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DISCIPLINA: ENGENHARIA ECONÔMICA 1 CÓDIGO/CRÉDITOS/TURMA(S): 2 CRÉDITOS PROFESSOR: CLAUDIO SONALGIO ALBANO ANO LETIVO/SEMESTRE: 2010 SEGUNDO

I DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

 

1. Universidade Federal do Pampa

 

2. Campus: Unipampa/Bagé (Rua Carlos Barbosa, s/no. Bairro Getúlio Vargas - Bagé)

3. Endereço: Avenida 7 de setembro, 1376 Bagé.

 

4. Curso: Engenharia da Produção

 

5. Carga Horária Teórica: 30

Carga Horária Prática:

Carga Horária Não-Presencial:

Créditos Teóricos: 02

Créditos Práticos:

 

Créditos Não-Presenciais:

6.

Existência de pré-requisito(s): (

) sim

( X ) não

Disciplina:

 
 

II EMENTA

 

Juros Simples, Juros Compostos, Descontos Simples e Composto. Taxas. Rendas. Amortização de dívidas. Análise e seleção de alternativas de Investimento.

 

III - OBJETIVO(S)

 

Ao final do período letivo o aluno de vê ser capaz: demonstrar capacidade de entendimento da função financeira, como a mesma opera junto aos mercados financeiros para criar valor, perceber a importância da área financeira na tomada de decisão sobre alternativas econômicas, capaz de aplicar recursos e ferramentas da área financeira, tais como fluxo de caixa e outros.

IV

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

 

01.) JUROS E DESCONTOS SIMPLES 01.01.) Juros simples (conceito, capital, taxa de juros e cálculos). 01.02.) Desconto Simples (conceitos, tipos de descontos e cálculos). 02.) JUROS E DESCONTOS COMPOSTOS. 02.01.) Juros compostos (conceito, cálculos e taxas). 02.02.) Desconto composto (conceitos, cálculos, taxas e equivalência de capitais). 03.) RENDAS OU ANUIDADES. 03.01.) Conceitos e classificação. 03.02) Modelo básicos de rendas e modelos genéricos. 04.) AMORTIZAÇÃO DE DÍVIDAS. 04.01.) Amortização constante, sistema francês, sistema de amortização mista e correção. 04.02.) Custo efetivo de empréstimos ou financiamentos.

05.) MÉTODOS DE ANÁLISE E SELEÇÃO DE INVESTIMENTOS. 05.01.) Principais métodos, TMA, vantagens, desvantagens e aplicações do métodos. 05.02.) Payback, método do valor presente liquido e método da taxa interna de retorno. 05.03.) Aplicação e vantagens e desvantagens de cada método.

 

V METODOLOGIA

 

Aulas expositivo-dialogadas, trabalhos em grupo através de estudos de caso e exercícios de fixação de conteúdos.

 

TÉCNICAS

 

RECURSOS

Aulas expositivo-dialogadas

 

Apostila, slides, quadro e data-show.

Estudos de caso em grupos

 

Textos de livros e/ou artigos.

VI

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES

 

Juros e descontos simples.

 

1 aula Apresentação do professor, disciplina e conteúdo. Conceitos de juros.

2 aula - Juros simples, capital e taxa de juros. Cálculo de juros simples e do montante.

aula - Desconto simples comercial, racional e bancário. Juros e descontos compostos.

3

 

4 aula Juros compostos, Cálculo de montante, taxas equivalentes, taxa nominal e taxa efetiva.

5 aula - Desconto composto: Fórmulas do valor: Nominal e atual. Equivalência de Capitais.

aula Exercícios de revisão, trabalho em grupos. Rendas ou Anuidades.

6

7

aula Rendas certas ou determinísticas. Classificação, termos, pagamentos ou recebimentos e

periodicidade.

aula - Modelo básico de rendas: periódicas, constantes, temporárias e postecipada; Cálculo do valor atual, do montante, da taxa e do número de anuidades.

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9

aula Prova.

10

aula - Modelos genéricos de rendas: antecipadas, diferidas e perpétuas.

Amortização de Dívidas.

11 aula Sistema de Amortização Constante (SAC), Sistema Francês de Amortização - Sistema PRICE.

12 aula - Sistema de Amortização Mista (SAM). Sistema Americano.

13 aula - Exercícios de revisão, trabalho em grupos.

Métodos de Análise e Seleção de Investimentos.

14 aula Principais métodos, TMA, vantagens, desvantagens e aplicações do métodos.

15 aula Payback, VPL e TIR. Aplicação e vantagens e desvantagens de cada método.

16 aula Prova .

Recuperação.

17

aula Atividades de recuperação.

VII CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO: Assiduidade, pontualidade e participação em sala de aula.

Avaliação Diagnóstica: Não utilizada.

Avaliação Formativa: Trabalhos ao longo do semestre que visam identificar a assimilação de conteúdos considerados mais importantes para a disciplina. Peso 3 (três) ao final do semestre, para formar a média.

Avaliação Somativa: Uma avaliação (prova) por bimestre. Cada prova terá peso 3,5 ao final do semestre para formar a média. O aluno que não realiza uma prova ficará com nota ZERO nesta prova.

Atividades de Recuperação devem ser previstas: Ao final do semestre o aluno que não alcançar a média 6, poderá realizar uma atividade de recuperação com todo o conteúdo do semestre.Esta prova substituirá a menor nota de uma das provas e/ou dos trabalhos (média).

VIII REFERÊNCIAS BÁSICAS

Exemplares

MATHIAS, F. Washington & GOMES, J. Maria. Matemática Financeira. São Paulo. Ed. Atlas, 6 edição, 2009.

08

PILÃO, Nivaldo Elias; HUMMEL, Paulo Roberto Vampré. Matemática Financeira e Engenharia Econômica.

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IX - REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

Exemplares

BRUNI, Adriano Leal; FAMA, Rubens. Matemática Financeira com HP 12 e Excel. São Paulo. Ed. Atlas, 5 edição, 2008.

10

CASAROTTO, F. Nelson. BRUNO, H. Kopittke. Analise de investimentos: matemática financeira, engenharia econômica, tomada de decisão, estratégia empresarial. São Paulo. Editora Atlas. 10 edição. 2008.

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ENGENHARIA ECONÔMICA

Quando temos que tomar uma decisão geralmente existem “alternativas”. Todas alternativas tem custos e benefícios, muitos destes são tangíveis ou intangíveis. Na área de negócios todos os empreendimentos também são compostos de custos e benefícios tangíveis ou intangíveis, que devem ser analisados quando do estudo de viabilidade deste empreendimento. Podemos dizer que “estudo de viabilidade do empreendimento”, é a análise de um projeto, para verificar sua viabilidade de execução, considerando os aspectos jurídicos, administrativos, comerciais, técnicos e financeiros (econômicos, contábeis). Para este último aspecto, o financeiro, pode ter diversas alternativas que justifiquem, ou ajudem à análise da viabilidade do empreendimento, e todas as decisões devem ser resultantes das análises considerando o presente, futuro e situações intermediárias. A viabilidade financeira de um empreendimento deve considerar um prazo (tempo) dentro do qual desejamos saber se o esforço produtivo a ser realizado vale mais que a aplicação dos recursos em outras formas de investimentos.

Eficiência técnica e financeira da Engenharia. Além dos conhecimentos técnicos, o engenheiro deve estar preparado para tomar decisões econômicas, especialmente com relação a custos, pois somente se consegue a máxima eficiência técnica se esta vier acompanhada de eficiência econômico-financeira. Relação entre Engenharia Econômica e Matemática financeira. Podemos dizer que matemática financeira é a ciência que alia métodos matemáticos aos fenômenos econômico-financeiros, visando oferecer respostas adequadas a uma eficiente alocação de recursos, geralmente escassos, entre atividades competitivas, onde os recursos podem ser aplicados. Através do estudo da matemática financeira, podemos avaliar fluxos de caixa, alternativas de investimentos, descobrir porque é importante poupar, de forma geral podemos afirmar que teremos uma melhor capacidade de gerir recursos financeiros.

“O tempo e o dinheiro são os objetos de estudo da matemática financeira”. “Dinheiro tem um custo associado ao tempo” “Nunca some valores em tempos (datas) diferentes”.

Exemplo: Um amigo solicita que você empreste 10.000,00 R$, por um ano, deseja pagar ao final deste período este mesmo valor. Você aceita? Neste instante surgem diversas questões ou dúvidas para você:

Será que ele vai me pagar? Este valor durante uma no perderá poder de compra? Como poderia aplicar este recurso durante este período?

Para tentar/ajudar você a responder questões tipo estas é que utilizamos conhecimentos da matemática financeira. Todo uso de recursos financeiros, dinheiro tem as seguintes premissas:

Risco => de não receber os valores esperados no momento esperado. Utilidade => investir significa deixar de consumir hoje para consumir no futuro, então o retorno deve compensar. Oportunidade => como os recursos são limitados, ter a posse dos recursos, pode significar chance de aproveitar as oportunidades que surgirem quando temos posso dos recursos.

Conteúdos que serão abordados em Engenharia Econômica. Juros e descontos => Toda operação financeira tem um custo (para quem recebe o capital), este “custo” são os juros que devem remunerar o dono do capital, a este custo chamamos de juros (simples ou composto). Em contrapartida quando os compromissos são saldados antes do tempo, ou com a previsão de juros embutidos, trabalhamos com descontos.

Rendas ou Anuidades => quando temos uma série de pagamentos ou recebimentos que devem ser efetuados regularmente, cujo objetivo é formar um capital (capitalização) ou saldar uma dívida (amortização).

Análise e seleção de investimentos => quando vamos realizar um investimento (empresarial ou financeiro) devemos/podemos verificar o provável retorno deste investimento.

CLASSIFICAÇÃO DOS JUROS

Os juros podem ser classificados em:

REAIS, NOMINAIS E EFETIVOS => Juros reais e os nominais são aqueles que efetivamente pagamos ou recebemos em uma operação financeira em relação aos juros que dizem que vamos cobrar ou pagar. Exemplos:

(diferença entre juros reais e nominais) você pega um empréstimo no banco para pagar em 30 dias, com taxa de juros de 5% ao mês. Ao receber o dinheiro o gerente solicita que ele fique depositado por uma semana (7 dias) sua conta corrente, para saque posterior. Neste caso estamos falando de uma taxa nominal de 5%, mas real de

6,88%.

(diferença entre juros nominais e efetivos) a poupança paga juros nominais de 6% ao ano, divididos em 12 meses, (0,5% ao mês), que são capitalizados. Assim ao final do ano o poupador terá um juro efetivo de 6,17%.

ANTECIPADOS OU POSTECIPADOS => Os antecipados são aqueles cobrados no inicio de cada período, já os postecipados são cobrados ao final do período. Estas modalidades existem em diversas situações ou transações comerciais e bancárias. Quando uma empresa faz desconto de duplicatas está utilizando os juros antecipados.

JUROS SIMPLES

Podemos dizer que juros é um valor que pagamos por obter recursos financeiros com terceiros. Como temos limitações de recursos financeiros a oferta não é suficiente para atender a demanda. O juro de uma operação financeira é o custo de uma operação de crédito (empréstimos) ou o rendimento de uma aplicação de capital.

Exemplo: empréstimo de capital de R$200, passado determinado tempo paga-se R$ 300,00, para quitar a dívida. Assim, os juros da operação, no período considerado, foram então de:

J = R$300 - R$200 = R$100

Desta forma alguém que tenha uma riqueza financeira acumulada pode usar esta para satisfazer suas necessidades, investir em um processo produtivo ou então emprestá-la para terceiros, neste caso deverá receber uma recompensa ou remuneração que compense esta oportunidade. Esta remuneração ou recompensa é o que

chamamos de juros. O valor a ser pago como juros é fixado pelo mercado pelo equilíbrio das forças de oferta e demanda. Nesta operação temos a possibilidade de um empréstimo ser ou não pago. Em condições normais, ou seja, supondo um empréstimo que seguramente será pago.

Os juros sempre serão custos e rendimentos na mesma operação. Será rendimento para o credor e custo para o devedor.

Prazo de capitalização: para determinar os juros, devemos considerar o intervalo de tempo da operação financeira. No exemplo anterior, supondo-se que o intervalo de tempo que gerou os juros de R$100 fosse de 30 dias, poderíamos dizer que a cada mês (30 dias), na referida operação, teríamos sempre R$100 de juros. Este intervalo de tempo é chamado de PRAZO DE CAPITALIZAÇÃO, identificando o momento onde o capital é acrescido dos juros, formando-se com isso um novo capital.

Capitalização: é o termo utilizado para o processo de formação de capital ao longo do tempo, a partir de uma dada riqueza ou capital inicial.

Taxa de juro => é a diferença (razão) do valor recebido ao final de um período e o valor emprestado (aplicado) inicialmente.

Pode ser expressa pela relação: i = j/c, onde i=taxa, j=juros e c=capital inicial. Exemplo anterior: i = 100/200 => 0,50 (forma decimal) ou (0,50 * 100) = 50% (forma percentual). A taxa de juros é de 50%a.m.

Algumas abreviaturas utilizadas com taxas de juros.

Abreviatura

Significado

a.d.

Ao dia

a.m.

Ao mês

a.b

Ao bimestre

a.t

Ao trimestre

a.q

Ao quadrimestre

a.s

Ao semestre

a.a.

Ao ano

Existem duas formas de apresentarmos uma taxa de juros. Forma Porcentual: Qual valor rende de juros R$ 1.000,00 aplicados durante um ano a uma taxa de juro de 10% ao ano (a.a.) Forma Unitária: Se tivermos uma taxa de juro de 0,10 ao ano então R$ 1.000,00 aplicados durante este tempo rendem um juro de %0,10. Os juros de uma operação financeira são determinados através de duas situações de capitalizações, também denominadas de regimes ou sistemas de capitalização: Capitalização Simples (juros simples) ou Capitalização Composta (juros compostos)

Cálculo de juros Simples. Os juros são calculados, período após período, tomando-se como base o capital inicial da operação, ou seja, o capital é mantido constante durante todo o prazo. O juro é simples quando é produzido unicamente pelo capital inicial.

Fórmula para cálculo juros simples: J = VP * I. Onde J-Juros, VP-Valor Presente e I=taxa de juros.

Exemplos:

Um capital de R$ 500,00 aplicado à taxa de 5%a.m., em capitalização simples, durante 1 mês, qual o valor dos juros. J = 500,00 * 5%. = 25,00. Um capital de R$ 500,00 aplicado à taxa de 5%a.m., em capitalização simples, durante 3 meses, qual o juros. J = 500,00 * (5%.* 3) = 75,00.

Cálculo de juros compostos. Nesta situação, o capital, é acrescido dos juros daquele período, formando um novo capital, base para o cálculo dos juros no período seguinte.

Comparação entre os dois sistemas:

Em uma aplicação financeira investiu-se um capital inicial de R$100 a uma taxa de juros de 20% a.m. durante um prazo de 3 meses.

Capitalização Simples

 

Capitalização Composta

1 mês: J = VP * I = J= 100 * 20% = R$ 20,00

1

mês: J = VP * I = J= 100 * 20% = R$ 20,00

2 mês: J = VP * I = J= 100 * 20% = R$ 20,00

2

mês: J = VP * I = J= 120 * 20% = R$ 24,00

3 mês: J = VP * I = J= 100 * 20% = R$ 20,00

2

mês: J = VP * I = J= 144 * 20% = R$ 28,80

Total de juros ao final dos 3 meses = R$ 60,00

Total de juros ao final dos 3 meses = R$ 72,80

No sistema de juros simples, ou capitalização simples, os juros são todos iguais, pois são calculados sobre o mesmo valor, que é o capital inicial. Podem ser retirados no fim de cada mês ou no fim de 3 meses; o total será o mesmo R$60.

FÓRMULA PARA CÁLCULO DE JUROS SIMPLES.

J = C * i * n

=> Onde: J = juros, C = capital empregado, i = taxa juros e n = prazo da operação.

Exemplo: qual o valor dos juros ao emprestarmos R$ 500,00 durante 5 meses com uma taxa de juros mensal de 6%?

J = 500 * 6 * 5 =>

R$ 150,00

Outras fórmulas: apartir da fórmula acima obtemos mais três.

C = J / (i * n) I = J / (c * n)

n = J / (c * i)

=> C = 150,00 / (6 * 5) => 500,00 => I = 150,00 / (500,00 * 5) => 6

=> n = 150,00 / (500,00 * 6) => 5

Observações:

A taxa de juros (i) e o prazo (n) da operação sempre devem ser expressos na mesma unidade de tempo (taxa

em % ao dia com prazo em dias, taxa em % ao mês com prazo em meses, etc.)

A taxa utilizada nas fórmulas é unitária, que corresponde à taxa centesimal, dividida por 100. Assim a taxa

de 6% é centesimal e a taxa unitária correspondente é de 0,06.

MONTANDE E VALOR ATUAL.

O montante (ou valor futuro), indicado por VF, é igual à soma do capital inicial mais os juros referentes ao

período. Fórmula: M = C + J, onde M=montante, C=capital e J=juros.

Na fórmula de juros temos que J = C.i.n. Substituindo na fórmula e simplificando teremos: M = C + C. i . N Colocando C em evidência obtemos a fórmula: M = C (1 + i . n) Outras fórmulas:

C = M / (1 + i * n)

i

= ((M / C) 1) / n

n

= ((M / C) 1) / i

Exemplos:

01.) Qual o montante necessário para liquidar um empréstimo de R$ 1000,00, por um prazo de 5 meses, com taxa de juros de 3% ao mês ?

M = C (1 + i . n) => M = 1000,00 * (1 + (0,03 * 5)) => R$ 1.150,00

Também é possível calcular o montante calculando os juros simples e depois somando os juros ao capital

inicial.

02.) Qual quantia uma pessoa necessita investir, para que em 36 dias com taxa de juros de 1%ao dia, possua um total em dinheiro de R$ 1.400,00?

C = M / (1 + i * n) => C = 1.400,00 / (1 + (0,01 * 36)) => R4 1.029,41

TAXA PROPORCIONAL & TAXA EQUIVALENTE Duas taxas são proporcionais quando existe a mesma relação dos períodos de tempo a que se referem, elas

são proporcionais. Assim, as taxas i1 e i2 se dizem proporcionais se existir proporção entre elas e seus respectivos prazos n1 e n2. Fórmula => i1/ i2 = n1 / n2

Exemplos:

01.) As taxas de 5% ao trimestre e 20% ao ano são proporcionais?

i1/ i2 = n1 / n2 => 0,05 / 0,20 = 3 /12 =>

As taxas são proporcionais, o produto dos meios (0,20 X 3) é igual ao produto dos extremos (0,05 X 12).

Duas taxas (i1 e i2) se dizem equivalentes se aplicadas ao mesmo capital (C), durante o mesmo intervalo de tempo (n), produzem como resultado da capitalização, os mesmo juros (J). Em um regime de juros simples, é evidente que as taxas proporcionais também são equivalentes e vice-

versa.

JURO EXATO E JURO COMERCIAL Juro exato considera o ano civil com 365 dias e os meses com os números efetivos de dias. Já o juro comercial considera o ano comercial, com 360 dias e o mês com 30 dias.

Exemplo:

Um capital de R$ 30.000,00 aplicado por 5 dias à taxa de juros de 15% ao mês. Calcular o juro exato e o

juro comercial, sabendo-se que o mês da operação tem 31 dias.

Solução:

Usando-se a equação, temos que:

juro exato: J = C.i.n = 30.000 x 0,15/31 x 5 = R$ 725,81. juro comercial: J = C.i.n = 30.000 x 0,15/30 x 5 = $750,00.

Isto também pode ser útil para o cálculo de juros em “prazos não inteiros”, nesta situação é conveniente considerar o fracionamento do prazo considerando-se, na maioria das vezes, o mês comercial (mês de 30 dias) ou o ano comercial (ano com 12 meses de 30 dias, ou seja, 360 dias). Recomenda-se que quando a taxa de juros (i) e o prazo de operações (n) estiverem expressos em unidade de tempo diferentes, que se transforme o PRAZO para a unidade da taxa, mesmo que o prazo da operação resulte em número não-inteiro. Assim se a taxa estiver expressa em % ao dia deve-se transformar o prazo para dias, se em % ao mês deve-se transformar o prazo para meses.

VALOR ATUAL, VALOR NOMINAL & VALOR FUTURO Valor Nominal (VN): é o valor da aplicação em sua data de vencimento, ou seja, é a soma do capital mais os juros. Valor Atual (VA) : é o valor transacionado em data anterior ao vencimento do compromisso. Valor Futuro (VF): é o valor de um compromisso em qualquer data posterior a atual.

O valor nominal é o valor no futuro. O valor atual sempre será menor que o valor nominal.

Em cálculos financeiros podemos considerar o capital da operação como sendo o valor atual e o montante como sendo o valor nominal.

.

DESCONTOS SIMPLES

Quando um título de crédito (duplicata, nota promissória, letra de câmbio) é resgatado antes de seu vencimento, ele sofre um abatimento, que é denominado desconto, que é simples quando é calculado sobre um único valor do título. Se for calculado sobre o valor nominal (valor na data do vencimento), é chamado desconto comercial ou “por fora” e, se for calculado sobre o valor atual (em data anterior ao vencimento), é chamado desconto racional ou “por dentro”.

Tipos descontos

01.) Desconto Racional (por dentro) Dr, valor antes do vencimento.

É a diferença entre o valor nominal (VN) e o valor atual racional (Vr). Sua base de cálculo é o valor atual.

Fórmula: Dr = Nin / 1 + in

onde:

Dr = desconto racional

N = valor nominal

i = taxa de juros

n = prazo da operação

Exemplos:

Um título com valor de R$ 5.500,00, vai ser quitado 3 meses antes de seu vencimento. A taxa de juros é de 40% ao ano. Qual desconto será obtido?

N

= R$ 5.500,00

n

= 3 meses

Vamos converter a taxa de anual para mensal. => i12 = 0,40 /12 => 0,04 ao mês.

Dr = 5.500,00 X 0,033 X 3 / 1 + (0,033 X 3) => 545,00 Então = 5.500,00 545,00 => 545,00 é o desconto.

Podemos comprovar o resultado, aplicando a fórmula dos juros simples, exemplo:

J = Cin ou J = 5.000,00 X (0,40 / 12) X 3 => 500,00.

Em desconto simples o valor do desconto racional aplicado ao valor nominal é o mesmo valor do juro aplicado sobre o capital, obviamente com a mesma taxa, pois assim a taxa de juro é a mesma de desconto.

02.) Desconto Comercial (por fora) Dc.

É o valor que se obtém pelo cálculo dos juros simples sobre o valor nominal do compromisso que seja

saldado n períodos antes de seu vencimento. Fórmula: Dc = N ( 1 in) ou Dc = Nin. Aplicando o exemplo anterior, teríamos:

Dc = 5.500,00 * (1 ((0,40 / 12) * 3)) = R$ 4.950,00

Em desconto simples o valor do desconto comercial não é o mesmo valor do juro aplicado sobre o capital,

então é importante observar sempre qual tipo de desconto será utilizado.

03.) Desconto Simples Bancário Db.

É o mesmo desconto comercial, porém a taxa de desconto comercial é adicionada uma taxa de despesas da

instituição que faz a operação. Fórmula: Db = N [1 (in + h)] ou Db = N (in + h) Utilizando os dados anteriores com uma despesa de 2% de taxa de despesas, teríamos:

Db = 5.500,00 * [ 1 ((0,40 / 12) * 3 + 0,02)] => R$ 4.840,00

JUROS COMPOSTOS

São os juros acumulados ou capitalizados que ao final de cada período, são somados ao capital constituído no início, para produzirem novos juros no período seguinte.

Fórmula: J = C * { (1 + i)^

J = juro composto, C = capital, i = taxa e n = prazo de operação.

Exemplo: um capital de R$ 1.000,00, a uma taxa de 20% a.a., por um prazo de 4 anos.

1}, onde:

J

= 1.000,00 * { (1 + 0,20)^n - 1}

J

= 1.000,00 * {2,0736 -1} => 1.073,60

Na tabela abaixo fizemos uma comparação da mesma operação com juros simples e juros composto.

Forma Cálculo

Valor Inicial

1 ano

2 ano

3 ano

4 ano

Simples

1.000,00

1.200,00

1.400,00

1.600,00

1.800,00

Composto

1.000,00

1.200,00

1.440,00

1.728,00

2.073,60

Nos juros simples, o valor dos juros é constante em todos os períodos, pois são calculados sempre sobre o capital inicial, no regime de juros compostos é o acúmulo de juros sobre juros gerando assim uma nova base de cálculo (capital + juros). Tudo acontece como se a cada mês fosse renovado o empréstimo, mas sobre o valor do principal acrescenta-se o valor dos juros relativos ao mês anterior.

É indispensável que a taxa de juros (i) possua periodicidade compatível com o prazo (n) da operação e

vice-versa.

MONTANTE

É a soma do capital mais os juros.

Fórmula: M = C * (1 + i) ^n

Exemplos:

01.) Qual montante do capital de R$10.000, a 10% a.a, em 3 anos?

M = 10.000,00 * (1 + 0,10)^3=> 10.000,00 * 1,331 => R$ 13.310,00.

02.) Qual montante de R$3.000, a 2% a.m., após 2 anos?

M = 3.000,00 * (1 + 0,02)24 => 3.000,00 * 1,608 => R$ 4.824,00.

JUROS

Sabemos que montante é a soma do capital inicial (principal) mais os juros. Para calcular os juros podemos fazer isto período a período, com a fórmula abaixo.

J = C1 C0, ou seja, capital final o capital inicial.

No exemplo da tabela utilizado acima para comprar juros simples e composto, o resultado do primeiro período seria: J = 1200,00 1000,00 => 200,00.

Fórmula para cálculo dos juros de todo período:

J = C [(1+i)^n -1]

Exemplo:

Qual juro de um empréstimo de R$ 1.000,00 a taxa de 2% a.m. pelo prazo de 10 meses?

J = 1000,00 [(1+0,02)^10-1] => 1000*(1,2189-1) => R$ 218,99

VALOR ATUAL E VALOR NOMINAL Valor Atual (V): é o valor que o capital assume na data presente, portanto anterior a do vencimento. Valor Nominal (N): é o valor que o capital assume na data de seu vencimento.

Fórmula:

V = N / (1+i)^n

Exemplo:

01.) Quanto vale um título, com vencimento daqui a 5 meses, com valor nominal de R$ 1.131,40, com taxa

de juro de 2,5 a . m.?

V = 1.131,40 / (1+0,25)^5 => 1.131,40 / 1.131,40 = R$ 1.000,00.

02.) João tem um título com vencimento daqui a um ano, com valor nominal de R$ 1.344,89. José propôs a troca deste título por outro que vence daqui a 3 meses com valor de R$ 1.080,00. A taxa de juros é de 2,5 a.m. João deve aceitar a troca? V1 (1 ano) = 1.344,80 / (1 + 0,0,25)^12 => 1.344,89 / 1,34489 => 1.000,00 V2 (3 meses) = 1.080,00 / (1 + 0,025)^3 => 1.080,00 / 1,07689 => 1.002,88 João deve trocar, pois o segundo título vale um pouco mais.

TAXAS EQUIVALENTES São aquelas que aplicadas ao mesmo capital, durante o mesmo intervalo de tempo, geram o mesmo juros mesmo que possuam períodos de capitalização diferentes.

Fórmula: iq =

Fórmula: iq = - 1

- 1

Onde:

Q = tempo

I = taxa

Exemplo:

01.) Com uma taxa de juros de 9,2727% ao trimestre, qual taxa de juros composto equivalente mensal.

Cálculo =>

taxa de juros composto equivalente mensal. Cálculo => -1 => -1 => 1,03 – 1 =>
taxa de juros composto equivalente mensal. Cálculo => -1 => -1 => 1,03 – 1 =>

-1 =>

-1 => 1,03 1 => 0,03 ou 3% ao mês.

TAXA DE JUROS EFETIVA E NOMINAL

A taxa de juros compostos será efetiva, quando o período estiver expresso na mesma unidade de tempo que

o período de capitalização. Exemplo: 2% a.m.; capitalização mensal ou 5% a.t.; capitalização trimestral. Quando isto não acontece temos taxa de juro nominal, ou seja, o prazo de formação e incorporação de juros ao capital não coincide com ao prazo que a taxa faz referência. Neste caso devemos adotar a taxa por período de capitalização seja proporcional a taxa nominal.

Exemplo:

João pega um empréstimo com taxa de 5%a.a., mas é adotada capitalização semestral dos juros. Neste caso qual seria o juro pago por um empréstimo de R$ 10.000,00, ao final de um ano? Primeiro devemos achar a taxa por semestre.

i = i / k, ou seja i=taxa e k=período a serem calculados => i = 5 /2 = 2,5% a.s. Depois calculamos o montante do primeiro semestre.

Calculamos o montante do segundo semestre.

M = C * (1 + i)^n => M = 10.250,00 * (1 + 0,025)^1=> R$ 10.506,25

Outra fórmula é a seguinte:

M = C * (1+i)^n => M = 10.000,00 * (1 + 0,025)^2 => 10.506,25

Utilizando-se os mesmos valores, mas com capitalização anual o resultado seria:

M = C * (1 + i)^n => M = 10.000,00 * (1 + 0,05)^1=> R$ 10.500,00.

Como podemos notar existe uma pequena diferença no resultado, neste caso é interessante saber a taxa efetiva deste empréstimo.

i = i / C => i = 506,25 / 10.000,00 => 0,050625 a.a., taxa de 5,0625 a.a.

Existe uma fórmula mais rápida para cálculo da taxa efetiva e montante quanto a o período de capitalização não corresponde ao período da taxa. Fórmula = ief = (1 + (i/k))^k - 1

onde:

ief = taxa efetiva

i

= taxa nominal.

k

= numero de capitalizações para 1 período da taxa nominal

Exemplo: Um capital de R$ 1.000,00 é aplicado por 3 anos, à taxa de 10% a.a., com capitalização semestral. Qual o montante e taxa efetiva? Taxa efetiva => ief = (1 + (0,10 / 2))^2 1 => (1 + 0,05)^2 1=> 1,1025 1 => 10,25% a.a.

M = C * (1 + i)^n => M = 1.000,00 * (1 + 0,1025)^3 => 1.000,00 * 1,34009 => R$ 1.340,00

PRAZOS NÃO INTEIROS Acontece quando o prazo da operação não for um número inteiro de períodos. Desta forma a operação faz referência a um prazo (tempo) e a taxa de juros, faz referência a outro prazo (tempo). Para calcularmos os juros nesta situação, devemos primeiro calcular o montante correspondente à parte inteira de períodos, com a fórmula do montante para juros compostos. Depois com este montante calculamos os juros para o período não inteiro.

Exemplo:

01.) Um capital de R$ 1.000,00 é emprestado à taxa de juros compostos de 10% a.a., pelo período de 5 anos e 6 meses. Qual será o montante ao final deste período?

Primeiro calculamos o montante para o período inteiro, ou seja, 5 anos.

C = C * (1 + n)^n => C = 1.000,00 * (1 + 0,10)^5 => R$ 1.610,51

Agora devemos calcular o montante dos 6 meses restantes, então temos:

C

= 1.610,51 * (1 + n)^n => o prazo é 6/12 ou seja, a taxa é ao ano e o prazo restante é de um semestre.

C

= 1.610,51 * (1 + n)^0,5 = C =1.610,51 * (1,10)^0,5 => 1.610,51 * 1,0488 => R4 1.689,17

DESCONTO COMPOSTO Desconto Racional Composto: é o juro composto do valor atual de um título de crédito a uma determinada taxa de desconto por um prazo equivalente ao de antecipação do resgate. Fórmula: Vr = N / (1 + i)^n e Dr = N Vr Exemplo: Um título no valor de R$10.000,00 foi saldado 6 meses antes de vencer. O possuidor do título obteve uma taxa de desconto composto de 2%a.m. Qual o desconto racional e qual a quantia recebida? Resultado => 10.000,00 / (1 + 0,02)^6 = 10.000,00 / 1,126 = 8.880,20 e Dr = 10.000,00 8.880,20 =>

1.119,80.

Desconto Comercial Composto: é o juro composto do valor nominal de um título de crédito a uma determinada taxa de desconto por um prazo equivalente ao de antecipação do resgate. Fórmula: Vc = N . (1 i)^n e Dc = N Vc Exemplo: Um título no valor de R$10.000,00 foi saldado 6 meses antes o vencimento. O possuidor do título obteve uma taxa de desconto comercial composta de 2% a.m. Qual o desconto comercial obtido? Resultado => 10.000,00 x (1 0,02)^6 => 8.858,43 e Dc = 10.000,00 8.858,42 = 1.141,57

Desconto Bancário Composto: é o juro composto do valor nominal de um título de crédito a uma determinada taxa de desconto por um prazo equivalente ao de antecipação do resgate, considerando uma taxa de despesa ou administração. Fórmula: Vb = N . (1 - (i + h))^n, o e Db = N Vb Exemplo: Um título no valor de R$5.000,00 foi saldado 2 meses antes o vencimento. O possuidor do título obteve uma taxa de desconto composta de 10% a.m., com uma taxa de administração de 5%. Qual o desconto bancário obtido? Resultado => 5.000,00 . (1 (0,10 + 0,05))^2 => 4.851,00 e Db = 5000,00 4851,00 => 149,00

EQUIVALÊNCIA DE CAPITAIS

É freqüente a necessidade de antecipar ou de prorrogar títulos nas operações financeiras. Também podemos

substituir um título por outro ou por vários. Neste caso efetua-se uma comparação de valores diferentes referidos a datas diferentes, considerando-se uma dada taxa de juros. Estas comparações são feitas utilizando-se o critério de juros compostos.

Data Focal => é a data que consideramos como base de comparação dos valores referidos a datas diferente, também chamada de data de avaliação ou data de referência.

Fórmulas:

Para valor atual => V = N / (1 + i)^n Para valor nominal => N = V . (1 + i)^n

Exemplo: Uma pessoa tem uma nota promissória a receber com valor nominal de R$15.000,00, que vencerá em dois anos a uma taxa de 2%a.m. Além disto, possui R$20.000,00 hoje, que irá aplicar a mesma taxa, durante dois anos. Pergunta-se:

a) Quanto possui hoje (data focal zero)?

Hoje ela tem R$ 20.000,00, mais os 15.000,00 da promissória, que é valor nominal, temos que calculcar op

valor atual dos R$ 15.000,00. Calcular valor atual da promissória, hoje.

V = N / (1 + i)^n = 15.000,00 / (1 + 0,02)^24 => 15.000,00 / 1,608 => 9.328,35

Então hoje ela tem = 20.000,00 + 9.328,85 = 29.328,85

b) Quanto possuirá daqui a um ano (data focal 1)?

Daqui a um ano teremos os 20.000,00 mais seus juros e os 15.000,00 com valor atual daqui a um ano.

Calcular valor atual da promissória, daqui a um ano.

V = N / (1 + i)^n = 15.000,00 / (1 + 0,02)^12 => 15.000,00 / 1,268 => 11.829,65.

Calculamos quanto valerá 20.000,00 daqui a um ano, valor nominal.

N = V . (1 + i)^n = 20.000,00 . (1 + 0,02)^12 => 25.364,84

Então daqui a um ano esta pessoa terá => 25.364,84 + 11.829,65 => 37.194,49

c)

Quanto possuirá daqui a dois anos (data focal 2)?

O

valor da promissória não precisa calcular, pois é seu prazo de resgate e já temos seu valor nominal, então

precisamos apenas calcular o valor nominal dos 20.000,00.

N = V . (1 + i)^n = 20.000,00 . (1 + 0,02)^24 => 32.168,74

Então daqui a um ano esta pessoa terá => 32.168,74 + 15.000,00 => 47.168,74

O procedimento que realizamos chamamos de Equação de Valor, pois permite que sejam igualados capitais

diferentes, referidos a datas diferentes, para uma mesma data focal, desde que seja fixada uma certa taxa de juros. Pode ser obtida igualando-se em uma data focal as somas dos valores atuais e/ou montantes dos compromissos que formam a alternativa em análise.

CAPITAIS EQUIVALENTES Dois ou mais capitais, com datas de vencimento determinadas são equivalentes quando, levados para uma mesma data focal à mesma taxa de juros, tiverem valores iguais.

Fórmula = V1 = C1 / (1 + i)^n V2 = C1 / (1 + i)^n V3 = C1 / (1 + i)^n e assim

Exemplo:

onde n é o tempo.

Capital R$

Datas de Vencimentos Anos

1.100,00

1

1.210,00

2

1.331,00

3

1.464,00

4

Considerando, que a taxa de juros é de 10% a.a. Quais os valores na data focal zero. Se aplicarmos as fórmulas, teremos como resultados:

V

= C / (1 + i)^n = 1.100,00 / (1 + 0,10)^1 = 1.100,00 / 1,1 = 1.000,00.

V

= C / (1 + i)^n = 1.210,00 / (1 + 0,10)^2 = 1.210,00 / 1,21 = 1.000,00.

V

= C / (1 + i)^n = 1.331,00 / (1 + 0,10)^3 = 1.331,00 / 1,331 = 1.000,00.

V

= C / (1 + i)^n = 1.464,00 / (1 + 0,10)^4 = 1.331,00 / 1,4641 = 1.000,00.

Conclusão, todos os valores são iguais na data focal zero.

Uma empresa tem 3 títulos com taxa de juros de 3% a.m., com os seguintes valores:

Capital

Data de vencimento em meses

1.000,00

6

2.000,00

12

5.000,00

15

Qual o valor atual destes títulos, na data focal zero ?

V

= C / (1 + i)^n = 1.000,00 / (1 + 0,03)^6 = 1.000,00 / 1,194 = 837,52.

V

= C / (1 + i)^n = 2.000,00 / (1 + 0,03)^12 = 2.000,00 / 1,425 = 1.403,50.

V

= C / (1 + i)^n = 5.000,00 / (1 + 0,03)^15 = 5.000,00 / 1,557 = 3.211,30.

Resultado: Todos os títulos juntos valem na data focal R$ 5.452,32.

Observações:

Verificada a equivalência em uma determinada data, a mesma permanece válida em outra data qualquer. Também podemos verificar a equivalência de capitais de um conjunto de capitais, se comparados com outro conjunto de capitais, se o valor final de ambos for o mesmo, então são equivalentes.

RENDAS CERTAS OU ANUIDADES

É uma série de pagamentos ou recebimentos iguais efetuados a intervalos de tempo geralmente iguais,

objetivando a formação de um capital ou o pagamento de uma dívida. Quando o objetivo é constituir-se um capital em uma data futura, tem-se um processo de capitalização. Quando se quer pagar uma dívida, tem-se um processo

de amortização

Elementos característicos das rendas ou anuidades:

R

: os elementos da série, podem ser prestações ou depósitos. Valores de cada pagamento ou recebimento.

n

: quantidade de pagamentos ou recebimentos;

i : taxa de juros envolvida na operação

Tipos de Rendas ou Anuidades 01.) Rendas certas ou determinísticas: são pagamentos sucessivos e pré-determinados apresentando valores, termos e taxas fixas. 02.) Rendas aleatórias ou probabilísticas: são séries de pagamentos ou recebimentos onde o valor ou o número de termos são desconhecidos ou de difícil determinação.

Classificação das Rendas Certas

Quanto ao prazo (n), quando são periódicas. Temporárias - quando a duração for limitada, existe uma data para terminar. Perpétuas - quando a duração for ilimitada e nunca se termina.

Quanto ao valor dos termos (R), quando são temporárias:

Constante - o valor dos termos são fixos durante todo o período da operação. Variável o valor dos termos não são iguais entre si durante a operação.

Quanto à forma de pagamento ou recebimento dos termos, quando constantes - Imediatas quando o 1° pagamento é exigido dentro do 1°período da operação (no início ou no final), podem ser:. Imediata postecipada: quando o pagamento se dá no final do 1° período Imediata antecipada: quando o pagamento se dá no início do 1° período. Tal situação caracteriza a existência de um pagamento ou recebimento de Entrada.

Quando são imediatas, podem ser diferidas - quando o 1°termo é exigido após o 1°período da operação. Ocorre um Prazo de carência, podem ser:. Diferida postecipada: quando o pagamento se dá no final período após o prazo de carência; Diferida antecipada: quando o pagamento se dá no início do período após o prazo de carência.

Quanto à periodicidade:

Periódicas se todos os períodos são iguais durante toda a operação Não-periódicas se os períodos não são iguais entre si, mudando período após período.

Modelo Básico de Rendas

O modelo básico de Rendas Certas obedece à classificação:

- temporária;

- constante;

- imediata e postecipada;

- periódica.

Valor Atual do Modelo Básico

Fórmula:

P = R * = (1 + i)^n - 1 / i

Muitas nomenclaturas financeiras denominam o fator (i,n) de fator do valor atual, simbolizando-o por a n

(1 + i)^n

i e lendo-se a, ncantoneira iou, “ ,

,

”.

Exemplo:

Você compra um carro em quatro prestações de R$ 2.626,64. A primeira será paga 30 dias após a compra,

e as demais a cada 30 dias. A taxa de juro é de 2% a.m

Qual o valor avista do carro?

an i = (1 + 0,02)^4 1 / 0,02 (1 + 0,02)^4 => (1,02)^4 1 / 0,02 (1,02)^4 => 1,082 1 / 0,02 * 1,082 =>

3,8077.

Então => P = R *

=> P = 2.626,24 * 3,8077 = R$ 10.000,00 Valor a vista.

Da mesma forma tendo o valor principal (P), taxa de juros (i) e o número de parcelas (períodos) (n), o valor da prestação (ou termo constante da anuidade R), pode ser obtido pela fórmula:

R = P /

Problemas:

01.) Qual o valor à vista de um financiamento para aquisição de um veículo através de 36 parcelas mensais iguais de valor RS1.000,00 cada, sem entrada, sendo a taxa de juros pactuada de 5% a.m. Solução: an i = (1 + i)^n - 1 / i (1 + i)^n => (1 + 0,05)^36 1 / 0,05 * (1 + 0,05)^36 => 4,791 / 0,2895 =>

16,5492

Então => R = P / an i => R = 1.000,00 * 16,5492 => R$ 16.549,20.

02.) Uma mercadoria no valor à vista de R$462,29 será adquirida a prazo através de 6 prestações mensais iguais e sucessivas, sem entrada. Sendo a taxa de juros cobrada no crediário de 8% a.m, calcule o valor de cada prestação.

(1 + i)^n => (1 + 0,08)^6 1 / 0,08 * (1 + 0,08)^6 => 1,5868 1 / 0,5868 *

0,08 => 0,5868 / 0,1269 => 4,6241 Então => P = R / an i => 462,29 / 4,62 => R$ 100,00.

Solução: an i = (1 + i)^n - 1 / i

03.) Uma TV está sendo vendida nas seguintes condições: Juros mensal de 2,5%. Entrada de R$ 1.500,00. Três prestações mensais de R$ 1.225,48. Qual o valor a vista da TV?

Solução: an i = (1 + i)^n - 1 / i => 2,85560

(1 + i)^n => (1 + 0,025)^3 1 / 0,025 (1 + 0,025)^3 => 0,0768 / 0,0269

P

= E + R an i

=> P = 1.500,00 + 1.255,48 x 2,85560 => 1.500,00 + 3.584,59 => 5.084,00

O

valor a vista é de R$ 5.084,00.

Montante do Modelo Básico O montante (S) de um conjunto de termos (R) de uma Renda Certa, na data focal (n) do último termo, é calculado pela fórmula:

Fórmula: S = R an i Sabendo-se o montante desejado, a taxa de juros, podemos calcular o valor dos termos através da fórmula:

R = S / an i

Exemplos:

Uma pessoa deposita R$ 1.000,00 todos os meses. A taxa de juros que remunera esta aplicação é de 2% a.m., quanto ela terá ao final de dois anos?

R = 1.000,00 an i = 30,4218, então S => 1.000,00 * 30,4218 => R$ 30.421,86

Uma pessoa deseja comprar um carro por R$ 40.000,00 a vista, daqui a 12 meses, um ano. Se ela poupar certa quantia por mês, aplicada a 2% a.m., com juros compostos, quanto ela deverá poupar mensalmente para ao final de um ano ter os R$ 40.000,00, necessários para comprar o carro. an i = 13,5639 e S = 40.000,00 então R = 40.000,00 / 13,5639 => 2.949,00.

MODELOS GENÉRICOS DE ANUIDADES

ANUIDADES DIFERIDAS Estas anuidades acontecem quando os termos (prestações) são exigidos pelo menos apartir do segundo período, ou seja, existe um tempo de carência entre “o acerto do negócio” e o inicio dos pagamentos. Exemplo: João vai receber vende seu carro. Vai receber 16 parcelas de R$ 400,00. A primeira vence 15 meses após a venda (diferimento). Taxa de juros de 2% a.m. Qual valor a vista (data focal zero)? 4.091,04 Lógica para os cálculos. Primeiro calculamos o valor atual pelo modelo básico na data focal 15.

P = R *

o valor atual pelo modelo básico na data focal 15. P = R * => R

=> R * a, 16 cantoneira de 2. => 400,00 * 13,57 => 5.428,00

Depois calculamos o valor na data focal zero, com taxa de 2% a.m.

P = P / (1 + i)^n => 5.428,00 / (1,02)^15 => 5.428,00 / 1,34 => 4.091,04

Qual montante no 40 mês (data focal 40)?

P = P * (1 + i)^n => 4091,04 * (1 + 0,02)^40 => 4.091,04 * 2,20 => 9.033,18

ANUIDADES QUANDO PERÍODO DOS TERMOS E TAXAS SÃO DIFERENTES Estas anuidades acontecem quando os termos (prestações) têm períodos diferentes aos períodos da taxa, mas os termos são constantes e periódicos. Então devemos calcular a taxa equivalente ao período dos termos e depois aplicamos o modelo básico. Exemplo: João compra um carro em 5 prestações de R$ 2.000,00, que serão pagas a cada 2 meses. A taxa é

de 3% a.m

Qual valor a vista?

Lógica para solução: calcula-se a taxa ao bimestre e após aplicamos valor atual do modelo básico. Fórmula: i´ = (1 + i)^n 1 => (1 + 0,03)^2 1=> 1,0609 1 => 0,0609 a.b.

Depois fórmula do valor atual do modelo básico.

Depois fórmula do valor atual do modelo básico.

P

= R *

=> R * ((1 + 0,0609)^5 1 / 0,0609 (1 + 0,0609)^5) =>

P

= 2000,00 * 4,20 => 8.400,00

ANUIDADES COM TERMOS CONSTANTES, MAS COM PARCELAS INTERMEDIÁRIAS.

Estas anuidades acontecem quando os termos (prestações) são constantes, mesmo períodos da taxa, mas existem parcelas intermediárias com valores diferentes. Exemplo: João compra um carro em 8 prestações mensais, sem a primeira, terceira, quinta e sétima de R$

A primeira parcela vence 30 dias após a compra.

1.000,00 as demais de R$ 2.000,00. Taxa de juros de 2% a.m Qual valor a vista do carro?

Lógica para a solução: Primeiro calcula-se todas as parcelas por um único valor (o menor). Depois calculamos da diferença, depois somamos as duas.

Solução:

calculamos da diferença, depois somamos as duas. Solução: Primeiro: P = R * => 1.000,00 *

Primeiro: P = R * => 1.000,00 * 7,32 => 7320,00 Segundo: calculamos o restante R$ 1000,00, mas a cada bimestre, antes devemos achar a taxa bimestral equivalente a 2% a.m. Fórmula: i´ = (1 + i)^n 1 => (1 + 0,02)^2 1=> 1,0404 1 => 0,0404 a.b.

(1 + 0,02)^2 – 1=> 1,0404 – 1 => 0,0404 a.b. P = R * Então

P = R *

Então agora somamos os dois valores => 7320,00 + 3620,00 = 10.940,00

=> 1.000,00 * ((1 + 0,0404)^4 1 / 0,0404 (1 + 0,0404)^4) => 1000,00 * 3,62 => 3.620,00

ANUIDADES COM VALORES DIFERENTES (DIFERIDOS) EM SEQUÊNCIA Acontecem quando os termos (prestações) têm valores diferentes, apartir de um período. Exemplo: João compra um carro em 5 prestações, sendo as duas primeiras de R$ 1.000,00 e as três últimas de R$ 1.500,00. Taxa de juros de 2% a.m. As prestações são pagáveis a cada 30 dias, sendo que primeira vence 60 dias após a compra. Qual valor a vista do carro? Lógica para solução:

Primeiro calcula-se valor a vista das duas primeiras prestações:

P = R *

Depois valor a vista das três últimas prestações:

P = R *

Depois calculamos o valor a vista, considerando o diferimento do primeiro vencimento (60 dias).

considerando o diferimento do primeiro vencimento (60 dias). => P = 1000 * 1,94 => 1.940,00
considerando o diferimento do primeiro vencimento (60 dias). => P = 1000 * 1,94 => 1.940,00

=> P = 1000 * 1,94 => 1.940,00

=> P = 1500 * 2,88 => 4.320,00

P

= (P1 / (1 + i)^1) + (P2 / (1 + i)^3) =>

P

= (1940 / (1 + 0,2)^1) + (4320 / (1 + 0,02)^3) => 1901,20 + 4070,83 = 5972,03

O 1 e 3 da fórmula são os meses que calculamos os valores a vista separados, pois são os meses anteriores

aos inícios dos respectivos vencimentos dos valores.

ANUIDADES PERPÉTUIAS

São aquelas com duração ilimitada, o montante será infinito, então podemos apenas calcular o valor atual. Exemplo: Alugo um apartamento (ganho o aluguel) por R$ 100,00 por mês, a melhor taxa que posso

aplicar um capital no mercado é de 2% a.m

Lógica para solução: O imóvel gera uma renda. A melhor troca possível (desta renda) é aplicar o seu valor no mercado financeiro pela taxa de juro (custo de oportunidade). Nunca devemos esquecer que o valor principal

continua com o proprietário.

Se eu fosse vender, quanto vale este apartamento?

P

= R / i, ou a prestação (termo) dividida pela taxa. No exemplo, seria:

P

= 100,00 / 0,01 => R$ 10.000,00. Este valor é uma estimativa de quanto vale o imóvel.

Exemplo: João deseja receber uma renda mensal vitalícia no valor de R$1.000,00, ao final de mês. Quanto deve aplicar hoje com uma taxa de 1% a.m?

P = R / i, => 1000,00 / 0,01 => R$ 100.000,00

Exemplo: João deposita hoje R$50.000,00, então receberá uma renda mensal vitalícia de R$1.500,00. Qual a taxa de juros - % - (ou rentabilidade)? i = R / V => 1500,00 / 50000,00 => 0,03% a.m.

ANUIDADES VARIÁVEIS São aquelas que os valores dos termos não são iguais.

Exemplo: Você compra um terreno para pagar em 3 parcelas mensais, respectivamente de: R$ 100,00, R$ 200,00 e R$ 300,00, taxa de juros de 2% a.m. Qual valor a vista do terreno? Lógica para solução: devemos trazer o valor de cada prestação para seu valor atual e somar os resultados.

1 prestação = R / (1 + i)^n => 100 / (1 + 0,02)^1 => 100 / (1,02)^1 => 100 / 1,02 = 98,03

3 prestação = R / (1 + i)^n => 300 / (1 + 0,02)^3 => 300 / (1,02)^3 => 300 / 1,0 = 282,69 Total a vista => 98,03 + 192,23 + 282,69 => 572,95

EMPRÉSTIMOS

Os empréstimos dividem-se em curto, médio e longo prazo, sendo os dois primeiros geralmente saldados em até 3 anos. Estes normalmente são “resolvidos”, ou seja, são pagos, ou resgatados através das fórmulas das anuidades. Mas os empréstimos de longo prazo recebem um tratamento diferenciado e as condições de quitação são acertadas em um contrato entre as partes. Nestes, geralmente os juros são compostos, os juros são calculados sobre o saldo devedor, isto faz com que valores não pagos, aumentem o valor devido, pois os juros serão maiores. Em qualquer caso, método de amortização a lógica principal permanece a mesma, ou seja: a prestação é formada pela devolução do principal (ou parte) - Amortização, mais os juros - que representam o custo do empréstimo.

Modalidades (principais) de amortização de empréstimos de longo prazo. Nestes sistemas primeiro são pagos os juros sobre o saldo devedor.

a) SM Sistema do Montante: pagar no vencimento (um só pagamento) o capital e os juros acumulados;

b) SA Sistema Americano: pagar periodicamente os juros sobre o capital e no vencimento (um só pagamento), todo o capital.

c) SAV Sistema Amortização variável: o valor das parcelas é acertado livremente entre as partes, sendo os juros calculados sobre o saldo devedor do período anterior;

d) SAC, amortização constante Sistema Hamburguês: pagar periodicamente os juros e uma quota (parcela) de amortização do capital;

e) SF Sistema Francês: pagar periodicamente os juros sobre o saldo devedor e uma quota (parcela) de amortização do capital;

f) SISTEMA PRICE pagar mensalmente os juros sobre o saldo devedor e uma quota de amortização do capital. É um caso particular do SF, pois a taxa é sempre anual e pagamentos geralmente mensais, enquanto no sistema Frances os períodos de pagamento são maiores.

Sistema Price Também (ou mais) conhecido no Brasil, como Tabela Price (sobrenome do seu inventor Richard Price - inglês). Este incorporou a teoria dos juros sobre valores a serem amortizados por empréstimos. Neste sistema as prestações são constantes e correspondem a uma série uniforme. O valor das prestações é determinado com base na mesma fórmula utilizada para relacionar uma série uniforme de pagamentos e o valor atual. Após conhecermos o valor da prestação, podemos calcular o valor dos juros Exemplo: Você pega R$ 1.000,00 emprestados. Taxa de juros é de 5% ao ano. Deverá ser pago em três parcelas. O primeiro pagamento será já no inicio do primeiro período.

Precisamos saber o valor da primeira prestação, obtido através da fórmula => P = R *

Temos o P, valor presente => R$ 10.000,00, precisamos saber o R => P / R = 1.000,00 / 2,72 => R$ 367,64 este é o valor da prestação.

/ 2,72 => R$ 367,64 este é o valor da prestação. Parcela Saldo Devedor Juros Saldo
/ 2,72 => R$ 367,64 este é o valor da prestação. Parcela Saldo Devedor Juros Saldo

Parcela

Saldo Devedor

Juros

Saldo

Valor Parcela

Pagamento Total

 

01 1.000,00

50,00

1.050,00

367,64

367,64

 

02 682,36

34,11

716,47

367,64

735,28

 

03 348,83

17,44

366,27

367,64

1.102,92

Sistema de Amortização Constante (SAC) ou Hamburguês Este sistema se popularizou com o Sistema Financeiro de Habiitação (SFH), que o adotou nos financiamentos de compra da casa própria (antigamente). Seu nome deriva de sua principal característica que é a constância do valor da amortização, diferente do Sistema Francês, onde a amortização cresce exponencialmente com o tempo. A parcela de capital (amortização) é obtida dividindo-se o valor do empréstimo pelo número de prestações, enquanto o valor da parcela de juros é determinado multiplicando-se a taxa de juros pelo saldo devedor existente no período imediatamente anterior.

Utilizando-se os mesmos valores do exemplo anterior teríamos a seguinte situação:

Cada prestação seria de => 1.000,00 / 3 = 333,33

Parcela

Saque

Amortização

Saldo Devedor

Juros

Prestação

01

1.000,00

333,33

666,67

50,00

383,33

02

 

333,33

333,34

33,33

366,66

03

 

333,33

 

16,66

349,99

 

Total Pago =>

1.099,98

Sistema de Amortização Variável (SAV) As partes acertam o valor das parcelas.

Os juros são determinados multiplicando-se a taxa de juros pelo

saldo devedor existente no período imediatamente anterior.

Utilizando-se os mesmos valores do exemplo anterior e supondo que as partes tenham acertado três parcelas, sendo duas de R$ 300,00 e a última de R$ 400,00, teríamos a seguinte situação:

Parcela

Saque

Amortização

Saldo Devedor

Juros

Prestação

01

1.000,00

300,00

700,00

50,00

350,00

02

 

300,00

400,00

35,00

335,00

03

 

400,00

 

20,00

420,00

 

Total Pago =>

1.105,00

Sistema Americano Neste sistema paga-se apenas os juros; o principal é devolvido ao final do empréstimo.

Sistema Variável As parcelas de amortização são contratadas pelas partes e os juros são calculados sobre o saldo devedor.

ANÁLISE DE INVESTIMENTOS/PROJETOS

Os critérios mais utilizados para avaliação econômica de projetos de investimento são o Critério de Liquidez e o Critério de Rentabilidade. O Critério de Liquidez diz respeito ao tempo necessário para que o investimento efetuado seja totalmente recuperado com as receitas líquidas do projeto. É adotado principalmente quando existe insuficiência de caixa, ou seja, quando existe restrição de capital. Quanto menor for o tempo de recuperação de capital, menor será o risco do projeto. Quanto mais se tiver que esperar para recuperar-se o investimento, maior será a exposição ao risco e maior a possibilidade de perdas. O segundo geralmente é usado quando as organizações não tem restrição de capital.

Existem basicamente três métodos (lógicas) clássicos para análise de investimentos/projetos:

PAYBACK Valor Presente Líquido Anualizado ou Valor Anual Uniforme Equivalente. Método da Taxa de Retorno Taxa Interna de Retorno.

O primeiro consiste em dividir a somatória dos investimentos, custos e despesas pela somatória das receitas auferidas e calcular o tempo para retorno do capital investido. Exemplo: Investimento em novo equipamento R$ 10.000,00. A organização vai economizar R$ 2.000,00 por ano (manutenção, energia e também com aumento de produção com este novo equipamento), então pelo método de Pay Back, teremos como resultado:

PayBack= 10/ 2 = 5 anos teremos o retorno do custo do equipamento.

Este método (PayBack) é bastante utilizado dentro do Critério de Liquidez.

Os outros métodos são utilizados quando as empresas não necessitam de um rápido retorno de capital, o critério predominante nas decisões é o Critério de Rentabilidade.

Quando a decisão de rejeitar ou aceitar um projeto, implicar em modificações nos fluxos monetários dos demais, os investimentos são ditos economicamente dependentes, ao contrário, são denominados como

investimentos independentes. Porém, quando a escolha por um investimento eliminar as demais, eles são considerados mutuamente exclusivos. Na escolha de alternativas de investimento, os métodos de classificação mais utilizados são baseados nos índices VLP e TIR, respectivamente. A regra para se tomar decisão pelo método do VLP é simples: Conhecendo-se o VLP de cada proposta de uma série apresentada, deve-se escolher como a melhor proposta àquela que apresentar o maior VLP. Quando a comparação é feita pela Taxa Interna de Retorno (TIR), é importante analisarmos se os investimentos são convencionais, ou melhor, se quanto maior a taxa de retorno, melhor a rentabilidade do investimento. Pois, caso contrário, a classificação torna-se um pouco mais complexa. Algumas regras deverão ser observadas:

1ª - Um investimento não convencional simples, pode ter mais de uma taxa de retorno, ou nenhuma. 2ª - Para um conjunto de propostas mutuamente exclusivas, uma comparação direta de suas taxas de retorno não levará necessariamente a escolha correta da melhor alternativa. Para isso será necessária uma análise incremental, que consiste em subtrair os valores monetários representados nos diagramas de fluxo de caixa das alternativas comparadas, resultando em outro fluxo de caixa chamado de Fluxo de Caixa Incremental ou diferencial. Este novo fluxo diferencial irá determinar uma taxa interna de retorno, que deverá ser comparada a TMA. Se a TIR do incremento for maior que a TMA, significa que o investimento incremental é viável, ou melhor, que alternativa minuendo é melhor que a alternativa subtraendo. 3ª - No caso de comparações entre muitos projetos, um método muito utilizado é determinar par a par o fluxo de caixa incremental, até se chegar ao mais vantajoso. Quando comparamos projetos com durações diferentes, elaboramos uma hipótese igualando o tempo através de repetições do fluxo de caixa conhecido, limitado pelo mínimo múltiplo comum entre as durações dos dois projetos.

Além destas análises também é importante verificar qual a melhor forma de pagamento do projeto: Com recursos próprios, empréstimos bancários, leasing etc. Enfim, todo o risco do investimento deve ser analisado. É claro que não podemos esquecer a incidência de impostos, que devem ser levados em conta na hora de uma avaliação. Se o desconto dos impostos for esquecido, poderemos fazer uma análise errada e decidirmos por um investimento inadequado. Considerando o exposto acima, concluímos que a avaliação de projetos de investimento não é uma tarefa fácil. Daí a importância da Matemática Financeira como uma ferramenta eficiente. Se utilizada com sensibilidade, é possível através dela, verificar a viabilidade econômica de um projeto e ajudar a fazer a escolha adequada. O profissional com a tarefa de analisar as diversas alternativas de projetos, deverá escolher a melhor metodologia aplicável em cada caso, além de considerar a precisão e abrangência dos dados; pagamentos, ganhos de capital, impostos, depreciações e outros.

MÉTODO DO VALOR PRESENTE LÍQUIDO

Este método permite que conheçamos os valores do projeto (entradas e saídas) em termos de valores atuais (data presente ou data desejada). Compara as diversas alternativas de um projeto/investimento considerando apenas uma data, desta forma precisamos deslocar o valor do dinheiro no tempo, desta é considerada a alternativa mais adequada aquela que os valores líquidos forem positivos. Os valores positivos representam a quantidade ou soma dos valores em dinheiro, na data desejada, que teremos em nosso poder. Entretanto se estivermos analisando um projeto que tenha apenas custos, devemos buscar a alternativa que apresente o menor valor negativo, mais próximo de zero. Quanto o resultado de um método é zero, isto indica que este projeto/investimento retorna exatamente a TMA, valores positivos indicam o quanto o projeto/investimento é superior a TMA.

Algumas terminologias utilizadas:

Taxa de desconto => expressão também utilizada para determinar a taxa de juros ou taxa mínima de atratividade. Valor presente de insumos => é o valor no momento zero de determinado valor constante do fluxo de

caixa.

Valor presente líquido de um fluxo de caixa => em um fluxo de caixa é temos valores positivos e negativos, por convenção chamamos de positivos todos os benefícios e negativos todos os custos. O valor presente líquido de um fluxo de caixa é a soma algébrica destes valores.

Valor presente líquido nulo de um fluxo de caixa => é quando a soma algébrica dos valores de um fluxo de caixa é nulo (zero). Valor presente líquido de fluxo de caixa com predominância de dispêndios => quando temos um fluxo de caixa com predominância de valores negativos, e não desejarmos representar desta forma podemos inverter a denominação de valores positivos e negativos.

Alternativas com mesmo tempo de duração Homogêneas.

Exemplo:

Uma empresa possui uma taxa de expectativa mínima (TMA) de 5% a.m

duas alternativas, cujos valores associados estão descritos na tabela abaixo. Tempo 5 anos.

Deseja abrir uma loja e possui

Items valores em R$

Loja de Rua

Loja em Shopping

Investimento inicial

230.000,00

270.000,00

Tempo de utilização

5 anos

5 anos

Valor residual

50.000,00

130.000,00

Receitas mensais

35.000,00

50.000,00

Custos mensais

24.000,00

36.000,00

Qual a melhor alternativa? Precisamos trazer todos os valores para valor atual, menos o investimento inicial, que já é um valor atual. Durante os 60 meses, ambas as alternativas apresentam lucro, então devemos calcular o montante final deste lucro, após 60 meses (fórmula do montante do modelo básico rendas certas e anuidades), após calcular o valor atual deste montante. Calcular o valor atual do valor residual. Finalmente realizar a soma dos valores e verificar qual das alternativas apresenta maior valor positivo na data atual.

TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR)

Esta técnica permite encontrar a remuneração do investimento em termos percentuais, ou seja, significa encontrar sua potência máxima ou retorno máximo, o percentual de remuneração que o investimento oferece. Em termos práticos encontrar a TIR, é encontrar a taxa de juros que permite igualar receitas e despesas na data ZERO. Quando deslocamos os valores existentes em um fluxo de caixa para uma data ZERO, estamos extraindo deste fluxo de caixa os valores de juros embutidos.

Exemplo: Suponha que você tem um investimento de R$ 10.000,00 que deverá vencer em um mês. Se este fluxo de caixa fosse deslocado para a data ATUAL (um mês antes), estaríamos obtendo o valor de R$ 10.000,00 menos os juros: 10.000,00 (S -> P, 10%,1) ou 10.000,00 * 0,9091 => R$ 9.091,00.

Para efeito de análise devemos comparar a TIR com a TMA, se a TIR for maior que a TMA o investimento deve ser aceito caso contrário não.

O valor encontrado para a TIR independe da duração do investimento (em caso de comparação de dois

investimentos com vidas uteis diferentes), pois a sua remuneração sempre será a mesma, independente de quantas

vezes repetirmos o investimento.

A TIR de um investimento/projeto poderá ser:

- Maior do que a TMA: significa que o investimento/projeto é economicamente interessante.

- Igual à TMA: o investimento/projeto economicamente é indiferente.

- Menor que a TMA: significa que o investimento/projeto economicamente não é atrativo.

Se tivermos que escolher entre várias alternativas, devemos escolher aquela que tiver a maior TIR. A TIR é

a taxa de desconto que faz com que o Valor Presente Líquido (VPL) do projeto seja zero. Um projeto/investimento é interessante economicamente quando sua TIR é maior do que o custo do capital.

Apesar de uma forte preferência acadêmica pelo VPL, pesquisas indicam que executivos preferem a TIR ao invés do VPL. Aparentemente estes acham intuitivamente mais atraente para avaliar investimentos em taxas percentuais ao invés dos valores monetários do VPL. Contudo, deve-se preferencialmete utilizar mais do que uma

ferramenta de análise de investimento, e todas as alternativas devem ser consideradas em uma análise, pois qualquer alternativa pode parecer valer a pena se for comparada com as alternativas suficientemente ruins.

Exemplo: Uma empresa deseja modernizar seu maquinário. Comprando um equipamento mais moderno, deverá economizar R$ 15.000,00 por ano em mão-de-obra. A aquisição do novo equipamento custa R$ 60.000,00 e devem ser gastos mais R$ 25.000,00 em treinamento. Ambos os desembolsos devem ser feitos a vista. A empresa trabalha com uma TMA de 15% a.a. A nova máquina poderá atuar por 15 anos, após poderá ser vendida por R$ 25.000,00. O investimento deve ser realizado, considerando a TIR?