é dada em experiências históricas concretas. Se desejarmos falar sobre um "caso". nomea o como um fato social ou histórico que combina toda a sorte de elementos dentro de um cokjunto de papéis sociais. Ao traçar um estudo comparativo do estudo de caso com outros métodos. mas não tem significado em si mesma. 5 Sobre o estudo de caso enquanto pesquisa qualitativa. Esta unidade deve ser observada. observando que a estratégia de estudo de case não deve ser confundida com "pesquisa qualitativa". na coleta e no tratamento dos dados. Yin (2001) tarabém chama a atenção para o fato. pois também pode inclui:" ou ser limitada a evidências quantitativas. para que urr. 1991). a maior parte dos autores alerta para o fato :. 2 Quando usar o método do estudo de caso Para definir o método de pesquisa mais adequado. 6 Tradução livre da autora..: quantitativos" (BRUYNE. apesar de os estudos de caso serem freqüentemente qualitativos. tem um plano aberto e flexível e focaliza a realidade ée forma complexa e contextualizada" (LÜDKE e ANDRÉ. ou a lógica de ~ção de uma comunidade. "ele pode centralizar-se no exame de certas propriedades específicas. Não é suficiente observar um fenômeno social. ver também Trivifíos (1987) e Lüdke e André (I 986)." . salienta que questões do tipo "como" e "por que" são mais explanatórias e podem levar ao uso de estudos de casos. Em geral. e recorrer a métod . o estudo de caso pretende' descobrir novas re ções entre elementos. Ela só é significativa se um observador puder referenciá-Ia em uma categoria analítica ou teórica. de suas relações e de suas variações. Yin afirma que é preciso analisar as questões colocadas pela investigação. caso exista. precisamos ser capazes de identificar uma característica única. HERMAN e SCHOUTHEETE. mas do modo como ele toma forma.Mémdos e técnicas de pesquisa em comunicação póteses formuladas. uma instituição. os estudos de caso são comumente vistos como de natureza q litativa" ou "naturalística": aquele que "se desenvolve numa situação natural. nas Ciências Sociais. um evento histórico ou destacar certos comportamentos com o objetivo de declará-I os "casos". Um caso compõe sua uniformidade não das ferrame as teóricas usadas para analisá-lo. precisamos dos meios de interpretá-lo ou context:tlizá-IO em uma realidade. um movimento social. Ragin e Becker (1992) observam que. 1986). :: rico em dados descritivos. d t( n . que.

27)./Em síntese. A exemplo de outras estratégias de pesquisa. "' Castro (1977) afirma que pela atividade científica buscam-se regularidades I ou padrões de associação que não são idiossincráticos aos fatos examinados. ainda. utilizando os estudos agregadOSj onde se examina o próprio universo. p. em situações onde não se podem manipular comportamentos relevantes e é possível empregar duas fontes de evidências. p. com as seguintes finalidades (YIN. o estudo de caso é um modo de se investigar um tópico empírico seguindo-se um conjunto de procedimenos pré-especificados e pode ser utilizado.q Estudo de caso 219 pesquisas históricas ou mesmo de experimentos como estratégias de pesquisa escolhidas. Yr "diante de um problema em que nossos conhecimentos são escassos e rudi. Já nos estudos de caso. entrevistas e observações" (YIN. (2) a classificação (desenvolvimento de tipologia). 34-35): . 2001. Embora apresente pontos em comum com o método histórico.documentos.)t mentares. Lembra. principalmente. 2000. em vez de serem encaradas orno meras repetições ou incidências" (YIN. podemos fazer uma análise incompleta do todo (estudos agregados) ou conhecer bem uma pequena parte que não sabemos até que ponto é repreentativa desse todo (estudo de caso)" (CASTRO. mas pelo que ele sugere a respeito do todo" (CASTRO. mas comuns a toda categoria de fatos semelhantes. p. Bonoma (apud BRESSAN. indicando como objetivos do método do estudo de caso: (1) a descrição. o interesse primeiro não é pelo caso em si. artefatos. se desejamos saber a idade média dos alunos de uma classe. (3) o desenvolvimento teórico e (4) o teste limitado da teoria. Isso ocorre porque tais questões tratam com "ligações operacionais que necessitam ser traçadas ao longo do tempo. 102) reforça a noção de que o objetivo principal da pesquisa reside na compreensão dos eventos. 88). o pesquisador utiliza uma amostra e "deixa as)nferências I relativas ao todo por conta da capacidade de julgamento do leitor" . Assim. o poder diferenciador do estudo de caso reside em "sua capacidade de lidar com uma ampla variedade de evidências . 25).Yí' . uma pesquisa pode I'I-' tentar identificar essas relações mediante a análise de frações de diferentes ta. em geral não utilizadas pelo historiador. p. 1977. que "mesmo no estudo de caso.:nanhos do universo dos fatos considerados. pois se estuda o universo completo dos elementos que interessam (por exemplo. 1977. 2001. Ao comparar os estudos agregados e os estudos de ca\o. ou os estudos de caso. que são a observação direta e série sistemática de entrevistas. p. onde se avaliam apenas poucos exemplos das unidades consideradas.1 I ° Nessa tentativa de melhor "analisar" um fenômeno. p. 2001. perguntamos a todos). Castro (1977) destaca que para o primeiro não há problemas de representatividade. estudo de caso deve ter preferência quando se pretende examinar eventos ontemporâneos. 89).

p. às vezes de m descritivo ou mesmo de uma perspectiva jornalística. 426) afirmam que "o perigo básico no seu uso é ~ --~ resposta do pesquisador [.ue.:. Dados de outros níveis .~.. o me odo do estudo de caso também se distingue po:usar -. 4. explicar os vínculos causais em intervenções da vida real que são c plexas demais para as estratégias experimentais ou aquelas utili em levantamentos..: ~~ incorporados aos registros. 424).: . apesar de ser uma forma disti~ investigação empírica. ] que chega a ter uma falsa sensação de certeza sobre suas próprias conclusões".uando percebemos o indivíduo no emaranhado total de inter-relações é mais difícil °ãxz:::: --. sobre seu caro do que poderia fazê-Io somente com o uso dos dados registrados. 28). o que acrescenta.0 como uma unidade"'. \ Goode e Hatt (1979.P1I'~~~ ~y!J De acordo com Yin (2001. p. o estudo de caso é visto com certo desprezo por mui _ pesquisadores e encarado coma orma menos desejável de investigação do q experimentos ou levantament . p. foram negligentes e permitiram que se aceitassem evidências equivocadas _ visões tendenciosas para influenciar o significado das descobertas e das condesões (YIN. o .. Ao longo de: últimos anos. ou seja. ilustrar determinados tópicos dentro de uma avaliação.>} . o estudo de caso pode ser empregaé..•-. dimensões ao fenômeno analisado . mais forte q. Para os autores ao desenvolver cada caso como uma unidade. p. explorar situações nas quais a intervenção que está sendo avaliada apresenta um conjunto simples e claro de resultados. <00 ~o plano de pesquisa. mente e sente-se seguro Rara responder um número muito maior e questôe:. ~ ___ 'd ~50 ~ s}-\~':1P~ Goode e Hatt (1979.É o chamado" sentimento emocional de certeza".:. - 5.: s ríe nfveis abstratos diferentes dos puramente sociológicos..-~. 2001. para fazer o estudo de um Estudo de Avaliação. extrapolando. 3 Paradoxos do método do estudo de caso:~ preconceitos e críticas tradicionais r:a. sem nenhuma garantia. b-p~~assa a ter uma idéia com leta o fenômeno em s . ser uma "rnetaavaliação".t' _. em várias ocasiões. rande uestionamento reside :: alegada falta de rigor científico a pesquisa de estudo de caso.MéroCos e técnicas de pesquisa em comunicação 1.em outros tipo: -e s -uisa eque de levar o observador à tentação de ignorar os princípi~ .. descrever uma intervenção e o contexto da vida real em que ocorre 3. 29). 2. os pesquisadores que empregaram o métoc.

Lipset. Trow e Coleman (apud YIN. "os~ contemporâneos mais o ulares. incluindo ciências naturais. : O ~gundo ponto de preocupação é a alegação de que o estudo de caso for-9ouca base I2ªra se fazer uma generalização científica. p. da medicina e das políticas públicas.::nl?regar O método e o resultado muitas vezes são documentos voll!mosd~. -:. Além disso.-e-~eã no futuro. 31). dispensável e qualquer alteração é proibida (YIN..:. argu~enta. os esrudos e caso se popularizaram campos do direito e da administração. Na pesquisa. a o autor. fatos científicos raramente são :::= eados em experimentos únicos). ocorre freqüente confusão entre o ensino do estudo de caso" e a pesquisa do estudo de caso.Ie requerem períodos mais longos de permanência no "campo". ai da :::atam o 'trabalho de campo' _apenas como uma técmca e co eta de dados e omitem qualquer 5 :iscussão adicional acerca dos estud~ *' . 29-30). 20). 2001). como recursos de ensino. o rigor com os dados é . como o experimento.am em todas as áreas acadêmicas. os est~dõs de caso não recis e [ar tanto. 2001. 29). tal como _: experimentos. 29) dizem que a finalidade é fazer uma é1nálise "generalizante" e não "Jarticularizante"-. "O estudo de caso. p. Contudo. p. na verdade.Estudo de caso 221 Nesse cenário. \ 8 Segundo Yin (2001. Na realidade. essa constatação é'baseada assa o e não na maneira como são feitos hoj~. seu ropósito é estabelecer uma estrutura de discussão e debate entre os estudantes. -50 representa uma 'amostragem'." Historicamente. No ensino.leitura e om reensão. e o estudo de caso em si era apenas mencionado em uma ou duas linhas do :=xlO".em ve. "uma falha :omum era considerar o estudo de caso como o estágio explora ório de algum OUITO tipo de estratégia de pesquisa. -=. como etnografia ou observação participante. isso confunde incorretamente a estraté ia do estudo de caso com outros étodos específicos de coleta de dados. p. os estudos de casos são generalizáveis a proposições teóricas e ::Zo a o ula ões ou universos (na realidade. por sua vez. '" 50. não havendo preocupação com a apresentação justa e rigorosa dos dados empíricos. "Para "eensino. a matéria-prima do estudo de caso pode ser deliberadamente alterada para ilustrar uma determinada questão de :orma mais efetiva. um estudo ze caso não precisa conter U!llil inrezpreraçâo compleea eM eet:treda. Para Yin (2001. mas hoje predo. e o ob'etivo do es uisador é expandir e ge-~r izar teorias (genera ização analítica) e não enumerar freqüências (generalizzção estatística)" (YIN. de difí. Segundo YIN (2001. 2001. Outro erro era confundírosestudos de cas~cos ou a observação partiC\:?ante. -Uma terceira reclamação geralmente feita ao estudo de caso é que é demorado ~.

"sobre que é meu estudo?". Recomenda-se. solicitar a ajuda de colaboradores ou assistentes para garantir maior fidedignidade às classificações (GOODE e HAT::: :9 9. 428). Se usar categorias como 'egoísta'. Assim. definir e delimitar tipos de comportamentos. não necessariamente pelas dificuldade operacionais. ou 'ajustado'. @ elaborar um lano de es uisa ue leve em considera ão os 'eri os se~timento de certeza (inevitável. às peculiaridades de cada caso" (GOODE e HATT. inclusive._ e récnícas de pesquisa em comunicação Para complementar esses três grandes questionamentos sobre o mét -chamamos a atenção para a opinião de Yin (2001. 5. 'o ~ue' 'PQLgue' . (2) quanto à forma . 429). co provas definitivas para a fidedignidade do código". 30) de que bons estudos -casos são difíceis de ser realizados. aíz.Sh""'- 1. com a perfeita descrição das operações de pesquisa. 3. Desse modo.ou 'como'?" (YIN.. p. p. ta do tipo 'quem'. 1979. é possível superar tais obstáculos. 2001. Apesar dos problemas. "o melhor meio ce esclarecer os passos da pesquisa é desenvolver instruções definidas de codificar para a maior parte dos itens qualitativos importantes."estou fazendo uma pergur. I 4. recomenda-se. mas pelo fato de não se poder testar a capacidade de um pesq 'dor de realizá-Ios. que desenvolva seu quadro de referência teórico no princípio = pesquisa. Para tanto deve__ "um adrão de amostra a ro riado ue dará a base racional ara fa: estimativas sobre o universo do qual ela é obtida". mas superável). 26). pois a forma de uma qu~ tão poderá fornecer uma chave importante para se traçar a estratégia -pesquisa a ser adotada.~ara tacamos algumas medidas sugeri das: rantQ. Neste estágio de sistematização. outros investigadores também poderão compreendê-Ia. 28). p. "evitando assim especulações feitas na hora para se adequa. deve-se "utilizar a técnica de código qualitativo para traços e fatores individuais que são passíveis de tais classifícações. dei modo ~ obter maior precisão na formulação das questões. 2001. definir claramente as questões da pesquisa. p. ser rigoroso ao desenvolver categorias. evitar as narrativas maçantes. da. Por exemplo: (1) quanto à substância . com textos longos e relatórios extenso: pois tais documentos desestimulam a leitura e dificultam a análise (ID2001). . p. realizar uma revisão de literatura do tópico a ser analisado. Para tanto. ou 'anêmico' desenvolverá um conjunto de instruções para decidir se um determinado caso está dentro da categoria". "Os pesquisadores mais experientes analisam pesquisas anteriores para desenvolver questões mais objetivas e perspicazes sobre o mesmo tópico" (YIN.

ver Stouffer (1962). e.uisa_éJn.. 42): . Trata-se de um verdadeiro plano de acão composto por conjunto inicial de questões a serem respondidas e um conjunto de conclu. o projeto de pesquisa "é a seqüência lógica que conecta empíricos às questões de pesquisa iniciais do estudo e em Última aná-e. uma proposição poderia ser: f 9 Mais informações sobre a forma de prognosticar do pesquisador. _. 41) descrevem o projeto de pesquisa o "um plan.2001. ExemPlo: pesquisa sobre parceria interorganizacional começa com a questão "como e por que as organizações colaboram umas com as outras para prestar serviços em associação?". isto é.q. segundo aponta Yin (2001.. Com base no exemplo citado. 2001. IprQ osi ões d tudo: estão relacionadas ao que será analisado dentro do escopo do estudo e po e ajudar a definir onde procurar evidências relevantes..s a serem obtidas sobre essas mesmas questões.o projeto := dados de estudo de caso X Estudo de caso 223 Para Yin (2001. É um modelo lógico de rovas gue lhe permite az infpências _ tivas às rela ões causais entre as variáveis sob invest(ª*-ão. J 2.uuuuisas: e ~etar observações.-'{-Como um "esquema". as questões indicadas como mais apropriadas são as do tiRO "como" e "por quê". A correta elaboração de um rojeto de p. deve se ocupar zos problemas lógicos da pesquisa e não dos problemas logisticos" r .eLO de pesguisa trata de uatro rob emas: tf quais questões devem ser estudadas. Nachmias e Nachmias (apud YIN. O projeto de pesquisa zambém define o domínio da generalização.s.Q_que conduz o es uisador através do 12rocesso de coletax. (2) que dados são relevantes. ais dados devem ser coletados e (4) como analisar os resultados (YIN.12roj. se as interpretações obtidas podem ser _ eralizadas a uma-população maior ou a situações diferentes". 41).. p.e.dilipensá'leLpakWfueo vestigador evite a situação em ue as evidências obtidas não respondam às '"uestões inicialmente colocadas. às suas conclusões".41). (3) -:. enquanto plano de trabalho.) L] uestões de. Em relação ao~ de caso. p. . J Componentes do projeto de pesquisa \ ão cinco os elementos indispensáveis do projeto de-pesquisa nos estudos ze caso. UITI. p.estudo: é o primeiro e mais im Qrtante~ chave para definir aest:rate_laCie es uisa.

Ao estudar.-e-a-n~á. ~ exemplo.descobertas. e para tant projeto de es uisa é essencial para dar sustentação a essa análise modo a relacionar os dados obtidos às proposições delimitadas pre 'narmente. Yin exemplifica: cuida. confusão freqüente entre pesquisadores. Quanto maior o número de proposiçõ específicas de um estudo. maior a chance de ele perm~ecer dentro-limites exeqüíveis. é necessário.Q.lígaçã o dos dados às ro osi ões e aos critérios ara a interpretação das. Co orientação geral. por sua vez. certos tipos de líderes. O "caso" . de modo adefinir o começo E fim do caso e.. na impossibilidade de coletar todos os dados pesquisador deve delimitar as proposições para auxiliar na identifi ção das informações mais relevantes sobre essefs) indivíduo(s). processos de implantaçã0 de WlP~=s~de-~ças or anizacionais. pois implica a defini ão do ue é um "caso". Se optarmospçr analisar vários ex -plos desses indivíduos. já haveria uma redução ampla dos dados re. uma er:_dade. rentes implica o desenvolvimento de uma estrutura teórica para o estudo caso. teríamos necessariamente um ~ múltiplos. Estes dcis últimos componentes r~oresen am "etapas de análise de dados na pesquisa do estudo de cas. caso único. ajudará a definir o próprio projeto de pesq '- .de pesquisa em comunicação as organizações colaboram entre si porque obtêm benefícios mútuos A partir daí há uma questão teórica . ou sejà~-a-'--e-12-r""lm-----. e um indicativo -onde procurar evidências . O modo como uma área em geral lida com um fenômeno porser muito diferente do modo como um pequeno grupo trata desse mesmo fenômeno. lógíca de. a influência das relações familiares na formação desses líderes..identificar e verificar a extensão de ben =. ainda.d. com.que não existem outros incenti _ para a colaboração ou que eles não são importantes. O importante é que as questê primárias da pesquisa sejam corretamente formuladas e z.á. unidade(s) de análise: é um dos com onentes fundamentais da quisa. determinar os limites da coleta e análise de dados.-. íntese.-r-:-ia-d. por exemplo. para não confundir os estudos de caso de bairros com de peque grupos. Dessa forma.::vantes a serem estudados. por conseguinte. um projeto completo de pesquisa que trate dos cinco conr. 4. uma seleção adeguada_da unidade de anális .-l-:-is-e-. 3.Qode ser t'!!]lbém um evento. uma decisãoL programas. estabelecer limites de tempo -pecíficos para cada tópico escolhido. Ess estrutura. cada indivíduo selecionado é "caso". cios específicos para cada organização. -e-n-es-s-a-si:--tuação teriamos um estudo. Além disso.

. 54). o desenvolvimento de um estudo de caso A indicação de etapas para a realização de um estudo de caso difere entre o res sem representar incongruência.prévia da pesquisa em campo..=::.. todas elas se sobrepõem em diversos momentos.~C2S0 225 - .. p. (3) coleta dos dados .ze desenvolvida como modelo com o qual se devem comparar os resultados er::. (2) a coteja sig~. • . particular-~ te em Marketing. quan. 52) ~enda aos pesquisadores que se prepar . 1978) apontam três f~para o ---envolvimento do estudo de caso: (1) a primeira aberta 011 exploratÓriEl. as entrevi -. bem como servirá como principal veículo o dos resultados do estudo de caso. rincipais tópicos e idéias. :.-e devem especificar as uestões ou ontos críticos. são cinco as etapas principais para realização de um estudo de caso: (1) planejamento. A "generalização estatística e z . Yin (2001.s relevante para fazer estudos de' caso e por meio dela faz-se uma inferência e::31Ilinado universo (uma população. (3) a análise e inter reta ão sistemática dos _":ose a elaboração do relatório. com b . 10 A generalização pode ser "estatística" ou "analítica". p. (ção do relatório. revisar o protocolo de investigação. .rapem'do a fazer o estudo e o que espera aprender com ele..leta de dados.•. 2001.!Eátic~ados. (4) análise da informação. ~ -=---turarelacionada ao tema de estudo. 10c~acinfor.a observação/participação e os objetos físicos. ..~ zriedade de teorias relacionadas ao seu estudo. um ensaio prévio por meio do qual se poderá . pois varia apenas quanto às nomencla2..há quatro ios principais para a obtenção da informação: a documentação. No método da "generalização analítica" utiliza-se uma teo -. a organização prática do trabalho de po.. Seja qual for o número de etapas fixado para o desenvolvito do estudo. por exemplo) com base nos dados empíricos . :.-=-.)TIantes as fontes de .ais par iniciar o trabalho de cam o. às vezes. (2) discutir com colegas e •. __• :: _ as barreiras do desenvolviifíéfífô dã teoriildo seguinte modo: :::. p.zíos para o ~Wgo. quanto à área onde o estudo está sendo aplicado. (3) questionar o que está estudando.-. ---Para Wimmer e Dominick (1996._-'"'2..aplica. 162).próprias do objeto estudado. estabelecer os contatos . (4) co -:. . (2) estudo-piloto .S e.uma amostragem.gir o planejamento da investigação.se nas caracterís. isbet e Watt (apud LÜDKE e ANDRÉ.?!ri:::::s '0 de caso (YIN. ~. sendo difícil zzar uma linha divisória precisa .

60)". São eles: \. Bonoma (apud BRESS_-~ apresenta os seguintes estágios de pesquisa: (1) está8loIDI. dev se tornar as etapas do processo operacionais e "conduzir a pesq . 55) propõe quatro testes utilizados nas quisas sociais empíricas que incluem conceitos de fidedignidade. -r 7 Avaliação da qualidade dos projetos de pesquisa~ Para se julgar a qualidade de um projeto de pesquisa. estuda os conceitos.estudos explanatórios ou causa~.o objeto da coleta de dados é o acesso e o refinamento . resultadQde_e. confiabilidade: refere-se à demonstração de que as operações de estudo possam ser repetidas.fojman -chaves ue revisem o rascunho do relatório do estudo de C25 - 2. replicação da pesquisa (modo de testar uma teoria..atégias-. validade externa: estabelece o domínio ao qual as descobertas de . estágio do projeto . (3) estágio de predi . (4) estágio s: -esconfirmação .fase em que o pesquisador já possui um modelo das possíveis generalizaçõe ara teste e pode avaliar suas predições/proposições iniciais. e não em 'replicar' os res tados de um caso ao se fazer outro estudo de caso. validade interna: restrita .corrc por exemplo.:.aos . p. "Aênfase está em se fazer o mesmo estudo de caso novamente. recomenda-se utilizar várias fontes de e 'dên -:= estabelece m encadeamento dessas mesmas zidêncías e solicitar a .eas de investigação destacadas pelo projeto preliminar. faz : :-:.-~to preliminar.. os procedimentos de coleta de dados. rejeitadas no Estágio Inicial.cu-~etivo é eliminar a ambigüidade e a G tradição (inserida nos detalhes e-do éstabelecimento de sól~das cocexões entre os dados (SYKES-apud-BRESSAN. credibilid confirmabilidade e fidelidade dos dados.:=terminado estudo podem ser generalizadas.str. Yin (2001. É um esforço para refutar as generalizações feiras aplicando-as a um conjunto maior de casos. aplicando novam te a pesquisa na expectativa de que ocorram os mesmos resultados 4. 3. Para se au v~de do constructo.quando se testam os limites de generalizações que não foraz." Para tanto. 2000). . ~1.cial (Drift 5 quisador revisa a literatura relativa ao caso. É uma etapa de imersão no fenômeno objeto do estudo. enquanto um conjuc lógico de proposições. . p. podendo ser obtidas =.de pesquisa em comunicação zo aos estudos de caso aplicados ao Marketing. 'f:. apresentando os mesmos resul ados.-como se alguém estivesse sempre olhando por cima do seu ombro ( 001. validade r-Óz: J'v01 do constructo: refere-se ao estabelecimento\de medi operacionaís corretas para os conceitos sob estudo.

5 é um evento raro ou exclusivo ou o caso serve a um propósito revelador. O projeto holístico é recomendado quando "não é possível identificar nenhuma subunidade lógica e quando a teoria em questão subjacente ao estudo de caso é ela própria de natureza holística". . avaliasse também os resultados de projetos individuais que estivessem dentro desse mesmo programa. como a assistência 11 Stake (1994. _>-'disso. único ou múltiplo.-e-~ _rojeto diferentes e que. i ações de ei unida- 1.e-. o pesquisador decide incluir os funcionários como uma subunidade de estudo." é comum o "' to sobre a validade do estudo de caso único.s: :' ~ estudo de uma coletividade. ao avaliar um programa público de governo. (2) estudo e caso instrumental .Estudo de caso 227 Tipos básicos de projetos para estudo de caso guarro.:po ~e. Quanto ao projeto incorporado.unidades múltiplas . Para Yin (2001). Yin (2001.unidade de casos múltiplos de casos múltiplos holísticos ' . Um exemplo clássico é o estudo de inovações promovidas em instituições educacionais. O estudo é detalhado. .. O os -. 2.. holístico ou incorporado.-rm. projetos análise. situações onde o caso representa um teste crucial da teoria existente. projetos 4. quando. está aumentando apesar de serem mais caros e exigir mais tempo. como. melhor.:G. ele é analisado _ facilitar o entendimento de outro fenômeno.unidade ..realizado quando o pesquisador deseja conhecer a fundo um caso em particular. análise. envolve subunidades de análise. fixar uma teoria.5 -' -. de .uni incorporados Nas considerações sobre os tipos de casos.~ 64-74) observa que a escolha entre os dois tipos de projeto. Yin (2001. e ananse.-o_.. o estudo de caso único pode envolver apenas uma unidade de anâlís (holístico).... por sua vez. por exemplo. de caso único holístico . se examinasse a natureza global de uma organi zação: ou pode apresentar unidades múltiplas de análise (incorporado). A utilização de projetos de casos múltiplos. 61) apre~nta considera que estudos d~e Para tanto. O caso está num plano secundário de interesse. ao se estudar o clima organizacional de uma empresa. o coletivo. 237) identifica três tipos de estudo de caso: (1) estudo de caso intrínseco . depende do fenômeno a ser estudado. projetos 3. p. p. mas feito apenas para :TI'" rar a compreensão de um outro interesse que é o principal.. ele é adequado quando o estudo de caso.. (3) estudo de caso coletivo . .um caso específico é analisado para esclarecer mais sobre um problema. ele é j ---e. por exemplo. projetos de caso único incorporado . mas a aplicação do estudo instrumental em vários casos ~ -: -entender o conjunto. mesmo denrro esses es unit-~ ou múltiplas de análise.

os participantes dev co ~reen Ter os conceitos básicos. Uexemplo comum ocorre quando o pesquisador... Ela requer habilidades especfficas. uma vez que os procedimentos de colesa-de-dados nã. 2001. salas de aula abertas etc. (2) quais provas estão sendo procura- . • ser imparcial em relação a noções preconcebidas. desenvolvimento de um protocolo e a condução de um estud piloto (YIN. ' Um lembrete final sobre o projeto de estudo de caso é que ele é um instruento passível de alteração e revisão durante os estágios iniciais do estudo. 67).::-). p. inclusive as de gem teórica. Dessa forma. Para Yin (2001. 9 Condução dos estudos de caso: preparando a coleta de dados Após a definição dos problemas ou temas a serem estudados e o desenvolvimento de um projeto de estudo de caso. que gerara ações independentes em áreas distintas. inicia-se a etapa 'de preparação para ~ coleta de dados. 2001).ec.e ornar decisões próprias no trabalho de campo e garantir a validade 'o a er realizado. ~Habilidades desejadas do pesquisador.. s: • ser bom ouvinte e não se deixar enganar por suas próprias ideologias preconceitos. Seu obje.de pesquisa em comunicação ~-=-=-. mas não na alteração do propósito ou dos objetivos do estudo para se adaptar ao(s) caso(s que foi(ram) encontrado(s)" (YIN. após realizar um estudo-pilote -erifica que o projeto inicial continha falhas.::e. p. 86). terminologia e pontos relevantes ao estuc saben o: C) oor que está sendo realizado. p.·0 rincipal é preparar o pesquisador para que atue como um investigad ~ . cada área pode ser -ero de um estudo de caso individual.. O USO de novas tecnologias. - OG- Treinamento e preparação para um estudo de caso es~. As habilidades básicas requeri das são: í· f ser capaz de fazer boas perguntas e interpretar as respostas. nesta fase. • ser capaz de adaptar-se para encarar novas situações como oportuni des e não ameaças. seguem uma rotina e é contínua e intensa a interação entre as questões teóricas estudadas e os dados coletados. e o estudo como um todo teria empreg um projeto de casos múltiplos (YIN. O estudo de caso exige um invésdg'ador bem preparado.-... treinamen-e preparação. • ter noção clara das questões estudadas.dc. 76). A questão da flexibilidade dos pr jetos de estudo de caso está "na seleção de casos diferentes daqueles inicialme te identificados (tendo a documentação adequada dessa mudança). 2001.pesquisador.

abilidades e procedimentos metodológicos diferenciados. - 12 Outras fontes são indicadas por vários autores. .:. relatos de experiências de vida ete. 00$. .J -=e "'. f .'_=-_~ ":::'.lll. enquanro ual muitas vezes é confundido. O estudo de caso piloto._. -=-= . fontes de informação. --=.. cada . zn estudo de zaso deve utilizar o maior número de fontes possível. ajudando o investigador a definir o instrurnen. também fundamentais para essas seis : ~--: I :.. (4) guia para o relatório do estudo de mentes.-e conter: (1) uma visão geral do projeto do estudo de caso . (4) o que poderia prova contrária ou corroborativa para qualquer propo ição .fontes potenciais de inforrza -. ocorre em uma etapa po eri ~ . =-' uma elas tem =anragern indiscutível sobre as outras e as fontes tendem a ser cornpi emenrares.ada final de te~tes.:: os . É um documento onde são de cri o 05 procedira regras gerais a serem seguidas no uso dos instrumentos.eituras essenciais sobre o tópico pesquisado. (2) a criação de um banco de ~ o de caso.-:..::::::_. -ação e várias fontes de evidências. nos. O caso-piloto auxilia o pesquisador ~ -=. de da pesquisa. • 10 Condução dos estudos de caso: a coleta de evidências O estudo de caso utiliza para a coleta de evidênci :esl2 distintas de dados: documentos. =-~ . tecnologias específicas a serem empregadas na coleta culação final das proposições teóricas do estudo.~is~tr~0:5. dados bibliográficos.. como filmes. da ervir como O protocolo. A lista pode ser extensa. Yin (2001) observa que o caso-ai _ :::_ modo formativo. três princípios a serem eITIr~ : -. (2) procedi =---:>O credenciais. ídade e coleta de dados.s~e~m~ar~l:W. Cri --reforça o tema analisado e antecipa possíveis problemas ~ desenvolvimento da pesquisa. . seja em relação ao conteúdo seja quanto aos procedim ser previamente testados. ~-. Yin (2001) observa que o uma das príncipais estratégias para se aumentar a confiabilidade . observação participante e artefatos físicos."". (3) quais variações podem ser antecipadas. registro de dados. re. testes _ icológicos. .:::" ção direta.::--~.Estudo de caso 229 das. e (3) a manutenção de um encadeamento de evidên .o . ão ria :::: : ~ ·:':"''-''-'~GJ. A realização de um estudo-r :::malpara se efetivar a coleta de dados e pode receber mais r fase de coleta de dados. ainda. advertências de procedímecz específicas de estudo de caso . Yin aponta.

literal de eventos que ocorreram ou uma descoberta definitiva.:" 2001. Em geresão encontrados como registros de serviços. ver também Sapsford (1999) e Babbie (2003). Observação direta. memorandos. O uso de re istros em arquivo ~de variar de estudo de caso para outro. agendas. utilizados com cautela. ser ~Entrevistas. confrontar dados contraditórios. mapas e tabelas. 14 Para maiores informações. . É feita quando em visita ao local do estudo de caso :: serve para fornecer dados adicionais sobre o tema em análise. o investigador deve considerar todaS' essas condições para interpretar e utilizar os dados arquivados. documentos administrativos. co conferir nomes. artigc publicados na mídia) Os documentos devem ser objetos de planos explícitos -= coleta de dados. É uma impQrtante fonte de dados que pode assumir várias formas. portanto. mais em capítulo específico nesta obra. Observação participante. 112) destaca que o pesquisador deve verificar sob quais condições as provas de arquivos ram produzidas.(prestados a um cliente organizacionais (tabelas e orçamentos da instituição). listas -=nomes e outros itens relevantes. inclusive.13 que compreende a realização de entrevistas com um grande número de pessoas por meio de um questionário predeterminado (MALHOTR. levantamentos (censo demo gráfico etc. e informais como as ondições físicas de um edifício e a distribuição de espaços de trabalho que podem revelar algo sobre problemas financeiros de uma instituição ou sobre ?Osição ocupada pelo respondente em sua estrutura. nos estudos usrrazívos em bairros.- e recmc:as de pesquisa em comunicação "Documentação. porque poder.) . p. recortes de jornais. re -tros pessoais (diários. O uso de informações documentais é esseccial para confirmar e valorizar as evidências encontradas em outras fontes. Ver mais sobre entrevistas em capítulo específico nesta obra. Alerta ainda que a grande parte c:: registros em arquivos foi produzida com um objetivo específico e para deterrrrnado público e. ver texto de Peruzzo (Capítulo 8). Yin (2001. datas.·stros em arq vos numerosos como um indício de precisão. qual seu grau de -precisão e não considerar reg. e não se deve considerá-los um regis. É considerada uma das mais importantes fontes de informações pata um estudo de casce-Não devem ser confundidas com o método de levantamento de dados . p. e apenas superficial para outros. agendas. ser morador de um bairro que é objetode-um estudo de '* 13 Sobre ~ _'. como cartas. Sua importância pode tun amenta para uns geran o anál-Ises e uma reavaliação. anotações). fazer inferências. por exemplo. telefones. ser resultados de falsas indicações." É uma modalidade de observação onde o obser~ de ser-passivo e assume uma série de funções.Registros em arquivo. como.. podendo. estudos formais. Compreende atix :dades formais como desenvolver protocolos de observação.survey. relatórios de eveztos. 137). atas de reunião. 't. e eventos que estão sendo analisados.

ou mesmo nã-recombinação -.S:.. Artefatos físicos. uma ferramenta ou instrument ras de evidências físicas.-o de . classificação. ente ituações complexas.?Ma participar de grupos inacessíveis à investigação científica.jJrioridades do que sera analisado e por quê..consiste em seguir 2. a organizar o estudo e a definir explanações 2. os artefatos são fon es 'e evidên. Entre suas vantagens está o fato de poder ter uma visão da realidade do de vista de alguém de "dentro" do estudo de caso.'rica da pesquisa. o rransfor. Principais métodos de análise (1) Adequação ao padrão. categoriza ão.5"'-.~ ~CÔ1. tipos de decisões que ajudaram ou ão programa.:zse . o pesquisador pode advogar contra as práticas científicas adequadas. ter dades de registrar e questionar os eventos de modo apurado.. ou conseguir a autoriza-.trata-se de elaborar . Consiste em "comparar um padrão ----~~---------------~ . . processos de im <>-:=::.deram origem ao estudo de caso. identificar tipo :-=eriam ser quantificados. Yin (2001) propõe duas estratégias gerais e ec espec7de condução da análise do estudo de caso. _. -se em um apoiador do grupo estudado. Para Yin (2001. o nível de entendimento dos grupos envolvidos erc. por exemplo.novo currículo em instituições de ensino. Ver mais no Capítulo 8. (2) Desenvolvendo uma descrição de caso . _ Como analisar as evidências do estudo de caso o pesquisador deve iniciar esta fase com uma estraté ia analí' _ stabele am. p. Como um guia. como.:õ. Como desvan. plos: aparelhos tecnológicos. Estratégias gerais (1) Baseando-se em proposições teóricas .~. é a estratégia mais recodável para a análise de estudo de caso. que permitirá ao pesquisador...que podem ser coletadas ou observadas como parte dos eSITlCCIS: ce caso. A estratégia geral aju _. A análise -~-re exame.or a escolher entre as diferentes técnicas e concluir com pr -. Físicos ou culturais.e5UU_ descritiva do estudo de caso. as.r a ionar os dados. elas ajudam o ín ~-.conforme proposições iniciais do estudo.. l36).~ srcoes _ =..Estudo de caso 231 .

rvr: •• eralmente em forma de narrativa. p. como a bibliografia JJtilizada. Quanto mais complexa for a ligação entre el. p. Se os padrões coincidirem. a fim de determ~é:" _ adequação ao padrão foi realizada com esses eventos (padrão) ao longo do po (série temporal)" (YIN. ao estarem corretas.. O público a que os estudos de caso se destinam. versões rentes desse mesmo relatório. Os relatórios ser e crito ou não (vídeos. estipulando um conjunto de elos causais em relação ~ Por exemplo.). esse documento é urr. / 14 A elaboração do relatório O relatório do estudo de caso pode ser escrito. construindo uma explanação sobre o caso. por meio da qual o investigador procu.:::.•• ie caso. Conduzida de fo~ma análoga à ~áEs= senes temporais realizada em expenmentos e em pesqUIsas quase expenm (4) Modelos lógicos de programa.a exemplo do capítulo de metodologia. todas encadeadas.•. 2001. __ Con trução da explanação. produzindo. podem gerar _mendações sobre políticas a serem empregadas no futuro (YIN. mas é certo que o produto es . Yin (2001. De difícil aplicação.) . fotos etc.éries temporai~. leigos etc. porrante mecanismo de comunicação. p. Além disso.al empírico com outro de base prognóstica (ou com várias G=:::::õiIIi: previ ões 2. colegas de profissão. É uma combinação das técnicas de quação ao padrão e de análise de séries temporais. 160) aponta os aspectos principais da formulação do relaz. "O ingredichave é a suposta existência de seqüências repetidas de eventos na ordem efeito. É umz fases que.'=2 definitiva será a análise dos dados do estudo de caso.. p.: ernativas).exi _e maior esfo o do es uisador e deve ser iniciada o mais possível.-ou acelerar a compilaçã várias partes do relatório . os resultados podem aj ~ es o e caso a reforçar sua validade interna". 149). (3) Anális~ de s. As \ ariedades de composição do estudo de caso. oral ou pictórico. Tem por objetivo analisar os dados do '-=_ . • icar um fenômeno. antes mesmo da fase da coleta e da análise de dados. 149).232 Métodos e t:écni<:2s de pesquisa em comunicação fundamenr. Podem-se elab documentos parciais. banca examina.. se os elos causais de um fenômeno refletem interpretações ir =_:c::Ftantes do processo de política pública. Os estudos de possuem públicos-alvo em maior número que outros tipos de pese e é preciso identificá-los e adequar o texto do relatório às necessi específicas da cada um (instituição financiadora. )( 2. =-L· -/:. 2001. inclusive. "O padrão que está: buscado é o padrão-chave de causa-efeito entre variáveis independentes :: pendentes" (PETERSON e BICKMAN apud YIN. 2001. l.

. seus componentes. .rí a uma revisão pelos colegas de profissão. 1ra zem sua história.:. transmitindo e comunicando informações de modo mais reciso. Visando à d :·_~pesqu[sador trabal a com o pressuposto de que o conhedmento 5 acabado..os d~alhes de um objeto o tor-:= único pois suas imperfei ões.'to... de "incerteza" e não iais. na verdade. Em síntese. um estudo de caso exemplar está diretamente ligado ao entusiasmo que o pesquisador demonstrar durante a investigação e sua crença no achado de conclusões que produzirão uma "tempestade na terra" (YIN. 5. que poderia significar uma imperfeição o.n. Trata das características gerais de um estudo de caso exem.distintivo inerente à ":cação que é a capãcioaâeâe compartI har conhecimentos.tória ue o torna exclusivo.C:: do de caso. ~ ri ueza de possibilidades de pesquisa. íderações := finais ua oé <Ia A análise mais aprofundada do método do estudo de caso revela.. . personalizando-os e considerando as seguintes -=--. Elas servem para organizar a estrutura de um relaró .m~ lógicas.o -. - .. consi erar perspectivas alternativas. su btópicos etc._ iê.12r~ unoa. o pesqui ador e ta.. apresentar evidências suficientes e válidas e ser elaborado de modo atraente (texto claro. ~=-:- 4...) e podem ser: analíticas lineares. Foto e vídeos podem na maior parte das vezes realçar um text .. ~ deve ser significativo (trazer uma contribuição). 2001).s..:. As estruturas ilustrativas para as composições o esa.c:. completo. 3. N~tudGs-G. a multiplicidade de dimensões presentes em uma determinada s' ação. As especulações sobre as características de um estudo de caso e:l a-plar.!<:..e. ~. que instigue e \ seduza o leitor). portantô.. co:::.ômeno analisade-é..-~ _ não a identidade do caso e de seus informantes e submeter o r . um tra :u. objetivo. Cãàa -..Estudo de caso 233 to oferece maior credibilidade às descobertas e conclusões.-fruto_-de.crunpleta. Cada pesquisador deve desenvolver seus pró ::: : __ -='='mentos. Os procedimentos a serem adotados ao se realizar um r --'._.~=-~ções: começar o relatório já no início do processo analítico.:::::.umWs..e C2S . de construção da teoria. ::::. mas dificilmente substituí-lo.fo.. .~~ s : . mas que esrá-serITVíe em construçao e por iS'S()faz pane e .. participantes e informantes ::: caso.ção inda~ar e buscar novas respostas ao longo da investigação..estudo de caso é o que re~a à .de.r:ma...ª-cas. p. - Ao retratar ª-realidade. --~o.iatizando a sua complexidade natural e revelando as possíveis inter-relãções -.

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