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Knowledge Pool IB (KP@IB) Ferramenta colaborativa Ibérica para transferência de tecnologia e conhecimento ©
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Knowledge Pool IB (KP@IB)

Ferramenta colaborativa Ibérica para transferência de tecnologia e conhecimento

© Fundação Luis de Molina e University of Manchester Intellectual Property Ltd

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ÍNDICE

Nota introdutória

3

Potenciais utilizadores da KP@IB

4

Background

6

Algumas constatações quando utilizados os meios informais de contacto

7

Resumo

10

Knowledge Pool IB – Regras de utilização e funcionalidades

10

Escrever uma única frase/pergunta – lições aprendidas na KP do Reino Unido

12

Benefícios da KP

13

Como subscrever a KP@IB

14

Uso da rede KP por empresas

15

Expansão Internacional e KP temáticas

16

“FAQ”

17

Regras de utilização da KP@IB

18

Um sistema baseado na participação activa de todos os seus membros

19

Condições Gerais

20

Exemplos de questões reais colocadas na KP do Reino Unido

22

Testemunhos sobre a KP

23

© Fundação Luis de Molina e University of Manchester Intellectual Property Ltd

Knowledge Pool IB (KP@IB) – Ferramenta colaborativa Ibérica para transferência de tecnologia e conhecimento

Nota introdutória

O documento que a seguir se apresenta consiste numa adaptação autorizada de um

outro documento intitulado “Technology Transfer Knowledge Pool (TTKP) - Knowledge and opportunity sharing in Technology Transfer”, produzido pela University of Manchester Intellectual Property Ltd (UMIP) e distribuído com o objectivo de explicar e promover o conceito/sistema, existente no Reino Unido, denominado “Knowledge Pool”. Este documento, identificado por “Knowledge Pool IB (KP@IB) – Ferramenta Colaborativa ibérica para transferência de tecnologia e conhecimento” e o seu

conteúdo, encontram-se protegidos por Direito de Autor ao abrigo da lei portuguesa e demais legislação supranacional.

© 2007 Fundação Luis de Molina / University of Manchester Intellectual Property Ltd – Todos os direitos reservados

“Knowledge and opportunity sharing in Technology Transfer” “A new type of needs based networking tool for technology transfer” UMIC, 2006-2007

Reconhece-se, em termos gerais, que os profissionais e as entidades envolvidas na área de transferência de tecnologia e do conhecimento desenvolvem um trabalho complexo em áreas inovadoras, que normalmente exigem conhecimentos técnicos avançados e que cumulativamente devem ser conjugados com a capacidade de desenvolver competências interdisciplinares. Simultaneamente, para se alcançar sucesso na transferência de um activo intelectual, é necessário promover uma intermediação que exige por sua vez, para além da interdisciplinaridade acima referenciada, uma rede de contactos válida e capaz de responder eficaz e eficientemente às necessidades pontuais detectadas no decorrer do processo de promoção e transferência de tecnologia e do conhecimento. A Universidade de Manchester, ao constatar estas necessidades recorrentes, desenvolveu um conceito que materializou numa ferramenta colaborativa – Knowledge Pool (KP) - extremamente simples, mas que colmata algumas das dificuldades com que os profissionais se deparam regularmente no exercício da promoção/intermediação/transferência de activos intelectuais.

Actualmente, verifica-se que, em termos da ferramenta colaborativa em questão,

o conceito está a ser difundido e implementado em diversos países da União

Europeia, bem como a nível de associações supranacionais. No final de 2006 a Universidade de Manchester acordou com a Fundação Luis de Molina a promoção da ferramenta e a sua extensão aos Países ibéricos, convidando-a a ser a principal

responsável e dinamizadora em Portugal. Neste sentido, foi produzido o documento que se apresenta, com o qual se explicam os conceitos e a forma de funcionamento desta ferramenta colaborativa.

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O Knowledge Pool (KP) baseia-se num sistema de correio electrónico com um

conjunto de regras simples e com exigências mínimas ao nível dos recursos informáticos, que permite aos profissionais na área da transferência de tecnologia

aceder a conhecimentos, competências e contactos a nível internacional e que potencialmente estarão disponíveis nos seus pares. Esta ferramenta satisfaz determinadas necessidades concretas que outros sistemas actualmente existentes não satisfazem, pelo menos de forma inequívoca, ou simplesmente porque esses sistemas foram implementados com outros objectivos.

A KP@IB e as restantes KP internacionais foram projectadas para:

Aumentar a eficácia do processo da transferência de tecnologia e conhecimento (TTC) como um todo, quer seja realizado através de licenciamento ou através da criação de spin-out’s;

Ajudar a indústria na pesquisa de tecnologia que satisfaça as suas necessidades;

Facilitar o bundling de tecnologias dispersas em várias entidades e a sua posterior valorização em conjunto;

Ajudar na criação de valor através da promoção e reforço do relacionamento entre entidades;

Gerar oportunidades para joint-ventures e colaborações comerciais.

A KP@IB é um sistema de utilização gratuita, de carácter informal, onde se

intervém de forma voluntária e que está assente em informação não confidencial.

As exigências, em termos de tempo consumido por cada profissional participante,

podem ser consideradas residuais. Este sistema é totalmente discricionário em relação à forma como cada membro o utiliza.

Potenciais utilizadores da KP@IB

Este conceito/ferramenta foi desenvolvido para os profissionais que trabalham em transferência de tecnologia e conhecimento (TTC) sendo:

Uma nova e simples forma de estabelecer ligações entre os conhecimentos e as experiências dos profissionais e outros interessados nesta temática;

Um meio de aproximação da comunidade de pessoas que trabalham em TTC;

Uma ferramenta gratuita e com exigências residuais em termos de consumo de tempo;

Um meio de pesquisa simples de uma determinada informação ou de competências, num conjunto abrangente de recursos ligados à TTC.

Inicialmente, este sistema foi desenvolvido para benefício dos profissionais que trabalham na TTC, podendo ser, no entanto, utilizado também para outros tipos de grupos de profissionais nomeadamente:

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Para

empresas

com

elevadas

necessidades

a

nível

tecnológico

e

de

conhecimento

e

para

empresas/consultores/promotores

privados

que

são

intermediários

e

que

procuram

regularmente

novas

tecnologias,

a

KP

possibilita:

Um meio de pesquisa simples de determinada propriedade intelectual/ competências, num conjunto de entidades que potencialmente podem ser fornecedores deste tipo de recursos;

Pesquisa de propriedade intelectual num conjunto alargado de outras entidades de menor dimensão, por exemplo pequenas universidades e universidades de países em desenvolvimento, através da ligação a outras KP internacionais que se estão a estabelecer.

Para unidades de transferência de tecnologia já estabelecidas a KP permite:

Identificação simples de potenciais sinergias comerciais com outras unidades de TTC;

Uma nova abordagem, promovida com pouco esforço, de construção e consolidação de redes regionais de comunidades de TTC;

Aceder uma quantidade adicional de recursos significativos na área da TTC;

Gerar mais solicitações, por parte das empresas, nas áreas tecnológicas, de conhecimento, de inovação, entre outras.

Para unidades de transferência de tecnologia mais pequenas ou recém criadas, a KP proporciona:

Acesso a uma rede internacional de contactos com diversas competências e recursos;

Acesso às necessidades da indústria e novas oportunidades de negócio, de uma forma e a uma escala que lhes era vedada devido à sua própria dimensão;

Planificação de um relacionamento com outras unidades regionais de TTC num ambiente colegial e potenciador de sinergias positivas para todos os envolvidos.

Para os parques de ciência e tecnologia e profissionais que dão apoio complementar a projectos, esta ferramenta permite:

Estabelecer uma ligação entre os projectos empresariais alojados nas suas instituições com outros projectos de TTC com determinadas necessidades semelhantes ou complementares, que podem resultar em parcerias, potenciando a criação de valor adicional para todas as entidades envolvidas;

Realização de pesquisas rápidas, e simultaneamente eficazes, de uma determinada propriedade intelectual num conjunto de entidades potencialmente fornecedoras de soluções (tecnologia e/ou conhecimento).

Para os profissionais de entidades que apoiam as PME (como por exemplo os Innovation Relay Centre - IRC), a KP@IB poderá possibilitar:

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Ajuda complementar às PME apoiadas por instituições ou profissionais que os procuram no sentido de pesquisar propriedade intelectual específica ou rede de contactos/competências de suporte à TTC;

Ligação entre as PME’s, detentoras também elas de tecnologia, know-how e competências, com outros potenciais fornecedores de tecnologia (outras PME’s) ou com outras entidades que, por sua vez, possuam também necessidade de determinada tecnologia ou competências.

Para os Agentes Oficiais de Propriedade Industrial (AOPI) e outros advogados especializados em propriedade intelectual, esta forma de colaboração permite:

Criação de valor através de potenciais serviços complementares, prestados por esses agentes e fomento de uma nova interligação/colaboração com os gabinetes de TTC.

Para profissionais de redes de suporte e promoção à inovação e empreendedorismo é possível:

Contactar e acompanhar a realidade específica da TTC, adquirindo uma sensibilidade adicional que ajudará na definição e implementação das suas acções de promoção e apoio a empreendedores, às empresas e outras instituições.

Background

1. A nível mundial já existem vários milhares de profissionais que trabalham directa ou indirectamente com TTC. Verifica-se que estes profissionais estão dispersos por vários tipos de entidades e separados geograficamente, na maioria dos casos. Cada profissional está normalmente focalizado em explorar os seus próprios activos intelectuais, gerados nas suas organizações, recorrendo aos contactos, conhecimentos, experiências, redes, entre outros meios, sobre os quais possui algum controlo e acesso imediato. Muitas vezes existe o perigo de um isolamento parcial e não deliberado que não permite aceder a conhecimentos/contactos que podem ser úteis e que se encontram dispersos na comunidade ligada à TTC. Verifica-se regularmente que não se recorre, por exemplo, a um contacto ou informação detidos por outros colegas, pelo simples facto de se desconhecer as competências, know-how, rede de contactos, etc., que cada entidade/profissional de TTC possui efectivamente.

2. Devido à conjuntura política, social e económica particular de Portugal, verifica-se um conjunto de iniciativas, quer de índole pública quer privada, no sentido de fomentar a criação de unidades com competências na área de TTC. Verificou-se, por exemplo, um aumento muito significativo de unidades de TTC, desde 2001, pelo simples facto de duas iniciativas de financiamento público originarem a criação em Portugal de duas novas “redes”

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(GAPI 1 +OTIC 2 ) que, no seu conjunto, constituem actualmente cerca de 44 unidades.

3. Os profissionais em gabinetes de TTC das universidades e de outras entidades são muitas vezes abordados com divulgações em áreas de tecnologia/mercados que são completamente novas para eles. Estes profissionais, normalmente possuem competências interdisciplinares mas simultaneamente generalistas. É, consequentemente, comum começar todo o processo de avaliação/promoção de uma nova tecnologia/conhecimento a partir de uma etapa muito inicial.

4. Com o desenvolvimento/estudo de uma nova tecnologia/conhecimento, constata-se a necessidade de inputs significativos a nível de conhecimentos/know-how, sendo muitas vezes fundamental incorporar informação e experiências de fontes externas e diferentes, com o objectivo de melhor suportar as decisões a tomar.

5. Regra geral, as entidades de TTC das universidades não estão em competição entre si, tendo todas um objectivo comum de contribuir para uma melhoria do seu meio envolvente, a nível económico, social e ambiental. Existe, geralmente, uma postura saudável no seio deste tipo de profissionais em termos de partilha de contactos e experiências se o objectivo for a abordagem concreta numa lógica de troca de informação de 1 para 1.

6. Entidades de TTC de dimensão reduzida e geograficamente distantes dos grandes pólos de atracção económica e social, estão normalmente em desvantagem, uma vez que essa falta de dimensão e distância constituem-se como constrangimentos a um acesso mais fácil por parte das grandes indústrias aos seus “catálogos” de oferta tecnológica.

Algumas constatações quando utilizados os meios informais de contacto

Problema 1 – Normalmente não existe partilha de oportunidades/competências ao nível de um projecto concreto de TTC

Em muitas ocasiões existem dúvidas onde encontrar e quem é que possui as competências, conhecimentos e contactos necessários, numa rede de profissionais de TTC, e que pode ajudar em determinada situação/projecto que se está a acompanhar.

Geralmente, não existem formas de obter feedbacks úteis através de uma pesquisa rápida e simples, realizada em pouco tempo. Se for necessário, os profissionais necessitam de consumir vários recursos (nomeadamente, tempo) para conseguir contactar um número elevado de colegas. Perante o exposto, normalmente a opção, disponível e considerada, consiste em contactar (por telefone, correio

1 Gabinetes de Apoio à promoção da Propriedade Industrial – www.inpi.pt

2 Oficinas de Transferência de Tecnologia e de Conhecimento - www.adi.pt/3315.htm

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electrónico, etc.) um grupo restrito de profissionais que pertence aos contactos profissionais mais próximos. Embora se verifique com alguma regularidade um sentimento de entreajuda que potencialmente poderá resolver solicitações pontuais conforme indicado acima, muitas vezes, os profissionais de TTC, por consequência da própria estrutura organizacional das entidades onde exercem funções e da dispersão geográfica, não possuem o hábito regular de consultar um grande número de colegas/pares quando possuem uma simples questão. Por vezes, existem situações em que alguns profissionais realizam auscultações entre os seus colegas, normalmente de uma forma pouco eficiente, embora com alguns resultados úteis, mas obtidos extemporaneamente.

Problema 2 – Ferramentas ou sistemas já existentes para partilha de conhecimento ao nível da TTC

Em Portugal é possível destacar, por exemplo, uma iniciativa enquadrada no projecto GAPI que promoveu um portal para essa mesma rede 3 . Este portal possui um acesso restrito aos membros da rede GAPI, possuindo fóruns de discussão, colocação de documentação online, entre outras funcionalidades. Pode-se também destacar a participação de algumas entidades portuguesas em redes internacionais, que por sua vez têm já implementadas algumas formas de potenciar a interacção entre os seus membros, sendo, a título meramente exemplificativo, o caso da rede de IRC 4 .

No Reino Unido onde o conceito da KP foi originalmente desenvolvido, existem a UNICO 5 (The University Companies Association) e a AURIL 6 (Association for University Research and Industry Links), com grupos de discussão implementados via correio electrónico, onde são abordados assuntos relacionados com políticas de TTC, interacções com a indústria, etc., destinados essencialmente a um nível de profissionais ou responsáveis mais sénior.

Quer no caso da KP do Reino Unido, da nova KP de Portugal, quer até de outros sistemas de discussão já desenvolvidos (implementados quer recorrendo ao correio electrónico, a plataformas web ou a ambas), as formas de colaboração ou discussão existentes não foram desenvolvidas com o objectivo de serem utilizadas como ferramentas do “dia a dia”, sendo apenas utilizadas para a partilha ou procura de competências específicas para um determinado projecto ou resolução de um problema concreto, na área de TTC que:

Pode ser enquadrado num determinado sector e/ou;

Apresenta a necessidade de se ter de aceder a uma determinada rede de contactos e/ou;

Necessita de uma competência muito específica.

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Existe também um outro grupo de discussão, denominado Techno-L 7 , que não possui uma abordagem específica, no sentido de ser uma ferramenta focalizada na operacionalização de projectos de TTC e facilitadora de potenciais “respostas” às respectivas necessidades que surgem regularmente.

Problema 3 – Contactos internacionais das unidades de TTC são frequentemente limitados

Normalmente, as unidades de maior dimensão possuem ligações formais com outras organizações similares internacionais, mas essas ligações são geralmente fracas e baseadas em contactos individuais. A maioria dos profissionais ligados à TTC gostaria de aceder, de um modo mais facilitado, aos contactos qualificados, conhecimento, competências, informações e oportunidades de licenciamento existentes noutros mercados, nomeadamente noutros continentes. Para unidades de menor dimensão o estabelecimento de conexões internacionais, realmente úteis, é muito difícil ou quase sempre impossível.

Problema 4 – Comercialização de Tecnologia num modo “technology push” é muitas vezes como procurar uma “agulha num palheiro”

Uma vez que o papel de um profissional de TTC envolve a pesquisa de uma quantidade significativa de informação, geralmente em áreas muito específicas, ele poderá nesta sua actividade deparar-se com a típica situação de tentar “procurar uma agulha num palheiro”, uma vez que também irá tentar procurar potenciais interessados num eventual licenciamento e vias alternativas de comercialização.

Grandes empresas possuem o problema inverso: quando tentam encontrar novas tecnologias para a resolução de problemas específicos, acontece que estas parecem também procurar uma “agulha num palheiro”. As universidades e outros potenciais fornecedores de tecnologia (entidade públicas com I&D e PMEs, entre outras) que poderiam ser a solução para este problema, são grupos que normalmente estão muito fragmentados.

Problema 5 – As unidades de TTC desenvolvem a sua actividade, na maioria dos casos, num modo de “technology push”, ficando para segundo plano uma aproximação ao mercado pelo lado da procura e/ou identificação de necessidades

A KP possui o potencial de gerar muito mais procura por parte do mercado e aumentar a eficiência do sistema de transferência da tecnologia.

7 Techno-L is a discussion forum for patent attorneys, technology transfer, and licensing professionals in universities, government, non-profit research institutions, and private industry. … Topics of discussion range from the best practices for technology transfer … to discussions of national and international policies regarding technology transfer” - www.techno-l.org/

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Resumo

Em resumo, os profissionais que estejam inseridos numa comunidade ligada à TTC não possuem, actualmente, uma via fácil e massificada de aceder aos conhecimentos ou competências dos seus pares, ou de compartilhar oportunidades que surgem. Se existir um sistema que ultrapasse estas condicionantes actuais, a eficiência e eficácia do todo o processo de TTC pode ser melhorada de forma muito significativa.

Foi, assim, identificada a necessidade de uma ferramenta simples, pouco consumidora de recursos e de tempo, que permita alcançar um grupo de profissionais com funções ligadas à TTC, idealmente composto por várias centenas de indivíduos dispersos em vários países e por vários tipos de entidades.

Knowledge Pool IB – Regras de utilização e funcionalidades

Este sistema, de utilização voluntária, é muito simples, com poucas exigências a nível de hardware e software, requerendo um consumo de tempo que pode ser considerado residual. A KP foi concebida, tendo em consideração as necessidades latentes de recorrer a competências e contactos dispersos por vários profissionais/entidades ligados à TTC. A KP funciona de acordo com as seguintes premissas:

Sistema gratuito e simples, baseado numa lista de distribuição de correios electrónicos de um elevado número de profissionais ligados à TTC.

Qualquer membro pode enviar uma mensagem electrónica ao grupo para um único endereço com um pedido simples de informação. Alguns exemplos:

o

Alguém possui um contacto no gabinete de licenciamento de tecnologias na empresa Glaxo?

o

Alguém tem acesso a tecnologias na área dos LCD flexíveis ou conhece projectos de investigação nesta área com potencial comercial?

o

Alguém possui contactos de brokers de tecnologia/intermediários no Japão nomeadamente na área da tecnologia de semicondutores?

o

Alguém possui patentes ligadas a processos de “construção” de proteínas, visto a minha entidade possuir uma tecnologia nesta área, à qual gostaríamos de a complementar com outras disponíveis (potencial bundling de patentes)?

o

Alguém possui contactos em empresas portuguesas que trabalhem na área do desenvolvimento de jogos online?

o

Alguém conhece uma empresa/entidade que possa estar interessada em ser parceira na distribuição de um novo kit/teste de pH do solo?

o

Alguém conhece alguma indústria/mercado que necessite de uma tecnologia que permite que o material poliestireno seja florescente sobre condições diversas de luz ambiente?

o

Alguém possui experiência na comercialização de novos codecs para streaming de vídeo?

o

Alguém conhece possíveis candidatos a director de uma unidade de I&D que possuam experiência profissional na área dos aditivos alimentares?

o

Alguém possui dados de mercado ou informações sobre os kits de teste de glucose no sangue?

o

Alguém conhece um especialista com experiência/conhecimentos no mercado mundial relacionado com dispositivos de monitorização do ambiente?

o

Alguém sabe …………?

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Efectivamente, este tipo de questões são muitas vezes colocadas a um conjunto restrito de colegas, talvez somente colegas de gabinete. Com a KP, podem ser rapidamente difundidas a um elevado número de potenciais colegas e interessados.

A novidade deste sistema de mensagens electrónicas, como demonstram os exemplos de questões acima disponibilizadas, reside em permitir ao requerente da informação, enviar uma questão do estilo acima referido 8 . Assim, é assegurado que as mensagens recebidas por todos sejam bastante concisas, de fácil leitura e com maiores possibilidades de serem lidas de forma rotineira por todos os membros da KP, elevando, por sua vez, a probabilidade de ocorrer, efectivamente, networking e desenvolvimento de contactos posteriores, potencialmente frutíferos.

Porque as questões formuladas no formato acima exposto, são um “peça” eficiente de comunicação, a experiência dos sistemas já implementados evidencia que é muito mais provável que haja o reenvio destas mensagens da KP para contactos externos noutras organizações. Este acto pode efectivamente contribuir para a resolução de uma determinada solicitação. A mensagem original pode introduzir-se num mercado potencial, se for eficazmente redigida, aumentando a possibilidade de ser reencaminhada até alguém que possua a informação ou tecnologia pretendida. Verificou-se que é mais comum, em relação ao estimado inicialmente, receber feedback

de

entidades ou pessoas cuja existência se desconhecia por completo.

Outro dos resultados derivados destas regras, consiste no facto dos participantes apenas visualizarem um único pedido na sua caixa de correio electrónico. A experiência dos sistemas já implementados mostra que, geralmente, ao ler uma questão, o leitor consegue, na primeira dúzia de palavras, determinar se deve continuar a ler a mensagem ou eliminá-la. O processo torna-se, desta forma, muito simples e extremamente pouco consumidor de atenção/tempo.

Se

qualquer membro da KP souber a resposta e puder compartilhar essa

informação, então deverá responder APENAS ao requerente, estabelecendo

a

partir desse momento, uma troca de informações, de carácter

confidencial, se necessário. Esta regra justifica-se, pois apenas o emissor da questão original necessita de saber a resposta e evita-se que todos os membros tenham mensagens desnecessárias na sua caixa correio.

Actualmente, o sistema está a funcionar baseado num serviço fornecido pela empresa Google 9 . Um dos benefícios deste sistema, consiste na possibilidade de se pesquisar, através de palavras-chave, as questões realizadas e armazenadas num histórico disponível. As respostas aos pedidos não são mostradas, pois são confidenciais, sendo enviadas só ao requerente inicial da questão. O valor acrescentado deste arquivo online consiste no facto de se poderem encontrar outros profissionais que procuraram previamente o mesmo tipo de informações. Utilizando esta funcionalidade, existe a possibilidade de se estabelecer contacto com um membro que já

8 Inclusive não é permitido o uso dos sinais dois pontos (:) ou o ponto e vírgula (;) com o objectivo de manter a comunicação eficiente e eficaz

9 http://groups.google.com/

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assinalou anteriormente uma determinada “necessidade” e verificar junto

novo

relacionamento/parceria.

do mesmo o feedback

obtido

e

talvez

gerar

um

A rede KP é particularmente atractiva para profissionais que procuram determinadas tecnologias como é o caso de algumas empresas e “corretores de tecnologias”, permitindo chegar a uma rede alargada de contactos válidos, no sentido de identificar potencial propriedade intelectual útil com um esforço muito reduzido 10 .

O sistema não está direccionado para nenhum sector de mercado ou de tecnologia específico. Se o crescimento da rede e a forma da sua utilização se justificar, poderá ser considerada a hipótese de se separar em sub- redes 11 nomeadamente, por exemplo, nas áreas das ciências da vida e das ciências físicas.

A rede não foi delineada per si para ser usada como forma de pesquisa para consultores (académicos e outros) uma vez que a grande maioria dos participantes poderá desempenhar funções na área de TTC; assim, esses consultores, académicos, não serão necessariamente aqueles que melhores conhecimentos possuem para os fins pretendidos na área de TTC e poderão de algum modo alterar o focus nos objectivos iniciais da rede a formar.

Escrever uma única frase/pergunta – lições aprendidas na KP do Reino Unido

Quanto mais específica é a pergunta, melhores resultados oufeedbacks válidos são obtidos. Por outro lado, quanto mais ampla for a questão colocada, maiores diferenças na interpretação haverão, resultando daí respostas com pouco ou nenhum valor. No Reino Unido, já se constatou que os membros que formulam as perguntas mais precisas, são os que recebem os feedbacks mais úteis. No entanto, poderão existir circunstâncias específicas que aconselham que a questão seja colocada propositadamente de forma bastante abrangente. Se esse for o caso, o solicitante deve expressamente declarar essa intenção e preparar-se para receber eventualmente muitas respostas.

Escrever uma única questão de uma forma apropriada pode parecer um desafio, mas é mais fácil do que somos inicialmente levados a crer. É importante interiorizar esta abordagem, pois o formato de pergunta única como único sistema permitido, é a filosofia básica do sistema KP que por sua vez assegura a sua popularidade e aceitação, dentro de uma caixa de correio electrónica quase sempre já sobrecarregada. O formato de pergunta mais bem sucedido é solicitar “o que se procura” em primeiro lugar, seguido por uma informação do contexto enquadrando o porquê. Seguem-se exemplos do acima referido, retirados da KP do Reino Unido:

10 Se algum membro da KP@IB tiver quaisquer relacionamentos com brokers de tecnologia, pode ajudar esta rede, divulgando este documento e potenciando a adesão dos mesmos.

11 Ver abaixo considerações sobre as potenciais KP temáticas

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1.

“Has anyone got any contacts in the medical imaging software sector, as we have a new imaging method and are seeking industry views on its commercial value?”

2. “Does anyone have any market research information or expertise in the UK plastics recycling sector as we have a technology that has significant advantages in processing PVC?”

Redigidas as questões neste formato, o leitor poderá provavelmente tomar uma decisão rápida e saber se apenas necessita de ler incompletamente a pergunta formulada, eliminando a mensagem electrónica se o assunto não lhe interessar ou verificar que não pode dar nenhum input válido.

No final deste documento foi anexado 12 mais um conjunto questões já colocadas na KP no Reino Unido.

Benefícios da KP

1. Acesso a uma base de dados de contactos, composta por profissionais que trabalham na TTC;

2. Acesso a um espaço virtual de comunicação onde todos os tipos de entidades, qualquer que seja a sua dimensão ou localização geográfica, podem interagir;

3. Ferramenta simples e rápida;

4. Ferramenta desenvolvida para uma tipologia de “um para muitos” em vez de “um para um”;

5. Ferramenta desenhada para criar e potenciar relações mais próximas entre colegas na área de TTC, ao invés de ser um simples mecanismo de procura de respostas;

6. Ferramenta que promove potenciais sinergias que podem resultar em novos

relacionamentos ou oportunidades de negócio

13 .

7. Ao promover um acesso mais rápido às fontes correctas de conhecimento (por exemplo, aceder a alguém que possui competências avançadas numa área em particular), permite avaliar mais rapidamente se o tempo dispendido com determinado problema em concreto trará proveitos ou não. Permite que as decisões relacionadas com TTC possam ser mais eficientes em termos de consumo de tempo e simultaneamente mais eficazes.

8. Com o incentivo adicional da interacção entre os profissionais de TTC, é possível promover novas oportunidades de joint-ventures, colaborações comerciais e bundling de tecnologias complementares. De realçar que esta rede poderá ser usada directamente para a procura de novas oportunidades, que facilitem a agregação num conjunto de tecnologias complementares, que pelo efeito dessa associação geram maior interesse e valor comercial,

12 Ver anexo intitulado “Exemplos de questões reais colocadas na KP do Reino Unido”

13 Por exemplo, no Reino Unido verificou-se recentemente a colocação de uma série de questões relacionadas com tecnologias ligadas ao tratamento de águas que posteriormente gerou o estabelecimento de alguns projectos/parcerias entre entidades que desconheciam mutuamente as actividades de TTC que cada uma realizava separadamente neste sector específico.

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em comparação com uma possível comercialização de forma isolada da tecnologia (ver por exemplo o projecto EPIPAGRI 14 e do PIPRA 15 na área da agricultura/biotecnologia).

9. Esta ferramenta poderá permitir também, a tomada de conhecimento sobre

determinados assuntos que poderão não estar relacionados directamente e no imediato com as prioridades ou assuntos desenvolvidos por determinado técnico de TTC, mas que no futuro poderão perspectivar novos contactos e sinergias. 10.A rede foi projectada para profissionais com responsabilidades, a nível operacional, na gestão de projectos de TTC, indo ao encontro das suas necessidades. Consequentemente, a KP@IB poderá não gerar valor/benefícios se os membros da rede forem compostos exclusivamente pelos gestores de topo. 11.Permite que gabinetes de TTC de menor dimensão ou distantes entre si acedam à experiência, competências, conhecimentos e rede de contactos de outros gabinetes mais consolidados de uma forma muito simples e directa. Permite também que estas unidades tenham acesso a potenciais solicitações às suas tecnologias que de outra forma seria difícil tomarem conhecimento. 12.A anulação da subscrição da mailing list é logicamente possível e realiza-se de uma forma simples, embora até ao momento não se tenha verificado nenhuma solicitação neste sentido. 13.Como já foi referido, esta ferramenta colaborativa foi desenvolvida e concretizada em 2006 no Reino Unido, sendo de realçar que a utilização do sistema e a sua abrangência encontram-se ainda numa fase de evolução, face à sua recente criação e implementação. Possivelmente, esta ferramenta poderá vir a sofrer algumas modificações, nomeadamente no que respeita às regras estipuladas, tendo sempre como objectivo a sua melhoria.

Como subscrever a KP@IB

1. Quando o interessado confirmar junto do dinamizador da KP@IB (por exemplo através do envio de uma mensagem enviada para gapi@uevora.pt) que aceita os termos e condições propostos, bem como, o conceito de trabalho/projecto que se encontra descritos neste documento, receberá uma mensagem de boas vindas a confirmar a inclusão do seu correio electrónico na mailing list da KP@IB.

2. A partir desse momento, poderá começar logo a utilizar a KP@IB. Poderá desde logo, enviar a suas questões para ibtt@googlegroups.com e aguardar potenciais respostas/feedback da rede.

3. É possível em qualquer momento, aos membros da KP@IB, pesquisar o histórico das perguntas já colocadas. Todas as mensagens electrónicas

14 http://ecom.inra-transfert.fr/QuickPlace/europe-

epipagri/Main.nsf/h_B612E1EDDF8DBBA3C125721F0057428A/a836eb177a67fd6fc125721f00575448/?

OpenDocument

15 http://www.pipra.org/

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possuem no rodapé um link directo para o Google groups da KP@IB (http://groups.google.com/group/IBTT). Para aceder a esta funcionalidade, será apenas necessário fornecer o seu endereço de correio electrónico, conjuntamente com uma senha de acesso. 4. Poderá ocorrer, por parte do dinamizador da KP@IB, alguma “moderação” junto de utilizadores que não tenham lido, ou que não estão a cumprir, as regras estabelecidas para a utilização da KP@IB.

Uso da rede KP por empresas

Como foi mencionado, a rede é um recurso particularmente atractivo para profissionais que procurem novas tecnologias, tal como se verifica por parte de algumas empresas. A KP poderá ser um ponto de acesso único que permite identificar potencial propriedade intelectual com muito pouco esforço.

No Reino Unido, duas empresas multinacionais começaram a utilizar a KP para colocar anúncios de procura de novas tecnologias de que necessitavam. Essa solicitação foi realizada mantendo o anonimato das multinacionais, uma vez que as perguntas foram colocadas na rede por um membro dessa mesma comunidade. No decorrer dessa solicitação, verificaram-se resultados bastante interessantes, tendo sido encontradas tecnologias/soluções perfeitamente adequadas, curiosamente nos membros da rede onde, inicialmente, não se pensaria (ou se consideraria pouco provável), que possuíssem o tipo de inovações pretendidas: as “pequenas” Universidades. Actualmente já existem 4 multinacionais que são membros directos da KP no Reino Unido.

Com a ligação entre as empresas e a própria rede, através dos membros do KP, promove-se um fortalecimento da relação entre o membro em particular e a empresa e faz-se aumentar a importância do membro “mais pequeno”, uma vez que essa parceria permite projectá-lo em termos de visibilidade, que de outro modo não seria possível. Esse membro assume também um papel de intermediário no alcance de recursos ou conhecimentos para outros, e que poderiam estar vedados se actuasse de forma isolada.

Os membros são incentivados a colocar pedidos sobre tecnologia de que tenham tomado conhecimento, para benefício de todos. Este tipo de abordagem, fácil de implementar, irá gerar maior tráfego de solicitações vindas directamente do exterior (do mercado).

Como será descrito mais adiante, as grandes empresas e as multinacionais terão a possibilidade de optar por uma variedade de membros da Knowledge Pool regionais. Essas sub-redes regionais possuem como principal vantagem, o facto de estarem dedicadas a uma área de saber específico e comum, com as sinergias, os contactos e o conhecimento acumulado que advêm dessa proximidade.

Adicionalmente, os gabinetes de transferência de tecnologia das empresas (muitas vezes os próprios departamentos de I&D) podem tirar partido da rede, da mesma forma que os gabinetes de TT das Universidades o fazem, com vista a procurarem

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as informações, os conhecimentos, os contactos ou experiências, de que necessitam para que sejam atingidos os objectivos traçados pela empresa, em termos de transferência de tecnologia.

Expansão Internacional e KP temáticas

Este conceito (ferramenta KP) é escalonável e está a ser expandido internacionalmente durante o ano de 2007.

No entanto, verifica-se que a KP original, actualmente em funcionamento, está a crescer rapidamente em termos do número de membros (inclusive de origem internacional), prevendo-se que o limite se fixe em cerca de 1000 membros, com o objectivo de não sobrecarregar o sistema com um volume de tráfego de mensagens produzidas muito elevado.

Esta é uma das razões pelas quais existe o incentivo à criação de KP regionais. Assim, estão a ser criadas KP com filosofias semelhantes noutras regiões, onde podemos, para já, referenciar a região Ibérica e a Escandinava (Noruega, Suécia e Dinamarca). Numa fase mais embrionária, existem outros países onde já se identificaram possíveis dinamizadores das respectivas KP, nomeadamente:

Austrália/Nova Zelândia; Índia; Canadá; América do Sul (como um grupo de Países); Singapura; Japão.

Estas novas redes vão ser implementadas utilizando o sistema do Google, podendo, caso a caso, ponderar futuros upgrades para outro tipo de plataforma de comunicação. Esta possível evolução já se encontra em estudo actualmente no Reino Unido, através de uma nova plataforma que centralize e faça a gestão da base de dados e das mensagens de correio electrónico geradas em todas as KP Regionais. As possíveis vantagens adicionais deste novo sistema prendem-se com uma maior personalização na parametrização de cada utilizador nas diversas KP regionais, nomeadamente na capacidade de seleccionar qual o tráfego de outras KP sobre o qual pretende tomar conhecimento ou a possibilidade de enviar mensagens para outras KP das quais não é directamente associado.

A criação de KP regionais é adequada ao conceito em questão, uma vez que a experiência do sistema já existente tem demonstrado que um dos tipos de tráfego gerado é essencialmente de interesse local.

Visto esta rede ser constituída, em primeiro lugar, por pessoas, a sua qualidade está directamente relacionada com a sua utilidade real, conjuntamente com a premissa de que todos os membros concordam com a filosofia implícita no conceito KP, com o rigoroso cumprimento das regras estipuladas.

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Desta forma, justifica-se que a subscrição da KP não possa ser realizada de forma automática e de acesso livre a todos os potenciais interessados.

Cada rede regional terá de ter o seu próprio moderador/dinamizador. Este elemento terá a função de controlar o acesso à KP da sua região e realizar também uma supervisão das mensagens, intervindo quando for necessário. Este moderador irá desenvolver um papel de conhecer, inicialmente, os novos membros que adiram à KP@IB tentando, numa fase preliminar, auxiliar nas dúvidas que possam surgir e fazer um enquadramento da própria ferramenta.

KP “Redução de Carbono” e outras KP temáticas

Está previsto que, num futuro próximo, sejam criadas KP para grupos de profissionais com interesses especializados numa determinada área. Exemplo concreto desta pretensão é a KP “Redução de Carbono” que se constituirá muito

em breve. Esta KP irá auxiliar na comercialização de tecnologias, essenciais nesta área, de uma forma mais eficiente; e na identificação de fontes de financiamento

e de outros conhecimentos sobre o mercado e a indústria com determinadas

características específicas, possivelmente conhecidas por alguns dos membros. Isto

significará, a titulo meramente exemplificativo, que os profissionais de TTC que desenvolvam a sua actividade na área do aproveitamento da energia das ondas do mar poderão eventualmente trabalhar em equipa. É expectável que o número de membros desta KP seja elevado. Quem estiver interessado em participar nela poderá entrar em contacto com Mark Thompson 16 da KP do Reino Unido.

Alguns exemplos de outras KP especializadas que poderão eventualmente ser constituídas são:

Biotecnologia/ Agricultura; Tecnologias para os Países do Terceiro Mundo; Comercialização de tecnologias na área da saúde (HIV, Cancro, etc.); Semicondutores; Etc.

“FAQ”

SPAM?

O sistema não gerará nenhum Spam. As únicas mensagens que eventualmente

poderão surgir e ser consideradas como mensagens que não cumprem as regras estipuladas, podem ser anúncios de entrada de novos membros ou então

solicitações de feedback referentes ao próprio funcionamento da KP@IB.

16 mark.thompson@umip.com

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Confidencialidade? Todas as perguntas colocadas são automaticamente difundidas por todos os membros da KP@IB. Se a solicitação de informação contiver directa ou indirectamente informação confidencial, omita-a ou simplesmente não use a KP@IB para a divulgar. Por outro lado as potenciais respostas obtidas são da inteira responsabilidade do membro que as forneceu e devem ser apenas enviadas ao solicitante da informação. Recomenda-se também que, caso se continue a trabalhar com informação sensível, se utilizem outros meios de resposta, nomeadamente o telefone e, se necessário, um acordo de confidencialidade.

Que acontece se os níveis do tráfego se tornarem demasiado elevados? Espera-se que, com o crescimento das diversas KP, se assista a um consequente aumento no número de mensagens, o que poderá levar à divisão de algumas KP em sub redes com objectivos ou temas mais específicos (por exemplo, dividir eventualmente alguma KP em duas, nomeadamente, biotecnologia/não biotecnologia). Cumulativamente, é possível a cada membro, no Google, alterar o seu perfil e receber apenas uma compilação das mensagens, uma vez por dia ou por semana.

A anulação da subscrição do sistema é fácil pois existe um link no rodapé das

mensagens que permite, em qualquer momento, remover o endereço de correio electrónico da lista de distribuição. Uma vez que este serviço é recente, gostaríamos que nos casos de anulação fosse autorizado o contacto com o antigo utilizador, no sentido de se identificarem as razões que levaram à desistência.

Regras de utilização da KP@IB

Regra 1 – Só é permitido formular uma frase e esta tem que ser redigida na forma de pergunta 17 .

Regra 2 – Se tiver uma resposta para a questão colocada e esta não contiver informação considerada confidencial, então deve responder APENAS à pessoa que formulou a questão.

Regra 3 – Não é permito o uso do sistema para publicidade de serviços, bens, oferta explícita de tecnologias, ou outro tipo de divulgação/promoção diversa.

Regra 4 – Regularmente, será enviada uma mensagem com actualização dos nomes dos membros participantes e da instituição que representam. Desta forma, toda a rede tomará conhecimento sobre quem potencialmente poderá fornecer feedback às questões colocadas. Assim, outra das regras implícitas e que terá de ser aceite

pelos potenciais utilizadores da KP, consiste na autorização da divulgação do nome

e correio electrónico numa listagem que é actualizada regularmente junto de

todos os membros da KP. Possivelmente, os moderadores poderão considerar excepções a esta regra, quando devidamente justificadas. Complementarmente,

17 Excepção feita a esta regra é o caso de se querer incluir uma assinatura na mensagem

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será elaborada uma estatística com dados agregados (dividida, por exemplo, por categorias de instituições) que também será periodicamente divulgada.

Regra 5 - Existe um conjunto de termos e condições associados à KP@IB que se encontra abaixo relatados. O uso do sistema obriga o utilizador a assumir que leu o disposto e que aceita os termos e condições propostos.

Se houver a necessidade de algum esclarecimento adicional ou no caso de se desejar efectuar alguma sugestão ou comentário poderá contactar o GAPI FLM-UE através dos seguintes contactos:

Gabinete de Apoio à Promoção da Propriedade Industrial da Fundação Luís de Molina e da Universidade de Évora Largo dos Colegiais n.º 2 7000-803 Évora

Telef: +351 266746514 Fax: +351 266746515 gapi@uevora.pt

Um sistema baseado na participação activa de todos os seus membros

O conceito que suporta a KP está totalmente dependente dos profissionais envolvidos e da sua boa vontade. Assim é necessário admitir que:

Em alguns momentos, os compromissos assumidos e/ou a informação que outros membros se comprometerem a fornecer, pelo menos numa fase inicial, poderão revelar-se pouco úteis ou não ir ao encontro das expectativas eventualmente criadas;

Algumas vezes verifica-se o aparecimento de respostas genéricas do tipo “eu conheço alguém que por sua vez o poderá ajudar, e, irei tentar:

o

estabelecer o contacto para enviar a sua solicitação;

o

verificar o interesse de terceiros na sua proposta;

o

…”

Nestas situações é necessário ser paciente.

É recomendável agradecer todas as respostas que são VOLUNTÁRIAS e provenientes dos membros da rede;

Em oposição, e infelizmente, não é expectável que cada membro da rede receba reconhecimento de todos os inputs/informações que disponibilizar na KP.

Quanto maior for a contribuição dos membros da rede, em termos individuais, geralmente maior é a probabilidade de se receber ajuda quando posteriormente é necessária.

Se conhece alguém que possa potencialmente vir a ser membro da KP@IB, reenvie, por favor, este documento a esse mesmo contacto.

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Condições Gerais

As presentes Condições Gerais são aplicáveis às relações entre a Fundação Luís de

Molina e os membros da rede KP@IB.

O uso ou participação na rede KP@IB está condicionada à aceitação incondicional

das presentes Condições Gerais. No caso de eventuais alterações às mesmas, a

Fundação Luís de Molina obriga-se a comunicá-las aos interessados.

Entidade Promotora da KP@IB em Portugal

A Fundação Luis de Molina é uma entidade privada sem fins lucrativos com estatuto de Utilidade Pública, instituída pela Universidade de Évora com o Número de Pessoa Colectiva 504089048 e com sede no Largo dos Colegiais, nº 2, 7000-803 Évora – Portugal. Os contactos da Fundação Luis de Molina são: 00351266746514 (telefone), 00351266746515 (fax) e flmolina@uevora.pt

Uso do serviço KP@IB

A Fundação Luis de Molina reserva-se no direito de modificar, retirar ou negar o

acesso à KP@IB a todo o tempo, quer aos membros já registados, quer a potenciais utilizadores/interessados.

Atenta à natureza evolutiva e carente de melhoramentos e às demais finalidades da KP@IB, a Fundação Luis de Molina reserva-se ainda no direito de solicitar, a qualquer membro, que:

Modifique o modo de participação, podendo nomeadamente existir alterações nas regras descritas neste documento.

Abandone a rede;

A sua colocação noutra rede, mediante autorização do próprio membro.

Responsabilidade da Fundação Luis de Molina

A Fundação Luis de Molina não garante que a KP@IB esteja sempre disponível ou

acessível.

A Fundação Luis de Molina tem o direito de cancelar o acesso, apagar ou modificar

a KP@IB sem aviso prévio.

Apenas é possível responsabilizar a Fundação Luis de Molina por danos ou perdas exclusiva e directamente imputáveis ao incumprimento doloso das presentes Condições Gerais.

A responsabilidade assumida pela Fundação Luis de Molina não incluirá, em

nenhuma circunstância, perdas verificadas em actividades comerciais promovidas pelos utilizadores da KP@IB ou por terceiros, nomeadamente danos emergentes, lucros cessantes, interrupções ou perturbações das ditas actividades.

Informação recolhida na KP@IB

Qualquer informação disponibilizada na KP@IB por terceiros é da inteira responsabilidade do seu emissor. A Fundação Luis de Molina declara-se totalmente

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isenta de responsabilidade, a qualquer título, emergente de qualquer imprecisão

ou erro potencialmente existente naquela informação.

A Fundação Luis de Molina recomenda aos potenciais utilizadores que as

informações obtidas através da KP@IB sejam validadas ou verificadas por outras

fontes sempre que for possível, nomeadamente antes do emprego das mesmas em decisões ligadas a actividades comerciais ou outro tipo de acções com elevado risco associado.

Valor das informações constantes da KP@IB

Nenhuma informação veiculada pela KP@IB ou dela constante deverá ser interpretada como oferta ou proposta contratual, à excepção das presentes Condições Gerais, vinculativas na relação entre o utilizador e a Fundação Luis de Molina. No caso de algum utilizador da KP@IB celebrar um contrato, de qualquer natureza, com um terceiro que mencione igualmente a sua participação na KP@IB,

é da sua inteira responsabilidade verificar e validar os termos contratuais

propostos. Recomenda-se o recurso a aconselhamento jurídico especializado.

Reconhecimento / Dever de Citação

Na eventualidade de alguma entidade pretender adoptar ou adaptar as presentes

Condições Gerais para outros projectos ou finalidades estranhas à KP@IB ou a

outras Knowledge Pool já existentes, obriga-se a mencionar e citar, expressamente

e de forma visível, em todas as comunicações públicas efectuadas, a autoria do

conceito por parte da University of Manchester Intellectual Property Ltd. e a

inspiração na “Knowledge Pool Networking System” originária desta última.

Lei e Foro aplicáveis

A validade, formação, integração e interpretação das presentes Condições Gerais

será efectuada ao abrigo das Leis Portuguesas.

Os Tribunais Portugueses serão os únicos competentes para dirimir qualquer litígio

emergente da aplicação das mesmas Condições ou do uso ou acesso à KP@IB.

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Exemplos de questões reais colocadas na KP do Reino Unido

Does anyone have any LCD display technology as one of my Taiwanese contacts who is looking to buy up IP in this area?

Does anyone know of any tracking or location finding technologies for covert surveillance as we have a client interested in licensing in this area?

Does anyone have licensable IP in multipotent cells derived from adipose tissue that may represent an alternative stem cell source to bone marrow- derived mesenchymal stem cells as we have a client who is looking for this

Does anyone have any Technology Transfer contacts at Fraunhofer Institute?

Does anyone have any UK contacts (north west?) in PCB board design for specification and design involving 108 118pin PGBA's?

Does anyone know anything about (or have a contact in the field of) Ion- mobility spectrometry (IMS)?

Does anyone have any contacts in the environmental monitoring/water industry that might be able to help me assess the market for a disposable low cost (£5 to £10 per unit) device for taking water from rivers, boreholes etc;

Does anyone know of a UK based product design company, with specific expertise in designing medical instrumentation and if possible experience of the medical approvals process?

Has anyone any IP for treatment of effluent containing heavy metals allowing the recovery of heavy metals as I have a Asian contact who has a need for this in the China?

Does anyone have technology that could be used to control viscosity of concentrated surfactant solutions (35-80 weight %), such that the resulting solution is pourable, easily dispersable in water, but yet will suspend particles within it, as I have a large global corporate seeking a technology that can do this?

Does anyone have a technology for handling food/leftover/bones/oils waste from restaurants/hotels and converting into usable organic fertilizers or harmless products, as my Asian contact is also after this for China?

Does anyone have any contacts with knowledge of the communications market, and specifically around implementation of MIMO technology into mobile devices?

Does anybody know of optics build manufacturers or consultancies who can turn prototypes into mass-produced units or people with optics design expertise for a business that will supply novel Raman-based analysis devices.

Does anyone know of any novel molecular / chemical / polymer technology to change the way moisture, vapor and other solutions are transported through a range of textiles as I have a big multinational FMCG company looking for such a technology?

Does anyone know any good (and reasonably-priced) independent consultants who can do focused market-research in the field of biomaterials (including hydrogels)?

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Testemunhos sobre a KP

Todos os comentários dos membros são bem vindos, quer sejam sugestões, melhorias ou outros assuntos. Os moderadores solicitam que, caso algum membro detecte que eventualmente outros membros estão a desvirtuar o uso/conceito da KP, lhes seja relatado através de um contacto directo.

No Reino Unido foi realizado um pequeno inquérito aos membros da KP com o objectivo de obter feedback dos utilizadores sobre o sistema, bem como levantamento de potenciais de histórias de sucesso. Algumas das respostas originais obtidas foram:

“I have been very pleased with the networking so far.

We have managed

to strengthen many links within UK universities over the past few months”

“The Knowledge Pool is a really good way of connecting with remote colleagues on Tech Transfer matters”

“The Knowledge Pool gives a simple and easy solution”

“I really think that it is an excellent resource and I am certain that it will prove highly beneficial to us in the coming months”

“I have found that responses have been both quick and positive”

“On the occasions I have used the network, I have found that the leads I have been given have been very useful and have come through promptly”

“As an industry participant, we will continue to fully support this network”

“My question gave three immediate responses from the network. Encouraging discussions with a possible development partner, and practical advice at no cost”

“I would endorse the Knowledge Pool 100% and find that it is of great support”

Informações sobre os contactos/moderadores de outras KP já existentes ou a serem implementadas

A subscrição de outras redes é permitida, bastando para tal enviar uma mensagem ao contacto abaixo assinalado comunicando essa pretensão:

Reino Unido – Mark Thompson (mark.thompson@umip.com) - University of Manchester Intellectual Property Ltd.

Escandinávia – Gert Bolling (gba@adm.dtu.dk) – The Technical University of Denmark

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