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Sínlese do plano e conclusões da tese Pedagogia fabril e qualificação do trabalho: mediações educativas

Sínlese do plano e conclusões da tese Pedagogia fabril e qualificação do trabalho:

mediações educativas do realinhamento produtivo, pesquisa sobre as relações entre processos de trabalho, políticas de gestão e de qualificação humana, apresentada como requísito para o Concurso de Professor Titular, realizado na FaElUFMG, em outubro de 1995.

SynUlêse du plan et conclusions de Ia thêse Pédagogie de I'usine et qualífication dn travail: médiations éducatives de réajustement produtifs, recherche sur les relalions entre processus du travai!, les poliliqnes de geslion et qualificalion humaine, présentée comme exigeances pour le concours de Professeur Titulaire, realisé daos la Faculté de I'Educalion I UFMG en Octobre, 1995.

Lucília Regina de Sonza Machado é Doutora em Educação pela PUC/SP e professora titnlar do Setor de Sociologia da Educação do Departamento de Ciências Aplicadas à Educação da Faculdade de Educação da UFMG.

lITE'JI'E/FAE/UFMIG .

INTRODUÇÃO:

Neste texto, pretende-se apresentar sinteticamente o plano geral e algumas conclusões de uma pesquisa realizada com o propósito de avançar na compreensão das novas relações que se estabelecem entre processos de trabalho, políticas de gestão e de qualificação humana, no contexto do atual realinhamento produtivo do capitalismo.

Esta investigação, intitulada Pedagogia ii e qualificação do trabalho:

intitulada Pedagogia ii e qualificação do trabalho: ia ões educativas do realinhamento , teve como problema

ia ões educativas do realinhamento , teve como problema central motivador os novos conteúdos e fomlas dos processos industriais de trabalho e suas correspondentes modificações na atividade humana, nos requerinlentos de capacidades humanas e nas exigências de confommções subjetivas da força de trabalho.

Do ponto de vista teórico, o interesse fundamental era conhecer a dinâmica interna dos processos tecnológicos, organizacionais e gerenciais que levam à mudança da cultura fabril, mediante a análise da relação de unidade e de contradição entre esta dinâmica e o processo de globalização capitalista.

A empresa que serviu de campo para esta pesquisa foi selecionada por corrcsponder

1 Esta pesquisa contou com a colaboração efeLiva dos seguintes bolsistas do CNPq: Cássio Torres

de CarvaUlo (Aperfeiçoamento), Clúndio EmI1Ilnel dos Santos (Aperfeiçoamento), Janete Goaçalves Evangelista (blieiação Cientifica) e

Hornrindo Pereira de Souza Júnior

(Aperfeiçoamento).

aos critérios de efetiva e plena inserçã

dinâmica

globalizada e·

de um plano estratégico de introduçã inovações tecnológicas, organizacion .

gerenciais.

integrante do setor industrial e de um r competitivo, a eletrôníca, e que tem c

contraface

experiências referenciadas no taylorismo no fordismo. É inlportante salientar, ain

que

indústria que serviu de palco para confli

ca

de

prod

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Trata-se de urna emp

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a os países periféricos.

de

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é

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situaç

u oferece mai

dificuldades

à

inlplantação das no

estratégias produtivas.

Os resultados obtidos por esta investigaçã integram quatro capítulos. Para os trê primeiros, foram utilizados os dados infonnações alcançados medíante pesqui documentaís, observação direta entrevis om membros do slajJ dírige e técnic uarto capítulo foi construí a Ir o material fornecido por entrevistas em profundidade com um grupo de sete empregados proveníentes de estratos diferenciados hierarquicamente e agrupados em três categorias, a saber; a) o grupo operacional, fommdo por trabalhadores ocupados diretamente no processo produtivo, envolvendo três níveis hierárquicos; uma operadora, uma líder e uma encarregada; b) o grupo técníco- intennediário representado por um supervisor e c) o grupo gerencial, composto por um gerente e dois ocupantes de cargos

ãio, Belo Horizonte, n

.!! O, jui/ullez, Jl.996

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foram escollúdas a rios: ter condições parar informações passagem de uma fábrica para a atual; anças tecnológicas, erenciais no trabalho; udanças pelas quais a er participação nas roblernas da produção er contato direto com onatizados; ter contato écnicas voltados Idade do processo pação em atividades de l! multifuncional e ter setores da empresa.

ormações obtidos foram lidados, organizados e e o seguinte roteiro:

pitulo, denominado "A gia e inserção sócio- analisados a origem da squisada, suas fases de ção à mudança de padrão ganizacional e gerencial e à sistema cooperativo do. Procurou-se identificar es que lhe são feitas pelo ernacional a que pertence de gestão e de racionalização elevação da produtividade e to à lógica da globalização. ainda, dimensionar o vulto e a ela do processo de transformações vividas pelo coletivo fabril.

No segundo capítulo - "A pedagogia das atuais inovações nos processos de produção e de trabalho"-, foram analisados os vinculos entre as mudanças nos processos de produção e trabalho e a emergência de novos processos sócio-educativos - a "pedagogia just-in-time"-; os novos requerimentos de hábitos, habilidades, capacidades e de referências simbólicas; os mecanismos utilizados pela gestão fabril na implementação desta nova pedagogia e as semelhanças e diferenças da nova pedagogia fabril com relação ás práticas pedagógicas tayloristas e fordistas.

"O realinhamento produtivo na gestão da formação para o trabalho" foi o fio condutor para o desenvolvimento do tereeiro capitulo, eujo objetivo foi a análise da gestão diferenciada da formação da capacidade do trabalho e suas implicações para a recriação da dicotomia entre conceber/dirigir e executar/obedecer. Foram identificadas anlbigüidades no trátamento dado à questão da formação e atualização dos trabalhadores e estratégias de incorporação do saber tácito à formação da capacidade de trabalho desenvolvida pela empresa.

No quarto e último capítulo -"Percepções sobre o realinhamento sócio-educativo: as falas de quem vive o processo", a questão básica que orientou a análise foi o mapeamento dos campos do dissenso e do consenso entre os empregados que compuseram o grupo de entrevistados, em torno do significado, possibilidades e limites das transformações produtivas, especialmente com relação à qualificação do trabalho. Procurou-se relacionar as diferenças de percepções ao modo peculiar

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lIfETE!FAlE!UFMG

pelo qual cada sujeito está inserido no processo de trabalho e faz uso das experiências, conhecilnentos, habilidades, representações e valores adquiridos por esta mediação.

SíNTESE DAS CONCLUSÕES OBTIDAS:

Sobre

as

direções

adotadas

pela

empresa:

Desde o final dos anos oitenta, a empresa vem investindo em tecnologias avançadas de produção, apoiadas na microeletrôniea, robótica e lasers; adotando novos critérios para produtos em conformidade com as exigências de qualidade técnica e procurando soluções mais eficazes para processos e estrutura interna, tais como novos sistemas de contratação de serviços (tereeirizações) e de redução do tempo de atravessamento e dos estoques, visando elevar a qualidade e a produtividade.

A politica de flexibilização funcional tem sido i1nplementada, estrategicamente, tendo por horizonte o objetivo fundanlental de obtenção de ganhos marginais de produtividade, desprezados pelo sistema taylorista-fordista. Neste sentido, a empresa tem introduzido a polivalêneia, as grupalizações e feita a redefinição dos

de

papéis de vários trabalho.

Esta politica permite fazer ajustes com mais agilidade, eliminar ociosidades e tempos mortos, contornar imprevistos como afaStamentos e faltas de empregados e prevenir o aparecimento de doenças por esforços repetitivos.

segmentos da força

As inovações vêm mudando o conceito prescrição individual das tarefas. Pa vencer as resistências, a empresa medi as novas técnicas gerenciais, ali adota vem investindo no sentilnento de grupo ampliando os canais de comunicação quebrando algumas hierarquias envolvendo todos os setores administração industrial através participação nos controles de qualidade.

Com isto, a produtividade desta empresa tem crescido bastante: antes, o tempo necessário médio de produção de cada um dos componentes e1etrônicos era de 15 minutos e à época da coleta de dad Uan.l94), alcançava 9.5.

Neste periodo, a produção desta unidade fabril cresceu, passou de 5.5 milhões de produtos para 7.0 milhões, mas a força de trabalho diminuiu consideravelmente, de 1.200 para um pouco mais de 800 funcionários.

As

processo:

Esta busca de maior valorização capitalista caractcriza-se, no entanto, por fortes contradições em tomo das decisões sobre as inovações. Um dos pontos de tensão refere- se ao elemento humano, que na conjunção dos diversos fatores de produtividade se destaca, dada a especial atribuição que tem a força de trabalho na dinilmica acumulativa.

contradições

inevitáveis

Outro ponto de tensão diz respeito à inserção na conexão internacional da qual esta empresa faz parte: as pressões crescentes de aumento da produtividade e da qualidade, a fonlla de participação na divisão internacional do trabalho e o

Trabalho 2'6 Educação, Belo Horizonte, n

~ O, jul/ dez, 1996

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;;

entrecruzamento de conteúdos sacIO- culturais de origem local e mundial revelam wna globalidade desigualmente combinada.

A empresa busca também conciliar dois

movimentos potencialmente contraditórios:

de um lado, a implementação da forma top-

down de disciplinarização e, de outro, estratégias para que o controle possa ser

interiorizado em todos os níveis hierárquicos, desde o staff técnico até o chão-de-fábrica.

Um dado importante revelador desta tensão:

os entrevistados, espontaneamente e de imediato, informavam o crescinlento do nível de stress na fábrica e o relacionavam ao aumento da pressão psicológica resultante da demanda de maior sinergia do processo inovativo.

A necessidade de ajuste na pedagogia do

capital:

A sociologia do trabalho em interface com

a sociologia da educação tem evidenciado

que no interior de processos de produção de

coisas produzem-se também conhecimentos, a consciência humana, o desenvolvimento da personalidade dos indivíduos, suas aptidões, representações e atitudes, uma vez que as condições subjetivas e intersubjetivas são imprescindíveis ao seu funcionamento.

As atuais políticas voltadas . para a

qualidade e a produtividade apresentam

dimensões sociais, organizacionais,

culturais e educativas peculiares, que

significam um reajuste no nível da

pedagogia do capital, necessário à mudança

de práticas antigas.

Trata-se de um reordenamento pedagógico, visando garantir a internalização por parte de todos os indivíduos integrantes da empresa de wna nova estrutura temporal e espacial, pois o atual modelo de organização industrial supõe uma racionalidade de fluxo diferente e inversa. comandada pela demanda do mercado, denominadajust-in-time.

A nova pedagogia visa também estimular o esforço sinérgico da organização,

fomentando a capacidade de cada trabalhador de exercer ati vi dades diferentes, de aceitar a mobilídade tisica e a mudança continua dos processos produtivos e de adaptação às exigências de garantia do permanente estado de alerta. Objeti~a, ainda, forjar condicionamentos coletivos,

na expectativa de que cada indivíduo possa

corresponder positivamente às medidas que visam a redução dos tempos mortos, um fluxo de produtos cada vez mais continuo,

a otimização da utilização do tempo, a

manutenção das áreas de produção na mais estrita limpeza, o atendimento coetâneo da

integração e a coesão do processo de produção.

ajustê

pedagógico:

As

características

dest~

O móvel. por excelência do reordenamento

educativo encontra-se na dinâmica da própria mudança tecnológica, organizacional e gerencial, pois ela traz, inerentemente intervenções de caráter pedagógico.

A máquina tem ficado cada vez mais independente dos controles motores e sensoriais dos indivíduos, o manuseamento humano do produto em processamento tem

NETE/F sido menor e mais indireta a relação do sujeito com o objeto de seu

NETE/F

NETE/F sido menor e mais indireta a relação do sujeito com o objeto de seu trabalho,

sido menor e mais indireta a relação do sujeito com o objeto de seu trabalho, em decorrência da mediação informática.

Para garantir o aprendizado das novas

orientações imprúnidas ao processo produtivo, tem sido necessário, porém, mais

intervenção

organizacional.

mostrou, através de várias situações concretas e justificativas apresentadas pelos informantes, que a empresa tem buscado fazer intervenções específicas de caráter pedagógico. São características que definem a especificidades destas iniciativas

que

realizada

e

uma

técnica

A

pesquisa

destas iniciativas que realizada e uma técnica A pesquisa do coletivo fabril ao encontro da lógica

do coletivo fabril ao encontro da lógica do mercado através da simulação das relações mercantis entre clientes e fornecedores no cotidiano de trabalho.

b) A adoção de um modo panóptico de

controle social mediante a gestão dos

estoques, o qual permite verificar, a qualquer momento, o andamento da produção de cada operário.

c) O aproveitamento das virtualidades da

plasticidade humana e do conhecimento obtido pela apreensão sensorial e perceptiva dos trabalhadores e pelos deslocamentos humanos no ãmbito do processo de produção.

d) A introdução, paralela à estrutura formal do processo de trabalho, de organizações de

grupos

l'rocess ou Processo de Liderança de Qualidade) voltadas para o estudo e a resolução de problemas especificos e a supervisão direta do trabalho, e apoiadas no aproveitamento da experiência e no estimulo da inteligência dos empregados.

(QLPs-Quality

Leardership

e) A padronização de condutas, o ens

prática de conformações procedimentos, com a expectativa d isto possa garantir a rápida obtenç soluções de problemas e o disciplinam humano.

f) A combinação deste modo objetivi incrementar a produtividade com influxos favoráveis do assentimento intenções subjetivas dos suj envolvidos.

g) O desenvolvimento de habilidades e hábitos correspondentes às novas eXlgen buscando criar um tipo de competêncía e disposição psico-fisica e volitiva trabalhador, que lhe induza não só s prevenir o erro, como criar os meios que ele se tome cada vez mais improváv

h) A valorização das dime psicossociais, mediante incentivos de orde não pecuniária, de forte apelo emocio afetivo e ideológico. Na sua essência, representa a consciência do capital de que refugo e o retrabalho podem ser, também, interpretados como expressões d resistência e contestação dos trabalhadores.

i) A liberação dos setores indiretos das

funções de vigilância direta, com a expectativa de que possam se tomar mais

competentes ao ter que realizar o

gerencíanlento inter-funcional, colocando

em

prática as estratégias de racionalização

e

o acompanhamento pedagógico do

aprendizado e da internalização do coletivo

fabril das novas competências e valores.

lllCSlçáo, Belo lB!tDJrizol!D.te, l!D.

!! iOl, jullfdez, Jl.996

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ta da nova pedagogia

emaranhamento das novas de organização rabalho, onde estão as antigas técni~as stas de treínamento e dades de trabalho.

-obra direta, as ações IS en atizadas têm por base a sistemas de rodízío de renciamento. Entretanto, maíoria das tarefas mUI o repetitivas, mesmo .zio, a aglutinação

têm

semelhantes e se

entos neuro-musculares

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que

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um

mesmo

cias.

É

ímportante

pelo

o nestas funções é uma das

pção

preferencial

idade

em

rclação

às

e

gestoriais

o, comparativamente ao Z10, implicou desafios força de trabalho direta, o requerimento de gnitivas de tipo novo, bstrativas numéricas, em de estatísticas, tabelas,

ICOS.

contudo, mostrou-se ociada a uma outra: o corte erarquicos, que tem resultado a ão do trabalho. Com a -o das atividades dos cargos s empregados remanescentes,

inclusive

chefes,

da

foram

obrigados a e encargos, a dos mesmos

acumular responsabilidades

despeito

padrões salariais.

Com relação à heterogestão, verificam-se permanências e reacomodações, algumas reproduções em bases antigas e outras novas, mas todas correspondentes aos rearranjos na divisão interna e internacional do trabalho. A padronização, por exemplo, enquanto prescrição taylorista (one best way) se mantém, pois qualidade é entendida como garantia de repetitividade e de atendimento às especificações do projeto. Ela é, além disso, em sua maior parte, nesta empresa, resultado do trabalho de especialistas, tal como prescreve o taylorismo. Algumas contam, no entanto, com o envolvimento direto dos trabalhadores, por necessidades técnicas e também políticas, como parte da nova estratégia de construção do consenso ou de controle social do trabalho.

uma cobrança rigorosa do nível de confiabilidade das operações humanas, que deve se aproximar daquele oferecido pela máquina. Duas pressões estão na origem desta cobrança: primeiro, a exigência da precisão nas execuções das tarefas em atendimento à padronização e, segnndo, a existência de limites técnicos. Ou seja, a intemalização da ética produtivista se faz crucial, pois embora muitas automações tenham sido introduzidas, há ainda uma forte dependência com relação às intervenções e manipulações humanas.

Em termos pedagógicos, o processo sócio- educativo ali desenvolvido é complexo, pois se é preciso garantir que os indivíduos se adaptem às orientações fortemente

manutenção

NETE/FAE/UFMG

nonnatizadas; em função das especificidades do sistema aberto e das necessidades de flexibilidade, é necessário também que neles se desenvolvam predisposições motivacionais e volitivas para continuas mudanças no trabalho. Em acréscimo, na proporção conveniente ás regulações sociais do processo inovativo, espera-se criatividade dos sujeitos, visando recuperar e incorporar o saber construído no "chão-de-fábrica" e nos QLPs.

A incorporação da inteligência operária não

é um fato novo na organização capitalista do trabalho, mas os QLPs ehamam particular atenção pelo destaque especial que jogam na explicitação desta estratégia. Eles possuem um preceptor na figura de um ehefe ou gerente, com a função de disciplinar a iniciativa operária e de controlar o processo de produção de conhecimentos, o domínio tecnológico e a incorporação do saber ali gerado. Neste sentido, a origem especifica da autoria das idéias inovadoras é diluída na estrutura do

grupo, visando fortalecer a coesão, a integração e a solidariedade dos membros com a política da empresa.

Constatou-se que o caráter desta mediação pedagógica, exercida por tais grupos, está ínfonnado pela busca do condicionanlento das pessoas à racionalidade positívista pré- figurada e à lógica orientada para o sucesso, pois seus objetivos básicos são: a motivação e o envolvimento do empregado com a produção; a obtenção de idéias valiosas à melhoria dos processos e dos produtos, à redução dos custos e ao aumento da produtividade; a dinamização

da comunicação interna; o desenvolvimento

da capacitação técnica cm serviço; a

promoção da internalização da cultura empresa e o estimulo à competição inte ao coletivo fabril.

Um tipo de abordagem, dirigida empregados, demarca o início de estratégia pedagógica da empresa e se para informar o resto de sua intervenç educativa. Trata-se do alerta a empregados sobre a necessidade mudanças, sob o argumento de que es são imprescindíveis à sobrevivência empresa e, portanto, do próprio empre Este recurso constitui O ponto de ap necessário à realização de um conjunt objetivos empresariais, explicitados justificados por todos os entrevistados slajJ técnico e dirigente: a necessidade conquistar a abertura, a confiança, lealdade, a cooperação e a disposi voluntária dos empregados, para que e possam colocar suas eapacida solidariamente, a serviço da empresa.

Constatou-se, assim, que o fio condut desta nova pedagogia é a indução d sujeitos ao aperfeiçoamento progressivo seu trabalho, mas de forma subordinada detenninações normativas do processo inovações.

Para tanto, o tipo de treinamento volta para a força de trabalho direta que tem si priorizado refere-se ao realizado no próp cotidiano fabril, orientado para a aplicaç imediata e a mudança do perfil funcion ao desenvolvimento de eompetênci técnicas, da auto-estima e da motivaç com o trabalho.

Do ponto de vista financeiro, viu-se que investimento na formação do trabalhadores não tem aumentado, pois

caçio, Belo Horizonte, n

li

101, jllll/ allez

19915

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relativamente pequenas, até a efetuar cortes de ento, nos últimos e da estratégia da da formação da a o desta empresa o titativo financeiro, como Verificou-se que ela é mação das técnicas de 'zacional e de custos e the-job, mcdiante a gia do "treinamento sformando o próprio local unidade de estudo,

nto e desenvolvimento anos, enquanto um setor inistrativo especifico, tem e orientadas basicamente trabalho operacional. Ele se

encarrega de atividades como o ritual de ingresso da mão-de-obra direta recém- admitida, promoções eulturais e integrativas, de estimulo à participação no programa de qualidade e produtividade, comunicação social, relações públicas e seleções internas para ascençào funcional. Em relação à mão-de-obra indireta, este setor realiza fundamentalmente a mediação intitucional junto às entidades externas fornecedoras de cursos e atividades de aperfeiçoamento técnico.

O centro da formação da capacidade de trabalho na empresa não se encontra, portanto, no seu setor de treinamento, mas num tipo de processo pedagógico e de aprendizagcm que reflete a organização jllst-in-time. Ele se caracteriza por atividadcs de ensino dcscentralizadas e distribuidas pelas estações de trabalho, coordenadas pelos departamentos técnicos e comandadas pelas demandas do reordenamento tecnológico, organizacional e gestorial, informadas pela dinãmica do mercado.

Essa nova pedagogia fabril pretende realizar simultãneamente no cotidiano fabril três objetivos fundamentais: o aumento da produtividade, a formação técniea e a conformação normativa de comportamentos, atitudes e valores. Sua lógica se orienta .pela busca da maximização da intensificação do trabalho, da eliminação da porosidade entre o aprcnder e o fazer, da flexibilização do sistema de cnsino-aprcndizagem, visando alcançar ganhos significativos com a reduçãO de custos, com o feedback de retroalimcntação, fundamental ao desenvolvimcnto de ações corrctivas.

E'll'E/FAE/UFUG

facilmente assegurado? As junto aos entrevistados ue não. Para a empresa e e das diferenciações

setores

hierarquias, o

Icma

ubsiste

é

'v

esquema dominante divisão do trabalho?

Que interesses mo Ivam e, portanto, movem as pessoas e como mantê-los elevados se o incentivo à produtividade e à qualidade é a outra face da ameaça do desemprego, quando a recompensa não se materializa em ganhos de melhoria das condições de vida e quando se é desencorajado a ir além de uma "criatividade" regulada e conformada ao

em

0, junX/dez, 191916

IU-S,

assIm,

que

a

rea I

51

estudada questiona profun e o suposto de que a racionalização produtiva com o concurso das inovações tecnológicas, organizacionais e gerenciais estaria •

l\lE'fE/FAE/UFE!lG

lineannente, coetaneamente e universalmente - reforçando e ampliando o trabalho de concepção e elevando a qualificação do trabalho.

Os dados desta experiência forneceram elementos importantes que contribuem para

a compreensão dos processos atuais de produção, circulação, distribuição' e consumo de conhecimentos cientificas,

técnicos e organizacionais, especialmente

concernentes aos mecanismos através . são repostos os pressupostos da social e da alocação desigual

de poderes e privilégios educacionais.

Tomando-se em conta as devidas circunstâncias de contcxto espacial, temporal, organizacional e sócio-cultural, acredita-se que elementos significativos foram apartados à compreensão dos atuais vinculas entre educação e produção, compreendendo o complexo das relações sociais e técnicas; do novo saber-fazer-ser

do sujeito do trabalho, ou seja, alguns

requisitos gerais de conhecimentos, habilidades, hábitos, representações e valores; da problemática da qualificação do trabalho, enquanto uma rdação social penneada por contradições sociais.

Neste sentido, o conhecimento desta realidade fabril singular e a análise do significado dos dados obtidos serviram de mediação para a reflexão sobre as importantes metamorfoses vividas, atualmente, pelo capitalismo. Estas. indicam, sem dúvida, a prevalência da

lógica do capital, como tanlbém, a abertura

de um novo e peculiar ciclo de lutas de

classes, pois trazem ao lado de uma maior intensificação do trabalho, a fragmentação,

a diferenciação e o aumento da

os

a fragmentação, a diferenciação e o aumento da os concorrencIa interna ao conjunto trabalhadores.

concorrencIa

interna

ao

conjunto

trabalhadores.

A socialização da infonnação e, de

mais restrita do conhecimento, vem posta como uma exigência do pr capital, para que ele continue a processo, para que continue a se v Mas, como a realidade fabril p mostrou, de fonna seletiva e co Tais condições se reportam à proble do controle pelo capital da capacida humana de trabalho, sobre a qual assim se expressou nos Grundris

"Eslli làrça natural vivificante do que no uliliznr o material e o instrtunc

conserva

portanto,

sob

esta

tmnbé

ou

aquela

onserva

o

fonn

trabalho

objctivado ndes, valor de troca

CÓllvcrte. como to

se

orça natural ou social do

trabaillo que não seja produto do traba

anterior. ou produto de mn trabalho antcri

que

tctiha

que

ser' repetido,

em

força

capital, não

do

trabalho".

(MARX,

1987

tomo 1:303)

Esta contradição se repõe e se reatualiza n contexto da atual racionalização produtiva e pennanece como o núcleo fundamental luta entre capital e trabalho. As mudanç nos aspectos formais do processo d produção e de trabalho mostram as nov facetas e como os embates dos interes sociais de classe se objetivam e subjetivados no contexto atual. Odes

de

como tornar a força natural e vivificant

do

trabalho em força do trabalho e não d

capital pennanece, mas conseqüente ' mudanças fonnais na produção e no trabalho, ele se reveste de singularidades e

complexidades especiais.

1JlClllçmO, Belo Horizonte, n. !! O, juUldem, 1996

53

quanto sujeito social que ia da direção e controle do o põe e dispõe o quanto, quando de capacidades mentadas, produzidas e 'gualrnente, as que são das.

focalizada e as

.etivas dos sujeitos que a

interagindo de forma racionalidade do capital tudo, uma dinâmica

ril

esta

dinâmica.

A ruptura, porém, com o estado de coisas

que limita o desenvolvimento livre das

capacidades humanas de trabalho pressupõe uma outra pedagogia: que o

trabalho seja capaz de agir como trabalho, recuperando sua capacidade de ação para

si, pois a qualificação do trabalho é antes

de tudo uma relação social, construída

historicamente a partir da inserção ativa e consciente dos sujeitos em processos reais

de trabalho.

As bases dominantes em que se assenta a cooperação social constituem, no entanto, o fator primordial na defmição dos limites e possibilidades de efetivação e consolidação desta pedagogia do trabalho. É preciso, portanto, passar por elas para que possam ser superadas. Os resultados desta pesquisa vêm, neste sentido, contribuir para o conhecimento histórico-concreto de realidades situadas, elemento fundamental à prá.xis educativa emancipadora.

conformado

aprisionamento

a

GRAFllA UT][!f.,J(ZADA NO DESENVOL'llTMENTO DA GAÇÃO

a GRAFllA UT][!f.,J(ZADA NO DESENVOL'llTMENTO DA GAÇÃO UE, Eduardo. A Foice e o Robô: as inovações

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