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PROCESSO PENAL I

PROF. GUILHERME ABREU

PROVAS (PARTE 1) Teoria Geral da Prova

1- TEORIA GERAL DA PROVA
1.1- CONCEITO, NATUREZA JURÍDICA E DESTINATÁRIOS DA ROVA  Prova é tudo aquilo levado ao conhecimento do julgador para convencê-lo da verdade de um fato ou de um ato do processo. É, portanto, o resultado da ação de provar.  Natureza jurídica da prova – é um direito subjetivo com viés constitucional para demonstração da verdade dos fatos, estando diretamente ligado ao direito de ação e ao direito de defesa.

 O destinatário direto (IMEDIATO) da prova é o magistrado, que formará seu conhecimento a partir do material trazido aos autos.
 De forma indireta (MEDIATA), também são destinatárias as partes, pois ficarão mais conformadas com a decisão após se depararem com o conjunto de provas produzidas.

2. . a fim de que possa emitir um juízo de valor. é o que precisa ser provado.OBJETO DA PROVA E OBJETO DE PROVA  Objeto da prova são os fatos relevantes.1. São os fatos.  Objeto de prova diz respeito ao que é pertinente ser provado. é o fato que deve ser conhecido pelo juiz. ou seja. ou seja. acontecimentos. que se quer provar.

 A lei dispensa a parte de provar certos aspectos. como regra. municipal. consuetudinário e alienígena (estrangeiro). . será necessário provar a existência e a vigência de direito estadual. não precisa ser provado (não é objeto de prova). já o juiz conhece o direito. eventualmente. que não consistirão objeto de prova:  O direito. Isso pois.

ou seja. precisam ser provados (aqueles alegados por uma parte e admitidos pela outra). Os fatos incontroversos.  Os fatos axiomáticos (intuitivos). Ex: Exame cadavérico é dispensado quando as lesões externas permitirem precisar a causa da morte (a verdade salta aos olhos). ao contrário do processo civil. aqueles que se autodemonstram. sendo aqueles de domínio de parcela significativa da população informada. não precisam ser provados. Ex: feriados nacionais. Os fatos notórios (verdade sabida) não carecem de prova. .

.  As presunções legais são as conclusões extraídas da lei. sendo dispensadas de serem provadas ou invertendo o ônus da prova. ele é inimputável. Ex: Não adianta o MP tentar demonstrar que um menor de 15 anos tinha capacidade de entender e querer à época do delito. pois. por presunção absoluta da lei. Os fatos inúteis não precisam de prova.

 O Brasil adota o Princípio da Liberdade na Produção da Prova. não havendo qualquer hierarquia entre elas.3.1.MEIOS DE PROVA E INICIATIVA DO JUIZ  É tudo aquilo que pode ser utilizado para demonstrar o que se alega no processo. . esteja previsto em lei ou não. fazendo com que todas as provas sejam aceitas no processo penal.

pois ele não deve se conformar com meras deduções de verdade. . O juiz tem completa liberdade para decidir com base em qualquer prova. já que. desde que motive a sua decisão.  Isso tudo pois o Brasil segue o Princípio da Verdade Real. admitindose inclusive que o magistrado tenha iniciativa probatória. o processo deve buscar reconstruir o que realmente ocorreu. consagrando como regra o Princípio do Livre Convencimento Motivado. Ex: O juiz pode condenar o réu com base apenas em indícios (é uma prova em espécie).

adequação e proporcionalidade da medida. ou antes de proferir sentença. 156. 155. mesmo antes de iniciada a ação penal. Art.  II – determinar. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial. não repetíveis e antecipadas. no curso da instrução. ressalvadas as provas cautelares. a produção antecipada de provas consideradas urgentes e relevantes. não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação. . porém. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer.  Art. a realização de diligências para dirimir dúvida sobre ponto relevante. facultado ao juiz de ofício:  I – ordenar. observando a necessidade. sendo.

ou seja. e não buscar produzir mais provas. se a acusação falhar em provar. lembrando sempre que a dúvida é favorável ao réu. . objetivando esclarecer dúvidas sobre ponto essencial à demonstração da verdade. O magistrado não pode utilizar da sua prerrogativa de produzir provas para substituir-se à atuação das partes na produção probatória. teoricamente cumpriria ao juiz apenas absolver. O papel do juiz é complementar.

5º a vedação.  Art. inerente ao Estado Democrático de Direito que não admite a punição do indivíduo a qualquer preço. as provas obtidas por meios ilícitos. Por isso.são inadmissíveis.1. que irá acarretar uma série de consequências.LIMITAÇÕES À LIBERDADE PROBATÓRIA (PROVA ILÍCITA)  Há vedação das provas ilícitas.4. LVI CF/88 . 5º. a CF/88 traz em seu art. . no processo.

Ex: laudo pericial subscrito por apenas um perito não oficial. Ex: Confissão mediante tortura. Segundo a DOUTRINA majoritária. se relacionam com o Direito Penal. ou seja.  Provas ilegítimas – violam normas e princípios constitucionais de direito processual. . interceptação telefônica sem autorização judicial. temos as seguintes espécies de provas vedadas:  Provas ilícitas – são aquelas que violam disposições de direito material ou princípios constitucionais penais.A prova será vedada (proibida) toda vez que sua produção implique violação da lei ou princípios de direito material ou processual.

as provas ilícitas. devendo ser desentranhadas do processo. São inadmissíveis. uma vez preclusa a decisão. será destruída na presença facultativa das partes.  A prova ilícita (e também a ilegítima). Tal medida revela-se pouco eficaz. para posterior responsabilização da pessoa que produziu a prova ilícita (ex: pessoa que torturou). Art. pois melhor seria se a prova ilícita fosse desentranhada e guardada em arquivo sigiloso. como consequência. assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais. . 157. será desentranhada dos autos e.

Entretanto. restando possível uma exceção de suspeição. . o juiz que teve contato com a prova ilícita poderá proferir a sentença.  § 4º (VETADO) O juiz que conhecer do conteúdo da prova declarada inadmissível não poderá proferir a sentença ou acórdão. O juiz que teve contato com a prova ilícita teoricamente teria sua imparcialidade para julgar comprometida.  A jurisprudência do STF tem afirmado que a nulidade do processo só ocorrerá com a necessária comprovação da utilização da prova ilícita a lastrear a sentença condenatória. 157. por ter sido vetado o parágrafo 4º do art.

mesmo que ilícita. temos algumas teorias decorrentes sobre a sua utilização. e do outro lado está o estado de liberdade do réu. com base no Princípio da proporcionalidade. . 1. sendo a prova utilizada.4. Ainda no tema prova ilícita.Princípio da Proporcionalidade (razoabilidade)  De origem alemã e importada pelo STF. se de um lado está o Direito de Punir do Estado e a legalidade na produção probatória. Assim.1. deve o magistrado na ponderação de bens jurídicos dar prevalência ao de maior importância. este último deve prevalecer. em seu benefício. Nessa linha. a prova ilícita poderá ser utilizada para absolver o réu.

4. . deve ser considerada válida quando a conduta do agente em sua captação está amparada pelo direito (excludentes da ilicitude).1. aparentemente ilícita.. informa que a prova. que exclui a ilicitude de sua conduta. podendo embasar uma condenação ou uma absolvição. Está em verdadeiro estado de necessidade.Teoria da Exclusão de Ilicitude Com precedentes no STF.2. Ex: Réu invade domicílio para produzir prova fundamental em favor de sua inocência.

é uma prova ilícita por derivação).4. dela decorrendo outras teorias: . pois maculada em seu nascedouro. ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras. § 1º. salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras. a prova ilícita produzida (árvore) tem o condão de contaminar todas as provas dela decorrentes (frutos). ou seja.  Art.. informa que as provas decorrentes de uma prova ilícita também estarão contaminadas.3.1. Assim.  Entretanto. São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas. Ex: Confissão mediante tortura gera uma busca e apreensão (também será ilícita. 157.Teoria dos frutos da árvore envenenada (prova ilícita por derivação)  De origem norte-americana e adotada pelo STF. a teoria dos frutos da árvore envenenada não é absoluta.

1.3. (§ 2º Considera-se fonte independente aquela que por si só. Todas as provas encontradas no local serão válidas. Ex: principal caso da Suprema Corte norte-americana . Não será ilícita a utilização dessa testemunha se outras no processo já soubessem de sua existência.Teoria da descoberta inevitável – as provas que decorrem de uma ilícita não estarão contaminadas se era provável a sua prospecção por uma fonte autônoma que fatalmente ocorreria. seguindo os trâmites típicos e de praxe.varredura nas fazendas em busca de cadáver. Ex: Interceptação telefônica sem autorização judicial descobre uma testemunha. seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova.) .4. que fatalmente seria encontrado..1. mas antes houve confissão mediante tortura que apontou o local do cadáver. próprios da investigação ou instrução criminal.

3. Deve ser aplicada com cuidado..Teoria da boa-fé – o objetivo é evitar o reconhecimento da ilicitude da prova caso os agentes da persecução penal como um todo tenham atuado destituídos de dolo de infringir a lei. pautados em uma situação de erro.3. pois. sendo a prova ilícita desentranhada. o processo será aproveitado. e por si só não retira a ilicitude da prova..4. 1. .4.Teoria da prova absolutamente independente (PAI) – a existência de uma prova ilícita no processo não necessariamente o contaminará.3.2. havendo outras provas lícitas independentes da ilícita.  1.

Compartilhar provas entre processos pode ser de grande utilidade na busca por uma maior eficiência. Esse empréstimo de prova pode perfeitamente ocorrer entre processo penal e processo cível. pois a justiça é una. . mas não pode se tornar um expediente de comodidade.5.PROVA EMPRESTADA  É aquela prova produzida em um processo e transportada documentalmente (sempre assume forma documental) para um outro.1.

havendo recentes decisões em sentido contrário. as partes devem ser notificadas de uma prova emprestada para novamente exercerem o contraditório. – a ilicitude é uma só em todo o ordenamento. devem ser observados os seguintes requisitos:  Mesmas partes – as partes dos processos devem ser as mesmas.  Respeito ao contraditório –  Prova lícita . Ademais.  Mesmo fato probando – o fato demonstrado pela prova que se quer emprestar deve ser relevante nos dois processos. desde que haja contraditório). parecendo ser majoritária tal posição (partes podem ser diferentes. Logo. só poderá ser emprestada aquela prova lícita ou legítima. desde que haja o contraditório na produção das provas. a prova emprestada deve ter sido produzida sob o crivo do contraditório. Assim. Para que haja o empréstimo de prova. não há empréstimo de provas de inquérito para processo.

 STF. segundo o STF e o STJ. podem ser usados em PAD.  STJ 3ª Turma (2011). é possível se o empréstimo for para fomentar procedimentos administrativos disciplinares dentro das respectivas corregedorias. judicialmente autorizadas para produção de prova em investigação criminal ou em instrução processual penal. se trata de busca e apreensão de menor de idade. Em situações excepcionais seria possível a interceptação telefônica em investigação de natureza civil. No caso em tela. . Todavia. bem como documentos colhidos na mesma investigação. Dados obtidos em interceptação de comunicações telefônicas e escutas ambientais. admitindo-se até mesmo em processo cível. Obs: Entende ainda que a prova emprestada. ou contra outros servidores cujos supostos ilícitos teriam despontado à colheita dessas provas. por si só. sendo que ela não pode ser emprestada ao processo cível.  Obs: É inquestionável na doutrina que cada demanda exige interrogatório próprio. segundo recente posição do STJ. O STJ também entende assim.  Obs: A interceptação telefônica é idealizada para fazer prova em processo penal e inquérito policial. não é suficiente para fundamentar condenação. devendo estar corroborada pelos demais elementos probatório existentes nos autos. contra a mesma ou as mesmas pessoas em relação às quais foram colhidos. até porque o exercício da autodefesa é personalíssimo e exclusivo à imputação da denúncia/queixa. quando não houver outra medida que resguarde os direitos ameaçados e o caso envolver indícios de conduta considerada criminosa.

porém. 156. Diante do princípio da inocência. O ônus da prova. facultado ao juiz de ofício. . A prova da alegação incumbirá a quem a fizer.ÔNUS DA PROVA  Ônus da prova é a faculdade de demonstração probatória. cabe ao MP provar tudo por ele alegado na denúncia.1.  Segundo o CPP. cabe então ao MP ou querelante provar autoria. é de quem alega. enquanto a defesa deve provar o que alegar para absolver o réu. o dolo ou culpa e eventuais circunstâncias que majorem a pena. sendo essa a posição majoritária e clássica na doutrina e jurisprudência. sendo. o ônus da prova é incumbido a quem alega.  Art. a materialidade (existência da infração).6.  Assim. mais uma vez. assumindo a parte omissa as consequências de sua inatividade.

que atendendo ao art.LEI DE INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA (LEI 9296/96) . 1. foi criada a lei 9296/96. por ordem judicial.1. 5º XII CF/88 . a própria CF/88 dispôs que o sigilo das comunicações telefônicas pode ser quebrado.7.é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas.INTRODUÇÃO  A CF/88 consagrou a proteção ao sigilo espistolar (epístola = texto escrito em forma de carta / interceptação da correspondências). ao sigilo das comunicações telefônicas e ao sigilo de dados como direitos fundamentais.7. 1. como epistolar e de dados. salvo. no último caso.. desde que existisse lei nesse sentido para fins de investigação criminal e mediante ordem judicial.  Entretanto.  Nesse sentido. mas por interpretação do STF. nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. não por disposição da CF/88. também poderão ser quebrados. 5º da CF/88 regulou as interceptações telefônicas.  Vale dizer que os outros sigilos. de dados e das comunicações telefônicas.  Art.

 STJ. sendo indiferente o conhecimento ou não pelo outro interlocutor. 1. esta sim.. desde que não haja violação ao Princípio da Intimidade. A gravação de conversa realizada por um dos interlocutores que se vê envolvido nos fatos é prova lícita e pode servir de elemento probatório.  Escuta telefônica é a captação da conversa entre duas ou mais pessoas por um terceiro. Não é necessária. sem conhecimento dos interlocutores.2.  STJ (2008). por sua vez. medida que imprescinde de autorização judicial. A gravação de conversa realizada por um dos interlocutores é considerada prova lícita. . para ela.  Gravação telefônica. mesmo que o interlocutor não saiba da gravação.CONCEITO  Interceptação telefônica é a captação da conversa entre duas ou mais pessoas por um terceiro.7. com o conhecimento de um dos interlocutores. A gravação telefônica é considerada prova inominada. a autorização judicial. é a captação da conversa por um dos interlocutores (não há terceiro). mas a escuta pode ainda ser autorizada com base no princípio da proporcionalidade. É essa a modalidade disciplinada pela Lei 9296/96. e o STJ considera plenamente possível a utilização da gravação como prova tanto no processo cível quanto no processo criminal. Posição minoritária entende que escuta é uma espécie do gênero interceptação. e difere da interceptação telefônica. O STF entende que a Lei 9296/96 só disciplina as interceptações.

atualmente está absolutamente minoritária e superada. rádio.  Art. 1º. msn.7. dizendo que a Lei 9296/96 deve também abarcar as novas formas de comunicação que surgirem (fax. email. O disposto nesta Lei aplica-se à interceptação do fluxo de comunicações em sistemas de informática e telemática. 1.3. a posição que admitia apenas a interceptação da voz (palavra falada). . etc.CONTEÚDO E REQUISITOS DA INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA  A posição majoritária (Ampliativa). 1º da Lei 9296/96.). Parágrafo único Lei 9296/96. construi uma interpretação evolutiva dos meios de comunicação. Essa posição foi adotada expressamente no art.  Assim.

II . 2º.  Art.  Art. . Só é cabível a interceptação telefônica se cumpridas as seguintes 4 hipóteses cumulativas:  Art.a prova puder ser feita por outros meios disponíveis.  HIPÓTESE 2: Deve ser a última possibilidade – só pode ser autorizada se a prova não puder ser construída de uma outra maneira. I .não houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal. deve haver indícios de autoria e materialidade do crime. 2° (Lei 9296/96) Não será admitida a interceptação de comunicações telefônicas quando ocorrer qualquer das seguintes hipóteses:  HIPÓTESE 1: Deve haver justa causa – para que se autorize a interceptação. 2º.

Obs: Sigilo telefônico – são os dados cadastrais e o histórico de chamadas. com pena de detenção.  II .É inadmitido o deferimento de pedido de interceptação telefônica com base apenas em denúncia anônima. pois essa é admitida apenas para dar-se início à persecução penal.  Art. de ofício ou a requerimento da autoridade policial ou do MP.  STJ. que segundo o STF podem ser acessados por CPI. .o fato investigado constituir infração penal punida. HIPÓTESE 3: Crimes apenados com reclusão – a crítica feita pela doutrina é que melhor seria se fossem indicados pontualmente os delitos passíveis da medida.da autoridade policial.do representante do MP.  HIPÓTESE 4: Deve haver ordem judicial motivada – apenas o juiz pode autorizar a interceptação telefônica. desde que conexos com outro de reclusão. de ofício ou a requerimento:  I . portanto.  Obs: Interceptação prospectiva– é aquela realizada sem justa causa. no máximo. não consistindo justa causa.  Art. é considerada prova ilícita e abuso de autoridade. 3° A interceptação das comunicações telefônicas (poderá ser determinada pelo juiz. Crimes com detenção podem ter como prova interceptação. III (Lei 9296/96) . na investigação criminal e na instrução processual penal. na investigação criminal. evitando assim desproporções. 2º.

PROCEDIMENTO PROBATÓRIO 1. poderá ouvir outras testemunhas.8. quando julgar necessário.  Art.8.1. na busca pela verdade.PROPOSIÇÃO DA PROVA  É o momento de requerer as provas que devem ser produzidas na instrução processual.. Nada impede que o magistrado ouça alguma testemunha de ofício após. Em regra. . A exceção é a prova testemunhal.1. que deve ser indicada na inicial e na defesa preliminar. 209. ou lançar nos autos as provas já constituídas. mas não ocorre preclusão em caso de não requerimento. O juiz. deve ocorrer o requerimento na denúncia e na resposta preliminar. além das indicadas pelas partes.

1. autorizando ou não a prova. cabe ao juiz. por cerceamento de defesa ou da acusação. habeas corpus ou mandado de segurança. Em preliminar de futura apelação. . de forma motivada. ou seja. Caberá. funcionar como filtro.2. no entanto..8.ADMISSÃO DA PROVA  É o juízo de admissibilidade das provas requeridas feito pelo magistrado. a parte pode ainda alegar nulidade.  A decisão do magistrado quanto à admissão da prova é irrecorrível.

serão produzidas as provas. Se valorar mal. 1. seja para afastar ou acolher a prova. na sentença. submetidas nesse momento ao contraditório.8.PRODUÇÃO PROBATÓRIA  Na audiência una de instrução e julgamento. .3.  Obs: Deve ainda o juiz afastar e desentranhar as provas ilícitas ou ilegítimas.. revelando o motivo de seu convencimento.. valorar todo o manancial probatório.4.1.VALORAÇÃO DA PROVA  Caberá ao magistrado. Caso ampare sua decisão em prova vedada. dará ensejo à reforma na fase recursal. haverá nulidade.8.

estando dispensado de motivar a decisão. os seguintes sistemas:  1.1. dessa forma. Temos. podendo se valer de crenças pessoais e preconceitos..9.1.9. pois os jurados votam sem fundamentar.SISTEMA DA CERTEZA MORAL (ÍNTIMA CONVICÇÃO OU VERDADE JUDICIAL) O juiz está absolutamente livre para decidir.SISTEMAS DE APRECIAÇÃO DE PROVA  São os sistemas que nos mostram qual deverá ser o comportamento do juiz na valoração das provas para a tomada de decisão. Atualmente. . existe na no Tribunal do Júri.

podendo a lei limitar a presença.2. sob pena de nulidade. 93. 1. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial. ou somente a estes. todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos. desde que o faça de forma motivada. estando o juiz amplamente livre para decidir.SISTEMA DA PERSUASÃO RACIONAL (LIVRE CONVENCIMENTO MOTIVADO)  É o sistema reitor no Brasil.. não havendo hierarquia entre as provas. em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação. IX CF/88.  Art. ressalvadas as provas cautelares.  Art. em determinados atos. 155. e fundamentadas todas as decisões. .9. não repetíveis e antecipadas (SUBMETIDAS AO CONTRADITÓRIO DIFERIDO). não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação. às próprias partes e a seus advogados.

ATÉ A PRÓXIMA AULA ! .