7 de setembro

Meus queridos amigos
Gostaria muito de escrever uma significativa mensagem comemorando o Dia
da Independência do Brasil, mas diante do quadro deste enorme paciente que
é nosso País, que, se não está nos seus últimos suspiros é porque como um
gato "tem sete vidas", mas está com certeza muito doente, e sua doença me
contamina de profunda tristeza, estou hoje com dificuldade para dizer tudo o
que sinto.

Quando em 1918 desembarcaram aqui no Brasil meus quatro avós, sendo os
paternos em Recife, e os maternos em Rio Grande no Rio Grande do Sul, aqui
chegavam, como muitos outros dissidentes do regime totalitário vigente na
Rússia, ainda não era URSS, a ditadura contra o proletariado lá já fazia
sucumbir à classe média trabalhadora, que com sues pequenos comércios e
manufaturas, tentavam fazer de sua Pátria um lugar agradável e próspero para
si mesmos e para seus descendentes.

Ainda lembro de minha avó materna, minha "bóbê" Golde relatando os horrores
que viveram na antiga Pátria Rússia, onde foram envolvidos, e quase
dizimados, pela luta de classes promovida pelo regime da Revolução Russa,
que induziu os inertes daquele País a acreditarem que suas mazelas se deviam
diretamente à existência dos "ricos comerciantes e pequenos manufatureiros"
que começavam o processo de industrialização de sua Pátria.
Destruíram a classe empreendedora, que movidos por seu espírito Patriótico,
investiam suas economias e esforços físicos e intelectuais para fazer crescer
sua amada Pátria Rússia.
Assim os parasitas de lá destruíram aqueles patriotas Russos.
Daquele processo, onde alguns espertalhões, usando os princípios marxistas e
socialistas promoveram a luta de classes, resultou uma ditadura que assolou
os inocentes úteis (que mataram , roubaram, pilharam e saquearam em nome
de um regime, que financiado pelo capital financeiro transnacional, impôs ao
povo russo 70 anos de submissão e mordaça), enquanto o produto de seu
trabalho, ao invés de melhorar suas vidas, foi desviado para engordar ainda
mais as contas do mesmo capital transnacional que vem extorquindo nossas
riquezas desde meados do século XIX.

Estes detentores do poder financeiro transnacional, que não têm Pátria, não
têm religião, nem rosto, nem CPF (ou qualquer análogo em nenhum País),
voltaram sua voracidade para a América Latina, em especial nosso amado
Brasil, com suas reservas de riquezas naturais, e sua ampla e farta distribuição
de desinformação (de forma criminosa) em todas as camadas da nossa
população.

Aqui como na velha Rússia dos meus avós, a luta de classes vem sendo
promovida pelo governo criminoso, que visa tão somente dividir a população
para melhor controlar as forças sociais, com o fim único de submeter-nos a um
regime de excluídos das riquezas naturais, que ainda temos com fartura.

Serão nossos ilegítimos e empossados governantes os administradores desta
riqueza, que está sendo entregue a preços vis ao “capital” financeiro sem
pátria, os únicos a lucrarem com este processo, assim como ocorreu na
Rússia, e como vem ocorrendo com a exploração da maior massa de mão de
obra barata do planeta, a China.

São ilegítimos pois suas candidaturas e eleições são fruto da manipulação de
cúpulas de partidos, sem bases populares legítimas.

Haverão de me contradizer os incautos, pois que o populista chefão, o
presimente é oriundo do povão; esquecem, ou não sabem, que o mesmo
espertalhão, com seu poder de comunicação junto ao povo, sua malandragem
para negociações junto aos grandes empresários, foi criado e lapidado por
pessoas ligadas à elite política e militar dos anos 60 e 70, com o fim de chegar
à Presidência, e a partir de lá, com sua verborragia ideológica e ilusória,
conduzir a manada do povo brasileiro ao erro de percepção, enquanto seus
mentores políticos se locupletam e se emporcalham com vultosas somas
extraídas ao Erário Brasileiro, produzindo um nítido enriquecimento de poucos,
enquanto a classe média empreendedora está sendo dizimada, e classe pobre
venera e idolatra o regime gerencial de Estado Brasileiro que os mantém nos
grilhões da caridade pública.

Assim meus avós adotaram o Brasil por Pátria, e aqui usaram seus parcos
tostões restantes para recomeçarem suas vidas. Empregaram toda sua
energia, experiência e criatividade para empreenderam novos negócios, novos
comércios, e assim participarem da construção de um País digno para si
mesmos e para seus descendentes.
Ledo engano, já naquela época o Brasil permanecia colônia dos mesmos
mentores do colonialismo que se abaterá sobre a velha Rússia, e assim eles
apenas trocaram o cenário de suas vidas. Ocorreu que a aquela época o Brasil
ainda parecia aos olhos dos incautos a “terra do leite e do mel” – velho sonho
bíblico dos povos da civilização judaico-cristã – e eis me aqui escrevendo e
lutando contra a implantação de um regime de nivelamento social na pobreza
que se tenta contra o nosso Brasil.

Creio que hoje, 7 de setembro deveríamos comemorar não o Dia da
Independência, mas o Dia da Ilusão de Independência, ou talvez o Dia do
Engodo Nacional.
Fica aqui minha sugestão, um concurso para escolher um novo nome para este
dia,
..... ou a luta pela real independência política, financeira, administrativa e
patriótica para o Brasil.
Podem contar comigo para a luta, pois que para a submissão serei sempre um
opositor e subversivo.
Obe Fainzilber, médico e combatente pela Democracia Brasileira

leiam também os artigos anexos extraídos do blog Alerta Total

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