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A IMPORTÂNCIA DOS PROCESSOS PSICOSSOCIAIS: UM ENFOQUE NA LIDERANÇA

Franco Noce Centro Universitário de Belo Horizonte – UNIBH

RESUMO

Diversos fatores contribuíram para o desenvolvimento de novas teorias e processos de liderança a fim de otimizar a produtividade em diversos setores. Neste sentido uma figura é reconhecida como peça fundamental: o líder. O ajuste do perfil do líder às necessidades situacionais tem sido exaustivamente investigadas. Perceber as características do grupo é um aspecto essencial para a eficácia do líder. O processo histórico do estudo da liderança aponta para três grandes momentos dominados por diferentes teorias: traços de personalidade, estilos de

liderança e liderança situacional. Para uma maior eficácia da liderança é importante

a decisão sobre o estilo mais apropriado. Neste sentido a literatura aponta para um

estilo mais flexível que leve em consideração variáveis como: informação disponível, influência sobre os membros, tempo disponível e a coesão do grupo. Conclui-se que

a decisão sobre as formas de liderança passará pela competência e credibilidade do

líder. A virtualidade é um novo conceito que se fará necessário no futuro em função da dinâmica das organizações. Confiança e autonomia também serão necessários para o sucesso das organizações e equipes. O objetivo deste estudo foi rever as principais concepções de liderança e compreender os aspectos determinantes para uma tomada de decisão eficaz do líder.

Palavras-chave: liderança, estilos de liderança, personalidade, motivação.

ABSTRACT

THE IMPORTANCE OF PSYCHO-SOCIAL PROCESS: A LEADERSHIP EMPHASIS.

Revista Brasileira de Psicologia do Esporte e do Exercício. v.0, 55-67, 2006

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Several aspects contribute for development to new theories and leadership process to aim better performance in many areas. In this sense, some person have a relevant role: the leader. The adjust of the leader profile to situational needs has been exhaustively investigate. Note the characteristics from the group are an important aspect to success and leader efficacy. The history show three moments that was dominate from different theories: personality traits, leadership styles and situational leadership. For the leadership efficacy is important decide about the

appropriate style. For this, the literature point for a flexible style that consider aspects how: information, influence, time a group cohesion. In conclusion, the choice about kinds of leadership will involve the competence and leader’s credibility. The virtually

is a new concept that will be necessary in the future in function of the dynamic of the

institutions. Confidence and autonomy also will be necessary to success of the organizations and teams.

Key words: leadership, styles, personality, motivation.

INTRODUÇÃO

Os processos psicossociais alcançaram uma ênfase em seu desenvolvimento científico no início do século XX com o incremento do processo de industrialização e

a necessidade do aumento da produtividade. Desde então, diversos autores têm

estudado formas de melhorar a eficiência dos processos e a eficácia do resultado (Chiavenato, 2001; Maximiano, 2000; Myers, 1999). No estudo dos processos psicossociais, a liderança obteve um papel de destaque nas pesquisas do setor administrativo (Yukl & Van Fleet, 1992; Vroom & Jago, 1988) sendo foco de grande interesse em suas perspectivas futuras (Hesselbein, 2001; Kouzes & Posner, 2001). Isto é, o líder é reconhecido como peça fundamental para o desenvolvimento das organizações e aumento da produtividade, independente da área de aplicação. No esporte não é diferente, a busca por uma melhor performance dos atletas e equipes tem sido exaustivamente estudada. A influência do líder nesta situação é, normalmente, determinante para o sucesso do processo. Diversos autores tem estudado o perfil do técnico (Noce, 2002; Costa, 2003; Serpa, 1990; Chelladurai,

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1993; Leitão, 1999) tentando identificar o que seria o comportamento ideal para

possibilitar o melhor desempenho de seus atletas e/ou equipes.

Sabe-se ainda que, de acordo com Chelladurai (1999), a performance e a

satisfação dos membros de um grupo depende do comportamento do líder em

consonância com os antecedentes que são as características do próprio líder, dos

membros e da situação.

O objetivo desta revisão foi apresentar, de uma forma sucinta, as visões

sobre liderança que dominaram ao longo da história e os aspectos que determinam

uma tomada de decisão eficaz por parte do líder.

Entendendo o comportamento humano: a base para uma liderança

eficaz

O comportamento humano é a base para uma liderança eficaz (Noce, 2002).

Vários fatores influenciam o comportamento humano que tem bases mais estáveis

no que diz respeito aos traços de personalidade ou mesmo bases mais voláteis

como a motivação, que no âmbito comportamental, pode ser entendida como a

“mola” propulsora da ação.

Personalidade

De acordo com Chelladurai (1999:66), “personalidade é a organização

dinâmica do indivíduo dos sistemas psico-fisiológicos que determina um ajuste no

ambiente”. Tem sua importância, pois predispõe um indivíduo a reagir de uma forma

específica e, assim, compreendendo-a facilitará as relações humanas e

consequentemente o processo de liderança.

As características da personalidade criam parâmetros para o comportamento

das pessoas, nas quais permitem o estabelecimento de uma rede de informações

ou parâmetros para predizer o comportamento.

A visão tradicional aponta amplamente que a personalidade é determinada

geneticamente. Porém outros pesquisadores apontam que traços de personalidade

podem ser aprendidos, sendo que o desenvolvimento da personalidade é um

processo de aprendizagem cognitiva e social (Bandura, 1986; Mischel, 1973).

Outras determinantes apontam que a personalidade também é modificada

através da exposição à cultura, família e grupos de referencia (ex: influencias

ambientais). Diversos autores (Barrick & Mount, 1991; Goldberg, 1990; McCrae &

Costa, 1987) tentaram agrupar o que seriam os “Cinco grandes domínios da

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personalidade”. Esta foi uma tentativa de agrupar muitos traços individuais em

domínios ou dimensões significantes.

1. Extroversão: espirituoso, expressivo, sociável, ativo, energético, ambicioso e corajoso

2. Aceitação: cooperativo, útil, amável, amigo, compreensivo, honesto

3. Conscientização: organizado, eficiente, auto-disciplinado, preciso, pontual, decidido

4. Estabilidade emocional: defensivo, inseguro, nervoso, emocionalmente instável, medroso, aflito

5. Intelecto: contemplativo, perceptivo, esperto, curioso, criativo, sofisticado, brilhante

Também é importante citar os esforços de Eysenck & Eysenck (1963) no

desenvolvimento de um modelo, que baseado nos dois fatores primários de

personalidade (estabilidade-instabilidade e extrovesão-introversão), descreve a

variação da personalidade.

Em suma, as características gerais da personalidade, tanto do líder quanto

do grupo sob sua responsabilidade, provocam um fator de incerteza no processo,

inerente ao comportamento humano e devem ser considerados para uma maior

eficiência da tomada de decisão.

Liderança Definições Várias são as definições de liderança disponíveis na literatura. De acordo

com a visão de Drucker (2001), a liderança é uma habilidade que pode ser

aprendida e a personalidade de liderança, estilos e traços de liderança não existem.

O mesmo autor afirma ainda que, de acordo com seus estudos, todos os líderes de

uma forma geral sabiam que:

líder é quem possui seguidores;

líder eficaz é alguém cujos seguidores fazem as coisas certas;

líderes são visíveis e servem de exemplo;

liderança quer dizer responsabilidade.

Adotavam ainda comportamentos semelhantes:

perguntam o que precisa ser feito;

perguntam o que posso e devo fazer de importante;

qual a missão da organização;

são tolerantes com a diversidade de pessoas e intolerantes quanto ao desempenho, padrões e valores das mesmas;

não temem a capacidade de seus associados; desfrutam dela.

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Líderes são pessoas com sistemas de valor nada diferente de seus

seguidores, sendo que a liderança provém de fontes tais como a inteligência, poder,

carisma, compromisso, desejo e de uma disposição para fazer coisas que os

demais estão menos propensos a fazer (Work, 2001:91).

Assim, de acordo com Chelladurai (1999:159), todas as definições de

liderança envolvem três aspectos básicos:

é um processo comportamental;

é interpessoal por natureza;

tem como objetivo influenciar e motivar membros para os objetivos do grupo ou organização.

Já de acordo com Johns (1988:309), “liderança efetiva envolve influencia

externa como meio de alcançar os objetivos da organização através do aumento da

produtividade e satisfação da força de trabalho”.

Processo histórico Conforme explicitado na figura 1, o processo histórico do estudo da liderança

aponta para três grandes momentos dominados por teorias que tentavam explicar o

processo.

1 a

época

2 a

época

3 a

época

Teoria sobre traços de personalidade

Teoria sobre estilos de liderança

Teorias situacionais de liderança

Características marcantes de personalidade possuídas pelo líder

Maneiras e estilos de comportamento adotados pelo líder

Adequação do comportamento do líder às circunstancias da situação

Figura 1: Teorias sobre liderança (Chiavenato, 2001:156)

As teorias dos traços de personalidade são as mais antigas. A base desta

teoria apontava que o líder é aquele que possui alguns traços específicos de

personalidade que o distingue das demais pessoas. Apesar dos estudiosos da

época observarem o comportamento de grandes líderes e tentarem relacionar as

características mais comuns, deixaram de considerar alguns aspectos que foram

relacionados como falhas:

não ponderam a importância relativa de cada traço;

ignoram a influencia e reação dos subordinados;

ignoram a situação em que a liderança se efetiva;

o indivíduo dotado de traços sempre é líder (em qualquer tempo e situação).

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As teorias dos estilos de liderança descrevam que os possíveis estilos

(autoritário, democrático, liberal) são aplicados em relação aos subordinados. A

dicotomia entre autocrático e democrático ainda é muito utilizada.

As teorias sobre a aplicação situacional da liderança são as mais modernas e

levam em consideração as circunstancias da situação para a tomada de decisão do

líder. Esta teoria proporciona mais alternativas em função da flexibilidade

permitida/exigida ao líder, o que aumenta a eficácia do processo. Dentre os autores

que se destacam nesta teoria pode-se citar Hersey & Blanchard (1986) que foram

os precursores da mesma.

Considera-se que a teoria da liderança situacional seja a mais confiável em

função de permitir ao líder adaptar-se às diferentes exigências escolhendo, desta

forma, o estilo de liderança mais eficaz.

Liderança eficaz e tomada de decisão Em primeiro lugar é importante pontuar que “líderes eficazes delegam bem,

mas não delegam algo que apenas eles podem fazer com excelência, aquilo que

realmente tem importância” (Drucker, 2001).

Todos os líderes estão envolvidos em tomadas de decisão sobre conteúdos

críticos como os objetivos do grupo, medidas apropriadas para alcançar estes

objetivos e a distribuição de responsabilidades aos membros do grupo. Estas

decisões são vistas como um processo cognitivo e social (Chelladurai, 1999:174).

Cognitivo: consiste na avaliação das possíveis alternativas e na seleção da melhor para atingir o objetivo.

Social: refere-se ao grau no qual os membros do grupo têm permissão para participar na tomada de decisão e a variabilidade dos graus de influencia que os membros tem na decisão. Desta forma pode variar de uma estrita tomada de decisão autocrática pelo líder até os variados níveis de participação dos membros. Este processo é chamado de Estilos de Decisão do Líder (Challadurai, Haggert, Baxter, 1989).

A tomada de decisão que um líder executa através da escolha de um dos

estilos (participativo ou autocrático), pode oferecer vantagens e desvantagens

(tabela 1). Este aspecto ressalta a importância em se adotar um estilo de liderança

mais flexível como o proposto pela teoria da liderança situacional (Hersey &

Blanchard, 1986; Noce, 2002).

ESTILO PARTICIPATIVO

ESTILO AUTOCRÁTICO

Vantagens

Vantagens

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alta racionalidade nas decisões

melhor quando não se tem tempo para interagir

melhor compreensão nas decisões

posse das decisões

melhor quando o grupo não está coeso

melhor execução nas decisões.

Desvantagens

Desvantagens

demanda mais tempo

não permite a interação do grupo

necessita boa coesão do grupo

sacrifica a segurança dos membros em função do alcance dos objetivos

Tabela 1: Vantagens e desvantagens do estilo participativo e autocrático (Chelladurai, 1999:175)

Existem outros estilos de decisão que podem ser adotados, como o proposto

por Vroom & Iago (1988), porém são na realidade variações dos estilos autocrático

e participativo apontados na literatura.

Autocrático I: o líder toma a decisão baseado nas informações disponíveis.

Autocrático II: o líder passa as informações necessárias para os membros e toma a decisão pessoalmente, sendo que ele pode explicar ou não o problema e os membros não tem nenhum papel na decisão.

Consultivo I: o líder compartilha o problema co membros importantes, capta suas idéias e toma a decisão sozinho.

Consultivo II: o líder compartilha o problema com todo o grupo, escuta todas as participações mas toda a decisão sozinho.

Grupo II: o líder compartilha o problema com o grupo, deixa o grupo generalizar e avaliar as possíveis soluções e chega a uma solução consensual.

De acordo com Bardwick (2001) a tomada de decisão deve levar em

consideração a situação na qual estão inseridos. Ele se referiu ao contexto “tempo

de guerra e paz” no sentido da previsibilidade, conforto e controle das condições

que o líder enfrenta. Citou que em “tempo de guerra” a situação exige mudanças e,

portanto, seria mais apropriado o exercício da liderança, enquanto que em “tempo

de paz” o mais adequado seria o exercício da gerência em função da necessidade

de manutenção do sistema vigente.

Desta forma observa-se um problema de atribuição, isto é, qual estilo de

decisão é o mais apropriado e sob que condições? Para a tomada de decisão a

respeito do estilo deve-se levar em consideração as seguintes variáveis:

informação disponível;

influencia sobre os membros;

tempo disponível;

coesão do grupo.

Avaliação da liderança no esporte

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Avaliar a liderança em diferentes situações sempre foi objeto de estudo de

diversos pesquisadores. No âmbito do esporte, podem-se citar instrumentos tais

como o LBDQ, que avalia o comportamento do técnico em função de situações

gerais e analisa 12 dimensões do comportamento (Simões, 1994; Simões et al,

1998).

Outro instrumento muito utilizado é a Escala de Liderança no Desporto (ELD)

que foi originalmente desenvolvida por Chelladurai & Saleh (1980) e posteriormente

traduzida para a língua portuguesa por Serpa et al (1989). Este instrumento avalia o

comportamento do treinador através de 40 situações específicas que são divididas

em 5 dimensões:

Treino e Instrução: o comportamento do técnico (CT) visa melhorar a performance dos atletas através de um treinamento árduo, instruções sobre habilidades técnicas e táticas, e estruturando e coordenando as atividades dos membros.

Suporte Social: o comportamento do técnico é caracterizado pela preocupação com o bem-estar social dos atletas, atmosfera positiva do grupo e a melhoria das relações interpessoais do grupo.

Reforço: o comportamento do técnico que reforça um atleta reconhecendo e recompensando uma boa performance.

Comportamento Democrático: o comportamento do técnico que permite grande participação dos atletas nas decisões sobre os objetivos do grupo, métodos de treinamento e táticas de jogo.

Comportamento Autocrático: o comportamento do técnico que envolve uma tomada de decisão independente e que acentua a autoridade pessoal.

O modelo multidimensional de liderança, apresentado por Chelladurai (1993,

1978), é uma tentativa de sintetizar e reconciliar as teorias de liderança existentes.

De uma forma sintética pode-se explicar que o modelo multidimensional leva em

consideração as características da situação, do líder e dos membros. Projeta assim

três estados do comportamento do líder (preferido, requerido e atual). O grau de

congruência entre estes três estados do comportamento do líder está relacionado à

performance do grupo e satisfação dos membros (figura 2).

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Antecedentes

Comportamentos do líder

Conseqüências

Características das situações Características do líder Características dos membros
Características
das situações
Características
do líder
Características
dos membros
Comportamento exigido Comportamento real Comportamento preferido
Comportamento
exigido
Comportamento
real
Comportamento
preferido

Performance

e satisfação

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Figura 2: O modelo multidimensional de liderança (Chelladurai, 1999:159)

A liderança apresenta várias nuances e sofre, ao longo do processo de

tomada de decisão, diversas influencias. A liderança surgiu para organizar os

esforços de um grupo para a realização de objetivos nem sempre comuns. Os

diferentes meios e ambientes em que a liderança se manifesta, exigem dos

componentes (líderes e liderados) a capacidade de se adaptarem para que o

resultado seja alcançado com êxito.

TENDÊNCIAS FUTURAS

O que esperar das relações de liderança no futuro? Grandes estudiosos da

área propõem que nas novas organizações, títulos e cargos terão pouco peso até

que os lideres provem sua competência. Toda autoridade precisa ser conquistada

antes de exercida (Handy, 2001:31).

Surgirá o conceito de “virtualidade”, que significa gerenciar pessoas que você

não pode ver nem controlar todos os aspectos. A confiança é a base da

“virtualidade” (Hesselbein et al, 2001).

Exemplo: equipe de remo = 8 pessoas andando para trás o mais rápido possível, sem conversarem, guiadas pela única que não pode remar.

Blanchard (2001) destaca a necessidade de se inverter a “pirâmide

organizacional”, isto é o papel do líder será ajudar o grupo a atingir metas, apoiando

e removendo barreiras tornando a visão realidade. Isto resultará em uma

organização definitiva, onde as pessoas não apenas sabem para onde estão sendo

levadas, mas tem autonomia para ir.

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De acordo com Ulrich (2001), a liderança no futuro (1) trabalhará para

converter aspirações em ações; (2) estará fundamentada em novas premissas (da

liderança centralizada para compartilhada; dos campeões individuais às vitórias

coletivas; dos solucionadores de problemas aos pioneiros); (3) exigirá credibilidade

pessoal e competência administrativa.

Enfim, os líderes do futuro serão conhecidos:

menos pelo que falam e mais pelo que realizam;

menos pelo título e posição e mais pela experiência e competência;

menos pelo que controlam e mais pelo que moldam;

menos pelas metas que definem e mais pela mentalidade que constroem;

pela

grande

credibilidade

pessoal

e

pela

excepcional

competência

administrativa.

Na visão de uma liderança eficaz, cada vez mais os novos líderes serão

estimulados a dar mais provas de competência, a formar novos líderes, a atuarem

de forma mais precisa e compartilhada com seu grupo de trabalho e, principalmente,

em função do crescimento das organizações, a confiança será uma variável

determinante no processo.

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