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REFLEXÕES NA PRIMEIRA CARTA DE JOÃO (11)

CAPÍTULO 3.11-18

O AMOR DOS IRMÃOS

(v.11) - Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos
uns aos outros.

1. O amor é a expressão da comunhão, ou, a comunhão expressa que de fato há


amor entre os irmãos.
2. O que João quer deixar firmado nos corações e mentes dos crentes, é que a
mensagem que é desde o princípio, continua nova, não foi alterada, nada foi
modificado.
3. Se Jesus ensinou que devemos amar até os nossos inimigos (Mat 5.44),
quanto mais os nossos irmãos.

(v.12) - Não como Caim, que era do maligno, e matou a seu irmão. E por que causa
o matou? Porque as suas obras eram más e as de seu irmão justas.

1. Caim não nos serve como exemplo; a sua atitude demonstrou a quem ele
pertencia: era do maligno. Caim matou seu irmão Abel (fisicamente); alguns
crentes podem matar seu irmão espiritualmente através de falatórios,
mexericos, maledicência, fofocas e preferências.
2. Na comunidade dos crentes é inconcebível que os irmãos vivam se
estapeando (Soube de dois irmãos crentes que chegaram às vias de fato.
Graças a Deus eles se perdoaram e voltaram às boas).
3. No caso de Caim, é que ele era mesmo do maligno e as suas obras eram más
e as de se irmão justas. A maldade e a inveja fizeram de Caim um homicida.

(v.13) - Meus irmãos, não vos maravilheis, se o mundo vos odeia.

1. João procura aqui fazer uma relação com o que aconteceu no passado com o
que pode acontecer hoje. Assim como Caim, cujas obras eram más, odiou a

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seu irmão Abel, que as obras eram justas, da mesma forma o mundo nos
odeia.
2. Não devemos ficar admirados caso isso aconteça conosco; é próprio do
mundo odiar os que seguem a Cristo (João 15.18,19).

(v.14) - Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os
irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte.

1. O mundo viver da prática do ódio não é algo que deve nos deixar admirados,
porque isso é próprio dele.
2. João estabelece o amor como ‘aferimômetro’ da nossa passagem da morte
para a vida. Se alguém entre nós não ama a seu irmão, ainda permanece na
morte; portanto, esse tal irmão não pode estar entre os vivos.
3. Matthew Henry diz que o amor é a marca da nossa justificação e da nossa
transição de um estado de morte para o estado de vida.

(v.15) - Qualquer que odeia a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum
homicida tem a vida eterna permanecendo nele.

1. Talvez nenhum crente declare que odeia a seu irmão, mas as suas ações
podem denunciar o seu verdadeiro sentimento em relação a ele.
2. Incompatibilidade. Um estado permanente de ódio cria um obstáculo para um
estado de vida eterna permanente. Se fossem dois corpos, diríamos que, é
impossível dois corpos tomarem um mesmo espaço.
3. Parece-nos que João estabelece um limite para a irmandade, isto é, não são
todos que podem fazer parte da igreja, mas apenas aquele que ama
declaradamente ao seu irmão.

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(v.16) - Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos
dar a vida pelos irmãos.

1. O amor é a representação da mortificação da nossa própria vontade. Jesus ao


dar a sua vida por nós estabeleceu como regra obedecer ao Pai até o fim.
2. A comparação a respeito de tudo o que já vimos a respeito de Caim é a
seguinte: Em Caim, o ódio tira a vida; em Cristo, o amor gera a vida.
3. Não sei em que sentido ‘devemos dar a vida pelos irmãos’, mas é certo que a
vida cristã é levada ao seu mais alto nível de comunhão quando vivemos em
função uns dos outros.

(v.17) - Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe
cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus?

1. Aqui vemos a prática do amor na mais bela acepção da palavra: doação -


todas as coisas em função do outro.
2. Confesso que temos sido tomados por uma espécie de dureza de coração. Já
não atendemos as necessidades dos irmãos como antes. Talvez os
aproveitadores têm nos levado ao fechamento dos nossos corações.
3. Surge uma dúvida joanina! Como estará nele o amor de Deus? O amor é
demonstrado através de atitudes. Quem não tiver a competência de amar a
seu irmão não está habilitado para ser crente.

(v.18) - Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em
verdade.

1. O amor não deve ser apenas em palavras, mas também em ação (Tiago 2.15-
17).
2. O amor deve ser a expressão da verdade através de ações práticas e não da
boca para fora com palavras vazias.

PR. Eli da Rocha Silva 11/11/2009


Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – S.Paulo-SP
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