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PMT 2100 – 2009

ATIVIDADE PRÁTICA

ENSAIOS MECÂNICOS

ESCOLA POLITÉCNICA - USP

Grupo:

Anderson de Carvalho Nakanishi

Érico Veríssimo Hortolan

Franco Paes Leme


Franco

Lucas Gomes da Silva

Thiago Issaho Kagueiama


Ensaios Mecânicos

ÍNDICE

Experimento 1 – Alumínio 6135-T6


pág 3

- Objetivos
pág 3

- Dados Experimentais
pág 3

- Resultados
pág 4

- Comentários
pág 6

Experimento 2 – Polietileno
pág 7

- Objetivos
pág 7

- Dados Experimentais
pág 8

- Resultados
pág 8

- Comentários
pág 9

Experimento 3 – Materiais Cerâmicos


pág 10

- Objetivos
pág 10

- Dados Experimentais
pág 10

2
Ensaios Mecânicos

- Resultados
pág 11

- Comentários
pág 13

3
Ensaios Mecânicos

EXPERIMENTO 1
COMPORTAMENTO MECÂNICO DO ALUMÍNIO 6351-T6

OBJETIVO

O ensaio de tração tem por objetivo medir várias


propriedades mecânicas do material.
O corpo de prova é o alumínio 6135-T6, que possui as
seguintes medidas: comprimento útil 50mm e diâmetro 7mm.

As garras do equipamento
prenderam o corpo de prova por suas
extremidades. Durante o teste, o
corpo de prova sofreu uma elongação
a uma taxa constante de 5mm/min. A
máquina mediu a carga instantânea
aplicada e os alongamentos
resultantes.
Uma curva de tensão x
deformação foi construída a partir
desses resultados.

Com base no gráfico, podemos


determinar os seguintes parâmetros:

• módulo de elasticidade;
• limite de escoamento;
• limite de resistência;
• alongamento uniforme e
alongamento de fratura.

DADOS EXPERIMENTAIS

O experimento foi realizado


na máquina de ensaio Kratos
K10000,e os parâmetros empregados foram:

- Temperatura = ambiente;
- Material Ensaiado = Alumínio 6135 - T6;

- Velocidade de Ensaio [mm/min] = 5,00;


- Corpo de Prova = Cilindrico;
- Diâmetro [mm] = 7,000;
- Comprimento Útil [mm] = 50,000;

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Ensaios Mecânicos

- Área [m²] = 3,84834 E-05

Tensão de Engenharia = F/Ao (N/m²=MPa)


Deformação de Engenharia = Lo + L/Lo

RESULTADOS

Para traçar este gráfico, encontramos a tensão e a deformação


verdadeira:

- Deformação verdadeira:

εv = ln(li/lo)

Sendo:
li: o comprimento instantâneo
lo: o comprimento inicial

- Tensão verdadeira:

Como o v é constante:

Ai * li = Ao * lo  Ai = Ao * lo/li (1)

Como σv = F/Ai (2)

De (1) e (2)

σv = F * li/(Ao * lo)

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Ensaios Mecânicos

A tensão de engenharia é:
σv = F/Ao
A deformação de engenharia é:
εv = Δl/lo
Para determinar o limite de resistência, encontramos o máximo
da curva Tensão Real x Deformação Real. Esse ponto de máximo foi
estimado pelo gráfico.
Por definição, o alongamento uniforme é a deformação até este
ponto de máximo, e o alongamento de fratura é o alongamento
máximo do corpo de prova.

Limite de resistência (GPa): 0,369772


Ponto de máximo(GPa): 0,07481501267297594
Alongamento uniforme(GPa): 0,07481501267297594
Alongamento de fratura(GPa): 0,129272335704139

Para a construção deste gráfico, foi estimado até que ponto sua
linearidade era observada e traçado um gráfico de dispersão. A partir
deste, foi traçada uma reta de tendência linear para aproximação da
deformação elástica do corpo de prova. Com isso, o coeficiente
angular da reta é o modulo de elasticidade:

Módulo de Elasticidade = 63,033 GPa

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Ensaios Mecânicos

Neste gráfico, foi plotada uma reta de coeficiente angular igual ao


módulo de elasticidade, com intersecção no eixo X no ponto 0,002.
Estimamos o limite de escoamento como a intersecção da reta
plotada com o gráfico de Tensão Real x Deformação Real:

Limite de Escoamento (GPa): 0,32626167289947

COMENTÁRIOS
A execução desse experimento fez com que pudéssemos
presenciar na prática as propriedades mecânicas dos metais, bem
como aprender a organizar e elaborar gráficos e tabelas a partir de
dados obtidos durante o ensaio. A obtenção de tais curvas é de vital
importância para qualquer procedimento experimental, uma fez que
nos facilita a obtenção de certas grandezas.

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Ensaios Mecânicos

EXPERIMENTO 2
COMPORTAMENTO MECÂNICO DE POLIETILENO

OBJETIVO
Neste experimento será feita a análise do corpo de prova de
polietileno de nome “Azul”. Este polímero é um polietileno de baixa
densidade, fabricado utilizando-se a resina “Rigidex PC002-50R968”,
do fabricante Solvay Indupa do Brasil AS.
As dimensões do corpo de prova seguem na tabela abaixo:

W – Largura da seção estreita 6 mm


WO – Largura total 19 mm
L – Comprimento da seção 33 mm
estreita
LO – Comprimento total 115 mm

A partir
do ensaio
realizado, pode-se determiner propriedades de tensão do polímero,
dentro de condições pré-determinadas de tratamento, temperatura,
umidade e velocidade da máquina de teste.
De acordo com as normas ASTM, existem especificações que
devem ser tomadas como precaução, a fim de evitar alterações
significativas nos resultados, tais como:
- as amostras devem ter a mesma grossura;
- cuidados com o controle da velocidade e do meio onde ocorre o
teste;
- as amostras devem ser preparadas exatamente da mesma maneira;
- os valores dos testes não devem ser considerados em aplicações de
longa duração ou de condições ambientais mais adversas, devido à
sensibilidade dos polímeros nessas condições.
O corpo de prova foi preso às garras da máquina, sendo puxado
a uma taxa de XX mm/min. A máquina mede a carga instantânea
aplicada e os alongamentos resultantes.
Baseando-se nos resultados obtidos, pode-se traçar um gráfico
tensão x deformação, e a partir deste, obter o módulo de
elasticidade, o limite de escoamento, o limite de resistência e o
alongamento uniforme e de fratura.
A partir das curvas tensão-deformação, podemos calcular o
módulo de elasticidade, com base em sua definição, utilizando-se de
uma reta tangente à região linear, que usualmente aparecem em
polímeros à baixas tensões, muito embora o verdadeiro limite de
elasticidade dos polímeros tenha caráter discutível, sendo, portanto,
questionável o conceito de “módulo de elasticidade” para eles.

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Ensaios Mecânicos

DADOS EXPERIMENTAIS

Esse experimento foi realizado na máquina de ensaio Kratos


K10000,e os parâmetros empregados foram os seguintes:
- Temperatura: ambiente;
- Material Ensaiado: Polietileno Azul;
- Velocidade de Ensaio [mm/min]: 50,00;
- Diâmetro [mm]: 6,00;
- Comprimento Útil [mm]: 33,00;
- 1Kgf = 9,8N
- Ao = 1,92x10^-5 m²

Tensão de Engenharia = F/Ao (N/m² = MPa)


Deformação de Engenharia = Lo + L/Lo

RESULTADOS

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Ensaios Mecânicos

LE(MPa): 17,40520833 Nos polímeros, o limite de escoamento é o ponto


de máxima tensão.
Tensão de
Ruptura(MPa) 12,19896
:
8214,3916899 Valor obtido através de uma função que melhor
Módulo de
4333 aproximava a faixa de deformação elástica do
Young(MPa):
polímero.
Alongamento
Total na 0,078061 De acordo com os dados fornecidos pelo
Ruptura(MPa) experimento.
:

COMENTÁRIOS
No início da curva, verificamos que de acordo com o gráfico, o
corpo de prova deforma elasticamente até atingir o limite de
escoamento. Após esse ponto, a deformação se torna plástica até o
ponto de máximo da curva, onde ocorre a ruptura das lamelas e a
formação do pescoço no corpo, chamada “estricção”, que gera uma
queda na força que mantém a taxa de alongamento uniforme. O novo
crescimento do gráfico deve-se às fibras das cadeias poliméricas, que
se alinham devido à deformação fazendo com que o material ganhe
mais resistência, e faz com que as cadeias da estricção alonguem-se
até a ruptura.

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Ensaios Mecânicos

EXPERIMENTO 3
COMPORTAMENTO MECÂNICO DE MATERIAIS
CERÂMICOS -ENSAIO DE FLEXÃO

OBJETIVOS

O objetivo é, através de testes específicos, comparar dois tipos


de cerâmicas. As mesmas diferem no processo de obtenção apenas
pelo acréscimo ou não de resíduos. Assim, compararemos as
características mecânicas através dos dados e gráficos obtidos.
Iremos também aplicar a teoria probabilística de Weibull.
As cerâmicas consistem em compostos formados por elementos
metálicos e não metálicos. As cerâmicas que serão analisadas, as
tradicionais, têm como matéria prima a argila. Um determinado
resíduo é gerado através de um processo de tratamento de água e
consiste em uma fração inorgânica (essencialmente silicatos) e uma
fração orgânica. Foram produzidos corpos de prova para observação
de propriedades mecânicas com a incorporação de 10% (em base
mássica) desse resíduo. Os corpos foram divididos em duas séries,
uma sem acréscimo de resíduos à argila e outra com acréscimo de
10% de resíduos; ambas as séries obtidas a partir de corpos de prova
conformados por prensagem e calcinados em atmosfera oxidante (ar)
a 950ºC.
Serão traçados os gráficos de probabilidade acumulativa de
falha para as duas séries de corpos de prova, determinados os
valores do módulo de Weibull para as duas séries, o valor das tensões
característica para cada uma das séries das amostras e construídas
as tabelas com os valores de resistência à flexão para cada um dos
corpos de prova, para uma análise ampla e completa.

DADOS EXPERIMENTAIS
Neste experimento é empregado um ensaio de flexão
transversal, no qual um corpo de prova na forma de uma barra, com
seção reta retangular, é flexionado até a sua fratura, utilizando uma
técnica de carregamento em três pontos. No ponto de carregamento,
a superfície superior do corpo de prova é comprimida, enquanto a
inferior é tracionada. A tensão é calculada com base na espessura do
corpo de prova, no momento flexor e no momento de inércia da
secção reta. Esses parâmetros estão destacados na figura:

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Ensaios Mecânicos

Temperatura: ambiente;
Material Ensaiado: cerâmica com e sem adição de 10% do resíduo;
Corpos de prova: conformados por prensagem e calcinados em
atmosfera oxidante (ar) a 950ºC.

Resultados

1) Resultados de resistência à flexão

ENSAIO 1 – Sem Resíduo

O F(Vo) Ln(Ln(1/(1-F(Vo)))) Ln(O)


1 9,64091188 0,041667 -3,156849494 2,266015697
2 10,0539619 0,083333 -2,441716399 2,307966776
3 10,497416 0,125 -2,013418678 2,351129134
4 11,7832259 0,166667 -1,701983355 2,466676988
5 11,9759731 0,208333 -1,454081455 2,482902399
6 12,0171439 0,25 -1,245899324 2,486334292
7 12,1841513 0,291667 -1,064673327 2,500136035
8 12,8177689 0,333333 -0,902720456 2,550832407
9 15,4328337 0,375 -0,755014863 2,736497296
10 17,0916484 0,416667 -0,6180462 2,838589944
11 20,1244182 0,458333 -0,489219929 3,001933912
12 20,5052824 0,5 -0,366512921 3,020682531
13 20,9845585 0,541667 -0,248258101 3,043786857
14 21,9107066 0,583333 -0,132995836 3,086975403
15 22,5710293 0,625 -0,019356889 3,116667194
16 22,8939055 0,666667 0,094047828 3,130870738
17 22,9147992 0,708333 0,208755483 3,131782956
18 24,9462201 0,75 0,32663426 3,21672231

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Ensaios Mecânicos

19 25,984503 0,791667 0,45019365 3,257500323


20 26,1134649 0,833333 0,583198081 3,262451078
21 28,5288406 0,875 0,732099368 3,350915526
22 28,55552 0,916667 0,910235093 3,351850262
23 33,8177381 0,958333 1,156269006 3,52098546

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Ensaios Mecânicos

ENSAIO 2 – Com Resíduo

O F(Vo) Ln(Ln(1/(1-F(Vo)))) Ln(O)


1 9,51372097 0,038462 -3,238550275 2,252735069
2 9,93038524 0,076923 -2,525194941 2,295599273
3 10,0334871 0,115385 -2,098809315 2,305928206
4 10,4414073 0,153846 -1,789437659 2,345779373
5 10,5415947 0,192308 -1,543771433 2,35532883
6 11,4839766 0,230769 -1,338021418 2,440952728
7 11,5055894 0,269231 -1,159453465 2,442832952
8 12,1432805 0,307692 -1,000420501 2,496775976
9 12,1563797 0,346154 -0,855940986 2,497854108
10 12,2889908 0,384615 -0,722559893 2,508703805
11 12,366199 0,423077 -0,597752755 2,51496686
12 12,6203564 0,461538 -0,479586667 2,535311096
13 12,7837893 0,5 -0,366512921 2,548177911
14 12,912749 0,538462 -0,25723061 2,558215118
15 13,7254372 0,576923 -0,150588888 2,619250845
16 14,3923477 0,615385 -0,045508537 2,666696658
17 15,5112685 0,653846 0,059091174 2,741566757
18 16,0014296 0,692308 0,164373955 2,772678066
19 16,1485155 0,730769 0,271694745 2,781828125
20 16,5590859 0,769231 0,382767501 2,806934946
21 17,902782 0,807692 0,499962003 2,884956119
22 18,6857677 0,846154 0,626901698 2,927762147
23 19,0844219 0,884615 0,76986942 2,948872398
24 20,6124283 0,923077 0,941938735 3,025894209
25 21,0967529 0,961538 1,181143141 3,049119136

Um gráfico em papel monolog foi utilizado para o cálculo da


probabilidade acumulativa de falha, com o ln(ln (1/(1-F(v))) no eixo y
e a tensão ,no eixo x, em escala logarítmica.
Temos que ln (ln (1/(1-F(v))) = m * (lnσ – lnσo), onde m é o modulo de
weibull.

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Ensaios Mecânicos

Ensaio 1 – Sem resíduo

Módulo de Weibull : 2,754 (coeficiente angular da reta)


Tensão característica : 21,806 (raiz da equação da reta)

Ensaio 2 – Com resíduo

Módulo de Weibull : 4,469 (coeficiente angular da reta)


Tensão característica: 15,361 (raiz da equação da reta)

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Ensaios Mecânicos

2- Algumas constatações
A cerâmica com o resíduo apresentou uma variação da tensão
de ruptura menor do que a cerâmica sem resíduo. Paralelamente, a
cerâmica com o resíduo (menor variabilidade) apresentou uma tensão
característica menor, portanto, o material que apresentou menor
variabilidade da tensão de ruptura não é o que apresenta maior
tensão característica. Como a tensão característica corresponde à
tensão na qual a probabilidade de falha é igual a 63%, o material sem
o resíduo é mais resistente que o material com o resíduo. Porém,
como o material com resíduo apresenta maior constante de Weibull,
esta cerâmica apresentará uma distribuição das trincas em seu
interior mais uniforme, logo, será mais constante e, como
conseqüência, mais confiável.

COMENTÁRIOS

Assistir ao experimento proporcionou-nos uma comprovação


empírica da teoria vista em sala de aula, o que é sempre importante
no processo de aprendizagem. Além disso, aprendemos a construir
gráficos a partir de dados experimentais e a extrair destes grandezas
indispensáveis para prever o comportamento de um material, suas
possíveis utilizações e restrições em seu uso, sua vida útil e intervalos
de manutenção.

Constituintes do Grupo
Nome Nº USP Assinatura
Anderson de Carvalho Nakanishi

Thiago Issaho Kagueiama

Érico Veríssimo Hortolan

Franco Paes Leme Franco

Lucas Gomes da Silva

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