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O CONCEITO ATÔMICO SOB A PERSPECTIVA KUHNIANA Paradigma grego: Paradigma antiatomista aristotélico: A matéria é
O CONCEITO ATÔMICO SOB A PERSPECTIVA KUHNIANA
Paradigma grego:
Paradigma antiatomista aristotélico:
A matéria é composta por átomos
variam em forma, tamanho, e posição
A matéria é composta pela variação na
quantidade dos quatro elementos
primordiais
Paradigma do modelo padrão:
A matéria física pode ser descrita
por uma combinação de 6 entes
elementares; os quarks e léptons
Paradigma mecanicista:
A matéria é composta por
esferas rígidas em constante
movimento interagindo
elasticamente entre si
Paradigma quântico:
Paradigma químico:
O momento angular e a
energia, tanto dos elétrons que
orbitam o núcleo, quanto dos
prótons e neutrons que o
constituem, são quantizados
A matéria compõe-se por
elementos químicos; átomos
de propriedades semelhantes
entre si
Paradigma nuclear:
Paradigma elétrico:
Os átomos são compostos por um núcleo
que concentra toda a sua massa e carga
positiva, envolto por uma região onde
orbitam os elétrons de carga negativa.
A matéria consiste de esferas maciças na
qual a carga positiva é distribuida
uniformemente em seu corpus, possuindo
elétrons distruídos em seu interior

CONCLUSÕES

A teoria de Thomas Kuhn afirma que a ciência se desenvolve por meio de um processo de

rupturas, no qual uma ideia anterior não influenciaria a seguinte. Além disso, Kuhn elabora o

ciclo paradimatico, um mecanismo com o qual seria capaz de descrever o fazer científico ao

longo da história. Ao analisar o desenvolvimento atomista é possível dividir este em dois

períodos; o primeiro no qual o átomo estava inserido em outros paradigmas e o segundo,

após a constatação experimental de sua existência, onde o átomo constituía o paradigma

em si. A teoria do ciclo paradigmático de Kuhn não consegue, em alguns aspectos,

descrever a história do atomismo. Em alguns momentos, não existe uma quebra

paradigmática tão incisiva como Kuhn afirma, principalmente em descobertas com curtos

intervalos de tempo, onde o ciclo não ocorre por completo e é possível observar uma

continuidade nas pesquisas, como se o paradigma anterior fosse atualizado e

complementado, e não substituído. Porém em descobertas com grandes intervalos de

tempo entre si, a história da ciência segue o percurso do ciclo proposto por Kuhn.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CARUSO, F.; OGURI V. “Física Moderna: Origens clássicas e fundamentos quânticos”, v.2, n.2 (2006).

FILGUEIRAS, C. A. L. “Duzentos anos da Teoria Atômica de Dalton.Química nova na escola, n. 4, p. 38-44, (2004).

KUHN, T. S. “A estrutura das revoluções científicas”, São Paulo , Ed. Perspectiva, 2011.

MOREIRA, M. “O Modelo Padrão da Física de Partículas”. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 31, n. 1, 1306 (2009).

TAVARES, O. Ernest Rutherford e o Átomo Nuclear. CBPF - CENTRO BRASILEIRO DE PESQUISAS FÍSICAS, RJ, 2011.

ZATERKA, L. Alguns aspectos da teoria da matéria: atomismo, corpuscularismo e filosofia mecânica, In: Estudos de História e Filosofia da Ciência: subsídios para aplicação no ensino. São Paulo, Ed. Livraria da Física, 2006, p. 329 352.