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A chaminé das sombras

Já há muito tempo que se ouviam ruídos de


uma chaminé…ruídos estranhos. A maioria das
pessoas dessa casa pensava que era um ninho de
pássaros, e que os sons vinham das asas dos
pássaros a bater nas cinzas. Mas um dia, um rapaz
decidiu investigar o que se passava. O seu nome era
Joel e era um dos membros mais espertos da família
Neves.
Quando desceu as escadas e entrou na sala
onde estava a chaminé, aconteceu uma coisa
inexplicável! O pobre miúdo tinha encontrado um
demónio negro como o carvão, e tinha espigões nas
costas tão aguçados que pareciam agulhas. O Joel
aproximou-se dele mas a criatura simplesmente
fugiu.
Mas deixou uma coisa no chão… Era uma
pedra estranha, tinha tons de azul e negro, e dentro
da pedra notava-se um nevoeiro negro…
Para averiguar a composição deste suposto mineral,
decidiu ir ao joalheiro da cidade, porque este, além
de joalheiro, também percebia de factos
estranhos…
Joel perguntou:
-Desculpe, o senhor sabe que tipo de pedra é esta?
E o senhor, já com um olhar duvidoso:
-Miúdo, onde arranjaste esta pedra?
-Encontrei-a no chão!
- Olha, como te chamas?
- Joel!
- Rapaz, eu sei o que isso é. Essas pedras estão extintas há muito tempo! Foi há
muito, muito tempo que aconteceu o período conhecido pelo nome “Idade da Pedra”,
como sabes…Mas nem todas as histórias sobre esse período são completas. Nesse
período, houve um rei que se chamava Notch e que era amável para o povo. Um dia,
decidiu ir a uma mina muito preciosa que pertencia ao seu reino e era uma das caves
mais maravilhosas do mundo! Mas nem toda a cave era maravilhosa…O rei decidiu ir
em frente e em frente e em frente…Até que chegou ao fim. Era uma parede azul e
negra como a tua pedra e tinha no centro uma esfera gigante, tão brilhante! O rei
Notch foi-se aproximando e aproximando até que foi sugado pela esfera…
- E não se soube mais nada Joel…Eu penso que essa pedra faz parte da esfera que
se partiu devido a um terramoto que fez com que a espécie humana evoluísse.
- Senhor, podia deixar esta pedra consigo?
- Claro! Vou ver o que posso investigar nesta pedra.
Dias depois, Joel foi ao joalheiro ver como estava o caso da pedra, mas não se
sabia nada dele… A pedra estava no escritório dele mas ele não estava lá! Será que
tinha sido sugado pela por esse mineral estranho, como o Rei Notch?
O Joel desatou a correr até á próxima pessoa que conhecia. Era o inspector
Berney, que tinha um bigode
todo arranjadinho e era uma
pessoa muito discreta.
- Senhor inspector, podia
dizer-me onde está o
joalheiro?
- Eu não! Porquê?
- É que ontem ele estava
a investigar uma pedra que
eu lhe dei. E no outro dia ele
desapareceu…
- Dá cá essa pedra que eu
guardo-a no meu gabinete!
- Ok! Tome.
Dias depois, Joel foi
ao gabinete do inspector
mas ele, tal como o
joalheiro, tinha desaparecido! Sentiu-se confuso. Decidiu guardar a pedra na sua casa
antes que desaparecesse alguém de novo…
Mas dias depois… a família toda dele tinha desaparecido!
Irritado com a pedra partiu-a ao meio! O nevoeiro vindo do coração dela
começou a ficar cada vez maior até abrir-se num portal, e sugou-o também!
Quando acordou, encontrou uma terra negra cheia de demónios. Dois
pegaram nele e levaram-no até à matança. Ele gritava e gritava, chorava e chorava até
que encontrou uma faca vermelha cheia de sangue no chão. Pegou nela e degolou os
dois demónios que o estavam a agarrar.
Correu até escapar de todas aquelas criaturas do mal. Chegou a uma floresta, e
encontrou uma cave…Entrou e, lá ao fundo, havia uma esfera tão brilhante! Era uma
parede azul e negra e no centro havia uma esfera gigante! Mas esperem…Esta parede
não era igual àquela que o joalheiro relatara? E que o rei Notch vira? Joel decidiu
entrar na esfera.
Para espanto seu, encontrou um templo e duas estátuas à sua porta. Uma era
um homem e outra era um demónio. Dizia escrito no demónio: “O lado mau” e no
homem dizia escrito “O lado misterioso”. Joel decidiu entrar no templo e lá estava ele!
Um homem de barbas até aos pés, e um cabelo com umas dez tranças. Era o rei Notch,
mas ao lado dele havia um demónio que do nada até falava com o rei e pareciam ser
amigos. Era o mesmo demónio que Joel tinha visto na sala e tinha entrado na chaminé.
O rei Notch falou:
- Oi Joel!
E Joel, surpreendido, respondeu:
- Como sabes o meu nome?
- Eu sou a pedra que tu tinhas no bolso. Eu, no mundo real, sou uma pedra. Mas no
mundo dos demónios sou um humano. E este demónio que estás a ver tem a forma de
um demónio no mundo real, porque são seres puros e maus. Mas este é meu amigo.
- Ah ok! Então já que ele não é mau, porque é que os dois demónios que me
agarravam iam levar-me para a matança?
- Esses demónios chamamos-lhes os Sugadores da Vida, eles entram nas pedras de
pessoas e sugam-nas para o mundo deles até os matarem!
- Mas então já que a minha
família, o joalheiro e o inspector
foram sugados quer dizer que eles
estão já mortos?
-Não, nada disso. Os Sugadores
da Vida primeiro tiram-lhes o
cabelo e dão-lhes chicotadas!
- Então temos que ir rápido!
-Vamos!
E o demónio respondeu:
- ojdosdwtfaASsjfanujan
O rei traduziu:
- Ele disse apenas: Vamos!
E então os três foram ao
reino deles. Era sangue por todo o
lado.
Notch já tinha experiência,
matava-os só com um único golpe
na garganta. Mas o demónio, como
sempre, foi por baixo da terra
como um fantasma. Ao Joel, foi-lhe dado um punhal, que o protegia de tudo.
Quando chegaram ao castelo da Matança decidiram abrir o portão. Estavam lá
todas as pessoas que tinham desaparecido na pedra! O rei Notch disse, então, que as
correntes onde eles estavam presos eram tão fortes que nem um dragão as partia.
Então, Joel apenas com uma mão partiu as correntes! Um dragão gigante saiu de fora
do portão do castelo e levou-os para fora de deste reino sinistro.
Quando foi a hora de Joel despedir-se do rei e do demónio bom, o rei e o
demónio decidiram criar uma pedra para proteger a família e todos os habitantes
daquela terra…E desde que Joel faleceu, todos os habitantes da terra declararam-no
desde sempre um herói.
Até hoje, conta a lenda que quem ousar dizer o nome de Joel três vezes ao espelho
será amaldiçoado para o resto da sua vida.

Conto realizado por:


João Janeiro
Diogo Brito
Luís Soares

Imagens retiradas de:


http://www.insectnation.org/projects/nightclimbing/camnightclimbing/html/camnight
climbing.html
http://www.jeaniechadwick.com/

http://maxmagnusnorman.com/english/konst73.shtml
A máscara
Esta história começa numa noite de tempestade, numa sala de cinema, de uma
pequena cidade, irá estrear um filme de um
realizador famoso. Na estreia, estão lá o
realizador e os quatro actores principais do filme:
o kevin, o Marc, a Fiona e a Joyce.
Antes de começar o filme, Marc foi a casa
de banho. A caminho, foi atraído por uma luz
muito forte e seguiu-a. A luz levou-o direitinho à
sala de projecção. Lá estava uma máscara
medonha que brilhava bastante! Marc, cheio de
curiosidade, aproximou-se dela e colocou-a. Mas,
de repente, ele sentiu uma sensação esquisita,
como se lhe estivesse a faltar-lhe o ar. Assustado,
tirou imediatamente a máscara e jogou-a para o
chão. Então, não é que a máscara, como que por
magia, desaparece??
Marc ficou apavorado, e correu para junto
dos amigos. Ele não lhes contou nada sobre o
episódio, pois eles iriam pensar que ele estava
com alucinações devido ao excesso de trabalho
que tiveram com as gravações do filme. No
entanto, Joyce reparou que Marc estava muito
branco, ofegante e com ar de quem tivesse visto um fantasma.
Ela perguntou-lhe se estava tudo bem com ele, se ele estava a sentir-se mal.
Marc tenta acalmar-se e controlar os seus nervos. Ele tenta convencê-la que está tudo
bem, que só está um pouco ansioso com a recepção do público ao filme. Joyce diz-lhe
então que tudo vai correr bem e dá-lhe um abraço. Entretanto, eles foram convidados
juntamente com o realizador, a dirigirem-se para a sala de cinema, pois o filme ia
começar a ser projectado. Ao entrarem, foram aplaudidos pelos espectadores que lhes
fizeram uma pequena homenagem. Eles sentaram-se na primeira fila e em seguida o
filme começou.
A história falava de um grupo de quatro adolescentes que iam explorar uma
gruta secreta e, durante a sua aventura, encontraram uma máscara (exactamente
igualzinha à que o Marc experimentou!). Um deles experimentou-a… Marc sentiu-se
mal, ao sentir a familiaridade da
história, e disse a Joyce que iria a
casa de banho. Lá, ele começou a
sentir-se muitíssimo mal. Ele
tremia, o cabelo começava a cair,
as unhas cresciam
inexplicavelmente. Nas suas
costas, formava-se uma
corcunda. Os seus olhos
sobressaíam e ficam vermelhos.
Rosnava e saía um líquido
asqueroso da sua boca. Levantou
a cabeça, olhou-se no espelho e
viu um mostro. Marc já não tinha
nenhuns traços humanos.
Furioso, partiu o espelho,
e dirigiu-se para a sala de cinema
no intuito de matar. Pois ele só
pensava em derramar sangue!
Entrou sorrateiramente na sala e
começou a fazer desaparecer
pessoas, uma a uma.
Entretanto no ecrã, o adolescente que experimentou a máscara, agora
transformado num demónio, perseguia os humanos para os matar.
Mas Kevin, o amigo de Marc, de repente, sentiu um frio nas costelas, como se
algo de muito estranho se estivesse a passar. Mas ele pensou que isso fosse efeito das
cenas chocantes que estavam a passar no ecrã e continuou a assistir ao filme. Joyce
também estava preocupara com o Marc, pois ele ainda não tinha voltado da casa de
banho. Estava decidida a ir levantar-se para ir ver o que se passava com o Marc, quando
ligaram as luzes, pois tinha chegado a hora do intervalo. Ela olhou à sua volta e ficou
petrificada de horror: havia pessoas penduradas no telhado pelos pés, outras sem cabeça,
outras esventradas. Todos estes corpos estavam ensanguentados.
Fiona olhou para Joyce, levantou-se e olhou para a direcção em que ela estava a
olhar e, ao ver esse espectáculo macabro, gritou tanto, que os espectadores viraram-se
todos, e apavorados com o que viam, gritaram e precipitaram-se para as portas de
emergência para saírem dali. As portas estavam trancadas. As pessoas gritavam,
choravam, fugiam de um lado para o outro, elas andavam desnorteadas com a situação.
Foi no meio daquela confusão toda que o Kevin se apercebeu que Marc e o
realizador não se encontravam na sala. Joyce que já se tinha recomposto, contou então
que o Marc tinha saído no meio do filme para ir à casa-de- banho pois estava a sentir-se
mal e ainda não tinha voltado. Fiona indicou, ao Kevin e a Joyce, uma porta que se
encontrava junto ao palco e que parecia estar aberta. Eles decidiram tentar sair por
aquela porta. Os três amigos desceram uma enorme escadaria e foram dar com uma
enorme sala. Aí, para grande surpresa deles, encontraram o Marc estendido no chão,
cheio de sangue e com o corpo todo arranhado.
Marc, olhou para os
amigos e pediu-lhes ajuda.
Kevin e os outros olhavam
para ele com um ar
desconfiado. Marc, lavado
em lágrimas, explicou-lhes
que, antes do filme
começar, tinha sido atraído
à sala de retro projecção
por uma luz intensa e lá
encontrou uma máscara e
experimentou-a. O que ele
não sabia é que o realizador
tinha lá colocado um soro
que tinha o poder de
transformar aquele que a
experimentasse num mostro
sanguinário, por uma hora.
Foi isso que aconteceu ele.
Marc transformou-se num demónio e matou aquelas pessoas inocentes.
Depois de uma hora, deixou de fazer efeito e ele desmaiou. Quando acordou,
tinha voltado ao normal e estava nesta cave. À sua frente estava o realizador vestido de
preto com a cara muito branca, deslavada de expressões. Ele queria injectar mais soro
no Marc para ele continuar a matar pessoas, mas Marc não queria e lutou contra ele. O
realizador fez-lhe então estes arranhões e disse que voltava mais tarde para acabar com
ele. Ele injectou-se a si próprio. Kevin perguntou então ao Marc se havia alguma forma
de derrotar o realizador. Só havia uma maneira: era matá-lo. Afinal, o que se estava a
passar na sala de cinema era exactamente o guião do filme. Kevin lembrou-se que na
trama do filme, ele tinha de matar o amigo possuído pela máscara com um machado na
cabeça. Marc explicou-lhe ainda que, ao matar o realizador, todas as pessoas que ele
tinha matado ressuscitariam, pois o realizador tinha as almas de todos elas com ele.
Kevin e os amigos procuraram na sala da cave um machado. A sala era uma arrecadação
para fatos e acessórios de teatro. Após uma longa busca, eles encontraram, por fim, o
que queriam.
Subiram a escadaria e voltaram para a sala de cinema. O realizador tinha quase
morta a plateia toda. Só sobrava um espectador. kevin cheio de coragem, começou a
insultá-lo, dizendo que ele só atacava os mais fracos, que o filme dele era um fiasco,
etc…
O realizador ,enraivecido, dirigiu-se na sua direcção e o Kevin tirou então o
machado que tinha escondido atrás das costas, atirou-lhe então o machado e acertou-lhe
mesmo no meio da cabeça. O realizador caiu no chão que nem uma pedra. Foi então que
começou a sair dele um fumo preto, que se dirigia em direcção dos corpos das pessoas
mortas. Os que estavam decapitados voltaram a ter as cabeças, os que estavam
desventrados voltaram ao normal. As pessoas voltaram a estar vivas e sentadas nos seus
lugares. O corpo do realizador tinha desaparecido, evaporado no espaço. As pessoas não
se lembravam de nada e preparavam-se para assistir à segunda parte do filme,
tranquilamente.
Kevin e os amigos não percebiam o que se passava mas estavam felizes por
tudo ter acabado bem. Mas será que acabou tudo bem! Kevin, Marc, Fiona e Joyce
continuavam a sentir calafrios!...
Jessica Agostinho
Diogo Infante
Amélia Alves

Imagens retiradas de:


http://www.1st-art-gallery.com/Emil-Nolde/Still-Life-With-Masks.html
http://fineartamerica.com/featured/1-puertorico-masks-michelina-croteau.html
As vidas secretas dos Fantasmas
Um senhor de idade de barba branca, de boné
preto, levou-se pelo entusiasmo, e entrou dentro de
uma casa em ruínas que, há tempos atrás, tinha sido
um cemitério. Esse estranho sítio tinha a fama de ser
a casa dos fantasmas.
O senhor entrou pela porta de trás. Era uma
porta velha, a fechadura parecia meio forçada, já
muito ferrugenta. Quando entrou e pôs os dois pés
dentro da casa, a porta fechou-se e trancou-se. Ainda
tentou abri-la mas não conseguiu. Já estava quase no
fim da tarde, mas a luz do sol ainda reflectia na casa,
mas o seu entusiasmo era tanto que mesmo assim
ainda foi bisbilhotar todos os cantos que a mansão
tinha. Também, que mais poderia ele fazer?
Primeiro, entrou numa sala meio vazia, uma
espécie de biblioteca, onde havia vários livros cheios
de pó, mas em todos esses apenas um se sobressaía.
O senhor ficou um pouco curioso ao ver tal coisa, e
decidiu ir ver o que se tratava. Quando se aproximou,
notou que os livros tinham manchas. Parecia que
alguém lhes tinha tocado há pouco tempo, e ficou
meio desconfiado. Pegou em alguns e sentou-se
numa cadeira cheia de teias e pó, e começou a ler um
pouco desses livros misteriosos. Todos eles,
curiosamente, tinham a palavra “Diário” e por baixo
um conjunto de letras que faziam entender que era
um código.
Quando começou a desfolhar a páginas já velhas e ásperas começou a ver que se
tratava de um diário de alguém com uma vida diferente, mas não entendeu que poderia
ser. Nesse livro já bastante velho dizia:
“ Sou alguém que ninguém sabe, posso ver e ninguém me vê, sou transparente como a
água. Cresço e sou o mesmo, caio e não me aleijo, amo e ninguém sabe, toco e ninguém
sente, só queria que ela notasse que eu lhe mereço, e o sentimento é como outro
qualquer”.
Noutro livro estava:
“Já não vou mais desesperar, vou
seguir e nunca acabar, vou lutar e
vencer, vou matar e sobreviver,
vou ser mau e ninguém ficará a
saber...
Ao acabar de ler este livro
fechou-o repentinamente e pousou-
o com força na mesa, e fez um
barulho tão grande que fez um eco
enorme à volta da sala. Quando a
porta abriu ouviu-se um som, uma
voz. Foi como se a porta abrisse
para o som entrar.
E decidiu ir escrevendo pequenas mensagens pelo seu caminho, porque já se
estava a tornar muito perigoso.
Ele tentou seguir esse som, e ao seguir esse som entrou em várias salas da casa.
Entrou numa muito espaçosa, que parecia ser a sala de jantar o candeeiro era enorme e
abanava. Parecia que o vento era um convidado mas, muito pelo contrário, a sala não
tinha vento nenhum.
Quando saiu, escreveu uma mensagem:
“Por uma sala de refeições passei, com medo fiquei, e à direita virei”.
De seguida, virou à direita e entrou para uma sala que parecia ser um quarto de
uma princesa diferente pois as roupas tinham outra forma, as escovas e os perfumes
eram muito diferentes, a roupa era salpicada de sangue e havia vários perfumes. Uns
diziam, “aroma de sangue seco” e outro dizia “aroma de mistura de cabelo de lagarto
com sangue”.
E quando saiu, decidiu escrever outra mensagem:
“ Pelo quarto da donzela eu vim, e de sangue ela estava vestida, por isso o caminho
direito segui”.
De seguida, passou pela sala de feitiços. A sala era muito misteriosa. Nela, havia
um armário cheio de poções transparentes. Havia uma que dizia “A poção da morte” e
outra poção que dizia “A poção da vida”, havia muitas mais, umas que diziam “Poção
misteriosa do sangue,” outra que dizia “Poção do amor sangrento”, entre outros.
E ao sair dessa sala, escreveu uma mensagem:
“Nesta sala encontrei uma poção de morrer, de seguida avistei a poção de sobreviver”.
O homem continua a percorrer todas as salas, a ver se conseguia encontrar o sítio
de onde o som misterioso tinha vindo.
Ele continuou, até
que chegou a um quarto.
Em cima da cama estava
uma manta, e em cima da
manta estava um livro
que dizia “O meu último
diário”, que dizia “Não
entres pela porta da
direita, se não a morte
virá, o sangue subirá, e
todo o mundo te
esquecerá, na memória
dos sentimentos secretos
dos fantasmas ficarás”.
O homem não
reparou e entrou para a
sala da direita. Era escura
e os móveis eram todos
vermelhos. Nesse lugar,
estava um piano, que
começou a soar entre as paredes da sala avermelhada, e uma voz que vinha de uma
cadeira almofadada, dizia:
“Disse para não seguires, se não o sofrimento virá, a tua voz fraca ficará, e o
amor que tens desaparecerá, a morte suspirará, ficarás nesta casa até o teu fantasma
matar.”
Aí, o homem reparou que todos os diários que tinha lido tinham sido da “pessoa”
por detrás daquela voz ameaçadora e perturbante.
Foi então que essa voz, mandou um frasco de poção que dizia “poção da morte”
para as mãos do senhor. Caiu cheio de sangue no chão, e o seu fantasma nasceu da sua
morte.
Agora, o seu fantasma tinha uma missão tinha que destruir a voz ameaçadora,
para poder fazer o homem renascer. O problema é que o fantasma do homem não sabia
o que fazer, nem como fazer o homem sobreviver.
Quase por instinto, prendeu a voz misteriosa ao sofá almofadado, e seguiu os
corredores da casa dos fantasmas. Encontrou, então, uma sala parecida com uma
biblioteca e viu três livros em cima da mesa. Reparou que as dedadas que o livro tinha
eram dedadas de um ser humano, então foi seguindo os corredores e foi encontrando as
mensagens que o homem ia deixando ao longo do percurso que ia fazendo.
Quando chegou à sala de poções, encontrou duas numa mesa, como se
estivessem já à espera dele. Uma dizia “Poção da morte” e outra dizia “Poção da vida”,
então pensou logo que essa última podia salvar a vida do homem.
Leu com muita atenção o que estava escrito na poção, que dizia:
- A quem mandares esta poção sobreviverá, e quem o tiver matado, ficará morto
para todo o sempre. Mas Atenção!: Para fazeres sobreviver, um poema vais ter que
pensar e ditar.”
Então ele pegou na poção mágica levou-a para a sala onde tinha deixado a voz
misteriosa presa, e o homem caído no chão e disse:
“A verdadeira alma sobreviverá, a falsa e amarga pessoa desaparecerá, o
sentimento nunca desaparecerá, mas a vida renascerá.” Deitou, então, a poção à volta do
homem caído no chão, e, de repente, as teclas do piano começaram a tocar sozinhas,
devagar, devagar, e depois começaram lentamente a ficar ferozes, muito ferozes, e no
fim, um som de alegria, e a poção levou o homem para ao pé da porta. Este, quando
colocou um dos seus pés dentro daquela imensa casa misteriosa, a porta ganhou vida e
fechou-se como se o proibisse de lá entrar, enquanto a voz misteriosa morria aos
poucos.

Clara Rações Nº2 8ºB

Imagens retiradas de:


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