[...

] O fato de que o aluno não mostrou nenhum sinal de progresso ontem ou hoje é absolutamente compatível com um possível progresso na semana ou bimestre seguinte. As sementes de fato, germinam lentamente [...] ilberto !"le

Se considerarmos as teorias da psicologia da educação, há de ressaltar que todas têm um ponto em comum: respeitar as diferenças individuais e de aprendizagem como manifestação da individualidade. O processo de ensino e aprendizagem se baseia no respeito aos diferentes ritmos e no reconhecimento de caracter sticas individuais. !rincipalmente, porque o processo de construção do conhecimento " de caráter não linear, cada aluno possui suas caracter sticas pr#prias, carregado de sub$etividade, cada aprende no seu tempo, não há homogeneidade na aprendizagem, por isso o professor deve respeitar sempre os limites e estrat"gias de aprendizagem de cada aluno. %uando um aluno não demonstrou o resultado esperado no momento dese$ado do professor, não significa que este aluno " fraco ou que não vai aprender. & preciso considerar na criança, primeiramente, sua hist#ria de vida, pois as dificuldades ou a morosidade na aprendizagem podem ter origens diversas, como de ordem familiar, socioecon'mica, patol#gica e org(nica. )á de se considerar tamb"m o grau de maturidade da criança, não somente a maturidade f sica, mas tamb"m maturidade mental, social, emocional, se*ual, enfim maturidade geral da personalidade. +oda aprendizagem depende da maturação. Se a criança não está madura para e*ecutar uma determinada atividade, não poderá aprendê,la, pois não disporá de condiç-es para a sua realização. .as o professor deve sempre fazer uma refle*ão da metodologia utilizada em sala de aula para ensinar determinados conte/dos, pois pode ser um fator que está interferindo na aprendizagem ou no dese$o, inconsciente, de 0não querer aprender1 de seu aluno. Se o aluno apresenta somente um ritmo mais lento, " necessário encontrar estrat"gias que venham melhorar o seu desempenho. 2a teoria piagetiana, por e*emplo, a aprendizagem se dá por um processo constru do internamente, que depende do seu n vel de desenvolvimento do indiv duo, ou se$a, na atividade de reorganização cognitiva3 a interação social favorece a aprendizagem3 o princ pio da autonomia se desenvolve $untamente com o processo de desenvolvimento da autoconsciência. 2esse sentido, o aluno vai aprender, mas somente ap#s transformar um conhecimento pr"vio em um novo.

sendo um su$eito ativo de sua aprendizagem. pois todo aluno possui condiç-es para o desenvolvimento de seu potencial. colaboração. que são capazes de operar somente quando a criança interage com pessoas de seu ambiente e quando em cooperação com seus companheiros. podemos identificar o desenvolvimento cognitivo da criança a partir de dois n veis: o desenvolvimento real e o potencial. 8s contribuiç-es desses te#ricos para a prática pedag#gica passam necessariamente pela possibilidade de se compreender melhor a din(mica dos processos que acontecem no ato de ensinar<aprender.4m 56gots76. . Sendo. somadas a atitude adequada do educador. isto ". que essa criança possa agir neste ambiente. :essa forma a criança irá solucionar problemas. sobretudo. então. O n vel de desenvolvimento potencial se refere 9s capacidades a serem constru das. se manifesta por aquilo que a criança ainda não " capaz de fazer sozinha. diálogo. pois percebemos que o aprendizado provoca vários processos internos de desenvolvimento. e. as interaç-es sociais no conte*to escolar condiç-es necessárias para a apreensão e produção dos conhecimentos por parte dos educandos. +oda criança nasce com uma riqueza potencial infinita e essa potencialidade s# vai ser desenvolvida em condiç-es de ambiente adequado. 8 afirmativa de =ilberto >6le vai de encontro com muitas teorias da aprendizagem. isto ". 8s funç-es psicol#gicas que integram o n vel de desenvolvimento real de uma criança são aquelas que estão bem amadurecidas naquele momento de sua vida. realizar tarefas por meio de demonstração. mas " capaz de realizar mediante a colaboração ou instrução de parceiros mais e*perientes.onhecer o desenvolvimento cognitivo dentro dessas perspectivas " de e*trema import(ncia no (mbito educacional. . respeitando suas limitaç-es e capacidades de acordo com o ritmo de cada um. da e*periência compartilhada ou pela simples instrução. resultam de processos de desenvolvimento s#lidos3 são produtos finais do desenvolvimento.

!aulo.8S ?>4A>4. A !A8=4+.A8S BABCAO=>D?A. desenvolvimento e aprendizagem. São !aulo: 4ditora .8SA2A. vol. ILLH. 24=>A24.. 4lcie. K. A psicologia da crian)a. São !aulo: !az e +erra. EFFJ. !orto 8legre: !>O:AC. 5M=O+SNM. 8.O>4A>8. S. $Aprendi%agem &ignificativa ' A teoria de (avid Ausubel$. A forma)ão social da mente. EFHI. São !aulo: . . EFFG. Aprendi%agem e desenvolvimento infantil.artins ?ontes.arco e . São !aulo<>io de Kaneiro: :A?4C.oraes. C. OOOOOOOCinguagem. São !aulo: Pcone. .>4?4>@2. #edagogia da autonomia: saberes necessários 9 prática educativa.EFHL. EFHH. .

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