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MÓDULO 6 - Técnicas de Informação Turística

1. Formas, tipologias e escalas de informação em turismo


1.1. Informação institucional de divulgação geral
1.2. Informação institucional de divulgação local
1.3. Simbologia turística
1.4. Sinalização territorial de recursos, equipamentos e produtos turísticos

2. Informação turística local – Estudo de Caso


2.1. Postos de Turismo
2.2. Sinalização turística
2.3. Informação nos lugares de interesse turístico

3. Técnicas de Atendimento personalizado


3.1. Hospitalidade /Assistência como atitude permanente
3.2. Tipologias de clientes
3.2.1. Clientes individuais
3.2.2. Grupos
4. Informação turística
4.1. Animação, promoção e informação turística
4.1.1. A região: Levantamento dos principais recursos turísticos
4.1.2. Património e aspectos culturais
4.1.3. Desportos
4.1.4. Gastronomia
4.1.5. Folclore
4.1.6. Artesanato

1. Formas, tipologias e escalas de informação em turismo

1.1. Informação institucional de divulgação geral


O Turismo de Portugal, I.P. é a entidade responsável pela coordenação e
organização da presença de Portugal nas feiras internacionais de turismo.

A participação das Agências Regionais de Promoção Turística (ARPT’s) e das


empresas no stand nacional é gerida através do portal feiras. Este portal,
disponível 24 horas por dia, oferece funcionalidades que se ajustam às
necessidades dos diferentes níveis de utilizador, nomeadamente:

Turismo de Portugal, I.P.

• Divulgar, publicitar e informar sobre a realização de feiras internacionais de


turismo.

• Comunicar alterações ao calendário de feiras e divulgar informações úteis sobre


as mesmas.

• Visualizar em tempo real a informação relativa ao estado de cada feira,


permitindo gerir de forma eficaz a organização do stand nacional.

Agências Regionais de Promoção Turística

• Divulgar o calendário das feiras aos profissionais da área promocional e gerir as


inscrições por parte destes.

• Planear e registar o espaço de exposição destinado à Área Promocional.

• Visualizar, em tempo real, o estado de cada feira relativamente à área


promocional, permitindo coordenar de forma eficaz com o Turismo de Portugal e
as restantes ARPT’s, a organização do stand nacional.

Comunicação e Imagem

O Turismo de Portugal, I.P. é a entidade responsável pela gestão da Marca


Destino Portugal. Procura aumentar a notoriedade da Marca a nível nacional e
internacional, consolidando a imagem de Portugal como um destino único e rico
em experiências, através de:

Material Promocional

Edição de materiais de comunicação da Marca Destino Portugal, que têm por base
o Sistema de Identidade do Turismo Português, que combina factores
diferenciadores do país com os factores de qualificação do turismo nacional.

Imprensa Estrangeira

A divulgação de Portugal como destino turístico passa por assegurar uma


presença contínua e de qualidade nos principais órgãos de comunicação social
estrangeiros, conferindo visibilidade e notoriedade à marca Destino Portugal.

Eventos

Uma das prioridades do Turismo de Portugal consiste na atracção e realização de


eventos internacionais, que projectem a imagem de Portugal no estrangeiro.
1.2. Informação institucional de divulgação local

Para a promoção regional externa, foram designadas 7 Agências Regionais de


Promoção Turística, que articulam entre si e o Turismo de Portugal, a execução do
Plano Nacional de Promoção Externa.

Agências Regionais de Promoção

São 7 as Agências Regionais de Promoção Turística, responsáveis pela Promoção


Turística Regional externa.

As Agências Regionais de Promoção Turística (ARPT’s), são associações de direito


privado, sem fins lucrativos, constituídas por representantes dos agentes
económicos do turismo, por um número relevante de empresas privadas com
actividade turística e de entidades do sector público, de carácter ou âmbito local
ou regional, designadamente os órgãos regionais e locais de turismo (ORLT’s).

É a estas que compete a elaboração, apresentação e execução dos respectivos


Planos Regionais de Promoção Turística.

Agências Regionais
ADETURN – Associação de Turismo do Norte de Portugal
Praça D. João I, 25-4º Dtº
4000-295 PORTO
Porto e
Tel: 00 351 223 393 550
Norte
Fax: 00 351 223 393 559
e-mail: pnp@pnptourism.com
website: www.visitportoenorte.com
Agência Regional de Promoção Turística Centro de
Portugal
Casa Amarela
Largo de Stª Cristina
Centro de
3 500 - 181 VISEU
Portugal
Tel: 00 351 239 488 120
Fax: 00 351 239 488 129
e-mail: info@visitcentrodeportugal.com
website: www.visitcentro.com
ATL – Associação Turismo de Lisboa, Visitors and
Convention Bureau
Rua do Arsenal, 15
1100-038 LISBOA
Lisboa
Tel: 00 351 210 312 700
Fax: 00 351 210 312 899
e-mail: atl@visitlisboa.com
website. www.visitlisboa.com
Associação Turismo do Alentejo
Av. Jorge Nunes, Lote 1, R/C Esq.
7500-113 GRÂNDOLA
Alentejo tel: 00 351 269 498 680/82
fax: 00 351 269 498 687
e-mail: turismo.alentejo@mail.telepac.pt
website: www.visitalentejo.pt
ATA – Associação Turismo do Algarve
Avenida 5 de Outubro, 18-20
8000-076 FARO
Algarve tel: 00351 289 800 403
fax: 00 351 289 800 489 / 415
e-mail: atalgarve@atalgarve.pt
website: www.visitalgarve.pt
APRAM – Associação de Promoção Regional Autónoma
da Madeira
Rua dos Aranhas, 24-26
9000-044 Funchal
Madeira
tel: 00351 291 203 420
fax: 00 351 291 222 167
e-mail: info@madeiratourism.org
website: www.madeiratourism.org
ATA – Associação de Turismo dos Açores
Largo Almirante Dunn
9500-292 PONTA DELGADA
Açores tel: 00 351 296 288 082/00 351 21 315 24 68
fax: 00 351 296 288 083/00 351 21 315 24 62
e-mail: turismoacores.ata@mail.telepac.pt
website: www.visitazores.org
1.1. Simbologia turística
- Sinalização territorial de recursos, equipamentos e produtos
turísticos
Restaurante Snack Bar Bar

Sala de Ar Condicionado nas


Sala de TV
Conferências Zonas Públicas

Cartões de
Lavandaria Cofre Geral
Crédito Aceites

Ligação à Internet WI-FI Ar Condicionado

Aquecimento Central Telefone Directo Televisão nos Quartos

Minibar nos Quartos Cofre Individual TV Satélite

Quartos para Não-


TV Cabo Kitchenette
Fumadores

Instalações para
Lojas no Hotel Cabeleireiro
Deficientes

Sala de Jogos Bilhar / Snooker Ténis de Mesa

Serviço para Crianças Parque Infantil Babysitting

Jardim Piscina Exterior Piscina Interior

Piscina para Crianças Termas Health Club

Jacuzzi Sauna Ginásio

Campo de Squash Putting Green Driving Range

Campo de Golfe Campo de Ténis Equitação

Animais de Estimação
Canil Garagem
Aceites

Estacionamento Transporte de
Futebol
Privativo Hotel

Pavilhão Sazonal
Indicações Turísticas

1 - Parque de campismo/ 2 - Parque de campismo


caravanismo

3 - Parque de caravanismo 4 - Pousada/ estalagem

5 - Albergue 6 - Pousada de juventude

7 - Hotel/motel/ residencial 8 - Posto de informações

9 – Restaurante 10 - Bar

11 - Zoo 12 - Turismo rural

13 - Termas 14 - Aquário
Indicações Geográficas e Ecológicas

1 - Rio/lago/ albufeira 2 - Serra

3 - Gruta 4 - Parque/jardim

5 - Praia 6 - Pinhal

7 - Parque de merendas 8 - Percursos pedestres

9 - Miradouro/ ponto de vista 10 - Zona agrícola

11 - Zona vinícola 12 - Área protegida/ parque natural/


reserva natural
13 - Parque nacional

Indicações Culturais
1 - Monumento/ castelo 2 - Museu

3 - Biblioteca 4 - Ruínas

5 - Monumento pré-histórico 6 - Teatro

7 - Património mundial 8 - Aldeia preservada

9 - Pelourinho/ cruzeiro 10 - Ponte

11 - Solar 12 - Aldeia histórica


Indicações Desportivas

1 - Vela 2 - Estádio

3 – Hipódromo 4 - Campo de golfe

5 - Autódromo 6 - Ténis

7 - Piscina 8 - Pesca desportiva

9 - Centro desportivo 10 - Campo de tiro


11 - Ski 12 - Parque aquático

13 - Kartódromo 14 - Centro hípico

15 - Remo 16 - Montanhismo

17 - Windsurf 18 – Caça

19 - Motonáutica 20 – Canoagem

21 - Atletismo

Indicações Industriais
1 - Fábrica/zona industrial 2 - Indústria pesqueira

3 - Terminal rodoviário de 4 - Coudelaria nacional


pesados

Norma de Sinalização - Sinalização Turístico-Cultural


T1 - Região

T2 - Património

T3 - Património natural

T4a - Identificação de circuito


T4b - Direcção de circuito

T5a - Identificação de rota

T5b - Direcção de rota

T6 – Localidade

Símbolos - Apoio ao Utente


1.1 - Hospital 1.2 - Hospital com urgência
médica

1.3 - Posto de socorros 1.4 - Farmácia

1.5 - Bombeiros 1.6 - GNR

1.7 - PSP 1.8 - Oficina

1.9 - Posto de combustível com 1.10 - Posto de combustível


GPL (gás de petróleo liquefeito)

1.11 - Telefone

Indicações Apoio ao utente


2.1 - Parque de estacionamento 2.1A - Parque de estacionamento
com cobertura

2.2 - Igreja / santuário 2.3 - Cemitério

2.4 - Mercado 2.5 - Escola

2.6 - Correios 2.7 - Centro

2.8 - Zona pedonal 2.9 - Bairro

2.10 - Metro 2.11 - Estação ferroviária


2.12 - Estação rodoviária 2.13 - Táxis

2.14 - Aluguer de viaturas 2.15 - Ferry-boat

2.16 - Cais de embarque 2.17 - Porto

2.18 - Aeroporto/ aeródromo 2.19 - Heliporto

2.20 - Município 2.21 - Auto-estrada

2.23 - Passagem desnivelada para


2.22 - Deficiente
peões com rampa
2.24 - Passagem desnivelada 2.25 - Sanitários
para peões com escada

2.25A - Sanitários 2.26 - Centro de inspecções

2.27 - Via reservada a 2.28 - Fontanário


automóveis e motociclos

2. Informação turística local – Estudo de Caso


2.1. Postos de Turismo

Os Postos de Turismo são pontos de contacto privilegiados, uma das faces de


Portugal e um potencial factor de satisfação dos turistas.
Os 345 postos de atendimento turístico existentes em Portugal, pertencem aos
Orgãos Regionais e Locais de Turismo e às Câmaras Municipais com
competências no sector. Fornecem informações locais, tais como pontos de
interesse a visitar, horários, alojamento, restauração ou actividades, entre outras
de carácter útil.
O Turismo de Portugal, ip é responsável pela gestão em parceria dos 5 Postos
situados nas duas maiores cidades do país - Lisboa e Porto - e nos aeroportos
internacionais - Lisboa, Porto e Faro. Nestes, foram atendidos durante o ano de
2006 perto de 500.000 turistas.

- Lisboa / Palácio Foz

- Porto / Praça D. João I

- Aeroporto do Porto

- Aeroporto de Lisboa

- Aeroporto de Faro

2.2. Sinalização turística

A sinalização turística é um factor imprescindível para o desenvolvimento


turístico.

a) Os sinais direccionais - placas para indicar direcções de localidades ou


atractivos e respectivas distâncias;

b) Os sinais informativos - placas para indicar a existência de atractivos ou


itinerários temáticos;

c) Os sinais interpretativos - placas para explicar e interpretar os atractivos.

d) Os quiosques multimédia enquadrados em sistema informático desenvolvido


pelo Turismo de Portugal - terminais que permitem a consulta de bases de dados
de natureza turística e, em geral, o acesso a informação turística de âmbito
nacional, regional e local;

3. Técnicas de Atendimento personalizado


3.1. Hospitalidade /Assistência como atitude permanente

A hospitalidade é um conceito tão antigo quanto às formas mais remotas de


actividade social, desde as mais arcaicas, tanto no Ocidente como no Oriente;
considerada como um atributo de pessoas e de espaços. A origem desta palavra
vem do latim e que tem significado de acolhimento.

Motivaç
Hospitalidade agrega valor ao tratamento dispensado às pessoas, que devem ser
recebidos como hóspedes quaisquer que sejam as empresas / instituições. E isto
pode ser adoptado no primeiro sector (serviços públicos), em empresa com fins
lucrativos e já tem sido incorporado nas ONG’s.

Componentes da hospitalidade:

Existem detalhes que envolvem como receber as pessoas, seja em casa, no


trabalho, num centro de compras e outros lugares. Então o que um profissional
deve saber para acolher bem, mesmo que não seja um profissional do ramo
hoteleiro?

Quando recebemos visita em casa, a comida e a bebida é uma das primeiras


coisas que providenciamos. Toda a arrumação e a limpeza é feita com
antecedência e procuramos oferecer distracções ou diversões. Caso o visitante
passe mais tempo, oferecemos uma cama aconchegante...

Hoje, os estudiosos de administração de serviços já relaciona a hospitalidade


como um Valor que toda empresa deveria cultivar, a fim de antecipar-se às
necessidades dos clientes

Implementação
A hospitalidade pode ser adoptada na melhoria da prestação de serviços em
estabelecimentos como:

• bancos
• hotéis, pousadas
• hospitais e clínicas odontológicas
• academias e clubes
• shopping centers

A imaginação do turista
• O turista é aquele que conquistou o privilégio da mobilidade espacial no
mundo contemporâneo, uma mobilidade que depende do tamanho do seu
privilégio Um privilégio que também pode ser encarado como uma enorme
perda: não há como um turista deixar de imaginar que onde quer que ele
esteja desfrutando momentos de satisfação, bem estar e segurança,
poderia estar em outra parte.
• É preciso saber lidar com a imaginação do turista pois é ela que o move a
chegar e a partir de uma localidade. Em princípio, não há razão para ele se
prender a um lugar específico por mais tempo do que o necessário para
satisfazer o pássaro irrequieto de sua imaginação. E nada é mais
angustiante para alguém que é movido pela paixão de conhecer o mundo
do que perder a liberdade de escolher o seu destino.
• Decorre desta inconstância da imaginação do turista os maiores desafios
para aquelas localidades que são projectadas para propiciar hospitalidade
aos visitantes. Para que estes se sintam bem em um local é preciso que
esqueçam por um período todos os outros destinos que lhes escapam. E
não há património ecológico, histórico ou cultural ou mesmo evento que
possa prescindir de um lugar considerado belo pelo visitante, comida e
bebida agradáveis, e uma boa companhia para aquelas conversas que não
têm hora para começar, em que as palavras não saem apressadas
atropelando umas às outras, e ninguém sente incómodo com o silêncio
entre um assunto e outro.

O anseio por segurança


• A liberdade de movimento do turista ocorre em um tempo e um espaço
que ameaçam a sua segurança e colocam em risco o seu bem estar e a
sua vida. A competição do mercado de trabalho e a ameaça de
desemprego, as redes criminosas, a violência urbana, a corrupção
governamental, os alimentos contaminados, a solidão e o desamparo na
velhice são os temores que provocam no turista o desejo de fuga, nem que
seja efémera, para um local seguro e confortável.
• Compreendida desta forma ampla, a segurança envolve desde a protecção
contra as ameaças à integridade física por parte da violência das grandes
cidades, serviços médicos e sanitários adequados e alimentação saudável,
até a sensação de abrigo em uma noite fria, o aconchego de uma
companhia que nos livre da solidão e com quem possamos compartilhar
experiências e afectividade.
• Outro dilema que não pode ser desconsiderado: embora o turista queira
protecção contra os males mencionados, muitas vezes é ele próprio que os
traz em sua bagagem. É um enorme paradoxo tentar impedir que o
visitante leve à deterioração das condições de bem estar e segurança
locais sem restringir a sua liberdade.
• Hospitalidade, então, não pode ser confundida com a cordialidade
superficial e indiferente dos vendedores e prestadores de serviços. É
possível que até implique na necessidade de polidez e afabilidade nos
primeiros contactos, mas é necessário que seja muito mais do que a troca
de expressões superficiais entre compradores e vendedores, para
significar proteger o visitante do perigo, da rotina que entedia, do cansaço
e da doença. Significa, pois, garantir segurança ao visitante cuidando para
que ele esteja livre das ameaças que colocam sua vida e o seu bem estar
em risco.
Hospitalidade é considerar todos os visitantes como bem-vindos, compartilhando
com eles o bem estar e a segurança que também não nos faltam. Hospitalidade é
a generosidade de um agrupamento humano, seja uma comunidade, etnia,
cidade, nação, estado ou país. É a ternura da gente de um lugar em relação ao
estrangeiro e os seus mistérios, enquanto este também imagina os seus anfitriões
como uma gente misteriosa e nem por isso deixou de visitá-la. A hospitalidade é,
portanto, um encontro bem sucedido entre mistérios: Civilização não quer dizer
outra coisa

3.2. Tipologias de clientes


3.2.1. Clientes individuais/Grupos

A tipologia de Cohen apresenta as seguintes categorias:

a) Turista de massas organizado


b) Turista de massas individual
c) Turista explorador
d) Turista “sem destino”.

a) Turista de massas organizado

Corresponde à imagem estereotipada de “turista”.

Características:

- Visita o seu destino viajando em autocarro com ar condicionado;


- Num itinerário inflexível previamente acordado com a agência de
viagens;
- Fica em hotéis que recriam o ambiente do seu país;
- Não toma praticamente nenhuma decisão;
- Em todas as fases da viagem é separado de contactos com a cultura do
país anfitrião;
- Numa viagem do tipo “sol e praia” o turista permanece dentro do
complexo da unidade hoteleira onde se encontra.
- Não se aventura a sair dessa “redoma ambiental”.
- Não se afasta verdadeiramente do seu meio social.
-
O turista interno ou doméstico que viaje em “package” também se inclui nesta
categoria.

b) Turista de massas individual

Semelhante ao turista de massas organizado.

Características:

- A escolha das férias ou viagens é organizada através de um operador


turístico - frequenta os locais de massas;
- Tem, no entanto, um certo grau de poder de decisão e controlo
pessoais – escolhe o itinerário.
- Combina a familiaridade com um certo grau de novidade;
- Confia no sistema turístico estabelecido, mas procura ocasionalmente
um escape para sair da sua “redoma ambiental”.

c) Explorador
Características:

- Faz os seus próprios preparativos para a viagem;


- Tenta evitar ao máximo o “circuito” turístico, afastando-se dos locais
frequentados pelas massas;
- Faz tentativas de ligação com as gentes e culturas locais:
o Aprende a língua
o Procura restaurantes e acontecimentos locais
- Porém, procura um grau razoável de conforto e segurança;
- Apesar de ser capaz de fugir à “redoma ambiental” mantém alguns dos
valores e rotinas do seu quotidiano.

d) “Sem destino”
É o oposto do turista de massas organizado.
Características:

- Tenta submergir nas comunidades locais vivendo e trabalhando com os


autóctones/nativos do país que visita;
- Não tem itinerário fixo e acaba por ficar submerso na cultura e
costumes locais;
- Evita todo e qualquer contacto com o sistema institucionalizado do
turismo – a cultura local considera o turismo e os turistas falsos.
- A fuga da redoma do ambiente familiar é quase completa.

4. Informação turística
4.1. Animação, promoção e informação turística

A Animação, promoção e informação turística são actividades importantes para


desenvolver e dar a conhecer um destino turístico. Sem a animação o turista não
se diverte e a sua divulgação boca-a-boca não será feita. Sem a promoção o
turista não tem conhecimento do destino, sendo que nunca o irá visitar. A
informação turística surge como forma de informar as actividade e locais a visitar
num determinado destino. Estes três pontos são importantíssimos para o
desenvolvimento favorável de um determinado destino turístico.

4.1.1. A região: Levantamento dos principais recursos turísticos

Uma região pode ser qualquer área geográfica que forme uma unidade distinta
em virtude de determinadas características. Em termos gerais, costumam, mas
não necessariamente, ser menores que um país.

A divisão e administração territorial diferem, de facto, de país para país,


concretizando-se segundo políticas próprias e tendo em conta particularidades
geográficas, étnicas, históricas, económicas, ecológicas, entre outras.

Para o levantamento dos recursos turísticos deverá ser efectuadas as seguintes


acções:

• Inventariação dos recursos turísticos


Realização de levantamentos, sistematização e disponibilização de informações
sobre o conjunto de recursos turísticos de uma determinada área.

• Avaliação dos produtos turísticos


Estudo sobre o comportamento e caracterização de determinado segmento da
oferta turística de uma área.

4.1.2. Património e aspectos culturais

Património cultural é o conjunto de todos os bens, materiais ou imateriais, que,


pelo seu valor próprio, devam ser considerados de interesse relevante para a
permanência e a identidade da cultura de um povo.
O património é a nossa herança do passado, com que vivemos hoje, e que
passamos às gerações vindouras.

Do património cultural fazem parte bens imóveis tais como castelos, igrejas,
casas, praças, conjuntos urbanos, e ainda locais dotados de expressivo valor para
a história, a arqueologia, a paleontologia e a ciência em geral. Nos bens móveis
incluem-se, por exemplo, pinturas, esculturas e artesanato. Nos bens imateriais
considera-se a literatura, a música, o folclore, a linguagem e os costumes.

4.1.3. Desportos

Desporto é uma actividade física sujeita a determinados regulamentos e que


geralmente visa a competição entre praticantes. Para ser desporto tem de haver
envolvimento de habilidades e capacidades motoras, regras instituídas por um
confederação regente e competitividade entre opostos. Algumas modalidades
desportivas se praticam mediante veículos ou outras máquinas que não requerem
realizar esforço, em cujo caso é mais importante a destreza e a concentração do
que o exercício físico. Idealmente o desporto diverte e entretém, e constitui uma
forma metódica e intensa de um jogo que tende à perfeição e à coordenação do
esforço muscular tendo em vista uma melhora física e espiritual do ser humano.
As modalidades desportivas podem ser colectivas, duplas ou individuais, mas
sempre com um adversário.

Também podemos definir desporto como um fenómeno sociocultural, que envolve


a prática voluntária de actividade predominantemente física competitiva com
finalidade recreativa ou profissional, ou predominantemente física não
competitiva com finalidade de lazer, contribuindo para a formação,
desenvolvimento e/ou aprimoramento físico, intelectual e psíquico de seus
praticantes e espectadores. Além de ser uma forma de criar uma identidade
desportiva para um inclusão social.

A actividade desportiva pode ser aplicada ainda na promoção da saúde em


âmbito educacional, pela aplicação de conhecimento especializado em
complementação a interesses voluntários de uma comunidade não especializada

4.1.4. Gastronomia

A gastronomia (do grego antigo γαστρονομία; γαστρός ["estômago"] e νομία


["lei"/"conhecimento"]) é um ramo que abrange a culinária, as bebidas, os
materiais usados na alimentação e, em geral, todos os aspectos culturais a ela
associados. Um gastrónomo (gourmet, em francês) pode ser um(a) cozinheiro(a),
mas pode igualmente ser uma pessoa que se preocupa com o refinamento da
alimentação, incluindo, não só a forma como os alimentos são preparados, mas
também como são apresentados, por exemplo, o vestuário e a música ou dança
que acompanham as refeições.

Por essas razões, a gastronomia tem um foro mais alargado que a culinária, que
se ocupa mais especificamente das técnicas de confecção dos alimentos. Um
provador de vinhos é um gastrónomo especializado naquelas bebidas (e, muitas
vezes, é também um gastrónomo no sentido mais amplo do termo).

O prazer proporcionado pela comida é um dos factores mais importantes da vida


depois da alimentação de sobrevivência. A gastronomia nasceu desse prazer e
constituiu-se como a arte de cozinhar e associar os alimentos para deles retirar o
máximo benefício. Cultura muito antiga, a gastronomia esteve na origem de
grandes transformações sociais e políticas. A alimentação passou por várias
etapas ao longo do desenvolvimento humano, evoluindo do nómada caçador ao
homem sedentário, quando este descobriu a importância da agricultura e da
domesticação dos animais

4.1.5. Folclore

Folclore é um termo que em inúmeros ambientes provoca mal estar. Para os mais
jovens é sinônimo de coisa ultrapassada, de velharia e é criticado por se prestar a
paternalismos. Folclore e cultura popular possuem significados múltiplos e
variados, constituindo conceitos complexos e confusos, não bem definidos.

Para Gramsci (1978) folclore é um aglomerado indigesto de fragmentos de todas


as concepções que se sucederam na história. Ao mesmo tempo Gramsci
considera o folclore como importante e diz que deve ser estudado e
compreendido como concepção do mundo e da vida, em grande parte implícita,
de determinados estratos da sociedade, em contraposição às concepções oficiais
do mundo. Para Gramsci existe cultura popular na medida em que existe cultura
dominante. Nesta perspectiva, segundo alguns, a cultura popular assumiria em
face da cultura dominante uma posição diversa, contestadora de sua
autoproclamada universalidade. A este respeito parece enriquecedora a hipótese
de Bakhtin, destacada por Ginzburg (1987), de que existe uma influência
recíproca entre a cultura das classes subalternas e a das classes dominantes, que
funcionou especialmente durante a Idade Média e até a metade do século XVI.

Analisando relações entre a cultura dominante e a cultura popular, e o problema


da circularidade entre ambas, o historiador Carlo Ginzburg (1987: 16/17) assume
posição favorável ao conceito de cultura popular:

“A existência de desníveis culturais no interior das assim chamadas sociedades


civilizadas é o pressuposto da disciplina que foi aos poucos se autodefinindo como
folclore, antropologia social, história das tradições populares, etnologia européia.
Todavia, o emprego do termo cultura para definir o conjunto de atitudes, crenças,
códigos de comportamento próprios das classes subalternas num certo período
histórico é relativamente tardio e foi emprestado da antropologia cultural. Só
através do conceito de ‘cultura primitiva’ é que se chegou de fato a reconhecer
que aqueles indivíduos outrora definidos de forma paternalista como ‘camadas
inferiores dos povos civilizados’ possuíam cultura. A consciência pesada do
colonialismo se uniu assim à consciência pesada da opressão de classe. Dessa
maneira foi superada, pelos menos verbalmente, não só a concepção antiquada
de folclore como mera coleção de curiosidades, mas também a posição de quem
distinguia nas idéias, crenças, visões do mundo das classes subalternas nada
mais do que um acúmulo desorgânico de fragmentos de idéias, crenças, visões do
mundo elaborados pelas classes dominantes provavelmente vários séculos antes.
A essa altura começa a discussão sobre a relação entre a cultura das classes
subalternas e a das classes dominadas. Até que ponto a primeira está
subordinada à segunda? Em que medida, ao contrário, exprime conteúdos ao
menos em parte alternativos? É possível falar em circularidade entre os dois
níveis de cultura?”

Gramsci destaca elementos positivos e negativos no folclore. Suas concepções


encontram-se difundidas entre intelectuais que se interessam pela cultura
popular. Deve-se ressaltar contudo, que para o povo, o folclore não se constitui
um aglomerado indigesto, mas um todo integrado. A visão do portador do folclore
é totalizante e difere da visão do intelectual, que, como Gramsci, considera o
folclore uma “bricolagem”, um aglomerado indigesto de fragmentos de
concepções diferentes (Ver Ferretti, S. 1990). Ginzburg, com vimos, critica a idéia
de cultura popular em Gramsci, como acúmulo de fragmentos de idéias
elaboradas pela classe dominante, preferindo a hipótese da circularidade entre
cultura popular e erudita.

Para muitos, folclore eqüivale a cultura popular. Para outros, cultura popular
eqüivale a cultura de massas e seria diferente do folclore. Com isso abre-se uma
discussão interminável e considerada mesmo bizantina, que segundo Rita Segato
de Carvalho (1992), começa a perder fôlego a partir dos anos 60 com mudanças
ocorridas nas Ciências Sociais e devido a diversos fatores, uma vez que hoje dilui-
se a preocupação com a elaboração de tipologias de culturas e de sociedades e
também porque é difícil definir e diferenciar o que é e o que não é povo, como o
que é e o que não é cultura popular.

A expressão cultura popular pode ser entendida como uma forma mais moderna
de designar o folclore. A palavra folclore encontra-se desgastada e tem
conotações pejorativas. A expressão cultura popular é também discutível. Alguns
como Canclini (1983), propõem a expressão culturas do povo. O conceito de
cultura popular, criticado sobretudo por cientistas sociais, vem sendo hoje
largamente utilizado no âmbito da História. Isambert (1982) discute o
renascimento do interesse pelo estudo de religião, cultura popular e festas, como
temas interrelacionados e caracteriza múltiplas utilizações destes conceitos.

4.1.6. Artesanato

Inicialmente o que caracteriza o artesanato é a transformação da matéria-prima


em objectos úteis, quem realiza esta actividade denomina-se artesão, este
reproduz objectos que chegaram até ele através da tradição familiar ou cria novos
de acordo com suas necessidades.

Para evidenciar melhor este conceito vamos definir o que não é artesanato.

1. A indústria têxtil ou manufactura não se encaixa neste conceito pois há o


predomínio da máquina é a fábrica, ali se produz tecidos, aparelhos
electrodomésticos, muitos objectos etc, quem trabalha neste local
denomina-se operário.
2. Artes puras ou desinteressadas, em que se produzem bens artísticos em
estúdios ou ateliês. Os profissionais normalmente possuem elevados
sentimentos estéticos e formação erudita. Estes denominam-se artistas.
3. Artes industriais ou ofícios - o lugar de trabalho é a oficina e os obreiros
são artífices. A produção é mais ou menos organizada, e decompõe-se em
várias fases ou operações elementares a que se costuma chamar de
diversão do trabalho. Os objectos resultantes é criações de muitos, elas
são produzidas em série embora não sejam obtidas em molde.
4. Industria popular ou caseira, onde a matéria-prima sofre transformação a
fim de se transformar em bem económico.

Outras características do artesanato

• Como sistema de trabalho que engloba os diversos processos de artesão, o


artesanato assinala um avanço cultural e só apareceu como consequência
da divisão de campo ocupacional no período histórico em que a precisão
de meios de subsistência e os hábitos de vida em sociedade passaram a
exigir maior produção de bens.
• Sendo o artesanato uma manifestação de vida comunitária, o trabalho se
orienta no sentido de produzir objectos de uso mais comum no lugar, seja
em função utilitária, decorativa ou religiosa.
• O artesanato é um sistema de trabalho do povo, se bem que pode ser
encontrado em todas as camadas sociais e níveis culturais. Podendo ser
denominado artesanato indígena, ou primitivo, folclórico ou semi-erudito,
requintado.
• O artesanato é prático, sendo informal sua aprendizagem. O que o artesão
faz, cria-o ele próprio ou aprender na tenda artesanal da família ou do
vizinho, observando como este fazia, pela vivencia e pela imitação, vendo-
o trabalhar. Não se receber aulas teóricas; aprende-se a fazer, fazendo;
pratica-se porque quer; age-se voluntariamente. Vai daí o acentuado
cunho pessoal do trabalho artesanal, apesar da vulgaridade da maioria das
peças produzidas nesse sistema.

Não se deve confundir artesanato, que é fonte de produção, com o produto dele
resultante. Produto é coisa e artesanato é o conjunto de maneiras pelas quais a
coisa é feita.

Importância do artesanato

No processo evolutivo da raça humana, a actividade económica deve ser


examinada como etapa inicial. Sem trabalho, o homem não avança sequer um
palmo na via esplêndida do progresso. E foram as mãos que abriram o caminho
para a longa e vitoriosa jornada que ainda prossegue.

Desde tempos remotos, conforme vimos, o homem inventou e fez instrumentos, e


descobriu processos que lhe aumentaram a eficácia da acção produtiva. À soma
de tais possessos acreditamos poder chamar artesanato, embora nascente,
porque, àquela época, eram as técnicas reduzidas em número e bastante
elementares.

Além dessa sua importância histórica, o artesanato abrange outros valores, os


quais hoje o tornam reconhecido, universalmente. Os povos mais desenvolvidos
do mundo criam instituições destinadas ao seu incremento e o realizam mediante
exposições periódicas e feiras anuais de objectos de arte popular, com
distribuição de prémios aos primeiros artesãos colocados, levantamentos de
mapas artesanais, amparo comercial e outras medidas inteligentes.