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REGULAMENTO

INTERNO
Versão de 30 de
Outubro /09
EBI de
Martinlongo Para discussão
Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
INTRODUÇÃO ..................................... 6 Art. 31º - Regime de exercício de funções
............................................................... 30
CAPÍTULO I .......................................... 6
Art. 32º - Direitos do Director ............... 31
OBJECTO E ÂMBITO DE APLICAÇÃO Art. 33º - Deveres do Director ............... 31
Art. 33º - Assessorias da Direcção ........ 31
DO REGULAMENTO INTERNO ........ 6
SUBSECÇÃO III – Conselho Pedagógico
Art. 1º – Princípios orientadores ............. 7 ............................................................... 32
Art. 2º - Objecto ...................................... 7 Art. 34º - Definição ............................... 32
Art. 3º - Âmbito de aplicação .................. 7 Art. 35º - Composição ........................... 32
CAPÍTULO II ........................................ 8 Art. 36º - Competências ........................ 32
Art. 37º - Designação dos representantes
REGIME DE FUNCIONAMENTO DA
............................................................... 34
ESCOLA ................................................ 8 Art. 38º - Funcionamento ...................... 34
Art. 39º - Competências do Presidente do
Art. 4º - Calendário Escolar .................... 8
Conselho Pedagógico ............................ 36
Art. 5º - Oferta Educativa ........................ 8
Art. 40º - Direitos e Deveres dos
Art. 6º - Projectos .................................... 9
Membros ................................................ 36
Art. 7º - Horário de funcionamento e
Art. 41º - Mandatos ............................... 37
organização das actividades .................... 9
SUBSECÇÃO IV – Conselho
Art. 8º - Reuniões .................................. 12
Administrativo ....................................... 37
Art. 9º – Horários .................................. 13
Art. 42º - Definição ............................... 37
Art. 10º - Constituição das Turmas ....... 14
Artº 43º - Composição ........................... 37
Art. 11º - Provas de Aferição/Exames... 15
Art. 44º - Competências ........................ 37
Art. 12º - Visitas de Estudo ................... 17
Art. 45º - Funcionamento ...................... 37
Art. 13º - Aulas no exterior ................... 19
Art. 46º - Mandato ................................. 38
Art. 14º - Livros de ponto ...................... 19
CAPÍTULO IV ..................................... 38
Art. 15º – Mecanismos de Comunicação
............................................................... 20 ESTRUTURAS DE COORDENAÇÃO
CAPÍTULO III ..................................... 22
EDUCATIVA E SUPERVISÃO
ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO E
PEDAGÓGICA .................................... 38
ADMINISTRATIVA ........................... 22
Art. 47º- Definição ................................ 38
Art. 16º - Órgãos de Administração e SECÇÃO I – Departamentos Curriculares
Gestão .................................................... 22 ............................................................... 39
SECÇÃO I – Órgãos ............................. 22 Art.48º - Definição ................................ 39
SUBSECÇÃO I - Conselho Geral ........ 22 Art. 49º - Composição ........................... 39
Art.16º – Definição................................ 22 Art. 50º - Funcionamento ...................... 40
Art. 17º - Composição ........................... 22 Art. 51º - Competências dos
Art. 18º – Competências ........................ 23 Departamentos Curriculares .................. 40
Art. 19.º - Designação de representantes Art. 52º – Competências dos
............................................................... 24 Coordenadores de Departamento
Art. 20º - Eleições ................................. 24 Curricular............................................... 41
Art. 21º - Mandato ................................. 25 Art. 53º - Competências específicas dos
Art. 22º - Funcionamento ...................... 25 Coordenadores dos Departamentos
SUBSECÇÃO II - Director ................... 25 Curriculares ........................................... 43
Art. 24º - Definição ............................... 25 Art. 54º Competências dos Coordenadores
Art. 25º - Competências do Director ..... 26 dos Departamentos Curriculares com
Art. 26º - Recrutamento......................... 27 funções de avaliadores ........................... 43
Art. 27º - Procedimento concursal ........ 28 Art. 55º - Designação e Mandato dos
Art. 28º - Eleição ................................... 28 Coordenadores dos Departamento
Art. 29º - Posse ...................................... 29 Curriculares ........................................... 44
Art. 30º - Mandato ................................. 29 SECÇÃO II - Coordenação de Turma .. 45

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Art. 56º - Definição e Composição ....... 45 SUBSECÇÃO I – Gabinete de Apoio ao
Art. 57º - Funcionamento ...................... 45 Aluno e à Família (GAAF) .................... 60
Art. 58º - Competências do Conselho de Art. 80º- Definição ................................ 60
Docentes e Conselhos de Turma ........... 46 Art. 81º - Composição ........................... 60
Art. 59º - Competências do Professor Art. 82º - Competências do Gabinete de
Titular de Turma / Director de Turma ... 47 Apoio ao Aluno e à Família .................. 61
Art. 60º - Direitos dos Professores Art. 83º - Competências do Coordenador
Titulares de Turma/Directores de Turma ............................................................... 62
............................................................... 50 Art. 84º - Avaliação ............................... 62
SECÇÃO III – Conselho de Directores de SUBSECÇÃO II – Apoio Educativo..... 62
Turma .................................................... 50 Art. 85º - Definição ............................... 62
Art. 61º – Definição/composição .......... 50 Art. 86º- Modalidades de Apoio
Art. 62º - Funcionamento ...................... 51 Educativo ............................................... 62
Art. 63º - Competências do Conselho de SUBSECÇÃO III – Serviços de Acção
Docentes /Conselho de Directores de Social Escolar ........................................ 66
Turma .................................................... 51 Art. 87º - Definição/Funcionamento ... 66
Art. 64º – Competências do Coordenador Art. 88º - Competências do Técnico de
de Directores de Turma ......................... 52 Acção Social Escolar ............................. 67
Art. 65º - Designação e mandato ........... 52 SUBSECÇÃO IV – Direcção de
CAPITULO V ...................................... 53 Instalações ............................................. 67
Art. 89º - Instalações / Salas Específicas
OUTRAS ESTRUTURAS DE
............................................................... 67
COORDENAÇÃO ............................... 53 Art. 90º - Funcionamento ...................... 67
SUBSECÇÃO V – Delegado de
Comissão de Coordenação de Avaliação
Segurança .............................................. 69
do Desempenho de Docentes ................ 53
Art. 91º - Definição ............................... 69
Art. 66º – Definição............................... 53
Art. 92º - Normas gerais de Segurança 70
Art. 67º - Composição ........................... 53
Art. 93º - Delegado de Segurança ......... 71
Art. 68º - Funcionamento ...................... 53
Art. 94º - Competências do Delegado de
Art. 69º - Competências da CCAD ....... 55
Segurança .............................................. 71
Art. 70º - Competências do Coordenador
SUBSECÇÃO VI – Educação para a
da CCAD ............................................... 55
Saúde Escolar ........................................ 71
Art. 71º - Designação e mandato ........... 56
Art. 95º - Definição .............................. 71
Art. 72º - Impedimentos ........................ 56
Art. 96º - Coordenador da Educação para
CAPITULO VI ..................................... 56
a Saúde Escolar ..................................... 72
SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS, Art. 97º - Competências do Coordenador
da Educação para a Saúde Escolar ........ 72
TÉCNICOS E TÉCNICO-PEDAGÓGICOS
SUBSECÇÃO VI – Desporto Escolar.. 72
.............................................................. 56
Art. 98º - Conceito e composição .......... 72
Art. 73º - Definição ............................... 56 Art. 99º - Coordenador do Desporto
SECÇÃO I - Serviços de Administração Escolar ................................................... 72
Escolar ................................................... 57 Art. 100º - Competências do
Art. 74º - Definição / Composição ........ 57 Coordenador do Desporto Escolar ........ 73
Art. 75º - Funcionamento ...................... 57 SUBSECÇÃO VII – Plano Tecnológico
Art. 76º - Competências do Chefe de da Educação (PTE) ................................ 74
Serviços de Administração Escolar ....... 57 Art. 101º - Definição ............................ 74
Art. 77º - Assistente Administrativo ..... 59 Art. 102º – Funções ............................... 74
Art. 78º - Competências do Tesoureiro . 59 Art. 103º – Composição ........................ 75
SECÇÃO II – Serviços Técnicos e Art. 104º - Material Informático ........... 76
Técnico-pedagógico .............................. 60 Art. 105º - Os computadores portáteis .. 78
Art. 79º Definição/Composição ............ 60

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Art. 106º - computadores portáteis Art. 139º - Processo Individual do Aluno
pessoais.................................................. 81 ............................................................. 108
SUBSECÇÃO VIII – Biblioteca Escolar MEDIDAS EDUCATIVAS
............................................................... 82 DISCIPLINARES ............................... 109
Art. 107º – Definição............................. 82 Art. 140º - Definição ........................... 109
Art. 108º - Funcionamento .................... 83 Art. 141º - Determinação da medida
Art. 109º - Normas Gerais de disciplinar ............................................ 109
funcionamento ....................................... 83 Art. 142º - Medidas correctivas ........... 110
Art. 110º - Objectivos ............................ 85 Art 143º - Medidas disciplinares
Art. 111º - Actividades ........................ 85 sancionatórias ...................................... 111
Art. 112º - Direitos dos Utilizadores .... 86 Art. 144º - Cumulação de medidas
Art. 113º - Deveres dos Utilizadores .... 86 disciplinares ......................................... 112
Art. 114º - Equipa da BE ....................... 87 PROCEDIMENTO DISCIPLINAR .... 113
Art. 115º – Competências da Equipa da Art. 145º - Competências disciplinares e
BE .......................................................... 88 tramitação processual .......................... 113
Art. 116º - Competências do professor Art. 145º Participação .......................... 114
bibliotecário ........................................... 88 Art. 146º - Instauração do procedimento
Art. 117º - Áreas Funcionais da BE ..... 89 disciplinar ............................................ 114
CAPÍTULO VII.................................... 89 Art. 147º - Tramitação do procedimento
disciplinar ............................................ 114
ESTRUTURAS ASSOCIATIVAS ...... 89
Art. 148º - Suspensão preventiva do
Associações de Pais e Encarregados de aluno .................................................... 115
Educação ............................................... 89 Art. 149º - Decisão final do
Art. 118º - Definição ............................. 89 procedimento disciplinar ..................... 115
Art. 119º - Funcionamento .................... 90 Art.150º - Execução das medidas
Art. 120º – Direitos ............................... 90 correctivas ou disciplinares sancionatórias
Art. 121º - Deveres ............................... 90 ............................................................. 116
Art. 122º - Mandato ............................... 91 Art. 151º - Recurso hierárquico .......... 116
CAPÍTULO IX ..................................... 91 Art. 152º - Intervenção dos pais e
encarregados de educação ................... 117
MEMBROS DA COMUNIDADE
Art. 153º - Responsabilidade civil e
EDUCATIVA....................................... 91 criminal ................................................ 117
QUADROS DE VALOR E DE
Art. 123º - Definição ............................. 91
EXCELÊNCIA .................................... 118
Art. 124 º - Composição ........................ 91
Art. 154º - Âmbito ............................... 118
Art. 125º - Direitos comuns ................... 91
Art. 155º - Quadros de valor................ 118
Art. 126º - Deveres comuns ................. 92
Art. 156º - Quadros de excelência ....... 118
SECÇÃO I - ALUNOS ......................... 93
Art. 157º - Organização dos quadros de
Art. 127º - Princípios gerais .................. 93
valor e excelência ................................ 118
Art. 128 º - Direitos ............................... 93
Art. 158º - Candidaturas ...................... 118
Art. 129º – Delegado de Turma............. 96
Art. 159º - Prémios do quadro de valor e
Art. 130º – Deveres ............................... 98
excelência ............................................ 119
Art. 131º - Frequência e Assiduidade . 101
SECÇÃO II - Docentes ....................... 119
Art.132º – Faltas ................................. 102
Art. 160º – Princípios gerais ................ 119
Art. 133º - Justificação de faltas .......... 103
Art. 161º- DIREITOS .......................... 120
Art. 134º – Ausência de material escolar
Art. 162º - Deveres .............................. 121
............................................................. 104
Art. 163º - Distribuição do serviço
Art. 135º - Faltas de atraso .................. 105
docente................................................. 123
Art. 136º - Excesso grave de faltas...... 105
AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS
Art. 137 º - Efeitos das faltas ............... 105
DOCENTE .......................................... 125
Artigo 138º - Prova de recuperação e seus
Art. 164º - Normas gerais .................... 125
efeitos .................................................. 107

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SECÇÃO III - PESSOAL NÃO Art. 189º - Regimentos internos .......... 142
DOCENTE .......................................... 126 Art. 200º - Outras disposições finais .. 143
Art.165º – Princípios Gerais ................ 126 Art. 201º - Vigência ............................. 143
Art. 166º - Hierarquias ....................... 126
Art. 167º - Direitos gerais.................... 126
Art. 168º - Direitos Específicos ........... 127
Art. 169º º - Deveres gerais ................. 128
Art. 170º - Deveres Específicos ......... 128
SECÇÃO IV - Pais e Encarregados de
Educação ............................................. 132
Art. 171º - Princípio geral ................... 132
Art. 172º - Direitos dos pais e
encarregados de educação ................... 132
Art. 173º - Deveres dos encarregados de
educação .............................................. 133
Art. 174º - Representantes da turma .... 134
Art. 175º - Eleição de Representantes de
Turma .................................................. 134
Art. 176º - Funções do Representantes de
Turma .................................................. 135
Capítulo IX ......................................... 135
RECURSOS E SERVIÇOS ............... 135
Art. 177º- Refeitório ........................... 135
Art. 178 º - Bufete ............................... 137
Art. 179º - Recepção/ Portaria ............. 138
Art. 180º - Papelaria ............................ 138
Art. 181º - Reprografia ........................ 139
Art. 182º - Telefone ........................... 139
Art. 183 º - Pátios e recreios ................ 140
Art. 184 º - Instalações sanitárias ...... 140
Capítulo X .......................................... 140
AUTARQUIA E ENTIDADES
REPRESENTATIVAS DAS
ACTIVIDADES DE CARÁCTER
CULTURAL, ARTÍSTICO, CIENTÍFICO,
AMBIENTAL E ECONÓMICO. ....... 140
Art. 185º - Princípios gerais ............... 140
CAPÍTULO XI ................................... 141
RELAÇÕES DA ESCOLA COM A
COMUNIDADE................................. 141
Art. 186º - Princípios gerais ................ 141
Art. 187º - Parcerias ............................ 141
Art. 188º - Geminação com escolas
nacionais ou estrangeiras ..................... 142
CAPÍTULO XII................................. 142
DISPOSIÇÕES FINAIS ..................... 142

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Alterações ao Regulamento Interno

Este regulamento não se pretende, de forma


alguma, rígido e acabado. Deve antes ser
alvo de uma crítica construtiva permanente e
de reajustamento em função das
características da situação escolar concreta.
O Regulamento Interno da Escola, aprovado
INTRODUÇÃO nos termos da alínea d) do n.º 1 do artigo
13.º, pode ser revisto ordinariamente quatro
O Regulamento Interno é um anos após a sua aprovação e
documento do processo de autonomia da extraordinariamente a todo tempo por
escola e constitui o código de conduta de deliberação do Conselho Geral, aprovada
toda a comunidade escolar, definindo o por maioria absoluta dos membros em
regime de funcionamento dos seus órgãos de efectividade de funções. Todos os sectores
administração e gestão, das estruturas de da escola devem ser auscultados
orientação educativa e dos serviços de apoio relativamente às propostas de alteração do
educativo, bem como os direitos e deveres presente regulamento, sempre que estas lhes
dos membros da comunidade educativa. digam directamente respeito.
Visa, igualmente, a adequação da escola à Todas as situações não previstas neste
realidade social, geográfica e humana do regulamento serão analisadas de acordo com
meio envolvente, procurando um correcto a respectiva legislação em vigor.
desempenho das actividades escolares e do
uso dos equipamentos, instalações e
serviços.
Pretende ser um documento que dê a
conhecer, não só as regras de
funcionamento, mas também as normas de
apoio à construção dos homens de amanhã.
Será ainda um instrumento de referência
para ser assumido por todos, com vista a CAPÍTULO I

prevenir problemas e conflitos e potenciar o OBJECTO E ÂMBITO DE


APLICAÇÃO DO REGULAMENTO
bem - estar de todos os utilizadores desta
INTERNO
instituição.

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Art. 1º – Princípios orientadores - Privilegiar os interesses colectivos;
- Promover a participação de cada indivíduo
A Escola Básica Integrada de nas tomadas de decisão relativas às grandes
Martinlongo serve uma população escolar orientações da organização escolar.
oriunda dos mais diversos lugares das
Art. 2º - Objecto
freguesias de Martinlongo, Vaqueiros e
Giões, do concelho de Alcoutim, da
O presente documento orientará o
freguesia de Cachopo, concelho de Tavira e
regime de funcionamento da Escola Básica
da freguesia de S. Miguel do Pinheiro, do
Integrada de Martinlongo, de cada um dos
concelho de Mértola. Tem sido propósito
seus órgãos de Administração e Gestão, das
desta Escola afirmar-se como um
Estruturas de Orientação Educativa e dos
significativo centro de recursos, espaço de
Serviços de Apoio Educativo, bem como os
convívio e bem-estar da comunidade
direitos e deveres dos membros da
educativa, procurando servir as necessidades
comunidade escolar, inserindo-se no
educativas de uma população estudantil que
processo de desenvolvimento da sua
é cultural e socialmente diversificada,
autonomia, por uma escola de qualidade
oferecendo-lhe oportunidades de
para todos.
aprendizagem e desenvolvimento através de
um ensino de qualidade orientado por Art. 3º - Âmbito de aplicação
critérios promotores de sucesso.
De acordo com estes princípios, 1 - O Regulamento Interno aplica-se a todos
pretende-se que o Regulamento Interno (RI), os intervenientes que, de uma forma ou de
como instrumento de concretização e de outra, participem directa ou indirectamente
gestão da autonomia, contribua para: na vida escolar da Escola, designadamente:
- Produzir um único documento, com - Elementos dos Órgãos de Direcção,
carácter normativo integrador abrangente, Administração e Gestão;
dinâmico e aberto a quaisquer perspectivas - Elementos dos Órgãos e Estruturas de
de futuras alterações; Orientação Educativa;
- Contribuir para a diminuição de - Alunos;
assimetrias provocadas pelo isolamento - Professores;
geográfico; - Encarregados de Educação;
- Valorizar a dimensão ética e relacional de - Pessoal Administrativo;
todos os elementos da comunidade - Pessoal Auxiliar de Acção Educativa;
educativa;

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- Pessoal do Quadro da Escola ou que com Art. 4º - Calendário Escolar
ela tenha estabelecido um vínculo
contratual; O calendário escolar é definido pela
- Elementos dos Serviços e Especialidades Administração Central e deverá ser anexo ao
de Apoio Educativo. presente Regulamento Interno, dez dias
- Dinamizadores de Clubes e Actividades antes do início de cada ano lectivo, nele
em funcionamento na Escola; constando:
- Visitantes e Utilizadores das Instalações e - Início e fim de cada ano lectivo;
Espaços Escolares. - Semanas lectivas em cada período;
2 - Aplica-se, igualmente, às suas normas - Início e fim de cada interrupção lectiva.
os actos e factos praticados no exterior da O referido calendário escolar deve
Escola, se os seus agentes estiverem no ser exposto em local público para
desempenho de funções oficiais ou conhecimento da comunidade educativa.
escolares. Qualquer alteração ao calendário
3 - As disposições deste Regulamento escolar previsto deverá ser anunciada à
Interno obrigam não só os que utilizam as comunidade escolar com a antecedência
instalações como local de trabalho, mas mínima de cinco dias úteis.
também todos os que a ela recorrem a
qualquer título. Art. 5º - Oferta Educativa

4 - Argumentar o seu desconhecimento


A Escola Básica Integrada de
não servirá de atenuante em caso de
Martinlongo oferece à comunidade
ocorrência de conflito ou suposta
educativa os seguintes níveis de ensino:
infracção.
- 1º Ciclo do Ensino Básico Diurno – 1º, 2º,
5 - A violação das disposições deste
3º e 4º anos.
Regulamento Interno implica
- 2º Ciclo do Ensino Básico Diurno – 5ºe 6º
responsabilidade disciplinar, para quem a
anos.
ele estiver sujeito, e proibição de
- 3º Ciclo do Ensino Básico Diurno – 7º, 8º e
utilização das instalações ou serviços nos
9º anos.
restantes casos.
As opções a oferecer são:
- Língua Estrangeira I – Inglês;
CAPÍTULO II - Língua Estrangeira II – Francês;
- Área Artística – Educação Tecnológica e
REGIME DE FUNCIONAMENTO DA
ESCOLA Educação Musical.

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- Área da Formação Social e Pessoal – estejam em consonância com as linhas
Educação Moral Religiosa Católica1. orientadoras do Projecto Educativo da
- Oferta de escola (tempo remanescente) – Escola.
Tecnologias de Informação e comunicação. Projectos em desenvolvimento:
Actividades de Enriquecimento Curricular: - Plano Nacional de Leitura;
- 1º Ciclo: Inglês, Música e Actividade - Projecto Crie: e@escolas;
Física e Desportiva (a disponibilizar pela - Rede de Bibliotecas Escolares;
Autarquia de Alcoutim), Apoio ao Estudo e - Educação Para a Saúde;
outras (a disponibilizar pela Escola) - Programa Atlante;
definidas anualmente no Projecto Curricular - Escola Activa;
de Escola e de acordo com as linhas - PREAA;
orientadoras do Projecto Educativo. - Coménius;
- 2º e 3º Ciclos: Desporto Escolar e vários - Crescer a Brincar;
Clubes, os quais são definidos anualmente - GAAF (Gabinete de Apoio ao
no Projecto Curricular de Escola, de acordo Aluno e à Família).
com as linhas orientadoras do Projecto
Art. 7º - Horário de funcionamento e
Educativo.
organização das actividades
- Cursos de Formação e Educação de
Adultos: a Escola estará aberta a
1 - O horário de funcionamento da Escola é
qualquer curso de Educação e Formação
de Adultos. das 8 horas às 23 horas. No entanto, este
horário pode variar conforme legislação em
Art. 6º - Projectos vigor, de acordo com as necessidades dos
alunos. Em relação aos momentos de recreio
A Escola está receptiva a projectos é aplicada a legislação em vigor (Despacho
que venham a ser apresentados, desde que nº 373/2002, 23 de Abril e Despacho nº
13765/2004, de 8 de Junho. Os serviços que
1
A leccionação da disciplina de Educação Moral e a Escola oferece têm os seus horários de
Religiosa de uma determinada confissão depende da existência de
funcionamento expostos em local visível,
um número de candidatos (superior a 10 alunos) à frequência da
mesma. No caso da não existência do número mínimo de alunos junto às respectivas instalações.
por turma, a Direcção da Escola pode proceder, primeiro, à junção
2 - Têm acesso a este estabelecimento de
de alunos de turmas diferentes de um mesmo ano de escolaridade,
segundo, à junção de alunos de turmas e anos de escolaridade ensino alunos, professores e pessoal não
diferentes. No entanto, dessa junção não pode resultar a
docente que a ele pertencem. Os pais,
constituição de turmas com um número de alunos superior a 25,
nem incompatibilidade de cumprimento do restante horário lectivo Encarregados de Educação ou qualquer
dos alunos.
outra pessoa, que por motivos justificados,

Regulamento Interno – 2009/2013 9


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
tenham aqui assuntos de interesse a tratar, 11 - Uma vez que as actividades de
será igualmente facultado o acesso a este enriquecimento curricular têm como
estabelecimento de ensino. objectivo a promoção da realização pessoal
3 - Para efeitos de aplicação do número e comunitária dos alunos e têm um carácter
anterior, poderá ser pedida por qualquer eminentemente lúdico, cultural e desportivo
funcionário da escola, a identificação, a toda visando a utilização criativa e formativa dos
a pessoa que se encontre dentro da mesma seus tempos livres, são facultativas e
ou que nela pretenda entrar. desenvolvem-se para além do tempo lectivo.
4 - Os membros da comunidade escolar As actividades de enriquecimento
devem fazer-se sempre acompanhar de um curricular visam essencialmente ocupar o
cartão que permita uma rápida identificação tempo que medeia entre o fim do período
(cartão de estudante, cartão de funcionário, lectivo diário e a hora dos transportes
etc…). escolares. Podem ser organizadas pelos
5 - Aos visitantes será entregue um vários intervenientes no processo educativo
documento que indica a sua qualidade, pela e são aprovadas pelo Conselho Pedagógico,
apresentação do bilhete de identidade. fazendo parte integrante do Plano Anual de
6 - Não é permitido o acesso a pessoas que Actividades da Escola. As propostas de
não possam cumprir o acima determinado ou actividades, a submeter ao Conselho
que, pelo seu porte e conduta, se presuma ir Pedagógico, devem conter os seguintes
perturbar o funcionamento da escola. elementos:
7 - Não é permitida a entrada de veículos no a) Professor responsável pelo
recinto escolar, excepto para cargas e projecto.
descargas que, pela sua natureza não possam b) Descrição da natureza e objectivos
ser efectuadas de outro modo. do projecto.
8 - É permitida a entrada de veículos de duas c) Forma de organização interna.
rodas não motorizados no recinto escolar, d) Actividades a desenvolver.
que ficarão estacionadas em local próprio, e) Duração semanal.
junto à portaria. f) Número de participantes previsto
9 - Não é permitida a interrupção das aulas (mínimo de 10).
pelos Encarregados de Educação, devendo g) Formas e momentos de avaliação
estes respeitar o horário de atendimento das actividades.
estabelecido no início do ano lectivo.
10 - Compete ao responsável pela portaria Os projectos de Actividades de
zelar para que estas determinações sejam Enriquecimento Curricular podem abranger
cumpridas. as seguintes áreas:

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Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
a) Programa de Desporto Escolar. acessos às salas de aula, bem como atender
b) Programas e projectos de âmbito as solicitações que os professores ou os
nacional. alunos possam fazer.
c) Ateliês de índole artística: teatro, 13 - O acompanhamento de alunos consiste
música, património cultural, artes e ofícios. em actividades educativas que proporcionam
d) Clubes de natureza e tipologia aos alunos o aproveitamento dos tempos
variada: artística, tecnológica, desportiva, resultantes da ausência imprevista dos
científica, gráfica, cultural, etc. professores a uma ou mais aulas, procurando
e) Programas de sensibilização e a ocupação plena dos tempos escolares dos
intercâmbio com a comunidade local, alunos e surgem na sequência da
nacional ou internacional. impossibilidade de se proceder à permuta de
Após aprovação pelo Conselho aula entre docentes do Conselho de Turma.
Pedagógico, compete à Directora a Compete à Directora apresentar, no
coordenação da execução e a determinação início de cada ano lectivo, o escalonamento
dos recursos materiais e humanos de docentes para assegurar as actividades de
necessários à concretização das actividades. acompanhamento de alunos em situação de
No final de cada ano lectivo, o ausência do docente titular da disciplina,
professor responsável por cada actividade, desenvolvendo-se actividades em coerência
apresentará relatório detalhado dos com o Projecto Educativo de Escola.
resultados alcançados. As actividades de acompanhamento
No final do ano lectivo, a Directora de alunos deverão ser atribuídas aos
deverá informar o Conselho Pedagógico dos professores que se encontrem nas seguintes
resultados de todas as actividades de condições:
Enriquecimento Curricular desenvolvidas. a) Professores colocados na escola
12 - As actividades lectivas ocupam a maior sem horário lectivo distribuído ou com
parte do tempo de funcionamento da escola. horário incompleto, salvo os contratados
Para que decorram em perfeitas condições para horário incompleto;
devem todos os elementos da comunidade b) Professores dispensados total ou
escolar actuar em sintonia. Sendo as salas de parcialmente da componente lectiva por
aula um dos espaços onde decorre o motivo de incapacidade ou doença;
processo de ensino - aprendizagem devem c) Professores escalonados para este
merecer uma série de cuidados para a sua serviço e que o desempenham nos seus
preservação. Em cada piso deverá tempos de Trabalho de
permanecer um ou mais funcionários que Estabelecimento;
zelarão pela não ocorrência de barulhos nos

Regulamento Interno – 2009/2013 11


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
O desenvolvimento das referidas 3- A Directora da Escola elabora um
actividades é sumariado no espaço do Livro calendário anual das reuniões de Conselho
de Ponto destinado à disciplina nessa hora de Turma de avaliação, sob proposta do
não leccionada, não havendo lugar à Conselho de Directores de Turma, para
numeração de aula, assim como no Livro de todos os ciclos e de acordo com normativo
Ponto de Cargos. legal.
A ausência dos alunos às actividades 4 - A divulgação das reuniões é feita através
de ocupação plena dos tempos escolares será de convocatória, solicitada na secretaria,
registada no livro de ponto. devidamente numerada, pelo presidente da
Trimestralmente, o Conselho reunião, directamente aos interessados, via
Pedagógico fará uma avaliação pedagógica e-mail e através de cópia afixada no
do funcionamento destas actividades, de expositor existente, na sala de professores,
forma a possibilitar eventuais correcções e a para o efeito.
introduzir alterações que melhorem o seu 5 - Todos os convocados, para uma reunião,
funcionamento. deverão assinar a folha de tomada de
conhecimento, que acompanha a
Art. 8º - Reuniões
convocatória.

1 - Reuniões distinguem-se da seguinte A convocatória deve incluir:


forma: a) Destinatários.
- Conselho Pedagógico (1º, 2º e 3º ciclos); b) Local, data e hora da reunião.
- Departamentos Curriculares (1º,2º 3º c) Assuntos a tratar devidamente
ciclos); especificados.
- Conselho de Directores de Turma (2º e 3º d) Assinatura de quem convoca.
ciclos); As convocatórias para as reuniões ordinárias
- Conselho de Turma Ordinários e devem ser divulgadas com pelo menos dois
Extraordinários (2º e 3º ciclos); dias úteis de antecedência.
- Conselho de Docentes Ordinários e As convocatórias de reuniões
Extraordinários; extraordinárias que, pela urgência, não
- Outras. possam respeitar o estipulado para as
2 - As reuniões decorrem após o término das reuniões ordinárias, deverão ser feitas
actividades lectivas e de enriquecimento individualmente de forma a assegurar a
curricular, preferencialmente às Quartas- tomada de conhecimento por parte de todos
feiras. os elementos.

Regulamento Interno – 2009/2013 12


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
No caso de se verificar a marcação 15h15. O Intervalo da manhã tem a duração
de várias reuniões para o mesmo dia, a sua de trinta minutos, enquanto o de tarde
calendarização deve estipular no máximo quinze minutos. O tempo definido para o
duas horas para cada reunião. Se esse almoço é de uma hora e um quarto.
período for insuficiente para o tratamento Das 15 horas e 30 minutos às 17 horas e 45
dos assuntos, marcar-se-á nova reunião. minutos decorrem, diariamente, Actividades
De cada reunião lavrar-se-á uma de Enriquecimento Curricular, de frequência
acta, a qual é da competência do professor facultativa.
designado, de acordo com o regimento de
cada órgão ou, no caso dos Conselhos de 2 – Horários dos alunos - 2º e 3º ciclos
Turma, pela Direcção da Escola.
As actividades escolares decorrem
O presidente da reunião deverá
entre as 9 horas e as 16 horas e 45 minutos;
entregar nos Serviços Administrativos, até
O período de almoço é entre as 12 horas e
ao dia seguinte à realização da reunião, o
30 minutos e as 13 horas e 30 minutos.
respectivo registo de presenças. As faltas de
De modo a possibilitar a realização
comparência, a qualquer reunião, salvo
das Actividades de Enriquecimento
norma em contrário, correspondem a dois
Curricular ou outras e, conjugando os
tempos lectivos.
horários dos alunos dos diversos ciclos com
Art. 9º – Horários o transporte escolar, assegurado pela
Autarquia de Alcoutim, a Escola reserva,
A Escola proporciona aos alunos a para o 2º e 3º Ciclos, duas tardes, mais
ocupação plena de todos os tempos lectivos. precisamente a partir das 15 horas, sem
componente lectiva.
1 – Horários dos alunos - 1ºciclo2

Na elaboração dos horários das


O 1º Ciclo tem uma carga semanal de
turmas do 2º e 3º Ciclos deve ter-se em
25 horas semanais, distribuídas
consideração os seguintes aspectos:
uniformemente pelos dias úteis e por dois
a) Cada turma não pode ter mais de 5
períodos do dia: manhã e tarde. O período
tempos lectivos consecutivos.
da manhã decorre das 9 às 12 horas; O
b) A distribuição horária deve ser feita de
período da tarde decorre das 13h15 às
modo a evitar mais de 7 tempos lectivos
2
Uma vez que a maioria dos alunos da Escola residem nas diversas
diários. Se houver necessidade absoluta de
freguesias do concelho, tendo, por isso, necessidade de utilizar os
transportes escolares camarários, os horários escolares estão atingir os 8 tempos lectivos, 3 deverão ser
condicionados a este facto.
ocupados por disciplinas de carácter prático.

Regulamento Interno – 2009/2013 13


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
c) Sempre que possível, deve evitar-se uma disciplina fiquem com esse tempo lectivo
carga horária diária que contemple mais 5 desocupado.
aulas teóricas por dia.
Art. 10º - Constituição das Turmas
d) A distribuição criteriosa dos tempos
lectivos de cada uma das disciplinas, deve
1 – Responsabilidade
evitar, tanto quanto possível, o lançamento
de tempos lectivos em dias consecutivos, de A constituição de turmas é da
disciplinas com dois ou três tempos responsabilidade da Directora, que terá em
semanais. conta os critérios provenientes do Conselho
e) As aulas de Educação Física só poderão Pedagógico, os pareceres dos Conselhos de
iniciar-se uma hora depois de findo o Turma e do Conselho de Docentes, assim
período que a escola definiu para o almoço. como os pressupostos legislativos inerentes.
f) As aulas de Língua Estrangeira I e II não
poderão funcionar em tempos consecutivos; 2 - Constituição de turmas
g) Impossibilidade da existência de tempos
desocupados (vulgarmente designados por A Direcção da Escola nomeará uma

―furos‖). ou mais equipas de professores para realizar

h) Impossibilidade de uma distribuição a tarefa de constituição de turmas, as quais,

horária semanal que permita o diariamente, apresentarão os casos especiais

funcionamento de um tempo lectivo isolado detectados.

em qualquer dos turnos da manhã ou da Às equipas serão fornecidos todos os

tarde. elementos necessários à correcta execução

i) Atribuição de um período de intervalo das tarefas, nomeadamente:

para o almoço. a) Roteiro do ano lectivo.

j) A divisão de uma turma em dois grupos, b) Regulamento Interno.

normalmente para funcionamento de aulas c) Legislação que suporta a

de laboratório, implica que seja sempre constituição das turmas.

acautelada a não existência de tempos d) Lista de constituição de turmas do

desocupados nos horários dos alunos. Entre ano lectivo anterior.

o funcionamento das duas aulas práticas não e) Lista dos alunos com

deverá ser lançada qualquer outra aula Necessidades Educativas Especiais, com

teórica comum a toda a turma. indicação das medidas já adoptadas.

l) Deverá evitar-se que os alunos de uma f) Recomendações dos Conselhos de

turma não matriculados numa dada Turma e dos Professores Titulares de


Turma.

Regulamento Interno – 2009/2013 14


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
g) Critérios do Conselho Pedagógico. pedagógicas dessa medida à DREALG e
h) Elementos constantes do boletim esta autorize.
de actualização de dados. - Os alunos provenientes de turmas com
i) Elementos fornecidos pelos escolaridade irregular no ano lectivo
Encarregados de Educação. anterior, devem ser agrupados de forma a
possibilitar o apoio pedagógico necessário.
Na constituição das turmas devem - Os alunos provenientes de países
prevalecer os seguintes objectivos: estrangeiros, devem ser agrupados de forma
a) Criar condições de promoção do a possibilitar o apoio pedagógico necessário
sucesso escolar dos alunos. especialmente na disciplina de Língua
b) Proporcionar aos alunos Portuguesa.
experiências que favoreçam a sua - O número de alunos das turmas que
maturidade cívica e sócio-afectiva, criando integrem alunos com Necessidades
neles atitudes e hábitos positivos de relação Educativas, não pode ser superior a 20.
e cooperação. Estas turmas não devem incluir mais de 2
c) Constituir turmas heterogéneas alunos com Necessidades Educativas, salvo
que assegurem uma igualdade de em casos excepcionais, devidamente
oportunidades a alunos de diferentes meios fundamentados. Os alunos com
sócio-culturais. Necessidades Educativas devem ser
d) Para além do disposto nas alineas agrupados consoante o grau e a dificuldade
anteriores, na constituição das turmas devem apresentados de forma a facilitar o
considerar os seguintes critérios de natureza respectivo apoio.
pedagógica:
Art. 11º - Provas de Aferição/Exames
- Distribuição proporcional dos alunos,
baseada na área de residência/turma.
1 - Procedimentos
- Alunos do mesmo nível etário.
- Sempre que possível, deverá ser mantida a 1.1.Todo o processo de provas de aferição e
continuidade dos alunos da mesma turma a de exames (nacionais e de equivalência à
que pertenciam no ano de escolaridade frequência) é regulamentado por legislação
anterior. publicada anualmente e segue as orientações
- As turmas não deverão ser constituídas, do Júri Nacional de Exames (JNE) e do
exclusivamente por alunos retidos, salvo, Gabinete de Avaliação Educacional
quando seja, apresentada proposta pela (GAVE).
Direcção, fundamentando as razões

Regulamento Interno – 2009/2013 15


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
1.2. O processo é organizado e i) Desfazer o anonimato das provas.
acompanhado por um secretariado de provas
de aferição/exames. 3 - Funcionamento do secretariado
1.3. O Secretariado é designado anualmente
Para que o secretariado funcione deverão
por despacho da Directora, o qual terá a
estar presentes pelo menos três elementos,
composição máxima de cinco docentes e
se o mesmo for constituído por cinco, ou
mínimo de três docentes.
dois, no caso de aquele ser formado apenas
por tês ou quatro elementos e de cada sessão
2 - Competências do secretariado
de trabalho será elaborada uma acta.
Sem prejuízo das competências previstas na Haverá uma tolerância de dez minutos para
legislação, compete ainda ao secretariado: eventuais atrasos.
a) Aferir procedimentos com todos os
professores vigilantes e coadjuvantes 4 – Vigilância
designados para serviço de provas de
Os professores vigilantes são
aferição/exames;
designados pela Direcção da Escola, de
b) Trabalhar em estreita colaboração com o
modo a assegurar a realização das provas.
Responsável pelo PAEB/ENEB;
Por cada sala serão indicados dois
c) Entregar os sacos com as provas aos
vigilantes efectivos e um vigilante suplente,
professores vigilantes em cada sala de
os quais devem apresentar-se no
exame e sua posterior recolha;
secretariado à hora estabelecida, tendo
d) Marcar falta aos professores vigilantes e
tolerância de 10 minutos. Os professores
gerir o serviço de suplentes;
vigilantes suplentes devem permanecer junto
e) Entregar aos professores coadjuvantes
do secretariado ou na sala de professores, até
(caso dos exames nacionais e de
ao final das provas, uma vez que em cada
equivalência à frequência) um exemplar de
sala estarão apenas dois professores que
cada prova realizada;
terão de ser substituídos quando tal for
f) Assegurar o sigilo por parte de todos os
solicitado ao secretariado e
intervenientes;
consequentemente autorizado por ele.
g) Zelar pelo bom funcionamento e pelo
Os vigilantes efectivos devem
máximo silêncio durante a realização das
dirigir-se às salas respectivas, 15 minutos
provas;
antes do início das provas e proceder às
h) Atribuir números convencionais, destacar
seguintes tarefas:
os cabeçalhos e proceder ao seu arquivo nos
serviços administrativos;

Regulamento Interno – 2009/2013 16


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
a) Fazer a chamada dos alunos e registar as p) Fazer acompanhar por um funcionário,
faltas a lápis; até ao secretariado, os alunos que
b) Verificar a identidade dos alunos através necessitarem de se ausentar por momentos.
do Bilhete de Identidade ou de outro
documento previsto na lei; 5 - Apresentação e identificação de alunos
c) Ordenar que os alunos se sentem por
Cada aluno deverá apresentar o
ordem de Chamada da pauta em carteiras
Bilhete de Identidade ou qualquer outro
individuais;
documento previsto na lei para identificação
d) Verificar o material utilizado pelos alunos
à entrada da sala onde vai realizar a prova,
de acordo com as regras previamente
bem como o número interno caso lhe tenha
estabelecidas;
sido atribuído um.
e) Prestar indicações para o correcto
preenchimento dos cabeçalhos das provas;
6 - Realização da prova:
f) Registar no quadro a hora do início e do
termo da prova;
a) Só é permitido o material auxiliar
g) Ler as instruções emanadas pelo GAVE;
indicado pelo GAVE;
h) Abrir os envelopes, na hora indicada para
b) Cada aluno utiliza o seu próprio material,
o início das provas;
não sendo possível qualquer troca ou
i) Distribuir os enunciados, na hora
empréstimo;
estabelecida para o início da prova;
c) É proibido usar corrector;
j) Rubricar as provas através de assinatura
d) A prova deve ser escrita a tinta azul ou
que abranja a parte fixa e o destacável da
preta;
prova, bem como as folhas de rascunho;
e) Os alunos só podem escrever os
l) Evitar um ambiente perturbador ou que
respectivos nomes nos cabeçalhos das folhas
seja permissivo durante a realização da
de prova;
prova, procurando não dialogar, de modo a
f) Os alunos não podem abandonar a sala
exercer uma vigilância responsável;
antes do final do tempo estabelecido para a
m) Comunicar ao secretariado qualquer
prova, sob pena de anulação da mesma;
irregularidade;
g) A falta de comparência a um exame só
n) Recolher e ordenar as provas de acordo
pode ser justificada mediante a apresentação
com a pauta;
de atestado médico ao direcção.
o) Autorizar a saída dos alunos após a
conferência das provas; Art. 12º - Visitas de Estudo

Regulamento Interno – 2009/2013 17


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
1 - As visitas de estudo consistem na 7 - Tratando-se de visitas de estudo com
deslocação de uma ou mais turmas a um duração superior a 3 dias lectivos,
local de interesse fora da escola, por um independentemente do período lectivo em
período de tempo variável, com que tenham lugar, ou ao estrangeiro,
competências definidas, visando compete à Directora autorizar as mesmas.
complementar conhecimentos teórico- 8 - Cada turma deverá ser acompanhada: um
práticos previstos nos conteúdos professor por cada 10 alunos.
programáticos e integrando-se no Projecto 9 - Nas visitas de estudo ao estrangeiro, o
Curricular De Turma devendo ser professor acompanhante, responsável pela
cuidadosamente planificadas. visita, deverá ter cinco ou mais anos de
2 – As visitas de estudo, só por si, não se serviço efectivo de funções docentes e a sua
constituem como estratégia didáctico- designação deverá ser aprovada pelo
pedagógica. (Circ. 31/91 – DSPRC). Conselho Pedagógico.
3 - As visitas de estudo são programadas 10 - Deve a promoção de qualquer visita ser
para toda a turma, devendo, para os alunos acompanhada de um roteiro onde se
carenciados, ser solicitado subsídio à indiquem os dados mais relevantes da visita:
Direcção Regional, com a antecedência local, duração, promotores, professores
devida. responsáveis, número de alunos,
4 - Os docentes envolvidos na visita de acompanhantes, objectivos, modo de
estudo deverão planificar actividades avaliação e despesas previstas.
alternativas para os alunos que não 11 - Para todas as visitas será necessário a
participam na mesma. assinatura do termo de responsabilidade do
5 - As visitas de estudo deverão enquadrar- encarregado de educação e a sua autorização
se no espírito do Projecto Educativo da expressa. As autorizações deverão ser
Escola e farão parte integrante do Plano entregues com 48 horas de antecedência ao
Anual de Actividades, podendo o Conselho encarregado de educação e ficarão em poder
Pedagógico, excepcionalmente, autorizar do director de turma.
visitas que aí não puderam ser previstas, 12 - As visitas de estudo não poderão, de
desde que se comprove o seu interesse e forma alguma, prejudicar o normal
relevância para o desenvolvimento do funcionamento das actividades lectivas.
Projecto Curricular de Turma. 13 - Nos 8 dias subsequentes à realização da
6 - O plano da visita será sempre entregue visita, deverá o responsável apresentar
pelo director de turma á Directora, com uma relatório circunstanciado sobre a mesma.
antecedência mínima de 5 dias úteis, para 14 - No prazo de 30 dias, após a conclusão
ser aprovado em Conselho Pedagógico. da visita de estudo ao estrangeiro, a Escola

Regulamento Interno – 2009/2013 18


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
enviará à Direcção Regional o relatório não ofereça condições que possam pôr em
referido no número anterior, depois de este perigo a integridade física dos alunos. Esta
ser aprovado pelo Conselho Pedagógico. autorização deve ser solicitada com 48 horas
15 - Sendo as visitas de estudo consideradas de antecedência, no caso de interferir com o
como actividades lectivas, pois fazem parte funcionamento habitual de alguns espaços.
dos conteúdos programáticos e, como tal, 3 - As aulas a ministrar em locais afastados
previstas e planificadas numa perspectiva da escola implicam, além da autorização da
disciplinar ou interdisciplinar, para a Directora, a autorização dos encarregados de
contagem das aulas dadas, devem ser educação, como também a existência de um
tomadas as seguintes atitudes: seguro quando a deslocação exija transporte.
a) O professor deve numerar, sumariar e 4 - As aulas no exterior são da
rubricar o livro de ponto da (s) turma (s) que responsabilidade do professor que as
leva à visita de estudo. solicite, devendo o mesmo avisar a auxiliar
b) O professor deve rubricar o livro de ponto de acção educativa do piso do facto.
da (s) turma (s) que não participaram na
Art. 14º - Livros de ponto
visita de estudo, mas que iriam ter aulas no
tempo em que a visita se realizou,
indicando, no espaço destinado ao sumário, Os Livros de Ponto encontram-se,

o motivo pelo qual não deu aula. em armário próprio, na Sala de Professores e

c) Os professores que não participam na destinam-se ao registo diário dos sumários

visita de estudo, mas que deveriam leccionar das diferentes disciplinas/áreas curriculares,

à (s) turma (as) envolvida (s) na mesma bem como, ao registo diário das faltas dos

devem rubricar igualmente o livro de ponto, alunos e professores nos diferentes ciclos,

indicando o motivo pelo qual a aula não existindo um por turma.

decorreu. Existem, ainda, Livros Individuais


para as seguintes actividades:
Art. 13º - Aulas no exterior - Coordenação de Departamentos
Curriculares;
1 - As aulas no exterior só serão - GAAF / Tutorias;
concretizadas se o número de participantes - Auto-Avaliação de Escola;
for no mínimo de 80% do grupo alvo. - Equipa do Plano Tecnológico da
2 - As aulas a ministrar no exterior do Educação;
recinto escolar carecem apenas de - Plano Nacional de Leitura;
autorização da Directora, desde que se - Equipa da Biblioteca Escolar;
limitem à área circundante da escola e a qual - Direcção de Turma;

Regulamento Interno – 2009/2013 19


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
- Coordenação da Saúde e Segurança - Não se pode usar corrector, nem rasurar ou
Escolar; emendar, nem escrever com outras cores
- Actividades de Enriquecimento para além do azul ou negro; Qualquer erro
Curricular – 1º ciclo; deve ser posto à consideração da Direcção,
- Inventários – CIBE / Direcção de que decidirá o modo mais adequado de
Instalações; proceder à sua correcção; Nos blocos de
- Desporto Escolar / Escola Activa / noventa minutos, os rectângulos
Actividade Interna; correspondentes ao sumário devem ser
- Apoios a alunos com Necessidades preenchidos na íntegra, não podendo ser
Educativas. utilizados traçados ou a expressão ―Idem‖.

Art. 15º – Mecanismos de Comunicação


Deverão ser observadas algumas
regras na utilização dos livros de ponto,
1 - Mecanismos de comunicação interna
como por exemplo:
- Em situação alguma poderão sair da As informações relativas a:
escola; a) Departamento Curricular - serão
- Os alunos não poderão ter acesso aos entregues ao Coordenador de Departamento
mesmos; que fará a divulgação no departamento
- O transporte do livro de ponto para sala de curricular, preferencialmente através de e-
aula é da responsabilidade do professor. mail. As informações do Conselho
- A abertura dos livros de ponto é efectuada Pedagógico serão transmitidas,
pelos auxiliares de acção educativa, sob a imediatamente a seguir ao mesmo, pelos
responsabilidade do encarregado de pessoal Coordenadores de Departamento aos
e a orientação da Direcção; membros dos respectivos Departamentos
- É obrigatório, todos os professores Curriculares.
registarem, no respectivo livro de ponto, o b) Direcção de Turma - serão entregues ao
sumário respeitante à aula, de uma forma Coordenador dos Directores de turma, que
clara e de acordo com os objectivos e fará a divulgação junto dos directores de
conteúdos programáticos, e zelar pela sua turma, que por sua vez se encarregarão de
boa conservação. Sempre que um professor transmitir aos professores do seu Conselho
não dê aula, por se encontrar em actividade de Turma, alunos e/ou encarregados de
pedagógica ou pelos alunos estarem educação;
ocupados com outra actividade devidamente c) Professores - serão afixadas no placar no
autorizada, deverá sumariar a referida a átrio da secretaria, na sala de professores e
actividade numerar a aula;

Regulamento Interno – 2009/2013 20


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
enviadas por e-mail a todos os Educativa diligenciarão para que seja
Coordenadores de Departamento, que as garantida a circulação da informação
divulgarão junto dos professores; respeitante à sua actividade, nomeadamente
d) Auxiliares da Acção Educativa e através da afixação de uma síntese das
Assistentes Operacionais - serão afixados deliberações tomadas em cada reunião.
no placar do átrio da secretaria e na sala dos
auxiliares da acção educativa; A afixação de cartazes no espaço
e) Alunos - serão afixadas no placar do átrio pertencente à escola deverá ser efectuada,
e/ou sala de convívio dos alunos ou lidas nas exclusivamente, nos locais destinados a tal
salas de aula. efeito, com autorização do Direcção.
As informações afixadas serão Apenas será permitida a distribuição
retiradas 15 dias após a sua afixação. de comunicados ou outro qualquer tipo de
A comunicação poderá ser sujeita a informação, desde que nela figure a
Ordem de Serviço sempre que o assunto o identificação do autor ou organismo
exija. responsável e depois de autorizada pelo
Direcção.
2 - Mecanismos de comunicação externa Todo o material afixado, deverá sê-lo
de modo a que a sua remoção seja fácil, sem
O director de turma/professor titular
que daí resulte qualquer dano para as
deverá informar o Encarregado de Educação
instalações ou equipamentos. A remoção do
através da caderneta do aluno. Contudo, se o
material é da responsabilidade de quem o
assunto requerer comprovativo da
afixa e deverá ser efectuada logo que o
comunicação deverá ser enviada carta
mesmo deixe de estar actualizado. Ninguém
registada com aviso de recepção.
poderá afixar o que quer que seja sobre
Em caso de assunto urgente, o
outro material já afixado e contendo ainda
director de turma/professor titular deve
informação válida, sob pena de impedimento
comunicar via telefone, ficando com uma
da realização da actividade assim
cópia do comprovativo da chamada.
indevidamente publicitada.
Para aplicação da sanção supra
3- Divulgação das deliberações dos órgãos
referida, é necessária a produção de prova
de Administração e Gestão e de Orientação
suficiente perante o Direcção.
Educativa

Os Órgãos de Administração e
Gestão e as Estruturas de Orientação

Regulamento Interno – 2009/2013 21


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
CAPÍTULO III representação do pessoal docente, do pessoal

ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO E não docente, dos pais e encarregados de


ADMINISTRATIVA educação, do município e da comunidade
local.
Art. 16º - Órgãos de Administração e 2 - Sem prejuízo do disposto no número
Gestão anterior, a articulação com o município faz-
se ainda através da Câmara Municipal no
A administração e gestão da escola é respeito pelas competências do Conselho
assegurada por órgãos próprios, aos quais Municipal de Educação, como estabelecido
cabe cumprir e fazer cumprir os princípios e pelo Decreto-Lei n.º 7/2003, de 15 de
objectivos referidos nos 3º e 4º artigos, do Janeiro.
Decreto-Lei nº75/2008, de 22 de Abril.
São órgãos de direcção, Art. 17º - Composição

administração e gestão da Escola:


a) O Conselho Geral; O Conselho Geral da Escola Básica
b) O Director; Integrada de Martinlongo tem a seguinte
c) O Conselho Pedagógico; composição3:
d) O Conselho Administrativo. - Sete representantes do pessoal
docente;
- Dois representantes do pessoal não
SECÇÃO I – Órgãos
docente;

SUBSECÇÃO I - Conselho Geral - Cinco representantes dos


pais/encarregados de educação;
Art.16º – Definição - Três representantes da autarquia;
- Quatro representantes da
1 - O Conselho Geral da Escola Básica
comunidade local.
Integrada de Martinlongo é o órgão de
direcção estratégica responsável pela
definição das linhas orientadoras da 3
O número de elementos que compõem o Conselho Geral, embora
actividade da Escola, assegurando a estabelecido pela Escola e definido no seu Regulamento Interno,

participação e a representação da deve coincidir com um número ímpar não superior a 21, estando,
contudo, salvaguardada a participação de representantes do pessoal
comunidade educativa, nos termos e para os docente e não docente (não superior a 50% da totalidade dos seus

efeitos do nº 4, do artigo 48º, da Lei de membros), dos pais e encarregados de educação, dos alunos
(Ensino Secundário ou Ensino Básico Recorrente, ou caso não seja
Bases do Sistema Educativo (art.11, possível, outra forma de representação, mas sem direito a voto) do

Decreto-Lei nº75/2008), tendo, por isso, município e da comunidade local (instituições, organizações e
actividades de carácter económico, social, cultural e científico).

Regulamento Interno – 2009/2013 22


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
A Directora tem assento nas reuniões maioria de dois terços dos membros
do Conselho Geral mas não tem direito a em efectividade de funções;
voto. g) Aprovar o Projecto Educativo e
acompanhar e avaliar a sua
Art. 18º – Competências
execução;
h) Aprovar o Regulamento Interno
1. O Conselho Geral assume todas as da Escola;
competências previstas no artigo 13.º do i) Aprovar o Plano Anual de
Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de Abril, Actividades;
cabendo-lhe ainda: j) Apreciar os relatórios periódicos e
a) Eleger o respectivo presidente, de aprovar o relatório final de execução
entre os seus membros (O Presidente do Plano Anual de Actividades;
é eleito por maioria absoluta dos l) Aprovar as propostas de contratos
votos dos membros do Conselho de autonomia;
Geral em efectividade de funções); m) Definir as linhas orientadoras
b) Abrir o processo concursal para a para a elaboração do orçamento;
eleição do director; n) Definir as linhas orientadoras do
c) Incumbir a sua comissão planeamento e execução, pela
permanente ou uma comissão Directora, das actividades no
especialmente designada para o domínio da acção social escolar;
efeito de elaborar um relatório de o) Aprovar o relatório de contas de
avaliação para apreciar as gerência;
candidaturas a Director; p) Apreciar os resultados do processo
d) Eleger o Director; de auto-avaliação;
e) Dar posse ao Director; q) Pronunciar-se sobre os critérios de
f) Fazer cessar o mandato do organização dos horários;
Director em caso de manifesta r) Acompanhar a acção dos demais
desadequação da respectiva gestão, órgãos de administração e gestão;
fundada em factores comprovados e s) Promover o relacionamento com a
informações, devidamente comunidade educativa;
fundamentadas, apresentados por t) Definir os critérios para a
qualquer membro do Conselho participação da Escola em
Geral. Esta decisão ocorre no final actividades pedagógicas, científicas,
do ano escolar, por deliberação do culturais e desportivas.
Conselho Geral, aprovada por

Regulamento Interno – 2009/2013 23


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
u) Exercer as demais competências - Pessoa de inegável qualidade ética
atribuídas na Lei. e moral, capaz de uma mais-valia
para o Conselho Geral e que
Art. 19.º - Designação de representantes
represente uma larga franja da
população local;
1. Os representantes do pessoal docente e
- Após proposta do nome, por
não docente no Conselho Geral são eleitos
qualquer membro do Conselho
por sufrágio directo, secreto e presencial,
Geral, o mesmo terá que ser votado e
pelos distintos corpos eleitorais,
será aceite se a votação for favorável
constituídos, respectivamente, pelo pessoal
por maioria simples. Em caso de
docente e não docente em exercício efectivo
proposta de vários nomes os mesmos
de funções na escola.
têm que ter maioria simples e terá
2 - Os representantes dos Pais e
cooptado o que obtenha maior
Encarregados de Educação são eleitos em
número de votos favoráveis.
assembleia-geral de Pais e Encarregados de
5- Os representantes da comunidade local,
Educação da escola, sob proposta da
quando se trate de representantes de
respectiva Associação de Pais. Na falta de
instituições ou organizações, são indicados
organizações representativas de pais e
pelas mesmas entidades.
Encarregados de Educação, a Directora da
6. O Conselho Geral só pode proceder à
Escola deverá convocar todos os
eleição do presidente e deliberar estando
Encarregados de Educação para, em
constituído na sua totalidade.
Assembleia-geral, proceder à eleição dos
7. O presidente do Conselho Geral é eleito
seus representantes.
nos termos previstos na alínea a) do n.º 1 e
3 - Os representantes do município são
no n.º 2, do artigo 13.º, Decreto – Lei
designados pela Câmara Municipal,
nº75/2008, de 22 de Abril.
podendo esta delegar tal competência nas
8. Até à eleição do presidente, as reuniões
Juntas de Freguesia.
do Conselho Geral são presididas pelo
4 - Os representantes da comunidade local,
presidente do Conselho Geral cessante, sem
quando se trate de individualidades ou
direito a voto.
representantes de actividades de carácter
económico, social, cultural e científico, são Art. 20º - Eleições
cooptados pelos demais membros
observando, se possível, os seguintes
1- Os representantes referidos no n.º 1, do
termos:
artigo anterior, candidatam-se à eleição,
apresentando-se em listas separadas.

Regulamento Interno – 2009/2013 24


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
2 - As listas devem conter a indicação dos do mandato, com respeito pelo disposto no
candidatos a membros efectivos, em número n.º 4 do artigo anterior.
igual ao dos respectivos representantes no
Art. 22º - Funcionamento
Conselho Geral, bem como dos candidatos a
membros suplentes.
1 - O Conselho Geral reúne ordinariamente
3 - As listas do pessoal docente devem
uma vez por trimestre e extraordinariamente
assegurar, em termos a definir no
sempre que seja convocada pelo respectivo
regulamento interno, a representação
presidente, por sua iniciativa, a
adequada dos diferentes níveis e ciclos de
requerimento de um terço dos seus membros
ensino assim como da categoria dos
em efectividade de funções ou por
professores titulares.
solicitação do Director.
4 — A conversão dos votos em mandatos
2 - As convocatórias serão da competência
faz-se de acordo com o método de
do presidente, devendo nelas conter a
representação proporcional da média mais
respectiva ordem do dia.
alta de Hondt.
3 - O Director dará cumprimento a todas as

Art. 21º - Mandato deliberações do Conselho Geral, que não


tenham sido impugnadas, tendo em conta os
recursos existentes.
1 -O mandato dos membros do Conselho
4 - Todas as deliberações do Conselho Geral
Geral tem a duração de quatro anos, sem
ou de comissões constituídas no seu seio,
prejuízo do disposto nos números seguintes.
nos termos da lei, serão publicitadas através
2 - O mandato dos representantes dos pais e
da sua afixação em expositor próprio no
Encarregados de Educação tem a duração
átrio de entrada da escola.
mínima de dois anos escolares e dos alunos
5 - As reuniões do Conselho Geral devem
tem a duração de um ano escolar.
ser marcadas em horário que permita a
3. Os membros do Conselho Geral são
participação de todos os seus membros.
substituídos no exercício do cargo se
entretanto perderem a qualidade que
determinou a respectiva eleição ou SUBSECÇÃO II - Director
designação.
4. As vagas resultantes da cessação do Art. 24º - Definição

mandato dos membros eleitos são


1 - O Director é o órgão de administração e
preenchidas pelo primeiro candidato não
gestão da Escolas nas áreas pedagógica,
eleito, segundo a respectiva ordem de
precedência, na lista a que pertencia o titular

Regulamento Interno – 2009/2013 25


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
cultural, administrativa, financeira e número anterior, dos pareceres do Conselho
patrimonial. Pedagógico.
2 - O Director é coadjuvado no exercício das 4 - Sem prejuízo das competências que lhe
suas funções por um subdirector e por um sejam cometidas por lei ou Regulamento
adjunto4. Interno, no plano da gestão pedagógica,
cultural, administrativa, financeira e
Art. 25º - Competências do Director
patrimonial, compete ao director, em
especial:
1 - Compete ao Director submeter à a) Definir o regime de
aprovação do Conselho Geral o Projecto funcionamento da Escola;
Educativo elaborado pelo Conselho b) Elaborar o projecto de orçamento,
Pedagógico. em conformidade com as linhas orientadoras
2 - Ouvido o Conselho Pedagógico, compete definidas pelo Conselho Geral;
também ao Director: c) Superintender na constituição de
2.1 - Elaborar e submeter à aprovação do turmas e na elaboração de horários;
Conselho Geral: d) Distribuir o serviço docente e não
a) As alterações ao Regulamento docente;
Interno; e) Designar os Coordenadores dos
b) O Plano Anual de Actividades; Departamentos curriculares e os directores
c) O relatório anual de actividades; de turma;
d) As propostas de celebração de f) Planear e assegurar a execução das
contratos de autonomia; actividades no domínio da acção social
2.2 - Aprovar o Plano de Formação e de Geral;
actualização do pessoal docente e não g) Gerir as instalações, espaços e
docente, ouvido também, no último caso, o equipamentos, bem como os outros recursos
município. educativos;
3 - No acto de apresentação ao Conselho h) Estabelecer protocolos e celebrar
Geral, o Director faz acompanhar os acordos de cooperação ou de associação
documentos referidos no ponto 2.1, do com outras escolas e instituições de
formação, autarquias e colectividades, em
4
O número de Adjuntos do Director é fixado em função da conformidade com os critérios definidos
dimensão dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas e
da complexidade e diversidade da sua oferta educativa, pelo Conselho Geral nos termos da alínea do
nomeadamente dos níveis e ciclos de ensino e das tipologias de n.º 1 do artigo 13.º, do Decreto-Lei
cursos que lecciona. Os critérios de fixação do número de
Adjuntos do Director são estabelecidos por despacho do membro nº75/2008, de 22 de Abril.
do Governo responsável pela área da educação.

Regulamento Interno – 2009/2013 26


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
i) Proceder à selecção e recrutamento 3 - Podem ser opositores ao procedimento
do pessoal docente, nos termos dos regimes concursal os candidatos que reúnam os
legais aplicáveis; requisitos constantes nos pontos 3 e 4 do
j) Dirigir superiormente os serviços art.21º do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de
administrativos, técnicos e técnico- Abril, e no art.2º da Portaria 604/2008, de 9
pedagógicos. de Julho.
5 – Compete ainda ao Director: 4- Podem ser opositores ao procedimento
a) Representar a Escola; concursal os docentes dos quadros de
c) Exercer o poder disciplinar em nomeação definitiva do ensino público ou
relação aos alunos; professores profissionalizados com contrato
d) Intervir nos termos da lei no por tempo indeterminado do ensino
processo de avaliação de desempenho do particular e cooperativo, em ambos os casos
pessoal docente; com, pelo menos, cinco anos de serviço e
e) Proceder à avaliação de qualificação para o exercício de funções de
desempenho do pessoal não docente. administração e gestão escolar, nos termos
6 - O Director exerce, também, as do número seguinte.
competências que lhe forem delegadas pela 5 - Consideram -se qualificados para o
Administração Educativa e pela Câmara exercício de funções de Administração e
Municipal. Gestão escolar os docentes que preencham
7 - O director pode delegar e subdelegar no uma das seguintes condições:
Subdirector e no Adjunto as competências a) Sejam detentores de habilitação
referidas nos números anteriores. específica para o efeito, nos termos das
8 - Nas suas faltas e impedimentos, o alíneas b) e c) do n.º 1 do artigo 56.º do
Director é substituído pelo Subdirector. Estatuto da Carreira Docente dos
Educadores de Infância e dos Professores
Art. 26º - Recrutamento
dos Ensinos Básico e Secundário;
b) Possuam experiência
1 - O Director é eleito pelo Conselho Geral correspondente a, pelo menos, um mandato
nos termos dos arts.21º a 23º, do Decreto- completo no exercício dos cargos de
Lei n.º 75/2008, e da Portaria n.º 604/2008. Director ou Adjunto do Director, Presidente
2 - Para recrutamento do Director, ou Vice-Presidente do Conselho Executivo;
desenvolve -se um procedimento concursal, Director Executivo ou Adjunto do Director
prévio à eleição, nos termos do artigo Executivo; ou membro do Conselho
seguinte. Directivo, nos termos dos regimes previstos
respectivamente no presente decreto -lei ou

Regulamento Interno – 2009/2013 27


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
no Decreto -Lei n.º 115 -A/98, de 4 de Maio, de imprensa de expansão nacional através de
alterado, por apreciação parlamentar, pela anúncio que contenha referência ao Diário
Lei n.º 24/99, de 22 de Abril, no Decreto - da República em que o referido aviso se
Lei n.º 172/91, de 10 de Maio, e no Decreto encontra publicado.
-Lei n.º 769 -A/76, de 23 de Outubro; 3 - No acto de apresentação da sua
c) Possuam experiência de, pelo candidatura os candidatos fazem entrega do
menos, três anos como Director ou Director seu curriculum vitae, e de um projecto de
Pedagógico de estabelecimento do ensino intervenção na escola.
particular e cooperativo. 4 - Com o objectivo de proceder à
6 - O Subdirector e os Adjuntos são apreciação das candidaturas, o Conselho
nomeados pelo Director de entre docentes Geral incumbe a sua comissão permanente
dos quadros de nomeação definitiva que ou uma comissão especialmente designada
contem pelo menos cinco anos de serviço e para o efeito de elaborar um relatório de
se encontrem em exercício de funções no avaliação.
agrupamento de escolas ou escola não 5 - Para efeitos da avaliação das
agrupada. candidaturas, a comissão referida no número
anterior considera obrigatoriamente:
Art. 27º - Procedimento concursal
a) A análise do curriculum vitae de
cada candidato, designadamente para efeitos
1 - O procedimento concursal referido no de apreciação da sua relevância para o
artigo anterior observa regras próprias a exercício das funções de Director e do seu
aprovar por portaria do membro do Governo mérito;
responsável pela área da educação, no b) A análise do projecto de
respeito pelas disposições constantes dos intervenção na escola;
números seguintes. c) O resultado de entrevista
2 - O procedimento concursal é aberto na individual realizada com o candidato.
Escola, por aviso publicitado do seguinte
modo: Art. 28º - Eleição
a) Em local apropriado das
1 - O Conselho Geral procede à discussão e
instalações da Escola;
apreciação do relatório referido no artigo
b) Na página electrónica da Escola e
anterior, podendo na sequência dessa
na da Direcção Regional de Educação do
apreciação decidir proceder à audição dos
Algarve;
candidatos.
c) Por aviso publicado na 2.ª série do
Diário da República e divulgado em órgão

Regulamento Interno – 2009/2013 28


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
2 - Após a discussão e apreciação do homologação dos resultados eleitorais pelo
relatório e a eventual audição dos Director Regional de Educação.
candidatos, o Conselho Geral procede à 2 - O Director designa o Subdirector e os
eleição do Director, considerando-se eleito o seus Adjuntos no prazo máximo de 30 dias
candidato que obtenha maioria absoluta dos após a sua tomada de posse.
votos dos membros do Conselho Geral em 3 - O Subdirector e os Adjuntos do Director
efectividade de funções. tomam posse nos 30 dias subsequentes à sua
3 - No caso de nenhum candidato sair designação pelo director.
vencedor, nos termos do número anterior, o
Art. 30º - Mandato
conselho geral reúne novamente, no prazo
máximo de cinco dias úteis, para proceder a
novo escrutínio, ao qual são apenas 1 - O mandato do Director tem a duração de

admitidos os dois candidatos mais votados quatro anos.

na primeira eleição e sendo considerado 2 - Até 60 dias antes do termo do mandato

eleito aquele que obtiver maior número de do director, o Conselho Geral delibera sobre

votos, desde que respeitado o quórum legal e a recondução do Director ou a abertura do

regulamentarmente exigido para que o procedimento concursal tendo em vista a

Conselho Geral possa deliberar. realização de nova eleição.

4 - O resultado da eleição do Director é 3 - A decisão de recondução do Director é

homologado pelo Director Regional de tomada por maioria absoluta dos membros

Educação respectivo nos 10 dias úteis do Conselho Geral em efectividade de

posteriores à sua comunicação pelo funções, não sendo permitida a sua

presidente do Conselho Geral, recondução para um terceiro mandato

considerando-se após esse prazo tacitamente consecutivo.

homologado. 4 - Não é permitida a eleição para um quinto

5 - A recusa de homologação apenas pode mandato consecutivo ou durante o

fundamentar-se na violação da lei ou dos quadriénio imediatamente subsequente ao

regulamentos, designadamente do termo do quarto mandato consecutivo.

procedimento eleitoral. 5 - Não sendo ou não podendo ser aprovada


a recondução do Director de acordo com o
Art. 29º - Posse disposto nos números anteriores, abre-se o
procedimento concursal tendo em vista a
1 - O Director toma posse perante o
eleição do Director, nos termos do artigo
Conselho Geral nos 30 dias subsequentes à
22.º, do Decreto-Lei 75/2008, de 22 de
Abril.

Regulamento Interno – 2009/2013 29


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
6 - O mandato do Director pode cessar: 3 - O regime de dedicação exclusiva implica
a) O requerimento do interessado, a incompatibilidade do cargo dirigente com
dirigido ao Director Regional de Educação, quaisquer outras funções, públicas ou
com a antecedência mínima de 45 dias, privadas, remuneradas ou não.
fundamentado em motivos devidamente 4 - Exceptuam-se do disposto no número
justificados; anterior:
b) No final do ano escolar, por a) A participação em órgãos ou
deliberação do Conselho Geral aprovada por entidades de representação da Escola ou do
maioria de dois terços dos membros em pessoal docente;
efectividade de funções, em caso de b) Comissões ou grupos de trabalho,
manifesta desadequação da respectiva quando criados por resolução ou deliberação
gestão, fundada em factos comprovados e do Conselho de Ministros ou por despacho
informações, devidamente fundamentadas, do membro do Governo responsável pela
apresentados por qualquer membro do área da educação;
Conselho Geral; c) A actividade de criação artística e
c) Na sequência de processo literária, bem como quaisquer outras de que
disciplinar que tenha concluído pela resulte a percepção de remunerações
aplicação de sanção disciplinar de cessação provenientes de direitos de autor;
da comissão de serviço, nos termos da lei. d) A realização de conferências,
7 - A cessação do mandato do Director palestras, acções de formação de curta
determina a abertura de um novo duração e outras actividades de idêntica
procedimento concursal. natureza;
8 - Os mandatos do Subdirector e dos e) O voluntariado, bem como a
Adjuntos têm a duração de quatro anos e actividade desenvolvida no quadro de
cessam com o mandato do Director. associações ou organizações não
9 — O Subdirector e os Adjuntos podem ser governamentais.
exonerados a todo o tempo por decisão 5 - O Director está isento de horário de
fundamentada do Director. trabalho, não lhe sendo, por isso, devida
qualquer remuneração por trabalho prestado
Art. 31º - Regime de exercício de funções
fora do período normal de trabalho.
6 - Sem prejuízo do disposto no número
1 - O Director exerce as funções em regime anterior, o Director está obrigado ao
de comissão de serviço. cumprimento do período normal de trabalho,
2 - O exercício das funções de Director faz- assim como do dever geral de assiduidade.
se em regime de dedicação exclusiva.

Regulamento Interno – 2009/2013 30


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
7 - O Director está dispensado da prestação termos do artigo 54.º, do Decreto-Lei
de serviço lectivo, sem prejuízo de, por sua nº75/2008, de 22 de Abril.
iniciativa, o poder prestar na disciplina ou
área curricular para a qual possua Art. 33º - Deveres do Director
qualificação profissional.

Art. 32º - Direitos do Director 1 - Para além dos deveres gerais dos
funcionários e agentes da Administração
1 – Direitos Gerais Pública aplicáveis ao pessoal docente, o
Director e os adjuntos estão sujeitos aos
a) O Director goza, independentemente do
seguintes deveres específicos:
seu vínculo de origem, dos direitos gerais
a) Cumprir e fazer cumprir as orientações da
reconhecidos aos docentes do agrupamento
administração educativa;
de escolas ou escola não agrupada em que
b) Manter permanentemente informada a
exerça funções.
administração educativa, através da via
b) O Director conserva o direito ao lugar de
hierárquica competente, sobre todas as
origem e ao regime de segurança social por
questões relevantes referentes aos serviços;
que está abrangido, não podendo ser
c) Assegurar a conformidade dos actos
prejudicado na sua carreira profissional por
praticados pelo pessoal com o estatuído na
causa do exercício das suas funções,
lei e com os legítimos interesses da
relevando para todos os efeitos no lugar de
comunidade educativa.
origem o tempo de serviço prestado naquele
cargo. Art. 33º - Assessorias da Direcção

2 - Direitos Específicos 1 - Para apoio à actividade do Director e


mediante proposta deste, o Conselho Geral
a) O Director, o Subdirector e os Adjuntos pode autorizar a constituição de assessorias
gozam do direito à formação específica para técnico-pedagógicas, para as quais são
as suas funções em termos a regulamentar designados docentes em exercício de
por despacho do membro do Governo funções na Escola.
responsável pela área da educação. 2 - Os critérios para a constituição e
b) O Director, o Subdirector e os Adjuntos dotação das assessorias referidas no
mantêm o direito à remuneração base número despacho do membro do Governo
correspondente à categoria de origem, sendo responsável pela área da Educação, em
-lhes abonado um suplemento remuneratório
pelo exercício de função, a estabelecer nos

Regulamento Interno – 2009/2013 31


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
função da população escolar e do tipo e f) Coordenador(a) do Departamento
regime de funcionamento da Escola. Curricular das Expressões;
g) Coordenador(a) dos Directores de Turma;
h) Representante do Gabinete de Apoio ao
SUBSECÇÃO III – Conselho Pedagógico
Aluno e à Família;

Art. 34º - Definição i) Professor(a) Bibliotecário(a);


j) Representante dos Pais e Encarregados de
O Conselho Pedagógico é o órgão de Educação;
coordenação e orientação educativa da l) Representante do Pessoal Não Docente;
Escola, nomeadamente no domínio m) Representante da Educação Pré-Escolar
pedagógico - didáctico, da orientação e Itinerante (como convidada, sem direito a
acompanhamento dos alunos e da formação voto)
inicial e contínua do pessoal docente e não 2 - Caso venham a existir outras ofertas
docente. educativas na Escola, além do ensino
obrigatório até ao 9º ano de escolaridade,
Art. 35º - Composição
deverão ter representatividade neste órgão.

1 - O Conselho Pedagógico da Escola 3 - Sempre que as matérias das reuniões o

Básica Integrada de Martinlongo tem em justifique, por solicitação dos seus membros,

consideração o disposto no Regulamento poderão participar no Conselho Pedagógico,

Interno da Escola, sendo composto pelos sem direito a voto, outras pessoas ou

elementos a seguir mencionados, de acordo instituições.

com o art. nº 32º, do Decreto-Lei nº 4 - Os representantes do pessoal docente,

75/2008, de 22 de Abril: não docente, dos pais e encarregados de

a) Directora; educação com assento no Conselho Geral,

b) Coordenador(a) do Departamento não podem ser membros do Conselho

Curricular do 1º Ciclo; Pedagógico.

c) Coordenador(a) do Departamento 5 - Nas reuniões em que sejam tratados

Curricular de Línguas; assuntos que envolvam sigilo,

d) Coordenador(a) do Departamento designadamente sobre matéria de provas

Curricular das Ciências Humanas e Sociais; de exame ou de avaliação global, apenas

e) Coordenador(a) do Departamento participam os membros docentes.

Curricular de Matemática e Ciências


Art. 36º - Competências
Exactas;

Regulamento Interno – 2009/2013 32


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
1 - Sem prejuízo das competências que lhe iii) Pronunciar-se sobre o “peso
sejam cometidas por lei, ao Conselho avaliativo” a atribuir na utilização da
Pedagógico compete: Língua Materna nas diferentes
a) Elaborar a proposta de Projecto disciplinas;
Educativo a submeter pelo Director ao iv) Aprovar os “pesos avaliativos”
Conselho Geral; definidos em cada disciplina,
b) Apresentar propostas para a nomeadamente na Área Projecto (só?)
elaboração do Regulamento Interno e do v) Aprovar os critérios de
Plano Anual de Actividades e emitir parecer retenção/progressão dos alunos.
sobre os respectivos projectos; vi) Proceder à avaliação contínua,
c) Emitir parecer sobre as propostas participada e formativa e à avaliação
de celebração de contratos de autonomia; global dos planos de recuperação, de
d) Apresentar propostas e emitir acompanhamento e de desenvolvimento;
parecer sobre a elaboração do Plano de d) Aprovar o modelo do programa
Formação e de actualização do pessoal educativo individual dos alunos com
docente e não docente. NEE;
e) Definir critérios gerais nos e) Aprovar os relatórios de final de
domínios da informação e da orientação ano dos alunos com NEE;
escolar e vocacional, do acompanhamento f) Propor aos órgãos competentes a
pedagógico e da avaliação dos alunos, criação de áreas disciplinares ou disciplinas
nomeadamente: de conteúdo regional e local, bem como as
i) Promover a unificação dos respectivas estruturas programáticas;
critérios gerais de avaliação da Escola; g) Definir princípios gerais nos
ii) Ratificar, nos termos da domínios da articulação e diversificação
legislação em vigor, as decisões do curricular, dos apoios e complementos
professor titular de turma, no 1.º ciclo, em educativos e das modalidades especiais de
articulação com o Conselho de Docentes, educação escolar;
ou do Conselho de Turma, nos 2.º e h) Adoptar os manuais escolares,
3.ºciclos, relativas à reapreciação dos ouvidos os Departamentos Curriculares;
resultados da avaliação de alunos no final i) Propor o desenvolvimento de
do 3.º período de um ano lectivo; experiências de inovação pedagógica e de
ii) Analisar e ratificar, quando for formação, no âmbito da escola e em
caso disso, as propostas de retenção articulação com instituições ou
repetida no mesmo ciclo; estabelecimentos do ensino superior

Regulamento Interno – 2009/2013 33


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
vocacionados para a formação e dos professores cooperantes na formação
investigação; inicial.
j) Promover e apoiar iniciativas de p) Proceder ao acompanhamento e
índole formativa e cultural; avaliação da execução das suas deliberações
k) Definir os critérios gerais a que e recomendações.
deve obedecer a elaboração de 2 - O Conselho Pedagógico pode criar as
horários/turmas; comissões que achar necessárias para
l) Definir os requisitos para a apoiar a sua actividade, no início ou no
contratação de pessoal docente, de acordo decorrer de cada ano lectivo, podendo
com o disposto na legislação aplicável; reformulá-las, se tal conferir maior
m) Intervir, nos termos da lei, no eficácia a este órgão.
processo de avaliação do desempenho dos
Art. 37º - Designação dos representantes
docentes, nomeadamente na elaboração e
aprovação dos instrumentos de registo
normalizados, tendo em conta as 1 - O Director designa os membros que irão

recomendações formuladas pelo Conselho ocupar os cargos previstos nas alíneas b) a

Científico para a avaliação de desempenho e), do artigo 34º, do presente Regulamento

de professores, e no demais estabelecido no Interno.

Decreto regulamentar nº 2/2008, de 10 de 2 - O Representante dos Pais e Encarregados

Janeiro. de Educação é designado pela Associação de

n) Elaborar e aprovar o seu Pais.

regimento interno, definindo as respectivas 3 - O Representante do Pessoal Não Docente

regras de organização e funcionamento, nos é eleito por voto secreto, directo e


presencial, em Assembleia do pessoal não
30 dias subsequentes ao início do
mandato; O regimento de funcionamento docente em exercício efectivo de funções na
escola, para esse efeito convocada.
pode ser revisto anualmente, nos 30 dias
subsequentes ao início do ano lectivo.
Art. 38º - Funcionamento
o) Propor, ouvidos os Coordenadores
de Departamento, a designação dos
1 - O Conselho Pedagógico reúne
professores responsáveis pelo
ordinariamente uma vez por mês,
acompanhamento da profissionalização em
preferencialmente a última Quarta-feira do
serviço, dos orientadores de prática
mês, e extraordinariamente sempre que seja
pedagógica das licenciaturas em ensino e do
convocado pelo respectivo Presidente, a
ramo de formação educacional, bem como
requerimento de um terço dos seus membros

Regulamento Interno – 2009/2013 34


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
em efectividade de funções ou sempre que minutos, podendo prolongar-se por mais
um pedido de parecer do Conselho Geral ou trinta minutos, quando tal for deliberado.
da Directora o justifique. 5 - O Conselho Pedagógico funcionará à
2 - A representação dos Pais e Encarregados hora designada, desde que esteja presente
de Educação no Conselho Pedagógico faz-se a maioria do número legal dos seus
no âmbito uma Comissão Especializada que membros (metade mais um). Feita a
participa no exercício das competências chamada e verificada a inexistência de
previstas nas quórum, decorrerá um período máximo
alíneas a), b), e), f), j) e l) do artigo 6º, de trinta minutos sobre a hora da referida
capítulo III, de acordo com o art. 34º do convocatória para aquela se poder
Decreto-Lei nº 75/2008, de 22 de Abril concretizar. Esgotado esse tempo, caso
(elaborar a proposta de projecto educativo persista a falta de quórum, o Presidente
da escola a submeter pela Directora ao considerará a reunião sem efeito e a
Conselho Geral; apresentar propostas para a mesma terá lugar vinte e quatro horas
elaboração do Regulamento Interno e dos depois, independente do número de
Planos anual e presentes. Das reuniões canceladas por
plurianual de actividades e emitir parecer falta de quórum, é elaborada acta onde se
sobre os respectivos projectos; definir registam as presenças e as ausências dos
critérios gerais nos domínios da informação membros.
e da orientação escolar e vocacional, de 6 - Só podem ser objecto de deliberação os
acompanhamento pedagógico e da avaliação assuntos incluídos na Ordem do Dia da
dos alunos; propor aos órgãos competentes a reunião, salvo se, tratando-se de reunião
criação de áreas disciplinares ou disciplinas ordinária, pelo menos dois terços dos
de conteúdo regional e local, bem como as membros reconhecerem a urgência de
respectivas estruturas programáticas; deliberação imediata sobre outros
promover e apoiar iniciativas de natureza assuntos. As votações relativas a eleições
formativa e cultural; definir os critérios ou deliberação de assuntos que digam
gerais a que deve obedecer a elaboração de respeito a membros do Conselho
horários). Pedagógico deverão ser efectuadas por
3 - As reuniões são convocadas num prazo voto secreto. As declarações de voto terão
nunca inferior a 48 horas, sendo a que ser passadas a escrito e apresentadas
convocatória enviada para o endereço de ao Secretário no prazo máximo de 48
correio electrónico de todos os membros. horas após a reunião. Em caso de empate
Terão a duração de duas horas e trinta na votação, o Presidente tem voto de
qualidade, salvo se a votação se tiver

Regulamento Interno – 2009/2013 35


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
efectuado por escrutínio secreto. Havendo - Presidir às reuniões.
empate em votação por escrutínio secreto, - Dar conhecimento ao Conselho
proceder-se-á imediatamente a nova Pedagógico das mensagens ou
votação e, se o empate se mantiver, informações que lhe foram dirigidas.
proceder-se-á a votação nominal. - Organizar a documentação.
De cada reunião é lavrada acta que - Convocar e presidir às reuniões,
contém um resumo do que de essencial nela dirigir os trabalhos e declarar o seu
se tiver encerramento ou interrupção.
passado, indicando, designadamente, a data - Coordenar a redacção das actas.
e o local da reunião, os membros presentes e - Coordenar a CCAD.
ausentes, os assuntos apreciados, as decisões - Manter a ordem, tomando as
e deliberações tomadas e a forma e o medidas que entender adequadas.
resultado das respectivas votações. As actas - Conceder a palavra ou retirá-la
são lavradas pelo Secretário da reunião (de quando se desviar do assunto em discussão.
forma rotativa, tendo em consideração a
Art. 40º - Direitos e Deveres dos Membros
ordem alfabética dos membros do Conselho
Pedagógico, à excepção do Presidente),
designado de entre os docentes membros 1 - Além dos direitos previstos na lei, os

efectivos do Conselho Pedagógico. A acta membros do Conselho Pedagógico têm o

será posta à votação no início da reunião direito de:

seguinte, sendo assinada, após aprovação, a) Participar nos debates e nas

pelo Presidente e por quem a lavrou. As votações;

actas ou texto das deliberações mais b) Apresentar propostas,

importantes podem ser aprovadas em individualmente;

minuta, no final das reuniões, desde que tal c) Propor a constituição de

seja deliberado pela maioria dos membros comissões especializadas;

presentes, sendo assinadas, após aprovação, d) Propor alterações ao

pelo Presidente e por quem as lavrou. Regimento.


2 - Além dos deveres previstos na lei, os
Art. 39º - Competências do Presidente do membros têm o dever de:
Conselho Pedagógico a) Serem sempre portadores das
propostas dos representados, bem como
Compete ao Presidente do Conselho comparecer às reuniões nos dias e às
Pedagógico: horas marcadas.
- Representar este órgão. b) Respeitar a lei.

Regulamento Interno – 2009/2013 36


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
O conselho administrativo tem a
seguinte composição:
Art. 41º - Mandatos
a) O Director, que preside;
b) O Subdirector ou um dos Adjuntos
1- A duração dos mandatos dos membros do do Director, por ele designado para o efeito;
Conselho Pedagógico é de quatro anos e c) O chefe dos serviços de
cessa com o mandato do Director. administração escolar, ou quem o substitua.
2 - O mandato dos membros designados pela
Directora pode cessar, a todo o tempo, por Art. 44º - Competências
decisão fundamentada do Director.
3 - O mandato do representante dos Pais e 1. Sem prejuízo das competências que lhe
Encarregados de Educação tem a duração de sejam cometidas por lei, compete ao
2 anos. Conselho Administrativo:
4 - O mandato do representante do Pessoal a) Aprovar o projecto de orçamento
Não Docente tem a duração de um ano. anual da escola, em conformidade com as
5 - O docente que tiver a seu cargo as linhas orientadoras definidas pelo Conselho
funções de Professor - Bibliotecário é o Geral;
representante da Biblioteca da Escola. b) Elaborar o relatório de contas de
7- Os membros do Conselho Pedagógico gerência;
são substituídos no exercício do cargo se c) Autorizar a realização de despesas
perderem a qualidade que determinou a e o respectivo pagamento, fiscalizar a
respectiva designação ou eleição. cobrança de receitas e verificar a legalidade
da gestão financeira da Escola;
d) Zelar pela actualização do
SUBSECÇÃO IV – Conselho
cadastro patrimonial da Escola;
Administrativo
e) Exercer as demais competências

Art. 42º - Definição que lhe estão legalmente cometidas.


f) Aprovar o seu próprio regimento
(o que deve ocorrer nos primeiros 30 dias do
O Conselho Administrativo é o órgão
seu mandato), definindo as respectivas
deliberativo em matéria administrativo-
regras de organização e de funcionamento.
financeira da Escola, nos termos da
legislação em vigor. Art. 45º - Funcionamento

Artº 43º - Composição

Regulamento Interno – 2009/2013 37


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
O Conselho Administrativo reúne estudo e programas definidos ao nível
ordinariamente uma vez por mês e nacional e de componentes curriculares de
extraordinariamente sempre que o Director o âmbito local;
convoque, por sua iniciativa ou a b) A organização, o
requerimento de qualquer dos restantes acompanhamento e a avaliação das
membros. actividades a desenvolver em contexto de
sala de aula;
Art. 46º - Mandato
c) A coordenação pedagógica dos 1.º,
2.º e 3.º Ciclos.
O mandato dos membros do d) A avaliação de desempenho do
Conselho Administrativo coincide com o pessoal docente.
desempenho das funções por inerência das 3 - No domínio da articulação curricular,
quais são designados para este órgão. as estruturas de orientação educativa são
os Departamentos Curriculares (1º, 2º e
3º ciclos);
CAPÍTULO IV
4 - A organização, o acompanhamento e a
ESTRUTURAS DE COORDENAÇÃO
EDUCATIVA E SUPERVISÃO avaliação das actividades a desenvolver
PEDAGÓGICA em contexto sala de aula são da
Art. 47º- Definição responsabilidade:
a) Dos professores titulares de

1 - As estruturas de coordenação educativa e turma no 1º Ciclo;

supervisão pedagógica colaboram com o b) Dos conselhos de turma, nos 2º e

Director e Conselho Pedagógico, sendo 3º ciclos do ensino básico,

responsáveis pela coordenação das coordenados pelo respectivo

actividades a desenvolver pelos docentes, no Director de Turma.

domínio científico pedagógico, e com os 5. Constituem Estruturas de Coordenação

alunos, no acompanhamento do processo de Pedagógica:

ensino / aprendizagem e da integração da a) O Conselho de Docentes do 1.º

escola com a família. ciclo;

2 – A constituição das estruturas de b) O Conselho dos Directores de

coordenação educativa e supervisão Turma dos 2.º e 3.º ciclos do ensino

pedagógica visa, em especial: básico.

a) A articulação curricular através do 6 - Cada estrutura de orientação

desenvolvimento e gestão dos planos de educativa elabora, em conformidade com


o Regulamento Interno, o seu próprio

Regulamento Interno – 2009/2013 38


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
regimento, donde constam as respectivas ii) 220 – Português e Inglês;
regras de organização interna e de iii) 300 – Português;
funcionamento. iv) 320 – Francês;
v) 330 – Inglês.
SECÇÃO I – Departamentos
b) Departamento de Ciências
Curriculares
Humanas e Sociais – constituído por

Art.48º - Definição professores dos seguintes grupos de


recrutamento:
i) 200 – Português e Estudos Sociais
Os Departamentos Curriculares são
/ História (abrange todos os docentes
estruturas de articulação e gestão curricular
recrutados para este grupo e que não
que devem promover a cooperação entre os
estejam incluídos no Departamento
docentes da escola, procurando adequar o
de Línguas);
currículo aos interesses e necessidades
ii) 290 – Educação Moral e Religiosa
específicos dos alunos.
Católica;
Art. 49º - Composição iii) 400 – História;
iv) 420 – Geografia.
1 - O Departamento Curricular do 1.º ciclo é c) Departamento de Ciências
constituído pela Coordenadora e pelos Matemáticas e Experimentais - constituído
professores titulares de turma do 1º ciclo do por professores dos seguintes grupos de
ensino básico. recrutamento:
2 – Nos 2º e 3º ciclos do ensino Básico, os i) 230 – Matemática e Ciências da
Departamentos Curriculares são constituídos Natureza;
pela totalidade dos docentes das áreas ii) 500 - Matemática;
curriculares disciplinares que lhe são afins, a iii) 510 – Física e Química;
seguir descriminados, em conformidade com iv) 520 – Biologia e Geologia;
o Anexo I, do Decreto-Lei nº 200/2007, de v) 550 – Informática.
22 de Maio: d) Departamento de Artes e
a) Departamento de Línguas – Expressões - constituído por professores dos
constituído por professores dos seguintes seguintes grupos de recrutamento:
grupos de recrutamento: i) 240 – Educação Visual e
i) 200 – Português e Estudos Sociais Tecnológica;
/ História (abrange exclusivamente ii) 250 – Educação Musical;
os docentes recrutados com formação iii) 260 – Educação Física;
superior em Línguas); iv) 600 – Artes Visuais;

Regulamento Interno – 2009/2013 39


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
v) 620 – Educação Física; 5 - Nas convocatórias deverão sempre
vi) 910 – Ensino Especial. constar a respectiva Ordem do Dia, o dia, a
hora e sala em que irá decorrer a reunião.
Art. 50º - Funcionamento
6 - As reuniões não devem exceder as duas
horas e trinta minutos, podendo prolongar-se
1 - Cada Departamento deverá elaborar e por mais trinta minutos quando tal for
aprovar o seu Regimento no prazo máximo deliberado.
de um mês, após o início de funções. 7 - De todas as reuniões serão lavradas actas
2 - Cada Departamento reúne em formato digital e os assuntos cuja
ordinariamente uma vez por mês, após resolução ou encaminhamento seja da
reunião do Conselho Pedagógico, devendo a competência da Directora, ser-lhe-ão de
respectiva convocatória ser enviada por e- imediato comunicadas por escrito.
mail e afixada na sala de professores, no 8 - As faltas às reuniões deverão ser
placar correspondente ao Departamento, comunicadas aos Serviços Administrativos
com a antecedência mínima de 2 dias úteis. da Escola pelo Coordenador de cada
Os documentos, cuja análise deva ser mais Departamento.
morosa/aprofundada deverão ser enviados
também por e-mail com a antecedência Art. 51º - Competências dos
mínima de 4 dias úteis. Departamentos Curriculares
3 - Realizar-se-ão reuniões extraordinárias
sempre que o Coordenador o entenda 1. Aos departamentos para a articulação e
necessário, a requerimento de um terço dos gestão curricular compete:
seus membros em efectividade de funções a) Coordenar as actividades
ou sempre que se justifique por imperativos pedagógicas a desenvolver pelos professores
de funcionamento/organização da escola, do Departamento, no domínio da
devendo a convocatória ser enviada por e- implementação dos planos curriculares, nas
mail e afixada na sala de professores, no suas componentes disciplinares, bem como
placar correspondente ao Departamento, de outras actividades educativas
com antecedência de 24 horas. enquadradas pelo Projecto Educativo,
4 - Antes de convocar as reuniões Projecto Curricular ou Plano Anual de
extraordinárias, deverá o Coordenador Actividades;
verificar se já existe alguma reunião b). Analisar e debater, questões
convocando os docentes do Departamento relativas à adopção de modelos pedagógicos,
para o mesmo dia e hora pretendidos. de métodos de ensino e de avaliação, de

Regulamento Interno – 2009/2013 40


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
materiais de ensino-aprendizagem e de i) Desenvolver medidas no domínio
manuais escolares; do desenvolvimento profissional dos
c) Desenvolver em conjugação com docentes do Departamento, quer no âmbito
o Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família da formação contínua, quer no apoio aos que
da (GAAF), os professores que prestam se encontram em formação inicial;
apoio educativo de apoio e os directores de j) Sugerir critérios para a atribuição
turma, medidas nos domínios da orientação, de serviço docente e gestão de espaços e
acompanhamento e avaliação dos alunos, equipamentos;
visando contribuir para o sucesso educativo; l) Elaborar e avaliar o Plano de
d) Colaborar com os Directores de Acção/Actividades do Departamento, tendo
Turma na elaboração de programas em conta a concretização do Projecto
específicos integrados nas actividades e Educativo e do Projecto Curricular de
medidas de apoio educativo; Escola;
e) Desenvolver e apoiar projectos m) Apresentar propostas para a
educativos de âmbito local e regional, numa elaboração e avaliação do Projecto
perspectiva de investigação-acção, de Educativo e do Projecto Curricular de
acordo com os recursos da escola ou através Escola;
da colaboração com outras escolas e n) Elaborar um relatório no final de
entidades; cada ano lectivo que descreva as
f) Colaborar com o Conselho medidas/actividades desenvolvidas no
Pedagógico na concepção de programas e na âmbito das suas competências.
apreciação de projectos para a concretização o) Exercer as demais competências
de actividades extracurriculares; que lhe forem atribuídas por Lei.
g) Articular a sua actuação com as
Art. 52º – Competências dos
restantes estruturas/grupos de trabalho da
Coordenadores de Departamento
Escola (Biblioteca Escolar, Equipa do Plano
Curricular
Tecnológico da Educação, etc.), tendo em
vista um desenvolvimento integrado do
currículo. Aos Coordenadores dos Departamentos

h) Colaborar na selecção de Curriculares Compete:

competências a privilegiar e definir níveis de a) Convocar reuniões ordinárias ou

desempenho, bem como na elaboração de extraordinárias das disciplinas/áreas

provas aferidas, no quadro do sistema de disciplinares que integram o departamento;

avaliação dos alunos do ensino básico; b) Garantir uma gestão eficaz das
reuniões;

Regulamento Interno – 2009/2013 41


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
c) Coordenar a planificação das temáticas transversais do currículo, tendo
actividades pedagógicas e proceder ao em vista a melhor integração sócio-escolar e
acompanhamento e avaliação da execução a prevenção do insucesso educativo;
das deliberações e recomendações do j) Promover a articulação entre a
departamento; formação inicial e a formação contínua, na
d) Promover a troca de experiências identificação das necessidades de
e a cooperação entre os professores do desenvolvimento profissional dos
respectivo Departamento; professores do Departamento;
e) Assegurar a articulação entre o l) Apresentar ao Conselho
Departamento e as restantes estruturas de Pedagógico propostas para o Plano de
coordenação educativa/outras estruturas da Formação e de desenvolvimento profissional
escola/grupos de trabalho, nos domínios dos professores do Departamento;
curriculares e na análise e desenvolvimento m) Assegurar a articulação dos
de medidas de orientação pedagógica; Departamentos Curriculares com o Conselho
f) Promover a articulação do Pedagógico e a Directora, no que se refere à
Departamento com Gabinete de Apoio ao avaliação do desempenho global dos
Aluno e à Família, nomeadamente nos docentes do Departamento;
apoios e complementos educativos e nas n) Apresentar ao Conselho
medidas de Educação Especial; Pedagógico propostas de critérios gerais no
g) Assegurar a participação do domínio da avaliação dos alunos;
Departamento na elaboração, o) Propor ao Conselho Pedagógico o
desenvolvimento e avaliação do Projecto desenvolvimento de experiências de
Educativo, Projecto Curricular de Escola, inovação pedagógica e de formação no
bem como do Plano Anual de Actividades e âmbito da escola e em articulação com
Regulamento Interno; Centro de Formação de Escolas do Levante
h) Estimular a cooperação com Algarvio, DREAlg, ou outras instituições
outras escolas no que se refere à partilha de vocacionadas para a formação e
recursos e à dinamização de projectos de investigação;
inovação pedagógica; p) Apresentar ao Conselho
i) Promover a articulação didáctico- Pedagógico propostas de criação de
pedagógica, especialmente no âmbito das disciplinas/áreas disciplinares de conteúdo
Áreas das Expressões, da Formação Pessoal local e regional, bem como as respectivas
e Social, da Língua Portuguesa, Línguas estruturas programáticas, sugeridas pelos
Estrangeiras e da Matemática, em professores do Departamento;
colaboração com as TIC, sem esquecer

Regulamento Interno – 2009/2013 42


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
q) Entregar à Directora, nos prazos - ao Coordenador do Departamento
definidos por lei, a relação dos manuais Curricular do 1º Ciclo ser responsável pela
escolares adoptados pelos docentes das Supervisão Pedagógica das actividades
disciplinas/áreas disciplinares que integram extracurriculares do 1º Ciclo;
o Departamento, após aprovação em - ao Coordenador do Departamento de
Conselho Pedagógico; Línguas ser responsável pela Supervisão
r) Promover a avaliação das Pedagógica das Áreas Curriculares Não
actividades do Departamento e apresentar à Disciplinares;
Directora, até 15 de Julho de cada ano, um - ao Coordenador do Departamento de
relatório síntese e a avaliação das Ciências Humanas e Sociais ser responsável
actividades desenvolvidas; pela articulação curricular entre as várias
s) Proceder à actualização do estruturas educativas da Escola;
inventário dos materiais e/ou equipamentos - ao Coordenador do Departamento de
específicos das disciplinas que fazem parte Expressões ser responsável pela Supervisão
do Departamento Curricular que coordena, e da Implementação do Plano Anual de
entregar na Direcção da Escola, até 15 de Actividades.
Julho, uma fotocópia do mesmo;
Art. 54º Competências dos
t) Zelar pelo material adstrito ao
Coordenadores dos Departamentos
Departamento Curricular;
Curriculares com funções de avaliadores
u) Proceder à avaliação docente nos
termos da lei;
v) Solicitar a inclusão de novos Para além das competências definidas nos

pontos na Ordem do dia do Conselho artigos 48º, 49º E 50º do presente

Pedagógico e entregar à Presidente, todos os Regulamento Interno, compete ainda aos

documentos para análise e aprovação no Coordenadores dos Departamentos

mesmo órgão, com sete dias úteis de Curriculares com funções de avaliadores:

antecedência da realização da referida a) Recolha, através de

reunião. instrumentos de registo normalizados, de


toda a informação que for considerada
relevante para efeitos da avaliação do
Art. 53º - Competências específicas dos desempenho.
Coordenadores dos Departamentos b) Fixar, por acordo, os objectivos
Curriculares individuais com o avaliado, mediante
apresentação de uma proposta deste no
Compete ainda, especificamente:
início do período em avaliação, redigida

Regulamento Interno – 2009/2013 43


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
de forma clara e rigorosa, de modo a i) Participar em todas as actividades
aferir o contributo do docente para a relacionadas com a avaliação de
concretização dos objectivos constantes desempenho dos docentes.
no Projecto Educativo e no Plano Anual
Art. 55º - Designação e Mandato dos
de Actividades. Na ausência de acordo,
Coordenadores dos Departamento
prevalece a posição dos avaliadores,
Curriculares
podendo o avaliado registar o facto na sua
ficha de auto-avaliação.
c) Preencher as fichas de Avaliação 1 - O Coordenador de Departamento

disponibilizadas pelo ministério para a Curricular será designado pela Directora,

avaliação a realizar pelos coordenadores, de entre os professores titulares; na

nas quais são ponderados os parâmetros inexistência de professores titulares,

classificativos e indicadores de classificação deverá ser designado de acordo com os

a que se refere os números 1 e 2, do artigo seguintes requesitos:

45, do Estatuto da Carreira Docente. a) Preferencialmente ter formação

d) Realização da entrevista específica ou experiência comprovada na

individual, juntamente com a Directora, com área da coordenação e/ou supervisão

o respectivo avaliado. pedagógica;

e) Realização da reunião conjunta b) Possuir espírito de liderança:

dos avaliadores (coordenadores e Directora) ter capacidade de iniciativa e

para atribuição da avaliação final. competências de comunicação; promover

f) Observação de pelo menos duas a discussão da política da Escola,

aulas, por avaliado e por ano escolar, de demonstrando visão estratégica;

acordo com a calendarização estabelecida coordenar eficazmente a actividade dos

pela Direcção. colegas influenciando positivamente as

g) Delegar as suas funções de suas práticas e fomentando um clima de

avaliador noutro docente com categoria de trabalho positivo e cooperativo; tomar

professor titular. decisões e delegar funções eficazmente.

h) Exercer as funções de professor 2 - O mandato dos Coordenadores dos

titular acompanhante, no processo de Departamentos Curriculares tem a

avaliação dos docentes em período duração de quatro anos e cessa com o

probatório, como no disposto no artigo 27, mandato da Directora;

do Decreto regulamentar 2/2007, de 10 de 3 - O mandato do Coordenador de

Janeiro, exercendo todas as competências Departamento pode cessar, a todo o

inerentes ao cargo. tempo, por despacho fundamentado da

Regulamento Interno – 2009/2013 44


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
Directora, ou por impedimento do quando convocados; no 3.º ciclo,
interessado, quando devidamente em todas as reuniões).
fundamentado. 2 - Nas reuniões do Conselho de Turma
4 - Sempre que se verifique a interrupção em que sejam analisados e discutidos
de mandato, a Directora designará um assuntos relativos à avaliação apenas
outro Coordenador, de acordo com o participam os membros docentes.
estabelecido no ponto 1, que completará o
Art. 57º - Funcionamento
mandato interrompido.
5 - O cargo de Coordenador de
Departamento é de aceitação obrigatória, 1 - Cada Conselho de Turma reúne

nos termos do Estatuto da Carreira ordinariamente uma vez por mês, devendo
a convocatória ser feita com a antecedência
Docente.
mínima de 48 horas e afixada na sala de
professores.
SECÇÃO II - Coordenação de Turma 2 - Realizar-se-ão reuniões extraordinárias
sempre que o Director de Turma o entenda
Art. 56º - Definição e Composição
necessário, a requerimento de um terço dos
seus membros em efectividade de funções
1 - A organização, o acompanhamento e a
ou sempre que se justifique por imperativos
avaliação das actividades a desenvolver com
de funcionamento/organização da escola,
os alunos e a articulação entre a escola e as
devendo a convocatória ser afixada na sala
famílias é assegurada:
de professores, com antecedência mínima de
a) Pelos professores titulares de
48 horas.
turma, no 1.º ciclo do ensino básico
3 - Antes de convocar as reuniões, deverá o
(Conselho de Docentes);
Director de Turma verificar se já existe
b) Pelo conselho de turma, nos 2.º e
alguma reunião, convocando os docentes do
3.º ciclos do ensino básico, com a seguinte
Conselho de Turma para o mesmo dia e hora
constituição:
pretendidos.
i) os professores da turma;
4 - Nas convocatórias deverão sempre
ii) dois representantes dos pais e
constar o respectivo número de
encarregados de educação, quando
convocatória, ordem do dia, o dia, a hora e
convocados nos termos legais;
sala em que irá decorrer a reunião.
iii) um representante dos alunos –
5 - De todas as reuniões serão lavradas actas
Delegados de Turma (no 2º ciclo,
e os assuntos cuja resolução ou
encaminhamento seja da competência da

Regulamento Interno – 2009/2013 45


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
Directora, ser-lhe-ão de imediato envolvam os alunos e a comunidade, de
comunicadas por escrito. acordo com os critérios de participação
6 - As faltas às reuniões deverão ser definidos pelo Conselho Pedagógico.
comunicadas aos serviços administrativos c) Promover acções que estimulem
pelo Director de Turma. o envolvimento e responsabilização dos
7 - As reuniões de Conselho de Turma serão pais e encarregados de educação no
secretariadas por secretários fixos percurso escolar do aluno, de acordo com
nomeados, no inicio do ano lectivo, pelo os princípios definidos pelo Conselho
Directora da Escola, à excepção das Pedagógico.
reuniões de Conselho de Docentes que serão d) Analisar situações de
secretariadas, rotativamente, pelos seus indisciplina ocorridas com os alunos da
elementos. turma e propor as medidas educativas
8 - Sempre que o Conselho de Turma disciplinares ou as actividades de
considere oportuno, deverão também estar integração disciplinar que considerar
presentes elementos da Equipa adequadas.
Coordenadora de Apoios Educativos e um e) Avaliar os alunos, tendo em
Psicólogo. conta os objectivos curriculares definidos
a nível nacional e as especificidades da
Art. 58º - Competências do Conselho de
turma e da comunidade educativa.
Docentes e Conselhos de Turma
f) Decidir relativamente a situações
que impliquem a retenção do aluno no
1 – Ao Conselho de Docentes e ao mesmo ano e colaborar com o director de
Conselho de Turma compete: turma na elaboração do respectivo
a) Aos professores titulares de relatório e plano de apoio específico.
turma e ao conselho de turma compete a 2 - No âmbito do processo de elaboração
elaboração e avaliação do Projecto do projecto curricular de turma, ao
Curricular de Turma, documento em que professor titular de turma e ao conselho
são definidas as estratégias de de turma compete:
desenvolvimento do currículo nacional, a) Analisar a situação da turma e
estabelecendo as formas de organização e identificar características específicas dos
de condução do processo de ensino- alunos a ter em conta no processo de
aprendizagem de modo adequado aos ensino e aprendizagem;
alunos da turma. b) Planificar o desenvolvimento
b) Colaborar em actividades das actividades a realizar com os alunos
culturais, desportivas e recreativas que em contexto de sala de aula;

Regulamento Interno – 2009/2013 46


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
c) Elaborar e executar os Planos de
Acompanhamento, de Recuperação e de
Art. 59º - Competências do Professor
Desenvolvimento, de acordo com a
Titular de Turma / Director de Turma
legislação em vigor.
d) Identificar diferentes ritmos de
1 - A coordenação das actividades do
aprendizagem e Necessidades Educativas
Especiais dos alunos, promovendo a Conselho de Turma/Conselho de Docentes é
realizada pelo Director de Turma/Professor
articulação com os respectivos serviços
especializados de apoio educativo, com Titular, o qual é designado pelo Director,
pelo período de um ano, de entre os
vista à sua superação;
e) Assegurar a adequação do professores da turma, tendo em conta a sua
competência pedagógica e capacidade de
currículo às características específicas dos
alunos, estabelecendo prioridades, níveis relacionamento. Sempre que possível,
deverá ser nomeado Director de Turma/
de aprofundamento e sequências
adequadas; Professor Titular de Turma, o professor que
no ano anterior tenha exercido tais funções
f) Adoptar estratégias de
diferenciação pedagógica que favoreçam em determinada turma e que tenha
conhecimento do meio, boas relações com
as aprendizagens dos alunos;
g) Conceber e delinear actividades os colegas, idoneidade moral, capacidade de
trabalho em grupo.
em complemento do currículo proposto;
h) Preparar informação adequada 2 - Sem prejuízo de outras competências
fixadas na lei, ao Director de Turma/Titular
a disponibilizar aos pais e encarregados
de educação, relativa ao processo de de Turma compete:
a) Coordenar o processo de
aprendizagem e avaliação dos alunos;
i) Promover e facilitar o elaboração e desenvolvimento do Projecto
Curricular de Turma;
relacionamento interpessoal no grupo-
turma e no grupo-escola, designadamente b) Coordenar, em colaboração com
os docentes da turma, a adequação de
quanto aos critérios de avaliação,
aprovados pelo Conselho Pedagógico no actividades, conteúdos, estratégias e
métodos de trabalho, à situação concreta do
início de cada ano lectivo.
j) Assegurar o desenvolvimento do grupo e à especificidade de cada aluno;
c) Assegurar a articulação entre os
Projecto Curricular de Turma aplicável
aos alunos da turma, de forma integrada professores da turma e os alunos, pais e
Encarregados de Educação;
e numa perspectiva de articulação
interdisciplinar.

Regulamento Interno – 2009/2013 47


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
d) Promover um acompanhamento Psicologia e Orientação, o Programa
individualizado dos alunos, dinamizando a Educativo dos alunos com NEE;
sua integração na turma e na vida l) Coordenar o Programa Educativo
escolar; Individual dos alunos com NEE;
e) Promover a comunicação e formas m) Apresentar ao Coordenador de
de trabalho cooperativo entre professores e Directores de Turma, o relatório
alunos; elaborado pelos professores
f) Promover junto do Conselho de responsáveis pelas medidas de apoio
Turma/Conselho de Docentes a realização educativo.
de acções conducentes ao desenvolvimento n) Controlar a assiduidade dos
do Projecto Educativo, numa perspectiva de alunos;
envolvimento dos Encarregados de o) Promover a eleição do delegado e
Educação e de abertura à comunidade. do subdelegado de turma, garantindo o
g) Articular as actividades da turma cumprimento das regras estabelecidas para o
com os pais e Encarregados de Educação, acto eleitoral, entregando a acta dessa
promovendo a sua participação; eleição à Directora.
h) Coordenar o processo de avaliação p) Elaborar e comunicar a
formativa e sumativa dos alunos garantindo caracterização da turma, e tudo o que
o seu carácter globalizante e integrador, considere relevante sobre a mesma, ou sobre
solicitando, se necessário, a participação de algum aluno em particular, ao Conselho de
outros intervenientes na avaliação; Turma.
i) Desenvolver acções que q) Garantir aos professores da turma
promovam e facilitem a integração dos a existência de meios e documentos de
alunos na vida escolar, desenvolvendo, nos trabalho e a orientação necessária ao
alunos, em conjunto com os restantes desempenho das actividades próprias da
professores da turma, o espírito de acção educativa.
solidariedade, a autonomia, a disciplina e a r) Organizar e manter actualizado o
responsabilidade; dossier de turma.
j) Propor, na sequência da decisão do s) Documentar e organizar o Dossier
Conselho de Turma/Conselho de Docentes, Individual do Aluno (Registos de Avaliação
medidas de apoio educativo adequadas e e elementos significativos da avaliação do
proceder à respectiva avaliação. aluno), facultando a sua consulta ao aluno,
k) Elaborar, conjuntamente com a Encarregado de Educação e docentes da
equipa dos Apoios Educativos e Serviços de turma, sempre que necessária.

Regulamento Interno – 2009/2013 48


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
t) Apreciar o rendimento escolar da secretário, preparando para tal todas as
turma, assim como controlar a assiduidade reuniões com antecedência, fazendo
dos alunos, solicitando periodicamente aos observar os normativos legais e demais
docentes informações acerca de cada aluno, decisões aprovadas em Conselho
através das Fichas de Avaliação Intercalar, a Pedagógico.
fim de prestar esclarecimentos aos Pais e ac) Ser conhecedor de toda a
Encarregados de Educação. legislação que regulamenta o cargo que
u) No início do ano, estabelecer dia e desempenha.
hora para, semanalmente, receber os pais e ad) Contactar regularmente com o
Encarregados de Educação. Delegado de Turma e inteirar-se de
v) Convocar os pais e Encarregados quaisquer problemas de aproveitamento,
de Educação para reuniões a realizar após relacionamento, assiduidade ou de ordem
cada momento de avaliação. disciplinar que possam existir, e analisar os
x) Recolher, junto dos Encarregados factores que possam intervir nesses
de Educação, a sua autorização para que os problemas tentando-os solucionar, e
seus educandos possam ausentar-se da levando-os mesmo a instâncias superiores se
escola, nomeadamente durante o período do tal se afigurar necessário.
almoço, o que pode ser feito no acto da ae) Reunir com os alunos da turma
matrícula. Entregar essas autorizações nos fora do horário lectivo por solicitação do
serviços administrativos até 15 de Julho, delegado, se o assunto assim o exigir.
para que estes possam fazer os respectivos af) Registar as faltas dos alunos e
registos nos cartões de estudante com a receber as respectivas justificações.
maior brevidade. ag)Verificar pautas, registos
z) Apresentar à Directora um biográficos e fichas de registo de avaliação
relatório crítico, anual, do trabalho dos alunos.
desenvolvido. ah) Dar a conhecer o plano de
ab) Promover a rentabilização dos emergência da escola;
recursos e serviços existentes na ai) Fazer eleger um representante dos
comunidade escolar, mantendo os alunos e pais e encarregados de educação até 15 de
Encarregados de Educação informados da Outubro, para cumprimento da alínea c) do
sua existência. n.º 1 do Artigo 36.º do Decreto-Lei n.º 115-
aa) Preparar, coordenar e presidir às A/98.
reuniões do conselho de turma. aj) Aplicar as seguintes medidas
ab) Assegurar o bom funcionamento disciplinares previstas na Lei 3/2008, de 18
do Conselho de Turma, coadjuvado pelo

Regulamento Interno – 2009/2013 49


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
de Janeiro: Advertência, Repreensão, de vinte dias após o encerramento das
Repreensão registada. actividades lectivas
ak) Proceder à averiguação sumária, aq) Leccionar a área curricular não
no prazo de dois dias úteis contados a partir disciplinar de Formação Cívica.
da data da participação, depois de ouvir o
Art. 60º - Direitos dos Professores
aluno, o participante e eventuais
Titulares de Turma/Directores de Turma
testemunhas.
al) Participar, de imediato, a
infracção à Directora, para efeitos de O Professor Titular de Turma / Director de

instauração de procedimento disciplinar, Turma tem o direito de:

caso entenda que o comportamento a) Receber toda a colaboração dos

presenciado ou participado seja passível de vários intervenientes no processo educativo

ser qualificado grave ou muito grave. da turma que lhe está atribuída;

am) Acompanhar as actividades de b) Obter, por parte dos Pais e

integração dos alunos da turma na Encarregados de Educação, as informações

comunidade escolar, na sequência de que permitam um melhor conhecimento do

procedimento disciplinar; aluno, permitindo a maior eficácia do

an) Disponibilizar aos alunos e aos trabalho dos docentes da turma;

Encarregados de Educação os critérios c) Solicitar comprovativos adicionais

gerais de avaliação aprovados pelo Conselho que entenda necessários à justificação de

Pedagógico no início de cada ano lectivo e faltas.

as aulas previstas e conteúdos programáticos


em cada disciplina;
SECÇÃO III – Conselho de Directores de
ao) Recolher as declarações do
Turma
conhecimento e aceitação do Regulamento
Interno e de compromisso activo do seu Art. 61º – Definição/composição
cumprimento, nos termos da legislação em
vigor; 1 - A coordenação pedagógica dos 1º, 2º e 3º
ap) Desencadear os processos ciclos tem por finalidade a articulação das
inerentes à renovação da actividades das turmas, sendo assegurada
matrícula/actualização de dados dos pelo Conselho de Directores de Turma, o
alunos da turma; qual será presidido pelo Coordenador dos
ap) Apresentar, ao Director, o Directores de Turma.
Projecto Curricular de Turma, no prazo 2 – Apesar do disposto no número
anterior, o Conselho de Docentes –

Regulamento Interno – 2009/2013 50


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
Professores Titulares de Turma - do 1º medidas pedagógicas destinadas a melhorar
ciclo devem coadjuvar o Conselho de as aprendizagens;
Directores de Turma no que se refere à d) Dinamizar e coordenar a
coordenação pedagógica do 1ºciclo. realização de projectos interdisciplinares das
turmas;
Art. 62º - Funcionamento
e) Identificar necessidades de
formação, no âmbito da direcção de
1. Os Conselhos de Directores de Turma
turma/ano;
reúnem, ordinariamente, duas vezes por
f) Conceber e desencadear
período.
mecanismos de formação e apoio aos
2. Os Conselhos de Directores de Turma
directores de turma em exercício e de outros
reúnem, extraordinariamente, sempre
docentes da escola, para o desempenho
que sejam convocados pelo respectivo
dessas funções;
Coordenador ou pelo Directora.
g) Propor ao Conselho Pedagógico a
Art. 63º - Competências do Conselho de realização de acções de formação, no
Docentes /Conselho de Directores de domínio da orientação educativa e da
Turma coordenação das actividades das turmas.
h) Elaborar propostas curriculares
1. Ao Conselho de Docentes/Conselho de diversificadas em função da especificidade
Directores de turma compete: dos grupos de alunos.
a) Planificar as actividades e i) Assegurar a coordenação de
projectos a desenvolver, anualmente, de procedimentos e formas de actuação nos
acordo com as orientações do Conselho domínios da aplicação de estratégias e da
Pedagógico; avaliação das aprendizagens.
b) Articular com os diferentes j) Desenvolver medidas nos
departamentos curriculares o domínios do acompanhamento e avaliação
desenvolvimento de conteúdos dos alunos, visando contribuir para o seu
programáticos e objectivos de sucesso educativo.
aprendizagem; k) Apresentar as necessidades em
c) Cooperar com outras estruturas de material didáctico e equipamento.
orientação educativa e com os serviços l) Promover a execução das
especializados de apoio educativo, na gestão orientações do Conselho Pedagógico,
adequada de recursos e na adopção de visando a formação dos professores e a
realização de acções que estimulem a
interdisciplinaridade.

Regulamento Interno – 2009/2013 51


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
m) Analisar as propostas dos f) Organizar e manter actualizado um
conselhos de turma/conselho de docentes dossier com todo o material e legislação
e submetê-los, através do coordenador de necessária à actividade dos directores de
directores de turma, ao Conselho turma e dos professores titulares.
pedagógico. g) Promover reuniões de directores
c) Propor e planificar formas de de turma e professores titulares no início do
actuação junto dos Encarregados de ano lectivo, uma vez por período e quando
Educação. tal for necessário.
d) Promover a interacção entre a h) Exercer as demais competências
escola e a comunidade. que lhe forem atribuídas por Lei.
e) Definir, no início do ano lectivo,
Art. 65º - Designação e mandato
as condições de acesso ao dossier
individual do aluno.
1 - O Coordenador dos Directores de Turma
f) Elaborar e aprovar o seu
é designado pela Directora,
regimento de funcionamento, nos 30 dias
preferencialmente de entre os professores
subsequentes ao início do mandato do seu
titulares que sejam Directores de Turma.
coordenador.
2 - O mandato do Coordenador dos

Art. 64º – Competências do Coordenador Directores de Turma tem a duração de 4

de Directores de Turma anos e cessa com o mandato do Director.


3 - Sempre que o coordenador não pertença

1. Ao Coordenador de Directores de ao quadro de nomeação definitiva, o

Turma compete: mandato será de um ano;

a) Coordenar a acção dos respectivos 4 - O Coordenador dos Directores de Turma

conselhos, articulando estratégias e pode ser exonerado a todo o momento por

procedimentos. despacho fundamentado da Directora.

b) Submeter ao Conselho Pedagógico 5 - A cessação do mandato dos

as propostas dos conselhos que coordena. coordenadores determina a nomeação de um

c) Dar parecer sobre os critérios de novo coordenador.

constituição de turmas, fazendo o 6 - Quando se verificar a interrupção do

acompanhamento de todo o processo. mandato, o seu substituto terá um mandato

d) Estar disponível para apoiar os correspondente ao tempo que falta cumprir.

docentes que coordena sempre que


solicitado, no prazo de vinte dias após o
encerramento das actividades lectivas;

Regulamento Interno – 2009/2013 52


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
CAPITULO V afixação de convocatória com 48 horas úteis

OUTRAS ESTRUTURAS DE de antecedência.


COORDENAÇÃO 2 - A CCAD reúne:
a) Ordinariamente nos primeiros 15
Comissão de Coordenação de Avaliação dias do início de cada ano lectivo;
do Desempenho de Docentes b) Ordinariamente nos dois dias úteis
após a apresentação das propostas de
Art. 66º – Definição
avaliação pelos avaliadores das menções de
Excelente, Muito Bom ou Insuficiente, a fim
A Comissão de Coordenação de
de dar início ao processo de verificação e
Avaliação de Desempenho, adiante
validação das avaliações;
designada de CCAD, tem como funções e
c) Extraordinariamente sempre que
competências específicas a avaliação de
as situações de avaliação e de recurso o
desempenho do pessoal docente, não
justifiquem.
dependendo do Conselho Pedagógico,
3 – Em relação à forma de Votação
tratando-se de um órgão autónomo.
estabelece-se o seguinte:
a) É proibida a abstenção aos
Art. 67º - Composição
membros da CCAD que estejam presentes
na reunião e não se encontrem impedidos de
1 - A Comissão de Coordenação de
intervir.
Avaliação de Desempenho é composta:
b) As deliberações são tomadas por
a) Pelo Presidente do Conselho
votação nominal, devendo votar primeiro
Pedagógico;
os elementos do órgão e por último o
b) Por quatro membros do Conselho
Coordenador.
Pedagógico com a categoria de professor
c) As deliberações que envolvam a
titular.
apreciação de comportamentos ou
2 - O Presidente do Conselho Pedagógico é
qualidades de qualquer pessoa são tomadas
o membro responsável pela Coordenação da
por escrutínio secreto.
CCAD, independentemente de este ser
d) Quando exigida a fundamentação
professor titular ou não.
das deliberações tomadas por escrutínio
Art. 68º - Funcionamento secreto, estas serão feitas pelo
Coordenador após votação, tendo presente a
1 - As reuniões são convocadas pelo discussão que a tiver precedido.
Coordenador da CCAD, com indicação do
dia, hora e local da sua realização, e

Regulamento Interno – 2009/2013 53


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
e) As deliberações são tomadas por c) As faltas a estas reuniões serão
maioria relativa de votos dos membros registadas nos termos da lei do serviço
presentes à reunião. docente.
f) Em caso de empate na votação, o d) O cargo de secretário será
Presidente tem voto de qualidade, salvo se a desempenhado de forma rotativa por todos
votação se tiver efectuado por escrutínio os membros da CCAD, com excepção do
secreto. Havendo empate em votação por seu Coordenador.
escrutínio secreto, proceder-se-á e) A acta depois de devidamente
imediatamente a nova votação. Se o empate assinada pelo Coordenador, secretário da
se mantiver, proceder-se-á a votação reunião e rubricada pelos restantes
nominal. membros, deve ser entregue ao Director no
4 - No caso de alguns dos membros da prazo máximo de dois dias úteis.
CCAD se encontrar na situação de ausência 6 – Nas situações de ausência do
prolongada ou de incompatibilidade face a Coordenador, salvo disposição legal em
reclamação ou validação de menção de contrário, este é substituído pelo elemento
Excelente, Muito Bom, ou Insuficiente, a do órgão mais antigo (tempo de serviço).
CCAD funcionará sem esse elemento. 7 - A confirmação formal do cumprimento
5 - De cada reunião será lavrada uma acta das respectivas percentagens de validação
que deverá conter: data e local da realização das propostas de avaliação correspondentes
da reunião; indicação dos membros às menções de Excelente e Muito Bom deve
ausentes; relato dos assuntos analisados; ser lavrada em acta final da CCAD.
deliberações tomadas; forma e resultado das 8 - Em caso de não validação das
votações; e declarações de voto e seus classificações propostas, a comissão devolve
fundamentos: as propostas aos avaliadores com as
a) As reuniões terão a duração orientações que estes devem cumprir para
aproximada de duas horas, podendo ser assegurar a posterior validação, em
prolongadas por decisão dos seus membros. declaração formal assinada por todos os
b) O Conselho da CCAD só poderá elementos da CCAD.
deliberar na presença de mais de metade dos 9 - A CCAD, na acção ―conferência de
seus membros efectivos. Na falta de quórum dados‖ deve verificar a conformidade dos
previsto no número anterior será pelo elementos constantes na proposta de
Coordenador marcada nova reunião no avaliação apresentada pelo avaliador com os
prazo máximo de 24 horas. objectivos e metas fixados pela Escola para
o período em avaliação, assim como,
verificar se os dados constantes nas fichas

Regulamento Interno – 2009/2013 54


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
são ou não válidos, nos termos das directivas c) Estabelecer directivas para a
por estas propostas. validação das classificações que apresentem
10 - O avaliador deve apresentar não apenas as menções de Excelente, Muito Bom ou
as ―fichas de avaliação‖, mas todos os Insuficiente.
elementos suficientes para que a d) Receber as fichas de avaliação,
―conferência‖ e ―validação‖ possam ser conferir e validar os dados nelas contidos,
efectuados de forma célere e eficaz. Deve, sempre que a proposta de avaliação feita
ainda, facultar todos os documentos que pelos avaliadores corresponda às menções
estejam relacionados com a avaliação dos qualitativas de Excelente, Muito Bom, ou
docentes solicitados pela CCAD. Insuficiente. Nestes casos a avaliação
assume o carácter de ―proposta de
Art. 69º - Competências da CCAD
avaliação‖.
No caso das avaliações efectuadas
1 - Compete à CCAD: corresponderem às menções de Regular ou
a) Assegurar a avaliação, na ausência Bom, estas assumem carácter definitivo
ou impedimento de qualquer dos avaliadores (sem prejuízo do direito de reclamação e
(Coordenador de Departamento Curricular e recurso).
Directora). e) Analisar e validar as propostas de
b) Estabelecer directivas para uma avaliação de Excelente e Muito Bom que lhe
aplicação objectiva e harmónica do sistema forem submetidas de forma a assegurar a
de avaliação do desempenho para o que aplicação das correspondentes percentagens
deverão ser considerados os objectivos máximas fixadas nos termos da lei.
fixados e os resultados a atingir pela Escola f) Emitir parecer, no prazo de cinco
no âmbito do respectivo Projecto Educativo dias úteis subsequentes à recepção do
ou Plano Anual de Actividades: respectivo pedido, sobre as reclamações que
i) Estas directivas devem ser lhe sejam presentes sobre as avaliações
estabelecidas tendo em conta as finais.
recomendações do Conselho g) Aprovar o respectivo regimento de
Científico para Avaliação de funcionamento.
Professores;
ii) Estas directivas devem ser Art. 70º - Competências do Coordenador
consideradas na elaboração dos da CCAD
instrumentos de registo
normalizados. Ao Coordenador da CCAD cabe:
1 - Convocar as respectivas reuniões.

Regulamento Interno – 2009/2013 55


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
2 - Presidir aos trabalhos da CCAD. Código de Procedimento Administrativo no
que diz respeito a esta matéria.
Art. 71º - Designação e mandato

1 - O presidente do Conselho Pedagógico é CAPITULO VI


por inerência de funções membro e SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS,
responsável pela coordenação da CCAD. TÉCNICOS E TÉCNICO-
PEDAGÓGICOS
2 - Os professores titulares que constituem a
Art. 73º - Definição
CCAD são aqueles que desempenham as
funções de Coordenadores de Departamento,
em comissão de serviço, uma vez que não 1 - A Escola dispõe de serviços

existem professores titulares. administrativos, técnicos e técnico-

3 - O mandato dos elementos da CCAD pedagógicos que funcionam na dependência

corresponde à comissão de serviço de da Directora.

professores titulares, com funções de 2 - Os serviços administrativos são

Coordenadores de Departamento. chefiados por um chefe de serviços de nos


termos da legislação aplicável.
Art. 72º - Impedimentos 3 - Os serviços técnicos podem compreender
as áreas de administração económica e
São considerados impedimentos: financeira, gestão de edifícios, instalações e
1 - O membro da CCAD, que exerça equipamentos e apoio jurídico.
também funções de avaliador, não pode 4 - Os serviços técnico-pedagógicos podem
intervir na emissão de parecer daquele órgão compreender as áreas de apoio sócio-
sobre a proposta de avaliação ou a educativo, orientação vocacional e
apreciação da reclamação relativa ao biblioteca, os quais são assegurados por
docente que avaliou. pessoal técnico especializado ou por pessoal
2 – Do mesmo modo, quando algum dos docente, sendo a sua organização e
elementos da CCAD se encontre em funcionamento estabelecidas neste
processo de avaliação (caso de reclamação regulamento interno, no respeito das
ou validação de Excelente, Muito Bom, ou orientações a fixar por despacho do membro
Insuficiente), o órgão funcionará sem esse do Governo responsável pela área da
elemento. educação.
3 – Em casos omissos neste regulamento no 6 - Sem prejuízo do disposto no número
que se refere a impedimentos, prevalece o anterior, as áreas que integram os serviços
técnicos e técnico-pedagógicos e a

Regulamento Interno – 2009/2013 56


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
respectiva implementação podem ser objecto responsabilidade do Chefe dos Serviços de
dos contratos de autonomia previstos no Administração Escolar.
capítulo VII, decreto-lei n.º 75/2008, de 22 3 - Os Serviços de Administração Escolar
de Abril. são constituídos pelas seguintes áreas
7 - Os serviços técnicos e técnico- funcionais: Pessoal, Alunos, Contabilidade,
pedagógicos podem ser objecto de partilha Tesouraria e Expediente.
entre escolas ou agrupamento de escolas
Art. 75º - Funcionamento
devendo o seu funcionamento ser
enquadrado por protocolos que estabeleçam
as regras necessárias à actuação de cada uma 1 - Os Serviços de Administração Escolar

das partes. funcionam de 2ª a 6ª feira, sete horas diárias,

8 - Para a organização, acompanhamento e funcionando em horário contínuo.

avaliação das actividades dos serviços 2 - O horário de funcionamento destes

técnicopedagógicos, a Escola pode fazer serviços será fixado, cada ano lectivo pela

intervir outros parceiros ou especialistas em Directora, ouvido a Chefe dos Serviços de

domínios que considere relevantes para o Administração Escolar.

processo de desenvolvimento e de formação 3- O horário de funcionamento ao público

dos alunos, designadamente no âmbito da da secretaria deve ser afixado à entrada e

saúde, da segurança social, cultura, ciência e cumprido por funcionários e utentes.

ensino superior. 4 - Não é permitido permanecer sem motivo,


ou fazer barulho, no espaço destinado ao
atendimento ao público.
SECÇÃO I - Serviços de Administração 5 - Não é permitida a entrada de pessoas
Escolar estranhas aos serviços no espaço reservado
aos funcionários.
Art. 74º - Definição / Composição
Art. 76º - Competências do Chefe de
1 - Os Serviços de Administração Escolar Serviços de Administração Escolar
são as estruturas da Escola onde são
desempenhadas as tarefas de secretaria e 1 - Compete à Chefe dos Serviços de
administração. Administração Escolar:
2 - Os Serviços de Administração Escolar a) Dirigir os serviços administrativos
são constituídos por funcionários da Escola nas áreas de alunos, pessoal,
administrativos sob a directa tesouraria, contabilidade e expediente geral;

Regulamento Interno – 2009/2013 57


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
b) Coordenar e orientar as k) Exercer o cargo de Secretário do
actividades dos serviços administrativos; Conselho Administrativo;
c) Avaliar os assistentes l) Preparar os documentos para
administrativos sob a sua coordenação; análise e posterior deliberação dos órgãos de
d) Coordenar e orientar a elaboração gestão;
dos vários documentos passados pelos m) Dar cumprimento às deliberações
serviços administrativos e sua posterior dos órgãos de gestão que digam respeito aos
assinatura; serviços administrativos;
e) Organizar e submeter à aprovação n) Assinar as requisições de material
da Directora a distribuição dos serviços pelo a adquirir, quando devidamente autorizadas;
respectivo pessoal, de acordo com a o) Assinar os termos de abertura e de
natureza, categorias e aptidões, e sempre que encerramento e chancelar todas as folhas dos
o julgue conveniente, proceder às livros utilizados nos serviços
necessárias alterações; administrativos;
f) Assinar o expediente corrente, bem p) Ter sobre a sua guarda o selo
como o que respeita a assuntos já branco da Escola;
submetidos a despacho dos órgãos de q) Levantar autos de notícia, ao
gestão; pessoal administrativo, relativos a infracções
g) Providenciar para que todos os disciplinares verificadas;
serviços inerentes ao funcionamento das r) Apreciar qualquer outro assunto
aulas dependentes dos serviços respeitante ao serviço administrativo,
administrativos, esteja em ordem nos prazos decidindo os que forem da sua competência
estabelecidos; expondo à Directora os que o ultrapassem.
h) Proceder à leitura e fazer circular 2 - O Chefe de Serviços de Administração
o Diário da República, tomando as Escolar beneficia da isenção de horário sem
providências necessárias para que a prejuízo da observância do dever geral de
legislação de interesse para a Escola seja assiduidade e do cumprimento da duração
distribuída pelas diferentes áreas e pelas semanal de trabalho legalmente
demais entidades determinadas pela estabelecida.
Directora; 3 - Quando não estiver afecto à Escola um
i) Verificar as propostas e processos chefe de serviços de administração escolar
de nomeação de pessoal; ou, estando-o, se preveja a sua ausência ou
j) Apreciar os pedidos de justificação impedimento por um período superior a
de faltas do pessoal administrativo e trinta dias, as funções de chefia serão
submetê-las para despacho à Directora; exercidas pelo Assistente de Administração

Regulamento Interno – 2009/2013 58


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
Escolar de mais elevada categoria em h) Atender o pessoal docente, não
exercício de funções na Escola, a designar docente e discente, bem como os
pela Directora. Encarregados de Educação prestando os
adequados esclarecimentos.
Art. 77º - Assistente Administrativo

1- Ao Assistente Administrativo, compete: Art. 78º - Competências do Tesoureiro


a) Recolher, examinar, conferir e
proceder à escrituração de dados relativos às
1 - Ao Tesoureiro compete, sob orientação
transacções financeiras e de operações
do Chefe de Serviços de Administração
contabilísticas;
Escolar, exercer as funções relativas aos
b) Organizar e manter actualizados
movimentos da tesouraria, nomeadamente:
os processos relativos à situação do pessoal
a) Proceder a todas as operações de
docente e não docente, designadamente o
cobrança e pagamentos;
processamento dos vencimentos e registos
b) Assegurar o movimento do fundo
de assiduidade;
de maneio;
c) Organizar e manter actualizado o
c) Depositar as receitas;
inventário patrimonial, bem como adoptar
d) Proceder a levantamentos
medidas que visem a conservação das
bancários;
instalações, material e equipamentos;
e) Controlar os saldos das contas
d) Desenvolver os procedimentos da
bancárias;
aquisição de material e equipamento
f) Registar e conferir o movimento
necessários ao funcionamento das diversas
diário da tesouraria;
áreas de actividade da Escola;
g) Escriturar documentos e livros
e) Assegurar o tratamento e
próprios, assim como elaborar guias de
divulgação da informação entre os vários
receita do Estado, guias de operações de
órgãos e entre estes e a comunidade escolar
tesouraria ou outras;
ou outros;
h) Colaborar na elaboração dos
f) Organizar e manter actualizados os
balancetes e de outros indicadores de gestão
processos relativos à gestão dos alunos;
financeira, a pedido do Conselho
g) Preparar, apoiar e secretariar
Administrativo.
reuniões dos órgãos de gestão e
1- O desempenho das funções de Tesoureiro
administração, ou outras, e elaborar as
é de aceitação obrigatória, sendo exercidas,
respectivas actas, se necessário;
sempre que possível, por um funcionário do
quadro de afectação.

Regulamento Interno – 2009/2013 59


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
2- É designado pelo Conselho k) Biblioteca Escolar
Administrativo, sob proposta do Chefe de
Serviços de
SUBSECÇÃO I – Gabinete de Apoio ao
Administração Escolar, de entre os
Aluno e à Família (GAAF)
Assistentes Administrativos cujo perfil se
adeqúe. Art. 80º- Definição
3- As funções de Tesoureiro não podem ser
exercidas em acumulação com as de Chefe
1 - O Gabinete de Apoio ao Aluno e à
de Serviços de Administração Escolar.
Família (GAAF) destina-se a todos os
alunos da Escola e também às suas
SECÇÃO II – Serviços Técnicos e
Técnico-pedagógico respectivas famílias (nomeadamente
Encarregados de Educação).
Art. 79º Definição/Composição 2 - A intervenção do GAAF visa
proporcionar condições que garantam uma
1 - Os Serviços Técnicos e Técnico- educação inclusiva a todos os alunos e
pedagógicos destinam-se a promover a promover o desenvolvimento pessoal e
existência de condições que assegurem a social dos mesmos.
plena integração escolar de todos os alunos, 3 - A actividade do GAAF deve ser sempre
assente numa abordagem inclusiva, efectuada em articulação com as outras
conjugando a sua actividade com as estruturas da Escola e também com as
estruturas de coordenação educativa e entidades que actuam no concelho na área
supervisão pedagógica. educativa: Câmara Municipal, o Centro de
2 - Constituem Serviços Técnicos e Técnico- Saúde de Alcoutim, Comissão de Protecção
pedagógicos: de Crianças e Jovens do Concelho, etc.
a) Gabinete de Apoio ao Aluno e à
Art. 81º - Composição
Família;
c) Apoio educativo;
d) Serviços de Acção Social Escolar 1 - A intervenção, sob o enquadramento do

– A.S.E. GAAF, será desenvolvida pelos seguintes

e) Direcção de Instalações; elementos:

f) Delegado de Segurança; a) Docente de Educação Especial;

g) Coordenação para Saúde Escolar; b) Psicóloga da Câmara Municipal5;

i) Desporto Escolar; 5
A Psicóloga desenvolve a sua acção nos domínios da orientação

j) PTE escolar profissional, do apoio psicopedagógico e do


desenvolvimento do sistema de relações da comunidade escolar.

Regulamento Interno – 2009/2013 60


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
c) Coordenadora para a Saúde na d) Colaborar com os professores da
Escola; turma/director de turma na construção e
d) Enfermeira da Saúde Escolar, do avaliação de programas
Centro de Saúde de Alcoutim; individualizados;
e) Docentes que prestam Apoio e) Colaborar e participar no trabalho
Educativo; com pais e Encarregados de
f) Docentes que prestam Tutorias; Educação;
2 - O GAAF será coordenado por um f) Apoiar alunos, quando esgotadas
docente, de acordo com o disposto no outras estratégias.
número anterior, a designar pela Directora 2. Compete ao GAAF, no âmbito do
da Escola. desenvolvimento pessoal e social dos
3 - Sempre que se justifique poderão alunos:
colaborar com o GAAF outros docentes e a) Promover competências no domínio
técnicos especializados. da saúde individual, colectiva e pública;
b) Promover a participação das famílias
Art. 82º - Competências do Gabinete de
na vida escolar;
Apoio ao Aluno e à Família
c) Promover a necessidade da
escolaridade junto dos alunos
1 – Compete ao GAAF, no âmbito da
absentistas e suas famílias;
inclusão educativa dos alunos:
d) Promover a disciplina junto de
a) Apoiar os docentes na resolução de
alunos indisciplinados e suas
problemas, designadamente no âmbito
famílias;
da diversificação de metodologias e
e) Promover competências de recusa de
estratégias que facilitem a gestão de
comportamentos não desejados ou
grupos;
que violem a dignidade e os direitos
b) Assegurar a detecção de alunos com
pessoais;
necessidades educativas especiais,
f) Promover a participação na vida
avaliar da sua situação e estudar as
cívica de forma crítica e responsável;
intervenções adequadas;
g) Promover a tomada de decisões e
c) Aplicar meios auxiliares de
fundamentação de opções;
diagnóstico nos casos mais
h) Contribuir para a implementação da
problemáticos (Encaminhar para
Educação Sexual na escola, dentro
consultas de especialidade);
do espírito da Lei nº60/2009 de 6 de
Agosto, sensibilizando a comunidade

Regulamento Interno – 2009/2013 61


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
educativa para o desenvolvimento de concebidas e realizadas na escola no âmbito
projectos de educação sexual; extra-curricular, incluindo aquelas que são
i) Escutar/ouvir o aluno nas suas desenvolvidas no seu exterior, que
dúvidas, anseios e inquietações no contribuam para que os alunos adquiram
campo sexual e prestar-lhe conhecimentos e competências e
informação, educação, orientação ou desenvolvam capacidades, atitudes e valores
serviços de aconselhamento nessa consagrados nos currículos em vigor; são
área; uma estratégia fundamental para o sucesso
j) Promover competências no domínio escolar dos alunos e representam um esforço
da contracepção e de prevenção do da escola e dos professores no sentido de dar
contágio de DTS. uma resposta positiva às dificuldades
manifestadas por aqueles.
Art. 83º - Competências do Coordenador
Destina-se a alunos que revelem
dificuldades ou carências de aprendizagem
1 - Compete ao Coordenador do GAAF: para que possam ultrapassar obstáculos,
a) Coordenar o gabinete e os recursos incluindo os inerentes à alteração do
aí existentes; currículo, sendo a sua frequência
b) Supervisionar o seu obrigatória, desde que apresentados como
funcionamento; medida de apoio nos planos de recuperação
c) Avaliar trimestralmente o seu e de acompanhamento e no Programa
funcionamento. Educativo Individual, devidamente
autorizados pelos Encarregados de
Art. 84º - Avaliação
Educação.
Os docentes responsáveis pelos
O processo de constituição e
apoios educativos devem efectuar, não só
implementação do GAAF deve ser avaliado
uma avaliação contínua, participada e
durante todas as suas fases, através de uma
formativa ao longo do ano lectivo, como
memória trimestral e anualmente através de
também, uma avaliação global, no final do
um relatório de avaliação.
ano lectivo.
SUBSECÇÃO II – Apoio Educativo
Art. 86º- Modalidades de Apoio
Art. 85º - Definição Educativo

Entende-se por apoio educativo o


conjunto de estratégias e actividades

Regulamento Interno – 2009/2013 62


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
1. Apoio Especializado (Alunos com referenciar a situação e se anexa toda a
Necessidades Educativas Especiais documentação considerada relevante para o
6
de Carácter Permanente) processo de avaliação.

Os alunos com necessidades educativas 1.2 - Processo de avaliação


especiais de carácter permanente
beneficiarão, nos vários ciclos de ensino, Referenciada a criança ou jovem, compete
de apoio educativo especializado pelo ao Director/Direcção desencadear os
professor de educação especial, a nível procedimentos seguintes:
individual ou em pequeno grupo. a) Solicitar ao GAAF (através da
docente de Educação Especial e da
1.1 - Procedimento de referenciação Psicóloga), um relatório técnico-pedagógico
conjunto, com os contributos dos restantes
A referenciação pode ser efectuada pelos intervenientes no processo, onde sejam
Encarregados de Educação, serviços de identificadas, nos casos em que tal se
intervenção precoce, docentes ou de outros justifique, as razões que determinam as
técnicos que intervêm com a criança ou necessidades educativas especiais do aluno e
jovem e que tenham conhecimento da a sua tipologia, designadamente as
eventual existência de necessidades condições de saúde, doença ou
educativas especiais. A mesma é feita à incapacidade.
Direcção de Escola, mediante o b) Solicitar ao GAAF (através da
preenchimento de um documento onde se docente de Educação Especial e da
explicitam as razões que levaram a Psicóloga) a determinação dos apoios
6
A educação especial tem por objectivos a inclusão educativa e especializados, das adequações do processo
social, o acesso e o sucesso educativo, a autonomia, a estabilidade de ensino e de aprendizagem de que o aluno
emocional, bem como a promoção da igualdade de oportunidades,
a preparação para o prosseguimento de estudos ou para uma deva beneficiar e das tecnologias de apoio.
adequada preparação para a vida profissional e para uma transição c) Assegurar a participação activa
da escola para o emprego das crianças e dos jovens com
necessidade educativas especiais. De acordo com o Decreto-Lei dos pais/Encarregados de Educação ou a sua
nº3/2008, de 7 de Janeiro, com as alterações introduzidas pela Lei anuência.
nº21/2008, de 12 de Maio, entende-se como necessidades
educativas especiais, os alunos com limitações significativas ao d) Homologar o relatório técnico-
nível da actividade e da participação, num ou vários domínios de pedagógico e determinar as suas
vida, decorrentes de alterações funcionais e estruturais de carácter
permanente, resultando em dificuldades continuadas ao nível da implicações.
comunicação, da aprendizagem, da mobilidade, da autonomia, do e) Nos casos em que se considere
relacionamento interpessoal e da participação social.
não estar perante uma situação de
necessidades educativas que justifiquem a

Regulamento Interno – 2009/2013 63


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
implementação de medidas de Educação d) Adequações no processo de
Especial, solicitar ao GAAF (através da avaliação;
docente de Educação Especial e da e) Currículo Específico Individual;
Psicóloga) uma proposta de f) Tecnologias de apoio;
encaminhamento dos alunos para outros os 3. Todas as medidas podem ser aplicadas
apoios disponibilizados pela escola que cumulativamente, excepto a alínea b) e e).
melhor se adeqúem à sua situação
específica. 1.5 - Participação dos pais/Encarregados de
Educação
1.3 - Relatório técnico-pedagógico
1. Quando comprovadamente os
Do relatório técnico-pedagógico pais/Encarregados de Educação não exerçam
constam os resultados decorrentes da o seu direito de participação, estipulado no
avaliação, obtidos por referência à ponto 1, do art.3, do Decreto-Lei nº3/2008,
Classificação Internacional da de sete de Janeiro, cabe à Escola
Funcionalidade, Incapacidade e Saúde da desencadear as respostas educativas
Organização Mundial de Saúde, servindo de adequadas em função das necessidades
base à elaboração do Programa Educativo educativas especiais diagnosticadas.
Individual do aluno. 2. Da resolução anterior, podem os
Encarregados de Educação recorrer,
1.4 - Medidas Educativas mediante documento escrito devidamente
fundamentado, aos serviços competentes do
1. A adequação do processo de ensino e de Ministério da Educação.
aprendizagem integra medidas educativas
que visam promover a aprendizagem e a 2- Aulas individuais ou em pequeno grupo
participação dos alunos com necessidades
educativas de carácter permanente. Nos casos em que, ao abrigo do
2. Constituem medidas de educação Decreto-Lei n.º 3/2008, alínea e) do ponto 2,
especial, de acordo com o Decreto-Lei do art. 16.º, o aluno tenha um Currículo
nº3/2008 de 7 de Janeiro: Específico Individual, o mesmo beneficiará
a) Apoio pedagógico personalizado; de aulas individuais ou em pequeno grupo,
b) Adequações curriculares integradas no horário lectivo, de acordo com
individuais; o seu Programa Educativo Individual.
c) Adequações no processo de
matrícula; 3 - Apoio Educativo

Regulamento Interno – 2009/2013 64


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
4.1 - Competências do Professor Tutor
Nos casos em que, ao abrigo do
Decreto-Lei n.º 3/2008, alínea a) do ponto 2, 1- Compete ao professor Tutor:
do art. 16.º, o aluno seja proposto para a) Desenvolver medidas de apoio aos
Apoio Pedagógico Personalizado, de acordo alunos, designadamente de integração na
com o seu Programa Educativo Individual, o turma e na escola e de aconselhamento e
mesmo beneficiará desse apoio orientação no estudo e nas tarefas escolares;
individualmente ou em pequeno grupo b) Promover a articulação das
igualmente abrangido pelo mesmo decreto, actividades escolares dos alunos com outras
tendo em conta os recursos humanos actividades formativas;
existentes. c) Desenvolver a sua actividade de
O apoio aos restantes alunos dos forma articulada, quer com a família, quer
diferentes ciclos e níveis de ensino pode ser com os serviços de apoio educativo,
prestado por qualquer docente da Escola, designadamente os serviços de psicologia e
independentemente do seu ciclo de ensino orientação e com outras estruturas de
ou grupo de recrutamento. orientação educativa;
d) Acompanhar de modo particular
4 - Tutorias os alunos cuja situação escolar e/ou
comportamento se torne nitidamente
1 - O aluno beneficiará de uma tutoria preocupante para a escola e em articulação
(modalidade de apoio a estratégias de com o Director de Turma e os Serviços de
estudo, orientação e aconselhamento) Apoio Educativo;
quando esta for proposta pelo professor e) Promover um acompanhamento
titular de turma em articulação com o individualizado do aluno e a sua orientação
conselho de docentes / conselho de turma, educativa;
no âmbito dos Planos de Recuperação, de f) Fomentar a participação dos pais e
Acompanhamento ou Desenvolvimento, Encarregados de Educação na concretização
tendo em conta os recursos humanos de acções para orientação e
existentes, ou por proposta fundamentada do acompanhamento;
Conselho de Turma / Professor titular de g) Propor e coordenar, em
turma. colaboração com os docentes da turma, a
2 - A Directora designa os professores adequação de actividades, estratégias e
tutores, sob proposta do Conselho de métodos de trabalho à situação e à
Docentes/Conselho de Turma. especificidade do aluno.

Regulamento Interno – 2009/2013 65


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
5 - Apoio ao Estudo 5 - As candidaturas serão agrupadas de
acordo com o rendimento do agregado
O Apoio ao Estudo destina-se apenas familiar e enquadradas nos escalões de
ao 1.º ciclo e é assegurado pelo Coordenador capitação definidos por despacho
do Departamento do 1º Ciclo e por docentes governamental
do 2º ciclo. 6 - Em devido tempo, é afixada a lista dos
alunos dentro dos respectivos escalões.
6 - Ensino do Português como Língua Não 7 - Os alunos estão cobertos por um seguro
Materna escolar sempre que:
a) Ocorra um acidente na escola;
Serão proporcionadas actividades b) Ocorra um acidente em
específicas para a aprendizagem da Língua actividades autorizadas pela escola (visitas
Portuguesa como segunda língua aos alunos de estudo);
cuja língua materna não seja o português. c) Ocorra um acidente no decurso de
representação da escola;
A participação da ocorrência deverá ser feita
SUBSECÇÃO III – Serviços de Acção
pelas vítimas do acidente ou por interposta
Social Escolar
pessoa, no prazo de 24 horas, junto da ASE;

Art. 87º - Definição/Funcionamento 8 - Para a instrução do processo, deverá o


professor responsável pela actividade que
estejam a desenvolver apresentar um
1 – Os serviços de Acção Social Escolar
relatório dos acontecimentos e sempre que
prestam apoio aos alunos carenciados no que
possível, deverão ser apresentadas
respeita à atribuição de subsídios para
testemunhas.
alimentação, livros e material escolar de uso
9 - Todos os alunos que se desloquem nos
corrente.
transportes camarários ficam sujeitos ao
2 - Para os alunos do 1º Ciclo, os auxílios
cumprimento do regulamento de utilização
económicos dependem da autarquia.
dos transportes escolares, o qual deve ser
3 - Os prazos para o requerimento de
elaborado em parceria, Escola/Câmara
subsídios são estipulados por lei e serão
Municipal, e dado conhecimento, a todos os
afixados e dados a conhecer a cada turma,
utilizadores, no início do ano lectivo.
através da leitura de um aviso informativo.
10 - Os limites máximos da capitação dos
4 - Todos os alunos têm direito a requerer
agregados familiares para efeitos de
subsídio.
concessão de benefícios e subsídios

Regulamento Interno – 2009/2013 66


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
escolares são fixados por despacho SUBSECÇÃO IV – Direcção de
ministerial. Instalações

Art. 88º - Competências do Técnico de


Acção Social Escolar Art. 89º - Instalações / Salas Específicas

1 - A Escola possui as seguintes salas


1- Compete ao Técnico de Acção Social
consideradas específicas: Educação Visual e
Escolar:
Tecnológica, Educação Visual/Educação
a) Organizar os serviços de
Musical, Laboratórios de Ciências Físico-
Refeitório, Bufete e Papelaria, de forma a
Químicas e de Ciências Naturais, Pavilhão
optimizar a gestão dos recursos humanos e a
Gimnodesportivo e Sala TIC.
melhoria qualitativa dos serviços;
2 – Para além das salas especificadas no
b) Organizar os processos individuais
número anterior, existem ainda na Escola,
dos alunos que se candidatem a subsídios,
salas de aulas, sala de Professores e sala de
numa perspectiva sócio-educativa;
convívio dos alunos.
c) Assegurar aos alunos e
Encarregados de Educação, uma adequada Art. 90º - Funcionamento
informação dos apoios complementares
existentes; 1 - Em relação às salas específicas referidas
d) Organizar os processos referentes no ponto um, estabelece-se o seguinte:
aos acidentes dos alunos, bem como dar a) Para o bom funcionamento de
execução a todas as acções no âmbito da algumas das salas referidas,
prevenção; nomeadamente dos Laboratórios,
e) Planear e organizar em instalações desportivas (ginásio, campo de
colaboração com as autarquias, os jogos exteriores e gimnodesportivo) e da
transportes escolares. Sala TIC, a Directora designará
2- No caso de o lugar não estar preenchido, Directores de Instalações;
o mesmo, é exercido por um Assistente b) Os Directores de Instalações
Administrativo, sob proposta do Chefe de deverão ser docentes, de preferência, dos
Serviços de Administração Escolar, de entre quadros com nomeação definitiva, da área
os Assistentes Administrativos cujo perfil disciplinar ou especialidade das respectivas
mais se adeqúe ao cargo. instalações específicas;
c) Aos Directores de Instalações,
compete-lhes:

Regulamento Interno – 2009/2013 67


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
1 - Nas instalações escolares deverá ser 8 - Os danos deverão ser pagos à Directora
assegurado um grau de limpeza e ou reposto material igual ao danificado, no
organização que permita o normal prazo máximo de 30 dias.
desenrolar das actividades lectivas e extra- 9 - Todas as instalações deverão possuir
lectivas. chave própria que será entregue ao
2 - As instalações são coordenadas pela responsável pela instalação.
Directora ou por esta em colaboração com o 10 - De todas as chaves deverá existir uma
director de instalações específicas, quando cópia no cofre da escola.
existe. 11 - A alteração das fechaduras será da
3 - Na situação prevista no número anterior, exclusiva responsabilidade do direcção.
o director de instalações é um docente 12) Os professores responsáveis deverão
profissionalizado, de preferência, designado elaborar o Regulamento que assegure o bom
pela Directora. funcionamento das mesmas7, (nas
Os directores de instalações deverão: instalações específicas, como os
a) Elaborar um inventário do laboratórios, Educação Visual e
material ao dispor, a entregar à Directora até Tecnológica, Educação Visual, Educação
30 de Setembro, bem como a actualização Física, Biblioteca, Informática, etc., serão
até 30 de Junho. respeitados os regulamentos específicos)
b) Zelar pela manutenção e
conservação dos materiais. 2 – Em relação às salas referidas no ponto
c) Deverá o director de instalações dois, estabelece-se o seguinte:
elaborar propostas de aquisição dos a) Salas de aulas:
materiais necessários ao funcionamento das
instalações.
7
4 - A limpeza das instalações compete aos Os Professores de Educação Física devem elaborar e afixar o
regulamento das instalações desportivas, no início do ano lectivo,
auxiliares de acção educativa.
nas referidas instalações e zelar pela organização, manutenção e
5 - Devem os utilizadores das instalações conservação das instalações bem como dos equipamentos
específicos para a prática das actividades desportivas. Durante o
zelar pela limpeza das salas.
funcionamento das aulas, as portas dos balneários encontram-se
6 - Todos os danos provocados nas fechadas não podendo os alunos lá entrar senão no fim das mesmas
e os alunos que não se encontrem em aula de Educação Física não
instalações serão da responsabilidade de
poderão permanecer nas instalações desportivas. Com vista aos
quem os provocou, ou, no caso de alunos correctos hábitos de higiene, serão concedidos, após a realização
da componente prática das aulas, 10 minutos da actividade lectiva
menores, responsabilizado o seu
para cuidados de higiene necessários, onde se incluirá o banho
Encarregado de Educação pelo pagamento como obrigatório.

dos danos.

Regulamento Interno – 2009/2013 68


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
i) A cada turma será atribuída colocados no lixo na altura da
uma sala de aula e nela se limpeza.
desenvolverão, preferencialmente, as iii) Sempre que o docente traga loiça
actividades da turma, devendo o do bar para a Sala de Professores
professor ser o primeiro a entrar e o deverá entregá-la logo após a sua
último a sair, zelando pelo fecho das utilização.
portas. c) Sala de convívio dos alunos
ii) As salas devem ficar arrumadas e i) A sala de convívio dos alunos é um
com os quadros limpos após a sua dos locais da escola, utilizado pelos
utilização. Sempre que uma sala se alunos nos intervalos e períodos sem
encontre em precárias condições de aulas.
asseio e arrumação, deve ser dado ii) A manutenção e limpeza da sala
imediato conhecimento do facto ao de convívio cabem aos Auxiliares de
auxiliar da acção educativa do Acção Educativa e seus utilizadores,
respectivo piso, sendo através de campanhas de
posteriormente entregue participação sensibilização e prevenção.
à Directora. iii) Devem ser evitadas as
iii) Os auxiliares de acção educativa manifestações ruidosas, atitudes e
são responsáveis pela limpeza e comportamentos violentos;
manutenção das salas de aula, iv) Não são permitidos jogos de azar
devendo providenciar pela existência e/ou a dinheiro;
do material pedagógico necessário e v) É proibido fumar ou consumir
do requisitado. bebidas alcoólicas.
iv) Qualquer dano causado nas
instalações e mobiliário, durante as
SUBSECÇÃO V – Delegado de
aulas, deve ser comunicado à
Segurança
Directora.
b) Sala de Professores Art. 91º - Definição
i) Espaço destinado ao convívio e
descanso dos professores.
1- Os espaços educativos da Escola, dada a
ii) Os docentes devem arrumar todo
sua especificidade e o facto de
o material comum ou particular no
maioritariamente serem frequentados por
local apropriado, após a sua
crianças e jovens, carecem de princípios
utilização. Todos os documentos
orientadores em matéria de segurança.
dispersos e sem identificação serão

Regulamento Interno – 2009/2013 69


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
2- A fim de garantir a segurança dos utentes 6 - A Directora é o responsável por tudo o
e trabalhadores dos estabelecimentos de que diga respeito a questões de segurança, a
ensino que integram a Escola, e de acordo qual pode delegar essa competência no
com a legislação em vigor8, deverá ser Subdirector e Adjunta.
elaborado um Plano de Emergência, que
Art. 92º - Normas gerais de Segurança
contemple os objectivos seguintes:
a) Dotar a Escola de normas eficazes
de segurança; Em relação à Segurança dos espaços

b) Fazer o levantamento das escolares e dos membros da comunidade

instalações e espaços envolventes e analisar educativa, estabelece-se o seguinte:

as consequências que as suas características a) A segurança, dentro dos recintos da

poderão ter em matéria de segurança; escola, deverá ser assegurada pela

c) Sensibilizar para uma cultura de vigilância constante de auxiliares de

segurança; acção educativa e/ou professor titular

d) Conhecer as vias normais e de turma.

alternativas de acesso e saída das b) Sempre que sejam detectados

instalações; elementos estranhos às actividades

e) Prevenir o desencadear de uma da(s) escola(s) que causem

catástrofe ou limitar e reduzir as suas perturbações não resolúveis por

consequências. funcionários e/ou professores, deverá

3 - O plano de emergência deverá a Directora ser informada a fim de

obrigatoriamente contemplar a evacuação de tomar as devidas providências

cada um dos pisos de ensino, assim como recorrendo, se necessário, à

planos específicos de evacuação de espaços intervenção das autoridades policiais.

concretos: cantinas, gimnodesportivo, c) Durante o ciclo de vida do edifício

polivalente, pavilhões, etc. escolar, a responsabilidade pela

5- A Escola está integrada no programa manutenção das condições de

Escola Segura, programa conjunto do segurança contra risco de incêndio e

Ministério da Administração Interna / a execução das medidas de

Ministério da Educação. autoprotecção aplicáveis é das


seguintes entidades: do proprietário
e/ou das entidades gestoras.
8
A Segurança na Escola é pautada pela legislação actualmente em d) Os alunos devem evitar trazer para
vigor - o Decreto-Lei nº 220/2008 de 12 de Novembro
a(s) escola(s) objectos de valor que
regulamentado pela Portaria nº 1532/2008 de 29 de Dezembro e o
Despacho N.º18887/99 (2ª série), de 30 de Setembro. possam ser roubados.

Regulamento Interno – 2009/2013 70


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
e) Não é permitida a introdução de Art. 94º - Competências do Delegado de
objectos perigosos (facas, navalhas, Segurança
objectos cortantes ou quaisquer
armas de fogo) no recinto da Escola. 1- Sem prejuízo do previsto no ponto

f) Não é também permitida a anterior, compete ao Delegado de

introdução de substâncias tóxicas, Segurança:

bebidas alcoólicas ou drogas de a) Elaborar e manter actualizado o

qualquer espécie. Com estas Plano de Emergência;

proceder-se-á do mesmo modo do b) Promover campanhas de

que o descrito no ponto anterior. informação e sensibilização;

g) Caso se verifique tal ocorrência, os c) Articular o Plano de Emergência

objectos deverão ser imediatamente da Escola com o Plano de Segurança

confiscados, informado o Municipal;

Encarregado de Educação e a d) Coordenar a realização de

Direcção que participará a ocorrência simulacros internos dos Planos de

ao Gabinete de Segurança da Emergência e Evacuação;

Direcção Regional de Educação do e) As demais competências previstas

Algarve e às entidades policiais nos normativos aplicáveis.

competentes às quais serão entregues


esses objectos.
SUBSECÇÃO VI – Educação para a
h) Todos os utentes do espaço Escolar
Saúde Escolar
deverão cumprir as regras básicas de
higiene e segurança. Art. 95º - Definição

Art. 93º - Delegado de Segurança A saúde é um conceito positivo, um


recurso quotidiano que implica ―um estado
Para o exercício do cargo de
completo de bem-estar físico, social e
Delegado de Segurança, a Directora
mental e não apenas a ausência de doença
designará um professor, preferencialmente,
e/ou enfermidade (OMS, 1993). Dentro
com formação na área da segurança escolar.
desta perspectiva, a Educação para a Saúde
O Delegado de Segurança deverá, deve ter como finalidade a preservação da
sob orientação dos serviços de protecção saúde individual e colectiva.
civil, organizar os planos de emergência e de Em contexto escolar, Educar para a Saúde
evacuação. consiste em dotar as crianças e os jovens de
conhecimentos, atitudes e valores que os

Regulamento Interno – 2009/2013 71


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
ajudem a fazer opções e a tomar decisões outros docentes e /ou técnicos
adequadas à sua saúde e ao tal bem-estar especializados;
físico, social e mental. e) Elaborar relatório, a apresentar no
A ausência de informação incapacita e/ou final de cada ano lectivo, à Directora;
dificulta a tomada de decisão. Daí, a f) As demais competências previstas
importância da abordagem da Educação para nos normativos aplicáveis.
a Saúde em meio escolar.

Art. 96º - Coordenador da Educação SUBSECÇÃO VI – Desporto Escolar


para a Saúde Escolar
Art. 98º - Conceito e composição
O Coordenador da Saúde Escolar é
designado pela Directora, preferencialmente, 1- O Desporto Escolar deve contribuir para
com formação específica na área e/ou que o combate ao insucesso e abandono escolar
revele o perfil adequado ao exercício das e promover a inclusão, a aquisição de
competências que lhe são atribuídas. hábitos de vida saudável e a formação
integral dos jovens em idade escolar, através
Art. 97º - Competências do Coordenador
da prática de actividades físicas e
da Educação para a Saúde Escolar
desportivas.
2- As modalidades a desenvolver devem ser
1- Compete ao Coordenador da Saúde
propostas pelo Coordenador do Desporto
Escolar:
Escolar ao Conselho Pedagógico para
a) Elaborar o respectivo plano anual
aprovação.
de actividades;
3- O Clube do Desporto Escolar é
b) Promover campanhas de
constituído por:
informação e sensibilização;
- Direcção;
c) Desenvolver estratégias / medidas
- Docentes;
para a promoção da saúde escolar, em
- Alunos praticantes;
colaboração com as estruturas de
-Todos os que, voluntariamente, o
coordenação educativa e supervisão
queiram integrar.
pedagógica, bem como com as parcerias
estabelecidas neste domínio; Art. 99º - Coordenador do Desporto
d) Assegurar o funcionamento do Escolar
gabinete de apoio ao aluno, com recurso a

Regulamento Interno – 2009/2013 72


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
O Coordenador do Desporto Escolar é organização e avaliação das respectivas
designado pelo Director, de entre os actividades;
professores da Escola, responsáveis por um e) Coordenar e operacionalizar o
dos grupos-equipa, tendo em conta a sua Corta-Mato e o Megasprinter internos,
competência pedagógica e capacidade para torneios inter-turmas, interescolas e
organizar e coordenar actividades. ADE’s, em articulação com os Professores
de Educação Física e professores
Art. 100º - Competências do
responsáveis das actividades do Clube de
Coordenador do Desporto Escolar
Desporto Escolar, bem como coordenar a
organização de cursos de juízes, árbitros e
O Coordenador do Clube de cronometristas ou outra formação prevista
Desporto Escolar, em articulação com os no Plano de Actividade Interna;
professores e outros responsáveis pelas f) Realizar actividades que assumam
actividades do mesmo será o garante da características interdisciplinares tais como,
operacionalização do Projecto do Desporto seminários e conferências, visitas de estudo,
Escolar da Escola, sendo da sua programas de ocupação de tempos livres nos
competência: períodos de interrupção lectiva, incluindo
a) Assegurar a articulação entre o actividades físicas e convívios desportivos
Projecto de Escola e o Projecto de Desporto entre escolas;
Escolar; g) Realizar reuniões periódicas com
b) Cooperar com os Órgãos de os professores responsáveis pelas
Gestão, actuando segundo as suas actividades do Clube de Desporto Escolar
orientações, e com as estruturas do ME; (interna e externa), no mínimo, uma em cada
c) Incentivar o desenvolvimento de período lectivo;
um quadro de actividades recreativas e h) Elaborar, cumprir e fazer cumprir
formativas que estimule os alunos a o Projecto do Desporto Escolar, bem como
aderirem de forma voluntária e de acordo apresentar aos Órgãos de Gestão os
com as orientações dos Departamentos Relatórios previstos no PDE07/09. Cada
envolvidos no Projecto (Educação Física relatório de actividades terá de ser
e/ou outros) e dos Órgãos de Direcção, acompanhado de Fichas de actividade/acção
Gestão e Orientação Pedagógica da escola; para cada Acção realizada, em que se
d) Fomentar a participação dos explicite o número de participantes, o
alunos na gestão do Clube de Desporto quadro competitivo adoptado e os resultados
Escolar, intervindo no desenvolvimento, de todas as fases desse quadro competitivo.

Regulamento Interno – 2009/2013 73


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
i) Organizar e manter actualizado, Paralelamente a este investimento em
obrigatoriamente, o Dossier do Clube de equipamentos, tornar-se-á necessário
Desporto Escolar, do qual fazem parte, entre continuar a investir na formação e no apoio
outros documentos, as Fichas de Resumo de aos docentes nas novas tecnologias,
Actividade Mensal, de Presenças dos Alunos possibilitando a utilização das mesmas em
nos treinos dos respectivos Grupos/Equipa, actividades lectivas, não lectivas e nas
Plano Anual de cada Grupo/Equipa e tarefas de administração e gestão da Escola.
Relatório de cada acção realizada no âmbito Para dar resposta a este desafio, colocado
da Actividade Interna, dos progressos pelas Tecnologias de Informação e
escolares dos alunos nas disciplinas Comunicação (TIC) à comunidade
curriculares; educativa, é imperativo adoptar medidas
j) Coordenar a organização dos adequadas à organização e dinamização de
campeonatos, encontros ou uma estrutura de coordenação para as TIC,
exibições/convívios que se realizem na designada por equipa PTE, que acompanhe
escola; no estabelecimento de ensino os projectos
k) Coordenar e fazer os contactos do Plano Tecnológico da Educação.
necessários para o transporte dos 2 - A equipa PTE é uma estrutura de
Grupos/Equipa; coordenação e acompanhamento dos
l) Enviar, nos prazos estipulados, projectos do PTE ao nível da Escola, nos
toda a documentação necessária (Boletins de termos da legislação em vigor.
Jogo, Relatórios, Fichas, etc.); 3 - À Escola incumbe adoptar as medidas
m) Garantir, em articulação com o adequadas à criação, organização e
Órgão de Direcção, a substituição de funcionamento da equipa PTE.
qualquer professor responsável pelos
Art. 102º – Funções
Grupos/Equipa, em caso de impedimento
por motivo de força maior.
1- À equipa PTE compete exercer as
SUBSECÇÃO VII – Plano Tecnológico da seguintes funções ao nível da Escola:
Educação (PTE) a) Elaborar na Escola um plano de acção
anual para as TIC (plano TIC). Este
Art. 101º - Definição
plano visa promover a utilização das

1 - A promoção do uso dos computadores, TIC nas actividades lectivas e não

redes e Internet nos processos de lectivas, rentabilizando os meios

ensinoaprendizagem exigiu um esforço de informáticos disponíveis e

apetrechamento informático das escolas. generalizando a sua utilização por

Regulamento Interno – 2009/2013 74


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
todos os elementos da comunidade h) Articular com os técnicos das câmaras
educativa. Este plano TIC deverá ser municipais que apoiam a Escola.
concebido no quadro do projecto 2-Para efeitos da alínea b) do número
educativo da escola e integrar o plano anterior, compete aos serviços regionais de
anual de actividades, em estreita educação promover a coordenação das redes
articulação com o plano de formação; de parceiros regionais que apoiam as escolas
b) Contribuir para a elaboração dos em matéria de TIC na educação,
instrumentos de autonomia definidos nomeadamente as estruturas responsáveis
no artigo 9º do Decreto-Lei nº 75/2008, pela formação de professores, as equipas de
de 22 de Abril, integrando a estratégia apoio às escolas e outras estruturas,
TIC na estratégia global da Escola; entidades parceiras.
c) Coordenar e acompanhar a execução
Art. 103º – Composição
dos projectos do PTE e de projectos e
iniciativas próprias na área de TIC na
Educação, em articulação com os 1 - A função de coordenador da equipa PTE

serviços regionais de educação e com o é exercida, por inerência, pela Directora da

apoio das redes de parceiros regionais; Escola, podendo ser delegada em docentes

d) Promover e apoiar a integração das que reúnam as competências ao nível

TIC no ensino, na aprendizagem, na pedagógico, técnico e de gestão adequadas

gestão e na segurança ao nível da ao exercício das funções de coordenação

Escola; global dos projectos do PTE ao nível do

e) Colaborar no levantamento de estabelecimento de ensino.

necessidades de formação e certificação 2 - Os restantes membros da equipa PTE da

em TIC de docentes e não docentes; Escola Básica Integrada de Martinlongo são

f) Fomentar a criação e participação dos designados pela directora da escola, de

docentes em redes colaborativas de entre:

trabalho com outros docentes ou a) Docentes que reúnam

agentes da comunidade educativa; competências ao nível pedagógico, de gestão

g) Zelar pelo funcionamento dos e técnico para a implementação dos

equipamentos e sistemas tecnológicos projectos do PTE e para a coordenação de

instalados, sendo o interlocutor junto outros projectos e actividades TIC ao nível

do centro de apoio tecnológico às de escola;

escolas e das empresas que prestem b) O Chefe dos Serviços de

serviços de manutenção aos Administração Escolar / Coordenador

equipamentos; Técnico, ou quem o substitua;

Regulamento Interno – 2009/2013 75


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
c) Estagiários dos cursos a) os computadores para
tecnológicos e dos cursos profissionais nas utilização dos alunos em contexto lectivo e
áreas tecnológicas e outros alunos com extralectivo, situados nas salas de aula, na
competências TIC relevantes que, sob sala TIC e na BE;
orientação do Coordenador da Equipa PTE, b) Os computadores portáteis
possam funcionar como monitores; requisitáveis para circular pelas salas de
d) Não docentes com competências aula;
TIC relevantes. c) Os computadores para
3 - O número de membros da Equipa PTE é utilização dos professores, na sala de
definido pela Directora da Escola, tendo em professores e na sala de directores de
conta a execução eficaz de cada um dos turma;
projectos PTE. d) Os computadores para
4 - Sem prejuízo do disposto no número utilização administrativa, na secretaria e
anterior, a Equipa PTE deverá incluir: no gabinete da Direcção;
a) Um responsável pela componente d) Os computadores para apoio
pedagógico do PTE, preferencialmente com aos serviços, na BE, no Gabinete de Apoio
assento no Conselho Pedagógico, que ao aluno, e de outros serviços que serão
represente e articule com os Coordenadores gradualmente abarcados pelo PTE tais
de Departamento Curricular; como a portaria, o refeitório, a papelaria,
b) Um responsável pela componente o bufete, a reprografia, entre outros.
técnica do PTE, que represente e articule e) Todos os periféricos que ligados
com o Director de Instalações; aos computadores permitem a saída ou a
c) O Coordenador da Biblioteca entrada de documentos, tais como
Escolar. impressoras, scanners, discos rígidos
externos, UPS, switchs, routers, pontos de
Art. 104º - Material Informático
acesso wireless, entre outros.
f) Materiais audiovisuais: os
1 - O material informático encontra-se retroprojectores, os projectores de
espalhado por todas as salas da Escola e a opacos, as telas de projecção, os
sua gestão é da responsabilidade da videoprojectores, os televisores, os leitores
equipa PTE que o fará de modo a de DVDs, os leitores de CDs, os
satisfazer o melhor possível as videogravadores e os projectores de
necessidades dos diversos serviços e dos slides.
alunos, rentabilizando a sua utilização. 3 - A todos os utilizadores deste material
2 - Por material informático entende-se: informático não é permitido tentar

Regulamento Interno – 2009/2013 76


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
modificar o processo normal de arranque 9 - Nos computadores para utilização dos
dos computadores ou desligar o posto de alunos, incluindo os portáteis:
trabalho abruptamente, isto é, sem o a) Estão configuradas duas contas.
encerrar através do sistema operativo. A conta de administração destes
4 - Não deverão ser guardados nestes computadores será reservada apenas para
computadores documentos de indole os docentes e membros da equipa PTE e
pessoal, nem deverão ser configuradas está protegida por uma palavra passe. A
definições pessoais, tais como abertura conta para acesso dos alunos é uma conta
directa em determinada caixa de correio limitada e com palavra passe.
electrónico ou mesmo numa página b) Depois de cada utilização devem
pessoal de igoogle, login automático numa ser devidamente encerrados os programas
conta de windows live messenger, ou e os ficheiros abertos, retirados os
outra. dispositivos externos de armazenamento e
5 - Não deverão ser adicionados gagets arrumados os periféricos (rato, teclado e
aos computadores nem guardados colunas). O utilizador deve ainda
documentos de forma permanente no certificar-se de que todas as ligações se
ambiente de trabalho. encontram operacionais quando
6 - Não poderão ser instalados quaisquer abandonar o computador.
programas que não sejam licenciados c) Não é permitido modificar o
para a Escola ou que não sejam ambiente de trabalho dos computadores
provenientes de software de acesso e nem guardar os documentos em pastas
utilização livre ou de código aberto. que não nos “Meus documentos”.
7 - Os utilizadores não estão autorizados a d) Nas salas de aula o professor é o
efectuar alterações de configuração do responsável pelo controle e pela correcta
equipamento (hardware), do sistema ou utilização do equipamento informático
dos programas (software), nem a abrir os durante a respectiva aula. No entanto, no
computadores, substituir ou retirar peças, caso de se verificar qualquer dano no
ou proceder a quaisquer reparações; material, deverá ser responsabilizado o
8 - Qualquer problema ou anómalia das utilizador que procedeu de forma
ligações da rede wifi, disponibilizada em incorrecta, nomeadamente em caso de
todos os espaços interiores escolares e que comprovada negligência na sua utilização,
permitirá a ligação à internet dos causando a
computadores portáteis dos professores e danificação do material. Para tal, o
alunos deverá ser reportada à equipa professor deverá saber a correcta
PTE. localização dos alunos na sala e identificar

Regulamento Interno – 2009/2013 77


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
qual o computador que foi utilizado por recurso à plataforma Moodle. Este portáteis
cada um dos alunos. destinam-se ainda à utilização pelos Órgãos
e) Todas as ocorrências e Administrativos e Biblioteca Escolar.
anomalias serão obrigatoriamente b) A utilização dos computadores
registadas num suporte próprio para portáteis pelos professores, em situações de
conhecimento do responsável técnico da trabalho individual e autónomo, tem o
equipa PTE. objectivo de permitir a criação de materiais
f) A equipa PTE não se pedagógicos diversificados, de forma a
responsabiliza por qualquer perda de responder às necessidades, interesses e
documentos, motivada pela má utilização expectativas da heterogeneidade dos alunos
do software instalado ou que tenham sido e veicular informação na comunidade. Estes
deixados no computador. mesmos computadores portáteis constituem
g) A equipa PTE reserva-se o um importante recurso, ferramenta e
direito de apagar quaisquer documentos instrumento de trabalho que deve ser usado,
ou programas que se encontrem nos explorando o máximo das suas
computadores, por forma a manter as potencialidades para que se rentabilize o
máquinas operacionais. mais possível no processo de ensino e
aprendizagem e na formação pessoal dos
docentes. A disponibilização deste recurso,
Art. 105º - Os computadores portáteis9
na Escola, abrangerá tanto as áreas
curriculares como as áreas curriculares não
a) Os computadores portáteis disciplinares e será também usado para os
atribuídos à escola são propriedade da diversos projectos desenvolvidos pela
Escola Básica Integrada de Martinlongo e Escola, tais como: a actualização constante
destinam-se à utilização no âmbito de do Website da Escola ( http://www.ebi-
actividades curriculares e extra-curriculares martinlongo.rcts.pt), actividades
por parte de docentes individualmente, de desenvolvidas ao nível dos Clubes de
docentes e alunos em contexto de sala de Ciências, Matemática e Jornalismo, para o
aula e de discentes individualmente em desenvolvimento de actividades na
contexto fora da sala de aula, nomeadamente Biblioteca Escolar, a disponibilização de
em situação de ausência de docente, pelo materiais pedagógicos para os alunos na
9
Entende-se, neste caso, por computadores portáteis os vinte e
plataforma Moodle, assim como outros
três computadores portáteis atribuídos a este estabelecimento de projectos constantes no plano Anual de
ensino pelo CRIE no âmbito do projecto ―Iniciativa Escolas,
Actividades ou que a Escola decida
Professores e Computadores Portáteis‖.
desenvolver. A utilização dos computadores

Regulamento Interno – 2009/2013 78


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
portáteis pelos professores e seus alunos, em de ausência de docente titular da disciplina,
contexto de sala de aula, tanto de actividades sendo as regras de requisição diferentes;
curriculares como extra-curriculares, O docente requisita o computador
pretende promover o sucesso escolar através portátil, para uso individual, mediante o
da diversificação de metodologias de ensino preenchimento de uma Ficha de Requisição,
e de aprendizagem, adequado e fornecida pelo auxiliar de acção educativa
diferenciando o currículo ao contexto da Reprografia, à guarda de quem estão os
específico da turma e do aluno. Pretende-se computadores; Na Ficha de Requisição fica
igualmente implementar a utilização das registado o número do computador
TIC como meio potenciador de melhores requisitado, o equipamento complementar
aprendizagens, da autonomia, da inovação e também entregue, o dia e a hora da entrega
da renovação curricular. Será um do equipamento; A requisição deverá ser
equipamento pedagógico também a valorizar feita preferencialmente com antecedência,
pelos docentes que dinamizam actividades sem limite de tempo, mas poderá também
com os alunos com Necessidades Educativas ser feita na própria hora; O docente receberá
Especiais. A utilização dos computadores o computador desde que haja um disponível,
portáteis pelos alunos individualmente e de sendo respeitada a ordem temporal dos
forma autónoma, em contexto fora de sala pedidos;
de aula, nomeadamente na situação de Todos os docentes devem requisitar
ausência do docente titular da disciplina, antecipadamente os computadores para uso
pretende conceder ao aluno uma ferramenta em sala de aula com os alunos, preenchendo
de trabalho que promova a aquisição de a Ficha de Requisição Reprografia, onde
competências e que permita o fica registado o número de computadores e
desenvolvimento de projectos, assim como a equipamento acessório requisitados, o dia, a
ocupação plena dos tempos escolares. hora, a disciplina e o local da actividade;
Deverá ser utilizada apenas em contexto Não são permitidas requisições
escolar, no âmbito de qualquer actividade ou permanentes dos computadores nem para o
projecto que surja, e para o qual seja uso individual dos docentes nem para
necessária a sua utilização. actividades com os alunos, à excepção do
b) Na requisição dos computadores docente responsável pelas actualizações
portáteis deve distinguir-se os três géneros diárias da página web da Escola;
de requisitantes: professor individualmente, Os docentes poderão igualmente
professor e alunos em contexto de sala de requisitar os computadores para trabalhos
aula ou aluno individualmente em situação fora da escola, por períodos de um máximo
de 30 dias;

Regulamento Interno – 2009/2013 79


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
O tempo de requisição dos 11 - A utilização dos computadores portáteis
computadores para uso em sala de aula é por a que se refere o número anterior obedece às
períodos de 45 ou de 90 minutos, devendo seguintes regras de utilização:
no final da aula ser devolvidos ao auxiliar de a) Os elementos da equipa PTE criarão
acção educativa; directorias com os respectivos utilizadores e
Nas situações de ausência do docente palavra-passe;
titular da disciplina e na presença ou não de b) A utilização do equipamento deverá
outro docente para acompanhamento dos ser feita com o necessário zelo e
alunos, estes poderão requisitar responsabilidade de modo a manter o seu
individualmente computadores portáteis, bom funcionamento;
preenchendo a Ficha de Requisição, na c) Para assegurar o bom estado dos
Reprografia, a fim de realizarem as equipamentos, é proibida a gravação de
actividades preparadas pelo docente da documentos no disco rígido dos
disciplina e disponíveis na plataforma computadores. Os utilizadores devem
Moodle; guardar os documentos em suporte
Os alunos deverão permanecer na amovível, salvaguardando-se assim a
Biblioteca Escolar, caso não haja outro utilização indevida por parte de outros
docente para os acompanhar, ou na sala de utilizadores e o sobrelotamento do disco
aula, caso haja outro docente para os rígido;
acompanhar; d) Os utilizadores não podem instalar
Caso se verifiquem muitos pedidos de nem desinstalar software, nem é permitida a
requisição, privilegiar-se-á a rotatividade do alteração da configuração do computador.
empréstimo; As alterações a realizar serão executadas
O auxiliar de acção educativa da pelos elementos da equipa PTE;
Reprografia terá a seu cargo a conferência e) Caso o professor necessite de software
do material, nomeadamente do computador, específico, não instalado e existente na
cabo de alimentação e outros equipamentos Escola, para o decorrer de uma actividade,
acessórios requisitados, na altura da entrega deverá solicitar antecipadamente a sua
e devolução; instalação aos elementos da equipa PTE;
O auxiliar de acção educativa f) Qualquer informação gravada no disco
transporta os computadores portáteis até local durante a sessão de trabalho deve ser
à sala designada, nas situações de trabalho removida no fim da mesma. A perda
em contexto de sala de aula. informação gravada no disco rígido será da
responsabilidade do aluno;

Regulamento Interno – 2009/2013 80


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
g) Aquando da requisição do suporte ao desenvolvimento das actividades,
computador, será o docente que procederá à previstas no presente regulamento, darão
abertura e encerramento do computador, lugar à aplicação de uma ou várias das
verificando o estado do funcionamento do seguintes sanções:
equipamento; i) Proibição temporária da utilização
h) Nas situações de utilização dos do computador;
computadores em contexto de sala de aula, ii) Proibição definitiva da utilização
na altura da distribuição do equipamento, os do computador;
alunos devem verificar a existência de iii) Indemnização da Escola pelo
alguma avaria ou anomalia. Caso o aluno equipamento danificado por uso indevido ou
detecte alguma anomalia, deverá comunicar por perda;
ao professor que por sua vez comunicará ao Será a Direcção da Escola a avaliar a
auxiliar de acção educativa da Reprografia e sanção a aplicar, tendo em conta as
aos elementos da equipa PTE, que dará particularidades de cada caso em concreto, e
posterior conhecimento à Direcção da depois de devidamente apurados os factos.
Escola; No que concerne à aplicação das
i) Os computadores serão ligados à sanções previstas nas alíneas a), b) e c), será
internet através de Acess Point; dado conhecimento por escrito da decisão da
j) Não devem ser utilizados programas
Direcção da escola, no caso dos alunos.
de conversação ou comunicação durante o
decorrer das aulas, sem que as mesmas
sejam previamente autorizadas pelo
Art. 106º - computadores portáteis
professor/ dinamizador da actividade;
k) É proibido o acesso ao ―Hi5‖ bem pessoais
como sites relacionados com violência,
pornografia ou racismo; 1 - Os computadores pessoais dos alunos
l) Não é permitido o download de jogos,
podem ser utilizados, nos espaços escolares
toques de telemóvel, filme e/ou músicas;
12 - Os responsáveis pela manutenção (sala de aula/ biblioteca), no âmbito das
regular dos computadores portáteis são os áreas curriculares disciplinares, das áreas
elementos da equipa PTE; O auxiliar de curriculares não disciplinares, das
acção educativa da Reprografia terá a seu actividades de enriquecimento curricular e
cargo o carregamento de baterias quando se de projectos em desenvolvimento existentes
julgue necessário. na Escola, sempre sob a orientação de um
13 - O desrespeito pelas regras de utilização docente responsável;
dos computadores portáteis bem como do 2 - O pedido de autorização para o uso dos
equipamento acessório, que lhe serve de computadores pessoais dos alunos em

Regulamento Interno – 2009/2013 81


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
qualquer das áreas/projectos anteriormente 10 - Não é permitido o download de jogos,
referidos é efectuada pelo professor, dirigida toques de telemóvel, filme e/ou músicas;
ao Encarregado de educação, via caderneta, 11 - Os casos omissos serão tratados pela
com uma antecedência mínima de 48 horas, Direcção da Escola de acordo com a lei em
onde terá que constar a data, disciplina e vigor.
actividades a desenvolver;
3 - A utilização do computador em contexto SUBSECÇÃO VIII – Biblioteca Escolar
de sala de aula é feita segundo orientações
do professor responsável; Art. 107º – Definição

4 - Por questões de segurança do


computador e organização da sala de aula, A Biblioteca (BE) centro de recursos
deve-se levar para a aula o computador com educativos, entendida como «lugar de acesso
a bateria carregada de forma a evitar a livre a múltiplos recursos organizados para a
necessidade de ligar à corrente; aprendizagem» (Emília Amor), é um espaço
5 - Cada aluno ou professor é responsável onde existem equipamentos multimédia –
pelo estado e segurança do seu computador televisão, vídeogravador e computador –
assim como pelo software nele contido; susceptíveis de serem utilizados pela
6 - A Escola não se responsabiliza por comunidade escolar; são recolhidos,
qualquer dano ou furto dos computadores catalogados e disponibilizados diversos tipos
pessoais; de documentos – monografias, periódicos,
7 - A utilização inadequada e/ou a não registos vídeo e áudio, diapositivos,
autorização dos computadores portáteis programas informáticos, CD-ROM – que
pessoais na escola (que infrinjam a lei em constituem recursos pedagógicos para as
vigor e o Regulamento Interno) será alvo de actividades quotidianas de ensino-
procedimento disciplinar ficando o infractor aprendizagem, bem como para actividades
proibido de o trazer para a Escola; curriculares não lectivas e, ainda, para a
8 - Não devem ser utilizados programas de ocupação de tempos livres; e os utentes
conversação ou comunicação, sem que as podem, num ambiente calmo, realizar
mesmas sejam previamente autorizadas pelo leituras, pesquisas e trabalhos diversos.
professor/ dinamizador da actividade; A BE está aberta a qualquer iniciativa de
9 - É proibido o acesso a redes sociais do carácter cultural, desde que se obtenha
tipo ―Hi5‖, ―Facebook‖, ―Twitter‖ bem autorização prévia do professor bibliotecário
como sites relacionados com violência, e da Directora.
pornografia ou racismo;

Regulamento Interno – 2009/2013 82


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
Art. 108º - Funcionamento devidamente assinalado, junto à zona de
acolhimento.
1 - O horário de funcionamento é decidido 6 - Quanto aos documentos devolvidos
anualmente pela Direcção, tendo provenientes de uma requisição, estes
previamente auscultado o professor deverão ser entregues directamente ao
bibliotecário da BE; funcionário de serviço, na zona de
2 - O horário deverá estar afixado no placar acolhimento, de modo a proceder ao registo
de acesso à BE. da entrega.
7- Os utentes não podem mover as mesas e
Art. 109º - Normas Gerais de devem evitar arrastar as cadeiras.
funcionamento 8 - Os materiais existentes nas diversas
zonas devem permanecer nos seus lugares só
1 - Podem utilizar a Biblioteca todos os podendo ser consultados noutra zona
elementos da Comunidade Escolar ou mediante justificação do utente e respectiva
outros, com a devida autorização. O espaço autorização do funcionário.
da Biblioteca deve apenas ser utilizado para 9 - Os professores poderão requisitar a BE
fins relacionados com livros, jogos e para leccionação ou para actividades de
material multimédia. acompanhamento aos alunos, mas nunca em
2 - Ao entrarem, os utilizadores devem regime de exclusividade, uma vez que este
deixar as mochilas/sacos no espaço espaço está aberto a toda a comunidade
destinado para o efeito. A entrada, escolar. Para qualquer destas actividades é
permanência e saída da biblioteca devem necessária a entrega ao professor
fazer-se, respeitando os outros utilizadores, bibliotecário ou funcionário da biblioteca, da
mantendo o necessário respeito e disciplina respectiva planificação, em documento
exigidos neste espaço. próprio, com quarenta e oito horas de
3 - Não é permitido comer, beber, nem antecedência, sempre que possível.
utilizar boné na BE. 10 - Pode ser lido ou consultado na
4 - O utilizador deverá contribuir para que o Biblioteca todo o material aí existente.
espaço da biblioteca fique limpo e 11 - A Biblioteca disporá de Livro de
arrumado. Registo, bem como de um ficheiro
5 - Os livros retirados das estantes para informatizado.
consulta na biblioteca não devem ser 12 - Para que a ordem de arrumação dos
arrumados pelos utilizadores, mas colocados livros não se altere, devem os utentes
num espaço próprio, criado para o efeito e colocar as obras acabadas de consultar sobre
as mesas mais próximas.

Regulamento Interno – 2009/2013 83


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
13 - No sector de audiovisuais, a escolha do 19 - Se o leitor não proceder à devolução
material a utilizar processar-se-á em da obra requisitada no prazo
presença do funcionário, sendo da exclusiva estabelecido, deverá pagar uma multa de
responsabilidade deste o manuseamento do 0,20 € por cada dia em atraso. Esta
equipamento instalado. medida aplica-se aos leitores fora da
14 - Podem ser requisitados para leitura escolaridade obrigatória.
domiciliária todos os fundos da Biblioteca, à 20 - Em caso de perda ou dano da obra, o
excepção de: requisitante reporá um exemplar igual e em
a) Obras gerais (enciclopédias, bom estado, no prazo de quinze dias, ou o
dicionários e atlas); seu valor comercial para que a Biblioteca
b) Obras que integram exposições proceda à sua reposição.
bibliográficas; 21 - A Biblioteca reserva-se o direito de
c) Periódicos (jornais, revistas e recusar novo empréstimo a utilizadores
boletins); responsáveis pela perda, dano ou posse
d) Documentos audiovisuais; prolongada e abusiva da obra.
e) Documentos áudio; 22 - O utilizador deve proceder à requisição
f) Jogos. do equipamento informático ou audiovisual,
15 - Em certas condições, nomeadamente no próprio dia, junto do funcionário da
para aulas ou durante o fim-de-semana, o Biblioteca, devendo o utilizador efectuar a
empréstimo de algumas obras referidas sua assinatura no impresso próprio, na hora
anteriormente poderá ser excepcionalmente de início e na de fim do uso do equipamento.
permitido de acordo com decisão do 23 - Cada utilizador dispõe de trinta
professor responsável, consultando, se minutos, período este que é renovável caso
necessário, a Directora. não haja utilizadores em espera.
16 - Toda a Comunidade Educativa pode 24 - Têm prioridade os utilizadores que
usufruir do empréstimo domiciliário. pretendam usar o equipamento para pesquisa
17 - O requisitante assume inteira didáctica e realização de trabalhos.
responsabilidade pela conservação das obras 25 - Cada computador pode ser usado, em
emprestadas para leitura domiciliária. simultâneo, por um máximo de três
18 - A requisição domiciliária é feita em utilizadores, à excepção dos alunos
impresso próprio, sendo possível requisitar acompanhados por um professor.
duas obras por um período de oito dias úteis, 26 - É rigorosamente proibido o acesso a
renovável caso as obras não tenham, sítios de carácter pornográfico, racista,
entretanto, sido solicitadas. xenófobo, violência explícita, sítios de
conversação e jogos não didácticos.

Regulamento Interno – 2009/2013 84


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
27 - Não é permitido modificar a documento de ocorrência disciplinar. A
configuração do equipamento, bem como duração desta interdição será de acordo com
gravar informação no disco rígido do a gravidade do acto.
computador (C) ou utilizar disquetes
Art. 110º - Objectivos
pessoais que não sejam as que já se
encontram na Biblioteca para uso
exclusivo do utente. 1- São objectivos fundamentais da BE da

28 - Para impressão de trabalhos, os Escola Básica Integrada de Martinlongo:

utilizadores devem consultar o responsável a) Apoiar o processo de ensino e de

presente. aprendizagem e o desenvolvimento do

29 - A impressão de trabalhos está sujeita a currículo, bem como o funcionamento da

pagamentos, conforme tabela afixada no escola nas suas actividades e projectos;

local onde se disponibiliza o serviço. b) Ajudar à promoção e ao

30 - A permanência nas instalações da desenvolvimento de competências de leitura,

Biblioteca e imediações obriga a um em articulação com o Plano Nacional de

comportamento que respeite os princípios de Leitura;

civismo e respeito pela Escola e pelos c) Incentivar o desenvolvimento de

utilizadores que aí se encontram. Qualquer competências de informação, tecnológicas,

atitude de desvio a este princípio será de estudo e de trabalho;

analisada em conformidade com as normas d) Despertar o interesse pela escrita e

de actuação regulamentadas pela Escola. por outras formas de expressão,

31 - Não é permitido escrever ou sublinhar, desenvolvendo o espírito crítico e a

dobrar ou utilizar qualquer outra forma de imaginação dos utilizadores;

marcar as folhas das obras utilizadas. e) Proporcionar os utilizadores a

32 - O não cumprimento do presente ocupação do seu tempo livre de forma

Regulamento pode resultar no convite para a proveitosa;

saída voluntária ou involuntária da f) Divulgar informação proveniente

Biblioteca. A decisão acerca da interdição de diferentes fontes de cultura, facilitando o

do espaço da BE a qualquer utilizador, por acesso à informação e à cultura.

incumprimento deste regulamento, será


Art. 111º - Actividades
tomada pelos responsáveis da BE,
consultado sempre o professor bibliotecário
1- Com vista à consecução dos objectivos
ou funcionário da BE, e, caso se trate de um
definidos no artigo anterior, a BE
aluno, informando o respectivo director de
desenvolverá a sua linha de trabalho,
turma, mediante o preenchimento do

Regulamento Interno – 2009/2013 85


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
aplicando um conjunto diversificado de 1- Todos os utilizadores têm o direito:
estratégias que visarão: a) A frequentar a Biblioteca e dispor
a) Apoiar o processo de ensino e de dos seus recursos nas condições mais
aprendizagem; adequadas, salvaguardando as normas e
b) Desenvolver competências a nível horários estabelecidos;
da leitura e da escrita. b) Participar em todas as actividades
c) Munir os utilizadores de bons promovidas pela Biblioteca;
hábitos de utilização do espaço BE – c) Apresentar sempre as críticas,
Formação de utilizadores; sugestões, propostas e/ou reclamações
d) Realizar o tratamento do fundo fundamentadas.
documental; d) A ser acolhido e apoiado na sua
e) Apoiar os utilizadores no utilização do espaço, nomeadamente na sua
desenvolvimento de métodos de estudo e de pesquisa.
trabalho; c) Circular livremente em todo o
f) Promover a utilização das Novas espaço público da Biblioteca, desde que,
Tecnologias de Informação e Comunicação com a finalidade de aceder às diversas áreas
em contexto escolar; funcionais;
g) Articular actividades e esforços d) Retirar das estantes os
com os diferentes parceiros sociais e com os documentos que pretende consultar, ler,
diferentes órgãos e departamentos da escola; visionar ou ouvir presencialmente ou
h) Divulgar e expor trabalhos também requisitar monografia para leitura
realizados pelos utilizadores em geral (ser domiciliária;
―eco‖ dos acontecimentos culturais), de f) Dispor de um ambiente agradável
acordo com os interesses e objectivos da e propício à leitura;
BE;
Art. 113º - Deveres dos Utilizadores
i) Produzir materiais didácticos e de
apoio ao estudo e às aprendizagens
escolares; 1- O utilizador da biblioteca tem os

j) Difundir as actividades a seguintes deveres:

desenvolver, bem como o fundo documental a) Cumprir as normas estabelecidas

da BE, através de diversos instrumentos de para o funcionamento da Biblioteca;

divulgação; b) Manter em bom estado de


conservação as espécies documentais que
Art. 112º - Direitos dos Utilizadores lhe são facultadas;

Regulamento Interno – 2009/2013 86


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
c) Preencher os impressos 2 — Os docentes que integram a equipa da
necessários para fins estatísticos e de gestão; biblioteca escolar são designados pela
d) Cumprir o prazo de oito dias para Directora da Escola de entre os que
a devolução dos materiais requisitados para disponham de competências nos domínios
consulta domiciliária, período este que pode pedagógico, de gestão de projectos, de
ser renovado caso não tenha sido alvo de gestão da informação, das ciências
outro pedido; documentais e das tecnologias de
e) Reparar os danos materiais informação e comunicação.
causados no material manuseado; 3— Na constituição da equipa da biblioteca
f) Contribuir para a manutenção de escolar, deve ser ponderada a titularidade de
um bom ambiente na Biblioteca; formação de base que abranja as diferentes
g) Respeitar o silêncio; áreas do conhecimento de modo a permitir
h) Acatar as indicações que lhe uma efectiva complementaridade de saberes.
forem transmitidas pelo professor 4 - A equipa da BE deve especificamente:
responsável ou outro professor presente e Gerir, organizar e dinamizar a BE, elaborar
pelos funcionários; e executar o plano de actividades próprio, no
2- O não cumprimento destes deveres quadro do Projecto Educativo da Escola, em
implica: articulação com os departamentos
a) Suspensão da utilização dos curriculares e com o Direcção; Definir a
serviços cujos materiais foram alvo de danos política documental da BE, de com as
ou de desadequada utilização; necessidades e prioridades sentidas e
b) Reposição integral do material produzir o tratamento do acervo documental.
danificado; 5 - A equipa da BE deverá reunir-se
c) Procedimento disciplinar. regularmente, por convocatória do professor
bibliotecário, a fim de organizar actividades,
Art. 114º - Equipa da BE
partilhar informação e avaliar o trabalho
realizado.
1 - A equipa da BE é composta pelo 6 - A Equipa da Biblioteca é responsável por
10
professor bibliotecário , por docentes dinamizar as actividades da Biblioteca
nomeados para o efeito e pela auxiliar da definidas pelo Plano Anual de Actividades,
acção educativa responsável. sob proposta da própria Equipa e em

10
articulação com os Departamentos
A Directora designa o professor
bibliotecário aplicando os critérios de Curriculares e que se dirigem a toda a
selecção enunciados no art. 5º, capítulo II, Comunidade Escolar. O desenvolvimento
da _____
das tarefas decorre em cooperação com as

Regulamento Interno – 2009/2013 87


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
outras escolas dos concelhos de Alcoutim, Art. 116º - Competências do professor
Castro Marim e Vila Real de Santo António. bibliotecário

Art. 115º – Competências da Equipa da 1 - Ao professor bibliotecário cabe, com


BE apoio da equipa da biblioteca escolar, a
gestão da biblioteca da Escola.
1- São compet~encias da euipa da 2 - Sem prejuízo do disposto no número
Bibllioteca da Escola: anterior, compete ao professor bibliotecário:
a) Articular as orientações emanadas da a) Assegurar serviço de biblioteca
Rede de Bibliotecas Escolares com o para todos os alunos da Escola;
estipulado nos documentos estruturantes da b) Promover a articulação das
Escola, nomeadamente o Projecto actividades da biblioteca com os objectivos
Educativo, o Projecto Curricular de Escola; do projecto educativo, do projecto curricular
b) Gerir, organizar e dinamizar a BE, de de escola e dos projectos curriculares de
acordo com o enquadramento dos Projectos turma;
Educativo e Curricular de Escola; c) Assegurar a gestão dos recursos
c) Promover a articulação do Plano de humanos afectos à(s) biblioteca(s);
Acção da BE com o Projecto Educativo da d) Garantir a organização do espaço
Escola, Projectos Curriculares de Turma e e assegurar a gestão funcional e pedagógica
no âmbito do presente Regulamento Interno; dos recursos materiais afectos à biblioteca;
d) Definir, organizar e operacionalizar, em e) Definir e operacionalizar uma
articulação com a Direcção da Escola, as política de gestão dos recursos de
estratégias e actividades de política informação, promovendo a sua integração
documental da escola; nas práticas de professores e alunos;
e) Favorecer o desenvolvimento das f) Apoiar as actividades curriculares
literacias, designadamente da leitura da e favorecer o desenvolvimento dos hábitos e
Informação, do uso das novas tecnologias, competências de leitura, da literacia da
no âmbito do desenvolvimento curricular da informação e das competências digitais,
Escola; trabalhando colaborativamente com todas as
f) Assegurar que os recursos de informação estruturas da Escola.
são adquiridos e organizados de acordo com g) Apoiar actividades livres,
os critérios técnicos da Rede de Bibliotecas extracurriculares e de enriquecimento
ajustadas às necessidades dos utilizadores; curricular incluídas no plano de actividades
ou projecto educativo da escola.

Regulamento Interno – 2009/2013 88


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
h) Estabelecer redes de trabalho e) Zona de Material Impresso.
cooperativo, desenvolvendo projectos de f) Zona de Multimédia/Internet.
parceria com entidades locais; g) Zona de Leitura Vídeo.
i) Implementar processos de h) Zona de Leitura Áudio.
avaliação dos serviços e elaborar um i) Zona do Gabinete do Jornal
relatório anual de auto-avaliação a remeter
ao Gabinete Coordenador da Rede de
Bibliotecas Escolares (GRBE); CAPÍTULO VII
j) Representar a biblioteca escolar no ESTRUTURAS ASSOCIATIVAS
conselho pedagógico.

Art. 117º - Áreas Funcionais da BE Associações de Pais e Encarregados de


Educação
1 - A Biblioteca é constituída por duas salas,
Art. 118º - Definição
com zonas distintas, regendo-se o seu
funcionamento pelas normas definidas neste
1. Os pais e Encarregados de Educação da
Regulamento.
Escola constituíram-se em associação, nos
2 - É objectivo da Biblioteca facilitar o
termos do D. L. nº 372/90, de 27 de
acesso aos alunos, professores, funcionários,
Novembro, com as alterações que lhe foram
Encarregados de Educação e outros
introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 80/99, de
elementos da Comunidade Educativa para
16 de Março, e pela Lei n.º 29/2006, de 4 de
consulta de livros, jornais e revistas,
Julho, desenvolvendo, por iniciativa própria
documentos audiovisuais e outro tipo de
ou em colaboração com outras entidades,
documentação, contribuindo para dar
iniciativas visando a promoção da qualidade
resposta às necessidades de
e da humanização da Escola.
pesquisa/informação e de lazer dos
2. A Associação de Pais e Encarregados de
utilizadores.
Educação da Escola elaborou e aprovou, em
3 - A Biblioteca é constituída pelas
Assembleia Geral, os seus próprios
seguintes áreas funcionais:
estatutos, tendo adquirido personalidade
a) Zona de Acolhimento.
jurídica, após publicação dos referidos
b) Zona de Leitura Informal.
estatutos no Diário da República - III série.
c) Zona de Leitura Informal do
3. A Associação de Pais e Encarregados de
Primeiro Ciclo.
Educação da Escola tem como objectivo
d) Zona do Cantinho do Primeiro
fomentar a colaboração permanente entre os
Ciclo.

Regulamento Interno – 2009/2013 89


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
alunos, corpo docente e pais, bem como b) Colaborar na orientação
criar condições para a efectiva participação pedagógica através do seu representante no
destes últimos na tarefa educativa que lhes Conselho Pedagógico.
compete. c) Colaborar na gestão da escola
4. A Associação de Pais e Encarregados de através do Conselho Geral, Conselho
Educação não tem fins lucrativos e Pedagógico e Conselhos de Turma.
representa os pais e Encarregados de d) Obter da Escola, se necessário,
Educação junto do Ministério da Educação, condições para reuniões e eleições.
da Directora da Escola e de quaisquer outros e) Obter do direcção, informação
organismos oficiais ou particulares, na adequada quanto ao funcionamento da
prossecução dos objectivos que lhe são Escola.
próprios e definidos nos seus estatutos. f) Submeter, via Associação de Pais,
sugestões e propostas diversas, aos Órgãos
Art. 119º - Funcionamento
de Gestão da Escola.

1. A Associação reúne ordinariamente Art. 121º - Deveres


uma vez por mês e extraordinariamente,
sempre que seja convocada pelo seu São deveres da Associação de Pais e
Presidente, ou por um dos seus membros. Encarregados de Educação:
4. A Associação poderá, com autorização do a) Designar os seus representantes
Director, realizar actividades culturais ou nos órgãos e estruturas da Escola.
desportivas na Escola, desde que isso não b) Manifestar aos órgãos de gestão,
prejudique as actividades escolares. através da sua Direcção, as suas
5. A Associação de Pais e Encarregados de preocupações quanto a ocorrências ou
Educação participará nos órgãos de situações consideradas anormais e colaborar
administração e gestão da Escola nos termos na sua resolução.
da Lei. c) Melhorar a comunicação entre os
pais e Encarregados de Educação e os
Art. 120º – Direitos
Órgãos de Gestão da Escola.
d) Participar individual e
À Associação de Pais e Encarregados de colectivamente na elaboração do Projecto
Educação é reconhecido o direito de: Curricular de Turma, de propostas de
a) Emitir pareceres sobre as linhas alteração ao Regulamento Interno, Projecto
gerais da política educativa, através da sua Educativo, Regimentos e outros, da Escola.
presença no Conselho Geral.

Regulamento Interno – 2009/2013 90


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
e) Conhecer o Regulamento Interno valores da pessoa humana, da democracia e
da Escola. do exercício responsável da liberdade
individual.
Art. 122º - Mandato
2 - Enquanto espaço colectivo de
salvaguarda efectiva do direito à educação, a
1 - O mandato dos pais e encarregados de escola é insusceptível de transformação em
educação tem a duração de dois anos. objecto de pressão para a prossecução de
2 - O mandato cessa quando o elemento interesses particulares, devendo o seu
perder a qualidade de membro da funcionamento ter carácter de prioridade.
comunidade escolar, ou por vontade própria,
manifestada por escrito ao Presidente do Art. 124 º - Composição
Conselho Geral.
1 - Para efeitos do presente regulamento
3- Os substitutos serão indicados pela
consideram-se elementos da comunidade
Associação de Pais.
educativa:
4- Os substitutos cumprem o mandato do
a) Alunos;
Conselho Geral.
b) Professores;
c) Pessoal não docente;
CAPÍTULO IX d) Pais e Encarregados de Educação;
e) Entidades representantes da
MEMBROS DA COMUNIDADE
EDUCATIVA Autarquia, das actividades de
carácter cultural, artístico, científico,
Art. 123º - Definição
ambiental e económico;
f) Serviços da administração central
1 - A autonomia de administração e gestão
e regional com intervenção na área
das escolas e de criação e desenvolvimento
da educação.
dos respectivos projectos educativos
pressupõe a responsabilidade de todos os Art. 125º - Direitos comuns
membros da comunidade educativa pela
salvaguarda efectiva do direito à educação e 1 - Constituem direitos comuns dos
à igualdade de oportunidades no acesso e no elementos da comunidade educativa,
sucesso escolares, pela prossecução integral relativamente à escola:
dos objectivos dos referidos projectos a) Eleger e ser eleitos para os
educativos, incluindo os de integração sócio distintos órgãos da escola, de acordo com a
-cultural, e pelo desenvolvimento de uma legislação em vigor.
cultura de cidadania capaz de fomentar os

Regulamento Interno – 2009/2013 91


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
b) Exercer livremente a sua l) Colaborar na elaboração do plano
actividade sindical ou associativa e demais anual de actividades.
direitos consignados na Constituição da m) Emitir pareceres que conduzam à
República. revisão do Regulamento Interno da escola.
c) Reivindicar, individual ou n) Recorrer, junto dos diferentes
colectivamente, junto das distintas estruturas órgãos da escola, consoante a diferente
da escola, a melhoria das suas condições de natureza das incidências que contrariem as
trabalho. normas previstas neste regulamento.
d) Participar na elaboração e
Art. 126º - Deveres comuns
definição das regras de trabalho e convívio,
na escola.
e) Apresentar, oralmente ou por 1 - Constituem deveres comuns da

escrito, às entidades escolares competentes, comunidade educativa, relativamente à

problemas próprios ou alheios, com escola:

interesse para a vida escolar. a) Conhecer, cumprir e fazer cumprir

f) Assumir posição relativamente a o Regulamento Interno da Escola e

qualquer assunto conexo com a vida da quaisquer outras disposições aplicáveis, bem

escola, procurar apoios para aquela e/ou como as decisões dos órgãos de gestão.

solidarizar-se com colegas de diferentes b) Procurar desenvolver, pela via do

sectores. diálogo, todos os problemas que surjam no

g) Usufruir das diversas instalações decurso da actividade escolar.

escolares durante o período de c) Manter, com os restantes

funcionamento da escola, de acordo com as protagonistas da comunidade educativa, um

normas de cada sector. relacionamento cordial, pautado pelo

h) Contribuir para a conservação e respeito mútuo.

manutenção em bom estado de d) Participar activamente nos

funcionamento e utilização das instalações, conselhos e reuniões para que for

equipamentos, mobiliário e material convocado, analisando empenhadamente as

didáctico. questões aí em causa, esforçando-se para

i) Dispor de informação actualizada, que sejam adoptadas as soluções mais

em locais definidos e divulgados. consentâneas com o interesse comum.

j) Pronunciar-se sobre as linhas e) Acatar e pôr em prática as

orientadoras do projecto educativo da decisões regularmente tomadas pelas

escola, antes da sua apresentação ao entidades competentes da escola, ainda que

Conselho Geral.

Regulamento Interno – 2009/2013 92


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
não tenha participado na sua formação ou p) Não fumar em qualquer espaço da
tenha então definido posição diversa. escola.
f) Tomar iniciativas de carácter q) Não circular de velocípede,
extra-curricular, nomeadamente ciclomotor ou qualquer outro veículo
conferências, actividades artísticas, motorizado no recinto da escola, a não ser
contactos escola/meio, bem como apoiá-las com autorização e nos espaços a eles
e estimulá-las quaisquer que sejam os seus destinados.
mentores.
SECÇÃO I - ALUNOS
g) Manter-se informado e respeitar
todos os circuitos oficiais de divulgação da Art. 127º - Princípios gerais
informação dentro da escola.
h) Respeitar as filas de espera,
Os alunos são a razão de ser da
sempre que as circunstâncias o imponham.
Escola, tendo esta a obrigação de contribuir
i) Não utilizar, dentro das salas de
para o desenvolvimento da sua
aula ou em reuniões telemóveis ou outros
personalidade, o despertar de novas
aparelhos que possam causar perturbação.
perspectivas culturais e o sentido de serviço
j) Não usar chapéu, gorro ou boné na
à comunidade. Os alunos são responsáveis,
sala de aula, no Refeitório e na Biblioteca.
em termos adequados à sua idade e
l) Não comer, beber ou mascar
capacidade de discernimento, pela
pastilhas elásticas ou outros géneros
componente obrigacional inerente aos
alimentícios na sala de aula.
direitos que lhe são conferidos no âmbito do
m) Utilizar convenientemente os
sistema educativo, bem como por
recipientes do lixo espalhados pela escola,
contribuírem para garantir aos demais
chamando a atenção de todos aqueles que
membros da comunidade educativa e da
não o façam.
escola os mesmos direitos que a si próprio
n) Não reservar para seu uso
são conferidos, em especial respeitando
exclusivo qualquer material que seja
activamente o exercício pelos demais alunos
propriedade das escolas, facultando a sua
do direito à educação.
utilização, sempre que tal se mostre
A Escola é um espaço de todos e que
necessário.
todos devem preservar, daí que cada aluno
o) Fomentar atitudes e
goze de direitos e de deveres.
comportamentos saudáveis dissuasores de
violência, de roubo, de consumo de álcool, Art. 128 º - Direitos
tabaco e outras drogas.

Regulamento Interno – 2009/2013 93


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
De acordo com o disposto na Lei 3/2008, que lhe permitam superar ou compensar as
de 18 de Janeiro, e o Despacho n.º carências do tipo sócio -familiar, económico
30265/2008, de 24 de Novembro, o aluno ou cultural que dificultem o acesso à escola
tem direito a: ou o processo de aprendizagem;
a) Usufruir do ensino e de uma g) Beneficiar de outros apoios
educação de qualidade de acordo com o específicos, necessários às suas necessidades
previsto na lei, em condições de efectiva escolares ou às suas aprendizagens, através
igualdade de oportunidades no acesso, de dos serviços de psicologia e orientação ou
forma a propiciar a realização de de outros serviços especializados de apoio
aprendizagens bem sucedidas; educativo;
b) Usufruir do ambiente e do h) Ser tratado com respeito e
projecto educativo que proporcionem as correcção por qualquer membro da
condições para o seu pleno desenvolvimento comunidade educativa;
físico, intelectual, moral, cultural e cívico, i) Ver salvaguardada a sua segurança
para a formação da sua personalidade e da na escola e respeitada a sua integridade
sua capacidade de auto -aprendizagem e de física e moral;
crítica consciente sobre os valores, o j) Ser assistido, de forma pronta e
conhecimento e a estética; adequada, em caso de acidente ou doença
c) Ver reconhecidos e valorizados o súbita, ocorrido ou manifestada no decorrer
mérito, a dedicação e o esforço no trabalho e das actividades escolares;
no desempenho escolar e ser estimulado k) Ver garantida a confidencialidade
nesse sentido; dos elementos e informações constantes do
d) Ver reconhecido o empenhamento seu processo individual, de natureza pessoal
em acções meritórias, em favor da ou familiar;
comunidade em que está inserido ou da l) Participar, através dos seus
sociedade em geral, praticadas na escola ou representantes, nos termos da lei, nos órgãos
fora dela, e ser estimulado nesse sentido; de administração e gestão da escola, na
e) Usufruir de um horário escolar criação e execução do respectivo projecto
adequado ao ano frequentado, bem como de educativo, bem como na elaboração do
uma planificação equilibrada das actividades Regulamento Interno;
curriculares e extracurriculares, m) Eleger os seus representantes para
nomeadamente as que contribuem para o os órgãos, cargos e demais funções de
desenvolvimento cultural da comunidade; representação no âmbito da escola, bem
f) Beneficiar, no âmbito dos serviços como ser eleito, nos termos da lei e do
de acção social escolar, de apoios concretos regulamento interno da Escola;

Regulamento Interno – 2009/2013 94


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
n) Apresentar críticas e sugestões Lei n.º3/2008, de sete de Janeiro, sendo
relativas ao funcionamento da escola e ser elaborado o respectivo Programa Educativo
ouvido pelos professores, directores de Individual.
turma e órgãos de administração e gestão da t) Ser informado no inicio do ano
escola em todos os assuntos que escolar do material necessário para o
justificadamente forem do seu interesse; funcionamento de cada disciplina ou ano de
o) Organizar e participar em escolaridade quando se tratar do primeiro
iniciativas que promovam a formação e ciclo;
ocupação de tempos livres; u) Receber apoio do seu Director de
p) Participar na elaboração do Turma, professores e funcionários na
regulamento interno da escola, conhecê-lo e resolução de problemas;
ser informado, em termos adequados à sua v) Apresentar aos professores as suas
idade e ao ano frequentado, sobre todos os críticas, sugestões ou reclamações dentro do
assuntos que justificadamente sejam do seu limite razoável e utilizando linguagem
interesse, nomeadamente sobre o modo de apropriada ao contexto;
organização do plano de estudos, o x) Ser informado sobre o
programa e objectivos essenciais de cada aproveitamento e evolução da aprendizagem
disciplina ou área disciplinar, e os bem nas várias disciplinas;
como sobre matrícula, abono de família e z) Ser ouvido e devidamente
apoios sócio-educativos, normas de informado, quando lhe for aplicado algum
utilização e de segurança dos materiais e castigo;
equipamentos e das instalações, incluindo os aa) Ter horários que evitem a perda
de iniciativas relativas ao projecto educativo de tempo e a dispersão de esforços;
da escola; ab) Não realizar fichas de avaliação
q) Participar nas demais actividades na última semana de aulas de cada período
da escola, nos termos da lei e do respectivo lectivo, para poder participar nas actividades
Regulamento Interno; propostas pela Escola, excepto em situações
r) Participar no processo de devidamente justificadas;
avaliação, nomeadamente através dos ac) No seu processo de avaliação
mecanismos de auto e hetero-avaliação. sumativa das aprendizagens, realizar,
s) Os alunos com necessidades preferencialmente, apenas uma ficha de
especiais de carácter permanente, avaliados avaliação por dia;
pela CIF (Classificação de incapacidade e ad) Ter professores pontuais e
funcionalidade) são integrados no regime assíduos;
educativo especial de acordo com Decreto-

Regulamento Interno – 2009/2013 95


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
ae) Beneficiar de seguro escolar no da respectiva turma. O delegado e o
caso de qualquer acidente dentro da escola subdelegado de turma têm o direito de
ou no percurso normal casa – escola – casa; solicitar a realização de reuniões de turma
af) Receber um cartão de com o respectivo Director de Turma, ou
identificação que o identifica, enquanto tratando-se de alunos de 1º ciclo, com o
aluno da Escola; professor titular da turma, para apreciação
ag) Ocupar os seus tempos livres na de matérias relacionadas com o
biblioteca, recreio ou sala de convívio, funcionamento da turma, sem prejuízo do
sempre com respeito pelos seus colegas, cumprimento das actividades lectivas. O
funcionários e professores; pedido é apresentado ao professor sendo
ah) Não ser prejudicado na sua precedido de reunião dos alunos para
actividade curricular por participar em determinação das matérias a abordar. Por
actividades extracurriculares devidamente iniciativa dos alunos ou por sua própria
programadas e integradas no plano anual de iniciativa, o Director de Turma ou o
actividades; professor titular de turma pode solicitar a
ai) Encontrar uma Escola limpa e participação dos representantes dos pais e
acolhedora; Encarregados de Educação dos alunos da
aj) Ausentar-se da Escola durante o turma na referida reunião.
período de aulas, por motivo de força maior,
Art. 129º – Delegado de Turma
desde que devidamente justificado pelo
Encarregado de Educação, ou se maior de
idade, pelo aluno, com autorização do 1 - Os alunos são representados pelo

Director de Turma ou ainda do direcção; delegado ou subdelegado da respectiva

ak) Ser informado acerca das normas turma nos diferentes órgãos da escola e na

e procedimentos de segurança previstos no assembleia-geral de alunos.

Plano de Emergência da Escola; 2 - O delegado e subdelegado da respectiva

al) Ser informado relativamente ao turma são eleitos de harmonia com as

regulamento dos Quadros de Valor e seguintes condições:

Excelência. i) Poderão ser eleitos todos os

am) Os alunos têm direito de alunos, sendo eleitos, entre os alunos da

participar na vida da escola nos termos turma, por sufrágio directo e presencial;

fixados no regime de autonomia, ii) A eleição deverá efectuar-se no

administração e gestão, podendo reunir-se prazo de quinze dias úteis, a partir do dia de

em assembleia geral de alunos, abertura das aulas;

representados pelo delegado ou subdelegado

Regulamento Interno – 2009/2013 96


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
iii) A eleição deverá decorrer sob e) Servir de elemento de coesão da
orientação do Director de Turma ou do turma, conhecendo, quanto possível, a
professor titular da turma, dele dependendo opinião da turma que representa sobre os
a organização do processo eleitoral; assuntos escolares;
iv) Só podem ser eleitos os alunos f) Manter ligação permanente entre a
que não tenham sido objecto de aplicação de turma e o director de turma;
medidas disciplinares no ano anterior ou em g) Colaborar com o Director de
curso; Turma no cumprimento do Regulamento
v) Será eleito delegado o aluno que Interno e na resolução dos problemas da
obtiver maior número de votos e turma;
subdelegado o aluno que obtiver o número h) Manter-se informado a respeito de
de votos imediatamente a seguir. E em caso todos os problemas que afectem a Escola,
de empate proceder-se-á a nova votação; que possam ou não afectar a turma e
vi) O cargo de delegado e informar os colegas acerca daqueles;
subdelegado de turma tem a validade de um i) Reunir a turma para tratar qualquer
ano; assunto, sempre que necessário;
vii) A aplicação de uma medida j) Solicitar a realização de reuniões
disciplinar implica a perda de mandato de de turma com o respectivo director de turma,
delegado ou subdelegado; para a apreciação de matérias relacionadas
viii) O delegado será substituído na com o funcionamento da mesma, sem
sua ausência pelo subdelegado. prejuízo do cumprimento das actividades
3 - O delegado de turma goza das seguintes lectivas;
competências: k) Tentar solucionar, em colaboração
a) Comportar-se de modo a dar, com com os colegas e os professores, os
o seu exemplo, a imagem de um aluno problemas disciplinares que surjam;
consciente dos seus direitos e deveres; l) Estar presente nas reuniões de
b) Encorajar a turma para o estudo e Conselho de Turma de natureza disciplinar,
para o sucesso escolar; ou outras, que tratem de assuntos referentes
c) Promover a responsabilidade de a alunos da turma, excepto as que dizem
todos na manutenção da limpeza e respeito à avaliação dos alunos;
conservação do material da sala de aula. m) Servir de elemento de ligação
d) Representar a turma nas relações entre todos os órgãos de direcção da Escola
com os diferentes órgãos de gestão e em e a turma;
todos os assuntos de interesse para os n) Pronunciar-se, ouvida a turma,
alunos; sobre a elaboração do Projecto Educativo de

Regulamento Interno – 2009/2013 97


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
Escola, Plano de Actividades, Regulamento 7. Participar na eleição dos seus
Interno, Projecto de Actividades de representantes e prestar-lhes toda a
Complemento Curricular, Ocupação de colaboração;
Tempos Livres e Clubes; 8. Respeitar todas as instruções do
o) Representar a turma na pessoal docente e não docente da
Assembleia de Delegados de Turma; escola/agrupamento;
p) Participar na eleição do 9. Participar nas actividades
representante dos alunos ao Conselho educativas ou formativas desenvolvidas na
Pedagógico. escola, bem como nas demais actividades
4 – É competência do Subdelegado de organizativas que requeiram a participação
Turma substituir o Delegado em caso da sua dos alunos;
falta ou impedimento, com todas as 10. Prestar auxílio e assistência aos
competências daquele. restantes membros da comunidade
educativa, de acordo com as circunstâncias
Art. 130º – Deveres
de perigo para a integridade física e moral
dos mesmos;
O aluno enquanto membro da comunidade 11. Permanecer na escola durante o
educativa deve desenvolver o respeito por si seu horário podendo apenas abandonar o
próprio e para com os outros. Assim recinto escolar de acordo com a autorização
comprometer-se-á a: expressa pelo Encarregado de Educação no
1. Estudar, empenhando-se na sua acto da matrícula, a qual figura no cartão de
educação e formação integral; estudante. Caso o disposto não se verifique,
2. Ser assíduo, pontual e empenhado a referida autorização deverá constar na
no cumprimento de todos os seus deveres no caderneta do aluno ou em impresso próprio,
âmbito das actividades escolares. elaborado pela Escola, o qual o Director de
3. Tratar com respeito e correcção Turma arquivará no respectivo dossier da
qualquer membro da comunidade educativa. turma e entregará cópia ao Auxiliar da
4. Guardar lealdade para com todos Acção Educativa que se encontre na
os membros da comunidade educativa. portaria.
5. Respeitar as instruções dos 12. Ser portador diariamente do
professores e do pessoal não docente. cartão de estudante, de utilização
6. Contribuir para a harmonia da obrigatória, devendo sempre acompanhar o
convivência escolar e para a plena aluno enquanto este permanecer no recinto
integração na escola de todos os alunos. escolar e apresentando-o sempre que

Regulamento Interno – 2009/2013 98


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
qualquer funcionário ou professor lho 18. Dar a assinar ao Encarregado de
solicitar; Educação as informações necessárias ao
13. Os alunos dos 1º, 2º e 3º ciclos normal desenrolar da vida escolar;
deverão fazer-se acompanhar sempre da 19. Não mascar pastilhas elásticas ou
respectiva caderneta escolar11, onde serão consumir quaisquer alimentos, nem ser
registadas informações quer dos professores portadores de boné na sala de aula;
quer dos Encarregados de Educação; 20. Ingerir os alimentos apenas nos
14. Dirigir-se para junto da sala de espaços reservados para esse efeito;
aula logo que toque, e aguardar serenamente 21. Não possuir e não consumir
pelo professor. Os alunos dos 2º e 3º ciclos substâncias aditivas, em especial drogas,
deverão ter em conta que lhes poderá ser tabaco e bebidas alcoólicas nem promover
marcada falta de presença caso o professor qualquer forma de tráfico, facilitação e
já se encontre na sala; consumo das mesmas;
15. Justificar educadamente ao 22. Não transportar quaisquer
professor sempre que chegar atrasado à sala materiais, instrumentos ou engenhos
de aula; passíveis de, objectivamente, perturbarem o
16. Seguir as orientações dos normal funcionamento das actividades
professores relativas ao processo de ensino- lectivas, ou poderem causar danos físicos ou
aprendizagem; morais aos alunos ou a terceiros.
17. É dever do aluno comparecer 23. Manter desligados os
pontualmente às aulas, apresentando-se, equipamentos tecnológicos (telemóveis e
junto à sala, munido de material equipamentos multimédia) durante as aulas.
indispensável (manual/livros, cadernos Caso o aluno seja portador desses materiais,
diários e restante material indicado pelos a Escola não se responsabiliza por eventuais
professores), e entrar nesta, logo após a danos ou furtos.
chegada do professor. 24. Sair ordeiramente da sala de aula,
após indicação do professor, dirigindo-se
para o recreio sem atropelos;
11
A caderneta do aluno é um documento personalizado que visa 25. Respeitar o exercício do direito à
permitir um relacionamento permanente entre a Escola, a Família e
educação e ensino dos outros alunos não
o Aluno. A caderneta escolar é de utilização obrigatória e é
entregue aos alunos pelo Director de Turma, nos primeiros dias de permanecendo, nos tempos livres, nos
aulas, devendo os alunos proceder ao seu preenchimento, de
corredores e/ou junto às janelas das sala de
acordo com as instruções do seu Director de Turma. O director de
turma dará as explicações necessárias aos Encarregados de aula do rés-do-chão durante o período em
Educação sobre a forma de utilização da caderneta escolar. A
que decorram actividades lectivas;
caderneta escolar não substitui o cartão de identidade do aluno.

Regulamento Interno – 2009/2013 99


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
26. Entregar à Direcção ou aos 35 – Para além do disposto
funcionários da Escola qualquer objecto anteriormente, os alunos têm ainda como
encontrado, para que se proceda à devolução deveres específicos:
ao seu legítimo proprietário; a) Comportar-se, dentro e fora da
27. Estacionar o seu veículo de Escola, com correcção de modo a dignificá-
transporte (velocípede/ciclomotor) na área la;
reservada para o efeito; b) Saber brincar com os colegas,
28. Zelar pela preservação, respeitando as regras estabelecidas pelo
conservação e asseio das instalações, grupo, não interrompendo ou intrometendo-
material didáctico, mobiliário e espaços se nas brincadeiras dos outros colegas;
verdes da escola, fazendo uso correcto dos c) Evitar todo o tipo de brincadeiras
mesmos; perigosas;
29. Respeitar a propriedade dos bens d) Contribuir para a limpeza da
de todos os membros da comunidade Escola, deitando os papéis e objectos inúteis
educativa; nos recipientes apropriados;
30. O aluno que não respeite o e) Entrar e sair da Escola,
disposto anteriormente deve ser identificado exclusivamente pelo portão em utilização;
e limpar/restituir o que tenha f) Apresentar-se adequadamente
sujado/danificado; vestido, devidamente limpo e cuidado;
31. O aluno deve comunicar ao g) Dirigir-se para a sala de aula
respectivo professor, no início da aula, ordeira e pontualmente;
sempre que encontre o material danificado, h) Entrar e sair da sala de aula, após
mesas ou cadeiras riscadas ou a sala suja; a autorização do professor;
32. O aluno que cause estragos ao i) Aguardar junto à sala de aula as
património das escolas (ex. vidros partidos, indicações do funcionário para serem
cacifos) por má utilização do recinto escolar reencaminhados para outras actividades, no
deverá pagar os prejuízos. caso de faltar o professor;
33. Respeitar a integridade física e j) Conservar limpos e em bom estado
moral de todos os membros da comunidade os seus livros, cadernos e demais material
educativa. escolar;
34. Conhecer e cumprir o estatuto do l) Não utilizar corrector, nos
aluno, as normas de funcionamento dos elementos de avaliação;
serviços da Escola e o regulamento interno m) Não utilizar telemóveis durante as
da mesma. aulas;

Regulamento Interno – 2009/2013 100


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
n) Não mascar pastilhas elásticas Art. 131º - Frequência e Assiduidade12
nem comer qualquer tipo de alimentos,
durante as aulas; 1 - Para além do dever de frequência de
o) Aguardar a sua vez de falar, nas escolaridade obrigatória, nos termos da lei,
aulas ou em qualquer circunstância; os alunos são responsáveis pelo
p) Responsabilizar-se por todo o cumprimento do dever de assiduidade.
equipamento e instalações escolares que 2 - O dever de assiduidade implica para o
sujar ou danificar, assumindo a integral aluno quer a presença na sala de aula e
reparação ou pagamento dos estragos demais locais onde se desenvolva o trabalho
causados; escolar, quer uma atitude de empenho
r) Sair das aulas sem barulho, intelectual e comportamental adequada, de
ordeiramente, após indicação do professor, acordo com a sua idade, ao processo de
sem atropelos, empurrões, gritos ou atitudes ensino e aprendizagem.
violentas; 3 - Os pais e Encarregados de Educação dos
s) Permanecer na Escola durante o alunos menores de idade são responsáveis
período destinado às actividades lectivas ou conjuntamente com estes pelo cumprimento
actividades de enriquecimento curricular; dos deveres referidos no número anterior.
t) Não se aproximar das salas de aula 4 - De acordo com o Decreto-Lei nº 301/93
onde decorrem actividades lectivas de outras de 31 de Agosto é obrigatória a frequência
turmas, para não perturbar o seu do ensino básico entre os 6 e os 15 anos de
funcionamento; idade para todos os alunos entrados no
u) Após a última aula do dia, evitar a sistema a partir do ano lectivo de 1987/1988.
permanência junto à entrada da Escola ou no 5 - Os alunos com necessidades educativas
seu interior, salvo se aguardar a chegada do especiais de carácter permanente também
seu Encarregado de Educação e/ou do estão sujeitos ao cumprimento do dever de
transporte escolar; frequência da escolaridade obrigatória.
v) No refeitório e bufete, deve 6 - A obrigatoriedade de frequência do
comportar-se correctamente durante a ensino básico cessa:
refeição, conversando calmamente e a) Com a obtenção do respectivo
evitando todo o tipo de brincadeiras diploma;
inadequadas; b) Independentemente da obtenção
x) Comunicar, ao respectivo do diploma, no final de cada ano lectivo em
professor, no início da aula, o material que
encontre danificado, mesas ou cadeiras 12
O dever de assiduidade dos alunos está consignado na Lei n.º 3 /

riscadas ou a sala suja; 2008 de 18 de Janeiro.

Regulamento Interno – 2009/2013 101


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
que o aluno perfaz os 15 anos de idade, com 8 - Após esgotar os mecanismos de
excepção das situações em que é permitido o esclarecimento dos Encarregados de
adiamento da matrícula; Educação sobre o dever de assiduidade dos
c) Uma vez que os alunos entrados alunos, a Direcção, em consonância com os
no sistema educativo em 87/88 entraram órgãos e estruturas de orientação educativa,
com a idade de 6 anos cumpridos até 15 de solicitará a actuação das seguintes entidades:
Setembro, considera-se o termo do ano a) Junta de Freguesia do local da
lectivo, para aplicação do disposto no residência do aluno;
número anterior, a data de 15 de Setembro. b) Serviços de Assistência Social;
7. O dever de assiduidade implica c) Tribunal de Menores.
um conjunto de procedimentos para a Escola 9 - As faltas dadas pelos alunos são
e encarregados de educação. registadas no respectivo livro de ponto da
7.1. Compete à Escola: turma pelo professor titular/professor da
a) O esclarecimento, junto dos alunos disciplina e recolhidas pelo professor
e Encarregados de Educação, da importância titular/Director de Turma para efeitos de
do dever de assiduidade; controlo.
b) O controlo da assiduidade; 10 - O registo de assiduidade é
c) A informação das faltas dos alunos lançado nos suportes administrativos
aos encarregados de educação; adequados para o efeito: folha de registo de
d) Análise das razões que assiduidade, registo biográfico, pauta de
conduziram às faltas; frequência do período e fichas individuais.
e) Aceitação (ou não) das 11 - No caso de um aluno faltar a
justificações apresentadas; uma aula e se encontrar no recinto escolar,
f) O estabelecimento de devem ser tomadas medidas imediatas,
procedimentos complementares. como solicitar a um funcionário para ir
7.2. Compete aos Encarregados de buscá-lo ou solicitar a ajuda de um elemento
Educação: da Direcção.
a) Proceder à matrícula/actualização
Art.132º – Faltas
de dados da matrícula, dos alunos menores
em idade escolar;
1 - A falta é a ausência do aluno a uma aula
b) Assegurar a frequência das aulas
ou a outra actividade de frequência
(e das outras actividades escolares) aos seus
obrigatória, ou facultativa caso tenha havido
educandos;
c) Proceder à justificação das faltas.

Regulamento Interno – 2009/2013 102


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
lugar a inscrição13 (art. 18.º, da Lei nº Art. 133º - Justificação de faltas14
3/2008).
2 - Decorrendo as aulas em tempos 1 - São consideradas justificadas as faltas
consecutivos, há tantas faltas quanto os dadas pelos seguintes motivos:
tempos de ausência do aluno. a) Doença do aluno, devendo esta ser
3 - As faltas são registadas pelo professor declarada por médico se determinar
titular ou pelo director de turma em suportes impedimento superior a cinco dias úteis;
administrativos adequados e é passível de b) Isolamento profiláctico,
justificação pelo Encarregado de Educação. determinado por doença infecto-contagiosa
4 - Sempre que o aluno chegue atrasado, de pessoa que coabite com o aluno,
deverá entrar, permanecer na aula e comprovada através de declaração da
justificar-se perante o professor, que autoridade sanitária competente;
decidirá pela marcação ou não de falta e c) Falecimento de familiar, durante o
comunicará a ocorrência ao Director de período legal de justificação de faltas por
Turma e/ou ao Encarregado de Educação. falecimento de familiar previsto no estatuto
5- As faltas resultantes da participação dos funcionários públicos;
dos alunos em actividades desportivas, d) Nascimento de irmão, durante o
nomeadamente Desporto Escolar, e de dia do nascimento e o dia imediatamente
outra natureza que se revelem posterior;
significativas para o aluno e para a escola e) Realização de tratamento
não são contabilizadas desde que ambulatório, em virtude de doença ou
previamente autorizadas pelo Direcção. deficiência, que não possa efectuar-se fora
do período das actividades lectivas;
f) Assistência na doença a membro
do agregado familiar, nos casos em que,
comprovadamente, tal assistência não possa
13
Na situação de ausência sistemática do aluno, de forma ser prestada por qualquer outra pessoa;
injustificada, deverá a Escola, pelos meios que entender mais
g) Acto decorrente da religião
convenientes, confrontar o respectivo Encarregado de Educação
com o compromisso de frequência por ele assinado aquando da professada pelo aluno, desde que o mesmo
inscrição do seu educando nas mesmas. Atendendo a que, nos
não possa efectuar-se fora do período das
termos da legislação em vigor, o estabelecimento de ensino deverá
manter-se aberto, obrigatoriamente, pelo menos até às 17h45m e actividades lectivas e corresponda a uma
por um período mínimo de oito horas diárias, cada escola deve
responsabilizar-se pela ocupação e/ou vigilância das crianças que
ali permanecerem durante esse período, ainda que não inscritas nas
14
A justificação de faltas segue os trâmites previstos no artigo 19º,
actividades de enriquecimento curricular.
da Lei 3/2008, de 18 de Janeiro.

Regulamento Interno – 2009/2013 103


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
prática comummente reconhecida como 4 - A justificação da falta deve ser
própria dessa religião; apresentada previamente, sendo o motivo
h) Participação em provas previsível ou, nos restantes casos, até ao 3º
desportivas ou eventos culturais, nos termos dia útil subsequente à verificação da mesma.
da legislação em vigor; 5 - Nos casos em que, decorrido o prazo
i) Participação em actividades referido no número anterior, não tenha sido
associativas, nos termos da lei; apresentada justificação para as faltas, ou a
j) Cumprimento de obrigações legais; mesma não tenha sido aceite, deve tal
k) Outro facto impeditivo da situação ser comunicada no prazo máximo
presença na escola, desde que, de três dias úteis, pelo meio mais expedito,
comprovadamente, não seja imputável ao aos pais ou encarregados de educação ou,
aluno ou seja, justificadamente, considerado quando maior de idade, ao aluno, pelo
atendível pelo director de turma ou pelo director de turma ou pelo professor de
professor titular de turma. turma.
2 - O pedido de justificação das faltas é
Art. 134º – Ausência de material escolar
apresentado por escrito pelos pais ou
Encarregado de Educação ou, quanto o
aluno for maior de idade, pelo próprio, ao 1 - As faltas de material didáctico estão

director de Turma ou ao Professor titular da previstas no art.19.º, ponto 6, da Lei nº

turma, com indicação do dia, hora e da 3/2008, de 17 de Janeiro.

actividade em que a falta ocorreu, 2 - No início do ano lectivo, os

referenciando-se os motivos justificativos da Departamentos Curriculares deverão definir

mesma na caderneta escolar, tratando-se de qual o material considerado necessário para

aluno do ensino básico, ou em impresso o normal funcionamento das aulas de cada

próprio tratando-se de aluno do ensino disciplina, devendo essa informação ser

secundário. comunicada aos alunos e encarregados de

3 - O Director de Turma, ou o professor educação pelo director de turma, sendo este

titular da turma, deve solicitar, aos pais ou informado pelos professores das respectivas

Encarregado de Educação, ou ao aluno, disciplinas.

quando maior, os comprovativos adicionais 3 - Sempre que a falta de material, tendo em

que entenda necessários à justificação da conta a especificidade da disciplina, impeça

falta, devendo, igualmente, qualquer a participação do aluno nas actividades da

entidade que para esse efeito for contactada, aula, estabelece-se o seguinte:

contribuir para o correcto apuramento dos


factos.

Regulamento Interno – 2009/2013 104


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
i) 1º ciclo – Ao fim de três faltas de informar o Encarregado de Educação, via
material deve, o professor, avisar o caderneta. Se a situação pervalecer, mserá
Encarregado de Educação , via caderneta; aplicado o estabelecido no ponto anterior.
ii) 2º/3º ciclos – Ao fim de duas
Art. 136º - Excesso grave de faltas
faltas de material, deve, o professor, avisar o
Encarregado de Educação, via caderneta.
4 – A consequência do exposto no número 1 - Quando for atingido o número de faltas

anterior será a penalização nos critérios de correspondente a duas semanas no 1º ciclo

avaliação, no período a que se refere as do ensino básico, ou ao dobro do número de

faltas, no domínio das atitudes, mais tempos lectivos semanais, por disciplina,

precisamente, no item, responsabilidade. nos outros ciclos ou níveis de ensino, os pais


ou o Encarregado de Educação ou, quando
maior de idade, o aluno, são convocados à
Art. 135º - Faltas de atraso escola, pelo meio mais expedito, pelo
Director de Turma ou pelo Professor Titular
1- Apenas existirá tolerância de 10 minutos de turma, com o objectivo de os alertar para
de atraso, ao primeiro tempo da manhã e da as consequências do excesso grave de faltas
tarde. Nos restantes tempos, não haverá e de se encontrar uma solução que permita
qualquer tolerância. garantir o cumprimento efectivo do dever de
2 – Face às faltas de atraso, estabelece-se o frequência, bem como o necessário
seguinte: aproveitamento escolar.
i) 1º ciclo – o aluno será alvo de uma 2. Caso se revele impraticável o referido no
advertência oral, tendo como consequência o número anterior, por motivos não
registo no livro de ponto, na parte das imputáveis à escola, a respectiva Comissão
observações, e comunicado ao Encarregado de Protecção de Crianças e Jovens deverá
de Educação, via caderneta. ser informada do excesso de faltas do aluno,
ii) 2º/3º ciclos: sempre que a gravidade especial da situação
– se o atraso for superior a 10 o justifique.
minutos, a consequência será marcação de
Art. 137 º - Efeitos das faltas
falta de presença no livro de ponto (nos
blocos de 90 minutos, apenas se marcará
falta ao primeiro tempo). 1 - Verificada a existência de faltas

- se o atraso for inferior a 10 injustificadas dos alunos, pode o Director de

minutos, o professor deve registar a Turma ou Professor Titular de Turma

ocorrência e, ao fim da terceira vez, deverá decidir pela aplicação de medidas

Regulamento Interno – 2009/2013 105


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
correctivas caso sejam consideradas 4 - A falta não justificada às provas
relevantes para a alteração do enunciadas nos pontos anteriores determina
comportamento do aluno. a retenção ou exclusão do aluno, conforme
2 – Sempre que seja aplicada alguma esteja ou não abrangido pelo ensino
medida correctiva, prevista no número obrigatório.
anterior, deve ser feita comunicação 5 - Das faltas justificadas não pode decorrer
imediata ao Encarregado de Educação e, a aplicação de qualquer medida disciplinar
consequentemente, ao Conselho de Turma correctiva ou sancionatória (despacho nº
ou Conselho de Docentes. 30265/2008, de 24 de Novembro).
3 - Sempre que um aluno atinja um número 6 - A prova de recuperação a aplicar na
de faltas de acordo com o previsto no ponto sequência de faltas justificadas tem como
2, do artigo 22º, da Lei nº 3/2008, de 18 de objectivo exclusivamente diagnosticar as
Janeiro, dever-se-á proceder de acordo com necessidades de apoio tendo em vista a
o nele consignado, designadamente: recuperação de eventual défice das
a) Aplicar uma prova de aprendizagens.
recuperação; 7- Da prova de recuperação realizada na
b) Aplicar, quando não obtiver sequência do aluno ter atingido o limite total
aprovação na prova anterior, e de acordo de faltas, correspondentes a três semanas no
com a análise que o Conselho de Docentes 1º ciclo do ensino básico ou o triplo de
ou de Turma fizer da natureza das faltas tempos lectivos semanais, por disciplina,
dadas, do período lectivo e o momento em nos restantes ciclos e níveis de ensino, sem
que a prova ocorreu e, sendo o caso, os no entanto ter ultrapassado o limite máximo
resultados nas restantes disciplinas, uma das de faltas injustificadas, referido no ponto
seguintes medidas: dois, não pode decorrer a retenção, exclusão
i) O cumprimento de um plano de ou qualquer outra penalização para o aluno,
acompanhamento especial e a apenas medidas de apoio ao estudo e à
consequente realização de uma recuperação das aprendizagens, sem
prova; prejuízo da restante avaliação.
ii) A retenção do aluno no mesmo 8 - Constituem excepções na realização das
ano de escolaridade, caso esteja provas de recuperação:
abrangido pela escolaridade a) Na disciplina de EMRC e nas
obrigatória; Áreas Curriculares Não disciplinares de
iii) A exclusão do aluno que se Estudo Acompanhado e Formação Cívica,
encontre fora da escolaridade só haverá lugar a prova de recuperação se o
obrigatória. aluno ultrapassar o limite de faltas

Regulamento Interno – 2009/2013 106


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
injustificadas. A prova consistirá na c) O tipo de prova a realizar será
apresentação de trabalhos de cariz decidido pelo professor, seguindo as
cívico/social/ambiental de acordo com os orientações do departamento: entrevista,
seus comportamentos e características oral, escrita ou prática. Na Área de Projecto,
sociais e culturais. no oitavo ano, o aluno deve apresentar o
b) Os alunos não realizam provas de trabalho com base nas TIC.
recuperação quando as faltas ocorram d) Deverá ser elaborado um guião de
exclusivamente em aulas de substituição. orientação de conteúdos para cada prova,
c) Os alunos com Necessidades indicando também o tipo e a duração da
Educativas Especiais abrangidos pela alínea mesma.
e), artigo 16º, Decreto-Lei nº 3/2008, de 7 de e) Na semana em que o aluno
Janeiro, fazem prova de recuperação regressa às aulas, o Professor, através do
elaborada em comum pelo professor da Director de Turma, deve dar conhecimento
disciplina ou o professor titular de turma e ao Encarregado de Educação acerca da data
pelo professor de educação especial, sendo de realização da prova e do guião de
aplicada nas horas de apoio. orientação de conteúdos, por correio
registado ou presencialmente, desde que se
Artigo 138º - Prova de recuperação e seus
faça registo desse facto.
efeitos
f) Após o conhecimento dos
resultados da(s) prova(s) e se o aluno não
1. A prova de recuperação prevista no nº 2,
tiver aproveitamento nas mesmas, o
do artigo 22º, na Lei 3/2008, de 18 de
Conselho de Turma reúne-se para a tomada
Janeiro será realizada nos termos definidos
de decisão final (Plano de acompanhamento
pelo Conselho Pedagógico:
especial/retenção ou exclusão) da qual será,
a) No prazo de dez dias úteis, após
posteriormente, dado conhecimento ao
ultrapassar o limite de faltas, em local e hora
Encarregado de Educação.
a definir pelo respectivo professor;
2. O plano de acompanhamento previsto no
b) As matérias devem incidir sobre o
nº 3, do artigo 22º, da Lei supracitada deverá
intervalo de tempo em que o aluno faltou em
incidir sobre:
dias consecutivos. Quando as faltas forem
a) As matérias em que não obteve
interpoladas a prova reportar-se-á aos
aprovação, até à data da realização da prova;
últimos trinta dias consecutivos, contados a
b) O tipo de actividades de
partir do dia em que o aluno ultrapassou o
acompanhamento, privilegiando-se o apoio
limite de faltas;
dado pelos próprios professores e as aulas de
estudo acompanhado/apoio ao estudo;

Regulamento Interno – 2009/2013 107


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
c) O tempo necessário para o sempre que este mude de escola ou
acompanhamento, nunca superior a 15 dias de agrupamento.
úteis; 3- São registadas no processo individual
d) O envolvimento do Encarregado do aluno as informações relevantes
de Educação que terá conhecimento do do seu percurso educativo,
plano; designadamente:
e) Uma maior responsabilização do a) Os elementos fundamentais de
aluno que terá conhecimento do plano; identificação do aluno;
f) A aplicação de algumas das b) Os originais dos registos
medidas previstas no nº 2 do artigo 26 º do de avaliação por período;
Estatuto do Aluno, caso seja considerado c) Relatórios médicos e/ou de
relevante para o seu progresso; avaliação psicológica, quando
g) A indicação da data da realização existam;
da nova prova; d) Planos e relatórios de
h) A eventual participação do apoio pedagógico, quando existam;
docente de Educação Especial. e) O Programa Educativo
3. Caso o aluno tenha sucesso na prova de Individual, no caso de o aluno ser
recuperação, reinicia-se o processo de abrangido pela modalidade de
contagem das faltas, para efeitos de nova educação especial;
prova. f) Uma autoavaliação do
aluno, no final de cada ano, com
Art. 139º - Processo Individual do Aluno
excepção do 1º e 2º anos, de acordo
com critérios definidos por este
1- O processo individual do aluno estabelecimento de ensino;
acompanha-o ao longo de todo o seu g) Informações relativas a
percurso escolar, sendo devolvido comportamentos meritórios;
aos pais ou Encarregado de h) A descrição das infracções
Educação ou, se maior de idade, ao disciplinares, bem como das medidas
aluno, no termo da escolaridade disciplinares sancionatórias aplicadas
obrigatória, ou, não se verificando e seus efeitos;
interrupção no prosseguimento de i) Outros elementos
estudos, aquando da conclusão do considerados relevantes para a
ensino secundário. evolução e formação do aluno.
2- O processo individual do aluno 4 - As informações contidas no processo
acompanha-o, obrigatoriamente, individual do aluno referentes a matéria

Regulamento Interno – 2009/2013 108


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
disciplinar e de natureza pessoal e familiar dos professores no exercício da sua
são estritamente confidenciais, encontrando- actividade profissional e, de acordo com as
se vinculados ao dever de sigilo todos os suas funções, dos demais funcionários,
membros da comunidade educativa que a visando ainda o normal prosseguimento das
elas tenham acesso. actividades da escola, a correcção do
6 – Ao processo individual tem acesso os comportamento perturbador e o reforço da
professores, o Encarregado de Educação, e formação cívica do aluno, com vista ao
outros intervenientes no processo de desenvolvimento equilibrado da sua
aprendizagem do aluno, sendo necessária a personalidade, da sua capacidade de se
prévia autorização da Directora, para a relacionar com os outros, da sua plena
consulta do referido documentam. integração na comunidade educativa, do seu
sentido de responsabilidade e das suas
MEDIDAS EDUCATIVAS
aprendizagens.
DISCIPLINARES
3. As medidas disciplinares sancionatórias,

Art. 140º - Definição tendo em conta a especial relevância do


dever violado e gravidade da infracção
praticada, prosseguem igualmente, para
1. O comportamento do aluno que contrarie
além das identificadas no número anterior,
as normas de conduta e de convivência e se
finalidades punitivas.
traduza no incumprimento de dever geral ou
4. As medidas correctivas e medidas
específico, revelando-se perturbador do
disciplinares sancionatórias devem ser
regular funcionamento das actividades da
aplicadas em coerência com as necessidades
Escola ou das relações na comunidade
educativas do aluno e com os objectivos da
educativa, deve ser objecto de intervenção,
sua educação e formação, no âmbito, tanto
sendo passível de aplicação de medida
quanto possível, do desenvolvimento do
correctiva ou medida disciplinar
plano de trabalho da turma e do projecto
sancionatória previstas no Estatuto do Aluno
educativo da escola e nos termos do
(Lei n.º 3/ 2008, de 18 de Janeiro).
respectivo regulamento interno.
2. Todas as medidas correctivas e medidas
disciplinares sancionatórias prosseguem
finalidades pedagógicas, preventivas, Art. 141º - Determinação da medida
dissuasoras e de integração, visando, de disciplinar
forma sustentada, o cumprimento dos
deveres do aluno, a preservação do
Na determinação da medida
reconhecimento da autoridade e segurança
correctiva ou medida disciplinar

Regulamento Interno – 2009/2013 109


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
sancionatória aplicável deve ser tido em 3 - Nos termos do n.º 6, do artigo 26.º, da
consideração a gravidade do incumprimento Lei 3/2008, de 18 de Janeiro, consideram-se
do dever violado, a idade do aluno, o grau como tarefas e actividades de integração
de culpa, o seu aproveitamento escolar escolar:
anterior, o meio familiar e social em que o a) A participação na manutenção dos
mesmo se insere, os seus antecedentes espaços verdes;
disciplinares e todas as demais b) A colaboração na limpeza dos
circunstâncias em que a infracção foi espaços comuns limpos, quer
praticada que militem contra ou a seu favor. interiores quer exteriores;
c) A colaboração na limpeza das
salas de aula;
Art. 142º - Medidas correctivas
d) A colaboração na cantina e bar
dos alunos;
1. Para além das medidas previstas no
e) A participação em tarefas de
Estatuto do Aluno, considera-se ainda
reparação de instalações e/ou materiais;
medida correctiva o condicionamento no
f) Execução de tarefas nos serviços
acesso a algumas actividades extra-
administrativos;
curriculares, como clubes, desporto escolar e
g) Execução de tarefas no Direcção;
passeios escolares, conjugando-se esta acção
h) O estudo com outros professores.
com o previsto nas alíneas c) e d) do artigo
4 - Tendo em vista a aplicação e posterior
26º do Estatuto do Aluno.
execução, da medida correctiva prevista na
2 - Tendo em vista a aplicação e posterior
alínea c) do n.º 2, artigo 26.º, do Estatuto do
execução da medida correctiva, as
Aluno, ao infractor poderá ser interdito o
actividades de integração escolar consistem
acesso a espaços onde foi praticada a
no desenvolvimento de um programa de
infracção ou a outros que se julguem
tarefas de carácter pedagógico, que
necessários, tais como:
contribuam para o reforço da formação
a) Laboratórios;
cívica do aluno, com vista ao
b) Sala de informática;
desenvolvimento equilibrado da sua
c) Biblioteca;
personalidade, da sua capacidade de se
d) Campos desportivos;
relacionar com os outros, da sua plena
e) Pavilhão gimnodesportivo;
integração na comunidade educativa, do seu
f) Cantina e bar dos alunos.
sentido de responsabilidade e das suas
5 - Também lhes poderá ser vedada a
aprendizagens.
utilização de certos materiais e
equipamentos, nos termos do artigo citado

Regulamento Interno – 2009/2013 110


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
no ponto anterior, designadamente do n.º 2, artigo 26.º, do Estatuto do Aluno,
equipamentos informáticos, jogos e material após audição do Conselho de Turma ou
científico. Conselho de Docentes, e comunicar aos pais
6 - As medidas previstas nos pontos ou ao Encarregado de Educação, tratando-se
anteriores (pontos 3 a 5) serão executadas de aluno menor de idade.
em horário não coincidente com as
Art 143º - Medidas disciplinares
actividades lectivas e decorrem no período
sancionatórias
compreendido entre as 8h30 e as 17h45 de
segunda a sexta-feira, excepto as actividades
previstas nas alíneas a), b), c) e d), do ponto 1 - As medidas disciplinares sancionatórias

3, que podem decorrer ao sábado. traduzem uma censura disciplinar do

7 - A aplicação, e posterior execução, da comportamento assumido pelo aluno,

medida correctiva prevista na alínea b) do devendo a ocorrência dos factos em que tal

n.º 2, artigo 26.º, do Estatuto do aluno, comportamento se traduz, ser participada,

correspondem a 60 minutos, tratando-se do pelo professor ou funcionário que a

1º ciclo, e ao tempo de duração da respectiva presenciou ou dela teve conhecimento, de

aula nos outros ciclos. imediato, ao respectivo director de turma,

8 - A aplicação, e posterior execução, da para efeitos da posterior comunicação ao

medida correctiva prevista na alínea c) do director da escola.

n.º 2, artigo 26.º, do Estatuto do Aluno, 2 - São medidas disciplinares sancionatórias:

podem variar de acordo com a gravidade da a) A repreensão registada;

situação, nunca ultrapassando quatro b) A suspensão da escola até 10 dias

semanas. úteis;

9 - A aplicação, e posterior execução, da c) A transferência de escola.

medida correctiva prevista na alínea d) do 3 - A aplicação da medida disciplinar

n.º 2, artigo 26.º, do Estatuto do Aluno, não sancionatória de repreensão registada é da

podem ultrapassar o período de tempo competência do professor respectivo,

correspondente a um ano lectivo. quando a infracção for praticada na sala de

10 - A aplicação, e posterior execução, da aula, ou da Directora, nas restantes

medida correctiva prevista na alínea e) do situações, averbando-se no respectivo

n.º 2, artigo 26.º, do Estatuto do Aluno, processo individual do aluno, a identificação

assumem carácter permanente. do autor do acto decisório, data em que o

11 - Compete ao Director de Turma mesmo foi proferido e a fundamentação de

proceder à aplicação das medidas facto e de direito que norteou tal decisão.

correctivas referidas nas alíneas c), d) e e)

Regulamento Interno – 2009/2013 111


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
4 - A decisão de aplicar a medida disciplinar sua assiduidade e avaliação são
sancionatória de suspensão da escola até 10 determinados pela escola.
dias úteis é precedida da audição em auto do 8 - A aplicação da medida disciplinar
aluno visado, do qual constam, em termos sancionatória da transferência de escola
concretos e precisos, os factos que lhe são reporta-se à prática de factos notoriamente
imputados, os deveres por ele violados e a impeditivos do prosseguimento do processo
referência expressa, não só da possibilidade de ensino-aprendizagem dos restantes alunos
de se pronunciar relativamente àqueles da escola, ou do normal relacionamento com
factos, como da defesa elaborada, sendo algum ou alguns dos membros da
competente para a sua aplicação o director comunidade educativa.
da escola, que pode, previamente, ouvir o 9 - A medida disciplinar sancionatória de
conselho de turma. transferência de escola apenas é aplicada a
5 - Compete ao director da escola, ouvidos aluno de idade não inferior a 10 anos e
os pais ou Encarregado de Educação do quando estiver assegurada a frequência de
aluno, quando menor de idade, fixar os outro estabelecimento e, frequentando o
termos e condições em que a aplicação da aluno a escolaridade obrigatória, se esse
medida disciplinar sancionatória referida no outro estabelecimento de ensino estiver
número anterior será executada, podendo situado na mesma localidade ou na
igualmente, se assim o entender, e para localidade mais próxima servida de
aquele efeito, estabelecer eventuais parcerias transporte público ou escolar.
ou celebrar protocolos ou acordos com
Art. 144º - Cumulação de medidas
entidades publicas ou privadas.
disciplinares
6 - Na impossibilidade dos pais ou o
Encarregado de Educação do aluno poderem
participar na audição a realizar nos termos 1 - A aplicação das medidas correctivas

do número anterior, a Associação de Pais e previstas nas alíneas a) e d) do número

Encarregados de Educação, caso exista, quatro do artigo 142 deste Regulamento são

deve ser ouvida, preservando o dever de cumuláveis entre si.

sigilo. 2 - A aplicação de uma ou mais das medidas

7 - Os efeitos decorrentes das faltas dadas correctivas é cumulável apenas com a

pelo aluno no decurso do período de aplicação de uma medida disciplinar

aplicação da medida disciplinar sancionatória.

sancionatória de suspensão da escola até 10 3 - Sem prejuízo do disposto nos números

dias úteis, no que respeita, nomeadamente, à anteriores por cada infracção apenas pode

Regulamento Interno – 2009/2013 112


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
ser aplicada uma medida disciplinar 4 - As funções de instrutor, do professor que
sancionatória. para o efeito é nomeado, prevalecem
relativamente às demais, devendo o processo
ser remetido para decisão do Director
PROCEDIMENTO DISCIPLINAR
Regional de Educação do Algarve, no prazo

Art. 145º - Competências disciplinares e de oito dias úteis, após a nomeação do

tramitação processual instrutor.


5 - Finda a instrução, no decurso da qual a
prova é reduzida a escrito, é elaborada a
1 - O procedimento disciplinar rege-se pelo
acusação, de onde consta, de forma
disposto nos artigos 43º ao 51º, da Lei
articulada e em termos concretos e precisos,
3/2008, de 18 de Janeiro.
os factos cuja prática é imputada ao aluno,
2 - Sem prejuízo do disposto no número três
devidamente circunstanciados em termos de
do artigo artigo 143 do presente regulamento
tempo, modo e lugar e deveres por ele
(Medidas disciplinares sancionatórias), em
violados, com referência expressa aos
que a competência é do professor titular de
respectivos normativos legais ou
turma, a competência para a instauração de
regulamentares, seus antecedentes
procedimento disciplinar de
disciplinares e medida disciplinar
comportamentos susceptíveis de
sancionatória aplicável.
configurarem a aplicação de algumas
6 - Da acusação atrás referida, é extraída
medidas disciplinares sancionatórias
cópia e entregue ao aluno no momento da
previstas nas alíneas b) e c) do número dois
sua notificação, sendo de tal facto
do artigo 143º (Medidas disciplinares
informados os pais ou o respectivo
sancionatórias) é do Director, devendo o
encarregado de educação, quando o aluno
despacho instaurador ser proferido no prazo
for menor de idade.
de um dia útil a contar do conhecimento
7 - Para efeitos do exercício do direito de
concreto e preciso da situação.
defesa, o aluno dispõe de dois dias úteis para
3 - A aplicação da medida disciplinar
alegar por escrito o que tiver por
sancionatória de transferência de escola é da
conveniente, podendo juntar documentos e a
competência do Director Regional de
rolar testemunhas até ao limite de três, sendo
Educação do Algarve, observando-se, em
a apresentação das mesmas, no dia, hora e
termos processuais, nas situações que, em
local que para efeitos da sua audição for
abstracto, possam justificar aquela
designado pelo instrutor, da
aplicação, as regras constantes dos números
responsabilidade do aluno, sob pena de não
seguintes.
serem ouvidas.

Regulamento Interno – 2009/2013 113


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
8 - Finda a fase da defesa é elaborado um Art. 146º - Instauração do procedimento
relatório final, do qual consta, a correcta disciplinar
identificação dos factos que haviam sido
imputados ao aluno que se consideram Presenciados que sejam ou
provados e a proposta da medida disciplinar participados os factos passíveis de
sancionatória a aplicar, ou do arquivamento constituírem infracção disciplinar, o
do processo, devendo a análise e valoração director, tem competência para instaurar o
de toda a prova recolhida ser efectuada ao procedimento disciplinar, devendo fazê-lo
abrigo do disposto no artigo 141º deste no prazo de um dia útil, nomeando logo o
Regulamento (Determinação da medida instrutor, que deve ser um professor da
disciplinar). escola, salvo qualquer impedimento.
9 - Depois de concluído, o processo é
entregue ao director que convoca o conselho Art. 147º - Tramitação do procedimento

de turma para se pronunciar, quando a disciplinar

medida disciplinar sancionatória propostas


pelo instrutor for a referida no número dois. 1 - A instrução do procedimento disciplinar
é reduzida a escrito e concluída no prazo
Art. 145º Participação máximo de cinco dias úteis contados da data
de nomeação do instrutor, sendo
1 - O professor ou funcionário da escola que obrigatoriamente realizada, para além das
entenda que o comportamento presenciado é demais diligências consideradas necessárias,
passível de ser qualificado de grave ou de a audiência oral dos interessados, em
muito grave, participa-o ao Director de particular do aluno e, sendo menor, do
Turma para efeitos de procedimento respectivo encarregado de educação.
disciplinar. 2 - Aplica-se à audiência o disposto do
2 - O Director de Turma ou o professor artigo 102.º do Código do Procedimento
titular que entenda que o comportamento Administrativo, sendo os interessados
presenciado ou participado é passível de ser convocados com a antecedência mínima de
qualificado de grave ou muito grave dois dias úteis.
participa-o ao director, para efeitos de 3 - Finda a instrução, o instrutor elabora
procedimento disciplinar. relatório fundamentado, de que conste a
qualificação do comportamento, a
ponderação das circunstâncias atenuantes e
agravantes da responsabilidade disciplinar,
bem como a proposta de aplicação da

Regulamento Interno – 2009/2013 114


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
medida disciplinar considerada adequada ou, para além da data da decisão do
em alternativa, a proposta de arquivamento procedimento disciplinar.
do processo. 3 - Os efeitos decorrentes das faltas dadas
4 - O relatório do instrutor é remetido ao pelo aluno no decurso do período de
director, que, de acordo com a medida suspensão preventiva, no que respeita,
disciplinar a aplicar e as competências para nomeadamente, à sua assiduidade e
tal, exerce por si o poder disciplinar ou avaliação, são determinados em função da
convoca, para esse efeito, o conselho de decisão que a final vier a ser proferida no
turma disciplinar, que deve reunir no prazo procedimento disciplinar, (faltas
máximo de dois dias úteis. injustificadas).
5 - O procedimento disciplinar inicia-se e
Art. 149º - Decisão final do procedimento
desenvolve-se com carácter de urgência,
disciplinar
tendo prioridade sobre os demais
procedimentos correntes da escola.
1 - A decisão final do procedimento
Art. 148º - Suspensão preventiva do disciplinar, devidamente fundamentada,
aluno podendo acolher, para o efeito, a
fundamentação constante da proposta do
1 - No momento da instauração do instrutor aduzida nos termos referidos no n.º
procedimento disciplinar, mediante decisão 7 do artigo (competências disciplinares e
da entidade que o instaurou, ou no decurso tramitação processual), é proferida no prazo
da sua instrução, por proposta do instrutor, o máximo de dois dias úteis, a contar do
aluno pode ser suspenso preventivamente da momento em que a entidade competente
frequência da escola, mediante despacho para o decidir o receber, salvo na situação
fundamentado a proferir pelo director, se a prevista no n.º 3 em que esse prazo é de seis
presença dele na escola se revelar dias úteis, devendo constar dessa decisão a
gravemente perturbadora da instrução do indicação do momento a partir do qual a
processo ou do funcionamento normal das execução da medida disciplinar
actividades da escola, garantindo-se ao sancionatória começa a produzir efeitos, ou
aluno, um plano de actividades pedagógicas se, ao invés, essa execução fica suspensa,
durante o período de ausência da escola. nos termos do número seguinte.
2 - A suspensão preventiva tem a duração 2 - A execução da medida disciplinar
que o director considerar adequada na sancionatória, com excepção da referida na
situação em concreto, não podendo ser alínea c) do número dois do artigo (medidas
superior a cinco dias úteis, nem continuar disciplinares sancionatórias), pode ficar

Regulamento Interno – 2009/2013 115


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
suspensa pelo período de tempo e nos acompanhamento do aluno na execução da
termos e condições em que a entidade medida correctiva ou disciplinar
decisora considerar justo, adequado e sancionatória a que foi sujeito, devendo
razoável, cessando logo que ao aluno seja aquele articular a sua actuação com os pais e
aplicada outra medida disciplinar encarregados de educação e com os
sancionatória no decurso dessa suspensão. professores da turma, em função das
3 - Da decisão proferida pelo Director necessidades educativas identificadas e de
Regional de Educação do Algarve que forma a assegurar a co-responsabilização de
aplique a medida disciplinar sancionatória todos os intervenientes nos efeitos
de transferência de escola, deve igualmente educativos da medida.
constar a identificação do estabelecimento 2 - A competência referida no número
de ensino para onde o aluno vai ser anterior é especialmente relevante aquando
transferido, para cuja escolha se procede da execução da medida correctiva de
previamente à audição do respectivo actividades de integração na escola ou no
encarregado de educação, quando o aluno momento do regresso à escola do aluno a
for menor de idade. quem foi aplicada a medida disciplinar
4 - A decisão final do procedimento é sancionatória de suspensão da escola.
notificada pessoalmente ao aluno no dia útil 3 - O disposto no número anterior aplica-se
seguinte àquele em que foi proferida, ou, também aquando da integração do aluno na
quando menor de idade, aos pais ou nova escola para que foi transferido na
respectivo encarregado de educação, nos sequência da aplicação dessa medida
cinco dias úteis seguintes, sendo-o mediante disciplinar sancionatória.
carta registada com aviso de recepção, 4 - Na prossecução das finalidades referidas
sempre que não for possível realizar -se no número um, a escola poderá contar com a
através daquela forma, considerando-se, colaboração dos serviços especializados de
neste caso, a notificação efectuada na data apoio educativo e ou de equipas de
da assinatura do aviso de recepção. integração caso estas existam na escola.

Art. 151º - Recurso hierárquico


Art.150º - Execução das medidas
correctivas ou disciplinares 1 - Da decisão final do procedimento
sancionatórias disciplinar cabe recurso hierárquico nos
termos gerais de direito, a interpor no prazo
1 - Compete ao director de turma ou ao de cinco dias úteis.
professor titular da turma, o

Regulamento Interno – 2009/2013 116


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
2 - O recurso hierárquico só tem efeitos legislação em vigor e neste Regulamento
suspensivos quando interposto de decisão de Interno, não isenta o aluno e o respectivo
aplicação das medidas disciplinares representante legal da responsabilidade civil
sancionatórias de suspensão da escola e de a que, nos termos gerais de direito, haja
transferência de escola. lugar, sem prejuízo do apuramento da
3 - O despacho que apreciar o recurso eventual responsabilidade criminal daí
hierárquico é remetido à escola, no prazo de decorrente.
cinco dias úteis, cumprindo ao respectivo 2 - Quando o comportamento do aluno
director a adequada notificação, nos termos menor de 16 anos, que for susceptível de
do número quatro do artigo (Decisão final desencadear a aplicação de medida
do procedimento disciplinar) disciplinar sancionatória, se puder constituir,
simultaneamente, como facto qualificável de
Art. 152º - Intervenção dos pais e
crime, deve a Direcção da Escola comunicar
encarregados de educação
tal facto à Comissão de Protecção de
Crianças e Jovens ou ao representante do
Entre o momento da instauração do Ministério Público junto do tribunal
procedimento disciplinar ao seu educando e competente em matéria de menores,
a sua conclusão, os pais e encarregados de conforme o aluno tenha, à data da prática do
educação devem contribuir para o correcto facto, menos de 12 ou entre 12 e 16 anos,
apuramento dos factos e, sendo aplicada sem prejuízo do recurso, por razões de
medida disciplinar sancionatória, diligenciar urgência, às autoridades policiais.
para que a execução da mesma prossiga os 3 - Quando o procedimento criminal pelos
objectivos de reforço da formação cívica do factos a que alude o número anterior
educando, com vista ao desenvolvimento depender de queixa ou de acusação
equilibrado da sua personalidade, da sua particular, competindo este direito à própria
capacidade de se relacionar com os outros, Direcção da Escola, deve o seu exercício
da sua plena integração na comunidade fundamentar-se em razões que ponderem,
educativa, do seu sentido de em concreto, o interesse da comunidade
responsabilidade e das suas aprendizagens. educativa no desenvolvimento do
procedimento criminal perante os interesses
Art. 153º - Responsabilidade civil e
relativos à formação do aluno em questão.
criminal

1 - A aplicação de medida correctiva ou


medida disciplinar sancionatória, prevista na

Regulamento Interno – 2009/2013 117


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
QUADROS DE VALOR E DE Art. 157º - Organização dos quadros de
EXCELÊNCIA valor e excelência

Art. 154º - Âmbito 1. Os quadros de excelência e de valor são


organizados por anos, por turma, áreas
Sendo objectivo dos quadros de valor disciplinares ou actividades de
e excelência promover o sucesso dos alunos, enriquecimento curricular e Projecto
a nível do saber e do ser destinam-se a Curricular de Turma.
reconhecer aptidões e atitudes dos alunos, da 2. Cabe ao Conselho de Turma e/ou
turma, do grupo, do clube ou da equipa dos professor do clube a apresentação das
3 Ciclos do Ensino Básico, que tenham propostas relativas ao quadro de excelência,
evidenciado valor e excelência nos domínios tendo em atenção os bons resultados
cognitivo, cultural, pessoal ou social, bem escolares do aluno ou grupos de alunos e a
como atribuir prémios em casos específicos excelência dos seus trabalhos ou actividades.
ou excepcionais. 3. Cabe ao Conselho de Turma e/ou
professor do clube a apresentação das
Art. 155º - Quadros de valor
propostas relativas ao quadro de valor.
4. A avaliação das propostas será feita por
O quadro de valor reconhece os
um grupo criado para o efeito, constituído
alunos que revelam grandes capacidades ou
por docentes das várias áreas disciplinares.
atitudes exemplares de superação das
dificuldades ou que desenvolvam iniciativas Art. 158º - Candidaturas
ou acções igualmente exemplares de
benefício claramente social ou comunitário As condições mínimas de candidatura ao
ou de expressão de solidariedade na Escola quadro de excelência anual são:
ou fora dela. a) Para o aluno, a média ponderada
de nível 5 / Excelente no geral ou por áreas
Art. 156º - Quadros de excelência
disciplinares.
b) Para a turma/grupo, no 2º e 3º
O quadro de excelência reconhece os
Ciclos de escolaridade, 70% dos alunos
alunos que revelam excelentes resultados
devem obter média geral ponderada de nível
escolares e produzem trabalhos académicos
5 num determinado período.
ou realizam actividades de excelente
c) Para o clube/equipa, há que
qualidade, quer no domínio curricular, quer
premiar alunos que realizem actividades de
no domínio dos complementos curriculares.
excelente qualidade que se traduzem em:

Regulamento Interno – 2009/2013 118


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
exposições, debates, colóquios, filmes e são atribuídos pela Escola de acordo com o
outras, cujo objectivo último seja uma âmbito e organização do referido quadro.
melhor interacção entre a Escola e o Meio e Os prémios têm uma função
que prestigiem a escola no exterior. eminentemente educativa, pelo que devem
Poderão ser propostos ao quadro de valor ser concedidos de acordo com o nível etário
anual: dos alunos e devem ter por função estimular
a) Os alunos que revelam atitudes o prosseguimento do empenhamento
altruístas, espírito de conciliação e de inter- escolar.
ajuda, respeito mútuo e honestidade. Devido à função educativa descrita
b) Os alunos que ao longo do ano no número anterior, os prémios devem
sejam assíduos, pontuais, responsáveis, consistir sobretudo em instrumentos,
organizados e dinamizadores. materiais ou condições com relação
c) A selecção dos alunos deverá ser intrínseca com a actividade premiada e que
feita com base em 2 qualidades da alínea a) permitam o seu prosseguimento ao nível de
e 3 da alínea b). conhecimentos mais avançado.
d) A turma/grupo que manifeste
espírito de inter-ajuda, respeito pelos outros,
SECÇÃO II - Docentes
seja dinamizadora, organizada, responsável
e assídua. A selecção da turma/grupo deverá Art. 160º – Princípios gerais
ser feita, quando 95% dos alunos da turma
1 - Considera-se pessoal docente todos
demonstrarem 3 das qualidades referidas
aqueles que são portadores de qualificação
anteriormente.
profissional, certificada pelo Ministério da
e) O clube/equipa que manifeste
Educação, para o desempenho de funções de
espírito criativo, empreendedor e
educação ou de ensino com carácter
dinamizador.
permanente, sequencial e sistemático, ou a
f) Cabe ao Conselho Pedagógico
título temporário, após aprovação em prova
discutir e aprovar as propostas ao quadro de
de avaliação de conhecimentos e de
valor.
competências.

Art. 159º - Prémios do quadro de valor e 2 - O pessoal docente desempenha um papel


singular nos processos do domínio
excelência
pedagógico da Escola, nomeadamente, na
construção dos instrumentos de autonomia,
Os alunos reconhecidos pelos vários
no desenvolvimento de actividades
quadros podem receber prémios, os quais
curriculares, na organização e

Regulamento Interno – 2009/2013 119


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
funcionamento do Conselho Pedagógico, exercício da Função Educativa (art. 6º),
das Estruturas de Coordenação Educativa e Direito ao Apoio Técnico, Material e
Supervisão Pedagógica, dos Serviços Documenta (art. 7º), Direito à Segurança na
Técnicos e Técnico-Pedagógicos e na Actividade Profissional (art. 8º) e Direito à
administração e gestão da Escola, nos Consideração e à Colaboração da
termos da Lei de Bases do Sistema Comunidade Educativa (art. 9º).
Educativo - Lei n.º 46/86 de 23 de Outubro e 2. Para além dos direitos supracitados
no DL n.º 75/2008, de 22 de Abril. importa aqui salientar que constituem
3 - Nesses processos cabe-lhe, direitos dos professores:
especialmente, promover as aprendizagens a) Ser respeitado na sua pessoa e
dos alunos atribuindo especial relevo às bens.
dimensões da cidadania, identificar b) Ver considerada e reconhecida a
dificuldades nas suas aprendizagens e sua autoridade pelos alunos, pelas suas
definir actividades de apoio à organização e famílias e pelos demais membros da
sistematização dos seus conhecimentos, comunidade educativa.
nomeadamente de desenvolvimento de c) Ter a colaboração das famílias e
métodos de trabalho, dinamização de salas da comunidade educativa no processo de
de estudo ou de estudo acompanhado, de educação dos alunos.
articulação a nível de planos de trabalho d) Ser bem acolhido na Escola de
entre turmas, de concepções alternativas de modo a que a sua integração aconteça o mais
organização de turmas e de horários. rapidamente possível, pelos diversos
elementos da comunidade escolar.
Art. 161º- DIREITOS
e) Ter condições de espaço e tempo
para projectos de inovação educacional.
1. São garantidos ao pessoal docente os f) Ter acesso a toda a documentação
direitos estabelecidos para funcionários e existente na escola, desde que não sigilosa, e
agentes do Estado em geral, bem como os que possa contribuir para elaboração de
direitos profissionais decorrentes do trabalhos individuais e de projectos.
exercício da função docente que estão g) Ter o seu horário semanal
previstos nos artigos 4º, 5º, 6º, 7º, 8º e 9º da elaborado de acordo com as normas em
Secção I, do Capítulo II, do Estatuto da vigor.
Carreira Docente, a saber: Direitos h) Ser consultado antes de ser
Profissionais (art. 4º), Direito de indigitado para qualquer tarefa específica e
Participação no Processo Educativo (art. 5º), ouvido nas suas razões.
Direito à Formação e Informação Para o

Regulamento Interno – 2009/2013 120


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
i) Receber dos órgãos de gestão o r) Ser ouvido em todas as questões
apoio técnico e a colaboração necessários à que lhe digam respeito antes da tomada de
consecução das suas actividades escolares e decisão.
profissionais. s) Ver respeitado o sigilo da
j) Apresentar propostas ou meras correspondência que lhe é dirigida, a qual
sugestões aos órgãos de direcção, lhe deve ser entregue de imediato.
administração e gestão, directamente ou por t) Dispor de um cacifo ou espaço
intermédio das estruturas de orientação equivalente para guardar o seu material.
educativa. u) Beneficiar e participar em acções
k) Dispor de uma sala com condições de formação que concorram para o seu
para preparação das aulas ou actividades. enriquecimento pessoal.
l) Participar na definição de v) Exercer a sua actividade sindical
programas de actividades curriculares, extra- de acordo com a lei em vigor.
curriculares e outras, dinamizando acções ou w) Beneficiar de segurança na
nelas tomando parte. actividade profissional.
m) Ser acompanhado na sua x) Ser avaliado e contribuir para a
actividade didáctica e pedagógica pelos avaliação do seu desempenho.
diferentes órgãos pedagógicos.
Art. 162º - Deveres
n) Ser informado e esclarecido
atempadamente pelos órgãos de
administração e gestão e pelos órgãos de 1 - O pessoal docente está obrigado ao

orientação educativa sobre a legislação em cumprimento dos deveres estabelecidos para

vigor e sobre outras informações internas e os funcionários e agentes da Administração

externas, consideradas úteis. Pública em geral, bem como aos deveres

o) Promover e participar em profissionais decorrentes das funções que

actividades no âmbito da sua formação lhes estão atribuídas nos termos do Estatuto

profissional e pessoal. da Carreira Docente, previstos nos artigos

p) Utilizar o material existente na 10º, 10ºA, 10ºB e 10ºC da Secção II, do

escola e os meios que viabilizem a Capítulo II, do Estatuto da Carreira Docente,

elaboração de outro material considerado a saber: Deveres Gerais (art. 10º), Deveres

útil e ainda não existente. Para Com os Alunos (art. 10ºA), Deveres

q) Eleger e ser eleito para todos os Para Com a Escola e os Outros Docentes

órgãos da escola, segundo os normativos em (art. 10º B) e Deveres Para Com os Pais e

vigor; Encarregados de Educação (art. 10º C).

Regulamento Interno – 2009/2013 121


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
2. Para além dos deveres supracitados, desenvolvidas nas aulas, as ausências dos
importa aqui salientar que constituem alunos e as datas dos testes sumativos.
deveres dos docentes: l) Respeitar as decisões do Conselho
a) Comparecer assídua e Pedagógico no que se refere ao número e
pontualmente às aulas e outras sessões de período de realizações de testes.
trabalho para que tenha sido convocado. m) Corrigir, classificar e devolver,
b) Não abandonar a sala de aula a no prazo máximo de quinze dias, todos os
não ser em casos excepcionais, informando testes escritos e trabalhos realizados pelos
deste facto o funcionário do sector. alunos.
c) Justificar as faltas dadas de acordo n) Aplicar as medidas educativas
com as disposições legais em vigor. disciplinares da sua competência, previstas
d) Manter o diálogo com todos os na legislação em vigor, comunicando o facto
elementos da comunidade educativa, como ao director de turma.
método privilegiado da acção educativa. o) Na aplicação da medida cautelar
e) Manter-se científica e de ordem de saída da sala de aula, o
pedagogicamente actualizado. professor deverá providenciar para que o
f) Assumir uma atitude de activa funcionário do sector acompanhe o aluno à
participação e compromisso nos projectos da Biblioteca.
escola, nomeadamente na concretização do p) Esforçar-se por criar, nas aulas,
projecto de turma, em articulação com a área um agradável ambiente de trabalho e de
disciplinar, Director de Turma e Conselho convívio, despertando e dinamizando o
de Turma. interesse dos alunos, por meio de
g) Dar a conhecer aos alunos as actividades adequadas e através de uma
competências, conteúdos programáticos e apresentação atraente das matérias
critérios de avaliação da sua disciplina no leccionadas.
início do ano e sempre que tal se revele útil. q) Ser receptivo às críticas e
h) Fomentar hábitos de auto e hetero- sugestões dos alunos, quanto aos seus
avaliação entre os alunos. métodos de trabalho docente.
i) Ser o primeiro a entrar na sala e o r) Avaliar o aproveitamento dos
último a sair, verificando se a sala ficou em alunos com objectividade e justiça, não
ordem, o quadro limpo e a porta e janelas como mero julgador exterior ao processo de
fechadas. aprendizagem, mas co-responsabilizando-se
j) Anotar nos respectivos livros de pelo sucesso ou insucesso das turmas e dos
ponto a sua presença, as actividades alunos que lhe são confiados.

Regulamento Interno – 2009/2013 122


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
s) Dedicar atenção especial aos casos ad) Fazer da avaliação uma atitude
de insucesso, estudando com os outros consciente, responsável, permanente e
professores, encarregados de educação e participada.
alunos, caso a caso, a maneira de superar as ae) Não realizar fichas de avaliação
dificuldades, tendo em conta a na última semana de aulas de cada período
especificidade de cada situação. escolar.
t) Aperfeiçoar e actualizar a sua af) Informar antecipadamente o
prática didáctico - pedagógica. Direcção de quando vai faltar.
u) Fornecer ao director de turma, ag) Não deixar sair da sala de aula,
sempre que este o solicitar, o maior número antes do termino da aula, os alunos que
possível de informações, tanto qualitativas terminam testes, fichas ou outras
como quantitativas, que possam ser actividades.
profícuas no contacto com os encarregados ah) Não terminar as aulas antes do
de educação. tempo determinado.
v) Avisar os alunos, sempre que ai) Observar os devidos cuidados na
possível com razoável antecedência, por utilização do material de apoio e respeitar as
qualquer meio ao seu alcance, das faltas que normas de requisição de instalações
vai dar. específicas, equipamentos ou materiais, bem
x) Informar os alunos das regras de como da sua devolução.
funcionamento da aula, nomeadamente no
Art. 163º - Distribuição do serviço
que se refere ao material necessário.
docente
z) Fomentar o diálogo, com os
alunos, de forma a que a relação
professor/aluno não se limite à sala de aula. 1 - A distribuição do serviço docente é da

aa) Planificar as visitas de estudo ou competência da Direcção da Escola, a qual

outras actividades, com cuidado e deve atender aos seguintes critários e

antecedência, de modo a não prejudicar o normas gerais:

trabalho dos outros colegas, tendo em conta a) Recursos humanos disponíveis.

as seguintes regras. b) Disponibilidades físicas da Escola.

ab) Co-responsabilizar-se pela c) Sequencialidade dos ciclos e anos

preservação e uso adequado das instalações de escolaridade.

e equipamentos e propor medidas de e) Deverá ser feita uma distribuição

melhoramento e renovação. do serviço docente que garanta, em todas as

ac) Exercer correctamente os cargos turmas, um número equilibrado de

para que foi eleito ou nomeado. professores profissionalizados.

Regulamento Interno – 2009/2013 123


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
f) Será facilitado, a cada professor, o m) O horário lectivo dos professores
acompanhamento dos seus alunos ao longo deve situar-se obrigatoriamente dentro dos
dos diferentes anos de escolaridade. limites do horário lectivo da escola.
g) Deverá ser garantida a n) Na elaboração dos horários dos
possibilidade de um mesmo docente por área professores não é permitido a concentração
disciplinar, de modo a reduzir o número de do serviço em menos de 4 dias.
professores por turma. o) Na atribuição de turmas aos
h) A concretização das várias docentes do Primeiro Ciclo deverão ser
modalidades de apoio pedagógico e a atendidos os seguintes critérios:
realização de actividades de enriquecimento - Antiguidade na escola,
curricular será equacionada no início do ano independentemente dos cargos ou
lectivo e considerada na distribuição de funções desempenhadas.
serviço docente. - Em caso de empate, é considerada a
i) O horário semanal dos professores graduação profissional.
é de 35 horas distribuídas por cinco dias de 2 - Não poderão ser atribuídas aos
trabalho e integra uma componente lectiva e professores, turmas em que se encontrem
uma componente não lectiva. integrados familiares seus nas seguintes
j) Na distribuição dos tempos condições:
lectivos diários de cada professor, não a) Parente ou afim em linha recta ou
podem incluir-se mais do que cinco tempos até ao 2º grau da linha colateral.
lectivos consecutivos. b) Pessoa com quem viva em
l) Será evitada a atribuição de serviço economia comum.
docente extraordinário15. A docência de uma disciplina, numa
mesma turma, não deve ser atribuída, em
anos seguidos, a professores sem habilitação
15
Serviço docente extraordinário é todo o serviço lectivo que, por própria.
determinação da Direcção, for prestado para além do número de 3 - O conceito de completamento de
horas de componente lectiva e não lectiva a cujo cumprimento o
docente está obrigado. O trabalho docente extraordinário resultante horário tem o sentido de completar, até à
de situações ocorridas no decurso do ano lectivo é de aceitação totalidade da componente lectiva, o horário
obrigatória; contudo, o professor pode solicitar dispensa da
respectiva prestação à Direcção, a quem compete apreciar e decidir de um docente do quadro e para o qual a
se os motivos invocados pelo docente são ou não atendíveis. O escola não dispõe da totalidade dos tempos
serviço docente extraordinário não pode exceder 5 horas por
semana, salvo casos excepcionais devidamente autorizados pela lectivos necessários ao seu preenchimento.
DREALG. As horas correspondentes ao serviço docente No caso do número de tempos lectivos do
extraordinário serão obrigatoriamente marcadas no horário do
professor em horas lectivas e, de acordo com a lei geral, só dão grupo/disciplina acrescido do número de
direito a remuneração quando forem efectivamente prestadas. horas equiparadas for insuficiente para o

Regulamento Interno – 2009/2013 124


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
preenchimento do número da totalidade dos Estatuto da Carreira Docente e no ponto 3,
horários dos docentes de nomeação do artigo 18, do Decreto Regulamentar nº
definitiva será: 2/2008, de 10 de Janeiro, fica regulamentado
a) Calculado o número de que:
professores que ficam sem qualquer serviço i) Compete aos docentes definirem se
distribuído no grupo. pretendem que a apreciação dos pais e
b) Atribuído serviço disponível Encarregados de Educação seja tida em
noutros grupos para os quais possuam conta no seu processo de avaliação;
formação adequada. ii) Esta concordância deve ser
c) Completar cada um dos horários manifestada à Direcção, por escrito e em
que ainda fiquem incompletos com outras documento criado para o efeito, até à altura
actividades, nomeadamente dinamização de da definição/redefinição dos objectivos;
clubes/apoios e outras actividades incluídas iii) A Direcção, após trinta dias úteis
na componente lectiva. seguintes da tomada de conhecimento da
concordância do docente em ser avaliado
pelos Pais/Encarregados de Educação,
AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS
enviará uma circular informação aos
DOCENTE
mesmos informando-os do facto e de que no

Art. 164º - Normas gerais final do ano lectivo terão que preencher um
questionário referente à avaliação de
desempenho dos professores que
Em relação à avaliação de
manifestaram a referida concordância.
desempenho do pessoal docente aplica-se o
iv) O questionário referido no
disposto no Decreto Regulamentar nº
número anterior deve ser elaborado e
2/2008, de 10 de Janeiro, no Estatuto da
aprovado pelo Conselho Pedagógico, ter
Carreira Docente e demais legislação sobre
como objectivo medir o grau de satisfação
o assunto, ficando estabelecido neste
dos Pais/Encarregados de Educação em
Regulamento Interno que:
relação aos professores que concordaram
a) A avaliação de desempenho dos
com a sua apreciação, incluir as indicações
docentes terá por referência os objectivos
necessárias ao seu tratamento estatístico e
fixados no Projecto Curricular de Turma, de
incidir sobre os seguintes parâmetros:
acordo com o artigo 8 do ponto 2 do Decreto
- Realização das actividades lectivas;
Regulamentar nº2/2008, de 10 de Janeiro.
- Relação pedagógica com os alunos;
b) Em relação ao estabelecido na
- Avaliação das aprendizagens dos
alínea h) do número 2, do artigo 45, do
alunos;

Regulamento Interno – 2009/2013 125


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
- Apreciação do docente na
qualidade de Director de Turma.
SECÇÃO III - PESSOAL NÃO
A escala de avaliação destes parâmetro é de
DOCENTE
1(-) a 5 (+); Para obter a classificação final
neste item deverá aplicar-se a fórmula: Art.165º – Princípios Gerais
(Soma dos valores obtidos em cada
descritor/ nº total de descritores
Deverá entender-se por Pessoal Não
preenchidos);
Docente, todos os elementos que exercem
v) O questionário deverá ser enviado
funções na Escola, designadamente,
aos Encarregados de Educação, por correio,
funcionários administrativos e auxiliares
no final do ano lectivo, ficando estes
de acção educativa.
responsabilizados pela sua devolução.
vi) Os questionários recolhidos serão Art. 166º - Hierarquias
apenas tidos em conta para a avaliação do
1- Dependem directamente da Directora:
docente se a sua representatividade for de
a) Chefe de Serviços de
pelo menos dois terços dos Pais/
Administração Escolar;
Encarregados de Educação da Turma ou
b) Funcionários da Acção Social
turmas leccionadas no caso dos docentes do
Escolar;
2º e 3º ciclos.
c) Encarregado de Coordenação do
c) Em relação ao estabelecido nos
Pessoal Auxiliar de Acção
pontos 6 e 7 do Artigo 29 do Decreto
Educativa;
Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro, fica
d) Cozinheiras.
estabelecido que:
2- Depende hierarquicamente do Chefe de
i) Na avaliação do Coordenador do
Serviços de Administração Escolar o
Conselho de Docentes / Departamentos
funcionário da seguinte carreira: Assistente
Curriculares com funções de Avaliador, é
Administrativo.
considerada a avaliação realizada pelos
3- Dependem hierarquicamente do
docentes do Departamento/Conselho de
Encarregado de Coordenação do Pessoal
Docentes correspondente, quanto às
Auxiliar de Acção Educativa os funcionários
respectivas funções de coordenação;
da carreira Auxiliar de Acção Educativa.
ii) O Conselho Pedagógico deve
elaborar um questionário a ser preenchido Art. 167º - Direitos gerais
pelos docentes para medir o grau de
satisfação em relação aos coordenadores do
seu Departamento/Conselho de Docentes;

Regulamento Interno – 2009/2013 126


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
1. São direitos dos funcionários os previstos
a) Pessoal Administrativo
na Lei Geral e, também, os seguintes:
a) Ser devidamente respeitado pela
- ser respeitado por toda a comunidade
comunidade escolar.
escolar;
b) Ser informado a tempo de toda a
- Colaborar e/ou propor actividades para
legislação que lhe diga respeito.
o Plano Anual da Escola;
c) Participar livremente em todas as
- Ter um intervalo a meio da manhã e
iniciativas realizadas na Escola,
outro a meio da tarde;
nomeadamente as de carácter cultural e
- Manifestar a sua opinião sempre que
desportivo, sem prejuízo inerente à função
oportuno ou quando solicitado;
desempenhada.
- Ser informado de toda a legislação que
d) Ter garantida toda a colaboração
lhe diga respeito;
da comunidade escolar, de modo a poder
- Frequentar qualquer serviço escolar;
assegurar as suas funções.
- Participar nas actividades realizadas na
e) Ter asseguradas as condições
Escola;
materiais necessárias para o bom
- Exercer actividades sindicais;
desempenho do serviço;
- Participar como eleitor nas diversas
f) Ser informado com a devida
assembleias eleitorais;
antecedência de eventuais alterações ao
- Ser eleito para os órgãos de gestão e
funcionamento normal da Escola que
administração da Escola, de acordo com o
impliquem mudanças nos serviços ou tarefas
regulamento interno;
atribuídas no início do ano lectivo.
- Faltar, apresentando a respectiva
g) Ter acções de formação para
justificação;
melhoria do seu desempenho profissional.
- Ter um período de férias anual;
h) Participar no Conselho Geral e no
- Conhecer o Regulamento Interno da
Conselho Pedagógico, de acordo com o
Escola.
expresso neste Regulamento Interno.
i) Conhecer o regime de faltas e
b) Pessoal Auxiliar de Acção
licenças.
Educativa
j) Conhecer o Regulamento Interno.

Art. 168º - Direitos Específicos - Ser respeitado por toda a


comunidade educativa;
Para além do disposto no artigo anterior e do
consignado da Lei, são direitos específicos:

Regulamento Interno – 2009/2013 127


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
- Ser elucidado pelos órgãos Art. 169º º - Deveres gerais
competentes sobre qualquer problema
referente à sua vida profissional; 1. São deveres dos funcionários os previstos
- Escolher livre e democraticamente na Lei Geral, designadamente:
os seus representantes; a) Exercer dignamente as funções de
- Participar como eleitor nas serviço público, atendendo com correcção
diversas assembleias eleitorais; todos os que a ele recorrem.
- Ser eleito para os órgãos de gestão b) Reger a sua conduta por princípios
e administração da Escola, de acordo com o de ética profissional, contribuindo para o
regulamento interno; bom ambiente escolar.
- Exercer a sua actividade sindical; c) Manter uma atitude de cooperação
- Poder reclamar, através dos seus com os colegas e demais elementos da
representantes, de qualquer atropelo aos seus comunidade escolar.
direitos; d) Comparecer assídua e
- Ter direito a concessão de pontualmente nos horários estabelecidos.
fardamento, por conta do orçamento da e) Manter o sigilo, guardando
Escola; segredo profissional sobre os assuntos que
- Ter direito a participar em acções não se destinam a ser do domínio público.
de formação e reciclagem; f) Impedir a presença de estranhos
- Recorrer à Directora, por escrito, que pelo seu comportamento possam
quando tenham problemas de serviço que perturbar o bom andamento da vida escolar.
não possam ser resolvidos com o(a) g) Frequentar as acções de formação
encarregado(a) do pessoal; para que foram designados.
- Apresentar à Directora, através do h) Zelar pelo cumprimento do
seu encarregado, qualquer sugestão para regulamento interno.
melhoria do funcionamento da Escola; i) Usar o cartão de identificação
- Faltar, apresentando a respectiva pessoal de funcionário.
justificação;
- Ter um período de férias anual; Art. 170º - Deveres Específicos
- Ser informado da sua classificação
de serviço; Para além do disposto no artigo anterior e do
- Conhecer o Regulamento Interno consignado da Lei, são deveres específicos:
da Escola.
1 - Dos Funcionários Administrativos:

Regulamento Interno – 2009/2013 128


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
a) Ser pontual no cumprimento do Refeitório, Seguro Escolar, Auxílios
seu horário; Económicos, Bar, Papelaria, etc.
b) Assinar o livro de ponto no início n) Cumprir as ordens do Chefe dos
e final do dia; Serviços, por exemplo no tocante ao
c) Atender com correcção e simpatia sistema de rotação dos funcionários nos
qualquer elemento que se dirija à Secretaria; diferentes sectores internos da Secretaria;
d) Informar professores e o) Manter actualizada toda e
funcionários sobre assuntos a eles qualquer legislação, criando os dossiers
respeitantes, nomeadamente férias, tempo de respectivos;
serviço, concursos, vencimentos, etc. p) Verificar os boletins de concurso
e) Receber as justificações de faltas dos professores e assiná-los quando
de professores e funcionários; devidamente preenchidos;
f) Elaborar e arquivar todos os q) Afixar toda e qualquer legislação
documentos de avaliação; considerada importante;
g) Enviar, para as respectivas r) Cumprir o Regulamento Interno do
escolas, as justificações de faltas dos Agrupamento.
professores e dos funcionários que se
encontram em regime de destacamento; 2 - Dos Auxiliares de Acção Educativa:
h) Comparecer nas reuniões quando
convocados; 2.1 - O apoio às salas de aula e áreas de
i) Processar os vencimentos de todos circulação, recreio e lazer, é efectuado pelo
os funcionários e professores, entregando- pessoal auxiliar de acção educativa, a quem
lhes o respectivo recibo; compete:
j) Processar o pagamento de facturas a) Ser pontual no cumprimento do
relativas a compras e/ou serviços solicitados seu horário;
pela Escola; b) Tratar com correcção alunos,
k) Registar e arquivar toda a professores, encarregados de educação,
correspondência; outros funcionários e todas as pessoas que
l) Zelar e manter actualizados os necessitem dos seus serviços;
arquivos respeitantes aos elementos de toda c) Respeitar todos os elementos da
a comunidade escolar; Escola;
m) Ser responsável pelos assuntos d) Zelar para que não se verifique, na
dos Serviços de Acção Social Escolar Escola, a presença de pessoas estranhas;
(A.S.E.), tais como: Transportes Escolares, e) Zelar pela limpeza e conservação
das instalações e do material escolar,

Regulamento Interno – 2009/2013 129


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
nomeadamente para que as salas de aula p) Se o encarregado de pessoal
estejam limpas, arrumadas e com o material autorizar a ausência justificada do
didáctico necessário; funcionário, deve providenciar a sua
f) Avisar os alunos da falta de um substituição, na medida do possível;
professor, depois de se ter certificado dessa q) Comunicar ao encarregado de
mesma falta; pessoal qualquer anomalia ou estrago na
g) Em caso de comportamento grave parte do sector a seu cargo;
dos alunos, participar de imediato à r) Realizar qualquer trabalho que as
Directora; necessidades urgentes de serviço
h) No caso de lhe ser comunicado justifiquem;
por um professor, retido a tratar de assuntos s) Como colaborante da Acção
oficiais, que irá comparecer com atraso, Educativa da Escola, zelar pela manutenção
deve o funcionário fazer entrar os alunos na das boas normas de convivência social, nos
sala e zelar pelo seu comportamento; pátios e recreios, procurando resolver as
i) Em caso de abandono temporário dificuldades dos alunos, por meio de
da sala de aula pelo professor por motivo conselhos e recomendações, sendo-lhe
imprevisto, deve o funcionário dessa zona absolutamente vedado o recurso à força
zelar pelo comportamento dos alunos; física;
j) Marcar, nos livros de ponto, as t) Manter em boa ordem e asseio o
faltas dos professores depois de confirmar a fardamento que lhe for distribuído para usar
sua ausência; em serviço;
k) Colocar na sala de aula o material u) Ser portador do cartão de
didáctico requisitado pelo professor e, após identificação em local visível;
a sua utilização, retirá-lo e arrumá-lo; v) Acompanhar o aluno em caso de
l) Assinar diariamente o respectivo acidente;
registo de presença; w) Dar conhecimento aos professores
m) Dedicar-se com empenho às de comunicações internas superiormente
tarefas que lhe são distribuídas; mandadas, solicitando a respectiva rubrica;
n) Participar com empenho nas x) Colaborar e fazer o
actividades para as quais foi eleito ou acompanhamento das tarefas destinadas à
designado; integração dos alunos na comunidade
o) Não sair da Escola, nas horas de educativa, propostas pelos conselhos de
serviço, sem dar conhecimento ao turma;
encarregado de pessoal; y) Acompanhar o aluno que teve
ordem de saída da sala de aula até ao local

Regulamento Interno – 2009/2013 130


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
indicado pelo respectivo professor,
informando quem estiver de serviço nesse a) Registar as faltas dos professores;
sector, da duração e das actividades a b) Controlar as entradas e saídas dos
executar pelo aluno; alunos, não permitindo distúrbios nem
z) Conhecer as suas funções como aglomerações ou que aqueles perturbem o
interveniente no plano de evacuação e bom funcionamento das aulas em curso;
emergência da escola; c) Não permitir que os alunos
aa) Cumprir o Regulamento Interno permaneçam dentro das salas de aula sempre
do Agrupamento.
que não tenham aula, podendo-lhes apenas
abrir a sala para que estes possam retirar as
3 – Porteiro:
suas coisas;
a) Requerer a identificação de
d) Não permitir que os alunos fiquem
qualquer elemento pertencente ou não à
nos pisos, enquanto estiverem aulas a
comunidade escolar;
decorrer e durante os intervalos;
b) Controlar as entradas e saídas do
e) Atender às chamadas das salas com a
respectivo estabelecimento de ensino, não
maior prontidão e executar os pedidos dos
permitindo o acesso a pessoas estranhas;
professores com rapidez e eficiência;
c) Encaminhar as pessoas que
venham tratar de assuntos à respectiva
5- Encarregado de Coordenação do Pessoal
escola;
Auxiliar de Acção Educativa
d) Não permitir que motorizadas,
velocípedes e demais veículos circulem
a) Coordenar e supervisionar as
dentro da escola;
tarefas do pessoal que está sob a sua
e) Verificar se os veículos não estão
dependência hierárquica;
estacionados em frente ao portão;
b) Colaborar com o direcção na
f) Comunicar ao Director/professor
avaliação e elaboração da distribuição de
titular/educador a detecção de situações
serviço do pessoal auxiliar;
estranhas, nunca abandonando o seu local de
c) Controlar a assiduidade do pessoal
trabalho;
a seu cargo;
g) Registar o material
d) Elaborar o plano de férias do
perdido/encontrado e fazer a entrega do
pessoal a seu cargo, que deverá ser aprovado
mesmo nos serviços administrativos.
pela Directora;
e) Atender e apreciar reclamações ou
4 – Auxiliares da Acção Educativa dos pisos
sugestões sobre o serviço prestado,
e átrios
propondo possíveis soluções;

Regulamento Interno – 2009/2013 131


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
f) Comunicar infracções disciplinares exposto na lei de autonomia e gestão,
do pessoal a seu cargo; através da organização e colaboração em:
g) Requisitar ao armazém e fornecer a) Iniciativas que visem a promoção
material e equipamento de limpeza, da melhoria da qualidade e humanização da
primeiros socorros e de uso corrente nas escola.
aulas; b) Acções motivadoras de
h) Comunicar à Directora quaisquer aprendizagens e da assiduidade dos alunos.
estragos e extravios de material e c) Projectos de desenvolvimento
equipamento; sócio - educativo da escola.
2- Quando não estiver afecto à Escola um
Encarregado de Coordenação do Pessoal
Art. 172º - Direitos dos pais e
Auxiliar de Acção Educativa ou, estando-o,
encarregados de educação
se preveja a sua ausência ou impedimento
por um período superior a trinta dias,
aquelas funções serão exercidas pelo 1. Os pais e encarregados de educação têm

Auxiliar de Acção Educativa de mais direito a:

elevada categoria em exercício de funções a) Ser tratados com educação e

na Escola. correcção por parte de Professores, alunos e


Pessoal não Docente.
b) Ser eleitos para a Associação de
SECÇÃO IV - Pais e Encarregados de Pais de acordo com os estatutos da mesma;
Educação c) Participar na vida da Escola e nas
actividades da Associação de Pais e
Art. 171º - Princípio geral
Encarregados de Educação.

O direito e dever de educação dos d) Ser informados, no inicio do ano

filhos compreende a capacidade de escolar, do material necessário aos seus

intervenção dos pais no exercício dos educandos para o funcionamento de cada

direitos e a responsabilidade no disciplina ou ano de escolaridade quando se

cumprimento dos deveres dos seus tratar do primeiro ciclo.

educandos na Escola e para com a e) Ser informados sobre todo o

comunidade educativa, consagrados na lei e processo educativo.

no presente Regulamento Interno. f) Colaborar com os professores no

Aos Pais e Encarregados de âmbito do processo de ensino -

Educação é reconhecido o direito de aprendizagem do seu educando.

participar na vida escolar, de acordo com o

Regulamento Interno – 2009/2013 132


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
g) Articular a educação na família r) Acompanhar o plano de
com o trabalho escolar. recuperação do seu educando, decorrente da
h) Ser recebido pelo Director de avaliação sumativa extraordinária.
turma do seu educando, após cada momento s) Ser ouvido, em casos de
de avaliação ou semanalmente, no dia e hora procedimento disciplinar do seu educando,
previamente fixados. na fase de instrução do processo.
i) Ser informados, no final de cada t) Conhecer o Projecto Educativo,
período escolar, do aproveitamento e do Projecto Curricular e o Plano Anual de
comportamento do seu educando. Actividades.
j) Articular a educação na família u) Participar na elaboração do
com o trabalho na escola. Regulamento Interno.
k) Cooperar com todos os elementos v) Ter acesso ao Regulamento
da Comunidade Educativa no Interno.
desenvolvimento de uma cultura de
cidadania.
Art. 173º - Deveres dos encarregados de
l) Recorrer e ser atendido pelo
educação
direcção sempre que o assunto a tratar
ultrapasse a competência do director de
turma ou, na ausência deste, por motivo 1. Os pais e encarregados de educação

inadiável. devem:

m) Pertencer ao Conselho Geral, de a) Matricular os seus filhos /

acordo com a lei e presente regulamento. educandos quando menores e dentro da

n) Pertencer ao Conselho Pedagógico escolaridade obrigatória.

de acordo com a lei e presente regulamento. b) Responsabilizar-se pelo

o) Ser recebido pelos restantes cumprimento do dever de assiduidade do seu

professores da turma, salvaguardando a educando, nomeadamente justificando-lhe as

semana anterior aos momentos de avaliação faltas.

sumativa. c) Zelar pela alimentação e vestuário

p) Ver respeitada a confidencialidade do(s) seu(s) filho(s)/educando(s).

de determinadas informações relativas ao d) Proporcionar condições de higiene

seu educando. e saúde ao seu educando.

k) Aprovar a programação e) Zelar pela saúde dos seus filhos /

individualizada do aluno, proposta nos educandos.

termos da avaliação especializada.

Regulamento Interno – 2009/2013 133


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
f) Facultar aos seus filhos/educandos, q) Conhecer e cumprir o
dentro das suas possibilidades, o material Regulamento Interno.
mínimo indispensável a cada disciplina.
g) Colaborar na definição de
Art. 174º - Representantes da turma
estratégias de bom relacionamento entre o
seu educando e os demais intervenientes
internos na vida escolar. Os representantes de turma exercem

h) Prevenir actos de indisciplina. funções, dentro do respectivo ano lectivo,

i) Esclarecer qualquer situação com o para o qual foram eleitos.

Director de Turma.
j) Acompanhar o percurso escolar
Art. 175º - Eleição de Representantes de
dos seus filhos e educandos ajudando-os
Turma
naquilo que lhes for possível.
k) Deslocarem-se com a frequência
1- São eleitos, através de voto secreto, em
necessária à Escola, solicitados ou não, a
Reunião Geral de Pais e Encarregados de
fim de se inteirarem do percurso escolar dos
Educação da Turma, na primeira reunião de
seus filhos/educandos.
turma, no início de cada ano lectivo,
l) Contribuir para a preservação da
convocada pelo Director de Turma.
segurança e integridade física e moral de
2- No início da Reunião, o Director de
todos os que participam na vida da escola.
Turma distribui o resumo do Regulamento
m) Estar presente em actividades ou
Interno, nomeadamente os artigos referentes
reuniões que envolvam a participação de
aos pais e Encarregados de Educação e
pais e encarregados de educação.
representantes.
n) Colaborar com a escola na
3- Todos os pais e Encarregados de
concretização das actividades de integração
Educação, presentes na reunião e com
na comunidade educativa, sempre que o seu
educandos na respectiva turma são passíveis
educando seja alvo de processo disciplinar.
de eleição.
o) Consultar de forma sistemática os
4- Após a apresentação dos pais e
materiais escolares do seu educando,
Encarregados de Educação presentes na
nomeadamente trabalhos de casa, testes e
reunião procede-se à votação para eleição
caderneta escolar.
dos respectivos representantes.
p) Autorizar por escrito a saída do
5- Serão Representantes de Turma, efectivo
seu educando do recinto escolar, em casos
e suplente, aqueles que obtiverem a maioria
excepcionais e devidamente justificados.
de votos, sendo o mais votado o

Regulamento Interno – 2009/2013 134


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
representante efectivo ficando o segundo de alunos, devidamente fundamentado na
elemento como suplente. opinião dos seus representados.
6- Após votação, o Director de Turma, em i) Participar, quando convidados pela
colaboração com os Representantes de Pais Escola/Associação de Pais nas diversas
eleitos, elaborarão um documento, onde instituições que em parceria colaboram com
conste o resultado das votações, os nomes e a escola (CPCJ, Cons. Mun. Educação,
contactos dos votados, documento esse a tribunal de menores, centros de saúde e
disponibilizar à Associação de Pais da outros…), assim como outros agentes da
Escola. comunidade educativa.
j) Auscultar previamente os Encarregados de
Art. 176º - Funções do Representantes de
Educação da turma sobre as matérias
Turma
consideradas pertinentes a fim de serem
discutidas, analisadas e delineadas
Após eleição, o representante deve: estratégias de melhoria contínua.
a) Disponibilizar um seu contacto a todos os l) Conhecer o Regulamento Interno e o
pais e Encarregados de Educação da turma. Projecto Educativo da Escola.
b) Elaborar uma lista de contactos (telefone
e/ou e-mail) de todos os pais e Encarregados
de educação da turma que representa. Capítulo IX
c) Enviar a lista de contactos à Associação
RECURSOS E SERVIÇOS
de Pais.
d) Promover, quando necessário, reuniões de
A Escola dispõe de vários recursos e
pais da turma.
serviços que estão ao dispo da comunidade
e) Ser elemento de ligação entre os pais e
escolar.
Encarregados de Educação e a Associação
de Pais. Art. 177º- Refeitório
f) Participar nas Assembleias de
Representantes de Turma promovidas pela 1 - O refeitório é um serviço dependente do
Associação de Pais. Direcção que se destina a ser utilizado por
g) Comunicar aos pais e Encarregados de todos os alunos, professores e funcionários
Educação as deliberações emanadas pelos que assim o desejem.
órgãos de Gestão da Escola e da Associação 2 - O refeitório está aberto de segunda a
de Pais. sexta-feira das doze às catorze horas.
h) Participar nos Conselhos de Turma, 3 - O horário de funcionamento deverá ser
excepto os Conselhos de Turma de avaliação afixado em local próprio.

Regulamento Interno – 2009/2013 135


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
4 - A ementa da semana será afixada na 15 - Não é permitido tomar no refeitório
papelaria, na sexta-feira da semana qualquer espécie de refeição a não ser
anterior, até às 15 horas e disponibilizada aquela que é fornecida pela escola.
no sítio da Escola. 16 - Não é permitido consumir bebidas
5 - Só pode tomar as suas refeições quem alcoólicas dentro do refeitório.
estiver munido da respectiva senha. 17 - Depois das refeições devem os utentes
6 – O preço da senha é estabelecido por lei e devolver o seu tabuleiro ao balcão da
as senhas deverão ser adquiridas no dia cozinha e arrumar a sua cadeira.
anterior na papelaria. 18 - O refeitório deve ser diariamente limpo.
7 - A aquisição da senha no próprio dia está 19 - O equipamento da cozinha, bem como a
sujeita a uma multa. sua higiene e conservação, é da
8 - A aquisição no próprio dia só pode ser responsabilidade dos seus funcionários.
feita até às 10:30 horas. 20 - Sempre que se verifique qualquer
9 - Desde que se detecte a utilização de avaria, esta deve ser comunicada ao
senhas fraudulentas não serão servidas Direcção.
refeições aos seus portadores e estes 21 - Não é permitida a entrada de estranhos
incorrerão em processo disciplinar. na cozinha.
10 - Todos os utentes do refeitório devem 22 - As cozinheiras devem usar vestuário
respeitar as filas de espera ordeiramente. específico e boas condições de higiene.
11 - Os utentes têm direito a ser servidos de 23 – Os Funcionários do Refeitório são
igual forma, sem discriminação de qualquer responsáveis por:
espécie. a) Calcular as quantidades de géneros e
12 - A refeição é composta de sopa, prato do condimentos necessários à confecção
dia, fruta ou doce e pão, conforme a ementa das refeições e comunicar ao
anunciada. funcionário do SASE quais os
13 - Os utentes têm direito a exigir higiene produtos essenciais para o bom
nos utensílios a usar na confecção dos funcionamento do refeitório;
alimentos, assim como uma preparação b) Preparar, confeccionar e servir as
cuidada dos mesmos. refeições;
14 - As reclamações devem ser feitas com c) Receber dos fornecedores e conferir
correcção, primeiro perante os funcionários todos os produtos antes de assinarem a
da cozinha e só depois junto do Direcção, nota de entrega;
caso não tenha sido possível alterar a d) Comunicar ao subdirector e ao
situação. funcionário do SASE estragos e
extravios de material e equipamentos;

Regulamento Interno – 2009/2013 136


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
e) Assegurar a limpeza e arrumação das adquirida na papelaria. Não é permitida a
instalações, equipamentos e utensílios da entrega de dinheiro.
cozinha e refeitório; 12 - O preço dos produtos praticados no
bufete não deve ter como objectivo a
Art. 178 º - Bufete
obtenção de lucro, mas apenas garantir a
cobertura de eventuais perdas e danos.
1 - Este serviço, da responsabilidade directa 13 - Funcionários do Bufete são
do Direcção, é uma alternativa ao refeitório responsáveis por:
e está à disposição dos alunos, professores e a) Garantir que os produtos
funcionários. armazenados, expostos e servidos se
2 - O horário de funcionamento (09H – encontrem em bom estado;
12h30/13h15 – 16:30), do bufete, deverá b) Receber dos fornecedores e conferir
estar afixado no próprio local, de forma bem todos os produtos antes de assinarem
visível, o mesmo acontecendo com os a nota de entrega;
preços praticados. c) Devolver ou inutilizar, informando o
3 - Os produtos adquiridos destinam-se a ser direcção e funcionário do SASE, os
consumidos na escola; produtos que não se apresentem em
4 - Não é permitida a venda de bebidas boas condições;
alcoólicas. d) Requisitar os produtos necessários ao
5 - Devem ser ordeiramente respeitadas as funcionamento do seu sector;
filas de espera. e) Manter um stock pequeno de
6 - Não é permitida a entrada de estranhos, produtos e garantir que não esgote,
no interior do bufete. em condições normais;
7 - O recinto do bufete deve apresentar-se f) Inventariar as necessidades em
sempre limpo. termos de aquisição, reparação ou
8 - Deverão ser mantidas rigorosas regras de conservação dos equipamentos;
higiene. g) Manter inventários actualizados,
9 - É interdito o manuseamento dos tanto dos produtos consumíveis em
alimentos com as mãos. armazém como dos equipamentos;
10 - Os funcionários do bufete devem usar h) Comunicar ao subdirector os estragos
batas, toucas e calçado adequado, os quais e extravios de material e
terão de ser mantidos em perfeitas condições equipamentos;
de higiene e apresentação.
11 - A aquisição dos produtos faz-se
mediante a entrega da respectiva senha

Regulamento Interno – 2009/2013 137


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
Art. 179º - Recepção/ Portaria quando tal não seja possível, constar de
preçário afixado em local de fácil consulta.
1 - É o espaço de atendimento para recepção 6 - Caso seja necessário, o funcionário deve
de pessoas que solicitem os serviços da chamar a atenção dos alunos sempre que
escola, onde deve estar em serviço demonstrem comportamentos incorrectos.
permanente um auxiliar de acção educativa. 7 - O funcionário deve apresentar
2 - Existirá um livro onde serão anotadas diariamente as contas.
todas as entradas de pessoas estranhas à 8 - O funcionário de serviço deve manter o
actividade escolar. seu espaço limpo e exercer as demais
3 - O auxiliar deverá comunicar e procurar, competências estabelecidas na legislação e
por meio do telefone interno sempre que pela Directora.
exista, a possibilidade de atendimento 8 – A funcionária da Papelaria é responsável
requerido e indicar a localização do serviço por:
desejado. a) Garantir que os produtos
armazenados, expostos e servidos se
Art. 180º - Papelaria encontrem em bom estado;
b) Devolver ou inutilizar, informando o
1 - A Papelaria da Escola destina-se a servir
direcção e
os alunos em material necessário aos seus
à funcionária do SASE, os produtos
trabalhos escolares, assim como ao pessoal
que não se apresentem em boas
docente e não docente da Escola.
condições;
2 - A Papelaria fornecerá a toda a
c) Requisitar os produtos de desgaste
comunidade educativa as senhas necessárias
necessários ao funcionamento do seu
para serem utilizadas no Bar/Bufete e
sector;
Cantina/Refeitório da escola.
d) Manter um stock pequeno de
3 - O horário de funcionamento será
produtos e garantir que não esgote,
estabelecido em cada ano lectivo pela
em condições normais;
Directora de acordo com as necessidades da
e) Inventariar as necessidades em
Escola.
termos de aquisição, reparação ou
4 - Os serviços de Papelaria serão
conservação dos equipamentos;
assegurados por um funcionário da Escola
f) Manter inventários actualizados,
nomeado para o efeito.
tanto dos produtos consumíveis em
5 - Os preços de venda deverão estar nos
armazém como dos equipamentos;
artigos expostos por meio de etiqueta ou,
g) Entregar diariamente nos serviços
administrativos a folha de caixa

Regulamento Interno – 2009/2013 138


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
diária com a indicação das receitas 8 - A cada professor é atribuído um crédito
do dia, bem como entregar à de fotocópias, consoante o número de
funcionária do SASE os documentos turmas que lecciona, distribuído anualmente
que discriminem os artigos vendidos em Conselho Administrativo.
e o número de senhas para o bufete, 9 - Ao funcionário de serviço, compete-lhe,
refeitório e papelaria, bem como os designadamente:
respectivos valores. a) Atender os utentes com correcção
e simpatia;
b) Sempre que solicitado, facilitar o
Art. 181º - Reprografia
trabalho de montagem e executar a
ampliação ou redução dos documentos a
1 - A Reprografia prestará apoio única e
reproduzir;
exclusivamente a alunos e professores, na
c) Registar o nome do requerente de
reprodução de documentos com finalidade
fotocópias ou de outras reproduções, bem
pedagógica-didáctica.
como o número de exemplares solicitados e
2 - O trabalho de reprografia será realizado
a sua data de entrega;
por uma funcionária da Escola em horário
d) Requisitar papel e outros materiais
estabelecido, em cada ano lectivo, pela
necessários ao seu serviço, com a devida
Directora.
antecedência para evitar atrasos e
3 - Todos os pedidos de reprodução,
transtornos;
efectuados pelos professores, deverão ser
e) Zelar pelo bom funcionamento e
feitos, com o mínimo de 48 horas de
limpeza do material que lhe foi confiado,
antecedência.
assim como do seu local de trabalho;
4 - Todos os pedidos de reprodução serão
f) Em caso de comportamento
executados pela ordem de entrada, salvo
incorrecto, por parte de alunos, chamar-lhes
casos especiais devidamente justificados.
a atenção
5 - Os alunos utilizarão a Reprografia no
horário estipulado, retribuindo Art. 182º - Telefone
monetariamente a reprodução efectuada.
6 - Os professores retribuirão
1 - Os serviços telefónicos funcionam na
monetariamente as reproduções efectuadas
entrada principal da escola.
para uso particular.
2 - Deverá estar, ao dispor do público
7 - Os professores são os responsáveis pelas
escolar, um telefone.
quantidades pedidas e delas darão conta, em
3 - As chamadas deverão ser pagas após a
caso de necessidade, à Directora.
sua realização.

Regulamento Interno – 2009/2013 139


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
4 - Os telefonemas oficiais deverão ser 1 - O uso destas instalações deve ser objecto
requisitados e registados em impresso de cuidados pelos seus utilizadores, para que
próprio. mantenham sempre a higiene e conservação
5 - Os telefonemas oficiais realizados devidas.
pelos professores deverão ser requisitados 2 - As instalações sanitárias deverão ser
em impresso próprio e aprovados pelo utilizadas exclusivamente para o fim a que
Direcção. se destinam.
6 - Poderá a comunidade escolar beneficiar 3 - Os funcionários deverão zelar pela
dos serviços de fax, ao nível da recepção e manutenção da higiene destas instalações
emissão, estando esta sujeita a pagamento. nomeadamente, nos intervalos e no fim do
7 - Os faxes oficiais enviados pelos dia.
professores deverão ser requisitados e 4 - Deve haver sempre disponível material
aprovados pelo Direcção. de utilização sanitária, bem como vigilância
regular por parte dos funcionários de modo a
Art. 183 º - Pátios e recreios
assegurar boas condições de funcionamento.

1 - Os espaços de lazer e de convívio não Capítulo X


podem perturbar o normal funcionamento AUTARQUIA E ENTIDADES
das actividades escolares. REPRESENTATIVAS DAS
ACTIVIDADES DE CARÁCTER
2 - Deverá ser mantida a sua limpeza, bem CULTURAL, ARTÍSTICO,
como a protecção dos arranjos florais e CIENTÍFICO, AMBIENTAL E
ECONÓMICO.
jardins.
3 - Os danos provocados nos pátios, recreios
e materiais aí constantes deverão ser pagos e Art. 185º - Princípios gerais

repostos.
4 - Deverão ser mantidas as normas gerais A autarquia e as entidades representativas
de comportamento na escola. devem:
5 - Não é permitida a permanência de a) Participar, quando solicitados, nos
pessoas em frente às janelas das salas de órgãos de direcção da escola.
aulas, sempre que aí se realizem actividades. b) Organizar, em colaboração com os
6 - A entrada e saída de pessoas será feita outros elementos da comunidade educativa,
exclusivamente pelos portões de acesso. projectos ligados às actividades de
complemento curricular.
Art. 184 º - Instalações sanitárias

Regulamento Interno – 2009/2013 140


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
c) Colaborar e/ou promover acções colaboração, transparência, diálogo e não
de extensão educativa, difusão cultural e ingerência.
animação sócio – comunitária. 4 - No âmbito das suas competências, e no
d) Celebrar protocolos com órgãos uso da autonomia que lhe é conferida, a
competentes da escola visando: escola poderá:
i) Uma efectiva ligação entre a) Estabelecer parcerias.
a escola e o meio. b) Ceder a utilização de
ii) Uma ligação entre a escola equipamentos e instalações.
e o mundo do trabalho, numa
perspectiva pedagógica.
Art. 187º - Parcerias
iii) A formação profissional.

1. O estabelecimento de parcerias e
CAPÍTULO XI protocolos, enquanto estratégia de
RELAÇÕES DA ESCOLA COM A implementação do projecto educativo e do
COMUNIDADE plano anual de actividades da escola, terá
como objectivos:

Art. 186º - Princípios gerais a) Reforçar as relações entre a escola


e o meio.
b) Contribuir para uma formação
1 - Todas as actividades educativas,
integral das crianças e jovens.
promovidas pela escola e nela
c) Desenvolver competências e
desenvolvidas, devem ser de natureza
atitudes.
integradora, relativamente ao meio
d) Promover a troca de experiências
envolvente.
educativas.
2 - Na elaboração do projecto educativo da
e) Favorecer a modernização
escola, bem como do plano anual de
educativa e administrativa.
actividades, deverá constituir objectivo o
f) Reforçar o estatuto de Escola
estreitamento de relações entre a escola e a
Cultural.
comunidade envolvente.
2 - São potenciais parceiros da escola, outras
3 - As relações entre a escola e qualquer
escolas, as diferentes associações, as
pessoa ou instituição da comunidade
autarquias, entidades económicas, sociais e
deverão enquadrar-se nos normativos em
culturais e outras instituições públicas e/ou
vigor e ser pautadas pelos princípios da
privadas que de alguma forma se relacionem
com a comunidade escolar, privilegiando-se

Regulamento Interno – 2009/2013 141


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
as pertencentes à área geográfica onde a e) Contribuir para uma formação
escola se insere. mais aberta e independente das crianças e
3 - O desenvolvimento das parcerias e dos jovens.
protocolos obedecem aos seguintes f) Incutir o sentido de
princípios: responsabilidade na formação do novo
a) As partes constituintes devem ser cidadão.
ouvidas sempre que as actividades ou 2 - Nas geminações a efectuar deverão ser
acordos o justificarem. tidos em conta os seguintes aspectos:
b) A escola, através dos seus a) Acautelar a privacidade e a
legítimos representantes, tem poder de vontade dos intervenientes e das respectivas
decisão nos compromissos a assumir. famílias.
c) Este poder de decisão deve ser b) Não constituir prejuízo para a vida
fundamentado numa posição consentânea da pessoal e escolar dos alunos e professores
escola. envolvidos.
d) Nestes acordos, a formação das c) Possibilitar aos pais e
crianças e jovens impõe-se a quaisquer encarregados de educação, se o desejarem, a
outros interesses. nomeação de um representante para
acompanhar os alunos em deslocações ao
Art. 188º - Geminação com escolas
estrangeiro.
nacionais ou estrangeiras
3 - O plano financeiro, correspondente aos
projectos de parceria, deverá ser organizado
1- Constituem objectivos a ter em conta em pelos professores envolvidos e dado a
qualquer projecto de geminação em que a conhecer aos alunos e encarregados de
escola seja parte: educação, bem como aos órgãos
a) Alargar os horizontes da escola e competentes da escola para proceder a
do meio, contribuindo para o possíveis ajustamentos e posterior
desenvolvimento numa perspectiva global. aprovação.
b) Potenciar o saber ligado às novas
tecnologias.
c) Desenvolver competências CAPÍTULO XII
linguísticas e comunicacionais. DISPOSIÇÕES FINAIS
d) Favorecer a troca de experiências
pessoais.
Art. 189º - Regimentos internos

Regulamento Interno – 2009/2013 142


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
1 - Todos os órgãos colegiais de legislação / decisões / actas, de consulta
administração e gestão e estruturas de acessível a toda a comunidade educativa.
orientação educativa elaborarão os
Art. 200º - Outras disposições finais
respectivos regimentos internos nos
primeiros trinta dias dos seus mandatos.
2 - Na elaboração dos regimentos internos 1 - A aprovação do presente Regulamento

deverá ser tido em conta o consignado no Interno pelo Conselho Geral vinculará todos

Código de Procedimento Administrativo – os elementos da comunidade educativa ao

D.L. n º 442/91, de 15 de Novembro, com as seu cumprimento.

alterações introduzidas pelo D.L. n º 6/96, 2 - Todas as omissões a este Regulamento e

de 31 de Janeiro. até à data da sua revisão deverão ser

3 - Do regimento interno constarão colmatadas pelo Conselho Geral.

obrigatoriamente, entre outras, as normas 3 - Constituirá competência do Conselho

referentes a: Geral a interpretação do presente

a) Organização interna e Regulamento.

funcionamento. 4 - A divulgação do presente Regulamento

b) Forma de convocatória das será feita de modo a ser garantido o seu

reuniões e divulgação da ordem de perfeito conhecimento a todos os elementos

trabalhos; da comunidade educativa.

c) Presidência das reuniões e sua 5 - O cumprimento das disposições

substituição; constantes do presente Regulamento será

d) Secretariado e actas das reuniões; elemento referencial na avaliação dos

e) Divulgação e implementação das elementos da comunidade escolar.

decisões tomadas;
Art. 201º - Vigência
f) Duração das reuniões;
g) Regime de substituição dos seus
Este Regulamento entrará em vigor
membros;
no dia seguinte ao da sua aprovação em
h) Circuitos de comunicação internos
reunião de Conselho Geral.
e entre os restantes órgãos e estruturas de
Este Regulamento é válido por um período
orientação educativa;
de quatro anos que corresponde ao período
i) Elaboração do relatório final de
de vigência do projecto educativo e dos
auto-avaliação em harmonia com a
órgãos de administração e gestão da escola.
planificação anual da escola;
Em tudo o que não se encontrar
j) Definição de um local próprio para
especialmente regulado no presente diploma
arquivo dos materiais / informações /

Regulamento Interno – 2009/2013 143


Regulamento Interno da EBI de Martinlongo – Versão para discussão
são subsidiariamente aplicáveis as
disposições do código do procedimento
administrativo

Regulamento Interno – 2009/2013 144