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INTRODUÇÃO Em um contexto meio a expansão do agronegócio brasileiro, uma das visões estratégicas para o futuro deve ser, sem

dúvida, a articulação do comércio frente á produção de fertilizantes. Como os nutrientes são perdidos por vários processos tais como: erosão, lixiviação, transporte pela colheita, etc., estes devem ser repostos, ou seja, devolvidos ao solo a fim de manter a fertilidade do solo e permitir que o solo não perca sua capacidade de produção isto pode ser feito através da adubação química com uso de fertilizantes que proporcione o melhor rendimento às culturas e que não agridam o meio ambiente usando sempre de forma racional com responsabilidade seguindo sempre as recomendações das analises tanto do solo como foliar. Estima-se que há um acelerado crescimento no mundo no ramo de produção de fertilizantes devido a grande expansão das áreas com agricultura e especialmente no Brasil que é um dos maiores produtores agrícolas de grãos, cana-de-açúcar, carne, café e produtos florestais de mais baixo custo do mundo. Portanto a utilização de fertilizantes associado a tecnologias possibilita a rentabilidade das culturas, fazendo com que os níveis de produtividade aumentem (HERINGER, 2011) contribuindo assim para uma maior produção de alimentos a nível mundial, por que segundo a ONU (Organização das Nações Unidas) (2009), estima-se que a população mundial terá um aumento de, aproximadamente, 75 milhões de consumidores de alimentos por ano, e em consequência a quantidade de terras agricultáveis acaba se tornando menor, sendo necessária a utilização de mais terras cultiváveis com alta produtividade (HERINGER, 2011). O consumo de fertilizantes no Brasil segundo a ANDA houve um aumento significativo entre 1990 até 2011 sendo que há efeitos sazonais no mercado estando concentrado em sua maior parte no segundo semestre, nas chamadas, safras de verão. Ale disso o país ainda tem carência refere às principais matérias-primas gerando no setor de fertilizantes uma elevação crescente de sua demanda, sendo atendida em sua maior parte através de importações.

Os estabelecimentos que produzem. ainda importa mais de 70% dos fertilizantes que utiliza. o Brasil que vem crescendo a 5% a. como por exemplo. corretivos.a. potássio. Mas. cloro. a produção nacional responde por cerca de 30% das necessidades atuais do país. exportam e comercializam insumos devem ser registrados no Ministério da Agricultura. Os macronutrientes são o carbono. importam. representando cerca de 5. molibdênio. configurando uma forte dependência externa e uma debilidade frente às condições de fornecimento global. O Ministério da Agricultura fiscaliza a produção e o comércio de fertilizantes. Os macronutrientes aqueles que são requeridos em quantidades maiores pelas culturas O prognóstico futuro para as áreas de plantio no mundo pode ser caracterizado por uma expansão acelerada especialmente no Brasil. nitrogênio. 2012). empregados de forma correta. de 14 de janeiro de 2004. Índia e Estados Unidos. que é um dos maiores produtores agrícolas de grãos. Segundo o IFA. os micronutrientes e os macronutrientes. O Brasil é o 4º maior consumidor mundial de nutrientes para a formulação de fertilizantes. carne. sódio. café e produtos florestais de mais baixo custo do mundo. 2006) (Associação Nacional para Difusão de Adubos). ficando atrás apenas da China.REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Os elementos químicos presentes nos fertilizantes podem ser divididos em duas categorias. corretivos e inoculantes. . (ANDA. assim como os produtos fabricados ou importados (MAPA). oxigênio. ou seja.9% do consumo mundial. cobre ferro. pois nas plantas. fósforo.894 de 16 de dezembro de 1980. manganês.954. cálcio. e até 2019 países em desenvolvimento irão apresentar os maiores crescimentos. Esses nutrientes são essenciais. na sigla em inglês).a. regulamentada pelo Decreto nº 4. torna-se indispensável o estabelecimento de estratégias e soluções que atendam esta demanda (AGROBRASCONSULT. magnésio e enxofre. silício e cobalto e recentemente foi incluso nestes o níquel que antes era tipo como elemento toxico. conforme a quantidade ou proporção. 2006). inoculantes e biofertilizantes são insumos básicos que. cana-de-açúcar. hidrogênio. 2001). Esta demanda deverá crescer em média 3% a. ocorrem prejuízos no crescimento e desenvolvimento caso o solo não possua quantidade suficiente de qualquer um deles (DIAS E FERNANDES. Associação Internacional da Indústria de Fertilizantes (IFA. Dessa forma. Já os micronutrientes são: boro. conforme disposto na Lei nº 6. aumentam a produção agrícola. zinco. A expansão das áreas de plantio incentiva o aumento da demanda por fertilizantes (HERINGER. Os fertilizantes.

a planta terá capacidade de produção de 1.2 milhão de toneladas/ano de uréia e 70 mil toneladas/ano de amônia. Canoas. em 2012. passando de uma participação no mercado de 9% para erca de 25% (AGÊNCIA IN. em Três Lagoas. com potencial de expansão para 4. A forte demanda por fertilizantes por parte do agronegócio brasileiro indica a perspectiva futura de lucros e tem induzido a maiores investimentos. em Sergipe. atualmente ela atualmente ela ocupa o 14º lugar. As vendas de fertilizantes no Brasil em 2010 atingiram 24. portanto. Rio Grande e Cruz Alta.9 milhões de 2011 (AGROLINK. é a Unidade de Fertilizantes (UFN) III. das quais 15. superando os níveis de 2009/2008. A Yara International e a Bunge Limited fecharam acordo para a compra do setor de fertilizantes da Bunge Brasil. A Yara ira amplia sua capacidade de distribuição de 2. No Brasil. 2011).1 milhões de toneladas de potássio por ano. incluindo misturadoras. Houve crescimento de 7.5 milhões e juntas Yara e Bunge contarão com unidades em Porto Alegre. 2012). ante ao pico de 24. Assim.9 bilhões de dólares até 2017. o Brasil tem possibilidades reais de . Caso esses investimentos se concretizem.7% das vendas em relação a 2009.61 milhões de toneladas em 2007.7 milhões de toneladas de fertilizantes por ano para 7. De acordo com a estatal.34 milhões de toneladas é produção doméstica. 2012). Conforme informações de mercado.27 milhões de toneladas são importações e 9. armazéns e marcas. a oferta nacional de fertilizantes pela indústria em 2017 poderá chegar próximo de 18 milhões de toneladas. onde existe uma jazida de cloreto de potássio (ALINE RESKALLA. A empresa Vale do Rio Doce possui o projeto “Rio Colorado” na Argentina.48 milhões de toneladas. espera-se o investimento de US$ 15 bilhões até 2020 em busca de se transformar na quinta maior produtora de potássio e fosfato do mundo. o quadro em 2010 já reflete a recuperação da demanda. A Petrobrás tem uma série de projetos em gestação para aumentar sua produção de amônia e uréia. no Mato Grosso do Sul.3 milhões de toneladas anuais. O primeiro. sendo a maior planta de fertilizantes nitrogenados da América Latina (PETROBÁS. já em fase de implantação e com previsão de entrada em operação em setembro de 2014. onde sua mina de potássio tem capacidade inicial de 2.A oferta total de fertilizantes no Brasil em 2010 atingiu 24.48 toneladas. em 2017. contra 9. todas as indústrias brasileiras de fertilizantes atuantes no Brasil deverão investir 18. Os dados do IPEADATA mostram o mercado em recuperação. 2012). O ambicioso plano de expansão da área de fertilizantes da Vale está ancorado em uma mina de carnalita.

aumentar a sua produção de potássio nas reservas em Sergipe e no Amazonas. n. suprindo praticamente toda a demanda do País.heringer.com.br> AGROLINK. 2006.fazenda. Rio de Janeiro. set. 97-138.com.seae. Material e métodos Referencias bibliográficas AGROBRASCONSULT.Ministério da Fazenda disponível em: www./i_fert_seae_-2011_fertilizantesglauco.gov. 24. Fertilizantes: uma visão global sintética.MAPA Disponível em: www. 2012).br 04/12/2013 Panorama do Mercado de Fertilizantes ..htm> Sites da internet Fertilizantes .com. Minas Gerais e Ceará. Santa Catarina.agricultura. V. Disponível em < http://www. HERINGER. E. p. caracterizando o enorme potencial para aumentar a produção nacional de fertilizantes (AGROLINK.br/heringer/index_pt. Disponível em < http://www.br/.agrobrasconsult.agrolink.pdf . Pará. Disponível em: < http://www.br/> DIAS..gov. P. Há ainda oportunidades de exploração do fosfato em reservas no Mato Grosso.SEAE . BNDES Setorial. & FERNANDES. dentre outros.