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Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra Mestrado Integrado em Engenharia Civil Ano Letivo 2013/2014

Pré-dimensionamento de uma passagem superior rodoviária
O trabalho apresentado consiste, como o título indica, num prédimensionamento de uma passagem superior rodoviária a construir no concelho de Coimbra.

Autor: Tânia Alexandra Oliveira Silva Coimbra, 25 de Novembro de 2013

Índice
Introdução ................................................................................................................................ 3 Bases de Cálculo e Regulamentação .......................................................................................... 3 Materiais .................................................................................................................................. 3 Definição das dimensões........................................................................................................... 4   Definição de a e b .......................................................................................................... 4 Definição da secção da viga ........................................................................................... 5

Ações sobre a estrutura ............................................................................................................ 7   Definição das cargas permanentes ................................................................................ 7 Definição das sobrecargas ............................................................................................. 8 LOAD MODEL 1 ................................................................................................................. 8 LOAD MODEL 2 ................................................................................................................. 9 LOAD MODEL 3 ................................................................................................................. 9 LOAD MODEL 4 ............................................................................................................... 10 Pré-esforço ............................................................................................................................. 10   Traçado do cabo de pré-esforço .................................................................................. 11 Cargas equivalentes..................................................................................................... 16

Estados Limites Últimos .......................................................................................................... 18   Armadura de flexão ..................................................................................................... 22 Armadura de esforço transverso.................................................................................. 24

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um traçado simétrico. Geometria da laje do tabuleiro Como se pode verificar. a sua definição será apresentada neste trabalho. através de um modelo de peça linear. existem outras importantes de referir.00m e um desnível de 6. Bases de Cálculo e Regulamentação Os cálculos necessários ao pré-dimensionamento das vigas constituintes da passagem superior rodoviária foram efetuados de acordo com a Regulamentação Nacional bem como outros documentos técnicos aplicáveis.00m entre a face inferior das vigas do tabuleiro e a camada de terreno onde se apoiam as sapatas dos encontros. o cálculo deste não será tão demorado como seria se o traçado não fosse simétrico pois neste caso pode analisar-se apenas metade do perfil da ponte. já relativamente ao perfil longitudinal o tabuleiro será composto por três vãos com 19m. relativamente à sua geometria transversal. 29m e 19m. são apresentadas à partida algumas características da ponte.Introdução Neste primeiro trabalho é pretendido que se realize o pré-dimensionamento das vigas que sustentam o tabuleiro de laje vigada da ponte. No presente projeto foram consultados os seguintes regulamentos e documentos técnicos:  Eurocódigo 0 – Bases de Projeto  Eurocódigo 1 – Ações em Estruturas  Eurocódigo 2 – Projeto de Estruturas em Betão Materiais Os materiais a usar nos elementos estruturais contidos na passagem superior são os seguintes:  Betão C40/50  Armaduras passivas: Aço A400NR  Armaduras ativas: Aço PE – A1670/1860 3 . Figura 1. tendo em conta que a outra metade responderá da mesma forma. As características transversais conhecidas encontram-se especificadas na figura 1.00m. existem algumas dimensões na figura 1.. Visto que não se pretende com este trabalho o dimensionamento da laje e dos pilares da ponte. Sendo que o tabuleiro possui. longitudinalmente. É necessário cumprir uma largura útil de passeios de 1. que ainda não estão definidas. Ainda relativamente às dimensões que são conhecidas à partida. respetivamente. uma altura livre debaixo do tabuleiro (gabarit) de 5.

Definição das dimensões  Definição de a e b Como foi referido anteriormente. Sendo a viga composta por uma secção em T. secção esta que não possui uma boa resistência à torção. existem algumas dimensões transversais do tabuleiro que ainda não estão definidas. uma largura imposta. podem ser diferentes com uma diferença inferior a 5%. Como tal. Uma outra condição tem a ver com o facto de existir.Diagrama de momentos tipo Através da figura 2. esta diferença irá originar momento torsor na viga. Figura 2. estabelecer valores que cumpram estas condições. 4 . traduzindo em matemática o que foi escrito em palavras: { { O pesquerda e pdireita dizem respeito as cargas permanentes atuantes na estrutura do lado esquerdo e do lado direito. obviamente é necessário evitar este tipo de esforço. é necessário estabelecer algumas condições a cumprir e. à partida. de seguida. respetivamente. estabeleceu-se a condição de que o momento à esquerda e à direita do apoio têm que ser iguais. o primeiro passo no pré-dimensionamento da passagem superior é exatamente a definição destas. Assim sendo. Ora. ora.. facilmente se percebe que se os momentos à esquerda e à direita do apoio forem diferentes. Secção transversal . ou então.

1(2). No próximo trabalho a apresentar. arbitrou-se um valor de 0. as vigas não terão dimensões constantes. 5 . quando comparada com a zona dos vãos. Definição de l0 para o cálculo da largura efetiva do banzo Primeiramente é necessário que se calcule os comprimentos longitudinais entre os quais o diagrama de momentos possui momento nulo.Figura 3.3.0m e um b= 8. consultou-se o Eurocódigo 2. no tabuleiro de três vãos deve ser consultada a figura 5.. exposta na figura 4. Relativamente á largura da alma da viga. Do sistema anterior. como tal. É necessário que se efetue o cálculo destas dimensões para que se possa prosseguir com o prédimensionamento.6m. Para uma melhor perceção da aplicação da metodologia do EC2. cláusula 5. Prosseguindo agora para o cálculo do beff da secção. Figura 4. Este aumento da secção na zona dos apoios fará baixar a posição do centro de gravidade da secção. conseguiu-se obter uma diferença nos momentos na ordem dos 4% com um a=3. Diagrama de momentos provocado pelas forças permanentes Os valores das cargas permanentes que atuam na estrutura podem ser consultados no quadro 2. O valor arbitrado vai considerar-se constante em toda a secção longitudinal da viga devido ao facto de que este trabalho se trata apenas de um pré-dimensionamento. deverá assumir-se maior largura da alma da viga para esta zona.  Definição da secção da viga Analisando a secção transversalmente. diminuindo assim a diferença da força de pré-esforço que existirá nos apoios e a meio vão.0m.2. ter-se-á em conta o facto de os apoios concentrarem maiores esforços. que dirá respeito ao dimensionamento da ponte.

Aplicação da metodologia do EC2 ao tabuleiro da passagem rodoviária em voga Continuando. uma vez mais seguindo os pressupostos do Eurocódigo 2. Parâmetros que auxiliam o cálculo de beff da viga Os valores de beff para cada um dos vãos. pode observar-se a aplicação da metodologia apresentada ao tabuleiro que tem vindo a ser estudado. o próximo passo será a utilização das fórmulas especificadas abaixo para que se possa chegar então ao valor de beff. cláusula 5.1(3). l1. Parâmetros para a determinação da largura efetiva do banzo Na figura 6. l2 e l3.2.Figura 5. Figura 7. encontram-se no seguinte quadro: 6 .3. Figura 6. com vista ao cálculo da largura efetiva do banzo para a secção em T da viga.

Largura efetiva dos banzos para a viga em T A definição do tamanho da viga é também muito importante porque é. larguras maiores exigirão vigas mais altas. sendo que a área desta tem o mesmo valor da área do tabuleiro real.15 m m m m 2º vão – l2 beff beff. dos passeios. dos guarda-corpos. respetivamente. como são exemplo o impacto de um navio ou um despiste de um automóvel. Os valores das cargas que o betão. Segundo o que foi dado na cadeira de pontes.26 1. a camada betuminosa. No entanto. sendo este um prédimensionamento vai dar-se uso á expressão relativa a tabuleiros com BA pré-esforçado.20 m m m m 3º vão – l3 beff beff.57 2.11 2.44 7. 7 . Sendo l=29m. das guarda se segurança e das vigas de bordadura. mas este tipo de ações não será considerado neste trabalho.1º vão – l1 beff beff.1 beff. Nos subcapítulos que se seguem irá proceder-se ao cálculo destas ações bem como a uma explicação mais pormenorizada destas. obtém-se um h pelo que é este valor que vai ser utilizado neste trabalho estando suscetível a alterações no próximo trabalho caso seja necessário. Relativamente às ações variáveis. Ao aumentar a altura da viga.94 2. Já relativamente aos guarda-corpos e às guardas de segurança. pode considerar-se as seguintes relações: Tabuleiros em BA: 12<l/h<17 Tabuleiros em BA pré-esforçado: 14<l/h<25 Obviamente estas relações não são assim tão lineares pois dependem da largura do tabuleiro.0KN/m e 0. De forma a obter uma solução para este problema. Arbitrou-se uma relação a cumprir de l/h . para estas foi assumida uma carga de 1.  Definição das cargas permanentes No ponto anterior deu-se exemplos das cargas permanentes atuantes sobre a passagem superior rodoviária.2 L0 5. estas referem-se ao tipo de ações que atua em permanência na estrutura.155 2.77 20. estas podem ser de dois tipos: permanentes ou variáveis. essencialmente.2 L0 3. Relativamente ao primeiro tipo de ações. neste ponto irá proceder-se ao cálculo destas cargas. considerou-se uma espessura de laje constante. é necessário dar especial atenção ao facto de que a laje do tabuleiro não apresenta uma espessura constante. há maior quantidade de material para dissipar a tração. através deste parâmetro que se controla a distância que essa viga pode atingir sem precisar de uma nova coluna. São exemplos destas cargas o peso próprio do betão. das camadas betuminosas.2 L0 5. Ações sobre a estrutura Relativamente às ações que atuam na estrutura.5KN/m.30 1.355 16. tal como o nome indica.1 beff.3 m m m m Quadro 1.1 beff. as vigas de bordadura e o passeio provocam no tabuleiro foram calculados multiplicando o peso volúmico destes pela sua área. Existem ainda ações de acidente. mas também têm em conta o tráfego pedonal. Na definição destas cargas. consideram-se sobrecargas na estrutura relativas maioritariamente ao peso que os veículos exercem sobre a ponte.

Cargas permanentes atuantes no tabuleiro As cargas calculadas nesta fase. o Eurocódigo 1 – Parte 2. LOAD MODEL 1 No que diz respeito ao Modelo de carga 1. De forma a escolher a via onde vai ser atribuída a maior carga. atribui-se a uma faixa a carga máxima. Para uma melhor perceção do que foi explicado.Cargas permanentes: Peso próprio da estrutura Camada Betuminosa (e= 7cm) Vigas de bordadura Guarda-corpos Passeio Guardas de segurança Peso específico [KN/m3]: 25 24 24 18 - Valor da carga: 145. Obviamente esta escolha não deve ser baseada num sorteio mas sim com base na linha de influência da reação máxima nos apoios. que serão utilizadas para o cálculo do pré-esforço. procedeu-se primeiramente ao cálculo da linha de influência da reação de um dos apoios. De seguida. a faixa sobrante irá denomina-se por “restante largura” e existe uma carga específica para ser aplicadas nesta. serão utilizadas na definição das combinações quase permanentes. passa-se a apresentar os cálculos relativos à aplicação deste modelo.  Definição das sobrecargas Quanto ás sobrecargas atuantes na passagem rodoviária. Figura 8. Ora. este é constituído por quatro conjuntos de carga concentrada e carga distribuída.00 3. estabelece quatro modelos de carga diferentes. Segundo este modelo. o tabuleiro deve ser dimensionado para resistir a estes modelos. deve dividir-se a largura útil do tabuleiro em faixas de 3m de largura. É um modelo que deve ser utilizado para verificações globais e locais pelo facto de ser bastante conservativo.60 0.50 KN KN KN KN KN KN Quadro 2. ou seja. uma carga concentrada de 300KN/eixo e uma carga uniformemente distribuída de q=9KN/m2.63 20.00 1. se não for possível dividir o tabuleiro num número inteiro de faixas de 3m. pois como o tabuleiro é simétrico é indiferente a escolha do apoio para o qual se faz o cálculo desta. As faixas restantes estão sujeitas a uma carga menor. Linha de Influência da reação de apoio máxima 8 .16 2.

9 . O LM2 consiste em aplicar uma carga concentrada.2m do lado direito (desfavorável à aplicação da carga) decidiu-se que o melhor é não considerar a carga distribuída nesta faixa. incluída a amplificação dinâmica. De seguida. facilmente se pode retirar a ilação de que se deve carregar ao máximo o primeiro e o segundo vão. Este modelo de carga não será considerado neste trabalho. e βq é definido no anexo nacional do respetivo país. em que Qak=400 kN. de valor βqQak. Caso LM1 aplicado à estrutura – cargas concentradas LOAD MODEL 2 No que respeita a este modelo. Sendo que o tabuleiro tem uma largura útil (sem passeios) de 12m. Caso LM2 aplicado à estrutura LOAD MODEL 3 O referido modelo tenta simular o facto de se prever a passagem de um veículo específico na estrutura a dimensionar. representando apenas um eixo. Figura 9. Caso LM1 aplicado à estrutura – cargas distribuídas Figura 10.Observando a imagem anterior. ao contrário do último vão no qual se deve colocar a menor carga possível. consegue-se dividir esta largura em quatro faixas de 3m. numa qualquer zona da faixa de rodagem. como a última faixa apenas contém 0.8m do lado esquerdo (favorável à aplicação da carga) contra 2. as cargas são apenas cargas concentradas nas zonas específicas de contacto dos pneus. Figura 11. o que cobre os efeitos dinâmicos do tráfego normal. mostrar-se-á a forma como o modelo foi aplicado.

as dimensões da viga e a excentricidade do cabo de pré-esforço. ou seja. a combinação de ações a utilizar para o cálculo dos esforços é a combinação de ações Quase Permanente. o pré-esforço. Assim sendo. o que se fez neste ponto foi tentar encontrar a solução ótima que me conduzisse a uma força de pré-esforço mínima que satisfizesse o diagrama de momentos longitudinal da estrutura. A aplicação destas na estrutura pode ver-se na figura 13.LOAD MODEL 4 O quarto modelo de carga tenta simular um carregamento de multidão. pois para qualquer uma das sobrecargas consideradas para as estruturas de pontes. É necessário tomar atenção ao facto de que as únicas cargas aplicadas à estrutura nesta combinação são as permanentes. que se define pela expressão ∑ ∑ Em que representa as acções permanentes. Pela razão enunciada só é utlizado para verificações globais. a carga que vai ser exercida sobre a estrutura no dia da inauguração ou em dias em que se preveja a concentração de um grande número de pessoas na ponte. Este modelo de carga consiste em aplicar uma carga distribuída de 5 kN/m2 numa área que seja o mais desfavorável possível à estrutura. Sendo o pré-esforço utilizado para melhorar o comportamento da peça de betão armado nos Estados Limites de Serviço. Figura 12. Caso LM4 aplicado à estrutura Pré-esforço Neste capítulo tratar-se-á de um dos aspetos mais importantes para o dimensionamento da viga. foi necessário mexer essencialmente em dois parâmetros. as acções variáveis e o valor pela qual se multiplica a ação variável base. As ações permanentes a considerar neste ponto foram calculadas no capítulo “Ações sobre a estrutura – definição das cargas permanentes” e o seu valor pode ser consultado no Quadro 2. Tratando-se este de um processo de otimização. por exemplo. 10 .

Carga permanente atuante na estrutura (vista longitudinal) e diagrama de momentos correspondente Analisando a figura 14. este aspeto será tido em conta. No próximo trabalho. pode constatar-se que ás secções dos apoios interiores correspondem os maiores momentos negativos. referente ao dimensionamento da superestrutura. Correspondência entre excentricidades e secções mais críticas  Traçado do cabo de pré-esforço Secção considerada: 11 . pretende-se impor a excentricidade máxima positiva. apesar da secção da viga apresentar b eff’s diferentes ao longo do seu perfil longitudinal considerou-se no traçado do cabo de pré-esforço que a secção se mantinha constante visto tratar-se este trabalho de um pré-dimensionamento.8KN. nas seções onde o momento positivo toma valores máximos. As excentricidades máximas referidas têm que ver com as dimensões da secção. no modelo da viga longitudinal se traduz em: Figura 14.Figura 13. Da mesma forma. como tal será nestas seções que se encontra a excentricidade máxima negativa.7KN e M=3904. Figura 15. Cargas permanentes atuantes na estrutura (vista transversal) O que. M=1766.

Traçado da parábola A Conhecendo o ponto: parábola. Na figura 17. nos pontos onde a viga tem momento nulo.Figura 16. se intersectasse com o centro de gravidade da secção com o objetivo de que o cabo não adicionasse momento à estrutura. vem que: ( ) m. Secção considerada para o cálculo do cabo de PE Inicialmente tentou-se que o traçado do cabo. substituindo na equação da Para as parábolas B e C conseguiu-se chegar ao valor de f1 e f2 através de uma semelhança de triângulos. 12 . No entanto esta solução introduzia “vincos” no traçado do pré-esforço. Figura 17. Pode ver-se o traçado da primeira parábola.

13 .. Traçado das curvas D e E Após se ter obtido: e . Onde é visível o traçado do cabo de pré-esforço ao longo de metade do perfil longitudinal da viga sendo que a restante metade toma o simétrico deste traçado. substituíram-se as coordenadas dos pontos conhecidos pelo que se chegou a: De uma forma geral pode analisar-se a figura 15. Procedendo-se da mesma forma para as parábolas D e E: Figura 19. Traçado das parábolas B e C Em que: ( ( ) ) De onde se obteve: e .Figura 18. e considerando o sistema de eixos da figura 12. Conhecendo-se agora um ponto da parábola B e da C é possível calcular a equação destas parábolas.

como tal devem ser satisfeitas as seguintes equações: Sendo: A = 2. em condições de serviço.389 m2 I = 0. Diagrama de momentos fletores isostáticos da estrutura Sem o efeito do pré-esforço as seções B e D estariam com as fibras inferiores tracionadas. enquanto que na secção C a tração máxima ocorreria nas fibras superiores.Figura 20. De reparar que os valores do diagrama têm que ser multiplicados por Figura 21. o pré-esforço visa a eliminação das fibras tracionadas para evitar a fendilhação no betão. Traçado do cabo de PE Na próxima figura pode observar-se o diagrama de momentos isostáticos da estrutura que resultou apenas da excentricidade de cada ponto. Ora.3731 m4  Para a secção B:  Para a secção D:  Para a secção C: 14 .

recorreu-se à cláusula 5.  Para a secção B: 15 . pensou-se que a melhor solução seria a seguinte: Figura 22.26 4626. onde a tensão de compressão do betão é limitada a 0. Solução adotada para colocação dos cabos de PE Após a solução adotada é necessário verificar se. Para tal.igualando Pmáx a P0 calcula-se a área de pré-esforço necessária nas secções críticas. Através da equação anterior obtém-se: Secção B C D [KN] 2093. Secção B C D Quadro 4. nas seções em que o número de cordões adotado é superior ao número de cordões necessários.32 11160.Com vista ao cálculo dos cabos e cordões a adotar é necessário estimar um valor para perdas. C e D Sabendo que a força máxima de tensionamento é dada por: e que . Força exercida pelo cabo de PE.10. nas seções B. não há esmagamento do betão. É usual considerar-se 10% para perdas instantâneas e 15% para perdas diferidas.2 (5) do EC2.72 Quadro 3.2. após perdas instantâneas e diferidas.6 fck (24MPa). Atribuição do número de cordões necessário nas seções críticas Amín [cm2] Nº cordões: 11 54 23 Com base no número dos cordões calculado. Nos cálculos apresentados de seguida toma o valor de 1488MPa.

nenhuma das tensões na fibra mais condicionante das seções críticas.  Cargas equivalentes Depois de definido o traçado e de se ter verificado que não existe esmagamento do betão.21 ( 6.21 ( 6. Devido ao traçado parabólico. Para a secção D:  Para a secção C: Como se pode verificar. está acima do permitido pelo Eurocódigo. a carga uniformemente distribuída ao longo de toda a viga é calculada através de: L [m] 6.90KN/m Quadro 5.27 ( ) ) = -135.10KN/m 214.58 ( 5.10KN/m ) = -122. pode então passar-se ao cálculo da força transversal equivalente no cabo.64KN/m q* = ) = 130. Cargas equivalentes devido ao traçado parabólico no cabo 1 16 .

58 ( 5.02497 . Forças na zona de ancoragem no cabo 1 Figura 24.17KN/m -135.10KN/m -122.27 ( 9. Da mesma forma. Forças na zona de ancoragem no cabo 2 Para o cabo 1.L [m] 6.64KN/m Quadro 6. Na parábola D tem-se: . para obtém-se . uma . sabendo que: 0.23 ( q* = ) = ) = ) 77. ou seja. Figura 25. substituindo para obtém-se . na curva C tem-se . Cargas equivalentes devido ao traçado parabólico no cabo 2 Depois destas. faltam ainda as forças na zona de ancoragem. Cargas equivalentes aplicadas á estrutura 17 . Figura 23.

para as seções críticas da estrutura. Sendo que: ou caso a carga permanente for desfavorável ou favorável á estrutura.). obtiveram-se as reações nos apoios que constam na figura 27. pode passar-se à verificação dos estados limites últimos onde se irá usar a combinação fundamental de ações. como do esforço transverso. 18 . Figura 27. Figura 28. Diagrama de momentos hiperestáticos devido às cargas equivalentes Estados Limites Últimos Uma vez que as cargas permanentes bem como as ações variáveis já se encontram perfeitamente definidas.Figura 26. Reações hiperestáticas da estrutura devido ao pré-esforço Da figura anterior resultou o diagrama de momentos da figura 28. Diagrama de momentos da estrutura quando sujeita à aplicação das cargas equivalentes Depois de aplicadas as cargas equivalentes á estrutura (figura 25. Do mesmo modo tem-se ou O primeiro passo para chegar aos esforços de dimensionamento foi o cálculo das linhas de influência tanto do momento fletor. respetivamente.

28 e 29 pode concluir-se que a estrutura deve ser carregada ao máximo no primeiro e no último tramo para que se obtenha um momento fletor máximo em B. no primeiro e no segundo tramo para que se obtenha um momento fletor máximo em C e no tramo central para que se obtenha um momento fletor máximo na secção D. Linha de influência do momento fletor máximo em C Figura 31. Figura 32. Linha de influência do momento fletor máximo em D Analisando as figuras 27. Linha de influência do esforço transverso máximo á esquerda de C Figura 34. Linha de influência do momento fletor máximo em B Figura 30.Figura 29. Linha de influência do esforço transverso máximo em A Figura 33. Linha de influência do esforço transverso máximo á direita de C 19 .

Depois de analisadas as linhas de influência procedeu-se ao cálculo das combinações fundamentais. 20 . Da mesma forma. 31 e 32 encontram-se as linhas de influência dos esforços transversos máximos nas seções dos apoios. ao carregar a estrutura na primeiro e no último tramo irá obter-se uma reação máxima em A. determinando assim os esforços devido a estas cargas.Nas figuras 30. Como se pode constatar ao observar as imagens. tomando como variáveis base as ações rodoviárias. para que se obtenha um esforço transverso máximo na secção á esquerda de C deve carregar-se no primeiro e no segundo tramo. por último para que se obtenha um esforço transverso máximo em C á direita devem carregar-se também o primeiro e o segundo tramo.

5 1.5 1.35 1 1.5 (valor caraterístico) 1.5 1.5 (valor caraterístico) 1. quando sujeito ao carregamento dos grupos de ações presentes no quadro 4.35 1 1.35 1 1.35 1 1.5 1.5 1.5 1.5 (valor caraterístico) 1.5 (valor caraterístico) 1.5 1.5 1.35 1 1.5 1.5 1.5 1.5 (valor de combinação) 1.5 (valor de combinação) 1.5 1.5 1. Combinações de ações efetuadas no cálculo da envolvente do diagrama de momentos fletores Na análise efetuada analisou-se o comportamento do perfil transversal do tabuleiro.5 1.5 1. C dir.5 1.5 (valor de combinação) 1.5 1.35 1 1.5 1.35 1 1.5 (valor de combinação) 1.5 1.5 1.5 (valor de combinação) 1.5 1.5 (valor de combinação) 1.5 1.5 1.35 LM1 (UDL) 1.5 (valor de combinação) 1.5 (valor de combinação) ------------1.5 1.5 1.5 (valor caraterístico) Quadro 7.5 (valor caraterístico) 1.35 1 1. 1b Momento máximo B C D Esforço Transverso máximo A C esq.35 1 1.5 (valor de combinação) 1.5 1.5 (valor caraterístico) 1.35 1 1.35 1 1.5 1.5 1.Cargas Grupo 1a Momento máximo Secção B C D Esforço Transverso máximo A C esq.5 1.5 (valor caraterístico) 1.5 SC Passeios 1.5 (valor de combinação) 1.4a do Eurocódigo 21 . C dir.5 (valor de combinação) 1.5 ------------------------LM 2 ------------1.35 1 1.5 (valor caraterístico) 1.5 1.5 (valor caraterístico) 1.5 1.35 1 1.5 1.35 1 1.5 ------------------------LM1 (TS) 1.5 1.5 1.5 1.5 1.5 ------------LM4 ------------------------1.35 1 1.5 1.35 1 1.5 1.5 (valor de combinação) 1.5 1.5 1.35 1 1. 4 Momento máximo B C D Esforço Transverso máximo A C esq.5 (valor caraterístico) 1.5 (valor caraterístico) 1. C dir.5 1.5 1. Permanent es 1 1.5 1.5 1.

1. É ainda necessário que se conheça o momento atuante na secção. é necessário que se conheçam as forças que atuam na peça bem como as suas distâncias ao centro de gravidade. Figura 35.m] 10041.70 [KN. como carregamento. Secção B C D Secção B: 22 [KN.76 -14134. com os momentos obtidos na figura 28.24 1696. envolvente de momentos fletores para ELU. para o perfil longitudinal da viga pelo que se obteve a envolvente de momentos da figura 35. As reações obtidas a partir desta análise foram transferidas. Momentos atuantes nas seções críticas . diagrama hiperestático. Diagrama do bloco retangular de tensões Para que se possa dar uso a este diagrama. Figura 36.m] 10595. Envolvente do diagrama de momentos fletores para ELU – combinações fundamentais  Armadura de flexão No cálculo da armadura de flexão teve-se por base o diagrama do bloco retangular de tensões.24 [KN. parte 2.m] 554.84 15575.60 17271. Para a distância entre a armadura passiva e o centro de gravidade da peça arbitrou-se que esta armadura se encontra a meio entre a base da secção e a armadura de pré-esforço. este é dado pela soma dos momentos obtidos nas figuras 35.36 -15830.40 1696.94 Quadro 8.

∑ ( ) ∑ Secção C: ∑ ( ) ∑ Secção D: ∑ 23 .

por razões desconhecidas o software calculou o esforço transverso com uma convenção de sinais contrária á que se usa normalmente.24 θ 25 25 25 14. Esforço transverso atuante nas seções críticas .( ) ∑  Armadura de esforço transverso Com vista ao dimensionamento da armadura de esforço transverso calculou-se as linhas de influência que constam nas figuras 32. Figura 37. Este aspeto será tido em conta no cálculo do valor de apresentado no quadro 9.45 41.11 -4178.89 24 Quadro 9.m] 1510.84 -3828.83 -88.94 -4267. Envolvente do diagrama de esforço transverso .m] -1247.83 38. Secção A [KN] 2757.51 -3916. 33 e 34. A envolvente do diagrama obtido pode ser consultada na figura 37. Diagrama de esforço transverso devido as cargas equivalentes O diagrama da figura 38 foi obtido através de um software de cálculo. Figura 38. A estrutura foi então carregada de forma a que se obtivesse o maior esforço transverso nos apoios.83 [KN.33 -88. é necessário somar o diagrama da figura 37 com o diagrama da figura 38 para que se possa obter o valor do esforço transverso em cada secção.ELU Uma vez mais.41 [KN.

Esquematização das armaduras – secção C à esquerda Figura 41. Nas imagens que se seguem pode ser observada uma esquematização das secções dimensionadas. Esquematização das armaduras – secção B Figura 40. calculou-se as armaduras necessárias ao bom funcionamento da viga. Figura 39. Esquematização das armaduras – secção C à direita 25 .Desta forma.

Contudo.Figura 42. devido a este ser um trabalho de pré-dimensionamento. normalmente utilizadas para otimizar as necessidades aos material utilizado. 26 . no próximo trabalho esse zonamento será devidamente dimensionado. Esquematização das armaduras – secção D De notar que neste trabalho não são consideradas zonas com diferentes armaduras de esforço transverso.