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Questões de "gosto musical" - o que pensam os professores do Ensino Fundamental sobre mídia/música/escola

Maria José Subtil
Professora da Universidade Estadual de Ponta Grossa Doutoranda em Engenharia de Produção – Área de concentração: Mídia e Conhecimento

Resumo O trabalho ora apresentado tem a finalidade de relatar resultados parciais de um estudo de caráter exploratório que objetivou enriquecer o tema Música/mídia/escola e Formação de Professores, levantando dados para a abordagem da Tese de doutoramento -" A produção social do gosto musical dos alunos do Ensino Fundamental - as inter-ações entre mídia e escola" no programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção - Área de concentração Mídia e Conhecimento. Esses dados trazem algumas informação sobre questões como: memória musical, gosto musical , influências da mídia, concepção do papel da música na escola e possibilidades e limites da inserção dessa área de conhecimento no espaço escolar. À guisa de conclusão teço algumas considerações sobre formação de professores: o que temos e o que queremos. Palavras chave: gosto musical - mídia - formação de professores Introdução - situando a coleta dos dados O instrumento utilizado, questionário com questões abertas e fechadas, foi respondido por 48 professores do Ensino Fundamental ( 42 mulheres e 6 homens), com idade média entre 35 e 40 anos nos Estados do Paraná e de Santa Catarina no período de março a agosto de 2.000. A graduação desses profissionais é, no geral Pedagogia e Letras, sem qualquer formação específica em música, com atuação prioritariamente de 5ª a 8ª séries e Ensino Médio. Muitas informações foram obtidas também através de entrevistas, conversas informais em encontros de formação na área de Música e Mídia. Memória e gosto musical Ficou evidenciado que todos os professores são consumidores de música através do rádio (sempre) e da TV ( às vêzes), prevalecendo a audição de CDs e Fitas cassete como prática musical preferida em relação à outras como dançar e cantar.

Em relação ao gosto pela música popular e respectivos compositores e intérpretes. minha hipótese inicial era a de que os professores. (FUCS. A memória musical relacionada à escola . Bolero de Ravel. É significativo o número professores que não possui recordações em relação à música na fase escolar. "Carinhoso". sonhos da Primavera.aponta o cantar e ouvir as cantigas de rodas. o folclore nacional e a comemoração de datas do calendário escolar. Lago dos Cisnes. pelo menos citar uma composição ou compositor erudito: "Quatro estações" de Vivaldi. músicas relacionadas às datas comemorativas e os hinos pátrios como as atividades que ficaram na memória. Danúbio Azul. a mídia pode ser um veículo de disseminação do conhecimento e socialização do saber mais elaborado. 1995). em. Beethoven e Mozart. a hora. para ouvir em primeiro lugar música e em segundo notícias. todos inseridos no senso comum pela emissão televisiva. No entanto prevaleceu o gosto pela música da MPB (música popular Brasileira de caráter mais elitizado que se contrapõe à música popular massiva) como "Garota de Ipanema". Prelúdio. escritório. "Prá não dizer que não falei de flores". Apesar disso uma grande maioria é capaz de. música. as comemorações cívicas. em razão da ausência de uma prática e formação adequadas.. GOLDEMBERG. veicula notícias. "Bolero" de Ravel e alguns autores como Chopin. Os dados demonstram desconhecimento em relação à música erudita (clássica). ou que estão mais em evidência. etc. 1994. se bem trabalhada. etc. Dos entrevistados. "Aquarela do Brasil" (seriado "Aquarela do Brasil") e referências vagas à musica erudita : Lago dos Cisnes. interior da casa. "O Guarani" de Villa Lobos . "Águas de março". "Cio da terra". propagandas ou programas culturais. Bach. Uma das explicações . Cabe refletir que. duas indicações de temas de novelas e seriado: "Como vai você" (da novela "Laços de Família").Um dado interessante é o fato de que o rádio continua sendo uma mídia de extrema importância na vida das pessoas por estar presente nos espaços de uso do cotidiano: automóvel. utilidade pública.o grifo teve a finalidade de situar bem a questão . decorrente das práticas do "Canto Orfeônico" que privilegia até hoje. Entendo que essas lembranças estão adequadas ao modo de trabalhar na escola. seja em temas de novelas. por estarem sujeitos ao mesmo padrão de consumo midiático apresentassem uma certa preferência pelos produtos da moda. a maioria prefere as rádios FM. "Gente Humilde".

São insignificantes às referências aos conjuntos de pagode e samba. intérpretes. conjuntos e orquestras. Confirmando a tendência já apontada anteriormente. ela ( a mídia) é a grande vitrine onde contemplamos os produtos musicais que adquirimos . Três do Rio e Ray Conniff. Houve um grande número de abstenção às três últimas questões. os intérpretes mais evocados são. Voltarei mais tarde a esse assunto. a concepção do papel social do professor como intelectual portador de uma cultura que o distingue dos demais. os clássicos mais veiculados pela mídia. Vivaldi. são também lembrados. também são evidenciados os intérpretes tradicionais que já estão incorporados no imaginário intelectual como de "bom gosto" em termos de música. depois Milton Nascimento e Roberto Carlos. Orquestra de Viena. Em decorrência. Legião Urbana em segundo. Bach. Caetano Veloso e Chico Buarque de Holanda . Autores eruditos como Beethoven. em segundo lugar Milton Nascimento.possíveis pela demonstração de preferência às músicas já estabelecidas como "clássicas". É fato sabido que. Com exceção de Roberto Carlos. Zezé di Camargo e Gilberto Gil. Demônios da Garoa. Cabe explicitar que os entrevistados foram levados a nomear: músicas. outra. Os grupos musicais mais citados são os de Rock ungidos pela crítica Também são especializada: Titãs em primeiro lugar. Chico Buarque.seja o rádio. em primeiro lugar Roberto Carlos. Paralamas do Sucesso e Rolling Stonnes. Roberta Miranda. seria a faixa etária. MPB4 e Quarteto em Cy. embora menos referenciados aparecem Peninha. Daniel e Simone. seja a TV e isso se . mencionados: Orquestra Sinfônica do Paraná. Renato Russo. uma unanimidade em termos de preferência popular e com penetração garantida nos diversos segmentos sociais. os compositores nomeados são os clássicos da MPB apresentados a seguir na ordem de preferência: Tom Jobim. após Caetano e Elis Regina na mesma proporção e recebem menção menor. com menos indicações aparecem Roupa Nova. de modo geral . Mídia e consumo Indagados se possuem CDs e fitas cassete a maioria afirma ter mais de 20 como aquisição derivada do "gosto pessoal" e apenas um admite a interferência da mídia nessas aquisições. autores/compositores.os mais citados. duplas. Ravel e Villa Lobos.

foi solicitado aos entrevistados que citassem espetáculos musicais ao vivo dos quais participaram nos últimos dois anos. Programa do Jô. Fantástico. também a Rede Record e a TV Cultura. Leandro e Leonardo). a recepção televisiva através de diversas Assim entendo que o resultado dessa questão esteja em parte prejudicado. dado o esclarecimento de alguns entrevistados sobre os espetáculos citados . Se as respostas revelam a realidade. Jornal Nacional. A pesquisa abordou particularmente questões cujas respostas trouxeram o conhecimento de que a grande maioria assiste menos de duas horas de Televisão por dia e apenas um número reduzido de professores possui Tv a cabo. programas educativos e culturais e uma minoria fala nas novelas. ainda que temporária na TV e nas rádios. apesar das críticas feitas freqüentemente nos círculos acadêmicos ao domínio cultural que ela exerce sobre o povo . Mais da metade confirmou essa prática relacionando: corais. pagode ( Raça Negra). duas conclusões podem ser tiradas: primeiro a de que a Rede Globo é hegemônica na preferência desses professores. muito do que os professores citam como " gosto autônomo" tem influência da exposição. Em relação aos programas preferidos. As redes de TV citadas por ordem de preferência são: em primeiro lugar a Globo em segundo SBT e Globo novamente em terceiro lugar. as alusões mais significativas numericamente são: Globo Reporter. festivais folclóricos e espetáculos com artistas locais."Show do Roberto Carlos" e o show "Amigos" que foram considerados "ao vivo pela televisão".Vivaldi). apresentação de orquestra e de cantores. Em menor número aparecem referências aos Shows de Rock ( Titãs. de um compositor regravado ( Peninha) ou de uma composição erudita num comercial ("Quatro Estações" . Em pequena proporção são citados alguns espetáculos eruditos como recital de piano. a grupos de música sertaneja (Zezé di Camargo. alguns entrevistados referem-se a filmes. Para melhor compreender as práticas decorrentes da "cultura de saídas" (ABREU. além das nomeadas. 2000) para audição e fruição musical. Se analisarmos as respostas acima veremos que. Paralamas). Por exemplo a veiculação de uma determinada música como tema de novela ( "Como vai você" ). Axé Music (Banda Eva). Ao analisar esse levantamento surge uma dúvida quanto a propriedade das informações. Na análise geral aparecem.confirma em parte nas respostas posteriores porque todos são consumidores midiáticos.

1998. Volto a acentuar a introjeção do "verniz acadêmico" que os impede de o gosto por programas mais "populares" como "Programa do Ratinho'" por exemplo. MTV e filmes são os principais emissores de músicas do agrado dos entrevistados. "Fábio Júnior". o ato de ouvir o som e associar com uma imagem. BABIN. É possível deduzir das respostas em geral que a imagem age como um fator determinante para a atenção. . 1982 que vão falar sobre uma cultura "audiovisual" que está (inf)formando os sujeitos e propondo novos modos de apreender a realidade. em casa". o uso da sensualidade como fator de atração das musicas (principalmente para os mais jovens) e a apresentação constante de novos intérpretes ( aí também associada a imagem). segundo. apreensão do todo midiático e produção do gosto. MCLUAN. Mais da metade dos professores (26) afirma que não é influenciado no seu gosto musical pelas emissões televisivas.1989. " gosto de música desde a infância". " tive sugestão dos pais. Interessante observar que. "Bem em especial os veiculados aos domingos. os programas de auditório Brasil") e ( "Hebe Camargo". tais sujeitos admitir somente assistem programas de caráter cultural e informativo. "sei do que gosto e não me influencio por modismos" etc. Há explicitação da relação entre som e imagem como determinante para a formação do gosto: o contexto da televisão ( audiovisual). 1997. percepção musical.em geral. FERRÉS. Sintomático é o fato das crianças usaram expressões como: "Eu vi a música da Sandy" ou eu "gosto de vê o Daniel cantá". Isso é confirmado por autores como KERCHOVE. Dos professores que não admitem a interferência midiática nas suas escolhas musicais as explicações são: "porque não me deixo levar pela mídia" "meu gosto já está formado". mas 22 pessoas consideram que sim e atribuem ao poder de divulgação e persuasão pela repetição como fatores mais prováveis dessa influência. novelas. Apesar de não terem sido citados como preferência anteriormente. o que é possível constatar em conversas informais! O modo de ser da midia e a produção do gosto musical Esse ítem revela a contradição no trato das questões midiáticas particularmente no concernente à música. a relação com as novelas ( provavelmente com os personagens).

por parte dos sujeitos. a diversidade e promoção da cultura do povo". romance. direitos. ênfase significativa nessa função expressiva de caráter intuitivo e emocional da música. Para fazer contraponto ao que existe. que se traduz na visão de que a experiência estéticomusical tem a ver mais com uma emoção a ser experienciada e menos com um saber a ser (re)elaborado A coleta detecta também uma (in)satisfação com os produtos da mídia. "exploram a sensualidade" e o "interesse é mais comercial do que com a qualidade. essas veiculações estão presentes em momentos informais como recreio. Cabe no entanto ressaltar que. Aqui revela-se o inverso da questão anterior evoca-se a imagem pela música: "Sem música não há história. "manipulam a ingenuidade". cria espectativas. valorizando as cenas e "dando o tom": suspense. SALINAS (1994) reforça essa dimensão e faz um estudo sobre o poder evocativo dos sons nas veiculações midiáticas. por opção e seleção não só dos alunos mas dos próprios professores. nesse momento muitos as consideram como um veículo de apreciação musical. Para os entrevistados a função da música é expressiva. . pagode e sertaneja como maus exemplos de música presente na mídia.. com a crítica. "há maior diversidade" e muitas "transmitem mensagens que chegam até a massa" ( como se isso fosse um benefício!). em observações feitas em escolas. Mas a grande maioria considera o que aí está como "repetitivo" "de baixa qualidade" "o que o povão gosta".. A Música na mídia Em relação à importância da música nos principais objetos midiáticos: propagandas. novelas e filmes. Numa visão positiva alguns afirmam que estão satisfeitos porque "está havendo espaço para todos os tipos de música". identificação com os personagens e promove lembranças. os entrevistados sugerem musicais preservação dos valores humanos" e temas que falem veiculações "diversificadas". festas e apresentações. tristeza. "respeito a questões sociais". alegria. todos são unânimes em afirmar que ela é fundamental na promoção da emoção caracterizando os personagens.a cena fica vazia". "letras relacionadas com amor". sobre liberdade. São citados axé. Há.apesar da maioria afirmar não assistir novelas. especialmente telenovelas. estimula a sensibilidade .

com função decorativa. obviamente por falta de formação específica e também por uma concepção da arte em geral como secundária em relação aos "conteúdos escolares". relaxar. "à própria mídia juntamente com as gravadoras" e " aos donos de empresas de comunicação ". não tenho idéia"!. uma terra de ninguém cujo acesso exige apenas um pouco de sensibilidade. movimentos corporais.para acalmar. . interpretação de letras. Cinco entrevistados admitem: "não sei. além da emissão da "boa música popular brasileira" e "mais música erudita". estudo de música em inglês para aprender a língua. da relação com as outras disciplinas e da contextualização. Quanto à explicitação do papel que a música deve exercer na escola. práticas musicais de caráter "terapêutico" . Alguns consideram que o responsável pela situação é o próprio povo "pela vontade de consumo" pois "as músicas só vingam porque têm público". São unânimes em dizer que a escolha das músicas veiculadas pela TV e pelo rádio. Muito citadas são a festividades e comemorações das datas cívicas. concentrar. tornar a aula mais agradável e como fundo musical para dinâmicas de relacionamento e convivência. Tal visão tem como decorrência. Música/escola As prática musicais na escola e na sala de aula são variadas: dança. O que se evidencia de modo geral é a utilização da música como "pretexto" para outras atividades em diferentes disciplinas e não como "texto" ou seja um conhecimento em si. Há uma afirmação de que "o interesse é manter o povo ocupado e esquecer o dia a dia". exercícios rítmicos. deve-se " a interesses econômicos da sociedade capitalista". teatro. como professores devem Ter um mínimo de conhecimento a respeito das relações de poder manifestas na veiculação/recepção midiática.responsabilidade. de maneira geral aparece a função cultural ou seja: ampliar os conhecimentos através da audição de diferentes tipos de músicas. alguns demonstram preocupação com a inserção dos alunos na cultura através de propostas sistemáticas incluídas no currículo embora não seja citada a música midiática como objeto de estudo. paródias e audição de músicas populares e folclóricas para exploração do texto e interpretação. Isso é preocupante uma vez que. Nesse sentido.

distintivo de classe também. inculto. funk. concentração. não tanto como conteúdo em si ou seja como um conhecimento específico que escola e como elemento importante na supõe planejamento. de bom gosto ou mau gosto e isso parece ser. De maneira geral todos apontam para a necessidade de resgatar essa linguagem. afinadas com o padrão massivo: axé pagode. reflexão. mais do que compram livros. Essa preferência decorre do fato de que há um padrão de "bom gosto" estabelecido e nele entra a MPB como um diferencial da música popular midiática . Assim entendo que. na concepção dos entrevistados. Os dados demonstram que a mídia não influencia decisivamente o gosto dos professores. trabalho técnico e avaliação mas como um fator de aporte da cultura na "melhoria das relações" . Pude perceber que. porque todos os entrevistados afirmam gostar da "nata" da Música popular. À guisa de conclusões Os professores pesquisados são consumidores de música e compram CDs. "fazer pensar na vida". a maioria apresenta um gosto musical que contempla os clássicos da Música Popular Brasileira. espontaneidade. tranqüilidade. tem que estar ali. mesmo que ninguém perceba. os aspectos emocionais evocados pela música aparecem como objetivos fundamentais : desenvolver a emoção. No entanto isso não quer dizer que estejam imunes às emissões midiáticas de caráter mais comercial porque no decorrer do questionário e em entrevistas foi possível perceber que também são consumidores de objetos culturais de caráter massivo e popular .Reforçando o que foi dito acima. "formar o caráter".. em parte. isto é. nesses professores o padrão de "música de qualidade" está construído a partir do conceito que se tem na sociedade de culto. etc. . sensibilidade a afetividade entre professor e aluno. que não é tão veiculada assim. tal como preconiza BOURDIEU (1998). disciplina. Há um caráter metafísico evocado para falar da música na escola como fator de paz. Assim ela acaba assumindo um caráter de "música de fundo" semelhante ao de "papel de parede". criatividade. BOURDIEU (1998) através de estudos do gosto vai fazer importantes considerações a respeito da concepção de música enquanto dicotomia sentir/compreender. pelo menos no discurso. expressão. contrapondo-se ao gosto das crianças das séries iniciais..

A questão fundamental é a que sempre se coloca: formação dos professores. fruidores de música e das mídias em geral seja como educadores. enquanto conhecimento formal. uma vez que estão submetidos à mesma lógica de consumo e apropriação massiva dos seus alunos e do povo em geral. seja como sujeitos apreciadores. Caso contrário permanecerá a situação atual em que é possível constatar a música como presença intensa no cotidiano das crianças e professores e ausência. Para isso é necessário antes de mais nada. Isso no entanto é insuficiente e daí a segunda frente : educação continuada no sentido literal do termo. Há um caminho a ser trilhado na vivência de um conhecimento musical significativo no interior da escola tanto para os professores quanto para os alunos. redes públicas municipais. Partindo do princípio de que os professores que temos são esses que aí estão e que não poderemos contar. do cotidiano da escola. através de projetos das instituições empregadoras ( escolas. para serem associações de artistas.entre outros os objetos culturais midiáticos que aí estão compreendidos e aprendidos de forma criativa em suas possibilidades educativas. estaduais e rede privada) em parcerias com as Instituições de Ensino Superior e com entidades da sociedade organizada conteúdos musicais que trabalhem com música ( fundações.Cabe ressaltar que todos apontam a necessidade de resgatar a música no interior do espaço escolar e destacam a importância dessa linguagem embora sem clareza quanto ao "o que " o "como fazer" e o "para que" das práticas musicais. Em primeiro lugar nos cursos de Pedagogia ( e equivalentes) com a introdução de módulos de Educação Musical que permitam uma vivência básica de conteúdos musicais por parte dos professores . . Nesse trabalho é importante considerar . isto é com um papel social determinante de transmitir/construir conhecimentos significativos em todas as áreas com as crianças das classes em que atuam. com profissionais especializados nas diferentes linguagens artísticas para dar conta da demanda em todos os segmentos da escolarização básica. bandas etc. nas artes em geral e na música em particular é possível trabalhar em duas frentes. que se faça ao longo do tempo. acredito que. vontade política e empenho das instituições e sujeitos responsáveis pelas ações educacionais nessa área. O problema é estabelecer "quem educa os educadores?" usando uma expressão de Marx.). pelo menos a curto prazo. isto é. sistemático e significativo.

Fernando de J.critérios y bases sociales del gusto. La distinción . 1989. Ricardo Educação Musical : A experiência do Canto Orfeônico no Brasil. 1997. 1998 FUKS. 6 nº 3(18). Santa Maria da Feira: Relógio D'Água Editores.Socializando através de comunicações despercebidas. A pele da cultura . KOULOUMDJIAN. 56. Rosa.articulações som e receptor. Porto Alegre: Artes Médicas. Santa Maria da Feira: Rainho&Neves. In Revista Crítica de Ciências Sociais. Derrick de. GOLDEMBERG. KERCKHOVE. Joan. Marie-France.III Encontro Nacional. MCLUHAN Marshall . 1998. Pierre. Jun. 2000 BABIN. Fev. Educação Musical no Brasil Tradição e Inovação.ed. O som na telenovela . Televisão subliminar . 5. FERRÉS.Referências bibliográficas ABREU. Os novos modos de compreender .Práticas e consumos de música(s). Paula. 103-109 Nov.1994 Salvador. Dados biográficos . SALINAS.a geração do audiovisual e do computador. Formação em música. Buenos Aires: Taurus. São Paulo: Cultrix. 1995. 1982. FE-USP Julho 1994 ( Tese de doutorado).Os meios de comunicação como extensões do homem. São Paulo: Edições Paulinas.Uma investigação sobre a nova realidade eletrônica . ANAIS-ABEM . BOURDIEU Pierre. Pro-posições V.

Mídia e Conhecimento sob orientação da Profª Dra. Especialização em Educação. mestrado em Educação.Maria José Dozza Subtil . Maria Luiza Belloni. Professora de Educação Artística da Escola Básica. doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina . . Professora de Meios de Comunicação e Educação no Curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Ponta Grossa.área de concentração .graduada em Educação Musical pela Faculdade de Artes do Paraná em 1971. aposentada em 1993 com 25 anos de magistério. desde 1989.