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Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica:

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica:

identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

Professor Ms. Vandré Mateus Lima

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Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação SUMÁRIO 1 FUNDAMENTOS DA FARMÁCIA CLÍNICA E ATENÇÃO

SUMÁRIO

1

FUNDAMENTOS DA FARMÁCIA CLÍNICA E ATENÇÃO FARMACÊUTICA

3

1.1

Introdução da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica

3

1.2

Princípios de Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica

4

1.3

Atenção Farmacêutica Como Prática Clínica

8

1.4

Atenção Farmacêutica

10

1.4.1 Dispensação de Medicamentos e Produtos para a Saúde

11

1.4.2 Indicação Farmacêutica

13

1.4.3 Acompanhamento / Seguimento Farmacoterapêutico (SFT)

17

1.4.4 Educação Sanitária: Princípios de Prevenção de Doenças

19

2

ERROS DE MEDICAÇÃO

22

2.1 Conceitos importantes para estudarmos Erros de Medicação

22

2.2 Trabalhos relevantes sobre erros de medicação

24

2.3 FARMACÊUTICO HOSPITALAR

25

2.4 FUNDAMENTOS DA PREVENÇÃO DOS ERROS DE MEDICAÇÃO

25

2.5 Estratégias de Prevenção

26

2.6 ANÁLISE DE ERROS DE MEDICAÇÃO: Gerenciamento de Risco - Segurança ao

Paciente no Circuito do Medicamento

27

 

2.6.1 Cadeia de origem de EM

27

2.6.2 Gravidade dos EM

27

2.6.3 Tipos de EM

28

2.6.4 Causas dos EM

30

2.7 Prevenção de Erros de Medicação em Hospitais

31

2.8 Recomendações para prevenção de erros de medicação

33

2.9 Sugestão de Implantação de Gestão de Erros de Medicação

34

 

2.9.1 Comitê multidisciplinar para uso correto de medicamentos

34

2.9.2 Medidas de prevenção dos erros

34

2.10 PROGRAMA DE NOTIFICAÇÃO

35

2.11 Monitorando e Gerenciando os Erros de Medicação

36

2.12 Recomendações aos Profissionais de Saúde

36

 

2.12.1 Recomendações aos Médicos

36

2.12.2 Recomendações aos Enfermeiros

37

2.12.3 Recomendações aos Farmacêuticos

37

3

REFERÊNCIAS

38

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação 1 FUNDAMENTOS DA FARMÁCIA CLÍNICA E ATENÇÃO

1 FUNDAMENTOS DA FARMÁCIA CLÍNICA E ATENÇÃO FARMACÊUTICA

1.1 Introdução da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica

Atenção farmacêutica é uma nova prática profissional baseada em ações pró-ativas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Associações

Médicas Internacionais e pelo Conselho Nacional de Saúde

do Brasil. Sua implementação pode contribuir para a

resolução de problemas de saúde pública.

O conceito brasileiro, assim como o espanhol, tem

uma abrangência maior, comparado com o americano. Considera a promoção da saúde, a educação em saúde

e o Seguimento Farmacoterapêutico (SFT), como componentes da atenção farmacêutica.

O SFT tem como objetivo a detecção de Problemas

Relacionados aos Medicamentos (PRM), para prevenção

e resolução dos Resultados Negativos Associados aos

Medicamentos (RNM). Esta atividade implica na assunção

de um compromisso, que deve ocorrer de forma continuada,

sistematizada e documentada, com a colaboração do

paciente e demais profissionais de saúde, com o propósito

de

atingir resultados concretos que melhorem a qualidade

de

vida do paciente.

Um PRM é a situação que, no processo de uso do medicamento, causa ou que pode causar um RNM, que é

um resultado não adequado ao objetivo da farmacoterapia

e associado ao uso ou a falha no uso do medicamento.

Os PRMs são as principais causas de efeitos indesejados

relacionados a medicamentos. Os principais são: prescrição inadequada; reações adversas; não adesão ao tratamento; superdosagem ou subdosagem; falta da farmacoterapia necessária; inadequado seguimento de sinais e sintomas e erros de medicação.

Na equipe multiprofissional de saúde, o farmacêutico

é o profissional mais habilitado para realizar o SFT,

devido à sua formação específica e a motivação pelo reconhecimento de seu trabalho assistencial. Ao prestar atenção farmacêutica o profissional se responsabiliza pelo cumprimento do planejamento farmacoterapêutico, de forma a alcançar resultados positivos.

Na literatura científica de saúde é comum encontrarmos

a definição de paciente polimendicado como aqueles que

utilizam mais de cinco medicamentos. São pacientes mais propensos a apresentar problemas na farmacoterapia.

Assim o farmacêutico poderá realizar uma intervenção planejada e documentada e em conjunto com os demais profissionais de saúde, resolver ou prevenir problemas que interferem ou podem vir a interferir no processo terapêutico ou mesmo no aparecimento de co-morbidades decorrentes do uso inadequado dos medicamentos. Esta atividade é parte integrante do processo de SFT.

Durante a realização do SFT, a integração entre profissionais que prescrevem os medicamentos e

o farmacêutico permite, através da combinação de

conhecimentos especializados e complementares, o

alcance de resultados eficientes, beneficiando o paciente.

A

atuação do farmacêutico em atividades clínicas levou

ao

estreitamento de relações com os médicos e outros

profissionais de saúde, tendo como objetivo comum aumentar a efetividade dos tratamentos.

A “Canadian Pharmacists Association” e a “Canadian Medical Association” fornecem exemplo de atuação conjunta. Do mesmo modo, a American College of Physicians e a American Society of Internal Medicine, apóiam a transição para um modelo de ações conjuntas entre médicos e farmacêuticos, além de incentivar a pesquisa na área.

Uma ferramenta de atenção farmacêutica, para realizar SFT, é a Medodologia Dáder, que foi desenvolvida pelo Grupo de Investigação em Atenção Farmacêutica da Universidade de Granada em 1999. Utilizada por centenas de farmacêuticos de diversos países com milhares de pacientes, atualmente a Metodologia Dáder está em sua terceira edição, publicada em 2007. Fundamenta-se na

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resolução e prevenção de erros de medicação obtenção de informações sobre os problemas de saúde e

obtenção de informações sobre os problemas de saúde

e sobre a farmacoterapia do paciente, elaborando uma história farmacoterapêutica.

Através da história é possível estabelecer uma análise situacional que permite visualizar o panorama sobre a saúde e o tratamento do paciente em distintos momentos. Assim consegue-se avaliar os resultados da farmacoterapia através da elaboração de um plano de atuação dentro do qual são determinadas todas as intervenções que se consideram oportunas para melhorar ou preservar seu estado de saúde.

1.2 Princípios de Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica

Definição de Farmácia Clínica

Toda atividade executada pelo farmacêutico voltada diretamente ao paciente através do contato direto com este ou através da orientação a outros profissionais clínicos, como o médico e o dentista”. Engloba as ações de atenção farmacêutica.

Declaração de Tóquio

Em 1993 a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou o documento conhecido como “Declaração de Tóquio” (OMS, 1993) coloca o paciente como foco das ações do farmacêutico.

Perspectivas da Farmácia Clínica no Brasil

É uma das áreas de maior crescimento da profissão

farmacêutica, principalmente com a ampliação de Farmácias Hospitalares, e contratação de farmacêuticos clínicos.

A atuação clínica na Farmácia Pública, na Indústria

Farmacêutica na área de SAC e farmacovigilância, também

é uma realidade.

Aspectos Importantes do Farmacêutico Clínico

realidade. Aspectos Importantes do Farmacêutico Clínico O farmacêutico que deseja trabalhar em contato com

O farmacêutico que deseja trabalhar em contato com pacientes deve possuir, uma série de conhecimentos e habilidades:

» Conhecimento de doenças

» Conhecimentos de farmacoterapia

» Conhecimentos de terapia não medicamentosa

» Conhecimento de análises clínicas

» Habilidades de comunicação

» Habilidades em monitoração de pacientes

» Habilidades em avaliação física

» Habilidades em informação sobre medicamentos

» Habilidades em planejamento terapêutico

Precisa mudar o paradigma:

» Paradigma antigo: “farmacêutico é o profissional do medicamento”.

» Paradigma novo: “farmacêutico é o profissional voltado ao usuário do medicamento” – Paciente como foco.

DificuldadesparaatuaçãoclínicadoFarmacêutico

A execução de ações de farmácia clínica tem sido o grande desafio do farmacêutico nos últimos anos, muitas vezes pela ausência desta disciplina na currículo de muitos

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resolução e prevenção de erros de medicação cursos de graduação pelo Brasil, ou mesmo pela falta

cursos de graduação pelo Brasil, ou mesmo pela falta de

»

A

eficiência do atendimento médico direcionado é

referencial para aplicação da mesma.

reforçada pelo deslocamento apropriado para as funções farmacêutico.

Qual modelo seguir?

»

Mais pacientes recebem os serviços médicos

A grande dúvida que paira no ar, é qual seria o melhor

necessários, aumentando o tempo disponível para

modelo a ser aplicado no Brasil, porém atualmente com

o

atendimento médico.

a introdução da globalização em todas as áreas inclusive farmacêutica, caminhamos para um “modelo universal”.

Resultados obtidos com as ações clínicas do farmacêutico

Modelo Universal Este modelo universal é baseado nas recomendações de órgãos governamentais como a Organização Mundial de Saúde (OMS), Organização Panamericana de Saúde (OPAS), e de ONGs importantes como a Sociedade Americana de Farmacêuticos em Sistemas de Saúde (ASHP).

Desafios para o Farmacêutico Clínico

» Transportar os conceitos e ferramentas teóricas para o dia-a-dia do profissional,

» Passar pela mudança cultural dos próprios farmacêuticos,

» Pela valorização da profissão perante a sociedade, pelos demais profissionais de saúde, e principalmente pelos administradores de sistemas de saúde e órgãos governamentais.

Como o Farmacêutico desenvolve o raciocínio clínico?

» Colocando em prática o aprendizado teórico

» Perdendo o medo de orientar o paciente e de discutir casos clínicos concretos com os médicos e outros profissionais de saúde

» A prática traz a “perfeição”!

O Farmacêutico deve sempre colocar o usuário de medicamento como alvo principal do farmacêutico, independente do segmento (o medicamento é o meio, o paciente o fim).

Benefícios de cuidados farmacêuticos

» Os pacientes recebem atendimento mais adequado no que diz respeito ao medicamento, a partir de um profissional da saúde mais capacitado.

» Melhora na adesão aos tratamentos farmacoterapêuticos;

» Diminuição na incidência de reações adversas e interações medicamentosas;

» Diminuição no tempo de internação;

» Diminuição de morbidade e mortalidade dos pacientes;

» Melhora na qualidade de vida dos pacientes;

» Diminuição de custos.

Conhecendo o Paciente

pacientes; » Diminuição de custos. Conhecendo o Paciente Um profissional da área de saúde, deve entender

Um profissional da área de saúde, deve entender que um paciente “é único”, que cada um possui um estilo diferente de vida, que é alguém que possui, vulnerabilidade, preferências, preocupações, medos, esperanças, alegrias. Assim, o paciente é a razão central das ações. O farmacêutico oferece serviços e orientações para que o paciente receba o cuidado que necessita ou o que procura.

Relação do Paciente

Para auxiliar no tratamento e atendimento ao paciente é fundamental que haja o acompanhamento do mesmo

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resolução e prevenção de erros de medicação por seu cônjuge ou por parentes que, até em

por seu cônjuge ou por parentes que, até em algumas ocasiões, possam tomar decisões em relação à adesão de medicação.

Em relação ao uso de medicação, devem ser

considerados o conhecimento das opiniões do paciente

e de sua avaliação de opções de tratamento para

o desenvolvimento de planos de acompanhamento terapêutico e prognóstico do paciente.

Relação entre Paciente e Farmacêutico

Algumas pesquisas apontam que a partir da perspectiva do paciente, a competência dos farmacêuticos, é fator necessário para o estabelecimento de relações de confiança entre farmacêutico e paciente.

A forte correlação existente entre a confiança pessoal

e profissional é importante para o paciente selecionar uma farmácia e para aceitar orientações pelo farmacêutico. Geralmente essa seleção é de livre escolha, mas há pacientes que a doença pode progredir necessitando de intervenções intervenção médica.

O paciente torna-se mais dependente dos atributos

do farmacêutico, como um prestador de cuidados que se

preocupa com as necessidades e saúde do paciente.

Alguns pacientes vêem o farmacêutico como um médico,

que ocupam um papel como um curador pelo uso de medicações

e conhecimento de seus efeitos, porém o farmacêutico deve atuar dentro das atividades de seu âmbito profissional.

O paciente traz as influências da cultura, etnia, educação, socioeconômica, espiritualidade, família e amigos, valores, crenças e atitudes. À medida que entendemos como dar atenção, é preciso estabelecer um conhecimento do paciente como uma pessoa cujo cuidado inclui a gestão da doença.

Como Implantar a Farmácia Clínica

» Se especializando - Aprendizado (pós-graduação)

» Desenvolvimento de raciocínio clínico (estudos de caso, estágio e atuação na prática)

» Atuar com perfil clínico (independente do segmento)

Metodologia para implantação da Farmácia Clínica Proposta de acordo com o Livro Farmácia Clínica &

Atenção Farmacêutica (Bisson, MP 2007), três etapas são necessárias:

» Conhecer os princípios, conceitos de Farmácia Clínica;

» Conhecer as ferramentas de Farmácia Clínica;

» Desenvolver projetos estruturados de Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica, focando grupos específicos de pacientes e medicamentos.

ExemplosdeGruposdepacientesemedicamentos

» Atenção Farmacêutica em distúrbios menores (MIPs).

» Atenção Farmacêutica ao paciente pediátrico e hebiátrico.

» Atenção Farmacêutica ao paciente geriátrico.

» Atenção Farmacêutica ao paciente diabético e obeso.

» Atenção Farmacêutica ao paciente hipertenso e cardiopata.

» Atenção Farmacêutica ao paciente oncológico.

» Atenção Farmacêutica na antibioticoterapia.

» Atenção Farmacêutica na dor e inflamação.

» Atenção Farmacêutica na insuficiência renal e hepática.

» Atenção Farmacêutica nos distúrbios do sistema digestório.

» Atenção Farmacêutica nos distúrbios neurológicos e psiquiátricos.

» Atenção Farmacêutica nos processos alérgicos e da asma.

Conhecendo algumas áreas da Farmácia Clínica

» Atenção Farmacêutica

» Farmacovilância

» Farmacoepidemiologia (Estudos de Utilização de Medicamentos)

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

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resolução e prevenção de erros de medicação » Farmacoeconomia » Farmacocinética Clínica (esquemas

» Farmacoeconomia

» Farmacocinética Clínica (esquemas posológicos)

Atenção Farmacêutica

Outras informações interessantes da pesquisadora:

» 10% das doenças representam mais de 50% dos PRMs;

 

» Farmacêutico deve ter conhecimento das doenças

O

É a principal atividade do farmacêutico em Farmácia

Dentro do contexto da Atenção Farmacêutica, a

e

respectivas farmacoterapias;

Clínica, onde o Farmacêutico Clínico trabalha diretamente

» ensino através de PBLs (aprendizado baseado em

O

com o paciente, realizando Anamnese/Análise/Orientação/

problemas), deve ser desenvolvido;

Seguimento Farmacoterapêutico. Utiliza conhecimentos de farmacoterapia, patologia, semiologia, interpretação de dados laboratoriais e relações humanas.

pesquisados “Linda Strand”, fez alguns comentários no Congresso Brasileiro de Farmacêuticos Clínicos - Abril 2011 (SP/Brasil)

» Que os médicos reconhecem e aprovam a prática integrada, ou seja, a atuação multiprofissional, porém eles querem saber quem faz atenção farmacêutica, e como levar acesso a esse serviço aos seus pacientes.

Farmacovigilância

a esse serviço aos seus pacientes. Farmacovigilância » Melhor atender bem um paciente do que 1.000

» Melhor atender bem um paciente do que 1.000 de maneira precária

» Foco do farmacêutico deve ser a prática clínica

» Se preocupar com as necessidade dos pacientes

» Padronizar atendimento (prática médica igual no mundo inteiro, e a farmacêutica?)

» Plano de tratamento racional (apropriado, efetivo, seguro e com aderência)

» São direitos dos pacientes: Passar suas necessidades; passar suas expectativas em relação ao tratamento; auxiliar o profissional de saúde no processo de tomada de decisão, trocando informações; e participação na decisão final do tratamento.

» É papel do farmacêutico: Identificar, resolver, prevenir PRMs; realizar abordagem focada no paciente; e compartilhar seu conhecimento com o paciente.

Farmacovigilância é a ciência e as atividades relativas à detecção, avaliação, compreensão e prevenção dos

efeitos adversos e quaisquer outros problemas associados

a medicamentos (OMS, 2002). (Será abordado em outro módulo)

Farmacoepidemiologia

É a aplicação do raciocínio epidemiológico, métodos

e conhecimento ao estudo dos usos e efeitos (benéficos

e adversos) de drogas em populações humanas. (Será abordado em outro módulo)

Farmacoeconomia

É um ramo da Economia em Saúde que vem se

desenvolvendo nestes últimos anos em função dos gastos crescentes em saúde. (será abordado em outro módulo)

Farmacocinética Clínica

Estudo da relação quantitativa entre dose, concentração plasmática e efeito da droga, dando suporte para análises

e interpretações das medidas das concentrações da droga no plasma ou outros tecidos. (será abordado em outro módulo)

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resolução e prevenção de erros de medicação 1.3 Atenção Farmacêutica Como Prática Clínica Qual a

1.3 Atenção Farmacêutica Como Prática Clínica

Qual a coisa mais importante para os seres humanos??? A VIDA !!!

A esperança de vida tem aumentado de forma

espetacular, devido à: Melhorias na nutrição e higiene; Avanços tecnológicos; Existência de medicamentos e o acesso a sua utilização.

O Medicamento é o fator que mais tem contribuído

para o aumento da expectativa de vida da população, em qualidade e quantidade!!!

Objetivo da utilização terapêutica de medicamentos

Objetivo da utilização terapêutica de medicamentos FONTE: FAUS DÁDER, 2008 Porém, temos que tomar cuidado!!!

FONTE: FAUS DÁDER, 2008

Porém, temos que tomar cuidado!!!

Nem sempre um medicamento produz um resultado ótimo!

Poderá ocorrem uma falha durante a farmacoterapia!!!

Falhas na farmacoterapia

falha durante a farmacoterapia!!! Falhas na farmacoterapia FONTE: FAUS DÁDER, 2008 O medicamento deve ser: Eficaz

FONTE: FAUS DÁDER, 2008

O medicamento deve ser: Eficaz e seguro

Quando o medicamento não é eficaz? » Quando ele não consegue atingir os objetivos terapêuticos buscados.

Quando o medicamento não é seguro? » Quando ele provoca danos.

Razões pela qual a farmacoterapia falha !

provoca danos. Razões pela qual a farmacoterapia falha ! FONTE: FAUS DÁDER, 2008 Por isso, garantir

FONTE: FAUS DÁDER, 2008

Por isso, garantir que os medicamentos consigam

evitar

o aparecimento de resultados clínicos não desejados (negativos) representa um ponto crítico do processo farmacoterapêutico.

os

resultados

clínicos

desejados

(positivos)

e

O Farmacêutico Clínico realizando Atenção Farmacêutica, irá contribuir para o alcance dos resultados esperados da Farmacoterapia.

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Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação Terceiro Consenso de Granada (2007) » PRM – Problema

Terceiro Consenso de Granada (2007)

» PRM

– Problema relacionado com

medicamento.

» Aquelas situações que, no processo de uso de medicamentos, causam ou podem causar o aparecimento de um RNM.

» RNM – Resultado negativo associado ao medicamento.

» Resultado em saúde do paciente não adequado ao objetivo da farmacoterapia e associados ao uso ou falha no uso de medicamentos.

Lista de PRM (FÓRUM de AF, 2006)

» Administração errônea do medicamento;

» Características pessoais;

» Conservação inadequada;

» Contra-indicação;

» Dose, pauta, e/ou duração inadequada;

» Duplicidade;

» Erros de dispensação;

» Erros de prescrição;

» Não adesão;

» Interações;

» Outros problemas de saúde que afetam o tratamento;

» Probabilidade de efeitos adversos;

» Problemas de saúde insuficientemente tratados;

» Outros.

Classificação dos RNMs (Terceiro Concenso de Granada, 2007)

» NECESSIDADE

» Problema de saúde não tratado;

» Efeito de medicamento não necessário.

» EFETIVIDADE

» Inefetividade não quantitativa (ATB, Não há resp. terapêutica);

» Inefetividade quantitativa (Sub dose).

» SEGURANÇA

» Insegurança não quantitativa (RAM, Alergia, Interação);

» Insegurança quantitativa (Dose tóxica, Nefropatia, Hepatopatia).

Alergia, Interação); » Insegurança quantitativa (Dose tóxica, Nefropatia, Hepatopatia). FONTE: FAUS DÁDER, 2008 9

FONTE: FAUS DÁDER, 2008

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação Exemplo de utilização das classificações de PRM e RNM,

Exemplo de utilização das classificações de PRM e RNM, na prática clínica

Caso Clínico:

Criança com problema cardíaco, edemaciada, peso seco 3,0Kg, em uso de furosemida.

» Prescrição: 2,5 mg de furosemida a cada 6 horas.

» transcrição (prescrição) do dia seguinte: Furosemida 2,5 ml a cada 6 horas.

Obs.:

Apresentação

do

medicamento:

Furosemida

solução 10 mg/ml frasco de 100 ml.

Resumo do caso: Foi prescrito erroneamente em ml o que deveria ser prescrito sempre em mg, e com isso ocorreu um erro de medicação; a criança tomou 2,5 ml que significa 25 mg e não 2,5 mg como já vinha tomando. Criança apresentou diarréia e vômitos.

1- PRM:

- Administração errônea do medicamento;

- Dose errada do medicamento;

- Erro de prescrição (transcrição);

2- RNM: - Segurança: Insegurança quantitativa:

dose maior do que a necessária, causando efeito adverso.

1.4 Atenção Farmacêutica

O

termo

“Atenção

Farmacêutico Clínico.

Farmacêutica”

esta

ligado

ao

Engloba todas as atividades realizadas pelo farmacêutico orientadas ao paciente, com o objetivo de conseguir o máximo benefício possível em termos de saúde (FAUS DÁDER, 2008).

Consenso

Brasileiro de Atenção Farmacêutica (Brasília -

DF/2002 - proposta)

Atenção

Farmacêutica

no

Brasil

-

Objetivo: Estabelecer estratégia de Atenção Farmacêutica, apropriadas à realidade sanitária do país,

possibilitando ainda, diferenciar e integrar os conceitos de Assistência Farmacêutica e de Atenção Farmacêutica.

Atenção Farmacêutica em outros Países Minnesota – USA

O conceito de “Atenção Farmacêutica” estabelecido por Hepler & Strand em 1990, é: “A missão principal

do farmacêutico é prover a atenção farmacêutica, que

é a provisão responsável de cuidados relacionados a

medicamentos com o propósito de conseguir resultados definitivos que melhorem a qualidade de vida dos pacientes”.

Espanha (Consenso de Granada - 2001)

Atenção Farmacêutica é a participação ativa do

farmacêutico para a assistência ao paciente na dispensação

e seguimento de um tratamento farmacoterapêutico,

cooperando assim com o médico e outros profissionais

de saúde a fim de conseguir resultados que melhorem a

qualidade de vida do paciente.

Também envolve a implicação do farmacêutico em atividades que proporcionem boa saúde e previnam as doenças.

Implantação da Atenção Farmacêutica

Etapas

Prévias

para

Atenção Farmacêutica

Execução

de

Ações

de

» Convencimento de quem tem poder de mando. » Secretários de Saúde Estaduais e Municipais, diretores clínicos de hospitais, proprietários de redes de drogarias e farmácias;

» Colocar o paciente como foco das ações;

» Definição de projetos específicos de atenção farmacêutica. » por doenças, tipos de paciente, grupos de medicamentos.

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resolução e prevenção de erros de medicação Etapas de Farmacêutica Execução de Ações de Atenção

Etapas

de

Farmacêutica

Execução

de

Ações

de

Atenção

» Serviços Farmacêutico (aferição da PA, temperatura corpórea, glicemia capilar – RDC 44/09);

» Intervenção Farmacêutica;

» Acompanhamento/Seguimento Farmacoterapêutico.

Etapas de Pós-Execução de Ações de Atenção Farmacêutica

» Avaliação e monitoração de resultados;

» Elaboração de relatórios;

» Publicação científica dos resultados;

» Reavaliação contínua das rotinas;

» Propositura constante de novos projetos conforme a demanda.

Atividades

do

Farmacêutico

Farmacêutica que veremos:

na

Atenção

» Dispensação de medicamentos e produtos para a saúde;

» Indicação/Prescrição Farmacêutica;

» Seguimento Farmacoterapêutico;

» Educação Sanitária.

1.4.1 Dispensação de Medicamentos e Produtos para a Saúde

Atuação clínica do Farmacêutico, afim de proporcionar ao paciente ou a seus cuidadores:

» A entrega de medicamentos e/ou produtos para a saúde ;

» Os serviços clínicos que acompanham a entrega do mesmo.

Objetivo da Dispensação

» Melhorar o processo de uso do medicamento e a utilização dos produtos para a saúde ;

» Proteger o paciente de possíveis RNM, causados por PRM.

Como? Entregando o medicamento e produtos para a saúde em condições ótimas e de acordo com as legislações vigentes.

Como? Garantindo que o paciente possua as informações mínimas necessárias em relação o processo de uso do medicamento e a utilização dos produtos para a saúde.

Como?

» Protegendo o paciente frente ao possível aparecimento de RNM, detectando e corrigindo os PRMs.

Processos clínicos da Dispensação

» É um processo complexo que deve ser realizado pelo Farmacêutico ou sob a sua supervisão;

» Está focado no paciente;

» Deve ser realizado de maneira ágil e segura;

» Deve ser uma prática rotineira do profissional farmacêutico;

» Deve existir troca de informações entre o farmacêutico e o paciente;

Procedimento Operacional Padrão (POP) na dispensação

Importâncias da Dispensação:

» Favorecem a eficácia e eficiência do processo;

» Contribui para a agilidade, oportunidade e continuidade do serviço.

Aspecto importantes.

» Na elaboração do POP de dispensação deve-se assegurar o cumprimento de três requisitos básicos:

1º - Deve ser realizado por farmacêutico ou sob a sua supervisão; 2º - Verificar se o medicamento não é inadequado para o paciente; 3º - Assegurar que o paciente, pelo menos, conhece o objetivo e a forma de utilização do produto.

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação Passos a seguir no POP de Dispensação » 1º

Passos a seguir no POP de Dispensação

» 1º - Procurar dispensar o medicamento ao usuário ou cuidador (falta de informações);

» 2º - Investigar se está frente a uma primeira dispensação ou a uma dispensação repetida (uso contínuo).

O POP deve proporcionar o cumprimento dos princípios básicos da dispensação!

» Ausência de critérios farmacoterapêuticos ou clínicos que impossibilitem a dispensação:

» Alergias;

» Contra-indicações;

» Teratogenia;

» Duplicidade;

» Interações.

» Conhecimento e aceitação do processo de uso dos medicamentos pelo paciente;

» Percepção do paciente sobre a efetividade e segurança do medicamento.

Primeira Dispensação

Objetivos da primeira dispensação

» Ausência de critérios farmacoterapêuticos ou clínicos que sugiram que a entrega do medicamento não deva ser realizada;

» Que o paciente possui e assume o conhecimento do processo de uso do medicamento (manipulação e utilização terapêutica);

» Que o paciente conhece a forma de realizar a monitorização do tratamento.

Fluxograma de Primeira Dispensação

a forma de realizar a monitorização do tratamento. Fluxograma de Primeira Dispensação FONTE: FAUS DÁDER, 2008

FONTE: FAUS DÁDER, 2008

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação Dispensação repetida ou de uso contínuo Objetivo

Dispensação repetida ou de uso contínuo

Objetivo principal da dispensação repetida é avaliar a percepção do paciente sobre a efetividade e a segurança do tratamento.

Fluxograma de Dispensação Repetida

do tratamento. Fluxograma de Dispensação Repetida FONTE: FAUS DÁDER, 2008. 1.4.2 Indicação Farmacêutica

FONTE: FAUS DÁDER, 2008.

1.4.2 Indicação Farmacêutica

Serviço que é prestado frente à demanda de um paciente ou usuário que chega à farmácia sem saber qual medicamento deve adquirir e solicita ao Farmacêutico o remédio mais adequado para um problema de saúde concreto, ou quando o Farmacêutico após uma anamnese do paciente, decide indicar um MIP.

Normalmente a pergunta que o paciente faz ao

?

farmacêutico na dragaria é

O que você tem para

Definição de Indicação Farmacêutica

Ato profissional, pelo qual o farmacêutico se responsabiliza pela seleção de um medicamento que não necessita prescrição médica (Medicamento Isento de Prescrição - MIP).

Objetivos da Indicação Farmacêutica

» Aliviar ou resolver um problema de saúde “a pedido do paciente”;

» Encaminhamento ao médico ou a outro profissional de saúde quando o referido problema necessite.

» Aliviar ou resolver um problema de saúde “a pedido do paciente”;

» Encaminhamento ao médico ou a outro profissional de saúde quando o referido problema necessite.

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação » Preconizado pela OMS e legislações sanitárias

» Preconizado pela OMS e legislações sanitárias brasileiras;

» Poderia ser uma oportunidade de alívio para o sistema sanitário em atenção primária e serviços de urgência;

» Inibição e/ou diminuição da automedicação.

Aspectos legais da Indicação Farmacêutica no Brasil

» Resolução - RDC nº 138, de 29 de maio de 2003 - Dispõe sobre o enquadramento na categoria de venda de medicamentos – OTCs. (MIPs – Medicamentos Isentos de Prescrição).

» Resolução RDC nº 87, de 21 de novembro de 2008. (Altera o Regulamento Técnico sobre as Boas Práticas de Manipulação em Farmácias).

» Resolução – RDC Nº 44, DE 17 DE AGOSTO DE 2009 - Dispõe sobre Boas Práticas Farmacêuticas

para o controle sanitário do funcionamento, da dispensação e da comercialização de produtos e da prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias e dá outras providências. » Consulta Pública nº 01/10 do CFF – Define, regulamenta e estabelece atribuições e competências do farmacêutico na prescrição farmacêutica e dá outras providências.

Indicação

de

medicamentos

segundo a RDC nº 87/2008.

manipulados

» A prescrição ou indicação, quando realizada pelo farmacêutico responsável, também deve obedecer aos critérios éticos e legais previstos.

RDC nº 138 - Lista de Grupos e Indicações Terapêuticas Especificadas (GITE)

Grupos

Indicações Terapêuticas

Observações

Terapêuticos

Antiacneicos tópicos

Acne, acne vulgar, rosácea

Restrições: Retinóides

Antiácidos, Antieméticos, Eupépticos, Enzimas digestivas

Acidez estomacal. Azia, Desconforto estomacal, Dor de estômago, Dispesia, Enjoo, Náusea, Vômito, Epigastralgia, Má digestão, Queimação

Restrições: Metoclopramida, Bromoprida, Mebeverina, Inibidor da Bomba de Proton

Antidiarreicos

Diarréia, Desinteria

Restrições: Loperamida infantil, Opiáceos

Antiespasmódicos

Cólica, Cólica menstrual, Dismenoréia, Desconforto pré-menstrual, Cólica biliar/renal/intestinal

Restrições: Mebeverina

Anti-histamínicos

Alergia, Coceira/Prurido, Coriza, Rinite Alérgica, Urticária, Picada de inseto, Ardência, Ardor

Restrições: Adrenérgicos, Corticóides que não a hidrocortisona de uso tópico

Anti-seborréicos

Caspa

 

Anti-sépticos orais

Aftas, Dor de garganta, Profilaxia das cáries

 

Anti-sépticos ocular

 

Restrições: Adrenérgicos, Corticóides

Anti-sépticos da pele e mucosas

Assaduras, Dermatite de fraldas

 

Anti-séptico urinário

Disúria, dor/ardor/desconforto para urinar

 

Anti-séptico

Higiene íntima, desodorizante

 

vaginal tópicos

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

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resolução e prevenção de erros de medicação Grupos Indicações Terapêuticas Observações

Grupos

Indicações Terapêuticas

Observações

Terapêuticos

Aminoácidos,

Suplemento vitamínico e/ou mineral pós-cirúrgico/cicatrizante, suplemento vitamínico e/ou mineral como auxiliar nas anemias carenciais, suplemento vitamínico e/ou mineral em dietas restritivas e inadequadas, suplemento vitamínico e/ou mineral em doenças crônicas/convalescença, suplemento vitamínico e/ou mineral em idosos, suplemento vitamínico e/ou mineral em períodos de crescimento acelerado, suplemento vitamínico e/ou mineral na gestação e aleitamento, suplemento vitamínico e/ou mineral para recém-nascidos, lactentes e crianças em fase de crescimento, suplemento vitamínico e/ou mineral para prevenção do raquitismo, suplemento vitamínico e/ou mineral para a prevenção/tratamento auxiliar na desmineralização óssea pré e pós menopausal, suplemento vitamínico e minerais antioxidantes, suplemento vitamínico e/ ou mineral para prevenção de cegueira noturna/xeroftalmia, suplemento vitamínico como auxiliar do sistema imunológico

 

Vitaminas, Minerais

Antiinflamatórios

Lombalgia, Mialgia, Torcicolo, Dor articular, artralgia, Inflamação da garganta, Dor muscular, Dor na perna, Dor varicosa, Contusão

Permitidos: Naproxeno, ibuprofeno, cetoprofeno

Antiflebites

Dor nas pernas, Dor varicosa, Sintomas de varizes

 

Antifisético

Eructação, Flatulência, Empachamento, Estufamento

 

Anti-fúngico

Micoses de pele, frieira, micoses de unha, pano branco

Permitidos: Tópicos que não contenham princípios ativos de uso sistêmico

Anti-hemorroidários

Sintomas de hemorróidas

Permitidos: Tópicos

Antiparasitários orais

Verminoses

Permitidos: Mebendazol, levamizol.

Antiparasitários

Piolhos, sarna, escabiose, carrapatos

 

tópicos

Antitabágicos

Alívio dos sintomas decorrente do abandono do hábito de fumar

Restrições: Bupropiona

Analgésicos,

Dor, Dor de dente, Dor de cabeça, Dor abdominal e pélvica, Enxaqueca, Sintomas da gripe, Sintomas do resfriados, Febre, Cefaléia

 

Antitérmicos

Ceratolíticos

Descamação, Esfoliação da pele, Calos, Verrugas

 

Cicatrizantes

Feridas, escaras, fissuras de pele e mucosas, rachaduras

 

Colagogos,

Distúrbios digestivos, Distúrbios hepáticos

 

Coleréticos

Descongestionantes

Congestão nasal, Obstrução nasal

Restrições: vasoconstritores

nasais tópicos

Emolientes cutâneos

Hidratante

 

Emoliente ocular

Secura nos olhos, falta de lacrimejamento

 

Expectorantes, Sedativos da tosse

Tosse, Tosse seca, Tosse produtiva

 

Laxantes, Catárticos

Prisão de ventre, obstipação/constipação intestinal, intestino preso

 

Rehidratante oral

Hidratação oral

 

Relaxantes

   

musculares

Torcicolo, Contratura muscular, Dor muscular

Rubefaciantes

Vermelhidão/rubor

 

Tônico oral

Estimulantes do apetite

 

FONTE: ANVISA, 2003.

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação Ponto da RDC 44/2009 relacionado a Indicação

Ponto da RDC 44/2009 relacionado a Indicação Farmacêutica.

Da Declaração de Serviço Farmacêutico

Art. 81. Após a prestação do serviço farmacêutico deve ser entregue ao usuário a Declaração de Serviço Farmacêutico.

» I - atenção farmacêutica:

»

» b) indicação de medicamento isento de prescrição e a respectiva posologia, quando houver;

a)

Definição de Prescrição Farmacêutica - Consulta Pública nº01/10

Ato praticado pelo farmacêutico devidamente inscrito no CRF de sua jurisdição, após a constatação de um transtorno menor ou nos limites da atenção básica à saúde, que consiste em definir e orientar sobre plantas medicinais, drogas vegetais nas suas diferentes formas farmacêuticas, alimentos, produtos para saúde, cosméticos, produtos dermatológicos e medicamentos de venda livre ou isentos de prescrição (MIP), a ser consumido pelo paciente, com respectiva dosagem e duração do tratamento.

Este

ato

deve

sempre

ser

expresso

mediante

a

elaboração de uma declaração de serviço farmacêutico.

Contexto sanitário da Indicação Farmacêutica:

O autocuidado da saúde.

» A OMS em 1998, em seu documento “O papel do farmacêutico no autocuidado e na automedicação”, apresenta as seguintes definições:

Autocuidado

» Tudo aquilo que as pessoas fazem por si mesmas, com o propósito de restabelecer e preservar a saúde ou prevenir e tratar doenças.

» Higiene;

» Nutrição;

» Estilo de vida;

» Fatores ambientais e sócio econômicos;

» Automedicação.

Automedicação

É o uso dos medicamentos pelos indivíduos para tratar sintomas ou doenças auto-identificadas.

Neste momento o farmacêutico deve agir e seguir o que

a OMS e as legislações sanitárias preconizam e permitem. “O farmacêutico deverá ser capaz de ajudar o paciente

a eleger a automedicação apropriada ou responsável, ou quando for necessário, encaminha-lo ao médico”.

quando

responsável”?

E

temos

uma

“automedicação

Quando um indivíduo trata de sua doença com o uso de medicamentos autorizados, disponíveis sem necessidade de prescrição e que são seguros e eficazes quando empregados conforme indicação com o auxílio do farmacêutico.

Aspectos importantes da Indicação Farmacêutica

» Ser realizado por profissional farmacêutico;

» Ser realizado a pedido do paciente ou após anamnese pelo farmacêutico;

» Ser realizado afim de aliviar ou resolver um problema de saúde;

» Não deve ser utilizado medicamentos que requerem prescrição médica;

» Basear-se suas atuações e protocolos elaborados segundo a evidência científica disponível;

» Deve-se realizar-se o registro documentado das atividades efetuadas, incluindo informes por escrito de encaminhamento ao médico e informação ao paciente também por escrito, caso necessário. Processo de Indicação/Prescrição Farmacêutica

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação FONTE: FAUS DÁDER, 2008. 1.4.3 Farmacoterapêutico (SFT)
resolução e prevenção de erros de medicação FONTE: FAUS DÁDER, 2008. 1.4.3 Farmacoterapêutico (SFT)

FONTE: FAUS DÁDER, 2008.

1.4.3

Farmacoterapêutico (SFT)

Acompanhamento

/

Seguimento

“O serviço profissional que tem como objetivo a detecção de PRM, para a prevenção e resolução de RNM. Compromisso que deve prever-se de forma continuada, sistematizada e documentada. Com a finalidade de alcançar resultados concretos que melhorem a qualidade de vida do paciente”.

Sobre o Acompanhamento Farmacoterapêutico

» Prática profissional do farmacêutico; » O farmacêutico responsabiliza-se das necessidades do paciente relacionadas com os medicamentos; » Detecção de problemas relacionados ao medicamento (PRM); » Prevenção e resolução de resultados negativos associados ao medicamento (RNM); » De forma continuada, sistematizada e documentada;

» Colaborando com o paciente e toda equipe de saúde;

» Para alcançar resultados concretos que melhorem a qualidade de vida do paciente.

Metodologia

de

Acompanhamento

/

Farmacoterapêutico (SFT)

Seguimento

Método Dáder de Seguimento Farmacoterapêutico

» Elaborado por pesquisadores da Universidade de Granada 1999 - Espanha;

» Reconhecido internacionalmente, por isso esta sendo utilizado em dezenas de países, por centenas de farmacêuticos assistenciais em milhares de pacientes;

» Procedimento operativo simples que permite realizar SFT em qualquer paciente, em qualquer âmbito assistencial, de forma sistematizada, continuada e documentada;

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

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resolução e prevenção de erros de medicação » Permite registrar, monitorar e avaliar os efeitos da

» Permite registrar, monitorar e avaliar os efeitos da farmacoterapia que utiliza um paciente, através de formas simples e claras;

» Fundamenta-se na obtenção de informações sobre os problemas de saúde e da farmacoterapia do paciente;

» Permite elaborar a história farmacoterapêutica.

Fases do Método Dáder

a história farmacoterapêutica. Fases do Método Dáder FONTE: FAUS DÁDER, 2008 Entendendo as fases do Método

FONTE: FAUS DÁDER, 2008

Entendendo as fases do Método Dáder

Oferta de Serviço

O Farmacêutico deve, explicar de forma clara, a prestação do seviço:

» O que é, qual o objetivo, e quais são suas principais características.

» Propósito será captar e incorporar o paciente ao SFT;

» Oferecido quando se percebe alguma necessidade do paciente relacionada ao medicamento.

Entrevista farmacêutica: primeira entrevista

Consiste em obter a informação inicial do paciente e

abrir a história farmacoterapêutica. Nesta fase, o paciente

é quem fornece o maior nº de informações;

São três etapas:

» Preocupações e problemas de saúde (pergunta aberta);

» Medicamentos (perguntas semi-abertas);

» Revisão – “desde a cabeça até os pés”.

Análise situacional (Estado de situação)

Mostra, em forma de resumo, a relação dos problemas de saúde e dos medicamentos em uma data determinada.

» “Foto do paciente”, ou seja, como o paciente está naquela data, quais são os problemas de saúde, tratados e não tratados;

» Ajuda a ordenar as informações da 1º entrevista e continuar adequadamente o processo;

» Possibilita estabelecer as suspeitas de PRM e RNM.

Fase de Estudo

Permite obter informações sobre os problemas de saúde

e os medicamentos do paciente. Nela o Farmacêutico irá

encontrar a melhor evidência científica, a partir de fontes relevantes, com rigor e centrada na situação clínica do

paciente;

Permite:

» Avaliar a necessidade, a efetividade e a segurança do medicamento;

» Elaborar plano de atuação;

» Promover tomada de decisões clínicas baseadas na evidência científica.

Fase de Avaliação

Nesta fase faz-se a Identificação dos PRMs e RNMs que

o paciente apresenta (também suspeitas);

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Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação » Processo sistemático, que começa pelas informações

» Processo sistemático, que começa pelas informações da análise situacional.

Fase de intervenção (plano de atuação)

O Farmacêutico irá elaborar e iniciar o plano de atuação com o paciente.

» Finalidade:

» Resolver ou prevenir os RNM;

» Preservar ou melhorar os resultados positivos alcançados;

» Assessorar ou instruir o paciente à conseguir um melhor cuidado e seguimento de seus problemas de saúde e um melhor uso do medicamento;

» Contato com outros profissionais de saúde.

Entrevistas farmacêuticas sucessivas

Nesta fase, fecha o processo de SFT, tornado-se cíclico;

» Informações sobre o resultado da intervenção;

desempenhar um papel importantíssimo na educação dos seus pacientes, gerenciando o acesso a triagem e intervenção, e interpretar as recomendações de promoção a saúde.

Embora as evidências demonstrem que os serviços de

prevenção são capazes de prolongar a vida dos pacientes

e diminuir os custos médicos-hospitalares, os médicos

e farmacêuticos freqüentemente não integram estas atividades preventivas em suas práticas.

Definições

Prevenção Primária

Quaisquer atos destinados a diminuir a incidência de uma doença numa população, reduzindo o risco de surgimento de casos novos. Inclui varias formas de promoção a saúde e vacinação.

Prevenção Secundária

» Originam-se novas análises situacionais;

Quaisquer atos destinados a diminuir a prevalência

» Pode detectar o aparecimento de novos problemas

de

uma doença numa população reduzindo sua evolução

de saúde ou a incorporação de novos medicamentos.

e

duração. Tem o objetivo de detectar a doença

1.4.4 Educação Sanitária: Princípios de Prevenção de Doenças

Uma das principais tarefas da Atenção Farmacêutica é a prevenção de doenças que começa desde a primeira consulta farmacêutica e é acompanhada pelo farmacêutico em todas as fases do acompanhamento farmacoterapêutico do paciente.

Os objetivos primários de prevenção em medicina são:

» prolongar a vida,

» diminuir morbidade, e

» melhorar a qualidade de vida com os recursos disponíveis.

Trabalhando em parceria com os pacientes, o farmacêuticos e outros profissionais de saúde podem

precocemente, por exemplo o uso de mamografias para detectar o câncer de mama pré-clínico.

Prevenção Terciária

Quaisquer atos destinados a diminuir a prevalência das incapacidades crônicas numa população, reduzindo ao mínimo as deficiências funcionais consecutivas à doença. Prevenção de episódios recorrentes de uma doença existente, que é definida como o cuidado que tem como objetivo melhorar o curso de uma doença estabelecida.

Estratégias de Prevenção

Adotando uma abordagem baseada em evidências

(medicina baseada em evidências) para o desenvolvimento

de políticas de práticas preventivas é um passo essencial

para assegurar o que realmente faz diferença, separando

as boas intervenções das inócuas.

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação O Farmacêutico Clínico pode definir Estratégias de

O Farmacêutico Clínico pode definir Estratégias de Prevenção Primária

» Atuação nos riscos modificáveis.

» Prevenção de doenças;

Prevenção Primária

Modificação do Risco

» Mais de 2 milhões de mortes que ocorrem nos E.U.A

a cada ano, mais da metade é devida a causas

previníveis.

» Estilo de vida e comportamento são as vias principais nas causas de morbidade e mortalidade para adultos (P.Ex.: doenças cardíacas coronárias, câncer, e seqüelas).

Principais Riscos Modificáveis que o Farmacêutico Pode Atuar

- Tabaco

»

O

principal risco modificável.

»

Responsável por mais de 400.000 mortes a cada ano

e

um custo social anual superior a US$50 bilhões,

o abuso do tabaco conduz a uma fração substancial

de morbidade e mortalidade cardiovascular, câncer,

e

pulmonar.

»

Redução do fumo nos E.U.A. de um porcentual de 40 para 25 % nos últimos 30 anos, mudando efetivamente o comportamento dos pacientes.

»

Por causa das propriedades aditivas da Nicotina, prevenir a iniciação ao abuso do tabaco é a intervenção de escolha.

»

Muitos fumantes adultos adquiriram seu hábitos como adolescentes.

O aconselhamento sobre os riscos do tabaco e os métodos para abandoná-lo são as principais armas para o sucesso.

Como cerca de 70% dos fumantes (nos E.U.A) entra em contato com profissionais de saúde, o encontro com o

farmacêutico propicia a oportunidade de ser explicado as implicações no hábito do tabaco.

Os questionamentos que o farmacêutico pode fazer ao paciente é o seguinte:

» “O que você sabe sobre as conseqüências a saúde do uso do tabaco?”

» “Você está pronto para abandonar o hábito”

» “O que você deve fazer para parar de fumar”

Estas

perguntas

aproximam

o

paciente

e

o

encorajam a participar do processo.

» Estabeleça uma data para a parada,

» Estabeleça as datas de visita do paciente ou retorno telefônico durante o período inicial de parada,

» Forneça literatura especializada ao paciente.

Alerta!!!!!!

O

neste processo.

acompanhamento

médico

é

fundamental

O neste processo. acompanhamento médico é fundamental - Álcool e Drogas de Abuso O uso do

- Álcool e Drogas de Abuso

O uso do álcool e drogas ocasionam mais de 100.000 mortes anualmente.

- Dieta

Muitas evidências sugerem que a modificação da ingestão calórica, tanto qualitativa como quantitativa, podem resultar em uma redução da morbidade e mortalidade para doenças cardiovasculares, câncer, e diabetes.

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

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resolução e prevenção de erros de medicação O excesso de peso é um fator de risco

O excesso de peso é um fator de risco independente

para doenças coronarianas, em adição a sua contribuição na incidência de diabetes, hiperlipidemia, e hipertensão.

A recomendação é evitar o excesso de gorduras saturadas e sacarose, e passar a consumir carboidratos complexos e fibras. Restrição dietética de sódio pode apresentar bons resultados em hipertensos sal-sensíveis, embora o resultado da restrição na população sadia não seja conhecida.

O papel do farmacêutico neste sentido é de fazer o

aconselhamento dietético, sempre tendo a participação de um profissional de nutrição para estabelecer os objetivos e formular a dieta adequada para cada um.

- Atividade Física

A contrapartida para diminuir a ingesta calórica é

aumentar o gasto energético do organismo.

A atividade física sozinha não controla a obesidade,

porém a mudança de hábito de vida sedentário pode diminuir a incidência de doenças cardíacas, hipertensão, diabetes, e osteoporose.

É estimado que a atividade física apresenta uma

redução de até 35% em doenças coronarianas, e mesmo exercícios leves são preferidos a não fazer exercícios.

- Comportamento Sexual

Devido aos riscos substanciais de doenças infecciosas e gravidez indesejada, os pacientes devem ser alertados sobre os riscos de fazer sexo sem proteção, e sobre os métodos contraceptivos existentes juntamente com o profissional médico.

- Riscos Ambientais

O farmacêutico durante a consulta farmacêutica deve elaborar os riscos ambientais ao qual o paciente está submetido, considerando o aspecto físico, social e ocupacional dos seus pacientes.

Deve ser tomada uma completa história do paciente focando sua residência, trabalho, vizinhança, hobbies.

Os pacientes devem ser orientados sobre a exposição solar e os riscos do câncer de pele e encorajados a usar filtros solares.

Os riscos de traumatismos advindos de acidentes de trânsito também devem ser informadas aos pacientes assim como o aconselhamento sobre hábitos seguros de condução de veículos, como o uso de cinto de segurança e capacete em motociclistas.

Riscos de incêndio e queimaduras devem ser alertados aos pacientes, e medicamentos em casa no caso de ter crianças na residência.

Uso de arma de fogo e guarda delas em residências também deve ser desestimulada.

- Imunização

Cerca de 70.000 mortes nos E.U.A anualmente são devidas a gripe, infecções pneumococcicas, e hepatite B.

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação 2 ERROS DE MEDICAÇÃO 2.1 Conceitos importantes para

2 ERROS DE MEDICAÇÃO

2.1 Conceitos importantes para estudarmos Erros de Medicação

Reação adversa a medicamento (RAM)

É uma resposta nociva e não intencional ao uso de

medicamento e que ocorre em doses normalmente utilizadas em seres humanos para a profilaxia, diagnóstico ou tratamento de doenças. (OMS, 1972)

É definido pela OMS como “todo efeito prejudicial e

não desejado que se apresenta depois da administração de um medicamento com doses normalmente utilizadas no ser humano para a profilaxia, diagnóstico ou tratamento

de uma enfermidade ou com objetivo de modificar uma função biológica”.

Eventos adversos relacionados a medicamentos São considerados como qualquer dano ou injúria causado ao paciente pela intervenção médica relacionada aos medicamentos.

A American Society of Healthy-System Pharmacists define-os como qualquer injúria ou dano, advindo de medicamentos, provocados pelo uso ou falta do uso quando necessário. A presença do dano é, portanto, condição necessária para a caracterização do evento adverso.

O evento pode ser devido a vários fatores relacionados com o tratamento:

» dose do medicamento incorreta,

» dose omitida,

» via de administração não especificada,

» horário de administração incorreto e outros.

Deve-se lembrar que uma superdose de medicamento não pode ser considerada como uma reação adversa de acordo com a definição, mas pode ser considerado um evento adverso.

Desta forma um Erro de Prescrição, apesar de não ser uma Reação Adversa pode ser chamado de Evento Adverso.

Erro de medicação Qualquer evento evitável que, de fato ou potencialmente, pode levar ao uso inadequado de medicamento.

Esse conceito implica que o uso inadequado pode ou não lesar o paciente, e não importa se o medicamento se encontra sob o controle de profissionais de saúde, do paciente ou do consumidor.

O erro pode estar relacionado à:

» prática profissional,

» produtos usados na área de saúde,

» procedimentos,

» problemas de comunicação,

» prescrição,

» rótulos,

» embalagens,

» nomes,

» preparação,

» dispensação,

» distribuição,

» administração,

» educação,

» monitoramento e

» uso de medicamentos.

Diferenças entre erros de medicação e reações adversas Os eventos adversos preveníveis e potenciais relacionados a medicamentos são produzidos por erros de medicação, e a possibilidade de prevenção é uma das diferenças marcantes entre as reações adversas e os erros de medicação.

A reação adversa a medicamento é considerada como um evento inevitável, ainda que se conheça a sua possibilidade de ocorrência, e os erros de medicação são, por definição, preveníveis.

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação Relação entre acidentes com medicamentos, acontecimentos

Relação entre acidentes com medicamentos, acontecimentos adversos por medicamentos (AAM), reações adversas a medicamentos (RAM) e erros de medicação

adversas a medicamentos (RAM) e erros de medicação (Otero MJ, Domínguez-Gil A. Acontecimientos adversos por

(Otero MJ, Domínguez-Gil A. Acontecimientos adversos por medicamentos: una patología emergente. Farm Hosp 2000; 24:258-66).

Erro de prescrição Erro de decisão ou de redação, não intencional, que pode reduzir a probabilidade do tratamento ser efetivo ou aumentar o risco de lesão no paciente, quando comparado com as praticas clínicas estabelecidas e aceitas.

Erro de dispensação A discrepância entre a ordem escrita na prescrição médica e o atendimento dessa ordem. O atendimento de uma prescrição incorreta é também considerado erro de dispensação.

Ex. Erros cometidos por funcionários da farmácia (farmacêuticos, inclusive) quando realizam a dispensação de medicamentos para as unidades de internação ou ao usuário e/ou cuidador.

Erro de administração Qualquer desvio no preparo e administração de medicamentos mediante prescrição médica, não observância das recomendações ou guias do hospital ou das instruções técnicas do fabricante do produto.

Importante - Um erro pode ocorrer por:

» Imperícia;

» Negligência ;

» Imprudência.

Imperícia

» Agir com inaptidão;

» Falta de qualificação técnica, teórica ou prática;

» Ausência de conhecimentos elementares e básicos da profissão.

de qualificação técnica, teórica ou prática; » Ausência de conhecimentos elementares e básicos da profissão. 23
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resolução e prevenção de erros de medicação Negligência » Falta de cuidado; » Falta de atenção;

Negligência

» Falta de cuidado;

» Falta de atenção;

» Inércia e passividade;

cuidado; » Falta de atenção; » Inércia e passividade; Imprudência » Agir perigosamente; » Falta de

Imprudência

» Agir perigosamente;

» Falta de moderação ou precaução;

» Violação das regras ou leis.

ou precaução; » Violação das regras ou leis. Conceito dos cinco “C” » Dose correta »

Conceito dos cinco “C”

» Dose correta

» Medicamento correto

» Administrada ao paciente correto

» Através da via correta

» No momento correto

As falhas em um ou mais dos cinco “C”, produzem erros!

2.2 Trabalhos relevantes sobre erros de medicação

Na década de 90 foram publicados quatro trabalhos que demonstraram a importância do tema e incentivaram todos os farmacêuticos hospitalares do mundo a se preocuparem com o assunto.

1º) Em 1991 Harvard Medical Practice Study, primeiro estudo relevante, com 30.195 pacientes de hospitais do Estado de Nova York.

»

3,7% dos pacientes hospitalizados sofreram efeitos indesejados derivados das atuações médicas durante sua permanência hospitalar, dos quais 19,4% foram causados por medicamentos.

»

45% dos casos detectados foram considerados previníveis, ou seja, causados por erros.

Estudo:

1995

o

ADE

Prevention

Study,

realizado nos hospitais Brigham Women’s e Massachusets General Hospital de Boston.

» 6,5% dos pacientes hospitalizados sofreram um acontecimento adverso por medicamentos durante sua estadia e que aproximadamente um terço deles (28%) eram consequência de erros de medicação.

» Estes acontecimentos adversos aumentavam o custo médio em 4.700 dólares por paciente e representavam um custo de 2,8 milhões de dólares para um hospital de 700 leitos.

3º Estudo: 1999 Committee on Quality of Health Care in America do Institute of Medicine (IOM)

» Erros assistenciais ocasionam entre 44.000 e 98.000 mortes ao ano nos E.U.A.

» Mortalidade maior que a causada pelos acidentes de trânsito, câncer de mama ou AIDS.

» Neste estudo verificou-se que os erros de medicação são os de maior magnitude e os mais conhecidos e destaca que ocasionam mais de 7.000 mortes

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação anuais, superando as causadas por acidentes de trabalho. »

anuais, superando as causadas por acidentes de trabalho.

» São responsáveis por uma em cada 854 mortes em pacientes hospitalizados e de uma em cada 131 mortes em pacientes não hospitalizados.

4º Estudo: Institute for Safe Medication Practices (ISMP-Espanha)

» Erros de medicação podem motivar 4,7% das entradas em serviços médicos, com um custo médio por leito próximo a 3.000 Euros.

» Podem causar acontecimentos adversos em 1,4% dos pacientes hospitalizados.

» Outro estudo realizado recentemente em Barcelona demonstrou que os erros de medicação são responsáveis por 5,3% das entradas hospitalares.

2.3 FARMACÊUTICO HOSPITALAR

Deve estar preparado para gerenciar os riscos, para que os erros, sejam minimizados, beneficiando à todos!

PORTARIA Nº 4.283, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2010 - Aprova as diretrizes e estratégias para organização, fortalecimento e aprimoramento das ações e serviços de farmácia no âmbito dos hospitais.

» Gerenciamento de risco: aplicação sistemática de políticas de gestão, procedimentos e práticas na análise, avaliação, controle e monitoramento de risco.

ESTA AÇÃO AUMENTA A SEGURANÇA NA UTILIZAÇÃO DOS MEDICAMENTOS EM UMA INSTITUIÇÃO

2.4 FUNDAMENTOS DA PREVENÇÃO

DOS ERROS DE MEDICAÇÃO

» Analisar os erros de medicação como erros do sistema e não de pessoas;

» Criar uma cultura de segurança não punitiva que permita o aprendizado com os erros;

» Aprender com o problema!

Estar preparado!

» Para gerenciar os riscos!

» Cultura de gestão de riscos!

REFLEXÃO: Caso das Enfermeiras de Denver (EUA) Em Outubro de 1996, um EM ocorrido em um hospital de Denver ocasionou a morte de um recém nascido devido a administração por via intravenosa de uma dose dez vezes superior a prescrita de penicilina-benzatina.

Como consequência, três enfermeiras foram levadas a julgamento por “homicídio por negligência”

Verificou-se que ao longo do processo de prescrição, dispensação e administração do medicamento, que havia conduzido a este trágico acontecimento adverso, foram produzidos várias falhas do sistema.

» As falhas foram às seguintes:

» medicamento não necessário,

» prescrição ilegível,

» falta de verificação da prescrição pelo farmacêutico,

» falha na rotulagem pelo laboratório farmacêutico,

» inexperiência do pessoal da farmácia hospitalar e da enfermagem.

Resultado do processo: Absolvição das acusadas (devido à falha ser do sistema e não de uma única pessoa).

Resultado do processo: Absolvição das acusadas (devido à falha ser do sistema e não de uma
Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação Morte absurda e evitável de menina de 12 anos

Morte absurda e evitável de menina de 12 anos

Em São Paulo, uma menina de 12 anos, Stephanie, morreu porque aplicaram na sua veia 50 ml de vaselina líquida. Ela estava recebendo hidratação venosa em um hospital da Santa Casa e o frasco de vaselina líquida foi confundido por uma auxiliar de enfermagem com o frasco de soro fisiológico. Os frascos, pelas fotografias publicadas nos jornais, são em tudo idênticos.

fotografias publicadas nos jornais, são em tudo idênticos. *Foto: Reprodução / TV Globo 2.5 Estratégias de

*Foto: Reprodução / TV Globo

2.5 Estratégias de Prevenção

As estratégias de prevenção dos EM se baseiam fundamentalmente no desenvolvimento de sistemas de utilização de medicamentos seguros, a prova de erros.

É necessário revisar o sistema, envolver a equipe e implantar processos como os sugeridos a seguir.

 

PROCESSO

PESSOAS IMPLICADAS

1.

Seleção e gestão

 

1.1. Estabelecer um Guia Farmacoterapêutico

Comitê interdisciplinar (incluindo clínicos e gestores)

1.2. Estabelecer um procedimento para a provisão de

medicamentos não incluidos no Guia Farmacoterapêutico

 

2. Prescrição

 
 

2.1.

Avaliar a necessidade e selecionar

o medicamento correto

Médico

2.2. Individualizar o regime terapêutico

2.3. Estabelecer a resposta terapêutica desejada

3. Validação

 

Farmacêutico

 

3.1.

Revisar e validar a prescrição

4. Preparação e dispensação

 
 

4.1. Adquirir e armazenar os medicamentos

4.2. Processar a prescrição

Farmacêutico

4.3. Elaborar/preparar os medicamentos

4.4. Dispensar os medicamentos com regularidade

5. Administração

 
 

5.1. Administrar o medicamento correto ao paciente correto

Enfermeira

5.2. Administrar a medicação no momento indicado

5.3. Informar o paciente sobre a medicação

 

6. Seguimento

 
 

6.1. Monitorar e documentar a resposta do paciente

6.2. Identificar e notificar as reações adversas e os erros

Todos os profissionaisde saúde e o pacienteou seus familiares

de medicação6.3. Reavaliar a seleção do medicamento, dose, frequência e duração do tratamento

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação 2.6 ANÁLISE DE ERROS DE MEDICAÇÃO: Gerenciamento de Risco

2.6 ANÁLISE DE ERROS DE MEDICAÇÃO:

Gerenciamento de Risco - Segurança ao Paciente no Circuito do Medicamento

ANÁLISE DE ERROS DE MEDICAÇÃO

» Cadeia de origem dos EM

» Gravidade dos EM

» Tipos de EM

» Causa dos EM

2.6.1 Cadeia de origem de EM

Importância: Conhecer a cadeia terapêutica facilita a localização dos processos onde ocorre o maior número de EM, facilitando a implantação de medidas preventivas.

de EM, facilitando a implantação de medidas preventivas. Segundo levantamento da Farmacopéia Americana (USP) de

Segundo levantamento da Farmacopéia Americana (USP) de 1999:

» administração – 40%

» transcrição – 21%

» dispensação – 17%

(United States Pharmacopeia. Summary of the 1999 information submitted to MedMARxsm, a national database for hospital medication error reporting.)

Quando se analisa os EM que causam efeitos adversos, os erros de prescrição são mais frequentes.

Processo da cadeia terapêutica onde se originam os EM causadores de efeitos adversos em pacientes hospitalizados

causadores de efeitos adversos em pacientes hospitalizados 2.6.2 Gravidade dos EM Importância: A determinação da

2.6.2 Gravidade dos EM

Importância: A determinação da gravidade do EM, tem a intensão de facilitar o estabelecimento das prioridades de ação.

Gravidade dos EM: Sistema proposto por Hartwig et al:

Classificação

» 9 categorias de A a I

» 4 níveis

» erro potencial ou não erro

» erro sem danos

» erro com danos

» erro mortal

Gravidade

dos

EM:

Versão

classificação - 2001:

mais

atual

de

A

classificação continua parecida

O

que mudou?

»

Algumas definições

»

As nove categorias de gravidade têm o mesmo peso, sendo igualmente importante a notificação de erros que provocam danos, daqueles que não provocam

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação   Categoría Definición Error potencial o no
 

Categoría

Definición

Error potencial o no error

Categoría A

Circunstancias o incidentes con capacidad de causar error

 

Categoría B

El error se produjo, pero no alcanzó al paciente 2

Error sin daño 1

Categoría C

El error alcanzó al paciente, pero no le causó daño

Categoría D

El error alcanzó al paciente y no le causó daño, pero precisó monitoración 3 y/o intervención para comprobar que no había sufrido daño

 

Categoría E

El error contribuyó o causó daño temporal al paciente y precisó intervención 4

Error con daño

Categoría F

El error contribuyó o causó daño temporal al paciente y precisó o prolongó la hospitalización

Categoría G

El error contribuyó o causó daño permanente al paciente

 

Categoría H

El error comprometió la vida del paciente y se precisó intervención para mantener su vida 5

Error mortal

Categoría I

El error contribuyó o causó la muerte del paciente

1

Daño: alteración temporal o permanente de estructuras o funciones físicas, emocionales

o psicológicas y/o el dolor resultante de ellas que precise intervención.

2 Un “error por omisión” alcanza al paciente.

 

3 Monitorización: observación o registro de datos relevantes fisiológicos o psicológicos.

4 Intervención: cualquer cambio realizado en la terapia o tratamiento médico o quirúrgico.

Intervención necesaria para mantener la vida del paciente: Incluye el suporte vital cardiovascular y respiratorio (desfibrilación, intubación, etc).

5

Categorias de gravidade dos erros de prescrição registrados pelo programa MedMARxSM durante o ano de 1999 (n= 6.224) - USP

programa MedMARxSM durante o ano de 1999 (n= 6.224) - USP 2.6.3 Tipos de EM Classificação:

2.6.3 Tipos de EM

Classificação: segue a natureza dos EM: definida na Espanha – 2000

» Classificação: 15 tipos

Quadro 1: Tipos de erros de medicação

1.

Medicamento errado

1.1

Prescrição inadequada do medicamento

 

1.1.1

medicamento não indicado/não apropriado

para o diagnóstico que se pretende tratar

1.1.2

história prévia de alergia ou

reação adversa similar

1.1.3

medicamento inadequado para o paciente

por causa da idade, situação clínica, etc.

1.1.4 medicamento contra-indicado

1.1.5 interação medicamento-medicamento

1.1.6 interação medicamento-alimento

1.1.7 duplicidade terapêutica

1.1.8 medicamento desnecessário 1.2 Transcrição/dispensação/administração de um medicamento diferente do prescrito

2. Omissão de dose ou medicamento

 

2.1

falta de prescrição de um medicamento necessário

2.2

omissão na transcrição

2.3

omissão na dispensação

2.4

omissão na administração

3. Dose errada

 
 

3.1

dose maior

3.2

dose menor

3.3

dose extra

4. Frequência de administração errada

5. Forma farmacêutica errada

6. Erro de preparo, manipulação e/ou acondicionamento

7. Técnica e administração errada

8. Via de administração errada

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação Quadro 1: Tipos de erros de medicação 9. Velocidade

Quadro 1: Tipos de erros de medicação

9. Velocidade de administração errada

10.

Horário errado de administração

11. Paciente errado

12. Duração do tratamento errada

 

12.1 duração maior

12.2 duração menor

13. Monitorização insuficiente do tratamento

 

13.1 falta de revisão clínica

13.2 falta de controles analíticos

14. Medicamento deteriorado

15. Falta de adesão do paciente

16. Outros tipos

17. Não se aplica

fonte: OTERO et al., 2008.

É importante lembrar que em qualquer classificação mencionada os diferentes tipos de erros são mutuamente excludentes, devido a complexidade. Isto implica que o número de tipos pode ser maior que os erros analisados.

Tipos de erros de medicação registrados no MedMARxSM (sistema de notificação de erros composta de mais de 600 hospitais americanos) durante o ano de 1999 (n=6.188)

de 600 hospitais americanos) durante o ano de 1999 (n=6.188) Tipos de erros de medicação registrados

Tipos de erros de medicação registrados pelo grupo de trabalho Ruiz-Jarabo em 2000 - Espanha

(n=453)

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação Em resumo, os principais EM são: » Medicamento errado
resolução e prevenção de erros de medicação Em resumo, os principais EM são: » Medicamento errado

Em resumo, os principais EM são:

» Medicamento errado

» Doses incorretas

» Omissão de medicamentos

» Isto mostra que os problemas nos distintos países são similares

2.6.4 Causas dos EM

A determinação das causas dos erros ajudam na prevenção dos mesmos. As causas dos erros são muito complexas, pois na maioria dos casos são multifatoriais e multidisciplinares.

A relação entre o tipo de EM x causas de EM, também é complexa

» um tipo de erro pode atribuir várias causas

» uma causa pode estar vinculada a vários tipos de EM

Falhas do Sistema x Falhas profissionais???

Estudo de Leape et al.: 3 perguntas:

» Qual foi o erro? – permite conhecer o tipo do EM

» Por que ocorreu o erro? – permite identificar a causa mais próxima

» Por que se produziu a causa do erro? – permite encontrar as falhas no sistema que geraram o EM

Principais causas:

» falta de conhecimento sobre o medicamento – 22%

» falta de informação sobre o paciente – 14%

Principais falhas:

» incorreta difusão de informação sobre medicamentos (principalmente para médicos) – 29%

» inadequada disponibilidade de informação sobre o paciente – 18%

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação Causas dos EM – Segundo National Coordinating Council for

Causas dos EM – Segundo National Coordinating Council for Medication Error Reporting and Prevention – NCCMERP

Causas mais freqüentes observadas são:

» Falta de informação sobre o paciente

» Falta de informação sobre os medicamentos

» Problemas de interpretação da prescrição médica

» Problemas de etiquetamento, envase e denominação dos medicamentos

» Sistema

de

armazenamento,

preparação

e

dispensação de medicamentos deficiente

» Problemas com os sistemas de administração de medicamentos

» Falta

de

medidas

de

segurança

de

uso

dos

medicamentos

 

» Falta

de

informação

aos

pacientes

sobre

os

medicamentos

Causas de erros de medicação registrados pelo grupo de trabalho Ruiz-Jarabo 2000 (n=502)

registrados pelo grupo de trabalho Ruiz-Jarabo 2000 (n=502) 2.7 Prevenção de Erros de Medicação em Hospitais

2.7 Prevenção de Erros de Medicação em Hospitais

Os erros de medicação podem ser cometidos por pessoal experiente ou não, incluindo farmacêuticos, médicos, residentes e enfermeiros. A incidência de ocorrência é indeterminada tendo em vista as variáveis e dificuldades de padronização de metodologias.

Muitos erros de medicação são indetectáveis. Os resultados podem muitas vezes ser mínimas ou inexistentes, porém muitas situações podem causar séria morbidade e mortalidade de pacientes.

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação Erro de administração Situação: O enfermeiro não

Erro de administração Situação: O enfermeiro não acompanha a administração de uma quimioterapia, e o medicamento que pode ser um líquido vesicante, pode extravasar.

que pode ser um líquido vesicante, pode extravasar. Extravasamento » Consiste na saída do fármaco do

Extravasamento

» Consiste na saída do fármaco do vaso sanguíneo, para os tecidos próximos ao local da punção.

» Os principais sinais são: Inchaço, edema e dor.

» Principais causas:

» Inexperiência do pessoal que administra;

» Fragilidade capilar (pacientes idosos);

» Radioterapia prévia na região de punção

idosos); » Radioterapia prévia na região de punção Erro de Prescrição Situação: o médico prescreveu um

Erro de Prescrição Situação: o médico prescreveu um medicamento teratogênico, mesmo sabendo do risco para mulheres em idade fértil, sem fazer maiores investigações e orientações. Dano permanente!

maiores investigações e orientações. Dano permanente! Exemplo de drogas consideradas comprovadamente
maiores investigações e orientações. Dano permanente! Exemplo de drogas consideradas comprovadamente

Exemplo de drogas consideradas comprovadamente teratogênicas em humanos:

» Inibidores da ECA (ex. Captopril); Antineoplasicos; Antitireioideanos; Barbituratos; Carbamazepina; Etanol (em altas doses); Fenitoina; Iodetos e Iodo radioativo; Lítio; Misoprostol; Retinoides; Talidomida; Tetraciclina; Valproato de sódio; Vitamina A (>18.000 UI/dia) e Warfarina. » Medicamentos sem nenhum efeito adverso conhecido para a Gravidez - (nenhuma droga é absolutamente sem risco durante a gravidez. Estas

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação drogas parecem ter um mínimo risco quando usadas

drogas parecem ter um mínimo risco quando usadas conscientemente sob supervisão médica.); » Acetaminofeno; Analgésicos narcóticos;

12) O farmacêutico deve manter disponíveis o perfil farmacoterapêutico dos pacientes internados e ambulatoriais que recebem cuidados no hospital;

Cefalosporinas; Corticosteroides; Eritromicina;

13) A farmácia deve ser responsável por todas a etapas

Fenotiazinas; Hormônios tireoidianos; Penicilinas e

de

dispensação e controle do uso de medicamentos

Polivitaminicos.

no

hospital;

2.8 Recomendações para prevenção de erros de medicação

Utilizar padronização de medicamentos de acordo com Comissão de Farmácia e Terapêutica;

2) Investimento em seleção, treinamento, supervisão e avaliação de pessoal;

3)

4) Ambiente da manipulação agradável, evitando interrupções e conversas desnecessárias; 5) Linhas de autoridade e áreas de responsabilidade claramente definidas para prescrição, dispensação e administração de medicamentos;

6) Facilitar a comunicação técnica entre farmacêuticos, médicos e enfermeiros (evitar entraves burocráticos e administrativos para comunicar problemas); 7) Sistema de verificação farmacêutica de 100% das prescrições médicas (através de prontuário, cópia carbonada ou prescrição eletrônica);

Realização de Estudos de Utilização de Medicamentos

(EUM) que colaborem para reconhecer o perfil de prescrição, cumprimento de protocolos clínicos; 9) Programas de seguimento farmacoterapêutico de pacientes em uso de fármacos mais comumente associados a RAM (antibióticos, antineoplásicos, cardiovasculares) e formas injetáveis (K, psicotrópicos, lidocaína, procainamida, Mg, insulina, etc.); 10) Elaboração de um programa de notificação e monitoração de erros de medicação para identificar e eliminar as causas e prevenir sua recorrência; 11) O farmacêutico na hora da dispensação deve ter acesso aos dados clínicos do paciente (prescrição,

8)

1)

Evitar acúmulo de tarefas e horas-extras;

alergias, hipersensibilidades, diagnóstico, interações potenciais, terapias duplicadas, dados laboratoriais, gravidez, dados demográficos, etc.);

14) Funcionamento da farmácia 24 horas é recomendado,

e todas as prescrições passarem por triagem

farmacêutica; 15) A CFT deve padronizar o maior número possível de protocolos farmacoterapêuticos (fármacos X indicação, quantidade, dosagem, tempo de tratamento, via) e limitar o uso dos medicamentos “se necessário”; 16) O sistema de dispensação que proporciona uma menor probabilidade de ocorrência de erros de medicação e a

dose-unitária e deve ser adotado no maior número de unidades de internação possível; 17) Exceto em situações de emergência todos os medicamentos estéreis e não estéreis devem ser preparados pela farmácia individualmente para cada paciente; 18) Os estoques periféricos em poder da enfermagem devem ser os menores possíveis (e quando necessários armazenado em dispensadores automatizados); 19) As áreas de estocagem devem ser constantemente vistoriadas pela farmácia para verificar integridade das embalagens, rotulagem e condições de armazenagem dos medicamentos; 20) O Gerente da farmácia deve assegurar que todos os medicamentos adquiridos tenham alta qualidade e procedência garantida; 21) Evitar a entrada no hospital de medicamentos trazidos pelo paciente; 22) Medicamentos descontinuados ou não usados devem retornar imediatamente a farmácia; 23) Utilização de sistemas automatizados e código de barras auxiliam a evitar os erros; 24) A estruturação de um Centro de Informações de Medicamentos (CIM) auxilia no processo de tomada

de decisão;

25) Padronização de horários de medicamentos (12/12, 8/8, de manhã, etc) deve ser realizada e fornecido treinamento a todos;

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação 26) Evitar a prescrição de medicamentos não padronizados;

26) Evitar a prescrição de medicamentos não padronizados; 27) Formação de um grupo de estudos de análise dos erros

e com o objetivo de traçar programas de redução dos mesmos (este grupo pode estar ligado a CFT); e

28) A farmácia deve organizar eventos educacionais com

o objetivo de mostrar os dados sobre erros e como

implantar as ferramentas para evitar sua ocorrência.

2.9 Sugestão de Implantação de Gestão de Erros de Medicação

Infraestrutura

» Comitê multidisciplinar para uso correto de medicamentos

» Medidas de prevenção dos EM

2.9.1 Comitê multidisciplinar para uso correto de medicamentos

» Estebelecer um programa de detecção, notificação e análise de erros de medicação e efeitos adversos de medicamentos;

» Implantar no hospital medidas gerais, de eficácia provada, dirigida a prevenir dos EM e melhorar a segurança dos medicamentos;

» Promover no hospital uma cultura de segurança não punitiva;

» Formar os profissionais sobre as causas dos erros de medicamentos e sobre as medidas gerais de prevenção;

» Estabelecer os procedimentos para casos de EM, incluindo procedimentos para informação do paciente e para assessorar os profissionais.

2.9.2 Medidas de prevenção dos erros

1) Estratégias gerais dirigidas ao redesenho do sistema

» proporcionar liderança a nível organizacional e executivo;

» considerar as limitações humanas ao desenhar os processos;

» promover o funcionamento de equipes efetivas;

» antecipar o inesperado;

» criar um ambiente de apredizagem.

2) Procedimentos, práticas e medidas seguras

específicas centradas na melhoria do processo

» Adoção de uma atitude focada na melhoria do sistema;

» Recomendações para aplicar a curto prazo;

» Recomendações para aplicar a longo prazo.

 

Recomendación

Recomendado por

1. Adoptar una cultura de seguridad enfocada a la mejora del sistema

AHA, ASHP, GAO, IHI, IOM, ISMP, JCAHO, MHA, NQF

2. Estandarizar la prescripción médica

AHA, IHI, IOM, ISMP, JCAHO, NQF

3. Estandarizar otros procedimientos: horarios de administración, límites

AHA, GAO, IHI, IOM, ISMP, JCAHO, NQF

de dosis, envasado y etiquetado, almacenamiento, etc.

4. Estandarizar los equipos de infusión

AHA, IHI, IOM, ISMP, NQF

5. Suministrar los medicamentos intravenosos de alto riesgo

AHA, IOM, ISMP, JCAHO, MHA

preparados desde el Servicio de Farmacia

6.

Desarrollar protocolos de uso y procedimientos especiales

AHA, GAO, IHI, IOM, ISMP, JCAHO, MHA, NQF

para manejar los medicamentos de alto riesgo

7. Asegurar la disponibilidad continuada de asistencia farmacéutica

AHA, ASHP, IHI, IOM, ISMP, JCAHO, MHA, NQF

8. Incorporar un farmacéutico clínico al equipo asistencial

AHA, ASHP, IHI, IOM, ISMP, GAO, NQF

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação Recomendación Recomendado por 9. Hacer accesible la

Recomendación

Recomendado por

9. Hacer accesible la información más relevante sobre el paciente en todas las unidades asistenciales

IHI, IOM, ISMP, JCAHO, MHA

10. Asegurar la disponibilidad de información actualizada sobre medicamentos

AHA, ASHP, GAO, IHI, ISMP, JCAHO, MHA

11. Educar a los pacientes sobre su tratamiento

AHA, ASHP, IHI, IOM, ISMP, JCAHO, MHA, NQF

12. Establecer un sistema de distribuición de medicamentos en dosis unitarias

AHA, ASHP, GAO, IHI, IOM, ISMP, JCAHO, MHA, NQF

13. Estabelecer la prescripción eletrónica y a ser posible la prescripción asistida

AHA, ASHP, GAO, IHI, IOM, ISMP, MHA, NQF

14. Implementar nuevas tecnologias que permitan mejorar

AHA, ASHP, GAO, IOM, ISMP, MHA

los procesos de dispensación y administración

2.10 PROGRAMA DE NOTIFICAÇÃO

Implantação de um programa de notificação

O programa tem que ser identificado como um objetivo de qualidade

» É importante o apoio institucional

» É importante a conscientização e apoio de todos os envolvidos

Etapas de implantação

» Etapa de sensibilização

» Criação de um comitê de trabalho

» Procedimento: Notificação e Avaliação

» Registro e exportação de dados

» Medidas de prevenção (planos de melhoria)

» Informação e seguimento de resultados

Circuito do processo de notificação, avaliação, registro e controle de EM

Informação e seguimento de resultados Circuito do processo de notificação, avaliação, registro e controle de EM
Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação 2.11 Monitorando e Gerenciando os Erros de Medicação A

2.11 Monitorando e Gerenciando os Erros de Medicação

A dificuldade em detectar os erros tem sido reconhecido como uma das barreiras para estudar o problema efetivamente.

Algumas técnicas disponíveis incluem:

a) Notificação por médicos, enfermeiros, farmacêuticos;

b) Notificação anônima; e

c) Auditoria médica, de enfermagem ou farmacêutica

Gerenciando os erros de medicação

A classificação do potencial de risco de morte do paciente por erros de medicação devem ser estabelecidas pela CFT.

» Classificações:

– LESAR,R.S. et al (JAMA,1990) e a de HARTWIG, S.C. et al (AJHP, 1991) - esta última já vimos.

» Classificação de LESAR:

1) Clinicamente significante: potencialmente grave ou fatal

2)

Menor: riscos menores ao paciente

Condutas a serem adotadas após detectar um erro

Terapia corretiva ou de suporte se necessário

» O erro deve ser documentado e notificado imediatamente após ser constatado;

» Analisar o ocorrido e propor medidas corretivas para evitar novos episódios;

» Reportar a um comitê nacional de erros de medicação para subsidiar a troca de experiências entre médicos, enfermeiros e farmacêuticos e evitar casos semelhantes.

2.12 Recomendações aos Profissionais de Saúde

2.12.1 Recomendações aos Médicos

Profissionais de Saúde 2.12.1 Recomendações aos Médicos » Participação em programas de educação continuada; »

» Participação em programas de educação continuada;

» Consulta ao farmacêutico ou ao CIM do hospital em caso de dúvidas;

» Estudos indicam uma taxa de 1% de erros cometidos na hora da prescrição;

» Participação em programas de educação continuada;

» Consulta ao farmacêutico ou ao CIM do hospital em caso de dúvidas;

» Especificar a dose correta, forma farmacêutica, via, tempo de administração, freqüência;

» Sempre utilizar a virgula após números decimais (p.ex.: 0,5 mL)

» Não utilizar a virgula após números inteiros (p.ex.:

não 5,0 mL e sim 5 mL)

» Quando utilizar unidades, não abreviar (p.ex.:

insulina 10 unidades e não insulina 10 u);

» Usar o sistema métrico decimal;

» Evitar transcrição;

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação » Evitar prescrições verbais, salvo em emergências; »

» Evitar prescrições verbais, salvo em emergências;

» Quando possível preferir a via oral a parenteral;

» Avaliar periodicamente a necessidade de continuar com o tratamento medicamentoso;

» Deixar orientações claras a enfermagem sobre a administração.

2.12.2 Recomendações aos Enfermeiros

a administração. 2.12.2 Recomendações aos Enfermeiros Devido ao envolvimento direto no cuidado dos pacientes, o

Devido ao envolvimento direto no cuidado dos pacientes, o enfermeiro ocupa uma posição excelente para detectar e notificar erros de medicamentos;

» Estar familiarizados com os sistemas de dispensação, sistema de prescrição, horários padrões de administração;

» Checagem constante da prescrição médica com o dispensado pela farmácia;

» Todos os medicamentos a serem administrados devem ser conferidos com a prescrição;

» Evitar transcrição de prescrições;

» Verificar a integridade e identidade dos medicamentos na hora do recebimento e na hora da administração dos medicamentos;

» Verificar a identidade do paciente antes de administrar cada dose e conferir com o rótulo dos medicamentos manipulados oriundos da farmácia;

» Verificar o efeito do medicamento após a administração se está agindo de acordo com o esperado ou se o paciente está apresentando alguma reação alérgica;

» Os medicamentos só devem ser removidos de sua embalagem na hora da administração;

» Documentar a administração no momento em que ela foi feita;

» Quando houver cálculo de doses, taxas de infusão ou outros cálculos matemáticos, deve haver conferência por um segundo profissional (enfermeiro ou farmacêutico);

» Não usar medicamento de outro paciente mesmo que este já tenha tido alta;

» Quando houver mais de um comprimido, cápsula para um mesmo horário, checar com a prescrição e com a farmácia para verificar se não trata-se de um erro;

» Ao usar bombas de infusão, deve ser procedido um treinamento rigoroso e continuo para os enfermeiros que vão operá-la;

» O paciente, e em alguns casos o familiar, deve ser orientado sobre os medicamentos que está recebendo.

2.12.3 Recomendações aos Farmacêuticos

está recebendo. 2.12.3 Recomendações aos Farmacêuticos O farmacêutico deve colaborar com o prescritor na

O farmacêutico deve colaborar com o prescritor na elaboração, implementação e monitoração dos planos farmacoterapêuticos do paciente;

» Divulgação constante dos protocolos clínicos e padronização de medicamentos elaborado pela CFT;

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de

Fundamentos da Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica: identificação, resolução e prevenção de erros de medicação

resolução e prevenção de erros de medicação » Elaboração e implantação de um programa de atenção

» Elaboração e implantação de um programa de atenção farmacêutica (com seguimento de pacientes) auxilia a prevenção de erros;

» Melhorar continuamente o sistema de dispensação do hospital, analisando os dados de erros apontados;

» Nunca dispensar medicamentos na dúvida, sempre consultando o prescritor;

» Manter procedimentos escritos (POPs) e aplicá-los em todas as etapas de manipulação e dispensação;

» Sempre revisar a prescrição em situações não emergenciais;

» Manter sistema de dupla checagem antes de enviar os medicamentos para a enfermagem para administração;

» Dispensar medicamentos prontos para administração e devidamente identificados sempre que possível;

» Acompanhar o uso de medicamentos pelo paciente em relação aos resultados e possíveis efeitos adversos;

» Verificar o estado dos medicamentos devolvidos e não utilizados para reaproveitá-los ou não;

» Para pacientes em alta e ambulatoriais sempre dispensar medicamentos fornecendo as orientações necessárias ao paciente;

» Notificar e registrar erros de medicação sempre que ocorrerem.

3 REFERÊNCIAS

American College of Physicians (ACP), American Society of Internal Medicine (ASIM). Pharmacist Scope of Practice. Ann Intern Med 2002; 136:79-85.

ANACLETO, T. A et al. Erros de Medicação. Conselho Federal de Farmácia. Pharmacia Brasileira - Janeiro/ Fevereiro, 2010.

Bisson MP. Farmácia clínica & atenção farmacêutica. São Paulo: Manole; 2ª ed, 2007.

Blix HS, Viktil KK, Moger TA, Reikvam A. Characteristics of drug-related problems discused by hospital pharmacists in multidisciplinary teams. Pharm World Sci 2006; 28:152-8.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência. Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Assistência farmacêutica na atenção básica: instruções técnicas para sua organização / Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. – 2. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2006.

Brodie DC, Parish PA, Poston JW. Societal needs for drugs and drug-related services. Am J Pharm Educ 1980;

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