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EXCELENTÍSSIMO JUIZ DA ...

ª VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA
DE ... – SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO DE ...

Processo n.

SEGURADO/APELANTE, devidamente qualificado nos autos do processo
em epígrafe, nesta ação movida em face do INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO
SOCIAL – INSS, igualmente qualificado, vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência,
por seus advogados, inconformado com a sentença retro, interpor

RECURSO DE APELAÇÃO
nos termos do art. 513 do Código de Processo Civil, através das razões anexas, as quais
requer, após processadas, sejam remetidas à apreciação do Egrégio Tribunal Regional Federal
da ...ª Região, com as cautelas legais.
Pede deferimento.
______________________, _____ de _____________ de __________.

ADVOGADO
OAB
EXCELENTÍSSIMOS DESEMBARGADORES E DESEMBARGADORAS DO
EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA ...ª
...ª REGIÃO

1

apenas mediante a restituição dos valores recebidos desde o início da aposentadoria..EXCELENTÍSSIMO(A) DESEMBARGADOR(A) RELATOR(A) RAZÕES DO RECURSO DE APELAÇÃO Eméritas e Doutas Excelências: Excelências O(A) Apelante é segurado(a) da Previdência Social recebendo atualmente o benefício de aposentadoria. outrossim. o(a) Apelante interpõe o presente recurso. bem como a sua reaposentação. O Juízo a quo acolheu parcialmente o pedido do(a) Apelante. continuou a exercer atividade remunerada. declarando o direito a renúncia do benefício. (data do inicio do benefício). pois a decisão do Juízo sentenciante não encontra guarida na legislação de regência e na interpretação conferida pelos tribunais pátrios. Irresignado. Após formular requerimento administrativo visando sua desaposentação. para efeito de cálculo de sua nova Renda Mensal inicial. muito embora tenha restado aposentado(a) em . alegando que não seria possível a renúncia ao beneficio. pelo que deve ser reformada a sentença. e. para a Previdência Social. em ato contínuo.. Requereu o(a) Apelante. a Autarquia-ré indeferiu o pleito. via de consequência. (espécie de aposentadoria) Contudo. 2 ... a concessão de nova aposentadoria com a adição das contribuições previdenciárias vertidas após a aposentacão. contribuindo. o seu direito de renunciar ao beneficio que atualmente recebe.

10ª ed. ao reforçar o descabimento da devolução: PREVIDENCIÁRIO. sendo distorção flagrante da norma constitucional qualquer tentativa de utilizá-las sem sentido contrário aos interesses daqueles que são objeto de sua proteção. os pagamentos. Logo. têm como destinatários os indivíduos que delas possam usufruir em seu proveito. uma vez que a percepção do benefício decorreu da implementação dos requisitos legais. Portanto.2.2 DO DIREITO À CONCESSÃO DE NOVO BENEFÍCIO. o retorno à atividade laborativa ensejou novas contribuições à Previdência Social e. (in Curso de Direito Administrativo. o ato perfeito é o que completou o ciclo necessário à sua formação. Fábio Zambitte. seja no mesmo regime ou em regime diverso. Perfeição. DESNECESSIDADE. p. E “as garantias constitucionais. Ademais. Niterói/RJ: Impetus. mesmo que não remetam ao direito de outro benefício de aposentação. é a situação do ato cujo processo está concluído. Mais que isso. o segurado não recebe cumulativamente com novo benefício e tal verba possui natureza alimentar. na hipótese. Não fosse isso. p. 1. de natureza 3 . pelo princípio da solidariedade. pois. Em primeiro porque não houve enriquecimento sem causa do segurado. segundo tem destacado o STJ. 5ª ed. para fins de aproveitamento do tempo de contribuição e concessão de novo benefício. trata-se de direito incorporado ao patrimônio do trabalhador. que dele usufruiu dentro dos limites legais. 2011. 272). não importa em devolução dos valores percebidos pois enquanto perdurou a aposentadoria pelo regime geral.O Caminho para uma Melhor Aposentadoria. DA NECESSIDADE DE REFORMA DA SENTENÇA 2. São Paulo: Malheiros. 1997. 59). incluídos nestes as devidas contribuições previdenciárias e atendimento do período de carência. Esta é a lição do ilustre Celso Antônio Bandeira de Mello O ato administrativo é perfeito quando esgotadas as fases necessárias à sua produção. em devolução dos valores recebidos pelo(a) Apelante para o fim de renunciar ao benefício que atualmente percebe. A renúncia à aposentadoria. DEVOLUÇÃO DE VALORES. RENÚNCIA À APOSENTADORIA.” (IBRAHIM. Desaposentação . trata-se de ato jurídico perfectibilizado que também não enseja devolução. merecem ser considerados na busca de um melhor amparo previdenciário. SEM A NECESSIDADE DA DEVOLUÇÃO DOS VALORES PERCEBIDOS Não há que se falar. entre elas a inviolabilidade do ato jurídico perfeito.

ainda. Ministro Napoleão Nunes Maia Filho. A desaposentação deve ser entendida pela sua finalidade protetiva. no exercício do seu direito. Logo. na busca de uma melhor proteção social do cidadão. é certo que o interessado na desaposentação continua integrado no sistema previdenciário.2005). 5ª Turma. Portanto.alimentar. DJU de 5. devendo contemplar os infortúnios da vida. eram indiscutivelmente devidos (Resp 692. não só pela condição incontroversa de contribuinte ativo. Esse contexto gerou insegurança.atende ainda ao preceito constitucional da não cumulação desse benefício. agregar que o exercício pretérito da aposentadoria não decorreu de liberalidade plena do(a) Apelante. já que a opção no passado conferiu-lhe benefício de menor proporção. julgado em 25/04/2010. mas de situação excepcional. Importa.628/DF. remetendo milhões de trabalhadores a anteciparem sua aposentadoria. inserida no plano especial da tutela estatal previdenciária. apenas aproveitando o tempo anterior. pela parte Apelante. 4 . a nova aposentadoria . Ademais. em razão das reformas previdenciárias levadas a efeito pelo poder legislativo brasileiro e que usurparam direitos dos trabalhadores pela redução dos benefícios previdenciários e aumento de tempo e contribuições exigidas. em especial pela manutenção da atividade laboral e respectiva contribuição ao sistema previdenciário. devendo hoje ser-lhe oportunizada a possibilidade de 'revisa-lo' pelas novas condições que adquiriu. 2. normalmente obtidas de forma proporcional.682/SC. mas como sujeito tutelado pela previsão constitucional previdenciária.113. como uma garantia mínima de sobrevivência. almejando uma melhoria das condições de vida pelo substrato constitucional que fundamenta os direitos sociais e a proteção da dignidade da pessoa humana. mais que compreensível e justo entender o atropelo. Sexta Turma. mais uma vez. Trata-se de uma mínima recuperação do status de segurado pleno. Precedentes de ambas as Turmas componentes da Terceira seção. Frise-se.9. (REsp 1. Recurso especial provido. sem grifo no original).depois da renúncia da antiga . decorrentes de eventos futuros e incertos. que o recebimento de benefício na condição de aposentado foi exercido pelo(a) Apelante como direito pelo implemento dos atuais requisitos legais. Relator o Ministro Nilson naves.

Juíza Federal Ângela Catão. POSSIBILIDADE. 3. PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. A hipótese é de apelação da autora contra a sentença pela qual se julgou improcedente o pedido.contribuição. presumindo-se que nesse momento o sistema previdenciário somente fará o desembolso frente a este benefício pela contribuição no passado. [. do ponto de vista da viabilidade atuarial. a desaposentação é justificável. SEXTA TURMA. POSSIBILIDADE. Pela contributividade dos sistemas previdenciários. não há como a Administração Pública ignorar esta prerrogativa ao segurado. julgado em 30/03/2012. sem grifo no original). OBTENÇÃO DE APOSENTADORIA MAIS VANTAJOSA. PROVIMENTO PARCIAL DA APELAÇÃO DA AUTORA. 200938000298079. ATIVIDADE REMUNERADA EXERCIDA APÓS A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. Logo. PEDIDO DE RENÚNCIA À APOSENTADORIA.. gera novas contribuições. APOSENTADORIA POR TEMPO DE SERVIÇO/CONTRIBUIÇÃO. HONORÁRIOS. A renúncia à aposentadoria previdenciária com o objetivo de sua majoração. NÃO EXIGIBILIDADE DE DEVOLUÇÃO DOS VALORES MENSAIS DEVIDAMENTE RECEBIDOS. PREVIDENCIÁRIO. REQUISITOS PREENCHIDOS. Ministro CELSO LIMONGI (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/SP).. PRECEDENTES DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. AC n. quando o beneficiário continua na ativa. para que sejam consideradas novas contribuições vertidas após a concessão do benefício. o regime gera ao mesmo tempo um ônus financeiro aos segurados . CARÁTER ALIMENTAR DA PRESTAÇÃO EM FOCO. Nesta esteira. DJe 18/05/2011. permitindo a utilização para obtenção do novo benefício. mesmo que nosso regime não seja da capitalização. Precedentes: STJ: AgRg no REsp 1247651/SC. POSSIBILIDADE. mas também produz um bônus. tendo em vista tratar-se de direito patrimonial disponível e inexistir vedação legal a respeito. TERMO INICIAL. DESAPOSENTAÇÃO.] (TRF1. por consistir em direito regularmente admitido. julgado em 21/06/2011. AgRg no REsp 1240362/SC. 1ª Turma. pois o segurado goza de benefício jubilado pelo atendimento das regras vigentes. é o entendimento recente dos Tribunais Regionais do país: PREVIDENCIÁRIO. Descabida a devolução pelo segurado de qualquer parcela obtida em decorrência da aposentadoria já concedida administrativamente. que pode se desfazer de um benefício atual visando à transferência de seu tempo de contribuição para o novo benefício. materializado na possibilidade de aplicar tais recursos nos benefícios previdenciários. Rel. é possível. 2. SEXTA TURMA. DJe 10/08/2011. mas pelos princípios da solidariedade e financiamento coletivo. Rel. DIREITO PATRIMONIAL DISPONÍVEL.Ainda. JUROS. PRECEDENTES DO EG. em ação objetivando a renúncia de aposentadoria para a 5 . Todavia. julgado em 03/05/2011. Ministro HAROLDO RODRIGUES (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/CE). CORREÇÃO. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 1. 1. RENÚNCIA.

mesmo após a aposentadoria. A Constituição Federal é clara quando dispõe que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei (artigo 5º. não implica em devolução dos valores percebidos. Juiz Federal Walter do Amaral. não subsiste vedação atuarial ou financeira à renúncia da aposentadoria para a concessão de um novo benefício no qual se estabeleça a revisão da renda mensal inicial. julgado em 19/03/2012. após 03/07/1997 (fl. de natureza alimentar. sem grifo no original). 5. 7. estabeleça óbice ao ato de cancelamento de aposentadoria. passível de renúncia independentemente de anuência da outra parte. a qual se encontra alicerçada na legislação vigente e na jurisprudência dominante do C. Superior Tribunal de Justiça tem firme entendimento no sentido de que a renúncia não importa em devolução dos valores percebidos. visto carecer de interesse. 6 . pois. Destarte.. como tem sido chamado o instituto. Não obstante inexistir previsão legal expressa quanto à renúncia de aposentadoria. por outro lado não existe preceito legal que. 4. No que se refere à discussão sobre a obrigatoriedade ou não de devolução dos valores recebidos durante o tempo de duração do benefício original. tanto no que tange à legislação previdenciária como em relação à Constituição Federal. decorrente da relação jurídica constituída entre o segurado e a Previdência Social. inciso II). 8. 3. ao segurado é conferida a possibilidade de renunciar à aposentadoria recebida. o eg. 1. DIREITO PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. 1ª Turma Especializada. POSSIBILIDADE. 6. eminentemente disponível. mormente considerando que o fenômeno jurídico em questão não viola o ato jurídico perfeito ou o direito adquirido. 10ª Turma. sendo. para efeito de cálculo de renda mensal inicial. RENÚNCIA AO BENEFÍCIO DE APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO OBJETIVANDO A CONCESSÃO DE OUTRO MAIS VANTAJOSO.. AGRAVO LEGAL.concessão de um novo benefício. no caso concreto. para fins de concessão de novo benefício. seja no mesmo regime ou em regime diverso. Não prospera a tese de que a desaposentação implicaria desequilíbrio atuarial ou financeiro do sistema. os pagamentos.] (TRF3.] (TRF2. DESAPOSENTAÇÃO. expressamente. 201151180006029. portanto. pois tendo a autora continuado a contribuir para a Previdência Social. [. em prejuízo para o indivíduo ou mesmo para sociedade. Os argumentos trazidos na irresignação da parte agravante foram devidamente analisados pela r. independentemente do regime previdenciário que se encontre o segurado. A renúncia à aposentadoria. julgado em 28/03/2012. restando expresso em recente acórdão que o entendimento daquela colenda Corte é no sentido de se admitir a renúncia à aposentadoria objetivando o aproveitamento do tempo de contribuição e posterior concessão de um novo benefício. [. de modo que a inexistência de dispositivo legal que proíba a renúncia ao benefício previdenciário legalmente concedido deve ser considerada como possibilidade para a revogação do benefício. A renúncia à aposentadoria é um direito personalíssimo. Juiz Federal Abel Gomes. 3. AC 00131972920104036183. O Superior Tribunal de Justiça já decidiu pela possibilidade de desaposentação. STJ. eram indiscutivelmente devidos... subjetivo e patrimonial. 2. sem grifo no original). não havendo que falar. haja vista tratar-se de um direito patrimonial de caráter disponível. o segurado fez jus aos seus proventos. 28). 2. sem que tal opção exclua o direito à contagem de tempo de contribuição para obtenção de nova aposentadoria. fundado na ausência de vedação no ordenamento jurídico brasileiro. Segundo entendimento pacificado em nossos Tribunais. Superior Tribunal de Justiça. Precedentes do eg. não podendo a instituição previdenciária oferecer resistência a tal ato para compeli-lo a continuar aposentado. AC n. decisão hostilizada. com acréscimo do tempo de contribuição prestado após o deferimento da aposentadoria originária. por isso. enquanto esteve aposentado. pois enquanto perdurou a aposentadoria pelo regime geral. ou desaposentação. conclui-se que a segurada possui direito de renunciar à aposentadoria atual para concessão de um novo benefício.

A constitucionalidade do § 2º do art. AUSÊNCIA DE ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA.] 2. O reconhecimento do direito à desaposentação mediante restituição dos valores percebidos a título do benefício pretérito mostra-se de difícil ou impraticável efetivação. EFETIVIDADE SUBSTANTIVA DA TUTELA JURISDICIONAL. O indeferimento. a renúncia para efeito de concessão de novo benefício no mesmo RGPS. EFEITOS EX NUNC DA RENÚNCIA.PREVIDENCIÁRIO. Diante da possibilidade de proceder-se à nova aposentação. § 2º. 9. gera novas contribuições. ART. 5ª Turma. mesmo que não remetam ao direito de outro benefício de aposentação. VIABILIDADE ATUARIAL. DESAPOSENTAÇÃO. pois o segurado goza de benefício jubilado pelo atendimento das regras vigentes. mas pelos princípios da solidariedade e financiamento coletivo. A renúncia ao benefício anterior tem efeitos ex nunc. 18 da Lei nº 8. o segurado poderá contabilizar o tempo computado na concessão do benefício pretérito com o período das contribuições vertidas até o pedido de desaposentação. este também deve valer na busca de um melhor amparo previdenciário. tampouco desaposentação. NORMA REGULAMENTADORA QUE OBSTACULIZA O DIREITO À DESAPOSENTAÇÃO. deverão ser com eles compensados em liquidação de sentença. permitindo a utilização para obtenção do novo benefício. pelo princípio da solidariedade. 11.213/91. não incluída a desaposentação. excedente à cotização atuarial. RENÚNCIA À APOSENTADORIA.213/91. DIREITO DISPONÍVEL. Juiz Federal Ricardo Teixeira do Valle Pereira. Os valores da aposentadoria a que o segurado renunciou. A admissão da possibilidade da desaposentação não pressupõe a inconstitucionalidade do § 2º do art. DECADÊNCIA.048/99. não implicando na obrigação de devolver as parcelas recebidas porque fez jus como segurado. AC n.048/99. é ilegal por extrapolar os limites da regulamentação. 10. independentemente do ressarcimento das parcelas já auferidas pelo benefício a ser renunciado.213/91 não impede a renúncia do benefício. isto é. Do ponto de vista da viabilidade atuarial. CONTAGEM DO TEMPO PARA OBTENÇÃO DE NOVA APOSENTADORIA. julgado em 07/05/2012.. 500014342. mesmo que nosso regime não seja da capitalização.7207. Assim sendo. recebidos após o termo inicial da nova aposentadoria.2012. a data do ajuizamento da ação. em especial quando versam sobre direitos sociais fundamentais e inerentes à seguridade social. 7. 18 da Lei nº 8. esvaziando assim a própria tutela judicial conferida ao cidadão. Assim. com fundamento no artigo 181-B do Decreto nº 3. 4. 18. POSSIBILIDADE. 7 . 5. 3. na ausência deste. [. 6. 8. DESNECESSIDADE DE DEVOLUÇÃO DOS VALORES PERCEBIDOS A TÍTULO DO BENEFÍCIO ANTERIOR. sem grifo no original). a desaposentação é justificável. incluídos nestes as devidas contribuições previdenciárias e atendimento do período de carência. com utilização do tempo de serviço/contribuição que embasava o benefício originário. (TRF4. A disponibilidade do direito prescinde da aceitação do INSS. pois se trata de direito disponível do segurado (precedentes deste Tribunal e do STJ). De outra parte. A efetivação do direito à renúncia impõe afastar eventual alegação de enriquecimento sem causa do segurado. quando o beneficiário continua na ativa. Este dispositivo disciplina sobre outras vedações. o termo a quo do novo benefício de ser a data do prévio requerimento administrativo ou. Todavia. A tutela jurisdicional deve comportar a efetividade substantiva para que os resultados aferidos judicialmente tenham correspondência na aplicação concreta da vida. PREVIDENCIÁRIO. presumindo-se que o sistema previdenciário somente fará o desembolso frente a este benefício pela contribuição no passado. o retorno à atividade laborativa ensejou novas contribuições à Previdência Social e. ARTIGO 181-B DO DECRETO Nº 3. Os benefícios previdenciários possuem natureza jurídica patrimonial. ou em regime próprio. DA LEI Nº 8. uma vez que a percepção do benefício decorreu da implementação dos requisitos legais. nada obsta sua renúncia. RENÚNCIA AO BENEFÍCIO PARA RECEBIMENTO DE NOVA APOSENTADORIA.404..

mas com outros desdobramentos e feitos jurídicos futuros. n. EXAME DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL EM SEDE DE RECURSO ESPECIAL. 00048629720104058500... tendo o autor se aposentado por tempo de contribuição.. IMPOSSIBILIDADE. DESAPOSENTAÇÃO. mantendo o segurado na tutela previdenciária. este deve ser a contar da data do ajuizamento da ação. DESNECESSIDADE. Min. Jorge Mussi. julgou improcedente o pedido do autor.. dispensando o segurado de qualquer devolução dos valores recebidos pela aposentadoria a que busca renunciar. do tempo de fruição da pretérita aposentadoria.Ano II . Juiz Federal Sérgio Murilo Wanderley Queiroga. desaposentar-se é refazer algo. porquanto não há nos autos prova de houve requerimento na via administrativa. sem grifo no original). devemos ainda prestigiar a maciça jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça que tem atribuído efeitos ex nunc ao ato de renúncia do benefício.] (AgRg no REsp. 5ª Turma. AC n.Trata-se de apelação do autor contra sentença que. Revista de Direito Previdenciário. em 07/03/96. 37). Afora todos esses argumentos. . 2ª Turma.POSSIBILIDADE. 1250614. n. . com objetivo de se computar o tempo de serviço posterior à obtenção do benefício. para fins de concessão de aposentadoria mais vantajosa. julgado em 27/03/2012. Neste norte. de igual natureza. apenas com nova conformação fática e de direito. aponto os seguintes precedentes: [. DECADÊNCIA. [. . RENÚNCIA À APOSENTADORIA. DEVOLUÇÃO DE VALORES. mostra-se possível a renúncia à aposentadoria. INOCORRÊNCIA. [.] (TRF5.. julgado em 30/06/2011. SOBRESTAMENTO DO FEITO. ou seja.. e continuado trabalhando por mais 05(cinco) anos e 10(dez) meses. com o tempo de serviço de 35 anos. deve ser computado as novas contribuições vertidas para o RGPS relativas a esse período com o tempo de serviço da aposentadoria originária de forma a conceder a nova aposentadoria. alterar uma situação jurídica existente e positivada para outra. 04 meses e 13 dias. Do corpo do acórdão extrai-se que: 8 . 4 . São Paulo: Conceito Editorial.] PREVIDENCIÁRIO. (in A desaposentação e a Teoria Escisionista do Direito Previdenciário. [. DESCABIMENTO.. Nessa direção. sem a necessidade de devolução dos valores recebidos. Cumpre assinalar que a desaposentação deve ser entendida como um verdadeiro ato desconstitutivo negativo por excelência. sem grifo no original)..] . Sérgio Henrique Salvador: Portanto.Quanto ao termo a quo da nova aposentadoria. DIREITO DE OPÇÃO DO SEGURADO.In casu.Diante da inexistência de vedação constitucional ou legal. RECONHECIMENTO DE REPERCUSSÃO GERAL PELO STF. adequada mostra-se a conceituação oferecida pelo advogado especialista em Direito Previdenciário. p. que pleiteava a desaposentação e a concessão de uma nova aposentadoria.2011. se valendo.

EFEITOS 'EX NUNC'. 1. CABIMENTO. Agravo interno ao qual se nega provimento. sem grifo no original). 2. NÃO-OBRIGATORIEDADE DE DEVOLUÇÃO DE VALORES RECEBIDOS. 3. Agravo regimental improvido. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. Caso contrário. DEVOLUÇÃO DE VALORES RECEBIDO NA VIGÊNCIA DO BENEFÍCIO ANTERIOR. se o segurado pode renunciar à aposentadoria. O ato de renunciar ao benefício. 328. DIREITO DE RENÚNCIA. POSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE CERTIDÃO DE TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO PARA NOVA APOSENTADORIA. 1240362.101/SC. o improvimento do recurso é de rigor. DEVOLUÇÃO DAS PARCELAS PERCEBIDAS. É assente nesta Corte o entendimento no sentido da possibilidade de desaposentação e de utilização das contribuições vertidas para cálculo de novo benefício previdenciário. Sendo assim. sem grifo no original). julgado em 20/10/2008. POSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE CERTIDÃO DE TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO PARA NOVA APOSENTADORIA EM REGIME DIVERSO. (AgRg no REsp n. o tempo trabalhado não seria computado em nenhum dos regimes. DESNECESSIDADE. PREVIDENCIÁRIO. o segurado fez jus aos seus proventos. O entendimento desta Corte Superior de Justiça é no sentido de se aditir a renúncia à aposentadoria objetivando o aproveitamento do tempo de 9 . DIREITO DE RENÚNCIA. pois. A renúncia à aposentadoria é perfeitamente possível. DESCABIMENTO. Decisão agravada que se mantém por seus próprios fundamentos. AGRAVO INTERNO. Min. o que constituiria uma flagrante injustiça aos direitos do trabalhador. 1. REPERCUSSÃO GERAL. para fins de concessão de novo benefício. tem efeitos ex tunc e não implica a obrigação de devolução das parcelas recebidas. CABIMENTO. pois. ainda que por outro regime de previdência. Nesta hipótese. o segurado fez jus aos seus proventos. APOSENTADORIA. enquanto esteve aposentado.] 2. Maria Thereza de Assis Moura. Celso Limongi. [. seja no mesmo regime ou em regime diverso. RENÚNCIA À APOSENTADORIA. JURISPRUDÊNCIA DO STJ. Min. Inexistindo a aludida inativação onerosa aos cofres públicos e estando a decisão monocrática devidamente fundamentada na jurisprudência desta Corte. sendo desnecessária a devolução de parcelas pretéritas percebidas a título de proventos de aposentadoria. EFEITOS EX TUNC DA RENÚNCIA À APOSENTADORIA.Por fim. (AgRg no REsp n. 6ª Turma. POSSIBILIDADE.. 3. por ser ela um direito patrimonial disponível. PRECEDENTES. enquanto esteve aposentado. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 4. PREVIDENCIÁRIO. DESNECESSIDADE. inexiste fundamento jurídico para o indeferimento da renúncia quando ela constituir uma própria liberalidade do aposentado. SOBRESTAMENTO DO FEITO. julgado em 03/05/2011. no caso de ser indevida a acumulação. APOSENTADORIA NO REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. conforme também já decidido por esta Corte. 6ª Turma. não implica em devolução dos valores percebidos. revela-se cabível a contagem do respectivo tempo de serviço para a obtenção de nova aposentadoria.. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. cumpre destacar que no julgamento do presente recurso aplicou-se a reiterada compreensão de que a renúncia à aposentadoria.

843/PR. sem grifo no original). INEXISTÊNCIA DE PREJUÍZO DA AUTARQUIA. ATO DISCRICIONÁRIO. RECURSO ESPECIAL. DESNECESSIDADE. pois. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. POSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE CERTIDÃO DE TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO PARA NOVA APOSENTADORIA EM REGIME DIVERSO. 5ª Turma. [. no sentido de que a renúncia à aposentadoria. 10 . DIREITO DE RENÚNCIA.237. não implica devolução dos valores percebidos. INEXISTÊNCIA. APRECIAÇÃO DE DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS EM SEDE DE RECURSO ESPECIAL. AGRAVO DESPROVIDO. SOBRESTAMENTO. 96 da Lei nº 8. não importando em devolução dos valores percebidos. 1. liberando o tempo de serviço ou de contribuição para ser contado em novo benefício.. ainda que por outro regime de previdência. Agravo regimental a que se nega provimento. AGRAVO DESPROVIDO. Laurita Vaz. 3. CABIMENTO.. DESCABIMENTO. julgado em 18/05/2011.] 3. VIOLAÇÃO À CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. Agravo regimental desprovido. PREQUESTIONAMENTO DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL.] IV .216. INEXISTÊNCIA. EFEITOS EX NUNC. PRECEDENTES. COMPENSAÇÃO. (AgRg no REsp n. julgado em 28/06/2011. O Superior Tribunal de Justiça já decidiu que o ato de renunciar ao benefício tem efeitos 'ex nunc' e não envolve a obrigação de devolução das parcelas recebidas. segundo o qual 'não será contado por um sistema o tempo de serviço utilizado para concessão de aposentadoria pelo outro. havendo a renúncia da aposentadoria. uma vez que o benefício anterior deixará de existir no mundo jurídico. APOSENTADORIA. julgado em 04/04/2011. DESNECESSIDADE. [. nesses casos.250. APOSENTADORIA NO REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. DIREITO DE RENÚNCIA. V . RECURSO ESPECIAL JÁ JULGADO. É firme a compreensão desta Corte de que a aposentadoria. 1. CONTAGEM RECÍPROCA. CABIMENTO. inexistirá a vedação legal do inciso III do art.. OFENSA À RESERVA DE PLENÁRIO. 2. DEVOLUÇÃO DE VALORES RECEBIDOS. enquanto aposentado.O entendimento desta Corte é no sentido de se admitir a renúncia à aposentadoria objetivando o aproveitamento do tempo de contribuição e posterior concessão de novo benefício. (AgRg no REsp n. direito patrimonial disponível. sem grifo no original). para fins de concessão de novo benefício. independentemente do regime previdenciário que se encontra o segurado. Gilson Dipp.213/1991. Min. 6ª Turma. RENÚNCIA A BENEFÍCIO DE APOSENTADORIA PARA OBTENÇÃO DE OUTRA MAIS VANTAJOSA. DEVOLUÇÃO DE PARCELAS RECEBIDAS. 4. Com efeito. 5ª Turma.Agravo interno desprovido. revelando-se possível. PREVIDENCIÁRIO. a contagem do respectivo tempo de serviço para a obtenção de nova aposentadoria. INADMISSIBILIDADE. o segurado fez jus aos proventos. pode ser objeto de renúncia. sem grifo no original). Min. PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL.. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. Haroldo Rodrigues. PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. independentemente do regime previdenciário que se encontra o segurado.632/SC.contribuição e posterior concessão de novo benefício. 2.770/RS. (AgRg no REsp 1. 1. Permanece incólume o entendimento firmado no decisório agravado. Min.

Laurita Vaz e REsp. ressalto que a matéria está preclusa.250. [. para reformar a sentença a fim de reconhecer o direito do(a) Apelante de renunciar a sua atual aposentadoria e postular novo benefício. Gilson Dipp. ______________________. 11 . da restituição dos valores recebidos em virtude do benefício que se busca renunciar. REQUERIMENTOS Ante todo o exposto. em ato contínuo. ou não. imperativa a reforma do julgado guerreado. convém registrar que o próprio Supremo Tribunal Federal já iniciou julgamento da matéria (RE n. Pede deferimento. Portanto. o segurado fez jus aos proventos.] (REsp 557. 6ª Turma. Min. Afora isso. julgado em 08/04/2008.3. 1. como indicam os seguintes precedentes: REsp. requer seja o presente Recurso de Apelação conhecido e provido em sua integralidade. n. dispensando-se a devolução dos valores recebidos enquanto aposentado. Min. dado que a autarquia deixou de recorrer. _____ de _____________ de __________. sem grifo no original). sem a obrigação de devolução das parcelas recebidas. tanto que os ministros têm decidido monocraticamente as demandas que versam sobre o tema. pois. a concessão de nova aposentadoria com a adição das contribuições previdenciárias vertidas após a jubilação. em que o relator. Min. restando claro o direito do(a) Apelante de renunciar ao beneficio que atualmente recebe e.597. Esse entendimento jurisprudencial está sedimentado no âmbito do STJ. O cerne da controvérsia está na obrigatoriedade. 1. n. No ponto da renúncia.267.. Marco Aurélio. sinalizou pela viabilidade da desaposentação. independente de devolução dos valores percebidos no jubilamento anterior. Paulo Gallotti.231/RS.367/RS). 381.. enquanto aposentado. Min. 4. O Superior Tribunal de Justiça já decidiu que o ato de renunciar ao benefício tem efeitos ex nunc e não envolve a obrigação de devolução das parcelas recebidas. 4.804.

ADVOGADO OAB 12 .