O PIBID E A EDUCAÇÃO NO BRASIL

Vera Lúcia Santos Mutti Malaquias
i
Resuo
O PIBID - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência se constitui em um Programa de
Política Pública no Brasil, que tem como proposta promoer o di!logo, a parceria, a troca de
e"periência e o trabal#o entre a uniersidade e a escola pública$ %eu campo de atuação enole
estudantes das Instituiç&es de 'nsino %uperior públicas, em cursos de licenciatura e as escolas e
pro(essores da educação b!sica pública, (iliados ao programa$ )osso trabal#o, enquanto estudantes
da licenciatura têm como ob*etio promoer o enolimento dos estudantes das escolas de ensino
b!sico com a disciplina em que estamos inseridos e mel#orar os índices do Ideb + ,ndice de
Desenolimento da 'ducação B!sica$ Para que isso aconteça se estabelece um Plano de -rabal#o,
constituído de pr!ticas pedag.gicas inoadoras, uso das -I/s 0-ecnologias da In(ormação e
/omunicação1 e pro*etos interdisciplinares em parceria com a escola, os pro(essores, os estudantes e
com a comunidade escolar de (orma geral$ 2 metodologia empregada pelo PIBID de 3iloso(ia no
espaço em que atuamos para con(erir resultado ao programa e iabili4ar a construção de pesquisas e
artigos 5 a Pesquisa Participante 0Demo, 67781$ 'ste modelo permite a obseração9interação9ação,
durante o período de trabal#o na escola b!sica e na uniersidade$ Os resultados dos trabal#os
desenolidos pelos estudantes uniersit!rios na escola b!sica são apresentados ao (im de cada
semestre letio atra5s de um relat.rio onde são apontadas as atiidades bem sucedidas, as que não
deram certo e as pesquisas produ4idas$ )esta medida, nosso trabal#o 5 processual, pedag.gico e de
pesquisa sobre o ensino, a título de promoer o debate, a inestigação e a interação uniersidade 9
escola pública, assim como, o enolimento da comunidade acadêmica + pro(essores, gestores e
estudantes da educação superior e seus pares da educação b!sica - com a educação no Brasil$
Palaras-c#ae: PIBID$ 'nolimento$ ;niersidade$ 'scola B!sica$
!" Intro#u$%o
O PIBID + Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência 5 uma iniciatia do <oerno
3ederal do Brasil, atra5s da /oordenação de 2per(eiçoamento de Pessoal de )íel %uperior -
/2P'% que isa o aper(eiçoamento e alori4ação da carreira docente para a educação b!sica$ 2
principal proposta do programa 5 promoer o di!logo, a parceria, a troca de e"periência e o trabal#o
entre a uniersidade e a escola pública, enolendo pro(essores uniersit!rios, pro(essores da
educação b!sica e estudantes das licenciaturas$ 'ste trabal#o 5 inculado ao PIBID de 3iloso(ia da
;niersidade 3ederal da Ba#ia, que atua em cinco escolas da educação b!sica na cidade de
%alador9B2, mais especi(icamente às e"periências desenolidas no /ol5gio 'stadual =anoel
)oaes e /ol5gio 'stadual =!rio 2ugusto -ei"eira de 3reitas$
O programa tee início atra5s da /#amada Pública ='/9/2P'%93)D', publicada no Di!rio O(icial
da ;nião em >? de de4embro de 677@, tendo como meta principal mel#orar os índices do Ideb
ii
A$ Para
atingir esta prerrogatia busca incentiar a (ormação de docentes em níel superior para atuação na
educação b!sica, alori4a o magist5rio no intuito de priori4ar a quali(icação da (ormação do pro(essor
e a capacitação dos pro(essores que *! atuam como pro(issionais e, na sua aplicação di!ria, isa a
articular a teoria adquirida cotidianamente na uniersidade, com a pr!tica em sala de aula$ Os
ob*etios traçados acima permitem o tramite dos estudantes uniersit!rios na escola de educação
b!sica enolendo-os no cotidiano da instituição, ienciando suas problem!ticas, como tamb5m
enolendo os estudantes inseridos nestes espaços, em pro*etos que tendem a alori4ação não s. da
escola, como tamb5m destes indiíduos enquanto su*eitos participantes e trans(ormadores de sua
pr.pria realidade$
O grupo do PIBID de 3iloso(ia 5 constituído de um pro(essor da uniersidade na (unção de
coordenador, cinco pro(essores da educação b!sica do 'stado, licenciados em 3iloso(ia e inculado
cada um em uma escola distinta, com a (unção de superisor, inte e cinco licenciandos em 3iloso(ia
inculados à uniersidade e uma olunt!ria, tamb5m licencianda uniersit!ria, locados em grupo de
cinco indiíduos para cada escola participante do programa$ -odos que estão inseridos nas atiidades
do PIBID estão inculados à pr!tica docente e a pesquisa sobre o ensino de (iloso(ia e recebem bolsa
do <oerno 3ederal para desenoler os pro*etos na escola$ -amb5m 5 bom salientar que o PIBID
não se restringe à licenciatura de 3iloso(ia$ -odas as licenciaturas de ;niersidade 3ederal da Ba#ia
são participantes do programa, ou se*a, temos PIBID de Bist.ria, <eogra(ia, Cetras, =úsica, Dança
-eatro, Biologia e etc$ )o caso deste trabal#o nos ateremos apenas ao PIBID de 3iloso(ia, a
#istoricidade desta disciplina no Brasil, os pro*etos que desenolemos nas escolas e as (ormas
encontradas para promoer o enolimento dos alunos com estes pro*etos e com a escola de (orma
geral$
&" 'ist(rico #o ensino #e )iloso*ia no Brasil
2 legalidade do ensino da 3iloso(ia no Brasil estee sempre atrelada à dinDmica da manutenção de
(orças #egemEnicas da sociedade, desde o período colonial$ Para a manutenção das concepç&es
religiosas e políticas daquela 5poca, tee prioridade o modelo *esuíta de ensino e apenas o
desenolimento intelectual dos coloni4adores portugueses e a elite brasileira$ O ensino (oi redu4ido a
e"ercícios de erudição e ret.rica$ De acordo com /artolano 0>FGH1, o ensino de (iloso(ia no Brasil tee
posteriormente sua base nas id5ias da ;niersidade de /oimbra, a partir da re(orma de Pombal,
sendo ministrada no ensino secund!rio como Iaulas r5giasJ
iii
de algumas disciplinas$ De acordo com
2ran#a e =artins 0677K1 tendo em ista o aanço da emancipação política no Brasil *! s5culo LIL, os
ideais que norteaam a 'uropa in(luenciaam o espírito #umanístico e era re(erência para o conteúdo
dos cursos de 3iloso(ia no Brasil$ 2inda assim, por um longo período, o destaque era a (ormação de
#omens letrados e eruditos$ 'ntre o período de >G6K a >F68, (oram colocados à disposição cursos
lires de 3iloso(ia tendo em ista que os conteúdos o(iciais eram proidos de indeterminação em
diersos programas educacionais$ 2s autoras ainda destacam que características como elitismo,
enciclopedismo, in(luência religiosa e não relação com a realidade brasileira (i4eram parte da
abordagem do ensino de (iloso(ia durante o Imp5rio e o início da Mepública$
)o percurso para o(iciali4ar o ensino de 3iloso(ia na educação b!sica no Brasil, podemos destacar as
re(ormas de 3rancisco /ampos 0>F?>1, o =ani(esto dos Pioneiros da 'ducação )oa 0>F?61, e a
re(orma de <ustao /apanema 0>F861$ 2p.s esse período de intensos debates aconteceram !rios
retrocessos$ /om a promulgação da Cei nN 8$768 em >FK>, a obrigatoriedade do ensino de (iloso(ia (oi
suprimida 0BM2%IC, >FK>1$ )o período da Ditadura =ilitar a Cei nN H$KF6 de >F@>, retirou a 3iloso(ia
dos currículos o(iciais, apesar de não proibir, e instituiu em seu lugar as disciplinas de 'ducação
=oral e /íica e Organi4ação %ocial e Política do Brasil 0BM2%IC, >F@>1$ Ouando di4emos que
apesar de não proibida, mas apenas suprimida dos currículos o(iciais, di4emos que a disciplina de
3iloso(ia praticamente desapareceu das escolas tanto da rede pública, quando da rede particular de
ensino, permanecendo apenas em poucos col5gios religiosos$ )este período a educação no Brasil
estaa oltada para o ensino t5cnico e o país comprometido com a e"pansão industrial e militar$
Desta (orma, não (aria sentido o ensino de uma disciplina totalmente (ora destes padr&es$ /omo
apontam 2ran#a e =artins 0677K1 e"istia neste período no Brasil o claro Iprop.sito de
#omogenei4ação do pensamento, procedimento típico de goernos ditatoriaisJ$
2s primeiras mudanças ocorrem com a Cei de Diretri4es e Bases da 'ducação )acional, 0Cei
F$?F89FK1, sob o lema I'ducação para -odosJ e atualmente em igor no país$ %urgem as primeiras
intenç&es de uma mudança geral de postura no modelo educacional brasileiro$ 2 educação in(antil (oi
municipali4ada, o ensino (undamental uniersali4ado e no ensino m5dio tornou-se obrigat.rio a
abertura de agas nas turmas regulares, para pessoas com necessidades educacionais especiais$
)esta medida, re(letiu-se a legitimidade ou não da educação apenas oltada para o mercado de
trabal#o$
'm >G de setembro de 677> o pro*eto do Deputado Padre Moque Pimmermann 0P/C nQ F967771 que
legali4aa o ensino de 3iloso(ia e %ociologia no ensino m5dio, (oi aproado no /ongresso )acional$
)o entanto, no dia 7G de outubro do mesmo ano, (oi etado pelo então presidente 3ernando Benrique
/ardoso 0P%DB >FFH-677?1$
'm 76 de *ul#o de 677G, no goerno de Cuis In!cio Cula da %ila 0P- 677?-67>71, e assinado pelo
presidente em e"ercício Ros5 de 2lencar 0PC1 o pro*eto do Deputado 3ederal Mibamar 2les 0P%B-
=21 (oi aproado como Cei nN >>$KG8, que, depois de tantos impasses e lutas, altera o 2rt$ ?K da atual
CDB e inclui a 3iloso(ia e a %ociologia, como disciplinas obrigat.rias em todas as s5ries do ensino
m5dio no Brasil$
+" O PIBID #e )iloso*ia e o en,ol,iento na escola -.sica
O trabal#o do PIBID de 3iloso(ia da ;3B2 na escola pública tee o início de suas atiidades em
março de 67>7$ O primeiro trabal#o do grupo de de4 bolsistas inseridos no /ol5gio 'stadual
Deputado =anoel )oaes, (oi construção e aplicação dois question!rios de diagn.stico 0um para
estudantes do ensino m5dio e outro para os pro(essores de 3iloso(ia da instituição de ensino1 em toda
a escola em seus três turnos, com o en(oque no ensino de 3iloso(ia e o enolimento do estudante do
ensino m5dio com a escola$ Os resultados da aplicação dos question!rios apresentaram os seguintes
dados: abordagens distintas em sala de aula do conteúdo de 3iloso(ia por pro(essores que ensinaam
turmas do mesmo níel escolar, as aulas de (iloso(ia eram ministradas, em grande parte, por
pro(essores licenciados em outras !reas, os estudantes consideraam a disciplina inútil e
desnecess!ria para suas idas, al5m de muito c#ata, o índice de (reqSência nas aulas eram muito
bai"os, pois os estudantes consideram mais proeitoso aproeitarem o tempo com disciplinas
supostamente mais IimportantesJ e bai"a utili4ação do espaço da biblioteca da escola + espaço, por
sinal, muito amplo e com bom acero tamb5m de liros de 3iloso(ia$ /om estes resultados
detectamos a necessidade de ocupar todos os espaços da escola, assim como, enoler a
comunidade escolar em nossos pro*etos$
'laboramos pro*etos para serem desenolidos a partir da sala de aula 0monitoria com consultoria1,
trabal#o para a biblioteca 0<uia Citer!rio1, Bate papo (ilos.(ico para sala de eentos 0palestrantes da
!rea de (iloso(ia que trabal#am com metodologias oltadas para *oens1, participação da
uniersidade, atra5s dos bolsistas do PIBID, nas atiidades da escola 0gincanas, calend!rios
(estios, reuni&es de coordenação, elaboração do Pro*eto Político Pedag.gico 0PPP1, Rornada
Pedag.gica, dentre outros1 e 3iloso(ia na /o4in#a 0desenolido no re(eit.rio da escola1$ 'ste último
trabal#o (oi o que surtiu mais interação com os estudantes, na medida em que era reali4ado no turno
noturno, com estudantes adultos 0todos acima de >G anos1, trabal#adores em busca de mel#or
quali(icação para ascender no mercado de trabal#o$
+"! O Pro/eto )iloso*ia na Co0in1a
O pro*eto 3iloso(ia na /o4in#a surgiu sem muita elaboração pr5ia$ 2o marcarmos com os estudantes
do noturno uma monitoria antes da aula, ou se*a, às >G #oras 0as aulas iniciam às >G#?7min1, para
estudarmos de (orma orientada as abordagens apresentadas em sala, (icamos sem público$ )ingu5m
apareceu nos dois primeiros encontros$ )a terceira data marcada resolemos esperar na porta da
escola$ ;ma estudante ao c#egar nos conidou para tomar um lanc#e na co4in#a da escola$ Para
nossa surpresa todos os outros que esper!amos estaam neste local$ In(erimos o que não
percebemos antes: os estudantes trabal#adores possuem bai"a renda (inanceira, saem de um dia
cansatio de trabal#o direto para escola e, portanto, priori4am a alimentação o(erecida pela
instituição, que na maioria das e4es *! 5 o *antar, do que se dirigirem para biblioteca para estudar$
)este sentido, elaboramos o pro*eto e ele era aplicado de (orma lúdica naquele local$
Para construir o pro*eto 3iloso(ia na /o4in#a (omos estudar alguns te"tos sobre aprendi4agem
signi(icatia e educação de *oens e adultos$ Buscamos em primeiro momento da (ase pr!tica, nos
apropriarmos do plano de curso da pro(essora para saber com antecedência os assuntos e
elaborarmos o trabal#o$ O espaço da co4in#a 5 amplo, com mesas grandes onde circulam al5m dos
estudantes, pro(essores, (uncion!rios e as co4in#eiras$ Optamos por trabal#ar com curtas 0(ilmes1 de
H a >7 minutos, com temas que re(letiam o que estaa sendo apresentado em sala$ /oloc!amos em
cada mesa um ou dois notebooTs e reuníamos em torno dele entre cinco a oito indiíduos 0não s. os
estudantes, como a comunidade escolar1, assistíamos o curta e discutíamos o assunto enquanto
aproeit!amos à re(eição$ Os estudantes eram conidados, não obrigados, a colocarem suas
impress&es, atra5s de perguntas elaboradas e um te"to lire, em um instrumento que denominamos
IMesgate de /onteúdoJ$ /om isso, al5m dos assuntos serem mel#ores apreendidos, a escrita e
re(le"ão tamb5m eram e"ercitadas$ Desta (orma, o pro*eto 3iloso(ia na /o4in#a, promoia um
enolimento da comunidade escolar com os estudantes da escola, uma relação dos estudantes
uniersit!rios com a escola pública e seus atores, na medida em que aquele espaço 5 amplamente
utili4ado por todos, como tamb5m não dei"aa de cumprir o papel a que se propun#a: uma
aprendi4agem de qualidade$
2" COMO ENVOLVER OS ES3UDAN3ES E A COMUNIDADE COM A ESCOLA E COM A
EDUCAÇÃO
2 nossa e"periência com o trabal#o no PIBID de 3iloso(ia, #o*e desenolido em outra escola 0o
pro*eto tem a (inalidade de enoler !rias escolas1, nos lea a perceber que a integração, trabal#o
em equipe e diagn.stico do espaço que amos desenoler nossas atiidades, são (undamentais
para o desenolimento de um trabal#o de qualidade$ ;m e"emplo disso 5 a escola que atualmente
nos inserimos$ -rabal#amos no turno espertino, a escola não tem re(eit.rio 0e"iste uma pequena
cantina onde os estudantes, em (ila, pegam sua re(eição e consome no p!tio da escola1, a biblioteca
tem poucos liros e 5 locali4ada em local inapropriado, al5m de não ter bibliotec!rio (i"o e
permanecer longos períodos (ec#ada, a direção 5 menos interatia no di!logo e totalmente oltada
para quest&es priadas da escola e o nosso superisor, pouco aberto para pro*etos e"tracurriculares,
por5m oltado para trabal#os de grandes proporç&es que promoam isibilidade ampla na escola$
2ssim, partimos para uma ocupação do espaço escolar atra5s do di!logo amig!el com
(uncion!rios, pro(essores, coordenadores e direção$ Participamos, quando permitidos, das reuni&es
de coordenação, das aaliaç&es dos estudantes, dos eentos comunit!rios e interagimos com o
pro(essor em sala de aula$ )osso primeiro contato (oi com o liro did!tico de 3iloso(ia utili4ado na
escola, em período de longa gree dos pro(essores, estudando-o e discutindo sobre suas abordagens
e (ormato tanto com o pro(essor da escola pública, quanto na uniersidade$ Inseridos e adaptados a
essa noa realidade partimos para noas maneiras de comunicação com os estudantes e utili4ação
produtia de espaços outros que não a sala de aula$
2"! A tecnolo4ia a *a,or #a e#uca$%o e #a intera$%o co a escola
2 participação nas aulas do pro(essor superisor nos permitiu, al5m de intenso di!logo e grande
apro"imação com os estudantes, diagnosticar aquilo que interessa e motia os adolescentes$ Cogo
percebemos o grande uso da internet, principalmente o uso das redes sociais$ Percebemos tamb5m
que, ainda que utili4ada de (orma ampla pelos estudantes, a internet era subutili4ada e pouco
contribuinte no desenolimento intelectual e cidadão daqueles *oens$ O problema 5 que não tin#am
nen#uma orientação na escola do uso dessa (erramenta, assim como de (erramentas do pr.prio
computador para mel#or escreer, (ormatar e organi4ar seus trabal#os$ Detectamos tamb5m muita
de(iciência dos pr.prios pro(essores no uso das tecnologias, o que nos leou a concluir a inoperDncia
dos estudantes e da escola de (orma geral nesta !rea$ 2 sala de in(orm!tica, com !rios
computadores noos (ica (ec#ada por não ter quem ten#a pro(iciência para trabal#ar no local com os
estudantes$ /onstatamos tamb5m, que, apesar de relatiamente noos, os computadores, em sua
maioria, estaam quebrados por uso inapropriado$
)uma tentatia de superar a problem!tica acima apresentada, nos utili4amos de nosso blog
0#ttp:99(iloso(iapibidu(ba$blogspot$com$br1, para postar noidades, complemento das abordagens em
sala, aisos, atiidades da uniersidade e resumos de nossa produção enquanto uniersit!rios$
/riamos tamb5m uma p!gina do PIBID de 3iloso(ia no 3acebooT
0#ttp:99UUU$(acebooT$com9(iloso(iadopibid1, um e-mail e"clusio onde cadastramos os endereços
eletrEnicos dos estudantes das de4 turmas que trabal#amos 0(iloso(iatei"eiraVgmail$com1 e uma
p!gina, pouco utili4ada pela comunidade em geral por ser ainda pouco diulgada em nosso meio, no
-umblr 0#ttp:99(iloso(iadopibid$tumblr$com1, onde, e"clusiamente, postamos alguns resumos das
atiidades acadêmicas relacionadas ao PIBID$ )esta perspectia, buscamos a interação e
enolimento com base na realidade e #!bitos da comunidade, acreditando que a comunicação e a
abordagem 5tica são bases para construção de um trabal#o de qualidade$
2"& De5ois #a tecnolo4ia o real en,ol,iento co a no,a escola
;tili4ar a linguagem dos atores enolidos no processo 5 (undamental para promoer o di!logo e a
interação$ 2 tecnologia 5 atualmente um dos meios mais e(ica4es de dialogar não s. com os *oens,
como tamb5m com indiíduos de outras (ai"as et!rias e (ormação escolar$ /om base nesta
percepção (oi construído laços com a comunidade escolar de (orma geral, na medida em que tanto
eles se en"ergam nestas abordagens, com seus sucessos e trabal#os reali4ados, como utili4am as
(erramentas para comunicação, pesquisas e construção do con#ecimento$ )esta medida, o contato
pessoal e o enolimento destes indiíduos, principalmente os estudantes, com as atiidades do
PIBID e com um noo conceito de trDnsito no ambiente escolar tem crescido qualitatiamente$
-amb5m podemos considerar este enolimento no sentido da relação da escola de educação b!sica
e a uniersidade, com a mediação do PIBID de 3iloso(ia e dos outros PIBID inseridos nas escolas$
/ada PIBID tem um programa de ação di(erente, onde obedecem a características pr.prias$
6" O PIBID7 8est%o #e Pol9tica Pú-lica na Escola B.sica
Deido à e"pansão do PIBID em todo territ.rio nacional começam a surgir di(iculdades na gestão das
atiidades a serem desenolidas e de delinear o papel que cada bolsista, tanto bolsista superisor,
quanto bolsista estudante da licenciatura tem que desenoler$ Os trabal#os deem ser dirigidos pela
dinDmica de cada subpro*eto de !rea, onde obedece a crit5rios pontuais sem, no entanto, dei"ar de
estar inculadas com as aç&es norteadoras inseridas nos ob*etios e"postos no decreto @6>F967>7$
2inda que ten#a crit5rios ob*etios tanto atra5s dos decretos, quanto nos subpro*etos, 5 na escola
pública que aparecem as primeiras di(iculdades$ 2o PIBID cabe desenoler pro*etos, inseridos em
um plano de trabal#o elaborado semestralmente e eniado para /2P'%, plano este inculado a um
relat.rio tamb5m semestral que apontam a reali4ação 0ou não1 do proposto, as di(iculdades
encontradas e os resultados alcançados$ )o entanto, parece não (icar claro nem para a escola e
nem para os bolsistas superisores estas demandas$ /om (reqSência os bolsistas inculados aos
cursos de licenciatura são con(undidos e9ou tratados como estagi!rios, sendo direcionados para
atiidades como substituição de pro(essores, responsabilidade por correção de proas, por notas,
dentre outros$ 2o estagi!rio que tem como (unção, ap.s período de obseração de aulas, assumirem
e(etiamente uma turma, estas atiidades são legítimas, ao bolsista do PIBID elas se tornam
irregulares$
O bolsista da licenciatura inculado ao PIBID pode e dee participar de atiidades docentes, na
medida em que est! inserido em um programa de iniciação à docência$ )o entanto, sua participação
5 a título de aprendi4agem, participação, interação e de pesquisa e não como um docente e(etio$
-amb5m a este bolsista, muitas e4es 5 colocado encargos quase de (uncion!rios da escola ou de
(uncion!rios do superisor que os consideram IseusJ bolsistas, ou em alguns casos IseusJ
estagi!rios$ O bolsista do PIBID trabal#a em parceria com a escola e com o superisor, o que 5
muito di(erente de trabal#ar para a escola e para o superisor$
2s aç&es empreendidas nas escolas carecem de di!logo entre os enolidos, credibilidade e parceria
para o seu desenolimento e superisão e aaliação dos superisores e coordenadores
institucionais$ )ormalmente são aç&es que acontecem e"traclasse, ou at5 mesmo em algum espaço
cedido nas aulas, principalmente como metodologias que podem ser testadas ou serirem de suporte
qualitatio ao processo de aprendi4agem dos alunos$ )o caso do PIBID de 3iloso(ia, em car!ter
particular, estas aç&es são muito importantes, na medida em que o ensino desta disciplina nos
currículos escolares do ensino m5dio passou a ser obrigat.rio com a aproação da Cei >>$KG8 de 76
de *ul#o de 677G$ )esta medida, com o a(astamento do ensino de (iloso(ia dos currículos da educação
b!sica desde o período da Ditadura =ilitar 0>FK8->FGH1, a di(iculdade de encontrar ob*etiidade
curricular, assim como delimitar o que e como ensinar 5 muito grande e propícia a muitos desacordos$
)este conte"to, os pro*etos inseridos nos plano de trabal#o e as aç&es trabal#adas em con*unto
podem gerar o debate e, desta (orma, suscitar sínteses e pesquisas que en#am a contribuir para
caracteri4ar a importDncia do ensino de (iloso(ia na educação b!sica, como tamb5m iabili4ar a
con(irmação da Cei >>$KG89677G, não como uma lei que possa ir a dei"ar de e"istir apenas com uma
mudança de proposta goernamental, ou com um simples eto, mas sim como necessidade dentro do
sistema educacional brasileiro$ Para tanto 5 preciso ob*etiidade na e"ecução do pro*eto e
conscienti4ação dos papeis daqueles enolidos no processo$
:" Meto#olo4ia
2 metodologia empregada para construção e reali4ação das pesquisas e trabal#os na escola 5 a
Pesquisa participante 0Demo, 67781$ 'ste modelo metodol.gico tem como ob*etio a construção das
relaç&es na escola atra5s da obseração e integração com os ambientes, seus atores e a
comunidade de entorno$ 'ntendemos este modelo de pesquisa como (undamental para reali4ação de
nossas atiidades assim como na construção dos pro*etos$
)o inicio deste te"to (oi apresentado à (erramenta do question!rio de diagn.stico que (i4emos na
primeira escola que trabal#amos$ )ão nos utili4amos de um autor especí(ico para reali4ar esta tare(a$
Partimos de nossas primeiras in(erências ao adentrar no Dmbito da escola, de debates sobre que
atitude tomar naquela situação e c#egamos à conclusão que deeríamos elaborar esta tare(a$ )a
escola que nos encontramos atualmente, apesar de realidades distintas, por e"periência, seguimos
por #ip.teses outras, na busca de mel#ores resultados qualitatios$
:" Conclus%o
/omo o tema do I /ongresso Internacional 'nolimento dos 2lunos na 'scola: Perspectias da
3iloso(ia e da 'ducação 5 *ustamente d! en(oque à relação dos estudantes com a escola, priori4amos
desenoler um te"to que relatasse nossas e"periências em duas escolas públicas de educação
b!sica na cidade de %alador 9 B2, no Brasil que destaca a perspectia do congresso$
2s e"periências e pro*etos desenolidos na escola demandam apro"imação com a gestão da
educação, pesquisa sobre o ensino de (iloso(ia, escrita e publicação de artigos e, principalmente
aquilo que prop&em o PIBID: iniciação à docência$
)este sentido, esta e"posição 5 (ruto de quatro anos de trabal#o em distintas escolas e grupos que
mudam mediante a entrada e saída de bolsistas$ =uitos outros pro*etos e aç&es têm sido
desenolidos, tanto no Dmbito e"clusio do ensino de 3iloso(ia, quanto con*untamente com
programas de outras !reas, como Cetras, %ociologia e Bist.ria$
2creditamos e apostamos muito na parceria uniersidade pública 9 escola b!sica pública, no sentido
de troca de e"periências, relação teoria e pr!tica, desenolimento de pesquisas e pro*etos
relacionados ao desenolimento da educação no Brasil e a quebra de(initia do a(astamento da
educação superior com as outras modalidades e etapas da educação em nosso país$

Notas
i
'studante da graduação em 3iloso(ia da ;niersidade 3ederal da Ba#ia, bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à
Docência + PIBID, inculado à /oordenação de 2per(eiçoamento de Pessoal de )íel %uperior - /2P'%$
ii
Ideb + ,ndice de Desenolimento da 'ducação B!sica$
iii
2s aulas r5gias compreendiam o estudo das #umanidades, sendo pertencentes ao 'stado e não mais restritas à Igre*a$ 3oi a
primeira (orma do sistema de ensino público no Brasil$
Re*er;ncias
2M2)B2, =aria Cúcia 2rruda$ =2M-I)%, =aria Belena Pires$ )iloso*an#o$ Introdução à 3iloso(ia$ %ão
Paulo: =oderna, 677K$
BM2%IC$ Decreto !<"=<> #e != #e a-ril #e !<+!$ Disponíel em:
#ttp:99UUU$#istedbr$(ae$unicamp$br9naegando9(ontesWescritas9HW<oWXargas9decretoY67>F$GF7-
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