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Universidade Metodista de São Paulo • Ano 9 • número 97 • Março de 2012
Universidade Metodista de São Paulo • Ano 9 • número 97 • Março de 2012
EDITORIAL
EDITORIAL

Inclusão digital. Por trás des- tas duas palavras você também encontra acesso, diminuição de distâncias e igualdade. Tudo isso é possível com o ofereci- mento de oportunidades iguais para todas as pessoas. No sé- culo da tecnologia completa- mente inserida em nosso coti- diano, isso passa, obrigatoria- mente, pela inclusão digital. Seria fácil argumentar que, em Seria fácil argumentar que, em

um país ainda tão cheio de carên- cias como o Brasil, a inclusão di- gital e o acesso à tecnologia por parte da população deveriam ser a última das prioridades. Fácil também, no entanto, seria derru- bar este argumento: hoje em dia, dificuldades surgem para alguém sem um computador conectado à internet. Seja em casa, no trabalho ou nas milhares de lan houses es- palhadas pelo País, o brasileiro mostra que a própria inserção digital serve lan houses es- palhadas pelo País, o brasileiro mostra que a própria inserção digital serve como facilitador no combate aos problemas sociais:

um desempregado, por exemplo, terá muito mais chance de con- seguir um emprego procurando vagas na internet e enviando seu currículo por e-mail. Nesta edição do Espaço Cida- dania você conhece como os te- lecentros vêm atuando para au- mentar a inclusão digital e a e- ducação a distância faz com que estudantes tenham acesso a um ensino de qualidade antes im- possibilitado pela localização. Confere também que as redes sociais podem ter função públi- ca e social e a tecnologia pode ajudar na inclusão de deficien- tes. Boa leitura!

Prof. Dr. Marcio de Moraes Reitor

INCLUSÃO DIGITAL

Conhecimento em Informática pode melhorar quadro socialConhecimento

Oficinas e telecentros são algumas das soluções para a democratização digital

Magda Silverio
Magda Silverio

Usuários em telecentro, uma das principais ferramentas do governo para a inclusão digital

BRUNA CRAVO

empresas tenham computadores, é comum notar que não há acesso à

internet ou instrutores qualificados para lidar com essa dificuldade.

TELECENTROS

Tentando minimizar esse quadro, o Governo Federal investe em Tele- centros. Segundo o ONID (Observa- tório Nacional de Inclusão Digital), eles funcionam com a implantação de espaços públicos e comunitários de inclusão digital. Há a disponibilidade de equipamentos de informática e serviços de conexão à internet. Os monitores que auxiliam no uso dos equipamentos recebem uma bolsa de auxílio financeiro e participam de um curso de formação para atuarem co- mo agentes de inclusão. Ainda de acordo com a ONID, há mais de 7 mil telecentros espalha- dos pelo Brasil, distribuídos em 95 programas de inclusão digital. Dentre esses programas, há o Acessa São

Paulo, de abrangência estadual, que oferece acesso às novas tecnologias da informação e comunicação, inclu- indo a internet, contribuindo para o

desenvolvimento dos paulistas. São 448 telecentros espalhados por todo o Estado, geralmente em locais de grande circulação, como estações de trens e metrôs e em unidades do Pou- pa Tempo. No ABC, a Secretaria da Educa- ção de Santo André promove oficinas de inclusão. Intitulado Projeto Santo André Digital, o curso tem o objetivo de capacitar o aluno, o professor e a comunidade por meio do uso da tec- nologia. De abrangência municipal, o projeto conta com dois telecentros. De acordo com Magda Silvério, além de permitir o acesso à informá- tica e seus recursos, a inclusão digital possibilita melhorias na perspectiva de emprego e oferece novos meios de comunicação. Para tanto, é necessá- rio que o aprendizado não fique ape- nas nas telas dos computadores, mas fazer com que as aulas sejam direcio- nadas seguindo as expectativas de ca- da aluno. “É importante ter cursos es- pecíficos para pessoas que estão no mercado de trabalho, que dê ferra- mentas para que elas possam melho- rar e crescer”, conclui.

A inclusão digital pode ser consi-

derada toda a ação que permite que

a informática e seus recursos estejam

à disposição da população. Também

visa melhorar as condições de vida dos cidadãos por meio da tecnologia. Segundo Magda Silvério, que coorde- nou a Oficina de Inclusão Digital rea- lizada pela Universidade Metodista de São Paulo, “não basta disponibi- lizar o computador e o acesso à inter- net, mas é preciso tornar possível a sua utilização, oferecendo o conheci- mento para a utilização dos recursos”. Para a professora, as vantagens da inclusão digital podem ser resumidas em democratização do conhecimento. “O domínio da informática ajuda na busca de outros saberes, de informa- ções sobre seus direitos, cultura e ori-

gens”, diz. Entretanto, faz-se necessária

a prática da navegação online, para que

a mesma não caia no esquecimento.

A inclusão digital é bastante falada

no Brasil, mas ainda pouco realizada. Muitas regiões têm o acesso à tecnolo-

gia limitado. Por mais que escolas ouA inclusão digital é bastante falada no Brasil, mas ainda pouco realizada. Muitas regiões têm o

  F É E C IDADANIA I NCLUSÃO : UMA PALAVRA ATEMPORAL Não há como
 

FÉ E CIDADANIA

INCLUSÃO: UMA PALAVRA ATEMPORAL

Não há como negar que os avanços da tecnologia têm proporcionado inú- meros benefícios, seja contribuindo com a descoberta e o tratamento de di- versos tipos de doenças, seja tornando a vida em sociedade mais prática gra- ças à internet ou ainda diminuindo as distâncias entre as pessoas com um simples clique. Entretanto, ao abordarmos a questão da inclusão, automaticamente afir- mamos que o contrário também é verdadeiro. Neste espaço, em particular, estamos lidando com a realidade de pessoas que estão à margem do acesso tecnológico, numa época em que não é mais possível imaginar o mundo sem este tipo de recurso.

E

para que essa situação seja diferente, é preciso parar e considerar o que

realmente significa incluir. Uma das definições apresentadas pelo dicioná- rio Aurélio diz: “estar incluído ou compreendido; fazer parte; figurar entre ou- tros; pertencer, juntamente com outros”. Independentemente da crença, se há um exemplo que a ser seguido é o de Jesus. Durante todo o seu ministério, Ele não fazia nenhum tipo de diferen-

ciação entre as pessoas. Pelo contrário, suas ações eram sempre no sentido de aproximá-las.

A

Bíblia menciona diversas situações em que isso ocorre. No livro de Mar-

cos, O vemos ensinando a multidão a respeito do casamento até que, em um determinado momento, começaram a trazer crianças para que Ele as tocasse. “Mas os discípulos o repreendiam. Quando Jesus viu isso, ficou indignado e lhes disse: ‘Deixem vir a mim as crianças, não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas’” (Mc 10.13,14). Já na passagem em que é relatada a multiplicação dos pães e peixes, Je- sus tem atitude semelhante por duas vezes. A primeira quando Ele e os dis- cípulos se retiravam para a cidade de Betsaida. O povo, ao ficar sabendo para onde iam, decidiu segui-los. Em vez de impedir que as pessoas se apro- ximassem, “Ele as acolheu, e falava-lhes acerca do Reino de Deus, e curava os que precisavam de cura.” (Lc 9.11). Ao final daquele dia, os discípulos sugeriram que Jesus dispersasse a multidão para que pudessem se ali- mentar. Novamente Ele não permitiu que isso acontecesse e realizou o mi- lagre. (Mc. 6.35-44). Assim como Jesus, que tratou igualmente as pessoas, as iniciativas do go- verno e de instituições da sociedade civil são muito bem-vindas quando o objetivo é dar o mesmo tratamento a todos, não importando a classe social, de maneira que possam usufruir dos mesmos recursos e acessos tecnoló- gicos.

 

Gabriela Rodrigues, Jornalista, integrante da equipe da Gerência de Comunicação da Universidade Metodista de São Paulo

Educação a distâ recurso de múltipl

Ferramentas tecnológicas possibilitam o aprendizado em qual

GUSTAVO CARNEIRO

Por meio da educação a distância (EAD) e dos recursos tecnológicos, hoje as instituições de ensino têm condições de oferecer acesso ao estu- do de maneira diferenciada, aju- dando os alunos a serem mais inde- pendentes com o seu aprendizado. Ao contrário da aula tradicional, com o professor em sala, e que tem horário marcado para começar e ter- minar, as aulas a distância permitem que o estudante gerencie seu tempo de estudos de acordo com suas neces- sidades. Segundo Adriana Barroso, profes- sora e Coordenadora do Núcleo de Educação a Distância da Universida- de Metodista de São Paulo, os maio- res beneficiados com este tipo de for- mação são as pessoas que já estão no mercado de trabalho e buscam uma graduação acadêmica, ou até mesmo mudar de profissão, mas não têm tempo para frequentar as aulas pre- senciais diariamente. “Quem vive longe dos grandes centros urbanos e das instituições mais conceituadas, onde poderiam ter acesso ao ensino superior, também ganha com essa tecnologia”, diz Adriana. Para a professora, uma das maio-

res dificuldades deste tipo de platafor- ma é a familiarização do aluno com o aparato tecnológico. “Muitas vezes, há uma trava com o método de ensino e com o processo mediado pela tecnolo- gia. Superado esse medo, o aprendiza- do ocorre normalmente”, afirma. Além da formação universitária, é possível desenvolver outros tipos de aprendizados por meio da inter- net. O Instituto Crescer para a Cida- dania, criado em 2000, atua com pro- jetos voltados ao desenvolvimento da educação básica, inclusão digital, qualificação profissional e desenvol- vimento comunitário. “O aprendiz pode participar de redes sociais sobre assuntos específicos ou mesmo inte- ragir com especialistas. O uso de re- cursos multimídia ajuda bastante, afi- nal é muito mais fácil entender o fun- cionamento do corpo humano tendo acesso a um material em 3D”, co- menta Luciana Maria Allan, diretora técnica do instituto. Segundo Luciana, a utilização de redes sociais é outra ferramenta tec- nológica muito comum em eventos e palestras. “O estudante ganha maior interatividade com o palestrante, que até responde perguntas feitas pelas mídias digitais, tornando o processo mais dinâmico”, explica.

digitais, tornando o processo mais dinâmico”, explica. Instituto Crescer para a Cidadania, que atua com projetos

Instituto Crescer para a Cidadania, que atua com projetos voltados ao desenvolvimento da educação básica usando recursos multimídia

Instituto Crescer

ncia: um as ações

quer momento da vida AMPLIANDO O CONHECIMENTO
quer momento da vida
AMPLIANDO O
CONHECIMENTO

Livros

Educação a Distância – Prá- tica e formação do profissio- nal reflexivo Autor: José Armando Valente

A obra reúne artigos que possi-

bilitam ao profissional de diver- sas áreas analisar, discutir e de- senvolver questionamentos so- bre a EAD na formação do pro- fissional reflexivo, destacando o ciclo da ação – reflexão e a prá- tica reflexiva como campos de investigação.

Site www.intitutocrescer.org.br

A missão educacional do insti-

tuto é atuar como agente trans- formador, criando oportunidades de crescimento e desenvolvi- mento de pessoas e organiza- ções, rumo à cidadania.

mento de pessoas e organiza- ções, rumo à cidadania. ENTREVISTA My Fun City: rede social avalia
ENTREVISTA
ENTREVISTA

My Fun City: rede social avalia serviços públicos da cidade

Uso da internet e das redes sociais estimula a cidadania

arquivo pessoal
arquivo pessoal

Alexandre Sayad, diretor geral do My Fun City, aplicativo que aponta qualidade de serviços das cidades

Marina Olegario

Criado em parceria com as universi- dades norte-americanas de Harvard e Massachusetts Institute of Technology (MIT), juntamente com a ONG Movi- mento Mais Feliz, o aplicativo My Fun

City faz uso da colaboração de inter- nautas para apontar a qualidade dos serviços e equipamentos públicos da região de uma cidade e, automatica- mente, criar um banco de informações sobre as mesmas, determinando as condições de vida naquela localidade. O My Fun City é gratuito e propõe que os cidadãos avaliem itens como sina- lização, atendimento à saúde, oferta cultural, árvores e canteiros nas vias, linhas de ônibus, área de lazer, con- servação das calçadas, policiamento, lixeiras, poluição sonora e poluição vi- sual. Cada serviço público recebe uma nota de satisfação e os dados podem ser acessados pela prefeitura da cida- de avaliada. “Queremos que essas in- formações sirvam de base para que as políticas públicas das regiões sejam efetivadas. Estamos preocupados em conectar o aplicativo com organiza- ções e governos que estão pensando na administração desses municípios”, explica Alexandre Sayad, diretor geral do My Fun City. Ele conversa com o Es- paço Cidadania:

Espaço Cidadania: Como surgiu o My Fun City? Alexandre Sayad: Dentro do Movi- mento Mais Feliz nos já fazíamos even- tos de captação de recursos. Quando

fomos para o MIT, voltamos com a ideia de que a cidadania tinha que passar para o digital. Tentamos colocar a nos- sa inteligência e recursos para desen- volver produtos para a internet que ti- nham a ver com cidadania. Com isso, criamos o My Fun City, uma rede social com interesse público. Buscamos par- ceiros tecnológicos, investidores e montamos uma empresa social que faz parte do famoso setor 2.5, uma ten- dência que agora está muito forte, pois é uma companhia de caráter social que reverte pelo menos 50% dos lucros para o próprio investimento. Espaço Cidadania: Como funciona o aplicativo? Alexandre Sayad: É o mesmo princí- pio de uma rede social, só que é uma comunidade geolocalizada, ou seja, o usuário faz um check in, no Iphone ou no Ipad e já é localizado pelo Google Maps. A partir daí, o internauta irá responder algumas perguntas em onze áreas diferentes e cada uma delas de- verá receber uma avaliação entre pés- simo e excelente. Tem questões liga- das ao verde, ao lixo, trânsito, polui- ção sonora, poluição visual e rede de esgoto. É possível visualizar quem es- tá perto da sua região, acompanhar a média de estatística das respostas daquela área, escrever comentários e anexar fotos. No fundo, é uma rede so- cial que gira em torno da cidadania. Em São Paulo, por exemplo, estamos fazendo acordos com redes de organi- zações não-governamentais que tra- balham a questão das cidades e da

gestão pública. Também disponibili- zamos os dados para as prefeituras. Espaço Cidadania: A plataforma permite uma aproximação entre as comunidades e a sociedade civil? Alexandre Sayad: Sim, e acho que essa questão vem amadurecendo no Brasil há uns 15 anos - desde o nasci- mento do terceiro setor e o despertar de um senso de comunidade, de parti- cipação na administração pública, que vai além do voto como ferramenta de escolha. No fundo, a política é bem mais complexa do que simplesmente eleger governantes, ela envolve com profundidade as questões locais – afi- nal, as esferas federal ou estadual só existem em função da esfera local. Mais do que aproximar os cidadãos da política ou das ONGs, o objetivo dessa plataforma é fazer com que as pes- soas entendam que é na micropolítica que as coisas acontecem. Não é à toa que cidadania e cidade têm o mesmo radical. Espaço Cidadania: Qual a importân- cia de trabalhar cidadania junto com tecnologia? Alexandre Sayad: Quando eu fui pa- ra o MIT senti que não é nem o futuro, mas sim o presente da cidadania deve passar pela questão tecnológica. Não tem muita escapatória, afinal se igno- rarmos essa plataforma, que envolve direitos e deveres dos cidadãos, va- mos abrir uma brecha enorme para que pessoas que não nos representem tomem espaços e nada mude. Espaço Cidadania: Quais as próxi- mas atualizações da ferramenta? E- xistem parcerias? Alexandre Sayad: Estamos melho- rando a navegação, a interface e as possibilidades do aplicativo. Outra fer- ramenta em desenvolvimento é a pos- sibilidade de que o usuário mais ativo de cada região possa se tornar “líder da rua” e mediar discussões e peti- ções junto ao setor público. Sobre par- cerias, quanto mais organizações esti- verem com a gente, melhor. O objetivo é estreitar os laços com a sociedade civil.

Aplicativos do bem

Softwares permitem que deficientes visuais utilizem celulares e computadores

BRUNA CRAVO

No Brasil existem cerca de 16 mi- lhões de pessoas com deficiência vi- sual, segundo dados do IBGE. E a tecnologia vem sendo cada vez mais desenvolvida para suprir as necessi- dades dessa fatia da população. Hoje em dia é possível encontrar aplicati- vos capazes de auxiliá-los no uso diá- rio, como programas de leitura de te- la que funcionam por meio de um aparelho sintetizador de voz e possi- bilitam o uso de computadores e ce- lulares. Segundo Tomaz Mikio, professor nos cursos de Exatas e Tecnologia da Universidade Metodista de São Paulo e consultor em desenvolvi- mento de softwares, a engenharia de software vem investindo cada vez mais em aplicativos que ofereçam suporte às pessoas com necessidades especiais. Ele explica que esses pro- gramas permitem que o usuário com pouca, ou nenhuma acuidade visual, utilize recursos de escrita e leitura e aumentem sua qualidade de vida. “Graças ao sistema de voz, que lê as letras selecionadas do teclado, é possível enviar e receber mensa- gens com facilidade. Já existem di- versos programas como este no mer- cado”, afirma Mikio. O deficiente visual Fernando José da Silva utiliza programas de leitura na tela de seu celular. “Ele permite que eu mande mensagens e também estude o conteúdo que baixo na tela. Um software desses abre os horizon- tes de quem tem problemas de visão”, diz. Os aplicativos também promo- vem diversão. Fernando diz que, gra- ças aos softwares adaptados, conse- gue baixar músicas e filmes. “Pode ser uma coisa básica para as outras pessoas, mas para nós, não. É uma verdadeira revolução”.

ALTO CUSTO AINDA LIMITA USUÁRIOS

Contudo, ainda faltam adequa- ções para tornar a acessibilidade mais completa. Para Tomaz, qualquer soft- ware só pode ser considerado fun- cional quando satisfaz as necessida- des de quem o utiliza. “Um aplicativo que consegue realizar isto com suces-

Divulgação
Divulgação

Aplicativos permitem inclusão de portadores de necessidades especiais

so é resultado de todo um processo de desenvolvimento que inclui, entre diversos fatores, um levantamento bem-sucedido das necessidades do usuário e a disponibilidade e domínio de tecnologias que permitam o desen- volvimento de uma solução”, diz.

Infelizmente, esse tipo de aplica- tivo não está acessível a todos os defi- cientes, por conta de seu alto custo. Além de o usuário comprar o apare- lho celular ou computador, é neces- sário que adquira junto o software especial. “Na licença do meu celular,

paguei R$ 700. E não adiantava ir à loja e comprar qualquer aparelho, existe uma lista de modelos compatí- veis com o sistema”, conta Fernando. Mesmo com algumas restrições, esses softwares auxiliam, e muito, a vida desses internautas.