Você está na página 1de 11

Módulo 2: Conteúdo programático – Lei de Stevin

Bibliografia: Bunetti, F. Mecânica dos Fluidos , São Paulo, Prentice Hall, 2007.

Estática dos Fluidos – Lei de Stevin

Em Estática dos Fluidos, analisaremos o comportamento dos fluidos quando estes estão em repouso absoluto, isto é, a velocidade de todas as suas partículas é zero e consequentemente a força de cisalhamento é nula, restando somente a análise das forças de pressão que é sempre aplicada perpendicularmente e contra cada ponto da superfície.

Toda a análise está fundamentada em duas leis básicas chamadas de LEI DE PASCAL( analisada no módulo 1) e LEI DE STEVIN.

Módulo 2: Conteúdo programático – Lei de Stevin Bibliografia: Bunetti, F. Mecânica dos Fluidos , São

Para o fluido estar em equilíbrio estático, cada partícula do mesmo também deve estar em equilíbrio. Consideramos a figura abaixo, que está representando uma partícula de fluido em repouso.

dm = ⇒ dm = d ⇒ dm = dxdydz d
dm
=
dm
=
d
dm
=
dxdydz
d

Onde os termos abaixo recebem os seguintes nomes:

d G = peso elementar da partícula de fluido

P

X

X

=

Taxa de variação da pressão segundo a direção “x” por unidade de comprimento.

P Y

Y

=

Taxa de variação da pressão segundo a direção “y” por unidade de comprimento.

P Z

Z

=

Taxa de variação da pressão segundo a direção “z” por unidade de comprimento.

Como estamos analisando a estática dos fluidos, vamos impor a cada direção a condição de repouso, ou seja, a resultante das forças em cada direção deve ser nula.

dfx = 0

e

dfy = 0

 

+

P

X

d

Y

d

Z

P

X

d

Y

P

X

X

d

X

d

Y

d

Z

= 0

e

dfz = 0

Na direção de “x” escrevemos:

d

Z

+

P

X

X

d

X

d

Y

Resolvendo esta equação temos como resultado:

d

Z

=0

Mas d X d Y d Z = d , é o volume da partícula de fluido, que evidentemente não é zero.

Logo,

∂ P X = 0 ∂ X
∂ P
X
= 0
X

ou seja, a taxa de variação da pressão em “x” é nula, o que significa P X = cte. (1ª conclusão)

Na direção de” z “escrevemos:

+

P

Z

d

X

d

Y

P

Z

d

X

d

Y

+

P

Z

Z

d

Z

d

X

d

Y

= 0

Resolvendo esta equação temos como resultado:

P

Z

Z

d

Z

d

X

d

Y

= 0

Mas d X d Y d Z =d é o volume da partícula de fluido, que evidentemente não é zero. Logo,

  • Z

P

Z

= 0

ou seja, a taxa de variação da pressão em “z” é nula, o que significa P Z = cte. (2ª conclusão)

Unindo estas duas conclusões, vemos que os eixos “x e z” formam um plano horizontal e que a pressão ao longo destes não varia, logo podemos concluir que a pressão ao longo de um plano horizontal é constante, num fluido em repouso.

Como estamos analisando a estática dos fluidos, vamos impor a cada direção a condição de repouso,

Na direção do eixo “y” temos:

+

P

Y

d

X

d

Z

+

gd

X

d

Y

d

Z

P Y
P
Y

d

X

d

Z

+

P

Y

Y

d

Y

d

X

d

Z

= 0

Resolvendo esta equação temos como resultado:

-

P

Y

Y

d

Y

d

X

d

Z

+

gd

Z

d

X

d

Y

= 0

Mas d X d Y d Z = d é o volume da partícula de fluido, que evidentemente não é zero. Logo,

∂ P Y = g ∂ Y
∂ P
Y
=
g
Y

ou seja, a taxa de variação da pressão em “ y ” não é nula, o que significa que a pressão varia ao longo de “ y ”. Mas se o interesse for analisar não a taxa, mas sim a variação ao longo de um comprimento finito, basta integrar a equação. Logo:

∫ ∂P Y
∂P
Y

Y

=

∫

g

Neste ponto faremos duas perguntas:

  • 1. A massa específica do fluido é constante com “y” ?

  • 2. E a aceleração da gravidade?

Hipótese: Fluido incompressível (

= constante; g = constante).

Bem como sabemos, a aceleração da gravidade só varia significativamente com “y” se a variação em “y” for muito grande, o que normalmente não acontece nos problemas de engenharia. Quanto à massa específica, se tivermos avaliando um fluido incompressível, podemos com certeza afirmar que é constante. Logo:

P = . g y . + C Y
P
=
.
g y
.
+
C
Y

onde C é a constante de integração.

Conclusão: A equação acima permite o cálculo da pressão em qualquer ponto de um

fluido incompressível em repouso.

1º EXERCÍCIO RESOLVIDO

1-) Exercício: No interior do tanque esquematizado há água, cujo peso específico é 10KN/m 3 . Determinar a diferença de pressão entre o ponto 1 e 2 que estão distantes verticalmente 1m.

1º EXERCÍCIO RESOLVIDO 1-) Exercício: No interior do tanque esquematizado há água, cujo peso específico é
1º EXERCÍCIO RESOLVIDO 1-) Exercício: No interior do tanque esquematizado há água, cujo peso específico é

Solução: Devemos aplicar a lei de Stevin :

P = gh + P

0

 

Lembre-se que :

Para o ponto 1:

Para o ponto 2:

Logo: P

2

P

1

= g

P = gh

1

1

P

2

=

= gh g(h

2

+ P

0

2

+ P

h )

1

0

=

10000*1

=

10000Pa

=

10kPa

2º EXERCÍCIO RESOLVIDO

2-) Exercício: No esquema abaixo, temos um reservatório fechado, cuja pressão P 0 = 100000N/m 2 . Sabendo que o fluido água apresenta massa específica de 1000 kg/m 3 , determinar:

A-) A diferença de pressão entre os pontos 1 e 2 que estão distantes verticalmente de 1m. B-) A pressão P 1 . C-) A pressão P 2

2º EXERCÍCIO RESOLVIDO 2-) Exercício: No esquema abaixo, temos um reservatório fechado, cuja pressão P =

Solução:

Item a: Devemos aplicar a lei de Stevin :

Para o ponto 1:

P = gh

1

1

+ P

0

Para o ponto 2:

P

2

P

2

P

1

=

g(h

2

= gh h )

2

1

+ P

0

=

10000*1

=

Item b: Devemos aplicar a lei de Stevin :

Para o ponto 1:

P = gh

1

1

+ P

0

Logo: P

1 =

1000*10*0,5

+

100000

Para o ponto 2:

P

2

= gh

2

+ P

Logo: P

2 =

1000*10*1,5

+

0

100000

P = gh + P

0

 

10000Pa

=

10kPa

P = gh + P

0

=

105000Pa

=

105kPa

=

115000Pa

=

115kPa

1º EXERCÍCIO A SER RESOLVIDO PELO ALUNO

O esquema abaixo está em repouso. Determinar a altura h. Dados: A 1 = 0,1m 2 , A 2 = 1,0m 2 , A 3 = 0,5m 2 ,

A 4 = 0,2m 2 , F 1 = 100N,

P atm = 0, P 4 = 8000N/m 2 , H2O = 1000 kg/m 3 , g = 10 m/s 2

1º EXERCÍCIO A SER RESOLVIDO PELO ALUNO O esquema abaixo está em repouso. Determinar a altura

2º EXERCÍCIO A SER RESOLVIDO PELO ALUNO

O sistema esquematizado está em repouso, na horizontal; podem-se desprezar os atritos. Determinar o valor de P 4.

Dados: A 1 = 20cm 2 , A 2 = 5cm 2 , A 3 = 50cm 2 , A 4 = 30cm 2 , P 1 = 20 N/cm 2 P atm = 0, F = 1500N, K mola = 160N/cm, mola distendida de 2 cm.

2º EXERCÍCIO A SER RESOLVIDO PELO ALUNO O sistema esquematizado está em repouso, na horizontal; podem-se

3º EXERCÍCIO A SER RESOLVIDO PELO ALUNO

O esquema abaixo está em repouso. Determinar a altura h.

Dados: A 1 = 0,1m 2 , A 2 = 1,0m 2 , A 3 = 0,5m 2 , A 4 = 0,2m 2 , F 1 = 1000N, g= 10 m/s 2

3º EXERCÍCIO A SER RESOLVIDO PELO ALUNO O esquema abaixo está em repouso. Determinar a altura

P atm = 0, H2O = 1000 kg/m 3 ,

4º EXERCÍCIO A SER RESOLVIDO PELO ALUNO

O esquema abaixo está em repouso. Determinar a altura h.

Dados: A 1 = 0,1m 2 , A 2 = 1,0m 2 , A 3 = 0,5m 2 , A 4 = 0,2m 2 , F 1 = 1000N, H2O = 1000 kg/m 3 , g = 10 m/s 2

P atm = 0, P 4 = 15000N/m 2 ,

4º EXERCÍCIO A SER RESOLVIDO PELO ALUNO O esquema abaixo está em repouso. Determinar a altura
4º EXERCÍCIO A SER RESOLVIDO PELO ALUNO O esquema abaixo está em repouso. Determinar a altura
4º EXERCÍCIO A SER RESOLVIDO PELO ALUNO O esquema abaixo está em repouso. Determinar a altura

5º EXERCÍCIO A SER RESOLVIDO PELO ALUNO

O sistema esquematizado está em repouso, na horizontal; podem-se desprezar os atritos. Determinar o valor de P 4.

Dados: A 1 = 20cm 2 , A 2 = 5cm 2 , A 3 = 50cm 2 , A 4 = 30cm 2 , P 1 = 20 N/cm 2 P atm = 0, F = 1500N, K mola = 160N/cm, mola distendida de 2 cm.

5º EXERCÍCIO A SER RESOLVIDO PELO ALUNO O sistema esquematizado está em repouso, na horizontal; podem-se

6º EXERCÍCIO A SER RESOLVIDO PELO ALUNO

Estando o sistema em equilíbrio. Determinar se a mola está tracionada ou comprimida e sua deformação. Podem-se desprezar os atritos e considerar o ar como fluido incompressível.

Dados: D 1 = 4 cm, D pistão = 5 cm, a = 40 cm, l = 160 cm, c = 150 cm, P atm = 0. G pistão = 5,6 kgf, K mola = 275 N/m , Hg = 13600 kgf/m 3 , água = 1000 kgf/m 3.

6º EXERCÍCIO A SER RESOLVIDO PELO ALUNO Estando o sistema em equilíbrio. Determinar se a mola

Interesses relacionados